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Table of Contents

Agradecimentos

Apresentação

Prefácio

Tabela de siglas

Introdução ao Evangelho segundo Lucas

Lucas 1:79

Lucas 2:5

Lucas 2:8-11

Lucas 2:14

Lucas 2:29 a 30

Lucas 2:32

Lucas 2:49

Lucas 3:13

Lucas 3:14

Lucas 3:17

Lucas 4:16

Lucas 4:21

Lucas 5:4

Lucas 5:31

Lucas 6:19

Lucas 6:21

Lucas 6:22

Lucas 6:26

Lucas 6:27

Lucas 6:30
Lucas 6:31

Lucas 6:32

Lucas 6:35

Lucas 6:36

Lucas 6:37

Lucas 6:38

Lucas 6:44

Lucas 6:45

Lucas 6:46

Lucas 7:22

Lucas 8:13

Lucas 8:17 a 18

Lucas 8:25

Lucas 8:28

Lucas 8:30

Lucas 8:45

Lucas 8:48

Lucas 9:20

Lucas 9:23

Lucas 9:25

Lucas 9:26

Lucas 9:28

Lucas 9:30

Lucas 9:35

Lucas 9:44

Lucas 9:53

Lucas 9:60
Lucas 9:62

Lucas 10:3

Lucas 10:5

Lucas 10:6

Lucas 10:9

Lucas 10:20

Lucas 10:26

Lucas 10:27

Lucas 10:28

Lucas 10:29

Lucas 10:30

Lucas 10:33

Lucas 10:37

Lucas 10:42

Lucas 11:1

Lucas 11:3

Lucas 11:9

Lucas 11:10

Lucas 11:11

Lucas 11:13

Lucas 11:23

Lucas 11:28

Lucas 11:35

Lucas 11:41

Lucas 11:49

Lucas 12:1

Lucas 12:8
Lucas 12:15

Lucas 12:20

Lucas 12:21

Lucas 12:26

Lucas 12:34

Lucas 12:48

Lucas 12:49

Lucas 13:24

Lucas 13:26

Lucas 13:33

Lucas 14:10

Lucas 14:11

Lucas 14:12

Lucas 14:13

Lucas 14:18

Lucas 14:21

Lucas 14:27

Lucas 14:28

Lucas 14:33

Lucas 14:35

Lucas 15:12

Lucas 15:17

Lucas 15:18

Lucas 15:20

Lucas 15:29

Lucas 16:2

Lucas 16:9
Lucas 16:12

Lucas 16:13

Lucas 16:19

Lucas 16:25

Lucas 16:29

Lucas 17:5

Lucas 17:10

Lucas 17:20

Lucas 17:21

Lucas 17:23

Lucas 17:31

Lucas 18:1

Lucas 18:16

Lucas 18:20

Lucas 18:41

Lucas 18:43

Lucas 19:13

Lucas 19:42

Lucas 19:48

Lucas 21:9

Lucas 21:13

Lucas 21:19

Lucas 21:34

Lucas 22:12

Lucas 22:26

Lucas 22:27

Lucas 22:32
Lucas 22:42

Lucas 22:46

Lucas 23:25

Lucas 23:26

Lucas 23:31

Lucas 23:34

Lucas 23:43

Lucas 23:49

Lucas 24:11

Lucas 24:16

Lucas 24:35

Lucas 24:38

Lucas 24:45

Lucas 24:48

Tabelas de correspondências de versículos

Relação de comentários por ordem alfabética

Índice geral
Sumário
Agradecimentos
Apresentação
Prefácio
Tabela de siglas
Introdução ao Evangelho segundo Lucas
Lucas 1:79
Lucas 2:5
Lucas 2:8-11
Lucas 2:14
Lucas 2:29 a 30
Lucas 2:32
Lucas 2:49
Lucas 3:13
Lucas 3:14
Lucas 3:17
Lucas 4:16
Lucas 4:21
Lucas 5:4
Lucas 5:31
Lucas 6:19
Lucas 6:21
Lucas 6:22
Lucas 6:26
Lucas 6:27
Lucas 6:30
Lucas 6:31
Lucas 6:32
Lucas 6:35
Lucas 6:36
Lucas 6:37
Lucas 6:38
Lucas 6:44
Lucas 6:45
Lucas 6:46
Lucas 7:22
Lucas 8:13
Lucas 8:17 a 18
Lucas 8:25
Lucas 8:28
Lucas 8:30
Lucas 8:45
Lucas 8:48
Lucas 9:20
Lucas 9:23
Lucas 9:25
Lucas 9:26
Lucas 9:28
Lucas 9:30
Lucas 9:35
Lucas 9:44
Lucas 9:53
Lucas 9:60
Lucas 9:62
Lucas 10:3
Lucas 10:5
Lucas 10:6
Lucas 10:9
Lucas 10:20
Lucas 10:26
Lucas 10:27
Lucas 10:28
Lucas 10:29
Lucas 10:30
Lucas 10:33
Lucas 10:37
Lucas 10:42
Lucas 11:1
Lucas 11:3
Lucas 11:9
Lucas 11:10
Lucas 11:11
Lucas 11:13
Lucas 11:23
Lucas 11:28
Lucas 11:35
Lucas 11:41
Lucas 11:49
Lucas 12:1
Lucas 12:8
Lucas 12:15
Lucas 12:20
Lucas 12:21
Lucas 12:26
Lucas 12:34
Lucas 12:48
Lucas 12:49
Lucas 13:24
Lucas 13:26
Lucas 13:33
Lucas 14:10
Lucas 14:11
Lucas 14:12
Lucas 14:13
Lucas 14:18
Lucas 14:21
Lucas 14:27
Lucas 14:28
Lucas 14:33
Lucas 14:35
Lucas 15:12
Lucas 15:17
Lucas 15:18
Lucas 15:20
Lucas 15:29
Lucas 16:2
Lucas 16:9
Lucas 16:12
Lucas 16:13
Lucas 16:19
Lucas 16:25
Lucas 16:29
Lucas 17:5
Lucas 17:10
Lucas 17:20
Lucas 17:21
Lucas 17:23
Lucas 17:31
Lucas 18:1
Lucas 18:16
Lucas 18:20
Lucas 18:41
Lucas 18:43
Lucas 19:13
Lucas 19:42
Lucas 19:48
Lucas 21:9
Lucas 21:13
Lucas 21:19
Lucas 21:34
Lucas 22:12
Lucas 22:26
Lucas 22:27
Lucas 22:32
Lucas 22:42
Lucas 22:46
Lucas 23:25
Lucas 23:26
Lucas 23:31
Lucas 23:34
Lucas 23:43
Lucas 23:49
Lucas 24:11
Lucas 24:16
Lucas 24:35
Lucas 24:38
Lucas 24:45
Lucas 24:48
Tabelas de correspondências de versículos
Relação de comentários por ordem alfabética
Índice geral
Agradecimentos
Ao chegarmos ao terceiro volume da coleção, é preciso reconhecer que grandes e
pequenas contribuições se somaram neste que é o resultado de muitas mãos e corações.
Por isso queremos deixar grafados aqui nossos agradecimentos.

Em primeiro lugar queremos registrar nossa gratidão à Federação Espírita


Brasileira, particularmente à diretoria da instituição, pelo apoio e incentivo com que nos
acolheram; às pessoas responsáveis pela biblioteca e arquivos, que literalmente abriram
todas as portas para que tivéssemos acesso aos originais de livros, revistas e materiais de
pesquisa, e à equipe de editoração pelo carinho, zelo e competência demonstrados durante
o projeto.

Aos nossos companheiros e companheiras da Federação Espírita do Distrito Federal,


que nos ofereceram o ambiente propício ao desenvolvimento do estudo e reflexão sobre o
Novo Testamento à luz da Doutrina Espírita. Muito do que consta nas introduções aos
livros e identificação dos comentários tiveram origem nas reuniões de estudo ali
realizadas.

Aos nossos familiares, que souberam compreender-nos as ausências constantes, em


especial ao João Vitor, 9 anos, e Ana Clara, 11 anos, que por mais de uma vez tiveram que
acompanhar intermináveis reuniões de pesquisa, compilação e conferência de textos.
Muito do nosso esforço teve origem no desejo sincero de que os ensinos aqui compilados
representem uma oportunidade para que nos mantenhamos cada vez mais unidos em
torno do Evangelho.

A Francisco Cândido Xavier, pela vida de abnegação e doação que serviu de estrada
luminosa através da qual foram vertidas do alto milhares de páginas de esclarecimento e
conforto que permanecerão como luzes eternas a apontar-nos o caminho da redenção.

A Emmanuel, cujas palavras e ensinos representam o contributo de uma alma


profundamente comprometida com a essência do Evangelho.

A Jesus, que, na qualidade de Mestre e Irmão Maior, soube ajustar-se a nós, trazendo-
nos o Seu sublime exemplo de vida e fazendo reverberar em nosso íntimo a sinfonia
imortal do amor. Que a semente plantada por esse excelso Semeador cresça e se converta
na árvore frondosa da fraternidade, sob cujos galhos possa toda a humanidade se reunir
um dia.
A Deus, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas e Pai misericordioso
e bom de todos nós.
Apresentação 1

O Novo Testamento constitui uma resposta sublime de Deus aos apelos aflitos das
criaturas humanas.

Constituído por 27 livros, que são: os quatro evangelhos, um registro dos Atos dos
apóstolos, uma carta do apóstolo Paulo aos romanos, duas aos coríntios, uma aos gálatas,
uma aos efésios, uma aos filipenses, uma aos colossenses, duas aos tessalonicenses, duas a
Timóteo, uma a Tito, uma a Filemon, uma aos hebreus, uma carta de Tiago, duas de Pedro,
três de João, uma de Judas e o Apocalipse, de João.

A obra, inspirada pelo Senhor Jesus, que vem atravessando os dois primeiros
milênios sob acirradas lutas históricas e teológicas, pode ser considerada como um
escrínio de gemas preciosas que rutilam sempre quando observadas.

Negada a sua autenticidade por uns pesquisadores e confirmada por outros,


certamente que muitas apresentam-se com lapidação muito especial defluente da época e
das circunstâncias em que foram grafadas em definitivo, consideradas algumas como de
natureza canônica e outras deuterocanônicas, são definidas como alguns dos mais lindos e
profundos livros que jamais foram escritos. Entre esses, O evangelho de Lucas, portador de
beleza incomum, sem qualquer demérito para os demais.

Por diversas décadas, o nobre Espírito Emmanuel, através do mediumato do


abnegado discípulo de Jesus, Francisco Cândido Xavier, analisou incontáveis e preciosos
versículos que constituem o Novo Testamento, dando-lhe a dimensão merecida e o seu
significado na atualidade para o comportamento correto de todos aqueles que amam o
Mestre ou o não conhecem, sensibilizando os leitores que se permitiram penetrar pelas
luminosas considerações.

Sucederam-se centenas de estudos, de pesquisas preciosas e profundas, culminando


em livros que foram sendo publicados à medida que eram concluídos.

Nos desdobramentos dos conteúdos de cada frase analisada, são oferecidos lições
psicológicas modernas e psicoterapias extraordinárias, diretrizes de segurança para o
comportamento feliz, exames e soluções para as questões sociológicas, econômicas,
étnicas, referente aos homens e às mulheres, aos grupos humanos e às Nações, ao
desenvolvimento tecnológico e científico, às conquistas gloriosas do conhecimento, tendo
como foco essencial e transcendente o amor conforme Jesus ensinara e vivera.
Cada página reflete a claridade solar na escuridão do entendimento humano,
contribuindo para que o indivíduo não mais retorne à caverna em sombras de onde veio.

Na condição de hermeneuta sábio, o nobre Mentor soube retirar a ganga que


envolve o diamante estelar da revelação divina, apresentando-o em todo o seu esplendor e
atualidade, porque os ensinamentos de Jesus estão dirigidos a todas as épocas da
Humanidade.

Inegavelmente, é o mais precioso conjunto de estudos do Evangelho de que se tem


conhecimento através dos tempos, atualizado pelas sublimes informações dos Guias da
sociedade, conforme a revelação espírita.

Dispondo dos originais que se encontram na Espiritualidade superior, Emmanuel


legou à posteridade este inimaginável contributo de luz e de sabedoria.

Agora enfeixados em novos livros, para uma síntese final, sob a denominação O
evangelho por Emmanuel, podem ser apresentados como o melhor roteiro de segurança
para os viandantes terrestres que buscam a autoiluminação e a conquista do reino dos
céus a expandir-se do próprio coração.

Que as claridades miríficas destas páginas que se encontram ao alcance de todos que
as desejem ler, possam incendiar os sentimentos com as chamas do amor e da caridade,
iluminando o pensamento para agir com discernimento e alegria na conquista da
plenitude!

Salvador (BA), 15 de agosto de 2013.

JOANNA DE ÂNGELIS

1 Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.
Prefácio
O Novo Testamento é a base de uma das maiores religiões de nosso tempo. Ele traz a
vida e os ensinos de Jesus da forma como foram registrados por aqueles que, direta ou
indiretamente, tiveram contato com o Mestre de Nazaré e sua mensagem de amor que
reverbera pelos corredores da história.

Ao longo dos séculos, esses textos são estudados por indivíduos e comunidades, com
o propósito de melhor compreender o seu conteúdo. Religiosos, cientistas, linguistas e
devotos, de variados credos, lançaram e lançam mão de suas páginas, ressaltando aspectos
diversos, que vão desde a história e confiabilidade das informações nelas contidas, até
padrões desejáveis de conduta e crença.

Muitas foram as contribuições, que ao longo de quase dois mil anos, surgiram para o
entendimento do Novo Testamento. Essa, que agora temos a alegria de entregar ao leitor
amigo, é mais uma delas, que merece especial consideração. Isso porque representa o
trabalho amoroso de dois benfeitores, que, durante mais de 70 anos, se dedicaram ao
trabalho iluminativo da senda da criatura humana. Emmanuel e Francisco Cândido Xavier
foram responsáveis por uma monumental obra de inestimável valor para nossos dias,
particularmente no que se refere ao estudo e interpretação da mensagem de Jesus.

Os comentários de Emmanuel sobre o Evangelho encontram-se distribuídos em 138


livros e 441 artigos publicados ao longo de 39 anos nas revistas Reformador e Brasil
Espírita. Por essa razão, talvez poucos tenham a exata noção da amplitude desse trabalho
que totaliza 1.616 mensagens sobre mais de mil versículos. Todo esse material foi agora
compilado, reunido e organizado em uma coleção, cujo terceiro volume é o que ora
apresentamos ao público.

Essa coletânea proporciona uma visão ampliada e nova do que representa a


contribuição de Emmanuel para o entendimento e resgate do Novo Testamento. Em
primeiro lugar, porque possibilita uma abordagem diferente da que encontramos nos
livros e artigos, que trazem, em sua maioria, um versículo e um comentário em cada
capítulo. Neste trabalho, os comentários foram agrupados pelos versículos a que se
referem, possibilitando o estudo e a reflexão sobre os diferentes aspectos abordados pelo
autor. Encontraremos, por exemplo, 22 comentários sobre Mateus, 5:44; 11 comentários
sobre João, 8:32 e 8 sobre Lucas, 17:21. Ao todo, 305 versículos receberam do autor mais
de um comentário. Relembrando antigo ditado judaico, “a Torá tem setenta faces”,
Emmanuel nos mostra que o Evangelho tem muitas faces, que se aplicam às diversas
situações da vida, restando-nos a tarefa de exercitar a nossa capacidade de apreensão e
vivência das lições nele contidas. Em segundo lugar, porque a ordem dos comentários
obedece a sequência dos 27 textos que compõem o Novo Testamento. Isso possibilitará ao
leitor localizar mais facilmente os comentários sobre um determinado versículo. O projeto
gráfico foi idealizado também com este fim.

A coleção é composta de sete volumes:

Volume 1 – Comentários ao Evangelho segundo Mateus.

Volume 2 – Comentários ao Evangelho segundo Marcos.

Volume 3 – Comentários ao Evangelho segundo Lucas.

Volume 4 – Comentários ao Evangelho segundo João.

Volume 5 – Comentários aos Atos dos Apóstolos.

Volume 6 – Comentários às Cartas de Paulo.

Volume 7 – Comentários às Cartas universais e Apocalipse.

Em cada volume foram incluídas introduções específicas, com o objetivo de


familiarizar o leitor com a natureza e características dos escritos do Novo Testamento,
acrescentando, sempre que possível, a perspectiva espírita.
Metodologia
O conjunto das fontes pesquisadas envolveu toda a obra em livros de Francisco
Cândido Xavier, publicada durante a sua vida; todas as revistas Reformador, de 1927 até
2002 e todas as edições da revista Brasil Espírita. Dos 412 livros de Chico Xavier, foram
identificados 138 com comentários de Emmanuel sobre o Novo Testamento.

A equipe organizadora optou por atualizar os versículos comentados de acordo com


as traduções mais recentes. Isso se justifica porque, a partir da década de 60, os
progressos, na área da crítica textual, possibilitaram um avanço significativo no
estabelecimento de um texto grego do Novo Testamento, que estivesse o mais próximo
possível do original. Esses avanços deram origem anovas traduções, como a Bíblia de
Jerusalém, bem como correções e atualizações de outras já existentes, como a João Ferreira
de Almeida. Todo esse esforço tem por objetivo resgatar o sentido original dos textos
bíblicos. Os comentários de Emmanuel apontam na mesma direção, razão pela qual essa
atualização foi considerada adequada. Nas poucas ocorrências em que essa opção pode
suscitar questões mais complexas, as notas auxiliarão o entendimento. A tradução
utilizada para os Evangelhos e Atos foi a de Haroldo Dutra Dias.

Foram incluídos todos os comentários que indicavam os versículos de maneira


destacada ou que faziam referencia a eles no título ou no corpo da mensagem.

Nos casos em que o mesmo versículo aparece em mais de uma parte do Novo
Testamento e que o comentário não deixa explícito a qual delas ele se refere, optou-se por
uma, evitando a repetição desnecessária do comentário em mais de uma parte do trabalho.
A Tabela de correspondência de versículos traz a relação desses comentários, indicando a
escolha feita pela equipe e as outras possíveis.

Os textos transcritos tiveram como fonte primária os livros e artigos publicados pela
FEB. Nos casos em que um mesmo texto foi publicado em outros livros, a referência desses
está indicada em nota.
A história do projeto O Evangelho por Emmanuel
Esse trabalho teve duas fases distintas. A primeira iniciou em 2010, quando surgiu a
ideia de estudarmos o Novo Testamento nas reuniões do culto no lar. Com o propósito de
facilitar a localização dos comentários de Emmanuel, foi elaborada uma primeira relação
ainda parcial. Ao longo do tempo, essa relação foi ampliada e compartilhada com amigos e
trabalhadores do movimento espírita.

No dia 2 de março de 2013, iniciou-se a segunda e mais importante fase. Terezinha


de Jesus, que já conhecia a relação através de palestras e estudos que desenvolvemos no
Grupo Espírita Operários da Espiritualidade, comentou com o então e atual vice-
presidente da FEB, Geraldo Campetti Sobrinho, que havia um trabalho sobre os
comentários de Emmanuel que merecia ser conhecido. Geraldo nos procurou e marcamos
uma reunião para o dia seguinte, na sede da FEB, às nove horas da manhã. Nessa reunião, o
que era apenas uma relação de 29 páginas tornou-se um projeto de resgate, compilação e
organização do que é um dos maiores acervos de comentários sobre o Evangelho. A
realização dessa empreitada seria impensável para uma só pessoa, por isso uma equipe foi
reunida e um intenso cronograma de atividades foi elaborado. As reuniões para
acompanhamento, definições de padrões, escolhas de metodologias e análise de situações
ocorreram praticamente todas as semanas desde o início do projeto até a sua conclusão.

O que surgiu inicialmente em uma reunião familiar composta por algumas pessoas
em torno do Evangelho, hoje está colocado à disposição do grande público, com o desejo
sincero de que a imensa família humana se congregue cada vez mais em torno desse que é
e será o farol imortal a iluminar o caminho de nossas vidas. Relembrando o Mestre
inesquecível em sua confortadora promessa: “Pois onde dois ou três estão reunidos em
meu nome, aí estou no meio deles” (MT 17:20).

Brasília (DF), 15 de agosto de 2013

SAULO CESAR RIBEIRO DA SILVA


Coordenador
Tabela de siglas
MT Mateus

LC Lucas

MC Marcos

JO João

LV Levítico

ss e versículos seguintes
Introdução ao Evangelho segundo Lucas
Lucas é o terceiro evangelho e o último dos chamados sinóticos. É também o mais
extenso texto do Novo Testamento, com 1.151 versículos, o que se explica, dentre outros
fatores, pelo estilo e primor de suas narrativas. Se a mensagem do Cristo é um poema
imortal, a sensibilidade de Lucas registra-o em sua mais formosa expressão. Mesmo
quando toma de empréstimo narrativas presentes em Marcos ou Mateus, não raro, as
enfeixa numa forma literária mais elaborada e detalhada. Comparemos, por exemplo, o
episódio do chamado de Simão Pedro registrado por Mateus (MT 4:18 a 20) e Marcos (MC
1:16 a 18) com o relato mais extenso presente em Lucas (LC 5:1 a 11). Aliado a isso, como
muitos já puderam constatar, o grego de Lucas é cuidadoso, trabalhado e elegante.
O autor
Embora haja um “eu” (LC 1:3) que pleiteie a autoria desse evangelho, o nome do
autor não é mencionado em nenhum lugar. A tradição conferiu, desde o início e sem
qualquer contestação, a autoria a Lucas, companheiro de viagem de Paulo de Tarso.
Assumindo isso como verdade e também a unidade dessa autoria, estamos diante de um
dos mais importantes autores do Novo Testamento. Isto porque se tomarmos os dois
escritos atribuídos a Lucas em conjunto (o Evangelho de Lucas e Atos dos apóstolos) temos
27% de todo o Novo Testamento. Em tamanho, a contribuição de Lucas só perde para a de
Paulo, com 29% dos versículos do NT. 2

Além de sua importância, a leitura cuidadosa do terceiro evangelho nos permite


entrever outras características desse autor. Em primeiro lugar, é alguém de boa educação,
possui conhecimento escolar superior e está familiarizado com as regras da exegese
judaica. É, sem dúvida, um judeu que conhece as práticas da sinagoga, embora
provavelmente não um judeu da Palestina, isso porque as suas citações do Velho
Testamento se baseiam em um conhecimento notável da Septuaginta, a versão grega da
3

Bíblia Hebraica, o que não seria de se esperar de alguém que tivesse sido criado na
Palestina. Se Lucas era um pagão convertido ao Judaísmo e, posteriormente, ao
Cristianismo, ou se era nascido nas comunidades judaicas fora da Palestina e convertido ao
Cristianismo, permanece ainda uma questão não consensuada.

Muitos têm afirmado que Lucas era médico, atribuindo essa afirmação às descrições
de doenças que ele faz com riquezas de detalhes (ver LC 4:38; 5:12; 8:43; 13:11 e AT
28:9ss). O cânon de Muratori também registra a profissão de Lucas como sendo a de
4

médico. Contudo, não é possível inferir desses versículos, e da vaga citação no cânon de
Muratori, o quão profundos eram esses conhecimentos. Todavia, se a questão sobre o
domínio da medicina para o corpo é imprecisa, o mesmo não se aplica à medicina para as
almas doentes, cujos medicamentos estão tão bem prescrito nas narrativas desse
evangelho que fazem ecoar o ditado lembrado por Jesus: “os sãos não precisam de
médicos, e sim os doentes” (LC 5:31).

O autor também deixa transparecer sua veia de historiador. A narrativa é a mais


encadeada do ponto de vista temporal e, nitidamente, há a intenção de retratar a história
de Jesus e dos seus seguidores no Cristianismo nascente. Há, portanto, um sentido de
tempo no qual se processa uma história da salvação que segue um fluxo incessante,
iniciado no Gênesis com a figura simbólica de Adão e encontra no Cristo o seu ponto
5
culminante, mas que não se encerra aí, pois continua através dos exemplos que suscita em
seus seguidores, demonstrando que essa história prossegue aguardado que cada um a
escreva no livro da vida com as tintas da experiência e a pena do esforço próprio.
Características distintivas
Entre os evangelhos sinóticos, o de Lucas é o que possuiu a maior quantidade de
material exclusivo. Esse material é tão extenso que é possível agrupá-lo em cinco tipos:
parábolas, ensinos e fatos da vida de Jesus, narrativas da infância, encontros com pessoas e
curas. São de particular interesse as narrativas da infância porque Lucas é um dos dois
únicos Evangelhos canônicos que contêm informações sobre a infância de Jesus.
Entretanto, enquanto a narrativa de Mateus possui nitidamente a intenção de relembrar a
história do povo hebreu em alguns eventos transpostos para a vida do Messias, as
passagens encontradas em Lucas possuem um cunho muito mais pessoal desse período.

Elencamos a seguir exemplos de cada um desses tipos que são encontrados somente
em Lucas:

Parábolas exclusivas de Lucas

– Parábola do Bom Samaritano (LC 10:30 a 37).

– Parábola do Rico Agricultor (12:16 a 21).

– Parábola da Figueira Estéril (LC 13:6 a 9).

– Parábola da Grande Ceia (LC 14:15 a 24).

– Parábola da Moeda Perdida (LC 15:8 a 10).

– Parábola dos Dois Filhos ou do Filho Pródigo (LC 15:11 a 32).


6

– Parábola do Administrador Infiel (LC 16:1 a 10).

– Parábola do Juiz Iníquo e a Viúva (LC 18:1 a 8).

– Parábola do Fariseu e do Publicano (LC 18:9 a 14).

– Lázaro e o Homem Rico (LC 16:19 a 31). 7

Ensinos e fatos da vida de Jesus

– “A quem muito foi dado, muito será exigido” (LC 12:48).

– Os quatro ais (LC 6:24 a 26).

– Bem aventuranças de Jesus aos discípulos (LC 10:23 e 24).

– Quem pode se dizer feliz (LC 11:27 e 28).

– Três das sete palavras proferidas na cruz (LC 23:34;43 e 46).


– A ascensão de Jesus (LC 24:51 a 53).

Curas

– Ressurreição do jovem de Naim (LC 7:11 a 17).

– Cura da mulher encurvada no sábado (LC 13:10 a 17).

– Cura de um hidrópico no sábado (LC 14:1 a 6).

– Cura dos dez leprosos (LC 17:12 a 19).

– Cura da orelha do servo cortada (LC 22:49 a 51).

Encontros de Jesus com pessoas

– Jesus na pescaria com Pedro (LC 5:3 a 10).

– Jesus e os 70 da Galileia (LC 10:1 a 12).

– Jesus na casa de Zaqueu (LC 19:1 a 10).

– Jesus na presença de Herodes (LC 23:7 a 12).

– Jesus com os dois discípulos na estrada para Emaús (LC 24:13 a 35).

– Jesus com Marta e Maria (LC 10:38 a 42).

Narrativas da infância

– Nascimento de João Batista (LC 1:5 a 25; 57 a 80).

– O anúncio feito pelo anjo a Maria sobre o nascimento de Jesus (LC 1:26 a 38).

– A visita de Maria a Isabel (LC 1:39 a 45).

– A viagem de José, Maria grávida da Galileia para Belém por ocasião do censo (LC
2:1 a 6).

– O nascimento na estrebaria (LC 2:7).

– A visita dos pastores (LC 2:15 a 20).

– A circuncisão de Jesus e sua apresentação no templo de Jerusalém (LC 2:21 a 40).

– Jesus aos 12 anos no templo de Jerusalém perante os doutores (LC 2:41 a 51).

Esse extenso material permite formular duas hipóteses não excludentes. A primeira
é que o texto pressupõe um autor que empreendeu esforço significativo na pesquisa dos
fatos da vida e dos ensinos de Jesus. A segunda é que esse autor se valeu de informações
reunidas por outros.
Emmanuel, no livro Paulo e Estêvão, indica que essas duas possibilidades de fato se
concretizaram na redação desse Evangelho. Nesta obra, narrando o período de dois anos
em que Paulo permanece preso em Cesareia, ele registra as seguintes informações: “A esse
tempo, o ex-doutor de Jerusalém chamou a atenção de Lucas para o velho projeto de
escrever uma biografia de Jesus, valendo-se das informações de Maria; lamentou não
poder ir a Éfeso, incumbindo-o desse trabalho, que reputava de capital importância para
os adeptos do Cristianismo. O médico amigo satisfez-lhe integralmente o desejo, legando à
posteridade o precioso relato da vida do Mestre, rico de luzes e esperanças divinas.” 8

Talvez por, essa razão, as narrativas da infância, presentes no Evangelho de Lucas,


possuam uma característica peculiar.

Segundo Emmanuel, o projeto de escrever um Evangelho consoante com as


recordações de Maria era inicialmente de Paulo de Tarso e tinha tal importância para ele
que o apóstolo dos gentios chegara a externalizar essa intenção para João Evangelista, em
Éfeso. Não logrando, contudo, tempo e condições de empreendê-lo, ele repassa essa tarefa
para Lucas. Após a conclusão desses registros, Paulo sugere que Lucas também faça um
relato dos fatos a partir do Pentecostes, o que daria origem aos Atos dos apóstolos.
Trataremos desses fatos no Volume 5 desta coleção, que trará os comentários aos Atos dos
apóstolos.

Recolhendo as flores do Evangelho, que cresceram no solo dos corações daqueles


que viveram e conviveram com o Mestre e suas lições, Lucas soube legar à posteridade
esse eterno poema de luzes e consolações, cujas páginas trazem as sutis vibrações da ação
transformadora do Evangelho e da presença do Cristo em nossas vidas.
2 Se considerarmos que a crítica atual questiona a autoria de muitas cartas de Paulo, o que não ocorre
em relação à autoria de Lucas, estamos diante do autor com a maior contribuição em termos de
quantidade para o Novo Testamento.
3 Tradução para o grego do texto em hebraico do Antigo Testamento. Tecnicamente a tradução envolve
um conjunto de textos que não estão Bíblia Hebraica, razão pela qual as bíblias protestantes (que
excluem esses textos adicionais) diferem das bíblias católicas, que os aceitam.
4 O cânon de Muratori é o mais antigo registro que contém uma relação dos textos que deveriam ser
admitidos pelos cristãos. É comumente datado por volta do ano 170.
5 É digno de nota que ao contrário de Mateus, que registra a genealogia de Jesus a partir de Abraão,
Lucas volta até Adão, filho de Deus (LC 3:19ss).
6 Embora essa parábola seja comumente conhecida com esse título, é importante destacar que não
existem títulos nos manuscritos gregos mais antigos. A tradição é que conferiu a cada passagem os
títulos que hoje são encontrados nas diversas traduções da Bíblia, nem sempre coincidentes. Isso,
contudo, reflete o estado do conhecimento e consenso de certos grupos em certo tempo. À medida que
avançam os estudos, novas luzes fazem ver as limitações desses títulos. Na atualidade esta parábola
tem sido mais referenciada como “a parábola dos dois filhos”, pois a presença do filho mais velho e de
seu papel era ignorada, talvez pelo viés estabelecido pelo título que se convencionou atribuir a essa
passagem.
7 Embora não encontremos explicitamente a palavra parábola, indicando a natureza dessa narrativa,
aqui a incluímos visto que comumente ela é assim considerada.
8 Paulo e Estêvão, Segunda parte, cap. 7 – “O martírio em Jerusalém”.
COMENTÁRIOS AO EVANGELHO SEGUNDO LUCAS
Iluminando os que habitam na treva e na sombra da morte, a fim de
guiar nossos pés no caminho da paz.
Lucas 1:79
Substitutos
É razoável que o administrador distribua serviço e responda pela mordomia que lhe
foi confiada.

Detendo encargos da direção, o homem é obrigado a movimentar grande número de


pessoas.

Orientará os seus dirigidos, educará os subalternos, dar-lhes-á incumbências que


lhes apurem as qualidades no serviço.

Ainda assim, o dirigente não se exime das obrigações fundamentais que lhe
competem.

Se houve alguém que poderia mobilizar milhões de substitutos para o testemunho na


Crosta da Terra, esse alguém foi Jesus.

Dispunha o Senhor de legiões de emissários esclarecidos, mantinha incalculáveis


reservas ao seu dispor. Poderia enviar ao mundo iluminados filósofos para renovarem o
entendimento das criaturas, médicos sábios que curassem os cegos e os loucos, condutores
fiéis, dedicados a ensinar o caminho do bem.

Em verdade, desde os primórdios da organização humana mobiliza o Senhor a


multidão de seus cooperadores diretos, a nosso favor, mesmo porque suas mãos divinas
enfeixam o poder administrativo da Terra, mas urge reconhecer que, no momento julgado
essencial para o lançamento do reino de Deus entre os homens, veio, Ele mesmo, à nossa
esfera de sombras e conflitos.

Não enviou substitutos ou representantes. Assumiu a responsabilidade de seus


ensinamentos e, sozinho, suportou a incompreensão e a cruz.

Inspiremo-nos no Cristo e atendamos pessoalmente ao dever que a vida nos confere.

Perante o supremo Senhor, todos temos serviço intransferível.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 85)


A fim de registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.
Lucas 2:5
Ordem e luz
Há muitas pessoas que, como os judeus antigos, se fazem rigorosas quanto ao
conceito de ocasião na prática do bem ou no desenvolvimento do trabalho.

Os fariseus condenavam o Cristo por curar nos dias de sábado, ao mesmo passo que,
modernamente, muitos aprendizes levam a extremismo suas concepções no capítulo do
descanso dominical ou da aplicação das suas possibilidades de serviço, nos diversos
setores das atividades quotidianas.

Naturalmente que ninguém deverá viver fora da ordem e nada se conseguirá sem
metodização, porém, no centro de toda atividade coordenativa não deve existir condição
convencional para o exercício do bem, porque esta é a luz que resplandecerá em todas as
situações, ao lado de todos os deveres.

Nesse sentido, o Evangelho nos oferece uma lição salutar.

José e Maria dirigindo-se a Belém obedecem à ordenação política de César, mas Jesus
vindo ao seu encontro, nas palhas da Manjedoura, fora do ambiente doméstico, mostra que
a Claridade divina pode bafejar os trabalhos da criatura em qualquer parte.

O casal de Nazaré não apresenta desculpas a fim de evitar a obrigação devida à


ordem, Jesus não apresenta condições especializadas para se oferecer às criaturas.

Daí inferimos que não se deve viver sem ordem em parte alguma, observando-se,
porém, que esta nunca poderá excluir o bem, porque, antes de tudo, quando respeitada, é o
justo caminho, por onde a Luz se manifesta.

(Sentinelas da luz. Ed. Cultura Espírita União. Cap. “Ordem e luz”)


Na mesma região havia pastores que pernoitavam no campo e
realizavam a vigília noturna do seu rebanho. E se aproximou um
anjo do Senhor, a glória do Senhor iluminou ao redor deles, e
encheram-se de grande temor. Disse-lhes, porém, o anjo: não
tenhais medo! Eis que vos trago boas-novas de grande alegria, que
será de todo o povo, porque nasceu para vós, hoje, um salvador, que
é o Cristo Senhor, na cidade de Davi.
Lucas 2:8-11
Oferta de Natal
Senhor!

Enquanto as melodias do Natal nos enternecem, recordamos também, ante o céu


iluminado, a estrela divina que te assinalou o berço na palha singela!...

De novo, alcançam-nos os ouvidos as vozes angélicas:

— Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!...

E lembramo-nos do tópico inesquecível da narrativa de Lucas:

“Havia na região da manjedoura pastores que viviam nos campos e velavam pelos
rebanhos durante a noite; e um anjo do Senhor desceu onde eles se achavam e a glória do
Senhor brilhou ao redor deles, pelo que se fizeram tomados de assombro... O anjo, porém,
lhes disse: ‘Não temais! eis que vos trago boas novas de grande alegria, que serão para
todo o povo... É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é o Cristo, o
Senhor’”.

Desde o momento em que os pastores maravilhados se movimentaram para ver-te,


na hora da alva, começaste, por misericórdia tua, a receber os testemunhos de afeição dos
filhos da Terra.

Todavia, muito antes que te homenageassem com o ouro, o incenso e a mirra,


expressando a admiração e a reverência do mundo, o teu cetro invisível se dignou acolher,
em primeiro lugar, as pequeninas dádivas dos últimos!

Só tu sabes, Senhor, os nomes daqueles que algo te ofertaram, em nome do amor


puro, nos instantes da estrebaria:

A primeira frase de bênção...

A luz da candeia que principiou a brilhar quando se apagaram as irradiações do


firmamento...

Os panos que te livraram do frio...

A manta humilde que te garantiu o leito improvisado...

Os primeiros braços que te enlaçaram ao colo para que José e Maria repousassem...

A primeira tigela de leite...

O socorro aos pais cansados...


Os utensílios de empréstimo para que te não faltasse assistência...

A bondade que manteve a ordem, ao redor a manjedoura, preservando-a de


possíveis assaltos...

O feno para o animal que devia transportar-te...

Hoje, Senhor, que quase vinte séculos transcorreram sobre o teu nascimento, nós, os
pequeninos obreiros desencarnados, com a honra de cooperar em teu Evangelho redivivo,
pedimos vênia para algo ofertar-te... Nada possuindo de nós, trazemos-te as páginas
simples que Tu mesmo nos inspiraste, os pensamentos de gratidão e de amor que nos
saíram do coração, em forma de letras, em louvor de tua infinita bondade!

Recebe-os, ó divino Benfeitor!, com a benevolência com que acolheste as primeiras


palavras de respeito e os primeiros gestos de carinho com que as criaturas rudes e
anônimas te afagaram na gloriosa descida à Terra!... E que nós — espíritos milenares
fatigados do erro, mas renovados na esperança – possamos rever-te a figura sublime, nos
recessos do coração, e repetir, como o velho Simeão, após acariciar-te na longa vigília do
Templo:

— Agora, Senhor, despede em paz os teus servos, segundo a tua palavra, porque os
nossos olhos viram a salvação!...

(Antologia mediúnica do Natal. FEB Editora. Prefácio)

O anúncio divino
A palavra do anjo aos pastores continua vibrando sobre o mundo, embora as
sombras densas que envolvem as atividades dos homens.

Como aconteceu, há dois mil anos, a Espiritualidade anuncia que nasceu o Salvador.

Onde se encontram os que desejam a luminosa notícia?

Nas cidades e nos campos, há multidões atormentadas, corações inquietos, almas


indecisas.

Muita gente pergunta pela Justiça do Céu.

Longas fileiras de criaturas procuram os templos da fé, incapazes, porém, de ouvir o


anúncio divino.

A família cristã, em grande parte, experimenta a incerteza dos mais fracos.


Muitos discípulos cuidam somente de política, outros apenas de intelectualismo ou
de expressões sectárias.

Entretanto, sem que o Cristo haja nascido na “terra do coração”, a política pode
perverter, a filosofia pode arruinar, a seita é suscetível de destruir pelo veneno da
separatividade.

A paisagem humana sempre exibiu os quadros escuros do ódio e da desolação.

No longo caminho evolutivo, como sempre, há doentes, criminosos, ignorantes,


desalentados, esperando a divina Influência do Mestre.

Muitos já ouviram ou pregaram as mensagens do Evangelho, mas, não desocuparam


o coração para que Jesus os visite.

Não renunciam às cargas pesadas de que são portadores e, cedo ou tarde, dão a
prova de que, nos serviços da fé, não passaram de ouvintes ou transmissores.

No íntimo, não obstante a condição de necessitados, guardam, ciosamente, o material


primitivista do “homem velho”.

Esquecem-se de que Jesus é o Amigo renovador, o Mestre que transforma.

Os séculos transcorrem. As exigências de cada homem sucedem-se no caminho


terrestre.

E a Espiritualidade continua convidando as criaturas para as esferas mais altas.

Bendito, assim, todo aquele que puder ouvir a voz do anjo que ainda se dirige aos
simples de coração, sentindo entre as lutas terrestres, que o Cristo nasceu hoje no país de
sua alma.

(Mentores e seareiros. Ed. IDEAL. Cap. “O anúncio divino”)

Saudando o Natal
Ninguém se mostrou, até hoje, na Terra, sob tamanhos contrastes.

Jesus Cristo!...

Senhor e servo.

Zênite da luz espiritual a ocultar-se nas sombras da meia-noite.

Exaltação e humildade.
Emissário de Deus, em socorro dos homens, não teme acolher-se ao reduto dos
animais para desvincular-se de todos os preconceitos dos homens, a fim de abraçá-los e
servi-los, sem distinção, por irmãos genuínos e, tanto quanto Ele próprio, filhos de Deus.

Desde então, astro consciente, desce das estrelas para estancar o sofrimento de
mansardas escuras, e faz-se o viajor de rincões singelos, acendendo clarões inextinguíveis
na marcha dos povos!...

Embaixador da Misericórdia divina, sob o impacto da miséria humana, sol da vida,


dissipando as trevas da morte!... Severidade de juiz, à frente do mal, brandura materna
ante aqueles que o mal encarcera por vítimas...

Jesus Cristo!... o Salvador que não salvou a si mesmo, a fim de realmente salvar!... No
quadro de todos os triunfadores do mundo, é ele o supremo vencedor, porque deu a si
mesmo pelo bem de todos, amando e servindo até à morte e além da morte! Por isso
mesmo, de Natal a Natal, perante todas as lutas e conflitos da humanidade, repleta-se o
mundo de esperança, ouvindo, de novo, o cântico inesquecível das milícias celestiais:

— Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!...

(Reformador, dez. 1968, p. 267)


Glória a Deus nas alturas, paz sobre a terra, boa vontade para com
os homens.
Lucas 2:14

Mensagem do Natal 9

O cântico das legiões angélicas, na noite divina, expressa o programa do Pai acerca
do apostolado que se reservaria ao Mestre nascente.

O louvor celeste sintetiza, em três enunciados pequeninos, a plataforma do


Cristianismo inteiro.

Glória a Deus nas Alturas, significando o imperativo de nossa consagração ao Senhor


supremo, de todo o coração e de toda a alma.

Paz na Terra, traduzindo a fraternidade que nos compete incentivar, no plano de


cada dia, com todas as criaturas.

Boa vontade para com os homens, definindo as nossas obrigações de serviço


espontâneo, uns à frente dos outros, no grande roteiro da humanidade.

O Natal exprime renovação da alma e do mundo, nas bases do Amor, da


Solidariedade e do Trabalho.

Dantes, os que se anunciavam, em nome de Deus, exibiam a púrpura dos


triunfadores sobre o acervo de cadáveres e despojos dos vencidos.

Com o Enviado celeste, que surge na manjedoura, temos o divino Vencedor


arrebanhando os fracos e os sofredores, os pobres e os humildes para a revelação do Bem
universal.

Dantes, exércitos e armadilhas, flagelos e punhais, chuvas de lodo e lama para a


conquista sanguinolenta.

Agora, porém, é um coração armado de amor, aberto à compreensão de todas as


dores, ao encontro das almas.

Não amaldiçoa.

Não condena.

Não fere.

Fortalece as boas obras.


Ensina e passa.

Auxilia e segue adiante.

Consola os aflitos, sem esquecer-se de consagrar o júbilo esponsalício de Caná.

Reconforta-se com os discípulos no jardim doméstico; todavia, não desampara a


multidão na praça pública.

Exalta as virtudes femininas no lar de Pedro; contudo, não menospreza a Madalena


transviada.

Partilha o pão singelo dos pescadores, mas não menoscaba o banquete dos
publicanos.

Cura Bartimeu, o cego esquecido; entretanto, não olvida Zaqueu, o rico enganado.

Estima a nobreza dos amigos; contudo, não desdenha a cruz entre os ladrões.

O Cristo na manjedoura representava o Pai na Terra.

O cristão no mundo é o Cristo dentro da vida.

Natal! Gloria a Deus! Paz na Terra! Boa vontade para com os Homens!

Se já podes ouvir a mensagem da Noite inesquecível, recorda que a boa vontade para
com todas as criaturas é o nosso dever de sempre.

(Antologia mediúnica do Natal. FEB Editora. Cap. 2)

Natal 10

As legiões angélicas, junto à Manjedoura, anunciando o grande Renovador, não


apresentaram qualquer palavra de violência.

Glória a Deus no universo divino.

Paz na Terra.

Boa vontade para com os homens.

O Pai supremo, legando a nova era de segurança e tranquilidade ao mundo, não


declarava o Embaixador celeste investido de poderes para ferir ou destruir.

Nem castigo ao rico avarento.

Nem punição ao pobre desesperado.


Nem desprezo aos fracos.

Nem condenação aos pecadores.

Nem hostilidade para com o fariseu orgulhoso.

Nem anátema contra o gentio inconsciente.

Derramava-se o Tesouro divino, pelas mãos de Jesus, para o serviço da boa vontade.

A justiça do “olho por olho” e do “dente por dente” encontrara, enfim, o amor
disposto à sublime renúncia até a cruz.

Homens e animais, assombrados ante a luz nascente na estrebaria, assinalaram


júbilo inexprimível...

Daquele inolvidável momento em diante a Terra se renovaria.

O algoz seria digno de piedade.

O inimigo converter-se-ia em irmão transviado.

O criminoso passaria à condição de doente.

Em Roma, o povo gradativamente extinguiria a matança nos circos. Em Sídon, os


escravos deixariam de ter os olhos vazados pela crueldade dos senhores. Em Jerusalém, os
enfermos não mais seriam relegados ao abandono nos vales de imundície.

Jesus trazia consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a,


transitou vitorioso, do berço de palha ao madeiro sanguinolento.

Irmão, que ouves no Natal os ecos suaves do cântico milagroso dos anjos, recorda
que o Mestre veio até nós para que nos amemos uns aos outros.

Natal! Boa-Nova! Boa vontade!...

Estendamos a simpatia para com todos e comecemos a viver realmente com Jesus,
sob os esplendores de um novo dia.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 180)

Prece do Natal
Senhor Jesus!...

Recordando-te a vinda, quando te exaltaste na manjedoura por luz nas trevas, vimos
pedir-te a bênção.
Releva-nos se muitos de nós trazemos saudade e cansaço, assombro e aflição,
quando nos envolves em torrentes de alegria.

Sabes, Senhor, que temos escalado culminâncias... Possuímos cultura e riqueza,


tesouros e palácios, máquinas que estudam as constelações, e engenhos que voam no
Espaço! Falamos de ti — de ti que volveste dos continentes celestes, em socorro dos que
choram na poeira do mundo, no tope dos altos edifícios em que amontoamos reconforto,
sem coragem de estender os braços aos companheiros que recolhias no chão...

Destacamos a excelência de teus ensinos, agarrados ao supérfluo, esquecidos de que


não guardaste uma pedra em que repousar a cabeça; e, ainda agora, quando te
comemoramos o natalício, louvamos-te o nome, em torno da mesa farta, trancando
inconscientemente as portas do coração aos que se arrastam na rua!

Nunca tivemos, como agora, tanta abastança e tanta penúria, tanta inteligência e
tanta discórdia! Tanto contraste doloroso, Mestre, tão só por olvidarmos que ninguém é
feliz sem a felicidade dos outros... Desprezamos a sinceridade e caímos na ilusão, estamos
ricos de ciência e pobres de amor. É por isso que, em te lembrando a humildade, nós te
rogamos para que nos perdoes e ames ainda... Se algo te podemos suplicar além disso,
desculpa o nada que te ofertamos, em troca do tudo que nos dás, e faze-nos mais simples!...

Enquanto o Natal se renova, restaurando-nos a esperança, derrama o bálsamo de tua


bondade sobre as nossas preces, e deixa, Senhor, que venhamos a ouvir de novo, entre as
lágrimas de júbilo que nos vertem da alma, a sublime canção com que os Céus te glorificam
o berço de palha, ao clarão das estrelas:

— Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!

(Antologia mediúnica do Natal. FEB Editora. Cap. 3)

Prece do Natal
Senhor!

Enquanto o júbilo do Natal acende a flama da oração, renova-nos por dentro para o
mundo melhor.

Há quem diga que a fé se perdeu nas engrenagens da civilização, e que a ciência na


Terra apagou a luz espiritual.

Em verdade, Mestre, o homem, que já controla as energias atômicas, prepara-se à


conquista das forças cósmicas, qual se fosse comandante da vida.
Entretanto, à frente dos olhos, não temos somente o egoísmo e a vaidade que lhe
comprometem a grandeza, semelhante a magnificente palácio sobre chão de explosivos...

Em toda parte, marginando a carruagem dos poderosos, arrastam-se os vencidos de


todas as condições. Muitos enlouqueceram, no excesso de conforto, e vagueiam, nas furnas
do entorpecente; outros, terrificados na visão dos crimes perfeitos, nascidos da pompa
intelectual, jazem mutilados mentalmente, nas trincheiras do hospício... Milhões erguem os
braços por antenas de dor, no imenso mar das provações humanas, quais náufragos, nos
esgares da morte, junto de multidões agitadas e infelizes, cansadas de incerteza e
desilusão...

Por tudo isso, Senhor, nós, que tantas vezes te negamos acesso às portas da alma,
esperamos por ti, nos campos atormentados do coração.

Dobra-nos a orgulhosa cerviz, diante da manjedoura em que exemplificas a


abnegação e a simplicidade, e, perdoando, ainda, as nossas fraquezas e as nossas mentiras,
ensina-nos, de novo, a humildade e o serviço, a concórdia e o perdão, com a melodia
sempre nova do teu cântico de esperança:

— Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens!...

(Reformador, dez. 1975, p. 297)

9 Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “Mensagem do Natal”, com pequenas alterações.
10 Texto publicado em Antologia mediúnica do Natal. FEB Editora. Cap. 1. Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap.
“Natal”, com pequenas alterações.
Agora, Soberano, despedes em paz teu servo, segundo a tua palavra,
porque os meus olhos viram a tua salvação.
Lucas 2:29 a 30

No Natal
É inútil que se apresente Jesus como filósofo do mundo.

O Mestre não era um simples reformador.

Nem a sua vida constituiu um fato que só alcançaria significação depois de seus
feitos inesquecíveis, culminantes na cruz.

Jesus Cristo era o esperado.

Pela sua vinda, numerosas gerações choraram e sofreram.

A chegada do Mestre foi a Bênção.

Os que desejavam caminhar para Deus alcançavam a Porta.

O Velho Testamento está cheio de esperanças no Messias.

O Evangelho de Lucas refere-se a um homem chamado


Simeão, que vivia esperando a consolação de Israel. Homem justo e inspirado pelas forças
do Céu, vendo a divina Criança, no Templo, tomou-a nos braços, louvou ao Altíssimo e
exclamou: “Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra.”

Havia surgido a consolação.

Ninguém estaria deserdado.

Deus repartira seu coração com os filhos da Terra.

É por isso que o Natal é a festa de lágrimas da alegria.

(Fonte de paz. Ed. IDE. Cap. 21)

Meditando o Natal
Na exaltação do Natal do Senhor, acalentemos nossa fé em Jesus, sem nos
esquecermos da fé que Jesus deposita em nós.
Não desceria o Senhor da comunhão com os anjos, sem positiva confiança nos
homens.

É por isso que, da manjedoura de simplicidade e alegria à cruz da renunciação e da


morte, vemo-lo preocupado na recuperação das criaturas.

Convida pescadores humildes ao seu ministério salvador e transforma-os em


advogados da redenção humana.

Vai ao encontro de Madalena, possuída pelos adversários do bem, e converte-a em


mensageira de luz.

Chama Zaqueu, mergulhado no conforto da posse material, e faz dele o


administrador consciente e justo.

Não conhece qualquer desânimo ante a negação de Pedro e nele edifica o Apóstolo
fiel que lhe defenderia o Evangelho até ao martírio e à crucificação.

Não se agasta com as dúvidas de Tomé e eleva-o à condição de missionário valoroso,


que lhe sustenta a causa, até ao sacrifício.

Não se sente ofendido aos golpes da incompreensão de Saulo, o perseguidor, e visita-


o, às portas de Damasco, investindo-o na posição de emissário de sua graça, coroado de
claridades eternas...

A fé e o otimismo do Cristo começaram na descida à estrebaria singela e continuam,


até hoje, amparando-nos e redimindo-nos, dia a dia...

Assinalando, assim, os júbilos do Natal, recordemos a confiança do Mestre e


afeiçoemo-nos à sua obra de amor e luz, tomando por marco de partida a nossa própria
existência.

O Senhor nos conclama à tarefa que o Evangelho nos assinala...

Nos primeiros três séculos de Cristianismo, os discípulos que lhe ouviram a celeste
Revelação levantaram-se e serviram-no com sangue e sofrimento, aflição e lágrimas.

Que nós outros estejamos agora dispostos a consagrar-lhe igualmente as nossas


vidas, considerando o crédito moral que a atitude dele para conosco significa...

Aprendamos, trabalhemos e sirvamos, até que um dia, qual aconteceu ao velho


Simeão, da Boa-Nova, possamos exclamar ante a Presença divina:

— Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque, em
verdade, meus olhos já viram a salvação.
(Antologia mediúnica do Natal. FEB Editora. Cap. 13)
Luz para revelação aos gentios e glória do teu povo, Israel.
Lucas 2:32

Página do Natal 11

Há claridade nos incêndios destruidores que consomem vidas e bens.

Resplendor sinistro transparece nos bombardeios que trazem a morte.

Reflexos radiosos surgem do lança-chamas.

Relâmpagos estranhos assinalam a movimentação das armas de fogo.

No Evangelho, porém, é diferente.

Comentando o Natal, assevera Lucas que o Cristo é a luz para alumiar as nações.

Não chegou impondo normas ou pensamento religioso.

Não interpelou governantes e governados sobre processos políticos.

Não disputou com os filósofos quanto às origens dos homens.

Não concorreu com os cientistas na demonstração de aspectos parciais e transitórios


da vida.

Fez luz no Espírito eterno.

Embora tivesse o ministério endereçado aos povos do mundo, não marcou a sua
presença com expressões coletivas de poder, quais exército e sacerdócio, armamentos e
tribunais.

Trouxe claridade para todos, projetando-a de si mesmo.

Revelou a grandeza do serviço à coletividade, por intermédio da consagração pessoal


ao Bem infinito.

Nas reminiscências do Natal do Senhor, meu amigo, medita no próprio roteiro.

Tens suficiente luz para a marcha?

Que espécie de claridade acendes no caminho?

Foge ao brilho fatal dos curtos-circuitos da cólera, não te contentes com a


lanterninha da vaidade que imita o pirilampo em voo baixo, dentro da noite, apaga a
labareda do ciúme e da discórdia que atira corações aos precipícios do crime e do
sofrimento.

Se procuras o Mestre divino e a experiência cristã, lembra-te de que na Terra há


clarões que ameaçam, perturbam, confundem e anunciam arrasamento...

Estarás realmente cooperando com o Cristo, na extinção das trevas, acendendo em ti


mesmo aquela sublime luz para alumiar?

(Antologia mediúnica do Natal. FEB Editora. Cap. 4)

11 Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “Página do Natal”, com pequenas alterações.
Ele lhes respondeu: por que me procuravam? Não sabiam que eu
preciso estar nas coisas de meu Pai?
Lucas 2:49

Negócios
O homem do mundo está sempre preocupado pelos negócios referentes aos seus
interesses efêmeros.

Alguns passam a existência inteira observando a cotação das bolsas. Absorvem-se


outros no estudo dos mercados.

Os países têm negócios internos e externos. Nos serviços que lhes dizem respeito,
utilizam-se maravilhosas atividades da inteligência. Entretanto, apesar de sua feição
respeitável, quando legítimas, todos esses movimentos são precários e transitórios. As
bolsas mais fortes sofrerão crises; o comércio do mundo é versátil e, por vezes, ingrato.

São muito raros os homens que se consagram aos seus interesses eternos.
Frequentemente, lembram-se disso, muito tarde, quando o corpo permanece a morrer. Só
então, quebram o esquecimento fatal.

No entanto, a criatura humana deveria entender na iluminação de si mesma o


melhor negócio da Terra, porquanto semelhante operação representa o interesse da
Providência divina, a nosso respeito.

Deus permitiu as transações no planeta para que aprendamos a fraternidade nas


expressões da troca, deixou que se processassem os negócios terrenos, de modo a ensinar-
nos, por meio deles, qual o maior de todos. Eis por que o Mestre nos fala claramente, nas
anotações de Lucas: “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 27)


Disse-lhes: não deveis exigir nada além do que vos foi prescrito.
Lucas 3:13

Executar bem
A advertência de João Batista à massa inquieta é dos avisos mais preciosos do
Evangelho.

A ansiedade é inimiga do trabalho frutuoso.

A precipitação determina desordens e recapitulações consequentes.

Toda atividade edificante reclama entendimento.

A palavra do Precursor não visa a anular a iniciativa ou diminuir a responsabilidade,


mas recomenda espírito de precisão e execução nos compromissos assumidos.

As realizações prematuras ocasionam grandes desperdícios de energia e atritos


inúteis.

Nos círculos evangélicos da atualidade, o conselho de João Batista deve ser


especialmente lembrado.

Quantos pedem novas mensagens espirituais, sem haver atendido a sagradas


recomendações das mensagens velhas? Quantos aprendizes aflitos por transmitir a
verdade ao povo, sem haver cumprido ainda a menor parcela de responsabilidade para
com o lar que formaram no mundo? Exigem revelações, emoções e novidades, esquecidos
de que também existem deveres inalienáveis desafiando o espírito eterno.

O programa individual de trabalho da alma, no aprimoramento de si mesma, na


condição de encarnada ou desencarnada, é lei soberana.

Inútil enganar o homem a si mesmo com belas palavras, sem lhes aderir
intimamente, ou recolher-se à proteção de terceiros, na esfera da carne ou nos círculos
espirituais que lhe são próximos.

De qualquer modo, haverá na experiência de cada um de nós a ordenação do Criador


e o serviço da criatura.

Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo.


Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do
melhor modo.
(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 19)
[...] contentai-vos com vosso soldo.
Lucas 3:14

Salários
A resposta de João Batista aos soldados, que lhe rogavam esclarecimentos, é modelo
de concisão e bom senso.

Muita gente se perde através de inextricáveis labirintos, em virtude da compreensão


deficiente acerca dos problemas de remuneração na vida comum.

Operários existem que reclamam salários devidos a ministros, sem cogitarem das
graves responsabilidades que, não raro, convertem os administradores do mundo em
vítimas da inquietação e da insônia, quando não seja em mártires de representações e
banquetes.

Há homens cultos que vendem a paz do lar em troca da dilatação de vencimentos.

Inúmeras pessoas seguem, da mocidade à velhice do corpo, ansiosas e descrentes,


enfermas e aflitas, por não se conformarem com os ordenados mensais que as
circunstâncias do caminho humano lhes assinalam, dentro dos imperscrutáveis Desígnios.

Não é por demasia de remuneração que a criatura se integrará nos quadros divinos.

Se um homem permanece consciente quanto aos deveres que lhe competem, quanto
mais altamente pago, estará mais intranquilo.

Desde muito, esclarece a filosofia popular que para a grande nau surgirá a grande
tormenta. Contentar-se cada servidor com o próprio salário é prova de elevada
compreensão, ante a justiça do Todo-Poderoso.

Antes, pois, de analisar o pagamento da Terra, habitua-te a valorizar as concessões


do Céu.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 5)


A pá está na sua mão para limpar sua eira e recolher o trigo no seu
celeiro, todavia queimará a palha com fogo inextinguível.
Lucas 3:17

O trabalhador divino
Apóstolos e seguidores do Cristo, desde as organizações primitivas do movimento
evangélico, designaram-no por meio de nomes diversos.

Jesus foi chamado o Mestre, o Pastor, o Messias, o Salvador, o Príncipe da Paz; todos
esses títulos são justos e veneráveis; entretanto, não podemos esquecer, ao lado dessas
evocações sublimes, aquela inesperada apresentação do Batista. O Precursor designa-o por
trabalhador atento que tem a pá nas mãos, que limpará o chão duro e inculto, que
recolherá o trigo na ocasião adequada e que purificará os detritos com a chama da justiça e
do amor que nunca se apaga.

Interessante notar que João não apresenta o Senhor empenhando leis, cheio de
ordenações e pergaminhos, nem se refere a Ele de acordo com as velhas tradições judaicas,
que aguardavam o divino Mensageiro num carro de glórias magnificentes. Refere-se ao
trabalhador abnegado e otimista. A pá rústica não descansa ao seu lado, mas permanece
vigilante em suas mãos, e em seu espírito reina a esperança de limpar a terra que lhe foi
confiada às salvadoras diretrizes.

Todos vós que viveis empenhados nos serviços terrestres, por uma era melhor,
mantende aceso no coração o devotamento à causa do Evangelho do Cristo. Não nos
cerceiem dificuldades ou ingratidões. Desdobremos nossas atividades sob o precioso
estímulo da fé, porque conosco vai à frente, abençoando-nos a humilde cooperação, aquele
Trabalhador divino que limpará a eira do mundo.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 90)


Dirigiu-se a Nazaré, onde fora criado, e entrou na sinagoga, num
dia de sábado, segundo seu costume; e levantou-se para ler.
Lucas 4:16

Livros 12

(Harmonização. Ed. GEEM. Cap. “Livros”)

12N.E.: A GEEM não autorizou a cessão de direito de uso para transcrição desta mensagem. Para facilitar
o acesso à informação, a FEB Editora manteve a indicação da fonte referente àquela instituição.
Começou a dizer para eles: hoje se cumpriu esta escritura em vossos
ouvidos.
Lucas 4:21

Pior para eles


Tomando lugar junto dos habitantes de Nazaré, exclamou Jesus, após ler algumas
promessas de Isaías: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”.

Os agrupamentos religiosos são procurados, quase sempre, por investigadores


curiosos que, à primeira vista, parecem vagabundos itinerantes; todavia, é forçoso
reconhecer que há sempre ascendentes espirituais compelindo-lhes o espírito ao exame e
à consulta; eles próprios não saberiam definir essa convocação sutil e silenciosa que os
obriga a ouvir, por vezes, grandes preleções, longas palestras, exposições e elucidações
que, aparentemente, não os interessam.

Em várias circunstâncias, afirmam tolerar o assunto, em vista do código de gentileza


e do respeito mútuo; entretanto, não é assim. Existe algo mais forte, além das boas
maneiras que os compelem a ouvir. É que soou o momento da revelação espiritual para
eles.

Muitos continuam indiferentes, irônicos, recalcitrantes, mas a responsabilidade do


conhecimento já lhes pesa nos ombros e, se pudessem sentir a verdade com mais clareza,
albergariam a carinhosa admoestação do Mestre no íntimo da alma: “Hoje se cumpre esta
Escritura em vossos ouvidos”.

A Misericórdia foi dispensada. Deu Jesus alguma coisa de sua Bondade infinita.
Cumpriu-se a divina Palavra. Se os interessados não se beneficiarem com ela, pior para
eles.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 141)


E quando acabou de falar, disse a Simão: faze-te ao mar alto, e
desce as vossas redes para pescaria.
Lucas 5:4

Mar alto
Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem
abandonados na experiência humana.

Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração.

Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias.

Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita amargura.

Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude, das esperanças


crestadas nos conflitos do mundo.

No íntimo, experimentam, a cada instante, o vago tropel das reminiscências que lhes
dilatam as impressões de vazio.

Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais.

Se alguém as não viveu em determinada região do caminho, espere a sua


oportunidade, porquanto, de modo geral, quase todo Espírito se retira da carne, quando os
frios sinais de inverno se multiplicam em torno.

Surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua
alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o
incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te sentes ao
abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam
carinhosamente.

O Pai nunca deixa os filhos desamparados; assim, se te vês presentemente sem laços
domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do planeta, é que Jesus te enviou a
pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 21)


[...] Os sãos não têm necessidade de médico, mas os que estão
doentes.
Lucas 5:31

Alguma coisa
Quem sabe ler, não se esqueça de amparar o que ainda não se alfabetizou.

Quem dispõe de palavra esclarecida, ajude ao companheiro, ensinando-lhe a ciência


da frase correta e expressiva.

Quem desfruta o equilíbrio orgânico não despreze a possibilidade de auxiliar o


doente.

Quem conseguiu acender alguma luz de fé no próprio espírito, suporte com paciência
o infeliz que ainda não se abriu à mínima noção de responsabilidade perante o Senhor,
auxiliando-o a desvencilhar-se das trevas.

Quem possua recursos para trabalhar, não olvide o irmão menos ajustado ao serviço,
conduzindo-o, sempre que possível, à atividade digna.

Quem estime a prática da caridade, compadeça-se das almas endurecidas,


beneficiando-as com as vibrações da prece.

Quem já esteja entesourando a humildade não se afaste do orgulhoso, conferindo-


lhe, com o exemplo, os elementos indispensáveis ao reajuste.

Quem seja detentor da bondade não recuse assistência aos maus, uma vez que a
maldade resulta invariavelmente da revolta ou da ignorância.

Quem estiver em companhia da paz, ajude aos desesperados.

Quem guarde alegria, divida a graça do contentamento com os tristes.

Asseverou o Senhor que os sãos não precisam de médico, mas sim os enfermos.

Lembra-te dos que transitam no mundo entre dificuldades maiores que as tuas.

A vida não reclama o teu sacrifício integral, em favor dos outros, mas, em benefício
de ti mesmo, não desdenhes fazer alguma coisa na extensão da felicidade comum.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 28)


E a turba toda procurava tocar nele, porque dele saía poder, e
curava todos.
Lucas 6:19
Magnetismo pessoal
Na atualidade, observamos toda uma plêiade de espiritualistas eminentes,
espalhando conceitos relativos ao magnetismo pessoal, com tamanha estranheza, qual se
estivéssemos perante verdadeira novidade do século XIX.

Tal serviço de investigação e divulgação dos poderes ocultos do homem representa


valioso concurso na obra educativa do presente e do futuro; no entanto, é preciso lembrar
que a edificação não é nova.

Jesus, em sua passagem pelo planeta, foi a sublimação individualizada do


magnetismo pessoal, em sua expressão substancialmente divina. As criaturas disputavam-
lhe o encanto da presença, as multidões seguiam-lhe os passos, tocadas de singular
admiração. Quase toda gente buscava tocar-lhe a vestidura. Dele emanavam irradiações de
amor que neutralizavam moléstias recalcitrantes. Produzia o Mestre, espontaneamente, o
clima de paz que alcançava quantos lhe gozavam a companhia.

Se pretendes, pois, um caminho mais fácil para a eclosão plena de tuas


potencialidades psíquicas, é razoável aproveites a experiência que os orientadores
terrestres te oferecem, nesse sentido, mas não te esqueças dos exemplos e das vivas
demonstrações de Jesus.

Se intentas atrair, é imprescindível saber amar. Se desejas influência legítima na


Terra, santifica-te pela influência do Céu.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 110)


[...] Bem-aventurados vós que chorais agora, porque rireis.
Lucas 6:21

Em louvor da alegria
Nos dias em que a experiência terrestre se faça amargosa e difícil, não convertas a
depressão em veneno.

Quando a aflição te ronda o caminho, anuncias trazer o espírito carregado de


sombra, como quem se encontra ausente do lar, ansiando regresso, entretanto, isso não é
motivo para que te precipites no desânimo arrasador.

Acusas- te em trevas e podes mentalizar com a própria cabeça luminosos


pensamentos de otimismo e fraternidade ou retratar nas pupilas o fulgor do sol e a beleza
das flores.

Entregas- te à mudez, proclamando não suportar os conflitos que te rodeiam e nada


te impede abrir a boca, a fim de pronunciar a frase de reconforto e apaziguamento.

Asseveras que o mundo é imenso vale de lágrimas, cruzando os braços para chorar
os infortúnios da Terra e possuis duas mãos por antenas de amor capazes de improvisar
canções de felicidade e esperança, no trabalho pessoal em favor dos que sofrem.

Trancas- te em aposento solitário para a cultura da irritação, alegando que os


melhores amigos te não entendem e perdes horas inteiras de pranto inútil e senhoreias
dois pés, à maneira de alavancas preciosas, prontas a te transportarem na direção dos que
atravessam provações muito mais dolorosas que as tuas, junto dos quais um minuto de tua
conversação ou leve migalha do que te sobra te granjeariam a compreensão e a simpatia
de enorme família espiritual.

Em verdade, existe a melancolia edificante, expressando saudade da Vida superior,


contudo aqueles que a registram no âmago do próprio ser, consagram -se com redobrado
fervor ao serviço do bem, preparando no próprio coração a nesga de céu, suscetível de
identificá- los ao plano celestial que esperam, ansiosos, suspirando pelo reencontro com os
entes que mais amam. Ainda assim, é imperioso arredar de nós o hábito da tristeza
destrutiva, como quem guerreia o culto do entorpecente.

Espíritos vinculados às diretrizes do Cristo, não podemos olvidar que o Evangelho,


considerado em todos os tempos, como sendo um livro de dor, por descrever obstáculos e
perseguições, dificuldades e martírios sem conta, começa exalçando a grandeza de Deus e
a boa vontade entre os homens, através de cânticos jubilosos e termina com a sublime
visão da humanidade futura, na Jerusalém libertada, assentando- se, gloriosa, na alegria
sem fim.

(Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 11)


Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem, e quando vos
excluírem, vos injuriarem e repelirem o vosso nome como mau, por
causa do filho do homem.
Lucas 6:22

Bem-aventuranças
O problema das bem-aventuranças exige sérias reflexões, antes de interpretado por
questão líquida, nos bastidores do conhecimento.

Confere Jesus a credencial de bem-aventurados aos seguidores que lhe partilham as


aflições e trabalhos; todavia, cabe-nos salientar que o Mestre categoriza sacrifícios e
sofrimentos à conta de bênçãos educativas e redentoras.

Surge, então, o imperativo de saber aceitá-los.

Esse ou aquele homem serão bem-aventurados por haverem edificado o bem, na


pobreza material, por encontrarem alegria na simplicidade e na paz, por saberem guardar
no coração longa e divina esperança.

Mas... e a adesão sincera às sagradas obrigações do título?

O Mestre, na supervisão que lhe assinala os ensinamentos, reporta-se às bem-


aventuranças eternas; entretanto, são raros os que se aproximam delas com a perfeita
compreensão de quem se avizinha de tesouro imenso. A maioria dos menos favorecidos no
plano terrestre, se visitados pela dor, preferem a lamentação e o desespero; se convidados
ao testemunho de renúncia, resvalam para a exigência descabida e, quase sempre, em vez
de trabalharem pacificamente, lançam-se às aventuras indignas de quantos se perdem na
desmesurada ambição.

Ofereceu Jesus muitas bem-aventuranças. Raros, porém, desejam-nas. É por isso que
existem muitos pobres e muitos aflitos que podem ser grandes necessitados no mundo,
mas que ainda não são benditos no Céu.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 89)


Ai de vós, quando todos os homens falarem bem de vós, pois dessa
forma os pais deles faziam aos falsos profetas.
Lucas 6:26

Opiniões 13

Indubitavelmente, muitas pessoas existem de parecer estimável, às quais podemos


recorrer nos momentos oportunos, mas que ninguém despreze a opinião da própria
consciência, porquanto a voz de Deus, comumente, nos esclarecerá nesse santuário divino.

Rematada loucura é o propósito de contar com a aprovação geral ao nosso esforço.

Quando Jesus pronunciou a sublime exortação desta passagem de Lucas, agiu com
absoluto conhecimento das criaturas. Sabia o Mestre que, num plano de contrastes
chocantes como a Terra, não será possível agradar a todos simultaneamente.

O homem da verdade será compreendido apenas, em tempo adequado, pelos


espíritos que se fizerem verdadeiros. O prudente não receberá aplauso dos imprudentes.

O Mestre, em sua época, não reuniu as simpatias comuns. Se foi amado por criaturas
sinceras e simples, sofreu impiedoso ataque dos convencionalistas. Para Maria de Magdala
era Ele o Salvador; para Caifás, todavia, era o revolucionário perigoso.

O tempo foi a única força de esclarecimento geral.

Se te encontras em serviço edificante, se tua consciência te aprova, que te importam


as opiniões levianas ou insinceras?

Cumpre o teu dever e caminha.

Examina o material dos ignorantes e caluniadores como proveitosa advertência e


recorda-te de que não é possível conciliar o dever com a leviandade, nem a verdade com a
mentira.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 80)

13 Texto publicado em Fonte de paz. Ed. IDE. Cap. 3, com pequenas alterações.
Mas digo a vós, que estais ouvindo: amai os vossos inimigos, fazei [o]
bem aos que vos odeiam.
Lucas 6:27

Jesus e perdão 14

Ensinando o amor para com os inimigos, vejamos como procedia Jesus diante
daqueles que lhe hostilizavam a causa e lhe feriam o coração.

Em circunstância alguma o vemos a derramar-se, louvaminheiro, encorajando os que


se mantinham no erro deliberado, mas sim renovando sempre o processo de auxiliar com
esquecimento de toda injúria.

Diante da turba que o preferia a Barrabás, o delinquente confesso, não se entrega ao


elogio da multidão, mas guarda dignidade e silêncio, tolerando-lhe a afronta.

Perante Pilatos, o juiz inseguro, não lhe beija as mãos lavadas, mas sim, pela conduta
de vítima irreprochável, lhe devolve ao espírito inconsequente a noção da
responsabilidade precisa.

Em plena rua, cambaleante sob o madeiro, não se volta para sorrir aos ingratos que
lhe cospem no rosto, mas ora por todos eles, confiando-os ao tempo que é o julgador
invisível da humanidade.

Na cruz infamante, não toma a palavra para agradecer a inconstância de Pedro ou a


fraqueza de Judas, nem faz voto festivo aos sacerdotes que lhe insultam a Doutrina de
Amor, mas a todos contempla, sem mágoa, pedindo o perdão celeste para a ignorância de
quantos lhe impunham a humilhação e a morte...

E olvidando os verdugos e adversários, ei-lo que torna ao convívio das criaturas, em


pleno terceiro dia depois do túmulo em trevas, a fazer ressurgir para a Terra enoitada a
divina mensagem de eterna luz...

Desculpar aos que nos ofendem não será, portanto, comungar-lhes a sombra, mas
sim esquecer-lhes os golpes e seguir para a frente, trabalhando e aprendendo, ajudando e
servindo sempre, na exaltação do bem, para que o mundo em nós outros se liberte do mal.

(Reformador, mar. 1959, p. 68)


Amor aos inimigos 15

(Monte acima. Ed. GEEM. Cap. “Amor aos inimigos”)

14 Texto publicado em Abrigo. Ed. IDE. Cap. 13, com pequenas alterações.
15 N.E.: Vide nota 12.
Dá a todo o que te pede; e ao que tira as tuas [coisas], não exijas de
volta.
Lucas 6:30

Dar
O ato de dar é dos mais sublimes nas operações da vida; entretanto, muitos homens
são displicentes e incompreensíveis na execução dele.

Alguns distribuem esmolas levianamente, outros se esquecem da vigilância,


entregando seu trabalho a malfeitores.

Jesus é nosso Mestre nas ocorrências mínimas. E se ouvimo-lo recomendando


estejamos prontos a dar “a qualquer” que pedir, vemo-lo atendendo a todas as criaturas do
seu caminho, não de acordo com os caprichos, mas segundo as necessidades.

Concedeu bem-aventuranças aos aflitos e advertências aos vendilhões. Certo, os


mercadores de má-fé, no íntimo, rogavam-lhe a manutenção do status quo, mas sua
resposta foi eloquente. Deu alegrias nas bodas de Caná e repreensões em assembleias dos
discípulos. Proporcionou a cada situação e a cada personalidade o de que necessitavam e,
quando os ingratos lhe tomaram o direito da própria vida, aos olhos da humanidade, não
voltou o Cristo a pedir-lhes que o deixassem na obra começada.

Deu tudo o que se coadunava com o bem. E deu com abundância, salientando-se que,
sob o peso da cruz, conferiu sublime compreensão à ignorância geral, sem reclamação de
qualquer natureza, porque sabia que o ato de dar vem de Deus e nada mais sagrado que
colaborar com o Pai que está nos céus.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 106)


Como quereis que os homens vos façam, da mesma forma fazei vós a
eles.
Lucas 6:31

Beneficência e justiça
Examinando a beneficência, reflitamos na justiça que a vida nos preceitua ao senso
de relações.

Sem ela, é possível que os melhores empreendimentos sofram a nódoa de velhas


mentiras cronificadas em nome da gentileza.

Atravessas escabrosas necessidades materiais e, claro, te alegras, ante o auxílio


conveniente, mas se a cooperação chega marcada pelo manifesto desprezo dos que te
ajudam com displicência, como se desfizessem de um peso morto, estarias mais contente
se te deixassem a sós.

Caíste moralmente, ansiando levantar, e rejubilas te, diante do apoio que te surge ao
reerguimento, entretanto, se esse concurso aparece tisnado de violências, qual se
representasse um fardo de vergonha para os que te supõem reabilitar, sentirias
reconhecimento maior se te desconhecessem a luta.

Choras, nas crises de provação que te fustigam a existência, e regozijas te, quando os
amigos se dispõem a ouvir- te o coração faminto de solidariedade, mas se pretendem
consolar- te, repetindo apontamentos forçados, como se fosses para eles um problema que
são constrangidos a suportar, por questões de etiqueta, mostrarias mais ampla gratidão, se
te entregassem ao silêncio da própria dor.

A justiça faz -nos sentir que o supérfluo de nossa casa é o necessário que falta ao
vizinho; que o irmão ignorante, tombado em erro, é alguém que nos pede os braços e que a
aflição alheia amanhã poderá ser nossa.

Beneficência, por isso, assume o caráter do dever puro e simples.

Recomenda -nos a regra árdua: “faze aos outros o que desejas te seja feito”.

A sentença quer dizer que todos precisamos de apoio à luz da compreensão; de


remédio que se acompanhe de enfermagem e de conselho em bases de simpatia.
Em suma, todos necessitamos de caridade uns para com os outros, nesse ou naquele
ângulo do caminho, mas é forçoso observar que se a beneficência nos traça a obrigação de
ajudar, ensina -nos a justiça como se deve fazer.

(Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 30)


Se amais os que vos amam, que tipo de recompensa há para vós?
[...].
Lucas 6:32

Mais alto
Evidentemente, é sempre fácil estimar os que nos amam, valorizar os que nos
servem, apoiar os que nos aplaudem, alegrarmo-nos com aqueles que se nos regozijam
com a presença, solidarizarmo-nos com os que nos seguem, louvar os que nos
reverenciam, ajudar companheiros agradecidos e trabalhar com os que se afinam conosco.

Em Jesus, porém, a vida nos impele a diretrizes mais altas.

É preciso desculpar os ofensores e orar por eles, compreender os que nos


desajudem, respeitar os que nos desaprovam, abençoar quantos nos criem problemas,
prestigiar as causas do bem de todos, ainda quando partam daqueles que não nos
comunguem os pontos de vista, admirar os opositores naquilo que demonstrem de útil,
auxiliar os irmãos indiferentes ou incompreensivos e contribuir nas boas obras, junto
daqueles que nos desconsiderem ou hostilizem.

Como é fácil de anotar, tudo agrada quando se trate de agir, segundo os padrões de
vivência que nos lisonjeiem a personalidade; entretanto, para servir com o Cristo, é
necessário colaborar na construção do reino do Amor, com a obrigação de erguer-nos mais
alto, para esquecer o próprio egoísmo e realizar algo diferente.

(Ceifa de luz. FEB Editora. Cap. 24)


Todavia, amai os vossos inimigos [...].
Lucas 6:35

Compaixão e socorro
Não apenas os nossos adversários costumam cair.

É preciso entender que as situações constrangedoras não aparecem unicamente


diante daqueles que não nos comungam os ideais, cujas deficiências, por isso mesmo,
estamos naturalmente inclinados a procurar e reconhecer.

As criaturas que mais amamos também erram, como temos errado e adquirem
compromissos indesejáveis, como, tantas vezes, temos nós abraçado problemas difíceis de
resolver.

E todos eles, — os irmãos que resvalam na estrada, — decerto pedem palavras que
os esclareçam e braços que os levantem.

Tanto quanto nós, na travessia das trevas interiores, quando as trevas interiores nos
tomam de assalto, reclamam compaixão e socorro, ao invés de espancamento e censura.

Ainda assim, compaixão e socorro não significam aplauso e conivência para com as
ilusões de que devemos desven-
cilhar- nos.

Em verdade, exortou -nos Jesus a deixar conjugados, o trigo e o joio, na gleba da


experiência, de vez que a divina Sabedoria separará um do outro, no dia da ceifa, mas não
nos recomendou sustentar reunidos a planta útil e a praga que a destrói. À vista disso, a
compaixão e o socorro expressam- se no cultivador, através da bondade vigilante, com que
libertará o vegetal proveitoso da larva que o carcome.

O papel da compaixão é compreender.

A função do socorro é restaurar.

Mas se a compaixão acalenta o mal reconhecido, a título de ternura, converte -se em


anestesia da consciência e se o socorro suprime o remédio necessário ao doente, a
pretexto de resguardar -lhe o conforto, transforma- se na irresponsabilidade fantasiada de
carinho, apressando- lhe a morte.

Reconhecendo, pois, que todos somos suscetíveis de queda, saibamos estender


incessantemente compaixão e socorro, onde estivermos, sem escárnio para com as nossas
feridas e sem louvor para com as nossas fraquezas, agindo por irmãos afetuosos e
compassivos mas sinceros e leais uns dos outros, a fim de continuarmos, todos juntos, na
construção do Bem eterno, trabalhando e servindo, cada qual de nós, em seu próprio lugar.

(Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 32)

Inimigos
A afirmativa do Mestre divino merece meditação em toda parte. Naturalmente que a
recomendação quanto ao amor aos inimigos pede análise especial.

A multidão, em geral, não traduz o verbo amar senão pelas atividades cariciosas.
Para que um homem demonstre capacidade afetiva, ante os olhos vulgares, precisará
movimentar imenso cabedal de palavras e atitudes ternas, quando sabemos que o amor
pode resplandecer no coração das criaturas sem qualquer exteriorização superficial.
Porque o Pai nos confira experiências laboriosas e rudes, na Terra ou noutros mundos, não
lhe podemos atribuir qualquer negação de amor.

No terreno a que se reporta o Amigo divino, é justo nos detenhamos em legítimas


ponderações.

Onde há luta há antagonismo, revelando a existência de circunstâncias com as quais


não seria lícito concordar, tratando-se do bem comum. Quando o Senhor nos aconselhou
amar os inimigos, não exigiu aplausos ao que rouba ou destrói, deliberadamente, nem
mandou multiplicarmos as asas da perversidade ou da má-fé. Recomendou, realmente,
auxiliarmos os mais cruéis; no entanto, não com aprovação indébita, e sim com a
disposição sincera e fraternal de ajudá-los a se reerguerem para a senda divina, por meio
da paciência, do recurso reconstrutivo ou do trabalho restaurador. O Mestre, acima de
tudo, preocupou-se em preservar-nos contra o veneno do ódio, evitando-nos a queda em
disputas inferiores, inúteis ou desastrosas.

Ama, pois, os que se mostram contrários ao teu coração, amparando-os


fraternalmente com todas as possibilidades de socorro ao teu alcance, convicto de que
semelhante medida te livrará do calamitoso duelo do mal contra o mal.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 137)


Sede misericordiosos como [também] é misericordioso vosso Pai.
Lucas 6:36

Misericórdia
A misericórdia será sempre compreensão e amor em todas as circunstâncias da vida.

Deixa que a misericórdia te ilumine o coração e segue em teu próprio caminho


auxiliando sempre.

Compadece-te dos infelizes.

Não lhes conheces os problemas desde o princípio.

Compadece-te dos afortunados.

Desconheces que provações terão eles pela frente.

Compadece-te dos maus.

Eles ignoram as consequências dos próprios atos nos sofrimentos que os esperam.

Em todos os problemas do caminho que a divina Providência te deu a percorrer, usa


a misericórdia e acertarás.

(Tende bom ânimo. Ed. IDEAL. Cap. 6)


Não julgueis, e de modo nenhum sereis julgados; não condeneis, e de
modo nenhum sereis condenados. Absolvei e sereis absolvidos.
Lucas 6:37

Compaixão sempre
Perante o companheiro que te parece malfeitor, silencia e ampara sempre.

Assim como existem pessoas, aparentemente sadias, carregando enfermidades que


apenas no futuro se farão evidentes para a intervenção necessária, há criaturas
supostamente normais, portadoras de estranhos desequilíbrios, aos quais se lhes debitam
os gestos menos edificantes.

Compadece- te, pois, e estende os braços para a obra do auxílio.

Muitos daqueles que tombaram na indisciplina e na violência, acabando segregados


nas casas de tratamento moral, guardam consigo os braseiros de angústia que lhes foram
impostos, em dolorosos processos obsessivos, pelas mãos imponderáveis dos adversários
desencarnados de outras existências... E quase todos os que esmoreceram no caminho das
próprias obrigações, rendendo- se ao assalto da crueldade e do desespero, sustentaram,
por tempo enorme, na intimidade do próprio ser, a agoniada tensão da resistência às
forças do mal, sucumbindo, muitas vezes, à míngua de compreensão e de amor...

Para todos eles, os nossos irmãos caídos em delinquência, volvamos, assim,


pensamento e ação tocados de simpatia, recordando Jesus, que não cogita de nossas
imperfeições para sustentar- nos e certos de que também nós, pela extensão das próprias
fraquezas, não conseguimos em verdade, saber em que obstáculos do caminho os nossos
pés tropeçarão.

(Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 33)


Dai e vos será dado; darão para o vosso regaço boa medida,
compactada, sacudida, transbordante; pois com a medida com que
medis sereis medidos de volta.
Lucas 6:38

Doação e nós
Deus te deu a ciência, a fim de que a estendas, em benefício de nossos irmãos, com
tal devotamento que a ignorância jamais consiga entenebrecer os caminhos da
humanidade.

Deus te deu o discernimento, para que o teu concurso verbal ajude a compreensão
dos que te ouvem, de tal modo que a tua presença, seja onde for, venha a se constituir em
luz que dissipe a sombra do desequilíbrio e o nevoeiro da discórdia.

Deus te deu a autoridade, a fim de que exerças a justiça com misericórdia, de tal
maneira que a compaixão não desapareça do mundo, sob as rajadas da violência.

Deus te deu a fortuna para que o teu dinheiro se faça coluna do trabalho e da
beneficência, com tal abnegação que a penúria jamais aniquile os nossos companheiros
ainda menos felizes, nas trilhas da provação e do desespero.

Deus constantemente algo te dá, entretanto só conservarás e multiplicarás os


talentos recebidos através das doações que fizeres.

Todos somos tão somente usufrutuários dos bens da vida, os quais, no fundo,
pertencem unicamente ao Senhor do universo, que no-los conserva nas mãos, segundo o
proveito e o rendimento que lhes venhamos a imprimir.

“Dai e dar-se-vos-á” — afirmou Jesus.

Isso, na essência, quer dizer: Deus te dá para que dês.

(Ceifa de luz. FEB Editora. Cap. 57)

Nós e o mundo 16

Muitos religiosos afirmam que o mundo é poço de tentações e culpas, procurando o


deserto para acobertar a pureza; entretanto, mesmo aí, no silencioso retiro em que se
entregam a perigoso ócio da alma, por mais humildes se façam, comem os frutos e vestem
a estamenha que o mundo lhes oferece.

Muitos escritores alegam que o mundo é vasto arsenal de incompreensão e


discórdia, viciação e delinquência, como quem se vê diante de um serpentário; contudo, é
no mundo que recolhem o precioso material em que gravam as próprias ideias e
encontram os leitores que lhes compram os livros.

Muitos pregadores clamam que o mundo é vale de malícia e perversidade, qual se as


criaturas humanas vivessem mergulhadas em piscinas de lodo; todavia, é no mundo que
adquirem os conhecimentos com que ornam o próprio verbo e acham os ouvintes que lhes
registram respeitosamente a palavra.

Muitas pessoas dizem que o mundo é antro de perdição em que as trevas do mal
senhoreiam a vida; no entanto, é no mundo que receberam o regaço materno, para
tomarem o arado da experiência, e é no mundo que se nutrem confortavelmente a fim de
demandarem mais altos planos evolutivos.

O mundo, porém, obra prima da Criação, indiferente às acusações gratuitas que lhe
são desfechadas, prossegue florindo e renovando, guiando o progresso e sustentando as
esperanças da humanidade.

Fugir de trabalhar e sofrer no mundo, a título de resguardar a virtude, é abraçar o


egoísmo mascarado de santidade.

O aluno diplomado em curso superior não pode criticar a bisonhice das mentes
infantis, reunidas nas linhas primárias da escola.

Os bons são realmente bons, se amparam os menos bons.

Os sábios fazem jus à verdadeira sabedoria, se buscam dissipar a névoa da


ignorância.

O espírita, na essência, é o cristão chamado a entender e auxiliar.

Doemos, pois, ao mundo ainda que seja o mínimo do máximo que recebemos dele,
compreendendo e servindo aos outros, sem atribuir ao mundo os erros e desajustes que
estão em nós.

(Reformador, dez. 1962, p. 278)

Contempla mais longe


Para o esquimó, o céu é um continente de gelo, sustentado a focas.

Para o selvagem da floresta, não há outro paraíso além da caça abundante.

Para o homem de religião sectária, a glória de Além-túmulo pertence exclusivamente


a ele e aos que se lhe afeiçoam.

Para o sábio, este mundo e os círculos celestiais que o rodeiam são pequeninos
departamentos do universo.

Transfere a observação para o teu campo de experiência diária e não olvides que as
situações externas serão retratadas em teu plano interior, segundo o material de reflexão
que acolhes na consciência.

Se perseverares na cólera, todas as forças em torno te parecerão iradas.

Se preferes a tristeza, anotarás o desalento em cada trecho do caminho.

Se duvidas de ti próprio, ninguém confia em teu esforço.

Se te habituaste às perturbações e aos atritos, dificilmente saberás viver em paz


contigo mesmo.

Respirarás na zona superior ou inferior, torturada ou tranquila, em que colocas a


própria mente. E, dentro da organização na qual te comprazes, viverás com os gênios que
invocas. Se te deténs no repouso, poderás adquiri-lo em todos os tons e matizes, e, se te
fixares no trabalho, encontrarás mil recursos diferentes de servir.

Em torno de teus passos, a paisagem que te abriga será sempre em tua apreciação
aquilo que pensas dela, porque com a mesma medida que aplicares à natureza, obra viva
de Deus, a natureza igualmente te medirá.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 72)

Dai e dar-se-vos-á
A ideia geralmente recolhida no ensinamento do “dai e dar-se-vos-á” é quase tão
somente aquela que se reporta à caridade vulgar, às portas do Céu. Materializando algum
benefício, sente-se o aprendiz na posição de credor das bênçãos divinas, candidatando-se à
auréola de santidade, simplesmente porque haja cumprido algumas obrigações de
solidariedade humana.

A afirmativa do Mestre, porém, expressa uma lei clara e precisa, a exteriorizar-se em


efeitos tangíveis, cada dia.
Dai simpatia e dar-se-vos-á amizade.

Dai gentileza e dar-se-vos-á carinho.

Dai apreço e dar-se-vos-á respeito.

Dai secura e dar-se-vos-á dureza.

Dai espinhos e dar-se-vos-á espinheiro.

Dai estímulo ao bem e dar-se-vos-á alegria.

Dai entendimento e dar-se-vos-á confiança.

Dai esforço e dar-se-vos-á realização.

Dai cooperação e dar-se-vos-á auxílio.

Dai fraternidade e dar-se-vos-á amor.

Ninguém precisa desencarnar para encontrar a lei da retribuição.

Semelhante princípio funciona invariável em nossos passos habituais.

As horas no tempo são como as vagas no mar.

Fluxo e refluxo.

Ação e reação.

Retornará sempre a nós o que dermos de nós.

Se encontrais algo de anormal em vossa experiência comum, efetuai uma revisão das
próprias atitudes.

Se alguma coisa vos contraria e desgosta, observai a vossa contribuição para o


mundo e para as criaturas.

Indagamos de nós mesmos: “que faço”, “como faço”, “por que faço”?

Recordemos que a vida está subordinada a leis que não engaremos.

Plantai e colhereis. Dai e dar-se-vos-á.

(Cartas do coração. Ed. LAKE. Cap. “Dai e dar-se-vos-á”)

Dai e ser-vos-á dado


A palavra do Cristo ressoa até hoje nas abóbadas do tempo.
Do que derdes ser-vos-á dado.

Semelhante princípio não se aplica unicamente a assistência de ordem material.

Dai a vossa paciência em auxílio aos infelizes e a paciência alheia se vos fará
reconforto no momento de vossas tribulações.

Dai as vossas desculpas aos companheiros que, porventura, vos ofendem e sereis
desculpados no dia de vossos erros possíveis.

Doai o bem aos outros e o bem vos honorificará todos os dias.

(Tende bom ânimo. Ed. IDEAL. Cap. 2)

Ambientes 17

Importante pensar que não apenas teremos o que damos, mas igualmente viveremos
naquilo que proporcionamos aos outros.

Daí o impositivo de doarmos tão somente o bem, integralmente o bem.

Se em determinada faixa de tempo criamos a alegria para os nossos semelhantes e


criamos para eles o sofrimento em outra faixa, nossa existência estará dividida entre
felicidade e desventura, porque teremos atraído uma e outra ao nosso convívio,
arruinando valiosas oportunidades de serviço e elevação.

Se oferecemos azedume, é óbvio que avinagraremos o sentimento de quem nos


acolhe, reavendo, em câmbio inevitável, o mesmo clima vibratório, como quem recolhe
água inconveniente para a própria sede, após agitar o fundo do poço, de cuja colaboração
necessite.

Se atiramos crítica e ironia à face do próximo, de outro ambiente não disporemos


para viver senão aquele que se desmanda em sarcasmo e censura.

Certifiquemo-nos de que não somente as pessoas, mas os ambientes também


respondem. Queiramos ou não, somos constrangidos a viver no clima espiritual que nós
mesmos formamos.

Pacifiquemos e seremos pacificados.

Auxilia e colherás auxílio.

Tudo o que espiritualmente verte de nós, regressa a nós.


“Dá e dar-se-te-á” — asseverou Jesus. O ensinamento não prevalece tão só nos
domínios da dádiva material propriamente considerada. Do que dermos aos outros, a vida
fatalmente nos dá.

(Reformador, ago. 1969, p. 178)

Dar 18

As maiores transformações de nossa vida surgem, quase sempre, das doações que
fizermos.

Dar, na essência, significa abrir caminhos, fundamentar oportunidades, multiplicar


relações.

Muitos acreditam ainda que o ato de auxiliar procede exclusivamente daqueles que
se garantem sobre poderes amoedados. Em verdade, ninguém subestime o bem que o
dinheiro doado ou emprestado consegue fazer; entretanto, não se infira daí que a doação
seja privilégio dos irmãos chamados transitoriamente à mordomia da finança terrestre.

Todos podemos oferecer consolação, entusiasmo, gentileza, encorajamento.

Às vezes, basta um sorriso para varrer a solidão. Uma frase de solidariedade é capaz
de estabelecer vida nova no espírito em que o sofrimento crestou a esperança.

A rigor, todas as virtudes têm a sua raiz no ato de dar. Beneficência, doação dos
recursos próprios. Paciência, doação de tranquilidade interior. Tolerância, doação de
entendimento. Sacrifício, doação de si mesmo.

Toda dádiva colocada em circulação volta infalivelmente ao doador, suplementada


de valores sempre maiores.

Quem deseje imprimir mais rendimento e progresso em suas tarefas e obrigações,


procure ampliar os seus dispositivos de auxílio aos outros e observará sem delonga os
resultados felizes de semelhante cometimento. Isso ocorre porque em todo o universo as
Leis divinas se baseiam em amor — no amor que, no fundo, é a onipresença de Deus em
doações eternas.

Em qualquer soma de prosperidade e paz, realização e plenitude, o serviço ao


próximo é a parcela mais importante, a única, aliás, suscetível de sustentar as outras
atividades que compõem a estrutura do êxito.
Dá do que possas e tenhas, do que sejas e representes, na convicção de que a tua
dádiva é investimento na organização crediária da vida, afiançando os saques de recursos
e forças dos quais necessites para o caminho.

“Dá e dar-se-te-á” — ensinou-nos o Cristo de Deus.

Unicamente pela bênção de dar é que a vida de cada um de nós se transformará


numa bênção.

(Reformador, abr. 1968, p. 85)

16Texto publicado em Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 12, com pequenas
alterações.
17 Texto publicado em Alma e coração. Ed. Pensamento. Cap. 3, com alterações.
18 Texto publicado em Alma e coração. Ed. Pensamento. Cap. 6, com pequenas alterações.
Pois cada árvore é conhecida a partir do próprio fruto; pois não se
colhem figos dos espinheiros, nem vindimam [cacho de] uva da
sarça.
Lucas 6:44

Espinheiros
O cristão é um combatente ativo.

Despertando no campo do Senhor, aturde-se-lhe a visão com a amplitude e


complexidade do trabalho.

Dificuldades, tropeços, cipoais, ervas daninhas...

E o Evangelho, com propriedade de conceituação, elucida que não se pode vindimar


nos espinheiros.

Entretanto, teria Jesus assumido a paternidade de semelhante afirmativa para que


cruzemos os braços em falsa beatitude?

Se o terreno permanece absorvido pelos abrolhos, o discípulo recebeu inúmeras


ferramentas do Mestre dos mestres.

Indispensável, pois, enfrentar o serviço.

O Cristo encarou, face a face, o sacrifício pela humanidade inteira.

Será a existência de alguns espinheiros a causa de nossos obstáculos insuperáveis?

Não. Se hoje é impossível a vindima, ataquemos o chão duro. Lavremos o solo árido.
Adubemos com suor e lágrimas.

Haverá sempre chuvas fecundantes do Céu ou generosos mananciais da Terra,


abençoando-nos o esforço.

A divina Providência reside em toda parte.

Não olvidemos o imperativo do trabalho e, depois, em lugar dos abrolhos,


colheremos o fruto suave e doce da videira.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 121)


Seara espírita 19

Penetrando a seara espírita, rememora o Cristianismo redivivo, que se lhe configura


nas menores atividades, e não te circunscrevas à expectação.

Em semelhante campo de fé, sem rituais e sem símbolos, sem convenções e sem
exigências, descobrirás facilmente os recomendados do Senhor, a surgirem naqueles
companheiros cujas dificuldades ultrapassam as nossas.

Pleiteias a mensagem dos entes queridos que te antecederam na viagem ao túmulo;


entretanto, basta procures e divisarás amigos diversos que não somente perderam a
presença de seres inesquecíveis, mas também as possibilidades primárias da intimidade
doméstica.

Solicitas proteção para os filhos educados nos primores de tua benção, agora em
obstáculos inquietantes no estudo ou na profissão; contudo, distinguirás, ao teu lado, pais
valorosos e incapazes de aliviar as necessidades singelas dos rebentos da própria carne,
sem a assistência do amparo público.

Diligencias a cura da enfermidade ligeira que te apoquenta; mas contemplarás


muitos daqueles que trazem moléstias irreversíveis, para os quais não chega uma frase de
esperança, a fim de louvarem as dores da própria vida.

Pedes, mentalmente, arrimo à solução de negócios materiais que te propiciem


finança mais dilatada; no entanto, surpreenderás os pés desnudos de irmãos que vieram
de longe, à busca de um simples pensamento confortador, vencendo, passo a passo, largas
distâncias, por lhes faltarem qualquer recurso para o custeio da condução.

Rogas conselho em assunto determinado, não obstante o arsenal dos conhecimentos


de que dispões; todavia, reconhecerás, frente a frente, amigos diversos que nunca tiveram,
em toda a existência física, a bendita oportunidade de um livro às mãos.

Se o plano superior já te permite pisar na seara espírita, não te limites à prece.

Todos os tipos de rogativa que se voltem para o Bem infinito são respeitáveis; no
entanto, pensa em nosso divino Mestre, que orou auxiliando e realiza algo de bom, em
favor dos irmãos em humanidade, que ele mesmo nos apresenta.

Espiritismo é Cristianismo, e Cristianismo quer dizer Cristo em nós para estender o


reino de Deus e servir em seu nome.

(Reformador, mar. 1963, p. 67)


19Texto publicado em Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 73, com pequenas
alterações. Educandário de luz. Ed. IDEAL. Cap. 6, com pequenas alterações.
O homem bom apresenta boa [coisa] do bom tesouro do coração [...].
Lucas 6:45

Máximo e mínimo
Se aceitarmos Jesus por Mestre, urge recordar que ele está entre nós e os outros,
conquanto sempre mais intimamente unido àqueles que se aproximam famintos, cansados,
desorientados, cambaleantes.

Muitas vezes, tomas a refeição, provando acepipes diversos e largando à toa pratos
cheios que endereças, inconscientemente ao cano de esgoto.

Há porém, milhares de criaturas que se regozijariam com diminuta porção das


sobras que te despencam da mesa.

Recolhes a veste comum, verificando ornatos ou combinando cores que te


dignifiquem a presença, relegando peças e peças a descanso inútil no armário.

Existem, contudo, milhares de infortunados, suspirando pela roupa batida que


afastaste de uso.

Via de regra, guardas no cofre, sem qualquer serventia, o dinheiro de que não sentes
necessidade, após a compra desse ou daquele objeto, atendendo a passageiro capricho.

Todavia, repontam da estrada milhares de irmãos em dolorosa penúria, para quem


migalhas de teus recursos seriam clarões de felicidade.

Não raro, consultas livros e publicações às dezenas, por simples desfastio, sem o
menor pensamento de gratidão por aqueles que consumiram fosfato e tempo, para que te
não faltem esclarecimento e cultura.

Entretanto, nas trilhas que perlustras, há milhares de irmãos, ansiando aprender, aos
olhos dos quais os textos mais elevados não passam de garatujas e enigmas.

Razoável possuas casa própria a teu gosto, contudo, que auxilies a extinguir no
mundo a nódoa do desabrigo.

Justo detenhas o carro particular que te garanta eficiência e conforto, no entanto,


que ajudes a abolir a provação da nudez, no trato de terra onde respires.

Compreensível acumules as mais altas reservas de inteligência, todavia, ninguém


esteja privado de buscar o alfabeto.
Mereces o máximo de segurança e alegria, mas não deixes os outros sem o mínimo
de apoio à necessária sustentação.

Se trazes o nome de Jesus na confissão da própria fé, carregas no coração a luz do


Cristianismo e Cristianismo, na essência, quer dizer Jesus e os outros junto de nós.

(Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 65)


Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?
Lucas 6:46

A grande pergunta
Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de
ouvir as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece


vivo em seu Evangelho de amor e luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos


sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas.


Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas
manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam
considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e
põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se
lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre divino em seu verbo imortal. Ignoram
que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as
atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem


da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira


indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome,
nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 47)


Em resposta, disse-lhes: Ide e anunciai [...].
Lucas 7:22

Exemplificar 20

Através de todas as nações, o homem levanta realizações notáveis, nas quais se lhe
exalça o egoísmo inteligente.

Em toda a parte, repontam obras suntuárias, solicitando moderação e corrigenda,


para que o abuso de poucos não agrave as aflições e as necessidades de muitos.

Entretanto, porque o raciocínio rogue confrontações claras para estudos corretos,


reconheçamos o realce, conquanto vazio e por vezes ruinoso, de semelhantes
cometimentos.

Ninguém nega a amenidade do edifício caprichosamente construído para festas


inúteis, embora não se lhe possa louvar o destino.

É indiscutível a preciosidade do iate de luxo, não obstante seja tão somente dedicado
ao excesso.

Inegável a feição deleitosa de um jardim suspenso, mesmo quando não passe de


apêndice arquitetônico.

Belo o espetáculo da fonte luminosa por distração na praça pública, apesar de se


manter muito longe do proveito de um simples chafariz.

Analisando essas empresas, na lógica do Espiritismo, somos, contudo, impelidos a


reconhecer que os amigos afeiçoados ao supérfluo estarão agindo dessa forma por falta de
esclarecimento e orientação.

A experiência terrestre na atualidade não desconhece que é preciso ensinar aos


homens a arte de alimentar e vestir, conversar e conviver, a fim de que haja saúde, euforia,
compreensão e harmonia na humanidade.

Disse Jesus, em várias ocasiões, aos seguidores: “Ide e pregai...”

Nada justo, assim, reprovar sem consideração os companheiros que ainda se


encontram involuntariamente distantes das realidades do espírito. Onde o desperdício
apareça por flagelo da ignorância, iniciemos a construção da verdade pelo exemplo da
sobriedade, na certeza de que, em toda tarefa de educação, exemplificar é explicar.
(Reformador, set. 1963, p. 195)

20 Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 144.
As [que estão] sobre a rocha [são] os que, quando ouvem, recebem a
palavra com alegria; esses não têm raiz, [são] os que por um tempo
creem, mas no tempo da prova, afastam-se.
Lucas 8:13

Firmeza de fé
A palavra “pedra”, entre nós, costuma simbolizar rigidez e impedimento; no entanto,
convém não esquecer que Jesus, de vez em quando, a ela recorria para significar a firmeza.
Pedro foi chamado pelo Mestre, certa vez, a “rocha viva da fé”.

O evangelho de Lucas fala-nos daqueles que estão sobre pedra, os quais receberão a
palavra com alegria, mas que, por ausência de raiz, caem, fatalmente, na época das
tentações.

Não são poucos os que estranham essa promessa de tentações, que, aliás, devem ser
consideradas como experiências imprescindíveis.

Na organização doméstica, os pais cuidarão excessivamente dos filhos, em


pequeninos, mas a demasia de ternura é imprópria no tempo em que necessitam
demonstrar o esforço de si mesmos.

O chefe de serviço ensinará os auxiliares novos com paciência e, depois, exigirá, com
justiça, expressões de trabalho próprio.

Reconhecemos, assim, pelo apontamento de Lucas, que nas experiências religiosas


não é aconselhável repousar alguém sobre a firmeza espiritual dos outros; enquanto o
imprevidente descansa em bases estranhas, provavelmente está tranquilo, mas, se não
possui raízes de segurança em si mesmo, desviar-se-á nas épocas difíceis, com a finalidade
de procurar alicerces alheios.

Tudo convida o homem ao trabalho de seu aperfeiçoamento e iluminação.

Respeitemos a firmeza de fé, onde ela existir, mas não olvidemos a edificação da
nossa, para a vitória estável.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 124)


Pois não há [algo] escondido que não se torne manifesto, nem oculto
que não venha a [ser] conhecido e manifesto. Vede, pois, como ouvis
[...].
Lucas 8:17 a 18

Palavra falada 21

A palavra é vigoroso fio da sugestão.

É por ela que recolhemos o ensinamento dos grandes orientadores da humanidade,


na tradição oral, mas igualmente com ela recebemos toda espécie de informações no plano
evolutivo em que se nos apresenta a luta diária.

Por isso mesmo, se é importante saber como falas, é mais importante saber como
ouves, porquanto, segundo ouvimos, nossa frase semeará bálsamo ou veneno, paz ou
discórdia, treva ou luz.

No templo doméstico ou fora dele, escutarás os mais variados apontamentos.

Apreciações acerca da natureza...

Críticas em torno da autoridade constituída...

Notas alusivas à conduta dos outros...

Opiniões diferentes nesse ou naquele assunto...

Cada registro falado traz consigo o impacto da ação. Contudo, a reação mora em ti
mesmo, solucionando os problemas ou agravando-lhes a estrutura.

Por tua resposta, converter-se-á o bem na lição ou na alegria dos que te comungam a
experiência ou transformar-se-á o mal no açoite ou no sofrimento daqueles que te
acompanham.

Saibamos, assim, lubrificar as engrenagens da audição com o óleo do amor puro, a


fim de que a nossa língua traduza o idioma da compreensão e da paciência, do otimismo e
da caridade, porque nem sempre o nosso julgamento é o julgamento da Lei divina e,
conforme asseverou o Cristo de Deus, não há propósito oculto ou atividade
transitoriamente escondida que não hajam de vir à luz.

(Reformador, abr. 1959, p. 74)


21 Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 52.
Disse-lhes, porém: Onde [está] a vossa fé? [...]
Lucas 8:25

Tempo de confiança
A tempestade estabelecera a perturbação no ânimo dos discípulos mais fortes.
Desorientados, ante a fúria dos elementos, socorrem-se de Jesus, em altos brados.

Atende-os o Mestre, mas pergunta depois:

— Onde está a vossa fé?

O quadro sugere ponderações de vasto alcance. A interrogação de Jesus indica


claramente a necessidade de manutenção da confiança, quando tudo parece obscuro e
perdido. Em tais circunstâncias, surge a ocasião da fé, no tempo que lhe é próprio.

Se há ensejo para trabalho e descanso, plantio e colheita, revelar-se-á igualmente a


confiança na hora adequada.

Ninguém exercitará otimismo, quando todas as situações se conjugam para o bem-


estar. É difícil demonstrar amizade nos momentos felizes.

Aguardem os discípulos, naturalmente, oportunidades de luta maior, em que


necessitarão aplicar mais extensa e intensivamente os ensinos do Senhor. Sem isso, seria
impossível aferir valores.

Na atualidade dolorosa, inúmeros companheiros invocam a cooperação direta do


Cristo. E o socorro vem sempre, porque é infinita a misericórdia celestial, mas, vencida a
dificuldade, esperem a indagação:

— Onde está a vossa fé?

E outros obstáculos sobrevirão, até que o discípulo aprenda a dominar-se, a educar-


se e a vencer, serenamente, com as lições recebidas.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 40)


[...] O que queres de mim, Jesus, filho do Deus Altíssimo? Rogo-te, não
me atormentes!
Lucas 8:28

Falsas alegações
O caso do Espírito perturbado que sentiu a aproximação de Jesus, recebendo-lhe a
presença com furiosas indagações, apresenta muitos aspectos dignos de estudo.

A circunstância de suplicar ao divino Mestre que não o atormentasse requer muita


atenção por parte dos discípulos sinceros.

Quem poderá supor o Cristo capaz de infligir tormentos a quem quer que seja? E, no
caso, trata-se de uma entidade ignorante e perversa que, nos íntimos desvarios, muito já
padecia por si mesma. A vizinhança do Mestre, contudo, trazia-lhe claridade suficiente
para contemplar o martírio da própria consciência, atolada num pântano de crimes e
defecções tenebrosas. A luz castigava-lhe as trevas interiores e revelava-lhe a nudez
dolorosa e digna de comiseração.

O quadro é muito significativo para quantos fogem das verdades religiosas da vida,
categorizando-lhe o conteúdo à conta de amargo elixir de angústia e sofrimento. Esses
espíritos indiferentes e gozadores costumam afirmar que os serviços da fé alagam o
caminho de lágrimas, enevoando o coração.

Tais afirmativas, no entanto, denunciam-nos. Em maior ou menor escala, são


companheiros do irmão infeliz que acusava Jesus por ministro de tormentos.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 19)


Perguntou-lhe Jesus: qual é o teu nome? Ele disse: Legião, porque
tinham entrado nele muitos daimones.
Lucas 8:30

Um livro diferente
Atendendo ao trabalho da desobsessão nos arredores de Gádara, vemos Jesus a
conversar fraternalmente com o obsesso que lhe era apresentado, ao mesmo tempo que se
fazia ouvido pelos desencarnados infelizes.

Importante verificar que ante a interrogativa do Mestre, a perguntar-lhe o nome, o


médium, consciente da pressão que sofria por parte das Inteligências conturbadas e
errantes, informa chamar-se “Legião”, e o evangelista acrescenta que o obsidiado assim
procedia “porque tinham entrado nele muitos demônios”.

Sabemos hoje com Allan Kardec, conforme palavras textuais do codificador da


Doutrina Espírita, no item 6 do capítulo XII, Amai os vossos inimigos, de O evangelho
segundo o espiritismo, que “esses demônios mais não são do que as almas dos homens
perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais”.

No episódio, observamos o Cristo entendendo-se, de maneira simultânea, com o


médium e com as entidades comunicantes, na benemérita empresa do esclarecimento
coletivo, ensinando-nos que a desobsessão não é caça a fenômeno e sim trabalho paciente
do amor conjugado ao conhecimento e do raciocínio associado à fé.

Seja no caso de mera influenciação ou nas ocorrências da possessão profunda, a


mente medianímica permanece jugulada por pensamentos estranhos a ela mesma, em
processos de hipnose de que apenas gradativamente se livrará. Daí ressalta o imperativo
de se vulgarizar a assistência sistemática aos desencarnados prisioneiros da insatisfação
ou da angústia, por intermédio das equipes de companheiros consagrados aos serviços
dessa ordem que, aliás, demandam paciência e compreensão análogas às que caracterizam
os enfermeiros dedicados ao socorro dos irmãos segregados nos meandros da psicose,
portas a dentro dos estabelecimentos de cura mental. [...]

(Desobsessão. FEB Editora. Prefácio – “Um livro diferente”)


Disse Jesus: quem tocou em mim? Negando todos, disse Pedro:
Comandante, as turbas te comprimem e espremem.
Lucas 8:45

O toque 22

(Harmonização. Ed. GEEM. Cap. “O toque”)

22 N.E.: Vide nota 12.


Disse a ela: filha, a tua fé te salvou. Vai em paz!
Lucas 8:48

Tua fé
É importante observar que o divino Mestre, após o benefício dispensado, sempre se
reporta ao prodígio da fé, patrimônio sublime daqueles que o procuram.

Diversas vezes, ouvimo-lo na expressiva afirmação: “A tua fé te salvou.” Doentes do


corpo e da alma, depois do alívio ou da cura, escutam a frase generosa. É que a vontade e a
confiança do homem são poderosos fatores no desenvolvimento e iluminação da vida.

O navegante sem rumo e que em nada confia somente poderá atingir algum porto em
virtude do jogo das forças sobre as quais se equilibra, desconhecendo, porém, de maneira
absoluta, o que lhe possa ocorrer.

O enfermo, descrente da ação de todos os remédios, é o primeiro a trabalhar contra a


própria segurança. O homem que se mostra desalentado em todas as coisas não deverá
aguardar a cooperação útil de coisa alguma.

As almas vazias embalde reclamam o quinhão de felicidade que o mundo lhes deve.
As negações, em que perambulam, transformam-nas, perante a vida, em zonas de
amortecimento, quais isoladores em eletricidade. Passa corrente vitalizante, mas
permanecem insensíveis.

Nos empreendimentos e necessidades de teu caminho, não te isoles nas posições


negativas. Jesus pode tudo, teus amigos verdadeiros farão o possível por ti; contudo, nem o
Mestre nem os companheiros realizarão em sentido integral a felicidade que ambicionas,
sem o concurso de tua fé, porque também tu és filho do mesmo Deus, com as mesmas
possibilidades de elevação.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 113)


Disse-lhes: Vós, porém, quem dizeis ser eu? [...]
Lucas 9:20

Vós, que dizeis?


Nas discussões propriamente do mundo, existirão sempre escritores e cientistas
dispostos a examinar o Mestre, na pauta de suas impressões puramente intelectuais, sob
os pruridos da presunção humana.

Esses amigos, porém, não tiveram contato com a alma do Evangelho, não superaram
os círculos acadêmicos nem arriscam títulos convencionais, numa excursão desapaixonada
por meio da revelação divina; naturalmente, portanto, continuarão enganados pela
vaidade, pelo preconceito ou pelo temor que lhes são peculiares ao transitório modo de
ser, até que se lhes renove a experiência nas estradas da vida imperecível.

Entretanto, na intimidade dos aprendizes sinceros e fiéis, a pergunta de Jesus


reveste-se de singular importância.

Cada um de nós deve possuir opiniões próprias, relativamente à sabedoria e à


misericórdia com que temos sido agraciados.

Palestras vãs acerca do Cristo quadram bem apenas a espíritos desarvorados no


caminho da vida. A nós outros, porém, compete o testemunho da intimidade com o Senhor,
porque somos usufrutuários diretos de sua infinita bondade. Meditemos e renovemos
aspirações em seu Evangelho de amor, compreendendo a impropriedade de mútuas
interpelações, com respeito ao Mestre, porque a interrogação sublime vem Dele a cada um
de nós e todos necessitamos conhecê-lo, de modo a assinalá-lo em nossas tarefas de cada
dia.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 161)


Ele dizia a todos: se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo,
tome a sua cruz a cada dia, e siga-me.
Lucas 9:23

No roteiro da fé 23

O aviso do Senhor é insofismável.

“Siga-me” — diz o Mestre.

Entretanto, há muita gente a lamentar-se de fracassos e desilusões, em matéria de fé,


nas escolas do Cristianismo, por não Lhe acatarem o conselho.

Buscam Jesus, fazendo a idolatria em derredor de seus intermediários humanos e,


como toda criatura terrestre, os intermediários humanos do Evangelho não podem
substituir o Cristo, junto à sede das almas.

Aqui, é o padre católico, caridoso e sincero, contudo, incapaz de oferecer a santidade


perfeita.

Ali, é o pastor da Igreja reformada atento e nobre, mas inabilitado à demonstração


de todas as virtudes.

Acolá, é o médium espírita, abnegado e diligente, todavia distante da própria


sublimação.

Mais além, surgem doutrinadores e comentaristas, companheiros e parentes,


afeiçoados ao estudo e excelentes amigos, mas ainda longe da integração com o Benfeitor
eterno.

E quase sempre aqueles que os acompanham, na suposição de buscarem o Cristo,


ante os mínimos erros a que se arrojam, por força da invigilância ou inexperiência,
retiram-se, apressados, do serviço espiritual, alegando desapontamento e amargura.

O convite do Senhor, no entanto, não deixa margem à dúvida.

Não desconhecia Jesus que todos nós, os Espíritos encarnados ou desencarnados que
suspiramos pela comunhão com Ele, somos portadores de cicatrizes e aflições, dívidas e
defeitos muitas vezes escabrosos. Daí o recomendar-nos: “Se alguém quer vir após mim,
negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me”.
Se te dispões, desse modo, a encontrar o Senhor para a edificação da tua felicidade,
renuncia com desassombro às bagatelas da estrada, suporta corajosamente as
consequências dos teus atos de ontem e de hoje e procura Jesus por divino Modelo.

Não olvides que há muita diferença entre seguir ao Cristo e seguir aos cristãos.

(Reformador, jul. 1957, p. 162)

Monte acima 24

(Monte acima. Ed. GEEM. Prefácio – “Monte acima”)

Realidade e nós 25

Aspiras à união com Jesus e, consequentemente, à vitória da paz em ti mesmo.

Para conseguir semelhante realização, será preciso, porém, penetrar mais


profundamente no significado das palavras do Cristo: “e aquele que quiser vir em meus
passos, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.

A fim de que os liames inferiores da personalidade sejam desatados, de modo a


empreendermos a marcha na direção do Senhor, é necessário, entretanto, desarraigá-los
de nossa realidade e não da realidade dos outros.

Por isso mesmo, se nos propomos renovar-nos, é imperioso deixar que os demais
livremente se renovem.

Não tiveste o pai que desejarias e nem a progenitora que esperavas? Ama-os, tais
quais se revelam, e abençoa-os pelo bem que te fizeram, trazendo-te à escola humana.

Não achaste o esposo ou a esposa, na altura de teus ideais? Aceita o companheiro ou


a companheira que a vida te deu, exercendo a tolerância e o amor, observando que todos
somos ainda espíritos incompletos, na oficina da evolução.

Não possuis nos filhos os seres afins com que sonhavas? Acolhe-os como são e dá-
lhes a melhor ternura da própria alma, na certeza de que também eles estão a caminho da
perfeição que, para nós todos, ainda vem muito longe.

Não vês nos irmãos e nos amigos os gênios de bondade e abnegação que supunhas?
Abraça-os, qual se mostram, e oferece-lhes o apoio fraterno que se te faça possível, sem
algemá-los a pontos de vista.
Cada criatura vive na realidade que lhe é característica. Em toda parte, cada um de
nós em sua luta, em sua dificuldade, em sua prova, em seu problema.

Enquanto nos pomos a censurar, não conseguimos entender.

Enquanto exigimos, não aprendemos a auxiliar.

Deixemos cada companheiro ou companheira de caminho, na realidade que lhes


toca, e, amando e abençoando a todos, atendamos à realidade que nos diga respeito,
reconhecendo que não nos achamos no educandário da experiência para dar lições alheias
e sim dar conta das lições outras que, pelas aulas do dia a dia, a própria vida confere a nós.

(Reformador, ago. 1970, p. 177)

Heroísmo oculto
Terás ouvido narrativas em torno de feitos sublimes, nos quais criaturas intrépidas
ofereceram a própria existência para salvar os outros, quais os que tombaram na defesa da
coletividade, em honra da justiça, e os que foram surpreendidos pela desencarnação
inesperada, em louvor da ciência, ao perquirirem processos de socorro aos sofrimentos da
humanidade.

Reverenciemos, sim, o nome dos que se esqueceram, a benefício dos semelhantes;


contudo, não nos será lícito esquecer que existe um heroísmo obscuro, tão autêntico e tão
belo quanto aquele que assinala os protagonistas das grandes façanhas, perante a morte —
o heroísmo oculto dos que sabem viver, dia por dia, no círculo estreito das próprias
obrigações, a despeito dos empecilhos e das provações que os supliciam na estrada
comum.

Pondera isso, quando os embaraços da vida te amarguem o coração!... Certifica-te de


que se existem multidões na Terra que aplaudem as demonstrações de coragem dos que
sabem morrer pelas causas nobres, existem multidões no Mundo espiritual que aplaudem
os testemunhos da compreensão e sacrifício dos que sabem viver, no auxílio ao próximo,
apagando-se, a pouco e pouco, em penhor do levantamento de alguém ou da melhoria de
alguns na arena terrestre.

Reflete no assunto e observa a parte mais difícil da existência que o Senhor te


confiou... Será ela talvez o cativeiro a obrigações domésticas inadiáveis, o conflito íntimo, a
condução laboriosa de um filho doente, a tutela de um companheiro menos feliz, a
tolerância permanente para com o esposo ou a esposa em desequilíbrio ou, ainda, a
responsabilidade pessoal e direta na garantia das obras de benemerência e cultura, a
elevação e concórdia na direção da comunidade?

A matrícula na escola do heroísmo silencioso está aberta constantemente, a nós


todos.

Revisemos a anotação do divino Mestre: “Quem quiser caminhar nos meus passos,
renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.

Qual será e como será a cruz que te pesa nos ombros? Seja ela qual for, lembra-te de
que o Cristo de Deus nos aguarda no monte da vitória e da redenção, esperando tenhamos
suficiente coragem para abraçar o heroísmo oculto na fidelidade aos nossos próprios
deveres até o fim.

(Alma e coração. Ed. Pensamento. Cap.17)

23 Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 15.
24 N.E.: Vide nota 12.
25 Texto publicado em Mãos unidas. Ed. IDE. Cap. 13.
Porquanto, que benefício tem o homem ao ganhar o mundo inteiro,
destruindo a si mesmo ou sofrendo perda?
Lucas 9:25

Interrogação do Mestre 26

Em verdade, com a força associada à inteligência, pode o homem terrestre:

revolver o solo planetário;

sugar os benefícios da Terra;

incentivar interesses personalistas;

erguer arranha-céus nas cidades maravilhosas;

construir palácios para o ninho doméstico;

elevar-se ao firmamento em máquinas possantes;

consultar os abismos do mar;

atravessar oceanos em navios velozes;

estender utilidades no plano da civilização;

criar paraísos de fantasias para os sentidos corporais;

monopolizar os negócios do mundo;

abrir estradas, ligando continentes e povos;

conversar à distância de milhares de quilômetros;

dominar o dia que passa em carros de triunfo;

substituir os ídolos de barro no altar da ilusão;

formar exércitos poderosos, consagrados à morte;

forjar espadas e canhões;

ditar duras leis aos mais fracos;

gritar a palavra de ódio em tribunas de ouro;

exercer a vingança, oprimir, gozar, amaldiçoar...


Em verdade, o homem, usufrutuário da Terra, e depositário da confiança de Deus,
pode fazer tudo isso; contudo, que lhe aproveitará tamanha exaltação se, distraído de si
mesmo, se vale das glórias da inteligência para precipitar-se nos despenhadeiros da treva
e da morte?

(Reformador, set. 1945, p. 204)

26 Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “Interrogação do Mestre”, com pequenas
alterações. Coletânea do além. Ed. LAKE. Cap. “Interrogação do Mestre”, com pequenas alterações.
Pois quem se envergonhar de mim e das minhas palavras, o filho do
homem se envergonhará dele [...].
Lucas 9:26

Não se envergonhar
Muitos aprendizes existem satisfeitos consigo mesmos tão somente em razão de
algumas afirmativas quixotescas. Congregam-se em grandes discussões, atrabiliários e
irascíveis, tentando convencer gregos e troianos, relativamente à fé religiosa e, quando
interpelados sobre a fúria em que se comprazem, na imposição dos pontos de vista que
lhes são próprios, costumam redarguir que é imprescindível não nos envergonharmos do
Mestre, nem de seus ensinamentos perante a multidão.

Todavia, por vezes, a preocupação de preservar o Cristianismo não passa de posição


meramente verbal.

Tais defensores do Cristo andam esquecidos de que, antes de tudo, é indispensável


não esquecer-lhe os princípios sublimes, diante das tarefas de cada dia.

A vida de um homem é a sua própria confissão pública.

A conduta de cada crente é a sua verdadeira profissão de fé.

Muito infantis o trovão da voz e a mímica verbalista, filhos da vaidade individual,


junto de ouvintes incompreensivos e complacentes, com pleno esquecimento dos
necessários testemunhos com o Mestre, na oficina de trabalho comum e no lar purificador.

Torna-se indispensável não se envergonhar o aprendiz de Jesus, não em perlengas


calorosas, das quais cada contendor regressa mais exasperado, mas sim perante as
situações, aparentemente insignificantes ou eminentemente expressivas, em que se pede
ao crente o exemplo de amor, renúncia e sacrifício pessoal que o Senhor demonstrou em
sua trajetória sublime.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 51)


E sucedeu que, cerca de oito dias após estas palavras, tomando
consigo a Pedro, João e Tiago, subiu a um monte para orar.
Lucas 9:28

Nem todos
Digna de notar-se a atitude do Mestre, convidando apenas Simão e os filhos de
Zebedeu para presenciarem a sublime manifestação do monte, quando Moisés e outro
emissário divino estariam em contato direto com Jesus, aos olhos dos discípulos.

Por que não convocou os demais companheiros?

Acaso Filipe ou André não teriam prazer na sublime revelação? Não era Tomé um
companheiro indagador, ansioso por equações espirituais? No entanto, o Mestre sabia a
causa de suas decisões e somente Ele poderia dosar, convenientemente, as dádivas do
conhecimento superior.

O fato deve ser lembrado por quantos desejem forçar a porta do plano espiritual.

Certo, o intercâmbio com esse ou aquele núcleo de entidades do Além é possível, mas
nem todos estão preparados, a um só tempo, para a recepção de responsabilidades ou
benefícios.

Não se confia, imprudentemente, um aparelho de produção preciosa, cujo manejo


dependa de competência prévia, ao primeiro homem que surja, tomado de bons desejos.
Não se atraiçoa impunemente a ordem natural. Nem todos os aprendizes e estudiosos
receberão do Além, num pronto, as grandes revelações. Cada núcleo de atividade
espiritualizante deve ser presidido pelo melhor senso de harmonia, esforço e afinidade.
Nesse mister, além das boas intenções é indispensável a apresentação da ficha de bons
trabalhos pessoais. E, no mundo, toda gente permanece disposta a querer isso ou aquilo,
mas raríssimas criaturas se prontificam a servir e a educar-se.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 105)


E eis que dois varões conversavam com ele, os quais eram Moisés e
Elias.
Lucas 9:30

Os vivos do Além
Várias escolas religiosas, defendendo talvez determinados interesses do sacerdócio,
asseguram que o Evangelho não apresenta bases ao movimento de intercâmbio entre os
homens e os espíritos desencarnados que os precederam na jornada do mais Além...

Entretanto, nesta passagem de Lucas, vemos o Mestre dos mestres confabulando


com duas entidades egressas da esfera invisível de que o sepulcro é a porta de acesso.

Aliás, em diversas circunstâncias encontramos o Cristo em contato com almas


perturbadas ou perversas, aliviando os padecimentos de infortunados perseguidos.
Todavia, a mentalidade dogmática encontrou aí a manifestação de Satanás, inimigo eterno
e insaciável.

Aqui, porém, trata-se de sublime acontecimento no Tabor. Não vemos qualquer


demonstração diabólica e sim dois espíritos gloriosos em conversação íntima com o
Salvador. E não podemos situar o fenômeno em associação de generalidades, porquanto os
“amigos do outro mundo”, que falaram com Jesus sobre o monte, foram devidamente
identificados. Não se registrou o fato, declarando-se, por exemplo, que se tratava da visita
de um anjo, mas de Moisés e do companheiro, dando-se a entender claramente que os
“mortos” voltam de sua nova vida.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 67)


E surgiu uma voz da nuvem, dizendo: este é o meu filho, o eleito,
ouvi-o!
Lucas 9:35

Nuvens
O homem, quase sempre, tem a mente absorvida na contemplação das nuvens que
lhe surgem no horizonte. São nuvens de contrariedades, de projetos frustrados, de
esperanças desfeitas.

Por vezes, desespera-se, envenenando as fontes da própria vida. Desejaria,


invariavelmente, um céu azul a distância, um Sol brilhante no dia e luminosas estrelas que
lhe embelezassem a noite. No entanto, aparece a nuvem e a perplexidade o toma, de súbito.

Conta-nos o Evangelho a formosa história de uma nuvem.

Encontravam-se os discípulos deslumbrados com a visão de Jesus transfigurado,


tendo junto de si Moisés e Elias, aureolados de intensa luz.

Eis, porém, que uma grande sombra comparece. Não mais distinguem o maravilhoso
quadro. Todavia, do manto de névoa espessa, clama a voz poderosa da revelação divina:
“Este é o meu amado Filho, a Ele ouvi!”

Manifestava-se a palavra do Céu, na sombra temporária.

A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições


amargosas. É conveniente, contudo, que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos
momentos difíceis.

As penas e os dissabores da luta planetária contêm esclarecimentos profundos,


lições ocultas, apelos grandiosos. A voz sábia e amorosa de Deus fala sempre por meio
deles.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 32)


Ponde vós estas palavras em vossos ouvidos [...].
Lucas 9:44

Guardemos o ensino
Muitos escutam a palavra do Cristo, entretanto, muito poucos são os que colocam a
lição nos ouvidos.

Não se trata de registrar meros vocábulos e sim de fixar apontamentos que devem
palpitar no livro do coração.

Não se reportava Jesus à letra morta, mas ao verbo criador.

Os círculos doutrinários do Cristianismo estão repletos de aprendizes que não


sabem atender a esse apelo. Comparecem às atividades espirituais, sintonizando a mente
com todas as inquietações inferiores, menos com o Espírito do Cristo. Dobram joelhos,
repetem fórmulas verbalistas, concentram-se em si mesmos, todavia, no fundo, atuam em
esfera distante do serviço justo.

A maioria não pretende ouvir o Senhor e sim falar ao Senhor, qual se Jesus
desempenhasse simples função de pajem subordinado aos caprichos de cada um.

São alunos que procuram subverter a ordem escolar.

Pronunciam longas orações, gritam protestos, alinhavam promessas que não podem
cumprir.

Não estimam ensinamentos. Formulam imposições.

E, à maneira de loucos, buscam agir em nome do Cristo.

Os resultados não se fazem esperar. O fracasso e a desilusão, a esterilidade e a dor


vão chegando devagarinho, acordando a alma dormente para as realidades eternas.

Não poucos se revoltam, desencantados...

Não se queixem, contudo, senão de si mesmos.

“Ponde minhas palavras em vossos ouvidos”, disse Jesus.

O próprio vento possui uma direção. Teria, pois, o divino Mestre transmitido alguma
lição, ao acaso?

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 70)


Mas não o receberam porque tinha o propósito de se dirigir a
Jerusalém.
Lucas 9:53

Mudança
Digna de nota a presente passagem de Lucas.

Reparando os samaritanos que Jesus e os discípulos se dirigiam a Jerusalém,


negaram-se a recebê-los.

Identificaram-nos pelo aspecto.

Se fossem viajores com destino a outros lugares, talvez lhes oferecessem


hospedagem, reconforto, alegria...

Não se verifica, até hoje, o mesmo fenômeno com os verdadeiros continuadores do


Mestre?

Jerusalém, para nós, simboliza aqui testemunho de fé.

E basta que alguém se encaminhe resolutamente a semelhante domínio espiritual,


para que os homens comuns, desorientados e discutidores, lhe cerrem as portas do
coração.

Os descuidados, que rumam na direção dos prazeres fáceis, encontram imediato


acolhimento entre os novos samaritanos do mundo.

Mulheres inquietas, homens enganadores e doentes espirituais bem apresentados


possuem, por enquanto, na Terra, luzida assembleia de companheiros.

Todavia, quando o aprendiz de Jesus acorda na estrada humana, verificando que é


indispensável fornecer testemunho da sua confiança em Deus, com a negação de velhos
caprichos, na maior parte das vezes é constrangido a seguir sem ninguém.

É que, habitualmente, em tais ocasiões, o homem se revela modificado.

Não dá a impressão comum da criatura disposta a satisfazer-se.

É alguém resolvido a renunciar aos próprios defeitos e a anulá-los, a golpes de


imenso esforço, para esposar a cruz redentora que o identificará com o Mestre divino...

Por essa razão, mesmo portas adentro do lar, quase sempre não será plenamente
reconhecido, porque seu aspecto sofreu metamorfose profunda... Ele mostra o sinal de
quem tomou o rumo da definitiva renovação interior para Deus, disposto a consagrar-se
ao eterno bem e a soerguer seu coração no grande caminho...

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 175)


Disse-lhe: deixa que os mortos enterrem seus próprios mortos. Tu,
porém, vai e anuncia o reino de Deus.
Lucas 9:60

Mortos 27

Há sempre numerosos mortos em nossa luta de cada dia, convocando-nos à prece da


diligência e da bondade.

Mortos que jazem muito mais impassíveis que os outros — aqueles que, por vezes,
julgais sentenciados à cinza e à separação.

Há usurários, inermes, em túmulos de ouro.

Há dominadores da carne, encerrados em sarcófagos imponentes de orgulho falaz.

Há juízes inumados em covas de lama.

Há legisladores mumificados em terríveis enganos da alma.

Há sacerdotes enterrados em brilhantes mausoléus de simonia e administradores


encarcerados em urnas infernais de inconfessáveis compromissos.

Há jovens mortos no vício e velhos amortalhados no frio do desencanto.

Há sábios enrijecidos no gelo da indiferença e heróis cristalizados em ataúdes de


medalhas faiscantes.

Há criaturas impulsivas em sepulturas de espinhos e mentes preguiçosas em


sepulcros de miséria.

Se proclamardes a verdade para essas almas cadaverizadas no esquecimento da Lei


divina, decerto responder-vos-ão com a inércia, com a ironia, com a imobilidade e com a
negação.

Para semelhantes retardados de espírito pronunciou o Senhor as inesquecíveis


palavras — “Deixemos aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.”

Procuremos, pois, a vida, descerrando nosso coração ao trabalho constante do Bem


infinito, porque, em verdade, só aquele que aprende e ama sempre, renovando-se sem
cessar para a Luz, consegue superar os níveis inferiores da treva, subindo, vitorioso, ao
encontro da vida imperecível, com eterna libertação.
(Brasil espírita, dez. 1956, p. 3)

27 Texto publicado em Alma e luz. Ed. IDE. Cap. 8, com alterações.


Disse-lhe Jesus: ninguém que põe sua mão no arado e olha para [as
coisas de] trás é apto para o reino de Deus.
Lucas 9:62

Acima
A fim de que nos promovamos à condição de obreiros mais eficientes, na Seara do
Cristo, é forçoso observar a vida acima de nossas impressões superficiais.

Para isso, ser-nos-á necessário:

mais do que ver – refletir;

mais do que escutar – compreender;

mais do que estudar – aprender;

mais do que trabalhar – servir;

mais do que obedecer – cooperar espontaneamente em apoio aos semelhantes;

mais do que administrar – harmonizar;

mais do que crer – raciocinar;

mais do que esclarecer – discernir;

mais do que escrever – elevar;

mais do que falar – construir;

mais do que comentar – melhorar;

mais do que saber – transmitir para o bem;

mais do que informar – educar;

mais do que desculpar – esquecer o mal;

mais do que desincumbir-se – auxiliar para a felicidade geral.

Todos temos ideias e possibilidades, escolhas e relações, crenças e luzes. E se é


muito importante guardar equilíbrio para desfrutar semelhantes bênçãos, em nosso
progresso de espíritos imortais, ante as Leis de Causa e Efeito, é muito mais importante
ainda saber o que estamos fazendo por elas e com elas.
(Aulas da vida. Ed. IDEAL. Cap. 26)

O arado
Aqui, vemos Jesus utilizar na edificação do reino divino um dos mais belos símbolos.

Efetivamente, se desejasse, o Mestre criaria outras imagens. Poderia reportar-se às


leis do mundo, aos deveres sociais, aos textos da profecia, mas prefere fixar o ensinamento
em bases mais simples.

O arado é aparelho de todos os tempos. É pesado, demanda esforço de colaboração


entre o homem e a máquina, provoca suor e cuidado e, sobretudo, fere a terra para que
produza. Constrói o berço das sementeiras e, à sua passagem, o terreno cede para que a
chuva, o sol e os adubos sejam convenientemente aproveitados.

É necessário, pois, que o discípulo sincero tome lições com o divino Cultivador,
abraçando-se ao arado da responsabilidade, na luta edificante, sem dele retirar as mãos, de
modo a evitar prejuízos graves à “terra de si mesmo”.

Meditemos nas oportunidades perdidas, nas chuvas de misericórdia que caíram


sobre nós e que se foram sem qualquer aproveitamento para nosso espírito, no sol de
amor que nos vem vivificando há muitos milênios, nos adubos preciosos que temos
recusado, por preferirmos a ociosidade e a indiferença.

Examinemos tudo isso e reflitamos no símbolo de Jesus.

Um arado promete serviço, disciplina, aflição e cansaço; no entanto, não se deve


esquecer de que, depois dele, chegam semeaduras e colheitas, pães no prato e celeiros
guarnecidos.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 3)


Ide! Eis que vos envio como cordeiros em meio de lobos.
Lucas 10:3

Em meio de lobos
Naturalmente Jesus, pronunciando semelhante recomendação, reportava-se a
cordeiros fortes que conseguissem respirar em plano superior aos lobos vorazes.

Seria razoável enviar ovelhas frágeis a bestas violentas? Seria o mesmo que ajudar a
carnificina.

O Mestre, indubitavelmente, desejava as qualidades de ternura e magnanimidade


dos continuadores, mas não lhes endossaria as vacilações e fraquezas.

Aliás, para serviço de tal envergadura, desdobrado em verdadeiras batalhas


espirituais, ele necessitava de cooperadores fiéis, bondosos, prudentes, mas valorosos.
Enviava os discípulos ao centro de conflito áspero, não no gesto de quem remete carneiros
ao matadouro, e sim à gleba de serviço, onde pudessem semear novos e sublimados dons
espirituais, entre os lobos famintos, por meio da exemplificação no bem incessante.

Entretanto, há companheiros, ainda hoje, que se acreditam colaboradores do Cristo


apenas porque levantam aos céus as mãos-postas, em atitude suplicante. Esquecem-se de
que Jesus afirmou peremptório: “Ide; eis que vos mando!...”

Em tal determinação, vemos claramente que existem trabalhos a efetuar, ações


beneméritas a instituir.

O mundo é o campo, onde o trabalhador encontrará a sua cota de colaboração.

É preciso realmente ir aos lobos. Seria perigoso esperá-los. Muitos lidadores, porém,
reclamam contra a cruz e o martírio, olvidando que o Senhor e seus corajosos sucessores
neles encontraram a ressurreição e a eternidade com a resistência construtiva contra o
mal.

Se os madeiros e leões retornassem, deveriam encontrar o trabalhador no esforço


que lhe compete e nunca em atitude de inércia, à distância do ministério que lhe foi
confiado.

O apelo do Cristo ressoa, ainda agora...


É imprescindível caminhar na direção dos lobos, não na condição de fera contra fera,
mas na posição de cordeiros-embaixadores; não por emissários da morte, mas por
doadores da vida eterna.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 144)


Em qualquer casa em que entrardes, primeiro dizei: paz a esta casa!
Lucas 10:5

Paz em casa 28

Compras na Terra o pão e a vestimenta, o calçado e o remédio, menos a paz.

Dar-te-á o dinheiro residência e conforto, com exceção da tranquilidade de espírito.

Eis porque nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entrarmos
numa casa: “paz seja nesta casa.”

A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento.

No limiar do ninho doméstico, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que


não penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar.

Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros,


mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza.

Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios


aborrecimentos, limitando as inquietações.

Recebe a refeição por bênção divina.

Usa portas e janelas, sem estrondos brutais.

Não movas objetos, de arranco.

Foge à gritaria inconveniente.

Atende ao culto da gentileza.

Há quem diga que o lar é o ponto do desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime.
Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a
criatura se animalize.

Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.

Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do
mundo parte de nós.

(Reformador, fev. 1962, p. 27)


28 Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 108.
E se ali houver um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; se
não [houver], retornará para vós.
Lucas 10:6

Cultiva a paz
Em verdade, há muitos desesperados na vida humana. Mas quantos se apegam,
voluptuosamente, à própria desesperação? Quantos revoltados fogem à luz da paciência?
Quantos criminosos choram de dor por lhes ser impossível a consumação de novos
delitos? Quantos tristes escapam, voluntariamente, às bênçãos da esperança?

Para que um homem seja filho da paz, é imprescindível trabalhe intensamente no


mundo íntimo, cessando as vozes da inadaptação à Vontade divina e evitando as
manifestações de desarmonia perante as leis eternas.

Todos rogam a paz no planeta atormentado de horríveis discórdias, mas raros se


fazem dignos dela.

Exigem que a tranquilidade resida no mesmo apartamento onde mora o ódio


gratuito aos vizinhos, reclamam que a esperança tome assento com a inconformação e
rogam à fé lhes aprove a ociosidade, no campo da necessária preparação espiritual.

Para esmagadora maioria dessas criaturas comodistas a paz legítima é realização


muito distante.

Em todos os setores da vida, a preparação e o mérito devem anteceder o benefício.

Ninguém atinge o bem-estar em Cristo, sem esforço no bem, sem disciplina elevada
de sentimentos, sem iluminação do raciocínio. Antes da sublime edificação, poderão
registrar os mais belos discursos, vislumbrar as mais altas perspectivas do plano superior,
conviver com os grandes apóstolos da Causa da Redenção, mas poderão igualmente viver
longe da harmonia interior, que constitui a fonte divina e inesgotável da verdadeira
felicidade, porque se o homem ouve a lição da paz cristã, sem o propósito firme de se lhe
afeiçoar, é da própria recomendação do Senhor que esse bem celestial volte ao núcleo de
origem, como intransferível conquista de cada um.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 65)


Curai os enfermos que nela [houver] e dizei-lhes: está próximo de
vós o reino de Deus.
Lucas 10:9

Curas
Realmente Jesus curou muitos enfermos e recomendou-os, de modo especial, aos
discípulos. Todavia, o Médico celestial não se esqueceu de requisitar ao reino divino
quantos se restauram nas deficiências humanas.

Não nos interessa apenas a regeneração do veículo em que nos expressamos, mas,
acima de tudo, o corretivo espiritual.

Que o homem comum se liberte da enfermidade, mas é imprescindível que entenda o


valor da saúde. Existe, porém, tanta dificuldade para compreendermos a lição oculta da
moléstia no corpo, quanta se verifica em assimilarmos o apelo ao trabalho santificante que
nos é endereçado pelo equilíbrio orgânico.

Permitiria o Senhor a constituição da harmonia celular apenas para que a vontade


viciada viesse golpeá-la e quebrá-la em detrimento do espírito?

O enfermo pretenderá o reajustamento das energias vitais; entretanto, cabe-lhe


conhecer a prudência e o valor dos elementos colocados à sua disposição na experiência
edificante da Terra.

Há criaturas doentes que lastimam a retenção no leito e choram aflitas, não porque
desejem renovar concepções acerca dos sagrados fundamentos da vida, mas por se
sentirem impossibilitadas de prolongar os próprios desatinos.

É sempre útil curar os enfermos, quando haja permissão de ordem superior para
isto; contudo, em face de semelhante concessão do Altíssimo, é razoável que o interessado
na bênção reconsidere as questões que lhe dizem respeito, compreendendo que raiou para
seu espírito um novo dia no caminho redentor.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 44)


Todavia, não vos alegreis porque os espíritos estão sujeitos a vós;
mas porque os vossos nomes estão escritos nos céus.
Lucas 10:20

Doutrinações
Frequentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de
contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram,


com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os


chamados “trabalhos práticos”, sequiosos por orientar, em contatos mais diretos, os
amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os


aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de
aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas


desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado,
não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por emissários de Jesus, caridosos
e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia divina; que esse
regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre
divino, entre as certezas doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar


amplamente os discípulos inquietos de hoje.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 145)


Ele lhe disse: que está escrito na Lei? Como lês?
Lucas 10:26

Como lês?
A interrogação do Mestre ao doutor de Jerusalém dá ideia do interesse de Jesus pela
nossa maneira de penetração da leitura.

Sem nos referirmos ao círculo vasto de pessoas ainda indiferentes às lições do


Evangelho, podemos reconhecer, mesmo entre os aprendizes, as mais diversas tendências
no que se refere ao problema dos livros.

Os leitores distanciam-se uns dos outros pelas expressões mais heterogêneas.

Uns pedem consolação, outros procuram recreio.

Há os que buscam motivos tristes por cultivar a dor, tanto quanto os que se arvoram
em caçadores de gargalhadas.

Surgem os que reclamam tóxicos intelectuais, os que andam em busca de fantasias,


os que insistem por incentivos à polêmica envenenada.

Raros leitores pedem iluminação.

Sem isto, entretanto, podem ler muito, saturando o pensamento de teorias as mais
estranhas. Chega o dia em que reconhecem a pouca substancialidade de seus esforços,
porque, sem luz, o conforto pode induzir à preguiça, ao entretenimento, à aventura menos
digna, à tristeza, ao isolamento, ao riso e ao deboche.

Com a iluminação espiritual, todavia, cada coisa permanece em seu lugar, orientada
no sentido próprio de utilidade justa.

Lembra que quando te aproximes de um livro estás sempre pedindo alguma coisa.
Repara, com atenção, o que fazes.

Que procuras? Emoções, consolo, entretenimento? Não olvides que o Mestre pode
também interrogar-te: “Como lês?”.

(Alma e luz. Ed. IDE. Cap. 6)


[...] Amarás [...] o teu próximo como a ti mesmo.
Lucas 10:27

Auxiliar e servir 29

Irmãos!

Quando estiverdes à beira do desânimo, porque alfinetadas do mundo vos hajam


ferido o coração; quando o desespero vos ameace, à vista das provações que se vos abatem
na senda, reflitamos naqueles companheiros outros que se agoniam, junto de nós, em meio
dos espinheiros que nos marginam a estrada; nos que foram relegados à solidão sem voz
de amigo que os reconforte; nos que tateiam, a pleno dia, ansiando por fio de luz que lhes
atenue a cegueira; nos que perderam o lume da razão e se despencaram na vala da
loucura; nos que foram arrojados à orfandade, quando a existência na Terra se lhes esboça
em começo, naqueles que estão terminando a romagem no mundo, atirados à ventania;
nos que desistiram do refúgio na fé e se encaminham, desorientados, para as trevas do
suicídio; nos que se largaram à delinquência, comprando arrependimentos e lágrimas na
segregação em que expiam as próprias faltas; nos que choram escravizados à penúria, a
definharem de inanição!...

Façamos isso e aprenderemos a agradecer a Bondade de Deus que a todos nos reúne
em sua bênção de amor, de vez que a melancolia se nos transformará no ser em clarão de
piedade, ensinando-nos a observar que, por mais necessitados ou sofredores estejamos,
dispomos, ainda do privilégio de colaborar com Jesus, na edificação do Mundo melhor, pela
felicidade de auxiliar e pelo dom de servir.

(Reformador, dez. 1969, p. 269)

29 Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “Auxiliar e servir”, com pequenas alterações.
Disse-lhe: respondeste de forma justa. Faze isto e viverás.
Lucas 10:28

Faze isso e viverás


O caso daquele doutor da Lei que interpelou o Mestre a respeito do que lhe competia
fazer para herdar a vida eterna, reveste-se de grande interesse para quantos procuram a
bênção do Cristo.

A palavra de Lucas é altamente elucidativa.

Não se surpreende Jesus com a pergunta, e, conhecendo a elevada condição


intelectual do consulente, indaga acerca da sua concepção da Lei e fá-lo sentir que a
resposta à interrogação já se achava nele mesmo, insculpida na tábua mental de seus
conhecimentos.

“Respondeste bem”, diz o Mestre. E acrescenta: “Faze isso, e viverás”.

Semelhante afirmação destaca-se singularmente, porque o Cristo se dirigia a um


homem em plena força de ação vital, declarando entretanto: “Faze isso, e viverás”.

É que o viver não se circunscreve ao movimento do corpo, nem à exibição de certos


títulos convencionais. Estende-se a vida a esferas mais altas, a outros campos de realização
superior com a espiritualidade sublime.

A mesma cena evangélica diariamente se repete em muitos setores. Grande número


de aprendizes, plenamente integrados no conhecimento do dever que lhes compete, tocam
a pedir orientação dos Mensageiros divinos, quanto à melhor maneira de agir na Terra... A
resposta, porém, está neles mesmos, em seus corações que temem a responsabilidade, a
decisão e o serviço áspero...

Se já foste banhado pela claridade da fé viva, se foste beneficiado pelos princípios da


salvação, executa o que aprendeste do nosso divino Mestre: “Faze isso, e viverás”.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 157)


Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: quem é meu
próximo?
Lucas 10:29

Ajudemos sempre
O próximo a quem precisamos prestar imediata assistência é sempre a pessoa que se
encontra mais perto de nós.

Em suma, é, por todos os modos, a criatura que se avizinha de nossos passos. E como
a Lei divina recomenda amemos o próximo como a nós mesmos, preparemo-nos para
ajudar, infinitamente...

Se temos pela frente um familiar, auxiliemo-lo com a nossa cooperação ativa.

Se somos defrontados por um superior hierárquico, exercitemos o respeito e a boa


vontade.

Se um subordinado nos procura, ajudemo-lo com atenção e carinho.

Se um malfeitor nos visita, pratiquemos a fraternidade, tentando, sem afetação,


abrir-lhe rumos novos na direção do bem.

Se o doente nos pede socorro, compadeçamo-nos de sua posição, qualquer que ela
seja.

Se o bom se socorre de nossa palavra, estimulemo-lo a que se faça melhor.

Se o mau nos busca a influência, amparemo-lo, sem alarde, para que se corrija.

Se há Cristianismo em nossa consciência, o cultivo sistemático da compreensão e da


bondade tem força de lei em nossos destinos.

Um cristão sem atividade no bem é um doente de mau aspecto, pesando na economia


da coletividade.

No Evangelho, a posição neutra significa menor esforço.

Com Jesus, de perto, agindo intensivamente junto dele; ou com Jesus, de longe,
retardando o avanço da luz. E sabemos que o divino Mestre amou e amparou, lutou em
favor da luz e resistiu à sombra, até a cruz.

Diante, pois, do próximo, que se acerca do teu coração, cada dia, lembra-te sempre
de que estás situado na Terra para aprender e auxiliar.
(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 126)

O próximo e nós
Esperas ansiosamente encontrar o Senhor e um dia chegarás à divina Presença;
entretanto, antes de tudo, a vida te encaminha à presença do próximo, porque o próximo é
sempre o degrau da bendita aproximação.

Mas quem é o meu próximo? — perguntarás decerto, qual ocorreu ao doutor da Lei
nas luzes da parábola.

Todavia, convém saber que, além do próximo mais próximo a quem nomeias como
sendo o coração materno, o pai querido, o filho de nossa bênção, o irmão estimável e o
amigo íntimo, no clima doméstico, o próximo é igualmente o homem que nunca viste, tanto
quanto aquele que te fixa indiferente em qualquer canto da rua. É a criança que passa, o
chefe que te exige trabalho, o subordinado que te obedece, o sócio de ideal, o mendigo que
te fala a distância...

É a pessoa que te impõe um problema, verificando-te a capacidade de auxílio; é


quem te calunia, medindo-te a tolerância; quem te oferece alegria, anotando-te o
equilíbrio; é a criatura que te induz à tentação, testando-te a resistência... É o companheiro
que te solicita concurso fraterno, tanto quanto o inimigo que se sente incapaz de pedir-te o
mais ligeiro favor.

Às vezes tem um nome familiar que te soa docemente aos ouvidos; de outras, é
categorizado por ti à conta de adversário que não te aprova o modo de ser. Em suma, o
próximo é sempre o inspetor da vida que nos examina a posição da alma nos assuntos da
Vida eterna. Entre ele e nós se destacam sempre a necessidade e a oportunidade a que se
referia Jesus na parábola inesquecível.

Isto porque o Bom Samaritano foi efetivamente o socorro para o irmão caído na
estrada de Jerusalém para Jericó, mas o irmão tombado no caminho de Jerusalém para
Jericó foi, para o Bom Samaritano, o ponto de apoio para mais um degrau de avanço, no
caminho para o encontro com Deus.

(Rumo certo. FEB Editora. Cap. 9)

Misericórdia sempre
Conta-se que Jesus, após haver lançado a parábola do Bom Samaritano, entraram os
apóstolos no exame da conduta dos personagens da narrativa.

E porque traçassem fulminativas reprovações, em torno de alguns deles, o Cristo


prosseguiu no ensinamento para lá do contato público:

— Em verdade — acentuou o Mestre —, referindo-nos ao próximo, ante as


indagações do doutor da Lei, à frente do povo, a lição de misericórdia tem raízes
profundas.

Quem passasse irradiando amor na estrada, onde o viajante generoso testemunhou a


solidariedade, encontraria mais amplos motivos para compreender e auxiliar.

Além do homem ferido e arrojado ao pó, claramente necessitado de socorro, teria


cuidado de apiedar-se do sacerdote e do levita, mergulhados na obsessão do egoísmo e
carecentes de compaixão; simpatizar-se-ia com o hoteleiro, endereçando-lhe pensamentos
de bondade que o sustentassem no exercício da profissão; compadecer-se-ia dos
malfeitores, orando por eles, a fim de que se refizessem, perante as leis da vida, e, tanto
quanto possível ampararia a vítima dos ladrões, estendendo igualmente mãos operosas e
amigas ao samaritano da caridade, para que se lhe não esmorecessem as energias na
tarefas do bem.

E, diante dos companheiros surpreendidos, o Mestre rematou:

— Para Deus, todos somos filhos abençoados e eternos, mas enquanto a misericórdia
não se nos fixar nos domínios do coração, em verdade, não teremos atingido o caminho da
paz e o reino do amor.

(Coragem. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 18)


Prosseguindo, disse Jesus: certo homem descia de Jerusalém para
Jericó e caiu [nas mãos de] assaltantes, os quais, depois de havê-lo
despojado e espancado, retiraram-se, deixando-o semimorto.
Lucas 10:30

Evangelho e caridade
Antes de Jesus, a caridade é desconhecida.

Os monumentos das civilizações antigas não se reportam à divina virtude.

Os destroços do palácio de Nabucodonosor, no solo em que se erguia a grandeza de


Babilônia, falam simplesmente de fausto e poder que os séculos consumiram.

Nas lembranças do Egito glorioso, as pirâmides não se referem à compaixão.

Os famosos hipogeus de Persépolis são atestados de orgulho racial.

As muralhas da China traduzem a preocupação de defesa.

Nos velhos santuários da Índia, o Todo-Poderoso é venerado por milhões de fiéis,


indiscutivelmente sinceros, mas deliberadamente afastados dos semelhantes, nascidos na
condição de párias desprezíveis.

A acrópole de Atenas, com as suas colunas respeitáveis, é louvor à inteligência.

O coliseu de Vespasiano, em Roma, é monumento levantado ao triunfo bélico, para as


expansões da alegria popular.

Por milênios numerosos, o homem admitiu a hegemonia dos mais fortes e


consagrou-a através da Arte e da Cultura que era suscetível de criar e desenvolver.

Com Jesus, porém, a paisagem social experimenta decisivas alterações.

O Mestre não se limita a ensinar o bem. Desce ao convívio com a multidão e


materializa-o com o próprio esforço.

Cura os doentes na via pública, sem cerimoniais, e ajuda a milhares de ouvintes,


amparando-os na solução dos mais complicados problemas de natureza moral, sem valer-
se das etiquetas do culto externo.

Lega aos discípulos a parábola do Bom Samaritano, que exalta a missão sublime da
caridade para sempre.
A história é simples e expressiva.

Transmite Lucas a palavra do celeste Orientador, explicando que “descia um homem


de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que o despojaram, espancando-o
e deixando-o semimorto. Ocasionalmente, passava pelo mesmo caminho um sacerdote e,
vendo-o, passou de largo. E, de igual modo, também um levita, abordando o mesmo lugar e
observando-o, passou a distância. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele
e, reparando-o, moveu-se de íntima piedade. Abeirando-se do infortunado, aliviou-lhe as
feridas e, colocando-o sobre a sua cavalgadura, cuidadosamente asilou-o numa estalagem”.

Vemos, dentro da narrativa, que o Senhor situa no necessitado simplesmente “um


homem”.

Não lhe identifica a raça, a cor, a posição social ou os pontos de vista.

Nele, enxerga a humanidade sofredora, carecente de auxílio das criaturas que


acendam a luz da caridade, acima de todos os preconceitos de classe ou de religião.

Desde aí, novo movimento de solidariedade humana surge na Terra.

No curso do tempo, dispersam-se os apóstolos, ensinando, em variadas regiões do


mundo, que “mais vale dar que receber”.

E, inspirados na lição do Senhor, os vanguardeiros do bem substituem os vales da


imundície pelos hospitais confortáveis; combatem vícios multimilenários, com orfanatos e
creches; instalam escolas, onde a cultura jazia confiada aos escravos; criam institutos de
socorro e previdência, onde a sociedade mantinha a mendicância para os mais fracos. E a
caridade, como gênio cristão na Terra, continua crescendo com os séculos, através da
bondade de um Francisco de Assis, da dedicação de um Vicente de Paulo, da benemerência
de um Rockefeller ou da fraternidade do companheiro anônimo da via pública,
salientando, valorosa e sublime, que o Espírito do Cristo prossegue agindo conosco e por
nós.

(Roteiro. FEB Editora. Cap. 16)

Semimortos
“Um homem que descia de Jerusalém para Jericó caiu em poder de ladrões que o
despojaram, cobriram de ferimentos e o deixaram semimorto...” — começa Jesus o
ensinamento inesquecível da parábola.
Em todos os tempos, encontramos também os semimortos da alma, nas estradas do
mundo:

Os caídos a golpes de incompreensão...

Os desorientados que o ateísmo empurrou para nevoeiros de sofrimento...

Os mutilados de espírito, que a calúnia atropelou em pleno trabalho...

Os cansados de solidão...

Os que se emaranharam no espinheiral da revolta...

Os envenenados de desespero...

Os perseguidos pela dúvida destrutiva...

Os prisioneiros da obsessão...

As vítimas do desânimo...

Os que sucumbiram sob a hipnose de sugestões infelizes...

Os feridos de angústia...

Os que foram esquecidos na sombra da ignorância...

Companheiros do mundo, sois Espíritos eternos, em viagem educativa na escola e na


oficina do Planeta! Ao término da jornada conhecereis o que aprendestes e colhereis o que
semeastes. A Terra é tão somente a estalagem a que chegastes ontem e da qual partireis
amanhã! Acumulai os tesouros da felicidade futura, aperfeiçoando-vos pelo estudo e
servindo aos outros, quanto puderdes!... Sobretudo, meditai nos outros viajores em
condições mais difíceis que as vossas e aproveitai o vosso privilégio de entender e de
auxiliar!...

(Reformador, mar. 1966, p. 66)


Certo samaritano, em viagem, veio até ele e, ao vê-lo, compadeceu-
se.
Lucas 10:33

Caridade e Jesus 30

A história do bom samaritano, ainda hoje, compele-nos a reconhecer na caridade o


caminho aberto por Jesus à união e à paz, entre as criaturas, e não antes dele.

Os papiros do Egito ancião não se reportam a qualquer sentimento, qual o da


parábola, capaz de reunir corações estranhos uns aos outros.

Os documentários de Roma imperial não evidenciam qualquer vestígio de


semelhante demonstração de calor humano.

As páginas da Grécia antiga, conquanto se definam, até agora, por ápices da cultura
filosófica de todos os tempos, não nos revelam indícios desse amor ao próximo,
desacompanhado de indagações.

Arquivos de povos outros que passaram na Terra, antes do Cristo, não revelam
qualquer sinal desse imperativo de amparo imediato a necessitados que se desconheça.

Jesus, porém, com a história do Samaritano generoso, inaugura um mundo novo no


campo emotivo da humanidade, com base na assistência a qualquer irmão do caminho
terrestre, que se veja em calamidade e penúria, sem distinção de credo e raça.

Caridade, onde esteja, é a presença de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sempre que te detenhas a contemplar um hospital ou um lar consagrado aos


desprotegidos, uma instituição de auxílio social ou de socorro fraterno, eleva o
pensamento à Bondade divina em sinal de louvor e colabora, quanto puderes, em benefício
dos outros.

Através do ensinamento do Senhor, todas as criaturas válidas são naturalmente


chamadas pelas Leis de Deus, à sustentação possível daquelas outras que estejam caídas
em provação.

E sempre que te observes, à frente de quaisquer dessas obras dedicadas à


compreensão e ao amor, recorda que te achas, perante a irradiação da Luz divina, ou mais
propriamente, ante a Caridade e Jesus.
(Marcas do caminho. Ed. IDEAL. Cap. 12)

30 Texto publicado em Educandário de luz. Ed. IDEAL. Cap. 36.


Ele disse: o que praticou a misericórdia com ele. Disse-lhe Jesus: vai
e faze tu do mesmo modo.
Lucas 10:37

O homem bom
Conta-se que Jesus, após narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente
interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a
lição, perguntou, sutil:

— Mestre, que farei para ser considerado homem bom?

Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:

— Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e


pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada
na boca.

Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da


caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.

Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços
que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.

Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te


iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de
solidariedade.

Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te


edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.

Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a


felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de
auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.

Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te


acalmarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o
recomeço.

Imagina-te fatigado e intemperante e observa quão reconhecido ficarias para com


todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o divino Amigo:

— Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?

— Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo — explicou o


interlocutor.

— Então — repetiu Jesus com bondade —, segue adiante e faze também o mesmo.

(Religião dos espíritos. FEB Editora. Cap. “O homem bom”)

Receita de vida eterna


Tantas vezes encontramos pela frente a Parábola do Bom Samaritano e tantas outras
nela encontramos inesperados ensinamentos.

Repetir costuma cansar, convenhamos. Lições, contudo, existem semelhantes à luz


solar que se rearticula, diariamente, criando vida renovadora.

Realmente, a história contada por Jesus expõe a caridade por brilhante divino, com
revelações prismáticas de inexprimível beleza.

A atitude daquele cavaleiro desconhecido resume todo um compêndio de bondade.

Enquanto o sacerdote e o levita, pessoas de reconhecido valor intelectual, se afastam


deliberadamente do ferido, o samaritano para sensibilizado.

Até aí, o assunto patenteia feição comum, porque nós todos, habitualmente, somos
movidos à piedade, diante do sofrimento alheio.

Situemo-nos, entretanto, em lugar do viajante generoso...

Talvez estivesse ele com os minutos contados...

Muito compreensivelmente, estaria sendo chamado com urgência e teria pressa de


atingir o término da viagem...

Provável que fosse atender a encontro marcado...

É possível que atravessasse naquela hora o fim do dia e devesse acautelar-se contra
qualquer trecho perigoso da estrada, na sombra da noite próxima...

No entanto, à frente do companheiro anônimo abatido, detém-se e se compadece.


Olvida a si mesmo e não pergunta quem é. Interrompe-se. Aproxima-se. Faz pensos e
efetua curativos. Para ele, contudo, isso não basta. Coloca-o na montada. Apresenta-o na
hospedaria e responsabiliza-se por ele. Além disso, compromete-se sem indagar se está
preservando um adversário. Pagará pelos serviços que receba. Vê-lo-á, quando regressar.

Narrando o acontecido, Jesus recordou o comportamento do sacerdote, do levita e do


samaritano e perguntou ao doutor da Lei que se interessava pela posse da vida eterna:

— Qual dos três te parece haver amado o próximo, caído em necessidade?

— O que usou de misericórdia para com ele — replicou o interpelado.

— Então, vai — disse Jesus — e faze tu o mesmo.

Segundo é fácil de ver, a indicação para entesourar a luz da vida eterna, em nós
próprios, é clara e simples. Amor ao próximo é o sublime recurso na base de semelhante
realização. Mas não basta reconhecer os méritos da receita. É preciso usá-la.

(Encontro marcado. FEB Editora. Cap. 23)

Samaritanos e nós
Quem de nós não terá caído, alguma vez, em abandono ou penúria, aflição, amargura,
engano ou perturbação?

À face disso, para nós o samaritano da bondade — a criatura que nos reergue ou
reanima — será sempre aquela pessoa:

que nos acolhe nos dias de tristeza com a mesma generosidade com que nos abraça
nos instantes de alegria;

que nos estima, assim tais quais somos, sem reclamar-nos espetáculos de grandeza,
de um dia para outro;

que nos levanta do chão das próprias quedas para o regaço da esperança, sem
cogitar de nossas fraquezas;

que nos alça do precipício da desilusão ao clima do otimismo, sem reprovar-nos a


imprevidência;

que nos ouve as queixas reiteradas, rearticulando sem aspereza o verbo da paciência
e da compreensão;

que nos estende essa ou aquela porção dos recursos de que disponha, em favor da
solução de nossos problemas, sem pedir o relatório de nossas necessidades e
compromissos;
que nos oferece esclarecimento, sem ferir-nos o brio;

que nos ilumina a fé, sem destruir-nos a confiança;

que se transforma em harmonia e concurso fraterno, seja em nossa casa, ou no grupo


de serviço em que trabalhamos;

que se nos converte no cotidiano em apoio e cooperação, sem exigir-nos tributos de


reconhecimento;

que, por fim, se transubstancia, em nosso benefício, em luz e consolação, amparo e


bênção.

Detenhamo-nos a pensar nisso e lembrando, reconhecidamente, quantos se nos


fazem samaritanos do auxílio e da bondade, nas estradas da existência, recordemos a lição
de Jesus e, diante dos outros, sejam eles quem sejam, façamos nós o mesmo.

(Aulas da vida. Ed. IDEAL. Cap. 15)

Receita de luz
Realmente a história do bom samaritano, contada por Jesus, expõe a caridade por
brilhante sublime oferecendo revelações prismáticas de inigualável beleza.

A atitude daquele peregrino desconhecido resume um tratado de pedagogia, acerca


de compreensão e bondade.

Enquanto o sacerdote e o levita, pessoas de reconhecido merecimento intelectual, se


desviam deliberadamente do ferido, o samaritano não apenas se detém, mas, também se
compadece.

Situemo-nos, porém, no lugar do viajante generoso.

Talvez estivesse ele com os minutos contados...

Muito razoavelmente, estaria sendo aguardado às pressas para a realização de um


negócio...

Provavelmente, iria atender a encontro marcado com pessoa querida...

É possível fosse aquela hora a do fim do dia e devesse acautelar-se contra algum
trecho perigoso da estrada, nas sombras da noite próxima.

Entretanto, à frente do companheiro anônimo e desfalecido, não somente se


emociona.
Esquece-se e diligencia socorrê-lo sem perguntar quem é.

Interrompe-se. Aproxima-se dele.

Faz pensos e efetua curativos.

Para ele, no entanto, tudo isso não basta.

Coloca-o na montaria.

Condu-lo à estalagem e apresenta-o, responsabilizando-se por ele.

Pagará pelos serviços que ele venha a receber, sem nem mesmo indagar de si
próprio se estaria recuperando um adversário.

Vela por ele.

Vê-lo-á de novo ao regressar.

Narrando a história, assinalou Jesus o comportamento do sacerdote, do levita e do


samaritano e inquiriu ao Doutor da Lei que se interessava pela posse da Vida eterna:

— Qual dos três te parece haver amado o próximo caído em desvalimento?

O Doutor respondeu:

— Aquele que usou de misericórdia para com ele.

— Então, vai — disse Jesus — e faze tu o mesmo.

Segundo percebemos, a indicação do divino Mestre para entesourarmos conosco os


dons da imortalidade, é simples e clara.

Compaixão é receita de luz para a ascensão da alma aos reinos divinos.

Entretanto, de algum modo se assemelha à prescrição médica em relação à saúde.

Para que ela atinja os efeitos precisos, em nós mesmos, não basta se grave com
segurança e precisão no pergaminho de nossos sentimentos.

É preciso nos disponhamos a usá-la.

(Refúgio. Ed. IDEAL. Cap. “Receita de luz”)

Em nossos caminhos
Revisando a Parábola do samaritano, lembramo-nos de que hoje milhares de irmãos
nossos sobem do passado em direção do futuro pelos caminhos do presente, desfalecendo,
muitas vezes, sob dificuldades e provações que os deixam semimortos:

os que não contavam com as tempestades de renovação da atualidade e se


marginalizaram em desequilíbrio;

os que forjaram algemas para o amor transformando-o, logo após, no fogo passional
em que se atiraram na delinquência;

os que desertaram do trabalho e tombaram em penúria;

os que converteram a inteligência em antena das trevas e se horizontalizaram, por


dentro de si mesmos, nas depressões da culpa;

os que abusaram da misericórdia dos medicamentos pacificadores e, tentando fugir


das próprias responsabilidades, se precipitaram em despenhadeiros de alucinação e
loucura;

os que perderam a fé em meio das experiências necessárias à evolução e estiraram-


se no desânimo, à beira do suicídio;

os que não suportaram a transformação dos seres amados e se acomodaram,


revoltados, sobre pedras da angústia;

e aqueles outros que tateiam a lousa, nos parques da saudade, perguntando pelos
entes queridos que a morte lhes arredou da convivência, a carregarem o coração
encharcado de lágrimas.

À frente de quantos surpreendas na estrada, caídos em sofrimento, interrompe-te


para compreender e servir.

Determina a caridade nos situemos no lugar daqueles que necessitam de amparo,


doando-lhes o melhor de nós, com a certeza de que provavelmente amanhã serão eles, os
socorridos de agora, nossos próprios benfeitores.

Entre os companheiros de humanidade que conhecem o campo de trabalho e


passam, de longe, com receio de serem incomodados, e aqueles que foram espoliados na
coragem de caminhar e na alegria de viver, recordemos o samaritano que se deteve na
marcha dos próprios interesses e auxiliou espontaneamente ao próximo sem nada
perguntar e, conforme a lição do Cristo, façamos nós o mesmo.

(Viajor. Ed. IDE. Cap. 1)


Sugestões da parábola
Habitualmente recorremos à Parábola do Bom Samaritano tão só para exaltar a
generosidade daquele viajante de alma nobre, à frente do irmão menos feliz; forçoso,
porém, salientar a expectativa humana com as reflexões que o companheiro tombado no
infortúnio articulava decerto.

Com que ansiedade aguardaria o socorro preciso!...

Tendo visto o sacerdote e o levita que passaram de largo, possivelmente perguntou a


si mesmo de que lhe valeriam a cultura e a preparação espiritual deles se o abandonavam
ao próprio desvalimento; e, observando o samaritano que se aproximava, não indagou
quem era ele, o que era, o que sabia, o que detinha ou para onde se encaminhava... Com os
olhos, suplicou-lhe amparo e, no silêncio do coração, agradeceu-lhe a bênção dos braços
estendidos.

A narração de Jesus fala de dois homens evidentemente qualificados para a


prestação de serviço, que se deram pressa em se afastar, no resguardo das próprias
conveniências, e menciona outro, completamente desconhecido, que se consagrou ao
mister da solidariedade; com isso, o divino Mestre nos conclama a todos para as tarefas do
auxílio mútuo.

Bastas vezes, perante os acidentados e espoliados do corpo ou da alma, formulamos


escapatórias, no só intuito de sonegar os tributos naturais da fraternidade. Em várias
ocasiões, instados ao socorro por aqueles companheiros de experiência que sofrem muito
mais que nós, repetimos displicentemente: “quem sou eu?”, “não presto”, “sou um fardo de
imperfeições” ou “quem me dera poder!”...

Situemo-nos, porém, no lugar e na angustiosa expectativa do irmão caído na estrada


e reconheceremos que Jesus nos espera como somos e como estamos para servir,
porquanto, servindo, acabaremos aprendendo que todos somos filhos de Deus e que, se
hoje desfrutamos o privilégio de dar, talvez amanhã estejamos com a necessidade de
receber.

(Reformador, ago. 1969, p. 184)


Porém é necessária uma. Assim, Maria escolheu a boa parte, que
não será tirada dela.
Lucas 10:42

A boa parte
Não te esqueças da “boa parte” que reside em todas as criaturas e em todas as coisas.

O fogo destrói, mas transporta consigo o elemento purificador.

A pedra é contundente, mas consolida a segurança.

A ventania açoita impiedosa, todavia, ajuda a renovação.

A enxurrada é imundície, entretanto, costuma carrear o adubo indispensável à


sementeira vitoriosa.

Assim também há criaturas que, revelando-se negativas em determinados setores da


luta humana, são extremamente valiosas em outros.

A apreciação unilateral é sempre ruinosa.

A imperfeição completa, tanto quanto a perfeição integral, não existem no plano em


que evolutimos.

O criminoso, acusado por toda a gente, amanhã pode ser o enfermeiro que te estende
o copo d’água.

O companheiro, no qual descobres agora uma faixa de trevas, pode ser depois o
irmão sublimado que te convida ao bom exemplo.

A tempestade da hora em que vivemos é, muitas vezes, a fonte do bem-estar das


horas que vamos viver.

Busquemos o lado melhor das situações, dos acontecimentos e das pessoas.

“Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada” — disse-nos o Senhor.

Assimilemos a essência da divina lição.

Quem procura a “boa parte”, e nela se detém, recolhe no campo da vida o tesouro
espiritual que jamais lhe será roubado.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 32)


O necessário 31

Terás muitos negócios próximos ou remotos, mas não poderás subtrair-lhes o


caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de
leve...

Administrarás interesses vários, entretanto, não poderás controlar todos os ângulos


do serviço, de vez que a maldade e a indiferença se insinuam em todas as tarefas,
prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação.

Amealharás enorme fortuna, todavia, ignorarás, por muitos anos, a que região da
vida te conduzirá o dinheiro.

Improvisarás pomposos discursos, contudo, desconheces as consequências de tuas


palavras.

Organizarás grande movimento, em derredor de teus passos, no entanto, se não


construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão.

Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no


aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.

Exaltarás o direito com o verbo indignado e ardoroso, todavia, é provável não estejas
senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos.

“Uma só coisa é necessária”, asseverou o Mestre, em sua lição a Marta, cooperadora


dedicada e ativa.

Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós
mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando, segundo
o roteiro que nos traçou a divina Lei. Realizado esse “necessário”, cada acontecimento,
cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio. Sem essa
posição espiritual de sintonia com o celeste Instrutor, é muito difícil agir alguém com
proveito.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 3)

Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “O necessário”.


31s
[...] Senhor, ensina-nos a orar [...].
Lucas 11:1

Na oração 32

A prece, nos círculos do Cristianismo, caracteriza-se por gradação infinita em suas


manifestações, porque existem crentes de todos os matizes nos vários cursos da fé.

Os seguidores inquietos reclamam a realização de propósitos inconstantes.

Os egoístas exigem a solução de caprichos inferiores.

Os ignorantes do bem chegam a rogar o mal para o próximo.

Os tristes pedem a solidão com ociosidade.

Os desesperados suplicam a morte.

Inúmeros beneficiários do Evangelho imploram isso ou aquilo, com alusão à boa


marcha dos negócios que lhes interessam à vida física. Em suma, buscam a fuga. Anelam
somente a distância da dificuldade, do trabalho, da luta digna.

Jesus suporta, paciente, todas as fileiras de candidatos do seu serviço, de sua


iluminação, estendendo-lhes mãos benignas, tolerando-lhes as queixas descabidas e as
lágrimas inaceitáveis.

Todavia, quando aceita alguém no discipulado definitivo, algo acontece no íntimo da


alma contemplada pelo Senhor.

Cessam as rogativas ruidosas.

Acalmam-se os desejos tumultuários.

Converte-se a oração em trabalho edificante.

O discípulo nada reclama. E o Mestre, respondendo-lhe às orações, modifica-lhe a


vontade, todos os dias, alijando-lhe do pensamento os objetivos inferiores.

O coração unido a Jesus é um servo alegre e silencioso.

Disse-lhe o Mestre: “Levanta-te e segue-me”. E ele ergueu-se e seguiu.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 167)


32Texto publicado em À luz da oração. Ed. O Clarim. 2ª meditação sobre a prece – “Na oração”, com
pequenas alterações.
O pão nosso diário dá-nos a cada dia.
Lucas 11:3

Pão de cada dia


Já pensaste no pão de cada dia?

À força de possuí-lo, em abundância, o homem costuma desvalorizá-lo, à maneira da


criatura irrefletida que somente medita na saúde, ao sobrevir a enfermidade.

Se a maioria dos filhos da Terra estivesse à altura de atender à gratidão nos seus
aspectos reais, bastaria o pão cotidiano para que não faltassem às coletividades terrestres
perfeitas noções da existência de Deus. Tão magnânima é a bondade celestial que,
promovendo recursos para a manutenção dos homens, escapa à admiração das criaturas, a
fim de que compreendam melhor a vida, integrando-se nas responsabilidades que lhes
dizem respeito, nas organizações de trabalho a que foram chamadas, com a finalidade de
realizarem o aprimoramento próprio.

O Altíssimo deixa aos homens a crença de que o pão terrestre é conquista deles, para
que se aperfeiçoem convenientemente no dom de servir. Em verdade, no entanto, o pão de
cada dia, para todas as refeições do mundo, procede da Providência divina.

O homem cavará o solo, espalhará as sementes, defenderá o serviço e cooperará com


a natureza, mas a germinação, o crescimento, a florescência e a frutificação pertencem ao
Todo-Misericordioso.

No alimento de cada dia, prevalece sublime ensinamento de colaboração entre o


Criador e a criatura, que raras pessoas se dispõem a observar. Esforça-se o homem e o
Senhor lhe concede as utilidades.

O servo trabalha e o Altíssimo lhe abençoa o suor.

É nesse processo de íntima cooperação e natural entendimento que o Pai espera


colher, um dia, os doces frutos da perfeição no espírito dos filhos.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 174)


Eu também vos digo: pedi e vos será dado; buscai e encontrareis;
batei e será aberto para vós.
Lucas 11:9

Três imperativos
Pedi, buscai, batei...

Estes três imperativos da recomendação de Jesus não foram enunciados sem um


sentido especial.

No emaranhado de lutas e débitos da experiência terrestre, é imprescindível que o


homem aprenda a pedir caminhos de libertação da antiga cadeia de convenções
sufocantes, preconceitos estéreis, dedicações vazias e hábitos cristalizados. É necessário
desejar com força e decisão a saída do escuro cipoal em que a maioria das criaturas perdeu
a visão dos interesses eternos.

Logo após, é imprescindível buscar.

A procura constitui-se de esforço seletivo. O campo jaz repleto de solicitações


inferiores, algumas delas recamadas de sugestões brilhantes. É indispensável localizar a
ação digna e santificadora. Muitos perseguem miragens perigosas, à maneira das
mariposas que se apaixonam pela claridade de um incêndio. Chegam de longe, acercam-se
das chamas e consomem a bênção do corpo.

É imperativo aprender a buscar o bem legítimo.

Estabelecido o roteiro edificante, é chegado o momento de bater à porta da


edificação; sem o martelo do esforço metódico e sem o buril da boa vontade, é muito difícil
transformar os recursos da vida carnal em obras luminosas de arte divina, com vistas à
felicidade espiritual e ao amor eterno.

Não bastará, portanto, rogar sem rumo, procurar sem exame e agir sem objetivo
elevado.

Peçamos ao Senhor nossa libertação da animalidade primitivista, busquemos a


espiritualidade sublime e trabalhemos por nossa localização dentro dela, a fim de
converter-nos em fiéis instrumentos da divina Vontade.

Pedi, buscai, batei!... Esta trilogia de Jesus reveste-se de especial significação para os
aprendizes do Evangelho, em todos os tempos.
(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 109)

Obter e pagar
Pede a graça da saúde, mas não te esqueça da própria defesa contra a enfermidade.

Roga o favor da luz, todavia, não permaneças na sombra.

Solicita o facho da esperança, contudo, aprende a cultivar a serenidade, a fim de que


te não arrojes aos precipícios do desespero.

Pede a bênção da coragem, mas preserva-te contra o desânimo.

Roga a realização dos próprios desejos, entretanto, procura adaptar-te à Vontade


divina.

Solicita a concretização dos ideais superiores que te nutrem na Terra, mas, busca
agir sem apego, para que não te enamores das próprias obras que pertencem, no fundo, à
Criação divina.

Pede a graça da iniciação na fé viva, no entanto, capacita-te de que é necessário


perseverar na confiança, para que a ventania das perturbações humanas não te apaguem a
candeia da boa vontade.

Roga a concessão de recursos materiais para a solução dos problemas que te afligem
no mundo, mas, não te esqueças de aprender a gastar com equilíbrio e respeito sem te
precipitares em débitos insolúveis.

Solicita a alegria do amor, através dos entes queridos que te rodeiam na existência,
no entanto, reconheça que a felicidade dos amigos é diferente da tua, para que te não
convertas em tirano do círculo afetivo.

Tudo na vida é permuta, colaboração, experiência e o nosso trabalho é sempre um


contrato entre o Senhor e nós outros, na execução do qual precisamos receber para dar e
dar para receber.

A Providência nos concede as mais ricas possibilidades em todos os setores da


jornada evolutiva, entretanto, a Lei exige a nossa quota de contribuição.

“Pedi e obtereis” — ensinou o divino Mestre.

Não nos esqueçamos, porém, de que todas as criaturas e de que todas as coisas são
importantes no universo e que poderemos tudo receber, mas para tudo pagar hoje ou
amanhã.
(Assim vencerás. Ed. IDEAL. Cap. 31)
Pois todo aquele que pede recebe, e aquele que busca encontra [...].
Lucas 11:10

Acharemos sempre
Ao experimentar o crente a necessidade de alguma coisa, recorda maquinalmente a
promessa do Mestre, quando assegurou resposta adequada a qualquer que pedir.

Importa, contudo, saber o que procuramos. Naturalmente, receberemos sempre, mas


é imprescindível conhecer o objeto de nossa solicitação.

Asseverou Jesus: “Quem busca, acha”.

Quem procura o mal encontra-se com o mal igualmente.

Existe perfeita correspondência entre nossa alma e a alma das coisas. Não
expendemos uma hipótese, examinamos uma lei.

Para os que procuram ladrões, escutando os falsos apelos do mundo interior que
lhes é próprio, todos os homens serão desonestos. Assim ocorre aos que possuem
aspirações de crença, acercando-se, desconfiados, dos agrupamentos religiosos. Nunca
surpreendem a fé, porque tudo analisam pela má-fé a que se acolhem. Tanto
experimentam e insistem, manejando os propósitos inferiores de que se nutrem, que nada
encontram, efetivamente, além das desilusões que esperavam.

A fim de encontrarmos o bem, é preciso buscá-lo todos os dias.

Inegavelmente, num campo de lutas chocantes como a esfera terrestre, a caçada ao


mal é imediatamente coroada de êxito, pela preponderância do mal entre as criaturas. A
pesca do bem não é tão fácil; no entanto, o bem será encontrado como valor divino e
eterno.

É indispensável, pois, muita vigilância na decisão de buscarmos alguma coisa,


porquanto o Mestre afirmou: “Quem busca, acha”; e acharemos sempre o que procuramos.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 109)


Qual dentre vós é o pai que seu filho lhe pedirá um peixe e em vez de
um peixe lhe dará uma serpente?
Lucas 11:11

Respostas do Alto
Nos círculos da fé, encontramos diversos corações extenuados e desiludidos.
Referem-se à oração, à maneira de doentes desenganados quanto à eficácia do remédio,
alegando que não recebem respostas do Alto.

Entretanto, a meditação mais profunda lhes conferiria mais elevada noção dos
divinos Desígnios, entendendo, enfim, que o Senhor jamais oferece pedras ao filho que
pede pão.

Nem sempre é possível compreender, de pronto, a resposta celeste em nosso


caminho de luta, no entanto, nunca é demais refletir para perceber com sabedoria.

Em muitas ocasiões, a contrariedade amarga é aviso benéfico e a doença é recurso de


salvação.

Não poucas vezes, as flores da compaixão do Cristo visitam a criatura em forma de


espinhos e, em muitas circunstâncias da experiência terrestre, as bênçãos da medicina
celestial se transformam temporariamente em feridas santificantes.

Em muitas fases da luta, o Senhor decreta a cassação de tempo ao círculo do


servidor, para que ele não encha os dias com a repetição de graves delitos e, não raro, dá-
lhe fealdade ao corpo físico para que sua alma se ilumine e progrida.

Se a paternidade terrena, imperfeita e deficiente, vela em favor dos filhos, que dizer
da Paternidade de Deus, que sustenta o universo ao preço de inesgotável amor?

O Todo-Compassivo nunca atira pedras às mãos súplices que lhe rogam auxílio.

Se te demoras, pois, no seio das inibições provisórias, permanece convicto de que


todos os impedimentos e dores te foram concedidos por respostas do Alto aos teus
pedidos de socorro, amparo e lição, com vistas à vida eterna.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 166)


Portanto, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos
filhos, quanto mais vosso Pai [que está] no céu dará o Espírito Santo
aos que lhe pedem.
Lucas 11:13

O Senhor dá sempre
Um pai terrestre, não obstante o carinho cego com que muitas vezes envolve o
coração, sempre sabe cercar o filho de dádivas proveitosas.

Por que motivo o Pai celestial, cheio de sabedoria e amor, permaneceria surdo e
imóvel perante as nossas súplicas?

O devotamento paternal do supremo Senhor nos rodeia em toda parte. Importa,


contudo, não viciarmos o entendimento.

Lembremo-nos de que a Providência divina opera invariavelmente para o bem


infinito.

Liberta a atmosfera asfixiante com os recursos da tempestade.

Defende a flor com espinhos.

Protege a plantação útil com adubos desagradáveis.

Sustenta a verdura dos vales com a dureza das rochas.

Assim também, nos círculos de lutas planetárias, acontecimentos que nos parecem
desastrosos, à atividade particular, representam escoras ao nosso equilíbrio e ao nosso
êxito, enquanto fenômenos interpretados como calamidades na ordem coletiva constituem
enormes benefícios públicos.

Roga, pois, ao Senhor a bênção da Luz divina para o teu coração e para a tua
inteligência, a fim de que te não percas no labirinto dos problemas; contudo, não te
esqueças de que, na maioria das ocasiões, o socorro inicial do Céu nos vem ao caminho
comum, por meio de angústias e desenganos. Aguarda, porém, confiante, a passagem dos
dias. O tempo é o nosso explicador silencioso e te revelará ao coração a bondade infinita
do Pai que nos restaura a saúde da alma, por intermédio do espinho da desilusão ou do
amargoso elixir do sofrimento.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 63)


Quem não está comigo é contra mim; e quem não ajunta comigo,
espalha.
Lucas 11:23

Pró ou contra
Entre o bem e o mal não existe neutralidade.

De igual modo, não há miscibilidade ou transição entre a verdade e a mentira.

Escondemo-nos na sombra ou revelamo-nos na luz.

Quem não edifica o bem só por essa omissão já está forjando o mal em forma de
negligência.

Quem foge à realidade cairá inevitavelmente no engano de consequências


imprevisíveis.

Importa considerar, entretanto, a relatividade das posições individuais nos quadros


da vida coletiva para não encarcerarmos a própria conduta em opiniões inamovíveis.

Desse modo, busquemos sempre, acima de tudo, a verdade fundamental que dimana
do Criador e o bem maior, relativo ao interesse espiritual de todas as criaturas.

Partindo desse princípio basilar, sentiremos a realidade do esclarecimento justo do


Senhor:

“Quem não é comigo é contra mim”.

A necessidade mais imperiosa de nossas almas é sempre aquela do culto incessante à


caridade pura sem condições de qualquer natureza. Quem estiver fora dessa orientação
respira a distância do apostolado com Jesus.

Para assegurar-nos a firme atitude na senda reta, trazemos dentro de nós a


consciência, à feição de porta-voz do roteiro exato.

Nos mínimos sucessos de cada dia, define-te, pois, com clareza, para que te não
abandones à neblina dos vales de indecisão.

Estacionamento no mal, ou ascensão para o bem.

Com Jesus ou distante dele.


Isso significa que estarás ao lado do Cristo, desprezando agora as supostas
facilidades que gerarão depois as dificuldades reais, ou abraçando, hoje, a cruz do
caminho, que, amanhã, conferir-te-á o galardão do imarcescível triunfo.

(O espírito da verdade. FEB Editora. Cap. 84)

Unificação
Trabalhar pela Unificação dos órgãos doutrinários do Espiritismo no Brasil é prestar
relevante serviço à causa do Evangelho redentor junto à humanidade. Reunir elementos
dispersos, concatená-los e estruturar-lhes o plano de ação, na ordem superior que nos
orienta o idealismo, é serviço de indiscutível benemerência porque demanda sacrifício
pessoal, oração e vigilância na fé renovadora e, sobretudo, elevada capacidade de
renunciação.

À maneira do trabalhador fiel que se desvela no amanho da terra, subtraindo-lhe os


espinheiros e drenando-lhe os pantanais, cooperar na associação de energias da
fraternidade legítima — com o Espírito do Senhor —, legislando em nosso mundo íntimo,
representa obrigação de quantos se propõem a contribuir na reconstrução planetária, a
caminho da Terra regenerada e feliz.

Trabalhemos, pois, entrelaçando pensamentos e ações, dentro dessas diretrizes


superiores de confraternização substancial. A tarefa é complexa, bem o sabemos. O
ministério exige lealdade e decisão. Todavia, sem o suor do servo fiel, a casa pereceria sem
pão.

Lembremo-nos de que a vitória do Evangelho, ainda não alcançada, começou com a


congregação de doze aprendizes, humildes e sinceros, em torno de um Mestre sábio,
paciente, generoso e justo, e continuemos, cada qual de nós, no posto de trabalho que lhe
compete, atentos às determinações divinas da execução do próprio dever.

(Reformador, out. 1977, p. 301)


Ele disse: bem-aventurados, antes, os que ouvem a palavra de Deus e
a guardam.
Lucas 11:28

Elogios
Dirigira-se Jesus à multidão, com o enorme poder do seu amor, conquistando geral
atenção. Mal terminara as observações amorosas e sábias, eis que uma senhora se levanta
no seio da turba e, magnetizada pela sua expressão de espiritualidade sublime, reporta-se,
em alta voz, às bem-aventuranças que deviam caber a Maria, por haver contribuído na
vinda do Salvador à face da Terra. Mas, prestamente, na perfeita compreensão das
consequências infelizes que poderiam advir da atitude impensada, responde o Mestre que,
antes de tudo, serão bem-aventurados os que ouvem a revelação de Deus e lhe praticam os
ensinamentos, observando-lhe os princípios.

A passagem constitui esclarecimento vivo para que não se amorteça, entre os


discípulos sinceros, a campanha contra o elogio pessoal, veneno das obras mais santas a
sufocar-lhes propósitos e esperanças.

Se admiras algum companheiro que se categoriza a teus olhos por trabalhador fiel do
bem, não o perturbes com palavras, das quais o mundo tem abusado muitas vezes,
construindo frases superficiais, no perigoso festim da lisonja. Ajuda-o, com boa vontade e
entendimento, na execução do ministério que lhe compete, sem te esqueceres de que,
acima de todas as bem-aventuranças, brilham os divinos dons daqueles que ouvem a
palavra do Senhor, colocando-a em prática.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 70)


Portanto, examina [se] a luz [que há] em ti não é treva.
Lucas 11:35

Vê, pois
Há ciência e há sabedoria, inteligência e conhecimento, intelectualidade e luz
espiritual.

Geralmente, todo homem de raciocínio fácil é interpretado à conta de mais sábio, no


entanto, há que distinguir.

O homem não possui ainda qualidades para registrar a verdadeira luz. Daí, a
necessidade de prudência e vigilância.

Em todos os lugares, há industriosos e entendidos, conhecedores e psicólogos.


Muitas vezes, porém, não passam de oportunistas prontos para o golpe do interesse
inferior.

Quantos escrevem livros abomináveis, espalhando veneno nos corações? Quantos se


aproveitam do rótulo da própria caridade visando extrair vantagens à ambição?

Não bastam o engenho e a habilidade. Não satisfaz a simples visão psicológica. É


preciso luz divina.

Há homens que, num instante, apreendem toda a extensão dum campo, conhecem-
lhe a terra, identificam-lhe o valor. Há, todavia, poucos homens que se apercebem de tudo
isso e se disponham a suar por ele, amando-o antes de explorá-lo, dando-lhe compreensão
antes da exigência.

Nem sempre a luz reside onde a opinião comum pretende observá-la.

Sagacidade não chega a ser elevação, e o poder expressivo apenas é respeitável e


sagrado quando se torna ação construtiva com a luz divina.

Raciocina, pois, sobre a própria vida.

Vê, com clareza, se a pretensa claridade que há em ti não é sombra de cegueira


espiritual.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 33)


Todavia, dai as [coisas] interiores [como] dádiva […].
Lucas 11:41

Esmola
A palavra do Senhor está sempre estruturada em luminosa beleza que não podemos
perder de vista.

No capítulo da esmola, a recomendação do Mestre, dentro da narrativa de Lucas,


merece apontamentos especiais.

“Dai antes esmola do que tiverdes.”

Dar o que temos é diferente de dar o que detemos.

A caridade é sublime em todos os aspectos sob os quais se nos revele e em


circunstância alguma devemos esquecer a abnegação admirável daqueles que distribuem
pão e agasalho, remédio e socorro para o corpo, aprendendo a solidariedade e ensinando-
a.

É justo, porém, salientar que a fortuna ou a autoridade são bens que detemos
provisoriamente na marcha comum e que, nos fundamentos substanciais da vida, não nos
pertencem.

O dono de todo o poder e de toda a riqueza no universo é Deus, nosso Criador e Pai,
que empresta recursos aos homens, segundo os méritos ou as necessidades de cada um.

Não olvidemos, assim, as doações de nossa esfera íntima e perguntemos a nós


mesmos:

Que temos de nós próprios para dar?

Que espécie de emoção estamos comunicando aos outros?

Que reações provocamos no próximo?

Que distribuímos com os nossos companheiros de luta diária?

Qual é o estoque de nossos sentimentos?

Que tipo de vibrações espalhamos?

Para difundir a bondade, ninguém precisa cultivar riso estridente ou sorrisos


baratos, mas, para não darmos pedras de indiferença aos corações famintos de pão da
fraternidade, é indispensável amealhar em nosso espírito as reservas da boa compreensão,
emitindo o tesouro de amizade e entendimento que o Mestre nos confiou em serviço ao
bem de quantos nos rodeiam, perto ou longe.

É sempre reduzida a caridade que alimenta o estômago, mas que não esquece a
ofensa, que não se dispõe a servir diretamente ou que não acende luz para a ignorância.

O aviso do Instrutor divino nas anotações de Lucas significa: dai esmola de vossa
vida íntima, ajudai por vós mesmos, espalhai alegria e bom ânimo, oportunidade de
crescimento e elevação com os vossos semelhantes, sede irmãos dedicados ao próximo,
porque, em verdade, o amor que se irradia em bênçãos de felicidade e trabalho, paz e
confiança, é sempre a dádiva maior de todas.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 60)


Por isso também a Sabedoria de Deus disse: enviarei a eles profetas
e apóstolos, e [a alguns] deles matarão e perseguirão.
Lucas 11:49

Profetas e apóstolos 33

(Harmonização. Ed. GEEM. Cap. “Profetas e apóstolos”)

33 N.E.: Vide nota 12.


[…] Primeiramente, acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a
hipocrisia.
Lucas 12:1

Fariseus
Fariseu ainda é todo homem presunçoso, dogmático, exclusivo, pretenso privilegiado
das Forças divinas.

O orgulhoso descendente dos doutores de Jerusalém ainda vive. Atravessa todas as


organizações humanas. Respira em todos os templos terrestres. Acredita-se o herdeiro
único da divina Bondade. Nada aprecia senão pelo prisma do orgulho pessoal. Traça
programas caprichosos e intenta torcer as próprias leis universais, submetendo-as ao
ponto de vista que esposou na sua escola ou no seu argumento sectarista.

Jamais comparece, ante a bênção do Senhor, na condição de alguém que se converteu


em instrumento de seus amorosos desígnios, mas como crente orgulhoso, cheio de
propósitos individualistas, declarando-se detentor de considerações especiais.

Os aprendizes fiéis necessitam acautelar-se contra o levedo de tais enfermos do


espírito.

Toda ideia opera fermentações mentais.

Certamente que o Mestre não determinou a morte dos fariseus, mas recomendou
cautela em se tratando da influenciação deles.

Exigências farisaicas constituem perigosas moléstias da alma. Urge auxiliar o doente


e extinguir a enfermidade. Todavia, não conseguiremos a realização, provocando tumultos,
e sim usando a cautela na antiga recomendação de vigilância.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 54)


Eu vos digo: todo aquele que se declarar por mim diante dos
homens, também o filho do homem se declarará por ele diante dos
anjos de Deus.
Lucas 12:8

Confessar o Mestre 34

Muitos companheiros de labor evangélico supõem que confessar o Mestre se resume


tão somente numa profissão de fé, por intermédio das palavras. Para a demonstração de
que aderimos, sinceramente, a Jesus, bastará subir a uma tribuna ou discutir,
acaloradamente, com alguns amigos que ainda não nos conseguem compreender?
Semelhante confissão tem sido o objetivo da maioria dos discípulos, através dos tempos;
mas, essa atitude desassombrada é uma das faces da realização, sem constituir, entretanto,
o seu precioso conjunto. Confessar o Cristo, diante dos homens, é revelar-lhe a luz e o
poder, em ações de amor e desprendimento, que os homens vulgares ainda não conhecem.
Não será instituir convicções apressadas nos outros, mas pautar a vida em plano diferente
e superior, de sorte que os espíritos mais frágeis ou levianos possam encontrar, junto de
nossa alma, algo de mais elevado, que não sentem noutros lugares e situações do mundo.

Não é fácil confessar a Jesus entre as comunidades terrestres, quando sabemos que
ele próprio foi por elas conduzido à cruz do martírio; mas, é dessa confissão que a sua
palavra persuasiva nos fala no Evangelho da Verdade e do Amor.

É preciso se precate o discípulo contra o perigo de uma adesão verbal, sem a


participação de suas energias interiores.

O Senhor deseja ser confessado pelos seus continuadores nas estradas do mundo;
mas, esse ato não se pratica apenas por palavras e sim por todas as demonstrações vivas
do coração.

(Reformador, jan. 1942, p. 1)

34Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “Contra o perigo”, com pequenas alterações.
Mentores e seareiros. Ed. IDEAL. Cap. “Confessar o mestre”, com pequenas alterações.
E disse-lhes: olhai! Guardai-vos de toda avareza, porque a vida de
alguém não está na abundância dos seus bens.
Lucas 12:15

Bens externos
“A vida de um homem não consiste na abundância das coisas que possui.”

A palavra do Mestre está cheia de oportunidade para quaisquer círculos de atividade


humana, em todos os tempos.

Um homem poderá reter vasta porção de dinheiro. Porém, que fará dele?

Poderá exercer extensa autoridade. Entretanto, como se comportará dentro dela?

Poderá dispor de muitas propriedades. Todavia, de que modo utiliza os patrimônios


provisórios?

Terá muitos projetos elevados. Quantos edificou?

Poderá guardar inúmeros ideais de perfeição. Mas estará atendendo aos nobres
princípios de que é portador?

Terá escrito milhares de páginas. Qual a substância de sua obra?

Contará muitos anos de existência no corpo. No entanto, que fez do tempo?

Poderá contar com numerosos amigos. Como se conduz perante as afeições que o
cercam?

Nossa vida não consiste da riqueza numérica de coisas e graças, aquisições nominais
e títulos exteriores. Nossa paz e felicidade dependem do uso que fizermos, onde nos
encontramos hoje, aqui e agora, das oportunidades e dons, situações e favores, recebidos
do Altíssimo.

Não procures amontoar levianamente o que deténs por empréstimo. Mobiliza, com
critério, os recursos depositados em tuas mãos.

O Senhor não te identificará pelos tesouros que ajuntaste, pelas bênçãos que
retiveste, pelos anos que viveste no corpo físico. Reconhecer-te-á pelo emprego dos teus
dons, pelo valor de tuas realizações e pelas obras que deixaste, em torno dos próprios pés.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 165)


Recursos 35

Frequentemente, quando nos referimos à propriedade, recordamos, de imediato,


posses e haveres de expressão material e reconstituímos na lembrança a imagem dos
nossos amigos que carregam compromissos com a fortuna terrestre, como se eles fossem
os únicos responsáveis pelo equilíbrio do mundo. Entretanto, assim agindo, escorregamos
inconscientemente para a fuga de nossos próprios deveres, sem que isso nos isente das
obrigações assumidas.

Simbolicamente, todos retemos capitais a movimentar, uma vez que, em cada


estância regeneradora ou evolutiva em que nos encontremos, somos acompanhados por
valiosos créditos de tempo, através dos quais a divina Providência nos considera iguais
pela necessidade e, simultaneamente, nos diferencia uns dos outros pela aplicação
individual que fazemos deles.

Somos todos, desse modo, convocados não apenas a empregar dinheiro, mas
também saúde, condição, profissão, habilidade, entendimento, cultura, relações e
possibilidades outras de que sejamos detentores, em favor dos outros, porquanto pelas
nossas próprias ações somos valorizados ou depreciados, enriquecidos ou podados em
nossos recursos pela contabilidade da eterna Justiça.

Permaneçamos, assim, atentos às menores oportunidades de ajudar que se nos


ofereçam, na experiência cotidiana, aproveitando-as, quanto possível, porque, se as nossas
reservas de tempo estão sendo realmente depositadas no Fundo de Serviço ao Próximo, no
Banco da Vida, a Carteira do Suprimento Espontâneo nos enviará, estejamos onde
estivermos, os dividendos de auxílio e felicidade a que tenhamos direito, sem que haja, de
nossa parte, nem mesmo a preocupação de sacar.

(Ceifa de luz. FEB Editora. Cap. 41)

Emprego de riquezas 36

Foge de reprovar todos aqueles que transitam na Terra sob a cruz do dinheiro, a
definir-se, frequentemente, por fardo de aflição.

Não somente os depósitos amoedados podem ser convertidos em trabalho


renovador e santificante.

Todas as disponibilidades da natureza são forças neutras.


O ouro e o vapor, a eletricidade e o magnetismo não são maus e nem bons em si
mesmos; o uso é o denominador comum que lhes revela os bens ou os males decorrentes
do controle e da orientação que lhes imprimimos.

Meditemos na utilização daquelas outras riquezas que nos felicitam a cada hora.

No teste individual, é desnecessário ir longe para a justa demonstração.

Ouçamos a consciência sobre o aproveitamento de todas as preciosas possibilidades


do corpo que nos patenteiam a mente.

Diante de uma cena suspeitosa, observemos a conduta que ditamos aos olhos para
que nos auxiliem a fixar as imagens edificantes, com espontâneo desinteresse por todos os
ingredientes capazes de formar o vinagre da injúria.

Escutando essa ou aquela notícia inusitada, reparemos a diretriz que impomos aos
próprios ouvidos, de modo a que retenham o melhor das informações recolhidas, a fim de
que a nossa palavra se abstenha de tudo o que possa constituir agravo a instituições e
pessoas.

À frente do trabalho, é preciso anotar que espécie de comportamento indicamos aos


nossos implementos de manifestação, para que não nos disponhamos a ilaquear os
deveres que nos competem, com flagrante prejuízo dos outros.

Em assuntos do sentimento, será forçoso perguntar, no íntimo, quanto ao


procedimento que sugerimos aos nossos recursos de expressão afetiva, para que, em nome
do amor, não venhamos a precipitar corações sensíveis e generosos em abismos de
criminalidade e desilusão.

Reflitamos nos talentos divinos que nos abençoam em todas as esferas da existência
e, desejando felicidade e vitória, a todos os nossos amigos que se movimentam, no mundo,
sob o peso da fortuna transitória, com difíceis problemas a resolver, anotemos com
imparcialidade como empregamos, dia a dia, os créditos do tempo e os tesouros da vida,
para que venhamos a saber com segurança o que estamos fazendo realmente de nós.

(Reformador, fev. 1963, p. 32)

Avareza
Fujamos à retenção de qualquer possibilidade sem espírito de serviço.

Avareza não consiste apenas em amealhar o dinheiro nos cofres da mesquinhez.


As próprias águas benfeitoras da natureza, quando encarceradas sem preocupação
de benefício, costumam formar zonas infecciosas. Quem vive à cata de compensações,
englobando-as ao redor de si, não passa igualmente de avaro infeliz.

Toda avareza é centralização doentia, preparando metas de sofrimento.

Não basta saber pedir, nem basta a habilidade e a eficiência em conquistar. É preciso
adquirir no clima do Cristo, espalhando os benefícios da posse temporária, para que a
própria existência não constitua obstáculo à paz e à alegria dos outros.

Inúmeros homens, atacados pelo vírus da avareza, muito ganharam em fortuna,


autoridade e inteligência, mas apenas conseguiram, ao termo da experiência, a perversão
dos que mais amavam e o ódio dos que lhes eram vizinhos.

Amontoaram vantagens para a própria perda. Arruinaram-se, envenenando,


igualmente, os que lhes partilharam as tarefas no mundo.

Recordemos a palavra do Mestre divino, gravando-a no espírito.

A vida do homem não consiste na abundância daquilo que possui, mas na


abundância dos benefícios que esparge e semeia, atendendo aos desígnios do supremo
Senhor.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 52)

35 Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “Fundo de serviço”, com pequenas alterações.
36Texto publicado em Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 43, com pequenas
alterações.
Mas disse-lhe Deus: insensato! Nesta noite, requisitam a tua alma de
ti; e o que preparastes para quem será?
Lucas 12:20

Posses terrestres 37

Do ponto de vista da posse, de que disporá, o homem, que realmente lhe pertença?

O corpo é uma bênção que lhe foi concedida pelos pais, em nome do amor eterno que
rege a vida.

A família é uma equipe de corações afins e menos afins, em que ele estagia.

Os laços afetivos em que se motiva para trabalhar e viver podem ser mudados ou
subtraídos, a qualquer tempo.

O nome é uma doação do registro civil que o arrola nos acervos da estatística para
definir-lhe o nascimento e a situação.

As potências mentais e os recursos físicos que se lhe erigem por instrumentos sutis
de manifestação, muita vez são suscetíveis de sofrer temporárias cassações, dentro dos
princípios de causa e efeito.

O prestígio social é um movimento digno, mas claramente mutável, entretecido pelas


opiniões de amigos e adversários.

O conhecimento intelectual é um quadro de afirmações provisórias, no edifício da


evolução, de que ele compartilha sem ser o responsável.

A fortuna material é um empréstimo dos Poderes superiores, que, não raro, lhe
escapa ao controle, quando menos espera.

Tudo o que a criatura humana possui é tão somente obséquio, concessão, favor ou
benefício da Providência divina ou da Bondade humana.

Todos temos efetivamente de nós unicamente a nossa própria alma, e, já que somos
usufrutuários de todos os bens da vida, estejamos constantemente prevenidos para dar
conta de nós próprios, ante as Leis do Destino, no tocante a uso e proveito, rendimento e
administração.

(Brasil espírita, out. 1971, p. 3)


Lucros
Em todos os agrupamentos humanos, palpita a preocupação de ganhar. O espírito de
lucro alcança os setores mais singelos. Meninos, mal saídos da primeira infância, mostram-
se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa. A atualidade conta com mães
numerosas que abandonam seu lar a desconhecidos, durante muitas horas do dia, a fim de
experimentarem a mina lucrativa. Nesse sentido, a maioria das criaturas converte a
marcha evolutiva em corrida inquietante.

Por trás do sepulcro, ponto de chegada de todos os que saíram do berço, a verdade
aguarda o homem e interroga:

— Que trouxeste?

O infeliz responderá que reuniu vantagens materiais, que se esforçou por assegurar
a posição tranquila de si mesmo e dos seus.

Examinada, porém, a bagagem, verifica-se, quase sempre, que as vitórias são


derrotas fragorosas. Não constituem valores da alma, nem trazem o selo dos bens eternos.

Atingida semelhante equação, o viajor olha para trás e sente frio. Prende-se, de
maneira inexplicável, aos resultados de tudo o que amontoou na crosta da Terra. A
consciência inquieta enche-se de nuvens e a voz do Evangelho soa-lhe aos ouvidos: Pobre
de ti, porque teus lucros foram perdas desastrosas! “E o que tens ajuntado, para quem
será?”.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 56)

Supercultura e calamidades morais 38

Não basta ajuntar valores materiais para a garantia da felicidade.

A supercultura consegue atualmente na Terra feitos prodigiosos, em todos os reinos


da natureza física, desde o controle das forças atômicas às realizações da astronáutica. No
entanto, entre os povos mais adiantados do Planeta, avançam duas calamidades morais do
materialismo, corrompendo-lhes as forças: o suicídio e a loucura, ou, mais propriamente, a
angústia e a obsessão.

É que o homem não se aprovisiona de reservas espirituais à custa de máquinas. Para


suportar os atritos necessários à evolução e aos conflitos resultantes da luta regenerativa,
precisa alimentar-se com recursos da alma e apoiar-se neles.
Nesse sentido, vale recordar o sensato comentário de Allan Kardec, no item 14, do
capítulo V, de “O evangelho segundo o espiritismo”, sob a epígrafe “O Suicídio e a Loucura”:

“A calma e a resignação hauridas na maneira de considerar a vida terrestre e da


confiança no futuro dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a
loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se devem à
comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora,
se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as
considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as
decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que
essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os
quais, se não fora isso, o conturbariam.”

Espíritas, amigos! atendamos à caridade que suprime a penúria do corpo, mas não
menosprezemos o socorro às necessidades da alma! Divulguemos a luz da Doutrina
Espírita! Auxiliemos o próximo a discernir e pensar.

(Entre irmãos de outras terras. FEB Editora. Cap. 12)

Caso grave
Dentre os nossos companheiros de experiência humana, aquele:

Que apenas enxerga as suas necessidades, sem consideração para com as


necessidades de seus vizinhos;

Que jamais se afastou da casa farta, nem mesmo por momentos, para levar um pão à
choupana que a penúria vigia;

Que nunca se lembrou de oferecer migalha dos recursos que lhe são próprios, nas
obras da solidariedade;

Que vê exclusivamente as exigências dos próprios filhos, laureando-os de abastança


e carinho sem tentar, nem mesmo ao de leve, minorar o suplício das crianças
abandonadas;

Que se iluminou com o facho da ciência e se trancafiou em bibliotecas valiosas, sem


estender a mais ligeira réstia de luz aos ignorantes;

Que se enriqueceu de tributos afetivos no lar tranquilo, sem acender, em tempo


algum, o menor raio de esperança ou de alegria para a viuvez em desamparo;
Que unicamente sabe desfrutar vantagens pessoais, sem alongar braço amigo na
direção dos que anseiam por singela oportunidade das muitas oportunidades de elevação
e progresso que lhe favorecem a vida;

Que vai, existência afora, no carro da saúde física, cerrando os ouvidos para não
escutar o choro e a súplica dos doentes que lhe rogam proteção e consolo;

É, de todos os irmãos prejudicados pelo egoísmo, um caso dos mais graves e dos que
mais carecem de piedade, com direito a ser internado com urgência em nosso pronto-
socorro da oração.

(Ceifa de luz. FEB Editora. Cap. 46)

Que pedes? 39

Que pedes à vida, amigo?

Os ambiciosos reclamam reservas de milhões.

Os egoístas exigem todas as satisfações para si somente.

Os arbitrários solicitam atenção exclusiva aos caprichos que lhes são próprios.

Os vaidosos reclamam louvores.

Os invejosos exigem compensações que lhes não cabem.

Os despeitados solicitam considerações indébitas.

Os ociosos pedem prosperidade sem esforço.

Os tolos reclamam divertimentos sem preocupação de serviço.

Os revoltados reclamam direitos sem deveres.

Os extravagantes exigem saúde sem cuidados.

Os impacientes aguardam realizações sem bases.

Os insaciáveis pedem todos os bens, olvidando as necessidades dos outros.

Essencialmente considerando, porém, tudo isto é verdadeira loucura, tudo fantasia


do coração que se atirou exclusivamente à posse efêmera das coisas mutáveis.

Vigia, assim, cautelosamente, o plano de teus desejos.

Que pedes à vida?


Não te esqueças de que, talvez nesta noite, pedirá o Senhor a tua alma.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 35)

37 Texto publicado em Alvorada do reino. Ed. IDEAL. Cap. “Posses terrestres”, com alterações.
38Texto publicado em Ceifa de luz. FEB Editora. Cap. 37. Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “Esta noite!...”,
com pequenas alterações.
39 Texto publicado em Nosso livro. Ed. LAKE. Cap. “Que pedes?”, com pequenas alterações.
Assim [é] o que entesoura para si mesmo, mas não está
enriquecendo para Deus.
Lucas 12:21

Assim será
Guardarás inúmeros títulos de posse sobre as utilidades terrestres, mas se não és
senhor de tua própria alma, todo o teu patrimônio não passará de simples introdução à
loucura.

Multiplicarás, em torno de teus pés, maravilhosos jardins da alegria juvenil,


entretanto, se não adquirires o conhecimento superior para o roteiro de amanhã, a tua
mocidade será a véspera ruidosa da verdadeira velhice.

Cobrirás com medalhas honoríficas o teu peito, aumentando a série dos admiradores
que te aplaudem, mas, se a luz da reta consciência não te banha o coração, assemelhar-te-
ás a um cofre de trevas, enfeitado por fora e vazio por dentro.

Amontoarás riquezas e apetrechos de conforto para a tua casa terrena, imprimindo-


lhe perfil dominante e revestindo-a de esplendores artísticos, contudo, se não possuíres na
intimidade do lar a harmonia que sustenta a felicidade de viver, o teu domicílio será tão
somente um mausoléu adornado.

Empilharás moedas de ouro e prata, à sombra das quais falarás com autoridade e
influência aos ouvidos do próximo, todavia, se os teus haveres não se dilatam, em forma de
socorro e trabalho, estímulo e educação, em favor dos semelhantes, és apenas um viajor
descuidado, no rumo de pavorosas desilusões.

Crescerás horizontalmente, conquistarás o poder e a fama, reverenciar-te-ão a


presença física na Terra, mas, se não trouxeres contigo os valores do bem, ombrearás com
os infelizes, em marcha imprevidente para as ruínas do desencanto.

Assim será “todo aquele que ajunta tesouros para si, sem ser rico para com Deus”.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 120)


Portanto, se não podeis o mínimo, por que vos inquietais a respeito
do restante?
Lucas 12:26

Coisas mínimas 40

Pouca gente conhece a importância da boa execução das coisas mínimas.

Há homens que, com falsa superioridade, zombam das tarefas humildes, como se não
fossem imprescindíveis ao êxito dos trabalhos de maior envergadura. Um sábio não pode
esquecer-se de que, um dia, necessitou aprender com as letras simples do alfabeto.

Além disso, nenhuma obra é perfeita se as particularidades não foram devidamente


consideradas e compreendidas.

De modo geral, o homem está sempre fascinado pelas situações de grande evidência,
pelos destinos dramáticos e empolgantes.

Destacar-se, entretanto, exige muitos cuidados. Os espinhos também se destacam, as


pedras salientam-se na estrada comum.

Convém, desse modo, atender às coisas mínimas da senda que Deus nos reservou,
para que a nossa ação se fixe com real proveito à vida.

A sinfonia estará perturbada se faltou uma nota, o poema é obscuro quando se omite
um verso.

Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas, pois são parte integrante e inalienável
dos grandes feitos. Compreendendo a importância disso, o Mestre nos interroga no
Evangelho de Lucas: “Pois se nem podeis ainda fazer as coisas mínimas, por que estais
ansiosos pelas outras?”.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 31)

40Texto publicado em Luz no caminho. Ed. Cultura Espírita União. Cap. “Coisas mínimas”, com pequenas
alterações.
Pois onde está o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.
Lucas 12:34

O tesouro maior
No mundo, os templos da fé religiosa, desde que consagrados à Divindade do Pai, são
departamentos da casa infinita de Deus, onde Jesus ministra os seus bens aos corações da
Terra, independentemente da escola de crença a que se filiam.

A essas subdivisões do eterno santuário comparecem os tutelados do Cristo, em seus


diferentes graus de compreensão. Cada qual, instintivamente, revela ao Senhor onde
coloca seu tesouro.

Muitas vezes, por isso mesmo, nos recintos diversos de sua casa, Jesus recebe, sem
resposta, as súplicas de inúmeros crentes de mentalidade infantil, contraditórias ou
contraproducentes.

O egoísta fala de seu tesouro, exaltando as posses precárias; o avarento refere-se a


mesquinhas preocupações; o gozador demonstra apetites insaciáveis; o fanático repete
pedidos loucos.

Cada qual apresenta seu capricho ferido como a dor maior.

Cristo ouve-lhes as solicitações e espera a oportunidade de dar-lhes a conhecer o


tesouro imperecível. Ouve em silêncio, porque a erva tenra pede tempo destinado ao
processo evolutivo e espera, confiante, porquanto não prescinde da colaboração dos
discípulos resolutos e sinceros para a extensão do divino apostolado. No momento
adequado, surgem esses, ao seu influxo sublime, e a paisagem dos templos se modifica.
Não são apenas crentes que comparecem para a rogativa, são trabalhadores decididos que
chegam para o trabalho. Cheios de coragem, dispostos a morrer para que outros alcancem
a vida, exemplificam a renúncia e o desinteresse, revelam a vontade do Pai em si próprios
e, com isso, ampliam no mundo a compreensão do tesouro maior, sintetizado na conquista
da luz eterna e do amor universal, que já lhes enriquece o espírito engrandecido.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 64)

Pensamento e forma 41

O sentimento inspira.
O pensamento plasma.

A palavra orienta.

O ato realiza.

Figuremos, assim, a ideia como sendo a fonte, nascida no manancial do coração e


traçando a si mesma o curso que lhe é próprio.

O pensamento vibra, desse modo, no alicerce de todas as formas e de todas


experiências da vida.

Pensando, o arquiteto imagina o edifício a elevar-se do solo, o técnico cria a máquina


que diminui o esforço braçal do homem, o escultor arranca ao mármore os primores da
estatuária e o artista compõe sublimadas formações da beleza, endereçando apelos à
ciência e à virtude.

E é também pensando que o usurário levanta para si mesmo o inferno da posse


insaciável, que o viciado gera as fantasias monstruosas que o conduzem à delinquência,
que o criminoso se arroja aos abismos da perversidade, nos quais se afogará em desilusão,
e que o preguiçoso coagula para si mesmo os venenos da inércia.

Em razão disso, depois da morte do corpo, mais intensivamente vive a alma nas
criações a que se afeiçoa.

Isso não quer dizer que haja retrocesso na marcha evolutiva do Espírito, mas
estagnação do ser nas formas infelizes em que se compraz, pelo seu próprio pensamento
desgovernado e delituoso.

Com isso, desejamos igualmente dizer que todos influenciamos e somos


influenciados.

Agimos e reagimos.

E se os missionários do bem recebem dos planos superiores a força que lhes


enriquece as ações para a vitória da luz, os tarefeiros do mal recolhem dos planos
inferiores as sugestões que lhes infelicitam a senda, inclinando-os aos resvaladouros da
treva.

Assim, pois, recordemos o magnetismo desvairado das inteligências que se


transviam nas sombras e compreenderemos a loucura temporária que ele pode trazer às
almas que o provocam.
— “Viverá o homem onde situe o coração” — diz-nos o Evangelho e podemos
acrescentar, sem trair o ensinamento do Senhor, que onde colocarmos o pensamento –
força viva de nosso coração — aí manifestará, como é justo, a forma de nossa vida.

(Reformador, mar. 1957, p. 58)

41Texto publicado em Semeador em tempos novos. Ed. GEEM. Cap. “Pensamento e forma”, com pequenas
alterações. Assim vencerás. Ed. IDEAL. Cap. 33, com pequenas alterações.
Aquele, porém, que não soube e fez [coisas] dignas de açoite, será
açoitado poucas [vezes]. A todo aquele que muito foi dado, muito lhe
será requerido; e ao que muito foi confiado, ainda mais lhe será
pedido.
Lucas 12:48

Para e pensa
Se a perturbação, por ventania gritante, ruge à porta, não te entregues aos
pensamentos desordenados que aflições e temores te sugiram à alma.

Para e pensa.

Escorregaste no erro e experimentas a inquietação decorrente da falta cometida,


como se te imobilizasses na vertigem permanente da queda...

Aceitaste o alvitre de ilusões ardilosas e tomaste caminho inverso, reconhecendo-te


na condição de alguém, cujo veículo dispara em declive ameaçador, no rumo do abismo...

Superestimaste as próprias forças e assumiste compromissos, acima da própria


capacidade, lembrando um discípulo injustamente aguilhoado num teste de competência,
para o qual se encontra ainda imaturo...

Viste companheiros queridos internados em labirintos de sombra, assestando


baterias contra a lógica, a te depreciarem o culto à sinceridade e trazes, por isso, o coração
arpoado por doloroso desencanto...

Sofreste perdas consideráveis e guardas o espírito, à feição de barco à matroca...

Distorceste o raciocínio, sob o efeito de palavras loucas, desfechadas no ambiente em


que vives e cambaleias, qual se tivesses o ânimo ferreteado por dardos de fogo e fel...

Recorda, porém, que pacificação e reajuste são recursos de retorno à tranquilidade e


à estrada certa.

Entretanto, recuperação e paz em nós reclamam reconhecimento de dever a


cumprir.

A vista disso, se desatinos dessa ou daquela procedência te visitam a alma, entra em


ti mesmo e acende a luz da prece, reexaminando atitudes e reconsiderando problemas,
entendendo que a renovação somente será verdadeira renovação para o bem, não à custa
de compressões exteriores, mas se projetarmos ao tear da vida o fio do próprio
pensamento, intimamente reajustado e emendado por nós.

(Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 57)

Responsabilidade 42

Quase sempre, registrando a afirmativa do Senhor — “muito se pedirá a quem muito


recebeu” —, automaticamente nos recordamos daquelas criaturas a quem devemos apreço
pela eminência a que foram guindadas nas telas de nosso tempo e de nossa vida.

E lembramos os grandes mordomos da economia amoedada, os vultos distintos da


Religião, os destacados criadores do pensamento literário, os cientistas de prol e
personalidades outras de nosso convívio que transcenderam por seu trabalho a craveira
comum.

E delas exigindo maiores somas de renunciação pessoal em nosso proveito,


esquecemo-nos da quota de recursos do espírito que nos foi adjudicada para que também
nos ergamos de nível no campo da experiência.

É imperioso saber que a responsabilidade não pode centralizar-se de maneira


absoluta em alguém, sob pena de sufocarmos o progresso em seu impulso divino.

À feição da escola em que a instrução crescente é patrimônio de aprendizes e


educadores e à maneira da oficina em que o trabalho é riqueza de dirigentes e dirigidos, no
terreno das conquistas morais, é preciso não esquecer que todos somos chamados à obra
em conjunto, na qual somos todos devedores à felicidade geral, no esforço que
corresponda aos valores que recebemos.

Assim, pois, ante a palavra do Cristo, não te fixes apenas no “muito” que os outros
entesouraram, mas lembra, acima de tudo, os talentos que guardas por tua vez, à espera de
tua própria consagração ao bem, para que possas responder, sem corar, no balanço das
horas, quando se pedirá de ti contas justas das bênçãos de segurança e conhecimento que
acumulas contigo, com a obrigação de fazê-las frutificar na esfera do serviço e no campo do
rendimento.

(Reformador, jul. 1960, p. 150)

42 Texto publicado em Cura. Ed. GEEM. Cap. “Responsabilidade”, com pequenas alterações.
Vim lançar fogo sobre a terra [...].
Lucas 12:49

Ante o sol eterno 43

“Vim trazer fogo à Terra” — disse-nos o Senhor.

Semelhantes palavras do divino Mestre podem induzir o discípulo invigilante aos


mais estranhos pensamentos.

É preciso, porém, exumar o espírito da letra, na alimentação de nossas almas, tanto


quanto, no fruto, para o serviço da refeição, liberamos a polpa do envoltório que a
constringe.

Jesus não se propunha ombrear com o petroleiro comum, intérprete da indisciplina e


do desespero.

Cristo trazia-nos calor ao espírito enregelado na indiferença e no vício de séculos


incessantes...

Chama viva para extinguir as trevas de nosso passado obscuro e delituoso, lume para
clarear a senda que nos cabe trilhar nos sacrifícios do presente, a caminho do grande
porvir que a vida nos reserva...

Flama de brio restaurador com que nos cabe atender aos compromissos esposados
no esforço regenerativo e braseiro rubro de responsabilidade, que, situado no campo de
nossa consciência, impeça a germinação ou o crescimento do joio venenoso da crueldade e
do ódio...

Labareda de fé renovadora, suscetível de purificar-nos o sentimento e soerguê-lo à


prática da caridade genuína, e pira ardente de amor que nos aprume a alma arrojada ao pó
de velhas desilusões, a fim de que possamos penetrar, como filhos de Deus, o santuário de
nossa sublimação para a divina imortalidade...

Se ouviste, pois, a palavra de Jesus, decerto conduzes contigo não mais o frio do
desânimo ou a paralisia da ociosidade e da queixa, porque terás inflamado o próprio
coração, ao sol glorioso da compreensão e do trabalho incessantes, única força capaz de
levantar-nos, enfim, do antigo vale da negação e da morte.

(Reformador, jan. 1958, p. 23)


43 Texto publicado em Escrínio de luz. Ed. O Clarim. Cap. “Ante o sol eterno”.
Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que
muitos buscarão entrar e não serão capazes.
Lucas 13:24

A senda estreita
Não te aconselhes com a facilidade humana para a solução dos problemas que te
inquietam a alma.

Realização pede trabalho.

Vitória exige luta.

Muitos jornadeiam no mundo na larga avenida dos prazeres efêmeros e esbarram no


cipoal do tédio ou da intemperança, quando não sucumbem sob as farpas do crime.

Muitos preferem a estrada agradável dos caprichos pessoais atendidos e caem,


desavisados, nos fojos de tenebrosos enganos, quando não se despenham nos precipícios
de tardio arrependimento.

Seja qual for a experiência em que te situas, na Terra, lembra-te de que ninguém
recebe um berço entre os homens para acomodar-se com a inércia, no desprezo
deliberado às leis que regem a vida.

Nosso dever é a nossa escola.

Por isso mesmo, a senda estreita a que se refere Jesus é a fidelidade que nos cabe
manter limpa e constante, no culto às obrigações assumidas diante do Bem eterno.

Para sustentá-la, é imprescindível sacrificar no santuário do coração tudo aquilo que


constitua bagagem de sombra no campo de nossas aspirações e desejos.

Adaptarmo-nos à disciplina do próprio espírito na garantia da felicidade geral é


estabelecer em nós próprios o caminho para o Céu que almejamos.

Não te detenhas no círculo das vantagens que se apagam em fulguração passageira,


de vez que a ociosidade compra, em desfavor de si mesma, as chagas da penúria e as trevas
da ignorância.

Porfia na renúncia que eleva e edifica, enobrece e ilumina.

Não desdenhes a provação e o trabalho, a abnegação e o suor.


E, em todas as circunstâncias, recorda sempre que a “porta larga” é a paixão
desregrada do “eu” e a “porta estreita” é sempre o amor intraduzível e incomensurável de
Deus.

(Ceifa de luz. FEB Editora. Cap. 12)

Porta estreita
Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na “porta estreita” a
sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.

Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que


redime. Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e
não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a
elevará nos caminhos infinitos da vida.

Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e


aperfeiçoamento.

Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as


“portas largas” por onde transitam as multidões.

Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.

Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal.

Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.

E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar


de útil, menosprezando os compromissos assumidos.

Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes


requisita o corpo às transformações da morte.

“Ah! se fosse possível voltar!...” — pensam todos.

Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem
a humildade, a paciência e a fé!... Com que transporte de júbilo se devotariam então à
felicidade dos outros!...

Mas... é tarde. Rogaram a “porta estreita” e receberam-na, entretanto, recuaram no


instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas “portas largas”, volvem
a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.
(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 20)

A porta estreita
Aceitemos a dificuldade por mestra amorável, se esperamos que a vida nos entregue
os seus tesouros.

Sem a porta estreita do obstáculo, não conseguiríamos medir a nossa capacidade de


trabalho ou ajuizar quanto à nossa fé.

As lições do próprio suor são as mais preciosas.

Os ensinamentos hauridos na própria renúncia são aqueles que se nos estampam na


alma, no campo evolutivo.

Ouvimos mil conselhos edificantes e sorrimos, ante o fracasso iminente.

Basta, porém, por vezes, uma pequena dor para que se nos consolide a cautela à
frente do perigo.

Com discernimento louvável, improvisamos prodigiosos facilitários de felicidade


para os outros, indicando-lhes o melhor caminho para a vitória no bem ou para a
comunhão com Deus, entretanto, à primeira alfinetada do caminho sobre nossas
esperanças mais caras, habitualmente, nos desmandamos à distância do equilíbrio justo,
espalhando golpes e lágrimas, exigências e sombras.

Saibamos, no entanto, respeitar na “porta estreita” que o mundo nos impõe o


socorro da Vida maior, a fim de que possamos reconsiderar a própria marcha.

Por vezes, ela é a enfermidade que nos auxilia a preservar as vantagens da saúde; em
muitas fases de nossa luta, é a incompreensão alheia, que nos compele ao reajuste
necessário; em muitos passos da senda, é a prova que nos segrega no isolamento,
impelindo-nos a seguir, pela escada miraculosa da prece, da Terra para os Céus...

Por vezes, é o abandono de afeições muito amadas a impulsionar-nos para os braços


de Cristo; em variadas circunstâncias, é o desencanto ante a enganosa satisfação de nossos
desejos na experiência física, inspirando-nos ideais mais altos e, em alguns casos, é a
visitação da morte que nos obriga a refletir na imortalidade triunfante...

Por onde fores, cada dia, agradece a dificuldade que nos melhore e nos eleve à
grande renovação.

Jesus não escolheu a larga avenida do menor esforço.


Da Manjedoura ao Calvário, movimentou-se entre os obstáculos que se
transfiguraram para Ele em degraus para a volta ao Pai celestial e, aceitando na cruz a sua
maior mensagem de amor à humanidade de todos os séculos, legou-nos, com exemplo
vivo, a porta estreita do sacrifício como sendo o nosso mais belo caminho de paz e
libertação.

(Abrigo. Ed. IDE. Cap. 12)


Então, começareis a dizer: comemos e bebemos diante de ti, e
ensinaste em nossas ruas.
Lucas 13:26

Comer e beber
O versículo de Lucas, aqui anotado, refere-se ao pai de família que cerrou a porta aos
filhos ingratos.

O quadro reflete a situação dos religiosos de todos os matizes que apenas falaram,
em demasia, reportando-se ao nome de Jesus. No dia da análise minuciosa, quando a morte
abre, de novo, a porta espiritual, eis que dirão haver “comido e bebido” na presença do
Mestre, cujos ensinamentos conheceram e disseminaram nas ruas.

Comeram e beberam apenas. Aproveitaram-se dos recursos egoisticamente.


Comeram e acreditaram com a fé intelectual. Beberam e transmitiram o que haviam
aprendido de outrem. Assimilar a lição na existência própria não lhes interessava à mente
inconstante.

Conheceram o Mestre, é verdade, mas não o revelaram em seus corações. Também


Jesus conhecia Deus; no entanto, não se limitou a afirmar a realidade dessas relações.
Viveu o amor ao Pai, junto dos homens. Ensinando a verdade, entregou-se à redenção
humana, sem cogitar de recompensa. Entendeu as criaturas antes que essas o
entendessem, concedeu-nos supremo favor com a sua vinda, deu-se em holocausto para
que aprendêssemos a ciência do bem.

Não bastará crer intelectualmente em Jesus. É necessário aplicá-lo a nós próprios.

O homem deve cultivar a meditação no círculo dos problemas que o preocupam cada
dia. Os irracionais também comem e bebem. Contudo, os filhos das nações nascem na
Terra para uma vida mais alta.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 34)


Todavia, é necessário caminhar hoje, amanhã e no [dia] seguinte
[...].
Lucas 13:33

A marcha
Importa seguir sempre em busca da edificação espiritual definitiva. Indispensável
caminhar, vencendo obstáculos e sombras, transformando todas as dores e dificuldades
em degraus de ascensão.

Traçando o seu programa, referia-se Jesus à marcha na direção de Jerusalém, onde o


esperava a derradeira glorificação pelo martírio. Podemos aplicar, porém, o ensinamento
às nossas experiências incessantes no roteiro da Jerusalém de nossos testemunhos
redentores.

É imprescindível, todavia, esclarecer a característica dessa jornada para a aquisição


dos bens eternos.

Acreditam muitos que caminhar é invadir as situações de evidência no mundo,


conquistando posições de destaque transitório ou trazendo as mais vastas expressões
financeiras ao círculo pessoal.

Entretanto, não é isso.

Nesse particular, os chamados “homens de rotina” talvez detenham maiores


probabilidades a seu favor.

A personalidade dominante, em situações efêmeras, tem a marcha inçada de perigos,


de responsabilidades complexas, de ameaças atrozes. A sensação de altura aumenta a
sensação de queda.

É preciso caminhar sempre, mas a jornada compete ao Espírito eterno, no terreno


das conquistas interiores.

Muitas vezes, certas criaturas que se presumem nos mais altos pontos da viagem,
para a Sabedoria divina se encontram apenas paralisadas na contemplação de fogos-
fátuos.

Que ninguém se engane nas estações de falso repouso.


Importa trabalhar, conhecer-se, iluminar-se e atender ao Cristo diariamente. Para
fixarmos semelhante lição em nós, temos nascido na Terra, partilhando-lhe as lutas,
gastando-lhe os corpos e nela tornaremos a renascer.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 20)

Caminhar adiante
Destacamos do texto do evangelista Lucas esta recomendação do Senhor, para
entendermos a importância da continuidade na execução dos deveres que nos cabem na
sementeira do bem.

Muitos companheiros começam no serviço do Evangelho, mas depois de alguns dias


alegam obstáculos para se imobilizarem através de compromissos com atividades sem
proveito; outros se acreditam diminuídos ante os pontos de vista de amigos e param à
margem da estrada a fim de se acomodarem com a queixa descabida.

Entretanto, a palavra do divino Mestre é demasiado límpida para que nos


enganemos.

É necessário agir na extensão da luz e na sustentação das boas obras, tanto quanto se
nos faça possível.

Não percas tempo com ilusões e queixumes.

Esquece males, sombras, enganos e ofensas e, agindo para o bem, caminha para a
frente.

(Escultores de almas. Ed. Cultura Espírita União. Cap. “Caminhar adiante”)


Mas quando fores convidado, vai e reclina-te no último lugar [...].
Lucas 14:10

Convite ao bem
Em todas as épocas, o bem constitui a fonte divina, suscetível de fornecer-nos
valores imortais.

O homem de reflexão terá observado que todo o período infantil é conjunto de


apelos ao sublime manancial.

O convite sagrado é repetido, anos a fio. Vem por intermédio dos amorosos pais
humanos, dos mentores escolares, da leitura salutar, do sentimento religioso, dos amigos
comuns.

Entretanto, raras inteligências atingem a juventude, de atenção fixa no chamamento


elevado. Quase toda gente ouve as requisições da natureza inferior, olvidando deveres
preciosos.

Os apelos, todavia, continuam...

Aqui, é um livro amigo, revelando a verdade em silêncio; ali, é um companheiro


generoso que insiste em favor das realidades luminosas da vida...

A rebeldia, porém, ainda mesmo em plena madureza do homem, costuma rir


inconscientemente, passando, todavia, em marcha compulsória, na direção dos
desencantos naturais, que lhe impõem mais equilibrados pensamentos.

No Evangelho de Jesus, o convite ao bem reveste-se de claridades eternas.


Atendendo-o, poderemos seguir ao encontro de nosso Pai, sem hesitações.

Se o clarim cristão já te alcançou os ouvidos, aceita-lhe as clarinadas sem vacilar.

Não esperes pelo aguilhão da necessidade.

Sob a tormenta, é cada vez mais difícil a visão do porto.

A maioria dos nossos irmãos na Terra caminha para Deus, sob o ultimato das dores,
mas não aguardes pelo açoite de sombras, quando podes seguir calmamente pelas
estradas claras do amor.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 39)


Boas maneiras
O Mestre, nesta passagem, proporciona inolvidável ensinamento de boas maneiras.

Certo, a sentença revela conteúdo altamente simbólico, relativamente ao banquete


paternal da Bondade divina; todavia, convém deslocarmos o conceito a fim de aplicá-lo
igualmente ao mecanismo da vida comum.

A recomendação do Salvador presta-se a todas as situações em que nos vejamos


convocados a examinar algo de novo, junto aos semelhantes. Alguém que penetre uma
casa ou participe de uma reunião pela primeira vez, timbrando demonstrar que tudo sabe
ou que é superior ao ambiente em que se encontra, torna-se intolerável aos circunstantes.

Ainda que se trate de agrupamento enganado em suas finalidades ou intenções, não


é razoável que o homem esclarecido, aí ingressando pela vez primeira, se faça doutrinador
austero e exigente, porquanto, para a tarefa de retificar ou reconduzir almas, é
indispensável que o trabalhador fiel ao bem inicie o esforço, indo ao encontro dos corações
pelos laços da fraternidade legítima. Somente assim conseguirá alijar a imperfeição
eficazmente, eliminando uma parcela de sombra, cada dia, por meio do serviço constante.

Sabemos que Jesus foi o grande reformador do mundo, entretanto, corrigindo e


amando, asseverava que viera ao caminho dos homens para cumprir a Lei.

Não assaltes os lugares de evidência por onde passares. E, quando te detiveres com
os nossos irmãos em alguma parte, não os ofusques com a exposição de quanto já tenhas
conquistado nos domínios do amor e da sabedoria. Se te encontras decidido a cooperar
pelo bem dos outros, apaga-te, de algum modo, a fim de que o próximo te possa
compreender. Impondo normas ou exibindo poder, nada conseguirás senão estabelecer
mais fortes perturbações.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 43)


[...] e aquele que diminui a si mesmo será exaltado.
Lucas 14:11

Ninguém é inútil 44

Não aguardes aparente grandeza para ser útil.

Missão quer dizer incumbência.

E ninguém existe aos ventos do acaso.

Buscando entender os mandatos de trabalho que nos competem, estudemos, de leve,


algumas lições de coisas da natureza.

A usina poderosa ilumina qualquer lugar, à longa distância; contudo, para isso, não
age por si só.

Usa transformadores de um circuito a outro, alterando, em geral, a tensão e a


intensidade da corrente.

Os transformadores requisitam fios de condução.

Os fios recorrem à tomada de força.

Isso, porém, ainda não resolve.

Para que a luz se faça, é indispensável a presença da lâmpada, que se forma de


componentes diversos.

O rio, de muito longe, fornece água limpa à atividade caseira, mas não se projeta,
desordenado, a serviço das criaturas.

Cede os próprios recursos à rede de encanamento.

A rede pede tubos de formação variada.

Os tubos exigem a torneira de controle.

Isso, porém, ainda não é tudo.

Para que o líquido se mostre purificado, requere-se o concurso do filtro.

O avião transporta o homem, de um lado a outro da Terra, mas não é um gigante


autossuficiente.

A fim de elevar-se, precisa combustível.


O combustível solicita motores que o aproveitem.

Os motores reclamam os elementos de que se constituem.

Isso, porém, ainda não chega.

Para que a máquina voadora satisfaça aos próprios fins, é imprescindível se lhe
construa adequado campo de pouso.

No dicionário das leis divinas, as nossas tarefas têm o sinônimo de dever.

Atendamos à obrigação para que fomos chamados no clima do bem.

Não te digas inútil, nem te asseveres incompetente.

Para cumprir a missão que nos cabe, não são necessários um cargo diretivo, uma
tribuna brilhante, um nome preclaro ou uma fortuna de milhões. Basta estimemos a
disciplina no lugar que nos é próprio, com o prazer de servir.

(Reformador, set. 1962, p. 208)

44Texto publicado em Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 16, com pequenas
alterações.
[...] Quando preparares um almoço ou uma ceia, não chames os teus
amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos
ricos, para não [suceder que] também te convidem de volta e sejas
recompensado.
Lucas 14:12

Eles, antes 45

“Quando derdes um festim, disse Jesus, não convideis para ele os vossos amigos, mas
os pobres e os estropiados.”

Decerto que o divino Orientador não estabelecia a desistência das relações


fraternais, nem o abandono do culto às afinidades do coração. Considerando, porém, a
humanidade por família única, induzia-nos a observar os irmãos menos felizes, na
categoria de credores principais de nossa atenção, à maneira de enfermos queridos, que
esperam no lar a prioridade de assistência por parte daqueles que lhes comungam o
mesmo sangue.

Nas celebrações da alegria, é inútil convocar os entes amados, de vez que todos eles
se encontram automaticamente dentro delas. Recorda os que jornadeiam no mundo, sob
as algemas de austeras privações, e partilha com eles as vantagens que te felicitam a vida.

Se exerces autoridade, é natural te disponhas à sustentação dos companheiros


honestos que te apoiam a luta. Antes deles, no entanto, pensa no amparo que deves a todos
os que padecem aflição e injustiça.

Obtiveste merecimentos sociais elevados, pelos títulos de competência que


granjeaste a preço de trabalho e de estudo, e, com semelhantes valores, é razoável te
empenhes no reconforto, a benefício dos que viajam no carro de tuas facilidades
terrestres. Antes deles, contudo, atende à cooperação em favor dos que jazem cansados
nas provações sem remédio.

Desfrutas extensa possibilidade econômica, na qual é compreensível te devotes a


obsequiar os amigos do teu nível doméstico. Antes deles, todavia, socorre os que
esmorecem de fadiga e penúria, para quem, muitas vezes, a felicidade reside num sorriso
amistoso ou num pedaço de pão.
Amealhaste conhecimento e, nos tesouros culturais que adquiriste, é justo te
aprazas, nos torneios verbais de salão, enriquecendo o cérebro dos ouvintes que te
respiram as normas superiores. Antes deles, porém, divide a luz que te clareia o mundo
mental com os irmãos do caminho, que se debatem, ainda, na noite da ignorância.

Jesus não te pede a deserção dos círculos afetivos.

Ele próprio, certa feita, asseverou aos companheiros de apostolado: “Já não vos
chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; chamo-vos, amigos, porque
vos revelei tudo quanto ouvi de meu Pai”.

Com os amigos, entretanto, consagrou-se primeiramente a aliviar a carga de todos os


sofredores, como a dizer-nos que todos podemos cultivar afeições preciosas que nos
alentem as energias, mas à frente dos que choram, nos transes de dolorosas necessidades,
é preciso adotar a legenda — “eles, antes”.

(Reformador, mar. 1963, p. 64)

45Texto publicado em Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 35, com pequenas
alterações.
Mas, quando preparares uma recepção, convida pobres, mutilados,
coxos, cegos.
Lucas 14:13

Na hora da assistência
Nas obras de assistência aos irmãos que nos felicitam com as oportunidades do
serviço fraterno, em nome do Senhor, vale salientar a autoridade amorosa do Cristo que
no-los recomendou.

Ao recebê-los à porta, intentemos ofertar-lhes algumas frases de conforto e bom


ânimo, sem ferir-lhes o coração, ainda mesmo quando não lhes possamos ser úteis.

Visitando-lhes o lar, diligenciemos respirar-lhes o ambiente doméstico,


afetuosamente, reconhecendo-nos, na intimidade da própria família, que nos merece
respeito natural e cooperação espontânea, sem traços de censura.

Em lhes servindo à mesa, fujamos de reprovar-lhes os modos ou expressões,


diferentes dos nossos, calando apontamentos desprimorosos e manifestações de azedume,
o que lhes agravaria a subalternidade e a desventura.

Socorrendo-lhes o corpo enfermo ou dolorido, reflitamos nos seres que nos são
particularmente amados e imaginemos a gratidão de que seríamos possuídos, diante
daqueles que os amparassem nos constrangimentos orgânicos.

Se aceitamos a incumbência de provê-los nas filas organizadas para distribuição de


favores diminutos, preservemos o regulamento estabelecido, com lhaneza e bondade, sem
fomentar impaciência ou tumulto; e, se alguns deles, depois de atendidos, voltarem a nova
solicitação, recordemos os filhos queridos, quando nos pedem repetição do prato, e
procuremos satisfazê-los, dentro das possibilidades em mão, sem desmerecê-los com
qualquer reprimenda.

Na ocasião em que estivermos reunidos, em equipe de trabalho, a fim de supri-los,


estejamos de bom humor, resguardando a disciplina sem intolerância e cultivando a
generosidade sem relaxamento, na convicção de que, usando a gentileza, no veículo da
ordem, é sempre possível situar os tarefeiros do bem, no lugar próprio, sem
desaproveitar-lhes o concurso valioso.
Nós que sabemos acatar com apreço e solicitude a todos os representantes dos
poderes transitórios do mundo e que treinamos boas maneiras para comportamento digno
nos salões aristocráticos da Terra, saibamos também ser afáveis e amigos, junto dos
nossos companheiros em dificuldades maiores.

Eles não são apenas nossos irmãos. São convidados de Cristo, em nossa casa, pelos
quais encontramos ensejo de demonstrar carinho e consideração para com Ele, o divino
Mestre, em pequeninos gestos de amor.

(Livro da esperança. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 36)


E todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro:
comprei um campo e tenho necessidade de sair para vê-lo. Peço-te
que me dês por escusado.
Lucas 14:18

Desculpismo 46

Desculpismo sempre foi a porta de escape dos que abandonam as próprias


obrigações.

Irmãos nossos que tiveram a infelicidade de escorregar na delinquência costumam


justificar-se com vigoroso poder de persuasão, mas isso não lhes exonera a consciência do
resgate preciso.

Companheiros que arruínam o corpo em hábitos viciosos arquitetam largo sistema


de escusas, tentando legitimar as atitudes infelizes que adotam, comovendo a quem os
ouve; entretanto, acabam suportando em si mesmos as consequências das
responsabilidades a que se afeiçoam.

E, ainda agora, quando a Doutrina Espírita revive o Evangelho, concitando os


homens à construção do bem na Terra, surgem às pencas desculpas disfarçando
deserções:

– Estou muito jovem ainda...

– Sou velho demais...

– Assumi compromissos de monta e não posso atender...

– Minhas atribulações são enormes...

– Obrigações de família estão crescendo...

– Os negócios não me permitem qualquer atividade espiritual...

– Empenhei-me a débitos que me afligem...

– Os filhos tomam tempo...

– Problemas são muitos...

Tantas são as evasivas e tão veementes aparecem que os ouvintes mais argutos
terminam convencidos de que se encontram à frente de grandes sofredores ou de criaturas
francamente incapazes, passando até mesmo a sustentá-los na fuga. Os convidados para a
lavoura da luz, no entanto, engodados por si próprios, acordam para a verdade no
momento oportuno e, atados às ruinosas consequências da própria leviandade, não
encontram outra providência restauradora senão a de esperarem por outras
reencarnações.

(Reformador, jan. 1963, p. 2)

46Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 128, com pequenas
alterações.
[...] o senhor da casa disse ao seu servo: sai depressa pelas ruas e
vielas da cidade e trazei para cá os pobres, mutilados, cegos e coxos.
Lucas 14:21

Chamamento divino 47

Muita gente alega incapacidade de colaborar nos serviços do bem, sob a égide do
Cristo, relacionando impedimentos morais.

Há quem se diga errado em excesso; há quem se afirme sob fardos de remorsos e


culpas; há quem se declare portador de graves defeitos, e quem assevere haver sofrido
lamentáveis acidentes da alma...

Entretanto, a palavra de Jesus se dirige a todos, sem qualquer exceção.

Pobres de virtude, aleijados do sentimento, coxos do raciocínio e cegos do


conhecimento superior são chamados à edificação da era nova. Isso porque, em Jesus, tudo
é novo para que a vida se renove.

Espíritos viciados, inibidos, desorientados e ignorantes de ontem, ao toque do


Evangelho, fazem-se hoje cooperadores da grande Causa, esquecendo ilusões, desfazendo
cárceres mentais, suprimindo desequilíbrios e dissipando velhas sombras.

Se a realidade espiritual te busca, ofertando-te serviço no levantamento das boas


obras, não te detenhas, apresentando deformidades e frustrações. No clima da Boa-Nova,
todos nós encontramos recursos de cura e reabilitação, reerguimento e consolo. Para isso,
basta sejamos sinceros, diante da nossa própria necessidade de corrigenda, com o espírito
espontaneamente consagrado ao privilégio de trabalhar e servir.

(Reformador, jan. 1963, p. 2)

47 Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 127.
Quem não carrega a sua própria cruz e vem atrás de mim, não pode
ser meu discípulo.
Lucas 14:27

Discípulos
Os círculos cristãos de todos os matizes permanecem repletos de estudantes que se
classificam no discipulado de Jesus, com inexcedível entusiasmo verbal, como se a ligação
legítima com o Mestre estivesse circunscrita a problema de palavras.

Na realidade, porém, o Evangelho não deixa dúvidas a esse respeito.

A vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesma,


para com a família de corações que se agrupam em seus sentimentos e para com a
humanidade inteira.

E não é tão fácil desempenhar todas essas obrigações com aprovação plena das
diretrizes evangélicas.

Imprescindível se faz eliminar as arestas do próprio temperamento, garantindo o


equilíbrio que nos é particular, contribuir com eficiência em favor de quantos nos cercam
o caminho, dando a cada um o que lhe pertence, e servir à comunidade, de cujo quadro
fazemos parte.

Sem que nos retifiquemos, não corrigiremos o roteiro em que marchamos.

Árvores tortas não projetam imagens irrepreensíveis.

Se buscamos a sublimação com o Cristo, ouçamos os ensinamentos divinos. Para


sermos discípulos dele é necessário nos disponhamos com firmeza a conduzir a cruz de
nossos testemunhos de assimilação do bem, acompanhando-lhe os passos.

Aprendizes existem que levam consigo o madeiro das provas salvadoras, mas não
seguem o Senhor por se confiarem à revolta no endurecimento e na fuga.

Outros aparecem, seguindo o Mestre nas frases benfeitas, mas não carregam a cruz
que lhes toca, abandonando-a à porta de vizinhos e companheiros.

Dever e renovação.

Serviço e aprimoramento.

Ação e progresso.
Responsabilidade e crescimento espiritual.

Aceitação dos impositivos do bem e obediência aos padrões do Senhor.

Somente depois de semelhantes aquisições é que atingiremos a verdadeira


comunhão com o divino Mestre.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 58)

Atitudes essenciais 48

Neste passo do Novo Testamento, encontramos a verdadeira fórmula para o ingresso


ao sublime Discipulado.

“Qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim, não pode ser meu discípulo” —
afirma-nos o Mestre.

Duas atitudes fundamentais recomenda-nos o eterno Benfeitor se nos propomos


desfrutar-lhe a intimidade — tomar a cruz redentora de nossos deveres e seguir-lhe os
passos.

Muitos acreditam receber nos ombros o madeiro das próprias obrigações, mas
fogem ao caminho do Cristo; e muitos pretendem perlustrar o caminho do Cristo, mas
recusam o madeiro das obrigações que lhes cabem.

Os primeiros dizem aceitar o sofrimento, todavia, andam agressivos e desditosos,


espalhando desânimo e azedume por onde passam.

Os segundos creem respirar na senda do Cristo, mas abominam a responsabilidade e


o serviço aos semelhantes, detendo-se no escárnio e na leviandade, embora saibam
interpretar as lições do Evangelho, apregoando-as com arrazoado enternecedor.

Uns se agarram à lamentação e ao aviltamento das horas.

Outros se cristalizam na ironia e na ociosidade, menosprezando os dons da vida.

Não nos esqueçamos, assim, de que é preciso abraçar a cruz das provas
indispensáveis à nossa redenção e burilamento, com amor e alegria, marchando no espaço
e no tempo, com o verdadeiro espírito cristão de trabalho infatigável no bem, se aspiramos
a alcançar a comunhão com o divino Mestre.

Não vale apenas sofrer. É preciso aproveitar o sofrimento.


Nem basta somente crer e mostrar o roteiro da fé. É imprescindível viver cada dia,
segundo a fé salvadora que nos orienta o caminho.

(Reformador, set. 1957, p. 210)

48 Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 18.
Pois qual dentre vós, querendo edificar uma torre, não calcula
primeiro, sentado, a despensa; se tem [os meios] para concluir?
Lucas 14:28

A torre
Constitui objeto de observação singular as circunstâncias do Mestre se referir, à essa
altura dos ensinamentos evangélicos, à uma torre, quando deseja simbolizar o esforço de
elevação espiritual por parte da criatura.

A torre e a casa são construções muito diversas entre si.

A primeira é fortaleza, a segunda é habitação.

A casa proporciona aconchego, a torre dilata a visão.

Um homem de bem, integrado no conhecimento espiritual e praticando-lhe os


princípios sagrados está em sua casa, edificando a torre divina da iluminação, ao mesmo
tempo.

Em regra vulgar, porém, o que se observa no mundo é o número espontâneo de


pessoas que nem cuidaram ainda da construção da casa interior e já falam calorosamente
sobre a torre, de que se acham tão distantes.

Não é fácil o serviço profundo da elevação espiritual, nem é justo apenas pintar
projetos sem intenção séria de edificação própria.

É indispensável refletir nas contas, nos dias ásperos de trabalho, de autodisciplina.

Para atingir o sublime desiderato, o homem precisará gastar o patrimônio das velhas
arbitrariedades e só realizará esses gastos com um desprendimento sincero da vaidade
humana e com excelente disposição para o trabalho da elevação de si mesmo, a fim de
chegar ao término, dignamente.

Queres construir uma torre de luz divina?

É justo. Mas não comeces o esforço, antes de haver edificado a própria casa íntima.

(Alma e luz. Ed. IDE. Cap. 15)


Assim, portanto, todo aquele que dentre vós não renuncia a todos os
seus próprios bens, não pode ser meu discípulo.
Lucas 14:33

Pergunta 66 do livro O consolador


Pergunta: O preceito evangélico: “Assim pois, aquele que dentre vós não renunciar a
tudo o que tem, não pode ser meu discípulo” deve ser interpretado no sentido absoluto?

Resposta: Ainda esse ensino do Mestre deve ser considerado no seu divino
simbolismo.

A fortuna e a autoridade humanas são também caminhos de experiências e provas, e


o homem que as atirasse fora de si, arbitrariamente, procederia com a noção da
irresponsabilidade, desprezando o ensejo do progresso que a Providência divina lhe
colocou nas mãos.

Todos os homens são usufrutuários dos bens divinos, e os convocados ao trabalho de


administração desses bens devem encarar a sua responsabilidade como problema dos
mais sérios da vida.

Renunciando ao egoísmo, ao orgulho, à fraqueza, às expressões de vaidade, o homem


cumprirá a ordenação evangélica, e, sentindo a grandeza de Deus, único dispensador no
patrimônio real da vida, será discípulo do Senhor em qualquer circunstância, por usar as
suas possibilidades materiais e espirituais, sem os característicos envenenados do mundo,
como intérprete sincero dos desígnios divinos para felicidade de todos.

(O consolador. FEB Editora. Pergunta 66)


Não é apropriado nem para a terra nem para esterco; lançam-no
fora. Quem tem ouvidos para ouvir ouça.
Lucas 14:35

Monturo
Segundo deduzimos, Jesus emprestou significação ao monturo.

Terra e lixo, nesta passagem, revestem-se de valor essencial. Com a primeira,


realizaremos a semeadura; com a segunda, é possível fazer a adubação, onde se faça
necessária.

Grande porção de aprendizes, imitando a atitude dos fariseus antigos, foge ao


primeiro encontro com as “zonas estercorárias” do próximo; entretanto, tal se verifica
porque lhes desconhecem as expressões proveitosas.

O Evangelho está cheio de lições nesse setor do conhecimento iluminativo.

Se José da Galileia ou Maria de Nazaré simbolizam terras de virtudes fartas, o mesmo


não sucede aos apóstolos que, a cada passo, necessitam recorrer à fonte das lágrimas que
escorrem do monturo de remorsos e fraquezas, propriamente humanos, a fim de
fertilizarem o terreno empobrecido de seus corações. De quanto adubo dessa natureza
precisaram Madalena e Paulo, por exemplo, até alcançarem a gloriosa posição em que se
destacaram?

Transformemos nossas misérias em lições.

Identifiquemos o monturo que a própria ignorância amontoou em torno de nós


mesmos, converta-mo-lo em adubo de nossa “terra íntima” e teremos dado razoável
solução ao problema de nossos grandes males.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 121)


[...] Ele repartiu os recursos entre eles.
Lucas 15:12

A grande fazenda
A natureza é a fazenda vasta que o Pai entregou a todas as criaturas. Cada pormenor
do valioso patrimônio apresenta significação particular. A árvore, o caminho, a nuvem, o
pó, o rio, revelam mensagens silenciosas e especiais.

É preciso, contudo, que o homem aprenda a recolher-se para escutar as grandes


vozes que lhe falam ao coração.

A natureza é sempre o celeiro abençoado de lições maternais. Em seus círculos de


serviço, coisa alguma permanece sem propósito, sem finalidade justa. [...]

Relembremos semelhantes ensinos e recebamos a fazenda do Senhor, não como o


filho pródigo que lhe desbaratou os bens, mas como filhos previdentes que procuram
aprender sempre, enriquecendo-se de tesouros imortais.

(Cartilha da natureza. FEB Editora. Prefácio – “A grande fazenda”)


Mas, caindo em si, disse: quantos assalariados do meu pai têm
abundância de pães, e eu aqui pereço de fome!
Lucas 15:17

Caindo em si
Este pequeno trecho da Parábola do Filho Pródigo desperta valiosas considerações a
respeito da vida.

Judas sonhou com o domínio político do Evangelho, interessado na transformação


compulsória das criaturas; contudo, quando caiu em si, era demasiado tarde, porque o
divino Amigo fora entregue a juízes cruéis.

Outras personagens da Boa-Nova, porém, tornaram a si, a tempo de realizarem


salvadora retificação.

Maria de Magdala pusera a vida íntima nas mãos de gênios perversos, todavia,
caindo em si, sob a influência do Cristo, observa o tempo perdido e conquista a mais
elevada dignidade espiritual, por intermédio da humildade e da renunciação.

Pedro, intimidado ante as ameaças de perseguição e sofrimento, nega o Mestre


divino; entretanto, caindo em si, ao se lhe deparar o olhar compassivo de Jesus, chora
amargamente e avança, resoluto, para a sua reabilitação no apostolado.

Paulo confia-se a desvairada paixão contra o Cristianismo e persegue, furioso, todas


as manifestações do Evangelho nascente; no entanto, caindo em si, perante o chamado
sublime do Senhor, penitencia-se dos seus erros e converte-se num dos mais brilhantes
colaboradores do triunfo cristão.

Há grande massa de crentes de todos os matizes, nas mais diversas linhas da fé,
todavia, reinam entre eles a perturbação e a dúvida, porque vivem mergulhados nas
interpretações puramente verbalistas da revelação celeste, em gozos fantasistas, em
mentiras da hora carnal ou imantados à casca da vida a que se prendem desavisados. Para
eles, a alegria é o interesse imediatista satisfeito e a paz é a sensação passageira de bem-
estar do corpo de carne, sem dor alguma, a fim de que possam comer e beber sem
impedimento.

Cai, contudo, em ti mesmo, sob a bênção de Jesus e, transferindo-te, então, da inércia


para o trabalho incessante pela tua redenção, observarás, surpreendido, como a vida é
diferente.
(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 88)

Filhos pródigos
Examinando-se a figura do filho pródigo, toda gente idealiza um homem rico,
dissipando possibilidades materiais nos festins do mundo.

O quadro, todavia, deve ser ampliado, abrangendo as modalidades diferentes.

Os filhos pródigos não respiram somente onde se encontra o dinheiro em


abundância. Acomodam-se em todos os campos da atividade humana, resvalando de
posições diversas.

Grandes cientistas da Terra são perdulários da inteligência, destilando venenos


intelectuais, indignos das concessões de que foram aquinhoados. Artistas preciosos
gastam, por vezes, inutilmente, a imaginação e a sensibilidade, em aventuras mesquinhas,
caindo, afinal, nos desvãos do relaxamento e do crime.

Em toda parte, vemos os dissipadores de bens, de saber, de tempo, de saúde, de


oportunidades...

São eles que, contemplando os corações simples e humildes, em marcha para Deus,
possuídos de verdadeira confiança, experimentam a enorme angústia da inutilidade e,
distantes da paz íntima, exclamam desalentados: “Quantos trabalhadores pequeninos
guardam o pão da tranquilidade, enquanto a fome de paz me tortura o espírito!”.

O mundo permanece repleto de filhos pródigos e, de hora a hora, milhares de vozes


proferem aflitivas exclamações iguais a esta.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 24)


Após levantar-me, irei ao meu pai [...].
Lucas 15:18

Ergamo-nos
Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu intimamente
levantar-se.

Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação regeneradora.

Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento reconstrutivo.

Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.

Fugir à treva e penetrar a luz.

Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos próprios


ideais.

Levantou-se e partiu no rumo do lar paterno.

Quantos de nós, porém, filhos pródigos da vida, depois de estragarmos as mais


valiosas oportunidades, clamamos pela assistência do Senhor, de acordo com os nossos
desejos menos dignos, para que sejamos satisfeitos? Quantos de nós descemos,
voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria corrente de nossas paixões,
exigimos que o Todo-Misericordioso se faça presente, ao nosso lado, por intermédio de
seus divinos mensageiros, a fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?

Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso soerguimento,


coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda que desejamos abandonar.

Aperfeiçoamento pede esforço.

Panorama dos cimos pede ascensão.

Se aspiramos ao clima da Vida superior, adiantemo-nos para a frente, caminhando


com os padrões de Jesus.

“Levantar-me-ei” — disse o moço da parábola.

“Levantemo-nos” — repitamos nós.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 13)


Levantando-se, dirigiu-se ao seu próprio pai. Estando ele ainda
longe, seu pai o viu, compadeceu-se, correu, lançou-se sobre o
pescoço dele e o beijou [repetidamente].
Lucas 15:20

Pai e amigo 49

É possível que essa ou aquela falta te sombreie o coração, impelindo-te ao desânimo.

Anseias respirar a fé pura, entregar-te aos misteres do bem; contudo, trazes remorso
e tristeza.

Dissipaste as forças da vida, extraviaste votos santificantes, erraste, caíste na


negação, qual viajor que perdesse a luz...

Entretanto, recorda a Providência divina e reergue-te.

O amor de Deus nunca falta.

Para toda ferida haverá remédio adequado.

Para todo desequilíbrio aparecerá reajuste.

Fixa-te no ensinamento do Cristo, enunciando o retorno do filho pródigo.

O reencontro não se deu em casa, com remoques e humilhações para o moço em


desvalimento.

Assinalando-o, no caminho de volta “e, quando ainda estava longe, o pai, ao vê-lo,
moveu-se de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou”.

O pai não esperou que o filho se penitenciasse a rojo, não exigiu escusas, não
solicitou justificativas e nem impôs condições de qualquer natureza para estender-lhe os
braços; apenas aguardou que o filho se levantasse e lhe desejasse o calor do coração.

(Reformador, jul. 1961, p. 148)

49 Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 97, com alterações.
Em resposta ao seu pai, disse: eis que te sirvo [há] tantos anos,
jamais negligenciei um mandamento teu, e nunca me deste um
cabrito para deleitar-me com meus amigos.
Lucas 15:29

Filho e censor 50

Na Parábola do Filho Pródigo, não encontramos somente o irmão que volta


experiente e arrependido ao convívio do lar.

Nela, surge também o irmão correto, mas egoísta, remoendo censura e reclamação.

Ele observa a alegria paternal, abraçando o irmão recuperado; entretanto, reprova e


confronta. Procede como quem lastima o dever cumprido, age à feição de um homem que
desestima a própria nobreza.

É fiel aos serviços do pai; contudo, critica-lhe os gestos. Trabalha com ele; no
entanto, anseia escravizá-lo aos próprios caprichos.

Atende-lhe aos interesses, vigiando-lhe o pão e a prata.

Guarda lealdade, mergulhando-se na ideia de evidência e de herança.

Se o coração paterno demonstra grandeza de sentimento, explode em ciúme e


queixa. Se perdoa e auxilia, interpõe o merecimento de que se julga detentor, tentando
limitar-lhe a bondade.

Perde-se num misto de crueldade e carinho, sombra e luz.

É justo e injusto, terno e agressivo, companheiro e censor.

Deseja o pai somente para si, a fazenda e o direito, o equilíbrio e a tranquilidade


somente para si.

No caminho da fé, repara igualmente a tua atitude.

Se te sentes ligado à Esfera superior por teus atos e diretrizes, palavras e


pensamentos, não te encarceres na vaidade de ser bom. Não te esqueças, em circunstância
alguma, de que Deus é Pai de todos, e, se te ajudou para estares com ele, é para que estejas
com ele, ajudando aos outros.

(Reformador, jul. 1961, p. 148)


O filho egoísta
A parábola não apresenta somente o filho pródigo. Mais aguçada atenção e
encontraremos o filho egoísta.

O ensinamento velado do Mestre demonstra dois extremos da ingratidão filial. Um


reside no esbanjamento; o outro, na avareza. São as duas extremidades que fecham o
círculo da incompreensão humana.

De maneira geral, os crentes apenas enxergaram o filho que abandonou o lar


paterno, a fim de viver nas estroinices do escândalo, tornando-se credor de todas as
punições; e raros aprendizes conseguiram fixar o pensamento na conduta condenável do
irmão que permanecia sob o teto familiar, não menos passível de repreensão.

Observando a generosidade paterna, os sentimentos inferiores que o animam sobem


à tona e ei-lo na demonstração de sovinice.

Contraria-o a vibração de amor reinante no ambiente doméstico; alega, como


autêntico preguiçoso, os anos de serviço em família; invoca, na posição de crente vaidoso,
a suposta observância da Lei divina e desrespeita o genitor, incapaz de partilhar-lhe o
justo contentamento.

Esse tipo de homem egoísta é muito vulgar nos quadros da vida. Ante o bem-estar e a
alegria dos outros, revolta-se e sofre, por meio da secura que o aniquila e do ciúme que o
envenena.

Lendo a parábola com atenção, ignoramos qual dos filhos é o mais infortunado, se o
pródigo, se o egoísta, mas atrevemo-nos a crer na imensa infelicidade do segundo, porque
o primeiro já possuía a bênção do remorso em seu favor.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 157)

50Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 98, com pequenas
alterações.
[...] Presta contas da tua administração [...].
Lucas 16:2

Administração
Na essência, cada homem é servidor pelo trabalho que realiza na obra do supremo
Pai, e, simultaneamente, é administrador, porquanto cada criatura humana detém
possibilidades enormes no plano em que moureja.

Mordomo do mundo não é somente aquele que encanece os cabelos, à frente dos
interesses coletivos, nas empresas públicas ou particulares, combatendo tricas mil, a fim
de cumprir a missão a que se dedica.

Cada inteligência da Terra dará conta dos recursos que lhe foram confiados.

A fortuna e a autoridade não são valores únicos de que devemos dar conta hoje e
amanhã.

O corpo é um templo sagrado.

A saúde física é um tesouro.

A oportunidade de trabalhar é uma bênção.

A possibilidade de servir é um obséquio divino.

O ensejo de aprender é uma porta libertadora.

O tempo é um patrimônio inestimável.

O lar é uma dádiva do Céu.

O amigo é um benfeitor.

A experiência benéfica é uma grande conquista.

A ocasião de viver em harmonia com o Senhor, com os semelhantes e com a natureza


é uma glória comum a todos.

A hora de ajudar os menos favorecidos de recursos ou entendimento é valiosa.

O chão para semear, a ignorância para ser instruída e a dor para ser consolada são
apelos que o Céu envia sem palavras ao mundo inteiro.
Que fazes, portanto, dos talentos preciosos que repousam em teu coração, em tuas
mãos e no teu caminho? Vela por tua própria tarefa no bem, diante do eterno, porque
chegará o momento em que o Poder divino te pedirá: “Dá conta de tua administração”.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 75)


E eu vos digo: fazei amigos, para vós mesmos, da Mâmon da
injustiça, para que, quando cessar, vos recebam nos tabernáculos
eternos.
Lucas 16:9

Granjeai amigos
Se o homem conseguisse, desde a experiência humana, devassar o pretérito
profundo, chegaria mais rapidamente à conclusão de que todas as possibilidades que o
felicitam, em conhecimento e saúde, provêm da Bondade divina e de que a maioria dos
recursos materiais, à disposição de seus caprichos, procede da injustiça.

Não nos cabe particularizar, e sim deduzir que as concepções do direito humano se
originaram da influência divina, porque, quanto a nós outros, somos compelidos a
reconhecer nossa vagarosa evolução individual do egoísmo feroz para o amor
universalista, da iniquidade para a justiça real.

Bastará recordar, nesse sentido, que quase todos os Estados terrestres se


levantaram, há séculos, sobre conquistas cruéis. Com exceções, os homens têm sido servos
dissipadores que, no momento do ajuste, não se mostram à altura da mordomia.

Eis por que Jesus nos legou a Parábola do Empregado Infiel, convidando-nos à
fraternidade sincera para que, por meio dela, encontremos o caminho da reabilitação.

O Mestre aconselhou-nos a granjear amigos, isto é, a dilatar o círculo de simpatias


em que nos sintamos cada vez mais intensivamente amparados pelo espírito de
cooperação e pelos valores intercessores.

Se o nosso passado espiritual é sombrio e doloroso, busquemos simplificá-lo,


adquirindo dedicações verdadeiras, que nos auxiliem por meio da subida áspera da
redenção. Se não temos hoje determinadas ligações com as riquezas da injustiça, tivemo-
las, ontem, e faz-se imprescindível aproveitar o tempo para o nosso reajustamento
individual perante a Justiça divina.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 111)

Tabernáculos eternos
Um homem despercebido das obrigações espirituais julgará encontrar nesta
passagem um ladrão inteligente comprando o favor de advogados venais, de modo a
reintegrar-se nos títulos honrosos da convenção humana. Todavia, quando Jesus fala em
amigos, refere-se a irmãos sinceros e devotados, e, quando menciona as riquezas da
injustiça, inclui o passado total da criatura, com todas as lições dolorosas que o
caracterizam. Assim também, quando se reporta aos tabernáculos eternos, não os localiza
em paços celestiais.

O Mestre situou o tabernáculo sagrado no coração do homem.

Mais que ninguém, o Salvador identificava-nos as imperfeições e, evidenciando


imensa piedade, ante as deficiências que nos assinalam o espírito, proferiu as divinas
palavras que nos servem ao estudo.

Conhecendo-nos os desvios, asseverou, em síntese, que devemos aproveitar os bens


transitórios, ao alcance de nossas mãos, mobilizando-os na fraternidade legítima para que,
esquecendo os crimes e ódios de outro tempo, nos façamos irmãos abnegados uns dos
outros.

Valorizemos, desse modo, a nossa permanência nos serviços da Terra, na condição


de encarnados ou desencarnados, favorecendo, por todos os recursos ao nosso dispor, a
própria melhoria e a elevação dos nossos semelhantes, agindo na direção da luz e amando
sempre, porquanto, dentro dessas normas de solidariedade sublime, poderemos contar
com a dedicação de amigos fiéis que, na qualidade de discípulos mais dedicados e
enobrecidos que nós, nos auxiliarão efetivamente, acolhendo-nos em seus corações,
convertidos em tabernáculos do Senhor, ajudando-nos não só a obter novas oportunidades
de reajustamento e santificação, mas também endossando perante Jesus as nossas
promessas e aspirações, diante da vida superior.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 112)


E, se não vos tornardes fiéis no alheio, quem vos dará o vosso?
Lucas 16:12

Onde estivermos
O homem, frequentemente, dispõe de recursos maiores ou menores que pertencem à
administração de outros homens.

Entretanto, são poucos os que se guardam nos limites das obrigações próprias.

Imensa maioria, sob pretextos diversos invadem, embora cortesmente, a área de


trabalho pertencente a outros companheiros, para usufruir vantagens que não lhes dizem
respeito.

Onde estivermos, saibamos respeitar os patrimônios materiais ou espirituais sob a


responsabilidade alheia.

Semelhante atitude é muito importante na preservação de nossa paz.

Dia chegará em que ouviremos de novo as palavras do divino Mestre: “e se no alheio


não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?”

(Escultores de almas. Ed. Cultura Espírita União. Cap. “Onde estivermos”)


Nenhum servo [doméstico] pode servir a dois senhores [...].
Lucas 16:13

Um só senhor
Se os cristãos de todos os tempos encontraram dolorosas situações de perplexidade
nas estradas do mundo, é que, depois dos apóstolos e dos mártires, a maioria tem
cooperado na divulgação de falsos sentimentos, com respeito ao Senhor a que devem
servir.

Como o reino do Cristo ainda não é da Terra, não se pode satisfazer a Jesus e ao
mundo, a um só tempo. O vício e o dever não se aliam na marcha diária.

Que dizer de um homem que pretenda dirigir dois centros de atividade antagônica,
em simultâneo esforço?

Cristo é a linha central de nossas cogitações.

Ele é o Senhor único, depois de Deus, para os filhos da Terra, com direitos
inalienáveis, porquanto é a nossa luz do primeiro dia evolutivo e adquiriu-nos para a
redenção com os sacrifícios de seu amor.

Somos servos Dele. Precisamos atender-lhe aos interesses sublimes, com humildade.
E, para isso, é necessário não fugir do mundo, nem das responsabilidades que nos cercam,
mas sim transformar a parte de serviço confiada ao nosso esforço, nos círculos de luta, em
célula de trabalho do Cristo.

A tarefa primordial do discípulo é, portanto, compreender o caráter transitório da


existência carnal, consagrar-se ao Mestre como centro da vida e oferecer aos semelhantes
os seus divinos benefícios.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 142)


Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino,
deleitando-se a cada dia esplendidamente.
Lucas 16:19

Ante a Parábola do Rico


Não suponhas que o rico da parábola seja a única espécie de mordomo infeliz na vida
espiritual.

Ainda hoje há quem se banqueteia no festim da saúde física, menosprezando os


enfermos que lhe batem à porta.

Por toda parte, verificamos a luzida assembleia dos que se fartam à mesa da
inteligência, olvidando os irmãos de caminho que lhes pedem socorro, mergulhados nas
correntes da ignorância.

Em todos os lugares, é possível observar a caravana dos que passam, hipertrofiados


de conforto, fugindo aos filhos da angústia que lhes imploram uma réstea de alegria.

Nas variadas sendas do mundo, somos defrontados pelos que se mostram


supernutridos de fé, a menoscabar aqueles que lhes suplicam leve migalha de esperança.

Todos somos surpreendidos pelos lázaros da necessidade e da aflição em provas


mais ríspidas que as nossas.

Todos identificamos, junto do próprio coração, bafejado de conhecimento superior,


companheiros infortunados que se enriqueceriam com mínimos gestos nossos, no setor da
bondade e do estímulo, do entendimento e do perdão.

Não te detenhas, tão somente, na contemplação do quadro evangélico, em que um


pobre sovina encontrou, ao fim da estrada, apenas o azinhavre a que se lhe reduziu o
perecível tesouro.

Recordemos nossas oportunidades de semear o bem, reconhecendo no próximo o


degrau vivo que nos conferirá o desejado acesso à comunhão com a Providência divina.

Abracemos os penitentes da necessidade e do desânimo, da expiação e do


sofrimento, que nos anotam os passos, em todos os ângulos da estrada evolutiva e,
oferecendo-lhes o próprio coração, em forma de serviço fraterno, estejamos convencidos
de que marcharemos com eles na direção da vida imperecível, para a incorporação
definitiva de nossa herança espiritual.
(Tocando o barco. Ed. IDEAL. Cap. “Ante a Parábola do Rico”)

Estudando a riqueza 51

Não é somente o rico da parábola o grande devedor diante da vida.

A fortuna amoedada é, por vezes, simples cárcere.

Há outros avarentos que devemos recordar em nossa viagem para a divina Luz.

Temos, conosco, os usurários da inteligência, que se ocultam nas floridas trincheiras


da inércia; os abastados da saúde, que desamparam os aflitos e os doentes; os
privilegiados da alegria que cerram a porta aos tristes, isolando-se nos oásis de prazer; os
felizes da fé que procuram a solidão, a pretexto de se preservarem contra o pecado; os
filhos da mocidade que menosprezam a velhice; os favorecidos da família terrestre, que
olvidam os peregrinos do mundo, sem carinho e sem lar.

Todos esses ricos da experiência comum contraem escabrosos débitos para com a
humanidade.

Lembremo-nos de que o Tesouro real da vida está em nosso coração.

Quem não pode dar alguma coisa de si mesmo, na boa vontade, no sorriso fraterno
ou na palavra sincera de bondade e encorajamento, debalde estenderá as mãos recheadas
de ouro, porque só o amor abre as portas da plenitude espiritual e semeia na Terra a luz da
verdadeira caridade, que extingue o mal e dissipa as trevas.

A pobreza é mera ficção.

Todos temos algo.

Todos podemos auxiliar.

Todos podemos servir.

E, consoante a palavra do Mestre, “o maior na vida será sempre aquele que se fizer o
devotado servidor de todos”.

(Reformador, jul. 1952, p. 158)

51 Texto publicado em Dinheiro. Ed. IDE. Cap. “Estudando a riqueza”, com pequenas alterações.
Disse Abraão: filho, lembra-te as tuas [coisas] boas, durante a tua
vida; e Lázaro, do mesmo modo, as [coisas] más. Agora, ele está
sendo consolado aqui e tu estás aflito.
Lucas 16:25

Lázaro e o rico 52

Recordemos a lição de Jesus na parábola, para que não lhe percamos a bênção do
conteúdo.

Não se ergueu Lázaro ao paraíso porque fosse pobre, nem desceu o Rico aos abismos
da sombra porque houvesse granjeado a fortuna entre os homens.

O primeiro elevou-se à glória de Abrahão pela humildade com que se portou na


provação recebida.

Arrojou-se o segundo ao seio atormentado das trevas, pela displicência com que
usufruiu a posição e o dinheiro que o mundo lhe oferecia.

Enquanto o Rico se trajava de linho e púrpura, exibia Lázaro as chagas que lhe
cobriam a carne, e, enquanto o afortunado companheiro se banqueteava, feliz, sem
lembrar-se do irmão desditoso que lhe visitava a porta, conformava-se Lázaro, sofredor,
com o espinheiro de angústia que as circunstâncias lhe impunham à sensibilidade, incapaz
de amaldiçoar o vizinho gozador, indiferente e surdo aos seus rogos.

O problema, pois, do Céu para Lázaro e da expiação para o Rico é de simples atitude,
induzindo-nos a meditar nas oportunidades de progresso e sublimação que o Senhor nos
confere, para que o tempo amanhã não nos encontre categorizados à condição de réus em
nós mesmos.

Não nos esqueçamos, ainda, de que os dois, embora separados por desfiladeiros
intransponíveis, na alegria celeste e no sofrimento infernal podiam comunicar-se entre si,
entendendo-se um com outro.

Não olvides, assim, que na abundância ou na carência, na mordomia ou na


subalternidade, sempre somos depositários da confiança de Deus e que somente a nossa
atitude para com a vida, cultivando o bem onde estivermos, determinará a nossa ascensão
à luz e o nosso definitivo afastamento do mal.
(Reformador, jul. 1958, p. 161)

52 Texto publicado em Escrínio de luz. Ed. O Clarim. Cap. “Lázaro e o Rico”, com pequenas alterações.
Diz Abraão: eles têm Moisés e os Profetas; ouçam a eles.
Lucas 16:29

Ouçam-nos
A resposta de Abraão ao rico da parábola ainda é ensinamento de todos os dias, no
caminho comum.

Inúmeras pessoas se aproximam das fontes de revelação espiritual; entretanto, não


conseguem a libertação dos laços egoísticos de modo que vejam e ouçam, qual lhes
convém aos interesses essenciais.

Há precisamente um século, estabeleceu-se intercâmbio mais intenso entre os dois


planos, na grande movimentação do Cristianismo redivivo; contudo, há aprendizes que
contemplam o céu, angustiados tão só porque nunca receberam a mensagem direta de um
pai ou de um filho na experiência humana. Alguns chegam ao disparate de se desviarem da
senda alegando tais motivos. Para esses, o fenômeno e a revelação no Espiritismo
Evangélico são simples conjunto de inverdades, porque nada obtiveram de parentes
mortos, em consecutivos anos de observação.

Isso, porém, não passa de contrassenso.

Quem poderá garantir a perpetuidade dos elos frágeis das ligações terrestres?

O impulso animal tem limites.

Ninguém justifique a própria cegueira com a insatisfação do capricho pessoal.

O mundo está repleto de mensagens e emissários, há milênios. O grande problema,


no entanto, não está em requisitar-se a verdade para atender ao círculo exclusivista de
cada criatura, mas na deliberação de cada homem, quanto a caminhar com o próprio valor,
na direção das realidades eternas.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 116)


E os apóstolos disseram ao Senhor: acrescenta-nos fé.
Lucas 17:5

Fidelidade
A solicitação dos discípulos a Jesus é de plena atualidade.

Os cristãos de todas as procedências se encontram hoje fustigados por teorias


contraditórias.

Ciências psicológicas sem Deus, pregações visando a dominação do mundo, com


esquecimento das conquistas espirituais, o relaxamento das disciplinas religiosas, a
zombaria de muita gente contra o hábito da oração...

Muitos companheiros jazem atônitos.

De que modo conciliar o progresso da inteligência com os ensinamentos


evangélicos?

Deixa, porém, os delírios do cérebro aos que o procuram e roga ao Senhor nos
conserve os corações na tranquilidade da fé.

(Escultores de almas. Ed. Cultura Espírita União. Cap. “Fidelidade”)


Assim também vós, quando fizerdes tudo quanto vos foi ordenado,
dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos ter feito.
Lucas 17:10

No júbilo de servir 53

Guarda tua alma no júbilo de servir.

Não reclames honrarias, por mais alto te pareça o triunfo em tuas mãos.

Se a terra se julgasse dona da árvore que frutifica na sua crosta, intentando negar-lhe
arrimo, não faria mais que privar-se da proteção que o vegetal lhe dispensa, e se a árvore
se presumisse proprietária da terra que a suporta, fugindo-lhe às bases, nada mais
conseguiria que a eliminação de si mesma. Atentas, porém, à seiva e ao equilíbrio que a
Sabedoria divina lhes assegura, entram em abençoada cooperação e produzem a bênção
da colheita.

Todos os bens da vida fluem da Bondade de nosso Pai.

Nas tuas horas de êxito, medita nas forças conjugadas que te sustentam. Pensa nos
que te beneficiam e te instruem, nos que te amparam e te garantem.

Orgulhar-se das boas obras é ensombrar a própria visão, invocando homenagens


indébitas que de direito pertencem à Deus.

À maneira do instrumento leal e dócil, deixa que o sumo Bem te use a vida.

O violino, ainda mesmo o de mais rara fabricação, não vale por si. Engrandece-se,
porém, na fidelidade com que se rende às mãos do artista que o integra na exaltação da
Harmonia eterna.

(Reformador, dez. 1955, p. 266)

53 Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “No júbilo de servir”, com pequenas alterações.
Interrogado pelos fariseus sobre quando vem o reino de Deus, em
resposta, disse-lhes: o reino de Deus não vem de modo visível.
Lucas 17:20

Vinda do reino
Os agrupamentos religiosos no mundo permanecem, quase sempre, preocupados
pelas conversões alheias. Os crentes mais entusiastas anseiam por transformar as
concepções dos amigos. Em vista disso, em toda parte somos defrontados por irmãos
aflitos pela dilatação do proselitismo em seus círculos de estudo.

Semelhante atividade nem sempre é útil, porquanto, em muitas ocasiões, pode


perturbar elevados projetos em realização.

Afirma Jesus que o reino de Deus não vem com aparência exterior. É sempre ruinosa
a preocupação por demonstrar pompas e números vaidosamente, nos grupos da fé.
Expressões transitórias de poder humano não atestam o reino de Deus. A realização divina
começará do íntimo das criaturas, constituindo gloriosa luz do templo interno. Não surge à
comum apreciação, porque a maioria dos homens transitam semicegos, por intermédio do
túnel da carne, sepultando os erros do passado culposo.

A carne é digna e venerável, pois é vaso de purificação, recebendo-nos para o resgate


preciso; entretanto, para os espíritos redimidos significa “morte” ou “transformação
permanente”. O homem carnal, em vista das circunstâncias que lhe governam o esforço,
pode ver somente o que está “morto” ou aquilo que “vai morrer”. O reino de Deus, porém,
divino e imortal, escapa naturalmente à visão dos humanos.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 107)

Civilização e reino de Deus 54

A Terra de hoje reúne povos de vanguarda na esfera da inteligência.

Cidades enormes são usadas, à feição de ninhos gigantescos de cimento e aço, por
agrupamentos de milhões de pessoas.

A energia elétrica assegura a circulação da força necessária à manutenção do


trabalho e do conforto doméstico.
A Ciência garante a higiene.

O automóvel ganha tempo e encurta distâncias.

A imprensa e a radiotelevisão interligam milhares de criaturas num só instante, na


mesma faixa de pensamento.

A escola abrilhanta o cérebro.

A técnica orienta a indústria.

Os institutos sociais patrocinam os assuntos de previdência e segurança.

O comércio, sabiamente dirigido, atende ao consumo com precisão.

Entretanto, estaremos diante de civilização impecável?

À frente desses empórios resplendentes de cultura e progresso material, recordemos


a palavra dos instrutores de Allan Kardec, nas bases da Codificação do Espiritismo.

Perguntando a eles “por que indícios se pode reconhecer uma civilização completa”,
através da questão 793, constante de O livro dos espíritos, deles recolheu a seguinte
resposta:

“Reconhecê-la-eis pelo desenvolvimento moral. Credes que estais muito adiantados,


porque tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas invenções; porque vos
alojais e vestis melhor do que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o direito
de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que
a desonram e quando viverdes, como irmãos, praticando a caridade cristã. Até então,
sereis apenas povos esclarecidos, que hão percorrido a primeira fase da civilização.”

Espíritas, irmãos! Rememoremos a advertência do Cristo, quando nos afirma que o


reino de Deus não vem até nós com aparências exteriores; para edificá-lo, não nos
esqueçamos de que a Doutrina Espírita é luz em nossas mãos. Reflitamos nisso.

(Entre irmãos de outras terras. FEB Editora. Cap. 8)

Enquanto 55

Dominarás a gramática, adquirindo fino lavor verbalista, na ciência da expressão,


mas, enquanto não articulares a própria linguagem na luz da sinceridade e da
compreensão, a tua palavra, conquanto primorosa, não renovará a ninguém.
Indicarás a trilha exata da beneficência, através de preciosos conselhos, mas,
enquanto não te dispuseres a percorrer a estrada do desprendimento, no auxílio aos
semelhantes, embora ajudes indiretamente a quem te ouça, andarás órfão de teus próprios
avisos.

Pregarás tolerância, movimentando conceitos sublimes, mas, enquanto não deres de


ti mesmo, em abnegação e humildade, na desculpa que ofertas, não farás claridade no
coração, a fim de acertar com o próprio caminho.

Levantarás magnificentes construções terrestres, mas, enquanto não ergueres em ti


próprio o templo da paz, alicerçado no dever nobremente cumprido, não encontrarás em
teu benefício o pouso interior da genuína tranquilidade.

Honrarás os teus familiares e amigos por seres extremamente queridos, mas,


enquanto não compreenderes que as esperanças e as necessidades deles são iguais às do
próximo, com o mesmo direito à bênção de Deus, não conquistarás, em favor de ti, a
cidadania do universo.

Desfrutarás admiração e apreço, com espetáculos de prestígio e renome, mas,


enquanto essas realizações não te repercutirem na vida íntima, em forma de alegria oculta
pelas obrigações irrepreensivelmente atendidas, ainda mesmo à custa de supostos
fracassos e prejuízos, no campo das experiências materiais, nenhuma demonstração de
estima pública te adiantará no reino do espírito, onde, em verdade, se te vincula a vida
real.

Melhoremos o mundo em derredor de nós, aperfeiçoando a nós mesmos. Capacita-te


de que, depois das tarefas executadas no plano físico, possuirás tão somente a extensão e a
quantidade de céu que houveres edificado dentro de ti.

(Reformador, jan. 1967, p. 2)

Autoentrevista 56

Vez por outra, convém tomar o caderno de notas e rumar para dentro de nós
mesmos, efetuando uma autoentrevista, a fim de sabermos em que posição se nos situa a
personalidade, na soma integral de nossas tendências mais íntimas:

quem somos verdadeiramente para lá da genética humana e das documentações


cartorárias do mundo, na condição real de filhos de Deus, em provisório serviço no campo
da evolução terrestre;
para que objetivos nos dirigimos;

que fazemos do tempo;

se nos achamos hoje com menos débito e mais crédito do que ontem, perante as Leis
eternas;

se já recolhemos dificuldades e provações por reais benefícios;

se procuramos renovar-nos constantemente, em espírito, para fazer o melhor ao


nosso alcance;

o que estamos produzindo, a favor do próximo, seja no trabalho remunerado ou na


atividade gratuita das boas obras;

se já sabemos esquecer as ofensas alheias, tanto quanto desejamos que as nossas


sejam esquecidas;

se o nosso entusiasmo é invariável, na prática do bem.

Nós, que nos interessamos tão vivamente pelo noticiário de cada dia, acerca do que
vai acontecendo no mundo, de quando em quando realizemos uma entrevista com o nosso
próprio espírito e estejamos convencidos de que recolheremos as mais importantes
informações para orientar-nos com segurança e êxito, na viagem de aperfeiçoamento, em
que nos encontramos, descobrindo gradativamente o reino do Senhor, em nós mesmos,
ante a Espiritualidade maior.

(Reformador, dez. 1967, p. 266)

Texto publicado em Ceifa de luz. FEB Editora. Cap. 36. Segue-me...! Ed. O Clarim. Cap. “Luz em nossas
54

mãos”, com pequenas alterações.


55 Texto publicado em Bênção de paz. Ed. GEEM. Cap. 37.
56 Texto publicado em Bênção de paz. Ed. GEEM. Cap. 39, com pequenas alterações.
Nem dirão: vede aqui ou vede ali, pois o reino de Deus está dentro de
vós.
Lucas 17:21

Edificação do reino
Nem na alegria excessiva que ensurdece.

Nem na tristeza demasiada que deprime.

Nem na ternura incondicional que prejudica.

Nem na severidade indiscriminada que destrói.

Nem na cegueira afetiva que jamais corrige.

Nem no rigor que resseca.

Nem no absurdo afirmativo que é dogma.

Nem no absurdo negativo que é vaidade.

Nem nas obras sem fé que se reduzem a pedra e pó.

Nem na fé sem obras que é estagnação da alma.

Nem no movimento sem ideal de elevação que é cansaço vazio.

Nem no ideal de elevação sem movimento que é ociosidade brilhante.

Nem cabeça excessivamente voltada para o firmamento com inteira despreocupação


do valioso trabalho na Terra.

Nem pés definitivamente chumbados ao chão do planeta com integral esquecimento


dos apelos do Céu.

Nem exigência a todo instante.

Nem desculpa sem fim.

O reino divino não será concretizado na Terra pela prática de atitudes extremistas.

O próprio Mestre asseverou-nos que a sublime realização está no meio de nós.

A edificação do reino divino é obra de aprimoramento, de ordem, esforço e aplicação


aos desígnios do Mestre, com bases no trabalho metódico e na harmonia necessária.
Não te prendas excessivamente às dificuldades do dia de ontem, nem te inquietes
demasiado pelos prováveis obstáculos de amanhã.

Vive e age bem no dia de hoje, equilibra-te e vencerás.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 177)

Alvorada do reino
Disse-nos Jesus:

“O reino de Deus está dentro de vós”.

Que interpretação devemos dar à semelhante afirmativa? Se o reino de Deus está


dentro de nós, por que as práticas religiosas para encontrá-Lo? Perguntam-nos muitos
amigos.

As práticas religiosas respeitáveis são sempre valioso trabalho para que venhamos a
desentranhá-lo das sombras que conhecemos sob os nomes de “vaidade”, “orgulho”,
“crueldade”, “ódio”, “indiferença”, “egoísmo”, “indisciplina”, e “inconformação” — sombras
que nos envolvem o sentimento, ao modo do cascalho que encerra o diamante.

Comparemos os prenúncios do reino de Deus em nós com a alvorada de cada dia.

O Sol que nos sustenta não aparece de jato no firmamento. Na escuridão das
primeiras fases da madrugada começam a surgir aberturas róseas de luz, aqui e ali,
quando não estejam sob o peso de nuvens que lhes ocultam temporariamente a beleza.

O processo de liquidação das trevas é sutil e vagaroso.

Os núcleos luminosos, somente a pouco e pouco, aumentam em brilho e número, até


que as sombras, necessariamente extintas, abandonem os Céus, para que o Sol resplandeça
e alimente todas as vidas que evoluem na Terra.

Assim também nós, sob a carapaça das imperfeições e defeitos, adquiridos em


múltiplas estâncias de trabalho e experiência, com o esforço de auto aperfeiçoamento que
as revelações religiosas nos oferecem, vamos criando forças de libertação com as quais
surgem os primeiros clarões de vida nova, em meio das sombras que ainda se nos
adensam no campo íntimo, em forma de faltas e desacertos porque, atravessando
dificuldades numerosas, vamos, assim, multiplicando os valores espirituais em nós
mesmos, rejubilando-nos com os pontos de luz interna que vamos adquirindo, até que os
nossos nevoeiros se desfaçam e possamos usufruir as irradiações do reino de Deus, em nós
próprios, identificando-nos com a Imortalidade em plena luz.

(Alvorada do reino. Ed. IDEAL. Prefácio – “Alvorada do reino”)

Céu
Aflitiva e longa tem sido a nossa viagem multimilenária, por meio da reencarnação, a
fim de que venhamos a entender o conceito de Céu.

Entre os chineses de épocas venerandas, afiançávamos que a imortalidade era a


absoluta integração com os antepassados.

Na Índia bramânica, admitíamos que o Éden fosse a condição privilegiada de alguns


eleitos na pureza intocável dos cimos.

No Egito remoto, imaginávamos que a glória, na esfera espiritual, consistisse na


intimidade com os deuses particulares, mesmo quando se mostrassem positivamente
cruéis.

Na Grécia antiga, supúnhamos que a felicidade suprema, além da morte, brilhasse no


trono das honrarias domésticas.

Com gauleses e romanos, incas e astecas, tínhamos figurações especiais do paraíso e,


ainda ontem, acreditávamos que o Céu fosse região deleitosa em que Deus, teologicamente
transformado em caprichoso patriarca, vivesse condecorando os filhos oportunistas que
evidenciassem mais ampla inteligência no campeonato da adulação.

De existência a existência, entretanto, aprendemos hoje que a vida se espraia,


triunfante, em todos os domínios universais do sem-fim; que a matéria assume estados
diversos de fluidez e condensação; que os mundos se multiplicam infinitamente no plano
cósmico; que cada Espírito permanece em determinado momento evolutivo e que, por
isso, o Céu, em essência, é um estado de alma que varia conforme a visão interior de cada
um.

É por esse motivo que Allan Kardec pergunta e responde:

— Nessa imensidade ilimitada, onde está o Céu? Em toda parte. Nenhum contorno
lhe traça limites. Os mundos superiores são as últimas estações do seu caminho que as
virtudes franqueiam e os vícios interditam.
E foi ainda por essa mesma razão que, prevenindo-nos para compreender as
realidades da natureza no grande porvir, ensinou-nos Jesus claramente: “O reino de Deus
está dentro de vós”.

(Justiça divina. FEB Editora. Cap. 24)

Lugares de expiação
Múltiplas são as conceituações dos infernos exteriores.

Para os hindus de várias legendas religiosas da Antiguidade, a região do sofrimento,


para lá do sepulcro, dividia-se em dezenas de seções nas quais os Espíritos culpados
experimentavam os martírios do fogo e da asfixia, dos botes de serpentes e aves famélicas,
de venenos e martelos, lâminas e prisões.

Entre os chineses, acreditava-se que os condenados, após o decesso, atravessavam


privações e torturas até caírem, exaustos, numa espécie de segunda morte, com o suposto
aniquilamento do próprio ser.

Egípcios empregavam aparatosos regimes de corrigenda para os mortos que fossem


implacavelmente sentenciados a penas aflitivas sob as vistas de Anúbis.

A crença popular grega admitia a existência de abismos insondáveis, Além-túmulo,


onde os maus eram atormentados por agonias cruéis.

E, seguindo por vasta escala de concepções, a Teologia relaciona infernos hebraicos,


persas, romanos, escandinavos, muçulmanos e ainda os que são até hoje perfilhados pelos
diversos departamentos da atividade cristã.

Não ignoras que os sistemas de castigo, mentalizados para depois da morte,


obedecem às idiossincrasias de cada povo, apresentando, por isso, variedades
multiformes. E sabemos igualmente, em Doutrina Espírita, que existem outros infernos
exteriores a cercar-nos na Terra entre os próprios Espíritos encarnados.

Não longe de nós, vemos o inferno da ignorância, em que se debatem as inteligências


sequiosas de luz, o inferno das necessidades primárias absolutamente desatendidas, o
inferno dos entorpecentes, o inferno do lenocínio, o inferno do desespero e o inferno das
crianças desamparadas, todos eles gerando os suplícios da sombra e da loucura, do
pauperismo e da enfermidade, do abandono e da delinquência.
Em razão disso, embora respeitando as crenças alheias, observemos as próprias
ações, a fim de verificar o que estamos fazendo para extinguir os infernos que nos
rodeiam.

E, sobretudo, aprendendo e servindo, vigiemos o coração para que a prática do bem


nos garanta a consciência tranquila, uma vez que todos somos responsáveis pela nossa
própria condição espiritual.

Disse-nos o Cristo: “O reino de Deus está dentro de vós”, ao que, de acordo com ele
mesmo, ousamos acrescentar: “E o inferno também”.

(Justiça divina. FEB Editora. Cap. 77)

Encontro de paz
Leitor Amigo.

Frequentemente, anseias por segurança e tranquilidade, no entanto, é forçoso não


esquecer que paz e estabilidade estão em ti e se irradiam de ti.

Se o tumulto te rodeia, envia pensamentos de harmonia aos que se emaranham nele,


desejando-lhes reajuste.

Ante conflitos que surjam, silencia projetando vibrações de entendimento a quantos


se lhe fazem vítimas, aspirando a vê-los repostos na luz da fraternidade.

À frente de companheiros entregues à desesperação, imagina-te a envolvê-los em


serenidade, rearticulando-lhes o otimismo e a esperança.

Perante o desequilíbrio de alguém, auxilia a esse alguém com os teus votos íntimos
de recuperação e repouso.

Se te vês ao lado de um enfermo, detém-te a meditar em melhora e restauração,


augurando-lhe saúde e alegria.

Diante de irmãos abatidos e tristes, canaliza para eles as tuas mais amplas ideias de
reconforto.

Quando ouvires uma pessoa imatura ou portadora de conversação menos feliz, busca
socorrê-la sem palavras, encaminhando-lhe mensagens inarticuladas de compreensão e
simpatia.

Se te recordas de amigos ausentes, mentaliza apoio e bondade, relativamente a eles,


a fim de protegê-los e animá-los na execução dos compromissos que abraçam. [...]
Saibamos suprimir de sentimentos, ideias, atitudes, palavras e ações tudo o que se
relacione com ressentimento, perturbação, ódio, azedume, amargura ou violência e,
trabalhando e servindo no bem de todos, procuremos agir e pensar em paz, doando paz
aos que nos compartilham a vida.

O reino dos Céus é luz de amor em refúgio de paz e não nos será lícito olvidar que
Jesus, a cada um de nós, afirmou, convincente: “Não procures o reino de Deus aqui ou
além, porque o reino de Deus está dentro de ti”.

(Encontro de paz. Ed. IDE. Prefácio – “Encontro de paz”)

Reino divino
“Quando se vos disser que o reino de Deus está aqui ou ali não acrediteis, porque o
reino divino não surge com aparências exteriores...”

Semelhante conceito do Cristo exorta-nos ao imperativo da iluminação interior para


que o nosso coração não se tresmalhe na sombra.

Habitualmente, exigimos dos outros determinadas rotas de ação, qual se nos


assistisse o direito de fazê-los caminhar com os nossos pés.

Cristãos de outras interpretações do Evangelho, reclamamos de pastores humanos a


salvação de nossas almas e quando espíritas, aguardamos que médiuns e benfeitores nos
exonerem da responsabilidade de trabalhar e sofrer em nosso próprio aperfeiçoamento.

É por isso que as falsas profecias proliferam com tanta intensidade nas escolas
cristãs, multiplicando as legiões de espíritos sofredores a se desvairarem no desespero,
depois da morte.

É que nós mesmos, quase sempre receosos da própria consciência, buscamos


oráculos que nos engodem a mente com sugestões imaginárias, acerca de méritos que
estamos longe de possuir, auxiliando-nos a fuga calculada da áspera região em que se nos
configuram os deveres maiores.

Reconhecemos que o reino celeste se encontra em estado potencial no íntimo de


todas as criaturas e que somente construindo-o em nós e desdobrando-o, a dentro de nós
mesmos, é que alcançaremos a chave da grande compreensão a investir-nos na posse da
grande Luz.

Nesse sentido, é justo recordar que o divino Mestre não apenas traçou o asserto que
nos serve de apontamento ao estudo e sim que lhe viveu a expressão mais profunda,
aceitando, sem reclamar, as lutas e as dores que lhe foram impostas, padecendo por
auxiliar e angustiando-se sem merecer, ensinando-nos, porém, a receber com valor as
cruzes que nós mesmos talhamos para atingir, em plenitude de alegria e vitória o terreno
seguro de nossa suspirada ascensão.

(Viajor. Ed. IDE. Cap. 10)

No portal da luz
Aspiras à posse do conhecimento espírita evangélico?

Iniciemos o aprendizado pela reforma íntima.

Disse Jesus: “O reino de Deus está dentro de vós”. Descobri-lo e estabelecer as vias
de acesso para alcançá-lo depende de nós.

Será justo suplicar o socorro de Deus nas horas de aflição e construir a existência
como se Deus não existisse?

Ergamos a fé raciocinada, principiando pela base do dever cumprido, de modo a que


não nos falte a paz de consciência.

Em seguida, enxerguemos a nós mesmos.

Se vens da província obscura da negação, procura discernir a verdade, para


perceberes a divina Sabedoria que te rodeia em toda parte e começa a jornada, no rumo da
Espiritualidade maior.

Se procedes do distrito superado de outras crenças que não mais te satisfazem as


exigências da alma, busca o entendimento de ti mesmo, de modo a prosseguires na
ascensão à Vida superior.

Jamais aniquilar o tesouro das horas com discussões estéreis.

Se te reconheces com necessidade de mudança espiritual, atingiste nova faixa de


madureza para a grande compreensão.

Cada fruto aparece no tempo adequado.

Contempla a vida em torno com a visão mais ampla de que dispões agora e ama cada
ser e cada coisa no lugar em que se encontrem e, conquanto lhes ofereças auxílio
incessante, age sem a preocupação de alterá-los.
Consagra-te, acima de tudo, à edificação do reino interno. Entretanto, se o anseio de
perfeição te aquece com veemência, recorda que Deus nos esperou até hoje o impulso de
melhoria e, cooperando com a Providência divina para o bem de todos os nossos irmãos, é
urgente reconhecer que nenhum de nós sabe ou pode amá-los mais do que Deus.

(No portal da luz. Ed. IDE. Cap. 1)

Reino de Deus 57

(Neste instante. Ed. GEEM. Cap. “Reino de Deus”)

57 N.E.: Vide nota 12.


E vos dirão: vede aqui! Vede ali! Não saiam nem persigam.
Lucas 17:23

Na propaganda
As exortações do Mestre aos discípulos são muito precisas para provocarem
qualquer incerteza ou indecisão.

Quando tantas expressões sectárias requisitam o Cristo para os seus desmandos


intelectuais, é justo que os aprendizes novos, na luz do Consolador, meditem a elevada
significação deste versículo de Lucas.

Na propaganda genuinamente cristã, não basta dizer onde está o Senhor.


Indispensável é mostrá-lo na própria exemplificação.

Muitos percorrem templos e altares, procurando Jesus.

Mudar de crença religiosa pode ser modificação de caminho, mas pode ser também
continuidade de perturbação.

Torna-se necessário encontrar o Cristo no santuário interior.

Cristianizar a vida não é imprimir-lhe novas feições exteriores. É reformá-la para o


bem no âmbito particular.

Os que afirmam apenas na forma verbal que o Mestre se encontra aqui ou ali, arcam
com profundas responsabilidades. A preocupação de proselitismo é sempre perigosa para
os que se seduzem com as belezas sonoras da palavra sem exemplos edificantes.

O discípulo sincero sabe que dizer é fácil, mas que é difícil revelar os propósitos do
Senhor na existência própria. É imprescindível fazer o bem, antes de ensiná-lo a outrem,
porque Jesus recomendou ninguém seguisse os pregoeiros que somente dissessem onde se
poderia encontrar o Filho de Deus.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 19)


Naquele dia, quem estiver sobre o terraço, e os seus utensílios
dentro de casa, não desça para pegá-los. [...]
Lucas 17:31

Alfaias
A palavra do Mestre não deixa margem a hesitações.

Naturalmente, todo aprendiz vive na organização que lhe é própria. Cada qual
permanece em casa, isto é, na criação individual ou no campo de testemunho a que o
Senhor o conduziu.

Geralmente, porém, jamais está sozinho.

Reduzido ou extenso, há sempre um séquito de afeições a acompanhá-lo. Muita vez,


contudo, a companheira, o pai e o filho não conseguem mover-se além das zonas inferiores
de compreensão, quando o discípulo, pelos nobres esforços despendidos, se equilibra,
vitorioso, na parte mais alta do entendimento. Chegados a semelhante situação, muitos
trabalhadores aplicados experimentam dificuldades de vulto.

Não sabem separar as alfaias de adorno dos vasos essenciais, as frivolidades dos
deveres justos e sofrem dolorosos abalos no coração.

Indispensável se precatem contra esse perigo comum.

Cumpra-se a obrigação sagrada, atenda-se, antes de tudo, ao programa da Vontade


divina, exemplifique-se a fraternidade e a tolerância, acendendo-se a lâmpada do esforço
próprio, mas que se não prejudique o serviço divino da ascensão, por receio aos melindres
pessoais e às convenções puramente exteriores.

Um lar não vive simplesmente em razão das alfaias que o povoam, transitoriamente,
e sim pelos fundamentos espirituais que lhe construíram as bases. Um homem não será
superior porque satisfaça a opiniões passageiras, mas sim porque sabe cumprir, em tudo,
os desígnios de Deus.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 134)


[...] orar sempre e não desanimar.
Lucas 18:1

Nunca desfalecer 58

Não permitas que os problemas externos, inclusive os do próprio corpo, te inabilitem


para o serviço da tua iluminação.

Enquanto te encontrares no plano de exercício, qual a crosta da Terra, sempre serás


defrontado pela dificuldade e pela dor.

A lição dada é caminho para novas lições.

Atrás do enigma resolvido, outros enigmas aparecem.

Outra não pode ser a função da escola, senão ensinar, exercitar e aperfeiçoar.

Enche-te, pois, de calma e bom ânimo, em todas as situações.

Foste colocado entre obstáculos mil de natureza estranha, para que, vencendo
inibições fora de ti, aprendas a superar as tuas limitações.

Enquanto a comunidade terrestre não se adaptar à nova luz, respirarás cercado de


lágrimas inquietantes, de gestos impensados e de sentimentos escuros.

Dispõe-te a desculpar e auxiliar sempre, a fim de que não percas a gloriosa


oportunidade de crescimento espiritual.

Lembra-te de todas as aflições que rodearam o espírito cristão, no mundo, desde a


vinda do Senhor.

Onde está o Sinédrio que condenou o Amigo celeste à morte?

Onde os romanos vaidosos e dominadores?

Onde os verdugos da Boa-Nova nascente?

Onde os guerreiros que fizeram correr, por causa do Evangelho, rios escuros de
sangue e suor?

Onde os príncipes astutos que combateram e negociaram, em nome do Renovador


crucificado?

Onde as trevas da Idade Média?


Onde os políticos e inquisidores de todos os matizes, que feriram em nome do
excelso Benfeitor?

Arrojados pelo tempo aos despenhadeiros de cinza, fortaleceram e consolidaram o


pedestal de luz, em que a figura do Cristo resplandece, cada vez mais gloriosa, no governo
dos séculos.

Centraliza-te no esforço de ajudar no bem comum, seguindo com a tua cruz, ao


encontro da ressurreição divina. Nas surpresas constrangedoras da marcha, recorda que,
antes de tudo, importa orar sempre, trabalhando, servindo, aprendendo, amando, e nunca
desfalecer.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 61)

58 Texto Publicado em Alvorada do reino. Ed. IDEAL. Cap. 7, com pequenas alterações.
Jesus as chamou para si, dizendo: deixai vir a mim as criancinhas e
não as impeçais, pois delas é o reino de Deus.
Lucas 18:16

Sejamos simples
Surge o progresso da sucessão constante de labores variados em todas as frentes de
atividade humana.

Um esforço acompanha outro, um objetivo mais aperfeiçoado modifica os


movimentos da criatura.

Vida após vida, geração à geração, a humanidade caminha recebendo luz e


burilamento.

Toda a vida futura, no entanto, depende inevitavelmente da vida presente, como


toda colheita próxima se deriva da sementeira atual.

A infância significa, por isso, as vibrações da esperança nos dias porvindouros, muito
embora a fragilidade com que se caracteriza.

A ingenuidade dos pensamentos e a meiguice dos modos dão à criança os traços da


virgindade sentimental necessária ao espírito para galgar os estágios superiores da
evolução.

Eis, porque, o Senhor, com muita propriedade, elegeu na infância o símbolo da


pureza indispensável à sustentação do ser na Vida maior.

No período infantil encontramos as provas irrecusáveis de que as almas possuem, no


âmago de si mesmas, as condições potenciais para a angelitude.

Urge, pois, saibamos viver com a simplicidade dos pequeninos, na rota da madureza
renunciando às expressões inferiores do egoísmo e do orgulho, da astúcia e da crueldade,
que tantas vezes se nos ocultam nos gestos de fidalguia aparente.

No reino de Deus ninguém cresce para a maldade.

Sejamos simples, vivendo o bem espontâneo.

Observa, portanto, em ti, os sinais positivos que conservas da infância, como índice
de valores morais para a excursão, monte acima.
Sê criança em relação ao mal que perturba e fere, realizando a maturação de teus
sentimentos na criação do amor puro, porque somente no amor puro encontraremos
acesso à eterna Sublimação a que estamos destinados.

(Ideal espírita. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 30)

Em auxílio à criança 59

Dentro das tarefas que o Espiritismo nos impõe, uma delas avulta pela importância e
significação com que se destaca no presente para a garantia do futuro de nosso trabalho
regenerativo e santificante.

Referimo-nos à imprescindível assistência espiritual que a criança exige de nós, a fim


de que não estejamos descuidados no erguimento das colunas vivas do reino do Senhor, na
Terra.

Não levantaremos um edifício, sem assegurar a firmeza dos alicerces.

Não escreveremos um livro, sem, antes, penetrar o sentido do alfabeto.

Não chegaremos a produzir uma sinfonia, sem abordar os segredos primários das
notas simples.

Não colheremos em seara feliz sem sacrifícios na sementeira.

Como esperar o aprimoramento da humanidade, sem a melhoria do Homem e como


aguardar o Homem renovado, sem o amparo à criança?

O menino de agora dominará depois.

Na urna do coração infantil, reside a decifração dos inquietantes enigmas da


felicidade sobre o mundo.

Façamos de nossos templos de fé espírita-cristã não somente santuários de socorro


às aflições e aos problemas da madureza humana, mas também lares de adestramento
espiritual, com vistas à plantação do bem, onde nossos filhos encontrem a primeira escola
de comunhão com o Senhor e com o próximo.

A recuperação da mente infantil para o equilíbrio da vida planetária é trabalho


urgente e inadiável, que devemos executar, se nos propomos alcançar o porvir com a
verdadeira regeneração.

Na criança, ergue-se o amanhã.


Talvez, por isso mesmo, à frente da multidão aflita, proclamou o nosso divino
Mestre:

— Deixai vir a Mim os pequeninos...

Dirijamo-nos para o Cristo, conduzindo conosco os tenros corações das criancinhas,


e, mais cedo que possamos esperar, a Terra encontrará o caminho glorioso da paz
imperecível.

(Brasil espírita, jan. 1953, p. 4)

59 Texto publicado em Reformador, out. 1953, p. 229.


Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não
roubarás, não prestarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe.
Lucas 18:20

Não furtar
Diz a lei: “não furtarás”.

Sim, não furtarás o dinheiro, nem a fazenda, nem a veste, nem a posse dos
semelhantes.

Contudo, existem outros bens que desaparecem, subtraídos pelo assalto da


agressividade invisível que passa, impune, diante dos tribunais articulados na Terra.

Há muitos amigos que restituem honestamente a moeda encontrada na rua, mas que
não se pejam de roubar a esperança e o entusiasmo dos companheiros dedicados ao bem,
traçando telas de amargura e desânimo com as quais favorecem a vitória do mal.

Muitos respeitam a terra dos outros; entretanto, não hesitam em dilapidar-lhes o


patrimônio moral, assestando contra eles a maledicência e a calúnia.

Há criaturas que nunca arrebataram objetos devidos ao conforto do próximo;


contudo, não vacilam em surripiar-lhes a confiança.

E há pessoas inúmeras que jamais invadiram a posse material de quem quer que
seja; no entanto, destroem, sem piedade, a concórdia e a segurança do ambiente em que
vivem, roubando o tempo e a alegria dos que trabalham.

“Não furtarás” — estatui o preceito divino.

É preciso, porém, não furtar nem os recursos do corpo, nem os bens da alma, pois
que a consequência de todo furto é prevista na lei.

(Justiça divina. FEB Editora. Cap. 3)

Mutilações congênitas 60

(Caminhos de volta. Ed. GEEM. Cap. “Mutilações congênitas”)

Não matarás
Situado entre leis físicas inelutáveis, no campo de evolução na Terra, à maneira do
aluno, entre as paredes e regimes do educandário, o homem dispõe do livre-arbítrio na
esfera das leis morais que lhe presidem o desenvolvimento e a ascensão para a
imortalidade.

Justo, portanto, seja defrontado por todos os débitos em que se onerou perante a
vida, porque, de outro modo, não conseguiria crescer para a luz a que está reservado.

Não poderá, por isso, desvencilhar-se dos compromissos que plasmou para si
mesmo, razão pela qual, se desperto para a verdade, ser-lhe-á o bem de todos a meta de
cada dia, a fim de que por testemunhos incessantes de boa vontade e amor, se desagrave
na Lei, quanto às aflições que lhe estão debitadas pela própria conduta no pretérito, que
lhe comanda o presente.

Compreendendo que o destino amargo de hoje foi por ele mesmo criado, com o livre-
arbítrio de ontem, constitui-lhe dever atenuar quanto possível as próprias contas para que
se lhe solucionem os problemas sem maiores inquietações.

Chegados à semelhante conclusão, é natural tudo façamos para que a preservação


digna nos favoreça contra o assalto do crime, mesmo porque a excelsa Providência
concedendo à criatura humana o benefício do lar, fê-lo de modo a resguardá-la com a
eficiência devida, inspirando-lhe meios para defender-se de malfeitores, tanto quanto lhe
sugere o agasalho contra a intempérie.

Em razão disso, o próprio Cristo não nos exortou em vão à própria segurança,
quando nos traçou o imperativo da vigilância e da oração.

Cumpridos por nós tais deveres, com a execução das obrigações outras que nos
quitem a consciência no plano do respeito recíproco e da caridade infatigável para com o
próximo, estejamos seguros na fortaleza de nossa fé, prontos a receber quaisquer golpes
que nos sejam desferidos na estrada regeneradora, porque, então, diante da paz de nossas
almas, toda sorte de infortúnio que nos acometa a existência terrena representará
imprescindível resgate das culpas que contraímos, cabendo-nos confiar as nossas decisões
e situações ao julgamento justo de Deus, porquanto, para nós o regulamento da Lei divina
é claro e insofismável em nos preceituando:

Não matarás.

(Fonte de paz. Ed. IDE. Cap. 5)


60 N.E.: Vide nota 12.
[Jesus disse-lhe] Que queres que eu faça? Ele respondeu: Senhor, que
eu possa ver novamente.
Lucas 18:41

O cego de Jericó
O cego de Jericó é das grandes figuras dos ensinamentos evangélicos.

Informa-nos a narrativa de Lucas que o infeliz andava pelo caminho, mendigando...


Sentindo a aproximação do Mestre, põe-se a gritar, implorando misericórdia.

Irritam-se os populares, em face de tão insistentes rogativas. Tentam impedi-lo,


recomendando-lhe calar as solicitações. Jesus, contudo, ouve-lhe a súplica, aproxima-se
dele e interroga com amor:

— Que queres que te faça?

À frente do magnânimo dispensador dos bens divinos, recebendo liberdade tão


ampla, o pedinte sincero responde apenas isto:

— Senhor, que eu veja!

O propósito desse cego honesto e humilde deveria ser o nosso em todas as


circunstâncias da vida.

Mergulhados na carne ou fora dela, somos, às vezes, esse mendigo de Jericó,


esmolando às margens da estrada comum. Chama-nos a vida, o trabalho apela para nós,
abençoa-nos a luz do conhecimento, mas permanecemos indecisos, sem coragem de
marchar para a realização elevada que nos compete atingir. E, quando surge a
oportunidade de nosso encontro espiritual com o Cristo, além de sentirmos que o mundo
se volta contra nós, induzindo-nos à indiferença, é muito raro sabermos pedir
sensatamente.

Por isso mesmo, é muito valiosa a recordação do pobrezinho mencionado no


versículo de Lucas, porquanto não é preciso compareçamos diante do Mestre com
volumosa bagagem de rogativas. Basta lhe peçamos o dom de ver, com a exata
compreensão das particularidades do caminho evolutivo. Que o Senhor, portanto, nos faça
enxergar todos os fenômenos e situações, pessoas e coisas, com amor e justiça, e
possuiremos o necessário à nossa alegria imortal.
(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 44)
No mesmo instante, recuperou a vista, e seguia a Jesus glorificando
a Deus. [...]
Lucas 18:43

Não basta ver


A atitude do cego de Jericó representa padrão elevado a todo discípulo sincero do
Evangelho.

O enfermo de boa vontade procura primeiramente o Mestre, diante da multidão. Em


seguida à cura, acompanha Jesus, glorificando a Deus. E todo o povo, observando o
benefício, a gratidão e a fidelidade reunidos, volta-se para a confiança no divino Poder.

A maioria dos necessitados, porém, assume posição muito diversa. Quase todos os
doentes reclamam a atuação do Cristo, exigindo que a dádiva desça aos caprichos
perniciosos que lhes são peculiares, sem qualquer esforço pela elevação de si mesmos à
bênção do Mestre.

Raros procuram o Cristo à luz meridiana; e, de quantos lhe recebem os dons,


raríssimos são os que lhe seguem os passos no mundo.

Daí procede a ausência da legítima glorificação a Deus e a cura incompleta da


cegueira que os obscurecia, antes do primeiro contato com a fé.

Em razão disso, a Terra está repleta dos que creem e descreem, estudam e não
aprendem, esperam e desesperam, ensinam e não sabem, confiam e duvidam.

Aquele que recebe dádivas pode ser somente beneficiário.

O que, porém, recebe o favor e agradece-o, vendo a luz e seguindo-a, será redimido.

É óbvio que o mundo inteiro reclama visão com o Cristo, mas não basta ver
simplesmente; os que se circunscrevem ao ato de enxergar podem ser bons narradores,
excelentes estatísticos, entretanto, para ver e glorificar o Senhor é indispensável marchar
nas pegadas do Cristo, escalando, com Ele, a montanha do trabalho e do testemunho.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 34)


Chamando seus dez servos, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai
até que eu venha.
Lucas 19:13

Vê como vives
Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua
existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de
ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.

Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por
detentoras de mandato essencialmente religioso.

Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o


apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações
mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as
supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova
Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.

Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta


humana, é dever de todos os homens, indistintamente.

Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos


espirituais na Terra.

O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.

O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e


responsabilidade.

O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.

As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia,


exemplificação e devotamento.

O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.

O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do


mundo.

O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.


Todos os homens vivem na obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a
grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai encontram-se no
campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.

Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar
teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 2)


[...] Se soubesses, também tu, neste dia, as [coisas] que [conduzem]
para paz! [...]
Lucas 19:42

Conta particular
A exclamação de Jesus, junto de Jerusalém, aplica-se muito mais ao coração do
homem — templo vivo do Senhor — que à cidade de ordem material, destinada à ruína e à
desagregação nos setores da experiência.

Imaginemos o que seria o mundo se cada criatura conhecesse o que lhe pertence à
paz íntima.

Em virtude da quase geral desatenção a esse imperativo da vida é que os homens se


empenham em dolorosos atritos, provocando escabrosos débitos.

Atentemos para a assertiva do Mestre — “ao menos neste teu dia”.

Estas palavras convidam-nos a pensar na oportunidade de serviço de que dispomos


presentemente e a refletir nos séculos que perdemos; compelem-nos a meditar quanto ao
ensejo de trabalho, sempre aberto aos espíritos diligentes.

O homem encarnado dispõe dum tempo glorioso que é provisoriamente dele, que lhe
foi proporcionado pelo Altíssimo em favor de sua própria renovação.

Necessário é que cada um conheça o que lhe toca à tranquilidade individual. Guarde
cada homem digna atitude de compreensão dos deveres próprios e os fantasmas da
inquietude estarão afastados. Cuide cada pessoa do que se lhe refira à conta particular e
dois terços dos problemas sociais do mundo surgirão naturalmente resolvidos.

Repara as pequeninas exigências de teu círculo e atende-as, em favor de ti mesmo.

Não caminharás entre as estrelas, antes de trilhares as sendas humildes que te


competem.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 38)


Mas não encontravam o que fazer, pois todo o povo pendia para ele,
ouvindo-o.
Lucas 19:48

O povo e o Evangelho
A perseguição aos postulados do Cristianismo é de todos os tempos.

Nos próprios dias do Mestre divino, nos círculos carnais, já se exteriorizavam


hostilidades de todos os matizes contra os movimentos da iluminação cristã.

Em todas as ocasiões, no entanto, tem sido possível observar a gravitação do povo


para Jesus. Entre Ele e a multidão, nunca se extinguiu o poderoso magnetismo da virtude e
do amor.

Debalde surgem medidas draconianas da ignorância e da crueldade, em vão


aparecem os prejuízos eclesiásticos do sacerdócio, quando sem luz na missão sublime de
orientar; cientistas presunçosos, demagogos subornados por interesses mesquinhos,
clamam nas praças pela consagração de fantasias brilhantes.

O povo, porém, inclina-se para o Cristo, com a mesma fascinação do primeiro dia.

Indiscutivelmente, considerados num todo, achamo-nos ainda longe da união com


Jesus, em sentido integral.

De quando em quando, a turba experimenta pavorosos desastres. Tormentas de


sangue e lágrimas varrem-lhe os caminhos.

A claridade do Mestre, contudo, acena-lhe a distância. Velhos e crianças identificam-


lhe o brilho santificado.

Os políticos do mundo formulam mil promessas ao espírito das massas; raras


pessoas, entretanto, se interessam por semelhantes plataformas.

Os enunciados do Senhor, todavia, em cada século se renovam, sempre mais altos


para a mente popular, traduzindo consolações e apelos imortais.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 47)


Quando ouvirdes de guerras e distúrbios, não vos atemorizeis [...].
Lucas 21:9

Sede firmes 61

(Harmonização. Ed. GEEM. Cap. “Sede firmes”)

61 N.E.: Vide nota 12.


[Isso] vos sucederá para testemunho.
Lucas 21:13

Para testemunhar
Naturalmente que o Mestre não folgará de ver seus discípulos mergulhados no
sofrimento. Considerando, porém, as necessidades extensas dos homens da Terra,
compreende o caráter indispensável das provações e dos obstáculos.

A pedagogia moderna está repleta de esforços seletivos, de concursos de capacidade,


de testes da inteligência.

O Evangelho oferece situações semelhantes.

O amigo do Cristo não deve ser uma criatura sombria, à espera de padecimentos;
entretanto, conhecendo a sua posição de trabalho, num plano como a Terra, deve contar
com dificuldades de toda sorte.

Para os gozos falsificados do mundo, o planeta está cheio de condutores enganados.

Como invocar o Salvador para a continuidade de fantasias? Quando chamados para o


Cristo, é para que aprendamos a executar o trabalho em favor da esfera maior, sem
olvidarmos que o serviço começa em nós mesmos.

Existem muitos homens de valor cultural que se constituíram em mentores dos que
desejam mentirosos regalos no plano físico.

No Evangelho, porém, não acontece assim. Quando o Mestre convida alguém ao seu
trabalho, não é para que chore em desalento ou repouse em satisfação ociosa.

Se o Senhor te chamou, não te esqueças de que já te considera digno de testemunhar.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 71)


Com a vossa perseverança adquiram as vossas almas.
Lucas 21:19

Paciência em estudo
Todos necessitamos de paciência uns para com os outros, mas compete-nos
igualmente a todos estudar a paciência em sua função educativa.

Paciência!

É serenidade; calma, porém, não é aprovação ao desequilíbrio.

É compreensão; entendimento, no entanto, não é passaporte ao abuso.

É harmonização; ajuste, todavia, não é apoio à delinquência.

É tolerância; brandura, entretanto, não é coonestação com o erro deliberado.

Paciência, sobretudo, é a capacidade de verificar a dificuldade ou o desacerto nas


engrenagens do cotidiano, buscando a solução do problema ou a transposição do
obstáculo, sem toques de alarde e sem farpas de irritação.

Em todos os aspectos da paciência, recordemos Jesus.

O Mestre foi, no mundo, o paradigma de semelhante virtude, mas não foi


conformista. Nunca se apassivou diante do mal, conquanto lhe suportasse as
manifestações, diligenciando meios de tudo renovar para o bem; e, em lhe lembrando a
sinceridade e a franqueza, não nos será lícito esquecer que o Cristo se revelou tão paciente
que não hesitou em regressar, depois da morte, ao convívio das criaturas humanas que o
haviam abandonado. Ainda assim, é forçoso reconhecer que ele se materializou perante os
discípulos que, em maioria, podiam ser iletrados e medrosos, mas suficientemente
sinceros para continuar-lhe a obra libertadora, e não diante dos fariseus, altamente
intelectualizados e profundos conhecedores das revelações divinas, mas habitualmente
atolados em conveniências e preconceitos e, por isso mesmo, capazes de omitir a verdade
e estabelecer a perturbação.

(Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 171)

Paciência 62
Afinal de contas, ter paciência não será sorrir para as maldades humanas, nem
coonestar suas atividades indignas, sobre a face do mundo.

Concordar alguém com todos os males da senda terrestre, a pretexto de revelar essa
virtude, seria um contrassenso absurdo.

Ter paciência, então, será resistir aos impulsos inferiores que nos cerquem na
estrada evolutiva, conduzindo todo o bem que nos seja possível aos seres e coisas que se
achem diante de nós, como a representação desses mesmos impulsos.

Jesus foi o modelo da paciência suprema e resistiu à nossa inferioridade, amando-


nos. Não se nivelou com as nossas fraquezas, mas valeu-se de todas as ocasiões para nos
melhorar e conduzir ao bem. Sua misericórdia tomou os nossos pecados e transformou
cada um em profunda lição para a reforma de nós mesmos. Não aplaudiu as nossas
misérias, nem sorriu para os nossos erros, mas compreendeu-nos as deficiências e
amparou-nos. Embora tudo isso, resistiu-nos sempre, dentro de seu amor, até à cruz do
martírio.

A paciência do Cristo é um livro aberto para todos os corações inclinados ao bem e à


verdade.

Somente pela sincera resistência ao mal, com a disposição fiel de transformá-lo no


bem, conseguireis possuir as vossas almas. Ao contrário disso, ainda que vos sintais
autônomos e fortes, vós mesmos é que sereis possuídos por tendências indignas ou
sentimentos inferiores.

Portanto, justo é que busqueis saber, hoje mesmo, se já possuís os vossos corações,
ou se estais ocupados pelas forças estranhas ao vosso título de filhos de Deus.

(Reformador, jan. 1942, p. 1)

Em nós
Paciência incessante em todas as dores e em todas as circunstâncias, a fim de que
venhamos a transpor com segurança as dificuldades que vigem por fora, mas também
cultivar paciência conosco, para construirmos a nobilitação que nos é necessária.

Com isso, não queremos dizer que devamos acalentar as nossas fraquezas ou
aplaudir as próprias faltas, mas sim que não nos cabe interromper a edificação, no mundo
íntimo, quando surjam falhas em nós, no serviço do bem que nos toca fazer.
Frequentemente, fugimos envergonhados, desertando das tarefas de elevação,
martelando confissões, qual se pregássemos esponjas de farpas no coração, para que nos
firamos a toda hora.

E repetimos, a cada instante:

– Verifiquei que não presto...

– Tentei melhorar-me e não pude...

– Não me peçam voltar ao serviço, que não sou santo...

– Larguei a oração porque tenho lama no pensamento...

– Sou um poço de vermes...

– Não quero perturbar os outros com os meus defeitos...

– Sou um monte de erros...

– Há quem recorra ao rifão popular: “pau que nasce torto tem a sombra torta”,
esquecendo-se de que existem milhares de troncos, tortos na configuração externa,
guardando seiva robusta e sadia, na produção dos frutos com que alimentam as criaturas.

Cair é acidente dos que caminham.

Refocilar-se no chão é próprio dos que se animalizam.

Aprendamos a emendar, corrigir, restaurar, refazer...

Nos derradeiros ensinamentos, Jesus não se esqueceu de induzir-nos à calma,


recomendando aos seguidores: “na paciência, possuireis as vossas almas”.

Isso realmente significa que precisamos de paciência, não só para angariar a


simpatia e a colaboração das almas alheias, mas para educar também as nossas.

(Reformador, out. 1963, p. 233)

62 Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “Filhos de Deus”, com pequenas alterações.
Acautelai-vos para que vossos corações não estejam pesados na
ressaca, embriaguez e ansiedade da vida [física], e aquele dia venha,
repentino, sobre vós.
Lucas 21:34

E olhai por vós


Em geral, o homem se interessa por tudo quanto diga respeito ao bem-estar
imediato da existência física, descuidando-se da vida espiritual, a sobrecarregar
sentimentos de vícios e inquietações de toda sorte. Enquanto lhe sobra tempo para
comprar aflições no vasto noticiário dos planos inferiores da atividade terrena, nunca
encontra oportunidade para escassos momentos de meditação elevada. Fixa com interesse
as ondas destruidoras de ódio e treva que assolam nações, mas não vê, comumente, as
sombras que o invadem. Vasculha os males do vizinho e distrai-se dos que lhe são
próprios.

Não cuida senão de alimentar convenientemente o veículo físico, mergulhando-se no


mar de fantasias ou encarcerando-se em laços terríveis de dor, que ele próprio cria, ao
longo do caminho.

Depois de plasmar escuros fantasmas e de nutrir os próprios verdugos, clama,


desesperado, por Jesus e seus mensageiros.

O Mestre, porém, não se descuida em tempo algum e, desde muito, recomendou vele
cada um por si, na direção da espiritualidade superior.

Sabia o Senhor quanto é amargo o sofrimento de improviso e não nos faltou com o
roteiro, antecedendo-nos a solicitação, há muitos séculos.

Retire-se cada um dos excessos na satisfação egoística, fuja ao relaxamento do dever,


alije as inquietações mesquinhas — e estará preparado à sublime transformação.

Em verdade, a Terra não viverá indefinidamente, sem contas; contudo, cada aprendiz
do Evangelho deve compreender que o instante da morte do corpo físico é dia de juízo no
mundo de cada homem.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 23)


E aquele [homem] vos mostrará uma grande sala [no terraço],
arrumada; preparai ali [a ceia].
Lucas 22:12

Fazei preparativos
Aquele cenáculo mobilado, a que se referiu Jesus, é perfeito símbolo do aposento
interno da alma.

Em face da natureza que oferece lições valiosas em todos os planos de atividade,


observemos que o homem aguarda cada dia, renovando sempre as disposições do lar.
Aqui, varrem-se detritos; acolá, ornamentam-se paredes. Os móveis, quase sempre os
mesmos, passam por processos de limpeza diária.

O homem consciencioso reconhecerá que a maioria das ações, na experiência física,


encerra-se em preparação incessante para a vida com que será defrontado, além da morte
do corpo.

Se isso ocorre com a feição material da vida terrena, que não dizer do esforço
propriamente espiritual para o caminho eterno?

Certamente, numerosas criaturas atravessarão o dia à maneira do irracional, em


movimentos quase mecânicos. Erguem-se do leito, alimentam o corpo perecível, absorvem
a atenção com bagatelas e dormem de novo, cada noite.

O aprendiz sincero, todavia, sabe que atingiu o cenáculo simbólico do coração.


Embora não possa mudar de ideias diariamente, qual acontece aos móveis da residência,
dá-lhes novo brilho a cada instante, sublimando os impulsos, renovando concepções,
elevando desejos e melhorando sempre as qualidades estimáveis que já possui.

O homem simplesmente terrestre mantém-se na expectativa da morte orgânica; o


homem espiritual espera o Mestre divino, para consolidar a redenção própria.

Não abandoneis, portanto, o cenáculo da fé e, aí dentro, fazei preparativos em


constante ascensão.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 144)


[...] o maior entre vós seja como o mais novo, e o que comanda como
o que serve.
Lucas 22:26

Política
O Evangelho apresenta, igualmente, a mais elevada fórmula de vida político-
administrativa aos povos da Terra.

Quem afirma que semelhantes serviços não se compadecem com os labores do


Mestre não penetrou ainda toda a verdade de suas Lições divinas.

A magna questão é encontrar o elemento humano disposto à execução do sublime


princípio.

Os ideais democráticos do mundo não derivaram senão do próprio ensinamento do


Salvador.

Poderá encontrar algum sociólogo do planeta, plataforma superior além da gloriosa


síntese que reclama do governante as legítimas qualidades do servidor fiel?

As revoluções, que custaram tanto sangue, não foram senão uma ânsia de obtenção
da fórmula sagrada na realidade política das nações.

Nem, por isso, entretanto, deixaram de ser movimentos criminosos e desleais, como
infiéis e perversos têm sido os falsos políticos na atuação do governo comum.

O ensinamento de Jesus, nesse particular, ainda está acima da compreensão vulgar


das criaturas.

Quase todos os homens se atiram à conquista dos postos de autoridade e evidência,


mas geralmente se encontram excessivamente interessados com as suas próprias
vantagens no imediatismo do mundo.

Ignoram que o Cristo aí conta com eles, não como quem governa tirânica ou
arbitrariamente, mas como quem serve com alegria, não como quem administra a golpes
de força, mas como quem obedece ao Esquema divino, junto dos seres e coisas da vida.

Jesus é o supremo Governador da Terra e, ao mesmo tempo, o supremo Servidor das


criaturas humanas.

(Alma e luz. Ed. IDE. Cap. 12)


[...] Eu, porém, no meio de vós, sou como aquele que serve.
Lucas 22:27

O grande servidor 63

Sim, o Cristo não passou entre os homens como quem impõe.

Nem como quem determina.

Nem como quem governa.

Nem como quem manda.

Caminhou na Terra à feição do servidor.

Legou-nos o Evangelho da vida, escrevendo-lhe a epopeia no coração das criaturas.

Mestre, tomou o próprio coração para sua cátedra.

Enviado celestial, não se detém num trono terrestre e aproxima-se da multidão para
auxiliá-la.

Fundador da Boa-Nova, não se limita a tecer-lhe a coroa com palavras estudadas,


mas estende-a e consolida-lhe os valores com as próprias mãos.

A prática é o seu modo de convencer.

O próprio sacrifício é o seu método de transformar.

Aprendamos, com o divino Mestre, a ciência da renovação pelo bem. E modificar a


nós mesmos para a vitória do bem, elevando pessoas e melhorando situações, é servir
sempre como quem sabe que fazer é o melhor processo de aconselhar.

(Reformador, dez. 1955, p. 266)

Política divina
O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política
administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.

O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor,
representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem
necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.
Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.

Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.

Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua


grandeza celestial.

Que seria das organizações cristãs se o apostolado que lhes diz respeito estivesse
subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?

Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do


amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho redentor.

Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.

Ama o próximo como a ti mesmo.

Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.

Faze o bem aos que te fazem mal.

Abençoa os que te perseguem e caluniam.

Ora pela paz dos que te ferem.

Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.

Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos afortunados e
mais pobres do caminho.

Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.

Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.

Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.

Levanta os caídos.

Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.

Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de crítica


e sem gritos de condenação.

Ama, compreende e perdoa sempre.

Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mãos à obra?

Lembra-te, meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das


vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria imortal, amparando os potenciais econômicos,
passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas
no Código da Vida eterna, na execução das quais devemos edificar o reino divino, dentro
de nós mesmos.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 59)

63 Texto publicado em Segue-me!... Ed. O Clarim. Cap. “O grande servidor”.


Eu, porém, roguei por ti para que não cesse a tua fé; e tu, quando
voltares, apoia os teus irmãos.
Lucas 22:32

Necessidade essencial
Justo destacar que Jesus, ciente de que Simão permanecia num mundo em que
imperam as vantagens de caráter material, não intercedesse, junto ao Pai, a fim de que lhe
não faltassem recursos físicos, tais como a satisfação do corpo, a remuneração
substanciosa ou a consideração social.

Declara o Mestre haver pedido ao supremo Senhor para que em Pedro não se
enfraqueça o dom da fé.

Salientou, assim, o Cristo, a necessidade essencial da criatura humana, no que se


refere à confiança em Deus, num círculo de lutas onde todos os benefícios visíveis estão
sujeitos à transformação e à morte.

Testemunhava que, de todas as realizações sublimes do homem atual, a fé viva e


ativa é das mais difíceis de serem consolidadas. Reconhecia que a segurança espiritual dos
companheiros terrestres não é obra de alguns dias, porque pequeninos acontecimentos
podem interrompê-la, feri-la, adiá-la. A ingratidão de um amigo, um gesto impensado, a
incompreensão de alguém, uma insignificante dificuldade, podem prejudicar-lhe o
desenvolvimento.

Em plena oficina humana, portanto, é imprescindível reconheças a transitoriedade


de todos os bens transferíveis que te cercam. Mobiliza-os sempre, atendendo aos
superiores desígnios da fraternidade que nos ensinam a amar-nos uns aos outros com
fidelidade e devotamento. Convence-te, porém, de que a fé viva na vitória final do espírito
eterno é o óleo divino que nos sustenta a luz interior para a divina ascensão.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 45)

Conversão
Não é tão fácil a conversão do homem, quanto afirmam os portadores de convicções
apressadas.

Muitos dizem “eu creio”, mas poucos podem declarar “estou transformado”.
As palavras do Mestre a Simão Pedro são muito simbólicas. Jesus proferiu-as, na
véspera do Calvário, na hora grave da última reunião com os discípulos. Recomendava ao
pescador de Cafarnaum confirmasse os irmãos na fé, quando se convertesse.

Acresce notar que Pedro sempre foi o seu mais ativo companheiro de apostolado. O
Mestre preferia sempre a sua casa singela para exercer o divino ministério do amor.
Durante três anos sucessivos, Simão presenciou acontecimentos assombrosos. Viu
leprosos limpos, cegos que voltavam a ver, loucos que recuperavam a razão; deslumbrara-
se com a visão do Messias transfigurado no Tabor, assistira a saída de Lázaro da escuridão
do sepulcro, e, no entanto, ainda não estava convertido.

Seriam necessários os trabalhos imensos de Jerusalém, os sacrifícios pessoais, as


lutas enormes consigo mesmo, para que pudesse converter-se ao Evangelho e dar
testemunho do Cristo aos seus irmãos.

Não será por se maravilhar tua alma, ante as revelações espirituais, que estarás
convertido e transformado para Jesus. Simão Pedro presenciou essas revelações com o
próprio Messias e custou muito a obter esses títulos. Trabalhemos, portanto, por nos
convertermos. Somente nessas condições, estaremos habilitados para o testemunho.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 15)


[...] não se faça a minha vontade, mas a tua.
Lucas 22:42

Rogar 64

É comum a alteração de votos que formulamos, de planos que fazemos.

Vários propósitos que se nos erigiam na alma, por anseios aflitivos do sentimento,
caem, após realizados, nos domínios do trivial, dando lugar a novos anseios.

Petições que endereçamos à Vida maior, em muitas ocasiões, quando atendidas, já


nos encontram modificados por súplicas diferentes. O que ontem era importante para nós
costuma descer para as linhas da vulgaridade e o que desprezávamos antigamente, não
poucas vezes, passa à condição de essencial.

Forçoso, desse modo, rogar com prudência as concessões da vida.

Poderes superiores velam por nossas necessidades, facultando-nos aquilo que nos é
efetivamente proveitoso.

Em circunstâncias diversas, acontecimentos que nos parecem males são bens que
não chegamos a entender, de pronto, e basta analisar as ocorrências da vida para
percebermos que muitas daquelas que se nos afiguram bens resultam em males que nos
dilapidam a consciência e golpeiam o coração.

Todos possuímos amigos admiráveis que se comovem à frente de nossas rogativas,


empenhando influência e recurso por satisfazer-nos, prejudicando-se, frequentemente, em
nome do amor, por nossa causa, de vez que nem sempre estamos habilitados a receber o
que desejamos, no que se refere a conforto e vantagem.

Aprendamos, assim, a trabalhar, esperando pelos desígnios da Justiça divina sobre os


nossos impulsos.

Importante lembrar que o próprio Cristo, na fidelidade a Deus, foi constrangido


também a dizer: “Pai, não se faça a minha vontade, mas a tua”.

(Reformador, jan. 1964, p. 8)

64 Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 151.
Disse-lhes: por que dormis? Orai para que não entreis em tentação.
Lucas 22:46

Por que dormis?


Nos ensinos fundamentais de Jesus, é imperioso evitar as situações acomodatícias,
em detrimento das atividades do bem.

O Evangelho de Lucas, nesta passagem, conta que os discípulos “dormiam de


tristeza”, enquanto o Mestre orava fervorosamente no Horto. Vê-se, pois, que o Senhor não
justificou nem mesmo a inatividade oriunda do choque ante as grandes dores.

O aprendiz figurará o mundo como o campo de trabalho do reino, onde se esforçará,


operoso e vigilante, compreendendo que o Cristo prossegue em serviço redentor para o
resgate total das criaturas.

Recordando a prece em Getsêmani, somos obrigados a lembrar que inúmeras


comunidades de alicerces cristãos permanecem dormindo nas convivências pessoais, nos
mesquinhos interesses, nas vaidades efêmeras. Falam do Cristo, referem-se à sua
imperecível exemplificação, como se fossem sonâmbulos, inconscientes do que dizem e do
que fazem, para despertarem tão só no instante da morte corporal, em soluços tardios.

Ouçamos a interrogação do Salvador e busquemos a edificação e o trabalho, a fim de


que não existam lugares vagos para o que seja inútil e ruinoso à consciência.

Quanto a ti, que ainda te encontras na carne, não durmas em espírito, desatendendo
aos interesses do Redentor. Levanta-te e esforça-te, porque é no sono da alma que se
encontram as mais perigosas tentações, em pesadelos ou fantasias.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 87)


[...] e entregou Jesus à vontade deles.
Lucas 23:25

Pilatos
Pilatos hesitava. Seu coração era um pêndulo entre duas forças poderosas...

De um lado, era a consciência transmitindo-lhe a vontade superior dos Planos


divinos, de outro, era a imposição da turba ameaçadora, encaminhando-lhe a vontade
inferior das esferas mais baixas do mundo.

O infortúnio do juiz romano foi entregar o Senhor aos desígnios da multidão


mesquinha.

Na qualidade de homem, Pôncio Pilatos era portador de defeitos naturais que nos
caracterizam a quase todos na experiência em que o nobre patrício se encontrava, mas
como juiz, naquele instante, seu imenso desejo era de acertar.

Queria ser justo e ser bom no processo do Messias Nazareno, entretanto, fraquejou
pela vontade enfermiça, cedendo à zona contrária ao bem.

Examinando o fenômeno, todavia, não nos move outro desejo senão de analisar
nossa própria fragilidade.

Quantas vezes agimos até ontem, ao modo de Pilatos, nas estradas da vida?
Imaginemos o tribunal de Jerusalém transportado ao nosso foro íntimo.

Jesus não se punha contra o nosso exame, mas, esperando pela nossa decisão, aí
permanece conosco a Sua ideia divina e salvadora.

Qual aconteceu ao juiz, nosso coração transforma-se em pêndulo, entre as


exortações da consciência eterna e as requisições dos desejos inferiores.

Quase que invariavelmente, entregamos o pensamento de Jesus às zonas baixas,


onde sofre a mesma crucificação do Mestre.

Vemos assim que Pilatos converteu-se em profundo símbolo para a caminhada


humana.

(Alma e luz. Ed. IDE. Cap. 11)


E, quando o conduziram, tomando a Simão, um cirineu, que vinha
do campo, puseram sobre ele a cruz, para levá-la atrás de Jesus.
Lucas 23:26

Após Jesus
A multidão que rodeava o Mestre no dia supremo era enorme.

Achavam-se ali os gozadores impenitentes do mundo, os campeões da usura, os


ridicularizadores, os ignorantes, os espíritos fracos que reconheciam a superioridade do
Cristo e temiam anunciar as próprias convicções, os amigos vacilantes do Evangelho, as
testemunhas acovardadas, os beneficiados pelo divino Médico, que se ocultavam,
medrosos, com receio de sacrifícios...

Mas um estrangeiro, instado pelo povo, aceitou o madeiro, embora


constrangidamente, e seguiu carregando-o após Jesus.

A lição, entretanto, seria legada aos séculos do futuro...

O mundo ainda é uma Jerusalém enorme, congregando criaturas dos mais variados
matizes, mas se te aproximas do Evangelho, com sinceridade e fervor, colocam-te a cruz
sobre o coração.

Daí em diante, serás compelido às maiores demonstrações de renúncia, raros te


observarão o cansaço e a angústia e, não obstante a tua condição de servidor, com os
mesmos problemas dos outros, exigir-te-ão espetáculos de humildade e resistência,
heroísmo e lealdade ao bem.

Sofre e trabalha de olhos voltados para a divina Luz.

Do Alto descerão para o teu espírito as torrentes invisíveis das fontes celestes, e
vencerás valorosamente.

Por enquanto, a cruz ainda é o sinal dos aprendizes fiéis.

Se não tens contigo as marcas do testemunho pela responsabilidade, pelo trabalho,


pelo sacrifício ou pelo aprimoramento íntimo, é possível que ames profundamente o
Mestre, mas é quase certo que ainda não te colocaste, junto dele, na jornada redentora.

Abençoemos, pois, a nossa cruz e sigamo-lo, destemerosos, buscando a vitória do


amor e a ressurreição eterna.
(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 140)
Porque se fazem essas [coisas] ao lenho viçoso, o que acontecerá ao
seco?
Lucas 23:31

Madeiros secos
Jesus é a videira eterna, cheia de seiva divina, espalhando ramos fartos, perfumes
consoladores e frutos substanciosos entre os homens, e o mundo não lhe ofereceu senão a
cruz da flagelação e da morte infamante.

Desde milênios remotos é o Salvador, o puro por excelência.

Que não devemos esperar, por nossa vez, criaturas endividadas que somos,
representando galhos ainda secos na árvore da vida?

Em cada experiência, necessitamos de processos novos no serviço de reparação e


corrigenda.

Somos madeiros sem vida própria, que as paixões humanas inutilizaram, em sua
fúria destruidora.

Os homens do campo metem a vara punitiva nos pessegueiros, quando suas frondes
raquíticas não produzem. O efeito é benéfico e compensador.

O martírio do Cristo ultrapassou os limites de nossa imaginação. Como tronco


sublime da vida, sofreu por desejar transmitir-nos sua seiva fecundante.

Como lenhos ressequidos, ao calor do mal, sofremos por necessidade, em favor de


nós mesmos.

O mundo organizou a tragédia da cruz para o Mestre, por espírito de maldade e


ingratidão; mas, nós outros, se temos cruzes na senda redentora, não é porque Deus seja
rigoroso na execução de suas leis, mas por ser amoroso Pai de nossas almas, cheio de
sabedoria e compaixão nos processos educativos.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 82)


[Jesus, porém, dizia: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem].
[...]
Lucas 23:34

Tolerância divina
Ouvem-se as opiniões mais disparatadas no que concerne ao perdão e à tolerância
de Deus.

Aprendizes levianos, a todo instante, referem-se ao problema, com mais


infantilidade que espírito de observação e obediência.

São raros os que se compenetram da magnitude do assunto.

O perdão divino jamais será entendido no quadro da preguiça, do egoísmo pessoal


ou da inconstância da criatura.

As palavras do Mestre, na cruz, oferecem um roteiro de pensamentos profundos,


nesse sentido: “Perdoa-lhes, meu Pai, porque não sabem o que fazem”, representa uma
sentença básica da responsabilidade que o assunto envolve em si mesmo.

Num momento, qual o do Calvário, em que a dor se lhe impunha ao Espírito divino,
Jesus roga o perdão de Deus para as criaturas, mas não esquece de assinalar o porquê de
Sua solicitação.

Seu motivo profundo era o da ignorância em que os homens se mergulhavam.

O Mestre compreendia que não se deve invocar a tolerância de Deus sem razão justa,
como nunca se abusa de um Pai abnegado e carinhoso.

Tornava-se preciso explicar que o drama do Gólgota era forma de animalidade de


quantos o rodeavam.

E a expressão do Cristo foi guardada no Evangelho, a fim de que todos os aprendizes


venham a compreender que tolerância e perdão de Deus não são forças que se reclamem a
esmo.

(Alma e luz. Ed. IDE. Cap. 19)

Se soubéssemos
Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo de dor que a vida lhe cobrará, no
reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.

Se o caluniador pudesse eliminar a crosta de sombra que lhe enlouquece a visão,


observando o sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, paralisaria as
cordas vocais ou imobilizaria a pena, a fim de não se confiar à acusação descabida.

Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas


lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos
mais pesados deveres.

Se o ingrato percebesse o fel de amargura que lhe invadirá, mais tarde, o coração,
não perpetraria o delito da indiferença.

Se o egoísta contemplasse a solidão infernal que o aguarda, nunca se apartaria da


prática infatigável da fraternidade e da cooperação.

Se o glutão enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio corpo,


apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à frugalidade e à harmonia.

Se soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis divinas,


jamais nos afastaríamos do caminho reto.

Perdoa, pois, a quem te fere e calunia...

Em verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal, não sabem o


que fazem.

(Fonte viva. FEB Editora. Cap. 38)

Perdão – remédio santo 65

Toda vez que a moléstia te ameaça, recorres necessariamente aos remédios que te
liberem da apreensão.

Agentes calmantes para a dor...

Sedativos para a ansiedade...

Em suma, à face de qualquer embaraço físico, procuras reabilitar as funções do órgão


lesado.
Lembra-te de semelhante impositivo e recorda que há pensamentos enfermiços de
queixa e mágoa, de prevenção e antipatia, a te solicitarem adequada medicação para que
se restaure o equilíbrio.

E se nas doenças vulgares reclamas despreocupação, em favor da cura, é natural que


nos achaques do espírito necessites de esquecimento para que se te refaçam as forças.

O perdão é, pois, remédio santo para a euforia da mente na luta cotidiana.

Tanto quanto não deves conservar detritos e infecções no vaso orgânico, não
mantenhas aversão e rancor na própria alma.

Perdoa a quantos te aborreçam, perdoa a quantos te firam.

Perdoa agora, hoje e amanhã, incondicionalmente.

Recorda que todas as criaturas trazem consigo as imperfeições e fraquezas que lhes
são peculiares, tanto quanto, ainda desajustados, trazemos também as nossas.

É por isso que Jesus, o Emissário divino, crucificado pela perseguição gratuita, rogou
a Deus, ante os próprios algozes: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem...”.

E, deixando os ofensores nas inibições próprias a cada um, sustentou em si a luz do


amor que dissolve toda sombra, induzindo-nos à conquista da luz eterna.

(Reformador, set. 1959, p. 194)

No escândalo da cruz 66

Finda a crucificação, espraiou o Mestre o olhar pela turba inconsciente. As opiniões


contraditórias do povo alcançavam-lhe os ouvidos. Os companheiros estavam distantes.
Ocultavam-se os beneficiários de seu amor. Era constrangido, agora, a permanecer entre o
insulto dos acusadores e o escárnio da multidão.

Angustiado, identificava a maioria dos semblantes.

Ali, comprimiam-se pessoas da cidade que lhe conheciam a missão divina; mais além,
acotovelavam-se romanos aos quais socorrera, generoso, ou romeiros de regiões diversas,
que lhe deviam favores e benefícios. Quase todos haviam comparecido à festividade de sua
entrada triunfal em Jerusalém, comentando-lhe o feito, na ressurreição de Lázaro, ou
recordando-lhe, entusiasticamente, a virtude, a cooperação, o ânimo e o serviço.

Não haviam decorrido muitas horas e as mesmas bocas ridicularizavam-no, sem


piedade.
– Por que não reagira, em recebendo a ordem de prisão?

– Não seria razoável a fuga dos discípulos, diante de sua tolerância em frente aos
sequazes dos sacerdotes?

– Não salvara a tantos? Por que não remediara a si mesmo?

– Ensinara a resistência ao crime e às tentações... Por que se entregava, assim, como


desordeiro vulgar?

– Não seria vergonha atender a missionário como aquele, incapaz de qualquer


reação? Entretanto, um dia, indignara-se, no templo, perante os mercadores infiéis...

– Que razões o moviam a não recorrer à justiça do mundo?

– Contrariamente a toda expectativa, aceitara a prisão sem resistência!

– Deixou-se conduzir como criança, pela pior companhia, submeteu-se aos açoites e
bofetadas...

– Deixou-se vestir de uma túnica escandalosa, ele, que era simples e sóbrio por
excelência, nem reclamou contra os espinhos com que lhe coroaram a fronte...

– Aceitou a cruz como se a merecesse e, por fim, ó ridículo supremo! Não se revoltou
quando o exibiram no madeiro, seminu, sob apupos e gargalhadas...

Jesus ouvia as opiniões que se entrechocavam, guardando silêncio.

Onde estaria o Evangelho, se reagisse? Para onde enviaria os seguidores de sua


palavra se lhes abrisse no coração a sede de vingança? Que seria do reino de Deus, se
pretendesse um reino dominador na Terra? Onde colocaria a Justiça do Pai, se também
duelasse com a justiça dos homens? Onde situava o auxílio divino, de que era portador, se
não desculpasse a ignorância? Como demonstraria o amor de que se fizera pregoeiro,
lançando chamas de cólera, exigindo reivindicações e castigando os escarnecedores, já de
si mesmos tão infelizes? Deveria acusar publicamente os organizadores do escândalo,
dando-lhes pasto aos sentimentos perversos ou deveria tratá-los com o silêncio, para que
tivessem de enxergar a si próprios?

O Mestre espraiou o olhar pela multidão desvairada, lembrou-se dos amigos


distantes e fixou os adversários presentes, meditou nas profundas perturbações da hora
em curso, considerou as necessidades espirituais de cada homem, compreendeu o
imperativo da Vontade de Deus e, já que era indispensável dizer alguma coisa, movendo os
lábios na direção do futuro de sua doutrina, levantou os olhos da Terra para os Céus e
murmurou compassivo: “Perdoai-lhes, meu Pai, porque não sabem o que fazem...”.
(Reformador, mar. 1945, p. 62)

65 Texto publicado em Palavras de vida eterna. Ed. Comunhão Espírita Cristã. Cap. 61.
66Texto publicado em Coletânea do além. Ed. LAKE. Cap. “No escândalo da cruz”, com pequenas
alterações.
Disse-lhe: amém, te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
Lucas 23:43

No paraíso
À primeira vista, parece que Jesus se inclinou para o chamado bom ladrão, por meio
da simpatia particular.

Mas não é assim.

O Mestre, nessa lição do Calvário, renovou a definição de paraíso.

Noutra passagem, Ele mesmo asseverou que o reino divino não surge com
aparências exteriores. Inicia-se, desenvolve-se e consolida-se, em resplendores eternos, no
imo do coração.

Naquela hora de sacrifício culminante, o bom ladrão rendeu-se incondicionalmente a


Jesus Cristo. O leitor do Evangelho não se informa com respeito aos porfiados trabalhos e
às responsabilidades novas que lhe pesariam nos ombros, de modo a cimentar a união com
o Salvador; todavia, convence-se de que daquele momento em diante o ex-malfeitor
penetrará o Céu.

O símbolo é formoso e profundo e dá ideia da infinita extensão da divina


Misericórdia.

Podemos apresentar-nos com volumosa bagagem de débitos do passado escuro, ante


a verdade, mas desde o instante em que nos rendemos aos desígnios do Senhor, aceitando
sinceramente o dever da própria regeneração, avançamos para região espiritual diferente,
onde todo jugo é suave e todo fardo é leve. Chegado a essa altura, o espírito endividado
não permanecerá em falsa atitude beatífica, reconhecendo, acima de tudo, que, com Jesus,
o sofrimento é retificação e as cruzes são claridades imortais.

Eis o motivo pelo qual o bom ladrão, naquela mesma hora, ingressou nas
excelsitudes do paraíso.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 81)


Estavam de pé, ao longe, vendo estas [coisas], todos dos conhecidos
dele bem como as mulheres que o haviam seguido desde a Galileia.
Lucas 23:49

Nos grandes momentos 67

A solidão de Jesus no Calvário é uma lição viva aos discípulos do Evangelho, em


todos os tempos.

Quase sempre os aprendizes procuram impor ao próximo o seu modo de sentir. Às


vezes, quando menos avisados, raiam pela imprudência, ansiosos da renovação imediata
de amigos, conhecidos, familiares. Suas atividades se convertem num conjunto de
inquietações indevidas. Andam esquecidos de que cada um será compelido ao testemunho
nos grandes momentos. E, quando chegado o ensejo, devem contar, acima de tudo, com
Deus e consigo próprios.

Jesus, no apostolado da luz e do bem, junto ao espírito popular, formara compacta


legião de amigos. Todos os beneficiários de sua obra o seguiam em admiração constante.
Volteavam-lhe em torno dos passos não só os admiradores, os aprendizes, os curiosos, mas
também os doentes da véspera, reintegrados no tesouro da saúde, à força da sua dedicação
divina. No grande momento, porém, quando as sombras do martírio lhe amortalhavam o
coração, todos os participantes de suas caminhadas se recolheram à distância da cruz,
contemplando-o de longe. Não se ouviu a voz de nenhum beneficiado, ao pé do Calvário.
Ninguém lhe recordou, no extremo instante, as obras generosas, perante os algozes que o
apupavam. E o ensinamento ficou para que cada aprendiz, no decurso do tempo, não
esqueça a necessidade do próprio valor.

(Reformador, out. 1942, p. 235)

67Texto publicado em Alma e luz. Ed. IDE. Cap. 17, com pequenas alterações. Trilha de luz. Ed. IDE. Cap.
19, com pequenas alterações.
Mas, diante deles, essas palavras pareceram como que tolice, e não
acreditaram nelas.
Lucas 24:11

A luz segue sempre


A perplexidade surgida no dia da Ressurreição do Senhor ainda é a mesma nos
tempos que passam, sempre que a natureza divina e invisível ao olhar comum dos homens
manifesta suas gloriosas mensagens.

As mulheres devotadas, que se foram em romaria de amor ao túmulo do Mestre,


sempre encontraram sucessores. Todavia, são muito raros os Pedros que se dispõem a
levantar para a averiguação da verdade.

Em todos os tempos, os transmissores de notícias de Além-túmulo peregrinaram na


Terra, quanto hoje.

As escolas religiosas deturpadas, porém, somente em raras ocasiões aceitaram o


valioso concurso que se lhes oferecia.

Nas épocas passadas, todos os instrumentos da revelação espiritual, com raras


exceções, foram categorizados como bruxos, queimados na praça pública, e, ainda hoje, são
tidos por dementes, visionários e feiticeiros. É que a maioria dos companheiros de jornada
humana vivem agarrados aos inferiores interesses de alguns momentos e as palavras da
verdade imortalista sempre lhes pareceram consumado desvario. Entregues ao efêmero,
não creem na expansão da vida, dentro do infinito e da eternidade, mas a luz da
Ressurreição prossegue sempre, inspirando seus missionários ainda incompreendidos.

(Vinha de luz. FEB Editora. Cap. 9)


Os seus olhos, porém, estavam impedidos de reconhecê-lo.
Lucas 24:16

O amigo oculto
Os discípulos, a caminho de Emaús, comentavam, amargurados, os acontecimentos
terríveis do Calvário.

Permaneciam sob a tormenta da angústia. A dúvida penetrava-lhes a alma, levando-


os ao abatimento, à negação.

Um homem desconhecido, porém, alcançou-os na estrada. Oferecia o aspecto de


mísero peregrino. Sem identificar-se, esclareceu as verdades da Escritura, exaltou a cruz e
o sofrimento.

Ambos os companheiros, que se haviam emaranhado no cipoal de contradições


ingratas, experimentaram agradável bem-estar, ouvindo a argumentação confortadora.

Somente ao termo da viagem, sentindo-se fortalecidos no tépido ambiente da


hospedaria, perceberam que o desconhecido era o Mestre.

Ainda existem aprendizes na “estrada simbólica de Emaús”, todos os dias. Atingem o


Evangelho e espantam-se em face dos sacrifícios necessários à eterna iluminação
espiritual. Não entendem o ambiente divino da cruz e procuram “paisagens mentais”
distantes... Entretanto, chega sempre um desconhecido que caminha ao lado dos que
vacilam e fogem. Tem a forma de um viandante incompreendido, de um companheiro
inesperado, de um velho generoso, de uma criança tímida. Sua voz é diferente das outras,
seus esclarecimentos mais firmes, seus apelos mais doces.

Quem partilha, por um momento, do banquete da cruz, jamais poderá olvidá-la.


Muitas vezes, partirá mundo afora, demorando-se nos trilhos escuros; no entanto, minuto
virá em que Jesus, de maneira imprevista, busca esses viajores transviados e não os
desampara enquanto não os contempla, seguros e livres, na hospedaria da confiança.

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 95)


Eles explicaram as [coisas ocorridas] no caminho, e como o haviam
reconhecido pelo partir do pão.
Lucas 24:35

Ao partir do pão
Muito importante o episódio em que o Mestre é reconhecido pelos discípulos que se
dirigiam para Emaús, em desesperação.

Jesus seguira-os, qual amigo oculto, fixando-lhes a verdade no coração com as


fórmulas verbais, carinhosas e doces.

Grande parte do caminho foi atravessada em companhia daquele homem, amoroso e


sábio, que ambos interpretaram por generoso e simpático desconhecido, e, somente ao
partir do pão, reconhecem o Mestre muito amado.

Os dois aprendizes não conseguiram a identificação nem pelas palavras, nem pelo
gesto afetuoso; contudo, tão logo surgiu o pão materializado, dissiparam todas as dúvidas
e creram.

Não será o mesmo que vem ocorrendo no mundo há milênios?

Compactas multidões de candidatos à fé se afastam do serviço divino por não


atingirem, depois de certa expectação, as vantagens que aguardavam no imediatismo da
luta humana. Sem garantia financeira, sem caprichos satisfeitos, não comungam na crença
renovadora, respeitável e fiel.

É necessário combater semelhante miopia da alma.

Louvado seja o Senhor por todas as lições e testemunhos que nos confere, mas
continuarás muito longe da verdade se o procuras apenas na divisão dos bens
fragmentários e perecíveis.

(Pão nosso. FEB Editora. Cap. 129)


E ele lhes disse: por que estais perturbados, e por que sobem tais
pensamentos ao vosso coração?
Lucas 24:38

Fé e paz
Para a inquirição do Senhor aos discípulos a quem demonstrava a sobrevivência, não
encontraríamos realmente uma resposta aceitável, porque o abatimento e a perturbação
quase sempre resultam da inconstância na fé.

O objetivo que atingiremos na senda evolutiva inclui, hoje ou amanhã, o domínio de


nós mesmos, guardando-nos o coração tranquilo e imperturbável.

E, enquanto experimentamos o suor das tarefas que nos honram o “hoje”, é preciso
aceitar de frente todas as circunstâncias, para que não desmereçamos o ideal superior que
nos alimenta os sonhos.

Fenômenos infelizes ou sucessos amargos não nos devem toldar o clima de


esperança.

Resguardados na fé que nos emoldura os passos, estejamos desassombrados e


valorosos perante todas as ocorrências que nos envolvem as horas.

Perturbar-se é render-se à névoa da invigilância.

Apavorar-se é cair sob o domínio das sombras.

Mantenhamos o coração sereno, firme e forte, em qualquer emergência escura, pois


os minutos próximos são incógnitas constantes para o nosso raciocínio humilde e
fragmentário.

Não nos deixemos abater ante as lutas da marcha.

Se trazemos conosco a fé, a paz ser-nos-á o escudo amigo e invulnerável.

Assim, que as aflições jamais nos amedrontem, porquanto, muitas vezes, qual
sucedeu um dia aos amigos do Mestre, a surpresa que surge, a trazer-nos espanto, é
somente a visita da mensagem do Céu em talentos de amor e tesouros de luz.

(Reformador, fev. 1958, p. 43)


Então o entendimento deles foi aberto e compreenderam as
Escrituras.
Lucas 24:45

Entendimento espiritual 68

(Harmonização. Ed. GEEM. Cap. “Entendimento espiritual”)

68 N.E.: Vide nota 12.


Vós [sois] testemunhas destas [coisas].
Lucas 24:48

Aproveitemos
Jesus sempre aproveitou o mínimo para produzir o máximo.

Com três anos de apostolado, acendeu luzes para milênios.

Congregando pequena assembleia de doze companheiros, renovou o mundo.

Com uma pregação na montanha, inspirou milhões de almas para a vida eterna.

Converte a esmola de uma viúva em lição imperecível de solidariedade.

Corrigindo alguns espíritos perturbados, transforma o sistema judiciário da Terra,


erigindo o “amai-vos uns aos outros” para a felicidade humana.

De cinco pães e dois peixes, retira o alimento para milhares de famintos.

Da ação de um Zaqueu bem-intencionado, traça programa edificante para os


mordomos da fortuna material.

Da atitude de um fariseu orgulhoso, extrai a verdade que confunde os crentes menos


sinceros.

Curando alguns doentes, institui a medicina espiritual para todos os centros da


Terra.

Faz dum grão de mostarda maravilhoso símbolo do reino de Deus.

De uma dracma perdida, forma ensinamento inesquecível sobre o amor espiritual.

De uma cruz grosseira, grava a maior lição de Divindade na História.

De tudo isso somos testemunhas em nossa condição de beneficiários. Em razão de


nosso conhecimento, convém ouvirmos a própria consciência. Que fazemos das bagatelas
de nosso caminho? Estaremos aproveitando nossas oportunidades para fazer algo de bom?

(Caminho, verdade e vida. FEB Editora. Cap. 161)


Tabelas de correspondências de versículos
Estas tabelas contêm a relação de todos os comentários, deste volume, cuja
vinculação poderia ser feita a mais de um versículo. Isso ocorre, principalmente, nas
chamadas passagens paralelas dos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas.

Essa informação é particularmente útil quando o leitor não localizar um comentário


sobre um versículo, como, por exemplo, MC 4:21: “Dizia-lhes: Acaso vem a candeia para
que seja posta sob o módio ou sob o leito, não para que seja posta sobre o candeeiro?”.
Embora não haja comentário sobre esse versículo, existe sobre MT 5:15: “nem se acende
uma candeia colocando-a debaixo do módio, mas sobre o candeeiro, assim ilumina todos
que estão na casa.” cujo conteúdo é o mesmo. O comentário A candeia pode referir-se tanto
a um quanto ao outro, e, para evitar repetições de textos, foi vinculado somente a MT 5:15.

Os comentários cujas vinculações não apresentam dúvidas, por se enquadrarem em


um ou mais dos casos a seguir, não constam dessa tabela: 1) o versículo foi destacado na
fonte primária; 2) o versículo foi destacado em fonte secundária; 3) o texto do comentário
remete a um versículo que ocorre somente uma vez no Novo Testamento.

Para esse terceiro volume, incluímos também uma relação dos comentários que, de
acordo com a explicação acima, foram inseridos no primeiro e segundo volumes da
coleção, e referem-se a versículos que são paralelos em Marcos.
Relação de versículos cujos comentários constam do primeiro e

segundo volume da coleção.


Para Ver

LC 5:31 Mateus 9:12 – Acidentados da alma

Mateus 9:12 – Em plena marcha

Marcos 2:17 – Doença e remédio

LC 5:32 Mateus 9:12 – Nos quadros da luta

Mateus 9:12 – Perante os caídos

LC 6:21 Mateus 5:4 – Aflições

Mateus 5:4 – Aflições excedentes

Mateus 5:4 – Aflitos

Mateus 5:4 – Aflitos bem... Aventurados

Mateus 5:4 – Apressados

Mateus 5:4 – Desespero

Mateus 5:4 – Examina a própria aflição

Mateus 5:4 – Não te aflijas

Mateus 5:4 – Nem todos os aflitos

Mateus 5:4 – No estudo da aflição

Mateus 5:4 – Os que não esperaram

Mateus 5:4 – Ouvindo o sermão do monte

LC 6:27 Mateus 5:44 – Amigos e inimigos

Mateus 5:44 – Ante nossos adversários

Mateus 5:44 – Ante os adversários


Mateus 5:44 – Companheiros difíceis

Mateus 5:44 – Desafetos

Mateus 5:44 – Inimigos que não devemos acalentar

Mateus 5:44 – Necessitados difíceis

Mateus 5:44 – Ofensas e ofensores

Mateus 5:44 – Orai pelos que vos perseguem

Mateus 5:44 – Orai pelos que vos perseguem

Mateus 5:44 – Professores gratuitos

Mateus 5:44 – Traços do inimigo

LC 6:29 Mateus 5:39 – Pergunta 345 do livro O consolador

LC 6:35 Mateus 5:44 – Amigos e inimigos

Mateus 5:44 – Ante nossos adversários

Mateus 5:44 – Ante os adversários

Mateus 5:44 – Companheiros difíceis

Mateus 5:44 – Desafetos

Mateus 5:44 – Inimigos que não devemos acalentar

Mateus 5:44 – Necessitados difíceis

Mateus 5:44 – Ofensas e ofensores

Mateus 5:44 – Orai pelos que vos perseguem

Mateus 5:44 – Orai pelos que vos perseguem

Mateus 5:44 – Professores gratuitos

Mateus 5:44 – Traços do inimigo

LC 6:41 Mateus 7:3 – O olhar de Jesus

LC 6:37 - por aproximação Mateus 7:1 – Autojulgamento


Mateus 7:1 - Na obra cristã

LC 8:5 Mateus 13:3 – Ante o campo da vida

Mateus 13:3 – O semeador saiu

Mateus 13:3 – Palavra ao semeador

Mateus 13:3 – Semeia, semeia...

LC 8:16 Mateus 5:15 – A candeia

Mateus 5:15 – A candeia simbólica

Mateus 5:15 – Exposição espírita

Mateus 5:15 – No combate à ignorância

LC 8:18 Mateus 13:12 – A quem mais tem

Marcos 4:25 – Marcos 4:25 – Menos e mais

Marcos 4:25 – Marcos 4:25 – Quanto Mais

LC 9:5 Mateus 10:14 – O pó das sandálias

Mateus 10:14 – Poeira

LC 9:23 Mateus 16:24 – Apelos e solicitações

Mateus 16:24 – Em marcha

Mateus 16:24 – Evangelização

LC 9:24 Marcos 8:34 – Sigam-me os passos (prefácio)

LC 9:28-29 Marcos 9:2 – Pergunta 310 do livro O consolador

LC 10:10 Mateus 10:14 – O pó das sandálias

Mateus 10:14 – Poeira

LC 10:11 Marcos 1:15 – O reino de Deus está próximo

LC 10:27 Mateus 22:37 – Na execução da divina lei

Mateus 22:39 – O próximo


Mateus 22:39 – Tempo da regra áurea

Marcos 12:31 – Diante do próximo

Marcos 12:31 – Pergunta 351 do livro O consolador

LC 11:9 Mateus 7:7 – A chave

Mateus 7:7 – Batei e abrir-se-vos-á

Mateus 7:7 – Campeonatos

Mateus 7:7 – Esmola e oração

Mateus 7:7 – Examina o teu desejo

Mateus 7:7 – Imperfeitos, mas úteis

Mateus 7:7 – Na ação de pedir

Mateus 7:7 – Orar

Mateus 7:7 – Pedi e obtereis

Mateus 7:7 – Vibrações

LC 11:2 - por aproximação Mateus 6:10 – Assistência espiritual

Mateus 6:10 – Felicidade real

Mateus 6:10 – Na lição de Jesus

Mateus 6:10 – Seja feita a divina vontade

Mateus 6:12 – Como perdoar

Mateus 6:12 – Justiça e amor

Mateus 6:12 – Perdão e vida

LC 12:53 Mateus 10:35 – Pergunta 305 do livro O consolador

LC 12:58 Mateus 5:25 – De imediato

Mateus 5:25 – Pergunta 337 do livro O consolador

Mateus 5:25 – Reconcilia-te


LC 16:13 Mateus 6:24 – Atendamos

Mateus 6:24 – Diante da posse

LC 17:1 Mateus 18:7 – No domínio das provas

Mateus 18:7 – Pergunta 307 do livro O consolador

LC 17:3 Mateus 18:15 – No exame do perdão

LC 17:6 Mateus 17:20 – A semente de mostarda

LC 17:6 - por aproximação Marcos 11:23 – Alcancemos a luz

LC 18:16 Marcos 10:14 – A criança e o futuro/Por amor à criança

LC 18:25 Mateus 19:23 – Ante o reino dos Céus

LC 19:26 Mateus 13:12 – A quem mais tem

LC 20:25 Mateus 22:21 – A César o que é de César

Mateus 22:21 – Diante de Deus e de César

Mateus 22:21 – Jesus e César

Mateus 22:21 – Oração do dinheiro

Marcos 12:17 – Os minutos de Deus

LC 21:31 Marcos 1:15 – O reino de Deus está próximo

LC 22:54ss Marcos 14:71 – Pergunta 320 do livro O consolador

LC 23:26 Marcos 15:21 – Pergunta 316 do livro O consolador

Tabela de correspondência de versículos do

volume 3 da coleção
Título do Capítulo Vinculação adotada Vinculação alternativa

Amor aos inimigos LC 6:27 MT 5:44

Jesus e perdão LC 6:27 MT 5:44


Mortos LC 9:60 MT 18:22

Heroísmo oculto LC 9:23 MT 16:24; MC 8:34

Realidade e nós LC 9:23 MT 16:24; MC 8:34

Obter e pagar LC 11:9 MT 7:7

A porta estreita LC 13:24 MT 7:13

Em auxílio à criança LC 18:16 MT 19:14 ;MC 10:14

Mutilações congênitas LC 18:20 MT 19:18; MC 10:19

Não furtar LC 18:20 MT 19:18; MC 10:19


Relação de comentários por ordem alfabética
2ª meditação sobre a prece – Na oração – ver Na oração*

A boa parte – LC 10:42

A grande fazenda – LC 15:12

A Grande Pergunta – LC 6:46

A luz segue sempre – LC 24:11

A marcha – LC 13:33

A porta estreita – LC 13:24

A senda estreita – LC 13:24

A torre – LC 14:28

Acharemos sempre – LC 11:10

Acima – LC 9:62

Administração – LC 16:2

Ajudemos sempre – LC 10:29

Alfaias – LC 17:31

Alguma coisa – LC 5:31

Alvorada do reino (Prefácio) – LC 17:21

Ambientes – LC 6:38

Amor aos inimigos – LC 6:27

Ante a Parábola do Rico – LC 16:19

Ante o sol eterno – LC 12:49

Ao partir do pão – LC 24:35

Após Jesus – LC 23:26

Aproveitemos – LC 24:48

Assim Será – LC 12:21

Atitudes essenciais – LC 14:27

Auto entrevista – LC 17:20


Auxiliar e servir – LC 10:27

Avareza – LC 12:15

Bem-aventuranças – LC 6:22

Beneficência e justiça – LC 6:31

Bens externos – LC 12:15

Boas maneiras – LC 14:10

Caindo em si – LC 15:17

Caminhar adiante – LC 13:33

Caridade e Jesus – LC 10:33

Caso Grave – LC 12:20

Céu – LC 17:21

Chamamento divino – LC 14:21

Civilização e reino de Deus – LC 17:20

Coisas mínimas – LC 12:26

Comer e beber – LC 13:26

Como lês? – LC 10:26

Compaixão e socorro – LC 6:35

Compaixão sempre – LC 6:37

Confessar o Mestre – LC 12:8

Conta particular – LC 19:42

Contempla mais longe – LC 6:38

Conversão – LC 22:32

Convite ao bem – LC 14:10

Cultiva a paz – LC 10:6

Curas – LC 10:9

Dai e dar-se-vos-á – LC 6:38

Dai e ser-vos-á dado – LC 6:38

Dar – LC 6:30
Dar – LC 6:38

Desculpismo – LC 14:18

Discípulos – LC 14:27

Doação e nós – LC 6:38

Doutrinações – LC 10:20

E olhai por vós – LC 21:34

Edificação do reino – LC 17:21

Eles, antes – LC 14:12

Elogios – LC 11:28

Em auxílio à criança – LC 18:16

Em louvor da alegria – LC 6:21

Em meio de lobos – LC 10:3

Em nós – LC 21:19

Em nossos caminhos – LC 10:37

Emprego de riquezas – LC 12:15

Encontro de paz – Prefácio – LC 17:21

Enquanto – LC 17:20

Entendimento espiritual – LC 24:45

Ergamo-nos – LC 15:18

Esmola – LC 11:41

Espinheiros – LC 6:44

Esta noite!... – ver Supercultura e calamidades morais*

Estudando a riqueza – LC 16:19

Evangelho e caridade – LC 10:30

Executar bem – LC 3:13

Exemplificar – LC 7:22

Falsas alegações – LC 8:28

Fariseus – LC 12:1
Faze isso e viverás – LC 10:28

Fazei preparativos – LC 22:12

Fé e paz – LC 24:38

Fidelidade – LC 17:5

Filho e censor – LC 15:29

Filhos de Deus – ver Paciência*

Filhos pródigos – LC 15:17

Firmeza de Fé – LC 8:13

Fundo de serviço – ver Recursos*

Granjeai amigos – LC 16:9

Guardemos o ensino – LC 9:44

Heroísmo oculto – LC 9:23

Inimigos – LC 6:35

Interrogação do Mestre – LC 9:25

Jesus e perdão – LC 6:27

Lázaro e o rico – LC 16:25

Livros – LC 4:16

Lucros – LC 12:20

Lugares de expiação – LC 17:21

Luz em nossas mãos – LC 17:20

Madeiros secos – LC 23:31

Magnetismo pessoal – LC 6:19

Mais alto – LC 6:32

Mar alto – LC 5:4

Máximo e mínimo – LC 6:45

Meditando o Natal – LC 2:29

Mensagem do Natal – LC 2:14

Mensagem espírita – ver Opiniões*


Misericórdia – LC 6:36

Misericórdia sempre – LC 10:29

Monte acima – LC 9:23

Monturo – LC 14:35

Mortos – LC 9:60

Mudança – LC 9:53

Mutilações congênitas – LC 18:20

Na hora da assistência – LC 14:13

Na oração – LC 11:1

Na Propaganda – LC 17:23

Não basta ver – LC 18:43

Não desfalecer – ver Nunca desfalecer*

Não furtar – LC 18:20

Não matarás – LC 18:20

Não se envergonhar – LC 9:26

Natal – LC 2:14

Necessidade essencial – LC 22:32

Negócios – LC 2:49

Nem Todos – LC 9:28

Ninguém é inútil – LC 14:11

No escândalo da cruz – LC 23:34

No júbilo de servir – LC 17:10

No Natal – LC 2:29

No paraíso – LC 23:43

No portal da luz – LC 17:21

No roteiro da fé – LC 9:23

Nós e o mundo – LC 6:38

Nos grandes momentos – LC 23:49


Nunca desfalecer – LC 18:1

Nuvens – LC 9:35

O amigo oculto – LC 24:16

O anúncio divino – LC 2:11

O arado – LC 9:62

O cego de Jericó – LC 18:41

O filho egoísta – LC 15:29

O grande servidor – LC 22:27

O homem bom – LC 10:37

O necessário – LC 10:42

O povo e o Evangelho – LC 19:48

O próximo e nós – LC 10:29

O Senhor dá sempre – LC 11:13

O Tesouro maior – LC 12:34

O toque – LC 8:45

O trabalhador divino – LC 3:17

Obter e pagar – LC 11:9

Oferta de Natal – LC 2:8

Onde estivermos – LC 16:12

Opiniões – LC 6:26

Ordem e Luz – LC 2:5

Os Vivos do Além – LC 9:30

Ouçam-nos – LC 16:29

Paciência – LC 21:19

Paciência em estudo – LC 21:19

Página do Natal – LC 2:32

Pai e amigo – LC 15:20

Palavra falada – LC 8:17


Pão de cada dia – LC 11:3

Para e pensa – LC 12:48

Para testemunhar – LC 21:13

Paz em casa – LC 10:5

Perdão – remédio santo – LC 23:34

Pergunta 66 do livro O consolador – LC 14:33

Pilatos – LC 23:25

Pior para eles – LC 4:21

Política – LC 22:26

Política divina – LC 22:27

Por que dormis? – LC 22:46

Porta estreita – LC 13:24

Posses terrestres – LC 12:20

Prece do Natal – LC 2:14

Prece do Natal – LC 2:14

Pró ou Contra – LC 11:23

Profetas e Apóstolos – LC 11:49

Que pedes? – LC 12:20

Realidade e nós – LC 9:23

Receita de luz – LC 10:37

Receita de vida eterna – LC 10:37

Recursos – LC 12:15

Reino de Deus – LC 17:21

Reino divino – LC 17:21

Responsabilidade – LC 12:48

Respostas do alto – LC 11:11

Rogar – LC 22:42

Salários – LC 3:14
Samaritanos e nós – LC 10:37

Saudando o Natal – LC 2:9

Se soubéssemos – LC 23:34

Seara espírita – LC 6:44

Sede firmes – LC 21:9

Sejamos simples – LC 18:16

Semimortos – LC 10:30

Substitutos – LC 1:79

Sugestões da parábola – LC 10:37

Supercultura e Calamidades Morais – LC 12:20

Tabernáculos eternos – LC 16:9

Tempo de Confiança – LC 8:25

Tolerância divina – LC 23:34

Três imperativos – LC 11:9

Tua fé – LC 8:48

Um livro diferente – LC 8:30

Um só Senhor – LC 16:13

Vê como vives – LC 19:13

Vê, pois – LC 11:35

Vinda do reino – LC 17:20

Vós, que dizeis? – LC 9:20


Índice geral
A
ABORRECIMENTO
silêncio diante do próprio (LC 10:5)
ABRAÃO
resposta de * ao rico da parábola (LC 16:29)
AÇÃO
campo da * regeneradora (LC 15:18)
ACEITAÇÃO
desígnios e (LC 23:43)

sofrimento e (LC 6:22)


ADMINISTRADOR
distribuição de serviço e (LC 1:79)

inconfessáveis compromissos e (LC 9:60)

negócios de orientação e (LC 19:13)


ADMIRAÇÃO
expressão da * e da reverência do mundo (LC 2:8 a 11)
ADUBO
proteção da plantação com * desagradável (LC 11:13)
AFLIÇÃO
amparo aos que padecem (LC 14:12)

pensamentos desordenados e (LC 12:48)

socorro de Deus nas horas de (LC 17:21)


AFORTUNADO
provações e (LC 6:36)
AGRESSIVIDADE
assalto da * invisível (LC 18:20)
AGRUPAMENTO RELIGIOSO
desconfiança e (LC 11:10)
ÁGUA
requisito para purificação da (LC 14:11)
AGUILHÃO
espera pelo * da necessidade (LC 14:10)
AJUDA
atenção às oportunidades de (LC 12:15)

facilidade de * aos companheiros (LC 6:32)


AJUSTE
momento do (LC 16:9)
ALEGRIA
criação e (LC 6:38)

distribuição de * e bom ânimo (LC 11:41)

festa de lágrimas da * e natal (LC 2:29)

interesse imediatista satisfeito e (LC 15:17)

privilegiados da (LC 16:19)


ALÉM-TÚMULO
assistência de companheiros de (LC 5:4)

notícias de (LC 24:11)

possibilidade do intercâmbio com (LC 9:28)


ALFABETO
cooperação na busca do (LC 6:45)
ALFAIA
separação da * de adorno dos vasos (LC 17:31)

transitoriedade da * do lar (LC 17:31)


ALLAN KARDEC
comentário de (LC 12:20)

palavra dos instrutores de (LC 17:20)


ALMA
acesso às portas da (LC 2:14)

acomodação nas portas largas e (LC 13:24)

anseio pelo sacrifício e (LC 13:24)

condição para posse da (LC 21:19)

corpo físico e (LC 13:24)

crença e exigências da (LC 17:21)

desejo de nova vida no mundo e (LC 13:24)

despertamento da * para as realidades eternas (LC 9:44)

dificuldade que enriquece a mente e (LC 13:24)

eliminação da aversão e do rancor na (LC 23:34)

exaltação pelo obstáculo que ensina e (LC 13:24)


felicidade e (LC 13:24)

fuga à dificuldade e (LC 13:24)

lágrimas e (LC 2:14)

menosprezo pelo compromisso assumido e (LC 13:24)

miopia da (LC 24:35)

necessidade do combate a miopia da (LC 24:45)

necessidade do sofrimento purificador e (LC 13:24)

negações da * vazia (LC 8:48)

perigosas tentações no sono da (LC 22:46)

porta estreita e (LC 13:24)

potenciais para a angelitude na (LC 18:16)

programa individual da (LC 3:13)

programa individual de trabalho da (LC 3:13)

próximo e exame da posição da (LC 10:29)

queda de propósitos erigidos na (LC 22:42)

reclamos da (LC 8:48)

recuo no instante do serviço justo e (LC 13:24)

retorno às portas largas e (LC 13:24)

rogativa pela porta estreita e (LC 13:24)

semimortos da (LC 10:30)

símbolo do aposento interno da (LC 22:12)

socorro às necessidades da (LC 12:20)

sono da (LC 22:46)

tarefa de retificação ou recondução da (LC 14:10)

temor do sacrifício e (LC 13:24)

vitórias e valores da (LC 12:20)


ALUCINAÇÃO
precipitação nos despenhadeiros de (LC 10:37)
AMBICIOSO
reclamação do (LC 12:20)
AMBIENTE
disponibilidade e (LC 6:38)

resposta e (LC 6:38)


AMIGO
benfeitor e (LC 16:2)

oferta do apoio fraterno ao (LC 9:23)

significado da palavra * segundo Jesus (LC 16:9)


AMIGO DO OUTRO MUNDO
identificação do (LC 9:30)
AMOR
aprendendo no * ao próximo (LC 10:29)

busca da vitória do (LC 23:26)

caridade e (LC 11:41)

conceito de (LC 6:35)

coração armado de (LC 2:14)

dracma perdida e * espiritual (LC 24:48)

exercício de * ao cônjuge (LC 9:23)

exercício do ministério do * na casa de Pedro (LC 22:32)

irradiação de (LC 11:41)

Jesus e (LC 6:32)

pobreza e (LC 2:14)

resplandecência do * no coração (LC 6:35)

revelação do * que acalma as tempestades (LC 22:27)

solicitação e (LC 11:9)


AMOR ESPIRITUAL
dracma perdida e ensinamento sobre (LC 24:48)
ANGÚSTIA
acomodamento sobre as pedras da (LC 10:37)

processos obsessivos e (LC 6:37)


ANIMALIDADE
libertação da * primitivista (LC 11:9)
ANSIEDADE
inimiga do trabalho frutuoso e (LC 3:13)
APOIO
cooperação em * aos semelhantes (LC 9:62)

facilidade no * aos que nos aplaudem (LC 6:32)


APOSTOLADO
acendimento das luzes com três anos de (LC 24:48)
APRECIAÇÃO UNILATERAL
prejuízo da (LC 10:42)
APREÇO
respeito e (LC 6:38)
APRENDIZ
bênçãos divinas e (LC 6:38)

Evangelho e (LC 6:46)

fé e (LC 6:46)

preguiça, vaidade e (LC 6:46)

remédio recomendado ao (LC 10:20)

solidariedade humana e (LC 6:38)


APRENDIZ SINCERO
cenáculo simbólico do coração e (LC 22:12)
APRENDIZADO
esquecimento de * em proveito próprio (LC 10:20)
ARADO
aproveitamento do terreno e (LC 9:62)

características do (LC 9:62)

construção do berço das sementeiras e (LC 9:62)

discípulo sincero e * da responsabilidade (LC 9:62)

fruto do (LC 9:62)

promessa de serviço e (LC 9:62)

reino de Deus e (LC 9:62)

serviço e (LC 9:62)


ARBITRÁRIO
solicitação do (LC 12:20)
ARMA DE FOGO
relâmpagos estranhos e (LC 2:32)
ARREPENDIMENTO
caprichos e (LC 13:24)

compra de * e lágrimas (LC 10:27)

demora para o (LC 13:24)

despenhamento nos precipícios de tardio (LC 13:24)

trabalho e (LC 15:17)


ARTE
consagração da hegemonia dos mais fortes e (LC 10:30)
ARTISTA
queda nos desvãos do relaxamento e (LC 15:17)
ÁRVORE DA VIDA
galhos secos da (LC 23:31)
ASCENDENTE ESPIRITUAL
agrupamento religioso e (LC 4:21)
ASCENSÃO
panorama dos cimos e (LC 15:18)

prejuízo do serviço divino da (LC 17:31)


ASCENSÃO ESPIRITUAL
melindres, convenções e (LC 17:31)
ATENAS
inteligência e acrópole de (LC 10:30)
ATITUDE
importância da * na preservação da paz (LC 16:12)

revisão da própria (LC 6:38)


ATIVIDADE DIGNA
condução do irmão à (LC 5:31)
AUDIÇÃO
lubrificação das engrenagens da (LC 8:17-18)

óleo do amor puro e (LC 8:17)


AUTOENTREVISTA
débitos, créditos e (LC 17:20)

dificuldades, provações e (LC 17:20)

esquecimento das ofensas alheias e (LC 17:20)

personalidade, tendências íntimas e (LC 17:20)

prática do bem e (LC 17:20)

renovação constante e (LC 17:20)

utilização do tempo e (LC 17:20)


AUTORIDADE
compaixão e (LC 6:38)

crítica em torno da (LC 8:17 e 18)

Deus e doação da (LC 6:38)

experiências, provas e * humana (LC 14:33)

justiça, misericórdia e (LC 6:38)


AUXÍLIO
acendimento das lâmpadas de * fraterno (LC 22:27)

extensão dos braços na obra do (LC 6:37)

homem bom e (LC 10:37)


AVARENTO
mesquinhas preocupações e (LC 12:34)
AVAREZA
acúmulo de dinheiro e (LC 12:15)

ataque pelo vírus da (LC 12:15)

conceito de (LC 12:15)

consequência da (LC 12:15)

Jesus e (LC 12:15)

loucura e (LC 12:21)

sofrimento e (LC 12:15)


AVARO
característica do * infeliz (LC 12:15)
AZEDUME
oferta e (LC 6:38)

B
BAGAGEM
exame da * e valores da alma (LC 12:20)
BÁLSAMO
semeadura e (LC 8:17)
BARRABÁS
Jesus e (LC 6:27)
BATISTA, JOÃO
advertência de (LC 3:13)

lembrança dos conselhos de (LC 3:13)

referência de * a Jesus (LC 3:17)

resposta de * aos soldados (LC 3:14)


BEM
ação dos vanguardeiros do (LC 10:30)

ação no * no caminho para frente (LC 13:33)

aceitação dos impositivos do (LC 14:27)


aproveitamento do * transitório (LC 16:9)

busca do * legítimo (LC 11:9)

caráter firme, defensor do (LC 21:9)

centralização no esforço de ajuda no (LC 18:1)

condição convencional para o exercício do (LC 2:5)

consciência tranquila e prática do (LC 17:21)

conversão do * na lição ou na alegria (LC 8:17 e 18)

convite ao (LC 14:10)

corações inclinados ao * e à verdade (LC 21:19)

cristão sem atividade no (LC 10:39)

doação do * aos outros (LC 6:38)

doação e (LC 6:38)

encontro com o (LC 14:10)

estímulo à construção do * na Terra (LC 14:18)

fonte divina e (LC 14:10)

herança dos valores do (LC 12:21)

incapacidade de colaboração nos serviços

do (LC 14:18)

Jesus e materialização do (LC 10:30)

Magdala e adversário do (LC 2:29)

necessidade da busca diária do (LC 11:10)

necessidade do (LC 14:10)

neutralidade entre o * e o mal (LC 11:23)

origem do (LC 14:10)

paciência e (LC 21:19)

poder, fama e valorização do (LC 12:21)

prática do (LC 14:10)

presença do (LC 14:10)

provas do mal e (LC 14:10)

semeadura e (LC 16:19)

talentos e consagração ao (LC 12:48)

transformação do mal no (LC 21:19)

valor divino e eterno do (LC 11:10)


BEM-AVENTURANÇAS
aflitos e (LC 6:22)

Jesus e oferta das (LC 6:22)

pobres de espírito e (LC 6:22)

reflexões sobre o problema das (LC 6:22)

resistências às (LC 6:22)

sofrimento e (LC 6:22)


BEM DIVINO
trabalho de administração e (LC 14:33)

usufruto e (LC 14:33)


BÊNÇÃO
necessidade de * aos que criam problemas (LC 6:32)
BENEFICÊNCIA
dever puro e simples e (LC 6:31)

exame da * e justiça da vida (LC 6:31)


BENFEITOR ETERNO VER JESUS
BENS
aquisição de * terrenos (LC 13:33)

aquisição dos * eternos (LC 13:33)


BENS MATERIAIS
administração dos (LC 16:2)

altruísmo e (LC 12:21)

caridade e (LC 11:41)

lei de causa e efeito e (LC 12:21)

loucura e (LC 12:21)

procedência dos (LC 11:41)


BOA-NOVA
extensão e consolidação dos valores da (LC 22:27)
BOA VONTADE PARA COM OS HOMENS
significado da expressão (LC 2:14)
BOAS MANEIRAS
convocação ao exame de algo novo e (LC 14:10)

recomendação e (LC 14:10)


BOM LADRÃO
ingresso no céu e (LC 23:43)

rendição incondicional do * a Jesus (LC 23:43)


trabalho e responsabilidades novas do (LC 23:43)
BOM SAMARITANO
caminho para o encontro com Deus e (LC 10:29)

irmão caído e (LC 10:29)

Jesus e Parábola do (LC 10:30)

Lucas, evangelista, e Parábola do (LC 10:30)


BOMBARDEIO
resplendor sinistro no (LC 2:32)
BONDADE
condições para difusão da (LC 11:41)

Deus e * infinita (LC 11:13)

difusão da (LC 11:41)


BONDADE DE DEUS
agradecimento à (LC 10:27)
BONDADE VIGILANTE
expressão da compaixão e do socorro na (LC 6:35)
BRAÇO AMIGO
extensão do * na direção do próximo (LC 12:20)
BRUXO
instrumentos da revelação espiritual e (LC 24:11)

C
CAIFÁS
Mestre e (LC 6:26)
CALMA
indução à * e Jesus (LC 21:19)
CALUNIADOR
paralisia das cordas vocais e (LC 23:34)
CAMINHO EVOLUTIVO
compreensão do (LC 18:41)
CAPACIDADE AFETIVA
demonstração da (LC 6:35)
CAPRICHO
preferência pela estrada agradável do (LC 13:24)
CÁRCERE
dissolução de * mental (LC 14:18)
fortuna amoedada e (LC 16:19)
CARIDADE
abnegação e (LC 11:41)

amor e (LC 11:41)

arquivos antes de Jesus e (LC 10:33)

Céu e * vulgar (LC 6:38)

compreensão e (LC 11:41)

conceito de (LC 10:33), (LC 10:37)

culto incessante à * pura (LC 11:23)

documentários de Roma e (LC 10:33)

estima pela prática da (LC 5:31)

Francisco de Assis, São, e (LC 10:30)

gênio cristão na Terra e (LC 10:30)

história do Samaritano generoso e (LC 10:33)

irradiação da Luz divina e (LC 10:33)

Jesus e (LC 10:30), (LC 10:33), (LC 10:37)

necessidade de (LC 6:31)

necessidade de amparo e (LC 10:37)

páginas da Grécia antiga e (LC 10:33)

papiros do Egito e (LC 10:33)

prática da (LC 5:31)

redução da (LC 11:41)

Rockefeller e (LC 10:30)

rótulo da * e extração de vantagens (LC 11:35)

semeadura da luz da verdadeira (LC 16:19)

sublimidade da (LC 11:41)

tipos de (LC 11:41)

Vicente de Paulo, S., e (LC 10:30)

vida íntima e (LC 11:41)


CARNE VER CORPO FÍSICO
CARTAS DO CRISTO
Cego de Jericó, O, e (LC 18:41)

Jesus e (LC 18:41)

Lucas, apóstolo, e (LC 18:41)


CASAL DE NAZARÉ
cumprimento da ordem e (LC 2:5)
CASTIGO
sistemas de * depois da morte (LC 17:21)
CATÓLICO ROMANO
desvirtuação do apostolado e (LC 19:13)

sacerdotes e (LC 19:13)


CEGO DE JERICÓ
Jesus e a súplica do (LC 18:41)

representação da atitude do (LC 18:43)


CEGUEIRA
justificação da própria (LC 16:29)
CEGUEIRA ESPIRITUAL
pretensa claridade, sombra de (LC 11:35)
CELESTE INSTRUTOR VER JESUS
CELESTE ORIENTADOR VER JESUS
CÉU
apelos do (LC 16:2)

caridade vulgar às portas do (LC 6:38)

conceito de (LC 17:21)

entendimento do conceito de (LC 17:21)

localização do (LC 17:21)

manifestação da palavra do (LC 9:35)

socorro do (LC 11:13)

valorização das concessões do (LC 3:14)


CHINA
preocupação das muralhas da (LC 10:30)
CHINESES
segunda morte e (LC 17:21)
CHORO
ouvidos cerrados ao * e súplica dos doentes (LC 12:20)
CIÊNCIA
Deus e doação da (LC 6:38)

ensino da * da frase correta e expressiva (LC 5:31)

garantia da higiene e (LC 17:20)


humanidade e (LC 6:38)

oferta da própria existência em louvor da (LC 9:23)


CIENTISTA
lembranças do * de prol (LC 12:48)

perdulário da inteligência e (LC 15:17)


CIRCO
extinção da matança no (LC 2:14)

morte dos cristãos no (LC 21:9)


CIÚME
labareda do * e da discórdia (LC 2:32)
CIVILIZAÇÃO
fé e (LC 2:14)

indícios da * completa (LC 17:20)

moral e * completa (LC 17:20)

povos esclarecidos e (LC 17:20)

primeira fase da (LC 17:20)

reino de Deus e (LC 17:20)


CLARIDADE ESPIRITUAL
impossibilidade de retenção de (LC 4:16)
CLARIDADE IMORTAL
cruzes e (LC 23:43)
CLARINADA
aceitação da * sem vacilação (LC 14:10)
CLIMA ESPIRITUAL
vida, constrangimento e (LC 6:38)
CÓDIGO DA VIDA
recomendações traçadas no * eterna (LC 22:27)
COISA MÍNIMA
zelo pela (LC 12:26)
CÓLERA
curtos-circuitos da (LC 2:32)

perseverança na (LC 6:38)


COLHEITA
produção da bênção da (LC 17:10)
COMERCIANTE
negócios de suprimento e de fraternidade e (LC 19:13)
COMPAIXÃO
conversão da * em anestesia da consciência (LC 6:35)

extensão incessante da * e do socorro (LC 6:35)

lembranças do Egito glorioso e (LC 10:30)

papel da (LC 6:35)

receita de luz e (LC 10:37)


COMPANHEIRO
abandono dos e (LC 5:4)

Além-túmulo e (LC 5:4)

desculpas ao (LC 6:38)

insistência de * em favor das realidades da vida (LC 14:10)

meditação sobre (LC 5:4)


COMPREENSÃO
acúmulo de reservas da boa (LC 11:41)

aplausos aos testemunhos de (LC 9:23)

caminho evolutivo e (LC 18:41)

cultivo da * e da bondade (LC 10:39)

mensagens inarticuladas de * e simpatia (LC 17:21)

necessidade de * aos que nos desajudam (LC 6:32)


COMPROMISSO
assunção do * acima da capacidade (LC 12:48)
CONCÓRDIA
destruição da * e da segurança (LC 18:20)
CONDUTA
aflições debitadas pela própria (LC 18:20)
CONFIANÇA
fé e (LC 8:25)

necessidade de manutenção da (LC 8:25)

revelação da * na hora adequada (LC 8:25)

roubo da (LC 18:20)


CONFISSÃO
farpas no coração e (LC 21:19)

profissão de fé e (LC 12:8)

revelação da luz e poder de Jesus e (LC 12:8)


CONFISSÃO PÚBLICA
vida do homem e (LC 9:26)
CONFLITO
entendimento e (LC 17:21)
CONFORTO
enlouquecimento e (LC 2:14)

hipertrofia e (LC 16:19)

oferta de frases de * e bom ânimo (LC 14:13)


CONHECIMENTO
limitações no (LC 6:38)

paz íntima e (LC 19:42)

peso da responsabilidade do (LC 4:21)


CONHECIMENTO INTELECTUAL
afirmações provisórias da evolução e (LC 12:20)
CONHECIMENTO SUPERIOR
aquisição de * para o roteiro de amanhã (LC 12:21)

dosagem do (LC 9:28)


CÔNJUGE
exercício de tolerância e amor ao (LC 9:23)
CONQUISTA
caminhada no terreno da * interior (LC 13:33)
CONSCIÊNCIA
aprovação da (LC 6:26)

caridade para com o próximo e (LC 18:20)

cotidiano e (LC 6:38)

Cristianismo e (LC 10:29)

esclarecimento da voz de Deus e (LC 6:26)

exoneração da * do resgate preciso (LC 14:18)

fé raciocinada e paz de (LC 17:21)

importância das opiniões levianas e (LC 6:26)

males dilapidadores da (LC 22:42)

martírio da (LC 8:28)

nuvens na * inquieta (LC 12:20)

oráculo e receio da própria (LC 17:21)

porta-voz do roteiro exato (LC 11:23)


prática do bem e * tranquila (LC 17:21)

respeito recíproco e (LC 18:20)

santuário divino da (LC 6:26)


CONSELHO
rogativa de * em assunto determinado (LC 6:44)
CONTRARIEDADE
aviso benéfico e * amarga (LC 11:11)
COOPERAÇÃO
auxílio ao familiar com nossa (LC 10:39)

auxílio e (LC 6:38)


COOPERADOR
necessidade de * fiel (LC 10:3)
CORAÇÃO
abnegação, humildade e claridade no (LC 17:20)

alfinetadas do mundo e ferimento no (LC 10:27)

apontamentos no livro do (LC 9:44)

cátedra e * de Jesus (LC 22:27)

humilde de (LC 24:35)

luz da reta consciência e (LC 12:21)

misericórdia e iluminação do (LC 6:36)

revelação de Jesus no (LC 13:26)

talentos preciosos do (LC 16:2)

transformação do * em pêndulo (LC 23:25)


CORAGEM
aplausos às demonstrações de (LC 9:23)

benção e (LC 11:9)


CORPO
templo sagrado e (LC 16:2)
CORPO FÍSICO
alma e (LC 13:24)

bênção concedida pelos pais e (LC 12:20)

dor e (LC 21:34)

enfermidade do (LC 13:24)

fealdade e (LC 11:11)

morte do *, juízo no mundo de cada homem (LC 21:34)


morte e (LC 13:24), (LC 21:34)

serviço no (LC 13:24)

vaso de purificação e (LC 17:20)

vaso purificador e (LC 17:20)


CORRETIVO ESPIRITUAL
interesse pelo (LC 10:9)
CORRIGENDA
sinceridade diante da necessidade de (LC 14:18)
CRENÇA
abismos insondáveis além-túmulo e * grega (LC 17:21)

exigências da alma e (LC 17:21)


CRENÇA RELIGIOSA
perturbação e mudança da (LC 17:23)
CRENTE
capricho ferido do (LC 12:34)

mentalidade infantil do (LC 12:34)

pedido de exemplo de amor ao (LC 9:26)

profissão de fé do (LC 9:26)

promessa do Mestre e (LC 11:10)

renúncia e desinteresse do (LC 12:34)


CRESCIMENTO ESPIRITUAL
oportunidade de (LC 18:1)
CRIANÇA
amparo à * e homem renovado (LC 18:16)

assistência à * e Espiritismo (LC 18:16)

colunas vivas do reino de Jesus e (LC 18:16)

traços da virgindade sentimental e (LC 18:16)


CRIATURA
Sabedoria divina e (LC 13:33)
CRIATURA CONSCIENTE
conjunto de deveres da (LC 14:27)
CRIMINOSO
passagem do * à condição de doente (LC 2:14)
CRISTÃO
divulgação de falsos sentimentos e (LC 16:13)
dolorosas situações do (LC 16:13)

perplexidade nas estradas do mundo e (LC 16:13)

teorias contraditórias e (LC 17:5)


CRISTIANISMO
aprendizes do (LC 9:44)

compreensão, bondade e (LC 10:29)

consciência e (LC 10:29)

Espiritismo e * Redivivo (LC 6:44)

Jesus e (LC 2:29)

perseguição ao (LC 19:48)

perseguição aos postulados do (LC 19:48)

prece e (LC 11:1)

preocupação na preservação do (LC 9:26)

significado do termo (LC 6:45)


CRISTO
amigo do (LC 21:13)

chamados ao (LC 21:13)

direitos inalienáveis do (LC 16:13)

encontro espiritual com (LC 18:41)

martírio do (LC 23:31)

palavras do * e morte (LC 6:46)

pegadas do (LC 18:43)

sacrifício do (LC 6:44)

serviço e (LC 6:32)


CRISTO VER JESUS
CRUZ
abandono da * à porta dos vizinhos (LC 14:27)

banquete da (LC 24:16)

bênção da nossa (LC 23:26)

condução da * dos nossos testemunhos (LC 14:27)

desconhecimento do ambiente divino da (LC 24:16)

Jesus e * infamante (LC 6:27)

lição de Divindade na História e * grosseira (LC 24:48)

necessidade de abraço a * das provas (LC 14:27)


organização da tragédia da * para Jesus (LC 23:31)

palavras de Jesus na (LC 23:34)

processos educativos da (LC 23:31)

reclamação contra a * e o martírio (LC 10:3)

sinal dos aprendizes fiéis e (LC 23:26)

tragédia da (LC 23:31)


CULTURA
consagração da hegemonia dos mais fortes e (LC 10:30)
CURA
corpo físico, alma e (LC 10:9)

Jesus e (LC 10:9)

libertação pela (LC 10:9)

mente e (LC 10:9)

permissão superior e (LC 10:9)

socorro para a * da enfermidade ligeira (LC 6:44)


CURA MENTAL
comportamento nos estabelecimentos de (LC 8:30)

D
DEFICIÊNCIA
busca e reconhecimento da (LC 6:35)

Jesus e compreensão de nossa (LC 21:19)


DELINQUÊNCIA
fogo passional e (LC 10:37)

irmãos caídos em (LC 6:37)

pensamento voltado aos irmãos caídos em (LC 6:37)


DEMÔNIO
Allan Kardec e (LC 8:30)

Legião e (LC 8:30)


DENTE POR DENTE
justiça do (LC 2:14)
DEPRESSÃO
conversão da * em veneno (LC 6:21)

horizontabilidade na * da culpa (LC 10:37)


DESABRIGO
auxílio a extinção da nódoa do (LC 6:45)
DESÂNIMO
precipitação no * arrasador (LC 6:21)
DESCULPISMO
porta de escape às próprias obrigações e (LC 14:18)
DESEJO
realização e (LC 11:9)
DESENCARNADO
vulgarização da assistência sistemática e (LC 8:30)
DESEQUILÍBRIO
marginalização e (LC 10:37)

recuperação e (LC 17:21)


DESERTO
perigoso ócio da alma e (LC 6:38)
DESERTOR DO BEM
visão das perigosas ciladas e (LC 23:34)
DESESPERAÇÃO
apego à própria (LC 10:6)

serenidade e (LC 17:21)


DESILUSÃO
encontro da * esperada (LC 11:10)

espinho da * e restauração da saúde da alma (LC 11:13)

precipitação de corações em abismos de (LC 12:15)


DESOBSESSÃO
conceito de (LC 8:30)

Jesus e (LC 8:30)

trabalho de * nos arredores de Gádara (LC 8:30)


DESPEITADO
solicitação do (LC 12:20)
DESPRENDIMENTO
auxílio aos semelhantes e (LC 17:20)
DESTAQUE
conquista de posições de * transitório (LC 13:33)
DESTINO
criação do * amargo (LC 18:20)
livre-arbítrio e * amargo (LC 18:20)
DEUS
atenção às coisas mínimas que * reservou (LC 12:26)

ausência da legítima glorificação a (LC 18:43)

Bom Samaritano e encontro com (LC 10:29)

ciências psicológicas sem (LC 17:5)

compreensão da Vontade de (LC 21:19)

dispensador no patrimônio real da vida e (LC 14:33)

doação e (LC 6:38)

empréstimo de recursos aos homens e (LC 11:41)

frutos da perfeição no espírito dos filhos e (LC 11:3)

homem e obra de (LC 19:13)

Jesus e caminho para (LC 2:29)

Jesus e negócios de (LC 2:49)

Jesus e representação dos interesses de (LC 22:27)

Jesus, emissário de (LC 2:9)

sabedoria, amor e (LC 11:13)

socorro de * nas horas de aflição (LC 17:21)

surdez e imobilidade de * perante as súplicas (LC 11:13)

talento e (LC 6:38)

tolerância e perdão de (LC 23:34)

trabalho realizado na obra de (LC 16:2)

voz sábia e amorosa de (LC 9:35)


DEVER
caráter pedagógico do (LC 13:24)

compreensão do (LC 19:42)

conciliação do * com a leviandade (LC 6:26)

cumprimento do (LC 3:14)

fuga ao relaxamento do (LC 21:34)

regeneração e (LC 23:43)


DIFICULDADE
desejo de distância da (LC 11:1)

época e (LC 5:4)

fixação excessiva à * de ontem (LC 17:21)


significado das (LC 14:35)

valor das (LC 14:35)


DINHEIRO
conversão do * em trabalho renovador (LC 12:15)

convocados ao emprego do (LC 12:15)

reprovação dos que transitam na Terra e (LC 12:15)


DIRIGENTE
obrigações fundamentais e (LC 1:79)
DISCERNIMENTO
auxílio ao próximo no * e pensamento (LC 12:20)

compreensão e (LC 6:38)

Deus e doação do (LC 6:38)


DISCIPLINA
relaxamento da * religiosa (LC 17:5)
DISCÍPULO
encontro de Jesus com o * sincero (LC 24:45)

entendimento e equilíbrio vitorioso do (LC 17:31)

envio do * ao conflito áspero (LC 10:3)

sofrimento do (LC 21:13)

tarefa primordial do (LC 16:13)


DISCÍPULO RESOLUTO
ampliação da compreensão do tesouro maior e (LC 12:34)

exemplo da renúncia e do desinteresse e (LC 12:34)

revelação da vontade de Deus e (LC 12:34)

trabalhador que chega para o trabalho e (LC 12:34)


DISCÍPULO SINCERO
responsabilidade e (LC 9:62)
DIVINO AMIGO VER JESUS
DIVINO CULTIVADOR VER JESUS
DIVINO MESTRE VER JESUS
DIVINO MODELO VER JESUS
DOAÇÃO
desfrute do privilégio da (LC 10:37)
DOENÇA
recurso de salvação e (LC 11:11)
DOENTE
compaixão e (LC 10:39)

exigência das dádiva de Jesus e (LC 18:43)

possibilidade de auxílio ao (LC 5:31)


DOM ESPIRITUAL
semeadura de novo e sublimado (LC 10:3)

reconhecimento e (LC 12:15)


DOR
antenas de (LC 2:14)

caminhada para Deus sob o ultimado da (LC 14:10)

lamentação, desespero e visita da (LC 6:22)

motivos para cultivo da (LC 10:26)

transformação da * em degrau de ascensão (LC 13:33)

tributo de (LC 23:34)


DOUTOR DA LEI
identificação do próximo e (LC 10:29)
DOUTRINA ESPÍRITA
infernos exteriores e (LC 17:21)

reino de Deus e (LC 17:20)


DOUTRINADOR
alegria do * sincero (LC 10:20)

canal para a Misericórdia divina e (LC 10:20)

deslumbramento dos (LC 10:20)

motivo de regozijo dos (LC 10:20)


DRACMA PERDIDA
amor espiritual e (LC 24:48)

E
ECONOMIA
mordomos da * amoedada (LC 12:48)
EDIFICAÇÃO
busca da * espiritual (LC 13:33)
EDUCANDÁRIO
realidade no * da experiência (LC 9:23)
EGÍPCIOS
corrigenda para os mortos e (LC 17:21)
EGITO
glória na esfera espiritual e (LC 17:21)

lembranças do * glorioso (LC 10:30)

papiros do * e caridade (LC 10:33)


EGOÍSMO
exaltação do * inteligente (LC 7:22)

extinção do (LC 22:27)

homem e (LC 2:14)

irmãos prejudicados pelo (LC 12:20)

renúncia às expressões inferiores do (LC 18:16)

renúncia e (LC 14:33)

vagarosa evolução individual do (LC 16:9)


EGOÍSTA
contemplação da solidão infernal e (LC 23:34)

exaltação das posses precárias e (LC 12:34)

exigência do (LC 12:20)

solução de caprichos inferiores e (LC 11:1)


ELEVAÇÃO
deserção das tarefas e (LC 21:19)
ELEVAÇÃO ESPIRITUAL
serviço profundo de (LC 14:28)
ELOGIO
campanha contra o * pessoal (LC 11:28)
ELOS
perpetuidade dos * frágeis das ligações terrestres (LC 16:29)
EMAÚS
comentários dos discípulos a caminho de (LC 24:16)

dificuldades na identificação de Jesus e (LC 24:45)

importância do episódio da estrada de (LC 24:45)


ENERGIA ELÉTRICA
força necessária à manutenção do trabalho e (LC 17:20)
ENERGIA VITAL
reajustamento da (LC 10:9)
ENFERMIDADE
compreensão da (LC 10:9)
defesa e (LC 11:9)

evidências da (LC 6:37)

homem e (LC 10:9)

queixas da (LC 10:9)

requisição do corpo pela (LC 13:24)


ENFERMO
Jesus e recomendação de * aos discípulos (LC 10:9)

restauração e (LC 17:21)

trabalho contra a própria segurança e (LC 8:48)

utilidade da cura do (LC 10:9)


ENGANO
fuga à realidade, queda no (LC 11:23)
ENTENDIMENTO
confiança e (LC 6:38)
EQUILÍBRIO
acontecimento desastroso, escora ao nosso (LC 11:13)

solicitação da medicação para restauração do (LC 23:34)


ERA NOVA
chamamento à edificação da (LC 14:18)
ERRO
inquietação decorrente do (LC 12:48)
ERVA TENRA
tempo destinado ao processo evolutivo e (LC 12:34)
ESCLARECIMENTO
palavras de (LC 6:35)
ESCOLA
função da (LC 18:1)

realce do cérebro e (LC 17:20)


ESCOLA CRISTÃ
subordinação da (LC 22:27)
ESCOLA RELIGIOSA
sacerdócio e (LC 9:30)
ESCRITOS SAGRADOS
Jesus e a leitura dos (LC 4:16)
ESFORÇO
oração e (LC 11:9)

realização e (LC 6:38)

renovação e (LC 16:29)

tarefa retificadora e (LC 14:10)


ESMOLA
abnegação e (LC 11:41)

caridade e (LC 11:41)

distribuição de * levianamente (LC 6:30)

doação de * da vida íntima (LC 11:41)

recomendação de Jesus e (LC 11:41)

vida íntima e (LC 11:41)


ESPERANÇA
manutenção da chama da (LC 22:27)

Natal e (LC 2:14)

roubo da * e do entusiasmo (LC 18:20)

solicitação e (LC 11:9)


ESPINHEIRO
impossibilidade de vindima no (LC 6:44)
ESPINHO
espinheiro e (LC 6:38)
ESPÍRITA
responsabilidade de trabalho e (LC 17:21)

Doutrina Espírita e (LC 12:20)


ESPIRITISMO
assistência espiritual à criança e (LC 18:16)

considerações sobre as coisa deste mundo e (LC 12:20)

fenômeno e revelação do *
evangélico (LC 16:29)

fenômeno, revelação e (LC 16:29)


ESPIRITISTA
demonstrações de caridade
e pureza e (LC 19:13)

doutrinadores, médiuns e (LC 19:13)


ESPÍRITO
caso do * perturbado (LC 8:28)
conhecimento, colheita e * eterno (LC 10:30)

evolução e (LC 17:21)

fuga do (LC 8:28)

Jesus e * perturbado (LC 8:28)

martírio do (LC 8:28)

oficina do planeta e * eterno (LC 10:30)

Terra e * eterno (LC 10:30)


ESPÍRITO CRISTÃO
aflições do (LC 18:1)

lembrança das aflições do * no mundo (LC 18:1)


ESPÍRITO DESENCARNADO
desejo da comunhão com Jesus e (LC 9:23)
ESPÍRITO ENCARNADO
desejo da comunhão com Jesus e (LC 9:23)
ESPÍRITO ETERNO
deveres inalienáveis e (LC 3:13)
ESQUIMÓ
continente de gelo e (LC 6:38)
ESTABILIDADE
localização e irradiação da (LC 17:21)
ESTIMA
facilidade de * aos que nos amam (LC 6:32)
ESTÍMULO AO BEM
alegria e (LC 6:38)
ESTRADA
renúncia às bagatelas da (LC 9:23)
ESTRADA SIMBÓLICA DE EMAÚS
aprendizes na (LC 24:16)
ESTRELA DIVINA
indicação do berço na palha singela e (LC 2:8-11)
ETERNO BENFEITOR VER JESUS
EVANGELHO
alegação dos queixosos no entendimento do (LC 24:45)

aprendiz e (LC 6:46)

aproximação do * com sinceridade e fervor (LC 23:26)


avisos de João Batista e (LC 3:13)

contato com a alma do (LC 9:20)

contentamento dos novos discípulos do (LC 10:20)

conversão ao (LC 22:32)

convite do Mestre e (LC 21:13)

decretos humanos e (LC 22:27)

demonstração de renúncia e (LC 23:26)

devotamento à causa do (LC 3:17)

discípulo de Jesus e (LC 14:27)

elucidações do (LC 6:44)

epopeia do * nos corações das criaturas (LC 22:27)

fórmula de vida político-administrativa e (LC 22:26)

imprudência dos discípulos do (LC 23:49)

intermediários humanos do (LC 9:23)

interpretações do (LC 15:17)

Jesus e seu * de amor e luz (LC 6:46)

João Batista, o precursor, e (LC 3:13)

lição aos discípulos do * em todos os tempos (LC 23:49)

livro de dor e (LC 6:21)

neutralidade e (LC 10:29)

obstáculos no serviço do (LC 13:33)

Paulo de Tarso e (LC 15:17)

Pedro e (LC 2:29)

pessoas indiferentes às lições do (LC 10:26)

plataformas do (LC 22:27)

política administrativa do mundo e discípulo do (LC 22:27)

significado da posição neutra no (LC 10:39)

voz do * aos ouvidos (LC 12:20)


EVANGELHO DA VERDADE E DO AMOR
confissão a Jesus e (LC 12:8)
EVANGELHO VITORIOSO
crença no * sem suor e sem lágrimas (LC 21:9)
EVOLUÇÃO
lentidão da (LC 16:9)
EXISTÊNCIA
parte mais difícil da (LC 9:23)
EXISTÊNCIA TERRESTRE
imposição da (LC 9:35)
EXTRAVAGANTE
exigência do (LC 12:20)

F
FACILIDADE
aconselhamento com a * humana (LC 13:24)
FADIGA
socorro aos que esmorecem de (LC 14:12)
FALSO REPOUSO
estações e (LC 13:33)
FALSO PROFETA
Jesus e (LC 6:26)
FAMÍLIA
equipe de corações afins e
menos afins e (LC 12:20)

favorecidos da * terrestre (LC 16:19)


FANÁTICO
pedidos loucos e (LC 12:34)
FANTASMA
aproximação de Jesus à conta de (LC 8:45)
FARISEU
atitude do * orgulhoso e extração da verdade (LC 24:48)

conceito de (LC 12:1)

condenação de Jesus e (LC 2:5)

distorção das leis universais e (LC 12:1)

enfermo do espírito e (LC 12:1)

herdeiro único da divina Bondade e (LC 12:1)

influenciação do (LC 12:1)

Jesus e (LC 12:1)

orgulho e (LC 12:1)

privilégio e (LC 12:1)

recomendação de Jesus e influência do (LC 12:1)



análise da atitude no caminho da (LC 15:29)

anseio pela respiração da * pura (LC 15:20)

aparecimento da * no tempo próprio (LC 8:25)

aprendiz e (LC 6:46)

aproveitamento dos recursos e * intelectual (LC 13:26)

atividades sob o estímulo da (LC 3:17)

ausência de (LC 8:48)

civilização e (LC 2:14)

confiança e (LC 8:25)

confirmação na (LC 22:32)

confissão e profissão de (LC 12:8)

consolidação da (LC 22:32)

corações na tranquilidade da (LC 17:5)

crença e demonstração do roteiro da (LC 14:27)

desistência do refúgio da (LC 10:27)

dificuldade de consolidação da * viva e ativa (LC 22:32)

edificação da (LC 8:13)

espírito e (LC 5:31)

estímulo da (LC 3:17)

exigência de testemunhos de (LC 19:13)

felizes da (LC 16:19)

fracassos e desilusões em matéria de (LC 9:23)

graça e (LC 11:9)

Jesus e (LC 2:29), (LC 8:13), (LC 22:32)

Lucas, apóstolo, e (LC 8:25)

modo de instalação da * no coração (LC 8:45)

patrimônio daqueles que procuram Jesus e (LC 8:48)

paz de consciência e * raciocinada (LC 17:21)

prodígio da (LC 8:48)

revelação direta de Jesus e conquista de (LC 6:46)

suicídio e perda da (LC 10:37)

supernutrição e (LC 16:19)

templos da * religiosa (LC 12:34)


templos de * espírita-cristã (LC 18:16)

tentativa de convencimento relativamente à (LC 9:26)

vitória final do espírito eterno e * viva (LC 22:32)


FEALDADE
iluminação da alma e * do corpo físico (LC 11:11)
FELICIDADE
alma e (LC 13:24)

auxílio para a * geral (LC 9:62)

disciplina do Espírito na garantia da (LC 13:24)

encontro com Jesus e edificação da (LC 9:23)

estudo, serviço e * futura (LC 10:30)

fonte da (LC 10:6)

fonte da verdadeira (LC 10:6)

harmonia e * no lar (LC 12:21)

realização da * ambicionada (LC 8:48)

sacrifício e (LC 5:31)

tesouros da * futura (LC 10:30)

valores materiais e (LC 12:20)

valores materiais e garantia da (LC 12:20)


FESTIM
pobres e estropiados e convite para um (LC 14:12)
FILHO
acolhimento, doação de ternura e (LC 9:23)

atividade humana e * pródigo (LC 15:17), (LC 15:29)

egoísmo e (LC 15:29)


FILHO EGOÍSTA
alegação do (LC 15:29)

avareza e (LC 15:29)

conduta condenável do (LC 15:29)

contrariedade do (LC 15:29)

invocação do (LC 15:29)

sentimentos inferiores e (LC 15:29)


FILHO PRÓDIGO
angústias e (LC 15:17)

bênção do remorso e (LC 15:29)


conceito de (LC 15:17)

enunciação do retorno do (LC 15:20)

esbanjamento e (LC 15:29)

exame da figura do (LC 15:17)

filho egoísta e (LC 15:29)

volta aos braços paternos e (LC 15:18)


FIRMEZA DE FÉ
respeito à (LC 8:13)
FLAGELAÇÃO
cruz da * e da morte infamante (LC 23:31)
FLOR
defesa da * com espinhos (LC 11:13)
FONTE LUMINOSA
espetáculo da (LC 7:22)
FORÇA
esquecimento para refazimento da (LC 23:34)
FORTUNA
compromissos com a * terrestre (LC 12:15)

Deus e doação da (LC 6:38)

empréstimo dos Poderes Superiores e (LC 12:20)

experiências, provas e * humana (LC 14:33)

posse provisória da (LC 11:41)

trabalho, beneficência e (LC 6:38)


FRAGILIDADE
análise da própria (LC 23:25)
FRANCISCO DE ASSIS, S.
caridade e (LC 10:30)
FRAQUEZA
acalentamento e (LC 21:19)

renúncia e (LC 14:33)


FRASE
semeadura de bálsamo ou
veneno e (LC 8:17-18)
FRATERNIDADE
amor e (LC 6:38)
aprendizado da (LC 2:49)

aprendizado da * nas expressões da troca (LC 2:49)

convite de Jesus à * sincera (LC 16:9)

exemplificação da * e da tolerância (LC 17:31)

laços de (LC 14:10)

mensagem de * e Jesus (LC 2:14)

mobilização na * legítima (LC 16:9)

sonegação dos tributos naturais e (LC 10:37)


FUGA
verdades religiosas e (LC 8:28)

G
GENTILEZA
atenção ao culto da (LC 10:5)

carinho e (LC 6:38)


GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS
significado da expressão (LC 2:14)
GLUTÃO
culto à frugalidade e à harmonia e (LC 23:34)
GÓLGOTA
explicação sobre o drama do (LC 23:34)
GOVERNADOR DA TERRA VER JESUS
GOVERNANTE
legítimas qualidades do servidor fiel e (LC 22:26)
GOZADOR
apetites insaciáveis e (LC 12:34)
GRÃO DE MOSTARDA
reino de Deus e (LC 24:48)
GRÉCIA
felicidade suprema além da morte e (LC 17:21)

páginas da * antiga e caridade (LC 10:33)

H
HÁBITO VICIOSO
ruína do corpo em (LC 14:18)
HEGEMONIA
consagração da * dos mais fortes (LC 10:30)
HERÓI
cristalização de (LC 9:60)
HEROÍSMO
coragem no abraço do * oculto (LC 9:23)

empecilhos, provações e * oculto (LC 9:23)

matrícula na escola do * silencioso (LC 9:23)


HINDUS
sofrimento para lá do sepulcro e (LC 17:21)
HOMEM
abertura de estradas e (LC 9:25)

amparo à criança e * renovado (LC 18:16)

anseio do (LC 22:12)

aparecimento da nuvem e perplexidade do (LC 9:35)

aprimoramento da humanidade e (LC 18:16)

arte de alimentação e vestuário e (LC 7:22)

causa dos dolorosos atritos do (LC 19:42)

cegueira espiritual e (LC 11:35)

comando da vida e (LC 2:14)

conquista dos postos de autoridade e (LC 22:26)

consagração aos interesses eternos e (LC 2:49)

consistência na vida do (LC 12:15)

consolidação da redenção e * espiritual (LC 22:12)

construção de palácios e (LC 9:25)

consulta aos abismos do mar e (LC 9:25)

contemplação das nuvens no horizonte e (LC 9:35)

cotação das bolsas e (LC 2:49)

criação de paraísos de fantasias e (LC 9:25)

depositário da confiança de Deus e (LC 9:25)

Deus e (LC 19:13)

egoísmo, vaidade e (LC 2:14)

energias atômicas e (LC 2:14)

enfermidade e (LC 10:9)

estudo dos mercados e (LC 2:49)


expectativa da morte orgânica e * terrestre (LC 22:12)

facilidade de conversão do (LC 22:32)

fascinação do (LC 12:26)

fascínio pelas situações de evidência e (LC 12:26)

força associada à inteligência e (LC 9:25)

forças cósmicas e (LC 2:14)

forja de espadas e canhões e (LC 9:25)

fundamento da vida do (LC 12:15)

glória de Além-túmulo e * de religião sectária (LC 6:38)

homem atemorizado e * vencido (LC 21:9)

incentivo aos interesses personalistas e (LC 9:25)

indiferença do * ante o revés e a decepção (LC 12:20)

interesses do (LC 2:49)

Jesus e confiança no (LC 2:29)

Jesus em socorro do (LC 2:9)

livre-arbítrio e (LC 18:20)

negócios espirituais e (LC 19:13)

obrigações do * e encargos de direção (LC 1:79)

palavras de ódio em tribunas de ouro e (LC 9:25)

paz e (LC 10:6)

precipitação nos despenhadeiros da treva e (LC 9:25)

preconceitos do * e Jesus (LC 2:9)

preocupação do * pelos negócios do mundo (LC 2:49)

preparação para a vida e * consciencioso (LC 22:12)

preservação dos abalos da razão e (LC 12:20)

renúncia do * aos próprios defeitos (LC 9:53)

responsabilidade do (LC 1:79)

substituição de ídolos de barro e (LC 9:25)

superioridade do (LC 17:31)

testemunho cristão, dever de todo (LC 19:13)

usufrutuário da Terra e (LC 9:25)

usufrutuário de patrimônio de Deus e (LC 19:13)

verdade e (LC 6:26)

verdadeira luz e (LC 11:35)


vulgaridade do * egoísta (LC 15:29)
HOMEM BOM
auxílio e (LC 10:37)

garantia da segurança e (LC 10:37)

indulgência e (LC 10:37)

Jesus e (LC 10:37)

manifestação do verbo e (LC 10:37)

oração, simpatia e (LC 10:37)

respeito ao sofrimento e (LC 10:37)

solidariedade e (LC 10:37)

testemunho de entendimento e (LC 10:37)


HOMEM DE BEM
integração do * no conhecimento espiritual (LC 14:28)
HOMEM DO CAMPO
vara punitiva nos pessegueiros e (LC 23:31)
HOMENAGEM
invocação de indébita (LC 17:10)
HOMICIDA
tributo de dor no reajuste do destino e (LC 23:34)
HORTO
oração e (LC 22:46)
HOSPÍCIO
trincheiras do (LC 2:14)
HOTELEIRO
parábola do Bom Samaritano e (LC 10:29)
HUMANIDADE
palavra e ensinamento dos orientadores da (LC 8:17-18)

recepção de luz e burilamento e (LC 18:16)

símbolo da * sofredora (LC 10:30)

tempo, julgador invisível da (LC 6:27)


HUMILDADE
caminho de (LC 19:42)

conquista da (LC 14:10)

entesouramento da (LC 5:31)

exemplo de (LC 5:31)


exigência de espetáculos de (LC 23:26)
HUMILDE
menosprezo da tarefa (LC 12:26)

I
IATE DE LUXO
preciosidade do (LC 7:22)
IDEAL
concretização e (LC 11:9)
IGNORÂNCIA
aparecimento do desperdício por flagelo da (LC 7:22)

inferno da (LC 17:21)

medidas draconianas da * e da crueldade (LC 19:48)


IGNORANTE
rogativa do mal para o próximo (LC 11:1)
ILUMINAÇÃO
inabilitação para o serviço da (LC 18:1)

pedido de (LC 10:26)


ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL
sacrifícios necessários à eterna (LC 24:16)
ILUSÃO
aceitação do convite de * ardilosa (LC 12:48)

liberação da (LC 6:35)

perda de tempo e (LC 13:33)


IMORTALIDADE
entesouramento dos dons da (LC 10:37)

chineses e (LC 17:21)


IMPACIENTE
espera do (LC 12:20)
IMPERFEIÇÃO
alijamento eficaz da (LC 14:10)

identificação da (LC 16:9)

inexistência da (LC 10:42)


IMPRENSA
interligação na mesma faixa de pensamento e (LC 17:20)
IMPREVIDENTE
descanso do * em bases estranhas (LC 8:13)
INATIVIDADE
Jesus e justificativa da (LC 22:46)
INCÊNDIO DESTRUIDOR
claridade no (LC 2:32)
INDECISÃO
abandono à neblina dos vales de (LC 11:23)
ÍNDIA
párias desprezíveis e santuários da (LC 10:30)

Éden e (LC 17:21)


INDIFERENÇA
doação de pedras de * aos corações (LC 11:41)

Espírito enregelado na * e no vício (LC 12:49)

ociosidade e (LC 9:62)


INDISCIPLINA
angústia dos tombados na *
e na violência (LC 6:37)

estímulo à * e à ociosidade (LC 10:42)


INDULGÊNCIA
homem bom e (LC 10:37)
INÉRCIA
acomodamento com a (LC 13:24)

elevação do chão frio da (LC 15:18)


INFÂNCIA
índice de valores morais e (LC 18:16)

recordação dos dias da (LC 5:4)

símbolo da pureza e (LC 18:16)

vibração da esperança e (LC 18:16)


INFELIZ
compadecimento e (LC 6:36)

paciência em auxílio do (LC 6:38)


INFERNO
crenças alheias e extinção do (LC 17:21)

crianças desamparadas e (LC 17:21)

desespero e (LC 17:21)


Doutrina Espírita e * exterior (LC 17:21)

entorpecentes e (LC 17:21)

inteligências sequiosas de luz e (LC 17:21)

lenocínio e (LC 17:21)

necessidades primárias e (LC 17:21)


INFLUENCIAÇÃO
mente medianímica e (LC 8:30)
INFORTÚNIO
resgate das culpas e (LC 18:20)
INGRATIDÃO
extremos da * filial (LC 15:29)
INGRATIDÃO FILIAL
prodigalidade, egoísmo e (LC 15:29)
INGRATO
percepção do fel de amargura e (LC 23:34)
INIMIGO
amar o (LC 6:35)

auxílio ao (LC 6:35)

conversão do * em irmão transviado (LC 2:14)

recomendação de Jesus quanto ao amor ao (LC 6:35)


INJÚRIA
formação do vinagre do (LC 12:15)
INQUIETAÇÃO
afastamento da * mesquinha (LC 21:34)
INQUIETUDE
afastamento dos fantasmas da (LC 19:42)
INSACIÁVEL
pedido do (LC 12:20)
INSTRUÇÃO
patrimônio de aprendizes e educadores e (LC 12:48)
INTELIGÊNCIA
acrópole de Atenas e (LC 10:30)

fartura à mesa e (LC 16:19)

povos de vanguarda na esfera da (LC 17:20)

progresso da * e ensinamentos evangélicos (LC 17:5)


usurários da (LC 16:19)
INVEJOSO
exigência do (LC 12:20)
IRMÃO
divisão da luz do mundo mental com o * do caminho (LC 14:12)

egoísmo e (LC 12:20)

figura do * correto mas egoísta (LC 15:29)

migalhas para o * em penúria (LC 6:45)

observação do * menos feliz como enfermo (LC 14:12)

oferta do apoio fraterno e (LC 9:23)

retorno do * arrependido ao convívio do lar (LC 15:29)


IRMÃO INDIFERENTE
auxílio ao (LC 6:32)
IRMÃO INFELIZ
Jesus e (LC 8:28)
IRMÃO NECESSITADO
convidado de Jesus e (LC 14:13)

incumbência de abastecimento do (LC 14:13)

reprovação dos modos e expressões do (LC 14:13)

socorro ao corpo enfermo do (LC 14:13)

visita ao lar do (LC 14:13)


IRRITAÇÃO
cultura da (LC 6:21)
ISAÍAS, PROFETA
Jesus e (LC 4:21)
ISRAEL
Simeão e consolação de (LC 2:29)

J
JARDIM SUSPENSO
beleza do (LC 7:22)
JERUSALÉM
abandono nos vales de imundície e (LC 2:14)

simbologia do termo (LC 9:53)


JESUS
aceitação da cruz e (LC 23:34)
aceitação da prisão sem resistência e (LC 23:34)

aceitação das lutas e dores e (LC 17:21)

açoites e bofetadas e (LC 23:34)

adoção da legenda de (LC 14:12)

advertências aos vendilhões e (LC 6:30)

afeição a nobreza dos amigos e (LC 2:14)

alcance da verdadeira comunhão com (LC 14:27)

alegrias nas bodas de Caná e (LC 6:30)

alterações na paisagem social e (LC 10:30)

amor e (LC 6:32)

apostolado de (LC 24:48)

assédio da multidão necessitada e (LC 8:45)

ataque impiedoso dos convencionalistas e (LC 6:26)

atendimento e (LC 13:33)

atitudes fundamentais recomendadas por (LC 14:27)

atividades terrestres e (LC 3:17)

auxílio aos mais cruéis e (LC 6:35)

auxílio de livros edificantes e (LC 4:16)

avareza e (LC 12:15), (LC 12:20)

Barrabás e (LC 6:27)

bodas de Caná e (LC 6:30)

brilhantismo da figura de (LC 18:1)

busca da sublimação com (LC 14:27)

caminho para Deus e (LC 2:29)

campo emotivo da humanidade e (LC 10:33)

caridade e (LC 10:30), (LC 10:33), (LC 10:37)

Cego de Jericó, O, e (LC 18:41)

colunas vivas do reino de (LC 18:16)

comunhão com (LC 14:27)

conceito de senda estreita e (LC 13:24)

concessão de bem-aventuranças aos aflitos e (LC 6:30)

concessões de (LC 6:30)

concorrência com os cientistas e (LC 2:32)

condição para merecimento da assistência de (LC 21:9)


condição para visão e glorificação de (LC 18:43)

condições especiais para apresentação de (LC 2:5)

condução de * à cruz do martírio (LC 12:8)

confiança nos homens e (LC 2:29)

confissão a * e Evangelho da Verdade e do Amor (LC 12:8)

confissão a * nas estradas do mundo (LC 12:8)

confissão de * e demonstrações do coração (LC 12:8)

confissão, profissão de fé e (LC 12:8)

consolo aos aflitos e (LC 2:14)

constrangimento do aprendiz de (LC 9:53)

contato com * e fé legítima (LC 8:45)

contato de * com almas perturbadas (LC 9:30)

continuidade do serviço redentor e (LC 22:46)

conversa de * com entidades desencarnadas (LC 9:30)

conversa de * com obsesso (LC 8:30)

conversão da esmola em solidariedade e (LC 24:48)

conversão do homem e (LC 22:32)

convite de * a manifestação do monte (LC 9:28)

convite de * ao seu trabalho (LC 21:13)

crença intelectual em (LC 13:26)

Cristianismo e (LC 2:29)

cruz infamante e (LC 6:27)

cruz, martírio e (LC 10:3)

cura de Bartimeu e (LC 2:14)

cura de doentes e (LC 10:30)

cura e (LC 10:9)

dádivas do conhecimento superior e (LC 9:28)

deliberação de (LC 15:18)

demonstração de carinho para com (LC 14:13)

desencarnados infelizes e (LC 8:30)

deserção dos círculos afetivos e (LC 14:12)

desígnios de Deus e (LC 10:42)

deslumbramento com a visão de * transfigurado (LC 9:35)

desobsessão e (LC 8:30)


dificuldade na revelação dos propósitos de (LC 17:23)

diretrizes da vida em (LC 6:32)

discípulos de (LC 3:17), (LC 14:27)

disputa com os filósofos e (LC 2:32)

doação individual e (LC 6:38)

dogmatismo farisaico e (LC 21:9)

doutrinadores longe da integração com (LC 9:23)

embaixador da Misericórdia divina e (LC 2:9)

emissário de Deus e (LC 2:9)

encontro de * no santuário interior (LC 17:23)

enfermidade e (LC 5:31)

ensinamentos de (LC 13:33), (LC 19:48)

ensinamentos e (LC 2:14)

ensino da verdade e (LC 13:26)

entendimento das criaturas e (LC 13:26)

entrada triunfal em Jerusalém e (LC 23:34)

esmola e (LC 11:41)

espírito perturbado e (LC 8:28)

esquecimento dos princípios sublimes de (LC 9:26)

estímulo ao trabalho e (LC 16:2)

etiquetas do culto externo e (LC 10:30)

exaltação à iluminação interior e (LC 17:21)

exaltação das virtudes femininas e (LC 2:14)

exaltação de * na manjedoura (LC 2:14)

exame de * sob os pruridos da presunção humana(LC 9:20)

exibição no madeiro e (LC 23:34)

ex-malfeitor e (LC 23:43)

exortação de (LC 6:35)

expressões coletivas de poder e (LC 2:32)

extensão das mãos benignas e (LC 11:1)

facilidade de confissão de * entre os homens (LC 12:8)

falsos profetas e (LC 6:26)

fariseus e (LC 12:1)

fé e (LC 2:29), (LC 8:13), (LC 22:32)


fidelidade e (LC 13:24)

filósofo do mundo e (LC 2:29)

formação de compacta legião de amigos e (LC 23:49)

fraqueza de Judas e (LC 6:27)

fraternidade e (LC 2:14)

frio do desânimo e (LC 12:49)

fuga ao caminho de (LC 14:27)

fuga dos discípulos e (LC 23:34)

gravitação do povo para (LC 19:48)

homem bom e (LC 10:37)

humildade e (LC 2:14)

identificação do brilho santificado de (LC 19:48)

imperativo da vigilância e da oração e (LC 18:20)

importância da pergunta de (LC 9:20)

imposição de gesto de convenção e (LC 4:16)

imposição e (LC 2:32)

inclinação de * para o bom ladrão (LC 23:43)

inclinação do povo para (LC 19:48)

inconstância de Pedro e (LC 6:27)

indignação perante os mercadores infiéis e (LC 23:34)

indução à calma e (LC 21:19)

insulto, escárnio e (LC 23:34)

intercessão de * em nome de Simão Pedro (LC 22:32)

interpelação aos governantes e (LC 2:32)

irradiação da Luz divina e (LC 10:33)

irradiações de amor e (LC 6:19)

Isaías, profeta, e (LC 4:21)

Jerusalém e (LC 13:33)

João Batista e (LC 3:17)

Judas, apóstolo, e (LC 15:17)

justiça do mundo e (LC 23:34)

Justiça do Pai e (LC 23:34)

lição de (LC 9:44)

lições do discípulo sincero com (LC 9:62)


linha central de nossas cogitações e (LC 16:13)

loucos agindo em nome de (LC 9:44)

luz divina e (LC 11:35)

luz do primeiro dia evolutivo e (LC 16:13)

luz no espírito eterno e (LC 2:32)

luz para alumiar as nações e (LC 2:32)

madeiro verde e (LC 23:31)

Magdala e (LC 2:29), (LC 15:17)

magnetismo e (LC 6:19)

Marta e (LC 10:42)

materialização de * perante os discípulos (LC 21:19)

materialização do bem e (LC 10:30)

materialização do pão e (LC 24:35)

mensagem da verdadeira fraternidade e (LC 2:14)

misérias e (LC 21:19)

misericórdia e (LC 21:19)

mobilização de substitutos e (LC 1:79)

multidão e (LC 1:79), (LC 9:26), (LC 19:48)

nascimento de (LC 2:8 a 11)

necessidades da alma e (LC 12:20)

nenhuma voz ao pé do Calvário de (LC 23:49)

objetivo da vinda de * até nós (LC 2:14)

objetivo do chamamento para (LC 21:13)

oportunidade de encontro espiritual com (LC 18:41)

oportunidades da palavra de (LC 12:15)

orgulho romano e (LC 21:9)

otimismo e (LC 2:29)

paciência e (LC 21:19)

padrão de (LC 15:18)

palavras de (LC 6:38), (LC 9:44), (LC 11:41)

palavras de * a Pedro na véspera do Calvário (LC 22:32)

palestras vãs acerca de (LC 9:20)

Parábola do Bom Samaritano e (LC 10:29), (LC 10:30), (LC 10:37)

paralisia da ociosidade e (LC 12:49)


partilha do pão dos pescadores e (LC 2:14)

paz e (LC 10:6)

pedido de perdão e (LC 6:27)

pedidos à vida e (LC 12:20)

Pedro e (LC 2:29)

perdão e (LC 23:34)

Pilatos e (LC 6:27)

poder administrativo da Terra e (LC 1:79)

porta estreita e (LC 13:24)

posição espiritual de sintonia com (LC 10:42)

preconceitos dos homens e (LC 2:9)

pregação na montanha e (LC 24:48)

presença de * entre nós e os outros (LC 6:45)

primeira escola de comunhão com (LC 18:16)

privilégio de colaboração com (LC 10:27)

procedimento de (LC 6:27)

reação à ordem de prisão e (LC 23:34)

recepção de responsabilidades e (LC 9:28)

reclamos contra os espinhos e (LC 23:34)

recolhimento à distância da cruz de (LC 23:49)

reconhecimento de * pelas obras deixadas (LC 12:15)

reconhecimento de * pelo emprego dos dons (LC 12:15)

recordação da promessa de (LC 11:10)

recordação no extremo instante das obras de (LC 23:49)

recrutamento do fraco e do sofredor e (LC 2:14)

recuperação nas criaturas e (LC 2:29)

reforma íntima com (LC 14:27)

reformador do mundo e (LC 14:10)

reino de Deus e (LC 1:79), (LC 17:20), (LC 17:21), (LC 23:34)

religiosos e (LC 13:26)

renovação do mundo e (LC 24:48)

renovação dos enunciados de (LC 19:48)

resistência ao crime e às tentações e (LC 23:34)

responsabilidade dos ensinamentos e (LC 1:79)


ressurreição e (LC 6:27)

revelação aos companheiros de apostolado e (LC 14:12)

revelação da luz e do poder de (LC 12:8)

rogativas diante de (LC 18:41)

sacerdote, magistrado e (LC 22:27)

samaritano e (LC 9:53)

Saulo e (LC 2:29)

serviço da Boa Vontade pelas mãos de (LC 2:14)

significação da trilogia de (LC 11:9)

significação da vida de (LC 2:29)

significado de pedra e (LC 8:13)

Simão Pedro e (LC 22:32), (LC 15:17)

Simão, cireneu, e (LC 23:26)

simbologia de lobos e cordeiros e (LC 10:3)

Simeão e (LC 2:29)

Sinédrio e (LC 18:1)

sintonia com (LC 10:42)

socorro e (LC 2:14)

sofrimento de mansardas escuras e (LC 2:9)

solicitações dos discípulos e (LC 17:5)

solidão de * no Calvário (LC 23:49)

súplica do crente de mentalidade infantil e (LC 12:34)

tarefas do auxílio mútuo e (LC 10:37)

Terra e (LC 3:17)

tesouro, coração e (LC 12:34)

testemunhas de (LC 23:26)

testemunho da grandeza celestial e (LC 22:27)

testemunho da intimidade com (LC 9:20)

testemunho dos discípulos de (LC 9:53)

testemunho e (LC 21:13)

títulos atribuídos a (LC 3:17)

tolerância às lágrimas inaceitáveis e (LC 11:1)

tolerância às queixas descabidas e (LC 11:1)

Tomé e (LC 2:29)


trabalhador e (LC 3:17)

transfiguração de (LC 9:35)

três imperativos da recomendação de (LC 11:9)

tronco sublime da vida e (LC 23:31)

túnica escandalosa e (LC 23:34)

turba inconsciente e (LC 23:34)

usufrutuários da bondade de (LC 9:20)

utilização dos talentos e (LC 10:42)

Velho Testamento e (LC 2:29)

vergonha e (LC 9:26)

viajores transviados e (LC 24:16)

videira e (LC 23:31)

videira eterna e (LC 23:31)

viver em harmonia com (LC 16:2)

Zaqueu e (LC 2:29), (LC 24:48)

zênite da luz espiritual e (LC 2:9)


JOÃO BATISTA, O PRECURSOR
conselho de (LC 3:13)

Evangelho e (LC 3:13)


JOIO
germinação ou crescimento do *
venenoso (LC 12:49)
JOVEM
morte de * no vício (LC 9:60)
JUDAS
domínio político do Evangelho
e sonho de (LC 15:17)

Jesus e fraqueza de (LC 6:27)


JUDAS, APÓSTOLO
Jesus e (LC 15:17)
JUDEUS
rigor no conceito na prática do bem e (LC 2:5)
JUIZ
infortúnio do * romano (LC 23:25)

inumação de * em covas de lama (LC 9:60)


JULGAMENTO
lei de causa e efeito e (LC 6:38)
JUSTIÇA
exigência com (LC 8:13)

oferta da própria existência em honra da (LC 9:23)

recompensa e (LC 3:14)

supérfluo, necessário e (LC 6:31)


JUVENTUDE
atenção fixa no chamamento elevado e (LC 14:10)

K
KARDEC, ALLAN
demônios e (LC 8:30)

recordação da palavra dos instrutores de (LC 17:20)

L
LAÇO AFETIVO
mudança e subtração do (LC 12:20)
LAÇOS
libertação dos * egoísticos (LC 16:29)
LADO MELHOR
busca do * das situações (LC 10:42)
LADRÃO
apelos do mundo interior e (LC 11:10)
LÁGRIMAS
alma e (LC 2:14)
LANÇA-CHAMAS
reflexos radiosos no (LC 2:32)
LAR
aprendiz de Jesus no (LC 9:53)

bases do (LC 17:31)

bases espirituais do (LC 17:31)

bens materiais e harmonia no (LC 12:21)

comunhão com Jesus e (LC 18:16)

concessão do * à criatura humana (LC 18:20)

cumprimento de responsabilidade no (LC 3:13)


dádiva do Céu e (LC 16:2)

harmonia na intimidade do (LC 12:21)

local de desopressão e ponto


de desabafo e (LC 10:5)

penetração no * à feição de
inimigo familiar (LC 10:5)

responsabilidade no (LC 3:13)

venda da paz do (LC 3:14)


LÁZARO
alegria celeste e (LC 16:25)

céu e (LC 16:25)

elevação de * à glória de Abrahão (LC 16:25)


LEGIÃO
demônios e (LC 8:30)

inteligências conturbadas e errantes e (LC 8:30)


LEGIÕES ANGÉLICAS
anunciação de Jesus e (LC 2:14)

expressão do cântico das (LC 2:14)


LEGISLADOR
mumificação de * em enganos
da alma (LC 9:60)
LEI DA RETRIBUIÇÃO
desencarne e (LC 6:38)
LEI DE CAUSA E EFEITO
bens materiais e (LC 12:21)

julgamento e (LC 6:38)


LEI DE DEUS
amor ao próximo e (LC 10:29)

criaturas chamadas e (LC 10:33)

desrespeito à (LC 23:34)


LEI DIVINA
julgamento e (LC 8:17)

regulamento e (LC 18:20)

resultado do desrespeito à (LC 23:34)


LEIS MORAIS
ascensão para a imortalidade e (LC 18:20)
LEIS NATURAIS
desprezo às (LC 13:24)
LETRA
necessidade da exumação do
espírito da (LC 12:49)
LEVITA
comportamento e (LC 10:37)

Parábola do Bom Samaritano e (LC 10:29)


LIBERDADE
assimilação da (LC 13:26)
LIBERTAÇÃO
cura e (LC 10:9)
LIÇÃO
assimilação da essência da divina (LC 10:42)

colocação da * nos ouvidos (LC 9:44)

criação de vida renovadora e (LC 10:37)

desinteresse pela assimilação da (LC 13:26)

prova da conquista em suprema (LC 5:4)


LIGAÇÃO TERRESTRE
elos frágeis da (LC 16:29)
LIMITAÇÃO
aprendizado na superação da (LC 18:1)

superação das (LC 18:1)


LÍNGUA
idioma da compreensão e
da paciência (LC 8:17-18)
LISONJA
perigoso festim da (LC 11:28)
LIVRE-ARBÍTRIO
destino amargo e (LC 18:20)

homem e (LC 18:20)


LIVRO
consulta de * por simples desfastio (LC 6:45)

revelação da verdade em silêncio e (LC 14:10)


LIXO
adubação e (LC 14:35)
LOBO
caminhada na direção do (LC 10:3)

cordeiros fortes e * voraz (LC 10:3)

necessidade real de encontro com o (LC 10:3)


LOUCURA
avareza e (LC 12:21)

bens materiais e (LC 12:21)

causa da (LC 12:20)

melhor preservativo contra a


* e o suicídio (LC 12:20)

patrimônio, introdução à (LC 12:21)

precipitação nos despenhadeiros de (LC 10:37)


LUCAS, APÓSTOLO
arrependimento e (LC 15:17)

cego de Jericó e (LC 18:43)

Cego de Jericó, O, e (LC 18:41)

doutrinações e (LC 10:20)

fé e (LC 8:25)

fraternidade e (LC 10:29)

mal e (LC 19:48)

Moisés, Elias e (LC 9:30)

Natal e (LC 2:14)

oração e (LC 11:1), (LC 9:28), (LC 22:46)

palavras de Jesus e (LC 24:11)

paz e (LC 1:79)

prece e (LC 18:1)

reino de Deus e (LC 17:20)

Simão, cireneu e (LC 23:26)

soerguimento e (LC 15:18)


LUCAS, EVANGELISTA
destaque do texto e (LC 13:33)

Parábola do Bom Samaritano e (LC 10:30)


LUCRO
espírito de * nos setores mais
singelos (LC 12:20)
LUTA
abandono dos companheiros de (LC 5:4)

círculos de (LC 11:13)

companheiros de (LC 5:4)

vigilância no aproveitamento da (LC10:42)


LUTA PLANETÁRIA
penas e dissabores da (LC 9:35)

penas, dissabores e (LC 9:35)


LUZ
ação na extensão da (LC 13:33)

adaptação a nova (LC 18:1)

condição necessária para aparecimento da (LC 14:11)

convidados para a lavoura da (LC 14:18)

determinantes para nossa ascensão à (LC 16:25)

extensão de réstia de * aos ignorantes (LC 12:20)

indução à conquista da * eterna (LC 23:34)

renovação e (LC 9:60)

revelação da * e poder de Jesus (LC 12:8)

rogativa e (LC 11:9)

sofrimento e trabalho voltados para a divina (LC 23:26)

trevas interiores e castigo da (LC 8:28)


LUZ DIVINA
bênção da (LC 11:13)

caridade e irradiação da (LC 10:33)

Jesus e irradiação da (LC 10:33)


LUZ ESPIRITUAL
Jesus, zênite de (LC 2:9)
LUZ NA ESTREBARIA
assombro ante a (LC 2:14)

M
MADEIRO
recusa ao * das obrigações (LC 14:27)
MADEIRO VERDE
Jesus e (LC 23:31)
MÃE
abandono do lar a desconhecidos e (LC 12:20)
MÁ-FÉ
análise pela * interior (LC 11:10)
MAGDALA
adversários do bem e (LC 2:29)

Jesus e (LC 2:29)


MAGNETISMO
conceito de (LC 6:19)

Jesus, multidão e (LC 19:48)

virtude e (LC 6:19)


MAGNETISMO PESSOAL
conceitos relativos ao (LC 6:19)

Jesus, sublimação individualizada do (LC 6:19)


MAL
busca do *, encontro com o mal (LC 11:10)

duelo do * contra o mal (LC 6:35)

êxito na caçada do (LC 11:10)

favorecimento à vitória do (LC 18:20)

omissão do bem, forja do (LC 11:23)

predominância do (LC 11:10)

redução do (LC 10:5)

resistência às forças do (LC 6:37)

transformação do * no açoite (LC 8:17-18)

transformação do * no bem (LC 21:19)


MALDADE
insinuações da * e da indiferença (LC 10:42)

origem da (LC 5:31)


MALFEITOR
Parábola do Bom Samaritano e (LC 10:29)

prática da fraternidade e (LC 10:39)

silêncio e amparo ao companheiro (LC 6:37)


MANJEDOURA
abnegação, simplicidade e (LC 2:14)

brilho da glória de Jesus na (LC 2:8-11)


exaltação de Jesus e (LC 2:14)

luz da candeia e (LC 2:8-11)

manta humilde e (LC 2:8-11)

primeira frase de bênção e (LC 2:8-11)

primeira tigela de leite e (LC 2:8-11)


MAR ALTO
chegada dos dias de serviço em (LC 5:4)
MARCHA EVOLUTIVA
conversão da * em corrida
inquietante (LC 12:20)
MARIA DE MAGDALA
conquista da elevada dignidade espiritual e (LC 15:17)

Jesus e (LC 15:17)

Mestre e (LC 6:26)


MATÉRIA
estados da (LC 17:21)
MATERIALISMO
calamidades morais e (LC 12:20)
MAU
amparo ao * sem alarde (LC 10:39)

compadecimento e (LC 6:36)

ignorância das consequências do sofrimento e (LC 6:36)


MEDICINA CELESTIAL
transformação da * em feridas santificantes (LC 11:11)
MEDICINA ESPIRITUAL
cura de doentes e (LC 24:48)
MÉDICO CELESTIAL VER JESUS
MEDITAÇÃO
cultivo da (LC 13:26)

escassos momentos de * elevada (LC 21:34)

noção dos divinos Desígnios e * profunda (LC 11:11)


MÉDIUM
inteligências conturbadas e errantes e (LC 8:30)
MÉDIUM ESPÍRITA
distanciamento da própria sublimação e (LC 9:23)
MEDIUNIDADE
contrassenso e (LC 16:29)

Cristianismo e (LC 16:29)

Espiritismo e (LC 16:29)


MEDO
adversário terrível oculto e (LC 21:9)

poder destrutivo do (LC 21:9)


MENSAGEM
solicitação de * dos entes queridos (LC 6:44)
MENTE
influenciação e * medianímica (LC 8:30)

pensamentos estranhos e * medianímica (LC 8:30)

posicionamento da (LC 6:38)

possessão profunda e * medianímica (LC 8:30)

sepulcro de miséria e * preguiçosa (LC 9:60)

sintonia inferior e (LC 6:38)

sintonização da * com inquietações inferiores (LC 9:44)

trabalho no bem e (LC 6:38)


MENTE INFANTIL
crítica da bisonhice da (LC 6:38)
MERECIMENTO
interposição do * do irmão egoísta (LC 15:29)
MESSIAS
transfiguração do (LC 22:32)
MESSIAS VER JESUS
MESTRE
Caifás e (LC 6:26)

Evangelho e convite do (LC 21:13)

Maria de Magdala e (LC 6:26)

resposta do * às orações (LC 11:1)

revelação do (LC 13:26)

Simão Pedro e (LC 22:32)


MESTRE VER JESUS
MINISTÉRIO SALVADOR
pescadores humildes e (LC 2:29)
MIRAGEM
perseguição de * perigosa (LC 11:9)
MISÉRIA
transformação da * em lição (LC 14:35)
MISERICÓRDIA
compreensão, amor e (LC 6:36)

extensão da (LC 23:43)

fixação da * no coração (LC 10:29)

iluminação do coração e (LC 6:36)

Jesus e (LC 21:19)

problemas do caminho e (LC 6:36)


MISERICÓRDIA DIVINA
Jesus e (LC 2:9)
MISSÃO
disciplina no cumprimento da (LC 14:11)

significado do termo (LC 14:11)


MOCIDADE
filhos da (LC 16:19)
MOMENTOS DIFÍCEIS
serenidade, confiança e (LC 9:35)
MONTE
sublime manifestação do (LC 9:28)
MONTURO
identificação do * em torno de nós (LC 14:35)

lágrimas que escorrem do


* de remorsos (LC 14:35)

significado do termo (LC 14:35)


MORDOMO
característica do * do mundo (LC 16:2)
MORTE
corpo físico e (LC 13:24), (LC 21:34)

despertando da * corporal (LC 22:46)

enfermidade e (LC 13:24)

espera pela (LC 6:46)

palavras do Cristo e (LC 6:46)


pergunta pelos entes queridos e (LC 10:37)

porta espiritual e (LC 13:26)

realidades da (LC 10:42)

realidades reveladas pela (LC 10:42)

sistemas de castigo depois da (LC 17:21)

súplica dos desesperados e (LC 11:1)


MORTO
impassibilidade e (LC 9:60)
MUDANÇA ESPIRITUAL
necessidade de (LC 17:21)
MULTIDÃO
aproximação da * para auxílio (LC 22:27)

Jesus e (LC :79), (LC 9:26), (LC 19:48)

Jesus e a * no dia supremo (LC 23:26)

porta larga e (LC 13:24)

tradução do verbo amar pela (LC 6:35)


MUNDO(S)
antro de perdição e (LC 6:38)

arsenal de incompreensão e
discórdia e (LC 6:38)

campo imenso de trabalho do bem (LC 12:20)

derivação dos ideais democráticos do (LC 22:26)

fuga do trabalho e sofrimento no (LC 6:38)

interesse pelas vantagens no imediatismo do (LC 22:26)

multiplicação dos * no plano cósmico (LC 17:21)

obra prima da Criação e (LC 6:38)

pobres, aflitos e necessitados do (LC 6:22)

poço de tentações e culpas e (LC 6:38)

pregações e dominação do (LC 17:5)

vale de malícia e perversidade e (LC 6:38)


MUNDO ESPIRITUAL
entidades egressas do (LC 9:30)
MUNDO INTERIOR
ladrões e apelos do (LC 11:10)
MUNDO SUPERIOR
Céu e (LC 17:21)

virtudes, vícios e (LC 17:21)

N
NABUCODONOSOR
destroços do palácio e (LC 10:30)
NATAL
esperança e (LC 2:14)

festas de lágrimas da alegria e (LC 2:29)

oração e (LC 2:14)

renovação da alma e do mundo e (LC 2:14)


NATUREZA
retribuição da (LC 10:42)
NECESSIDADE
bem e (LC 14:10)

desconsideração com a * dos vizinhos (LC 12:20)

Jesus e (LC 9:20)


NECESSIDADE MATERIAL
auxílio conveniente diante da (LC 6:31)
NEGÓCIO MATERIAL
solução para (LC 6:44)
NEGÓCIOS
maior de todos os * terrenos (LC 2:49)

precariedade dos * internos e externos (LC 2:49)

precariedade e transitoriedade dos (LC 2:49)


NINHO DOMÉSTICO VER LAR
NOME
doação do registro civil e (LC 12:20)
NUDEZ
ajuda na abolição da provação da (LC 6:45)
NUVEM
Evangelho e história de uma (LC 9:35)

O
OBRA
orgulho da boa (LC 17:10)
perfectibilidade da (LC 12:26)
OBREIRO
promoção à condição de * eficiente (LC 9:62)
OBRIGAÇÃO
alegria oculta pela * atendida (LC 17:20)
OBSESSÃO
calamidade moral do materialismo e (LC 12:20)
OBSESSO
conversa de Jesus e (LC 8:30)
OBSTÁCULO
inquietação pelo provável * de amanhã (LC 17:21)
OCIOSIDADE
aprovação da (LC 10:6)

chagas da penúria e (LC 13:24)

consequências da (LC 13:24)

indiferença e (LC 9:62)

preferência pela * e indiferença (LC 9:62)

saída da cova escura da (LC 15:18)

trevas da ignorância e (LC 13:24)


OCIOSO
pedido do (LC 12:20)
ÓDIO
preservação contra o veneno do (LC 6:35)
OFENSA
desculpa dos golpes e (LC 6:27)
OFENSOR
desculpa e oração ao (LC 6:32)
OFICINA DE LUZ
vaidade e presunção abandonam o serviço da (LC 24:45)
OFICINA DO PLANETA
Espíritos eternos e (LC 10:30)
OLHO POR OLHO
justiça do (LC 2:14)
OPINIÕES VÃS
Mestre e (LC 9:20)
OPOSITOR
admiração pelo (LC 6:32)
ORAÇÃO
benefício com as vibrações da (LC 5:31)

conversão da * em trabalho edificante (LC 11:1)

desenganados e (LC 11:11)

gradação infinita da (LC 11:1)

homem bom e (LC 10:37)

Horto e (LC 22:46)

imperativos da (LC 11:9)

Jesus e imperativo da * e vigilância (LC 18:20)

lama no pensamento e (LC 21:19)

Lucas, apóstolo, e (LC 11:1), (LC 9:28), (LC 22:46)

Natal e (LC 2:14)

pronto-socorro da (LC 12:20)

referência à * à maneira de doentes (LC 11:11)

resposta do Mestre e (LC 11:1)

respostas celeste e (LC 11:11)

sinceridade na (LC 10:9)

zombaria contra o hábito da (LC 17:5)


ORÁCULO
receio da própria consciência e (LC 17:21)
ORDEM
exclusão do bem e (LC 2:5)

justo caminho de manifestação da luz e (LC 2:5)


ORGULHO
escribas, fariseus e (LC 12:1)

hipogeus de Persépolis e * racial (LC 10:30)

renúncia e (LC 14:33)


OTIMISMO
exercício de (LC 8:25)
OURO
revelação do bem ou do mal do (LC 12:15)

P
PACIÊNCIA
bem e (LC 21:19)

compreensão e (LC 21:19)

conceito de (LC 21:19)

contrassenso e (LC 21:19)

corações inclinados ao bem e à verdade e (LC 21:19)

dificuldades e (LC 21:19)

ensino com (LC 8:13)

estudo da * em sua função educativa (LC 21:19)

fuga à luz da (LC 10:6)

harmonização e (LC 21:19)

infeliz e auxílio da (LC 6:38)

Jesus e (LC 21:19)

Jesus, modelo de (LC 21:19)

necessidade e (LC 21:19)

resistência aos impulsos inferiores e (LC 21:19)

serenidade e (LC 21:19)

tolerância e (LC 21:19)


PADRE CATÓLICO
incapacidade de oferecer a santidade perfeita e (LC 9:23)
PAI
comportamento do * amigo (LC 15:20)

fidelidade aos serviços do (LC 15:29)


PAIS
amor, bênção aos (LC 9:23)

negócios de renúncia e (LC 19:13)


PAISAGEM SOCIAL
Jesus e alterações na (LC 10:30)
PALAVRA
agravo da * a instituição e pessoas (LC 12:15)

desconhecimento das consequências da (LC 10:42)

fio da sugestão e (LC 8:17)

informação e (LC 8:17)

Jesus e (LC 9:44)

poderoso fio da sugestão e (LC 8:17-18)


tradição oral e (LC 8:17)
PÃO
reconhecimento de Jesus e * materializado (LC 24:45)
PÃO COTIDIANO
noções da existência de Deus e (LC 11:3)
PÃO DE CADA DIA
desvalorização do (LC 11:3)

procedência do (LC 11:3)


PÃO TERRESTRE
crença de que o * é conquista do homem (LC 11:3)
PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO
comportamento do levita e (LC 10:37)

comportamento do sacerdote e (LC 10:37)

comportamento do samaritano e (LC 10:37)

ensinamentos e (LC 10:37)

identificação do próximo e (LC 10:29)

Jesus e (LC 10:29), (LC 10:30), (LC 10:37)

personagens e (LC 10:29)

solidariedade e (LC 10:29)

tratado de pedagogia e (LC 10:37)

viajante de alma nobre e (LC 10:37)


PARÁBOLA DO RICO
mordomo infeliz na vida espiritual e (LC 16:19)
PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO
comportamento de Lázaro e (LC 16:25)

comportamento do rico e (LC 16:25)


PARÁBOLA DO SAMARITANO
revisão e (LC 10:37)
PARAÍSO
definição de (LC 23:43)

figurações especiais e (LC 17:21)

renovação da definição de (LC 23:43)


PASSADO
lições dolorosas do (LC 16:9)
PASTOR
inabilitação à demonstração das virtudes e (LC 9:23)
PATRIMÔNIO
respeito ao * alheio (LC 16:12)

utilização do * provisório (LC 12:15)


PATRIMÔNIO MORAL
dilapidação e (LC 18:20)
PAULO
penitência dos erros e conversão de (LC 15:17)
PAULO DE TARSO
Evangelho e (LC 15:17)
PAZ
afeiçoamento do homem à * cristã (LC 10:6)

ausência da (LC 19:42)

compra da * na Terra (LC 10:5)

condição para que o homem seja filho da (LC 10:6)

conhecimento do que pertence à * íntima (LC 19:42)

conhecimento e (LC 19:42)

desejo da * do mundo (LC 10:5)

dignos de (LC 10:6)

doação e (LC 17:21)

erguimento do templo da (LC 17:20)

fé raciocinada e * de consciência (LC 17:21)

homem e (LC 10:6)

Jesus e (LC 10:6)

Jesus e produção espontânea do clima de (LC 6:19)

localização e irradiação da (LC 17:21)

Lucas, apóstolo, e (LC 1:79)

mundo íntimo e (LC 10:6)

preservação da (LC 16:12)

rogativa de (LC 10:6)

semeadura e (LC 8:17)

sensação passageira de bem-estar e (LC 15:17)

vitória da (LC 9:23)


PAZ NA TERRA
significado da expressão (LC 2:14)
PEDAGOGIA
bom samaritano e tratado de (LC 10:37)
PEDRA
Jesus e significado de (LC 8:13)

Pedro, apóstolo, e (LC 8:13)

significado do termo (LC 8:13)


PEDRO, APÓSTOLO
Jesus e (LC 2:29), (LC 15:17), (LC 22:32)

visão de (LC 22:32)

Evangelho e (LC 2:29)

Jesus e inconstância de (LC 6:27)

reabilitação de * no apostolado (LC 15:17)

fé e (LC 22:32)

acontecimentos assombrosos presenciados por (LC 22:32)

rocha viva da fé e (LC 8:13)


PENSAMENTO
afastamento do * dos objetivos inferiores (LC 11:1)

criação e (LC 3:14)

criadores do * literário (LC 12:48)

delinquência e * de simpatia (LC 6:37)

elevação do * à Bondade divina (LC 10:33)

mente medianímica e * estranho (LC 8:30)


PENÚRIA
deserção do trabalho e (LC 10:37)

doação de pão à choupana da (LC 12:20)


PERDÃO
amor, compreensão e (LC 22:27)

entendimento do * divino (LC 23:34)

Jesus e pedido de (LC 6:27)

opiniões disparatadas no que concerne ao (LC 23:34)

remédio santo para a euforia da mente e (LC 23:34)

rogativa de * de Deus para as criaturas (LC 23:34)


PERFEIÇÃO
inexistência da * integral (LC 10:42)
PERSÉPOLIS
hipogeus de * e orgulho racial (LC 10:30)
PERSONALIDADE
liames inferiores e (LC 9:23)
PERTURBAÇÃO
hábito de * e atrito (LC 6:38)
PILATOS
defeitos naturais de * – homem (LC 23:25)

desejo de * – juiz (LC 23:25)

enfraquecimento pela vontade enfermiça e (LC 23:25)

imposição da turba ameaçadora e (LC 23:25)

Jesus e (LC 6:27)

símbolo da caminhada humana e (LC 23:25)

vontade superior dos planos divinos e (LC 23:25)


PLENITUDE ESPIRITUAL
abertura das portas e (LC 16:19)
POBRE
céu e (LC 6:22)
POBREZA
amor e (LC 2:14)
POLÍTICO
formulação de promessas às massas e (LC 19:48)

infiel, perverso, falso e (LC 22:26)


PORTA ESTREITA
alma e (LC 13:24)

amor incomensurável de Deus e (LC 13:24)

Jesus e (LC 13:24)

reencarnação e (LC 13:24)

significados de (LC 13:24)


PORTA LARGA
paixão desregrada do eu e (LC 13:24)
PORTA LIBERTADORA
ensejo de aprendizado e (LC 16:2)
POSSE
disseminação da * temporária (LC 12:15)

recordação da propriedade como * material (LC 12:15)


POSSESSÃO
mente medianímica e * profunda (LC 8:30)
POTENCIALIDADE PSÍQUICA
eclosão de (LC 6:19)
POVO ESCLARECIDO
primeira fase da civilização e (LC 17:20)
PRAZER EFÊMERO
crime e (LC 13:24)

intemperança e (LC 13:24)

tédio e (LC 13:24)


PRECE
convocação à (LC 9:60)

Cristianismo e (LC 11:1)

iluminação e (LC 18:1)

importância da (LC 18:1)

recordando a * no Getsêmani (LC 22:46)


PRECE VER ORAÇÃO
PRECEITO EVANGÉLICO
cumprimento e (LC 14:33)

simbolismo e (LC 14:33)


PRECIPITAÇÃO
desordem, recapitulação e (LC 3:13)
PRECONCEITO
Jesus e * do homem (LC 2:9)
PREGUIÇA
espera de milagres imprevistos e (LC 6:46)

indução do conforto à (LC 10:26)


PRESTÍGIO
necessidade de * as causas do bem (LC 6:32)
PRESTÍGIO SOCIAL
mutabilidade do (LC 12:20)
PRETÉRITO
devassa do * profundo (LC 16:9)
PRIVAÇÃO
recordação dos que jornadeiam sob (LC 14:12)
PRIVILÉGIO
entendimento, auxílio e (LC 10:30)
PROBLEMA(S)
resolução de * social (LC 19:42)

solução para os * da vida (LC 13:24)


PRODIGALIDADE
mundo e (LC 15:17)
PROFECIA
escolas cristãs e falsa (LC 17:21)
PROFETA
identificação à exata União com Deus e (LC 11:49)
PROGRESSO
sucessão constante de labores e (LC 18:16)
PROPRIEDADE
conceito de (LC 12:15)
PROSELITISMO
dilatação do (LC 17:20)

perigo do (LC 17:20), (LC 17:23)

preocupação de (LC 17:23)


PROTEÇÃO
solicitação de * para os filhos (LC 6:44)
PROTESTANTE
obrigações dos ministros evangélicos e (LC 19:13)
PROVA
cooperação aos que jazem cansados na (LC 14:12)
PROVAÇÃO
caráter indispensável da * e do obstáculo (LC 21:13)

choro nas crises de (LC 6:31)

desprezo pela * e pelo trabalho (LC 13:24)


PROVIDÊNCIA
concessão e (LC 11:9)
PROVIDÊNCIA DIVINA
administração do talento e (LC 16:2)

apelos da (LC 16:2)

bem infinito e (LC 11:13)


recordação da * e reerguimento (LC 15:20)
PRÓXIMO
exame da posição da alma e (LC 10:29)

Parábola do Bom Samaritano e identificação do (LC 10:29)

vida e encaminhamento à presença do (LC 10:29)


PRUDÊNCIA
necessidade de * e vigilância (LC 11:35)

Q
QUADRO EVANGÉLICO
contemplação do (LC 16:19)
QUEIXA
doenças e (LC 10:9)
QUEIXUME
perda de tempo e (LC 13:33)

R
RACIOCÍNIO
distorção do (LC 12:48)
RAZÃO
perda do lume da (LC 10:27)
REABILITAÇÃO
caminho da (LC 16:9)
REAJUSTAMENTO
justiça divina e (LC 16:9)

obtenção de novas oportunidades de (LC 16:9)

oportunidades de (LC 16:9)


REAJUSTE
elementos indispensáveis ao (LC 5:31)
REALCE
exigência de cuidados e (LC 12:26)
REALIZAÇÃO
trabalho e (LC 13:24)
REALIZAÇÃO ESPIRITUAL
serviço supremo do espírito e (LC 24:45)
RECOMPENSA
justiça e (LC 3:14)

responsabilidade e (LC 3:14)


RECONFORTO
pronúncia da frase de * e apaziguamento (LC 6:21)
RECURSO
disposição de * de administração
alheia (LC 16:12)
RECURSO MATERIAL
concessão e (LC 11:9)

procedência do * à disposição
dos caprichos (LC 16:9)
RECURSO INDIVIDUAL
créditos de tempo e (LC 12:15)

diversidade de (LC 12:15)

providência divina e (LC 12:15)


REDENÇÃO
presença de Jesus no monte da (LC 9:23)
REENCARNAÇÃO
porta estreita e (LC 13:24)

viagem multimilenária e (LC 17:21)


REERGUIMENTO
alegria diante do apoio ao (LC 6:31)
REFORMA ÍNTIMA
amor a Jesus e (LC 23:26)

aprendiz de Jesus e (LC 9:53)

conhecimento espírita evangélico e (LC 17:21)

testemunho de (LC 23:26)


REGENERAÇÃO
dever de (LC 23:43)

recuperação da mente infantil e verdadeira (LC 18:16)


REGIÃO ESPIRITUAL
avanço para * diferente (LC 23:43)
REINO CELESTE VER REINO DE DEUS
REINO DE DEUS
alvorada de cada dia e (LC 17:21)

aparências exteriores e (LC 17:21)


apresentação do (LC 17:20)

chave da grande compreensão e (LC 17:21)

descoberta e (LC 17:21)

edificação do (LC 9:62), (LC 17:21)

expressões transitórias do poder humano e (LC 17:20)

grão de mostarda e (LC 24:48)

grão de mostarda, símbolo do (LC 24:48)

Jesus e (LC 1:79), (LC 17:20), (LC 17:21)

lançamento do (LC 1:79)

lançamento do * entre os homens (LC 1:79)

poder humano e (LC 17:20)

práticas religiosas e (LC 17:21)

surgimento do (LC 17:20), (LC 23:43)

templo interno e (LC 17:20)

visão dos homens e (LC 17:20)


REINO DIVINO
concretização do * na Terra (LC 17:21)

edificação do (LC 17:21)

início, desenvolvimento e consolidação do (LC 23:43)

símbolo da edificação do (LC 9:62)


REINO DO AMOR
colaboração na construção do (LC 6:32)
REINO DO ESPÍRITO
demonstração da estima pública no (LC 17:20)
REINO DO SENHOR
descoberta gradativa do (LC 17:20)
REINO INTERNO
edificação e (LC 17:21)
RELIGIÃO
cooperadores da (LC 11:49)

investigadores curiosos e procura pela (LC 4:21)

perseguições e ataques dolorosos aos cooperadores da (LC 11:49)

preocupações da * no mundo (LC 17:20)

vultos distintos e (LC 12:48)


RENASCIMENTO DOLOROSO
motivo do (LC 11:10)
RENOVAÇÃO
ciência da * pelo bem (LC 22:27)

esforço e (LC 16:29)

sinal da * interior para Deus (LC 9:53)

verdadeira * e pensamento reajustado (LC 12:48)


RENÚNCIA
consequências da (LC 13:24)

convidados ao testemunho da (LC 6:22)

demonstrações de (LC 23:26)


REPARAÇÃO
processos novos no serviço de (LC 23:31)
REPOUSO
detenção no (LC 6:38)
RESERVA ESPIRITUAL
aprovisionamento de (LC 12:20)
RESPEITO
exercício do (LC 23:34)
RESPONSABILIDADE
abandono da cruz e (LC 14:27)

abominação à * e serviço aos semelhantes (LC 14:27)

centralização e (LC 12:48)

luta edificante e (LC 9:62)

marcas do testemunho pela (LC 23:26)

recompensa e (LC 3:14)

trabalho e (LC 11:3)


RESPOSTA
importância da (LC 8:17)
RESPOSTA CELESTE
compreensão da (LC 11:11)

inibições provisórias e (LC 11:11)


RESSURREIÇÃO
busca da * eterna (LC 23:26)

luz da (LC 24:11)

perplexidade surgida no dia da * de Jesus (LC 24:11)


prosseguimento da luz da (LC 24:11)
RETIFICAÇÃO
sofrimento e (LC 23:43)
REVELAÇÃO
fontes de * espiritual (LC 16:29)
REVELAÇÃO CELESTE
interpretações verbalista da (LC 15:17)
REVELAÇÃO ESPIRITUAL
chegada da (LC 4:21)

chegada do momento da (LC 4:21)

instrumentos da (LC 24:11)


REVELAÇÃO RELIGIOSA
auto aperfeiçoamento e (LC 17:21)
REVOLTA
reclamação e (LC 12:20)
RICO
expiação e (LC 16:25)

sofrimento infernal e (LC 16:25)


RIQUEZA
meditação na utilização da (LC 12:15)
RIQUEZA DA INJUSTIÇA
Jesus e o significado da expressão (LC 16:9)
ROCHA
sustentação dos vales com a dureza da (LC 11:13)
ROCKEFELLER
caridade e (LC 10:30)
ROMA
documentários de * imperial e caridade (LC 10:33)

S
SÁBIO
aprendizado com as letras
do alfabeto e (LC 12:26)

aprendizado do (LC 12:26)

departamentos do universo e (LC 6:38)

dissipação da névoa da ignorância e (LC 6:38)


gelo da indiferença e (LC 9:60)
SACERDÓCIO
prejuízos eclesiásticos do (LC 19:48)

escolas religiosas e (LC 9:30)


SACERDOTE
comportamento e (LC 10:37)

mausoléu de simonia e (LC 9:60)

Parábola do Bom Samaritano e (LC 10:29)


SACRIFÍCIO
aplausos aos testemunhos de (LC 9:23)

bênção educativa e redentora (LC 6:22)

reclamação do * em benefício próprio (LC 5:31)


SALÁRIO
ansiedade e descrença pelo * mensal (LC 3:14)

contentamento com o próprio (LC 3:14)

inconformação e (LC 3:14)

problema de (LC 3:14)


SALVAÇÃO
benefício dos princípios da (LC 10:28)

fé e (LC 8:48)

pastores humanos e (LC 17:21)


SAMARITANO
acolhimento dos descuidados e (LC 9:53)

caridade e história do * generoso (LC 10:33)

comportamento e (LC 10:37)

Jesus e (LC 9:53)

Jesus, discípulos e (LC 9:53)


SAMARITANO DA BONDADE
acolhimento nos dias de tristeza e (LC 10:37)

alceamento do precipício da desilusão e (LC 10:37)

apoio e cooperação e (LC 10:37)

atenção às queixas reiteradas e (LC 10:37)

demonstração de estima e (LC 10:37)

elevação do chão das próprias quedas e (LC 10:37)

iluminação da fé e (LC 10:37)


luz, consolação, amparo, bênção e (LC 10:37)

oferta de esclarecimento e (LC 10:37)

transformação em concurso fraterno e (LC 10:37)


SATANÁS
mentalidade dogmática e
manifestação de (LC 9:30)
SATISFAÇÃO
excesso na * egoística (LC 21:34)
SAUDADE
choro de * e dor (LC 5:4)
SAÚDE
abastados e (LC 16:19)

banquete no festim da * física (LC 16:19)

entendimento do valor da (LC 10:9)

graça e (LC 11:9)

tesouro da * física (LC 16:2)

valor da (LC 10:9)


SAULO
Jesus e (LC 2:29)
SECURA
dureza e (LC 6:38)
SEGURANÇA
homem bom e (LC 10:37)

interrupção da * espiritual (LC 22:32)

nova era de * e tranquilidade (LC 2:14)


SELVAGEM
caça abundante e (LC 6:38)
SEMEADOR
colheita e (LC 10:42)
SEMIMORTO
estradas do mundo e * da alma (LC 10:30)
SENDA ESTREITA
fidelidade no culto às obrigações assumidas e (LC 13:24)
SENHOR VER JESUS
SENTIMENTO
divulgação de falso (LC 16:13)

nível de (LC 15:29)

sombras que envolvem o (LC 17:21)


SEPULCRO
chegada dos que saíram do berço e (LC 12:20)

exame da bagagem e (LC 12:20)

verdade e (LC 12:20)


SERENIDADE
calma, resignação, confiança no futuro e (LC 12:20)

manutenção da * e da confiança (LC 9:35)


SERVIÇO
atuação em esfera distante do * justo (LC 9:44)

oportunidade de (LC 19:42)

oportunidades de * fraterno (LC 14:13)


SERVIÇO DIVINO
afastamento do (LC 24:35)
SERVIÇO ESPIRITUAL
retirada apressada do (LC 9:23)
SERVIÇO NOBRE
requisição de missionários da visão e (LC 11:49)
SERVIDOR
negócios de obediência e edificação e (LC 19:13)
SIMÃO PEDRO VER PEDRO, APÓSTOLO
SIMÃO, CIRENEU
Jesus e (LC 23:26)

Lucas, apóstolo, e (LC 23:26)


SIMEÃO
consolação de Israel e (LC 2:29)

Jesus e (LC 2:29)


SIMPATIA
amizade e (LC 6:38)

círculo da (LC 16:9)


SINCERIDADE
articulação da linguagem na luz da (LC 17:20)

depreciação do culto à (LC 12:48)


desprezo e (LC 2:14)
SINTONIA
mente e (LC 6:38)
SISTEMA JUDICIÁRIO
transformação do * da Terra (LC 24:48)
SOCORRO
dilatação dos haveres em forma de (LC 12:21)

função do (LC 6:35)

respostas do Alto aos pedidos de (LC 11:11)

transformação do * em irresponsabilidade (LC 6:35)


SOFRIMENTO
aceitação e (LC 6:22)

bem-aventurança e (LC 6:22)

bênção educativa e redentora e (LC 6:22)

criação e (LC 6:38)

discípulos e (LC 21:13)

ensino pelo (LC 14:35)

homem bom e (LC 10:37)

Jesus e (LC 23:43)

Jesus e * de mansardas escuras (LC 2:9)

necessidade de aproveitamento do (LC 14:27)

resistência ao (LC 6:22)


SOLICITAÇÃO
conhecimento do objetivo da (LC 11:10)
SOLIDÃO
companheiros e (LC 5:4)

experiência e (LC 5:4)


SOLIDARIEDADE
aprendiz e * humana (LC 6:38)

homem bom e (LC 10:37)

normas de * sublime (LC 16:9)

novo movimento de * na Terra (LC 10:30)

oferta de migalhas de recursos e (LC 12:20)

samaritano e (LC 10:29)


SOLIDARIZAÇÃO
facilidade de * com os que nos seguem (LC 6:32)
SONO
alma e (LC 22:46)
SOVINICE
demonstração de (LC 15:29)
SUBLIME DISCIPULADO
verdadeira fórmula para ingresso ao (LC 14:27)
SUBORDINADO
ajuda com atenção e carinho e (LC 10:39)
SUGESTÃO
palavra, fio da (LC 8:17)
SUICÍDIO
perda da fé e (LC 10:37)
SUPERCULTURA
feitos prodigiosos da (LC 12:20)
SUPÉRFLUO
amigos afeiçoados ao (LC 7:22)
SUPERIOR HIERÁRQUICO
exercício de respeito e
boa vontade e (LC 10:39)
SUPLÍCIO
atenuação do * das crianças
abandonadas (LC 12:20)

T
TABERNÁCULO ETERNO
localização do (LC 16:9)
TABOR, MONTE
Moisés, Elias e (LC 9:30)

sublime acontecimento do (LC 9:30)


TALENTO
administração do (LC 16:2)

consagração ao bem e (LC 12:48)


TAREFA HUMILDE
importância da (LC 12:26)
TEMPERAMENTO
eliminação das arestas do próprio (LC 14:27)
TEMPESTADE
libertação da atmosfera asfixiante e (LC 11:13)
TEMPLO DA FÉ
comparecimento dos tutelados
de Jesus e (LC 12:34)

departamento da casa infinita de Deus e (LC 12:34)


TEMPLO
paisagens do (LC 12:34)
TEMPO
aproveitamento do * no reajustamento individual (LC 16:9)

emprego dos créditos do (LC 12:15)

explicador silencioso e (LC 11:13)

horas do * e vagas no mar (LC 6:38)

igualdade perante os créditos do (LC 12:15)

julgador invisível da humanidade e (LC 6:27)

meditação elevada e (LC 21:34)

patrimônio inestimável e (LC 16:2)

revelação da bondade infinita de Deus e (LC 11:13)

roubo do * e da alegria (LC 18:20)

utilização do (LC 21:34)


TENTAÇÃO
ausência de raiz e (LC 8:13)
TEOLOGIA
infernos e (LC 17:21)
TERNURA
excesso de (LC 8:13)
TERRA
caminho de Jesus para os céus e (LC 12:20)

caridade, gênio cristão na (LC 10:30)

Espíritos eternos e (LC 10:30)

melhor negócio da (LC 2:49)

novo movimento de solidariedade na (LC 10:30)

obrigações evolutivas na (LC 13:24)

paz imperecível e (LC 18:16)


povos esclarecidos na (LC 17:20)

progresso material na (LC 17:20)

renascimento na (LC 13:33)

semeadura e (LC 14:35)

sistema judiciário da (LC 24:48)

supercultura e (LC 12:20)

testemunhos de feição dos filhos da (LC 2:8-11)


TESOURO ESPIRITUAL
aquisição do (LC 10:42)

recolhimento no campo da vida do (LC 10:42)


TESTEMUNHO
condições para habilitação ao (LC 22:32)
TESTEMUNHO CRISTÃO
luta humana e (LC 19:13)
TOLERÂNCIA
apelo à * e ao entendimento (LC 10:5)

exercício de * ao cônjuge (LC 9:23)


TOLO
reclamação do (LC 12:20)
TOMÉ
Jesus e (LC 2:29)
TOQUE
complexidade no problema do (LC 8:45)

espera pela mão resplandecente e (LC 8:45)

mulher doente e o * na veste de Jesus (LC 8:45)

referência ao * indispensável (LC 8:45)


TOQUE DIVINO
caso da mulher doente e (LC 8:45)
TORRE
construção da * de luz divina (LC 14:28)

simbolismo da (LC 14:28)


TRABALHADOR
encontro do * com os madeiros e leões (LC 10:3)

Jesus e * divino (LC 3:17)

pão da tranquilidade e * pequeno (LC 15:17)


TRABALHO
administração do talento e (LC 16:2)

amplitude e complexidade do (LC 6:44)

aperfeiçoamento, iluminação e (LC 8:13)

apresentação da ficha de bom * pessoal (LC 9:28)

arrependimento e (LC 15:17)

bênção da oportunidade de (LC 16:2)

busca da edificação e do (LC 22:46)

comportamento na equipe de * assistencial (LC 14:13)

dificuldade de assimilação do apelo ao (LC 10:9)

espírita e responsabilidade de (LC 17:21)

estudo e observação do Evangelho e (LC 24:45)

fixação no (LC 6:38)

invasão da área de (LC 16:12)

penúria e deserção do (LC 10:37)

requisição de fervor e boa vontade no (LC 24:45)

responsabilidade e (LC 11:3)

riqueza de dirigentes e dirigidos e (LC 12:48)


TRABALHO PRÁTICO
multiplicação do chamado (LC 10:20)
TRANQUILIDADE
aquisição de * de espírito (LC 10:5)

recursos de retorno à (LC 12:48)


TRANSFORMAÇÃO ESPIRITUAL
esforço e (LC 22:12)
TREVA INTERIOR
compaixão, socorro e (LC 6:35)
TREVAS
auxílio no desembaraço das (LC 5:31)

dissipação das (LC 22:27)

processo de liquidação das (LC 17:21)


TRIBUNAL DE JERUSALÉM
transporte do * ao nosso foro íntimo (LC 23:25)
TRIGO E JOIO
separação do * no dia da ceifa (LC 6:35)
TRISTEZA
afastamento do hábito da *
destrutiva (LC 6:21)

preferência pela (LC 6:38)


TUMULTO
pensamentos de harmonia e (LC 17:21)

U
UNIVERSO
conquista da cidadania do (LC 17:20)

importância das coisas no (LC 11:9)


USURÁRIO
inermidade de * em túmulos de ouro (LC 9:60)

V
VAIDADE
amigos enganados pela (LC 9:20)

desprendimento sincero da
* humana (LC 14:28)

exibição, conhecimento e (LC 14:10)

filhos da * individual (LC 9:26)

lanterninha da (LC 2:32)

renúncia e (LC 14:33)

semelhantes e (LC 14:10)


VAIDADE
homem e (LC 2:14)
VAIDOSO
reclamação do (LC 12:20)
VALORES DA ALMA
vitórias e (LC 12:20)
VALORIZAÇÃO
facilidade de * dos que nos servem (LC 6:32)
VELHO
frio do desencanto e (LC 9:60)
VELHO TESTAMENTO
Jesus e (LC 2:29)
VENENO
livros abomináveis espalhando (LC 11:35)
VERDADE
corações inclinados à * e ao bem (LC 21:19)

acerto de contas com a (LC 23:34)

conciliação da * com a mentira (LC 6:26)

discernimento e (LC 17:21)

distância da (LC 24:35)

fuga da * religiosa (LC 8:28)

homem da (LC 6:26)

penetração no templo da * e da fé viva (LC 22:27)

proclamação da (LC 9:60)

sepulcro e (LC 12:20)

transição entre a * e a mentira (LC 11:23)


VESPASIANO
triunfo bélico e coliseu de (LC 10:30)
VICENTE DE PAULO, S.
caridade e (LC 10:30)
VÍCIO
incompatibilidade entre * e dever (LC 16:13)
VIDA
aspiração ao clima da * superior (LC 15:18)

ato religioso permanente e (LC 19:13)

benefício da (LC 12:15)

cristianização da (LC 17:23)

débitos onerados e (LC 18:20)

descrença na expansão da (LC 24:11)

dispensador no patrimônio real da (LC 14:33)

doadores da * eterna (LC 10:3)

encaminhamento da * à presença do próximo (LC 10:29)

enriquecimento dos patrimônios da (LC 11:49)

espraiamento da * nos domínios universais (LC 17:21)

fatores no desenvolvimento e iluminação da (LC 8:48)

filhos pródigos da (LC 15:18)

fuga das verdades religiosas da (LC 8:28)


localização do Tesouro real da (LC 16:19)

menosprezo aos dons da (LC 14:27)

observação da * acima das impressões superficiais (LC 9:62)

pedidos à (LC 12:20)

permuta, colaboração, experiência e (LC 11:9)

problemas de remuneração na * comum (LC 3:14)

prudência na rogativa das concessões da (LC 22:42)

reforma e cristianização da (LC 17:23)

revelação da * eterna (LC 10:42)

significação da * de Jesus (LC 2:29)

usufrutuários dos bens da (LC 6:38)


VIDA ESPIRITUAL
descuido da (LC 21:34)
VIDA ETERNA
amor ao próximo e (LC 10:37)

doutor da Lei e herança da (LC 10:28)

entesouramento da luz e (LC 10:37)

herança e (LC 10:28)


VIDA INTERIOR
caridade e (LC 11:41)

esmola e (LC 11:41)

irradiação de amor e (LC 11:41)


VIDA MAIOR
petições endereçadas à (LC 22:42)
VIDA MATERIAL
transformação dos recursos da * em obras luminosas (LC 11:9)
VIDA SUPERIOR
melancolia expressando saudade da (LC 6:21)
VIDEIRA
Jesus e (LC 23:31)
VIRTUDE
magnetismo e (LC 6:19)
VISÃO
perda da * dos interesses eternos (LC 11:9)
VITÓRIA
presença de Jesus no monte da (LC 9:23)
VIUVEZ
esperança e alegria para a * em desamparo (LC 12:20)
VIVER
significado do termo (LC 10:28)
VOTO
alteração de * formulado (LC 22:42)
VULGARIDADE
vitória da (LC 11:49)

Z
ZAQUEU
Jesus e (LC 2:29), (LC 24:48)

mordomo da fortuna material e ação de (LC 24:48)


ZONA ESTERCORÁRIA
fuga ao primeiro encontro com a (LC 14:35)
Conselho Editorial:
Jorge Godinho Barreto Nery – Presidente
Geraldo Campetti Sobrinho – Coord. Editorial
Evandro Noleto Bezerra
Marta Antunes de Oliveira de Moura
Miriam Lúcia Herrera Masotti Dusi

Produção Editorial:
Rosiane Dias Rodrigues

Preparação de conteúdo e indexação:


Cyntia Larissa Ninomia
Daniel Meirelles
Erealdo Rocelhou
Geraldo Campetti Sobrinho
Larissa Meirelles Barbalho Silva
Saulo Cesar Ribeiro da Silva

Revisão:
Erealdo Rocelhou
Larissa Meirelles Barbalho Silva

Capa e Projeto Gráfico:


Luisa Jannuzzi Fonseca
Miguel Cunha

Diagramação:
Rones José Silvano de Lima – www.bookebooks.com.br

Normalização Técnica:
Biblioteca de Obras Raras e Documentos Patrimoniais do Livro

E-Book:
Diego Henrique Oliveira Santos

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