Anda di halaman 1dari 3

Nome: Kim Faia RA: 51407053

Xandão está sendo incriminado pelas práticas dos crimes previstos nos
Arts 180 e 157 do CP. Ocorre que Xandão é professor da faculdade, então, o
Delegado de Polícia entendendo que este poderia coagir as testemunhas, seus
alunos, representou pela prisão temporária que foi decretada por 30 dias.
Ouvidas as testemunhas e recebida a denúncia somente pelo Art. 180 do
CP, não houve qualquer alteração na situação de Xandão.
No 29º dia, o juiz de ofício decreta prorrogação da prisão por mais de 30
dias. Como advogado de Xandão, tome as medidas cabíveis para o caso em
tela.

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ... VARA CRIMINAL DA COMARCA DE...

Inquérito Policial nº...

Xandão, já qualificado nos autos do INQUERITO POLICIAL, cujos autos


tramitam por este E. Juizo da Vara... desta Comarca de..., por intermédio de seu (sua)
advogado(a) e bastante procurador(a) (procuração em anexo - doc. 01), vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência propor

REVOGAÇÃO DE PRISÃO TEMPORÁRIA

com base no artigo 5º, LVII e LXVI, da CF/88, pelas razões de fato e
de direito que passa a aduzir.

I - DOS FATOS
No caso presente, o querelante estava sendo incriminado pela suposta prática
dos crimes previstos nos artigos 180 e 157 do CP.
Vale lembrar que o querelante é professor e entendendo existir a possibilidade
da coação de testemunhas, como se nota os alunos, o Delegado representou pela
prisão temporária do acusado, sendo esta decretada por 30 dias.
Depois da oitiva de testemunhas, a denúncia foi recebida apenas pelo artigo 180
do CP, não havendo qualquer alteração na situação do querelante, ora em reclusão.
Não obstante aos fatos apresentados, o juiz de ofício decretou a prorrogação da
prisão temporária no seu vigésimo nono dia, estendendo a condição do querelante.

II – DO DIREITO

Com efeito, Nobre Magistrado, diz a Lei nº 7960/89:

Art. 1º. Caberá prisão temporária:


I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;

II - quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer


elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;

III - quando houver fundadas razões de acordo com qualquer prova


admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado
nos seguintes crimes:

...

c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1º, 2º e 3º);

...

Art. 2º. A prisão temporária será decretada pelo juiz, em face da


representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério
Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período
em caso de extrema e comprovada necessidade.

§ 2º. O despacho que decretar a prisão temporária deverá ser


fundamentado e prolatado dentro do prazo de 24 (vinte e quatro) horas,
contadas a partir do recebimento da representação ou do
requerimento.

§ 3º. O juiz poderá, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público


e do advogado, determinar que o preso lhe seja apresentado, solicitar
informações e esclarecimentos da autoridade policial e submetê-lo a
exame de corpo de delito.

§ 7º. Decorrido o prazo de 5 (cinco) dias, de detenção, o preso deverá


ser posto imediatamente em liberdade, salvo se já tiver sido decretada
sua prisão preventiva.

Art. 4º. O art. 4º da Lei nº 4.898, de 09 de dezembro de 1965, fica


acrescido da alínea i, da seguinte redação:

i) prolongar a execução de prisão temporária, de pena ou medida de


segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de cumprir
imediatamente, ordem de liberdade.

Consoante o disposto no art. 1º, inciso I, da Lei nº 7960/89, caberá a prisão


temporária quando imprescindível para as investigações do inquérito policial. Assim
sendo, pressuposto básico é a preexistência de inquérito policial, para se falar na
possibilidade legal da decretação de prisão temporária.

Mas o inciso III do mesmo art. 1º, traz outra condição básica para a decretação
de prisão temporária, com o uso do advérbio "quando", ao expressar: quando houver
fundadas razões de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria
ou participação do indiciado nos seguintes crimes, (elencando os crimes do rol do inciso
III).

Assim, numa análise sistemática ou combinada do inciso I com o inciso III do art.
1º da Lei nº 7960/89, chega-se à conclusão que, para a decretação da prisão temporária,
três são os requisitos básicos:
a) a existência do inquérito policial;

b) que o inquérito policial vise apurar um dos crimes elencados no inciso III do art. 1º
da Lei nº 7960/89; e,

c) que, hajam fundadas as razões de acordo com qualquer prova admitida na


legislação penal, de autoria ou participação do indiciado no crime que se apura, desde
que seja um dos crimes elencados no inciso III do art. 1º da Lei nº 7960/89.

No caso dos autos, no entanto, data maxima venia não se vislumbra o requisito
previsto no inciso III do art. 1º da Lei nº 7960/89, notadamente no que concerne às
"fundadas razões de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de
autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes", uma vez que o indiciado foi
denunciado apenas pelo crime previsto no art. 180, do Código Penal, afastando assim
a possibilidade de decretação da prisão temporária.
Outrossim, impende ressaltar o disposto no art. 2º, em que a prisão temporária
será decretada pelo juiz “em face da representação da autoridade policial ou de
requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual
período em caso de extrema e comprovada necessidade”, assim sendo descabido o seu
decreto DE OFÍCIO e consequentemente a sua prorrogação por mais 30 (trinta) dias,
não se tratando de crime hediondo.
Ademais, o requerente não deve permanecer recluso pelo fato de a Constituição
Federal estabelecer que:

“Art. 5º, LVII: “Ninguém será considerado culpado até o


trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

Desta forma, de acordo com o princípio da presunção de inocência, importante


princípio constitucional elencado no rol dos direitos fundamentais, o requerente não
deve permanecer recolhido na prisão antes da sentença penal condenatória transitar
em julgado e o mesmo ser declarado culpado pela prática da infração penal.

III – DO PEDIDO
Diante de todo o exposto, ausentes os requisitos que autorizam a prisão
preventiva e, comprometendo-se a comparecer a todos os atos do processo, requer,
após ouvido o Digno Representante do Ministério Público, seja concedida a
REVOGAÇÃO DA PRISÃO TEMPORARIA e a COMUNICAÇÃO À AUTORIDADE, diga-
se contra mandado, como medida de JUSTIÇA.

Termos em que,
Pede e espera deferimento.

Local..., Data...
__________________
Advogado – OAB/SP