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TUTELA DE URGÊNCIA –NOVO CPC

A antecipação da tutela requerida pela autora foi acolhida no Novo CPC como tutela de
urgência, espécie de tutela provisória, encontrando tratamento específico nos arts. 300 e
seguintes do novo diploma processual.
Os requisitos para a concessão da antecipação da tutela encontram-se previstos no art.
300, do novo CPC, o qual dispõe nos seguintes termos:
Art. 300. A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo.
§ 1º Para a concessão da tutela de urgência, o juiz pode, conforme o caso, exigir caução
real ou fidejussória idônea para ressarcir os danos que a outra parte possa vir a sofrer,
podendo a caução ser dispensada se a parte economicamente hipossuficiente não puder
oferecê-la.
§ 2º A tutela de urgência pode ser concedida liminarmente ou após justificação prévia.
§ 3º A tutela de urgência de natureza antecipada não será concedida quando houver
perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.
No presente caso, entendo que se encontram presentes os elementos necessários à
obtenção da tutela de urgência requerida pela autora, na medida em que, por meio dos
documentos que esta fez acompanhar a inicial da presente demanda resta evidenciada a
probabilidade do direito pretendido pela autora. Nesse aspecto, além da autora demonstrar
que, conforme sustentou na peça inicial, não teve gerência sobre a atividade empresarial
da empresa Comércio de Alimentos São Vicente Ltda, há também ofício nº 64/2015
encaminhado à ré pelo Juízo da 5ª Vara Cível de Maceió, determinando a exclusão do
nome da autora do quadro societário da empresa executada. Presentes, portanto,
elementos que evidenciam a probabilidade do direito pretendido pela autora.
No que tange ao perigo de dano, apesar do curso natural da execução não ser
circunstância que, por si, justifique a concessão de antecipação de tutela que tenha por
objeto a sua paralisação, no presente caso, em que a autora demonstra ser pessoa
hipossuficiente (já que representada pela Defensoria Pública da União) e a continuidade
da execução implica na concreta possibilidade de penhora – sobretudo – de valores
depositados em conta da autora, limitando, assim, os recursos necessários a sua própria
subsistência, entendo restar configurado o requisito em questão. Ademais, data de 2015 a
determinação judicial de exclusão dos quadros societários à ré, e, até a presente data,
esta não tomou as devidas providências no sentido de cumpri-la nos autos das execuções
fiscais de regência.
Além do mais, a concessão da presente tutela não acarreta perigo de irreversibilidade dos
efeitos que dela decorrerão.
Como se vê, encontram-se preenchidos os requisitos necessários à concessão da tutela
de urgência pretendida pleiteada pela autora, devendo, portanto, ser acolhido o pedido,
sem prejuízo da aplicação do disposto no art. 302, do Novo CPC.