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Publicações da GEO-RIO

Ancoragens
Ancoragens ou tirantes, por definição,
resistem somente à tração. É o
elemento semi-rígido ou flexível
Instalado no solo ou rocha capaz de
transmitir esforços de tração entre as
suas extremidades. Elementos:
• Cabeça é a extremidade que fica
fora do terreno;
• Trecho ancorado ou injetado é a
extremidade que transmite ao
terreno a carga de tração;
• Trecho livre é o trecho intermediário
entre a cabeça e o trecho enterrado,
que transmite as cargas de
tração entre as extremidades.

Tipos de ancoragens: monobarras e a de


fios ou cordoalhas. Aqui trataremos
somente de monobarras de aço para
aplicações definitivas. As ancoragens de
fios e de cordoalhas são provisórias.
Requisitos recomendados para ancoragem:
• Trecho ou bulbo ancorado (comprimento Lb) com proteção dupla incluindo limpeza e
pintura anti-corrosiva, seguido de proteção com tubo de plástico corrugado com
espessura não inferior a 2 mm. O espaço anular entre a barra de aço e o plástico é
totalmente preenchido com calda de cimento.
• Trecho livre (comprimento L1) também protegido com limpeza e pintura anticorrosiva,
seguido de recobrimento com tubo plástico liso com espessura não inferior a 1 mm.
O espaço anular entre a barra de aço e o plástico é totalmente preenchido com
graxa.
• Centralizadores no trecho injetado com intervalos não superiores a 2 m;
• Tubo plástico de reinjeção e retorno.

Materiais:
Materiais Requisitos Normas
Aço CA 50ª, Dywidag ST 85/105, Gewi 50/55, Rocsolo ST 75/85 ABNT NBR 7480

Calda de Fator água-cimento igual ou inferior a 0,5, resistência aos 7 dias, ABNT NBR 7681
cimento superior a 25 MPa
Cargas de ancoragem

Tensaio = 0,9. f y . As
T = carga máxima (ver tabela)
Tensaio fy = tensão de escoamento do material da ancoragem
Ttrabalho = As = área da seção transversal útil da barra, descontando
1,75 a parcela perdida pela rosca no caso de seção reduzida
Dimensionamento do Trecho Ancorado

T = q s .π .D.Lb baseado em experiências de ensaios de arrancamento

T = carga axial maior que a carga máxima de ensaio


qs = atrito unitário no contato bulbo-solo ou rocha
D = diâmetro da perfuração
Lb = comprimento do bulbo

No pré-dimensionamento e na falta de ensaios, pode-se usar as correlações de Bustamante e Doix (1985),


onde pl = pressão limite obtida em ensaios com o pressiômetro Ménard e N = SPT, correlacionado com pl

Areias
Dimensionamento do Trecho Ancorado

Argilas

O pré-dimensionamento do valor de qs em rochas pode ser realizado de acordo com a norma ABNT NBR 5629:

• qs < 1/30 da resistência à compressão não confinada da rocha;


• qs < 1/30 da resistência à compressão não confinada da argamassa.

(emprega-se o menor valor)


GRAMPOS E CHUMBADORES
Os grampos e chumbadores diferem das ancoragens por não apresentarem trecho livre
e serem passivos, isto é, não são pré-tensionados. Outra diferenciação é que podem
contribuir com sua resistência à tração e ao cisalhamento.

Proteção contra corrosão


Casos mais críticos são aqueles em que a proteção que é dada normalmente pela calda de cimento ao redor
da barra de aço poderá não acontecer:

Ensaio de Arrancamento em Grampos


Servem para se determinar o atrito solo-grampo.

Tmax = 0,9. f y . As

As cargas deverão ser aplicadas em pequenos estágios


que não excedam 20% da carga máxima esperada,
aguardando-se pelo menos 30 minutos para estabilização
das deformações. Durante este tempo, a carga é mantida
Constante e os deslocamentos são lidos a intervalos de
0, 1, 2, 4, 8 e 15 minutos.
CORTINAS ATIRANTADAS
A ruptura Global pode ser subdividida
em ruptura em cunha e ruptura
generalizada e profunda

Ruptura das ancoragens em


taludes muito altos

Estados de Ruptura de uma cortina atirantada


Análise de Estabilidade, Método das Cunhas

FS =
( ( ) )
c. A + W . cosψ pcr − α .senψ pcr − U + T . cos θ . tan φ
( )
W . senψ pcr + α . cosψ pcr − T .senθ
onde:

H = altura do talude
Ψf = Inclinação da face do talude
Ψs = Inclinação da face superior do talude ou berma
Ψpcr = inclinação da superfície de ruptura
q = Sobrecarga distribuída no topo do talude
β = Distância da trinca de tração da crista do talude
α = Coeficiente de aceleração horizontal, devido à explosão próxima
ou à sismicidade, dado em relação à aceleração da gravidade
T = Força de ancoragem por metro linear
θ = Ângulo de inclinação da ancoragem em relação à normal à superfície
de ruptura
c = coesão na superfície de ruptura
φ = Ângulo de atrito da superfície de ruptura
γ = Peso específico do solo
γw = Peso específico da água
zw = Altura do Nível d’água
U = Força de submersão por metro linear
W = Peso da cunha por metro linear
A = Área da superfície de ruptura por metro linear

Para um talude sem água e de aceleração sísmica nula, a equação pode ser simplificada para:

FS =
(
c. A + W . cosψ pcr + T . cosθ tan φ)
W .senψ pcr − T .senθ
Ábacos de Pré-Dimensionamento Cortinas atirantadas

Fornecem a carga de ancoragem necessária para atingir um FS = 1,5 em função da cortina em função de
c e φ, considerando uma sobrecarga q de 20 kPa e um peso específico do solo γ de 18 kN/m3.

FS = 1,5, cortina vertical sem água,


talude no topo horizontal

FS = 1,5, cortina vertical


sem água, talude 30º
Ábacos de Pré-Dimensionamento Cortinas atirantadas (cont.)

FS = 1,5, cortina vertical com água (50%),


talude no topo horizontal

FS = 1,5, cortina vertical com água


(100%), talude no topo horizontal
Ábacos de Pré-Dimensionamento Cortinas atirantadas (cont.)

FS = 1,5, cortina vertical


com água (50%), talude 30º

FS = 1,5, cortina vertical


com água (100%), talude 30º
Espaçamento de Ancoragens (recomendações)
Execução de Cortinas apoiadas em Microestacas

Para suporte da parede e reforço de solo


durante a escavação

onde:

D = diâmetro da estaca
Capacidade de carga de uma microestaca isolada (Q) por atrito lateral: Q = π .D.l. f s l = comprimento do trecho da
estaca embutido no terreno

e fs = atrito unitário em kPa, podendo ser estimado através de correlações com o SPT com: f s = 3.N
onde N é o valormédio do índice de resistência à penetração ao longo do compri-
mento embutido da estaca noterreno.Para a carga admissível da microestaca, adotar um fator de redução de 2 no Q

Capacidade de carga estrutural de microestacas


e armadura necessária:
SOLO GRAMPEADO

Atrito Solo-Grampo

Ábacos de Pré-Dimensionamento:
D = diâmetro do grampo
π .D.q s
Densidade de grampeamento d= qs = atrito unitário
γ .sv .s h γ = peso específico do solo
sv = espaçamento vertical dos grampos
sh = espaçamento vertical dos grampos
Utilização dos ábacos:

1) Seleciona-se o ábaco em função da relação L/H (comprimento do grampo/altura do muro) entre 0,6 e 1,2.
c
2) Determina-se o valor da relação N = , onde c é a coesão do solo.
γ .H
3) Determina-se o ponto M com coordenadas (tan φ, N).

4) Ligue o ponto M à origem O.

5) Seleciona-se no ábaco o valor de d densidade de grampeamento por interpolação entre duas curvas
próximas e marque na reta OM (ponto A), de modo a obter um Fator de Segurança (FS) adequado.
OM
6) O FS é dado pela relação entre os segmento de reta FS =
OA

L/H = 0,6 L/H = 0,8


L/H = 1

L/H = 1,2
Estabilização em Taludes em Rocha

Estabilização de talude em rocha muito fraturada com


Blocos soltos empregando tela, trincheira de coleta de
Blocos, anteparos flexíveis e avisos ao público

Medidas de controle de estabilidade


Fixação de blocos com ancoragens e chumbadores

c. A + (W .(cosψ p − α .senψ p ) − U − V .senψ p + T . cos θ ). tan φ


FS =
( )
W . senψ p + α . cosψ p + V . cosψ p − T .senθ

onde:

Ψp = inclinação da superfície de ruptura


α = Coeficiente de aceleração horizontal, devido à explosão
próxima ou à sismicidade, dado em relação à aceleração
da gravidade
T = Força de ancoragem (se existir) por metro linear
θ = Ângulo de inclinação da força de ancoragem em relação à
normal à superfície de ruptura
c = coesão na superfície de ruptura
φ = Ângulo de atrito da superfície de ruptura
γ w .z w . A
onde: U= γ = Peso específico da rocha
2 γw = Peso específico da água
zw = Altura de água na trinca de tração
γ w .zw2 U = Força de submersão da água por metro linear
V= V = Esforço instabilizante da água por metro linear
2
W = Peso do bloco de rocha por metro linear
A = Área da superfície de ruptura por metro linear
No caso da cidade do Rio de Janeiro, onde a consideração da coesão e aceleração
horizontal são nulas, a equação anterior simplifica para:

FS =
(W . cosψ p − U − V .senψ p + T . cos θ ). tan φ
W .senψ p + V . cosψ p − T .senθ

Chumbadores projetados ao cisalhamento puro

0,9. f y . As
Força estabilizante: Tc =
2
onde fy é a resistência à tração do aço e
As è a área da seção do chumbador

O efeito de pino na parte superior do chumbador, que está


embutida no concreto, reduz Tc para Tcp, onde:

Chumbadores projetados ao cisalhamento puro


(casos a e b) e à flexão composta (caso c)
1
Tcp = .1,3.D 2 . f ck . f y
fr
onde fr é um fator de redução que deve ser tomado igua a 5, D é o
diâmetro da barra, fck é a resistência característica do concreto
armado e fy a resistência à tração do aço
Considerando fck = 20 Mpa, aço CA-50A com fy = 500 Mpa e barras de aço de 25 e 32
mm, obtém-se os dados da tabela abaixo:

Chumbadores projetados à flexão composta

Critério de Tresca:

2 2
 Tnβ   Tcβ 
  +   ≤ 1
 Tn max   Tc max 

Equação que corresponde a uma elipse


Dimensionamento de chumbadores à tração e ao cisalhamento
Forma paramétrica do critério de Tesca como função do ângulo do chumbador com a
normal ao plano de ruptura (β):

Tn max
tan β * = . tan β
Tc max

Tnβ = Tn max . cos β *


Tβ2 = Tn2β + Tc2β
Tcβ = Tc max .senβ *
onde β é um ângulo auxiliar utilizado para simplificar as equações.

Aplicando-se as equações acima para um


chumbador de aço CA-50A com 32 mm de
diâmetro, obtém-se os dados da figura ao
lado, em função do ângulo β.

onde Tn é a força de tração, Tc é a força de cisalhamento e T


a força resultante.

OBS: o valor máximo de T para o caso de flexão composta se


iguala a Tn (tração) para ângulos β elevados.
ÁBACOS DE PRÉ-DIMENSIONAMENTO – Estabilização de encostas

Ângulos referidos no ábaco de pré-dimensionamento

T
n=
e f .T1
onde:

n = número de chumbadores;
ef = fator de eficiência, adimensional, obtido no ábaco
ao lado;
T1 = carga de cálculo de um chumbador, incluídos os
respectivos fatores de segurança;
T = Força de ancoragem necessária, calculada por:
Ábaco de pré-dimensionamento para chumbadores:

[ ]
T = FS . W .(senψ p + α . cosψ p ) + V cosψ p − c. A − (W (cosψ p − α .senψ p ) − U − V .senψ p ). tan φ
Comprimento de ancoragem reta para barras tracionadas (lb):

Φ f yd
lb = . . f red
4 τ bu
onde:

Φ = diâmetro da barra;
fyd = resistência de cálculo do aço à tração; 2
f 
τbu= tensão de aderência, dada pela expressão: τ bu = 0,42.  ck 
3
 1,4 

fred é um de redução relativo ao subaproveitamento da seção do aço existente, obtido no ábaco abaixo:

O comprimento de ancoragem calculado nunca


deverá ser inferior a qualquer dos três valores:

Φ f yd 10.Φ 10cm
. ou ou
12 τ bu
Drenagem

Barbacã

Dreno Profundo