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Português 9.

º Ano
2014 /2015

Luís de Camões, Os Lusíadas – “Consílio dos Deuses” (I,19-41)


1. Copia para o teu caderno a sugestão de resposta do Grupo III do 4.º teste (na plataforma Moodle ou no
blogue).
2. Lê o reconto do episódio “Consílio dos Deuses” e seleciona, de entre as opções que te vão sendo
fornecidas, aquela que completa corretamente o sentido do texto.
Iam os navegadores de Vasco da Gama tranquilamente navegando ali na zona do Cabo da Boa Esperança /
Canal de Moçambique, quando os deuses decidiram, juntar-se no monte Olimpo, a pedido de Júpiter / Marte,
seu chefe, que mandara o seu veloz mensageiro Apolo / Mercúrio convocá-los. É que Júpiter tinha algo muito
importante a decidir: se devia ou não ajudar os portugueses a chegar à Índia, seu objetivo. Era de opinião de que
devia / não devia ajudá-los, mas gostava de consultar os restantes deuses sobre o assunto, juntando -os em
reunião geral, ou consílio.
Os deuses acorreram ao chamamento de Júpiter, deslocando -se pela Via Láctea, até ao Olimpo, onde se
sentavam de acordo com as regras protocolares, que mandavam ficar nas filas de trás / da frente os mais antigos
e poderosos e à frente / atrás os mais novos.
Iniciado o Consílio, falou, em primeiro lugar, Neptuno / Júpiter, que estava num trono de diamante.
Foi breve no seu discurso, dizendo:
- Como provavelmente já sabereis, é intenção dos Fados, entidades mais poderosas ainda do que nós, deuses,
que os portugueses venham a alcançar a Índia / o Brasil e lá construir um grande império. Ora a frota de Vasco da
Gama está já bastante fatigada e necessita de ajuda. Por isso, talvez seja bom / mau prestar-lhe tal ajuda,
facilitando-lhe / dificultando-lhe a viagem.
Esta opinião de Júpiter não foi bem recebida por todos e de imediato se formaram dois partidos: um,
comandado por Baco / Apolo, deus dos baixos instintos e do vinho / amor, que temia que os Portugueses viessem
a ultrapassá-lo em fama / riqueza na Índia e entendia, por isso mesmo, que não se devia ajudá-los de nenhum
modo. Um outro partido era liderado pela mais bela / jovem das deusas, Vénus, deusa da sabedoria / do amor,
que gostava dos Portugueses porque os achava parecidos com os romanos / gregos, descendentes de Eneias, seu
filho e fundador de Roma / Atenas. Os Portugueses eram, de facto, parecidos com os romanos / gregos, na
coragem / ambição, na língua que falavam, semelhante ao latim, e nas vitórias que, como eles, tinham tido no
Norte / Sul de África. Ela não o dizia, mas, no fundo, tinha a esperança de que, se ajudasse os Portugueses, viesse
a ser estimada e celebrada por eles e o seu culto levado ao Oriente.
Perante tão diferentes opiniões, gerou-se enorme consenso / discussão e tumulto / tranquilidade no Olimpo,
já que ninguém se entendia. Foi então que Mercúrio / Marte, deus da Guerra, muito temido pelos restantes e
antigo apaixonado por Vénus, teve uma intervenção decisiva. Bateu com o bastão na testa / no chão, exigindo
silêncio, e com ar envergonhado / furibundo, disse que Baco / Júpiter tinha mau carácter, pois era movido pela
ambição / inveja e que, se assim não fosse, defenderia os Portugueses, já que eles eram descendentes de Luso /
Viriato, seu companheiro. Afinal, o que Júpiter tinha a fazer era não voltar atrás com a sua decisão, uma vez que
era “fraqueza / injusto desistir-se da coisa começada” e enviar Baco / Mercúrio mostrar aos navegadores um
porto onde estes fossem bem recebidos / o caminho para a Índia.
Perante estas palavras, Júpiter consentiu / revoltou-se e, depois de distribuir néctar/recados pelos restantes
deuses, deu por findo/suspenso o Consílio.
Amélia Pinto Pais, Os Lusíadas em Prosa. Areal Ed., 2012 (adaptado)

3. Lê as estrofes 33 e 34 do Canto I de Os Lusíadas (pág. 134 do teu manual) e escreve um texto


expositivo (que, se possível, deves enviar por correio eletrónico para marialima@escolaspeniche.com), com
um mínimo de 80 e um máximo de 140 palavras, no qual explicites o seu conteúdo.
O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte de conclusão.
Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os tópicos apresentados a
seguir.
a) Indicação do episódio a que pertencem as estrofes
b) Identificação das duas personagens que, nestas estrofes, defendem posições opostas relativamente aos
portugueses
c) Explicitação do motivo da discussão entre essas duas personagens
d) Explicação das três razões que suportam a posição sustentada pela personagem que defende os
portugueses
e) Justificação da importância deste episódio para a glorificação do herói de Os Lusíadas.
Bom trabalho! 