Anda di halaman 1dari 14

1

Santo Agostinho
Nasceu em 354, em Tagaste, província romana da Numídia (África, região atual
da Argélia), e morreu em 430 em Hipona (África).
Viveu no período da decadência do império romano.
Neoplatonismo: filosofia platônica de cunho religioso.
Três aspectos fundamentais de sua contribuição para a filosofia:
1- Sua formulação das relações entre teologia e filosofia, entre a razão e a fé.
2- Sua teoria do conhecimento com ênfase na questão da subjetividade e na
noção de interioridade.
3- Sua teoria da história elaborada na monumental cidade de Deus.
Primeiro pensador a desenvolver a noção de uma interioridade.
Encontramos em seu pensamento a oposição interior/exterior e a concepção de
que a interioridade é o lugar da verdade.
É olhando para a sua interioridade que o homem descobre a verdade pela
iluminação divina.
Santo Agostinho considerava que os históricos devem ser interpretados à
revelação; a história tem uma direção.
Restringe a possibilidade de o homem controlar fenômenos natureza, exceto
eventos menores de natureza animada ou inanimada.
No mundo existe somente o Bem, pois foi criado pelo Bem Supremo que é Deus.
O Mal é apenas uma visão parcial, mas que, no contexto geral do mundo, é um
Bem.
Mal é a privação do Bem.
A vontade é criadora e livre, mas faz com que o corpo domine a alma, chegando
à degradação (livre arbítrio).
A alma é imortal e deve se sobrepor ao corpo para dirigi-lo. A vida mundana e
carnal submete a alma ao corpo.
Contradição: coloca nas mãos do homem a responsabilidade pelo seu destino
quando relaciona vontade e pecado, ao mesmo tempo, postula a predestinação
divina.
O conhecimento pode se referir às coisas sensíveis e às coisas
inteligíveis.
CONHECIMENTO SENSÍVEL
Sentidos: fornecem imagens que são levadas à memória.
Imagens: são reunidas e organizadas interiormente.
CONHECIMENTO INTELIGÍVEL
Não são provenientes dos sentidos.
As coisas inteligíveis são percebidas apenas pela mente, por meio da reflexão
interior.
Conhecimento revelado por uma luz interior: verdade autêntica e imutável
É pela iluminação divina que o homem chega, por um processo interior, à
verdade.
A fonte do conhecimento não é humana.
Tudo o que ocorre no universo é conduzido por Deus, implicando na aceitação
da realidade pelo homem (justificação da desigualdade).
Há, segundo ele, outra realidade celestial, a cidade de Deus, edificada pelos
eleitos (relação com o mundo das ideias de Platão).
Na cidade terrena, a Igreja deve governar e ter supremacia sobre o Estado.
2

OBRAS Sobre cuidados com os mortos (De


Sobre o Belo e o Correcto (em latim: cura pro mortuis gerenda)
De Pulchra et Apto, 380) Sobre a moral da Igreja Católica e
Sobre a Doutrina Cristã (em latim: sobre a moral dos Maniqueistas (De
De doctrina Christiana, 397–426) moribus ecclesiae catholicae et de
Confissões (Confessiones, 397– moribus Manichaeorum)
398) Sobre duas almas [contra os
A Cidade de Deus (De civitate Dei, Maniqueístas] (De duabus animabus
iniciada c. 413, finalizada 426) [contra
Sobre a Trindade (De trinitate, 400– Manichaeos])
416) [Registos] contra Fortunatus
Sobre o livre arbítrio (De libero [Maniqueísta] ([Acta] contra
arbitrio) Fortunatum
Enchiridion (Enchiridion ad [Manichaeum])
Laurentium, seu de fide, spe et Contra a epístola dos Maniqueístas
caritate) chamada fundamental (Contra
Retratamentos (Retractationes, c. epistulam
426 – 428) Manichaei quam vocant fundamenti)
Sobre o significado do Génesis (De Contra Faustus [Maniqueísta]
Genesi ad litteram) (Contra Faustum [Manichaeum])
Sobre a catequese dos não Sobre a natureza do bem contra
instruidos (De catechizandis rudibus) Maniqueístas (De natura boni contra
Sobre fé e o credo (De fide et Manichaeos)
symbolo) Sobre o Baptismo [Contra os
Sobre a fé no invisível (De fide rerum Donatistas] (De baptismo [contra
invisibilium) Donatistas])
Sobre a utilidade do crer (De utilitate Sobre a correcção dos Donatistas
credendi) (De correctione Donatistarum)
Sobre o credo e os catecumenos (De Sobre o mérito e remissão dos
symbolo ad catechumenos) pecadores e o baptismo das crianças
Sobre a continência (De continentia) (De
Sobre o professor (De magistro, um peccatorum meritis et remissione et
diálogo entre Agostinho e o seu filho de baptismo parvulorum)
Adeodato) Sobre o espírito e a letra (De spiritu
Sobre o bem do casamento (De et littera)
bono coniugali) Sobre a natureza e a graça (De
Sobre a Santa Virgindade (De sancta natura et gratia)
virginitate) Sobre a perfeição da justiça humana
Sobre o bem da viuvez (De bono (De perfectione iustitiae hominis)
viduitatis) Sobre os procedimentos de Pelagius
Sobre a mentira (De mendacio) (De gestis Pelagii)
Contra a mentira [Consentimento Sobre a graça de Cristo e o pecado
para] (Contra mendacium [ad original (De gratia Christi et de
Consentium]) peccato originali)
Sobre heresias e o que Deus quer Sobre o casamento e a
(De haeresibus ad Quodvultdeum) concupiscência (De nuptiis et
Sobre a obra dos monges (De opere concupiscientia)
monachorum) Sobre a natureza e origem da alma
Sobre a paciência (De patientia) (De natura et origine animae)
3

Contra duas cartas dos Solilóquios, dois livros


Pelagianistas (Contra duas epistulas (Soliloquiorum libri duo)
Pelagianorum) Narrações dos Salmos (Enarrationes
Sobre a graça e o livre arbítrio (De in Psalmos)
gratia et libero arbitrio) Sobre a imortalidade da alma (De
Sobre correção e graça (De immortalitate animae)
correptione et gratia) Contra as cartas de Petiliano (Bispo
Sobre a predestinação dos santos de Cirta) (Contra litteras Petiliani)
(De praedestinatione sanctorum) Contra Académicos (Contra
Sobre o dom da perseverança (De Academicos)
dono perseverantiae) Sobre oitenta e três diversas
Sobre o Sermão do Monte do Senhor questões (De diversis quaestionibus
(De sermone Domini in monte) octaginta tribus, 396)
Sobre a harmonia dos evangelhos Sermões, entre os quais um conjunto
(De consensu evangelistarum) de lições do Novo Testamento
Tratado sobre o Evangelho de S. Homilias, entre as quais uma série
João (In Iohannis evangelium sobre a primeira Epístola de João
tractatus)
4

São Tomás de Aquino


• 1225: Nasceu em Roccasecca, Itália, no castelo da sua família, perto de
Aquino.
• 1274: Morreu em Fossanova, Itália.
• Viveu num momento de intensificação do comércio.
• Demarca a distinção entre Filosofia e Teologia.
• Filosofia: preocupa-se com as coisas da natureza, utilizando-se da razão.
• Teologia: preocupa-se com sobrenatural, utilizando-se da fé.
• Conciliação: é possível fundamentar verdades da fé por meio da razão.
Utilizando-se de argumentos racionais, tendo como premissa a observação da
realidade, Tomás de Aquino procura provar a existência de Deus.
Prioriza a fé: alguns conhecimentos revelados, mesmo não podendo ser
demonstrados, continuam verdadeiros, pois a revelação divina os torna
superiores aos da razão.
- Para Aristóteles e São Tomás, a “scientia” consiste em conhecer as causas dos
fenômenos naturais.
- Pergunta: é possível ter conhecimento científico (necessário) de fenômenos
naturais contingentes?
- São Tomás responde afirmativamente, se for seguido o método “ex
suppositione” (a partir do pressuposto):
1. Estudar os processos naturais e como eles terminam na maioria dos casos
(efeitos observados).
2. “Recuar” dos efeitos observados para as causas antecedentes que os
provocaram.
3. “Ex suppositione”, se esses efeitos se verificarem, é necessário que tenham
essas causas.
Ontologia (De principiis naturae, Capítulos I e II)
• Ato e Potência
“Chama-se ser em potência ao que pode existir e não existe, e ser em ato ao
que já existe”.
• Substância e acidente
“(W) há duas espécies de ser: o ser essencial ou substancial de uma coisa, por
exemplo, ser um homem, e isto é o ser considerado em si mesmo; e o ser
acidental, como é o caso de o homem ser branco, e isto é o ser considerado sob
relação particular.”
• Matéria e forma
“Assim como tudo o que existe em potência pode ser chamado matéria, também
tudo o que tem existência, qualquer que seja a existência, substancial ou
acidental, pode chamar-se forma. (W) E porque a forma torna o ser em ato, eis
a razão de se afirmar que a forma é ato.
Ontologia (De principiis naturae, Capítulo III)
• Causa material e causa formal
“(W) são três os princípios da realidade natural: a matéria, a forma e a privação.
Mas estes três princípios não são suficientes para a geração.”
Para Aristóteles e São Tomás, a matéria e a forma são causas, mas a privação
não o é.
• Causa eficiente
“De fato, o que existe em potência não pode por si mesmo passar a ato, tal como
o cobre que existe em potência para ser estátua não se faz por si mesmo estátua,
5

mas precisa de um operador para que a forma da estátua saia da potência ao


ato.”
“Também a forma não pode por si mesma passar da potência ao ato (falo da
forma do objecto gerado, da forma que é ponto de chegada da geração), pois a
forma só existe no ser do objeto produzido. (W) Importa, portanto, que para além
da matéria e da forma, haja algum princípio ativo.
É o que se chama causa eficiente, ou motora, ou agente, ou de onde surge o
princípio do movimento.”
Causa final
“E porque, na palavra de Aristóteles no segundo livro da Metafísica, tudo o
que age só age em vista de alguma coisa, importa que exista um quarto
princípio, entendido pelo operador, e este chama-se fim. Advirta-se que,
embora todo o agente, tanto natural como voluntário, tenda a um fim, não
se segue, todavia, que todo o agente conheça o fim ou sobre ele delibere.”
Essência e Existência: o argumento existencial
• Essência
O que faz uma coisa ser o que ela é, o fundamento das suas propriedades.
A essência é a resposta à pergunta: “Quid?” (“O quê?”)
Por esta razão, a essência é também chamada de “quididade” por São Tomás.
A essência das coisas naturais inclui a matéria e a forma.
• Existência:
A existência é o que atualiza uma essência, o que a torna real, “atual”.
É possível conceber uma coisa, pensando na sua essência, sem que ela exista.
Se não é a essência de uma coisa que a faz existir...
... Então algo só começa a existir porque “recebe” existência de algo que já existe
anteriormente.
Esta cadeia não pode regredir perpetuamente, tem que terminar num ser auto-
existente. Logo, tudo o que existe, exceto Deus, deve o seu existir, “aqui e
agora”, a Deus.
Ato / Essência / Essência Matéria / Substância
Potência Existência Forma /
Acidentes

Deus Ato puro Idênticas Simples Forma Substância


(intelecto e perfeita e
vontade incorruptível
livre)

Anjos Ato e Distintas Simples Forma Substância


(intelecto e Potência perfeita e e
vontade incorruptível acidentes
livre)

Seres Ato e Distintas Composta Forma Substância


humanos Potência perfeita e e
(intelecto, incorruptível acidentes
vontade
livre
e corpo)
6

Outros Ato e Distintas Composta Matéria e Substância


seres Potência Forma e
naturais corruptível acidentes

Conhecimento: é empírico e racional (uso da razão e dos dados dos sentidos) –


conhecimento conceitual.
Dois momentos: 1º obtenção dos dados por meio dos sentidos (ideias não são
inatas); 2º é intelectual em que o homem chega às essências, abstrai, julga,
raciocina, elabora conceitos universais.
Conceito de verdade: correspondência entre o objeto e a inteligência.
Considera o livre-arbítrio, mas não a ideia de predestinação.
A melhor forma de governo é a monarquia porque mantém a sociedade unida,
mas não deve ser uma tirana. O governo é de origem divina.
OBRAS
Opera maiora ("Obras maiores") Opera probabilia authenticitate
Scriptum super sententiis; ("Autoria provável")
Summa contra gentiles; Lectura romana in primum
Summa Theoloiae Sententiarum Petri Lombardi;
Quaestiones ("Questões") Quaestiones;
Quaestiones disputatae; Opera liturgica;
Quaestiones de quolibet. Sermones;
Opuscula ("Obras menores") Preces.
Opuscula philosophica; Opera dubia authenticitate ("Autoria
Opuscula theologica; duvidosa")
Opuscula polemica pro Quaestiones;
mendicantibus; Opuscula philosophica;
Censurae; Rescripta;
Rescripta; Opera liturgica;
Responsiones. Sermones;
Commentaria ("Comentários") Preces;
In Aristotelem; Opera collectiva;
In neoplatonicos; Reportationes.
In Boethium. Opera aliqua false adscripta ("Falsa
Commentaria biblica ("Comentários autoria" - atribuídas no
bíblicos") passado)
In Vetus Testamentum; Quaestiones disputatae;
Commentaria cursoria; Opuscula philosophica;
In Novum Testamentum; Opuscula theologica;
Catena aurea; Rescripta;
In epistolas S. Pauli. Concordantiae;
Collationes et sermones ("Coleções Commentaria philosophica;
e sermões") Commentaria theologica;
Collationes; Commentaria biblica;
Sermones. Sermones;
Documenta ("Documentos") Opera liturgica;
Acta; Preces;
Opera collectiva; Carmina.
Reportationes Alberti Magni super
Dionysium.
7

AGOSTINHO E TOMÁS DE AQUINO

Na idade média, a filosofia foi influenciada pelo cristianismo, através dos


períodos chamados de:
a- Patrística (época dos primeiros pais da igreja, os apóstolos, também
chamados de padres)
b-Escolástica: ocorrida na baixa idade média, nas escolas monacais e primeiras
universidades medievais,
A filosofia medieval caracterizou-se pelo esforço em tentar conciliar o
cristianismo com o pensamento filosófico grego, a fé com a razão, converter os
pagãos, combater as heresias (desvios doutrinários), etc. .
OS DOIS PRINCIPAIS FILÓSOFOS DESTA ÉPOCA SÃO:
1 –PATRÍSTICA: AGOSTINHO DE HIPONA (354-430): Agostinho viveu na
época da decadência do império romano, embora o cristianismo já estivesse
consolidado como religião oficial do império e fosse considerado como a
verdade. Agostinho conseguiu, melhor do que qualquer outro pensador cristão,
estruturar sobre uma base racional as doutrinas cristãs. Antes de ser cristão, foi
adepto do Maniqueísmo (uma filosofia religiosa fundada por Maniqueu, que
divide o mundo simplesmente entre Bem, ou Deus, e Mal, ou o Diabo; a matéria
é má, o espírito é bom). Atualmente, maniqueísmo significa a visão de mundo de
muitas pessoas que só enxergam um lado bom e um ruim. ex: ou você é meu
amigo ou é inimigo, quem não segue a minha religião está condenado, direita x
esquerda, reacionário x progressista, etc.
A INFLUÊNCIA PLATÔNICA NO PENSAMENTO AGOSTINIANO:
Agostinho “cristianizou” Platão, fazendo vários paralelos entre a parte
espiritualista dele (que diz existir um mundo transcendente) e as Sagradas
Escrituras.
Fez a distinção entre o corpo, sujeito à sorte do mundo, e a alma, que é
atemporal, e com a qual se pode conhecer Deus.
FÉ E A RAZÃO : Sem a fé, a razão não é capaz de levar à felicidade. A razão é
uma auxiliar da fé, esclarecendo e tornando inteligível aquilo que estamos
tentando entender.
Mas a razão precisa da fé para conseguir entender questões pertinentes à fé
em Deus.
FÉ E RAZÃO ANDAM JUNTAS: Sem o uso da razão não há fé… Use a razão
para saber em quem você está pondo a sua fé…por isso, sem razão não há fé.”
Ou seja, A RAZÃO NÃO ELIMINA, ANTES ESCLARECE A FÉ.
COMPREENDA PARA CRER: Sem dúvida, a razão deve preceder as verdades
de fé para saber se convém crer nelas. É a razão que se encarrega disso.
CREIA PARA COMPREENDER: Usamos a razão que precede a fé, mas é
necessário usar a fé para compreender as verdades da fé
Fé e razão se complementam…porque se a fé busca, a inteligência encontra…
Como conhecemos? Através da:
a – Razão Inferior – conhecimento científico (se ocupa do mundo corpóreo) Pelos
sentidos – cores, odores, sabores…( sentir não é do corpo – sim da alma)
b – Razão Superior – conhecimento das verdades eternas – obtido pela
ILUMINAÇÃO DIVINA.
ILUMINAÇÃO DIVINA: É uma adaptação cristã da teoria platônica da
reminiscência, mas de maneira diferente: enquanto Platão afirmava que viemos
8

de um mundo perfeito onde conhecemos todas as verdades, Agostinho afirmava


que nossa alma, por ter vindo de Deus, já possuía dentro de si todas as
verdades, pois era uma partícula divina. ou seja, as verdades já estão no interior
do ser humano, mas só são conhecidas através da Iluminação Divina no nosso
interior. Como se chega à Iluminação divina? Através da fé em Deus: Assim se
chega às verdades eternas, e o intelecto então é capaz de pensar corretamente
a ordem natural divina..
A maior indagação é saber : o que Deus é e não se Ele é (se existe ou não):
Para Agostinho, só os homens muito depravados é que não criam na existência
de Deus.
Como se prova a existência de Deus? Para Agostinho, somente através de um
encontro com Deus, pois pela razão seria impossível, já que Deus está acima da
razão, não sendo possível que o inferior conheça ou julgue o superior. “Eu nunca
pensaria que é a razão que funda a existência de Deus e que é o raciocínio que
garante que Deus deve existir”, dizia Agostinho.
- ALMA: A alma é também chamada por Agostinho de homem interior: ela
tem origem na substância divina; por isso, é nela e por meio dela que todo
conhecimento deve ser buscado.
• O HOMEM INTERIOR E O CONHECIMENTO:
• Para Agostinho, Nenhum conhecimento verdadeiro pode vir de fora da
nossa mente, seja ensino, reflexão, etc. O saber sobre as formas dos seres e
objetos, sobre a matéria em geral, os conceitos geométricos e matemáticos, as
virtudes, as emoções, em resumo, todos os conhecimentos encontram-se na
alma, porque ela se origina da substância divina; isso mostra a influencia do
platonismo em Agostinho, (embora para Platão, o ser humanorelembrava
(reminiscência) o que já havia conhecido antes; no cristianismo, o conhecimento
era despertado, pois estava adormecido em seu interior).
• Os conhecimentos que temos consciência são os que já encontramos em
nossas almas, como que ativados em nossa memória. Aquilo que ignoramos
também está na alma, e simplesmente precisa ser desperto pela memória, por
meio da pesquisa em nosso mundo interior
- O MUNDO E O TEMPO: AS DÚVIDAS DOS PAGÃOS
Como conciliar a eternidade de Deus com a finitude temporal do mundo?
O que fazia Deus antes de criar o mundo? É imaginável um Deus inativo?
RESPOSTA DE AGOSTINHO: DEUS É ETERNO; ELE ESTÁ FORA DO
TEMPO; CRIANDO O MUNDO, CRIOU TAMBÉM O TEMPO. SEM A CRIAÇÃO,
O MUNDO JAMAIS TERIA EXISTIDO.
FASES DO TEMPO:
Passado – tempo que não é mais
Futuro – tempo que ainda não é
Presente – É O ÚNICO QUE EXISTE: “O tempo não existe fora de nós”
• Não existem, fora de nós, nem o passado nem o futuro.
Conclui-se, portanto, que o futuro e passado existem na mente, como o presente.
Sendo o tempo algo característico da natureza finita e, sendo o universo inteiro
de natureza finita, segue-se que o mundo teve origem no tempo e não na
eternidade.
- BEM, MAL E LIBERDADE: Se Deus é a causa de tudo o que acontece, como
se explica o mal? Agostinho afirma que Deus não é a causa do mal:O mal é
ausência ou a falta do bem.
• O mal é privação de uma perfeição que a substância deveria ter.
9

• O mal é a falta ou a ausência do Bem


• O mal se manifesta através de duas formas principais:
o sofrimento e a culpa. A causa do sofrimento é a culpa. E o responsável pela
culpa é o homem.
• Em que consiste a culpa?
• Em submeter a razão humana à paixão, em desobedecer às leis divinas,
em afastar-se de bem supremo.
O mal consiste em cair, em voltar as costas ao bem superior, ao bem imutável.
De onde vem esta aversão ao bem? Da liberdade: fazemos o mal pelo livre
arbítrio da vontade.
Só onde há liberdade é que se pode falar de bem e de mal.
– LIBERDADE É UM BEM? Sim, é uma condição de moralidade, portanto,
deve ser usada para o bem e não para o mal.
– E A CULPA ? É o mal original: necessita da graça divina para fazer o bem

– A CIDADE DE DEUS: Foi talvez sua maior obra, onde Agostinho adota a
postura de um filósofo em busca de um sentido unitário e profundo da história.
Na obra, Agostinho define que existem no mundo duas cidades:
A – A Cidade dos Homens: É a cidade terrena, onde reinam os seres humanos
egoístas, avarentos, incrédulos, hipócritas, preconceituosos, intolerantes,
mentirosos, cruéis, blasfemos, ladrões, corruptos, orgulhosos, etc. É a cidade
que caminha para a condenação.
B – A cidade de Deus: É a cidade onde os seres humanos são humildes,
perdoam, são crédulos, tolerantes, dizem a verdade, são honestos, prestativos,
perdoam, etc. é a cidade onde as pessoas amam a Deus até ao desprezo de si
mesmos (estes são a cidade de Deus).
ALGUNS PENSAMENTOS DE AGOSTINHO:
• O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os
vícios.
• “A medida do amor é amar sem medida
• Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam,
porque me corrompem.
• Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam,
porque me corrompem.
• Se não podes entender, crê para que entendas. A fé precede, o intelecto
segue.
• O mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página.
• A medida do amor é amar sem medida.
• Tenho mais compaixão do homem que se alegra no vício, do que pena
de quem sofre a privação de um prazer funesto e a perda de uma feliceidade
ilusória
• Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade; outras,
para alcançarem fama, e isso é vaidade; outras, para enriquecerem com a sua
ciência, e isso é um negócio torpe; outras, para serem edificadas, e isso é
prudência; outras, para edificarem os outros, e isso é caridade”
• Fizeste-nos, Senhor, para ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto
não descansar em ti.

2 – A ESCOLÁSTICA:
10

ANTES DE INICIARMOS, É PRECISO ESCLARECER QUE A IDADE MÉDIA


NÃO FOI JAMAIS A IDADE DAS TREVAS. A História, assim como a Filosofia e
todas as ciências tem um compromisso com a verdade e não com as ideologias
de um determinado grupo de pensadores ou com o que o Senso Comum afirma.
A Igreja, durante a Idade média, teve seus erros (mas, afinal quem é que não
erra?). O que muitos não sabem, ou sabem e não querem divulgar ou reconhecer
é que a Igreja (na época não se chamava Igreja Católica, apenas Igreja),
contribuiu significativamente para o avanço da ciência e do progresso material.
Durante a Idade média, no período chamado de baixa idade média, houve vários
avanços tecnológicos tais como:
-o uso de ferraduras
-a introdução do arado de ferro
-a invenção dos óculos, da aquicultura, do afolhamento trienal (rotação de
culturas), o relógio mecânico, notação musical, arquitetura gótica, tintas a óleo,
escolas, universidades, início da pesquisa científica, etc.
Além disso, as mulheres tinham também seu espaço, pois passaram a estudar
nas escolas, aprendendo letras, medicina, grego, hebraico, gramática,
aritmética, geometria, música e até cirurgia.
A Idade Média deu o impulso para o aprofundamento do saber científico. Por
determinação do Concílio de Latrão (1179), toda Igreja estava obrigada a ter,
junto de si, uma escola, que se encarregava de preparar a criança para o
ingresso na Universidade.
A primeira universidade do mundo foi fundada pela Igreja em Bolonha (1088);
Outra famosa universidade de origem católica foi a de Paris, fundada em 1200.
•Até 1440 foram erigidas na Europa 55 Universidades e 12 Institutos de ensino
superior, onde se ministravam cursos de Direito, Medicina, Línguas, Artes,
Ciências, Filosofia e Teologia, todas fundadas pela Igreja
A ESCOLÁSTICA surge nessa época, onde havia muitas divergências a respeito
de questões de ordem teológicas (ou não). Foi esse espírito do debate que
acabou dando origem à corrente de atividades intelectuais, artísticas e filosóficas
a que se convencionou chamar de Escolástica (do latim schola)
É no século 12 que vê essa valorização do saber refletida na criação das
universidades e na ascensão da classe letrada. O monge agostiniano santo
Anselmo desponta como o primeiro escolástico, seguido por Pedro Abelardo,
Pedro Lombardo e Hugo de São Vítor.Os estudantes das principais
universidades precisavam passar por exames que envolviam a disputa oral de
argumentos, sempre regida pelo uso da lógica formal e intermediada por um
mestre. Pedro Abelardo se inspirou nesse método dialético e o aprofundou em
sua obra Sic et Non, que virou referência para a resolução de problemas a partir
da sucessão de afirmações e negações sobre um mesmo tópico.
Na segunda metade do século 12 chegam às universidades as traduções
hispânicas de versões árabes das obras de Aristóteles.
É o grande choque cultural que muda o rumo do Ocidente e que catapulta a
Escolástica para a sua “era de ouro” no século 13. Os mestres universitários
adquirem fama e importância, os livros se multiplicam…a ciência toma novo
impulso…Robert Grosseteste e seu discípulo Roger Bacon trabalham a ideia de
pesquisa científica, idealizando experimentos.
1 – OBSERVAÇÕES DE AQUINO SOBRE FÉ E RAZÃO: Tomás de Aquino é
considerado o maior representante da Escolástica. Para Aquino, fé e razão são
modos diferentes de conhecer. A razão aceita a verdade por causa de suas
11

evidências lógicas. A Fé aceita a verdade por causa da autoridade de Deus


revelante. Portanto, a filosofia e a teologia, embora diferentes, não podem
contradizer-se, porque Deus é autor de ambas. Logo, verdade e razão não
podem entrar em conflito com a verdade revelada.
Existe um domínio comum à fé e à razão. Este domínio é a realidade do mundo
sensível (o mundo em que nós vivemos), morada humana, que a razão pode
conhecer, porque a realidade sensível oferece à razão os vestígios, mesmo que
imperfeitos, da substância de Deus.
A verdade jamais pode contradizer a verdade. Para Aquino, é possível, através
da razão, chegar ao conhecimento de Deus.
- DUPLA NATUREZA HUMANA: Na hierarquia das criaturas, o homem é um ser
dotado de duplo compromisso: Possuindo alma, pertence aos seres imateriais,
mas não é uma inteligência pura pois encontra-se ligado a um corpo
A alma humana é, assim, um horizonte onde se tocam o mundo dos corpos e o
dos espíritos. Por essa dupla natureza é que o homem pode conhecer (já que
é alma), mas não pode ter contato direto com o inteligível (pois é também
corpo).Deus, como Ser Absoluto, sem nenhum limite, não é alcançado
devidamente pela inteligência humana
2 – A QUESTÃO DA EXISTÊNCIA EM ATO E POTÊNCIA (inspirado em
Aristóteles): Todas as criaturas existem em ato e potência
ATO: Consiste na existência de uma coisa. É a atualidade de uma matéria, isto
é, sua forma num dado instante do tempo;É a forma que atualiza uma potência
contida na matéria.
Exemplos: você existe em ato como jovem adolescente. Como você tem
potencial para amadurecer, daqui a dez anos, existirá em ato como jovem adulto.
Hoje, você é estudante de um curso técnico, amanhã será um técnico; hoje você
estásolteiro(a), amanhã estará casado(a).
OUTRO EXEMPLO: Dois contrários não podem existir em ato, segundo a lei da
não contradição. O BEM NÃO PODE SER BEM E MAL AO MESMO TEMPO.
POTÊNCIA: uma matéria só poderá se transformar em outra mediante uma
movimentação impulsionada por uma energia (potência)
POTÊNCIA é a aptidão de um ser para tornar-se ou receber qualquer coisa.
Exemplos: Você tem potencial para mentir ou dizer a verdade, mas não pode
estar mentindo e dizendo a verdade ao mesmo tempo.
A criança tem potência para ser um adulto; a água em aquecimento está em
potência para tornar-se vapor. Você tem o potencial para envelhecer e morrer
OBS: Em Deus não há potência; Deus não pode mudar, não pode hoje falar a
verdade e amanhã mentir. Ele é ato perfeito, puro, motor imóvel; Deus não é
Potência porque é imutável.
Deus, como Ser Absoluto, sem nenhum limite, não é alcançado devidamente
pela inteligência humana, senão por meio de analogias
AS CINCO VIAS DE TOMÁS DE AQUINO: Aquino formulou cinco vias para
tentar provar a existência de Deus através do uso da razão. São elas:
1ª- O PRIMEIRO MOTOR: No universo existe movimento. Todo movimento tem
uma causa, que podemos chamar de motor. Por outro lado, o próprio motor deve
ser movido por um outro, este por um terceiro, e assim por diante.
Nessas condições é necessário admitir que:
1 – ou a série de motores é infinita, ou seja, sempre esteve em movimento (o
que é Impossível);
12

2 – ou que a série é finita e seu primeiro motor é Deus.2ª- CAUSA EFICIENTE:


Todas as coisas ou são causas, ou são efeitos; Nenhum ser pode ser a causa
de si mesmo. Nesse caso, ela seria causa e efeito ao mesmo tempo, sendo,
assim, anterior e posterior, o que seria absurdo.
Toda causa, por sua vez, é causada por outra, e esta por uma terceira, e assim
sucessivamente. Conclui-se que exista uma primeira causa não causada (Deus),
ou aceitar uma série infinita e não explicar a causalidade.
3ª- SER NECESSÁRIO E SERES CONTINGENTES (ETERNO E
TEMPORÁRIOS): Todos os seres mudam (ser e não ser, existir e não existir).
Hoje nós existimos, mas amanhã estaremos mortos. Se hoje eu existo e amanhã
não, significa que sou contingente (passageiro, temporário). Logo, é impossível
que algum ser contingente tenha sempre existido. Logo, é preciso que haja um
ser que nunca tenha deixado de existir para que fundamente a existência dos
seres contingentes.
4ª – GRAUS DE PERFEIÇÃO: Há uma ordem hierárquica de perfeição nos
objetos e seres criados. Por exemplo: as plantas são mais Perfeitas que os
minerais, os animais são mais perfeitos que as plantas; os homens são mais
perfeitos que os animais. Portanto, “ao querer a diversidade dos seres, Deus
quis simultaneamente a perfeição do mundo em seu conjunto”. Entre dois
produtos iguais, preferimos o que tem melhor qualidade, entre dois trabalhos,
valorizamos mais o melhor, entre dois profissionais, também. Ou seja, trazemos
conosco essa busca pela Perfeição, seja justiça, honestidade, verdade, ética,
etc. Se nós, que somos seres imperfeitos e falhos, temos esse ideal, de onde
ele teria vindo, Senão de Deus, que é perfeito?
5ª – INTELIGÊNCIA ORDENADORA (FINALIDADE): A Natureza e o universo
não possuem inteligência, mas agem como se tivessem, ou como se tivessem
uma determinada finalidade; Existe algo como uma inteligência movendo-a,
controlando-a para que atue sempre da mesma maneira. Ora, tudo o que não
tem inteligência não pode se mover em direção a um fim, a menos que seja
dirigido por algum ser ou algum comando previamente dado. Por isso existe
algum ser inteligente que dirige todas as coisas para o seu fim. Este ser nós
chamamos Deus.

Filosofia Medieval
A filosofia medieval elaborou-se sob densa ascendência do cristianismo,
institucionalizado na Igreja Católica, fixando parâmetros que condicionaram os
pensamentos, as explicações, os sentimentos e as condutas dos seres humanos
em suas relações entre si e com o mundo.

Do ponto de vista do conhecimento, a filosofia medieval instaurou o problema


das relações entre o saber revelado e o saber racional. Assentou-se na
suposição de verdades divinamente reveladas à humanidade e recepcionadas
no plano da fé, compondo, assim, um amplo repertório de respostas doutrinárias
para antigas interrogações dos seres humanos, versando, entre outras questões,
sobre a origem do Universo, a natureza humana e os valores morais.

Nesse contraste entre o conhecimento revelado do cristianismo e o


conhecimento racional da filosofia medieval, emerge o dilema: é possível
compatibilizar a sabedoria cristã e a sabedoria filosófica?
13

Patrística
Se, no início do cristianismo, prevaleceu o desprezo à tradição filosófica grega,
o desenvolvimento da filosofia medieval, contudo, foi assinalado por tentativas
de conjugação da crença religiosa com a especulação filosófica. Essa etapa de
formação da filosofia cristã é denominada patrística.

Conduzida por representantes do corpo eclesiástico católico, atingiu sua mais


rebuscada expressão intelectual em um autor que exerceu ascendência
determinante sobre o pensamento medieval: Aurelius Augustinus (354-430),
conhecido como Santo Agostinho ou Agostinho de Hipona.

A Filosofia de Santo Agostinho (354-430)


Agostinho, natural de Tagaste, na Numídia, província africana pertencente ao
Império Romano, atual Argélia, teve as primeiras décadas de sua vida pontuadas
pelos estudos, pelas atividades de professor, pela adesão aos prazeres
mundanos e, sobretudo, por um permanente desconforto existencial. Converteu-
se definitivamente ao cristianismo no ano de 482 e, mais tarde, tornou-se bispo
na cidade de Hipona – atual Annaba, na Argélia. A partir daí, dividiu-se entre as
atividades sacerdotais e a reflexão filosófica de orientação cristã, registrada em
escritos como A cidade de Deus e Confissões.

Filósofo Agostinho de Hipona sendo retratado em um vitral.


Santo Agostinho.
No livro Confissões, Agostinho combina relatos autobiográficos, centrados na
descrição de seus dramas interiores e em seu itinerário de conversão ao
cristianismo, com a explanação de conceitos filosóficos inspirados em suas
leituras sobre Platão, especificamente em sua apropriação do neoplatonismo de
Plotino (205-270).

Nas investigações filosóficas agostinianas, temas nucleares da filosofia grega,


como a natureza humana, a moral e o conhecimento, são racionalmente
examinados em sua confluência com a teologia cristã.

Na filosofia agostiniana, são feitas ponderações acerca da origem do mal, do


conhecimento identificado à iluminação divina, da memória, da felicidade e do
tempo.

Escolástica
Se a patrística, com sua expressão sofisticada no pensamento de Agostinho de
Hipona, configura a filosofia medieval em sua primeira fase, os séculos finais da
época medieval são caracterizados pela supremacia da escolástica, termo que
denomina os estudos teológicos e filosóficos desenvolvidos nas universidades
medievais, em especial a partir da tradução dos textos aristotélicos para o idioma
latino.

O filósofo Tomás de Aquino (1224-1274) é a principal referência do pensamento


escolástico, e seu sistema filosófico, conhecido como tomismo, efetua a
apropriação das teses filosóficas de Aristóteles pelo cristianismo.

A Filosofia de São Tomás de Aquino


14

De origem familiar nobre, Tomás de Aquino ingressou na ordem religiosa dos


dominicanos, desenvolveu seus estudos em Paris e Nápoles e lecionou em
diferentes universidades europeias. Suas atividades de pesquisa e magistério
proporcionaram a redação de textos importantes, como O ente e a essência,
Suma contra os gentios e Suma teológica, que se tornaram clássicos na história
da especulação filosófica. Nesses escritos, a tentativa de conjugação da fé cristã
com o saber racional, característica da filosofia medieval, adquiriu sua mais
completa e explícita elaboração.

Filósofo Tomás de Aquino sendo retratado em um vitral.


São Tomás de Aquino.
Na Suma contra os gentios, Tomás diferencia verdades reveladas e verdades
racionais. As primeiras procedem diretamente da revelação divina e pertencem
à dimensão supranatural da fé e as últimas derivam da racionalidade e são
conquistadas pela aplicação da inteligência humana aos dados recolhidos pelos
sentidos. Entre ambas, observa o filósofo, não há conflitos, mas uma
convergência na qual a teologia revelada orienta o conhecimento racional.

De acordo com Tomás de Aquino, pelo itinerário da razão não é possível, por
exemplo, atingir a trindade divina – Pai, Filho e Espírito Santo – e a encarnação
do verbo divino na pessoa humana de Jesus Cristo. Por outro lado, a
investigação filosófica é capaz de comprovar racionalmente a existência de Deus
mediante a observação de seus efeitos, os fenômenos físicos do mundo.

Tomás de Aquino, portanto, mesmo atribuindo limitações ao conhecimento


construído racionalmente, concede elevada importância à filosofia, à medida que
a pesquisa racional se baseia naquilo que, a despeito da diversidade de crenças,
é comum a todos os seres humanos, a saber, a razão. Nesse sentido, dedica-se
à demonstração racional acerca de existência de Deus, desenvolvida em sua
Suma teológica.

Conclusão
Na filosofia medieval, fica evidente a persistência da prática filosófica em um
universo cultural cristão. Ainda que condicionados pelos fundamentos
doutrinários do cristianismo, os temas referentes ao mundo e ao ser humano
permanecem em sua condição de objetos de problematizações filosóficas. A
filosofia resiste em sua natureza de atividade mobilizada por debates racionais.

Bibliografia
STORCK, Alfredo. Filosofia medieval. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.