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CONCEITOS DE DIVERSOS AUTORES II

Cada vida é um desencadeamento


psíquico que não se pode dominar a não
ser parcialmente...”
(JUNG,Memória,Sonhos e
Reflexões,1963, p.19)

Edmond Gilliéron é outro autor de importância dentro da história da


psicoterapia breve. Denominou o seu trabalho de Psicoterapia Breve de
Inspiração Psicanalítica. Teve influência de Malan e Ballint na sua construção
teórica. O procedimento do trabalho terapêutico se dava com a realização de
uma primeira entrevista com finalidade de levantar dados de anamnese. em
seguida, caso o paciente fosse indicação para a psicoterapia breve, se
realizaria uma hipótese psicodinâmica simples. A realização de uma segunda
entrevista se daria e teria como um de seus objetivos, confirmar a hipótese e
então, através de ensaios interpretativos, se ofereceria ao paciente uma
amostra do trabalho a ser realizado. A psicoterapia no entendimento desse
autor, de interpretação psicanalítica se realizaria com o trabalho de
associações livres devendo o terapeuta adotar uma postura face a face com o
cliente e estabelecer uma neutralidade no processo psicoterápico. Entendia
que o tempo da psicoterapia deveria ser determinado e as indicações para o
atendimento seriam flexíveis.

Em L.Bellak e Small, temos a Psicoterapia de Emergência e Psicoterapia


Breve. Consideravam que o processo deveria ter como objetivo o atendimento
às emergências psicológicas e desse modo, tempo era um fator determinante
para o sucesso do trabalho. Estabeleciam 6 a 12 sessões e o foco deveria ser
edipiano. O terapeuta adotaria uma atitude de apoio sendo os critérios de
seleção flexíveis, incluindo-se pacientes boderlines. Consideravam que as
psicoterapias breves tinham importância fundamental para o tratamento de
pacientes em instituições de serviços em saúde mental.

Em K. Lewin temos a denominação de Encontros Breves não definindo


o tempo do processo inicialmente. Considerava que o objetivo de tal
psicoterapia deveria se ater a explicação do conjunto dos distúrbios neuróticos.
A técnica de trabalho deveria levar em consideração a necessidade de uma
postura do terapeuta mais pedagógica estabelecendo como uma situação pré-
focal, sintomas que levassem a uma probabilidade diagnóstica de
masoquismo/culpa e desse modo, o autor estabelecia como importante que os
critérios de seleção de paciente fossem flexíveis.
M.Leibovich denominou a sua psicoterapia de Psicoterapia Breve
Supressora de Ansiedade e tinha como objetivo principal atendimento a
pessoas muito fragilizadas egoicamente e desse modo, mais indicada a
atendimento institucional. Estabelecia uma freqüência de uma a duas vezes por
semana e o tempo de psicoterapia deveria ser de nove meses. O trabalho
deveria ter ainda como objetivo o reforço egóico do indivíduo.

A psicoterapia breve avançou no Brasil pela Argentina onde surgiram


trabalhos significativos (Knobel, Braier, Fiorini entre outros). Já no Brasil,
Maurício Knobel desenvolve juntamente com Szpilka, a Psicoterapia Não
Regressiva. Tinham como objetivo, adequar à psicoterapia a realidade da
demanda. Desse modo, desenvolveram o trabalho em PB em Universidade e
Hospitais (inicialmente na Argentina e depois no Brasil). Consideravam que a
psicoterapia deveria ser de tempo e objetivo limitado. Os insights deveriam ser
predominantemente cognitivos e a importância de se realizar um diagnóstico
holístico (que inclui desde os mecanismos de defesa até as estruturas
psicopatológicas do Ego, situação familiar e social do paciente e até a
localização geográfica do mesmo). Consideravam importantes esses autores
que deveria haver a verificação dos recursos terapêuticos ao caso e esses
incluiriam os do terapeuta também. Consideraram que o tempo do processo é
flexível e que cada terapeuta deveria ter seu “tempo operacional” dentro do
enquadre disponível do trabalho terapêutico. Knobel estabelece as diferenças
básicas entre a psicanálise e os processos terapêuticos breves. Estes se
diferenciam pelo manejo e estratégias diferentes do que chamaram de
aspectos fundamentais da psicanálise (transferência, emergência da neurose
transferencial, estimulação da regressão, processo de elaboração e mutação
de objetos internos da projeção e introjeção como mecanismos funcionais). A
psicoterapia é assim, um processo Não regressivo, de tempo e objetivos
limitados, proporcionando insights predominantemente cognitivos. A
Psicoterapia Breve difere da Psicoterapia de Emergência por ser a segunda um
processo mais rápido e que se utiliza apenas de algumas características da
Focal. É uma terapia de Urgência para situações especiais de Crise e
existência de episódios psicóticos, tentativas de suicídio, delírios agudos, etc.
Procede-se estancando a Crise, obtendo um alívio sintomático. A busca do
insight é deixado para segundo momento terapêutico, uma vez que nessas
situações as condições egóicas do paciente não são favoráveis.

Ryad Simon no período em que esteve como coordenador do setor


de saúde mental dos alunos da Escola Paulista de Medicina entre 1970 e 1985,
coordenou uma pesquisa com calouros. O trabalho teve como objetivo a
verificação da configuração adaptativa por meio de medidas (Escala
Diagnostica Adaptativa Operacionalizada – EDAO). Para ele, as crises ocorrem
pela presença de microfatores (Fs) que podem ser internos ou externos. Esses
fatores sacodem a estabilidade levando a mudanças bruscas. Desse modo,
considera que as crises podem ser: por aquisição (e conseqüente aumento do
universo pessoal) e por perda (redução no universo pessoal). Para Ryad o
universo pessoal vem a ser o conjunto formado pela pessoa mais a totalidade
de objetos externos (outras pessoas, bens materiais e espirituais bem como
situações sócio-culturais). Desse modo, entre os períodos de adaptação
estável existem a ocorrência de Micro fatores (Mfs). Eles operam
cumulativamente, sendo nesse período, a evolução no sujeito, mais lenta.
Mesmo quando há o predomínio de Mfs negativos e conseqüente diminuição
adaptativa, as modificações se dão num período de tempo longo e não
requerem intervenções urgentes. Assim, considera que os programas
preventivos, sobretudo em países pobres, devem concentrar-se nos
atendimentos de Crise. Para Ryad as psicoterapias breves são aplicadas a
situações dos recursos disponíveis. Agilizando-se os atendimentos, atende-se
a uma demanda maior. O processo consta de entrevistas que podem ser feitas
por um profissional de saúde treinado e denominado de psico-higienista. Na
entrevista, se utiliza um questionário padrão da EDAO que identifica a área de
dificuldade do sujeito. São denominados de setores de Produtividade, Afetivo-
Relacional, Sócio-Cultural e Orgânico. Ryad considera que após as entrevistas,
se estabelece a situação-problema de acordo com o setor da personalidade
atingido. O tempo do processo é de doze sessões e o objetivo é estabelecer a
adaptação anterior à crise e se possível, melhorá-la.

A psicoterapia breve em se desenvolvendo e adquirindo várias


formas de desenvolvimento a partir de diversos saberes, construções teóricas
que lhe dão base de construção. Além dos autores citado, essa prática vem
sendo discutida no Brasil por outros autores, entre eles: Vera Lemgruber, com
orientação psicanalítica; Ferreira-Santos, psicodramatista; Sophia
Caracushansky, Liliane Melo no enfoque Junguiano, evidenciando que a
psicoterapia breve está presente em diversas linhas de abordagem e objetivo
de ajudar o indivíduo a resolver problemas de sua realidade e desse modo,
reabilitar sua capacidade de desenvolvimento, sua individuação.