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Títulos de crédito mais usuais

Duplicata, Cheque e Nota Promissória.

Duplicata
Legislação Aplicável : Lei 5.474, de 18 de Julho de 1968

Conceito – art.1º
A duplicata é o título de crédito emitido com base em obrigação proveniente de
compra e venda comercial ou prestação de certos serviços.
É um título causal, ou seja, encontra-se vinculada à relação jurídica que lhe dá
origem que é a compra e venda mercantil. Somente a compra e venda
permitem o saque da duplicata mercantil.
A duplicata surge por ocasião da venda de uma mercadoria, com prazo não
inferior a 30 dias.
O vendedor deverá extrair a respectiva fatura para apresentá-la ao comprador.
No momento da emissão da fatura, ou após a venda, o comerciante poderá
extrair uma duplicata que, sendo assinada pelo comprador, servirá como
documento de comprovação da dívida.
A duplicata após receber o aceite, passa a ser um título de crédito, circulável à
ordem, ou seja, por endosso; antes não, pois é apenas um documento.
Rubens Requião - Curso de Direito Comercial, Saraiva, S. Paulo, 12.ª ed., vol.
2,

Figuras intervenientes
A duplicata mercantil contempla duas figuras que a integram:
o sacador e o sacado
O sacador é o vendedor da mercadoria e deverá ser comerciante ( credor ).
O sacado é o comprador.
Logo, o sacador emite a duplicata em seu favor e contra o sacado.
Podem figurar na duplicata outras duas pessoas: o endossante e o avalista.
A duplicata, como título formal que é, poderá circular por meio de endosso.
E o primeiro endossador do título, como é óbvio, será o vendedor, que emite a
duplicata em benefício próprio contra o comprador.
O endosso em preto transfere a propriedade da duplicata.
Embora tanto as notas promissórias como as duplicatas sejam uma promessa
de pagamento, elas não se confundem, pelo simples fato de ser a duplicata um
título causal, que para sua validade deverá originar-se de um contrato de
compra e venda comercial ou prestação de serviço, ao passo que a nota
promissória é um título abstrato que não permite, após sua criação, a discussão
de sua origem.

Requisitos de validade – art. 2º


O artigo 2º da Lei da Duplicata traz os requisitos sem os quais o título não
valerá como duplicata :
- denominação duplicata, data de emissão e nº de ordem ;
- número da fatura ;
- vencimento ( ou declaração de ser à vista );
- nome e domicílio do vendedor e do comprador ;
- valor ;
- local de pagamento ;
- cláusula à ordem ;
- aceite do devedor ( sacado ) ;
- assinatura do emitente.

Documento emitido sem obediência àquele modelo não gera efeito cambial.

Recusa e Aceite - art. 8º


O aceite – escreve o Prof. Frederico Moura de Paula Lima – “é a declaração
pela qual o comprador (sacado) assume a obrigação de pagar a quantia
indicada no título, na data do vencimento”
O aceite dado pelo comprador mediante sua assinatura na duplicata é uma
maneira de reconhecer a exatidão da mesma e a obrigação de realizar o seu
pagamento.
Em certas circunstâncias poderá o comprador deixar de aceitar a duplicata :
a- avaria ou não recebimento das mercadorias, quando não expedidas ou não
entregues por sua conta e risco;
b- vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou na quantidade das mercadorias,
devidamente comprovadas;
c- divergências nos prazos ou nos preços ajustados.

Vencimento
A duplicata pode ser sacada à vista ou a prazo. Na duplicata à vista, o
vencimento é determinado pelo momento da apresentação do documento ao
sacado (comprador).
A lei admite a prorrogação (ou reforma ) do prazo de vencimento, mediante
declaração em separado ou nela inscrita, assinada pelo sacador ou endossatário
(possuidor). Na hipótese de haver endossante e/ou avalista necessária se torna
a anuência deles para manter sua coobrigaç

Protesto – art. 13
A duplicata pode ser protestada por falta de aceite, de devolução ou de
pagamento ( artigo 13 da LD ).
Permite-se o protesto ainda que sem a apresentação do título no cartório.
Na verdade, trata-se de uma exceção à característica da da cartularidade, já
que dispensa vista ao documento, processando-se por intermédio de indicação
do credor ( artigo 13, parágrafo 1º da LD ).
A ausência do protesto, por falta de aceite ou de devolução, não impossibilita o
mesmo ato lastreado na falta de pagamento.
No caso da Duplicata, da Letra de Câmbio e da Nota Promissória, se eu não as
protesto dentro dos prazos legais (LC e NP em 2 dias úteis do vencimento e a
DP em 30 dias do vencimento), perco o direito de execução em face aos
endossantes e seus avalistas, mas não perco em face ao devedor principal e
seus avalistas, bem como em face ao sacador da LC e da DP.

Ação Pertinente – art. 15


Desde que seja um título de crédito, a cobrança da duplicata dar-se-á através
da Ação Executiva.
Na ação de Execução haverá uma audiência de Conciliação, onde se procurará
negociar a FORMA DE PAGAMENTO (não se discute nada do título - apenas
como será feito o pagamento, se será parcelado, etc...).
Mas atenção - para entrar direto com Ação de Execução, o título deve estar
dentro do "prazo de validade" (ver “prescrição para ação “ )
Não esquecer que a duplicata sem o aceite expresso, para a Ação Executiva e,
consequentemente, a Falência, deve estar acompanhada do respectivo
comprovante da entrega da mercadoria além do protesto.
A consumação do aceite tácito também é necessária. “O sacado não tenha,
comprovadamente, recusado o aceite, no prazo, nas condições e pelos motivos
previstos nos arts. 7.º e 8.º desta lei”.
Ao incluir a duplicata no elenco dos títulos executivos extrajudiciais, o Código
de Processo Civil ( art. 585 ) a sujeitou às regras formais da disciplina do
processo executório.
Em São Paulo para intentar ação falimentar há necessidade do Protesto
Especial “para fins falimentares”.

Prescrição para Ação – art. 18


A prescrição do prazo para se propor a ação se dá :
- 03 (três) anos da data do vencimento - contra o sacado e respectivos
avalistas ;
- 01 (um) ano da data do protesto - contra endossantes e seus avalistas ;
- 01 (um) ano da data do pagamento - quando movida por um coobrigado
contra os demais
Os prazos acima referem-se à prescrição para ações de Execução e de Falência.
Para ação Ordinária de Cobrança, contra o devedor, a prescrição é de 20 anos.
Importante: atente para a novidade que o Código Civil trouxe, em seu artigo
202,III – que trata da interrupção do prazo prescricional pelo protesto.
Assim, torna-se importante saber manusear o protesto, para tirar proveito do
mesmo.
No caso da Duplicata, da Letra de Câmbio e da Nota Promissória, se eu não as
protesto dentro dos prazos legais (LC e NP em 2 dias úteis do vencimento e a
DP em 30 dias do vencimento), perco o direito de execução em face aos
endossantes e seus avalistas, mas não perco em face ao devedor principal e
seus avalistas, bem como em face ao sacador da LC e da DP.
Assim, se eu protestar a DP, a NP ou a LC no último dia dos três anos, o prazo
prescricional se interromperá e eu ganharei mais 3 anos para intentar a ação
executiva em face ao devedor principal e seus avalistas, bem como em face ao
sacador da LC e da DP.
Isso quer dizer que o prazo prescricional da ação cambial executiva poderá se
estender a 6 (seis) anos.
E mais, como o avalista que paga uma LC, NP tem o prazo de 6 meses para
intentar a ação regressiva, a contar do pagamento (ou de 1 ano, no caso da
Duplicata), posso afirmar que, para a duplicata o prazo prescricional da ação
regressiva pode chegar a 7 anos; e da LC e NP pode chegar a 6 anos e 6
meses. Isso, considerando-se que o título foi protestado no último dia de 3
anos e, também, no último dia dos outros três anos o avalista venha a pagar o
título.

Duplicata de Prestação de Serviços – art. 20


A duplicata é um título causal, que tem seu alicerce no contrato de compra e
venda mercantil ou na prestação de serviços.
O artigo 20 da Lei n.º 5.474, de 1.968, autoriza as firmas individuais, as
sociedades e as fundações a fazerem extração de duplicatas que correspondam
à prestação de serviços em quantias iguais às respectivas faturas, que
discriminarão a natureza dos serviços prestados.

Triplicata – art. 23
Se se extravia ou se perde a duplicata, a Lei da Duplicata autoriza o vendedor a
extrair uma triplicata, ou seja, uma cópia da duplicata, que terá os mesmos
efeitos, requisitos e formalidades desta.

Duplicata simulada – art. 172 Código Penal


Duplicata “fria” : sacador e aceitante incorrem em crime de
estelionato
A duplicata é titulo cuja existência depende de um contrato de compra e
venda comercial ou de prestação de serviço. Toda duplicata deve
corresponder a uma efetiva venda de bens ou prestação de serviços. A emissão
de duplicatas que não tenham como origem essas atividades é considerada
infração penal. Trata-se da chamada " duplicata fria" ou duplicata simulada
O Código Penal assim define essa infração:
Emitir fatura, duplicata ou nota de venda que não corresponde à mercadoria
vendida, em quantidade ou qualidade, ou ao serviço prestado
Pena: detenção de dois à quatro anos, e multa ( Código Penal, art. 172 ).

Fonte: http://www.qualitycobrancas.com.br/artigo.htm

“DUPLICATA”
( Lei n.º 5.474/68)

 Conceito : Título de crédito causal, preso obrigatoriamente a um


contrato de compra e venda mercantil a prazo.
 Finalidade : A duplicata serve para documentar o saque do vendedor
pela importância faturada ao comprador para circulação como efeito
comercial. (FACULTATIVA)

 Fatura : Título emitido, obrigatoriamente, na venda mercantil com


prazo de 30 dias, contado após a entrega da mercadoria ou remessa,
contendo a discriminação das mercadorias vendidas.

- A duplicata deve conter o valor líquido da fatura;


- Uma duplicata não pode corresponder a mais de uma fatura;

 Apresentação para Aceite : prazo para remessa de duplicata será de


30 dias, contado da data de emissão. Quando a apresentação for
feita por Instituição Financeira, o prazo é de 10 dias, contados da
data de seu recebimento na praça de pagamento.
 Aval :

- O avalista, equiparado ao comprador que não aceitou o título, responde


pelo pagamento. Mesmo porque o comprador é responsável mesmo sem
seu aceite.
- É válido o aval, embora não aceito o título pelo devedor, dada a sua
autonomia como obrigação.
- O avalista de duplicata fica desonerado se foi prorrogado o vencimento,
sem sua anuência.

 Protesto : Será tirado na praça de pagamento constante no título

- por falta de aceite


Necessário apresentação do comprovante da entrega
- por falta de da mercadoria.
devolução
- por falta de
pagamento
 Prazo :

- 30 dias, contado do seu vencimento.


- O protesto por falta de aceite provoca o vencimento antecipado do título,
o mesmo ocorre para a falta de devolução.
 Execução : - duplicata aceita, protestada ou não;

- duplicata não aceita, protestada e acompanhada do comprovante da


- entrega da mercadoria.

 Recusa do Aceite : Condições:

a) não haja correspondência com os prazos ou com os preços ajustados;

b) vícios, defeitos e diferenças na qualidade ou quantidade das


mercadorias compradas;

c) avaria das mercadorias ou não recebimento das mesmas, quando não


forem expedidas ou entregues por conta do comprador;

 Devolução : comprador devolverá com aceite ou não, no prazo de 10


dias, contados da apresentação.

DUPLICATA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

 Empresas individuais ou coletivas, fundações ou sociedades civis que


se dediquem à prestação de serviços poderão emitir duplicata.
 A duplicata de prestação de serviços obedece aos modelos, condições
e prazos estipulados para a duplicata mercantil.

 Deverá ter como causa obrigatória um contrato relativo à prestação


de serviços onde serão definidas as condições e preços.

 Profissionais liberais – A lei não lhes concedeu a faculdade de emitir


duplicata, mas apenas extrair fatura dos serviços prestados.

 Recusa do aceite:

a) não correspondência com os serviços contratados;

b) vícios ou defeitos na qualidade dos serviços prestados;

c) divergência nos prazos e preços ajustados.

Fonte: http://www.mariaceleste.adv.br/2,5,roteiro_estudo.html

DUPLICATA

Atenção: Ao fim do texto, a legislação pertinente, assim como alguns links ilustrativos,
julgados e uma visão geral conforme Tullio Ascarelli.
Conteúdo

[esconder]

1 INTRODUÇÃO:
2 HISTÓRICO:

3 CONCEITO:

4 REQUISITOS:

5 SUJEITOS:

6 DUPLICATA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS:

7 VENCIMENTO:

8 FIGURAS INTERVENIENTES:

9 TRIPLICATA:

10 DUPLICATA COM ACEITE:

11 COBRANÇA DA DUPLICATA COM ACEITE:

12 DUPLICATA SEM ACEITE:

 12.1 DESCONTO DE DUPLICATA NÃO ACEITA

 12.2 POSSIBILIDADE DE EXECUTAR A DUPLICATA SEM ESTAR NA POSSE DO TÍTULO CASO O SACADO O RETENHA

INDEVIDAMENTE, NÃO O DEVOLVENDO QUANDO ENVIADO PARA QUE DESSE SEU ACEITE:

13 ENDOSSO DA DUPLICATA:

14 AVAL NA DUPLICATA:

15 PAGAMENTO DA DUPLICATA:

 15.1 DUPLICATA VIRTUAL OU DUPLICATA ESCRITURAL:

 15.2 PAGAMENTO DE DUPLICATA FEITO DIRETAMENTE À SACADORA:

16 REFORMA E PRORROGAÇÃO:

17 DUPLICATA SIMULADA OU SEM LASTRO:

18 PROTESTO DA DUPLICATA :

19 DIREITO DE REGRESSO NAS DUPLICATAS:

20 JUROS DE MORA NAS DUPLICATAS:

21 RESPONSABILIDADE CIVIL:
22 PRESCRIÇÃO DA AÇÃO DE COBRANÇA DA DUPLICATA:

23 AÇÃO ANULATÓRIA DA DUPLICATA:

24 VISÃO GERAL CONFORME TULLIO ASCARELLI:

25 ANEXO:

 25.1 LEGISLAÇÃO DAS DUPLICATAS:

 25.2 JULGADOS:

 25.3 Jursiprudência sobre casos referentes a duplicata:

 25.4 SÚMULA 248 - STJ:

 25.5 ILUSTRANDO DUPLICATAS:

 25.6 Interessante:

 25.7 Sites:

26 BIBLIOGRAFIA:

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INTRODUÇÃO:

O Brasil muito importa de outros ordenamentos jurídicos. De algumas normas, passando por muitos códigos e

até sistemas normativos por inteiro. No entanto, também existem espécies jurídicas que também exporta. A

duplicata é uma criação brasileira. Como será abordado mais adiante, o feito constitutivo das duplicatas (ou

para os mais céticos, o prévio-feito) foi o art. 219 do Código Comercial brasileiro de 1850 (Regulamento 737 de

25.11.1850). Para entendermos duplicatas, cumpre observar o motivo de tal espécie de título de crédito em

nosso sistema. Não se trata de uma análise conceitual de sua natureza jurídica, mas observar o porquê de sua

utilidade prática. Logo, cumpre enunciar o ensinamento de Fran Martins ao explicar que a utilidade das

duplicatas está na proteção ao vendedor contra aqueles, em venda a prazo, que não cumprem com a data

estipulada para o pagamento do preço. Este documento visa a garantir ao vendedor um procedimento mais

célere para o recebimento das importâncias enquanto vendas a prazo. Apesar de este instituto existir em nosso

Ordenamento Jurídico há quase 160 anos e, logo, muitos estudos poderem ser feitos, em sede de graduação

(3º grau), isso não ocorre. As faculdades que possuem a disciplina de Títulos de Crédito, em sua quase

totalidade, optam por estudar a espécie de Letra de Câmbio em um grau de profundidade que deveria ser

condenado pelo mercado. Isso porque tal espécie nunca foi utilizada no comércio em geral. Já a espécie da

Duplicata possui enorme utilidade prática na vida cotidiana dos comerciantes. Vale também dizer que não custa

muito fazer uma análise legislativa da lei 5474/68 (a lei vigente das duplicatas, L.P.) por tratar da matéria em
voga em apenas 26 artigos. Portanto, uma vez declarada a importância prática e a facilidade em tratar sobre

esta matéria, se torna necessário entender o conceito da Duplicata.

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HISTÓRICO:

A implantação da duplicata no Brasil remonta ao Código Comercial de 1850, que previu a fatura ou conta

assinada no seu artigo 219, à qual se aplicavam as regras do direito cambiário, por força do artigo 487 e dava-

lhe a ação descendiária. No entanto, tal dispositivo não gerou o efeito desejado pelo legislador, visto que os

comerciantes continuaram a procurar novas fórmulas que lhes dessem maiores garantias no recebimento dos

créditos resultantes de vendas a prazo. A solução apenas foi encontrada quando os comerciantes voltaram os

seus interesses para o governo, no sentido de que a um documento relativo às vendas mercantis seria afixado

um selo concernente ao imposto a ser pago ao fisco. Dessa aliança comércio-governo nasceria a duplicata.

Seguindo o contexto histórico, em 1914 foi promulgada a Lei Orçamentária n. 1919 que autorizava o governo a

regulamentar a cobrança do selo proporcional sobre as contas assinadas, equiparando-se às letras de câmbio e

notas promissórias. Acontece que, os comerciantes ainda possuíam o intuito de criar um título próprio. Tal

anseio finalmente foi alcançado com o Decreto n. 16.041 de 1923, alterado no mesmo ano pelo Decreto n.

16.189, que criou a Duplicata, contendo requisitos que satisfaziam ao governo como instrumento de

fiscalização e arrecadação de imposto sobre as vendas mercantis. Com a Constituição de 1934, a competência

da cobrança do imposto sobre vendas e consignações passou para os Estados, do que se elaborou nova

legislação que qualificava a duplicata como representativa do contrato de compra e venda mercantil e promessa

de pagamento do preço das mercadorias. Mais adiante, com as reformas de 1964 e a criação do imposto sobre

circulação de mercadorias, foram baixados vários decretos e leis a regulamentar a duplicata até culminar na

promulgação da Lei n. 5475/68 (Lei das Duplicatas). A despeito da boa intenção do legislador, a nova lei

possuía inúmeros defeitos práticos. Dessa maneira, em 1969 foi promulgado o Decreto-Lei n. 436/69 que trazia

diversas alterações ao diploma, inserindo inclusive a modalidade do aceite tácito das duplicatas. A lei em

questão está em vigor até os dias de hoje e é a responsável pela regulação do tema.

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CONCEITO:

A Duplicata, espécie de título de crédito que tem origem brasileira tem como característica ser de natureza

causal e a ordem, ou seja, tem uma causa que lhe da origem expressa no titulo e deve ser paga a ordem

expressa nele. Tal entendimento pode ser extraído do art. 1º da Lei 5474/68 ao normatizar que “em todo

contrato de compra e venda mercantil entre partes domiciliadas no território brasileiro, com prazo não inferior a

30 dias, contado da data da entrega ou despacho das mercadorias, o vendedor extirá a respectiva fatura para

apresentação ao comprador”. É um título formal, sendo necessário que tenha consigo todos os requisitos. Na

ausência de qualquer requisito, sua eficácia jurídica estará comprometida, desfigurando o título de crédito. Não

obstante, vale também dizer que é fundamental existência da anuência do devedor. Assim como mencionado

anteriormente, o motivo para que as duplicatas tenham surgido no Brasil consistiu numa demanda dos
comerciantes ao governo, para que se blindassem contra os devedores inadimplentes. Todavia, ainda existem

formas de tentar burlar tal espécie de título de crédito. Uma delas se dá através da duplicata simulada, isto é,

uma duplicata sem lastro ou fria. Logo, observando a possibilidade da existência de uma duplicata sem

provisão (sem recursos), fica penalmente configurado, de acordo com o art. 172 do Código Penal, o crime de

estelionato na modalidade de duplicata simulada. Apesar de esta ser uma exceção (de abusos deste instituto),

é importante notar a regra. A linguagem terminológica também é de essencial importância e deve ser utilizada

corretamente. Como pode ser visto a seguir: chama-se de sacador, o vendedor que é também o credor do

titulo mercantil (isto é, a duplicata), enquanto sacado é o devedor de tal titulo. As Duplicatas exigem a

existência de uma provisão determinada. Embora seja um título causal, não é a duplicata título representativo

de mercadorias ou de serviços . Sua circulação, como se trata de um título de crédito à ordem, pode ser

realizada por meio de endossos, transferindo todos os direitos e obrigações decorrentes daquela compra e

venda de mercadoria. Sua criação, como assim Wille Duarte Costa explica, pode ocorrer: ...no ato da extração

da fatura, para circulação como efeito comercia, decorrente da compra e venda mercantil ou da prestação de

serviços, não sendo admitida outra espécie de título de crédito para documentar o que do vendedor ou

prestador de serviços pela importância faturada ao comprador ou ao beneficiário dos serviços. Para o melhor

entendimento do momento de criação das duplicatas, é necessário ter os requisitos para a validade de tal

espécie de títulos de crédito. Para tanto, observar quais são eles é de fundamental importância. Na próxima

seção serão examinados tais itens.

Um outro ponto importante a ser mencionado é que, assim como outros títulos de crédito, a duplicata também

está sujeita aos princípios da cartularidade, literalidade e autonomia.

Esta é a definição que se extrai do site Wikipédia, acessado em 06 de outubro de 2008: “A duplicata mercantil

ou simplesmente duplicata é uma espécie de título de crédito que constitui o instrumento de prova do contrato

de compra e venda. Humberto Piragibe Magalhães e Christóvão Piragibe Tostes Malta (Dicionário Jurídico,

1º:371), a definem como o ‘título de crédito constituído por um saque vinculado a um crédito decorrente de

contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de serviços igualado aos títulos cambiários por

determinação legal. É título casual, formal, circulável por meio de endosso e negociável. Geralmente é título de

crédito assinado pelo comprador em que há promessa de pagamento da quantia correspondente à fatura de

mercadorias vendidas a prazo’.”

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REQUISITOS:

Para a validade da duplicata, é necessário notar o artigo 2º, parágrafo 1º, que elenca os requisitos essenciais.

Como dito anteriormente, já que a duplicata consiste em um título formal, é necessário que todos os seus

requisitos estejam presentes. Em outras palavras, o título perderá sua cambiaridade na ausência deles. A sub-

sessão a seguir consiste em um fichamento dos requisitos apontados por Wille Duarte Costa. Eles são: I – A

denominação “duplicata”, a data de sua emissão e o número de ordem: Tal requisito abrange três sub-

requisitos. O propósito dos três sub-requisitos serve para distinguir o título de crédito dos demais e também o

individualizar a ponto de poder ter certeza de a quem ele pertence. Desta forma, a denominação “duplicata”
auxilia a distinguir este tipo de título de crédito dos demais; a data de sua emissão ajuda, uma vez registrada

no Livro de Registro de Duplicatas, a facilitar as fiscalizações da Receita Federal enquanto matéria tributária

(i.e. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS); II – O número da fatura: Assim como o

numero de ordem da duplicata, o número da fatura também possui como função precípua a de servir como

exame de fiscalização para a Receita Federal. Ressalta-se que a ordem cronológica das faturas deve ser

respeitada. É importante também lembrar que a condição de existência da duplicata é a existência da fatura.

Em outras palavras, sem fatura, não existe duplicata; III – A data certa do vencimento ou a declaração de ser a

duplicata à vista: Somente são permitidos dois tipos de vencimento com as duplicatas, e eles são: à vista (ou

vencimento contra apresentação) quando no momento da apresentação da duplicata e com data certa quando o

vencimento é estipulado no titulo de crédito sem qualquer vicio. Na hipótese de omissão quanto à data de

vencimento, deverá ser observado a data da fatura. Desta forma, poderá se observar a data do vencimento; IV

– O nome e domicílio do vendedor e comprador: O Prof. Wille Duarte Costa explica que um dos motivos que se

conhecem o credor e o devedor consiste em razão da natureza tributária. No entanto, diverge-se da posição

adotada por ele ao entender que somente o erário fiscal é quem se beneficia desta obrigação. Cumpre lembrar

que a função prima dos títulos de crédito é a de estimular o comércio e a atividade econômica. Logo,

interpreta-se a obrigatoriedade de conter o nome do vendedor no titulo como forma de manifestação da boa fé

das partes. Assim, elas têm conhecimento de quem estão negociando tal objeto. Da mesma forma, entende-se

a necessidade de constar o domicílio tanto do vendedor quanto do comprador. Nos eventuais problemas

decorrentes do devedor, isto é, o comprador da duplicata, seja por falta do pagamento do preço ou quaisquer

demais situações, é importante saber o local onde o devedor deve ser procurado; V – A importância a pagar,

em algarismos e por extenso: Refere-se ao valor da operação financeira realizada. Para averiguação deste valor

líquido, cumpre ver o artigo 3o da L.P. Para saber qual é o valor exatamente de toda a operação financeira, é

necessário observar o valor da fatura. O valor deve ser pago em moeda nacional e não pode ser corrigido com

índices em desuso Em caso de confusão entre o valor em algarismo e por extenso, prevalece o valor por

extenso ; VI – A praça de pagamento: Consiste no local onde o pagamento deve ser realizado. Vale ressaltar o

fato que para todas as ações relacionadas à duplicata, é competente a ação ajuizada na comarca, aquela do

local de seu pagamento; VII – Cláusula à ordem: Significa que o titulo é transferível por meio do endosso.

Entende-se que o beneficiário é o vendedor, isto é, o sacador (ou credor). Cumpre salientar que o credor

somente é o sacador enquanto o mesmo na endossar a duplicata. Vale lembrar também que L.P. veda a

duplicata ao portador e...[a] clausula não à ordem ; VIII – A declaração do reconhecimento de sua exatidão e

da obrigação de pagá-la, a ser assinada pelo comprador, como aceite cambial: A declaração deve ser impressa

e o sacado (isto é, o comprador, também devedor) deverá fazer com assinatura de próprio punho. Desta forma,

estará ele sujeitando-se às condições daquela duplicata. No entanto, na eventual possibilidade do devedor não

querer assinar o titulo, então cumpre ao sacador observar as condições e motivos previsto nos artigos 7 e 8 da

L.P. Desta maneira, entende-se que a declaração formal do devedor não é o aspecto principal, constitutivo do

título. Ao contrário, o que caracteriza a duplicata é o conjunto de requisitos elencados nesta sessão. Na

possibilidade de duplicata simulada, o falso comprador assumirá a obrigação pelo pagamento da quantia de tal

Tíitulo perante qualquer portador de boa fé que assim exigir , como assim o fosse o verdadeiro devedor; IX – A
assinatura do emitente: Por emitente, entende-se o sacador, isto é, o vendedor. O vendedor deverá assinar o

titulo de próprio punho, ou através de seu mandatário. Este é o requisito de maior importância para a emissão

do titulo de crédito, como assim ensina o Prof. Wille Costa: sem ela o saque não existirá, ainda que existam os

outros requisitos. Através da assinatura do emitente os efeitos jurídicos são produzidos.

De maneira sistemática, tem-se que os requisitos da Duplicata são:

I. A denominação duplicata, a data de sua emissão e o número de ordem.

II. O número da fatura.

III. A data do vencimento ou a declaração de ser duplicata à vista.

IV. O nome e o domicílio do vendedor e do comprador.

V. A importância a pagar, em algarismos e por extenso.

VI. A praça de pagamento.

VII.A clausula à ordem.

VIII. A declaração do recebimento de sua exatidão e da obrigação de pagá-la, a ser assinada pelo comprador,

como aceite cambial.

IX. A assinatura do emitente.

Como os títulos de crédito servem para impulsionar o comércio, entende-se que, para sacar as duplicatas

mercantis, existe a necessidade de ser comerciante. Logo, interpreta-se comerciante tanto como pessoa física,

natural, dos comerciantes quanto como pessoa jurídica, que constituirá os atos jurídicos através de seus

representantes legais e não impedidos.

Duplicata Mercantil Definição: A duplicata mercantil é um Título de Crédito criado pelo Direito Brasileiro. Tal

título decorre de do comprovante de compra e venda mercantil realizado, definido em lei como fatura.

Legislação: O título de crédito em questão encontra-se disciplinado pela Lei n. 5.474, de 1968 (Lei de

Duplicatas). Tal dispositivo regula em seu artigo 1º que nas vendas mercantis a prazo é obrigatória a emissão

pelo vendedor de uma fatura que deverá ser apresentada ao comprador. Art . 1º Em todo o contrato de compra

e venda mercantil entre partes domiciliadas no território brasileiro, com prazo não inferior a 30 (trinta) dias,

contado da data da entrega ou despacho das mercadorias, o vendedor extrairá a respectiva fatura para

apresentação ao comprador. É a partir da emissão dessa fatura que o vendedor poderá (faculdade) extrair a

duplicata Mercantil (art. 2º da L.D.). Art . 2º No ato da emissão da fatura, dela poderá ser extraída uma

duplicata para circulação como efeito comercial, não sendo admitida qualquer outra espécie de título de crédito

para documentar o saque do vendedor pela importância faturada ao comprador.

Jurisprudencia do STJ refrente ao cumprimento dos requisitos:

<a href="https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=199800735704&dt_publicacao=03/11/2008">https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=199800735704&dt_publicacao=03/11/2008</a>

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SUJEITOS:

Sacador ou emitente: É o comerciante responsável pela criação do títuo. O sacador também pode ser chamado

de tomador ou beneficiário, uma vez que é ele quem se beneficia do saque. Este, por sua vez poderá transferir

o título por endosso, mas ficará sempre obrigado da garantia do pagamento - no caso de ação de regresso - em

razão do disposto no art. 25 da L.D., e do art. 9º da Lei Uniforme de Genebra. Comprador ou sacado: é a

pessoa que recebe o título. Quem compra e, estando de acordo com a mercadoria recebida, não declara

expressamente a sua não aceitação duplicata. O aceite não é necessário para a validade do título. Com ou sem

ele, não opostos os motivos do artigo 8º da L.D, a duplicata poderá circular, produzindo, dessa maneira, seus

efeitos como título de crédito. Lembrando que para que a duplicada possa sacada é preciso que haja prova de

entrega da mercadoria, ou seja, é preciso que tenha sido extraída a nota fiscal. 1.3 Requisitos à existência da

duplicata (Wille Duarte Costa): -Emissão por quem seja comerciante. -Celebração de contrato de compra e

venda pelo comerciante, como vendedor. -Entrega de mercadorias respectivas com fatura e nota fiscal, ficando

o comprovante de entrega em poder do vendedor comerciante. OBS: Ressalta-se que tais requisitos devem ser

observados concomitantemente.

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DUPLICATA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS:

Difere da duplicata mercantil no emitente (que não será comerciante) e no objeto que será a prestação de

serviços e não uma venda mercantil. Na duplicata mercantil o vendedor deve ser o emitente, enquanto na

duplicata será de o prestador do serviço. Além dessas pequenas diferenças, tudo é igual à duplicata mercantil.

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VENCIMENTO:

Servirá para indicar o momento do pagamento do título, podendo ser ordinário ou extraordinário. Ordinário: O

vencimento será ordinário quando fixado nos termos da lei e subdivide-se em: Data certa: Neste caso, o dia de

vencimento deve ser inserido no título e haverá de ser correspondente a data do Calendário Gregoriano. À

vista: contraprestação para título sacado. É também chamado de vencimento contra apresentação, não sendo

dessa forma, haverá erro. Entretanto, admite prova em contrário. O vencimento também pode se da contra

entrega da mercadoria ou do conhecimento de transporte, sejam ou não na mesma praça de vendedor e

comprador. Tal espécie de vencimento também é possível quando para pagamento para prazo inferior a 30

dias, contados da entrega ou despacho da mercadoria. Extraordinário: Caso do vencimento provocado para

verificar-se antecipadamente. Essa hipótese está prevista no art. 19 da Lei Cambial (Decreto 2.044/1908), que

dispõe: Art. 19. A letra é considerada vencida, quando protestada: I- pela falta de ou recusa do aceite. II- Pela

falência do aceitante. Falta ou recusa de aceite: Neste caso de vencimento extraordinário todos os obrigados na

duplicata poderão ser executados imediatamente, antes do vencimento ordinário. Falência do aceitante: A

execução pode ser processada contra os devedores de regresso e avalistas do aceitante, excluindo-se o próprio

aceitante falido, tendo em vista que o mesmo não pode ser executado em razão do processo falimentar.
Ocorrendo o protesto do título por uma das causas antes mencionadas, não há necessidade de qualquer outro

protesto para garantir a ação de regresso contra outros obrigados na duplicata.

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FIGURAS INTERVENIENTES:

São as mesmas da letra de câmbio, quais sejam: sacador, sacado ou aceitante, endossante e avalista. A lei

5.474/1968, ao fim deste documento, apresenta duas figuras (também, site com ilustração): venda mercantil e

prestação de serviços. O sacado aceita a duplicata; é representado pelo beneficiário. O sacado, concordando e

aceitando a duplicata, é aceitante. Endossante é quem transfere. O terceiro que a recebe é o endossatário.

Sacador, endossante e avalista são os garantidores. Sacado ou aceitante é o devedor.

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TRIPLICATA:

Prevista no art. 23 da lei de Duplicatas, a triplicata nada mais é do que uma cópia da duplicata que foi perdida

ou extraviada, possuindo ela os mesmos efeitos, requisitos e formalidades da duplicata que substituiu. No caso

de negação da duplicata por quem a porte, pode ser extraída triplicata, ou ainda em caso de ser a mesma

extraviada por algum motivo. O mesmo não ocorre em casos de furto e roubo da duplicata. Por ser título

causal, só compete ao sacado extraí-la. É obrigação líquida, podendo ser judicialmente cobrada.

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DUPLICATA COM ACEITE:

É um dos poucos títulos que comporta aceite. Ainda, não se pode olvidar de que deve ser ela datada. Se não

houver o aceite, à execução será necessário protesto cambiário, com a prova da entrega da mercadoria e a

devida certidão do protesto realizado Saliente-se aqui que o prazo máximo de apresentação da duplicata à vista

é de até um ano após sua emissão. Senão, será de 30 dias após. Conforme §1º do art. 7º da Lei de Duplicatas,

esta pode ser retida pelo sacado até a data do vencimento. Ainda, não pode ser apresentada para aceite no

vencimento, já que este é para pagamento. Sobre a busca e apreensão do título restituído pelo sacado, vide

art. 885 CPC e seguintes – com a possibilidade de prisão civil. Importante saber que, se a recusa do aceite for

injustificada, dá-se o vencimento extraordinário ou antecipado do título.

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COBRANÇA DA DUPLICATA COM ACEITE:

"DUPLICATA - Cobrança - Defesa com base na causa do título.

A duplicata, título causal por excelência, uma vez aceita e colocada em circulação, desliga-se de sua causa,

para se equiparar à letra de câmbio."

(Ag. Instrumento n. 129.008 - TACivSP - Pub. RT, vol. 409/252)


Concordando com o acórdão proferido, Lauro Muniz Barreto se pronuncia no sentido de que, levando em

consideração a aplicação subsidiária dos dispositivos da letra de câmbio, como prega, o art. 25 da Lei das

Duplicatas, subemetem-se as duplicatas ao princípio da solenidade, consagrado no artigo 2º da LUG, pelo qual

o título para ser válido tem de se revestir de uma determinada forma, com os requisitos que a lei considera

essenciais.

Com o aceite, firma-se a relação cambiária e abstrai-se de qualquer relação subjacente, devendo-se daí em

diante, na sua vida de circulação, considerar-se a duplicata um título abstrato. A diferença entre a cambial e a

duplicata está em que aquela pode ser sacada, em virtude de qualquer relação fundamental, e esta, de uma

venda determinada. Daí a abstração própria da cambial e a causalidade da duplicata até o aceite.

O vendedor asusme, na duplicata, escreveu Túlio Ascarelli, uma posição análoga àquela de quem seja

simultaneamente sacador e tomador de uma letra de câmbio, o comprador, uma posição análoga àquela do

sacado, numa letra de câmbio, e desde que reconheça a exatidão da duplicata e a assine, assume posição

análoga à do aceitante de uma letra, ou do emitente de nota promissória.

Beneficia-se a duplicata da clausula à ordem que, como se sabe, visou tornar mais rápida e mais fácil a

transferência de valores, e tem a vantagem de expungir o título de vícios, com relação aos terceiros de boa´-

fé, que é o que se pode qualificar de sua função saneadora da circulação cambial.

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DUPLICATA SEM ACEITE:

O aceite consiste no ato pelo qual a pessoa aceita a obrigação cambial, colocando seu nome na duplicata (ou

em letra de câmbio, por exemplo). Para que haja o aceite a duplicata deverá ser enviada ao comprador

(sacado) diretamente pelo vendedor, instituição financeira ou procuradores em um prazo de 30 dias contados

da data de sua emissão. Ele não é essencial à existência da duplicata (nem no título de crédito), podendo esta

circular e constituir-se título de crédito contra o sacado, desde que comprovado que houve a entrega das

mercadorias ou a prestação de serviços – não nas hipóteses dos artigos 7º, 8º e 21 da Lei de Duplicatas.

Embora o artigo 6º da Lei de Duplicatas nos faça entender que é faculdade ser a duplicata remetida ao sacado

para que aceite, William Duarte Costa entende ser esta uma obrigação – é um direito do sacado. A falta de

aceite pode ser motivada ou imotivada. Vencido o título sem aceite do sacado, o título poderá ser levado a

protesto (http://www.protesto.com.br/html/5d-3.shtml), o que pode ser feito a qualquer tempo, salvo direito

de regresso. Isso significa que, mesmo sem aceite, poderá ser objeto de execução. A duplicata sem aceite,

quando prescrita, não mais é título executivo, servindo, porém, como prova escrita capaz de tornar viável ação

monitória, que serve para acelerar a execução quando não há um título executivo.

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DESCONTO DE DUPLICATA NÃO ACEITA


Assim decidiu o Superior Tribunal de Justiça acerca do tema:

"DESCONTO DE DUPLICATA NÃO ACEITA - REPSONSABILIDADE DO BANCO ENDOSSATÁRIO POR

INDENIZAÇÃO DECORRENTE DA AÇÃO DE SUSTAÇÃO DE PROTESTO, UMA VEZ DEVOLVIDA A MERCADORIA

PELO ENDOSSANTE-SACADO"

"Ementa: O banco que recebe por endosso, em operação de desconto, duplicata sem causa, responde pela ação

de sustação de protesto e deve indenizar o dano dele decorrente, ressalvado seu direito contra a endossante."

(REsp 185.269-SP - 3a Turma do STJ - Rel. Min. Waldemar Zveiter)

O STj deu provimento de forma unânimo ao recurso especial. A referida Corte reconheceu não ser proibido pela

lei o endosso antes do aceite da duplicata, nem a duplicidade de títulos executivos para representação da

mesma obrigação. O STJ aceitou, até mesmo, que o banco endossatário estava obrigado a tirar o protesto

como forma de aquisição do direito de regresso contra o endossante. No entanto, entenderam os Ministros que,

uma vez que o banco toma ciência inequívoca de que a duplicata não tem causa, deverá responder juntamente

com o emitente e o endossante do título por eventuais danos que tenha causado ao sacado, em virtude do

protesto.

A decisão acima parece se esquecer dos princípios norteadores do direito cambiário brasileiro,. De acordo com

Haroldo Malheiros Duclerc Verçosa, em se tratando de endosso referente à transmissão da propriedade do

título, aplicam-se os princípios da autonomia e da abstração, não sendo oponível a terceiro as exceções

pessoais indiretas. Mais ainda, o direito do terceiro emerge do título e não do negócio subjacente.

O doutrinador prossegue seu argumento afirmando que "um dos efeitos práticos da decisão estará na futura e

generalizada negativa, por parte dos bancos, de concederem créditos aos vendedores/sacadores antes do

aceite das duplicatas levadas aos primeiros para desconto, em evidente prejuízo aos interesses dos segundos."

Tullio Ascarelli também se manifesta no que diz respeito aos princípios supra citados:

"É com esse princípio que o sistema jurídico permite, em substância, a possibilidade de considerar os direitos,

na sua circulação, de um ponto de vista objetivo e despersonalizado e justamente por isso sujeitos a regras

correspondentes às de cousas móveis." (Teoria Geral dos Títulos de Crédito, São Pualo, Saraiva, 1969, p.298)

"(...) o direito de cada titular sucessivo é autônomo, isto é, independente daquele do titular anterior. É

autônomo, porque não deriva do direito do titular anterior, mas da propriedade do título e, por isso, pode

subsistir embora não existisse o direito do alienante; é apenas necessário e suficiente que exista a propriedade

do título." (p.215)

Os princípios que caracterizam a teoria geral dos títulos de crédito assim o fazem como única forma de se fazer

funcionar o sistema com um mínimo de certeza e segurança. No caso em tela, tais princípios foram deixados de

lado e, como já dito anteriormente, conseqüências emergirão disso. Os comerciantes serão aqueles que irão

arcar, no sentido de que os custos dos créditos irão ficar mais caros, como forma de diluição do riscos

acarretados por decisões como a demonstrada.


Revista de Direito Mercantil Industrial Econômico e Financeiro, Nova Série Ano X-L, vol. 122, abril-junho/2001.

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POSSIBILIDADE DE EXECUTAR A DUPLICATA SEM ESTAR NA POSSE DO TÍTULO CASO O SACADO O

RETENHA INDEVIDAMENTE, NÃO O DEVOLVENDO QUANDO ENVIADO PARA QUE DESSE SEU ACEITE:

A maior inovação trazida por esta Lei 5.474/68 foi a de permitir ao portador acionar o sacado, mesmo sem

aceite, desde que juntando os comprovantes de entrega da mercadoria. Foi medida das mais oportunas,

coibindo senão o vício ao menos o hábito de os compradores não devolverem as duplicatas enviadas para

aceite ou não as aceitarem.

Art 15 - A cobrança judicial de duplicata ou triplicata será efetuada de conformidade com o processo aplicável

aos títulos executivos extrajudiciais, de que cogita o Livro II do Código de Processo Civil ,quando se tratar:

§ 2º - Processar-se-á também da mesma maneira a execução de duplicata ou triplicata não aceita e não

devolvida, desde que haja sido protestada mediante indicações do credor ou do apresentante do título, nos

termos do art. 14, preenchidas as condições do inciso II deste artigo.

Jurisprudência:

http://www.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/doc.jsp?livre=

%22Lei+5474%2F68%22&&b=ACOR&p=true&t=&l=10&i=1

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ENDOSSO DA DUPLICATA:

A cláusula de ordem é inerente à duplicata, ou seja, pode sempre ser endossada. Difere-se dos outros títulos

de crédito na medida em que o primeiro endossante sempre será o sacador – beneficiário do título, também. O

artigo 20 da LUG aplicar-se-á, já que a Lei de Duplicatas é omissa quanto a este ponto. O artigo 25 desta é

expresso quanto à possibilidade de aplicação subsidiária. Saliente-se aqui que a disposição do artigo 920 do CC

apenas se aplicar aos títulos atípicos, o que não é a duplicata.

Jurisprudência:

Endosso de Duplicata sem aceite: http://www.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/doc.jsp?livre=

%22Lei+5474%2F68%22&&b=ACOR&p=true&t=&l=10&i=3

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AVAL NA DUPLICATA:

O aval deve constar do verso do próprio título, ou em folha anexa, quando não houve espaço. O avalista se

equipara aquele cujo nome indicar, ou ao nome que estiver abaixo da assinatura de outrem. Em diversa

hipótese, equiparar-se-á ao sacado. A lei de Duplicatas trata pouco do aval, sendo aplicada, subsidiariamente, a

Lei Uniforme de Genebra. Em último caso, o Código Civil. Interessante olhar o artigo 1.647, III, deste, sobre a

necessidade de consentimento de cônjuge.


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PAGAMENTO DA DUPLICATA:

A duplicata deve ser paga em data certa estipulada no título ou à vista com a apresentação da mesma ao

sacado. Logo, percebe-se que a apresentação da duplicata não é para aceite, mas sim para pagamento. Desse

modo, tem-se que o sacado só se configura responsável pelo pagamento com a apresentação da duplicata, mas

ele pode fazê-lo antes do vencimento se dessa forma desejar. Porém, deve-se pensar nos riscos que o

pagamento antecipado traz consigo: o devedor fica responsável pela validade do pagamento e as normas

protetoras do mesmo não incidem mais na relação. Dessa forma, tem-se como regra que o pagamento de

duplicatas é realizado depois da entrega do bem ou da prestação de serviço, mas quando ocorre antes o sacado

não pode reclamar de vícios, defeitos e diferenças – artigos 8o e 21 da Lei de Duplicatas . Portanto, o sacado,

ao realizar pagamento antes da apresentação da duplicata, incorre em riscos de não ter mais as proteções

pertinentes aos devedores, podendo assim pagar mal, ou seja, o pagamento somente poderá ser restituído por

ação ordinária baseada na relação primária e subentendida. Em relações cambiais de maneira geral o credor

procura o devedor para receber o que é devido, pois não compete ao último ter o conhecimento de quem está

com o título. Porém, em duplicatas, tem-se uma peculiaridade, a figura de um “aviso de cobrança” (“boleto” ou

bloqueio) que o devedor recebe e então deve ir a um banco realizar o pagamento. Muitos pensadores se

posicionam contrariamente a essa situação, uma vez que se entende que para se beneficiar do direito presente

em um título de crédito é preciso ter o determinado título. A restituição do título ao devedor é um direito dele e

uma segurança de não pagar de novo, pois o “boleto” não tem assinatura, nem mostra quem é o legitimo

possuidor do mesmo, enfim, não há endossos no papel, ferindo assim a Lei de Regência e configurando uma

ilegalidade no procedimento de cobrança da duplicata. A doutrina chama esse processo de “duplicata virtual ”

ou “duplicata escritural”. O artigo 9o explicita: Art . 9º É lícito ao comprador resgatar a duplicata antes de

aceitá-la ou antes da data do vencimento. § 1º A prova do pagamento e o recibo, passado pelo legítimo

portador ou por seu representante com poderes especiais, no verso do próprio título ou em documento, em

separado, com referência expressa à duplicata. § 2º Constituirá, igualmente, prova de pagamento, total ou

parcial, da duplicata, a liquidação de cheque, a favor do estabelecimento endossatário, no qual conste, no

verso, que seu valor se destina a amortização ou liquidação da duplicata nele caracterizada. Assim, percebe-se

que o ideal seria que o sacado ou aceitante resgatasse a duplicata com a constatação de quitação da divida,

dessa forma o sujeito fica desobrigado de maneira válida e com um procedimento totalmente de acordo com a

lei. O artigo 39 da L.U.G menciona a possibilidade de se realizar o pagamento parcial da duplicata: “o portador

não pode recusar qualquer pagamento parcial” e “no caso de pagamento parcial o portador pode exigir que

desse pagamento se faça menção na letra e que dele lhe seja dada quitação”. Logo, não se pode negar o

recebimento de parte do que é devido, porém o portador pode não concordar com esse valor recebido, podendo

aqui protestar o título e então executar o aceitante ou sacado e os outros envolvidos no âmbito passivo da

obrigação por conta do valor ainda devido. Deve-se destacar que apenas o aceitante ou sacado tem essa

possibilidade de escolha de pagar parcialmente o presente título (avalistas, sacador ou endossantes da

duplicata não). O artigo 10 da lei de duplicatas prevê que: “No pagamento da duplicata poderão ser deduzidos

quaisquer créditos a favor do devedor resultantes de devolução de mercadorias, diferenças de preço, enganos,
verificados, pagamentos por conta e outros motivos assemelhados, desde que devidamente autorizados”.

Portanto, tem-se que o valor devido no título poderá ser diminuído pela ocorrência de certos fatos e com a

autorização do credor, que pode ser realizada no pagamento da duplicata. Deve-se mencionar também o modo

de pagamento da duplicata, o artigo 1o do decreto lei 857/69 declara que: “Art 1º São nulos de pleno direito os

contratos, títulos e quaisquer documentos, bem como as obrigações que exeqüíveis no Brasil, estipulem

pagamento em ouro, em moeda estrangeira, ou, por alguma forma, restrinjam ou recusem, nos seus efeitos, o

curso legal do cruzeiro”. Como já foi supracitada, a duplicata, em regra, nasce por uma compra e venda de um

bem, no qual um sujeito tem que pagar e o outro entregar a coisa, ou por uma prestação de serviço. Não é

possível uma duplicata cobrando correção monetária ou juros moratórios, uma vez que não se encaixa na regra

ditada acima. O artigo 172 do CP prevê tal entendimento .

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DUPLICATA VIRTUAL OU DUPLICATA ESCRITURAL:

A duplicata deve ser emitida com a nota fiscal, que irá discriminar as informações referentes aos produtos ou

serviços dos quais decorrem esse título. Isso porque a duplicata é um título causal. "A duplicata é o único título

de crédito que pode documentar a operação faturada de compra e venda ou de prestação de serviços"

(PERSECHINI). Ocorre que, em vários casos, o pagamento a prazo pela compra de um bem ou pela prestação

de um serviço se dá sem a emissão da duplicata. Cada vez mais, o uso do computador se torna mais comum

nos estabelecimentos comerciais. Assim, o vendedor ou o prestador de serviços pode preencher uma duplicata

inexistente em seu computador, que, com o consentimento das instituições financeiras, dará origem a um

boleto bancário. Esse boleto será utilizado para fins de cobrança pelo banco. Mas, o que ocorre se não houver

pagamento? A instituição financeira pode protestar tal documento? O art. 1º da Lei n. 9.492/97 permite que

haja o protesto de outros documentos de dívida que não apenas os títulos de crédito. Não há, porém, definição

do que é um documento de dívida. Mesmo assim, nem o boleto bancário e nem a nota fiscal podem ser

protestados. Sem a emissão da duplicata, não haverá embasamento legal para um procedimento executivo

(art. 8o e 21 da Lei de Duplicatas). Existe uma corrente que entende que somente poderá haver o protesto com

o boleto bancário ou a nota fiscal (Art. 8º da Lei de Protesto). Os boletos bancários emitidos pelos vendedores

ou prestadores de serviços seriam como “duplicatas virtuais”. Mas, isso viola a própria Lei de Duplicatas em seu

art. 6o. O fato de não se extrair a duplicata, e sim um boleto ou aviso de cobrança, faz com que o devedor não

saiba se a instituição financeira é a legítima possuidora do título, ou se ela é a mandatária, pois não há

assinatura ou endosso. O boleto, normalmente, faz referencia a uma duplicata inexistente. Esse procedimento

é, portanto, ilegal. O protesto por indicação realizado apenas com as informações sobre a relação causal e com

a apresentação de boleto bancário ou nota fiscal e fatura, ou seja, sem a emissão da duplicata, viola a Lei.

Assim, emitir somente o boleto bancário, pode prejudicar a cobrança do débito no sentido de que pode haver a

sustação ou cancelamento do protestou ou um processo por indenização. Somente com a emissão da

duplicada, o credor poderá propor um procedimento executivo contra o devedor. <a

href="http://www.homerocosta.com.br/cpanel/arquivos/Duplicata_e_Boleto_Bancario.htm">http://www.homer

ocosta.com.br/cpanel/arquivos/Duplicata_e_Boleto_Bancario.htm</a>
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PAGAMENTO DE DUPLICATA FEITO DIRETAMENTE À SACADORA:

"DUPLICATA - Pagamento feito diretamente à sacadora - Recibo em separado - Embargos à execução -

Inadmissibilidade.

A quitação fora do título é defesa oponível unicamente ao signatário, incapaz de prejudicar o direito de qualquer

legítimo portador de boa fé, porquanto não impede a execução"

(Ap. 331.961 - 5a Câmara Araçatuba - j. 21.11.84 - Rel. Juiz Laerte Nordi)

Segundo o artigo 9º, §1º da Lei 5.474/68 é permitido o pagamento de duplicata mediante recido dado em favor

do devedor por meio de documento em separado. No entanto, tal procedimento coloca em perigo o sacado,

uma vez confrontados aos princípios que informam os títulos de crédito e, consequentemente, as duplicatas.

Do princípio da cartularidade decorre estar o crédito como que incorporado ao documento, acompanhando-o

para onde este for. Dessa forma, de um lado , ocredor somente tem o direito de exigir o pagamento de um

crédito dessa natureza mediante apresentação da cártula ao devedor e este só estará juridicamente

constrangido a cumprir sua obrigação mediante a contra-entrega do título e outorga do recibo.

Assim sendo, o pagamento feito pelo devedor que não seja a vista e contra a entrega do título quitado pelo

portador legítimo, apesar de constituir uma hipótese legal própria da duplicata, diante dos princípios basilares

dos títulos de crédito só tem valor entre as partes originárias, não sendo possível ao devedor opor uma objeção

dessa ordem contra o credor de boa fé, como tal entendido aquele que adquire o crédito cambial em

decorrência do atendimento aos mesmos fundamentos, entre os quais o da cartularidade em si.

Em conclusão, a Corte se pronunciou de maneira correta acerca do tema, colocando a norma dentro do

contexto geral dos princípios informadores dos títulos de crédito e não a interpretando no âmbito restrito de um

texto legal.

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REFORMA E PRORROGAÇÃO:

A duplicata admite reforma de sua constituição, podendo assim, os envolvidos na relação, em consenso,

realizar a modificação do valor do título, aumentando ou diminuindo-o. A duplicata apresenta também a

possibilidade de prorrogar seu prazo de vencimento, postergando-o. Ambas as situações podem acontecer

simultaneamente. De acordo com a lei, isso deve ocorrer por uma declaração em separado ou na própria

duplicata escrita, sendo mencionado no Registro de Duplicatas; porém, a realidade é diversa, em casos de não

existirem coobrigados, é realizada outra duplicata. Quando há coobrigados, a reforma e a prorrogação devem

ter a autorização do portador da duplicata e do último endossatário e a anuência expressa dos demais

obrigados, para assim estes continuarem a ser responsáveis pelo valor devido no título. A doutrina majoritária

estipula que, para se garantir a ação de regresso contra o sacador, é preciso que o sacado proteste o título e
mesmo que os coobrigados não concordem com a reforma ou prorrogação, se o protesto for realizado em

tempo hábil, eles manterão suas responsabilidades; em caso contrário, estarão livres dessa obrigação. O artigo

11 da Lei de Duplicata trata do assunto. “Art . 11. A duplicata admite reforma ou prorrogação do prazo de

vencimento, mediante declaração em separado ou nela escrita, assinada pelo vendedor ou endossatário, ou por

representante com poderes especiais. Parágrafo único. A reforma ou prorrogação de que trata este artigo, para

manter a coobrigação dos demais intervenientes por endosso ou aval, requer a anuência expressa destes”.

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DUPLICATA SIMULADA OU SEM LASTRO:

Há a figura das “duplicatas frias”, que não advêm de prestações de serviços nem compra e venda e se

caracterizam por ser crime (artigo 172 CP). O legislador, dando duro tratamento a esse tipo de conduta

incrimina a simples pratica do ato de emitir a duplicata fria, ainda que disso nao advenha nenhum prejuizo

efetivo para terceiro. Trata-se de um crime formal onde nao se admite tentativa. Os “boletos” bancários, que já

foram mencionados no presente estudo, contribuem muito para a ocorrência desse tipo de crime, uma vez que

empresas enviam borderôs ilegítimos aos Bancos, fornecendo valores de duplicatas simuladas. Estes não

conferem a veracidade das informações, emitindo assim desde já os “boletos” para os “devedores”, que, na

realidade, nada compraram para serem obrigados a pagar tal título. Os equivocados devedores, por sua vez,

ficam receosos e então pagam logo a dívida, ou até procuram o Banco alegando a invalidade da cobrança,

porém este, em geral, apenas fala que, se o pagamento não for efetuado em seu vencimento, a duplicata será

protestada. Esquecendo, porém, que tal situação se configura como crime, ficam responsabilizados em perdas e

danos e danos morais os emitentes das duplicatas. Destaca-se aqui que deve ocorrer também a

responsabilização do banco, das instituições financeiras e do cartório, que pelo equivocado desempenho de

seus papéis acabam ajudando na prática da infração tratada.

Jurisprudência acerca do tema:

"Duplicata simulada. Descaracterização. Emissão de título sem assinatura do sacador. Delito que se consuma,

no entanto, se a cambial estiver formada com o saque, e o emitente dela fizer qualquer uso, mesmo sem

endossá-la. Interpretação do art. 172 do CP.

Ementa da redação: O delito previsto no art. 172 do CP resta descaracterizado se a duplicata for emitida sem a

assinatura do sacador, visto que esta é requisito fundamental para existência do título; no entanto, formada a

cambial pelo saque, consumado estará o crime se o emitente fizer qualquer uso do título, como de confiá-lo a

instituição bancária para cobrança e protesto, mesmo sem endossá-lo."

(RO em HC 79.784-9-GO - 1a Turma STJ - Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJU 3.3.2000)

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PROTESTO DA DUPLICATA :

É ato formal e oficial que comprova a apresentação do título pelo sacado, assim como que foi descumprida a

obrigação consubstanciada na falta de aceite, devolução ou pagamento da duplica

Será possível efetuar o protesto de uma duplicata por algumas razões específicas sendo elas:

i - falta de aceite

ii - falta de devolução do título pelo comprador

iii - falta de pagamento

A falta de protesto no prazo lega, sendo esse 30 dias a contar de seu vencimento, tem como consequência a

perda de direito de regresso contra os possíveis endossantes e avalistas do título.

Para saber mais, acesse:

<a href="http://www.protesto.com.br/html/5d-3.shtml&quot;>http://www.protesto.com.br/html/5d-

3.shtml">http://www.protesto.com.br/html/5d-3.shtml&quot;>http://www.protesto.com.br/html/5d-

3.shtml</a>

Caso em um Banco foi condenado a pagar Danos Morais a Empresa por protestar indevidamente sua duplicata:

<a

href="http://www.centraljuridica.com/materia/2087/dano_moral/banco_que_protesta_duplicata_indevidament

e_esta_sujeito_pagar_dano.html">http://www.centraljuridica.com/materia/2087/dano_moral/banco_que_prote

sta_duplicata_indevidamente_esta_sujeito_pagar_dano.html</a>

Jurisprudência no mesmo sentido: http://www.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/doc.jsp?livre=

%22Lei+5474%2F68%22&&b=ACOR&p=true&t=&l=10&i=5

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DIREITO DE REGRESSO NAS DUPLICATAS:

De acordo com o artigo 13, §4º da Lei 5474/68, para que seja assegurado o direito de regresso contra os

endossantes e respectivos avalistas, deverá haver o protesto da duplicata dentro do prazo de 30 dias corridos.

No entanto, coloca-se em questão se esse prazo diz respeito a apresentação da duplicata ao oficial competente

ou se compreende também o tempo despendido por este último para processar e formalizar o instrumento.

Essa questão foi analisada pelo Supremo Tribunal Federal e assim ficou decidido:

"DUPLICATA - Direito de regresso - A nova Lei das Duplicatas, ao fixar o prazo único de 30 dias corridos, no

§4º de seu art. 13, não se contenta com a simples apresentação do título a protesto dentro do referido prazo

com vistas à preservação do direito de regresso. Exige, também, que o protesto seja tirado dentro do mesmo

prazo e "em forma regular", para que o portador garanta o seu direito contra os endossantes e respectivos

avalistas - Na espécie, sete duplicatas tiveram o seu protesto tirado após o decurso de 30 dias, havendo perda
do direito de regresso contra os endossantes e avalistas - Recurso Extraordinário provido." (RE 90.667 - MA -

Relator: Min. Djaci Falcão - Recorrente: J. Gonzalez S/A - Ind. e Comércio - Recorrido: Banco da Amazônia S/A)

O recurso em questão foi proposto com base no artigo 119, III, a da Constituição Federal e, por isso, o Ministro

Moreira Alves propugnou pelo seu não conhecimento. No entanto, o recurso prosseguiu e a tese acolhida pelo

acórdão supra admitiu que o mencionado prazo engloba os atos a cargo do oficial competente. Já os votos

vencidos adotam o entendimento segundo o qual o prazo legal foi estabelecido apenas para a apresentação do

título a protesto pelo portador.

No despacho de admissão do recurso extraordinário, o Exmo. Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do

Maranhão destacou a não equiparação das expressões "apresentar a protesto" e "tirar o protesto da duplicata,

em forma regular e dentro do prazo de 30 dias" para concluir que a última, presente na Lei das Duplicatas,

abrange o lapso de tempo reservado à atuação do portador do título e às providências de procargo do oficial

competente (ex: processamento e lavratura do instrumento de protesto).

Fonte: Revista de Direito Mercantil Industrial Econômico Financeiro, Nova Série - Ano XX, nº 44. Outubro-

Dezembro/1981

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JUROS DE MORA NAS DUPLICATAS:

"DUPLICATA- Juros da mora - Flueência - Embargos rejeitados - Apelação não provida.

A contagem dos juros de mora na duplicata é a partir do protesto, ou da citação a não ser que dela "conste que

eles passam a correr a partir do vencimento, independente de protesto ou notificação judicial."

(N. 215/~77 - Londrina - Apelante: Arbor Acres S/A, Avicultura - Apelada: Incubatório Central de Londrina

Ltda.)

De acordo com o artigo 23 da Lei 5.474/68, aplicam-se às duplicatas e triplicatas, no que couber, os

dispositivos da legislação sobre emissão, circulação e pagamento das letras de câmbio." Tal artigo faz menção à

conhecida Lei Uniforme Genebra (LUG). Assim sendo, será pertinente às duplicatas o artigo 5º da LUG quando

prescreve que somente no título pagável a vista ou a certo termo da vista pode o sacador estipular que a sua

importância vencerá juros. Em qualquer outra espécie de letra a estipulação de juros será considerada não

escrita.

O dispositivo em questão trata dos juros "estipulados", ou seja, contratuais, convencionais ou compensatórios,

diferentes substancialmente daqueles impostos por lei como cominação pelo inadimplemento da obrigação, que

são os moratórios.

Segundo Nelson Abrão: "sendo da essência da duplicata servir de título representativo do crédito oriundo da

compra e venda a prazo, o vencimento a vista não se compadece com a sua natureza, divorciando-se da

intenção da lei (art. 1º) e da prática mercantil. E não pode ser ele a tempo certo da vista, conforme decorre do

artigo 2º, §1º, III. Destarte, na duplicata, não há a cogitar dos juros compensatórios, sendo admissíveis

apenas os moratórios."
Diante disso, temos que a conclusão do acórdão foi equivocada quando admitiu a inserção na duplicada da

cláusula referente aos juros moratórios, dada a sua imposição legal, independente de ato negocial das partes.

E, ainda, de conseqüência, é a própria lei que determina o início de sua fluência, sendo, também, nesse ponto,

de aplicar-se o que preceitua a LUG em seu artigo 48, §2º: "o portador pode reclamar daquele contra quem

exerce o seu direito de ação: ... 2. os juros à taxa de 6% desde a data do vencimento."

A eficácia dessa regra determina quando começam a correr os juros moratórios, independentemente do

protesto cambiário ou da citação. Na sustentação desse novo princípio, que modifica tradicionais dispositivos do

sistema legal brasileiro em matéria de início do curso dos juros da mora nos títulos cambiários, está a

autoridade do Prof. Rubens Requião:

"Não exigiu a lei o protesto paramarcar o início da fruição dos juros, mas a data do vencimento. Vencido o

título, mesmo que não estipulados os juros, passam eles a ser devidos." (Curso de Direito Comercial, vol. II)

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RESPONSABILIDADE CIVIL:

Assim, tem-se que todos os sujeitos envolvidos na prática criminosa devem responder solidariamente ao que

causaram (o sacador por sua fraude, a instituição financeira que não verifica as informações dadas e o cartório

que não exige provas mínimas que demonstrem a validade da duplicata). Observe a ementa do STJ, citada a

baixo:

“AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO ANULATORIA DE TÍTULO C/C PEDIDO DE INDENIZAÇÃO. DUPLICATA SEM

ACEITE. PROTESTO INDEVIDO. RESPONSABILIDADE DO BANCO ENDOSSATÁRIO. DANO MORAL 1. O Banco que

recebe para desconto duplicata sem lastro e a leva a protesto responde por perdas e danos. 2. O protesto

indevido de duplicata enseja indenização por danos morais, sendo dispensável a prova do prejuízo.

Precedentes. 3. O valor da indenização por dano moral sujeita-se ao controle desta Corte, mas somente quando

a quantia arbitrada revelar-se irrisória ou exagerada, o que não ocorre na espécie. 4. Agravo regimental

improvido.” (AgRg no Ag 284676 / SP, AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 2000/0005653-

7). Cabe destacar que o fato de o sacado ser pessoa jurídica não afeta a possibilidade de ser merecedor de

dano moral, a súmula 227 do STJ expõem que: “A pessoa jurídica pode sofrer dano moral”. Cada envolvido no

caso é responsabilizado de acordo com a culpa que teve pelo dano do sacado. A responsabilização ainda existe

mesmo quando o protesto não é efetivado (pois basta o apontamento nessa direção, o ato preparatório para

tal) ou é sustada sua materialização. Portanto, deve-se ter cuidado com os “boletos” bancários e as duplicatas

sem lastro, pois os mesmos podem facilmente ser utilizados equivocadamente, fazendo com que sujeitos não

envolvidos tenham de pagar pelas duplicatas. Nesses casos, há a possibilidade de reparação civil pelos

envolvidos (sacador, instituição financeira e/ou tabelião), que devem ficar obrigados a pagar solidariamente os

danos causados ao simulado sacado. Ainda, existe previsão de responsabilidade penal, artigo 172 do CP.

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PRESCRIÇÃO DA AÇÃO DE COBRANÇA DA DUPLICATA:


Primeiramente, deve-se observar as situações em que a pretensão à execução prescreve: 1) Em três anos,

contado a partir da data do vencimento, contra o sacado e os respectivos avalistas. 2) Em um ano, contado a

partir da data do protesto, contra o endossante e seus avalistas. 3) Em um ano, contado a partir do dia em que

se efetuou o pagamento do título, de qualquer um dos obrigados contra os demais. De acordo com Willie

Duarte Costa, a expressão “pretensão à execução” é genérica, transmite a idéia do que é cobrança de forma

geral. Por isso, deve-se ir de acordo com os prazos de prescrição previstos no dispositivo legal, nos casos de

cobrança envolvendo duplicata. Falaremos de três situações, a começar pelo prazo três anos contados a partir

do vencimento, no caso de ação contra o sacado e seus respectivos avalistas. Porém, de acordo com o artigo

202, III do Código Civil, “o protesto cambial interrompe o prazo de prescrição”. Por conseguinte, no caso de

não haver protesto, o prazo será contado a partir do vencimento. Todavia, havendo qualquer tipo de protesto,

o prazo será contado a partir do protesto cambial. Como segunda hipótese, temos o prazo de um ano contado a

partir do protesto cambial, no caso de ação contra o endossante e seus avalistas. Quanto ao sacador, que, na

duplicata, é o primeiro endossante, a Lei de Duplicatas nada dispõe. Como ainda há duvida, aplica-se o artigo

70, alínea segunda da Lei Uniforme. Este dispositivo estabelece a prescrição da ação contra ao sacador em um

ano contado a partir do protesto. Por último, temos o prazo de um ano contado a partir da data em que o título

for pago, no caso de ação dos obrigados, contra os demais. O pagamento do titulo tem de ser feito no prazo de

um ano, contado a partir do protesto do título . A ação deve ser proposta na mesma época. Visto que a ação

contra os devedores de regresso prescreve em um ano contado a partir do protesto do título, não se pode

acionar o devedor depois desse prazo. Se o pagamento ocorrer antes de três anos ( do vencimento ou do

protesto), o endossante terá ainda ação contra o sacador e seus avalistas, porém, findos os três anos, não será

possível ação de cobrança nem mesmo contra o sacador e seus avalistas. Mesmo que prescrita a ação cambial,

o possuidor ainda pode ter o seu débito discutido, por meio de ação monitória apenas contra quem originou o

seu crédito. A duplicata precisa de prova escrita da celebração do negócio, além de ser necessário que essa

seja acompanhada de nota de recebimento da mercadoria para que a ação monitória seja viabilizada. Ainda, é

indispensável a prova da relação causal.

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AÇÃO ANULATÓRIA DA DUPLICATA:

A ação em questão está prevista no artigo 36 do Decreto n. 2.044. Tal dispositivo admite a ação anulatória

quando o proprietário (credor) justificando a propriedade, alegar e provar o extravio ou a destruição total ou

parcial do título.

Na hipótese de extravio a intimação se dirige ao sacado ou ao aceitante e seus coobrigados para não pagarem

a aludida letra, e a citação do detentor para apresentá-la em juízo dentro do prazo de 3 meses; na hipótese de

destruição, faz-se a citação dos coobrigados para dentro do referido prazo, oporem contestação, firmada em

defeito de forma do título ou, na falta de requisito essencial, ao exercício da ação cambial.

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VISÃO GERAL CONFORME TULLIO ASCARELLI:


De acordo com Tullio Ascarelli, “a causalidade da duplicata prender-se-ia, no entanto, à obrigação do aceitante;

não à dos endossadores. Talvez seja, porém, possível ver na “duplicata” um titulo cambiário, caracterizado: 1)

por serem, quer a sua emissão, quer o seu aceite, obrigatórios; 2) por ser, conseqüentemente, a existência da

provisão um requisito para a regularidade do titulo; 3) por estar, portanto, sujeito à uma disciplina particular

que encontra a sua justificativa na obrigatoriedade da emissão e do aceite e na necessidade da provisão. Para

verificar a função da duplicata quanto à relação fundamental de compra e venda, cumpriria então recorrer à lei,

pois a emissão e a aceitação da duplicata têm por fonte a lei e não uma convenção havida entre as partes. Se,

por um lado, o devedor do preço da venda da mercadoria é obrigado a aceitar a duplicata, não haverá ilogismo

em concluir que por outro lado, a prescrição da ação decorrente do aceite compreenderá também a ação

decorrente da relação fundamental, apesar da aplicação do artigo 48 D. n° 2044 na hipótese de decadência. É

talvez sob a influência do caso das duplicatas, praticamente muito mais freqüentes que as cambiais, que a

jurisprudência brasileira formula esta regra com caráter geral. O fato de ser, a existência da provisão, requisito

da regularidade da “duplicata”, e de ser, por isso, a existência da provisão, garantida até com sanções penais,

corrobora a posição do possuidor da “duplicata”. Com efeito, já notamos que a circunstância de assentar, o

saque, numa operação de venda, do sacador ao sacado, concorre economicamente, para garantir o possuidor

do título, ao passo que a emissão do saque sem provisão revela uma situação anormal. As referências da

“duplicata” à relação fundamental de compra e venda, aumentam, por seu turno, o valor do título qual

documento probatório da relação fundamental e, pois, concorrem, para corroborar a posição do possuidor do

título, facilitando exercício dos direitos decorrentes da relação fundamental, que, eventualmente, lhe caibam.

Talvez algumas diferenças de orientação entre a jurisprudência brasileira e a da convenção internacional,

encontrem a sua explicação no fato de, na prática brasileira, a “duplicata” tem uma importância muito maior

que a letra de câmbio.”

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ANEXO:

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LEGISLAÇÃO DAS DUPLICATAS:

Lei das Duplicatas:

<a

href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5474.htm">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L547

4.htm</a>

Resolução 102 do BACEN:

<a href="https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?

method=detalharNormativo&N=068000035">https://www3.bcb.gov.br/normativo/detalharNormativo.do?

method=detalharNormativo&N=068000035</a>

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JULGADOS:

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo:

Ementa: ILEGITIMIDADE "AD CAUSAM" - Banco que recebe duplicata apenas para cobrança, sob endosso-

mandato, não é parte legitima para responder ação declaratoria de inexistência de débito e de cobrança de

indenização por danos morais decorrente de protesto que se afirma indevido - Caso, ademais, em que

remanesce dúvida acerca do alegado pagamento, feito em empresa lote rica - Sentença de extinção do

processo mantida - Apelação improvida. (Apelação 7261833200. Relator(a): José Tarciso Beraldo. Comarca:

Ribeirão Preto. Órgão julgador: 14ª Câmara de Direito Privado. Data do julgamento: 27/08/2008)

Supremo Tribunal Federal:

EMENTA: - DIREITO CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL. JURISDIÇÃO. COMPETÊNCIA. PACIENTE

(DEPUTADO ESTADUAL) DENUNCIADO POR CRIME PREVISTO NO ART. 19 DA LEI Nº 7.492, DE 16.06.1986:

OBTENÇÃO DE FINANCIAMENTO EM INSTITUIÇÃO FINANCEIRA MEDIANTE FRAUDE. CRIME CONTRA O

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. CLASSIFICAÇÃO DO DELITO.

"HABEAS CORPUS". 1. Compete à Justiça Federal o processo e julgamento de ação penal por crime contra o

Sistema Financeiro Nacional, nos casos determinados em lei (art. 109, VI, da C.F. de 1988), como é o caso da

obtenção de financiamento em instituição financeira, mediante fraude (artigos 19 e 26 da Lei n 7.492, de

16.06.1986. Precedente: R.T.J. 129/192, de 03.03.1989. 2. Quanto a ser imputável, em tese, ao paciente, no

caso, o crime de duplicata simulada (art. 172 do Código Penal) - e não o de obtenção de financiamento em

instituição financeira, mediante fraude -, como se sustenta na inicial, é questão que não pode ser dirimida por

esta Corte, mediante supressão da instância própria do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, ao menos em

face dos termos claros da denúncia, que descrevem e atribuem ao denunciado a prática do delito previsto no

art. 19 da Lei n 7.492, de 16.06.1986, e não simplesmente o uso de duplicatas simuladas. Eventual

desclassificação e suas conseqüências hão de ser consideradas inicialmente na instância regional, em face das

provas que lá foram colhidas. 3. E, em se tratando de Deputado Estadual, que está sendo acusado de prática

de crime contra o Sistema Financeiro Nacional, da competência da Justiça Federal, sua prerrogativa de foro

submete-o ao Tribunal Regional Federal - e não ao Tribunal de Justiça do Estado, como vem decidindo esta

Corte, em inúmeros precedentes (inclusive de Prefeitos Municipais). 4. "Habeas Corpus" indeferido. (HC

80612/PR – PARANÁ. HABEAS CORPUS. Relator(a): Min. SYDNEY SANCHES. . Órgão Julgador: Primeira Turma.

Julgamento: 13/02/2001)

Ementa: DUPLICATA. PROTESTO. CONFORME DISPÕE O PAR-4., DO ART-13, DA LEI DE DUPLICATAS, SERÁ

NECESSARIO O PROTESTO NO CASO DE ENDOSSO, PARA ASSEGURAR O DIREITO REGRESSIVO CONTRA O

ENDOSSANTE E SEUS AVALISTAS. O LEGISLADOR TEVE EM VISTA QUE O TÍTULO E PASSIVEL DE

NEGOCIAÇÃO ANTES DO ACEITE E O TERCEIRO DE BOA FÉ PODERA EXERCER O SEU DIREITO DE CRÉDITO

CONTRA O ENDOSSANTE E SEUS AVALISTAS, MESMO QUE NÃO SE HAJA CONSUMADO O NEGÓCIO DE

COMPRA E VENDA MERCANTIL, SUBJACENTE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO, RECONHECENDO-SE O

DIREITO DE PROTESTO PARA ASSEGURAR O DIREITO DE REGRESSO CAMBIAL. (RE 93015 / SP - SÃO PAULO

RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Relator(a): Min. DJACI FALCAO. Órgão Julgador: SEGUNDA TURMA

Julgamento: 09/11/1982)

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Jursiprudência sobre casos referentes a duplicata:

<a href="https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200800102292&dt_publicacao=05/08/2008">https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200800102292&dt_publicacao=05/08/2008</a>

<a href="https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200800698643&dt_publicacao=20/06/2008">https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200800698643&dt_publicacao=20/06/2008</a>

<a href="https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200702295514&dt_publicacao=03/06/2008">https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200702295514&dt_publicacao=03/06/2008</a>

<a href="https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200702340335&dt_publicacao=20/06/2008">https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200702340335&dt_publicacao=20/06/2008</a>

<a href="https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200600098559&dt_publicacao=20/06/2008">https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200600098559&dt_publicacao=20/06/2008</a>

<a href="https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200800016109&dt_publicacao=29/04/2008">https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200800016109&dt_publicacao=29/04/2008</a>

<a href="https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200401469612&dt_publicacao=07/05/2008">https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/ita.asp?

registro=200401469612&dt_publicacao=07/05/2008</a>

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SÚMULA 248 - STJ:

Comprovada a prestação dos serviços, a duplicata não aceita, mas protestada, é título hábil para instruir pedido

de falência.
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ILUSTRANDO DUPLICATAS:

Duplicata de venda mercantil:

<a href="http://www.protesto.com.br/html/dupl/vendamerc.shtml

">http://www.protesto.com.br/html/dupl/vendamerc.shtml </a>

Duplicata com endosso mandato:

<a

href="http://www.protesto.com.br/html/dupl/endmandato.shtml">http://www.protesto.com.br/html/dupl/end

mandato.shtml </a>

Duplicata com endosso mandato/ modelo de preenchimento para solicitação de protesto:

<a

href="http://www.protesto.com.br/html/dupl/endmandatomod.shtml">http://www.protesto.com.br/html/dupl/

endmandatomod.shtml </a>

Duplicata de prestação de serviço sem aceite:

<a

href="http://www.protesto.com.br/html/dupl/prestservsem.shtml">http://www.protesto.com.br/html/dupl/pre

stservsem.shtml</a>

Duplicata de prestação de serviço com aceite:

<a

href="http://www.protesto.com.br/html/dupl/prestservcom.shtml">http://www.protesto.com.br/html/dupl/pre

stservcom.shtml</a>

Protesto por indicação:

<a

href="http://www.protesto.com.br/html/dupl/protindic.shtml">http://www.protesto.com.br/html/dupl/protindic

.shtml</a>

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Interessante:

Site com link para fazer download de programa que ajuda na emissão e geração
de duplicatas:
<a

href="http://superdownloads.uol.com.br/download/142/duplicata/">http://superdownloads.uol.com.br/downlo

ad/142/duplicata/</a>

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Sites:

<a href="http://www.protesto.com.br">www.protesto.com.br</a>

(Acessado em 06 de outubro de 2006)

<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Duplicata">http://pt.wikipedia.org/wiki/Duplicata</a>

(Acessado em 06 de outubro de 2006)

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BIBLIOGRAFIA:

COSTA, Wille Duarte. Títulos de Crédito. 2ª edição. Editora Del Rey. Belo Horizonte. 2006. Págs. 371a 433.

ASCARELLI, Tullio. Teoria Geral dos Títulos de Crédito. p. 186 e 187. nota de rodapé.

Fonte: http://academico.direito-rio.fgv.br/wiki/Duplicata