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Assinatura do Enc. de Educação


Nome:__________________________________________________________ Turma: 6.º____ Nº: ____
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Grupo I
Texto A

E, mais uma vez, Demódoco veio acompanhar e alegrar com os seus cânticos a cerimónia festiva. E – caso
extraordinário! – o poema que então cantou foi uma das mais espantosas proezas de Ulisses durante a guerra, uma
dessas proezas notáveis cuja fama chegara a toda a parte e que Demódoco evocava nesse momento, não
pressentindo que a ouvia o seu próprio autor!
Era a história do cavalo de pau que Ulisses imaginou mandar construir quando, com os seus compatriotas,
combatia no cerco de Troia. O enorme corcel de madeira, pintado e oco, exatamente igual, com as suas crinas e a
cauda, a um cavalo verdadeiro, podia conter um certo número de guerreiros, armados e prontos para a luta.
Ulisses escolheu alguns dos melhores capitães, e com eles entrou para dentro do cavalo fingido, mandando
fechar a abertura por onde passara, e ordenando que os outros gregos impelissem para o interior de Troia a pesada
máquina de guerra.
Assim se fez. O cavalo, empurrado com toda a força, e rodando nas rodas que tinha nos pés, foi colocado
junto de uma das portas da espessa muralha que defendia Troia. Ali esteve algum tempo, até que os Troianos deram
por ele. Bicho tão grande, e sempre imóvel, acabou por interessá-los e preocupá-los…
Demais a mais, não se mexia, não relinchava, não respirava!... Que seria? Coisa má não era, com
certeza, pois tinham-no espicaçado de longe, e o cavalo permanecia imóvel. Resolveram trazê-lo para a cidade.
Puxa daqui, empurra dali, veio o monstro até ao meio da vasta praça, e os Troianos, curiosos e indecisos,
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quedam -se a
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discutir, de volta dele, o destino que melhor convinha dar-lhe. Uns queriam cortá-lo em pedaços; outros alvitravam
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que se transportasse a misteriosa avantesma para cima da muralha e de lá fosse precipitada para o fosso marginal;
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e outros ainda diziam que não era bom tocar-lhe, que deveria ser inviolável , que merecia oferecer-se e consagrar-se
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aos deuses, como dádiva capaz de apaziguá-los e de suscitar a sua proteção e auxílio.
Foi esta a opção que prevaleceu. Todos a aceitaram e regressaram ao trabalho e à luta, deixando o cavalo
sozinho no meio da praça. Assim que os chefes gregos, muito calados lá dentro, perceberam que não havia ninguém
perto, abriram o postigo por onde tinham entrado, saíram um a um e espalharam-se pelos bairros e ruas de Troia. Foi
uma coisa terrível! Incendiaram e saquearam as casas, mataram uma quantidade imensa de troianos desprevenidos,
assustando, afugentando, perseguindo a população inteira.
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E – cantava Demódoco – foi então que Ulisses, igual na coragem e no ímpeto a Marte, deus da guerra, se
dirigiu ao palácio do rei dos Troianos. Apenas acompanhado de Menelau, sustentou então um longo e difícil combate
contra numerosos inimigos, conseguindo enfim vencer pela audácia, inteligência e coragem que nunca lhe faltavam,
e que eram sempre em Ulisses incomparáveis e dominadoras.
João de Barros, A Odisseia (adaptação em prosa), texto adaptado
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Vocabulário: quedam-se – param; alvitram – opinam; avantesma – monstro; inviolável – sagrado; apaziguar – acalmar

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Responde ao que é pedido sobre o texto que acabaste de ler, seguindo as orientações que te são dadas.

1. Assinala com X a opção correta.


a. O cavalo de pau de que nos fala o texto
 era um brinquedo.
 era um enfeite.
 era uma máquina de guerra.
b. Perante o cavalo, os troianos reagiram
 com curiosidade.
 com desinteresse.
 com fúria.
c. Que destino decidiram dar os troianos ao cavalo?
 Atirá-lo abaixo da muralha.
 Oferecê-lo aos deuses.
 Não lhe tocar.

2. Qual é o tema da história que Demódoco cantou naquela cerimónia festiva?

3. Quais as características físicas do corcel?

4. Segundo o texto, quem se encontrava dentro do cavalo de pau?

5. Onde colocaram os gregos esse cavalo?

6. Como reagiram inicialmente os troianos à presença daquele “bicho”?


6.1. O que decidiram, então, fazer com ele?

7. Quais os vários destinos que os troianos pensaram dar ao cavalo de pau?

7.1. Qual foi a opção que prevaleceu? Justifica a resposta com uma transcrição do texto.

8. Os gregos conseguiram, por fim, derrotar os troianos.


Baseando-te no texto, dá a tua opinião sobre o papel de Ulisses nessa vitória, apresentando, pelo
menos, dois argumentos.

Texto B
Lê com atenção o texto expositivo seguinte.

Nesses tempos, os Gregos desencadeavam uma guerra quando se queriam apossar de uma
cidade e das suas riquezas. Por exemplo, Troia era rica: tinha ouro e prata, além de outros metais, boas
madeiras para a construção naval e cavalos de qualidade; uma população numerosa, que daria um bom
número de escravos; e a sua situação geográfica era também importante, pois a cidade controlava a
navegação entre o Mar Egeu e o Mar Negro.
O cerco de Troia deu-se por volta de 1250 a.C. O prolongado cerco terminou com o saque e
incêndio da cidade. Tal como era hábito, os Gregos retiraram-se depois da sua destruição, não se
instalando na região. Partilharam o resultado do saque, do qual a maior parte cabia aos chefes.
A guerra de Troia foi real. A lenda que começou com o rapto da lindíssima Helena veio dar poesia
e beleza à história. A Grécia Antiga foi uma terra de lendas. Inicialmente contadas em forma de verso
pelos Aedos, poetas profissionais, foram transmitidas oralmente de geração em geração.
Mª da Conceição Paixão e Mª Helena Alexandre, Guiões para leitura orientada da obra «Ulisses», Ed. ASA (adapt.)
9. Assinala como verdadeiras (V) ou falsas (F) as frases de a) a j), com base nas informações do texto.
V F
a) Os gregos desencadeavam uma guerra sempre que queriam terras.
b) Troia era rica em ouro, prata e outros metais
c) Troia não tinha boas madeiras para a construção naval.
d) Troia tinha uma população numerosa.
e) Os troianos controlavam a navegação entre o Mar Egeu e o Mar Mediterrâneo.
f) O cerco de Troia deu-se em 1520 a.C.
g) A cidade de Troia foi saqueada e incendiada pelos gregos.
h) A guerra de Troia iniciou-se com o rapto da rainha Helena.
i) Os Aedos eram poetas.
j) A Grécia Antiga era conhecida pelas suas lendas.

Grupo II
10. Reescreve as frases, substituindo as palavras sublinhadas pelos pronomes pessoais adequados.
a) Ulisses escolheu alguns dos melhores capitães.

b) Os troianos decidiram não destruir o cavalo.

c) Os troianos ofereceram o cavalo àque le povo.


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11. Sublinha os pronomes nas frases que se seguem e indica a sua subclasse.
a) Parece-te que esse livro é mais interessante do que este?

b) Ninguém requisitou o livro, porque é o mesmo que lemos na aula.

12. Ulisses e os seus companheiros sentiram muitas saudades durante aquela longa guerra.
12.1. Preenche o quadro com palavras retiradas da frase anterior.
Um Um determinante Um Um determinante Um determinante
adjetivo artigo definido quantificador demonstrativo possessivo

13. Escreve a função sintática desempenhada pelo elemento sublinhado em cada frase / expressão
destacada no quinto parágrafo do texto A.
Frase Função sintática
“[…]o cavalo permanecia imóvel.”
“Resolveram trazê-lo para a cidade.”
“[…] que melhor convinha dar-lhe.”

14. “ E, mais uma vez, Demódoco veio acompanhar e alegrar com cânticos a cerimónia festiva.”
Escreve uma frase em que uses uma palavra homófona da palavra destacada.
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15. Completa a grelha com os recursos expressivos presentes nas expressões sublinhadas no texto A.

Expressões Recursos expressivos


“ […] e os Troianos, curiosos e indecisos, quedam-se [ …]”
“[…] igual na coragem e no ímpeto a Marte […]”
Grupo III
Qual o teu livro preferido?
É frequente, nas revistas juvenis, convidar os leitores a enviarem opiniões acerca de diferentes
temas.
Imagina que resolves responder a esse desafio, escrevendo um texto sobre o teu livro
preferido. Esse texto deve:
– identificar o livro (indica os elementos de que te recordas: título, autor, …);
– referir o assunto de que trata (faz um breve resumo, mas sem contares tudo …);
– justificar a tua preferência (indica duas razões que te levam a preferir esse livro);
– contar como aquele livro te veio parar às mãos;
– apresentar duas razões que te levariam a recomendar a sua leitura;
– ser correto e bem estruturado;
– ter um mínimo de 140 e um máximo de 200 palavras.

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