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ASSUNTO: As novas

FICHA ameaças e riscos.


INFORMATIVA Desafios globais a
enfrentar

Nome: ___________________________________________________________ Número: _________ Turma: _________ Data: ______/______/20____

AS NOVAS AMEAÇAS E RISCOS

Os cenários históricos, políticos e económicos alteraram-se radicalmente nos últimos trinta


anos. As grandes decisões dos Estados e a organização das nações fazem-se a partir de
condicionantes externas, quase sempre mais determinantes do que as nacionais. O processo
está a marginalizar os mais pobres, não só os países como as pessoas. As assimetrias sociais
estão, por isso, a progredir:
 a exclusão social encontra-se em expansão no Norte, enquanto no Sul as
assimetrias na repartição do rendimento se vão perpetuando;
 nas regiões onde os impactos são maiores, os indivíduos e as comunidades
"precarizam-se" relativamente às hipóteses de resistirem aos efeitos da
globalização, na medida em que os quadros de referência se estão a alterar de
modo veloz – a tradição desmorona-se, novos papéis são exigidos aos indivíduos e
às famílias, surgem novas formas de família, aumenta a exposição a um grande
número de novos riscos, a democracia é questionada;
 a família fica com novas responsabilidades sociais, para as quais não estava
preparada, devido à crise do "Estado-providência", enfraquecido pela
globalização liberal dominante;
 a precarização da situação em muitas comunidades relativamente a questões como
a estabilidade do emprego, o acesso a serviços de saúde, a satisfação de
necessidades alimentares, a possibilidade de valorização profissional ou o respeito
pelos direitos individuais afecta um número de indivíduos cada vez maior.

Estado de bem-estar social (em inglês: Welfare State), também conhecido como Estado-
providência, é um tipo de organização política e económica que coloca o Estado (nação)
como agente da promoção (protector e defensor) social e organizador da economia. Nesta
orientação, o Estado é o agente regulamentador de toda vida e paz social, política e
económica do país em parceria com sindicatos e empresas privadas (…). Cabe ao Estado do
bem-estar social garantir serviços públicos e protecção à população.

A origem da crisedo "Estado social"


Os processos de globalização, sobretudo económica e política, revestem-se de um carácter
hegemónico, já que as várias formas de capitalismo dominante se têm traduzido pelas
seguintes linhas de força:
• os compromissos entre o capital e o trabalho são vulnerabilizados pela nova inserção na
economia internacional (mercados livres e procura global de investimentos directos);
• a segurança da relação social é convertida em rigidez da relação salarial; a prioridade
dada aos mercados financeiros bloqueia a distribuição de rendimentos e exige a redução
das despesas públicas em matéria social;
• o aumento da mobilidade do capital faz com que a fiscalidade passe a incidir sobre
rendimentos imóveis (sobretudo os do trabalho);
• o papel redistributivo das políticas sociais decresce e, como consequência, aumentam as
desigualdades sociais;
• a protecção social é sujeita a uma pressão privatizante, sobretudo no domínio das
pensões de reforma, dado o interesse por parte dos mercados financeiros;
• os grupos sociais vulneráveis sofrem os efeitos inevitáveis da prosperidade económica e
a pauperização da sua situação só é minorada por medidas compensatórias se estas não
perturbarem o funcionamento dos mecanismos de mercado.
Boaventura Sousa Santos, 2001 (adaptado).

Os riscos que corremos são consequência de desequilíbrios no processo de desenvolvimento e


de situações de extrema desigualdade entre marginalizados e poderosos. Os riscos
podem ocorrer a um nível mais local, onde as desigualdades e as inseguranças se reflectem
não só nos rendimentos como também na participação política (nas instituições, nos
parlamentos e nos governos locais) e nas condições sociais (educação, habitação, emprego).
Esses riscos podem ter, também, um carácter mundial, como resultado do aumento do crime
internacional (criminalidade financeira, tráfico de crianças, de mulheres e de órgãos) e das
acções de grupos terroristas, da expansão do vírus da SIDA, da proliferação do tráfico de
droga, da crescente internacionalização dos mercenários,
da expansão da venda clandestina de armamento perigoso
(armas químicas, biológicas, nucleares), etc.
As actividades humanas estão a provocar alterações
na atmosfera a um ritmo sem precedentes, em
consequência do aumento da poluição. Essas alterações
estão a pôr em risco o equilíbrio bioclimático do planeta.
Os efeitos já são mais ou menos visíveis em extensas
áreas do globo, em particular nas regiões mais
fragilizadas: perturbações no ciclo da água ou do ciclo
hidrológico; redução da camada de ozono (formação
sazonal de "buracos" no ozono); perturbações no efeito de estufa; aumento da temperatura
média; subida do nível das águas do mar; modificações das correntes oceânicas;
desequilíbrios nos ecossistemas; aumento significativo da ocorrência de catástrofes naturais
(inundações, longos períodos de seca, vagas de calor e de frio, ciclones, etc.);
desenvolvimento de epidemias, etc.
Nas regiões menos desenvolvidas, em particular nas áreas metropolitanas em
crescimento explosivo, onde a forte concentração demográfica contribui para a degradação e
insalubridade das condições de vida da população urbana, os impactos ambientais são
mais violentos devido à incapacidade tecnológica e financeira de fazer face à
adversidade.
O mundo em mudança acelerada apresenta, assim, muitos riscos de rupturas
repentinas nas famílias, nos empregos, na saúde, na coesão social e cultural das
comunidades e no equilíbrio do planeta, em particular de alguns dos seus
ecossistemas.
O descontentamento alastra, criando condições para que velhas tensões se reacendam e
novos conflitos tenham lugar. Os nacionalismos locais florescem como resposta às tendências
globalizantes, porque os velhos Estados-nação estão a ficar mais fracos e incapazes de
resolverem os grandes e os pequenos problemas. O aprofundamento das desigualdades na
distribuição da riqueza e dos recursos está, deste modo, a fomentar a generalização de
sentimentos de intolerância e a expansão do fundamentalismo, alicerçados no renascimento
de aspirações religiosas e nacionalistas.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, na actualidade, o
rendimento das 358 pessoas mais ricas do mundo é superior ao total auferido pelos 2500
milhões de habitantes mais pobres, os quais representam 45% da população mundial. Esta
situação é potencialmente geradora de graves conflitos e tensões entre grupos sociais e
etnias.
Na América Latina, as desigualdades sociais e regionais
alimentam os movimentos de guerrilha, como o dos
índios Chiapas, no México, e os movimentos sociais,
como os "sem terra", no Brasil. Recrudescem as
guerras nacionalistas, os focos de guerrilha, as tensões
religiosas e os conflitos resultantes da proliferação de
organizações associadas ao crime organizado que
lutam pelo controlo, em particular, do tráfico de armas
e de droga.
Os conflitos acendem-se no interior dos próprios Estados, opondo grupos, religiões, culturas e
etnias. Foi assim na Bósnia-Herzegovina (1991-95), onde muçulmanos, católicos e ortodoxos
se envolveram num confronto mortífero, ou na Rússia, onde vários movimentos político-
étnicos lutam pela autonomia (os tártaros no Volga) ou pela independência (os chechenos).
Nem os Estados unitários ocidentais escapam ao reacendimento e intensificação de velhas
pretensões independentistas, de que são exemplo o separatismo basco em Espanha, corso
em França, flamengo na Bélgica, católico na Irlanda do Norte ou no Quebeque canadiano. As
aspirações autonomistas regionais ganham novo fôlego, como na Catalunha espanhola, ou
através dos referendos, na Escócia e no País de Gales, em 1997, e das reivindicações da Liga
Lombardia, em Itália.
Por sua vez, o terrorismo encontra terreno fértil para
lançar mais desordem e medo, com atentados eficazes
e mortíferos executados no "coração" da Tríade. Foi
assim a 11 de Setembro de 2001, nos EUA (3067
vítimas mortais), a 11 de Março de 2004, em Madrid
(192 mortos), ou a 7 de Julho de 2005, em Londres
(56 mortos).
Perante as novas ameaças e desafios que se nos
colocam, várias analistas defendem que é necessário
construir um quadro de referência, de valores
comuns, considerados como universais, que seja aceite por todos os Estados e que dêem
resposta a questões à escala planetária – ambiente, direitos humanos, droga, SIDA,
terrorismo, etc. No entanto, para que esse cenário seja possível, é indispensável atenuar as
desigualdades de desenvolvimento que a globalização evidenciou e construir um espaço
democrático de governação global.

DESAFIOS GLOBAIS QUE TEREMOS DE ENFRENTAR

São muitos os riscos que as mudanças que estão a ocorrer implicam, em resultado da
confrontação com um futuro onde o grau de incerteza é maior. Por isso, os desafios a
enfrentar são inúmeros, como, por exemplo:
 a escassez/esgotamento ou inacessibilidade dos recursos (água potável, serviços de
saúde, alimentos, emprego, habitação digna, etc.);
 a eminência de catástrofes humanas e ambientais (acidentes nucleares, diminuição da
biodiversidade, etc.);
 a intensificação do comércio internacional e a transnacionalização das economias;
 os impactos da introdução de novas tecnologias;
 a "precarização" do emprego/desemprego de longa duração;
 o enfraquecimento do "Estado-Providência" ou "Estado Social";
 o aumento das assimetrias sociais;
 a mudança nos modos de comportamento e nos estilos de vida face à expansão de um
modelo de civilização dominante;
 a "americanização" cultural e económica, baseada na acção conjunta de empresas
gigantescas de comunicação ligadas ao cinema e à televisão e de transnacionais que
difundem uma cultura de massas e promovem produtos que são referências de
consumo;
 o aprofundamento da integração europeia (política, monetária, económica, cultural,
etc.);
 a intensificação e internacionalização dos conflitos regionais;
 a afirmação de nacionalismos e de fundamentalismos;
 o proliferação do terrorismo internacional; a expansão de largos sectores da economia
subterrânea (ligados ao narcotráfico e ao crime organizado);
 a crescente vaga de refugiados;
 o aumento do número de imigrantes nos países industrializados;
 a exploração das crianças (trabalho infantil, "turismo" sexual, etc.), das mulheres
(prostituição, discriminação salarial, violência doméstica e no trabalho, etc.) e das
minorias (submetidas a trabalhos aviltantes);
 a proliferação de doenças infecto-contagiosas.

Fonte: Adaptado de DOMINGOS, Cristina; LEMOS, Jorge; CANAVILHAS, Telma, Geografia C 11.º Ano, Volume 1, 1.ª Edição, Plátano
Editora, Abril, 2009

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