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NOVA VERSÃO I N T E R N A C I O N A L

FAÇA UMA J O R N A D A VISUAL


ATRAVÉS DA V I D A E D O S
TEMPOS BÍBLICOS
AUTOR, LUGAR E DATA DA REDAÇÃO
Embora 2Pedro afirme ter sido escrita pelo apóstolo Pedro, hoje essa afirmação é amplamente rejeitada pelos acadêmicos. A autoria
petrina é rejeitada pelas seguintes razões: 1) ausência de apoio antigo a 2Pedro por parte dos pais da Igreja; 2) a carta é muito semelhante
à epístola de Judas; 3) seu conteúdo lida com problemas e assuntos do século II d.C., como o gnosticismo e a demora da volta de Cristo; 4)
é dito em 2Pedro 3.15,16 que uma coleção de cartas paulínas já era conhecida pelas igrejas; 5) argumenta-se que 2Pedro é não petrina a
ponto de os leitores antigos terem visto essa afirmação como simples dispositivo literário.
Entretanto, há várias razões para sustentar a autoria de Pedro: 1) se 2Pedro 2 e Judas têm muito em comum, esse fato não tem
influência na inspiração ou na autoria de um ou outro; 2) não há em 2Pedro referência direta a nenhum assunto eclesiástico ou institui­
ção do século II, e a preocupação com a volta de Cristo já aparece em 1 Tessalonicenses (escrito por volta de 50-51 d.C.); 3) a referência
às cartas de Paulo pode ser simples indicação de que as suas cartas já estavam circulando; 4) os primeiros cristãos repudiavam os
textos pseudoapostólicos e renunciavam, em particular, livros que falsamente afirmavam serem de Pedro (e.g., o Apocalipse de Pedro,
o Evangelho de Pedro, os Atos de Pedro e a Carta de Pedro a Filipe).
Pedro, de acordo com uma confiável tradição, morreu por volta de 64 a 68 d.C. durante o reinado de Nero. Portanto, a autoria da
carta pressupõe uma data mais antiga que essa. Acredita-se que Pedro escreveu esta carta de Roma.

DESTINATÁRIO
A carta está endereçada aos cristãos, com o objetivo de adverti-los contra as falsas doutrinas (2.1). Se 3.1 é uma referência a 1 Pedro, então
os cristãos na Ásia Menor são os destinatários de ambas as cartas. Contudo, a identidade dos destinatários de 2Pedro é incerta.

FATOS CULTURAIS E DESTAQUES


2Pedro é um apelo do apóstolo à fé e à piedade das igrejas. Sua mensagem faz referências aos inimigos da fé, mas em termos tão gerais
que é difícil imaginar que Pedro tivesse uma heresia específica em vista. A carta é, provavelmente, uma exortação geral do apóstolo às
igrejas quando já se aproximava da morte.

LINHA DO T E M P O

10A.C. D.c.1 10 20 30 40 50 60 70

Nascimento de Jesus (ca. 6/5 a.C.)

Morte, ressurreição e ascensão de Jesus (ca. 30 d.C.)

Conversão de Paulo (ca. 35 d.C.)

Concilio de Jerusalém (ca. 50-51 d.C.)

Reinado de Nero (ca. 54-68 d.C.)

Redação de 2Pedro (ca. 64-68 d.C.)

Morte de Pedro (ca. 67-68 d.C.)

Destruição do templo de Jerusalém (ca. 70 d.C.)


I N T R O D U Ç Ã O A 2 PEDRO 2019

ENQUANTO VOCÊ LÊ
Observe a instrução de Pedro sobre o crescimento em virtudes piedosas e quanto ao caráter cristão. Atente para sua ênfase na verdade,
que consiste não apenas em advertências contra os falsos mestres, mas também na certeza da volta de Cristo.

VOCÊ SABIA?
• Os autores do NT adaptavam as formas literárias de sua cultura ao comunicar o evangelho (1.5-7).
• O termo grego para “iludir” evoca o pescador que tenta atrair e capturar os peixes com uma isca (2.14).
• No século I d.C., o termo “elementos” indicava entidades como o a terra, o ar, o fogo e a água (3.10).

TEMAS
A segunda carta de Pedro contém os seguintes temas:
1. Crescimento espiritual. Pedro está no fim da vida (1.13-15) e prenuncia calamidades iminentes, além de expressar preocupação com
seus leitores no que diz respeito à permanência na fé e ao crescimento no discipulado.
2. Falsas doutrinas. Pedro faz soar o alarme contra os falsos mestres, que representam a maior ameaça à fidelidade dos cristãos.
3. A certeza da volta de Cristo. Pedro adverte contra os escamecedores que abandonaram a crença na volta de Cristo e no julgamento que
virá (3.3,4). A demora do juízo divino é uma demonstração da paciência de Deus: ele está dando tempo para que todos se arrependam (3.9).
Uma vez que a volta do Senhor Jesus é certa, os cristãos devem se preparar por meio uma vida ética e fiel (3.11-16).

SUMÁRIO
I. Introdução (1.1,2)
II. Conhecera Deus (1 .3 -2 1 )
A. Conhecer seu chamado (1.3-11)
B. Conhecer as Escrituras (1.12-21)
III. Advertência contra os falsos mestres (2)
A. Seu surgimento é anunciado (2.1-3a)
B. Deus os julgará (2.3b-9)
C. Algumas características (2,10-22)
IV. A realidade da volta de Cristo (3.1 -16)
A. 0 objetivo da carta é reafirmado (3.1,2)
B. A vinda dos escamecedores (3.3-7)
C. A certeza da volta de Cristo (3.8-10)
D. Exortações baseadas na realidade da volta de Cristo (3.11 -16)
V. Considerações finais (3.17,18)
2020 2 P E D R O 1.1

Simão Pedro, servo03 e apóstolo de Jesus Cristo,b 1.1 "Rm 1.1;


b1Pe 1.1;
àqueles que, mediante a justiçac de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo,d receberam conosco uma ■fim 3.21-26;
tfTt2.13
fé igualmente valiosa:
2 Graça e paz lhes sejam multiplicadas, pelo pleno conhecimento de Deus e de Jesus, o nosso1ú!eFp3.8
Senhor.e

A Certeza de nossa Vocação e Eleição


3 Seu divino poder* nos deu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do1.3 *1Pe 1.5;
11TS2.12
pleno conhecimento daquele que nos chamouS para a sua própria glória e virtude.4 Dessa maneira, ele 1.4*2Co7.1;
nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas,hpara que por elas vocês se tomassem participantes 04.24; Hb 12.10;
1Jo 3.2; i2Pe 2.18-
da natureza divina' e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiçaj 20

5 Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento;k 15*02.3
6 ao conhecimento o domínio próprio;1ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade;"1 1 5 'At 24.25; »v. 3
7 à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor.n 8 Porque, se essas qualidades existirem e estive­ 1.7 n1Ts 3.12
1.8°Jo15.2;
rem crescendo em sua vida, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Tt 3.14
Cristo, sejam inoperantes e improdutivos.0 9 Todavia, se alguém não as tem, está cego,P só vê o que 1.9 "IJo 2.11;
«Ef5.26
está perto, esquecendo-se da purificação dos seus antigos pecados.')
10 Portanto, irmãos, empenhem-se ainda mais para consolidar o chamado e a eleição de vocês,
pois, se agirem dessa forma, jamais tropeçarãor 11 e assim vocês estarão ricamente providos quando
entrarem no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

A Glória de Cristo e a Firmeza das Escrituras


12 Por isso, sempre terei o cuidado de lembrá-los destas coisas,s se bem que vocês já as sabem e1.12 *Fp 3.1;
1Jo 2.21
estão solidamente firmados na verdade que receberam.13 Considero importante, enquanto estiver 1.13*200 5.1,4
no tabernáculo deste corpo,* despertar a memória de vocês,14 porque sei que em breve deixarei este 1.14 “2Tm 4.6;
tabernáculo,u como o nosso Senhor Jesus Cristo já me revelou.v 15 Eu me empenharei para que, tam­ vJo 21.18,19
1.15*1x9.31
bém depois da minha partida,™ vocês sejam sempre capa2es de lembrar-se destas coisas.
16 De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando falamos a vocês a respeito1.16 *Mt 17.1-8
do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; ao contrário, nós fomos testemunhas oculares da
sua majestade*17 Ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando da suprema glória lhe foi 1.17 vMt 3.17
dirigida a voz que disse: “Este é o meu filho amado, de quem me agrado”6.»18 Nós mesmos ouvimos 1.18 *Mt 17.6
essa voz vinda dos céus, quando estávamos com ele no monte santo.2
19 Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem aten­1.19 «1119.105;
ção, como a uma candeia3 que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alvab nasça »Ap 22.16
no coração de vocês. 20 Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de
interpretação pessoal,21 pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homenscfalaram 121 c2Tm 3.16;
d2Sm 23.2;
da parte de Deus,c impelidos pelo Espírito Santo.d At 1.16; 1Pe 1.11

Os Falsos Mestres e a sua Destruição

2
No passado surgiram falsos profetase no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos 2.1 eDt 13.1-3;
f1Tm4.1;9jd4;
mestres.* Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberanos "1Co 6.20
que os resgatou,h trazendo sobre si mesmos repentina destruição. 2 Muitos seguirão os caminhos
0 1.1 Isto é, escravo.
b 1 .1 7 Mt 17.5; Mc 9.7; Lc 9.35.
c 1 .2 1 Muitos manuscritos dizem homens santos.

1.1 Sobre os vários títulos pelos quais os primeiros cristãos eram conhe­ 1.8 O conhecimento do cristão deve influenciar seu modo de viver. Não
cidos, ver nota em 1Pedro 4.16. o isenta de restrições morais, como os hereges ensinavam. Pedro talvez
1.3 Se de fato 2Pedro foi escrito para combater um gnosticismo inci­ esteja se referindo aqui a uma forma primitiva do gnosticismo do século
piente (ver “Os gnósticos e seus escritos sagrados”, em IJo 4), o apóstolo II (ver “Os gnósticos e seus escritos sagrados”, em IJo 4), que afirmava
talvez esteja insistindo em que os conhecimentos derivados dos apóstolos possuir conhecimento especial e secreto.
eram bastantes para as necessidades espirituais. Nenhum conhecimento 1.10 Sobre os “irmãos” , ver nota em Rm 1.13.
secreto e esotérico é necessário para a salvação. 1.12-15 Muitos especialistas classificam 2Pedro como um “testamento”
1.5-7 Os autores do N T adaptavam as formas literárias de sua cultura — livro ou parte de um livro em que a pessoa em seu leito de morte fàz
ao comunicar o evangelho. Dentre elas, o sorites unia virtudes ou vícios seu último discurso.
em séries (e.g., Rm 3.3,4). O escritor antigo não listava necessariamente 1.16 A mensagem de Pedro baseia-se em seu testemunho ocular dos
os vícios ou as virtudes numa ordem predeterminada. Todas as virtudes acontecimentos sobrenaturais que marcaram a vida de Jesus, não
nesses versículos são importantes, e os cristãos devem demonstrá-las em nos mitos e histórias imaginárias que serviam de base à mensagem
medida crescente (2Pe 1.8). dos hereges (ver 2.3).
1.6 Para mais informações sobre o ascetismo na vida dos cristãos, ver 1.18 Sobre o “monte santo“ , ver nota em Lc 9.28.
nota em Lv 10.9.
2 P E D R O 3. 4 2 02 1

2.3'2Co 2.17; vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade.3 Em sua cobiça,
1Ts 2.5
tais mestres os explorarão' com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira
sobre eles, e a sua destruição não tarda.
2.4 JJd 6; 4 Pois Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os lançou no inferno'1, prendendo-os em
Ap 20.1,2
25 h2Pe 3.6; abismos tenebrosos*’ a fim de serem reservados para o juízo.) 5 Ele não poupou o mundo antigok
'Hb 11.7; 1Pe 3.20
quando trouxe o Dilúvio sobre aquele povo ímpio, mas preservou Noé, pregador da justiça, e mais sete
2.6 »Gn 19.24,25; pessoas.16 Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas,mtornando-as
"Nm 26.10; Jd7
2.7 °Gn 19.16; exemplo" do que acontecerá aos ímpios;7 mas livrou Ló,° homem justo, que se afligia com o procedi­
p2Pe3.17
mento libertino dos que não tinham princípios moraisP8 (pois, vivendo entre eles, todos os dias aquele
2.9(1 Co 10.13 justo se atormentava em sua alma justa por causa das maldades que via e ouvia).9 Vemos, portanto,
que o Senhor sabe livrar os piedosos da provação'! e manter em castigo os ímpios para o dia do juízos
2.10 ^Pe 3.3; 10 especialmente os que seguem os desejos impurosr da carne1*e desprezam a autoridade.
sJd 8
2.11 «Jd 9 Insolentes e arrogantes, tais homens não têm medo de difamar os seres celestiais;s 11 contudo, nem
os anjos, embora sendo maiores em força e poder, fazem acusações injuriosas contra aqueles seres na
presença do Senhor.*12 Mas eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guia­
das pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria
2.13>Rm 13.13; corrupção!1113 Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se
"1 Co 11.20,21;
Jd 12 à devassidão em plena luz do dia.v São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeresc, quando
2.14 *v. 18; W. 3; participam das festas de vocês.w14 Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludemx
*Ef 2.3
2.15 «Nm22.4-20; os instáveis e têm o coração exercitado na ganância.v Malditos!2 15 Eles abandonaram o caminho reto
Jd 11
2.16 bNm 22.21-
e se desviaram, seguindo o caminho de Balaão,a filho de Beor/, que amou o salário da injustiça,16 mas
30 em sua transgressão foi repreendido por uma jumenta, um animal mudo, que falou com voz humana
e refreou a insensatez do profeta.b
2.17 cJd 12; 17 Esses homens são fontes sem água0 e névoas impelidas pela tempestade. A escuridão das trevas
dJd 13
2.18‘Jd 16 lhes está reservada,d 18 pois eles, com palavras de vaidosa arrogânciae e provocando os desejos liber­
2.19 'Jo 8.34; tinos da carne, seduzem os que estão quase conseguindo fugir daqueles que vivem no erro.19 Prome-
Rm 6.16
tendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o
2.2012PC1.2; domina.*20 Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimentos de nosso
"Mt 12.45
Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão
em pior estado do que no princípio.h 21 Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da
justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes
foi transm itido.'22 Confirma-se neles que é verdadeiro o provérbio: “O cão volta ao seu vômito”#
e ainda: “A porca lavada volta a revolver-se na lama”.

O D ia do Senhor
Amados, esta é agora a segunda carta que escrevo a vocês. Em ambas quero despertar com estas

3
3.1 *2Pe 1.13
lembrançask a sua mente sincera para que vocês se recordem 2 das palavras proferidas no passado
pelos santos profetas e do mandamento de nosso Senhor e Salvador que os apóstolos ensinaram a vocês.
3.3'1Tm4.1; 3 Antes de tudo saibam que, nos últimos dias,1surgirão escamecedores zombando e seguindo suas
m2Pe 2.10; Jd 18
3.4 "Is 5.19; próprias paixões.m4Eles dirãó: “O que houve com a promessa da sua vinda?nDesde que os antepassados
Ez 12.22;
Mt 24.48; a 2 .4 Grego: tártaro.
°Mc10.6 b 2 .4 Alguns manuscritos dizem em cadeias de escuridão.
c 2 .9 Ou ímpios para punição até o dia do juízo.
d 2 .1 0 Ou da natureza pecaminosa; também no versículo 18.
e 2 .1 3 Alguns manuscritos dizem nas suas festas defraternidade.
f 2 .1 5 Vários manuscritos dizem Bosor.
9 2 .2 2 Pv 26.11.

2.4 Alguns acreditam que o pecado dos anjos é o mencionado em Gn 2.13 As “festas” sem dúvida são as “festas de fraternidade”, como em
6.2, texto segundo o qual os “filhos de Deus” mantinham relações com Jd 12 (ver “A festa do amor”, em 1Co 11).
as filhas dos homens, o que significa (segundo essa teoria) que os anjos se 2.14 O termo grego para “iludir” evoca o pescador que tenta atrair e
casaram com mulheres humanas. Os filhos dessas uniões são chamados capturar os peixes com uma isca. Ver T g 1.14 e nota.
“nefilins” (ver “Quem eram os nefilins?”, em Nm 13). Outros acreditam 2.17 Sobre a “escuridão das trevas”, ver “Sheol, Hades, Geena, Abismo
que o pecado dos anjos ocorreu antes da queda de Adão e Eva. Esses seres e Tártaro: imagens do inferno”, em SI 139.
caídos passaram a ser o diabo e os anjos maus (talvez os demônios e os 2.18 “Os que estão quase conseguindo fugir” são os novos convertidos
maus espíritos mencionados no NT). que acabaram de se separar dos amigos pagãos. Os recém-convertidos, que
Sobre o “inferno”, ver “Sheol, Hades, Geena, Abismo e Tártaro: imagens ainda não tiveram a oportunidade de desenvolver resistência espiritual,
do inferno”, em SI 139. são as vítimas preferidas dos falsos mestres.
2.5 “Pregador da justiça” é uma descrição de Noé que não se acha em ne­ 2.21 Nos primórdios, o cristianismo era conhecido como “o Caminho”
nhuma outra parte das Escrituras. No entanto, designações semelhantes (ver At 9.2).
são aplicadas a ele em Josefo (Antiguidades, 1.3.1), 1 Clemente (7.6; 9.4) 3.3 Os “escamecedores” talvez sejam os gnósticos (ver “O s gnósticos e
e nos Oráculos sibilinos (1.128,129). seus escritos sagrados”, em ljo 4), que resistiam à ideia do Juízo Final e
2.6 Ver “A destruição de Sodoma e Gomorra”, em Gn 19. da prestação de contas sobre questões morais.
A C R E D I B I L I D A D E DA

O CANON n.

DO NOVO
TESTAMENTO
2PEDR0 3 0 processo para determinar quais textos integrariam o dois evangelhos, as Epístolas e o livro de Apocalipse apresentam in­
cânon 1bíblico (a base genuína e normativa de doutrina para a igre­ questionáveis conexões apostólicas.4
ja) estendeu-se por vários séculos. No século I d.C., as comunidades ♦ Os textos que se tornaram populares em uma única região eram
cristãs começaram a reconhecer a autoridade de alguns textos, que vistos como duvidosos, enquanto os que tinham aceitação ampla,
reuniram em coleções para circulação e uso na adoração pública.2 tanto no Oriente quanto em Roma, foram incluídos no cânon. Os
Em 2Pedro, já se percebe a familiaridade com as cartas de Paulo, escritos incluídos no cânon eram tidos como de aplicação universal.
e o apóstolo vai longe ao equipará-las com as Escrituras hebraicas Por exemplo, apesar de Paulo endereçar suas cartas a comunidades
(3.16). As evidências revelam que durante a adoração pública os específicas, outras comunidades rapidamente reconheciam que sua
cristãos nos primeiros séculos liam os textos do que viria a compor doutrina era relevante para elas também.
o NT, como faziam com as Escrituras hebraicas.
Os especialistas atribuem a criação do cânon do NT ao herege Outros escritos cristãos circularam ao lado dos textos canônicos.
Marcião, que aceitava apenas a autoridade das cartas de Paulo e o Entre eles, 0 pastor, de Hermas, e a Epístola de Barnabé eram tidos
evangelho de Lucas. Na verdade, as igrejas já con­
sideravam esses textos genuínos: o que Marcião
queria era excluir os outros. 0 Cânon Muratoriano
(de data incerta), uma tentativa antiga de esta­
kí TterTK
o-Tre~*meT®***K
belecer uma lista de livros canônicos, não inclui a - tHAYywn TT,mftrpy'
maioria das Epístolas Gerais. Por volta do século IV,
♦**" i&wWíJ/ Àíl&lt--
as igrejas estavam compilando uma lista definitiva rn t l M f - r r f uHTÍttttH
dos livros do NT. Eusébio, Atanásio e os concílios z lrie v nrc r r r c r í -
de Laodiceia (363), Hipona (393) e Cartago (397)
criaram suas listas (os dois últimos aceitaram os
27 livros do NT reconhecidos pela Igreja moderna).
rv rt f K /- e e r K

jVt -í
SSSSSSgÉSSÍ*
Em certo sentido, essas listas apenas ratificavam a rre-r
prática das igrejas, pois esses textos já eram ofi­
cialmente aceitos. 0 cânon do NT é formado por 27
escritos, incluindo os Evangelhos, Atos e as Epísto­
las. Eles definem a identidade da Igreja.
0 processo de seleção considerava três crité­
rios principais para a aceitação de um texto como
canônico: Fac-símile de uma página da segunda carta de Pedro,
em papiro (p72); ca. 200 d.C.
© D r. James C. Martin
♦ Os escritos no cânon tinham de refletir a doutri­
na ortodoxa. Textos que contivessem doutrina in­
congruente com a dos primeiros cristãos não deveriam ser incluídos.3 em alta estima por alguns cristãos, mas não foram aceitos no cânon
♦ 0 cânon deveria incluir os relatos mais antigos e mais fiéis a pelo grande intervalo de tempo que os separava do período apostó­
respeito de Jesus e a respeito da igreja primitiva. Eram selecionados lico. Esses textos, apesar de não serem canonizados, não continham
textos escritos pelos próprios apóstolos ou por alguém intimamente heresias e não foram condenados. Textos desse tipo continuaram a
associado a eles. Os textos que afirmavam uma autoria apostólica ser usados pelos cristãos em devocionais e reflexões pessoais, contu­
eram analisados cuidadosamente e, se a afirmação dessa autoria do sem a mesma autoridade dos escritos canônicos.5
fosse suspeita, eram rejeitados. Os evangelhos de Marcos e Lucas re­
ceberam status canônico porque foram escritos por um companheiro
de Pedro e por um colaborador de Paulo, respectivamente. O livro de
Atos, escrito por Lucas, também foi aceito como canônico. Os outros

'Ver o Glossário na p. 2080 para as definições das palavras em negrito. 2Ver "Textos do Novo Testamento", em Rm 15. JVer "Heresias no cristianismo prim itivo",
em 2Co 10. 4Ver "0 valor histórico de Lucas— Atos", em Lc 14; "Seria fidedigno o evangelho de João?", em Jo 20; * Quem escreveu Apocalipse?", em Ap 10. 5Sobre
outros textos não canônicos dos primeiros cristãos, ver também "A Bíblia e a literatura pseudepigráfica" em Jd.
2 P E D R O 3.18 2023

3.5 íGn 1.6,9; morreram, tudo continua como desde o princípio da criação”.0 5 Mas eles deliberadamente se
Hb 11.3; «SI 24.2
esquecem de que há muito tempo, pela palavra de Deus,P existem céus e terra, esta formada da água e
3.6 'Gn 7.21 ,Z2 pela água.Q6 E pela água o mundo daquele tempo foi submerso e destruído/ 7 Pela mesma palavra os
3.7 sv. 10,12;
2Ts 1.7 céus e a terra que agora existem estão reservados para o fogo, guardados para o dia do juízos e para a
destruição dos ímpios.
8 Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um
3.9 “Hc 2.3; dia.19 O Senhor não demora em cumprir a sua promessa,u como julgam alguns. Ao contrário, ele é pa­
(fc 10.37; «Rm 2.4;
»1Tm2.4 ciente'' com vocês", não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.w
3.10»Lc 12.39; 10 O dia do Senhor, porém, virá como ladrão.xOs céus desaparecerão com um grande estrondo, os
iTs 5.2; »Mt 24.35;
Ap 21.1 elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada6.»
11 Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de
3.12>1Co1.7; maneira santa e piedosa,12 esperando2 o dia de Deus e apressando a sua vindac.a Naquele dia os céus
•SI 50.3; «V. 10
3.13 cls 65.17; serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor.6 13 Todavia, de acordo com a sua
66.22; Ap 21.1
promessa, esperamos novos céus e nova terra,c onde habita a justiça.
3.14 d1Ts 3.13 14 Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se para serem encontrados por
3.15 «Rm2.4; ele em paz, imaculados e inculpáveis.d 15 Tenham em mente que a paciência de nosso Senhore significa
tv. 9; oEf 3.3
salvação,* como também o nosso amado irmão Paulo escreveu a vocês, com a sabedoria que Deus lhe
3.16 »2Pe 2.14; d e u . 9 E l e escreve da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos. Suas cartas
V. 2
contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis11torcem, como também
o fazem com as demais Escrituras,1para a própria destruição deles.
3.1711Co 10.12; 17 Portanto, amados, sabendo disso, guardem-sei para que não sejam levados pelo errok dos que
*2Pe 2.18;'Ap 2.5
3.18 "2Pe 1.11 não têm princípios morais, nem percam a sua firmeza e caiam.118 Cresçam, porém, na graça e no co­
nhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.1" A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém.
a 3 .9 Alguns manuscritos dizem por causa de vocês.
b 3 .1 0 Alguns manuscritos antigos dizem será queimada.
c 3 .1 2 Ou aguardando com ansiedade a vinda do dia de Deus.

3.10 No século I d.C., o termo “elementos” indicava entidades como o 3.16 Pedro põe as cartas de Paulo no mesmo nível de autoridade que os
a terra, o ar, o fogo e a água. escritos inspirados do AT (ver “O cânon do Antigo Testamento”, em
3.15 Acredita-se que Paulo enviou aos destinatários de 2Pedro um exem­ Ml 4; e “O cânon do Novo Testamento”, em 2Pe 3).
plar de Romanos, a ser lido nas igrejas como carta circular.