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$8',725,$,17(51$
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#VWCNK\CFQCVÃCDTKNFG
EDITOR:
CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE
DO RIO GRANDE DO SUL
Rua Baronesa do Gravataí, 471
90160-070 Porto Alegre-RS
Fone/fax (0**51) 3228-7999
E-mail: crcrs@crcrs.org.br
Internet: http://www.crcrs.org.br

COORDENADOR GERAL:
Contador (125</8,=63,1(//,– Presidente do CRCRS

4ª edição – revista e atualizada até abril de 2004.

Tiragem: 4.000 exemplares




2





35()È&,2





Os escândalos ocorridos, que afetaram empresas e economias
internas de diversos países e, em especial, do Brasil, ensejaram uma
série de comentários no tocante à veracidade das informações
contábeis das empresas. E, em igual proporção, repercutiram nas
empresas de auditoria e nos profissionais que se deixaram envolver
pelas administrações. Dos episódios permite-se extrair as lições dos
exageros cometidos, para uma mudança nas estruturas corporativas
das organizações e na conduta ética.

Os conselhos corporativos deverão exercer a função de


fiscalizar seus executivos, e as empresas de auditoria a de apresentar
relatórios e pareceres que efetivamente reflitam a realidade da
organização, de todo o processo de sistemas, da gestão, dos
investimentos, enfim, dos atos produzidos, que alimentam a
informação contábil e a fidedignidade das demonstrações.

A Contabilidade é fundamental ao universo empresarial, aos


investidores, à sociedade e à economia. Não é possível controlar e
medir o que se desconhece no campo dos negócios e na economia.
Somente por meio da informação contábil se alcança a transparência e
a credibilidade ética, tão propaladas e esperadas, desde que não sofra
interferências que a venham manipular, oriundas de critérios
utilizados pela “contabilidade criativa”, seja a favor de interesses
financeiros e econômicos, seja para gerar lucros; ou mesmo, em outro
extremo, fruto da ingerência dos governos para garantir a arrecadação
de tributos, ambas as situações condenáveis, que violam os princípios
e as normas estabelecidas.

3
Desde 1981, o Conselho Federal de Contabilidade vem
editando os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas
Brasileiras de Contabilidade, os quais são de cumprimento obrigatório
por parte dos profissionais da Contabilidade no seu exercício
profissional.

Com o intuito de proporcionar o indispensável conhecimento


da legislação que rege a matéria, o CRCRS está editando mais esta
publicação, a qual integra o Programa de Educação Continuada –
Fiscalização Preventiva, pondo-a à disposição da Classe Contábil.
Devidamente atualizada e ampliada, reúne todas as regulamentações
emanadas do CFC sobre auditoria independente, auditoria interna e
perícia contábil aprovadas até abril de 2004.

Dessa forma, estamos dando cumprimento a uma das metas da


atual Administração do CRCRS, qual seja, a de difundir, amplamente,
em nosso meio, as normas reguladoras do exercício profissional.

Porto Alegre, 03 de maio de 2004.

&RQWDGRU(125</8,=63,1(//,
3UHVLGHQWHGR&5&56



4
680È5,2

$8',725,$,1'(3(1'(17(
1RUPDV7pFQLFDV

Resolução CFC nº 820, de 17-12-97. $SURYD D 1%& 7  ±


1RUPDV GH $XGLWRULD ,QGHSHQGHQWH GDV 'HPRQVWUDo}HV
&RQWiEHLVFRPDOWHUDo}HVHGiRXWUDVSURYLGrQFLDV ..................... 9
11.1 – Conceituação e Disposições Gerais .................................. 11
11.2 – Normas de Execução dos Trabalhos ................................. 13
11.3 – Normas do Parecer dos Auditores Independentes ............ 27
Resolução CFC nº 953, de 24-01-03. 'LVS}HVREUHDOWHUDomRQR
PRGHOR GH SDUHFHU UHIHULGR QR LWHP  GD 1%& 7  ±
1RUPDVGH$XGLWRULD,QGHSHQGHQWHGDV'HPRQVWUDo}HV&RQWiEHLV .. 33
Resolução CFC n° 981, de 24-10-03. $SURYD D 1%& 7  ±
5HOHYkQFLDQD$XGLWRULD .............................................................. 35
Resolução CFC nº 752, de 20-09-93. $SURYDD1%&7±,7±
±&DUWDGH5HVSRQVDELOLGDGHGD$GPLQLVWUDomR .................... 43
Resolução CFC nº 828, de 11-12-98. $SURYDD1%&7±,7±
±3DSpLVGH7UDEDOKRH'RFXPHQWDomRGD$XGLWRULD............. 50
Resolução CFC nº 836, de 22-02-99. $SURYDD1%&7±,7±
±)UDXGHH(UUR ...................................................................... 56
Resolução CFC nº 839, de 26-02-99. $SURYDD1%&7±,7±
±7UDQVDo}HVH(YHQWRV6XEVHTHQWHV .................................... 65
Resolução CFC nº 830, de 16-12-98. $SURYDD1%&7±,7±
 ± 3DUHFHU GRV $XGLWRUHV ,QGHSHQGHQWHV VREUH DV
'HPRQVWUDo}HV&RQWiEHLV ........................................................... 73
Resolução CFC nº 914, de 24-10-01. $SURYDD1%&7±,7±
±6XSHUYLVmRH&RQWUROHGH4XDOLGDGH ................................... 91
Resolução CFC nº 936, de 24-05-02. $SURYDD1%&7±,7±
±3ODQHMDPHQWRGH$XGLWRULD .................................................. 99
Resolução CFC nº 957, de 14-03-03. $SURYDD1%&7±,7±
±&RQWLQXLGDGH1RUPDOGDV$WLYLGDGHVGD(QWLGDGH............ 117
Resolução CFC nº 962, de 16-05-03. $SURYDD1%&7±,7±
±(VWLPDWLYDV&RQWiEHLV ....................................................... 126
Resolução CFC nº 974, de 27-06-03. $SURYDD1%&7±,7±
±7UDQVDomRFRP3DUWHV5HODFLRQDGDV ................................ 135

5
Resolução CFC nº 964, de 16-05-03. $SURYD D 1%& 7  ±
1RUPDVVREUHD5HYLVmR([WHUQDGH4XDOLGDGHSHORV3DUHV .... 142

1RUPDV3URILVVLRQDLV

Resolução CFC nº 821, de 17-12-97. $SURYD D 1%& 3  ±


1RUPDV 3URILVVLRQDLV GH $XGLWRU ,QGHSHQGHQWH FRP
DOWHUDo}HVHGiRXWUDVSURYLGrQFLDV ......................................... 154
1.1 – Competência Técnico-Profissional ................................... 156
1.2 – Independência ................................................................... 156
1.3 – Responsabilidades do Auditor na Execução dos Trabalhos . 157
1.4 – Honorários ........................................................................ 158
1.5 – Guarda da Documentação ................................................. 159
1.6 – Sigilo ................................................................................. 159
1.7 – Responsabilidade pela Utilização do Trabalho do
Auditor Interno .......................................................................... 160
1.8 – Responsabilidade pela Utilização do Trabalho de
Especialistas ............................................................................... 160
1.9 – Informações Anuais aos Conselhos Regionais de
Contabilidade ..................................................................................... 161
1.10 – Educação Continuada ..................................................... 162
1.11 – Exame de Competência Profissional .............................. 162
1.12 – Manutenção dos Líderes de Equipe de Auditoria ........... 162
Resolução CFC nº 851, de 13-08-99. $SURYDD1%&3±,7±
± 5HJXODPHQWDomR GR LWHP  GD 1%& 3  ± 1RUPDV
3URILVVLRQDLVGH$XGLWRU,QGHSHQGHQWH...................................... 163
Resolução CFC nº 961, de 16-05-03. $SURYDD1%&3±,7±
±5HJXODPHQWDomRGRVLWHQV±,QGHSHQGrQFLD±6LJLOR
H±0DQXWHQomRGRV/tGHUHVGH(TXLSHGH$XGLWRULDGD
1%&3±1RUPDV3URILVVLRQDLVGR$XGLWRU,QGHSHQGHQWH....... 166
Resolução CFC nº 976, de 22-08-03. $SURYDD1%&3±,7±
± 5HJXODPHQWDomR GR LWHP  ± +RQRUiULRV GD 1%& 3  ±
1RUPDV3URILVVLRQDLVGR$XGLWRU,QGHSHQGHQWH ........................ 186
Resolução CFC nº 945, de 27-09-02. $SURYD D 1%& 3  ±
1RUPDVSDUD(GXFDomR3URILVVLRQDO&RQWLQXDGD ..................... 192
Resolução CFC nº 989, de 11-12-03. $SURYDD1%&3±1RUPD
VREUH([DPHGH4XDOLILFDomR7pFQLFD ...................................... 212

6
$8',725,$,17(51$
1RUPD7pFQLFD

Resolução CFC nº 986, de 21-11-03. $SURYD D 1%&7  ± 'D


$XGLWRULD,QWHUQD ....................................................................... 218
12.1 – Conceituação e Disposições Gerais ................................ 220
12.2 – Normas de Execução dos Trabalhos ............................... 221
12.3 – Normas Relativas ao Relatório da Auditoria Interna ...... 225

1RUPD3URILVVLRQDO

Resolução CFC nº 781, de 24-03-95. $SURYD D 1%& 3  ±


1RUPDV3URILVVLRQDLVGR$XGLWRU,QWHUQR .................................. 227
3.1 – Competência Técnico-Profissional ................................... 228
3.2 – Autonomia Profissional .................................................... 228
3.3 – Responsabilidade do Auditor Interno na Execução dos
Trabalhos ............................................................................................ 228
3.4 – Relacionamento com Profissionais de Outras Áreas ........ 228
3.5 – Sigilo ................................................................................. 229
3.6 – Cooperação com o Auditor Independente ........................ 229

3(5Ë&,$&217È%,/

1RUPDV7pFQLFDV

Resolução CFC nº 858, de 21-10-99. 5HIRUPXOD D 1%& 7  ±


'D3HUtFLD&RQWiELO ................................................................... 230
13.1 – Conceituação e Objetivos ............................................... 231
13.2 – Planejamento ................................................................... 231
13.3 – Execução ......................................................................... 232
13.4 – Procedimentos ................................................................. 234
13.5 – Laudo Pericial ................................................................. 235
Resolução CFC nº 985, de 21-11-03. $SURYD D 1%& 7  ±
/DXGR3HULFLDO&RQWiELO ............................................................ 237
Resolução CFC nº 938, de 24-05-02. $SURYDD1%&7±,7±
±7HUPRGH'LOLJrQFLD .......................................................... 243
Resolução CFC nº 939, de 24-05-02. $SURYDD1%&7±,7±
±/DXGRH3DUHFHUGH/HLJRV ................................................ 250

7
Resolução CFC nº 940, de 24-05-02. $SURYDD1%&7±,7±
±$VVLQDWXUDHP&RQMXQWR..................................................... 254
Resolução CFC nº 978, de 19-09-03. $SURYDD1%&7±,7±
±/DXGR3HULFLDO&RQWiELO .................................................... 258

1RUPD3URILVVLRQDO

Resolução CFC nº 857, de 21-10-99. 5HIRUPXOD D 1%& 3  ±


1RUPDV3URILVVLRQDLVGR3HULWR ................................................. 264
2.1 – Conceito ............................................................................ 265
2.2 – Competência Técnico-Profissional ................................... 265
2.3 – Independência ................................................................... 266
2.4 – Impedimento ..................................................................... 266
2.5 – Honorários ........................................................................ 267
2.6 – Sigilo ................................................................................. 268
2.7 – Responsabilidade e Zelo ................................................... 268
2.8 – Utilização de Trabalho de Especialista ............................. 269
2.9 – Educação Continuada ....................................................... 269

'LVSRVLo}HV GD ,QVWUXomR &90 Qž  GH 


UHODFLRQDGDVFRPR([DPHGH4XDOLILFDomR7pFQLFDH
(GXFDomR&RQWLQXDGD .......................................................... 270

8
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHGH]HPEURGH

$SURYD D 1%& 7  ± 1RUPDV GH


$XGLWRULD ,QGHSHQGHQWH GDV 'HPRQVWUDo}HV
&RQWiEHLV FRP DOWHUDo}HV H Gi RXWUDV
SURYLGrQFLDV


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no
exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Instituto Brasileiro de Contadores, a Comissão de Valores
Mobiliários, o Banco Central do Brasil e a Superintendência de
Seguros Privados;

CONSIDERANDO que esse trabalho, de revisão das normas


aprovadas em 1991, visando adequá-las às necessidades decorrentes
da evolução da atividade do auditor independente, concluiu o projeto
que, para observância pelo universo a que se destina, é editado pela
instituição legalmente incumbida de fiscalizar o exercício da
profissão;

CONSIDERANDO que esse trabalho evidencia a capacidade de


união, retratando a ação conjunta do Conselho Federal de
Contabilidade, do Instituto Brasileiro de Contadores, da Comissão de

9
Valores Mobiliários, do Banco Central do Brasil e da
Superintendência de Seguros Privados;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a NBC T 11 – Normas de Auditoria


Independente das Demonstrações Contábeis, com alterações.

Art. 2º Fica revogada a Resolução CFC nº 700, de 24 de abril de


1991.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua


publicação.

Brasília, 17 de dezembro de 1997.

-RVp 6HUDILP $EUDQWHV – Vice-Presidente para Assuntos Opera-


cionais no Exercício da Presidência

10
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
1%&7±1250$6'($8',725,$,1'(3(1'(17(
'$6'(021675$d®(6&217È%(,6

5HYLVDGDVHPGH]HPEURGH 

± &21&(,78$d­2(',6326,d®(6*(5$,6
±&RQFHLWXDomRH2EMHWLYRVGD$XGLWRULD,QGHSHQGHQWH
11.1.1.1 – A auditoria das demonstrações contábeis constitui o
conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de
parecer sobre a sua adequação, consoante os Princípios Fundamentais
de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que
for pertinente, a legislação específica.
11.1.1.1.1– Na ausência de disposições específicas,
prevalecem as práticas já consagradas pela Profissão Contábil,
formalizadas ou não pelos seus organismos próprios.
11.1.1.2 – Salvo declaração expressa em contrário, constante do
parecer, entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes,
para o entendimento dos usuários, as informações divulgadas nas
demonstrações contábeis, tanto em termos de conteúdo quanto de
forma.
11.1.1.3 – O parecer do auditor independente tem por limite os
próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não
representa, pois, garantia de viabilidade futura da entidade ou algum
tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios.
11.1.1.4 – O parecer é de exclusiva responsabilidade de contador
registrado no Conselho Regional de Contabilidade, nestas normas
denominado auditor.
±3URFHGLPHQWRVGH$XGLWRULD
11.1.2.1 – Os procedimentos de auditoria são o conjunto de
técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas
suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as

11
demonstrações contábeis auditadas e abrangem testes de observância e
testes substantivos.
11.1.2.2 – Os testes de observância visam à obtenção de razoável
segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos
pela administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento.
11.1.2.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência
quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelo
sistema contábil da entidade, dividindo-se em:
a) testes de transações e saldos; e
b) procedimentos de revisão analítica.

±3DSpLVGH7UDEDOKR
11.1.3.1 – Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e
apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor,
preparados de forma manual, por meios eletrônicos ou por outros
meios, que constituem a evidência do trabalho executado e o
fundamento de sua opinião.
11.1.3.2 – Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do
auditor, responsável por sua guarda e sigilo.
±)UDXGHH(UUR
11.1.4.1 – Para os fins destas normas, considera-se:
a) fraude, o ato intencional de omissão ou manipulação de
transações, adulteração de documentos, registros e demonstrações
contábeis; e
b) erro, o ato não intencional resultante de omissão, desatenção
ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e
demonstrações contábeis.
11.1.4.2 – Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos
seus trabalhos, o auditor tem a obrigação de comunicá-los à
administração da entidade e sugerir medidas corretivas, informando
sobre os possíveis efeitos no seu parecer, caso elas não sejam
adotadas.
11.1.4.3 – A responsabilidade primária na prevenção e
identificação de fraude e erros é da administração da entidade, através
da implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de

12
controle interno. Entretanto, o auditor deve planejar seu trabalho de
forma a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos relevantes nas
demonstrações contábeis.
±1250$6'((;(&8d­2'2675$%$/+26
±3ODQHMDPHQWRGD$XGLWRULD
11.2.1.1 – O auditor deve planejar seu trabalho consoante as
Normas Profissionais de Auditor Independente e estas normas, e de
acordo com os prazos e demais compromissos contratualmente
assumidos com a entidade.
11.2.1.2 – O planejamento pressupõe adequado nível de
conhecimento sobre as atividades, os fatores econômicos, legislação
aplicável e as práticas operacionais da entidade, e o nível geral de
competência de sua administração.
11.2.1.3 – O planejamento deve considerar todos os fatores
relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes:
a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela
entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior;
b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles
internos da entidade e seu grau de confiabilidade;
c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da
entidade, quer pelo volume de transações, quer pela complexidade de
suas atividades;
d) a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de
auditoria a serem aplicados;
e) a existência de entidades associadas, filiais e partes
relacionadas;
f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes,
especialistas e auditores internos;
g) a natureza, conteúdo e oportunidade dos pareceres, relatórios e
outros informes a serem entregues à entidade; e
h) a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades
reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informações
aos demais usuários externos.
11.2.1.4 – O auditor deve documentar seu planejamento geral e
preparar programas de trabalho por escrito, detalhando o que for

13
necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em
termos de natureza, oportunidade e extensão.
11.2.1.5 – Os programas de trabalho devem ser detalhados de
forma a servir como guia e meio de controle de sua execução.
11.2.1.6 – O planejamento da auditoria, quando incluir a
designação de equipe técnica, deve prever a orientação e supervisão
do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos
executados.
11.2.1.7 – A utilização de equipe técnica deve ser prevista de
maneira a fornecer razoável segurança de que o trabalho venha a ser
executado por pessoa com capacitação profissional, independência e
treinamento requeridos nas circunstâncias.
11.2.1.8 – O planejamento e os programas de trabalho devem ser
revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendarem.
11.2.1.9 – Quando for realizada uma auditoria pela primeira vez
na entidade, ou quando as demonstrações contábeis do exercício
anterior tenham sido examinadas por outro auditor, o planejamento
deve contemplar os seguintes procedimentos:
a) obtenção de evidências suficientes de que os saldos de
abertura do exercício não contenham representações errôneas ou
inconsistentes que, de alguma maneira, distorçam as demonstrações
contábeis do exercício atual;
b) exame da adequação dos saldos de encerramento do exercício
anterior com os saldos de abertura do exercício atual;
c) verificação se as práticas contábeis adotadas no atual exercício
são uniformes com as adotadas no exercício anterior;
d) identificação de fatos relevantes que possam afetar as
atividades da entidade e sua situação patrimonial e financeira; e
e) identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício
anterior, revelados ou não revelados.
±5HOHYkQFLD
 

±5LVFRGH$XGLWRULD

14
11.2.3.1 – Risco de auditoria é a possibilidade de o auditor vir a
emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações
contábeis significativamente incorretas.
11.2.3.2 – A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase
de planejamento dos trabalhos considerando a relevância em dois
níveis:
a) em nível geral, considerando as demonstrações contábeis
tomadas no seu conjunto, bem como as atividades, qualidade da
administração, avaliação do sistema contábil e de controles internos e
situação econômica e financeira da entidade; e
b) em níveis específicos, relativos ao saldo das contas ou
natureza e volume das transações.
11.2.3.3 – Para determinar o risco da auditoria, o auditor deve
avaliar o ambiente de controle da entidade, compreendendo:
a) a função e envolvimento dos administradores nas atividades
da entidade;
b) a estrutura organizacional e os métodos de administração
adotados, especialmente quanto a limites de autoridade e
responsabilidade;
c) as políticas de pessoal e segregação de funções;
d) a fixação, pela administração, de normas para inventário, para
conciliação de contas, preparação de demonstrações contábeis e
demais informes adicionais;
e) as implantações, modificações e acesso aos sistemas de
informação computadorizada, bem como acesso a arquivos de dados e
possibilidade de inclusão ou exclusão de dados;
f) o sistema de aprovação e registro de transações;
g) as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis
e/ou administrativos; e
h) as comparações e análises dos resultados financeiros com
dados históricos e/ou projetados.
±6XSHUYLVmRH&RQWUROHGH4XDOLGDGH
11.2.4.1 – Na supervisão dos trabalhos da equipe técnica durante
a execução da auditoria, o auditor deve:
a) avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de
trabalho;

15
b) avaliar se as tarefas distribuídas à equipe técnica estão sendo
cumpridas no grau de competência exigido;
c) resolver questões significativas quanto à aplicação dos
Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras
de Contabilidade;
d) avaliar se os trabalhos foram adequadamente documentados e
os objetivos dos procedimentos técnicos alcançados; e
e) avaliar se as conclusões obtidas são resultantes dos trabalhos
executados e permitem ao auditor fundamentar sua opinião sobre as
demonstrações contábeis.
11.2.4.2 – O auditor deve instituir um programa de controle de
qualidade visando avaliar, periodicamente, se os serviços executados
são efetuados de acordo com as Normas Profissionais de Auditor
Independente e estas normas.
11.2.4.3 – O programa de controle de qualidade deve ser
estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e
a complexidade dos serviços que realizar. No caso do auditor atuar
sem a colaboração de assistentes, o controle da qualidade é inerente à
qualificação profissional do auditor.
11.2.4.4 – Os requisitos que o auditor deve adotar para o controle
da qualidade dos seus serviços são os que seguem:
a) o pessoal designado deve ter a competência e habilidade
profissionais compatíveis com o requerido no trabalho realizado;
b) o pessoal designado deve ter o nível de independência e
demais atributos definidos nas Normas Profissionais de Auditor
Independente para ter uma conduta profissional inquestionável;
c) o trabalho de auditoria deverá ser realizado por pessoal que
tenha um nível de treinamento e de experiência profissional compatível
com o grau de complexidade das atividades da entidade auditada; e
d) o auditor deverá planejar, supervisionar e revisar o trabalho
em todas as suas etapas, de modo a garantir aos usuários de seus
serviços a certeza razoável de que o trabalho foi realizado de acordo
com as normas de controle de qualidade requeridas nas circunstâncias.
11.2.4.5 – O controle de qualidade do auditor inclui a avaliação
permanente da carteira dos clientes, quanto ao seguintes aspectos:
a) capacidade de atendimento ao cliente, em face da estrutura
existente;

16
b) grau de independência existente; e
c) integridade dos administradores do cliente.
11.2.4.6 – A avaliação permanente da carteira de clientes deverá
ser feita por escrito considerando os seguintes pressupostos:
a) a capacidade de atendimento será determinada pela soma das
horas disponíveis, segundo horário contratado com a equipe técnica,
em relação às horas contratadas com os clientes;
b) a independência em relação aos clientes deve abranger toda a
equipe técnica que trabalhar para o cliente;
c) que não há evidências de que a administração do cliente
adotou medidas administrativas que possam comprometer o trabalho
do auditor; e
d) o auditor independente deverá avaliar a necessidade de rodízio
de auditores responsáveis pela realização dos serviços, de modo a
resguardar a independência do auditor responsável pela execução dos
serviços.
±(VWXGRH$YDOLDomRGR6LVWHPD&RQWiELOHGH&RQWUROHV
,QWHUQRV
11.2.5.1 – O sistema contábil e de controles internos compreende
o plano de organização e o conjunto integrado de método e
procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio,
promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e
demonstrações contábeis, e da sua eficácia operacional.
11.2.5.2 – O auditor deve efetuar o estudo e avaliação do sistema
contábil e de controles internos da entidade, como base para
determinar a natureza, oportunidade e extensão da aplicação dos
procedimentos de auditoria, considerando:
a) o tamanho e complexidade das atividades da entidade;
b) os sistemas de informação contábil, para efeitos tanto internos
quanto externos;
c) as áreas de risco de auditoria;
d) a natureza da documentação, em face dos sistemas de
informatização adotados pela entidade;
e) o grau de descentralização de decisão adotado pela
administração da entidade; e
f) o grau de envolvimento da auditoria interna, se existente.

17
11.2.5.3 – O sistema contábil e de controles internos é de
responsabilidade da administração da entidade; porém o auditor deve
efetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento, decorrentes de
constatações feitas no decorrer do seu trabalho.
11.2.5.4 – A avaliação do sistema contábil e de controles internos
pelo auditor deve considerar os seguintes aspectos:
a) o ambiente de controle existente na entidade; e
b) os procedimentos de controle adotados pela administração da
entidade.
11.2.5.5 – A avaliação do ambiente de controle existente deve
considerar:
a) a definição de funções de toda a administração;
b) o processo decisório adotado na entidade;
c) a estrutura organizacional da entidade e os métodos de
delegação de autoridade e responsabilidade;
d) as políticas de pessoal e segregação de funções; e
e) o sistema de controle da administração, incluindo as
atribuições da auditoria interna, se existente.
11.2.5.6 – A avaliação dos procedimentos de controle deve
considerar:
a) as normas para elaboração de demonstrações contábeis e
quaisquer outros informes contábeis e administrativos, para fins quer
internos quer externos;
b) a elaboração, revisão e aprovação de conciliações de contas;
c) a sistemática revisão da exatidão aritmética dos registros;
d) a adoção de sistemas de informação computadorizados e os
controles adotados na sua implantação, alteração, acesso a arquivos e
geração de relatórios;
e) os controles adotados sobre as contas que registram as
principais transações da entidade;
f) o sistema de aprovação e guarda de documentos;
g) a comparação de dados internos com fontes externas de
informação;
h) os procedimentos de inspeções físicas periódicas em ativos da
entidade;
i) a limitação do acesso físico a ativos e registros; e
j) a comparação dos dados realizados com os dados projetados.

18
±$SOLFDomRGRV3URFHGLPHQWRVGH$XGLWRULD
11.2.6.1 – A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser
realizada, em razão da complexidade e volume das operações, por
meio de provas seletivas, testes e amostragens, cabendo ao auditor,
com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que
dispuser, determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção
dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo.
11.2.6.2 – Na aplicação dos testes de observância e substantivos, o
auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos:
a) inspeção – exame de registros, documentos e de ativos tangíveis;
b) observação – acompanhamento de processo ou procedimento
quando de sua execução;
c) investigação e confirmação – obtenção de informações junto a
pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da
entidade;
d) cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos
comprobatórios, registros e demonstrações contábeis e outras
circunstâncias; e
e) revisão analítica – verificação do comportamento de valores
significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou
outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências
atípicas.
11.2.6.3 – Na aplicação dos testes de observância, o auditor deve
verificar a existência, efetividade e continuidade dos controles internos.
11.2.6.4 – Na aplicação dos testes substantivos, o auditor deve
objetivar as seguintes conclusões:
a) existência – se o componente patrimonial existe em certa data;
b) direitos e obrigações – se efetivamente existentes em certa
data;
c) ocorrência – se a transação de fato ocorreu;
d) abrangência – se todas as transações estão registradas; e
e) mensuração, apresentação e divulgação – se os itens estão
avaliados, divulgados, classificados e descritos de acordo com os
Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de
Contabilidade.

19
11.2.6.5 – Na aplicação dos procedimentos de revisão analítica, o
auditor deve considerar:
a) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos
resultados alcançáveis;
b) a natureza da entidade e o conhecimento adquirido nas
auditorias anteriores; e
c) a disponibilidade de informações, sua relevância,
confiabilidade e comparabilidade.
11.2.6.6 – Se o auditor, durante a revisão analítica, não obtiver
informações objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas,
deve efetuar verificações adicionais, aplicando novos procedimentos
de auditoria, até alcançar conclusões satisfatórias.
11.2.6.7 – Quando o valor envolvido for expressivo em relação à
posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações, deve o
auditor:
a) confirmar os valores das contas a receber e a pagar, através de
comunicação direta com os terceiros envolvidos; e
b) acompanhar o inventário físico realizado pela entidade,
executando os testes de contagem física e procedimentos
complementares aplicáveis.
±'RFXPHQWDomRGD$XGLWRULD
11.2.7.1 – O auditor deve documentar, através de papéis de
trabalho, todos os elementos significativos dos exames realizados e
que evidenciam ter sido a auditoria executada de acordo com as
normas aplicáveis.
11.2.7.2 – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de
detalhe suficientes para propiciar o entendimento e o suporte da
auditoria executada, compreendendo a documentação do planejamento,
a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria,
bem como o julgamento exercido pelo auditor e as conclusões
alcançadas.
11.2.7.3 – Os papéis de trabalho devem ser elaborados,
organizados e arquivados de forma sistemática e racional.

20
11.2.7.4 – Quando o auditor se utilizar de análises,
demonstrações ou quaisquer outros documentos fornecidos pela
entidade, deve certificar-se da sua exatidão.
±&RQWLQXLGDGH1RUPDOGDV$WLYLGDGHVGD(QWLGDGH
11.2.8.1 – A continuidade normal das atividades da entidade deve
merecer especial atenção do auditor, quando do planejamento dos seus
trabalhos, ao analisar os riscos de auditoria, e deve ser complementada
quando da execução de seus exames.
11.2.8.2 – A evidência de normalidade pelo prazo de um ano
após a data das demonstrações contábeis é suficiente para a
caracterização dessa continuidade.
11.2.8.3 – Caso, no decorrer dos trabalhos, se apresentem indícios
que ponham em dúvida essa continuidade, deve o auditor aplicar os
procedimentos adicionais que julgar necessários para a formação de
juízo embasado e definitivo sobre a matéria.
11.2.8.4 – Na hipótese de o auditor concluir que há evidências de
riscos na continuidade normal das atividades da entidade, deve avaliar
os possíveis efeitos nas demonstrações contábeis, especialmente
quanto à realização dos ativos.
11.2.8.5 – Quando constatar que há evidências de riscos na
continuidade normal das atividades da entidade, o auditor
independente deverá, em seu parecer, mencionar, em parágrafo de
ênfase, os efeitos que tal situação poderá determinar na continuidade
operacional da entidade, de modo que os usuários tenham adequada
informação sobre a mesma.
11.2.8.6 – Embora não exaustivos, pelo menos os seguintes
pressupostos deverão ser adotados pelo auditor na análise da
continuidade da entidade auditada:
a) indicadores financeiros
1 - passivo a descoberto;
2 - posição negativa do capital circulante líquido;
3 - empréstimos com prazo fixo e vencimentos imediatos, sem
possibilidade de renovação pelos credores;
4 - excessiva participação de empréstimos de curto prazo, sem a
possibilidade de alongamento das dívidas ou capacidade de amortização;

21
5 - índices financeiros adversos de forma contínua;
6 - prejuízos substanciais de operação e de forma contínua;
7 - retração ou descontinuidade na distribuição de resultados;
8 - incapacidade de devedores na data do vencimento;
9 - dificuldades de acertos com credores;
10 - alterações ou renegociações com credores; e
11 - incapacidade de obter financiamentos para desenvolvimento
de novos negócios ou produtos, e inversões para aumento da
capacidade produtiva.
b) indicadores de operação
1 - perda de elementos-chaves na administração sem
modificações ou substituições imediatas;
2 - perda de mercado, franquia, licença, fornecedor essencial ou
financiador estratégico; e
3 - dificuldades de manter mão-de-obra essencial para a
manutenção da atividade.
c) outras indicações
1 - não cumprimento de normas legais, regulamentares e
estatutárias;
2 - contingências capazes de não serem cumpridas pela entidade; e
3 - mudanças das políticas governamentais que afetam a entidade.
±$PRVWUDJHP
11.2.9.1 – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou
método de seleção de itens a serem testados, o auditor pode empregar
técnicas de amostragem.
11.2.9.2 – Ao usar métodos de amostragem estatística ou não
estatística, o auditor deve projetar e selecionar uma amostra de
auditoria, aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar
os resultados da amostra, de forma a proporcionar evidência de
auditoria suficiente e apropriada.
11.2.9.3 – A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma
relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na
área ou transação objeto de exame, como também com os efeitos na
posição patrimonial e financeira da entidade, e o resultado por ela
obtido no período.

22
11.2.9.4 – Na determinação da amostra o auditor deve levar em
consideração os seguintes fatores:
a) população objeto da amostra;
b) estratificação da amostra;
c) tamanho da amostra;
d) risco da amostragem;
e) erro tolerável; e
f) erro esperado.
11.2.9.5 – Na seleção de amostra devem ser considerados:
a) seleção aleatória;
b) seleção sistemática, observando um intervalo constante entre
as transações realizadas; e
c) seleção casual, a critério do auditor, baseada em sua
experiência profissional.
±3URFHVVDPHQWR(OHWU{QLFRGH'DGRV±3('
11.2.10.1 – O uso de PED modifica a forma de
processamento e armazenamento de informações, afetando a
organização e os procedimentos adotados pela entidade na consecução
de adequados controles internos. O auditor deve dispor de
compreensão suficiente dos recursos de PED e dos sistemas de
processamento existentes, a fim de avaliá-los e planejar
adequadamente seu trabalho.
11.2.10.2 – O uso de técnicas de auditoria que demandem
o emprego de recursos de PED requer que o auditor as domine
completamente, de forma a implementar os próprios procedimentos
ou, se for o caso, supervisionar e revisar os trabalhos de especialistas.
11.2.10.3 – O grau mínimo de conhecimento que o auditor
deve ter para planejar, dirigir, supervisionar e revisar o trabalho de
auditoria desenvolvido em ambiente de PED compreende:
a) conhecer suficientemente o sistema de contabilidade e de
controle interno afetado pelo ambiente de PED;
b) determinar o efeito que o ambiente de PED possa ter sobre a
avaliação de risco global da entidade e em nível de saldos de contas e
de transações; e
c) estabelecer e supervisionar o nível de provas de controle e de
procedimentos substantivos capaz de assegurar a confiabilidade

23
necessária para conclusão sobre os controles internos e as
demonstrações contábeis.
11.2.10.4 – O planejamento do trabalho em ambiente de
PED deve considerar:
a) o volume de transações da entidade;
b) as entradas de dados nos sistemas que determinam múltiplas
transações, registradas de forma simultânea, especialmente nos
registros contábeis, as quais não podem ser validadas
independentemente; e
c) as transações da entidade que são intercambiadas
eletronicamente com outras entidades.
11.2.10.5 – No programa de trabalho para os exames dos sistemas
de PED, o auditor independente deverá incluir:
a) o exame da segurança dos sistemas adotados pela entidade;
b) o exame da estrutura e confiabilidade dos sistemas adotados
para o controle e gerenciamento das atividades da entidade; e
c) o grau de integração dos sistemas computadorizados com os
registros contábeis da entidade, como forma de propiciar a
confiabilidade das demonstrações contábeis da mesma.
±(VWLPDWLYDV&RQWiEHLV
11.2.11.1 – As estimativas contábeis são de
responsabilidade da administração da entidade e se baseiam em fatores
objetivos e subjetivos, requerendo o seu julgamento na determinação
do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis.
11.2.11.2 – O auditor deve ter conhecimentos suficientes
sobre os controles, procedimentos e métodos utilizados pela entidade no
estabelecimento de estimativas que resultem em provisões.
11.2.11.3 – O auditor deve se assegurar da razoabilidade
das estimativas, individualmente consideradas, quando estas forem
relevantes. Tal procedimento inclui, além da análise da
fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados
pela entidade na quantificação das estimativas, a coerência destas com
o comportamento da entidade em períodos anteriores, as práticas
correntes em entidades semelhantes, os planos futuros da entidade, a
conjuntura econômica e suas projeções.

24
11.2.11.4 – Quando a comparação entre as estimativas
feitas em períodos anteriores e os valores reais destas evidenciar
variações significativas, deve o auditor verificar se houve o
competente ajuste nos procedimentos, de forma a permitir estimativas
mais apropriadas no período em exame.

25
±7UDQVDo}HVFRP3DUWHV5HODFLRQDGDV
11.2.12.1 – O auditor deve obter evidências suficientes para
identificar partes relacionadas na fase de planejamento, possibilitando
detectar, no decorrer dos trabalhos, quaisquer transações relevantes
que as envolvam.
11.2.12.2 – O auditor deve examinar as transações relevantes com
partes relacionadas, aplicando os procedimentos necessários à obtenção
de informações sobre a finalidade, natureza e extensão das transações,
com especial atenção àquelas que pareçam anormais ou envolvam
partes relacionadas não identificadas quando do planejamento.
±7UDQVDo}HVH(YHQWRV6XEVHTHQWHV
11.2.13.1 – O auditor deve aplicar procedimentos
específicos em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço
e a do seu parecer, que possam demandar ajustes nas demonstrações
contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas.
11.2.13.2 – O auditor deve considerar em seu parecer os
efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao
exame das demonstrações contábeis, mencionando-os como ressalva
ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou reveladas
adequadamente.
11.2.13.3 – O auditor deverá considerar três situações de eventos
subseqüentes:
a) os ocorridos entre a data do término do exercício social e a
data da emissão do parecer;
b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo, com a
conseqüente emissão do parecer e a data da divulgação das
demonstrações contábeis; e
c) os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis.
11.2.13.4 – Para ter condições de formar opinião sobre as
demonstrações contábeis considerando os efeitos relevantes das
transações e eventos subseqüentes ao encerramento do exercício
social, o auditor deve considerar:
a) os procedimentos da administração para que os eventos sejam
divulgados;

26
b) os atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões
de acionistas, administradores e outros órgãos estatutários;
c) os informes, de qualquer espécie, divulgados pela entidade;
d) a situação de contingências conhecidas e reveladas pela
administração e pelos advogados da entidade; e
e) a existência de eventos, não revelados pela administração nas
demonstrações contábeis, que tenham efeitos relevantes sobre as
mesmas.

± &DUWDGH5HVSRQVDELOLGDGHGD$GPLQLVWUDomR
11.2.14.1 – O auditor deve obter carta que evidencie a
responsabilidade da administração quanto às informações e dados e à
preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas
aos exames de auditoria.
11.2.14.2 – A carta de responsabilidade deve ser emitida
com a mesma data do parecer do auditor sobre as demonstrações
contábeis a que ela se refere.
±&RQWLQJrQFLDV
11.2.15.1 – O auditor deve adotar procedimentos para
assegurar-se que todas as contingências passivas relevantes,
decorrentes de processos judiciais, reivindicações e reclamações, bem
como de lançamentos de tributos em disputa, foram identificadas e
consideradas pela administração da entidade na elaboração das
demonstrações contábeis.
11.2.15.2 – Os seguintes procedimentos devem ser
executados pelo auditor:
a) discussão, com a administração da entidade, das políticas e
procedimentos adotados para identificar, avaliar e contabilizar as
contingências passivas;
b) obtenção de carta dos advogados da entidade quanto à
existência de contingências na época da execução dos trabalhos finais
de auditoria; e
c) discussão, com os advogados e/ou a administração da
entidade, das perspectivas no desfecho das contingências e da
adequação das perdas contingentes provisionadas, bem como das
divulgações a serem feitas nas demonstrações contábeis.

27
11.2.15.3 – O auditor deve adotar os mesmos
procedimentos com relação às contingências ativas.
±1250$6'23$5(&(5'26$8',725(6
,1'(3(1'(17(6
±*HQHUDOLGDGHV
11.3.1.1 – O “Parecer dos Auditores Independentes”, ou “Parecer
do Auditor Independente”, é o documento mediante o qual o auditor
expressa sua opinião, de forma clara e objetiva, sobre as
demonstrações contábeis nele indicadas.
11.3.1.2 – Como o auditor assume, através do parecer,
responsabilidade técnico-profissional definida, inclusive de ordem
pública, é indispensável que tal documento obedeça às características
intrínsecas e extrínsecas estabelecidas nas presentes normas.
11.3.1.3 – Em condições normais, o parecer é dirigido aos
acionistas, cotistas, ou sócios, ao conselho de administração ou à
diretoria da entidade, ou outro órgão equivalente, segundo a natureza
desta. Em circunstâncias próprias, o parecer é dirigido ao contratante
dos serviços.
11.3.1.4 – O parecer deve identificar as demonstrações contábeis
sobre as quais o auditor está expressando sua opinião, indicando,
outrossim, o nome da entidade, as datas e períodos a que
correspondem.
11.3.1.5 – O parecer deve ser datado e assinado pelo contador
responsável pelos trabalhos, e conter seu número de registro no
Conselho Regional de Contabilidade.
11.3.1.6 – Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de
auditoria, o nome e o número de registro cadastral no Conselho Regional
de Contabilidade também devem constar do parecer.
11.3.1.7 – A data do parecer deve corresponder ao dia do
encerramento dos trabalhos de auditoria na entidade.
11.3.1.8 – O parecer deve expressar, clara e objetivamente, se as
demonstrações contábeis auditadas, em todos os aspectos relevantes, na

28
opinião do auditor, estão adequadamente representadas ou não, consoante
as disposições contidas no item 11.1.1.1.
11.3.1.9 – O parecer classifica-se, segundo a natureza da opinião
que contém, em:
a) parecer sem ressalva;
b) parecer com ressalva;
c) parecer adverso; e
d) parecer com abstenção de opinião.
±3DUHFHUVHP5HVVDOYD
11.3.2.1 – O parecer sem ressalva indica que o auditor está
convencido de que as demonstrações contábeis foram elaboradas
consoante as disposições contidas no item 11.1.1.1, em todos os
aspectos relevantes.
11.3.2.2 – O parecer sem ressalva implica afirmação de que, em
tendo havido alterações na observância das disposições contidas no item
11.1.1.1, elas tiveram seus efeitos avaliados e aceitos e estão devidamente
revelados nas demonstrações contábeis.
11.3.2.3 – O parecer sem ressalva deve obedecer ao seguinte
modelo:
02'(/2

3$5(&(5'26$8',725(6,1'(3(1'(17(6

DESTINATÁRIO

(1) Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC, levantados em


31 de dezembro de 19X1 e de 19X0, e as respectivas demonstrações do
resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações
de recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas,
elaborados sob a responsabilidade de sua administração. Nossa
responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações
contábeis.

(2) Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e


compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, considerando a
relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil e de
controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as informações

29
contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas
contábeis mais representativas adotadas pela administração da entidade,
bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em
conjunto.
(3) Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas representam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e
financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0, o
resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as
origens e aplicações de seus recursos referentes aos exercícios findos
naquelas datas, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.(2)

Local e data

Assinatura
Nome do auditor-responsável técnico
Contador Nº de registro no CRC

Nome da empresa de auditoria


Nº de registro cadastral no CRC

±&LUFXQVWkQFLDVTXH,PSHGHPD(PLVVmRGR3DUHFHU
VHP5HVVDOYD
11.3.3.1 – O auditor não deve emitir parecer sem ressalva quando
existir qualquer das circunstâncias seguintes, que, na sua opinião,
tenham efeitos relevantes para as demonstrações contábeis:
a) discordância com a administração da entidade a respeito do
conteúdo e/ou forma de apresentação das demonstrações contábeis; ou
b) limitação na extensão do seu trabalho.
11.3.3.2 – A discordância com a administração da entidade a
respeito do conteúdo e forma de apresentação das demonstrações
contábeis deve conduzir à opinião com ressalva ou à opinião adversa,
com os esclarecimentos que permitam a correta interpretação dessas
demonstrações.
11.3.3.3 – A limitação na extensão do trabalho deve conduzir à
opinião com ressalva ou à abstenção de opinião.
11.3.3.4 – Na auditoria independente das demonstrações
contábeis das entidades, públicas ou privadas, sujeitas a
regulamentação específica quanto à adoção de normas contábeis
próprias ao segmento econômico, quando elas forem

30
significativamente conflitantes com as disposições contidas no item
11.1.1.1, o auditor deve emitir parecer com ressalva.
11.3.3.5 – Quando o auditor emitir parecer com ressalva, adverso ou
com abstenção de opinião, deve ser incluída descrição clara de todas as
razões que fundamentaram o seu parecer e, se praticável, a quantificação
dos efeitos sobre as demonstrações contábeis. Essas informações devem
ser apresentadas em parágrafo específico do parecer, precedendo ao da
opinião e, se for caso, fazer referência a uma divulgação mais ampla pela
entidade em nota explicativa às demonstrações contábeis.

±3DUHFHUFRP5HVVDOYD
11.3.4.1 – O parecer com ressalva é emitido quando o auditor
conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão
de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou
abstenção de opinião.
11.3.4.2 – O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do
parecer sem ressalva, com a utilização das expressões “ exceto por” ,
“ exceto quanto” ou “ com exceção de” referindo-se aos efeitos do
assunto objeto da ressalva.
±3DUHFHU$GYHUVR
11.3.5.1 – No parecer adverso, o auditor emite opinião de que as
demonstrações contábeis não estão adequadamente representadas, nas
datas e períodos indicados, de acordo com as disposições contidas no
item 11.1.1.1.
11.3.5.2 – O auditor deve emitir parecer adverso quando verificar
que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas, em
tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva.
±3DUHFHUFRP$EVWHQomRGH2SLQLmR
11.3.6.1 – O parecer com a abstenção de opinião é aquele em que
o auditor deixa de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis,
por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la.
11.3.6.2 – A abstenção de opinião em relação às demonstrações
contábeis tomadas em conjunto não elimina a responsabilidade do

31
auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante que possa
influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações.

±,QFHUWH]D
11.3.7.1 – Quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante,
cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e
financeira da entidade, bem como o resultado das suas operações,
deve o auditor adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer, após
o parágrafo de opinião, fazendo referência à nota explicativa da
administração, que deve descrever de forma mais extensa, a natureza
e, quando possível, o efeito da incerteza.
11.3.7.2 – Na hipótese do emprego de parágrafo de ênfase, o
parecer permanece na condição de parecer sem ressalva.
11.3.7.3 – Se o auditor concluir que a matéria envolvendo
incerteza relevante não está adequadamente divulgada nas
demonstrações contábeis, de acordo com as disposições contidas no
item 11.1.1.1, o seu parecer deve conter ressalva ou opinião adversa,
pela omissão ou inadequação da divulgação.

±,QIRUPDo}HV5HOHYDQWHVQDV'HPRQVWUDo}HV&RQWiEHLV
11.3.8.1 – O auditor deve incluir no seu parecer informações
consideradas relevantes para adequada interpretação das
demonstrações contábeis, ainda que divulgadas pela entidade.

±3DUHFHUTXDQGR'HPRQVWUDo}HV&RQWiEHLVGH
&RQWURODGDVHRX&ROLJDGDVVmR$XGLWDGDVSRU2XWURV
$XGLWRUHV
11.3.9.1 – O auditor deve assegurar-se de que as demonstrações
contábeis das controladas e/ou coligadas, relevantes, utilizadas para
fins de consolidação ou contabilização dos investimentos pelo valor
do patrimônio líquido na controladora e/ou investidora, estão de
acordo com as disposições contidas no item 11.1.1.1.
11.3.9.2 – Quando houver participação de outros auditores
independentes no exame das demonstrações contábeis das controladas
e/ou coligadas, relevantes, o auditor da controladora e/ou investidora
deve destacar esse fato no seu parecer.

32
11.3.9.3 – Nessas circunstâncias, o auditor da controladora e/ou
investidora deve expressar sua opinião sobre as demonstrações
contábeis como um todo, baseando-se exclusivamente no parecer de
outro auditor com respeito às demonstrações contábeis de controladas
e/ou coligadas. Esse fato deve ser destacado no parecer, indicando os
valores envolvidos.
±3DUHFHUVREUH'HPRQVWUDo}HV&RQWiEHLV&RQGHQVDGDV
13.3.10.1 – O auditor poderá expressar opinião sobre
demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada, desde
que tenha emitido opinião sobre as demonstrações contábeis originais.
11.3.10.2 – O parecer sobre as demonstrações contábeis
condensadas deve indicar que elas estão preparadas segundo os
critérios utilizados originalmente e que o perfeito entendimento da
posição da entidade depende da leitura das demonstrações contábeis
originais.
11.3.10.3 – Toda informação importante, relacionada
com ressalva, parecer adverso, parecer com abstenção de opinião e/ou
ênfase, constante do parecer do auditor sobre as demonstrações
contábeis originais, deve estar incluída no parecer sobre as
demonstrações contábeis condensadas.
±'HPRQVWUDo}HV&RQWiEHLV1mR$XGLWDGDV
11.3.11.1 – Sempre que o nome do auditor estiver, de alguma
forma, associado com demonstrações ou informações contábeis que
ele não auditou, estas devem ser claramente identificadas como “ não-
-auditadas” , em cada folha do conjunto.
11.3.11.2 – Em havendo emissão de relatório, este deve
conter a indicação de que o auditor não está expressando opinião
sobre as referidas demonstrações contábeis.

33
(1) Publicada no DOU, de 21-01-98.
(2) Item alterado pela Resolução CFC nº 953-03.
(3) Item revogado pela Resolução CFC nº 981-03.

34
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHMDQHLURGH

'LVS}H VREUH DOWHUDomR QR PRGHOR GH


SDUHFHUUHIHULGRQRLWHPGD1%&7
±1RUPDVGH$XGLWRULD,QGHSHQGHQWHGDV
'HPRQVWUDo}HV&RQWiEHLV

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO ser imperativa a uniformização dos


entendimentos e interpretações na contabilidade, tanto de natureza
doutrinária quanto aplicada, estabeleceu regras de adoção pelos
Auditores Independentes, para que as demonstrações contábeis sejam
preparadas de acordo com os Princípios Fundamentais de
Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade;

CONSIDERANDO que a redação adotada nos Pareceres dos


Auditores para o parágrafo de opinião tem sido aplicada
diferentemente, em função de aspectos de legislação específica e de
normas emanadas das agências reguladoras, com conseqüente prejuízo
ao bom entendimento das conclusões, conforme amplamente
demonstrado na recente pesquisa procedida pelo Instituto dos
Auditores Independentes do Brasil – IBRACON;

CONSIDERANDO que em razão da própria evolução e


sofisticação das operações atuais, que requerem a conseqüente e
necessária evolução das práticas contábeis de adoção obrigatória, não
decorrente da legislação societária e dos órgãos reguladores, mas,
principalmente, do esforço dirigido para a adoção de normas que
visem sua harmonização e convergência com as normas internacionais
de contabilidade;

35
CONSIDERANDO, ademais, que está em curso extenso trabalho
de uniformização das Normas Brasileiras de Contabilidade e as
Normas Internacionais, trabalho esse que vem sendo desenvolvido,
conjuntamente, pelos diversos Grupos de Estudo do Conselho Federal
de Contabilidade e do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
–IBRACON que, sob a mesma linha e o mesmo prisma de
harmonização está ocorrendo em todo o mundo, com a participação
dos equivalentes principais organismos contábeis internacionais,

RESOLVE:

Art. 1º Fica alterado o modelo de parecer referido no item


11.3.2.3 da NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis e, no que for aplicável, na NBC T 11 – IT –
05 – Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações
Contábeis, devendo ser adotada, durante o período em que
permanecerem evoluindo os trabalhos de convergência das Normas
Brasileiras de Contabilidade e as Normas Internacionais, a
substituição da expressão “ com os Princípios Fundamentais de
Contabilidade” por “ práticas contábeis adotadas no Brasil” , nos
parágrafos de opinião dos Pareceres e Relatórios emitidos pelos
Auditores Independentes.

Art. 2º Cabe à administração das referidas entidades auditadas


divulgar em Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis as
práticas contábeis utilizadas na elaboração destas.

Parágrafo único. Entende-se como práticas contábeis os Princí-


pios Fundamentais de Contabilidade, as Normas Brasileiras de
Contabilidade e legislações pertinentes.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de janeiro de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD – Presidente

36
(1) Publicada no DOU, de 03-02-2003.

37
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHRXWXEURGH

$SURYD D 1%& 7  ± 5HOHYkQFLD QD


$XGLWRULD

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e


suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil,
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observados
quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO a constante evolução e a crescente


importância da auditoria, que exige atualização e aprimoramento das
normas endereçadas a sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de


trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo para Auditoria


instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade, em conjunto com o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), atendendo
o que está disposto no art. 3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de
dezembro de 1993, que recebeu nova redação pela Resolução CFC nº
980, de 24 de outubro de 2003, elaborou a NBC T 11.6 – Relevância
na Auditoria;

CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal

38
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, o Instituto Nacional
de Seguro Social, o Ministério da Educação e do Desporto, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Norma Brasileira de Contabilidade assim


discriminada: NBC T 11.6 – Relevância na Auditoria.

Art. 2º Esta resolução entra em vigor a partir de 1º de janeiro de


2004 e deverá ser aplicada aos exames e revisões das demonstrações
contábeis, cujos exercícios sociais se encerrem a partir de 31 de
dezembro de 2003, e a quaisquer demonstrações contábeis elaboradas
para outros fins, a partir daquela data; todavia, sua aplicação imediata
é encorajada.

Art. 3ºPara as demonstrações contábeis que se encerrarem até 31
de dezembro de 2003, devem ser aplicadas as regras sobre Relevância
na Auditoria, definidas no item 11.2.2 da NBC T 11 – Normas de
Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.

Art. 4º Esta Resolução produzirá seus efeitos a partir de 1º de


janeiro de 2004, data em que ficará revogado o item 11.2.2 da NBC T
11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações
Contábeis.

Brasília, 24 de outubro de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD– Presidente



39
1250$%5$6,/(,5$'(&217$%,/,'$'(
1%&7±1250$6'($8',725,$,1'(3(1'(17('$6
'(021675$d®(6&217È%(,6

1%&75(/(9Æ1&,$1$$8',725,$

Essa norma estabelece parâmetros e orientação que devem ser
considerados quando da aplicação do conceito de relevância e seu
relacionamento com os riscos em trabalhos de auditoria.

±'HILQLo}HV

11.6.1.1 – O auditor independente deve considerar a relevância e
seu relacionamento com os riscos identificados durante o processo de
auditoria.

11.6.1.2 – A relevância depende da representatividade


quantitativa ou qualitativa do item ou da distorção em relação às
demonstrações contábeis como um todo ou informação sob análise.
Uma informação é relevante se sua omissão ou distorção puder
influenciar a decisão dos usuários dessa informação no contexto das
demonstrações contábeis. Omissões e distorções são causadas por
erros ou fraudes, conforme definido na NBC T 11 – Normas de
Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.

11.6.1.3 – O objetivo de uma auditoria das demonstrações
contábeis é permitir ao auditor independente expressar opinião se
essas demonstrações estão, ou não, preparadas, em todos os aspectos
relevantes, de acordo com práticas contábeis aplicáveis às
circunstâncias. A determinação do que é relevante, nesse contexto, é
uma questão de julgamento profissional.

11.6.1.4 – Na fase de planejamento, ao definir seu plano de


auditoria, o auditor independente deve estabelecer um nível de
relevância aceitável para permitir a detecção de distorções relevantes.
Tanto o montante (aspecto quantitativo) como a natureza (aspecto
qualitativo) de possíveis distorções devem ser considerados e
documentados nos papéis de trabalho de auditoria, para referência
durante a execução e a conclusão dos trabalhos.

40
11.6.1.5 – A determinação quantitativa do nível de relevância é
uma questão de julgamento profissional, geralmente computada com
base em percentual de um item específico das demonstrações
contábeis que, de acordo com o julgamento do auditor independente,
pode afetar a opinião de um usuário que depositará confiança nas
demonstrações contábeis, levando em consideração a natureza da
entidade que está apresentando as informações contábeis. É
reconhecido, por exemplo, que o lucro após a dedução dos impostos,
originado das operações normais da entidade em uma base recorrente,
é, na maioria dos casos, a melhor forma de avaliação por parte dos
usuários das demonstrações contábeis. Dependendo das circunstâncias
específicas da entidade, outros itens das demonstrações contábeis
podem ser úteis na determinação quantitativa da relevância. Entre
esses outros itens, podem ser destacados: o patrimônio líquido, o total
de receitas operacionais, a margem bruta ou até mesmo o total de
ativos ou o fluxo de caixa das operações.

11.6.1.6 – Exemplos de distorções de caráter qualitativo são:

a) inadequada descrição de uma prática contábil quando for


provável que um usuário das demonstrações contábeis possa
interpretar, incorretamente, tal prática;
b) ausência de divulgação de um descumprimento regulamentar
ou contratual quando tal descumprimento possa vir a afetar, de forma
relevante, a capacidade operacional da entidade auditada ou possa
resultar em sanções.

11.6.1.7 – O auditor independente deve considerar a possibilidade
de distorções de valores, relativamente, não-relevantes que, ao serem
acumulados, possam, no conjunto, produzir distorção relevante nas
demonstrações contábeis. Por exemplo, um erro na aplicação de um
procedimento de encerramento mensal pode ser um indicativo de uma
distorção relevante durante o exercício social, caso tal erro se repita
em cada um dos meses.

Indícios de erros repetitivos, mesmo não-relevantes,


individualmente, podem indicar deficiência nos controles internos,
requerendo do auditor independente o aprofundamento dos exames.


41
11.6.1.8 – O auditor independente deve avaliar a questão da
relevância tanto em relação às demonstrações contábeis tomadas em
conjunto como em relação a saldos individuais de contas, classes de
transações e divulgações (notas explicativas). A avaliação da
relevância pode ser influenciada por requisitos regulatórios e aspectos
particulares de rubricas específicas das demonstrações. Tal avaliação
pode resultar em diferentes níveis de relevância.

11.6.1.9 – A relevância definida, quantificada e documentada nos


papéis de trabalho que evidenciam o planejamento deve ser
considerada pelo auditor independente ao:
a) determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos de
auditoria; e
b) avaliar o efeito de distorções identificadas.

±5HODFLRQDPHQWRHQWUHDUHOHYkQFLDHRVULVFRV
GHDXGLWRULD

11.6.2.1 – Ao definir seu plano de auditoria, o auditor
independente deve levar em conta quais fatores poderiam resultar em
distorções relevantes nas demonstrações contábeis sob exame. A
avaliação do auditor independente, quanto à relevância de rubricas
específicas e classes de transações ou divulgações necessárias, ajuda-o
a decidir sobre assuntos de planejamento de auditoria, como por
exemplo:

a) quais itens a examinar;


b) onde aplicar, ou não, amostragem e procedimentos analíticos.

Isso permite ao auditor independente selecionar procedimentos de
auditoria que, combinados, possam reduzir o risco de auditoria a um
nível aceitável.

11.6.2.2 – Existe uma relação inversa entre o risco de auditoria e


o nível estabelecido de relevância, isto é, quanto menor for o risco de
auditoria, maior será o valor estabelecido como nível de relevância e
vice-versa. O auditor independente toma essa relação inversa em conta
ao determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos de
auditoria. Por exemplo, se na execução de procedimentos específicos
de auditoria, o auditor independente determinar que o nível de risco é

42
maior que o previsto na fase de planejamento, o nível de relevância,
preliminarmente estabelecido, deve ser reduzido. O auditor
independente deve atenuar tal ocorrência por:
a) reduzir o nível de risco de controle, onde praticável, e suportar
tal redução por meio de ampliação dos testes de controles; ou
b) reduzir o risco de detecção via modificação da natureza, época
e extensão dos testes substantivos planejados.

±&RQVLGHUDomRVREUHUHOHYkQFLDHPHQWLGDGHV
PXOWLORFDOL]DGDV

11.6.3.1 – Na auditoria de entidade com operações em múltiplos


locais ou com várias unidades ou vários componentes, o auditor
independente deve considerar em que extensão os procedimentos de
auditoria devem ser aplicados em cada um desses locais ou
componentes. Os fatores que o auditor deve tomar em conta, ao
selecionar um local, unidade ou componente específico, incluem:

a) a natureza e o montante dos ativos e passivos existentes e as


transações executadas pelo local, unidade ou componente, bem como
os riscos identificados em relação aos mesmos;
b) o grau de centralização dos registros contábeis e do
processamento de informação;
c) a efetividade dos controles internos, particularmente com
relação à habilidade de supervisão eficiente das operações do local ou
componente por parte da administração;
d) a freqüência, época e extensão das atividades de supervisão; e
e) a relevância do local, unidade ou componente em relação ao
conjunto das demonstrações contábeis da entidade auditada.

±5HOHYkQFLDHULVFRGHDXGLWRULDQRSURFHVVRGH
DYDOLDomRGDHYLGrQFLDGHDXGLWRULD

43
11.6.4.1 – A avaliação da relevância e dos riscos de auditoria, por
parte do auditor independente, pode diferir entre o planejamento da
auditoria e a avaliação dos resultados da aplicação dos procedimentos
de auditoria. Isso pode ser causado por uma mudança nas condições
do trabalho ou por uma mudança no nível de conhecimento do auditor
independente, resultado dos procedimentos de auditoria aplicados até
então.

11.6.4.2 – Por exemplo, se o planejamento da auditoria for


efetuado em período anterior ao encerramento das demonstrações
contábeis, o auditor independente pode estimar o resultado das
operações e a posição financeira que existiriam no encerramento do
exercício ou do período sob exame, baseado na experiência existente.
Caso os resultados reais sejam, substancialmente, diferentes dos
valores estimados, a relevância quantificada na fase do planejamento e
utilizada na execução da auditoria, assim como a avaliação dos riscos
de auditoria, podem também mudar, e, dessa forma, requerer
julgamento do auditor independente com relação à suficiência dos
procedimentos de auditoria até então aplicados.

11.6.4.3 – As modificações no nível de relevância determinado


no planejamento, efetuadas em decorrência de fatores encontrados
durante a execução dos trabalhos, devem ser adequadamente
documentadas.

11.6.4.4 – O auditor independente pode, no processo de


planejamento da auditoria, ter, intencionalmente, estabelecido nível de
relevância num patamar abaixo daquele a ser utilizado para avaliar os
resultados da auditoria. Isso pode ser feito para reduzir a
probabilidade de existência de distorções não-identificadas e para
propiciar ao auditor independente uma margem de segurança ao
avaliar as distorções identificadas no curso da auditoria.

±$YDOLDomRGRHIHLWRGHGLVWRUo}HV

11.6.5.1 – O auditor independente deve assegurar-se que o efeito


agregado de distorções quantitativas ou qualitativas, identificadas no
curso de sua auditoria e não-corrigidas, não são relevantes em relação
às demonstrações contábeis tomadas em conjunto.


44
11.6.5.2 – O efeito agregado de distorções não-corrigidas
compreende, entre outros:

a) distorções específicas identificadas pelo auditor independente,


incluindo o efeito de distorções acumuladas identificadas e não-
-corrigidas em períodos anteriores;
b) a melhor estimativa de outras distorções que não possam ser,
especificamente, identificadas e quantificadas, ou seja, estimativas de
erros.

11.6.5.3 – O auditor independente deve considerar se o efeito


agregado das distorções identificadas (quantitativas e qualitativas) é
relevante. Em caso positivo, o auditor independente deve considerar
se a aplicação de procedimentos de auditoria adicionais reduziriam os
riscos a níveis aceitáveis ou solicitar à administração da entidade
auditada que efetue as correções das distorções identificadas.

11.6.5.4 – Caso o efeito agregado de distorções por ele


identificadas aproxime-se do nível de relevância aceitável,
previamente estabelecido e documentado, o auditor independente deve
considerar a probabilidade da existência de distorções não-
identificadas, que, somadas às identificadas, possam, agregadamente,
exceder o nível de relevância aceitável. Nessas circunstâncias, o
auditor independente deve avaliar a necessidade de reduzir o risco a
um nível aceitável, por meio da aplicação de procedimentos adicionais
de auditoria, ou exigir que a administração corrija as distorções
identificadas.

11.6.5.5 – Se a Administração da entidade auditada negar-se a


ajustar as demonstrações contábeis e o resultado de procedimentos de
auditoria adicionais, normalmente, executados pelo auditor
independente nestas circunstâncias não lhe permitir concluir que o
montante agregado das distorções seja irrelevante, o auditor deve
considerar os efeitos no seu parecer, conforme o que estabelece a
NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações
Contábeis.

45
(1) Publicada no DOU, de 11-11-2003.

46
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHVHWHPEURGH


$SURYDD1%&7±,7±±&DUWDGH
5HVSRQVDELOLGDGHGD$GPLQLVWUDomR


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no
exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de


Estudo sobre Normas Brasileiras de Contabilidade,

RESOLVE:

Art. 1° Aprovar a NBC T 11 – IT – 01 – CARTA DE RESPON-


SABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO.

Art. 2° A presente Resolução entra em vigor na data de sua


assinatura.

Brasília, 20 de setembro de 1993.

,YDQ&DUORV*DWWL – Presidente

47
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(


,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7,7
&$57$'(5(63216$%,/,'$'('$$'0,1,675$d­2


±&216,'(5$d®(6*(5$,6

A Carta de Responsabilidade da Administração é o documento
emitido pelos Administradores da entidade auditada e endereçada ao
auditor independente, confirmando as informações e dados fornecidos
ao auditor, as bases de preparação, apresentação e divulgação das
demonstrações contábeis submetidas à auditoria.
Sua emissão passou a ser obrigatória a partir das Normas de
Auditoria Independente, aprovadas pelo Conselho Federal de
Contabilidade, através da Resolução N° 700(2) – Item 11.02.14 de 24-
04-91 e que entraram em vigor em 1° de junho de 1991.
Sempre que o auditor independente executa um trabalho de
auditoria, aplica procedimentos com a finalidade de obter evidências
ou provas suficientes para fundamentar sua opinião sobre as
demonstrações contábeis examinadas.
Como nem todas as evidências podem ser obtidas através de
documentos, mas também a partir de informações verbais da
administração, das gerências e do responsável pela Contabilidade,
torna-se necessário confirmá-las através da Carta de Responsabilidade
da Administração.
O auditor independente pode utilizar-se de inúmeras formas de
confirmação da administração sobre os atos de gestão. As atas de
reuniões do Conselho de Administração e da Diretoria são
documentos importantes para testar a aprovação dos órgãos de
administração para determinados atos e fatos administrativos. Cópias
de cartas ou memorandos podem ser documentos suficientes à
comprovação de transações específicas.
É comum o auditor elaborar pedidos, por escrito, a quem tenha
poder de decisão, como forma de esclarecer determinada transação.
A Carta, todavia, tem uma finalidade mais ampla, ou seja, de
resumir no final de um período todas as informações relevantes que
dizem respeito a uma das demonstrações contábeis.

48
É possível que o auditor tenha evidências de fatos que
contradigam os termos da Carta de Responsabilidade. Neste caso o
auditor deve investigar as circunstâncias das contradições e, inclusive
ques-
tionar e investigar outras informações transmitidas pela administração
da entidade.
Quando o auditor não obtiver evidências, através da aplicação
dos procedimentos de auditoria, sobre fato substancial que tenha
relevância na formação de sua opinião sobre as demonstrações
contábeis do período examinado, isso constituirá uma limitação de
amplitude de exame, independentemente da existência da Carta de
Responsabilidade da Administração.
Existindo fatos, decisões, projeções e contingências que não
possam ser evidenciados pelo auditor, cabendo, no caso, a Carta de
Responsabilidade da Administração como um elemento de suporte
para o trabalho de auditoria. Isto não elide o auditor independente de
avaliar os termos da informação e comprovação da administração,
aceitando-
-a ou não, em face das circunstâncias por ele conhecidas.
A Carta de Responsabilidade ou qualquer outra informação dada
por escrito pela administração da entidade auditada não elimina a
necessidade do auditor de obter evidências sobre transações
realizadas, pois não objetiva a eliminação de procedimentos de
auditoria e nem substitui o trabalho do auditor independente.
A Carta de Responsabilidade da Administração deve ser emitida
no final de um período com a mesma data do parecer de auditoria
sobre as demonstrações contábeis a que se refere.
A carta constitui papel de trabalho do auditor, devendo ser
arquivada junto aos demais papéis do exercício como uma das
evidências do trabalho realizado.

±2%-(7,926

Os objetivos do auditor independente em obter a Carta de
Responsabilidade da Administração podem ser resumidos como
segue:
a) atender as Normas de Auditoria Independente;
b) obter evidência auditorial por escrito;
c) delimitar as responsabilidades do Auditor e da Administração;

49
d) dar mais confiabilidade às informações verbais obtidas durante
a auditoria;
e) dar garantias ao auditor independente quanto às
responsabilidades posteriores à realização do trabalho, onde o nome
do auditor esteja diretamente envolvido, tais como a apresentação das
demonstrações aos sócios ou acionistas, a divulgação perante
terceiros, e outros;
f) possibilitar esclarecimento sobre pontos não constantes das
demonstrações contábeis tais como contingências ou
responsabilidades não divulgadas, possibilidades efetivas de
realização de determinados ativos e também aspectos de continuidade
operacional.

±&217(Ò'2'$&$57$'(5(63216$%,/,'$'(
'$$'0,1,675$d­2

A Carta de Responsabilidade da Administração deve conter o que
segue:
a) ter data igual àquela do parecer do auditor independente;
b) ser endereçada ao auditor independente;
c) fazer referência às demonstrações contábeis objeto da
auditoria;
d) mencionar que a administração cumpriu com as normas e
regulamentos a que a entidade está sujeita;
e) mencionar que o sistema contábil e os controles internos
adotados pela entidade são de responsabilidade da administração e
adequados ao seu tipo de atividade e volume de transações;
f) confirmar que todas as transações efetuadas no período foram
devidamente registradas no sistema contábil, de acordo com a
legislação vigente;
g) confirmar que as estimativas contábeis foram efetuadas com
base em dados consistentes;
h) confirmar que não há contingências fiscais, trabalhistas,
previdenciárias e legais que possam afetar substancialmente a situação
financeira e patrimonial da entidade, influindo significativamente na
sua avaliação;
i) confirmar que não há nenhum fato conhecido que possa
impedir a continuidade normal das atividades da entidade;

50
j) confirmar que não há qualquer evento subseqüente que possa
afetar a posição patrimonial e financeira da entidade, bem como o
resultado do período;
k) confirmar que todos os livros e registros contábeis e
documentos comprobatórios foram colocados à disposição dos
auditores;
l) confirmar que foram adequadamente contabilizados e
divulgados nas demonstrações contábeis, os saldos e transações com
“ partes relacionadas” , os prejuízos decorrentes de compromissos de
compra e venda, os acordos para a recompra de ativos anteriormente e
vendidos, e os ativos dado em garantia;
m) confirmar que não há planos ou intenções que possam afetar
substancialmente o valor ou a classificação de ativos e passivos
constantes das demonstrações contábeis;
n) confirmar que não existem irregularidades envolvendo a
administração ou empregados que possam ter efeito significativo
sobre as demonstrações contábeis;
o) confirmar que a entidade não tem ônus ou gravames sobre os
seus ativos além dos mencionados em nota explicativa;
p) confirmar que não são do conhecimento da administração da
entidade quaisquer questões pendentes junto aos órgãos reguladores e
fiscalizadores, que possam ter efeitos relevantes sobre as
demonstrações contábeis;
q) confirmar que os seguros efetuados foram contratados em
valores suficientes para cobrir eventuais perdas com sinistros,
impedindo a continuidade normal dos negócios sociais.
A Carta de Responsabilidade da Administração deve ser assinada
pelo membro da administração que tiver a responsabilidade primária
sobre a entidade e seus aspectos financeiros, geralmente o Diretor-
-Presidente e o Diretor Financeiro ou Diretor de Relações com o
Mercado, e pelo contabilista responsável pelas demonstrações
contábeis. Em determinadas circunstâncias, o auditor poderá exigir
que a Carta de Responsabilidade também seja assinada por outros
membros da administração.

±3529,'Ç1&,$63$5$6,78$d®(6'(5(&86$'$
$'0,1,675$d­2(0)251(&(5$&$57$'(
5(63216$%,/,'$'(


51
No caso da administração se recusar a fornecer a Carta de
Responsabilidade ao auditor independente, isto constituirá uma
limitação no escopo do seu exame.
Se a administração transmitiu uma informação verbal, mas se
recusa a confirmá-la por escrito, isto constituirá uma limitação no
escopo do exame do auditor.

52
±(;(03/2'(&$57$'(5(63216$%,/,'$'('$
$'0,1,675$d­2

(cidade) (dia) (mês) (ano)


.............................., ........... de .......................... de ..............

A
(nome do auditor)
(endereço do escritório que vai emitir o parecer)

Prezados Senhores:

REF.: &DUWD GH 5HVSRQVDELOLGDGH GD $GPLQLVWUDomR GD


QRPH GD HQWLGDGH  UHIHUHQWH jV 'HPRQVWUDo}HV &RQWiEHLV
OHYDQWDGDVHP GDWD 

A presente refere-se aos exames procedidos por V. Sas. nas


demonstrações contábeis de nossa entidade, correspondentes ao exercício (ou
período – quando se tratar de menos de 12 meses) findo em .......... de
......................... de ............. e está sendo emitida em atendimento às exigências
das Normas de Auditoria Independente, aprovadas pelo Conselho Federal de
Contabilidade.

Nesse sentido, estamos confirmando a V. Sas. as seguintes informações:

01 – o sistema contábil e de controles internos adotados pela entidade


no período são de nossa responsabilidade, sendo adequados ao tipo de
atividade e volume de transações que tem nossa entidade.
02 – Confirmamos que todas as transações efetuadas no período pela
nossa entidade foram devidamente registradas na contabilidade de acordo
com a legislação vigente.
03 – A entidade tem cumprido todas as disposições de seus contratos
que poderiam, em caso de descumprimento, ter um efeito relevante sobre as
demonstrações contábeis.
04 – Nossa administração cumpriu todas as normas e regulamentos a
que a entidade está sujeita e não houve qualquer comunicação referente à
inobservância de exigências de autoridades regulamentadoras com respeito a
aspectos financeiros.
05 – Foram adequadamente contabilizados e divulgados nas
demonstrações contábeis:
a) transações e saldos com “ partes relacionadas” ;
b) prejuízos ou lucros decorrentes de compromissos de compra e venda;
c) acordos para a recompra de ativos anteriormente vendidos;
d) ativos dados em garantia.

53
06 – Não temos planos ou intenções que possam afetar substancialmente
o valor ou a classificação de ativos e passivos constantes das demonstrações
contábeis.
07 – Que todos os livros, registros contábeis, documentação
comprobatória e todas as atas das reuniões dos Acionistas (ou Sócios,
Associados e Diretores), foram colocados à sua disposição.
08 – Não existem irregularidades pendentes envolvendo a administração
ou empregados que possam ter efeito significativo sobre as demonstrações
contábeis.
09 – A entidade não tem ônus ou gravames sobre os seus ativos que não
os mencionados na nota explicativa n° ..........
10 – As estimativas foram contabilizadas com base em dados
consistentes confirmados por nossos assessores jurídicos (ou outros
assessores, quando necessário).
11 – Não há quaisquer contingências fiscais, trabalhistas,
previdenciárias, comerciais e legais que possam afetar a situação financeira e
patrimonial da entidade e influir significativamente na sua avaliação como
empreendimento em continuidade.

OU

As contingências fiscais, trabalhistas, previdenciárias, comerciais e


legais, que reconhecemos existir nesta data são:
a)
b)
c)
O não reconhecimento destas contingências está fundamentado no
parecer de nossos assessores jurídicos, cuja cópia já entregamos a V. Sas.
12 – Não é de nosso conhecimento qualquer evento subseqüente à data do
encerramento do exercício até a presente data, que possa afetar de forma
relevante a posição patrimonial e financeira, bem como o resultado do período.
13 – Não há nenhum fato conhecido que possa impedir a continuidade
normal das atividades da entidade.
14 – Julgamos que os seguros contratados foram efetuados em valores
suficientes para cobrir eventuais sinistros que possam ocorrer, impedindo a
continuidade normal dos negócios sociais.
15 – Outros esclarecimentos (se houver).

Atenciosamente,

DIRETOR (ES) CONTABILISTA


(Nome e cargo) (Nome e n° de registro no CRC)
(1) Publicada no DOU, de 28-10-93.
(2) Substituída pela Resolução CFC nº 820, de 17-12-97.

54
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHGH]HPEURGH


$SURYDD1%&7±,7±±3DSpLVGH
7UDEDOKRH'RFXPHQWDomRGH$XGLWRULD


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e


suas Interpretações Técnicas, constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das
normas endereçadas a sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de


trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais, está de acordo
com as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de


Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, instituído pelas
Portarias CFC nºs 13, 25, 26, 27, 30, 34, 42, 43 e 44-98;

CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho das Normas


Brasileiras de Contabilidade, atendendo ao que está disposto no artigo
3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, elaborou a
Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar os itens 11.1.3 e
11.2.7 da NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das

55
Demonstrações Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de
17 de dezembro de 1997;

CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendido pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto Brasileiro de Contadores, o Ministério da Educação e do
Desporto, a Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Fe-
deral, a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de
Seguros Privados;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, assim discriminada:


NBC T 11 – IT – 02 – Papéis de Trabalho e Documentação da
Auditoria.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua
publicação.

Brasília, 11 de dezembro de 1998.

-RVp6HUDILP$EUDQWHV – Presidente

56
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(


,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
3$3e,6'(75$%$/+2(
'2&80(17$d­2'$$8',725,$


Esta Interpretação Técnica visa a explicitar os itens 11.1.3 e
11.2.7, correspondentes a Papéis de Trabalho e Documentação da
Auditoria, da NBC – T – 11 – Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis 2, a respeito da documentação mínima
obrigatória a ser gerada no contexto da auditoria das demonstrações
contábeis.

&216,'(5$d®(6*(5$,6

1. O auditor deve documentar todas as questões que foram


consideradas importantes para proporcionar evidência, visando a
fundamentar o parecer da auditoria e comprovar que a auditoria foi
executada de acordo com as Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis.

2. Os papéis de trabalho constituem a documentação preparada


pelo auditor ou fornecida a este na execução da auditoria. Eles
integram um processo organizado de registro de evidências da
auditoria, por intermédio de informações em papel, filmes, meios
eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam.

3. Os papéis de trabalho destinam-se a:


a) ajudar, pela análise dos documentos de auditorias anteriores, ou
pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria, no
planejamento e execução da auditoria;
b) facilitar a revisão do trabalho da auditoria; e
c) registrar as evidências do trabalho executado, para
fundamentar o parecer do auditor independente.


57
)250$(&217(Ò'2'263$3e,6'(75$%$/+2

4. O auditor deve registrar nos papéis de trabalho informação


relativa ao planejamento da auditoria, a natureza, oportunidade e
extensão dos procedimentos aplicados, os resultados obtidos e suas
conclusões da evidência da auditoria. Os papéis de trabalho devem
incluir o juízo do auditor acerca de todas as questões significativas,
juntamente com a conclusão a que chegou. Nas áreas que envolvem
questões de princípio ou de julgamento difícil, os papéis de trabalho
devem registrar os fatos pertinentes que eram do conhecimento do
auditor no momento em que chegou às suas conclusões.

5. A extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento


profissional, visto que não é necessário nem prático documentar todas
as questões de que o auditor trata; entretanto, qualquer matéria que,
por ser relevante, possa influir sobre o seu parecer, deve gerar papéis
de trabalho que apresentem as indagações e conclusões do auditor. Ao
avaliar a extensão dos papéis de trabalho, o auditor deve considerar o
que seria necessário para proporcionar a outro auditor, sem
experiência anterior com aquela auditoria, o entendimento do trabalho
executado e a base para as principais decisões tomadas, sem adentrar
os aspectos detalhados da auditoria. É possível que esse outro auditor
somente possa entender os fatos analisados pela auditoria discutindo-
os com os auditores que prepararam os papéis de trabalho.

6. A forma e o conteúdo dos papéis de trabalho podem ser


afetados por questões como:
a) natureza do trabalho;
b) natureza e complexidade da atividade da entidade;
c) natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle
interno da entidade;
d) direção, supervisão e revisão do trabalho executado pela
equipe técnica; e
e) metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos.

7. Os papéis de trabalho são elaborados, estruturados e


organizados para atender às circunstâncias do trabalho e satisfazer as
necessidades do auditor para cada auditoria.
8. Os papéis de trabalho padronizados podem melhorar a eficácia
dos trabalhos, e sua utilização facilita a delegação de tarefas,

58
proporcionando meio adicional de controle de qualidade. Entre os
papéis de trabalho padronizados encontram-se, além de outros: listas de
verificação de procedimentos, cartas de confirmação de saldos, termos
de inspeções físicas de caixa, de estoques e de outros ativos.

9. O auditor pode usar quaisquer documentos e demonstrações


preparados ou fornecidos pela entidade, desde que avalie sua
consistência e se satisfaça com sua forma e conteúdo.

10. Os papéis de trabalho, além de outros mais específicos,


incluem:
a) informações sobre a estrutura organizacional e legal da
entidade;
b) cópias ou excertos de documentos legais, contratos e atas;
c) informações sobre o setor de atividades, ambiente econômico
e legal em que a entidade opera;
d) evidências do processo de planejamento, incluindo programas
de auditoria e quaisquer mudanças nesses programas;
e) evidências do entendimento, por parte do auditor, do sistema
contábil e de controle interno, e sua concordância quanto à sua
eficácia e adequação;
f) evidências de avaliação dos riscos de auditoria;
g) evidências de avaliação e conclusões do auditor e revisão
sobre o trabalho da auditoria interna;
h) análises de transações, movimentação e saldos de contas;
i)análises de tendências, coeficientes, quocientes, índices e outros
indicadores significativos;
j)registro da natureza, oportunidade e extensão dos
procedimentos de auditoria e seus resultados;
k) evidências de que o trabalho executado pela equipe técnica foi
supervisionado e revisado;
l)indicação de quem executou e revisou os procedimentos de
auditoria e de quando o fez;
m) detalhes dos procedimentos relativos a demonstrações
contábeis auditadas por outro auditor;
n) cópias de comunicações com outros auditores, peritos, espe-
cialistas e terceiros;
o) cópias de comunicações à administração da entidade, e suas
respostas, em relação aos trabalhos, às condições de contratação e às
deficiências constatadas, inclusive no controle interno;

59
p) cartas de responsabilidade da administração;
q) conclusões do auditor acerca de aspectos significativos,
incluindo o modo como foram resolvidas ou tratadas questões não-
-usuais; e
r) cópias das demonstrações contábeis, assinadas pela
administração da entidade e pelo contabilista responsável, e do parecer
e relatórios do auditor.

11. No caso de auditorias realizadas em vários períodos


consecutivos, alguns papéis de trabalho, desde que sejam atualizados,
podem ser reutilizados, diferentemente daqueles que contêm
informações sobre a auditoria de um único período.

&21),'(1&,$/,'$'(&867Ï',$(35235,('$'(
'263$3e,6'(75$%$/+2

12. O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter


a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos, a partir da
data de emissão do seu parecer.

13. A confidencialidade dos papéis de trabalho é dever


permanente do auditor.

14. Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do


auditor. Partes ou excertos destes podem, a critério do auditor, ser
postos à disposição da entidade.

(1) Publicada no DOU, de 15-12-98, p.82-3.


(2) Revisadas em dezembro de 1997.

60


5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHIHYHUHLURGH

$SURYDD1%&7±,7±±)UDXGHH
(UUR

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e


suas Interpretações Técnicas, constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das
normas endereçadas a sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de


trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais, está de acordo
com as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de


Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, instituído pelas
Portarias CFC nºs 13, 25, 26, 27, 30, 34, 42, 43 e 44-98;

CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho das Normas


Brasileiras de Contabilidade, atendendo ao que está disposto no artigo
3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, elaborou a
Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 11.1.4 da
NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações

61
Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de 17 de dezembro
de 1997;

CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendido pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto Brasileiro de Contadores, o Ministério da Educação e do
Desporto, a Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Fe-
deral, a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de
Seguros Privados;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, assim discriminada:


NBC T 11 – IT – 03 – Fraude e Erro.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua


publicação.

Brasília, 22 de fevereiro de 1999.

-RVp6HUDILP$EUDQWHV – Presidente


62
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
)5$8'(((552

,1752'8d­2
1. Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11.1.4 da
NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações
Contábeis, proporcionando esclarecimentos adicionais sobre a
responsabilidade do auditor nas fraudes e erros, nos trabalhos de auditoria.

&21&(,726
2. O termo IUDXGH refere-se a ato intencional de omissão ou
manipulação de transações, adulteração de documentos, registros e
demonstrações contábeis. A fraude pode ser caracterizada por:
a) manipulação, falsificação ou alteração de registros ou documentos,
de modo a modificar os registros de ativos, passivos e resultados;
b) apropriação indébita de ativos;
c) supressão ou omissão de transações nos registros contábeis;
d) registro de transações sem comprovação; e
e) aplicação de práticas contábeis indevidas.
3. O termo HUUR refere-se a ato não-intencional na elaboração de
registros e demonstrações contábeis, que resulte em incorreções deles,
consistente em:
a) erros aritméticos na escrituração contábil ou nas
demonstrações contábeis;
b) aplicação incorreta das normas contábeis;
c) interpretação errada das variações patrimoniais.
$5(63216$%,/,'$'('$$'0,1,675$d­2
4. A responsabilidade primeira na prevenção e identificação de
fraudes e/ou erros é da administração da entidade, mediante a
manutenção de adequado sistema de controle interno, que, entretanto,
não elimina o risco de sua ocorrência.
$5(63216$%,/,'$'('2$8',725
5. O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado
pela prevenção de fraudes ou erros. Entretanto, deve planejar seu

63
trabalho avaliando o risco da sua ocorrência, de forma a ter grande
probabilidade de detectar aqueles que impliquem efeitos relevantes
nas demonstrações contábeis.
6. Ao planejar a auditoria, o auditor deve indagar da
administração da entidade auditada sobre qualquer fraude e/ou erro
que tenham sido detectados.
7. Ao detectá-los, o auditor tem a obrigação de comunicá-los à
administração da entidade e sugerir medidas corretivas, informando sobre
os possíveis efeitos no seu parecer, caso elas não sejam adotadas.
$'(7(&d­2'()5$8'(6((5526
8. O auditor deverá avaliar criticamente o sistema contábil,
incluindo o controle interno, tanto em termos de concepção quanto de
funcionamento efetivo, concedendo especial atenção às condições ou
eventos que representem aumento de risco de fraude ou erro, que
incluem:
a) estrutura ou atuação inadequada da administração da entidade
auditada ou de algum dos seus membros;
b) pressões internas e externas;
c) transações que pareçam anormais;
d) problemas internos no cumprimento dos trabalhos de
auditoria;
e) fatores específicos no ambiente de sistemas de informação
computadorizados.
Exemplos dessas condições ou eventos são apresentados a seguir:
 (VWUXWXUDRXDWXDomRLQDGHTXDGDGDDGPLQLVWUDomR
a) a alta administração é controlada por pessoa ou pequeno
grupo, não existindo estrutura de supervisão eficaz;
b) existe uma estrutura empresarial complexa aparentemente não
justificada;
c) as deficiências importantes de controle interno não são
corrigidas, mesmo quando isso é praticável;
d) existe uma alta rotação do pessoal-chave das áreas financeira,
contábil e de auditoria interna;
e) a área de contabilidade apresenta insuficiência, significativa e
prolongada, de pessoal e condições de trabalho inadequadas;

64
f) há mudanças freqüentes de auditores e/ou advogados; e
g) a reputação da administração é duvidosa.
 3UHVV}HVLQWHUQDVHH[WHUQDV
a) o setor econômico no qual a entidade se insere está em
declínio, e as falências estão aumentando;
b) o capital de giro é insuficiente, devido à diminuição de lucros
ou à expansão muito rápida;
c) os lucros estão-se deteriorando, e a administração da entidade
vem assumindo maiores riscos em suas vendas a prazo, está alterando
suas praxes comerciais ou escolhendo alternativas de práticas
contábeis com o intuito de melhorar o resultado;
d) a entidade necessita de uma tendência de lucro crescente para
suportar o preço de mercado de suas ações, devido à oferta pública,
transferência de controle ou outra razão;
e) a entidade tem um investimento significativo em um setor ou
linha de produto conhecido por estar sujeito a mudanças rápidas;
f) a entidade depende muito de um ou de uns poucos produtos,
clientes ou fornecedores;
g) a alta administração está sofrendo pressão financeira;
h) o pessoal da área contábil está sendo pressionado para
concluir a elaboração das demonstrações contábeis em um período
demasiadamente curto;
i) existem questões internas e/ou externas que provocam dúvidas
quanto à continuidade normal das atividades da entidade; e
j) há desentendimentos entre os acionistas, quotistas e a
administração.
 7UDQVDo}HVTXHSDUHoDPDQRUPDLV
a) especialmente as que tenham efeitos significativos sobre os
resultados, realizadas em datas próximas do fim do exercício;
b) aquelas de natureza complexa, com os decorrentes tratamentos
contábeis;
c) realizadas com partes relacionadas; e
d) pagamentos que pareçam excessivos em relação aos serviços
prestados.

65
 3UREOHPDVLQWHUQRVQRFXPSULPHQWRGRVWUDEDOKRVGH
DXGLWRULD
a) registros inadequados, arquivos incompletos, ajustes
excessivos nos livros e contas, transações não registradas de acordo
com os procedimentos usuais e contas não conciliadas com os
registros;
b) documentação inadequada de transações, com falta de
autorização, sem documento de apoio e/ou alterado. Quaisquer desses
problemas de documentação assumem significância maior quando
relacionados a transações não usuais ou de valor relevante;
c) diferenças excessivas entre os registros contábeis e as
confirmações de terceiros;
d) conflitos na evidência de auditoria;
e) mudanças inexplicáveis nos indicadores econômicos,
financeiros e operacionais;
f) respostas evasivas ou ilógicas da administração às indagações
do auditor;
g) experiência anterior com fraude e/ou erro; e
h) cliente novo sem auditoria anterior.
 )DWRUHVHVSHFtILFRVQRDPELHQWHGHVLVWHPDVGH
LQIRUPDomRFRPSXWDGRUL]DGRV
a) incapacidade ou dificuldade para extrair informações dos
arquivos de computador, devido à falta de documentação, ou à
documentação desatualizada, de programas ou conteúdos de registros;
b) grande quantidade de alterações nos programas que não foram
documentadas, aprovadas e testadas; e
c) falta de conciliação geral entre as transações processadas em
forma computadorizada e as bases de dados, de um lado, e os registros
contábeis, de outro.
$6/,0,7$d®(6,1(5(17(6¬$8',725,$
9. Devido às limitações inerentes à auditoria, existe risco inevitável
de que distorções relevantes resultantes de fraude e, em menor grau, de erro
possam deixar de ser detectadas. Caso se descubra posteriormente que,
durante o período coberto pelo parecer do auditor, exista distorção
relevante não refletida ou não corrigida nas demonstrações contábeis,
resultante de fraude e/ou erro, isto não indica que o auditor não cumpriu as

66
Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. O que
vai determinar se o auditor cumpriu estas normas é a adequação dos
procedimentos de auditoria adotados nas circunstâncias e do seu parecer
com base nos resultados desses procedimentos.
10. O risco de não detectar distorção relevante resultante de fraude
é maior do que o risco de não detectar distorção relevante resultante de
erro, porque a fraude normalmente envolve atos planejados para ocultá-
la, como, por exemplo, conluio, falsificação, falha deliberada no
registro de transações ou apresentação de informações intencionalmente
erradas ao auditor. Salvo se a auditoria revelar evidência em contrário, o
auditor normalmente aceita informações como verdadeiras e registros e
documentos como genuínos.
11. Embora a existência de sistema contábil e de controle interno
eficaz reduza a probabilidade de distorção das demonstrações
contábeis resultante de fraude e/ou erro, sempre irá existir algum risco
de que os controles internos não funcionem como planejado. Além
disso, qualquer sistema contábil e de controle interno pode ser ineficaz
contra fraude que envolva conluio entre empregados ou cometida pela
administração. Certos níveis da administração podem estar em
condição de burlar controles que previnam fraudes similares por parte
de outros empregados; por exemplo, instruindo subordinados para
registrar transações incorretamente ou ocultá-las, ou sonegando
informações relativas a transações.
26352&(',0(172648$1'2(;,67(,1',&$d­2
'()5$8'(28(552
12. Quando a aplicação de procedimentos de auditoria,
planejados com base na avaliação de risco, indicar a provável
existência de fraude e/ou erro, o auditor deve considerar o efeito
potencial sobre as demonstrações contábeis. Se acreditar que tais
fraudes e erros podem resultar em distorções relevantes nas
demonstrações contábeis, o auditor deve modificar seus
procedimentos ou aplicar outros, em caráter adicional.
13. A extensão desses procedimentos adicionais ou modificados
depende do julgamento do auditor quanto:
a) aos possíveis tipos de fraude e/ou erro;

67
b) à probabilidade de que um tipo particular de fraude e/ou erro
possa resultar em distorções relevantes nas demonstrações contábeis.
14. Salvo quando houver circunstâncias indicando claramente o
contrário, o auditor não pode presumir que um caso de fraude e/ou erro
seja ocorrência isolada. Se necessário, ele deve revisar a natureza, a
oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria.
$$9$/,$d­2'265(68/7$'26'26
352&(',0(1726
15. A aplicação de procedimentos adicionais ou modificados
normalmente permite que o auditor confirme ou elimine a suspeita de
fraude e/ou erro. Caso contrário, ele deve discutir a questão com a
administração da entidade auditada e avaliar as providências a serem
tomadas e seus possíveis efeitos.
16. O auditor deve avaliar as implicações de fraude e/ou erro
relevantes em relação a outros aspectos da auditoria, particularmente
quanto à confiabilidade das informações escritas ou verbais fornecidas
pela administração da entidade auditada. No caso de fraude e/ou erro
não detectados por controle interno ou não incluídos nas informações da
administração, o auditor deve reconsiderar a avaliação de risco e a
validade dessas informações. As implicações de fraude e/ou erro
detectados pelo auditor vão depender da relação entre, de um lado, a
eventual perpetração e ocultação da fraude e/ou erro e, de outro lado, os
procedimentos de controle específicos e o nível da administração ou dos
empregados envolvidos.
26()(,726'()5$8'((28(55212
3$5(&(5'2$8',725
17. Se o auditor concluir que a fraude e/ou erro têm efeito
relevante sobre as demonstrações contábeis e que isso não foi
apropriadamente refletido ou corrigido, ele deve emitir seu parecer
com ressalva ou com opinião adversa.
18. Se o auditor não puder determinar se houve a fraude e/ou erro
devido a limitações impostas pelas circunstâncias, e não pela entidade,
deve avaliar o tipo de parecer a emitir.
$6&2081,&$d®(6'()5$8'((28(552
¬DGPLQLVWUDomR

68
19.O auditor sempre deve comunicar à administração da entidade
auditada descobertas factuais envolvendo fraude – dependendo das
circunstâncias, de forma verbal ou escrita –, tão cedo quanto possível,
mesmo que o efeito potencial sobre as demonstrações contábeis seja
irrelevante.
20.Ao determinar o representante apropriado da entidade auditada a
quem comunicar ocorrências de erros relevantes ou fraude, o auditor deve
considerar todas as circunstâncias. Com respeito a fraude, o auditor deve
avaliar a probabilidade de envolvimento da alta administração. Na maior
parte dos casos que envolvem fraude, seria apropriado comunicar a questão
a um nível da estrutura organizacional da entidade acima do nível
responsável pelas pessoas que se acredita estejam implicadas. Quando
houver dúvida quanto ao envolvimento da alta administração da entidade,
antes de qualquer comunicação por escrito o auditor deve avaliar as
circunstâncias do fato.
$WHUFHLURV
21.O sigilo profissional normalmente impede o auditor de
comunicar fraude e/ou erro a terceiros. Todavia, em certas circunstân-
cias, quando houver obrigação legal de fazê-lo, ao auditor poderá ser
requerida a quebra do sigilo profissional. Aplicam-se neste caso o
Código de Ética Profissional dos Contabilistas e as Normas
Profissionais de Auditor Independente.
$5(1Ò1&,$$275$%$/+2
22.O auditor pode concluir que é necessário retirar-se do trabalho,
quando a entidade não tomar as medidas corretivas relacionadas com
fraude que ele considera necessárias às circunstâncias, mesmo quando a
fraude não for relevante para as demonstrações contábeis. Entre os
fatores passíveis de afetar a conclusão do auditor estão as implicações
de envolvimento da alta administração da entidade, o que pode acarretar
o abalo na confiabilidade das informações da administração da entidade
auditada e o impacto, para o auditor, da continuidade de seu vínculo
profissional com a entidade.

69
(1) Publicada no DOU, de 02-03-99, p.120-1.

70
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHIHYHUHLURGH


$SURYDD1%&7±,7±±7UDQVDo}HV
H(YHQWRV6XEVHTHQWHV


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e


suas Interpretações Técnicas, constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das
normas endereçadas a sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de


trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais, está de acordo
com as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de


Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, instituído pelas
Portarias CFC nºs 13, 25, 26, 27, 30, 34, 42, 43 e 44-98;

CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho das Normas


Brasileiras de Contabilidade, atendendo ao que está disposto no artigo
3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, elaborou a
Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 11.2.13 da
NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações

71
Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de 17 de dezembro
de 1997;

CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendido pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto Brasileiro de Contadores, o Ministério da Educação e do
Desporto, a Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Fe-
deral, a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de
Seguros Privados;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, assim discriminada:


NBC T 11 – IT – 04 – Transações e Eventos Subseqüentes.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua
publicação.

Brasília, 26 de fevereiro de 1999.

-RVp6HUDILP$EUDQWHV – Presidente

72
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(

,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
75$16$d®(6((9(172668%6(4h(17(6

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11.2.13,


correspondente a Transações e Eventos Subseqüentes da NBC T 11 –
Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis 2.

&216,'(5$d®(6*(5$,6
1. A identificação de transações e eventos subseqüentes que
proporcionam evidência adicional de condições que existiam no fim
do período auditado requer o exercício do julgamento profissional e o
conhecimento dos fatos e circunstâncias. Exemplos destas situações
são:
a) perda em contas a receber decorrente da falência do devedor; e
b) pagamento ou sentença judicial.
2. Exemplos de transações e eventos subseqüentes, havidos entre
a data de término do exercício social e até após a data da divulgação
das demonstrações contábeis, são:
a) aporte de novos recursos, inclusive como aumento de capital;
b) compra de nova subsidiária ou de participação adicional
relevante em investimento anterior;
c) destruição de estoques ou estabelecimento em decorrência de
sinistro; e
d) alteração do controle societário.
352&(',0(1726'($8',725,$62%5(
75$16$d®(6((9(17262&255,'26(175($
'$7$'27e50,12'2(;(5&Ë&,262&,$/($'(
(0,66­2'23$5(&(5
3. O período entre a data do término do exercício social e a de
emissão do parecer é denominado período subseqüente, e o auditor
deve considerá-lo parte normal da auditoria. O auditor deve planejar e
executar procedimentos para obter evidência de auditoria suficiente e
apropriada de que todas as transações e eventos ocorridos no período,
e que podem requerer ajuste nas demonstrações contábeis e suas notas
explicativas, foram identificadosEsses procedimentos são adicionais

73
àqueles normalmente aplicados a transações específicas ocorridas após
o fim do período, com o objetivo de obter evidência de auditoria
quanto a saldos de contas no fim dele; como, por exemplo, o teste do
corte de estoques e pagamentos a credores. Entretanto, não se exige
que o auditor proceda a uma revisão contínua de todos os assuntos que
foram objeto de procedimentos anteriores.
4. Os procedimentos para identificar transações e eventos que
podem requerer ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis
devem ser executados tão próximo da data do parecer do auditor
quanto for praticável, e normalmente incluem o seguinte:
a) revisão dos procedimentos que a administração estabeleceu
para assegurar que eventos subseqüentes sejam identificados;
b) leitura de atas de assembléia de acionistas ou quotistas, de
reunião dos conselhos de administração e fiscal, da diretoria, bem
como de comitês executivos e de auditoria, realizadas após o fim do
período, e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões e para os
quais ainda não se dispõe de atas;
c) leitura das demonstrações contábeis intermediárias posteriores
àquelas auditadas e, à medida que for considerado necessário e
apropriado, dos orçamentos, previsões de fluxo de caixa e de outros
relatórios contábeis; comparação dessas informações com as
constantes nas demonstrações contábeis auditadas, na extensão
considerada necessária nas circunstâncias. Neste caso, o auditor deve
indagar da administração se as informações mais recentes foram
elaboradas nas mesmas bases utilizadas nas demonstrações contábeis
auditadas;
d) indagação ou ampliação das indagações anteriores, escritas ou
verbais, aos advogados da entidade a respeito de litígios e
reclamações; e
e) indagação à administração sobre se ocorreu qualquer evento
subseqüente que possa afetar as demonstrações contábeis e obtenção,
da parte dela, de carta de responsabilidade, com a mesma data do
parecer do auditor. Os exemplos de assuntos a serem indagados
incluem:
1. situação atual de itens contabilizados com base em dados
preliminares ou não-conclusivos;
2. assunção de novos compromissos, empréstimos ou garan-
tias concedidas;
3. vendas de ativos;

74
4. emissão de debêntures ou ações novas ou acordo de fusão,
incorporação, cisão ou liquidação de atividades, ainda que par-
cialmente;
5. destruição de ativos, por exemplo, por fogo ou inundação;
6. desapropriação por parte do governo;
7. evolução subseqüente de contingências e assuntos de
maior risco de auditoria;
8. ajustes contábeis inusitados; e
9. ocorrência ou probabilidade de ocorrência de eventos que
ponham em dúvida a adequação das práticas contábeis usadas nas
demonstrações contábeis, como na hipótese de dúvida sobre a
continuidade normal das atividades da entidade.
5. Quando uma controlada ou coligada, ou mesmo uma divisão
ou filial, for auditada por outro auditor, o auditor da entidade principal
deve considerar os procedimentos do outro auditor sobre eventos após
o fim do período e a necessidade de informá-lo sobre a data planejada
de emissão de seu parecer.
6. Quando tomar conhecimento de eventos que afetam de
maneira relevante as demonstrações contábeis, o auditor deve verificar
se eles foram apropriadamente contabilizados e adequadamente
divulgados nas demonstrações contábeis. Quando tais eventos não
receberam o tratamento adequado nas demonstrações contábeis, o
auditor deve discutir com a administração a adoção das providências
necessárias para corrigir tal situação. Caso a administração decida não
tomar as providências necessárias, o auditor deve emitir seu parecer
com ressalva ou adverso.
75$16$d®(6((9(17262&255,'26$3Ï62
7e50,12'275$%$/+2'(&$032&20$
&216(4h(17((0,66­2'23$5(&(5($'$7$'$
',98/*$d­2'$6'(021675$d®(6&217È%(,6
7. O auditor não é responsável pela execução de procedimentos
ou indagações sobre as demonstrações contábeis após a data do seu
parecer. Durante o período entre as datas do parecer do auditor e a de
divulgação das demonstrações contábeis, a administração é
responsável por informar ao auditor fatos que possam afetar as
demonstrações contábeis.

75
8. Quando, após a data do parecer do auditor, mas antes da
divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar
conhecimento de um fato que possa afetar de maneira relevante as
demonstrações contábeis, ele deve decidir se elas devem ser ajustadas,
discutir o assunto com a administração e tomar as medidas
apropriadas às circunstâncias.
9. Quando a administração alterar as demonstrações contábeis, o
auditor deve executar os procedimentos necessários nas circunstâncias
e fornecer a ela um novo parecer sobre as demonstrações contábeis
ajustadas. A data do novo parecer do auditor não deve ser anterior
àquela em que as demonstrações ajustadas foram assinadas ou
aprovadas pela administração, e, conseqüentemente, os procedimentos
mencionados nos itens anteriores devem ser estendidos até a data do
novo parecer do auditor. Contudo, o auditor pode decidir por emitir
seu parecer com dupla data, como explicado na Interpretação Técnica
NBC T 11 – IT – 05 – Parecer dos Auditores Independentes sobre as
Demonstrações Contábeis.
10. Quando a administração não alterar as demonstrações
contábeis nos casos em que o auditor decidir pela necessidade de sua
alteração e o seu parecer não tiver sido liberado para a entidade, ele
deve revisá-lo e, se for o caso, expressar opinião com ressalva ou
adversa.
11. Quando o parecer do auditor tiver sido entregue à
administração, o auditor deve solicitar a esta que não divulgue as
demonstrações contábeis e o respectivo parecer. Se as demonstrações
contábeis forem posteriormente divulgadas, o auditor deve avaliar a
adoção de medidas a serem tomadas em função dos seus direitos e
obrigações legais. Entre essas medidas inclui-se, como mínimo,
comunicação formal à administração no sentido de que o parecer
anteriormente emitido não mais deve ser associado às demonstrações
contábeis não retificadas; a necessidade de comunicação aos órgãos
reguladores dependerá das normas aplicáveis em cada caso.
75$16$d®(6((9(17262&255,'26$3Ï6$
',98/*$d­2'$6'(021675$d®(6&217È%(,6

76
12. Após a divulgação das demonstrações contábeis, o auditor
não tem responsabilidade de fazer qualquer indagação sobre essas
demonstrações.
13. Quando, após a divulgação das demonstrações contábeis, o
auditor tomar conhecimento de fato anterior à data do seu parecer e que,
se fosse conhecido naquela data, poderia tê-lo levado a emitir o
documento com conteúdo diverso do que foi, o auditor deve decidir se
as demonstrações contábeis precisam de revisão, discutir o assunto com
a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias.
14. Quando a administração alterar as demonstrações contábeis
divulgadas, o auditor deve:
a) executar os procedimentos de auditoria necessários às
circunstâncias;
b) revisar as medidas tomadas pela administração para assegurar
que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis
anteriormente emitidas, juntamente com o respectivo parecer do
auditor, seja informada da situação; e
c) emitir um novo parecer sobre as demonstrações contábeis
alteradas, indicando em parágrafo, após o de opinião, os motivos de a
reemissão desse parecer com referência à nota das demonstrações
contábeis que esclarece a alteração efetuada nas demonstrações
contábeis. Neste caso, são aplicáveis as considerações sobre a data do
novo parecer mencionadas no parágrafo 12 anterior.
15. Quando a administração não tomar as medidas necessárias
para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as
demonstrações contábeis anteriormente divulgadas, juntamente com o
correspondente parecer do auditor, seja informada da situação, e
quando a administração não alterar as demonstrações contábeis nas
circunstâncias em que o auditor considera necessária sua alteração, ele
deve informar à administração que poderá tomar medidas para impedir
que seu parecer seja utilizado por terceiros, resguardando, assim, seus
direitos e obrigações legais. Entre essas medidas inclui-se, como
mínimo, comunicação formal à administração de que o parecer
anteriormente emitido não mais deve ser associado às demonstrações
contábeis não retificadas. A necessidade de comunicação aos órgãos
reguladores dependerá das normas aplicáveis em cada caso.
16. Em certas situações, o auditor pode julgar desnecessárias a
alteração das demonstrações contábeis e a emissão de novo parecer;

77
assim, por exemplo, quando estiver iminente a emissão das
demonstrações contábeis relativas ao período seguinte, desde que elas
contemplem os necessários ajustes e/ou contenham as informações
normalmente divulgadas.
2)(57$'(9$/25(602%,/,È5,26$23Ò%/,&2
17. Nos casos que envolvem a oferta de valores mobiliários ao
público, o auditor deve considerar qualquer exigência legal e atinente
a ele aplicável em todas as jurisdições em que os valores mobiliá-
rios estiverem sendo oferecidos. Por exemplo, o auditor pode ser
obrigado a executar procedimentos de auditoria adicionais até a data
do documento de oferta final, que normalmente devem incluir a
execução dos procedimentos mencionados no item 7 até a data, ou
próximo da data efetiva, do documento final de oferta. Também
devem incluir a leitura do documento de oferta para avaliar se outras
informações nele contidas se harmonizam com as informações
contábeis com que o auditor estiver relacionado.

(1) Publicado no DOU, de 11-03-99, p.67-8.

78
(2) Revisadas em dezembro de 1997.

79
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHGH]HPEURGH


$SURYD D 1%& 7  ± ,7 ±  ± 3DUHFHU
GRV $XGLWRUHV ,QGHSHQGHQWHV VREUH DV
'HPRQVWUDo}HV&RQWiEHLV

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e


suas Interpretações Técnicas, constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das
normas endereçadas a sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de


trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais, está de acordo
com as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de


Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, instituído pelas
Portarias CFC nºs 13, 25, 26, 27, 30, 34, 42, 43 e 44-98;

CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho das Normas


Brasileiras de Contabilidade, atendendo ao que está disposto no artigo
3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, elaborou a
Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 11.3 da NBC
T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações

80
Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de 17 de dezembro
de 1997;

CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendido pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto Brasileiro de Contadores, o Ministério da Educação e do
Desporto, a Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Fe-
deral, a Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de
Seguros Privados;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, assim discriminada:


NBC T 11 – IT – 05 – Parecer dos Auditores Independentes sobre as
Demonstrações Contábeis.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua
publicação.

Brasília, 16 de dezembro de 1998.

-RVp6HUDILP$EUDQWHV – Presidente

81
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±

3$5(&(5'26$8',725(6,1'(3(1'(17(662%5($6
'(021675$d®(6&217È%(,6

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11.3 da


NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações
Contábeis, revisada em dezembro de 1977, referente ao Parecer dos
Auditores Independentes, nesta IT denominado 3DUHFHU, título que
deve ser usado para distingui-lo dos pareceres ou relatórios emitidos
por outros órgãos.
Esta IT não se aplica a relatórios sobre informação contábil parcial,
limitada ou condensada ou a respeito de outras situações especiais.

(6758785$'23$5(&(5'26$8',725(6
,1'(3(1'(17(6
1. O parecer emitido pelo auditor independente, nesta IT
denominado auditor, compõe-se, basicamente, de três parágrafos:
a) o referente à identificação das demonstrações contábeis e à
definição das responsabilidades da administração e dos auditores;
b) o relativo à extensão dos trabalhos; e
c) o que expressa a opinião sobre as demonstrações contábeis.
2. Em condições normais, o parecer é dirigido aos acionistas,
cotistas, ou sócios, ao conselho de administração ou à diretoria da
entidade, ou outro órgão equivalente, segundo a natureza desta. Em
circunstâncias próprias, o parecer é dirigido ao contratante dos serviços.
3. O parecer deve identificar as demonstrações contábeis sobre as
quais o auditor está expressando sua opinião, indicando, outrossim, o
nome da entidade, as datas e períodos a que correspondem.
5(63216$%,/,'$'(6
4. O auditor deve mencionar, no seu parecer, as
responsabilidades da administração e as suas, evidenciando que:
a) a administração é responsável pela preparação e pelo
conteúdo das demonstrações contábeis, cabendo ao contabilista que as
assina a responsabilidade técnica; e

82
b) o auditor é responsável pela opinião que expressa sobre as
demonstrações contábeis objeto dos seus exames.
5. O auditor deve, no seu parecer, declarar se o exame foi
efetuado de acordo com as normas de auditoria.
6. O parecer deve, ainda, conter a descrição concisa dos
trabalhos executados pelo auditor, compreendendo: planejamento dos
trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de
transações e o sistema contábil e de controle interno da entidade;
execução dos procedimentos com base em testes; avaliação das
práticas e das estimativas contábeis adotadas, bem como da
apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.
7. O parecer deve expressar, clara e objetivamente, se as
demonstrações contábeis auditadas, em todos os aspectos relevantes,
na opinião do auditor, estão adequadamente representadas ou não,
consoante as disposições contidas no item 11.1.1.1, da NBC T 11.
'$7$(/2&$/'23$5(&(5
8. Na data do parecer, o dia deve corresponder ao de conclusão
dos trabalhos na entidade auditada, objetivando informar ao usuário
que foi considerado o efeito, sobre as demonstrações contábeis e
sobre o parecer, de transações e eventos ocorridos entre a data de
encerramento do período a que se referem as demonstrações contábeis
e a data do parecer.
9. Poderão ocorrer situações em que haverá necessidade de
menção de mais de uma data ou atualização da data original. Essas
situações decorrem de transações e eventos subseqüentes à conclusão
dos trabalhos, e anteriores à emissão do parecer, considerados
relevantes para as demonstrações contábeis e, conseqüentemente, para
a opinião do auditor. Nessas circunstâncias, o auditor poderá optar por
uma das duas alternativas:
a) estender os trabalhos até a data do novo evento, de modo a
emitir o parecer com a data mais atual; ou
b) emitir o parecer com data dupla, ou seja, mantendo a data original
para as demonstrações contábeis, exceto quanto a um assunto específico,
adequadamente divulgado nas notas explicativas. Por exemplo: “ 13 de

83
fevereiro de 19X0, exceto quanto à Nota Explicativa 21 às demonstrações
contábeis, para a qual a data é 31 de março de 19X0” .
10. O parecer deve ser datado e assinado pelo contador
responsável pelos trabalhos, e conter seu número de registro no
Conselho Regional de Contabilidade.
11. Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de
auditoria, o nome e o número de registro cadastral no Conselho
Regional de Contabilidade também devem constar do parecer.
3$5(&(56(05(66$/9$
12. O parecer sem ressalva é emitido quando o auditor conclui,
sobre todos os aspectos relevantes, que:
a) as demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com
os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras
de Contabilidade; e
b) há apropriada divulgação de todos os assuntos relevantes às
demonstrações contábeis.
13. O parecer sem ressalva implica afirmação de que, em tendo
havido alterações em procedimentos contábeis, os efeitos delas foram
adequadamente determinados e revelados nas demonstrações
contábeis. Nesses casos, não é requerida nenhuma referência no
parecer.

14. O modelo do parecer é aquele do item 11.3.2.3 da NBC T 11.


3$5(&(5&205(66$/9$
15. O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer
sem ressalva, modificado no parágrafo de opinião, com a utilização
das expressões “ exceto por” , “ exceto quanto” ou “ com exceção de” ,
referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva. Não é aceitável
nenhuma outra expressão na redação desse tipo de parecer. No caso de
limitação na extensão do trabalho, o parágrafo referente à extensão
também será modificado, para refletir tal circunstância.
16. Quando o auditor emitir parecer com ressalva, adverso ou com
abstenção de opinião, deve ser incluída descrição clara de todas as
razões que fundamentaram o seu parecer e, se praticável, a

84
quantificação dos efeitos sobre as demonstrações contábeis. Essas
informações devem ser apresentadas em parágrafo específico do
parecer, precedendo ao da opinião e, se for caso, fazer referência a uma
divulgação mais ampla pela entidade em nota explicativa às
demonstrações contábeis.
17. O conjunto das informações sobre o assunto objeto de
ressalva, constante no parecer e nas notas explicativas sobre as
demonstrações contábeis, deve permitir aos usuários claro
entendimento de sua natureza e seus efeitos nas demonstrações
contábeis, particularmente sobre a posição patrimonial e financeira e o
resultado das operações.
3$5(&(5$'9(562
18. Quando o auditor verificar a existência de efeitos que, isolada
ou conjugadamente, forem de tal relevância que comprometam o
conjunto das demonstrações contábeis, deve emitir parecer adverso.
No seu julgamento deve considerar, tanto as distorções provocadas,
quanto a apresentação inadequada ou substancialmente incompleta das
demonstrações contábeis.
19. Quando da emissão de parecer adverso, o auditor deve descrever,
em um ou mais parágrafos intermediários, imediatamente anteriores ao
parágrafo de opinião, os motivos e a natureza das divergências que
suportam sua opinião adversa, bem como os seus principais efeitos sobre
a posição patrimonial e financeira e o resultado do exercício ou período.
20. No parágrafo de opinião, o auditor deve explicitar que, devido
à relevância dos efeitos dos assuntos descritos no parágrafo ou
parágrafos precedentes, ele é da opinião de que as demonstrações
contábeis da entidade não estão adequadamente apresentadas,
consoante as disposições contidas no item 11.1.1.1 da NBC T 11.
3$5(&(5&20$%67(1d­2'(23,1,­2325
/,0,7$d­21$(;7(16­2
21. O parecer com abstenção de opinião por limitação na
extensão é emitido quando houver limitação significativa na extensão
do exame que impossibilite o auditor de formar opinião sobre as
demonstrações contábeis, por não ter obtido comprovação suficiente
para fundamentá-la, ou pela existência de múltiplas e complexas

85
incertezas que afetem um número significativo de rubricas das
demonstrações contábeis.

22. Nos casos de limitações significativas, o auditor deve indicar


claramente os procedimentos omitidos e descrever as circunstâncias
de tal limitação. Ademais, são requeridas as seguintes alterações no
modelo de parecer sem ressalvas:
a) a substituição da sentença “ Examinamos...” por “ Fomos
contratados para auditar as demonstrações contábeis...” ;
b) a eliminação da sentença do primeiro parágrafo “ Nossa
responsabilidade é a de expressar opinião sobre essas demonstrações
contábeis” ; e
c) a eliminação do parágrafo de extensão.
23. No parágrafo final do parecer, o auditor deve mencionar
claramente que os exames não foram suficientes para permitir a
emissão de opinião sobre as demonstrações contábeis. A abstenção de
opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar
qualquer desvio relevante que normalmente seria incluído como
ressalva no seu parecer e que, portanto, possa influenciar a decisão do
usuário dessas demonstrações.
3$5(&(5&20$%67(1d­2'(23,1,­2325
,1&(57(=$6
24. Quando a abstenção de opinião decorrer de incertezas
relevantes, o auditor deve expressar, no parágrafo de opinião, que,
devido à relevância das incertezas descritas em parágrafos
intermediários específicos, não está em condições de emitir opinião
sobre as demonstrações contábeis. Novamente a abstenção de opinião
não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer,
os desvios relevantes que normalmente seriam incluídos como
ressalvas.
&,5&8167Æ1&,$648(,03('(0$(0,66­2'(
3$5(&(56(05(66$/9$
25. O auditor pode discordar da administração da entidade quanto:
a) às práticas contábeis utilizadas; e
b) à forma de aplicação das práticas contábeis.

86
',6&25'Æ1&,$65(/$7,9$6¬635È7,&$6
&217È%(,687,/,=$'$6
26. Quando as demonstrações contábeis forem afetadas de
maneira relevante pela adoção de prática contábil em desacordo com
os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras
de Contabilidade, o auditor deve emitir parecer com ressalva ou
adverso.
27. Nos seus exames, o auditor pode identificar um ou mais
aspectos em que as demonstrações contábeis estão afetadas pela
adoção de práticas contábeis inadequadas e que podem representar
motivos para ressalva em seu parecer. É responsabilidade profissional
do auditor discutir tais aspectos com a administração da entidade, com
a brevidade e antecedência possíveis, para que ela possa acatar suas
sugestões e promover os ajustes contábeis necessários.
28. Essa responsabilidade do auditor decorre do reconhecimento
de que, para os usuários, demonstrações contábeis acompanhadas de
parecer sem ressalva têm maior utilidade do que aquelas que
contenham erros contábeis ou fraudes, mesmo que o parecer que as
acompanhe os discrimine e quantifique mediante ressalvas.
29. Os desvios apurados pelo auditor, mas não acatados pela
administração, representam divergências para o auditor, o qual deve
decidir sobre os efeitos no seu parecer. Essa decisão deve considerar a
natureza dos assuntos e sua relevância, e, sempre que tiverem,
individual ou conjuntamente, efeitos relevantes, o auditor expressará
opinião com ressalva ou adversa.
(;(03/26'(3$5(&(5&205(66$/9$28
$'9(56232535È7,&$6&217È%(,6,1$'(48$'$6
3URYLVmRLQVXILFLHQWHSDUDFUpGLWRVGHOLTXLGDomRGXYLGRVD
30. Se o auditor constatar que a provisão constituída pela entidade
não é suficiente para cobrir as perdas esperadas na cobrança de suas
contas a receber, mesmo que elaborada de acordo com a legislação fiscal
ou regulamentação específica, deve emitir parecer com ressalva ou,
dependendo da relevância, adverso. Um exemplo de redação poderia ser:

(1) Redação normal.

87
(2) Redação normal.
“ (3) A provisão para créditos de liquidação duvidosa constituída
pela entidade em 31 de dezembro de 19X1 é de R$ .............. .Todavia,
nosso exame indicou que tal provisão não é suficiente para cobrir as
perdas prováveis na realização de tais créditos, sendo a insuficiência
não provisionada, naquela data, de aproximadamente R$ ......... .
Conseqüentemente, em 31 de dezembro de 19X1, o resultado do
exercício e o patrimônio líquido estão superavaliados em
aproximadamente R$ ..........., líquidos dos efeitos tributários” .
“ (4) Em nossa opinião, exceto quanto aos efeitos da insuficiência
de provisão para créditos de liquidação duvidosa comentada no
parágrafo 3º, as demonstrações contábeis ...” .
31. Se a insuficiência da provisão for de tal magnitude que
requeira parecer adverso, o parágrafo de opinião será:
“ (4) Em nossa opinião, devido à relevância dos efeitos da
insuficiência da provisão para créditos de liquidação duvidosa, como
mencionado no parágrafo 3º, as demonstrações contábeis referidas no
parágrafo 1º, correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro
de 19X1, não representam adequadamente a posição patrimonial e
financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1, o resultado
de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens
e aplicações de seus recursos referentes ao exercício findo naquela
data, de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade” .
'HSUHFLDomRQmRFRQWDELOL]DGDRXUHJLVWUDGD
SRUYDORUHVLQVXILFLHQWHV
32. Se a entidade não contabilizou a depreciação em 19X1 ou a
registrou por valores insuficientes, cabe ao auditor emitir parecer com
ressalva, se os efeitos forem relevantes. Um exemplo de redação
poderia ser:
(1) Redação normal.
(2) Redação normal.
“ (3) No exercício findo em 31 de dezembro de 19X1, a entidade
deixou de contabilizar a depreciação correspondente à conta de
máquinas e equipamentos. Como decorrência desse procedimento, em
31 de dezembro de 19X1 o imobilizado está registrado a maior em R$
.........., os estoques em processo e acabados estão a menor em R$

88
......... e, por conseqüência, o patrimônio líquido e o resultado do
exercício findo em 31 de dezembro de 19X1 estão a maior em
R$........, líquidos dos efeitos tributários” .
“ (4) Em nossa opinião, exceto quanto aos efeitos da não-conta-
bilização de depreciação descritos no parágrafo 3º, as demonstrações
contábeis referidas no parágrafo 1º representam adequadamente, ...” .

(QWLGDGHVGHDWLYLGDGHUHJXODPHQWDGDRXVXMHLWDV
DOHJLVODomRHVSHFtILFD

33. Há inúmeros setores de atividade que têm legislação, normas


ou regulamentos específicos, ditados por órgãos governamentais, que
abrangem, também, critérios contábeis. Algumas dessas entidades
prestam serviços públicos, como as de energia elétrica e telefonia, as
instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar
pelo Banco Central do Brasil, as empresas de seguros, as empresas de
transporte aéreo e outras.

34. Tais entidades têm, como as demais, responsabilidades com


seus acionistas, quotistas, debenturistas, instituições financeiras e
outros credores, funcionários e público em geral. A prestação de
contas a tais usuários é feita, principalmente, por meio de
demonstrações contábeis exigidas pela legislação societária ou
específica, que devem atender a seus critérios e ser elaboradas
segundo os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas
Brasileiras de Contabilidade. Além dessa responsabilidade, tais
entidades devem reportar-se aos órgãos governamentais reguladores
correspondentes.

35. A responsabilidade do auditor está voltada aos usuários em


geral, atendidos pelas demonstrações contábeis divulgadas, devendo
emitir sua opinião com base nos Princípios Fundamentais de
Contabilidade. Em face da especificidade das operações dessas
entidades, as normas e regulamentos emanados dos órgãos
reguladores, cujo teor ainda não conste das Normas Brasileiras de
Contabilidade e que não conflitem com os Princípios Fundamentais de
Contabilidade, podem ser admitidos pelo auditor na fundamentação de
seu parecer.

89
36. O modelo de parecer também é aplicável a essas entidades
regulamentadas. Assim, os desvios dos Princípios Fundamentais de
Contabilidade originados na legislação ou nas normas regulamentares
específicas devem ser tratados de maneira idêntica à observada nas
demais entidades, contendo ressalva ou opinião adversa, sempre que
relevante.

90
',6&25'Æ1&,$48$172¬$'(48$d­2'$6
',98/*$d®(6
([HPSORGHSDUHFHUFRPUHVVDOYD±
'HPRQVWUDo}HVFRQWiEHLVLQFRPSOHWDV±
)DOWDGDGHPRQVWUDomRGDVRULJHQVHDSOLFDo}HVGHUHFXUVRV
37. Modelo de parecer abrange todas as demonstrações
requeridas pelas Normas Brasileiras de Contabilidade, que
representam as informações contábeis mínimas. A falta de uma ou
mais dessas demonstrações contábeis requer ressalva no parecer dos
auditores. Supondo-se a ausência da demonstração das origens e
aplicações de recursos, o parecer dos auditores independentes terá a
seguinte forma:
(1) Redação normal, excluída a menção à demonstração das
origens e aplicações de recursos.
(2) Redação normal.
“ (3) A entidade deixou de apresentar a demonstração de origens e
aplicações de recursos para os exercícios findos em 31 de dezembro
de 19X1 e 19X0, requerida como parte das informações contábeis
mínimas” .
“ (4) Em nossa opinião, exceto pela falta de demonstração das
origens e aplicações de recursos, que resulta em divulgação
incompleta, as demonstrações contábeis ...” .
2PLVVmRGHLQIRUPDomRUHOHYDQWH±
1RWDH[SOLFDWLYDRPLVVDRXIDOKD
38. Se uma entidade omitir uma nota explicativa necessária à
adequada análise e interpretação das demonstrações contábeis, o auditor
deve mencionar o fato em parágrafo intermediário de seu parecer. Por ser
informação relevante, o parágrafo de opinião terá ressalva, como segue:
“ (4) Em nossa opinião, exceto pela falta das informações
mencionadas no parágrafo precedente, as demonstrações contábeis
referidas no parágrafo 1º representam adequadamente, ...” .
/,0,7$d­21$(;7(16­2
39. Como o auditor somente pode emitir parecer sem ressalva
quando seu exame foi realizado de acordo com as normas de auditoria

91
e, portanto, com a aplicação de todos os procedimentos necessários
nas circunstâncias, a existência de limitações na extensão de seu
trabalho, como as descritas nos itens seguintes, pode obrigá-lo a emitir
parecer com ressalva ou com abstenção de opinião.
/LPLWDo}HVLPSRVWDVSHODDGPLQLVWUDomRGDHQWLGDGH
40. A limitação na extensão do trabalho do auditor pode, às
vezes, ser imposta pela administração da entidade, mediante situações
como:
a) o não-acompanhamento da contagem física de estoques;
b) a não-solicitação de confirmação de saldos e/ou informações
diretamente com devedores, credores ou outras fontes externas;
c) demonstrações contábeis de controladas ou coligadas não
auditadas, representativas de investimentos relevantes na entidade
auditada;
d) limitação à aplicação de procedimentos usuais de auditoria que
se refiram, direta ou indiretamente, a elementos importantes das
demonstrações contábeis; e
e) registros contábeis inadequados.
41. Quando o auditor puder satisfazer-se, no referente às
situações citadas, pela aplicação de procedimentos alternativos, não
existe limitação significativa na extensão de seu trabalho, e, assim,
não é necessária menção, em seu parecer, dessa limitação e do uso dos
procedimentos alternativos.
/LPLWDo}HVFLUFXQVWDQFLDLV
42. Uma limitação na extensão do trabalho do auditor pode ser
imposta pelas circunstâncias, como a época da sua contratação, que o
impossibilite de acompanhar a contagem física dos estoques, ou
quando da ocorrência de sinistros. Nessas circunstâncias, o auditor
deve tentar utilizar-se de procedimentos alternativos, a fim de obter
evidências de auditoria suficientes para emitir seu parecer. Se os
procedimentos alternativos não lhe permitirem evidência suficiente, o
auditor deve manifestar tal limitação em seu parecer.
5HIOH[RVGDVOLPLWDo}HVQRSDUHFHU
43. Quando houver limitação na extensão do trabalho, imposta
pela administração da entidade ou pelas circunstâncias, e que

92
determine a emissão de parecer com ressalva, o auditor deve descrever
a limitação e mencionar a possibilidade de eventuais ajustes que
poderiam ser constatados caso não houvesse a limitação.
44. O auditor deve julgar a importância dos procedimentos de
auditoria omitidos, considerando a natureza, a relevância e a
abrangência dos efeitos potenciais em relação às demonstrações
contábeis. Se os efeitos estiverem relacionados com muitos itens das
demonstrações contábeis, é provável que esse impacto seja maior do
que quando as limitações se referirem a um item ou a um número
limitado de itens. Limitações relativas a um único item e que não
representem parcela substancial da posição patrimonial e financeira
e/ou do resultado das operações normalmente resultarão em parecer
com ressalva, embora também possa sê-lo sem ressalva, se o auditor
concluir que o efeito não é relevante. As limitações nos procedimentos
aplicáveis a muitos itens e que tenham efeitos potenciais relevantes
devem resultar em abstenção de opinião.

5HVVDOYDSRUOLPLWDomRVREUHLWHPUHOHYDQWH±(VWRTXHV
45. Se, por exemplo, o auditor for contratado após o
encerramento do exercício e não conseguir firmar opinião sobre a
existência física dos estoques, sendo estes relevantes no conjunto das
demonstrações contábeis, mas não a ponto de exigirem abstenção de
opinião, um exemplo de redação poderia ser:
“ (1) Examinamos o balanço patrimonial da Empresa ABC,
levantado em 31 de dezembro de 19X1, e as respectivas ...” .
“ (2) Exceto pelo mencionado no parágrafo 3º, nosso exame foi
conduzido de acordo com as normas de auditoria e compreendeu: ...” .
“ (3) Pelo fato de termos sido contratados pela Empresa ABC
após 31 de dezembro de 19X1, não acompanhamos os inventários
físicos dos estoques de 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0, nem foi
possível firmar juízo sobre a existência dos estoques por meio de
procedimentos alternativos de auditoria” .
“ (4) Em nossa opinião, exceto pelos efeitos de possíveis ajustes
que poderiam resultar da aplicação dos procedimentos de auditoria
omitidos, mencionados no parágrafo 3º, as demonstrações contábeis
referidas no parágrafo 1º representam adequadamente, ...” .
“ (5) Não examinamos, nem foram examinadas por outros
auditores independentes, as demonstrações contábeis do exercício

93
findo em 31 de dezembro de 19X0, cujos valores são apresentados
para fins comparativos, e, conseqüentemente, não emitimos opinião
sobre elas” .
$EVWHQomRGHRSLQLmRSRUOLPLWDomRVREUHLWHPH[WUHPDPHQWH
UHOHYDQWH±(VWRTXHV
46. Ainda com base no exemplo do item anterior, mas supondo,
agora, que os estoques tivessem valor muito significativo e com
efeitos potenciais relevantes em relação às demonstrações contábeis,
não bastará parecer com ressalva, sendo necessária abstenção de
opinião.
Neste caso, o parecer poderia ter a seguinte redação:
“ (1) Fomos contratados para auditar as demonstrações contábeis
da Empresa ABC relativas ao exercício social findo em 31 de
dezembro de 19X1, elaboradas sob a responsabilidade de sua
administração” .
“ (2) Pelo fato de termos sido contratados pela Empresa ABC
após 31 de dezembro de 19X1, não acompanhamos as contagens
físicas dos estoques em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0, nem foi
possível firmarmos opinião sobre a existência dos estoques por meio
de procedimentos alternativos de auditoria” .
“ (3) Devido à relevância dos procedimentos omitidos, conforme
mencionado no parágrafo 2º, a extensão do nosso exame não foi
suficiente para nos possibilitar expressar, e por isso não expressamos,
opinião sobre as demonstrações contábeis da Empresa ABC em 31 de
dezembro de 19X1, referidas no parágrafo 1º” .
'(021675$d®(6&217È%(,6&203$5$7,9$6
47. Quando o auditor emite seu parecer sobre demonstrações
contábeis do ano corrente e do ano anterior, deve avaliar o impacto,
sobre estas últimas, de circunstâncias e eventos de que eventualmente
tome conhecimento ao examinar as demonstrações do exercício atual.
Dependendo da relevância desse impacto, o auditor deve avaliar a
necessidade de emitir parecer, sobre aquelas demonstrações contábeis,
diferente do anteriormente emitido.
3ULPHLUDDXGLWRULDGHXPDHQWLGDGH

94
48. Nos casos de primeira auditoria de uma entidade que divulgue
comparativamente os valores relativos ao exercício anterior, o auditor
deve, no parágrafo referente à identificação das demonstrações
contábeis examinadas, fazer menção exclusiva ao exercício
examinado e destacar, em parágrafo específico, o fato de que as
demonstrações contábeis do exercício anterior não foram examinadas
por auditores independentes, expressando a abstenção de opinião
sobre elas.
49. Para expressar opinião sem ressalva acerca das
demonstrações contábeis do exercício atual, são necessários
procedimentos de auditoria sobre os saldos de encerramento do
exercício anterior quanto às contas de formação histórica e quanto à
verificação da uniformidade de aplicação dos Princípios Fundamentais
de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade.
50. Se tais procedimentos foram efetuados e não evidenciaram
nenhuma situação que represente limitação no exame do exercício
atual, a redação do parecer pode obedecer ao seguinte modelo:
“ (1) Examinamos o balanço patrimonial da Empresa ABC,
levantado em 31 de dezembro de 19X1, e as ...” .
“ (2) Nosso exame foi conduzido de acordo com as normas de
auditoria e compreendeu: ...” .
“ (3) Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no
parágrafo 1º representam adequadamente, em todos os aspectos
relevantes, a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31
de dezembro de 19X1, o resultado de suas operações, as mutações de
seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos,
referentes ao exercício findo naquela data, de acordo com os Princípios
Fundamentais de Contabilidade, e as Normas Brasileiras de
Contabilidade” .
“ (4) Não examinamos, nem foram examinadas por outros
auditores independentes, as demonstrações contábeis do exercício
findo em 31 de dezembro de 19X0, cujos valores são apresentados
para fins comparativos, e, conseqüentemente, não emitimos opinião
sobre elas” .
51. Se os procedimentos adicionais sobre os saldos de
encerramento não tiverem a extensão necessária que permita ao auditor
segurança quanto à não-existência de efeitos relevantes sobre o

95
resultado do exercício, as mutações do patrimônio líquido e as origens e
aplicações de recursos, ele deve decidir a espécie de opinião a ser
emitida em função dos efeitos potenciais e da evidência de que
disponha em relação a tais demonstrações contábeis, podendo optar por
opinião com ressalva ou até por abstenção de opinião. Nessas
circunstâncias, o parecer com ressalva, relativo ao exercício atual,
poderia ter a seguinte redação:
“ (1) Examinamos o balanço patrimonial da Empresa ABC,
levantado em 31 de dezembro de 19X1, e as ...” .
“ (2) Exceto pelo mencionado no parágrafo 3º, nosso exame foi
conduzido de acordo com as normas de auditoria e compreendeu: (a) o
planejamento ...” .
“ (3) Não examinamos, nem foram examinadas por outros
auditores independentes, as demonstrações contábeis do exercício
findo em 31 de dezembro de 19X0, cujos valores são apresentados
para fins comparativos, e, conseqüentemente, não emitimos opinião
sobre elas. Além disso, os procedimentos adicionais aplicados,
decorrentes de primeira auditoria, sobre transações e valores que
compõem os saldos em 31 de dezembro de 19X0, não foram
suficientes para assegurar que eventuais distorções nos referidos
saldos não tenham efeitos relevantes sobre o resultado do exercício, as
mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos
do exercício findo em 19X1” .
“ (4) Em nossa opinião, as demonstrações contábeis referidas no
parágrafo 1º representam adequadamente, em todos os aspectos
relevantes, a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31
de dezembro de 19X1, bem como – exceto quanto aos efeitos de
possíveis ajustes que poderiam resultar do exame das demonstrações
contábeis do exercício anterior, conforme comentado no parágrafo 3º
– o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio
líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes ao
exercício findo naquela data, de acordo com os Princípios
Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de
Contabilidade” .
'HPRQVWUDo}HVFRQWiEHLVFRPSDUDWLYDVTXDQGRDVGRH[HUFtFLR
DQWHULRUIRUDPH[DPLQDGDVSRURXWURVDXGLWRUHV

96
52. Quando as demonstrações contábeis são divulgadas de forma
comparativa com as do exercício anterior e há mudança de auditores,
surge a questão do tratamento dos pareceres relativos aos dois exercícios.
53. A entidade auditada pode optar por publicar o parecer relativo
ao atual exercício e também o parecer dos que examinaram o exercício
anterior. Nesse caso, o auditor do exercício corrente referir-se-á em
seu parecer somente às demonstrações contábeis do exercício que
examinou.
54. Todavia, nada impede a divulgação somente do parecer relativo
ao último exercício. Nesse caso, o auditor deve mencionar nele que as
demonstrações contábeis do exercício anterior foram examinadas por
outros auditores, referindo a data do parecer destes, expressando as
eventuais ressalvas, seus efeitos e possíveis reflexos no exercício atual.
55. Como mencionado no parágrafo 51, para expressar opinião
sem ressalva sobre as demonstrações contábeis do exercício atual, o
auditor deve aplicar procedimentos de auditoria sobre os saldos
existentes no encerramento do exercício anterior, incluindo a
verificação da uniformidade de aplicação dos Princípios Fundamentais
de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. Quando
as demonstrações contábeis do ano anterior foram examinadas por
outro auditor, parte da evidência necessária sobre aqueles saldos
poderá ser obtida mediante a revisão dos seus papéis de trabalho.
56. Nessa circunstância, o parecer, nos parágrafos de
identificação e de opinião, referir-se-á somente ao exercício atual, e,
em parágrafo próprio, será mencionado que o exame do exercício
anterior foi efetuado por outro auditor. Exemplo:
“ (4) As demonstrações contábeis relativas ao exercício findo em
31 de dezembro de 19X0 foram examinadas por auditores
independentes, que emitiram parecer, sem ressalva (ou indicar as
correspondentes ressalvas), datado de ..... de ....................... de 19X1” .
5HIOH[RVTXDQGRKRXYHUDFHLWDomRGRWUDEDOKRGH
RXWURVDXGLWRUHV
57. Quando o auditor aceita o parecer de outros auditores, por não
ter evidências que indiquem restrições aos seus trabalhos e

97
conclusões, deve destacar no seu parecer a divisão de
responsabilidades.
58. Assim, por exemplo, quando as demonstrações contábeis de
entidades controladas e/ou coligadas, correspondentes a investimentos
relevantes, foram auditadas por outro auditor, que tenha emitido parecer
sem ressalva sobre elas, a redação do parecer poderá ser a seguinte:
“ (1) Examinamos os balanços ... administração. Nossa
responsabilidade ... contábeis. As demonstrações contábeis da
controlada X S.A., relativas aos exercícios findos em 31 de dezembro
de 19X1 e 19X0, foram examinadas por outros auditores
independentes, e a nossa opinião, no que diz respeito aos
investimentos no valor de R$ ......... em 31 de dezembro de 19X1
(19X0 - R$ ..........) e dos resultados decorrentes dessa controlada, no
valor de R$ ....... em 31 de dezembro de 19X1 (19X0 - R$ ..........),
está baseada no parecer desses auditores” .
(2) Redação normal.
“ (3) Em nossa opinião, com base em nossos exames e no parecer
de outros auditores independentes, as demonstrações contábeis ...” .
59. Entende-se, nesse exemplo, que os dados indispensáveis
referentes aos investimentos na controlada e/ou coligada estão
adequadamente divulgados em notas explicativas.
60. A referência ao parecer dos outros auditores, mesmo sem a
indicação do conteúdo de sua opinião, significa que:
“ (a) o parecer dos outros auditores não teve ressalvas ou teve
ressalvas que não afetam a posição patrimonial e financeira e os
resultados da investidora” ; e
“ (b) não há nenhuma restrição aos seus trabalhos e conclusões” .
61. Quando, todavia, o outro auditor emitiu parecer com ressalva,
adverso, ou com abstenção de opinião, o auditor deve analisar se o
motivo é de tal relevância que afete o seu próprio parecer, em relação
às demonstrações contábeis da investidora. Nesse caso, o auditor deve
ampliar a referência feita no parágrafo intermediário, indicando a data
do parecer, a natureza do problema e seus efeitos nas demonstrações
contábeis da investidora.

98
62. Quando os efeitos não forem relevantes, não é necessário
mencioná-los no parecer do auditor da investidora.
5HIOH[RVTXDQGRRDXGLWRUQmRSXGHUXWLOL]DURWUDEDOKR
GRVRXWURVDXGLWRUHV
63. O auditor deve emitir parecer com ressalva ou abstenção de
opinião quando concluir, baseado nos procedimentos recomendados,
que o trabalho dos outros auditores não pode ser utilizado e que não
pode aplicar procedimentos adicionais suficientes com relação às
demonstrações contábeis da controlada e/ou coligada ou ao item sobre
o qual os outros auditores emitiram parecer.

(1) Publicada no DOU, de 21-12-98, p.54-6.

99


5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHRXWXEURGH


$SURYD D 1%& 7  ± ,7 ±  ±
6XSHUYLVmRH&RQWUROHGH4XDOLGDGH

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750-93 e
nº 774-
-94, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas
Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil que
estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas por
ocasião da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria que exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência para manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a divulgação de relatório de auditoria tem


repercussão interna e externa para a entidade auditada, depreendendo
daí a relevância do controle de qualidade dos serviços prestados;

CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de


trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho instituído pelo


Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com o IBRACON –
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, atendendo ao que

100
está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de
dezembro de 1993, elaborou a Interpretação Técnica em epígrafe para
explicitar o item 11.2.4 da NBC T 11 – Normas de Auditoria
Independente das Demonstrações Contábeis, aprovada pela Resolução
CFC nº 820, de 17 de dezembro de 1997;

CONSIDERANDO que por tratar-se de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários,
IBRACON – Instituto de Auditores Independentes do Brasil, o
Instituto Nacional de Seguro Social, o Ministério da Educação, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, NBC T 11 – IT – 06 –


SUPERVISÃO E CONTROLE DE QUALIDADE.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor para os trabalhos relativos


às demonstrações contábeis encerradas a partir de janeiro de 2002,
sendo encorajada a sua aplicação antecipada.

Brasília, 24 de outubro de 2001.

-RVp6HUDILP$EUDQWHV – Presidente

101
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
683(59,6­2(&21752/('(48$/,'$'(

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11.2.4 da


NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações
Contábeis, relativo à Supervisão e ao Controle de Qualidade, com ênfase
ao controle interno.

&21&(,78$d­2(&216,'(5$d®(6*(5$,6

1. Os auditores independentes – empresas ou profissionais


autônomos – devem implantar e manter regras e procedimentos de
supervisão e controle interno de qualidade, que garantam a qualidade
dos serviços executados.

2. As regras e procedimentos relacionados ao controle de


qualidade interno devem ser formalmente documentados, e ser do
conhecimento de todas as pessoas ligadas aos auditores
independentes.

3. As regras e procedimentos devem ser colocados à disposição


do Conselho Federal de Contabilidade para fins de acompanhamento e
fiscalização, bem como dos organismos reguladores de atividades do
mercado, com vistas ao seu conhecimento e acompanhamento, e dos
próprios clientes, como afirmação de transparência.

4. Vários fatores devem ser levados em consideração na definição das


regras e procedimentos de controle interno de qualidade, principalmente
aqueles relacionados à estrutura da equipe técnica do auditor, ao porte, à
cultura, organização e à complexidade dos serviços a realizar.

5. O controle interno de qualidade é relevante na garantia de qualidade


dos serviços prestados e deve abranger a totalidade das atividades dos
auditores, notadamente, diante da repercussão que os relatórios de auditoria
têm, interna e externamente, afetando a entidade auditada.

6. As equipes de auditoria são responsáveis, observados os


limites das atribuições individuais, pelo atendimento das normas da

102
profissão contábil e pelas regras e procedimentos destinados a
promover a qualidade dos trabalhos de auditoria.
'$6+$%,/,'$'(6(&203(7Ç1&,$6

7. Os auditores devem manter procedimentos visando à


confirmação de que seu pessoal atingiu, e mantém, as qualificações
técnicas e a competência necessárias para cumprir as suas
responsabilidades profissionais.

8. Para atingir tal objetivo, os auditores devem adotar


procedimentos formais para contratação, treinamento,
desenvolvimento e promoção do seu pessoal.

9. Os auditores devem adotar, no mínimo, um programa de


contratação e monitoramento que leve em consideração o
planejamento de suas necessidades, estabelecimento dos objetivos e
qualificação necessária para os envolvidos no processo de seleção e
contratação.

10. Devem ser estabelecidas as qualificações e diretrizes para


avaliar os selecionados para contratação, estabelecendo, no mínimo:
a) habilitação legal para o exercício profissional;
b) habilidades, formação universitária, experiência profissional,
características comportamentais e expectativas futuras para o cargo a
ser preenchido;
c) regras para a contratação de parentes de pessoal interno e de
clientes, contratação de funcionários de clientes; e
d) análises de currículo, entrevistas, referências pessoais e
profissionais e testes a serem aplicados.

$(;(&8d­2'2675$%$/+26'($8',725,$
,1'(3(1'(17(

11. Os auditores devem ter política de documentação dos


trabalhos executados e das informações obtidas na fase de aceitação
ou retenção do cliente, em especial quanto:
a) ao planejamento preliminar com base nos julgamentos e
informações obtidos; e
b) à habilitação legal para o exercício profissional, inclusive
quanto à habilidade e competência da equipe técnica, com

103
evidenciação por trabalho de auditoria independente dos profissionais
envolvidos quanto as suas atribuições.
12. Os auditores devem ter como política a designação de
recursos humanos com nível de treinamento, experiência profissional,
capacidade e especialização adequados para a execução dos trabalhos
contratados.

13. Os auditores devem ter plena consciência de sua capacidade


técnica, recursos humanos e estrutura para prestar e entregar o serviço
que está sendo solicitado, devendo verificar se há a necessidade de
alocação de recursos humanos especializados em tecnologia da
computação, em matéria fiscal e tributária ou, ainda, no ramo de
negócios do cliente em potencial.

14. Os auditores devem planejar, supervisionar e revisar o


trabalho em todas as suas etapas, de modo a garantir que o trabalho
seja realizado de acordo com as normas de auditoria independente de
demonstrações contábeis.

15. As equipes de trabalho deverão ser integradas por pessoas de


experiência compatível com a complexidade e o risco profissional que
envolvem a prestação do serviço ao cliente.

16. A delegação de tarefas para todos os níveis da equipe técnica


deve assegurar que os trabalhos a serem executados terão o adequado
padrão de qualidade.

$9$/,$d­23(50$1(17('$&$57(,5$'(
&/,(17(6

17. Para os clientes que envolvam maiores riscos, o auditor deve


sempre indicar mais de um responsável técnico quando da aceitação
ou retenção do mesmo, da revisão do planejamento na discussão dos
assuntos críticos durante a fase de execução dos trabalhos e quando do
seu encerramento, em especial relativos ao relatório. No caso de ser
um único profissional prestador dos serviços de auditoria
independente, estes procedimentos devem ser executados com a
participação de outro profissional habilitado.

104
18. Os auditores devem avaliar cada novo cliente em potencial,
bem como rever suas avaliações a cada recontratação, e, ainda, avaliar
quando há algum fato ou evento relevante que provoque modificações
no serviço a ser prestado, ou no relacionamento profissional entre os
auditores e seu cliente.

19. Devem os auditores ter política estabelecida para a consulta a


outros responsáveis técnicos ou especialistas, com experiência
específica, interna ou externa à empresa de auditoria, bem como para a
solução de conflitos de opiniões entre a equipe de auditoria e os
responsáveis técnicos, devendo o processo ser documentado.

20. Ao avaliar o risco de associação com um cliente em poten-


cial, os auditores devem considerar suas responsabilidades e imagem
pública. O relacionamento profissional, que decorre de um contrato
cliente/auditores, deve preservar a independência, a objetividade e a
boa imagem de ambos. Esse procedimento deve ser formalizado por
escrito ou por outro meio que permita consultas futuras.

21. Os auditores devem ter política definida de rotação de


responsáveis técnicos, de forma a evitar, mesmo que aparentemente,
afetar a independência, devendo o período de atendimento de um
responsável técnico a um cliente não deve ultrapassar a 5 anos.

22. É relevante o entendimento prévio entre os auditores e o


cliente, por meio de termos contratuais adequados.

23. O risco de associação deve ser conhecido, avaliado e


administrado.

24. A avaliação de cada novo cliente em potencial deverá


contemplar:
a) os acionistas/quotistas e administradores: a seleção dos clientes
deve ser precedida de um trabalho de coleta de dados e análise,
abrangendo a identificação, reputação e qualificação dos proprietários
e executivos do cliente em potencial;
b) o ramo de negócios, incluindo especializações: informação
suficiente sobre o cliente em potencial quanto ao ramo de negócios, o
ambiente em que atua, a imagem que projeta no mercado, inclusive no

105
mercado de capitais, e quais são seus consultores, advogados,
banqueiros, principais clientes e fornecedores;
c) a filosofia da administração: conhecer, como parte da avaliação
de risco, os conceitos de governança corporativa e os métodos de
controles internos adotados, e se mantém tecnologia, estatísticas e
relató-
rios adequados, bem como se tem planos de expansão e sucessão;
d) a revisão dos relatórios econômicos e financeiros, internos e
publicados;
e) em certos casos, a obtenção de informações de fontes externas
que se relacionam com o potencial cliente, com os advogados,
financiadores, fornecedores, consultores, entre outros;
f) a existência e a política de transações com partes relacionadas;
g) sendo a entidade a auditar coligada, controlada, controladora ou
integrante de grupo econômico, em que existam mais auditores
envolvidos, deve ser avaliada a abrangência da confiabilidade nos
trabalhos dos demais auditores; e
h) deve ser verificada a necessidade de a entidade auditada também
ter de elaborar suas Demonstrações Contábeis com base em normas
técnicas internacionais.

25. Deve ser verificado se houve troca constante de auditores e se


a sua contratação ocorre por obrigação normativa ou para apoio e
assessoria aos administradores.

26. Deve ser perguntado ao auditor precedente se houve alguma


razão de ordem profissional que tenha determinado a mudança de
auditores.

27. É relevante o conhecimento da situação financeira do cliente


em potencial, inclusive quanto à probabilidade de continuidade
operacional e riscos de ordem moral, devendo ser evitadas
contratações com riscos manifestos neste sentido.

9(5,),&$d­23(5,Ï',&$'26,67(0$'(
48$/,'$'(,17(512'(80$$8',725,$
,1'(3(1'(17(

106
28. Deve ser executada a avaliação de clientes recorrentes a cada
contratação ou quando houver mudança relevante nas condições do
mesmo ou no seu mercado de atuação.

29. Um programa de verificação periódica da qualidade deve ser


aplicado, no mínimo, a cada quatro anos, incluindo:
a) a seleção de amostra de serviços prestados a clientes e
aplicação de um programa de verificação do atendimento às Normas
de Auditoria Independente, profissional e técnica; e
b) aplicação, sobre a amostra selecionada, de um programa de
verificação do atendimento às Normas Brasileiras de Contabilidade.

30. A aceitação ou manutenção do cliente deve ser continuamente


reavaliada quanto às situações de risco potenciais para os auditores,
devendo haver, nas condições de maior risco, a análise e aprovação de
um segundo responsável técnico. Em sendo um único profissional o
prestador de serviços de auditoria independente, deverá haver a
aprovação de outro profissional habilitado.

31. O programa deverá incluir a avaliação dos procedimentos


administrativos e técnicos de auditoria independente, inclusive em
relação à NBC P – 1, abrangendo, pelo menos:
a) o registro em CRC e a afiliação a entidades de classe;
b) o recrutamento do pessoal técnico;
c) o treinamento do pessoal técnico;
d) a contratação dos serviços pelos clientes;
e) a comparação de horas disponíveis do quadro técnico com as
horas contratadas;
f) os procedimentos sobre independência; e
g) as instalações dos escritórios.

32. O programa deverá incluir plano de ação para sanar falhas


detectadas no processo de verificação da qualidade e o
acompanhamento da sua implementação.

107
(1) Publicada no DOU, de 25-10-2001.

108
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHPDLRGH

$SURYD D 1%& 7  ± ,7 ±  ±


3ODQHMDPHQWRGH$XGLWRULD

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais;

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750-93,
nº 774-
-94 e nº 900-01, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e
suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
por ocasião da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência para manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que o planejamento de auditoria é a etapa na


qual o auditor independente define o seu plano de trabalho e o
detalhamento dos procedimentos de auditoria a serem aplicados na
execução do seu trabalho;

CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de


trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas realizações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho instituído pelo


Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com o Ibracon –

109
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, atendendo o disposto
no artigo 3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993,
elaborou a Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item
11.2.1 da NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de
17 de dezembro de 1997;

CONSIDERANDO que por tratar-se de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com
o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto de Auditores Independentes do Brasil, o Instituto Nacional de
Seguro Social, o Ministério da Educação, a Secretaria Federal de
Controle, a Secretaria da Receita Federal, a Secretaria do Tesouro
Nacional e a Superintendência de Seguros Privados;

CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório nº


18, de 23 de maio de 2002, aprovada pelo Plenário deste Conselho
Federal de Contabilidade, em 24 de maio de 2002,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, NBC T 11 – IT – 07 –


Planejamento de Auditoria.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor para os trabalhos a serem


executados a partir de janeiro de 2003, sendo encorajada a sua
aplicação antecipada.

Brasília, 24 de maio de 2002.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD – Presidente

110
1250$%5$6,/(,5$'(&217$%,/,'$'(
,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
3/$1(-$0(172'$$8',725,$

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o subitem 11.2.1


– relativo ao PLANEJAMENTO DA AUDITORIA, da NBC T 11 –
Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis,
etapa na qual o auditor independente define o seu plano de trabalho e
o detalhamento dos procedimentos de auditoria a serem aplicados.

&21&(,78$d­2(',6326,d®(6*(5$,6
1. O Planejamento da Auditoria é a etapa do trabalho na qual o
auditor independente estabelece a estratégia geral dos trabalhos a
executar na entidade a ser auditada, elaborando-o a partir da
contratação dos serviços, estabelecendo a natureza, a oportunidade e a
extensão dos exames, de modo que possa desempenhar uma auditoria
eficaz.
2. O Planejamento da Auditoria é muitas vezes denominado
Plano de Auditoria, ou Programa de Auditoria, conceitos que nesta IT
são considerados partes do Planejamento da Auditoria.
3. As informações obtidas quando da avaliação dos serviços,
conforme previsto nas Normas Profissionais de Auditor Independente
aprovadas pelo CFC, devem servir de base, também, para a elaboração do
Planejamento da Auditoria, sendo esta uma etapa subseqüente àquela.
4. O auditor independente deve ter em conta que o Planejamento
da Auditoria é um processo que se inicia na fase de avaliação para a
contratação dos serviços. Nesta etapa devem ser levantadas as
informações necessárias para conhecer o tipo de atividade da entidade,
sua complexidade, a legislação aplicável, relatórios, parecer e outros
informes a serem emitidos, para assim determinar a natureza do
trabalho a ser executado. A conclusão do Planejamento da Auditoria
só se dá quando o auditor independente completar os trabalhos
preliminares, com o atendimento dos objetivos do item 12.
5. As informações obtidas, preliminarmente, para fins de
elaboração da proposta de serviços, juntamente com as levantadas

111
para fins do Planejamento da Auditoria, devem compor a
documentação comprobatória de que o auditor executou estas etapas
de acordo com as Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis.
6. Muitas informações que compõem o planejamento definitivo
para determinado período são confirmadas durante os trabalhos de
campo, o que implica a necessidade de o auditor independente revisá-
-lo e ajustá-lo à medida que for executando os trabalhos.
7. O programa de auditoria deve ser preparado por escrito ou por
outro meio de registro, o que facilita o entendimento dos
procedimentos de auditoria a serem adotados e propicia uma
orientação mais adequada para a divisão do trabalho.
8. O detalhamento dos procedimentos de auditoria a serem
adotados deve esclarecer o que o auditor necessita examinar na
entidade, com base no seu sistema contábil e de controles internos.
9. No programa de auditoria devem ficar claras as diversas
épocas para a aplicação dos procedimentos e a extensão com que os
exames serão efetuados.
10. O programa de auditoria, além de servir como guia e
instrumento de controle para a execução do trabalho, deve abranger
todas as áreas a serem examinadas pelo auditor independente.
2%-(7,926
11. Os principais objetivos do Planejamento da Auditoria são:
a) obter conhecimento das atividades da entidade, para identificar
eventos e transações relevantes que afetem as demonstrações contábeis;
b) propiciar o cumprimento dos serviços contratados com a
entidade dentro dos prazos e compromissos previamente
estabelecidos;
c) assegurar que as áreas importantes da entidade e os valores
relevantes contidos em suas demonstrações contábeis recebam a
atenção requerida;
d) identificar os problemas potenciais da entidade;
e) identificar a legislação aplicável à entidade;

112
f) estabelecer a natureza, a oportunidade e a extensão dos exames
a serem efetuados, em consonância com os termos constantes na sua
proposta de serviços para a realização do trabalho;
g) definir a forma de divisão das tarefas entre os membros da
equipe de trabalho, quando houver;
h) facilitar a supervisão dos serviços executados, especialmente
quando forem realizados por uma equipe de profissionais;
i) propiciar a coordenação do trabalho a ser efetuado por outros
auditores independentes e especialistas;
j) buscar a coordenação do trabalho a ser efetuado por auditores
internos;
k) identificar os prazos para entrega de relatórios, pareceres e
outros informes decorrentes do trabalho contratado com a entidade.
12. As alíneas do item anterior não excluem outros objetivos que
possam ser fixados, segundo as circunstâncias de cada trabalho,
especialmente quando houver o envolvimento com partes relacionadas
e auditoria de demonstrações contábeis consolidadas.

,1)250$d®(6(&21',d®(63$5$(/$%25$52
3/$1(-$0(172'($8',725,$
13. Nos itens a seguir, destacam-se os aspectos a serem
considerados no Planejamento da Auditoria. Tais elementos não
excluem outros que se revelarem necessários, conforme o tipo de
atividade da entidade, seu tamanho, qualidade de seu sistema contábil
e de controles internos e a competência de sua administração.
&21+(&,0(172'$6$7,9,'$'(6'$(17,'$'(
14. Conforme estabelecido na NBC T 11, item 11.2.1.2, o
planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento das
atividades, os fatores econômicos, legislação aplicável, as práticas
operacionais da entidade e o nível geral de competência de sua
administração.
)$725(6(&21Ð0,&26
15. Para o auditor independente completar o conhecimento do
negócio da entidade a ser auditada, deve avaliar os fatores econômicos
desta, abrangendo:

113
a) o nível geral da atividade econômica na área de atuação da
entidade e fatores que podem influenciar seu desempenho, tais como
níveis de inflação, crescimento, recessão, deflação, desemprego,
situação política, entre outros;
b) as taxas de juros e as condições de financiamento;
c) as políticas governamentais, tais como monetária, fiscal,
cambial e tarifas para importação e exportação; e
d) o controle sobre capitais externos.
16. A análise preliminar desses fatores é a base para identificar
riscos que possam afetar a continuidade operacional da entidade, a
existência de contingências fiscais, legais, trabalhistas, previdenciá-
rias, comerciais, ambientais, obsolescência de estoques e
imobilizações, e outros aspectos do negócio com impacto potencial
nas demonstrações contábeis.
17. É recomendável que tais circunstâncias, se constatadas, sejam
discutidas previamente entre o auditor independente e a administração
da entidade a ser auditada.

/(*,6/$d­2$3/,&È9(/
18. O conhecimento prévio da legislação que afeta a entidade a
ser auditada é fundamental para a avaliação, pelo auditor, dos
impactos que a não-observância das normas pertinentes pode ter nas
demonstrações contábeis. Neste sentido, o auditor deve considerar os
seguintes aspectos:
a) os impostos, taxas e contribuições a que a entidade está sujeita;
b) as contribuições sociais a que a entidade está sujeita;
c) a regulamentação própria do setor de atividade; e
d) as informações que a entidade deve fornecer a terceiros em
função de suas atividades, como, por exemplo, bancos, companhias
abertas, seguradoras, fundos de pensão, etc.
35È7,&$623(5$&,21$,6'$(17,'$'(
19. Uma entidade tem sua dinâmica nas transações regulares que
se propõe no seu objeto social. Dentro do conceito de continuidade,
devem ser considerados, entre outros, os seguintes aspectos da entidade:
a) a natureza das atividades e o tipo de operações que ela realiza;
b) a localização das instalações e o grau de integração entre elas;

114
c) os produtos que fabrica, comercializa, ou os serviços que executa;
d) os mercados de atuação e sua participação neles;
e) sistemas de controle interno das principais atividades: vendas,
compras, produção, pessoal, estocagem, tesouraria, etc.;
f) as margens de resultado operacional bruto, de contribuição e de
resultado líquido;
g) as políticas de vendas e PDUNHWLQJ, compras, estocagem,
produção, manutenção e conservação de bens, e recursos humanos;
h) as políticas de importação e exportação, e de formação de
preços, as tendências, a qualidade dos produtos e a garantia dos
produtos pós-venda;
i) a identificação de clientes e fornecedores estratégicos ou
importantes, e a forma de relacionamento com eles;
j) as modalidades de inventários;
k) as franquias, licenças, marcas e patentes;
l) a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos ou serviços;
m) os sistemas de informações sobre as operações;
n) o uso de manuais operacionais;
o) o grau de interferência da administração e dos controladores nas
operações da entidade; e
p) controles gerenciais.
20. O conhecimento das atividades da entidade e as suas
características operacionais são fundamentais para a identificação dos
riscos da auditoria.
1Ë9(/*(5$/'(&203(7Ç1&,$'$
$'0,1,675$d­2
21. Uma entidade é gerida por uma administração, que tem a
responsabilidade pela registro, controle, análise e aprovação das
transações. O conhecimento do nível de competência da administração
é fundamental para que o auditor tenha uma percepção razoável da
organização da entidade e dos reflexos que uma gestão não-confiável
pode determinar nas demonstrações contábeis. Para isso, tem de
considerar itens como os que seguem:
a) a estrutura corporativa e o grau de relacionamento com os
controladores;
b) as formas de relacionamento com partes relacionadas;
c) as formas de eleições e designações da administração;

115
d) a estrutura de capital e suas modificações em relação ao
exercício anterior;
e) a estrutura organizacional, limites de alçada e definições de
linhas de responsabilidade;
f) os objetivos e o plano estratégico da administração;
g) as aquisições, fusões, incorporações ou cisões efetuadas no
período, ou efeitos decorrentes dessas operações, realizadas em
períodos anteriores, e suas influências na administração;
h) a independência da administração para a tomada de decisões; e
i) a freqüência das reuniões da administração e o grau de decisões
tomadas.
&21+(&,0(172'$635È7,&$6&217È%(,6
$'27$'$6(68$6$/7(5$d®(6(05(/$d­2$2
(;(5&Ë&,2$17(5,25
22. O Planejamento de Auditoria deve abranger o conhecimento
detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade, para propiciar
uma adequada avaliação da consistência das demonstrações contábeis,
considerando os seus efeitos sobre o programa de auditoria em face das
novas normas de contabilidade que passarem a ser aplicáveis à entidade.
23. A alteração das práticas contábeis pode determinar
modificações na comparabilidade das demonstrações contábeis. Daí a
necessidade de:
a) comparar as práticas contábeis adotadas no exercício com as
adotadas no exercício anterior;
b) dimensionar seus efeitos na posição patrimonial e financeira e
no resultado da entidade.
&21+(&,0(172'26,67(0$&217È%,/(
&21752/(6,17(5126
24. O conhecimento do sistema contábil e de controles internos é
fundamental para o Planejamento da Auditoria necessário para
determinar a natureza, extensão e oportunidade dos procedimentos de
auditoria, devendo o auditor:
a) ter conhecimento do sistema de contabilidade adotado pela
entidade e de sua integração com os sistemas de controles internos;
b) avaliar o grau de confiabilidade das informações geradas pelo
sistema contábil, sua temporalidade e sua utilização pela administração; e

116
c) avaliar o grau de confiabilidade dos controles internos adotados
pela entidade, mediante a aplicação de provas de procedimentos de
controle, dentro da abrangência definida no item 11.2.5 da NBC T 11.

117
È5($6,03257$17(6'$(17,'$'(
25. A identificação das áreas importantes depende do tipo de
negócio da entidade. Uma indústria difere de uma entidade que atua
somente no comércio ou daquelas que atuam nas atividades rurais, de
mineração ou de serviços.
26. Existem muitos tipos de entidades industriais, comerciais e de
serviços, dos mais variados portes e atuando em diferentes mercados.
Portanto, o auditor independente deve iniciar pela análise da natureza
do negócio da entidade e, a partir daí, definir um tipo de planejamento
para o trabalho de auditoria.
27. O conhecimento do negócio passa pela identificação da espécie
de produtos e serviços, mercado de atuação, tipo e perfil dos clientes e
fornecedores, as formas de comercialização, o nível de dependência da
entidade de clientes e fornecedores, os níveis de custos de pessoal,
impostos, matéria-prima, financeiros e outros no custo total da entidade.
28. A identificação das áreas importantes de uma entidade deve
abranger o que se segue:
a) verificação dos casos em que elas têm efeitos relevantes sobre
as transações da entidade e se refletem nas demonstrações contábeis;
b) a localização das unidades operacionais em que a entidade rea-
liza suas transações;
c) a estrutura de recursos humanos, a política de pessoal adotada,
a existência de fundo de pensão, compromissos com sindicatos, níveis
salariais e tipos de benefícios indiretos;
d) a identificação de clientes importantes, participação no
mercado, políticas de preços, margens de lucro, qualidade e reputação
dos produtos e serviços, estratégias mercadológicas, garantia dos
produtos e outros fatores comerciais;
e) a identificação de fornecedores importantes de bens e serviços,
e avaliação da qualidade dos produtos e serviços, garantias de entrega,
contratos de longo prazo, importações, formas de pagamento e
métodos de entrega dos produtos;
f) os inventários, com identificação de locais, quantidades, tipos
de armazenamento, pessoal envolvido e outros fatores;
g) as franquias, licenças, marcas e patentes quanto a contratos e
registros existentes;
h) os investimentos em pesquisa e desenvolvimento;
i) os ativos, passivos e transações em moeda estrangeira;

118
j) a legislação, normas e regulamentos que afetam a entidade;
k) a estrutura do passivo e níveis de endividamento;
l) a qualidade e consistência dos níveis de informação gerencial
para a tomada de decisões;
m) os índices e estatísticas de desempenho físico e financeiro;
n) análise da tendência da entidade.
92/80('(75$16$d®(6
29. A avaliação do volume de transações deve ser feita para que o
auditor independente tenha:
a) o conhecimento e o dimensionamento mais adequado dos
testes a serem aplicados e dos períodos em que tais volumes são mais
significativos;
b) a identificação de como as normas internas são seguidas, suas
diversas fases, as pessoas envolvidas e os controles internos adotados
sobre elas; e
c) a definição das amostras a serem selecionadas, e noção da
existência de um grande volume de transações de pequeno valor ou de
um volume pequeno de transações, mas com valor individual
significativo.
&203/(;,'$'('$675$16$d®(6
30. A complexidade das transações de uma entidade é fator
determinante do grau de dificuldade que o auditor independente
pode encontrar para realizar seu trabalho. Desse modo, deve levar
em conta que:
a) a complexidade das transações de uma entidade pode significar
a necessidade de planejar a execução dos trabalhos com profissionais
mais experientes ou de haver uma supervisão mais direta durante sua
realização;
b) as operações complexas podem ser passíveis de erro e fraude,
com maior freqüência, se não possuírem controles que atendam às
exigências e riscos das operações;
c) as transações complexas podem determinar um ciclo mais
longo para a realização do negócio e margens de lucros não-uniformes
para um mesmo tipo de operação, visto existir, muitas vezes, o fator
oportunidade;
d) uma entidade com operações complexas exige maior grau de
especialização e experiência da administração.

119
(;,67Ç1&,$'((17,'$'(6$662&,$'$6),/,$,6(
3$57(65(/$&,21$'$6
31. Para definir a abrangência de seu trabalho, o auditor
independente deve considerar, no seu planejamento, a existência de
entidades controladas, coligadas, filiais e unidades operacionais. Para
tanto, é necessário:
a) definir se os exames são extensivos às partes relacionadas,
como controladas e coligadas, e se abrangem as filiais e unidades
operacionais da entidade;
b) definir a natureza, a extensão e a oportunidade dos
procedimentos de auditoria a serem adotados em relação às partes
relacionadas, podendo ocorrer, inclusive, a necessidade de elaboração
de um programa de auditoria específico, porém coordenado com o
planejamento global, para o grupo de entidades;
c) entender a natureza das operações com as partes relacionadas e
seu impacto nas demonstrações contábeis;
d) ter em conta que situação semelhante pode ocorrer com o
planejamento nas filiais e unidades operacionais, pois estas podem ter,
além das atividades próprias, outras, decorrentes de uma política de
descentralização determinada pela matriz. Cabe observar que em
muitas entidades as unidades operacionais têm muita autonomia,
como se fossem outras entidades, cabendo ao auditor independente
avaliar esses aspectos para definir um planejamento adequado.
862'275$%$/+2'(287526$8',725(6
,1'(3(1'(17(6(63(&,$/,67$6($8',725(6
,17(5126
32. O planejamento deve considerar a participação de auditores
internos e de especialistas na execução do trabalho na entidade
auditada, e a possibilidade de as controladas e coligadas serem
examinadas por outros auditores independentes. Nestas circunstâncias,
o auditor independente deve levar em conta as seguintes questões:
a) a necessidade do uso do trabalho de outros auditores ocorre
quando estes realizam trabalhos para partes relacionadas, em especial
quando os investimentos da entidade são relevantes, ou se faz necessário
consolidar as demonstrações contábeis. No planejamento de auditoria,
este aspecto é muito importante, pois deve haver uma coordenação entre

120
os auditores independentes, de forma que sejam cumpridos as normas
profissionais e os prazos estabelecidos com as entidades auditadas;
b) dependendo das circunstâncias, pode ocorrer a necessidade de
revisão dos papéis de trabalho do outro auditor independente;
c) quando o auditor de uma entidade investidora não examinar as
demonstrações contábeis das entidades investidas e se os ativos destas
representam parte relevante dos ativos totais daquela, deve considerar
se pode assumir a incumbência;
d) o uso do trabalho dos auditores internos deve ser avaliado
quando da contratação dos serviços, e, ao elaborar o seu planejamento,
o auditor independente deve ter noção clara do envolvimento com a
auditoria interna da entidade a ser auditada, do nível de coordenação e
colaboração a ser adotado e do tipo de trabalho que a auditoria interna
vai realizar como suporte ao auditor independente; e
e) o uso de especialistas permite duas situações: a primeira,
quando o profissional é contratado pelo auditor independente,
respondendo este pelo trabalho efetuado por aquele. Nesta
circunstância, o planejamento dos trabalhos é facilitado, já que existe
maior entrosamento e vinculação entre o especialista e o auditor
independente. A segunda ocorre quando o especialista é contratado
pela entidade a ser auditada, sem vínculo empregatício, para executar
serviços que tenham efeitos relevantes nas demonstrações contábeis.
Neste caso, o auditor independente mencionará o fato em seu parecer.
1$785(=$&217(Ò'2(2325781,'$'('26
3$5(&(5(6(5(/$7Ï5,26$6(5(0(0,7,'26
33. Quando da contratação dos serviços de auditoria, o auditor
independente deve identificar com a administração da entidade os
pareceres e relatórios a serem por ele emitidos, os prazos para sua
apresentação e os conteúdos dos relatórios.
34. Os pareceres e relatórios dos auditores podem ser
previamente discutidos com a administração da entidade.
35. Todos os relatórios e pareceres a serem emitidos devem
obedecer aos prazos previamente estabelecidos.
(;,*Ç1&,$6(35$=26(67$%(/(&,'26325
Ï5*­265(*8/$'25(6

121
36. Muitas atividades têm normas estabelecidas por órgãos
reguladores, que têm de ser cumpridas pela entidade. O auditor deve
verificar o nível de cumprimento dessas normas e, também, emitir
relatórios específicos sobre elas. Assim, ao efetuar o seu
planejamento, o auditor independente deve considerar as seguintes
situações:
a) determinadas atividades estão sujeitas ao controle e
regulamentação por organismos oficiais, como as áreas de mercado de
capitais, mercado financeiro, mercado segurador e outras. As
entidades que exercem atividades reguladas por estes organismos têm
de submeter-se às exigências por eles estabelecidas, que, muitas vezes,
fixam prazos para a entrega de documentações contábeis, relatórios e
pareceres de auditor independente e informações periódicas sobre
dados contábeis, financeiros, econômicos e físicos, visando a informar
terceiros interessados sobre o desempenho da entidade. O auditor
independente, ao executar seu planejamento, deve observar o
enquadramento da entidade auditada em tais exigências, de modo que
cumpra as responsabilidades com ela assumidas;
b) a identificação de tais exigências também deve ser feita
quando da avaliação dos trabalhos a serem oferecidos à entidade
auditada, conforme estabelece a NBC P 1 – Normas Profissionais de
Auditor Independente;
c) o auditor deve estar suficientemente esclarecido quanto às
penalidades a que está sujeito pelo não-cumprimento de prazos para
entrega dos trabalhos sob sua responsabilidade; e
d) sempre que a entidade auditada estabelecer limitações para que
o auditor possa cumprir os prazos a que estiver sujeito por força de
compromissos contratuais, deve formalizar tais circunstâncias à
administração, destacando os efeitos pecuniários respectivos.
&217(Ò'2'23/$1(-$0(172
CRONOGRAMA
37. O planejamento deve evidenciar as etapas e as épocas em que
serão executados os trabalhos, de acordo com o teor da proposta de
prestação de serviços e sua aceitação pela entidade auditada.
38. No cronograma de trabalho devem ficar evidenciadas as á-
reas, unidades e partes relacionadas que serão atingidas pela auditoria,

122
para comprovar que todos os compromissos assumidos com a entidade
auditada foram cumpridos.
352&(',0(1726'($8',725,$
39. O planejamento deve documentar todos os procedimentos de
auditoria programados, bem como sua extensão e oportunidade de
aplicação, objetivando comprovar que todos os pontos da entidade
considerados relevantes foram cobertos pelo auditor independente.
5(/(9Æ1&,$(3/$1(-$0(172
40. O auditor independente deve, no planejamento da auditoria,
considerar a ocorrência de fatos relevantes que possam afetar a
entidade e a sua opinião sobre as demonstrações contábeis.
5,6&26'($8',725,$
41. O auditor independente deve, na fase de planejamento, efe-
tuar a avaliação dos riscos de auditoria, para que os trabalhos sejam
programados adequadamente, evitando a apresentação de informações
errôneas nas demonstrações contábeis.

3(662$/'(6,*1$'2
42. Quando incluir a designação de equipe técnica, o
planejamento deve prever a orientação e supervisão do auditor, que
assumirá total responsabilidade pelos trabalhos a serem executados.
43. A responsabilidade pelo planejamento e execução dos
trabalhos realizados é do auditor independente, inclusive quando
participarem, da equipe técnica, especialistas designados por ele.

e32&$62325781$6'2675$%$/+26
44. Para definir as épocas oportunas de realização dos trabalhos
de auditoria, o auditor independente deve considerar em seu
planejamento:
a) o conteúdo da proposta de trabalho aprovada pela entidade;
b) a existência de épocas cíclicas nos negócios da entidade;
c) as épocas em que a presença física do auditor é recomendável
para efetuar avaliações sobre as transações da entidade;

123
d) as épocas adequadas para a inspeção física dos estoques e de
outros ativos;
e) o momento adequado para solicitar confirmações de saldos e
informações de terceiros, como advogados, por exemplo;
f) a necessidade de cumprimento de prazos fixados pela própria
administração da entidade ou por órgãos reguladores;
g) fatores econômicos que afetem a entidade, tais como avaliação
de efeitos de mudanças de política econômica pelo governo ou
aprovação de legislação ou normas regulamentadoras que influenciem
de forma significativa os negócios da entidade;
h) a possibilidade de utilizar trabalhos de auditores internos e de
especialistas, que sirvam de subsídio ao trabalho do auditor
independente, de modo que estejam terminados e revisados de forma
coordenada com o cronograma de trabalho definido no planejamento;
i) a existência de fato relevante que possa afetar a continuidade
normal dos negócios da entidade, caso em que pode ser requerida uma
modificação no planejamento, para avaliação dos efeitos sobre a entidade;
j) os prazos para a emissão de pareceres e relatórios dos trabalhos
realizados.
+25$6(67,0$'$63$5$$(;(&8d­2'26
75$%$/+26
45. Ao elaborar sua proposta de trabalho, o auditor independente
deve apresentar uma estimativa de honorários e horas ao cliente –
conforme determinam as Normas Profissionais de Auditoria
Independen-
te –, na qual prevê o cumprimento de todas as etapas do trabalho a ser
realizado. No planejamento devem constar as horas distribuídas entre as
várias etapas do trabalho e entre os integrantes da equipe técnica.
683(59,6­2(5(9,6­2
46. A supervisão e revisão devem ser planejadas para cobrirem
desde a etapa inicial dos trabalhos, abrangendo o próprio
planejamento, até o término do trabalho contratado com a entidade.
,1'$*$d®(6¬$'0,1,675$d­23$5$&21&/8,5
23/$1(-$0(172

124
47. Embora a proposta de trabalho de auditoria elaborada pelo
auditor independente e aceita pela administração da entidade a ser
auditada forneça base para o processo de preparação do planejamento
da auditoria, deve ser discutida com a administração da entidade, para
confirmar as informações obtidas e possibilitar sua utilização na
condução dos trabalhos a serem realizados.
5(9,6®(6($78$/,=$d®(6123/$1(-$0(172(
126352*5$0$6'($8',725,$
48. O planejamento e os programas de auditoria devem ser
revisados permanentemente, como forma de o auditor independente
avaliar as modificações nas circunstâncias e os seus reflexos na
extensão, oportunidade e natureza dos procedimentos de auditoria a
serem aplicados.
49. As atualizações no planejamento e nos programas de
auditoria têm de ser documentadas nos papéis de trabalho
correspondentes, devendo ficar evidenciados, também, os motivos das
modificações a que se procedeu.

3/$1(-$0(172'$35,0(,5$$8',725,$
50. A realização de uma primeira auditoria numa entidade requer
alguns cuidados especiais da parte do auditor independente, podendo
ocorrer três situações básicas:
a) quando a entidade nunca foi auditada, situação que requer
atenção do auditor independente, visto que ela não tem experiência
anterior de um trabalho de auditoria;
b) quando a entidade foi auditada no período imediatamente
anterior, por auditor independente, situação que permite uma
orientação sobre aquilo que é requerido pelo auditor independente;
c) quando a entidade não foi auditada no período imediatamente
anterior, situação que requer atenção do auditor independente,
porquanto as demonstrações contábeis que servirão como base de
comparação não foram auditadas.
51. Assim sendo, nessas circunstâncias, o auditor independente
deve incluir no planejamento de auditoria: análise dos saldos de
abertura, procedimentos contábeis adotados, uniformidade dos
procedimentos contábeis, identificação de relevantes eventos

125
subseqüentes ao exercício anterior e revisão dos papéis de trabalho do
auditor anterior.
6$/'26'($%(5785$
52. O auditor deve examinar e confrontar os saldos de abertura
com os registros contábeis dos saldos das contas de ativo, passivo e
patrimônio líquido, e examinar a sua consistência.
53. Quando os trabalhos de auditoria do exercício anterior tiverem
sido efetuados por outro auditor, o exame da consistência dos saldos
iniciais pode ser feito mediante a revisão dos papéis de trabalho do
auditor anterior, complementado por trabalhos adicionais, se necessário.
352&(',0(1726&217È%(,6$'27$'26
54. Com vista a avaliar a observância dos Princípios Fundamentais
de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade, o auditor
independente deve proceder à revisão dos procedimentos contábeis
adotados pela entidade no exercício anterior e naquele a ser auditado.
55. Quanto ao exercício anterior, essa revisão resulta da necessidade
da comparabilidade com os procedimentos do exercício a ser auditado.
56. Para se certificar dos procedimentos contábeis adotados no
exercício anterior, cabe ao auditor proceder a um exame sumário
daqueles adotados pela entidade, inclusive pelo que consta nas
respectivas demonstrações contábeis.
57. Se o exercício anterior foi examinado por outro auditor
independente, devem ser analisados o parecer dos auditores e o
conteúdo das demonstrações contábeis, inclusive as notas explicativas,
como fonte de informação para uma avaliação, pela auditoria, do
exercício a ser auditado.
81,)250,'$'('26352&(',0(1726&217È%(,6
58. A comparabilidade das demonstrações contábeis de dois
exercícios depende dos procedimentos contábeis uniformes adotados.
59. No planejamento de uma primeira auditoria, o exame dos
procedimentos contábeis adotados no exercício, comparativamente
com os adotados no exercício anterior, é fator relevante para a

126
formação de uma opinião sobre as demonstrações contábeis do
exercício.
60. A adoção de procedimentos contábeis que não atendam aos
Princípios Fundamentais de Contabilidade e às Normas Brasileiras de
Contabilidade deve ser objeto de discussão antecipada entre o auditor
e a administração da entidade, uma vez que pode caracterizar-se a
necessidade da emissão de parecer com ressalva ou adverso às
demonstrações contábeis sob análise.
,'(17,),&$d­2'((9(17265(/(9$17(6
68%6(4h(17(6$2(;(5&Ë&,2$17(5,25
61. Quando o auditor independente estiver realizando uma
primeira auditoria numa entidade e constatar situações que
caracterizem como relevantes eventos subseqüentes ao exercício
anterior, deve imediatamente discuti-las com a administração da
entidade e, quando as demonstrações contábeis daquele exercício
tenham sido examinadas por outros auditores independentes, discuti-
las com esses, inteirando-se, se for o caso, dos fatos que sejam de seu
conhecimento com respeito aos eventos subseqüentes.
5(9,6­2'263$3e,6'(75$%$/+2'2$8',725
$17(5,25
62. No planejamento da primeira auditoria, o auditor
independente deve avaliar a necessidade de revisão dos papéis de
trabalho e dos relatórios emitidos pelo seu antecessor.

127
(1) Publicada no DOU de 11-06-02. Republicada no DOU de 20-06-02.

128


5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHPDUoRGH


$SURYD D 1%& 7  ± ,7 ±  ±
&RQWLQXLGDGH 1RUPDO GDV $WLYLGDGHV GD
(QWLGDGH

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e


suas Interpretações Técnicas, constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das
normas endereçadas a sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de


trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais, está de acordo
com as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de


Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, instituído pelas
Portarias CFC nºs 13, 25, 26, 27, 30, 34, 42, 43 e 44-98;

CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho das Normas


Brasileiras de Contabilidade, atendendo ao que está disposto no artigo
3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, elaborou a
Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 11.3 da NBC
T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações

129
Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de 17 de dezembro
de 1997;

CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendido pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, o Ministério da
Educação e do Desporto, a Secretaria Federal de Controle, a Secretaria
da Receita Federal, a Secretaria do Tesouro Nacional e a
Superintendência de Seguros Privados;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, assim discriminada:


NBC T 11 – IT – 08 – Continuidade Normal das Atividades da
Entidade.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua
publicação.

Brasília, 14 de março de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD – Presidente


130
1250$%5$6,/(,5$'(&217$%,/,'$'(

,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
&217,18,'$'(1250$/'$6
$7,9,'$'(6'$(17,'$'(

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o subitem 11.2.8
– relativo à CONTINUIDADE NORMAL DAS ATIVIDADES DA
ENTIDADE, da NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis.

&216,'(5$d®(6*(5$,6

1. A Interpretação Técnica visa a proporcionar orientação adicional


sobre as responsabilidades do auditor na auditoria de demonstrações
contábeis quanto à propriedade do pressuposto de continuidade
operacional como uma base para a preparação das demonstrações
contábeis.

2. Esta Interpretação Técnica foi preparada tomando por base as


Normas Internacionais elaboradas pela IFAC (International Federation
of Accountants) que, embora mais abrangentes, não conflitam com as
Normas Brasileiras de Contabilidade que regem o assunto.

352&(',0(1726

3. Quando planejar e executar procedimentos de auditoria, e ao
avaliar seus resultados, o auditor deve considerar a propriedade do
pressuposto de continuidade operacional subjacente à preparação das
demonstrações contábeis.

4. Na ausência de informações em contrário, a preparação das


demonstrações contábeis presume a continuidade da entidade em
regime operacional por um período previsível, não maior do que um
ano a partir da data-base de encerramento do exercício.
Conseqüentemente, ativos e passivos são registrados com base no fato
de que a entidade possa realizar seus ativos e saldar seus passivos no
curso normal dos negócios. Se esse pressuposto for injustificado, é
possível que a entidade não seja capaz de realizar seus ativos ou
liquidar seus passivos pelos valores e vencimentos contratados. Como

131
conseqüência, é possível que os valores e a classificação de ativos e
passivos nas demonstrações contábeis precisem ser ajustados.
5. O auditor deve considerar o risco de que o pressuposto de
continuidade operacional não mais seja apropriado.
6. As indicações de que a continuidade da entidade em regime
operacional está em risco podem vir das demonstrações contábeis ou de
outras fontes. Exemplos desses tipos de indicações que devem ser
consideradas pelo auditor são apresentados abaixo. Essa lista não é
abrangente e nem sempre a existência de um ou mais desses fatores
significa que o pressuposto de continuidade operacional seja questionado.
a) Indicações financeiras:
a.1) Passivo a descoberto (Patrimônio Líquido negativo).
a.2) Posição negativa do Capital Circulante (deficiência de
Capital Circulante).
a.3) Empréstimos com prazo fixo e vencimentos imediatos sem
perspectiva realista de pagamento ou renovação, ou uso excessivo de
empréstimos a curto prazo para financiar ativos a longo prazo.
a.4) Principais índices financeiros adversos de forma continuada.
a.5) Prejuízos operacionais substanciais de forma continuada.
a.6) Falta de capacidade financeira dos devedores em saldar seus
compromissos com a entidade.
a.7) Atrasos nos pagamentos ou incapacidade financeira de
propor e pagar dividendos.
a.8) Incapacidade financeira de pagar credores nos vencimentos.
a.9) Dificuldade de cumprir as condições dos contratos de
empréstimo (tais como cumprimento de índices econômico-
financeiros contratados, garantias ou fianças).
a.10) Mudança de transações a crédito para pagamento à vista dos
fornecedores.
a.11) Incapacidade em obter financiamentos para
desenvolvimento de novos negócios de produtos, e inversões para
aumento da capacidade produtiva.
b) Indicações operacionais:
b.1) Perda de pessoal-chave na administração, sem que haja
substituição.

132
b.2) Perda da licença, franquia, mercado importante, fornecedor
essencial ou financiador estratégico.
b.3) Dificuldade de manter mão-de-obra essencial para a
manutenção da atividade ou falta de suprimentos importantes.

c) Outras Indicações

c.1) Descumprimento de exigências de capital mínimo ou de


outras exigências legais ou regulamentadas, inclusive as estatutárias.
c.2) Contingências ou processos legais e administrativos
pendentes contra a entidade que resultem em obrigações que não
possam ser cumpridas.
c.3) Alterações na legislação ou política governamental que
afetem, de forma adversa, a entidade.
c.4) Para as entidades sujeitas a controle de órgãos reguladores
governamentais, tais como Comissão de Valores Mobiliários – CVM,
Banco Central do Brasil – BACEN, Agência Nacional de Energia
Elétrica – ANEEL, Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel,
Agência Nacional de Saúde – ANS, Superintendência de Seguros
Privados – SUSEP, Serviço de Proteção ao Crédito – SPC e outros,
devem ser considerados os fatores de riscos inerentes às respectivas
atividades.

7. A importância dessas indicações, muitas vezes, pode ser


mitigada por outros fatores. Por exemplo, o efeito numa entidade que
não está podendo pagar suas dívidas normais pode ser
contrabalançado por planos da administração para manter fluxos de
caixa adequados por outros meios, tais como, por alienação de ativos,
reescalonamento de pagamentos de empréstimos ou obtenção de
capital adicional. Do mesmo modo, a entidade pode mitigar a perda de
um fornecedor importante, se dispuser de outra fonte de fornecimento
adequada.

8. Quando surgir alguma dúvida quanto à propriedade do


pressuposto de continuidade operacional, o auditor deve reunir
evidência de auditoria suficiente e apropriada para tentar resolver, de
uma forma que o satisfaça, a dúvida quanto à capacidade da entidade
de continuar em operação em futuro previsível.

133
09. No curso da auditoria, o auditor executa procedimentos
planejados para obter evidência como base para expressar uma opinião
sobre as demonstrações contábeis. Quando surge dúvida quanto ao
pressuposto de continuidade operacional da entidade, alguns desses
procedimentos podem assumir uma importância adicional, ou talvez
seja necessário executar procedimentos adicionais ou atualizar
informações obtidas anteriormente.

10. Procedimentos pertinentes a este assunto, entre outros, incluem:

a) analisar e discutir com a administração as projeções do fluxo


de caixa, resultado e outras pertinentes;
b) revisar eventos subseqüentes à data-base para identificar itens
que afetem a capacidade da entidade de continuar a operar;
c) analisar e discutir as demonstrações contábeis subseqüentes
mais recentes da entidade;
d) analisar as condições de títulos emitidos (debêntures, por
exemplo) e de contratos de empréstimos e verificar se algumas delas
não foram cumpridas;
e) ler as atas de reuniões ou assembléias de sócios, assim como
atas de reuniões de diretoria, do Conselho de Administração, do
Conselho Fiscal e de outros comitês importantes, em busca de
referência às dificuldades financeiras;
f) indagar aos advogados da entidade quanto a litígios e
reclamações;
g) confirmar a existência, legalidade e possibilidade de a entidade
exigir o cumprimento de acordos para proporcionar ou manter suporte
financeiro de partes relacionadas e terceiros;
h) avaliar a capacidade financeira das partes relacionadas e de
terceiros proporcionarem tais recursos; e
i) considerar a posição dos pedidos de clientes em carteira da
entidade.

11. Quando analisar as projeções do fluxo de caixa, resultado e


outras pertinentes, o auditor deve considerar a confiabilidade do
sistema de controle interno da entidade que gerou tais informações.

12. O auditor também deve considerar se os pressupostos que


fundamentam as projeções parecem apropriados nas circunstâncias.

134
13. Além disso, o auditor deve comparar os dados prospectivos
do período atual (orçamentos) com os resultados atingidos até a data,
assim como o comportamento histórico dos resultados efetivos com os
orçamentos daqueles períodos.

14. O auditor deve, também, considerar e discutir com a


administração seus planos para o futuro, como, por exemplo, os
planos para alienar ativos, captar recursos ou reestruturar dívidas,
reduzir ou retardar despesas, ou aumentar o capital.

15. A confiabilidade desses planos para o auditor diminui à


medida que aumenta o período para as decisões planejadas e eventos
previstos.

16. Deve ser dada ênfase aos planos que possam ter um efeito
significativo sobre a solvência da entidade em futuro previsível. Neste
caso, o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e
apropriada de que esses planos são viáveis, podem ser implantados, e
que seus resultados proporcionarão melhorias na situação da entidade.
O auditor deve obter declarações escritas da administração com
respeito a esses planos, mediante carta de representação.

17. Depois que os procedimentos considerados necessários


tiverem sido executados, que todas as informações necessárias tiverem
sido obtidas, e que o efeito de qualquer plano da administração e
outros fatores mitigantes tiverem sido considerados, o auditor deve
decidir se a dúvida que surgiu sobre o pressuposto de continuidade
operacional foi resolvida satisfatoriamente.

18. Se, no julgamento do auditor, tiver sido obtida evidência de


auditoria suficiente e apropriada para dar suporte ao pressuposto de
continuidade operacional da entidade, o auditor não deve modificar
seu parecer.

19. Se, no julgamento do auditor, o pressuposto de continuidade


operacional for apropriado devido a fatores mitigantes, particularmente
devido aos planos da administração para medidas futuras, o auditor
deve considerar se tais planos ou outros fatores precisam ser divulgados
nas demonstrações contábeis. Na hipótese de tal divulgação, em nota
explicativa da administração, ter sido considerada necessária e essa

135
divulgação não ter sido feita de forma apropriada, o auditor deve
expressar sua opinião em parecer com ressalva ou adverso, como apro-
priado, em decorrência da falta ou insuficiência da informação.

20. Se, no julgamento do auditor, a dúvida sobre a continuidade


operacional da entidade não for resolvida satisfatoriamente, o auditor
deve considerar se as demonstrações contábeis evidenciam a situação
de incerteza existente quanto a entidade continuar operando, assim
como, quanto ao fato de que tais demonstrações contábeis não
incluem ajustes relacionados com a recuperabilidade, os valores e a
classificação dos ativos ou com os valores e classificação dos
passivos, os quais poderiam ser necessários, caso a entidade não
tivesse condições de continuar em regime operacional. Se a
divulgação for considerada adequada, o auditor não deve expressar um
parecer com ressalva ou com opinião adversa, devendo considerar o
procedimento do parágrafo 21. Se a divulgação não for considerada
adequada, o auditor deve considerar o parágrafo 22.

21. Se a divulgação nas demonstrações contábeis for adequada, o


auditor deve emitir um parecer sem ressalva, adicionando um
parágrafo de ênfase que destaque o problema da continuidade
operacional da entidade, fazendo referência à nota explicativa nas
demonstrações contábeis que divulgue os aspectos apresentados no
parágrafo 22. Segue um exemplo de um parágrafo desse tipo:
“ &RQIRUPH GHVFULWR QD 1RWD ([SOLFDWLYD ; jV GHPRQVWUDo}HV
FRQWiEHLV D (QWLGDGH DSUHVHQWRX SUHMXt]R OtTXLGR GH;;; GXUDQWH R
H[HUFtFLR ILQGR HP  GH GH]HPEUR GH ;;; H QDTXHOD GDWD R
SDVVLYRFLUFXODQWHGD(QWLGDGHH[FHGLDVHXDWLYRFLUFXODQWHHP;;;H
VHX SDVVLYR WRWDO H[FHGLD VHX DWLYR WRWDO HP ;;; (VVHV  IDWRUHV
MXQWDPHQWH FRP RXWURV DVVXQWRV DSUHVHQWDGRV QD 1RWD ; OHYDQWDP
G~YLGD VXEVWDQFLDO GH TXH D (QWLGDGH WHQKD FRQGLo}HV GH PDQWHU D
FRQWLQXLGDGHQRUPDOGHVXDVDWLYLGDGHV$VGHPRQVWUDo}HVFRQWiEHLV
QmR LQFOXHP TXDLVTXHU DMXVWHV UHODWLYRV j UHDOL]DomR H FODVVLILFDomR
GRV YDORUHV GH DWLYRV RX TXDQWR DRV YDORUHV H j FODVVLILFDomR GH
SDVVLYRV TXH VHULDP UHTXHULGRV QD LPSRVVLELOLGDGH GH D (QWLGDGH
FRQWLQXDURSHUDQGR´

22. Se não for feita divulgação adequada nas demonstrações


contábeis, o auditor deve expressar um parecer com ressalva ou com
opinião adversa, como for apropriado. Segue um exemplo da

136
explicação e de parágrafos da opinião, quando tiver de ser expresso
um parecer com ressalva: ³$(QWLGDGHQmRGLYXOJRXTXHQmRFRQVHJXLX
UHQHJRFLDU VHXV HPSUpVWLPRV EDQFiULRV 6HP HVVH VXSRUWH ILQDQFHLUR
H[LVWH G~YLGD VXEVWDQFLDO GH TXH D (QWLGDGH WHQKD FRQGLo}HV GH
FRQWLQXDUHPUHJLPHQRUPDOGHDWLYLGDGHV&RQVHTHQWHPHQWHSRGHP
VHU QHFHVVi
ULRVDMXVWHVUHODWLYRVjUHDOL]DomRHFODVVLILFDomRGRVYDORUHVGHDWLYRV
RX TXDQWR DRV YDORUHV H j FODVVLILFDomR GRV SDVVLYRV TXH VHULDP
UHTXHULGRV QD LPSRVVLELOLGDGH GH D (QWLGDGH FRQWLQXDU RSHUDQGR $V
GHPRQVWUDo}HVFRQWiEHLVQmRLQFOXHPHVVHVHYHQWXDLVDMXVWHV(PQRVVD
RSLQLmR H[FHWR TXDQWR j RPLVVmR GDV LQIRUPDo}HV LQFOXtGDV QR
SDUiJUDIR SUHFHGHQWH DV GHPRQVWUDo}HV FRQWiEHLV DSUHVHQWDP
DGHTXDGDPHQWHHPWRGRVRVDVSHFWRVUHOHYDQWHVDSRVLomRSDWULPRQLDO
HILQDQFHLUDGD(QWLGDGHHPGHGH]HPEURGH;;;;RVUHVXOWDGRVGH
VXDVRSHUDo}HVDVPXWDo}HVGHVHXSDWULP{QLROtTXLGRHDVRULJHQVH
DSOLFDo}HVGHVHXVUHFXUVRVUHIHUHQWHVDRH[HUFtFLRILQGRQDTXHODGDWD
GHDFRUGRFRPDVSUiWLFDVFRQWiEHLVDGRWDGDVQR%UDVLO´

23. Se, com base nos procedimentos adicionais executados e nas


informações obtidas, incluindo o efeito de circunstâncias mitigantes, o
julgamento do auditor for que a entidade não terá condições de
continuar em operação em futuro previsível, o auditor deve concluir
que o pressuposto de continuidade operacional da entidade usado na
preparação das demonstrações contábeis é impróprio. Se o resultado
do pressuposto impróprio usado na preparação das demonstrações
contábeis for tão relevante e amplo que torne as demonstrações
contábeis enganosas, o auditor deve emitir um parecer adverso.

24. A propriedade do pressuposto de continuidade operacional,


geralmente, não está presente quando se trata de auditoria de uma
pessoa jurídica de direito público interno. Entretanto, quando não
existirem essas circunstâncias, ou quando o financiamento da entidade
pelo governo puder ser retirado, e a existência da entidade puder estar
em risco, esta Interpretação Técnica deverá ser adotada.

25. O parecer do auditor independente tem por limite os próprios


objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa,
pois, garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de
atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios.

137
(1) Publicada no DOU, de 22-04-03. Retificação publicada no DOU de 12-06-03.

138
5(62/8d­2&)&1ž 
 

GHGHPDLRGH


$SURYD D 1%& 7  ± ,7 ±  ±
(VWLPDWLYDV&RQWiEHLV


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e


suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria que exige atualização e aprimoramento das
normas endereçadas a sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de


trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais, está de acordo
com as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo para Auditoria


instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – IBRACON,
atendendo o que está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751,
de 29 de dezembro de 1993, elaborou a Interpretação Técnica em
epígrafe para explicitar o item 11.2.11 – Estimativas Contábeis da
NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações
Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de 17 de dezembro
de 1997;

139
CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para
adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, o Instituto Nacional
de Seguro Social, o Ministério da Educação e do Desporto, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, assim discriminada:


NBC T 11 – IT – 09 – Estimativas Contábeis.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua
publicação.

Brasília, 16 de maio de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD±3UHVLGHQWH


140
1250$%5$6,/(,5$'(&217$%,/,'$'(
,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
(67,0$7,9$6&217È%(,6

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11.2.11 –
relativo a Estimativas Contábeis, da NBC T 11 – Normas de Auditoria
Independente das Demonstrações Contábeis e proporcionar orientação
sobre auditoria das estimativas contidas nas demonstrações contábeis,
não se tratando do item 11.2.15 – Contingências, que será objeto de
Interpretação Técnica (IT) própria.

&216,'(5$d®(6*(5$,6
1. Estimativa contábil é uma previsão quanto ao valor de um item
que considera as melhores evidências disponíveis, caso não exista
forma precisa de quantificação. Como resultado, o risco de distorção
relevante é maior quando estão envolvidas estimativas contábeis.
2. São exemplos de estimativa contábil, dentre outros, os valores
destinados a possibilitar os registros relativos a:
a) provisões para reduzir estoques e contas a receber ao seu valor
provável de realização;
b) provisões para alocar o custo de itens do ativo durante suas
vidas úteis estimadas (depreciação, exaustão ou amortização);
c) receitas auferidas;
d) custos e despesas incorridas;
e) impostos diferidos;
f) provisões para perdas em geral, inclusive, processos judiciais;
g) prejuízos sobre contratos em andamento;
h) provisões de garantia;
i) provisões para indenizações.
'$5(63216$%,/,'$'('$$'0,1,675$d­2
3. As estimativas contábeis são de responsabilidade da
administração da entidade e devem se basear em fatores objetivos e
subjetivos, requerendo o seu julgamento na determinação do valor
adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis.

141
4. Essas estimativas, muitas vezes, são feitas em condições de
incerteza com relação ao resultado de eventos que ocorreram ou têm
probabilidade de ocorrer e envolvem o uso de julgamento.
'$5(63216$%,/,'$'('2$8',725
5. O auditor deve ter conhecimentos suficientes sobre os
controles, procedimentos e métodos utilizados pela entidade na
determinação das estimativas.
6. Quando as estimativas, individualmente consideradas, forem
relevantes, o auditor deve assegurar-se de sua razoabilidade, o que
inclui a análise da fundamentação dos procedimentos adotados pela
entidade na sua quantificação, bem como a coerência das estimativas
com o comportamento da entidade em períodos anteriores, as práticas
em entidades semelhantes, os planos futuros da entidade, a conjuntura
econômica e suas projeções.
'$1$785(=$'$6(67,0$7,9$6&217È%(,6
7. As estimativas contábeis podem ser de natureza simples ou
complexa.
7.1. As estimativas que tenham por objetivo provisionar
valores de ocorrência rotineira, como, por exemplo, uma despesa
de aluguel, pode ser um cálculo simples.
8. As estimativas que tenham por objetivo estabelecer valores sobre
eventos de ocorrência não-rotineira podem ser um cálculo complexo,
como, por exemplo, na hipótese de estimar uma provisão para estoques
de movimentação lenta ou excesso de estoques, que pode envolver
análises consideráveis de dados correntes e previsão de vendas futuras.
8.1. Em estimativas complexas poderão ser necessários alto
grau de julgamento e conhecimentos especiais.
9. A determinação das estimativas contábeis pode ser feita como
parte do sistema contábil rotineiro, que opera em base contínua, ou
não-rotineiro, que opera somente no final do período contábil (mês,
trimestre, semestre e ano).
10. Em muitos casos, as estimativas contábeis são feitas usando
uma fórmula baseada na experiência, como, por exemplo, o uso de

142
taxas padronizadas para depreciar cada categoria do imobilizado ou o
uso de uma porcentagem padronizada de receita de vendas para
calcular uma provisão de garantia.
11. Nesses casos, a administração precisa revisar a fórmula
regularmente, por exemplo, reavaliando as vidas úteis remanescentes
dos ativos ou comparando os resultados reais com os estimados e
ajustando a fórmula, quando necessário.
12. A incerteza associada a uma estimativa ou à falta de dados
objetivos pode tornar impraticável a determinação razoável do seu
montante. Nesse caso, o auditor deve avaliar o reflexo de tal assunto
no seu parecer para cumprir a NBC T 11 – IT 05 – Parecer dos
Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis.
352&(',0(1726'($8',725,$
13. O auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e
apropriada para certificar-se de que uma estimativa contábil é razoável
nas circunstâncias e, quando necessário, se está divulgada
apropriadamente nas demonstrações contábeis.
14. A evidência disponível ao auditor para dar suporte a uma
estimativa contábil, pela sua própria característica e natureza, é mais
difícil de obter e menos objetiva do que as evidências disponíveis para
dar suporte a outros itens das demonstrações contábeis.
15. O entendimento e a compreensão dos procedimentos e
métodos, incluindo os sistemas contábeis e de controle interno, usados
pela administração ao determinar estimativas contábeis é importante
para o auditor planejar a natureza, época de aplicação e extensão dos
procedimentos de auditoria.
16. O auditor deve adotar uma, ou a combinação, das seguintes
abordagens na auditoria de uma estimativa contábil:
a) revisar e testar o processo usado pela administração da
entidade para desenvolver a estimativa;
b) usar uma estimativa independente para comparar com a
preparada pela administração da entidade; ou
c) revisar eventos subseqüentes que confirmem a estimativa feita.

143
5(9,6­2(7(67('2352&(66286$'23(/$
$'0,1,675$d­2
17. Os procedimentos envolvidos na revisão e teste do processo
utilizado pela administração da entidade são:
a) avaliação dos dados e consideração dos pressupostos em que a
estimativa se baseia;
b) teste dos cálculos envolvidos na estimativa;
c) comparação, quando possível, de estimativas feitas em
períodos anteriores com os resultados reais desses períodos; e
d) consideração dos procedimentos de aprovação da
administração da entidade.
'$$9$/,$d­2'('$'26(&216,'(5$d­2'(
35(668326726
18. O auditor deve avaliar se os dados em que a estimativa se
baseia são precisos, completos e relevantes. Se dados contábeis forem
utilizados, eles devem ser uniformes com os processados no sistema
contábil. Exemplificando ao examinar uma provisão para garantia, o
auditor deve obter evidências de auditoria de que os dados
relacionados com os produtos, ainda cobertos pela garantia ao final do
período, foram obtidos no sistema contábil.
19. Fontes externas à entidade também podem ser utilizadas pelo
auditor na busca da evidência necessária para a formação do juízo
sobre o valor da estimativa. Por exemplo, ao examinar uma provisão
para obsolescência de estoques calculada em relação a vendas futuras
previstas, o auditor pode, além de examinar os dados internos, como
pedidos em carteira, tendências de mercado e níveis de vendas
passadas, procurar evidência das análises de mercado e projeções de
vendas produzidas pelo setor. Do mesmo modo, ao examinar as
estimativas sobre implicações financeiras de litígios, o auditor deve
obter informações diretamente com os advogados da entidade e/ou de
advogados de confiança da entidade de auditoria sobre estes.
20. O auditor deve avaliar se os dados coletados foram analisados
e projetados apropriadamente para formar uma base razoável para a
determinação da estimativa contábil. Por exemplo, a análise de contas
a receber por vencimento e a projeção do número de meses de

144
disponibilidade de um item do estoque, com base no uso passado e
previsto.
21. O auditor deve avaliar se a entidade tem uma base apropriada
para os pressupostos utilizados na estimativa contábil. Esses
pressupostos podem basear-se em estatística do setor e do governo.
Por exemplo, expectativas de inflação, juros, emprego e crescimento
do mercado previsto. Podem também ser específicos para a entidade
baseados em dados gerados internamente.
22. Ao avaliar os pressupostos em que a estimativa se baseia, o
auditor deve considerar, entre outras coisas, se eles são:
a) razoáveis em relação aos resultados reais em períodos anteriores;
b) consistentes com os pressupostos usados para outras
estimativas contábeis; e
c) consistentes com planos da administração da entidade.
23. O auditor deve dar atenção especial a pressupostos que forem
sensíveis ou sujeitos a variáveis ou distorções relevantes.
24. Nos processos de estimativas de natureza complexa, que
requeiram técnicas especializadas, pode o auditor necessitar do
trabalho de um especialista. Por exemplo, para estimar quantidades e
efetuar certas medições quantitativas e qualitativas de estoque de
minérios, o auditor pode necessitar do trabalho de especialista.
25. O auditor deve revisar a adequação contínua de fórmulas
utilizadas pela administração da entidade na preparação das
estimativas contábeis.
25.1. Essa revisão deve refletir o conhecimento do auditor
dos resultados financeiros da entidade em períodos anteriores,
práticas utilizadas por outras entidades do setor e os planos
futuros da administração da entidade divulgados.
7(67(6'(&È/&8/26
26. O auditor deve testar os cálculos efetuados pela administração
da entidade.
26.1. A natureza, a época de aplicação e a extensão dos testes
do auditor dependem de fatores como a complexidade envolvida
no cálculo da estimativa contábil, a avaliação dos procedimentos e

145
métodos utilizados pela administração da entidade e a relevância
da estimativa no contexto das demonstrações contábeis.
&203$5$d­2'((67,0$7,9$6$17(5,25(6&20
5(68/7$'26),1$,6
27. Quando possível, o auditor deve comparar as estimativas
contábeis de períodos anteriores com os resultados reais desses
períodos, para auxiliar a:
a) obter evidências sobre a adequação dos procedimentos de
estimativas da entidade;
b) considerar se são necessários ajustes nos procedimentos de
fórmulas de cálculos das estimativas; e
c) avaliar se as diferenças entre os resultados reais e as
estimativas anteriores foram quantificadas e se foram feitas
divulgações nas demonstrações contábeis, se relevantes.

&216,'(5$d®(6'26352&(',0(1726'(
$3529$d­2'$$'0,1,675$d­2
28. A administração da entidade revisa e aprova as estimativas
contábeis relevantes e o auditor deve considerar se essa revisão e
aprovação foram feitas em nível apropriado da administração da
entidade e se foram evidenciadas na documentação de suporte da
determinação da estimativa contábil.
862'(80$(67,0$7,9$,1'(3(1'(17(
29. O auditor pode fazer ou obter uma estimativa independente e
compará-la com a estimativa contábil preparada pela administração da
entidade.
29.1. Quando utilizar uma estimativa independente, o
auditor deve avaliar os dados, considerar os pressupostos e testar
os procedimentos de cálculo utilizados em seu desenvolvimento.
5(9,6­2'((9(172668%6(4h(17(6
30. Transações e eventos subseqüentes à data das demonstrações
contábeis, antes do término da auditoria, podem proporcionar evidên-
cias sobre uma estimativa contábil feita pela administração da entidade.

146
31. A revisão dessas transações e eventos subseqüentes pode reduzir
ou mesmo eliminar a necessidade de revisar e testar o processo usado
pela administração da entidade ou a necessidade de utilizar uma
estimativa independente ao avaliar a razoabilidade da estimativa contábil.
$9$/,$d­2 '( 5(68/7$'26 '( 352&(',0(1726
'($8',725,$
32. O auditor deve fazer uma avaliação final da razoabilidade da
estimativa, com base em seu conhecimento do negócio e se a
estimativa é consistente com outras evidências de auditoria obtidas no
curso dos trabalhos.
33. O auditor deve considerar se existem eventos ou transações
subseqüentes que afetem significativamente os dados e os
pressupostos utilizados para determinar a estimativa contábil.
34. Em função do risco da precisão inerente às estimativas
contábeis, avaliar diferenças tende a ser mais difícil que em outras
áreas de auditoria.
34.1. Quando houver diferença relevante entre a estimativa
do auditor e o valor estimado incluído nas demonstrações
contábeis, o auditor deve determinar se a diferença desse tipo
requer ajuste. Neste caso, a administração da entidade deve ser
solicitada a providenciar revisão da estimativa.
35. Se a administração da entidade se recusar a revisar a
estimativa, a diferença deve ser vista como uma distorção e deve ser
considerada juntamente com as outras distorções, ao avaliar se o efeito
sobre as demonstrações contábeis é relevante.
36. O auditor também deve considerar se diferenças isoladas que
tenham sido aceitas como irrelevantes são consideradas, de forma que,
cumulativamente, possam ter um efeito relevante sobre as
demonstrações contábeis.
37. Nessas circunstâncias, o auditor deve avaliar as estimativas
contábeis tomadas como um todo.

147
(1) Publicada no DOU, de 04-06-2003.

148
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHMXQKRGH

$SURYDD1%&7±,7±±7UDQVDomR
FRP3DUWHV5HODFLRQDGDV

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e


suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observados
quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO a constante evolução e a crescente


importância da auditoria, que exige atualização e aprimoramento das
normas endereçadas a sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de


trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo para Auditoria


instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – Ibracon, atendendo
o que está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de
dezembro de 1993, elaborou a Interpretação Técnica em epígrafe para
explicitar o item 11.2.12 – Transação com Partes Relacionadas, da
NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações
Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de 17 de dezembro
de 1997;

149
CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para
adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, o Instituto Nacional
de Seguro Social, o Ministério da Educação e do Desporto, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica assim discriminada: NBC


T 11 – IT – 10 – Transação com Partes Relacionadas.

Art. 2º Esta resolução entra em vigor a partir de 1º de janeiro de


2004 e deverá ser aplicada aos exames e revisões das demonstrações
contábeis, cujos exercícios sociais encerrem a partir de 31 de
dezembro de 2003, e a quaisquer demonstrações contábeis elaboradas
para outros fins, a partir daquela data; todavia, sua aplicação imediata
é encorajada.

Brasília, 27 de junho de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD– Presidente

150
1250$%5$6,/(,5$'(&217$%,/,'$'(
,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
75$16$d­2&203$57(65(/$&,21$'$6

Esta Interpretação Técnica visa explicitar o item 11.2.12,
correspondente a transações com partes relacionadas, da NBC T 11 –
Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.

&216,'(5$d®(6*(5$,6

1. O objetivo desta Interpretação Técnica é estabelecer e


proporcionar orientação sobre as responsabilidades do auditor
independente e os procedimentos de auditoria a serem adotados para
identificar partes relacionadas e as transações com essas partes, e
sobre a verificação de sua adequada divulgação nas demonstrações
contábeis, objeto do exame do auditor.

2. O auditor deve executar procedimentos de auditoria suficientes


para obter evidências de que as transações, saldos e informações
relativas a partes relacionadas foram adequadamente identificados e
divulgados pela administração da entidade nas demonstrações
contábeis, objeto do exame do auditor.

3. Devido ao grau de incerteza associado às assertivas contidas


nas demonstrações contábeis quanto à totalidade das partes
relacionadas, os procedimentos identificados nessa Interpretação
Técnica visam proporcionar evidência de auditoria suficiente sobre a
identificação de partes relacionadas, exceto quando o auditor tenha
identificado circunstâncias que:

a) aumentem o risco de distorção além do que normalmente seria


esperado; ou
b) indiquem que ocorreu uma distorção relevante em conexão
com partes relacionadas.

Nessas circunstâncias, o auditor deve executar procedimentos


modificados, ampliados ou adicionais, conforme for apropriado nas
circunstâncias.

151
4. Considerando que a administração da entidade é responsável
por identificar e divulgar partes relacionadas e transações com tais
partes, essa responsabilidade exige que a administração implante
sistemas contábeis e de controle interno adequados, para assegurar que
as transações com partes relacionadas sejam apropriadamente
identificadas nos registros contábeis ou extra-contábeis e divulgadas
nas demonstrações contábeis.

5. O auditor deve ter conhecimento do negócio e do setor de


atividades da entidade que lhe permita identificar eventos, transações,
práticas e outras informações que possam ter efeito relevante sobre as
demonstrações contábeis. Embora a existência de partes relacionadas e
transações entre essas partes sejam consideradas características
normais do negócio, o auditor precisa ter conhecimento delas porque:

a) as normas contábeis sobre partes relacionadas exigem que as


relações e transações com essas partes sejam adequadamente
divulgadas nas demonstrações contábeis;
b) a existência de partes relacionadas ou transações com tais
partes pode afetar as demonstrações contábeis. Por exemplo, a não-
-apropriação de forma correta dos valores de rateio de despesas
administrativas afeta o resultado de uma entidade relacionada;
c) a fonte de evidência de auditoria afeta a avaliação de sua
confiabilidade por parte do auditor. Pode-se depositar um grau maior
de confiança na evidência de auditoria obtida de terceiros que não
forem partes relacionadas; e
d) uma transação com partes relacionadas pode ser motivada por
considerações diferentes das condições normais do negócio.

352&(',0(1726'($8',725,$

6. Ao obter um entendimento dos sistemas contábeis e de
controle interno e fazer uma avaliação preliminar do risco de controle,
o auditor deve considerar a adequação dos procedimentos sobre a
autorização e registro de transações com partes relacionadas.

7. O auditor deve revisar as informações fornecidas pela
administração da entidade, relativa a partes relacionadas, aplicando os
procedimentos necessários à finalidade, natureza e extensão dessas
transações, em especial atenção àquelas que pareçam anormais ou

152
envolvam partes relacionadas não-identificadas. Dentre os
procedimentos a serem executados, o auditor deve escolher aqueles
que melhor propiciem evidências de auditoria, considerando o
resultado de seu planejamento e os riscos identificados.

8. Os seguintes procedimentos devem ser considerados:

a) revisar os papéis de trabalho de anos anteriores para identificar


nomes e suas respectivas transações com partes relacionadas;
b) revisar os procedimentos usados pela entidade para identificar
partes relacionadas;
c) indagar sobre a vinculação de diretores e executivos a outras
entidades que mantêm relacionamento com a auditada;
d) revisar os registros de acionistas para determinar os nomes de
acionistas principais ou, se apropriado, obter uma relação de
acionistas principais do registro de ações;
e) revisar atas de reuniões de acionistas e conselho de
administração, da diretoria, e outros registros legais pertinentes;
f) indagar, se aplicável, de outros auditores envolvidos na
auditoria de empresas coligadas, controladas ou controladoras, ou
auditores antecessores, sobre seu conhecimento de outras partes
relacionadas;
g) revisar confirmações de empréstimos a receber e a pagar, bem
como de confirmações bancárias. Essa revisão pode indicar
relacionamento por fiança e outras transações com partes
relacionadas;
h) revisar transações de investimentos, por exemplo, compra ou
venda de uma participação societária em um empreendimento;
i) revisar as declarações e informações fornecidas a órgãos
normativos; e
j) revisar os registros contábeis para localizar transações ou
saldos elevados ou inusitados, dando atenção particular a transações
contabilizadas no fim do período abrangido pelo parecer do auditor e
até a data de sua emissão.

9. No curso da auditoria, o auditor precisa ficar alerta para


transações que pareçam inusitadas nas circunstâncias e possam indicar
a existência de partes relacionadas ainda não-identificadas.

Exemplos:

153
a) transações com condições negociais anormais, tais como:
preços, taxas de juros, garantias e condições de pagamento não-usuais
ou fora das condições de mercado ou que seriam realizadas com
terceiros;
b) transações que aparentemente careçam de motivo negocial
lógico;
c) transações em que a substância difere da forma;
d) transações processadas de maneira inusitada;
e) transações significativas ou de grande volume com certos
clientes ou fornecedores, em comparação com outros; e
f) transações não-registradas, tais como: recebimento ou
prestação de serviços administrativos sem custo.

10. Ao examinar as transações com partes relacionadas


identificadas, o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e
apropriada sobre se essas transações foram apropriadamente
registradas e divulgadas nas demonstrações contábeis.

11. Dada a natureza das relações com partes relacionadas, a


evidência dessa relação pode ser limitada, por exemplo, à existência
de estoques mantidos em consignação por uma parte relacionada ou a
uma instrução da matriz a uma subsidiária para registrar despesas com
UR\DOWLHV. Devido à disponibilidade limitada de evidência apropriada
sobre essas transações, o auditor deve considerar a execução de
procedimentos, como, por exemplo:

a) confirmar as condições e valor da transação com a parte


relacionada;
b) inspecionar a evidência de posse da parte relacionada; e
c) confirmar ou discutir informações com pessoas ligadas à
transação, como bancos, advogados, avalistas e agentes.

12. A Carta de Responsabilidade da Administração obtida no


processo de auditoria deve conter uma declaração escrita da
administração sobre:

a) a integridade das informações fornecidas quanto à


identificação de partes relacionadas; e

154
b) a adequação de divulgações de partes relacionadas nas
demonstrações contábeis.

&21&/86®(6'23$5(&(5'($8',725,$

13. Se o auditor não puder obter evidência de auditoria suficiente
e apropriada sobre partes relacionadas e transações com essas partes
ou concluir que sua divulgação nas demonstrações contábeis é
insuficiente e/ou inadequada, o auditor deve modificar o parecer de
auditoria apropriadamente.

14. Quando o auditor entender que, pela magnitude das operações


com partes relacionadas e pela diferenciação dessas operações quando
comparadas com operações entre partes não relacionadas (condição de
prazo, preço, etc.), a situação merece ser destacada aos usuários das
demonstrações contábeis, o auditor adicionará no seu parecer um
parágrafo de ênfase (nos termos do item 11.3.8.1 da NBC T 11 –
Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis),
indicando que a entidade realiza volume significativo de operações
com partes relacionadas em condições diferentes às de mercado; os
resultados dessas operações poderiam ser diferentes se realizadas em
condições de mercado.

155
(1) Publicada no DOU, de 17-07-2003.

156
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHPDLRGH


$SURYD D 1%& 7  ± 1RUPD VREUH D
5HYLVmR([WHUQDGH4XDOLGDGHSHORV3DUHV


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais;

CONSIDERANDO que o controle de qualidade constitui um dos


pontos centrais da NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de
17 de dezembro de 1997;

CONSIDERANDO que a revisão externa de qualidade, a


chamada “ revisão pelos pares” , é considerada como elemento
essencial de garantia da qualidade dos serviços de auditoria
independente no âmbito internacional, e por este motivo foi instalado
um Comitê Administrador específico, instituído pelo Conselho
Federal de Contabilidade e o Instituto dos Auditores Independentes do
Brasil;

CONSIDERANDO que a Instrução nº 308(2), da Comissão de


Valores Mobiliários, de 14 de maio de 1999, em seu artigo 33 prevê a
obrigatoriedade da revisão do controle de qualidade, para os
contadores e firmas de auditoria que exerçam auditoria independente;

CONSIDERANDO que a NBC T 11 – Normas de Auditoria


Independente das Demonstrações Contábeis não contempla a revisão
externa de qualidade, em qualquer modalidade, não cabendo, pois, a
edição de Interpretação Técnica;

RESOLVE:
Art. 1º Aprovar a NBC T 14 – Normas sobre Revisão Externa de
Qualidade, nos trabalhos de Auditoria Independente.

157
Art. 2º A norma, ora aprovada, tem a sua aplicação restrita aos
contadores e firmas de auditoria que exerçam auditoria independente.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor a partir de 1º de janeiro de
2004, sendo encorajada sua aplicação antecipada, revogando as
disposições em contrário, em especial da Resolução CFC nº 910-01 e
da Resolução CFC nº 923-01.

Brasília, 16 de maio de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD±Presidente


158
1250$%5$6,/(,5$'(&217$%,/,'$'(

1%&7±1250$662%5($5(9,6­2(;7(51$'(
48$/,'$'(3(/263$5(6

±&21&(,78$d­2(',6326,d®(6*(5$,6

±&RQFHLWXDomRHREMHWLYRVGD5HYLVmR([WHUQD
SHORVSDUHV

14.1.1.1 – A revisão externa de qualidade pelos pares, adiante


denominada de “ Revisão pelos pares” , constitui-se em processo
educacional, de acompanhamento e de fiscalização, que visa alcançar
desempenho profissional da mais alta qualidade.

14.1.1.2 – O objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos


procedimentos adotados pelos Contadores e Firmas de Auditoria, aqui
em diante denominados “ Auditores” , com vistas a assegurar a
qualidade dos trabalhos desenvolvidos. A qualidade, neste contexto, é
medida pelo atendimento das normas técnicas e profissionais
estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e, na
insuficiência destas, pelos pronunciamentos do Instituto de Auditores
Independentes do Brasil – IBRACON e, eventualmente, das normas
emitidas por órgãos reguladores.

14.1.1.3 – Esta norma aplica-se, exclusivamente, aos “ Auditores”


que exercem a atividade de Auditoria Independente com cadastro na
Comissão de Valores Mobiliários – CVM.

±$GPLQLVWUDomRGR3URJUDPDGH5HYLVmR

14.1.2.1 – As partes envolvidas no programa de revisão externa
de qualidade são as seguintes:

a) Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de


Qualidade – CRE, responsável pela administração do programa;
b) o(s) Auditor(es) responsável(eis) pela realização das revisões
individuais, adiante denominados “ auditores-revisores” ; e
c) a firma ou o auditor, objeto da revisão, adiante denominados
“ auditores revisados” .

159
14.1.2.2 – A revisão externa de qualidade deve ocorrer, no
mínimo uma vez, a cada quatro anos. Nas situações onde o revisor
emitir relatório com ressalva, adverso ou com abstenção de opinião, o
CRE pode decidir por determinar períodos menores para a revisão
seguinte da revisada.

14.1.2.3 – O CRE é integrado por 4 (quatro) representantes do


Conselho Federal de Contabilidade e 4 (quatro) representantes do
IBRACON, indicados pelas respectivas entidades, segundo suas
disposições estatutárias. As atividades de suporte são de
responsabilidade de ambas as entidades. Os representantes devem ser,
em todos os casos, Contadores no exercício da auditoria independente.
O prazo de cada nomeação é de 3 (três) anos, sendo permitida a
recondução.

14.1.2.4 – Cabe ao CRE:

a) identificar os auditores a serem avaliados a cada ano,


considerada a regra de transição e o resultado da revisão anterior;
b) emitir e atualizar anualmente as instruções e questionários
detalhados para a revisão pelos pares;
c) dirimir quaisquer dúvidas a respeito do processo de revisão
pelos pares e resolver eventuais situações não previstas;
d) receber dos auditores revisores os relatórios de cada revisão e
dos auditores revisados, os planos de ação corretivos;
e) aprovar em forma final os relatórios e planos de ação;
f) emitir relatório sumário anual;
g) comunicar ao Conselho Federal de Contabilidade e à Comissão
de Valores Mobiliários situações que sugerem necessidade de
diligências sobre os revisados e revisores;
h) instituir cadastro de revisores que podem ser contratados pelos
revisados, estabelecendo normas e condições para que os auditores
independentes, pessoas físicas e jurídicas, façam parte do referido
cadastro, quando entender necessário para a uniformidade do processo
de revisão; e
i) emitir todos os expedientes e comunicações dirigidos aos
auditores, ao CFC, à CVM e ao Ibracon.(3)

160
14.1.2.5 – O CRE deverá estabelecer controles para administrar
o programa, de forma a garantir que as revisões sejam realizadas nos
prazos previstos nesta norma.
14.1.2.6 – A cada ano, o CRE deverá revisar as instruções que
serão oportunamente desenvolvidas, incluindo o questionário-base,
destinado aos auditores-revisores, para sua aplicação anual. A
atualização deverá contemplar eventuais mudanças nas normas
profissionais e reguladoras, que se apliquem à profissão no Brasil.

14.1.2.7 – As decisões do Comitê Administrador do Programa de


Revisão Externa de Qualidade (CRE) devem constar de ata, que
deverá ser aprovada pela Câmara de Ética e Disciplina e referendada
no Tribunal Superior de Ética e Disciplina.(3)

±2V5HODWyULRVGH5HYLVmR

14.1.3.1 – Terminada cada revisão, os auditores-revisores


deverão emitir relatório com suas conclusões, que deverá ser
encaminhado ao CRE, que poderá requerer os esclarecimentos que
considere necessários para um correto entendimento e tomada de
decisões quanto aos resultados reportados. A apresentação deverá ser
objeto de reunião específica, para garantir a adequada comunicação
entre o comitê e os auditores-revisores.

14.1.3.2 – A cópia do relatório dos auditores-revisores será


encaminhada pelo CRE aos auditores revisados que, à sua vez,
encaminharão, posteriormente, plano de ação que responda aos
aspectos identificados no relatório. Dependendo da natureza destes, o
comitê poderá requerer reunião com os auditores revisados para
assegurar o adequado entendimento das ações planejadas.

14.1.3.3 – Como resultado das apresentações e discussões


anteriores, o comitê deverá, após obtidos os esclarecimentos
necessários de ambas as partes, aprovar o relatório para emissão final.

14.1.3.4 – Anualmente, o comitê elaborará, a partir dos relatórios


aprovados no ano, relatório destinado à Presidência de cada entidade
profissional e de cada órgão regulador que requeira programa de
revisão externa de qualidade. O relatório constituirá um resumo dos
resultados das revisões realizadas no ano e das ações planejadas e será

161
confidencial, não permitindo a identificação e nem o nome dos
auditores revisados, dos auditores ou equipes revisoras ou das
entidades cujos trabalhos foram incluídos na revisão. Aspectos
relevantes levantados pelas Presidências e ou órgãos reguladores,
serão comunicados aos auditores revisados e revisores e/ou próprio
CRE.
±&$5$&7(5Ë67,&$6'2352*5$0$
±&RQILGHQFLDOLGDGH
14.2.1.1 – Adota-se, para este programa, as mesmas normas sobre
confidencialidade, aplicáveis a qualquer trabalho de auditoria
independente, conforme definido pelo CFC. Neste contexto, os
membros do CRE, inclusive seu Secretário Executivo, do CFC e das
demais equipes revisoras ficam impedidos de divulgar qualquer
informação obtida durante a participação no programa de revisão,
ressalvando o Sistema CFC/CRCs, a partir da segunda revisão.(3)

14.2.1.2 – Nos casos selecionados para revisão, os auditores


revisados deverão obter, caso ainda não a possuam, aprovação de cada
uma das entidades selecionadas para que os trabalhos possam ser
efetivamente revisados. Tanto o comitê quanto os revisores enviarão à
entidade confirmação de confidencialidade.
±,QGHSHQGrQFLD
14.2.2.1 – Os auditores-revisores e os membros da equipe
revisora devem ser independentes dos auditores revisados, de acordo
com as definições previstas nas normas profissionais e, se aplicáveis,
nas normas de órgãos reguladores.

14.2.2.2 – Os auditores-revisores e seus membros podem possuir


investimentos ou familiares nos clientes dos auditores revisados.
Porém, os membros da equipe revisora não podem revisar trabalhos
realizados em entidades nas quais possuam tais relacionamentos.

14.2.2.3 – Ficam proibidas as revisões recíprocas entre firmas de


auditores.

±&21)/,726'(,17(5(66(6

162
14.2.3.1 – Nem os auditores-revisores nem os membros da equipe
revisora ou profissionais envolvidos na administração do programa de
revisão pelos pares podem ter qualquer conflito de interesses com
relação aos auditores revisados e aos clientes selecionados para a
revisão.

±&RPSHWrQFLD

14.2.4.1 – A equipe revisora deve possuir estrutura compatível


com a revisão a ser realizada. A compatibilidade refere-se,
principalmente, à experiência dos revisores em trabalhos de auditoria
de similar complexidade.

14.2.4.2 – Os Auditores Independentes pessoas jurídicas ou físicas


revisados, não poderão atuar como revisores, nas seguintes situações:

a) que tenha o cadastro suspenso ou cancelado pela Comissão de


Valores Mobiliários - CVM;
b) quando o último Relatório de Revisão tiver sido emitido com
“ Opinião Adversa” ou “ Abstenção de Opinião” ;
c) quando não tiverem cumprido os prazos determinados pelo
CRE na Revisão anterior;
d) que não tenha sido submetido, anteriormente, a Revisão
Externa de Qualidade;
e) quando, na opinião do CRE, a ressalva contida no último
Relatório de Revisão seja de natureza grave, devendo o auditor
revisado ser informado previamente desta condição; e
f) quando, na opinião unânime dos membros do CRE, o revisor
não pode ser aceito, devendo o auditor revisor ser informado
previamente desta condição.

±2UJDQL]DomRGRV7UDEDOKRVGH5HYLVmR

14.2.5.1 – A seleção dos auditores-revisores cabe aos auditores a


serem revisados, tanto no caso de auditores pessoas físicas quanto de
firmas de auditoria.

163
14.2.5.2 – A equipe revisora será formada por uma ou mais
pessoas, dependendo das dimensões e da natureza dos auditores a
serem revisados.

14.2.5.3 – O membro que atuar na condição de líder da equipe


revisora terá as seguintes responsabilidades:
a) a organização e condução da revisão;
b) a supervisão do trabalho desenvolvido pelos membros da equipe;
c) a comunicação e discussão dos resultados da revisão à
administração dos auditores revisados;
d) a preparação do respectivo relatório de revisão; e
e) a apresentação e discussão do relatório no CRE.

±5($/,=$d­2'$5(9,6­23(/263$5(6

±2EMHWLYRV

14.3.1.1 – A revisão deverá ser organizada para permitir que os


auditores-revisores emitam opinião sobre se, durante o período
coberto pela revisão:

a) o sistema de controle de qualidade estabelecido pelos auditores


revisados para os trabalhos de auditoria atende às normas profissionais
estabelecidas; e
b) se os procedimentos de controle de qualidade definidos foram
efetivamente adotados.

14.3.1.2 – Para cada revisado, a equipe revisora deverá concluir


sobre se existem assuntos que mereçam atenção por evidenciarem que
ele não cumpriu com as políticas e procedimentos de controle de
qualidade estabelecidos.

±3URFHGLPHQWRV

14.3.2.1 – A revisão deve abranger, exclusivamente, aspectos de


atendimento às normas profissionais, sem a inclusão de quaisquer
questões relativas a negócios.

164
14.3.2.2 – O processo da revisão externa de qualidade será
desenvolvido conforme procedimentos a serem detalhados pelo CRE,
que considerarão o seguinte:

a) obtenção, análise e avaliação das políticas e procedimentos de


controle de qualidade estabelecidas pelos auditores revisados;
b) análise da adequação da informação recebida nas entrevistas com
pessoas dos auditores revisados, em diferentes níveis de experiência;
c) confirmação da estrutura de controle interno mediante confronto
com os papéis de trabalho, de uma amostra limitada de trabalhos;
d) discussão com os auditores revisados sobre os aspectos
identificados, apresentação das eventuais falhas e respectivas
recomendações;
e) elaboração do relatório de revisões de qualidade; e
f) preparação da documentação de discussões com os revisados.

14.3.2.3 – A equipe revisora deverá adotar procedimentos de


auditoria normais, tais como conferência de documentação e
indagação às pessoas envolvidas na determinação, se as normas de
controle de qualidade definidas foram efetivamente aplicadas.
Naqueles aspectos que necessariamente requeiram a revisão de papéis
de trabalho, a equipe deverá selecionar uma amostra limitada de
clientes, concentrando sua atividade nos aspectos que necessitem
avaliação.

14.3.2.4 – Na hipótese de os auditores revisados não


concordarem com a seleção de determinado cliente para revisão, por
motivos justificáveis, tais como a existência de litígio ou investigação,
ou pela negativa do cliente em autorizar a revisão dos papéis de
trabalho, a equipe revisora deve avaliar as razões para essa exclusão.
Caso não concorde com a restrição, deverá avaliar o efeito dessa
situação no contexto do trabalho e do relatório a ser emitido.

14.3.2.5 – Nos casos de auditores a serem revisados e que pos-


suam mais de um escritório, requer-se a aplicação de julgamento
profissional para avaliar a necessidade de revisão de mais de uma
seleção dos escritórios a serem objeto da revisão. Poderão ser
requeridas visitas a alguns desses escritórios, para obtenção de
evidências que permitam concluir que as políticas e procedimentos de

165
controle de qualidade são adequadamente divulgados e estendidos
para o conjunto.

±'265(/$7Ï5,26'$5(9,6­23(/263$5(6

±&RQWH~GRH3UD]R

14.4.1.1 – O relatório dos auditores-revisores deverá incluir os


seguintes elementos:

a) escopo da revisão e eventuais limitações;


b) descrição sumária das principais características das políticas e
procedimentos de controle de qualidade; e
c) conclusão sobre se essas políticas e procedimentos de controle
de qualidade atendem às normas aplicáveis e se elas foram observadas
no período sob revisão.

14.4.1.2 – A emissão do relatório deverá ocorrer no prazo


máximo de 45 (quarenta e cinco) dias após a finalização da revisão em
campo e sua data será a do encerramento da revisão.

±7LSRVGH5HODWyULRV

14.4.2.1 – O relatório emitido poderá ser de quatro tipos:

a) sem ressalvas, quando os auditores-revisores concluírem


positivamente sobre os trabalhos realizados;
b) com ressalvas, quando for imposta alguma limitação no escopo
da revisão que impeça os auditores-revisores de aplicar um ou mais
procedimentos requeridos, ou quando encontrarem falhas relevantes,
que, porém, não requeiram a emissão de parecer adverso;
c) com opinião adversa, quando a magnitude das falhas
identificadas for tão relevante que evidencie que as políticas e
procedimentos de qualidade não estão de acordo com as normas
profissionais; e
d) com abstenção de opinião, quando as limitações impostas ao
trabalho forem tão relevantes que os auditores-revisores não tenham
condições de concluir sobre a revisão.

166
14.4.2.2 – As falhas encontradas em trabalho selecionado não
implicam emissão de relatório com ressalvas ou adverso, sempre que, a
julgamento dos auditores-revisores, forem consideradas como isoladas.
A equipe revisora deve avaliar o padrão e efeito das falhas identificadas,
bem como sua implicação no sistema de controle de qualidade da firma,
diferenciando os erros no desenho do sistema de controle de qualidade,
dos erros na aplicação das políticas e procedimentos definidos.

14.4.2.3 – As conclusões constantes do relatório emitido


dependerão sempre do exercício de julgamento profissional dos
auditores-
-revisores. Estes poderão incluir no relatório parágrafos explicativos,
sempre que tal seja necessário ao entendimento das políticas e
procedimentos adotados, bem como das suas aplicações.
14.4.2.4 – Os auditores revisados devem apresentar seu
comentário sobre os aspectos reportados e elaborar um plano de ação
para responder às recomendações formuladas, no prazo de até 30
(trinta) dias do recebimento do relatório dos auditores-revisores

±',6326,d®(675$16,7Ï5,$6

±'DV5HYLV}HVHVHXVSUD]RV

14.5.1.1 – A primeira revisão pelos pares deverá ter foco o


diagnóstico dos procedimentos de controle de qualidade interno que
devem ser implantados e/ou revisados para a qualidade dos trabalhos.

14.5.1.2 – A primeira revisão externa de qualidade ocorrerá dentro


dos seguintes prazos, devendo o Relatório dos Auditores Revisores ser
entregue para discussão e aprovação do Comitê Administrador do
Programa de Revisão Externa de Qualidade – CRE, até 15 dias antes:

a) as 10 (dez) firmas ou auditores pessoas físicas com maior número
de clientes empresas de capital aberto deverão contratar os Auditores
Revisores e comunicar os nomes para o CRE, até 31 de dezembro de
2001, devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão
para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 15 de junho de
2002;
b) as 50 (cinqüenta) firmas ou auditores pessoas físicas seguintes,
aplicado o mesmo critério, deverão contratar os Auditores Revisores e

167
comunicar os nomes para o CRE, até 30 de março de 2002, devendo os
Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo
Comitê para discussão e aprovação até 15 de junho de 2002; e
c) as restantes firmas ou auditores pessoas físicas deverão contratar
os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE até 30 de
junho de 2002, devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da
Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 30 de
setembro de 2002.

14.5.1.3 – A partir da segunda revisão externa de qualidade, os


relatórios de revisão serão disponibilizados pelo CRE para o Sistema
CFC/CRCs e para o IBRACON, consoante o disposto no item
14.2.1.1.
14.5.1.4 – Após a primeira revisão externa de qualidade, os
“ Auditores” , prazos e cronogramas estabelecidos nesta norma serão
determinados pelo CRE com antecedência mínima de 180 dias.

±'25(&8562

14.6.1 – Das decisões do CRE cabe recurso ao Plenário do Conselho


Federal de Contabilidade, que deverá ser interposto até 15 (quinze) dias
após a notificação do CRE.

±'$63(1$/,'$'(6

14.7.1 – A revisão externa de qualidade mesmo sendo em caráter
educativo preventivo, objetivando a melhoria continua dos
procedimentos de qualidade e o cumprimento dos Princípios
Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de
Contabilidade, a inobservância desta norma constitui infração
disciplinar sujeita às penalidades previstas nas alíneas “ c” , “ d” e “ e”
do artigo 27 do Decreto-lei n.º 9.295, de 27 de maio de 1946 e,
quando aplicável, o Código de Ética Profissional do Contabilista.

168
(1) Publicada no DOU, de 04-06-2003.
(2) A Instrução CVM nº 308-99 pode ser consultada na página do CRCRS:
www.crcrs.org.br.
(3) Redação dada pela Resolução CFC nº 996, de 16-04-2004 – DOU de 22-04-2004.

169
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHGH]HPEURGH

$SURYD D 1%& 3  ± 1RUPDV


3URILVVLRQDLV GH $XGLWRU ,QGHSHQGHQWH FRP
DOWHUDo}HVHGiRXWUDVSURYLGrQFLDV

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência, de modo a manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Instituto Brasileiro de Contadores, a Comissão de Valores Mobiliários,
o Banco Central do Brasil e a Superintendência de Seguros
Privados;

CONSIDERANDO que esse trabalho, de revisão das normas


aprovadas em 1991, visando adequá-las às necessidades decorrentes da
evolução da atividade do auditor independente, concluiu o projeto que,
para observância pelo universo a que se destina, é editado pela
instituição legalmente incumbida de fiscalizar o exercício da profissão;

CONSIDERANDO que esse trabalho evidencia a capacidade de


união, retratando a ação conjunta do Conselho Federal de
Contabilidade, do Instituto Brasileiro de Contadores, da Comissão de
Valores Mobiliários, do Banco Central do Brasil e da
Superintendência de Seguros Privados;

170
RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a NBC P 1 – Normas Profissionais de Auditor


Independente, com alterações.

Art. 2º Fica revogada a Resolução CFC nº 701, de 10 de maio de


1991.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua


publicação.

Brasília, 17 de dezembro de 1997

-RVp6HUDILP$EUDQWHV – Vice-Presidente para Assuntos Opera-


cionais no Exercício da Presidência

171
1%&3±1250$6352),66,21$,6'($8',725
,1'(3(1'(17(

(5HYLVDGDVHPGH]HPEURGH

±&203(7Ç1&,$7e&1,&2352),66,21$/
1.1.1 – O contador, na função de auditor independente, deve
manter seu nível de competência profissional pelo conhecimento
atualizado dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das
Normas Brasileiras de Contabilidade, das técnicas contábeis,
especialmente na área de auditoria, da legislação inerente à profissão,
dos conceitos e técnicas administrativas e da legislação específica
aplicável à entidade auditada.
1.1.2 – O auditor, para assumir a responsabilidade por uma auditoria
das demonstrações contábeis, deve ter conhecimento da atividade da
entidade auditada, de forma suficiente para que lhe seja possível
identificar e compreender as transações realizadas pela mesma e as
práticas contábeis aplicadas, que possam ter efeitos relevantes sobre a
posição patrimonial e financeira da entidade, e o parecer a ser por ele
emitido sobre as demonstrações contábeis.
1.1.3 – Antes de aceitar o trabalho, o auditor deverá obter
conhecimento preliminar da atividade da entidade a ser auditada, mediante
avaliação junto à administração, da estrutura organizacional, da
complexidade das operações, e do grau de exigência requerido para a
realização do trabalho de auditoria, de modo a poder avaliar se está
capacitado a assumir a responsabilidade pelo trabalho a ser realizado. Esta
avaliação deve ficar evidenciada de modo a poder ser comprovado o grau de
prudência e zelo na contratação dos serviços.
1.1.4 – O auditor deve recusar os serviços sempre que reconhecer
não estar adequadamente capacitado para desenvolvê-los,
contemplada a utilização de especialistas noutras áreas, em face da
especialização requerida e dos objetivos do contratante.
±,1'(3(1'Ç1&,$
1.2.1 – O auditor deve ser independente, não podendo deixar-se
influenciar por fatores estranhos, por preconceitos ou quaisquer outros

172
elementos materiais ou afetivos que resultem perda, efetiva ou
aparente, de sua independência.
1.2.2 – Está impedido de executar trabalho de auditoria
independente, o auditor que tenha tido, no período a que se refere a
auditoria ou durante a execução dos serviços, em relação à entidade
auditada, suas coligadas, controladas, controladoras ou integrantes do
mesmo grupo econômico:
a) vínculo conjugal ou de parentesco consangüíneo em linha reta,
sem limites de grau, em linha colateral até o 3º grau e por afinidade
até o 2º grau, com administradores, acionistas, sócios ou com
empregados que tenham ingerência na sua administração ou nos
negócios ou sejam responsáveis por sua contabilidade;
b) relação de trabalho como empregado, administrador ou
colaborador assalariado, ainda que esta relação seja indireta, nos dois
últimos anos;
c) participação direta ou indireta como acionista ou sócio;
d) interesse financeiro direto, imediato ou mediato, ou
substancial interesse financeiro indireto, compreendida a
intermediação de negócios de qualquer tipo e a realização de
empreendimentos conjuntos;
e) função ou cargo incompatível com a atividade de auditoria
independente;
f) fixado honorários condicionais ou incompatíveis com a
natureza do trabalho contratado; e
g) qualquer outra situação de conflito de interesses no exercício
da auditoria independente, na forma que vier a ser definida pelos
órgãos reguladores e fiscalizadores.
1.2.3 – O auditor deve recusar o trabalho ou renunciar à função
na ocorrência de qualquer das hipóteses de conflitos de interesses
previstos no item 1.2.2.
±5(63216$%,/,'$'(6'2$8',7251$
(;(&8d­2'2675$%$/+26
1.3.1 – O auditor deve aplicar o máximo de cuidado e zelo na
realização dos trabalhos e na exposição de suas conclusões.
1.3.2 – Ao opinar sobre as demonstrações contábeis o auditor
deve ser imparcial.

173
1.3.3 – O exame das demonstrações contábeis não tem por
objetivo precípuo a descoberta de fraudes. Todavia, o auditor
independente deve considerar a possibilidade de sua ocorrência.

1.3.4 – Quando eventuais distorções, por fraude ou erro, afetarem as


demonstrações contábeis de forma relevante, cabe ao auditor
independente, caso não tenha feito ressalva específica em seu parecer,
demonstrar, mediante, inclusive, a exibição de seus papéis de trabalho às
entidades referidas no item 1.6.5, que seus exames foram conduzidos de
forma a atender as Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis e as presentes normas.

±+2125È5,26

1.4.1 – O auditor deve estabelecer e documentar seus honorários


mediante avaliação dos serviços, considerando os seguintes fatores:
a) a relevância, o vulto, a complexidade do serviço e o custo do
serviço a executar;
b) o número de horas estimadas para a realização dos serviços;
c) a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual, habitual ou
permanente;
d) a qualificação técnica dos profissionais que irão participar da
execução dos serviços; e
e) o lugar em que os serviços serão prestados, fixando, se for o
caso, como serão cobrados os custos de viagens e estadas.

1.4.2 – Os honorários deverão constar de carta-proposta ou


documento equivalente, elaborada antes do início da execução do
trabalho que também contenha:
a) a descrição dos serviços a serem realizados, inclusive
referências às leis e regulamentos aplicáveis ao caso;
b) que o trabalho será efetuado segundo as Normas de Auditoria
Independente das Demonstrações Contábeis e as presentes normas;
c) o prazo estimado para realização dos serviços;
d) os relatórios a serem emitidos; e
e) as condições de pagamento dos honorários.

1.4.3 – A inobservância de qualquer dos itens referidos nos itens


1.4.1 e 1.4.2 constitui infração ao Código de Ética do Contabilista.

174
±*8$5'$'$'2&80(17$d­2
1.5.1 – O auditor, para fins de fiscalização do exercício
profissional, deve conservar a boa guarda, pelo prazo de 5 (cinco)
anos, a partir da data da emissão de seu parecer, toda a documentação,
papéis de trabalho, relatórios e pareceres relacionados com os serviços
realizados.
±6,*,/2
1.6.1 – O sigilo profissional deve ser observado nas seguintes
circunstâncias:
a) na relação entre o auditor e a entidade auditada;
b) na relação entre os auditores;
c) na relação entre os auditores e os organismos reguladores e
fiscalizadores; e
d) na relação entre o auditor e demais terceiros.
1.6.2 – O auditor deve respeitar e assegurar o sigilo relativamente
às informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada,
não as divulgando, sob nenhuma circunstância, sem autorização
expressa da entidade, salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo.
1.6.3 – O auditor somente deverá divulgar a terceiros
informações sobre a entidade auditada ou sobre o trabalho por ele
realizado, caso seja autorizado, por escrito, pela administração da
entidade, com poderes para tanto, que contenha de forma clara e
objetiva os limites das informações a serem fornecidas, sob pena de
infringir o sigilo profissional.
1.6.4 – O auditor, quando previamente autorizado, por escrito,
pela entidade auditada, deverá fornecer as informações que forem
julgadas necessárias ao trabalho do auditor independente que o
suceder, as quais serviram de base para emissão do último parecer de
auditoria por ele emitido.
1.6.5 – O auditor, desde que autorizado pela administração da
entidade auditada, quando solicitado, por escrito e fundamentadamente,
pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de
Contabilidade, bem como pelos órgãos reguladores e fiscalizadores de
atividades específicas, quando o trabalho for realizado em entidades

175
sujeitas ao controle daqueles organismos, deve exibir as informações
obtidas durante o seu trabalho, incluindo a fase de pré-contratação dos
serviços, a documentação, papéis de trabalho, relatórios e pareceres, de
modo a demonstrar que o trabalho foi realizado de acordo com as Normas
de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis, das presentes
normas e demais normas legais aplicáveis.
1.6.5.1 – Os contadores designados pelo Conselho Federal de
Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabilidade para efetuarem
a fiscalização do exercício profissional deverão ter competência
técnico-profissional similar à requerida ao auditor independente para o
trabalho por ele realizado e assumirão compromisso de sigilo
profissional semelhante.
1.6.5.2 – Os organismos profissionais assumirão a responsabilidade
civil por perdas e danos que vierem a ser causados em decorrência da
quebra de sigilo pelos profissionais por eles designados para o exame dos
trabalhos desenvolvidos pelos auditores.
1.6.6 – O dever de manter o sigilo prevalece:
a) para os auditores, mesmo após terminados os compromissos
contratuais;
b) para os contadores designados pelos organismos referidos no
item 1.6.5, mesmo após o término do vínculo empregatício ou
funcional; e
c) para os Conselheiros do Conselho Federal de Contabilidade e
dos Conselhos Regionais de Contabilidade, mesmo após o término dos
respectivos mandatos.
±5(63216$%,/,'$'(3(/$87,/,=$d­2'2
75$%$/+2'2$8',725,17(512
1.7.1 – A responsabilidade do auditor não será modificada,
mesmo quando o contador, na função de auditor interno, contribuir
para a realização dos trabalhos.
±5(63216$%,/,'$'(3(/$87,/,=$d­2'2
75$%$/+2'((63(&,$/,67$6
1.8.1 – O auditor pode utilizar especialistas legalmente habilitados
como forma de contribuir para a realização de seu trabalho, mantendo
integral a sua responsabilidade profissional.

176
1.8.2 – A responsabilidade do auditor fica restrita à sua competência
profissional, quando o especialista legalmente habilitado for contratado pela
entidade auditada, sem vínculo empregatício, para executar serviços que
tenham efeitos relevantes nas demonstrações contábeis, quando tal fato for
mencionado em seu parecer.

±,1)250$d®(6$18$,6$26&216(/+26
5(*,21$,6'(&217$%,/,'$'(
1.9.1 – O auditor deverá enviar, até 30 de junho de cada ano, ao
Conselho Regional de Contabilidade, na forma a ser regulamentada
pelo Conselho Federal de Contabilidade:
a) as informações sobre os seus clientes, cuja sede seja a da
jurisdição do respectivo Conselho, e que o objeto do trabalho seja a
auditoria independente, realizado em demonstrações contábeis
relativas ao exercício encerrado até o dia 31 de dezembro do ano
anterior;
b) a relação dos nomes do seu pessoal técnico existente em 31 de
dezembro do ano anterior; e
c) a relação de seus clientes cujos honorários representem mais
de 10% do seu faturamento anual, bem como os casos onde o
faturamento de outros serviços prestados aos mesmos clientes de
auditoria, ultrapassarem, na média dos últimos 3 anos, os honorários
dos serviços de auditoria.
1.9.2 – Quando solicitado, o auditor deverá disponibilizar e
fornecer, no prazo de trinta dias, a relação de seus clientes e outras
informações necessárias à fiscalização da atividade de auditoria
independente.
1.9.3 – A relação de clientes referida no item 1.9.2 deverá
identificar as Companhias Abertas, Instituições Financeiras e demais
entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil,
Fundos de Investimento, Entidades autorizadas a funcionar pela
SUSEP – Superintendência de Seguros Privados, Administradoras de
Consórcio, Entidades Fechadas de Previdência Privada, Empresas
Estatais (Federais, Estaduais e Municipais), Empresas Públicas,
sociedades por ações de capital fechado com mais de 100 acionistas e
as sociedades limitadas que tenham o controle societário, direto ou
indireto, das entidades referidas neste item.

177
1.9.4 – As informações prestadas aos Conselhos Regionais de
Contabilidade serão resguardadas pelo sigilo, nos termos previstos
nestas normas.
±('8&$d­2&217,18$'$
1.10.1 – O auditor independente, no exercício de sua atividade,
deverá comprovar a participação em programa de educação
continuada, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de
Contabilidade.

±(;$0('(&203(7Ç1&,$352),66,21$/
1.11.1 – O auditor independente, para poder exercer sua
atividade, deverá submeter-se a exame de competência profissional,
na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de
Contabilidade.

±0$187(1d­2'26/Ë'(5(6'((48,3('(
$8',725,$(2)

1.12.1 – A utilização dos mesmos profissionais de liderança


(sócio, diretor e gerente) na equipe de auditoria, numa mesma
entidade auditada, por longo período, pode criar a perda da
objetividade e do ceticismo necessários na auditoria. O risco dessa
perda deve ser eliminado adotando-se a rotação, a cada intervalo
menor ou igual a cinco anos consecutivos, das lideranças da equipe de
trabalho de auditoria, que somente devem retornar à equipe em
intervalo mínimo de três anos. (2)

178
(1) Publicada no DOU, de 21-01-98.
(2) Item incluído pela Resolução CFC nº 965-03, de 16-05-2003 – DOU de 17-06-03.

179
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHDJRVWRGH


$SURYD D 1%& 3  ± ,7 ±  ±
5HJXODPHQWDomRGRLWHPGD1%&3±
1RUPDV 3URILVVLRQDLV GH $XGLWRU
,QGHSHQGHQWH


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais;

Considerando a necessidade de explicitar o item 1.9 da NBC P 01


– Normas Profissionais de Auditor Independente, revisadas em 17 de
dezembro de 1997 e aprovadas pela Resolução CFC nº 821-97;

Considerando a decisão da Câmara Técnica aprovada pelo


Plenário do Conselho Federal de Contabilidade, do dia 28 do mês de
julho de 1999;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a NBC P 1 – IT – 01 – Regulamentação do item


1.9 da NBC P 1 – Normas Profissionais de Auditor Independente,
aprovadas pela Resolução CFC nº 821-97, de 17-12-97.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua
publicação.
Brasília, 13 de agosto de 1999.

-RVp6HUDILP$EUDQWHV – Presidente

180
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(

,17(535(7$d­27e&1,&$1%&3±,7±
5(*8/$0(17$d­2'2,7(0

Essa Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 1.9 da
Resolução CFC nº 821, de 17 de dezembro de 1997, que aprovou a
NBC P 1 – Normas Profissionais de Auditor Independente. (2)

±,1)250$d®(662%5(26&/,(17(6'(
$8',725,$

1.1 – Denominação ou Razão Social;

1.2 – Endereço completo;

1.3 – Contabilista responsável pelas Demonstrações Contábeis;

1.4 – Sócio/Auditor responsável técnico pelos trabalhos;

1.5 – Informação se os honorários cobrados do cliente


representam mais de 10% do faturamento anual da empresa ou do
auditor autônomo;

1.6 – Informar a categoria na qual a entidade auditada se enquadra:


- Cia. aberta;
- Instituição Financeira;
- Outras autorizadas a funcionar pelo Banco Central;
- Fundo de Investimento;
- Entidade autorizada a funcionar pela SUSEP;
- Administração de Consórcio;
- Entidade de Previdência Privada;
- Empresa Estatal – Federal/Estadual/Municipal;
- Empresa Pública;
- Sociedade anônima de capital fechado com mais de 100
acionistas;
- Sociedade por quotas de responsabilidade limitada, que tenha o
seu controle societário direto ou indireto de alguma entidade do tipo
enumerado nos itens anteriores;

181
1.7 – Patrimônio Líquido da Entidade Auditada na data das
Demonstrações Contábeis.
±,1)250$d®(662%5(3(662$/7e&1,&2
(;,67(17((0'2$12$17(5,25
2.1 – Nome
2.2 – Profissão, Categoria Profissional e Registro no Conselho
Regional da profissão correspondente
2.3 – Posição hierárquica na empresa ou no escritório (sócio,
diretor, gerente, assistente, sênior, júnior, etc.)
2.4 – Área de atuação no trabalho de auditoria
±,1)250$d®(662%5(2)$785$0(172
3.1 – Informar se o faturamento de outros serviços que não de
auditoria, ultrapassou no exercício objeto das informações, a média
dos últimos 3 anos aos honorários de serviços de auditoria.
±,1)250$d®(635(67$'$6$265(*,21$,6
4.1 – As informações poderão ser fornecidas em papel timbrado
da empresa da auditoria ou auditor autônomo ou em meio magnético
utilizando disquete ¾ 1.44 Mb, utilizando Planilha Eletrônica
compatível com o Windows 97 ou superior, utilizando na mesma
Pasta de Trabalho uma Planilha para cada uma das 3 informações
acima. Em qualquer das formas apresentadas deverá vir junto ofício
endereçado ao CRC assinado pelo responsável técnico que se
responsabiliza pela veracidade das informações.
4.2 – Sob quaisquer circunstâncias, as informações prestadas aos
Conselhos Regionais de Contabilidade, serão resguardadas pelo sigilo,
sendo utilizadas para fins de fiscalização do cumprimento das Normas
Brasileiras de Contabilidade, em especial as Normas Profissionais do
Auditor Independente.

(1) Publicada no DOU, de 25-08-99. Retificações publicadas no DOU de 24-03-00 e


de 09-07-03.
(2) Revisadas em dezembro de 1997.

182
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GR$XGLWRU,QGHSHQGHQWH


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750-93 e
nº 774-
-94, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas
Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil que
estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas por
ocasião da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria que exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência para manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de


trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo para Auditoria


instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – IBRACON,

183
atendendo ao que está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751,
de 29 de dezembro de 1993, elaborou a Interpretação Técnica em
epígrafe para explicitar os itens 1.2 – Independência, 1.6 – Sigilo e
1.12 – Manutenção dos Líderes de Equipe de Auditoria da NBC P 1 –
Normas Profissionais do Auditor Independente, aprovada pela
Resolução CFC nº 821, de 17 de dezembro de 1997;

CONSIDERANDO que por tratar-se de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, o Instituto Nacional
de Seguro Social, o Ministério da Educação e do Desporto, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica assim discriminada: NBC


P 1 – IT – 02 – Regulamentação dos itens 1.2 – Independência, 1.6 –
Sigilo e 1.12 – Manutenção dos Líderes de Equipe de Auditoria.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua
publicação, revogando a Resolução CFC nº 915-01.

Brasília, 16 de maio de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD±Presidente

184
1250$%5$6,/(,5$'(&217$%,/,'$'(

,17(535(7$d­27e&1,&$1%&3±,7±
5(*8/$0(17$d­2'26,7(16±,1'(3(1'Ç1&,$
±6,*,/2(±0$187(1d­2'26/Ë'(5(6
'((48,3('($8',725,$
Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 1.2 –
Independência, o item 1.6 – Sigilo e o item 1.12 – Manutenção dos
Líderes de Equipe de Auditoria da NBC P – 1 – Normas Profissionais
do Auditor Independente, aprovada pela Resolução CFC n.º 821, de 17
de dezembro de 1997. Assim sendo, esta Interpretação Técnica (IT)
aborda e determina, de forma detalhada, condições relativas a essa
matéria.

&21&(,726
1 – A condição de independência é fundamental e óbvia para o
exercício da atividade de auditor independente. Entende-se como
independência o estado no qual as obrigações ou os interesses da
entidade de auditoria são suficientemente isento dos interesses dos
clientes para permitir que os serviços sejam prestados com
objetividade. Em suma, é a capacidade que a entidade de auditoria
tem de julgar e atuar com integridade e objetividade, permitindo a
emissão de relatórios ou pareceres imparciais em relação à entidade
auditada, acionistas, sócios, quotistas, cooperados e todas as demais
partes que possam estar relacionadas com o seu trabalho.
1.1 – Para fins de interpretação desses conceitos, entende-se por
entidade de auditoria a instituição vista no seu conjunto, ou seja, o
auditor independente (pessoa física ou jurídica), inclusive pessoas
jurídicas sob a mesma administração, tais como as de consultoria e/ou
assessoria e, sendo o caso, as demais entidades de auditoria por rede.
1.2 – Entende-se por entidades de auditoria de rede aquelas sob
controle, administração, razão social ou nome fantasia comuns.
3(5'$'(,1'(3(1'Ç1&,$
2 – Determinadas situações caracterizam a perda de
independência da entidade de auditoria em relação à entidade

185
auditada. Assim sendo, são apresentados alguns exemplos dessas
situações e das ações a serem tomadas pela entidade de auditoria.
2.1 – Interesses financeiros
2.1.1 – Entende-se por interesses financeiros a propriedade de
títulos e valores mobiliários e quaisquer outros tipos de investimentos
adquiridos ou mantidos pela entidade de auditoria, seus sócios,
membros da equipe de auditoria ou membros imediatos da família
destas pessoas, relativamente à entidade auditada, suas controladas ou
integrantes de um mesmo grupo econômico.
Entende-se como membros imediatos da família o cônjuge e
todos os membros dependentes financeiramente da pessoa.
2.1.2 – Os interesses financeiros dividem-se em diretos e indiretos:
a) interesses financeiros diretos são aqueles sobre os quais o
detentor tem controle, seja em ações, debêntures ou em outros títulos e
valores mobiliários; e
b) interesses financeiros indiretos são aqueles sobre os quais o
detentor não tem controle algum, ou seja, são interesses em empresas ou
outras entidades, mantidas por titular beneficiário mediante um plano de
investimento global, sucessão, fideicomisso, fundo comum de
investimento ou entidade financeira sobre os quais a pessoa atualmente
não detém o controle nem exerce influência significativa. A relevância de
um interesse financeiro indireto deve ser considerada no contexto da
entidade auditada, do trabalho e do patrimônio líquido do indivíduo em
questão. Um interesse financeiro indireto é considerado relevante se seu
valor for superior a 5% do patrimônio líquido da pessoa. Para esse fim,
deve ser adicionado o patrimônio líquido dos membros imediatos da
família.
2.1.3 – Se a entidade de auditoria, um membro da equipe de
auditoria ou o responsável técnico do trabalho de auditoria ou outros
membros dentro da entidade de auditoria que possam influenciar o
resultado dos trabalhos ou um membro imediato da família destas
pessoas tiver um interesse financeiro direto ou um interesse financeiro
indireto relevante na entidade auditada, está caracterizada a perda de
independência.
2.1.4 – As únicas ações disponíveis para eliminar a perda de
independência são:

186
a) alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física
tornar-se membro da equipe de auditoria;
b) alienar o interesse financeiro indireto relevante em sua
totalidade ou alienar uma quantidade suficiente dele para que o
interesse remanescente deixe de ser relevante antes de a pessoa tornar-
se membro da equipe de auditoria; ou
c) afastar o membro da equipe de auditoria;
d) no caso de sócio da entidade de auditoria ou membro imediato
de sua família, as ações de que tratam os itens D e E acima devem ser
tomadas antes do início dos trabalhos.
2.2 – Empréstimos e garantias
2.2.1 – A Entidade de auditoria, sócios, membros da equipe e
membros imediatos da família destas pessoas não podem ter empréstimos
com Bancos/Instituições Financeiras que sejam entidade auditada. As
seguintes transações são permitidas se realizadas e respeitadas dentro dos
requisitos e condições oferecidos a terceiros:
a) empréstimos para aquisição de veículo;
b) arrendamento para aquisição de veículo; e
c) empréstimos para aquisição de imóveis, com garantia.
2.2.2 – Caso o empréstimo não seja feito em condições normais de
crédito para quaisquer das partes, serão necessárias as seguintes ações
para impedir a caracterização da perda de independência:
a) liquidação total do empréstimo pela entidade de auditoria;
b) liquidação total do empréstimo pelo sócio ou membro da equipe
da entidade de auditoria; e
c) afastamento do sócio ou membro da equipe de trabalho de
auditoria.
É expressamente proibida para entidades de auditoria, sócios,
membros da equipe e membros da família destas pessoas a obtenção
de empréstimos por meio de entidades auditadas não consideradas
“ financeiras” ou bancos.
Não devem ser considerados, para efeito de independência, os
empréstimos contratados em período anterior ao relacionamento
auditor independente/instituição financeira, ou antes que o profissional
faça parte da equipe de auditoria, desde que tenha sido contratado em
condições de mercado e mantidos os prazos e condições originais.

187
2.3 – Relacionamentos comerciais com a entidade auditada
2.3.1 – As transações comerciais do auditor independente, de
sócios e membros da equipe de auditoria com uma entidade auditada
devem ser feitas dentro do curso normal de negócios e na mesma
condição com terceiros.
2.3.2 – Assim sendo, relacionamentos comerciais em condições
diferenciadas e privilegiadas com entidades auditadas afetam a
independência do auditor e, nesses casos, deverá ser adotada uma das
seguintes ações:
a) terminar o relacionamento comercial; ou
b) substituir o membro da equipe que tenha relacionamento
comercial; ou
c) recusar a realização do trabalho de auditoria.
2.4 – Relacionamentos familiares e pessoais
2.4.1 – A perda de independência está sujeita a uma série de
fatores, dentre eles as responsabilidades do membro da equipe de
auditoria no trabalho, a proximidade do relacionamento e o papel do
membro da família ou de relacionamento pessoal na entidade
auditada.
2.4.2 – As funções ocupadas por pessoas próximas ou familiares,
que prejudicam a independência do auditor independente, são aquelas
que:
a) exercem influência significativa sobre as políticas
operacionais, financeiras ou contábeis. Em geral, diz respeito a uma
pessoa que tem funções como presidente, diretor, administrador,
gerente geral de uma entidade auditada;
b) exercem influência nas demonstrações contábeis de entidade.
Em geral, diz respeito a funções consideradas críticas no ambiente
contábil como FRQWUROOHU gerente de contabilidade, contador; e
c) são consideradas sensíveis sob o ponto de vista da auditoria.
Em geral inclui cargos com atribuições de monitoramento dos
controles internos da entidade auditada, como, por exemplo, caixa,
auditor interno, gerente de compras/vendas, dentre outras.
2.5 – Vínculos empregatícios ou similares por administradores,
executivos ou empregados da entidade auditada mantidos
anteriormente com a entidade de auditoria.

188
2.5.1 – A independência do auditor ou membro de sua equipe
pode ser comprometida se um diretor ou administrador ou empregado
da entidade auditada, em condições de exercer influência direta e
significativa sobre o objeto do trabalho de auditoria, tiver sido um
membro da equipe de auditoria ou sócio da entidade de auditoria nos
últimos dois anos. Este comprometimento da independência ocorre
dependendo dos seguintes fatores:
a) influência do cargo da pessoa na entidade auditada;
b) grau de envolvimento que a pessoa terá com a equipe de
auditoria;
c) tempo decorrido desde que a pessoa foi membro da equipe de
auditoria ou da entidade de auditoria; e
d) cargo que a pessoa tiver exercido na equipe ou na entidade de
auditoria.
2.5.2 – Após avaliados os fatores acima, ações visando
salvaguardar a independência do auditor independente deverão ser
aplicadas, tais como as seguintes:
a) modificar o plano de auditoria, se necessário;
b) designar uma equipe de auditoria para a auditoria que inclua
membros com experiência superior àquela do profissional que
transferiu-se para a entidade auditada;
c) envolver um outro profissional que não seja membro da equipe
de auditoria para revisar o trabalho realizado; ou
d) ampliar o nível de controle de qualidade do trabalho.
2.5.3 – Em todos os casos, as seguintes condições devem ser
observadas:
a) a pessoa em questão não tenha nenhum benefício da entidade
de auditoria, seja pecuniário ou semelhante, a menos que em razão de
acordos feitos anteriormente e de montantes prefixados; além disso, o
valor devido à pessoa pela entidade de auditoria não deve ser de
importância que possa ameaçar a própria independência; e
b) a pessoa não participa e não aparenta participar dos negócios
ou atividades da entidade de auditoria.
2.5.4 – Constitui-se conflito de interesse e possível perda de
independência da entidade de auditoria quando um sócio ou membro
da equipe de auditoria possa estar em processo de negociação para

189
ingressar na entidade auditada. Essa ameaça será reduzida a um nível
aceitável mediante a aplicação de todas as seguintes ações:
a) manter política de procedimento no sentido de exigir que a
pessoa envolvida com a entidade auditada, quanto ao seu possível
ingresso futuro como executivo ou empregado de tal entidade,
notifique a entidade de auditoria sobre tal circunstância no momento
inicial do processo;
b) proibir a designação do sócio ou membro da equipe que esteja
em processo de negociação com a entidade auditada; e
c) avaliar a necessidade de realizar uma revisão independente de
todos os julgamentos significativos feitos por aquela pessoa enquanto
participava do trabalho.
2.6 – Membros da entidade de auditoria que, anteriormente, eram
administradores, executivos ou empregados da entidade auditada
2.6.1 – A atuação como membro da equipe de auditoria de um
ex-administrador, executivo ou empregado da entidade auditada,
consideradas determinadas circunstâncias, caracteriza-se como perda
de independência da entidade de auditoria.
2.6.2 – Isso se aplica, particularmente, no caso em que um
membro da equipe tenha tido tais vínculos com a entidade auditada
nos últimos dois anos.
2.6.3 – Assim sendo, quando houver membro da equipe de
auditoria que tenha tido tais vínculos com a entidade auditada, em
tempo inferior a dois anos, deve ser aplicada uma das seguintes ações:
a) afastar o membro da equipe do trabalho de auditoria naquela
entidade auditada; ou
b) recusar a realização do trabalho de auditoria.
2.6.4 – Se um sócio ou membro da entidade de auditoria atuar
também como diretor, membro do conselho de administração,
conselho fiscal ou executivo da entidade auditada a ameaça criada à
perda de independência é de tal magnitude que não existe salvaguarda
ou ação a ser aplicada que possa impedir o conflito de interesse. E,
neste caso, a recusa da realização do trabalho é inevitável.
2.7 – Manutenção dos líderes de equipe de auditoria

190
2.7.1 – A utilização dos mesmos profissionais de liderança
(sócio, diretor e gerente) na equipe de auditoria, numa mesma
entidade auditada, por um longo período, pode criar a perda da
objetividade e do ceticismo necessários na auditoria.
2.7.2 – Esse risco depende de fatores, tais como:
a) tempo que a pessoa faz parte da equipe de auditoria; e
b) função da pessoa na equipe de auditoria.
2.7.3 – Visando impedir tal risco, é necessária a aplicação das
seguintes ações:
a) rotação do pessoal de liderança da equipe de auditoria a
intervalos menores ou iguais a cinco anos consecutivos; e
b) intervalo mínimo de três anos para o retorno do pessoal de
liderança à equipe.
2.7.4 – Para fins de contagem de prazo da rotação estabelecida
nesta IT, aplica-se o disposto no item 21 da NBC T 11 – IT – 06 –
Supervisão e Controle de Qualidade, aprovada pela Resolução CFC
n.º 914, de 24 de outubro de 2001, ou seja, desde janeiro de 2002.
2.7.5 – Como é impraticável a rotação nas entidades de auditoria
de porte pequeno, com apenas um sócio ou diretor e auditores pessoas
físicas, para atender o estabelecido nas letras DeE do item 2.7.3, nos
anos em que se completarem os cinco anos e durante os próximos três
anos dos prazos estabelecidos nesses itens, seus trabalhos deverão ser
submetidos à revisão por outra entidade de auditoria, que emitirá
relatório circunstanciado sobre a correta aplicação das normas
profissionais e técnicas nestes trabalhos, encaminhando-o ao Conselho
Federal de Contabilidade, até 31 de julho do respectivo ano.
2.8 – Prestação de outros serviços
As entidades de auditoria prestam, usualmente, outros serviços
para as entidades auditadas, compatíveis com seu nível de
conhecimento e capacitação.
As entidades auditadas valorizam os serviços proporcionados por
essas entidades de auditoria quando estas possuem um bom
entendimento do negócio e contribuem com conhecimento e
capacitação em outras áreas. Além disso, muitas vezes a prestação
desses outros serviços, não de auditoria, proporcionam às equipes de

191
auditoria desenvolvimento de conhecimentos relativos aos negócios e
operações da entidade auditada, que são proveitosos para o próprio
trabalho de auditoria.
A prestação desses outros serviços, entretanto, não pode criar
ameaças à independência da entidade de auditoria ou de membros da
equipe de auditoria.
Os princípios básicos que devem fundamentar qualquer regra de
independência do auditor são:
a) o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho;
b) o auditor não deve exercer funções gerenciais; e
c) o auditor não deve promover interesses pelo seu cliente.
Conseqüentemente, é necessário avaliar se a realização desses
outros serviços podem vir a criar conflitos de interesses e, por
conseguinte, possível perda de independência.
Dentre outros, os serviços abaixo, também chamados de
consultoria, podem caracterizar a perda de independência.
2.8.1 – Registro (escrituração) contábil
2.8.1.1 – A execução, para uma entidade auditada, de serviços
como a preparação de registros contábeis ou elaboração de
demonstrações contábeis caracteriza-se como conflito de interesse e,
conseqüentemente, perda de independência.
2.8.1.2 – Cabe à administração da entidade auditada providenciar,
por intermédio de seu corpo de profissionais ou de contabilista
independente, a manutenção dos registros contábeis e elaboração de
demonstrações contábeis, embora, a entidade auditada possa solicitar
assistência à entidade de auditoria.
2.8.1.3 – Porém, se a entidade de auditoria e o pessoal que presta
assistência à entidade auditada tomarem decisões gerenciais, surgirá o
conflito de interesses e, também neste caso, ocorrerá a perda da
independência.
2.8.1.4 – Conseqüentemente, o pessoal da entidade de auditoria
não deverá tomar tais decisões. São exemplos de decisões gerenciais:
a) escriturar registros contábeis;

192
b) apurar ou alterar lançamentos em diários ou a classificação de
contas ou operações ou outros registros contábeis sem obtenção da
aprovação expressa da entidade auditada;
c) autorizar ou aprovar operações; e
d) preparar documento fonte de dados (inclusive decisões sobre
premissas de avaliações) ou fazer alterações em tais documentos ou
dados.
2.8.1.5 – Para os casos assinalados, não há nenhuma providência
de salvaguarda para garantir a independência da entidade de auditoria,
a não ser a recusa dos serviços de assistência à entidade auditada ou
recusa da realização da auditoria.
2.8.1.6 – Eventualmente, em casos emergenciais de caráter não-
-rotineiro, o auditor poderá efetuar trabalhos de escrituração contábil,
pelo prazo máximo de um exercício social.
2.8.2 – Serviços de avaliação de empresas e reavaliação
espontânea de ativos
2.8.2.1 – Uma avaliação econômico-financeira compreende a
formulação de premissas relativas a acontecimentos futuros, a
aplicação de determinadas metodologias e técnicas e a combinação de
ambas para calcular um determinado valor, ou intervalo de valores,
para um ativo, passivo ou uma entidade como um todo.
2.8.2.2 – Assim, estará estabelecido o conflito de interesses
quando uma entidade de auditoria fizer uma avaliação para uma
entidade auditada, inclusive controladas, coligadas ou pertencentes ao
mesmo grupo econômico a que deva ser incorporada, fusionada,
cindida ou utilizada para a integralização de capital, caracterizando,
assim, a perda de independência.
2.8.2.3 – O mesmo ocorre com os serviços de avaliação a valor
de reposição, de mercado ou similar para fins de reavaliação
espontânea de ativos, para a constituição de reserva no patrimônio
líquido da entidade auditada ou para qualquer outra forma de registro
contábil.
2.8.2.4 – O auditor independente, até dois anos antes da sua
contratação como auditor independente, não deve realizar avaliações
ou reavaliações para entidades auditadas nas quais o resultado, a valor

193
de mercado ou a valor econômico, tenha, direta ou indiretamente,
reflexos nas demonstrações contábeis. Não há, portanto, para esses
casos, nenhuma ação de salvaguarda que impeça a perda de
independência que não seja a recusa dos serviços de avaliação ou a
renúncia à realização da auditoria.
2.8.2.5 – A emissão de laudo de avaliação a valores contábeis,
apesar de se diferenciar de relatório de auditoria e acarretar
responsabilidades profissionais distintas ao profissional que o elabora,
é formulado com base na auditoria de um balanço patrimonial, pois
tem como objeto o patrimônio mensurado de acordo com as Normas
Brasileiras de Contabilidade e com as práticas contábeis adotadas no
Brasil; portanto, não configura a incompatibilidade ou o conflito de
interesses com a prática da auditoria independente e, assim sendo, não
produz perda de independência.
2.8.3 – Serviços de assistência tributária, fiscal e parafiscal
2.8.3.1 – É comum a entidade de auditoria ser solicitada a prestar
serviços de consultoria tributária, fiscal e parafiscal a uma entidade
auditada. Tais serviços compreendem um amplo leque de tipos,
incluindo:
a) o cumprimento das leis e normas;
b) a emissão de cartas-consultas;
c) assistência técnica na solução de divergências quanto a
impostos e contribuições; e
d) o planejamento tributário.
2.8.3.2 – Esses trabalhos não são considerados ameaças à
independência da entidade de auditoria, pois não caracterizam a perda
real ou suposta da sua objetividade e integridade.
Entretanto, melhor reflexão cabe com relação ao item G, ou seja,
o planejamento tributário.
2.8.3.3 – Planejamento tributário é a atividade que auxilia a
administração dos tributos, projeta os atos e fatos administrativos ou
relacionados com a melhor abordagem no tratamento a ser dado a
determinado produto ou serviço da entidade auditada, com o objetivo
de mensurar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais
disponíveis, maximizando vantagens e reduzindo riscos, se efetuado
em bases estritamente científicas.

194
2.8.3.4 – Entretanto, quando o denominado e já conceituado
planejamento tributário é realizado sem levar em consideração bases
estritamente científicas e não estiver amparado legalmente e suportado
por documentação hábil e idônea, pode nascer a figura da fraude do
ato simulado ou dissimulado, podendo, nesse momento, proporcionar
conflito de interesse e, portanto, a perda de independência da entidade
de auditoria. Relaciona-se com os ditos planejamentos tributários que
não tenham sido avaliados por consultores jurídicos externos,
proporcionando risco para a entidade auditada, ainda que haja a
concordância e consentimento da administração da entidade auditada.
Geralmente, os honorários dos serviços de planejamento tributário
cobrados pela entidade de auditoria, nestes casos, inclui importante
parcela variável proporcional ao benefício conseguido pela entidade
auditada. A forma de cobrança de honorários, entretanto, não é o fator
determinante para a interpretação da perda de independência. Para estes
casos, não há ação de salvaguarda a ser tomada pela entidade de
auditoria que não seja a recusa da prestação do serviço de planejamento
tributário ou a renúncia da realização dos trabalhos de auditoria
independente.
2.8.3.5 – Não constituem perda de independência os serviços
prestados pela entidade de auditoria relacionados com a resposta de
solicitação de análise e conclusão sobre estruturação tributária
elaborada pela administração da entidade auditada ou por terceiros por
ela contatados.
2.8.4 – Serviços de auditoria interna à entidade auditada
2.8.4.1 – Em certos casos, pode ser criado conflito de interesse
pela prestação, pela entidade de auditoria independente, de serviços de
auditoria interna a uma entidade auditada.
2.8.4.2 – Os serviços de auditoria interna realizados por uma
entidade de auditoria independente são, geralmente, decorrentes da
terceirização do departamento de auditoria interna ou da solicitação
dos chamados trabalhos especiais de auditoria.
2.8.4.3 – O cuidado na manutenção de determinadas salvaguardas
a seguir listadas impedirá a existência do conflito de interesses e, por
conseguinte, a perda de independência:

195
a) assegurar que o pessoal da entidade de auditoria não atue e
nem pareça atuar em uma condição equivalente à de um membro da
administração da entidade auditada;
b) assegurar que a entidade auditada reconheça sua
responsabilidade por instituir, manter e monitorar o sistema de
controle interno;
c) assegurar que a entidade auditada designe um funcionário
competente, preferivelmente da alta administração, para ser o
responsável pelas atividades de auditoria interna;
d) assegurar que a entidade auditada seja responsável por avaliar
e determinar quais as recomendações da entidade de auditoria que
devem ser implementadas;
e) assegurar que a entidade auditada avalie a adequação dos
procedimentos de auditoria interna executados e as conclusões
resultantes mediante, entre outras coisas, a obtenção de relatórios da
entidade de auditoria e a tomada de decisões com base nesses
relatórios; e
f) assegurar que as conclusões e recomendações decorrentes da
atividade de auditoria interna sejam devidamente informadas aos
responsáveis pela entidade auditada.
Nos casos em que órgãos reguladores específicos de setores da
atividade econômica restrinja a execução de trabalhos de auditoria
interna, pela entidade de auditoria independente, esta deverá atender
àquela regulamentação.
2.8.5 – Serviços de consultoria de sistemas de informação
computadorizados
2.8.5.1 – Caracteriza-se como conflito de interesse a prestação
pela entidade de auditoria independente de serviços que envolvam o
desenho e a implementação de sistemas de informações usados para
gerar a informação contábil da entidade auditada, incluindo os
serviços de remodelamento dos sistemas contábeis de qualquer
natureza, como financeiro e de custos.
2.8.5.2 – Não há, portanto, para esses casos, nenhuma ação de
salvaguarda que impeça a perda de independência que não seja a
recusa dos serviços citados ou a renúncia à realização da auditoria.

196
2.8.5.3 – Constituem-se trabalhos da especialidade da entidade de
auditoria e parte integrante de seus exames, portanto sem caracterizar
perda de independência, os serviços do tipo:
a) diagnóstico substanciado em procedimentos de análise e
crítica, desenvolvidos em um desenho já definido no qual especialistas
da entidade de auditoria podem identificar riscos de sistemas, falhas
de fluxo de informações e pontos de melhoria para aprimoramento do
atual desenho;
b) assistência na revisão da configuração do sistema de controles
internos e de informações, na qual o procedimento visa a eliminar
erros ou conflitos identificados nos sistemas; e
c) elaboração de relatórios específicos sobre a qualidade dos
controles internos e de informação da entidade auditada.
2.8.6 – Serviços de apoio em litígios, perícia judicial ou extrajudicial
2.8.6.1 – Caracteriza-se como conflito de interesse a prestação,
pela entidade de auditoria independente ou profissional pessoa física
pertencente ao seu quadro, de serviços que envolvam a atividade de
perito na esfera judicial ou extrajudicial (esferas administrativas ou
juízo privado-arbitragem).
2.8.6.2 – Não há, portanto, para esses casos, nenhuma ação de
salvaguarda que impeça a perda de independência que não seja a
recusa dos serviços citados ou a renúncia à realização da auditoria.
2.8.7 – Serviços de finanças corporativas e assemelhados
2.8.7.1 – Caracteriza-se como conflito de interesse a prestação,
pela entidade de auditoria independente, de serviços de finanças
corporativas e assemelhados.
2.8.7.2 – Incluem-se nesses serviços de promoção de negociação ou
de subscrição de ações de entidades auditadas promoção de estratégias
societárias de identificação ou apresentação a possíveis fontes de capital e
a consultoria de estruturação de transações a serem propostas.
2.8.7.3 – Não há, portanto, para esses casos, nenhuma ação de
salvaguarda que impeça a perda de independência que não seja a
recusa dos serviços citados ou a renúncia à realização da auditoria.

197
2.8.7.4 – Não se incluem nestes casos os trabalhos da entidade de
auditoria limitados à sua competência profissional, tais como:
a) diagnóstico das diferenças de práticas contábeis entre países;
b) assessoria na identificação de controles para fins de
levantamento de dados financeiros; e
c) aplicação de procedimentos de auditoria sobre os ajustes de
diferenças entre as práticas contábeis.
2.8.7.5 – A emissão de carta de conforto, geralmente comum em
processos de captação de recursos com emissão de títulos, também se
incorpora a procedimentos que se integram à função do auditor
independente e, portanto, não constitui perda de independência.
2.8.8 – Serviços de seleção de altos executivos
2.8.8.1 – O recrutamento de membros da alta administração para
a entidade auditada pode criar ameaças atuais ou futuras de conflito de
interesses e, por conseguinte, perda de independência. A ameaça
dependerá de fatores, tais como:
a) a importância da função da pessoa a ser recrutada; e
b) a natureza da assistência solicitada.
Em geral, a entidade de auditoria pode prestar serviços como a
seleção de profissionais e recomendar sua adequação a cargo na
entidade auditada. Além disso, a entidade de auditoria pode elaborar
uma relação sintética de candidatos para entrevista, desde que ela seja
feita com base em critérios especificados pela entidade auditada.
2.8.8.2 – De qualquer modo, em todos os casos, a entidade de
auditoria não deve tomar decisões gerenciais e a decisão de quem
contratar deve ser deixada a cargo da entidade auditada.
2.9 – Presentes e brindes
2.9.1 – Aceitar presentes, brindes ou outros benefícios de uma
entidade auditada pode criar conflitos de interesse e, por conseguinte,
perda de independência. Quando uma entidade de auditoria ou
membro de equipe aceita presentes, brindes ou outros benefícios cujo
valor não seja claramente insignificante, a perda de independência é
caracterizada, não sendo possível a aplicação de qualquer salvaguarda.
2.10 – Litígios em curso ou iminentes

198
2.10.1 – Quando há, ou é provável haver, um litígio entre a
entidade de auditoria ou um membro da sua equipe e a entidade
auditada, pode ser criado o conflito de interesse. O relacionamento
entre a administração da entidade auditada e os membros da equipe de
auditoria precisa ser caracterizado por total franqueza e divulgação
completa de todos os aspectos das operações de negócios da entidade
auditada. A entidade de auditoria e a administração da entidade
auditada podem ficar em lados opostos por causa do litígio, o que
pode afetar a disposição da administração em fazer divulgações
completas, e a entidade de auditoria pode se ver ameaçada por conflito
de interesse. A importância da ameaça criada dependerá de fatores,
tais como:
a) a relevância do litígio;
b) a natureza do trabalho de auditoria; e
c) se o litígio diz respeito a um trabalho de auditoria já efetuado.
2.10.2 – Uma vez avaliada a importância da ameaça, devem ser
aplicadas as seguintes ações, para reduzi-la a um nível aceitável:
a) informar aos níveis superiores da entidade auditada (por
exemplo: conselho de administração, conselho fiscal e assembléia de
acionista e acionistas controladores) a extensão e a natureza do litígio;
b) informar, se aplicável, aos órgãos reguladores competentes a
extensão e a natureza do litígio;
c) se o litígio envolver um membro da equipe de auditoria, afastar
aquela pessoa do trabalho de auditoria; ou
d) envolver outro auditor da entidade de auditoria, não-integrante
da equipe, para revisar o trabalho feito ou opinar conforme necessário.
2.10.3 – Se essas ações não reduzirem a ameaça ao conflito de
interesse a um nível adequado, a única alternativa é recusar o trabalho
de auditoria.
2.11 – Incompatibilidade ou inconsistência do valor dos honorários
2.11.1 – O estabelecimento de honorários de auditoria
independente pode, em determinados casos, ferir a ética, produzir o
conflito de interesses e se caracterizar como perda de independência.

199
2.11.2 – Os honorários dos serviços de auditoria devem ser
compatíveis com os investimentos em formação e com a remuneração
profissional.
2.11.3 – É sabido que para se atingir o nível de auditor
independente é preciso passar por todo o ensino formal, hoje, 1º e 2º
graus, pelo exame vestibular, pela universidade e pelos exames de
qualificação técnica do Sistema CFC/CRCs. Depois, pelos sistemas de
atualização e educação continuada de Contabilidade e de Auditoria e
periféricas (informática, avaliações de riscos, estatística, etc.) e
idiomas estrangeiros, tendo em vista a globalização permanente e
crescente do mundo empresarial.
2.11.4 – Por conseqüência, é inadmissível a cobrança de honorá-
rios, salvo para entidades auditadas relacionadas aos chamados
trabalhos voluntários, que não levem em conta todo o investimento de
formação e atualização mencionado e que não possam, pelo menos,
ser comparados com os de outras profissões liberais como advocacia,
medicina, engenharia, economia, etc.
2.11.5 – Assim sendo, o estabelecimento de honorários
substancialmente inferiores ao nível que poderia ser considerado
razoável, nos termos referidos acima, caracterizar-se-á como perda de
independência.
2.11.6 – O estabelecimento de honorários contingenciais, de um
modo geral, produz conflito de interesses e, por conseqüência, perda
de independência.
2.11.7 – Honorários contingenciais são aqueles calculados em
uma base predeterminada com relação ao desfecho ou resultado de
uma transação ou ao resultado do trabalho executado.
2.11.8 – Entretanto, é admissível o estabelecimento de honorários
que contenham uma parte fixa, em montante suficiente para remunerar
condigna e integralmente todo o trabalho, considerando os aspectos
citados nos itens 2.11.2 a 2.11.6, e que deverão ser cobrados
independentemente do resultado do trabalho.
2.11.9 – Quando os honorários de auditoria independente forem
de valor substancialmente inferior ao estabelecido para os outros
serviços que a entidade de auditoria independente realize para a

200
entidade auditada, poderá se estabelecer o conflito de interesses, por
razões de dependência financeira e, por conseguinte, a perda de
independência.
2.11.10 – Entretanto, para que se caracterize a dependência
financeira, é necessário que o conjunto dos honorários de serviços
prestados à entidade auditada, ou seja, os de auditoria independente e
os demais, seja relevante dentro do total de honorários de toda a
organização da entidade de auditoria independente.
2.11.11 – Entende-se, neste caso, como conjunto de honorários
relevante aquele que representar 25% (vinte e cinco por cento) ou
mais do total de honorários de toda a organização da entidade de
auditoria independente.
2.12 – Outras situações
2.12.1 – Conforme explanado no início deste item 2, os exemplos
de perda de independência citados não são exaustivos. Assim sendo,
outras situações podem ensejar o conflito de interesses e a perda de
independência. Por este motivo, a entidade de auditoria independente
deverá, permanentemente, avaliar se ela se encontra, eventualmente, em
situação que possa ensejar o conflito de interesse e aparentar a perda de
independência e, como parte dessa análise, verificar as possibilidades de
aplicação de salvaguardas e, não sendo possível, renunciar o trabalho de
auditoria ou outros trabalhos ou atividades que possam estar produzindo
o conflito de interesses e a perda de independência.
2.13 – Requisitos formais de controle
2.13.1 – A NBC T 11 – IT – 06 – Supervisão e Controle de Qualidade
determina aos auditores independentes ser necessária a implementação e
manutenção de regras e procedimentos de supervisão e controle interno de
qualidade que garantam a qualidade dos serviços prestados.
2.13.2 – Entendemos que, embora seja aquela a interpretação de
uma norma técnica e não-profissional, é parte dela que sejam cumpridos
requisitos formais que permitam a verificação permanente do
cumprimento das determinações e interpretações das normas
profissionais (NBC P) como parte do controle interno de qualidade,
como também do controle externo de qualidade, a revisão externa de
qualidade.

201
2.13.3 – Assim, os requisitos formais mínimos para a verificação
do cumprimento dos aspectos desta Interpretação Técnica (IT) estão a
seguir indicados.
2.13.4 – Documentação de declaração individual dos
profissionais da entidade de auditoria da existência ou não das
seguintes questões relacionadas a entidades auditadas.
a) interesses financeiros;
b) empréstimos e garantias;
c) relacionamentos comerciais relevantes estreitos com a entidade
auditada;
d) relacionamentos familiares e pessoais; e
e) membros da entidade de auditoria que já foram
administradores, executivos ou empregados da entidade auditada.
2.13.5 – A formalização deverá ser um processo anual, por meio
eletrônico ou não, contendo uma declaração formal de todos os
profissionais da entidade de auditoria quanto à existência, ou não, de
tais vinculações com a entidade auditada. Em caso de declarações
positivas, deverá haver a anotação das providências tomadas, tais
como: QmRIDUiSDUWHGDHTXLSHGHWUDEDOKRQDHPSUHVDDXGLWDGD[.
2.13.6 – Estabelecimento de controle formal que possa permitir a
verificação permanente da execução de rotação de pessoal.
2.13.7 – Estabelecimento de arquivos manuais ou eletrônicos que
permitam verificar outros serviços executados em entidades auditadas
e o valor dos honorários cobrados.
2.13.8 – Estabelecimento de controle formal que permita a
divulgação interna das contratações de novas entidades auditadas, ao
mesmo tempo em que cada profissional a ser envolvido no trabalho se
obrigue a informar sobre eventuais riscos seus de conflitos de
interesses e perdas de independência.
2.13.9 – Estabelecimento permanente de palestra sobre o conteúdo
desta Interpretação Técnica (IT) no programa de educação continuada.
2.14 – Do Sigilo
2.14.1 – É relevante que todos os auditores tenham procedimentos
de proteção de informações sigilosas obtidas durante o relacionamento

202
com o cliente, quer por meio eletrônico ou tradicionais, sendo de especial
atenção o uso de redes de computador internas ou externas LQWHUQHW).
2.14.2 – Em decorrência da sofisticação do mercado em que
atualmente os auditores e seus clientes atuam, são requeridos dos
auditores contínua pesquisa e constante atualização quanto aos
assuntos técnicos relacionados com as operações e os negócios dos
clientes.
2.14.3 – Durante a fase de obtenção de dados sobre o cliente em
potencial, os auditores devem verificar se a sua contratação pelo
referido cliente não viola quaisquer normas profissionais e internas,
especialmente aquelas sobre independência e conflito de interesses,
bem como o Código de Ética Profissional do Contabilista.

(1) Publicada no DOU, de 04-06-03.

203
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHDJRVWRGH

$SURYD D 1%& 3  ± ,7 ±  ±


5HJXODPHQWDomR GR LWHP  ± +RQRUiULRV
GD 1%& 3  ± 1RUPDV 3URILVVLRQDLV GR
$XGLWRU,QGHSHQGHQWH

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750-93 e
nº 774-94, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas
Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil que
estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas por
ocasião da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria, que exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência para manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de


trabalhos de Instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo para Auditoria


instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade em conjunto com o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – IBRACON,
atendendo ao que está disposto no artigo 3º da Resolução CFC nº 751,
de 29 de dezembro de 1993, elaborou a Interpretação Técnica em
epígrafe para explicitar o item 1.4 – Honorários da NBC P 1 – Normas

204
Profissionais do Auditor Independente, aprovada pela Resolução CFC
nº 821, de 17 de dezembro de 1997;

CONSIDERANDO que por tratar-se de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, o Instituto Nacional
de Seguro Social, o Ministério da Educação e do Desporto, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica assim discriminada: NBC


P 1 – IT – 03 – Regulamentação do item 1.4 – Honorários.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua
publicação.

Brasília, 22 de agosto de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD– Presidente


205
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
1%&3±,7±±5(*8/$0(17$d­2'2,7(0
±+2125È5,26

Esta Interpretação Técnica (IT) visa explicitar o item 1.4 –
Honorários da NBC P 1 – Normas Profissionais do Auditor
Independente.

',6326,d®(6*(5$,6

1 – Estabelecer honorários profissionais de auditoria
independente de demonstrações contábeis é geralmente uma questão
de cunho comercial e não de ética profissional. Existem, entretanto,
aspectos éticos a serem observados pelo auditor independente ao
estabelecer seus honorários.

2 – Ao estabelecer honorários para a realização dos trabalhos, o


auditor independente deve considerar diversos fatores, dentro dos
quais destacam-se os mencionados a seguir:

a) a relevância, o vulto, a complexidade do serviço e o custo do


serviço a executar;
b) o número de horas estimadas para a realização dos serviços;
c) a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual, habitual ou
permanente;
d) a qualificação técnica dos profissionais requeridos para
participar da execução dos serviços; e
e) o lugar em que os serviços serão prestados, fixando, se for o
caso, como serão cobrados os custos de viagens e estadas.

(67$%(/(&,0(172'(+2125È5,26

3 – A determinação do valor dos honorários é fator preponderante


para a imagem da atividade de auditoria, além de outras implicações e
aspectos a seguir abordados.

3.1 – O estabelecimento dos honorários de auditoria pode, em


determinados casos, ferir a ética, produzir o conflito de interesses e até
se caracterizar como perda de independência. A NBC P 1 – IT – 02 –

206
Regulamentação dos itens 1.2 – Independência e 1.6 - Sigilo trata de
forma específica esse assunto.
3.2 – Os honorários dos serviços de auditoria devem ser
compatíveis com a avaliação de risco do trabalho em perspectiva, com
os investimentos em formação e tecnologia, com a remuneração dos
profissionais que irão participar dos trabalhos, bem como, com a
manutenção dos programas internos e externos de qualidade.

3.3 – O exercício da atividade de auditoria independente requer


do profissional uma série de exigências além da formação do curso
superior em Ciências Contábeis, o Exame de Suficiência, registro no
Conselho Regional de Contabilidade, exame de qualificação técnica,
educação profissional continuada obrigatória, além de outros
conhecimentos correlatos.

3.4 – Analogamente, o auditor necessita investir,


significativamente, em tecnologia, tanto em programas aplicativos
para automatizar a execução e documentação dos trabalhos quanto em
equipamentos e sistemas.

3.5 – Em complemento, o auditor independente tem custos para


conduzir seu programa interno de qualidade, em todos os níveis, como
estabelecido pela NBC T 11 – IT – 06 – Supervisão e Controle de
Qualidade, e contratar auditores independentes para conduzir a revisão
externa de qualidade.

3.6 – Não é admitida a cobrança de honorários que não leve em


conta todo o investimento mencionado.

3.7 – O estabelecimento de honorários inferiores àqueles que


considerem os aspectos acima, caracterizar-se-á como comportamento
inadequado do auditor independente, constituindo infração ao Código
de Ética Profissional do Contabilista.

3.8 – Honorários contingenciais não devem ser praticados por
gerar conflitos de interesses e, por conseqüência, perda de
independência e, dessa forma, o auditor independente não deve
estabelecer honorários contingenciais relacionados a quaisquer
serviços prestados para a entidade auditada, suas coligadas,
controladas, controladoras ou integrantes do mesmo grupo econômico.

207
3.9 – Honorários contingênciais são aqueles calculados em uma
base predeterminada com relação ao desfecho ou resultado de uma
transação ou trabalho executado.

3.10 – Os honorários não serão considerados como sendo


contingentes se forem estabelecidos por decisão judicial ou
contratados por entidade de direito público interno ou externo, que
não seja a entidade sob exame e que o auditor independente contratado
não seja o da entidade auditada, suas coligadas, controladas,
controladoras ou integrantes do mesmo grupo econômico. Entretanto,
mesmo nessa situação, os honorários deverão conter parte fixa, em
montante suficiente para remunerar, condigna ou integralmente, todo
o trabalho, considerando os aspectos citados nos itens de 3.2 a 3.6 e
que deverão ser cobrados independentemente do resultado do
trabalho.

3.11 – Não é admitida a cobrança de honorários para serviços de


auditoria inferiores aos considerados adequados nos termos desta
Interpretação Técnica, visando a sua recuperação ou compensação
com outros serviços já prestados ou a serem prestados ao cliente pelo
auditor independente ou quaisquer partes a ele relacionadas.

3.12 – No caso de mudança de auditor independente, por


qualquer razão, o auditor independente que ingressa como postulante a
auditor do cliente, não deve tratar a mudança unicamente como uma
oportunidade de ampliar sua carteira de clientes e apresentar proposta
de valor incompatível com a natureza do trabalho que está sendo
contratado ou, substancialmente, inferiores àqueles do auditor
independente que está sendo substituído. Neste caso, ao contrário, o
auditor independente, além de levar em consideração todos os
aspectos mencionados nesta Interpretação Técnica, deve ainda,
especialmente no caso de cliente com operações sofisticadas,
considerar nos seus honorários os custos necessários para o
desenvolvimento de programas, metodologias e treinamentos
específicos.

&$57$3523267$($63(&726'$'(7(50,1$d­2
'(+2125È5,26


208
4 – Deve constar da documentação da formação dos honorários
os aspectos mencionados a seguir:

a) o tempo que se espera despender na familiarização das


atividades do cliente e do mercado que atua, no conhecimento e
avaliação dos controles internos operacionais e das práticas contábeis
do cliente, no desenvolvimento de programas de trabalho e aplicativos
de sistema eletrônico de dados, avaliações de riscos, definições de
amostragem, na realização de verificações substantivas, na elaboração,
discussão e emissão de relatórios e outros aspectos necessários ao
trabalho de auditoria; e

b) o nível técnico do pessoal a ser utilizado e os honorários por


hora de cada categoria e a memória final de cálculo dos honorários.

5 – Os honorários deverão constar de carta-proposta ou


documentação equivalente, elaborada e formalizada pelas partes, antes
do início da execução dos trabalhos. Deverá constar de tal documento
o indicado a seguir:

a) descrição e abrangência dos serviços a serem realizados,


inclusive referências às leis e regulamentos aplicáveis ao caso;
b) que os trabalhos serão efetuados, segundo as Normas
Profissionais e Técnicas emanadas pelo Conselho Federal de
Contabilidade;
c) qual o objetivo do exame das demonstrações contábeis;
d) a responsabilidade da administração do cliente sobre as
demonstrações contábeis e que o cliente fornecerá ao auditor
independente Carta de Responsabilidade da Administração da
empresa auditada, de acordo com o item 11.2.14 da NBC T 11 –
Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis;
e) as limitações de um exame de auditoria devido ao risco
inerente relacionado ao processo de testes adotado numa auditoria;
f) o prazo estimado para a realização dos serviços;
g) os relatórios a serem emitidos;
h) os honorários e sua forma de pagamento; e
i) a necessidade formal de confirmação da aceitação da proposta
apresentada.

209
(1) Publicada no DOU, de 03-09-2003.

210
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHVHWHPEURGH

$SURYD D 1%& 3  − 1RUPDV SDUD


(GXFDomR3URILVVLRQDO&RQWLQXDGD


O Presidente do CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDA-
DE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas
Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil e
estabelecem regras sobre procedimentos técnicos a serem observados
na realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da auditoria independente exigem atualização e
aprimoramento técnico e ético, para manter-se e ampliar-se a
capacitação para feitura de trabalhos com alto nível qualitativo;

CONSIDERANDO que o Conselho Federal de Contabilidade


mantém relações regulares com diversas instituições voltadas à
educação continuada;

CONSIDERANDO que o Grupo de Trabalho instituído pelo


Conselho Federal de Contabilidade, atendendo ao que está disposto na
Resolução CFC nº 821, de 17 de dezembro de 1997, que aprovou a
NBC P 1 − Normas Profissionais de Auditor Independente com
alterações e dá outras providências −, no item 1.10, elaborou as
Normas para Educação Profissional Continuada obrigatória para os
contadores que exercem a atividade de Auditor Independente com
cadastro na Comissão de Valores Mobiliários − CVM, conforme
disposto na Instrução CVM nº 308(2), de 14 de maio de 1999;

211
CONSIDERANDO que a atribuição para alcançar-se adequado
desempenho deve ser empreendida pelo Conselho Federal de
Contabilidade em regime de franca cooperação com a Comissão de
Valores Mobiliários − CVM e o Instituto de Auditores Independentes
do Brasil – Ibracon, conforme disposto na Instrução CVM nº 308(2), de
14 de maio de 1999;

RESOLVE:

Art. 1ºAprovar a NBC P 4 − Normas para Educação Profissional


Continuada.

Art. 2o Esta Resolução entra em vigor a partir de 1o de janeiro de


2003.

Art. 3o Os casos omissos na presente Resolução serão resolvidos


pelo Plenário do Conselho Federal de Contabilidade.

Brasília, 27 de setembro de 2002.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD – Presidente

212
1%&3±1250$63$5$('8&$d­2
352),66,21$/&217,18$'$
 


±'R2EMHWLYR
4.1.1 – Educação Profissional Continuada é a atividade
programada, formal e reconhecida que o Contador, na função de
Auditor Independente, com registro em Conselho Regional de
Contabilidade e com cadastro na Comissão de Valores Mobiliários
(CVM), aqui denominado Auditor Independente, e os demais
Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico deverão
cumprir, com o objetivo de manter, atualizar e expandir seus
conhecimentos para o exercício profissional.
4.1.1.1 – O Auditor Independente pessoa física e os sócios que
representam sociedade de auditoria independente na CVM, nos termos
do inciso IX do art. 6º da Instrução CVM nº 308-99(2), serão os
responsáveis, perante o Conselho Federal de Contabilidade pelo
cumprimento da presente norma, pelos demais Contadores não-
cadastrados na CVM, que compõem o seu quadro funcional técnico.
4.1.2 – Esta norma tem por objetivo regulamentar as atividades
que o Auditor Independente e os demais Contadores que compõem o
seu quadro funcional técnico deverão cumprir com relação às
exigências da Educação Profissional Continuada e às ações que o
Conselho Federal de Contabilidade promoverá para facilitar, controlar
e fiscalizar o seu cumprimento.
±'RV$XGLWRUHV,QGHSHQGHQWHV
4.2.1 – O Auditor Independente e os demais Contadores que
compõem o seu quadro funcional técnico deverão cumprir os
seguintes mínimos de pontos/hora de Educação Profissional
Continuada por ano/calendário:
a) em 2003,12 pontos/hora;
b) em 2004, 24 pontos/hora; e
c) a partir de 2005, 32 pontos/hora.
4.2.2 – As atividades computáveis no cálculo das horas referidas
no item anterior são aquelas estabelecidas nas Tabelas de Eventos e
Horas, no Anexo I desta Resolução.

213
4.2.2.1 – As Tabelas de Eventos e Horas, quando alteradas, devem
ser publicadas até 30 de novembro do ano anterior ao de sua vigência.
4.2.2.2 – As atividades de Educação Profissional Continuada que
se enquadrem na Tabela de Eventos e Horas (Anexo I), quando
realizadas no exterior, serão comprovadas no Conselho Regional da
sua jurisdição mediante documento emitido pela entidade realizadora,
oficialmente traduzido para o Português.
4.2.3 – O cumprimento das exigências estabelecidas nesta
Resolução deverá ser comprovado pelo Auditor Independente e pelos
demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico,
mediante relatório anual das atividades realizadas, conforme anexo III
desta Resolução, encaminhado ao Conselho Regional de
Contabilidade de sua jurisdição até 31 de janeiro do ano subseqüente.
4.2.3.1 – Até 30 de abril, o Conselho Regional de Contabilidade
deverá analisar o relatório e comunicar ao Auditor Independente, e aos
demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico, o
atendimento ou não do estabelecido na presente norma.
4.2.3.2 – Os documentos comprobatórios das atividades constantes
do relatório previsto no FDSXW deste item deverão ser mantidos pelo
Auditor Independente e pelos demais Contadores que compõem o
quadro funcional técnico, à disposição da Fiscalização do Conselho
Regional de Contabilidade, até a entrega do relatório do ano
subseqüente.
4.2.4 – O cumprimento desta Resolução pelo Auditor
Independente e pelos demais Contadores que compõem o seu quadro
funcional técnico será exigido a partir do ano subseqüente à obtenção
do cadastro na CVM ou à admissão no referido quadro,
respectivamente.
±'R&RQVHOKR)HGHUDOGH&RQWDELOLGDGH
4.3.1 – O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) constituirá a
Comissão de Educação Profissional Continuada (CEPC–CFC) com a
finalidade de coordenar os ditames previstos no item 4.3.2 o previsto
nesta Resolução.

214
4.3.1.1 – Integram a Comissão de Educação Profissional
Continuada os Vice-presidentes de Desenvolvimento Profissional do
CFC e dos cinco Conselhos Regionais de Contabilidade, que reúnem o
maior número de Contadores cadastrados como responsáveis técnicos
na CVM, e quatro membros Contadores cadastrados como Auditor
Independente na CVM, designados pelo Plenário do CFC.
4.3.1.2 – O mandato dos quatro membros Contadores da CEPC-
CFC, designados pelo Plenário do CFC, será de dois anos, permitida a
recondução.
4.3.2 – A CEPC-CFC terá as atribuições a seguir especificadas:
4.3.2.1 – Estudar, de forma permanente, novas disposições que
permitam melhorar o cumprimento dos objetivos desta Resolução,
propondo-as ao presidente do CFC para encaminhamento ao Plenário.
4.3.2.2 – Propor ao presidente do CFC a ampla e a imediata
divulgação de qualquer modificação desta Resolução.
4.3.2.3 – Estabelecer e divulgar todas as diretrizes e os
procedimentos necessários para o cumprimento e para a
implementação desta norma, em especial os itens 4.6, 4.7 e Anexo II,
pelos Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs), pelos
Contadores e Auditores Independentes definidos no item 4.1 e pelas
capacitadoras, inclusive prestando esclarecimentos quanto à aplicação
desta Resolução.
4.3.2.4 – Analisar os pedidos de reconhecimento de eventos,
como congressos, convenções e seminários nacionais e internacionais,
inclusive aqueles promovidos pelos CRCs como de Educação
Profissional Continuada.
4.3.2.5 – Analisar e homologar os documentos encaminhados pelas
Câmaras de Desenvolvimento Profissional ou pelas Comissões de
Educação Profissional Continuada dos CRCs, que aprovaram o
credenciamento das capacitadoras, inclusive solicitando para análise,
quando entenderem necessário, os respectivos processos de
credenciamento.
4.3.2.6 – Compilar as informações contidas nos relatórios recebidos
dos CRCs, encaminhando-as ao presidente do CFC para divulgação.

215
4.3.2.7 – Encaminhar, ao presidente do Conselho Federal de
Contabilidade, a lista das capacitadoras para a sua divulgação.
4.3.2.8 – Analisar e homologar os documentos encaminhados pelas
Câmaras de Desenvolvimento Profissional ou pelas Comissões de
Educação Profissional Continuada, que aprovaram os eventos e as
atividades para fins de Educação Continuada, previstos no item 4.7 e no
art. 2º do Anexo II desta norma, inclusive solicitando para análise,
quando entender necessário, os processos de credenciamento das
mesmas.
±'RV&RQVHOKRV5HJLRQDLV
4.4.1 – Os CRCs têm também a responsabilidade de incentivar a
implementação das atividades que permitam ao Auditor Independente e
aos demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico o
cumprimento desta Resolução, de acordo com o estabelecido pelo CFC.
4.4.2 – As Câmaras de Desenvolvimento Profissional dos CRCs
terão as seguintes atribuições em relação a esta Resolução:
a) Receber os pedidos de credenciamento das instituições
definidas no item 4.6.2, a serem reconhecidas como capacitadoras,
emitindo pareceres e encaminhando-os ao presidente do CRC, que os
enviará à CEPC-CFC para homologação;
b) propor programa de divulgação dos procedimentos
estabelecidos nesta Resolução;
c) prestar esclarecimentos quanto à aplicação desta Resolução,
com base nas diretivas estabelecidas pela CEPC−CFC;
d) receber de cada Auditor Independente, e dos demais
Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico, o relatório
anual sobre as atividades realizadas e, quando for o caso, a
documentação que as comprovem;
e) encaminhar à CEPC-CFC informações e estatísticas sobre o
cumprimento desta Resolução pelos Auditores Independentes e
Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico;
f) elaborar, até 31 de março de cada ano, relatório sobre as
atividades desenvolvidas por Auditor Independente e pelos demais
Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico,
encaminhando-o ao presidente do CFC;

216
g) receber, analisar e emitir parecer quanto aos eventos e às
atividades apresentados pelas capacitadoras, inclusive quanto à atribuição
de horas de Educação Profissional Continuada válidas para fins de
atendimento desta norma, encaminhando-o para a homologação da
CEPC-CFC.
4.4.3 – Os CRCs que não dispuserem de Câmara de
Desenvolvimento Profissional, devem criar CEPC-CRC − Comissão
de Educação Profissional Continuada −, com as atribuições previstas
neste artigo.
4.4.4 – A CEPC-CRC, quando constituída, deve ser formada por
3 a 5 membros Contadores, sendo um deles um dos vice-presidentes.
4.4.5 – A Fiscalização do Conselho Regional de Contabilidade
poderá requisitar ao Auditor Independente, e aos demais Contadores
que compõem o seu quadro funcional técnico, a apresentação dos
documentos que comprovem as atividades constantes do seu relatório
anual, referido no item 4.2.3.
±'DV6DQo}HV
4.5.1 – O não-cumprimento, pelos Auditores Independentes e pelos
demais Contadores que compõem o seu quadro funcional técnico, das
disposições desta Resolução, constitui infração ao art. 2º, Inciso I, e art.
11, Inciso IV, do Código de Ética Profissional do Contabilista.
±'DV&DSDFLWDGRUDV
4.6.1 – Capacitadora é a entidade que exerce atividades de
Educação Profissional Continuada consoante as diretivas desta
Resolução.
4.6.2 – As capacitadoras classificam-se em:
a) Conselho Federal de Contabilidade (CFC);
b) Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs);
c) Instituto de Auditores Independentes do Brasil (Ibracon);
d) instituições de Ensino Superior credenciadas pelo MEC;
e) instituições de especialização ou desenvolvimento profissional
que ofereçam cursos ao público em geral; e
f) empresas de auditoria independente que propiciem
capacitação profissional.

217
4.6.3 – Para o registro e o controle das capacitadoras, deverão ser
observadas, no mínimo, as disposições estabelecidas nas Diretrizes para o
Registro das Capacitadoras, constantes no anexo II desta Resolução.
4.6.4 – O CFC, os CRCs e o Ibracon são capacitadoras natas.
±3URJUDPDGH(GXFDomR3URILVVLRQDO&RQWLQXDGD
4.7.1 – Integram o Programa de Educação Profissional
Continuada os seguintes eventos ou atividades relacionados com a
Contabilidade e com a profissão contábil, aprovados pelo CEPC-CFC:
4.7.1.1 – Aquisição de conhecimentos por meio de:
a) cursos certificados;
b) seminários, conferências, painéis, simpósios, palestras,
congressos, convenções e outros eventos de mesma natureza;
c) cursos de pós-graduação:
c.1)VWULFWRVHQVX
c.2)ODWRVHQVXH
d) programas de extensão.
4.7.1.2 – Docência em:
a) cursos certificados;
b) seminários, conferências, painéis, simpósios, palestras,
congressos, convenções e outros eventos de mesma natureza;
c) cursos de pós-graduação:
c.1)ODWRVHQVX
c.2)VWULFWRVHQVX
d) bacharelado em Ciências Contábeis; e
e) programas de extensão.
4.7.1.3 – Atuação como:
a) participante em comissões técnicas no CFC, CRCs, Ibracon e
outros organismos da profissão contábil, no Brasil ou no exterior;
b) orientador ou membro de comissão de defesa de monografia,
dissertação ou tese.
4.7.1.4 – Produção intelectual na área contábil por meio de:
a) publicação de artigos em revistas nacionais e internacionais;
b) produção de estudos ou trabalhos de pesquisa, apresentados
em congressos nacionais ou internacionais;
c) autoria e co-autoria de livros relacionados à Contabilidade e à
profissão contábil, publicados por editora;

218
d) tradução de livros relacionados à Contabilidade e à profissão
contábil, publicados por editora.
4.7.2 – As atividades previstas neste item serão avaliadas como
Educação Profissional Continuada, conforme tabela contida no Anexo
I desta Resolução.
±'R&RPLWrGH$YDOLDomR
4.8.1 – O Comitê de Avaliação será composto por membros de-
signados pela CEPC−CFC, cuja atribuição será exercer um controle de
qualidade das capacitadoras credenciadas no Programa de Educação
Profissional Continuada.
4.8.2 – A Comissão de Educação Profissional Continuada
definirá os critérios e os procedimentos a serem adotados, tanto na
composição do Comitê quanto na avaliação das capacitadoras.
4.8.3 – As capacitadoras deverão enviar à Comissão de Educação
Profissional Continuada do CRC seus planos de ação e datas para
saneamento das discrepâncias verificadas na avaliação, no prazo de
até 30 dias após o recebimento da competente notificação.

±'DV6DQo}HV
4.9.1 – A Comissão de Educação Profissional Continuada, com
base na informação fornecida pelo Comitê de Avaliação, proporá ao
Presidente do CFC a suspensão, DGUHIHUHQGXP do Plenário do CFC,
do credenciamento da capacitadora quando se enquadre em um dos
seguintes pressupostos:
4.9.1.1 – Outorga de créditos por cursos ministrados que difiram
das Tabelas de Eventos e Horas, ou realização de cursos diferentes dos
credenciados pela Comissão de Educação Profissional Continuada.
4.9.1.2 – Não-cumprimento das diretrizes estabelecidas pela
CEPC-CFC, relativas à entrega de informações dos eventos e de seus
participantes.
4.9.1.3 – Não-observância dos cronogramas estabelecidos para os
cursos, sem aviso à Comissão de Educação Profissional Continuada,
dentro dos oito dias úteis anteriores ao cancelamento ou à alteração.

219
4.9.1.4 – Ausência de resposta à notificação ou não-implemen-
tação das medidas saneadoras, comunicadas pela CEPC-CFC.
4.9.2 – O CFC deverá notificar à capacitadora, por escrito, sobre a
suspensão de seu credenciamento e a sua exclusão da lista de capacitadoras.
4.9.2.1 – Depois de notificada, cabe recurso da capacitadora ao
Plenário, do CFC no prazo de até 30 dias.

220
$1(;2,

5(62/8d­2'2&216(/+2)('(5$/'(&217$%,/,'$'(1ž
62%5(('8&$d­2352),66,21$/&217,18$'$
7$%(/$6'((9(1726(+25$6

Tabela I
,$TXLVLomRGHFRQKHFLPHQWR FXUVRVFHUWLILFDGRV 
1DWXUH]D &DUDFWHUtVWLFDV 'XUDomRGR /LPLWHGHSRQWRVKRUD
FXUVR
/DWRVHQVX mínimo de Até 6 pontos por
360 horas- disciplina concluída
aula
Cursos de pós- durante a duração do
graduação. curso, com limite de
30 pontos por ano.
6WULFWRVHQVX, da
área contábil,
autorizados pelo
MEC (Mestrado e
Doutorado).
Cursos de Disciplinas Classificação para
extensão. relativas à atribuição de
profissão contábil. pontos/hora dos cursos.
Ver tabela V.
Eventos Conferências ou Um dia. 1 a 3 pontos/hora.
relacionados ao palestra,
treinamento, seminários,
reciclagem, painéis, Dois dias. 3 a 6 pontos/hora.
especialização ou congressos ou
atualização na área Convenções Mais de dois Máximo de 8
contábil, nacionais; dias. pontos/hora.
promovidos pelo simpósios e outros 1RWD: Ao Congresso
CFC, CRCs, eventos dessa Brasileiro de
Ibracon, natureza. Contabilidade serão
instituições de atribuídos 10 pontos.
ensino superior e Cursos. Classificação para
demais atribuição de
capacitadoras. pontos/hora dos cursos.
Ver tabela V.

221
7DEHOD,,
,,²'RFrQFLD
A comprovação de docência poderá ser feita mediante apresentação
de declaração emitida pela instituição de ensino.
1DWXUH]D &DUDFWHUtVWLFDV 'XUDomRGR /LPLWHSRQWRVKRUD
FXUVR
/DWRVHQVX mínimo de Horas (máximo de
Pós-graduação. 360 horas- 25 horas anuais).
-aula
6WULFWRVHQVX da área
contábil autorizados
pelo MEC.
Graduação e cursos Disciplinas relativas à
de extensão. profissão contábil,
ministradas em
instituições de ensino
superior credenciadas.
Eventos Conferência ou Cada hora vale 1
relacionados ao Palestra; Painéis; ponto
treinamento, Congressos ou
reciclagem, Convenções nacionais;
especialização ou Simpósios; Cursos;
atualização na área (máximo de
contábil, Seminários e outros. 10 anuais).
promovidos pelo
CFC, CRCs,
Ibracon,
instituições de
ensino superior e
capacitadoras.

222
7DEHOD,,,
,,,²$WXDomRFRPRSDUWLFLSDQWH
1DWXUH]D &DUDFWHUtVWLFDV /LPLWHGHSRQWRV
'XUDomR KRUDV
Comissões técnicas Temas relacionados à 12 meses ou (máximo de 20 horas
e profissionais no Contabilidade e à proporção. anuais).
Brasil ou no exterior. profissão contábil:

a) comissões técnicas
e de pesquisa do CFC,
dos CRCs e do
Ibracon.
b) comissões técnicas
e de pesquisa de
instituições de
reconhecido prestígio e
relativas à profissão.

Obs.: Os responsáveis
ou coordenadores das
Comissões deverão
encaminhar um
comunicado à CEPC-
CRC, confirmando que
o integrante das citadas
comissões cumpriu com
o objetivo e o tempo
designados à mesma.
Comissão de Nível a que se dirige: Trabalho Horas anuais,
defesa de 'RXWRUDGR dirigido e limitado a: 20 horas,
monografia, 0HVWUDGR concluído. 14 horas, 7 horas e 5
dissertação ou tese. (VSHFLDOL]DomR horas.
%DFKDUHODGR
Cada hora vale 1
ponto limitado a 20
pontos.


223
7DEHOD,9
,9²3URGXomR,QWHOHFXWXDO
1DWXUH]D &DUDFWHUtVWLFDV 'XUDomR /LPLWHGH
SRQWRVKRUD
Publicação de arti- Materiais relacionados No máximo interna-
gos em revistas com a Contabilidade e à cional: 10 horas
nacionais e profissão contábil e
internacionais. homologados pela CEPC- Nacional: 5 horas.
CFC (doc.aceito).
Artigo técnico publicado
em revista de circulação
nacional e internacional
(doc.aceito).
Estudos ou a) Apresentados em con- No máximo 10 horas.
trabalhos de gressos internacionais re-
pesquisa técnica. lacionados com a
Contabilidade e a No máximo 5 horas.
profissão e aprovados
pela CEPC-
CFC; (doc.aceito).
b) Apresentados em con-
gresso ou convenções
nacionais, relacionados
com a Contabilidade e a
profissão contábil e que
façam parte do Plano de
Educação Continuada re-
conhecido pela CEPC-
CFC. (doc.aceito).
Autoria e co- a) Autoria de livros No máximo 30 horas.
autoria de livros. publicados relacionados
com a Contabilidade e a
profissão contábil. No máximo 20 horas.
b) Co-autoria de livros
publicados relacionados
com a Contabilidade e à
profissão contábil.
Tradução de Tradução e adaptação de No máximo 10 horas.
livros. livros publicados no ex- Cada hora vale 1
terior, relacionados com a ponto.
profissão contábil.

224
7DEHOD9²/HJHQGD
9²&ODVVLILFDomRSDUDDWULEXLomRGHSRQWRVKRUDGRVFXUVRV
ÉUHD &ODVVLILFDomRSRU 'HILQLomR
QtYHO
Contabilidade Básico Total de horas dividido por 4
Intermediário Total de horas dividido por 2
Avançado Total de horas dividido por 1
Auditoria e suas Básico Total de horas dividido por 4
especializações Intermediário Total de horas dividido por 2
Avançado Total de horas dividido por 1

225
$1(;2,,

',5(75,=(63$5$25(*,6752'(&$3$&,7$'25$6

,'265(48,6,726(5(*,67526'$6
&$3$&,7$'25$6('26&85626

Art. 1o As capacitadoras deverão solicitar o seu credenciamento a
CEPC-CRC do seu domicílio, a qual encaminhará seu parecer à
CEPC-CFC para a decisão.

Art. 2o Os requisitos para o credenciamento da capacitadora e dos


seus cursos serão analisados pela CEPC-CRC e submetidos à
homologação e decisão da CEPC-CFC:

'$6&$3$&,7$'25$6

a) apresentar requerimento solicitando credenciamento como


capacitadora, assinado pelo seu representante legal, declarando que
tem pleno conhecimento da Resolução CFC nº 945, de 27 de setembro
de 2002, que instituiu a Educação Profissional Continuada;
b) apresentar cópia autenticada dos seus atos constitutivos e da
última alteração, devidamente registrados, bem como credenciamento
no MEC, exceto para universidades federais, estaduais ou municipais;
c) apresentar o histórico especificando a experiência no âmbito
de capacitação, resumo dos objetivos da capacitação ministrada, seus
programas de trabalho, tipo e nível da audiência a que os cursos se
destinam;

'26&85626

d) apresentar os programas, as cargas horárias e os cronogramas


dos cursos a serem ministrados em cada ano; características do nível
acadêmico e currículo de seus instrutores, a metodologia de ensino,
recursos de apoio, bibliografia mínima, critérios de avaliação,
freqüência mínima, sem prejuízo de outras informações, a critério da
Comissão de Educação Profissional Continuada do CRC e do CFC;
e) indicar se o curso é externo ou interno, ou seja, se é aberto ao
público em geral ou se é restrito ao quadro de profissionais da
empresa/entidade;

226
§ 1° As capacitadoras natas mencionados no item 4.6.4 deverão
cumprir os requisitos estabelecidos na alínea d.

§ 2 ° As instituições (municipais, estaduais e federais) de ensino


superior, deverão cumprir os requisitos estabelecidos na alínea d, com
exceção da metodologia de ensino, dos recursos de apoio e da
bibliografia mínima na apresentação de cursos de pós-graduação.

§ 3° As demais instituições de ensino superior, na apresentação


dos cursos de pós-graduação ou programa de extensão, com o curso de
graduação credenciado no MEC, deverão cumprir os requisitos
estabelecidos nas alíneas a, b, d, com exceção da metodologia de
ensino, dos recursos de apoio e da bibliografia mínima.

Art. 3o Com base nestas informações, a CEPC-CRC efetuará uma


avaliação prévia da qualidade da capacitadora, enviando o seu parecer
à CEPC-CFC, para decisão. Se aprovado o credenciamento, o CRC
emitirá ofício de aprovação como capacitadora credenciada, com sua
denominação ou razão social, com validade em território nacional, o
número designado e a vigência da autorização, que lhe permitirá
reconhecer as horas válidas para a Educação Profissional Continuada.

Parágrafo único. A validade do credenciamento da capacitadora é


por tempo indeterminado e a validade do credenciamento dos cursos
corresponde ao ano calendário.

,,'26$7(67$'26(0,7,'263(/$6
&$3$&,7$'25$6

Art. 4º As capacitadoras deverão emitir aos participantes dos
eventos atestados diplomas, certificados ou documento equivalente,
contendo, no mínimo, os requisitos estabelecidos no art. 5º.

Art. 5o Uma vez atendidos os critérios mínimos de avaliação e


freqüência, a capacitadora emitirá atestados contendo, no mínimo, os
seguintes requisitos:

a) nome da capacitadora e número de registro perante a


Comissão de Educação Profissional Continuada do CRC;
b) nome e número de registro no CRC do participante;

227
c) nome do expositor e assinatura do diretor ou representante
legal da capacitadora;
d) nome do curso e datas nas quais foi ministrado;
e) duração em horas; e
f) especificação dos pontos-hora válidos como Educação
Profissional Continuada, observado o indicado nas Tabelas de Eventos
e Horas vigentes, aprovada pela Comissão de Educação Profissional
Continuada.

Art. 6o As capacitadoras poderão modificar o seu programa de


cursos para incluir eventos não-credenciados, devendo apresentar para
a CEPC, por escrito, com sessenta dias de antecedência, um programa
para cada curso a ser ministrado, que deverá conter, no mínimo, as
informações nas letras G e H do art. 2o. O trâmite para as modificações
dos programas dos cursos pelas capacitadoras será o mesmo dos
cursos iniciais.

Art. 7o As capacitadoras enviarão, até 15 de janeiro de cada ano,


respectivamente, relatórios anuais à CEPC-CRC, em cuja jurisdição
desenvolvam atividades nas quais reportarão:

a) os eventos realizados;
b) a relação de expositores; e
c) a relação dos participantes que tenham concluído,
satisfatoriamente, os eventos de acordo com o plano aprovado pelo
CEPC-CRC.

Art. 8o O CRC manterá à disposição dos interessados a relação


atualizada das capacitadoras autorizadas e os respectivos eventos
credenciados no Programa de Educação Profissional Continuada
(PEPC).

,,,(035(6$6'($8',725,$,1'(3(1'(17(
&5('(1&,$'$6&202&$3$&,7$'25$6

Art. 9o As empresas de auditoria independente que desejarem ter
os seus cursos de capacitação interna ou para terceiros reconhecidos
por este Programa de Educação Profissional Continuada deverão
requerer seu credenciamento como capacitadoras, cumprindo o
disposto nesta Resolução.

228
,9,167,78,d®(6'((16,12683(5,25
&5('(1&,$'$6&202&$3$&,7$'25$6

Art. 10. As instituições de ensino superior que desejam


credenciar cursos de pós-graduação e/ou outros e que possuam curso
regular de Ciências Contábeis, e que sejam devidamente credenciadas
pelo MEC, ficam dispensadas da apresentação da documentação
indicada na letra F do art. 2º do Anexo II – Diretrizes para o Registro
das Capacitadoras.

9'26&21752/(6'$6&5('(1&,$'$6&202
&$3$&,7$'25$6

Art. 11. A CEPC-CRC manterá banco de dados com informações


sobre o desempenho das capacitadoras, elaborando, anualmente, um
relatório a ser enviado à CEPC-CFC até o final de março do ano
subseqüente.

Art. 12. A CEPC-CRC manterá um processo para cada


capacitadora credenciada, que deverá conter:

a) a documentação prevista para o credenciamento da


autorização;
b) cópia do ofício de Credenciamento como Capacitadora
Autorizada;
c) relatório/parecer sobre a avaliação inicial da capacitadora para
o credenciamento;
d) parecer da CEPC-CFC;
e) programas de cursos a serem ministrados;
f) modificação dos programas de cursos a serem ministrados;
g) relatórios semestrais dos cursos ministrados;
h) relatórios emitidos pelo Comitê de Avaliação do Programa de
Educação Profissional Continuada (PEPC).
i) queixas e investigações especiais;
j) cartas de observações dirigidas à capacitadora;
k) correspondências recebidas pela capacitadora em relação aos
cursos de Educação Continuada; e
l) qualquer outro documento relacionado com a capacitadora.

229
$1(;2,,,

352*5$0$'(('8&$d­2352),66,21$/&217,18$'$

De acordo com a Resolução CFC nº 945, de 27 de setembro de 2002,


do Conselho Federal de Contabilidade (Anexo I – Tabela de Eventos e Horas)

      

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(1) Publicada no DOU, de 08-10-2002.


(2) A Instrução CVM nº 308-99 pode ser consultada na página do CRCRS:
www.crcrs.org.br.
(3) Anexo alterado pela Resolução CFC nº 995, de 24-03-2004 – DOU de 23-04-2004.

231
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHGH]HPEURGH


$SURYD D 1%& 3  ± 1RUPD VREUH
([DPHGH4XDOLILFDomR7pFQLFD

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,
CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de
Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e suas
Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil e
estabelecem regras sobre procedimentos técnicos a serem observados
na realização de trabalhos;
CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente
importância da auditoria independente exigem atualização e
aprimoramento técnico e ético, para manter-se e ampliar-se à
capacitação para feitura de trabalhos com alto nível qualitativo;
CONSIDERANDO o disposto na Instrução CVM nº 308, de 14
de maio de 1999;
CONSIDERANDO que a atribuição para se alcançar adequado
desempenho deve ser empreendida pelo Conselho Federal de
Contabilidade em regime de franca cooperação com a Comissão de
Valores Mobiliários (CVM) e o Instituto de Auditores Independentes do
Brasil (Ibracon), conforme disposto na Instrução CVM nº 308(2), de 14 de
maio de 1999;
RESOLVE:
Art. 1º Aprovar a NBC P 5 − Norma sobre Exame de
QualificaçãoTécnica.
Art. 2o Esta Resolução entra em vigor a partir de 1o de janeiro de
2004.
Brasília, 11 de dezembro de 2003.

232
$OFHGLQR*RPHV%DUERVD– Presidente

233
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
1%&3±1250$62%5((;$0(
'(48$/,),&$d­27e&1,&$

±&21&(,78$d­2(2%-(7,926'2(;$0('(
48$/,),&$d­27e&1,&$
5.1.1 – O Exame de Qualificação Técnica tem por objetivo aferir a
obtenção de conhecimentos, competência técnico-profissional e
qualidade, bem como o desenvolvimento de programa de educação
continuada, após período de atividade na profissão contábil na área de
Auditoria.
5.1.2 – O Exame de Qualificação Técnica é um dos requisitos
para a inscrição do Contador na atividade de Auditor Independente no
Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) e no Conselho
Federal de Contabilidade (CFC), com vistas à atuação no mercado de
valores mobiliários.
5.1.3 – Esta Norma aplica-se aos contadores que pretendem obter
sua inscrição no CNAI, desde que comprovem haver exercido a atividade
de Auditoria Independente de Demonstrações Contábeis por, no mínimo,
5 (cinco) anos, consecutivos ou não.
±$'0,1,675$d­2'2(;$0('(
48$/,),&$d­27e&1,&$
5.2.1 – O Exame de Qualificação Técnica será administrado por
uma Comissão Administradora do Exame de Qualificação Técnica
(CAE), formada por 5 (cinco) membros efetivos e 5 (cinco) suplentes,
que sejam contadores, com comprovada atuação na área de Auditoria
Independente de Demonstrações Contábeis e estejam inscritos no
Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI), sendo 3 (três)
efetivos e 3 (três) suplentes indicados pelo Conselho Federal de
Contabilidade e 2 (dois) efetivos e 2 (dois) suplentes indicados pelo
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon).
5.2.2 – A nomeação e a posse dos membros da CAE será
outorgada pelo Plenário do Conselho Federal de Contabilidade e terão
mandato de 2 (dois) anos.

234
5.2.3 – Todas as deliberações da CAE serão tomadas em reunião
com a presença de, no mínimo, 3 (três) de seus membros, sendo as
matérias aprovadas, ou não, por igual número de membros, devendo
as mesmas constarem de ata que deverá ser aprovada pela Câmara de
Desenvolvimento Profissional e pelo Plenário do Conselho Federal de
Contabilidade.
5.2.4 – A CAE reunir-se-á, obrigatoriamente, no mínimo, duas
vezes ao ano, em data hora e local definidos pelo seu coordenador,
devidamente autorizada pelo Conselho Federal de Contabilidade.
5.2.5 – A CAE terá as seguintes atribuições:
a) Estabelecer as condições, formato e conteúdo, bem como os
exames e as provas que serão realizadas.
b) Dirimir dúvidas a respeito do Exame de Qualificação Técnica
e resolver situações não-previstas nesta Norma, submetendo-as ao
Plenário do Conselho Federal de Contabilidade.
c) Zelar pela confidencialidade dos exames, seus resultados e
outras informações relacionadas.
d) Manter estreita relação com os organismos controladores do
mercado, em especial com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
e o Banco Central do Brasil (Bacen), no tocante a informações sobre
os Auditores que se submeteram e foram aprovados no Exame de
Qualificação Técnica.
e) Emitir relatório até 60 (sessenta) dias após a conclusão de cada
Exame, a ser encaminhado para o Conselho Federal de Contabilidade,
que os encaminhará à Comissão de Valores Mobiliários, ao Banco
Central do Brasil e ao Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.
f) Indicar dentre seus membros, ao Plenário do Conselho Federal
de Contabilidade, um Coordenador para a CAE.
g) Decidir, em primeira instância administrativa, os recursos
apresentados.
5.2.6 – Estrutura, Controle e Aplicação do Exame de Qualificação.
5.2.6.1 – Caberá à Câmara de Desenvolvimento Profissional em
conjunto com a CAE:
a) Elaborar, coordenar e aplicar o Exame, bem como administrar
todas as suas fases.
b) Receber e validar as inscrições por intermédio dos Conselhos
Regionais de Contabilidade para o Exame de Qualificação Técnica.

235
c) Emitir e publicar, no Diário Oficial da União, o nome e o
registro dos Auditores Independentes aprovados no Exame de
Qualificação Técnica, até 60 (sessenta) dias após a realização do
mesmo.
d) Elaborar e divulgar, com antecedência mínima de 90 (dias) da
realização do Exame, guia contendo todas as informações relacionadas
ao mesmo, inclusive o conteúdo programático a ser exigido.
±)250$(&217(Ò'2'2(;$0(
5.3.1 – O Exame de Qualificação Técnica será composto de
prova escrita.
5.3.2 – Os Exames serão efetuados nas sedes dos Conselhos
Regionais de Contabilidade.
5.3.3 – Nas provas dos Exames serão exigidos conhecimentos nas
seguintes áreas:
a) Contabilidade Geral;
b) Contabilidade de Custos;
c) Contabilidade Pública;
d) Contabilidade Gerencial;
e) Teoria de Contabilidade:
f) Direito Público e Privado;
g) Matemática Financeira;
h) Legislação e Ética Profissional;
i) Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas
Brasileiras de Contabilidade;
j) Auditoria Contábil;
k) Legislação e Normas de Organismos Controladores do Mercado;
l) Informática Aplicada;
m) Português; e
n) Conhecimentos Sociais, Econômicos e Políticos do País.
5.3.4 – Os contadores que pretendem atuar em auditoria de
instituições reguladas pelo Banco Central do Brasil (Bacen) devem
ainda se submeter a prova específica sobre:
a) Legislação e Normas emitidas pelo Banco Central do Brasil;
b) Conhecimentos específicos na área de instituições reguladas
pelo Banco Central do Brasil; e
c) Contabilidade Bancária.

236
5.3.5 – O Conselho Federal de Contabilidade, por intermédio da
Câmara de Desenvolvimento Profissional, providenciará a divulgação
dos conteúdos programáticos das respectivas áreas, que serão exigidos
nas provas, com antecedência mínima de 90 (noventa) dias.
5.3.6 – As provas devem ser elaboradas com questões para
respostas objetivas e respostas dissertativas.
±$3529$d­2(3(5,2',&,'$'('2(;$0(
5.4.1 – O candidato será aprovado se obtiver, no mínimo, 50%
(cinqüenta por cento) dos pontos possíveis em cada área de
conhecimento, previstos nos itens 5.3.3 e 5.3.4.
5.4.2 – O Exame será aplicado, no mínimo, 2 (duas) vezes em
cada ano, em data e hora fixados pelo Conselho Federal de
Contabilidade, com antecedência mínima de 90 (noventa) dias.
±&(57,'­2'($3529$d­2
5.5.1 – Ocorrendo aprovação no Exame de Qualificação Técnica,
o Conselho Federal de Contabilidade emitirá Certidão de Aprovação,
contendo as notas obtidas em cada matéria e a média final, bem como
a data de validade de 1 (um) ano para o registro no CNAI.
±5(&85626
5.6.1 – O candidato inscrito no Exame de Qualificação Técnica
poderá interpor recurso contra o resultado divulgado pelo Conselho
Federal de Contabilidade, sem efeito suspensivo, no prazo de 30
(trinta) dias a contar da divulgação no Diário Oficial da União:
a) a CAE, em primeira instância, a contar do dia seguinte à
divulgação do resultado;
b) à Câmara de Desenvolvimento Profissional do Conselho
Federal de Contabilidade, em segunda instância, a contar da data da
ciência da decisão de primeira instância.
c) em última instância, ao Plenário do Conselho Federal de
Contabilidade, a contar da data da ciência da decisão de segunda
instância.
±35(3$5$d­2'(&$1','$726,03(',0(172

237
5.7.1 – O Conselho Federal de Contabilidade e os Conselhos
Regionais de Contabilidade, seus conselheiros efetivos e suplentes,
seus empregados, seus delegados e os integrantes da CAE não
poderão oferecer ou apoiar, a qualquer título, cursos preparatórios para
os candidatos ao Exame de Qualificação Técnica ou deles participar,
sob qualquer título.
5.7.2 – O descumprimento do disposto no item antecedente
caracterizar-se-á como infração de natureza ética, sujeitando-se o
infrator às penalidades previstas no Código de Ética Profissional do
Contabilista.

±',98/*$d­2'2(;$0('(48$/,),&$d­2
7e&1,&$
5.8.1 – O Conselho Federal de Contabilidade desenvolverá
campanha no sentido de esclarecer e divulgar o Exame de
Qualificação Técnica, sendo de competência dos Conselhos Regionais
de Contabilidade o reforço dessa divulgação nas suas jurisdições.

±48(67®(63$5$$63529$6'2(;$0('(
48$/,),&$d­27e&1,&$
5.9.1 – A CAE poderá solicitar, por intermédio da Câmara de De-
senvolvimento Profissional, a entidades ou a instituições de renomado
reconhecimento técnico, sugestões sobre questões para as provas do
Exame de Qualificação Técnica que abranjam os conteúdos
estabelecidos nos tópicos, as quais poderão compor o banco de dados.
±',6326,d®(6),1$,6
5.10.1 – Ao Conselho Federal de Contabilidade caberá adotar as
providências necessárias ao atendimento do disposto na presente
Norma, competindo ao seu Plenário interpretá-la quando se fizer
necessário.
5.10.2 – O primeiro Exame de Qualificação Técnica deverá ser
aplicado no primeiro semestre de 2004.

238
(1) Publicada no DOU, de 23-12-2003.
(2) A Instrução CVM nº 308-99 pode ser consultada na página do CRCRS:
www.crcrs.org.br.

239
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHQRYHPEURGH


$SURYD D 1%& 7  ± 'D $XGLWRULD
,QWHUQD

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que as Normas Brasileiras de Contabilidade e


suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil,
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observados
quando da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a forma adotada de fazer uso de


trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO o trabalho desenvolvido pelo Grupo de


Trabalho das Normas Brasileiras de Contabilidade, instituído pelo
Conselho Federal de Contabilidade, atendendo ao que está disposto no
art. 3º da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, que
recebeu nova redação pela Resolução CFC nº 980, de 24 de outubro
de 2003, elaborou a NBC T 12 – Da Auditoria Interna;

CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, o Instituto Nacional
de Seguro Social, o Ministério da Educação e do Desporto, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados,

240
RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a NBC T 12 – Da Auditoria Interna.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir do dia 1º de janeiro


de 2004, revogando a Resolução CFC nº 780, de 24 de março de 1995.

Brasília, 21 de novembro de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD– Presidente


241
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
1%&7±'$$8',725,$,17(51$

±&21&(,78$d­2(',6326,d®(6*(5$,6

±&RQFHLWXDomRH2EMHWLYRVGD$XGLWRULD,QWHUQD

12.1.1.1 – Esta norma trata da atividade e dos procedimentos de
Auditoria Interna Contábil, doravante denominada Auditoria Interna.

12.1.1.2 – A Auditoria Interna é exercida nas pessoas jurídicas de


direito público, interno ou externo, e de direito privado.

12.1.1.3 – A Auditoria Interna compreende os exames, análises,


avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente
estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia,
eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de
informações e de controles internos integrados ao ambiente e de
gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da
entidade no cumprimento de seus objetivos.

12.1.1.4 – A atividade de Auditoria Interna está estruturada em


procedimentos, com enfoque técnico, objetivo sistemático e
disciplinado, e tem por finalidade agregar valor ao resultado da
organização, apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos
processos, da gestão e dos controles internos, por meio da
recomendação de soluções para as não-conformidades apontadas nos
relatórios.

±3DSpLVGH7UDEDOKR

12.1.2.1 – A Auditoria Interna deve ser documentada por meio de
papéis de trabalho, elaborados em meio físico ou eletrônico, que
devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional.

12.1.2.2 – Os papéis de trabalho constituem documentos e


registros dos fatos, informações e provas obtidas no curso da
auditoria, a fim de evidenciar os exames realizados e dar suporte à sua
opinião, críticas, sugestões e recomendações.

242
12.1.2.3 – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de
detalhe suficientes para propiciarem a compreensão do planejamento,
da natureza, da oportunidade e da extensão dos procedimentos de
Auditoria Interna aplicados, bem como do julgamento exercido e do
suporte das conclusões alcançadas.

12.1.2.4 – Análises, demonstrações ou quaisquer outros


documentos devem ter sua integridade verificada sempre que forem
anexados aos papéis de trabalho.

±)UDXGHH(UUR

12.1.3.1 – A Auditoria Interna deve assessorar a administração
da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se
a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre
quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no
decorrer de seu trabalho.

12.1.3.2 – O termo “ fraude” aplica-se a ato intencional de
omissão e/ou manipulação de transações e operações, adulteração de
documentos, registros, relatórios, informações e demonstrações
contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários.

12.1.3.3 – O termo “ erro” aplica-se a ato não-intencional de
omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos
na elaboração de registros, informações e demonstrações contábeis,
bem como de transações e operações da entidade, tanto em termos
físicos quanto monetários.

±1250$6'((;(&8d­2'2675$%$/+26

±3ODQHMDPHQWRGD$XGLWRULD,QWHUQD

12.2.1.1 – O planejamento do trabalho de Auditoria Interna
compreende os exames preliminaresdas áreas, atividades, produtos e
processos, para definir a amplitude e a época do trabalho a ser
realizado de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração
da entidade.


243
12.2.1.2 – O planejamento deve considerar os fatores relevantes
na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes:

a) conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de


gestão de riscos da entidade;
b) o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos
sistemas contábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade
da entidade;
c) a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de
auditoria interna a serem aplicados, alinhados com a política de gestão
de riscos da entidade;
d) a existência de entidades associadas, filiais e partes
relacionadas que estejam no âmbito dos trabalhos da Auditoria
Interna;
e) o uso do trabalho de especialistas;
f) os riscos de auditoria, quer pelo volume ou complexidade das
transações e operações;
g) o conhecimento do resultado e das providências tomadas em
relação a trabalhos anteriores, semelhantes ou relacionados;
h) as orientações e expectativas externadas pela administração
aos auditores internos; e
i) conhecimento da Missão e Objetivos Estratégicos da entidade.

12.2.1.3 – O planejamento deve ser documentado e os programas de
trabalho, formalmente preparados, detalhando-se o que for necessário à
compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em termos de
natureza, oportunidade, extensão, equipe técnica e uso de especialistas.

12.2.1.4 – Os programas de trabalho devem ser estruturados de
forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho,
devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias
exigirem.

±5LVFRVGD$XGLWRULD,QWHUQD

244
12.2.2.1 – A análise dos riscos de Auditoria Interna deve ser feita
na fase de planejamento dos trabalhos e estão relacionados à
possibilidade de não se atingir, de forma satisfatória, o objetivo dos
trabalhos. Nesse sentido, devem ser considerados, principalmente, os
seguintes aspectos:

a) a verificação e a comunicação de eventuais limitações ao


alcance dos procedimentos de Auditoria Interna a serem aplicados,
considerando o volume ou complexidade das transações e das
operações;
b) a extensão da responsabilidade do auditor interno no uso dos
trabalhos de especialistas.

±3URFHGLPHQWRVGH$XGLWRULD,QWHUQD

12.2.3.1 – Os procedimentos de Auditoria Interna constituem
exames e investigações, incluindo testes de observância e testes
substantivos, que permitem ao auditor interno obter subsídios
suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à
administração da entidade.

12.2.3.2 – Os testes de observância visam à obtenção de razoável
segurança de que os controles internos estabelecidos pela
administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao
seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade.
Na sua aplicação, devem ser considerados os seguintes
procedimentos:

a) inspeção – verificação de registros, documentos e ativos


tangíveis;
b) observação – acompanhamento de processo ou procedimento
quando de sua execução; e
c) investigação e confirmação – obtenção de informações perante
pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das
operações, dentro ou fora da entidade.

12.2.3.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência


quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos
sistemas de informações da entidade.

245
12.2.3.4 – As informações que fundamentam os resultados da
Auditoria Interna são denominadas de “ evidências” , que devem ser
suficientes, fidedignas, relevantes e úteis, de modo a fornecerem base
sólida para as conclusões e recomendações à administração da entidade.

12.2.3.5 – O processo de obtenção e avaliação das informações


compreende:

I – a obtenção de informações sobre os assuntos relacionados


com os objetivos e o alcance da Auditoria Interna, devendo ser
observado que:

a) a informação suficiente é aquela que é factual e convincente,


de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da
mesma forma que o auditor interno;
b) a informação adequada é aquela que, sendo confiável, propicia
a melhor evidência alcançável, por meio do uso apropriado das
técnicas de Auditoria Interna;
c) a informação relevante é a que dá suporte às conclusões e às
recomendações da Auditoria Interna;
d) a informação útil é a que auxilia a entidade a atingir suas metas.

II – a avaliação da efetividade das informações obtidas, mediante


a aplicação de procedimentos de Auditoria Interna, incluindo testes
substantivos, se as circunstâncias assim o exigirem.

12.2.3.6 – O processo deve ser supervisionado para alcançar


razoável segurança de que o objetivo do trabalho da Auditoria Interna
está sendo atingido.

12.2.3.7 – Devem ser adotados procedimentos adequados para
assegurar que as contingências ativas e passivas relevantes decorrentes
de processos judiciais e extrajudiciais, reivindicações e reclamações,
bem como de lançamentos de tributos e de contribuições em disputa,
foram identificadas e são do conhecimento da administração da
entidade.

12.2.3.8 – No trabalho de Auditoria Interna, quando aplicável,
deve ser examinada a observância dos Princípios Fundamentais de
Contabilidade, das Normas Brasileiras de Contabilidade e da

246
legislação tributária, trabalhista e societária, bem como o
cumprimento das normas reguladoras a que estiver sujeita a entidade.

±$PRVWUDJHP

12.2.4.1 – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou


método de seleção de itens a serem testados, podem ser empregadas
técnicas de amostragem.

12.2.4.2 – Ao usar método de amostragem, estatística ou não,


deve ser projetada e selecionada uma amostra que possa proporcionar
evidência de auditoria suficiente e apropriada.

±3URFHVVDPHQWR(OHWU{QLFRGH'DGRV±3('

12.2.5.1 – A utilização de processamento eletrônico de dados
pela entidade requer que exista, na equipe de Auditoria Interna,
profissional com conhecimento suficiente sobre a tecnologia da
informação e os sistemas de informação utilizados.

12.2.5.2 – O uso de técnicas de Auditoria Interna que demandem


o emprego de recursos tecnológicos de processamento de informações
requer que exista na equipe de Auditoria Interna profissional com
conhecimento suficiente de forma a implementar os próprios
procedimentos ou, se for o caso, orientar, supervisionar e revisar os
trabalhos de especialistas.

±1250$65(/$7,9$6$25(/$7Ï5,2'$
$8',725,$,17(51$

12.3.1 – O relatório é o documento pelo qual a Auditoria Interna
apresenta o resultado dos seus trabalhos, devendo ser redigido com
objetividade e imparcialidade, de forma a expressar, claramente, suas
conclusões, recomendações e providências a serem tomadas pela
administração da entidade.

12.3.2 – O relatório da Auditoria Interna deve abordar, no


mínimo, os seguintes aspectos:

a) o objetivo e a extensão dos trabalhos;

247
b) a metodologia adotada;
c)os principais procedimentos de auditoria aplicados e sua
extensão;
d) eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de
auditoria;
e) a descrição dos fatos constatados e as evidências encontradas;
f) os riscos associados aos fatos constatados; e
g) as conclusões e recomendações resultantes dos fatos
constatados.
12.3.3 – O relatório de Auditoria Interna deve ser apresentado a
quem tenha solicitado o trabalho ou a quem este autorizar, devendo
ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo.

12.3.4 – A Auditoria Interna deve avaliar a necessidade de
emissão de relatório parcial na hipótese de constatar
impropriedades/irregularidades/ ilegalidades que necessitem
providências imediatas da administração da entidade que não possam
aguardar o final dos exames, considerando o disposto no item
12.1.3.1.

248
(1) Publicada no DOU, de 28-11-2003.

249
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHPDUoRGH


$SURYD D 1%& 3  ± 1RUPDV
3URILVVLRQDLVGR$XGLWRU,QWHUQR


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no
exercício de suas atribuições legais e regimentais,
CONSIDERANDO o que a Resolução CFC nº 780-95, de 24 de
março de 1995, aprovou a NBC T 12 – Da Auditoria Interna;
CONSIDERANDO a estrutura das Normas Brasileiras de
Contabilidade prevista na Resolução CFC nº 751-93, de 29 de
dezembro de 1993;
CONSIDERANDO os resultados dos estudos e debates
promovidos pelo Grupo de Estudo, instituído pela Portaria CFC nº 2-
95;

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a NBC P 3 – Normas Profissionais do Auditor


Interno.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua assinatura.

Brasília, 24 de março de 1995.

-RVp0DULD0DUWLQV0HQGHV ±Presidente

250
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(

1%&3±1250$6352),66,21$,6'2
$8',725,17(512

± &203(7Ç1&,$7e&1,&2352),66,21$/
3.1.1 – O Contador, na função de auditor interno, deve manter o
seu nível de competência profissional pelo conhecimento atualizado
das Normas Brasileiras de Contabilidade, das técnicas contábeis,
especialmente na área de auditoria, da legislação inerente à profissão,
dos conceitos e técnicas administrativas e da legislação aplicável à
Entidade.

±$872120,$352),66,21$/
3.2.1 – O auditor interno, não obstante sua posição funcional,
deve preservar sua autonomia profissional.

±5(63216$%,/,'$'('2$8',725,17(5121$
(;(&8d­2'2675$%$/+26
3.3.1 – O auditor interno deve ter o máximo de cuidado,
imparcialidade e zelo na realização dos trabalhos e na exposição das
conclusões.
3.3.2 – A amplitude do trabalho do auditor interno e sua
responsabilidade estão limitadas à sua área de atuação.
3.3.3 – A utilização da equipe técnica supõe razoável segurança
de que o trabalho venha a ser executado por pessoas com capacitação
profissional e treinamento requeridos nas circunstâncias.
3.3.4 – Cabe também ao auditor interno, quando solicitado,
prestar assessoria ao Conselho Fiscal ou Órgãos equivalentes.

±5(/$&,21$0(172&20352),66,21$,6'(
2875$6È5($6
3.4.1 – O auditor interno pode realizar trabalhos de forma
compartilhada com profissionais de outras áreas, situação em que a
equipe fará a divisão de tarefas segundo a habilitação técnica e legal
dos seus participantes.

251
±6,*,/2

3.5.1 – O auditor interno deve respeitar o sigilo relativamente às


informações obtidas durante o seu trabalho, não as divulgando para
terceiros, sob nenhuma circunstância, sem autorização expressa da
Entidade em que atua.

3.5.2 – O dever de manter o sigilo continua depois de terminado


o vínculo empregatício ou contratual.

±&223(5$d­2&202$8',725
,1'(3(1'(17(

3.6.1 – O auditor interno, quando previamente estabelecido com


a administração de Entidade em que atua, e, no âmbito de
planejamento conjunto de trabalho a realizar, deve apresentar os seus
papéis de trabalho ao auditor independente e entregar-lhe cópias,
quando este entender necessário.

(1) Publicada no DOU, de 10-04-95.

252
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHRXWXEURGH

5HIRUPXOD D 1%& 7  ± 'D 3HUtFLD


&RQWiELO

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE – CFC, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais;
CONSIDERANDO a necessidade de reformulação da NBC T
13 – Da Perícia Contábil, frente aos aspectos técnicos da norma
aprovada pela Resolução CFC nº 731, de 22 de outubro de 1992;
CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil
recebeu inúmeras colaborações coletadas dos Contabilistas que
participaram das Audiências Públicas realizadas em diversos Estados
e Capital do País;
CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil
obteve do Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de
Contabilidade a aprovação de sua proposta de reformulação da NBC T
13 – Da Perícia Contábil;
CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório
nº 062-99, de 20 de outubro de 1999, aprovada pelo Plenário deste
Conselho Federal de Contabilidade.

RESOLVE:

Art. 1º Reformular o teor da NBC T 13 – Da Perícia Contábil,


conforme anexo a esta Resolução.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua assinatura.


Brasília, 21 de outubro de 1999.

-RVp6HUDILP$EUDQWHV– Presidente

253
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
1%&7±'$3(5Ë&,$&217È%,/


±&21&(,78$d­2(2%-(7,926

13.1.1 – A perícia contábil constitui o conjunto de


procedimentos técnicos e científicos destinado a levar à instância
decisória elementos de prova necessários a subsidiar à justa solução
do litígio, mediante laudo pericial contábil, e ou parecer pericial
contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e
a legislação específica no que for pertinente.

13.1.1.1 – O laudo pericial contábil e ou parecer pericial contábil


têm por limite os próprios objetivos da perícia deferida ou contratada.

13.1.2 – A perícia contábil, tanto a judicial, como a extrajudicial


e a arbitral, é de competência exclusiva de Contador registrado em
Conselho Regional de Contabilidade.

13.1.3 – Nos casos em que a legislação admite a perícia


interprofissional, aplica-se o item anterior exclusivamente às questões
contábeis, segundo as definições contidas na Resolução CFC n.º 560-83.

13.1.4 – A presente Norma aplica-se ao perito-contador


nomeado em Juízo, ao contratado pelas partes para a perícia
extrajudicial ou ao escolhido na arbitragem; e, ainda, ao perito-
contador assistente indicado ou contratado pelas partes.

±3/$1(-$0(172

13.2.1 – Disposições Gerais

13.2.1.1 – O planejamento pressupõe adequado nível de


conhecimento específico do objeto da perícia contábil deferida ou
contratada.

13.2.1.2 – A perícia deve ser planejada cuidadosamente, com


vista ao cumprimento do prazo, inclusive o da legislação relativa ao
laudo ou parecer.

254
13.2.1.2.1 – Na impossibilidade do cumprimento do prazo, deve
o Contador, antes de vencido aquele, requerer prazo suplementar,
sempre por escrito.

13.2.1.3 – O planejamento deve considerar, ainda, os seguintes


fatores relevantes na execução dos trabalhos:
a) o conhecimento detalhado dos fatos concernentes à demanda;
b) as diligências a serem realizadas;
c) os livros e documentos a serem compulsados;
d) a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de
perícia a serem aplicados;
e) a equipe técnica necessária para a execução do trabalho;
f) os serviços especializados, necessários para a execução do
trabalho;
g) os quesitos, quando formulados; e
h) o tempo necessário para elaboração do trabalho.
13.2.1.4 – O planejamento deve ser revisado e atualizado
sempre que novos fatos o exigirem ou recomendarem.
13.2.1.5 – Quando do planejamento dos trabalhos deve ser
realizada a estimativa dos honorários de forma fundamentada,
considerando os custos e a justa remuneração do contador.

13.2.2 – Na Perícia Judicial

13.2.2.1 – Nos casos em que não houver publicação oficial da


concessão do prazo suplementar, deve o perito-contador comunicá-la
aos peritos-contadores assistentes.

13.2.3 – Na Perícia Extrajudicial e na Perícia Arbitral

13.2.3.1 – O contrato de honorários deve ser elaborado com


base no planejamento realizado.

±(;(&8d­2

13.3.1 – O perito-contador assistente pode, tão logo tenha


conhecimento da perícia, manter contato com o perito-contador,
pondo-
-se à disposição para o planejamento e a execução conjunta da perícia.

255
Uma vez aceita a participação, o perito-contador deve permitir o seu
acesso aos trabalhos.
13.3.2 – O perito-contador e o perito-contador assistente,
enquanto estiverem de posse do processo ou de documentos, devem
zelar pela sua guarda e segurança.

13.3.3 – Para a execução da perícia contábil, o perito-contador e


o perito-contador assistente devem ater-se ao objeto do trabalho a ser
realizado.

13.3.4 – Nas diligências, o perito-contador e o perito-contador


assistente devem relacionar os livros, os documentos e os dados de
que necessitem, solicitando-os, por escrito, em termo de diligência.

13.3.5 – A eventual recusa no atendimento de diligências


solicitadas, ou qualquer dificuldade na execução do trabalho pericial
devem ser comunicadas, com a devida comprovação ou justificativa,
ao Juízo, em se tratando de perícia judicial ou à parte contratante, no
caso de perícia extrajudicial ou arbitral.

13.3.6 – O perito-contador e o perito-contador assistente


utilizar-se-ão dos meios que lhes são facultados pela legislação e das
normas concernentes ao exercício de sua função, com vista a
instruírem o laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil com as
peças que julgarem necessárias.

13.3.7 – O perito-contador e o perito-contador assistente


manterão registros dos locais e datas das diligências, nomes das
pessoas que os atenderem, livros e documentos examinados ou
arrecadados, dados e particularidades de interesse da perícia,
rubricando a documentação examinada, quando julgarem necessário.

13.3.8 – A execução da perícia quando incluir a utilização de


equipe técnica, deve ser realizada sob a orientação e supervisão do
perito-contador e ou do perito-contador assistente que assumiram a
responsabilidade pelos trabalhos, devendo assegurar-se que as pessoas
contratadas estejam profissionalmente capacitadas à execução.

13.3.9 – O perito-contador e o perito-contador assistente devem


documentar, mediante papéis de trabalho, os elementos relevantes que

256
serviram de suporte à conclusão formalizada no laudo pericial contábil
e no parecer pericial contábil.
13.3.10 – O perito-contador assistente que assessorar o
contratante na elaboração das estratégias a serem adotadas na
proposição de solução por acordo ou demanda cumprirá, no que
couber, os requisitos desta Norma.

±352&(',0(1726

13.4.1 – Os procedimentos de perícia contábil visam


fundamentar as conclusões que serão levadas ao laudo pericial
contábil ou parecer pericial contábil, e abrangem, total ou
parcialmente, segundo a natureza e a complexidade da matéria,
exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração,
avaliação e certificação.

13.4.1.1 – O exame é a análise de livros, registros das transações e


documentos.

13.4.1.2 – A vistoria é a diligência que objetiva a verificação e a


constatação de situação, coisa ou fato, de forma circunstancial.

13.4.1.3 – A indagação é a busca de informações mediante


entrevista com conhecedores do objeto da perícia.

13.4.1.4 – A investigação é a pesquisa que busca trazer ao laudo


pericial contábil ou parecer pericial contábil o que está oculto por
quaisquer circunstâncias.

13.4.1.5 – O arbitramento é a determinação de valores ou a solução


de controvérsia por critério técnico.

13.4.1.6 – A mensuração é o ato de quantificação física de coisas,


bens, direitos e obrigações.

13.4.1.7 – A avaliação é o ato de estabelecer o valor de coisas,


bens, direitos, obrigações, despesas e receitas.

257
13.4.1.8 – A certificação é o ato de atestar a informação trazida
ao laudo pericial contábil pelo perito-contador, conferindo-lhe caráter
de autenticidade pela fé pública atribuída a este profissional.
13.4.2 – Concluídas as diligências, o perito-contador
apresentará laudo pericial contábil, e os peritos-contadores assistentes,
seus pareceres periciais contábeis, obedecendo aos respectivos prazos.

13.4.2.1 – Ocorrendo diligências em conjunto com o perito-


-contador assistente, o perito-contador o informará por escrito quando
do término do laudo pericial contábil, comunicando-lhe a data da
entrega do documento.

13.4.2.2 – O perito-contador assistente não pode firmar em


laudo ou emitir parecer sobre este, quando o documento tiver sido
elaborado por leigo ou profissional de outra área, devendo, nesse caso,
apresentar um parecer contábil da perícia.

13.4.2.3 – O perito-contador assistente, ao apor a assinatura, em


conjunto com o perito-contador, em laudo pericial contábil, não deve
emitir parecer pericial contábil contrário a esse laudo.

±/$8'23(5,&,$/&217È%,/

13.5.1 – O laudo pericial contábil é a peça escrita na qual o


perito-contador expressa, de forma circunstanciada, clara e objetiva, as
sínteses do objeto da perícia, os estudos e as observações que realizou,
as diligências realizadas, os critérios adotados e os resultados
fundamentados, e as suas conclusões.

13.5.1.1 – Havendo quesitos, estes são transcritos e


respondidos, primeiro os oficiais e na seqüência os das partes, na
ordem em que forem juntados aos autos.

13.5.1.2 – As respostas aos quesitos serão circunstanciadas, não


sendo aceitas aquelas como “ VLP” ou “ QmR” , ressalvando-se os que
contemplam especificamente este tipo de resposta.

13.5.1.3 – Não havendo quesitos, a perícia será orientada pelo


objeto da matéria, se assim decidir quem a determinou.

258
13.5.1.4 – Sendo necessária a juntada de documentos, quadros
demonstrativos e outros anexos, estes devem ser identificados e
numerados, bem como mencionada a sua existência no corpo do laudo
pericial contábil.

13.5.2 – A preparação e a redação do laudo pericial contábil são


de exclusiva responsabilidade do perito-contador.

13.5.3 – O laudo pericial contábil será datado, rubricado e


assinado pelo perito-contador, que nele fará constar a sua categoria
profissional de Contador e o seu número de registro em Conselho
Regional de Contabilidade.

13.5.4 – O laudo pericial contábil deve sempre ser encaminhado


por petição protocolada, quando judicial ou arbitral. Quando
extrajudicial, por qualquer meio que comprove sua entrega.

±3$5(&(53(5,&,$/&217È%,/(2)

(1) Publicada no DOU, de 29-10-99.

259
(2) O item 13.6 e seus subitens foram revogados pela Resolução CFC 985, de 21-11-
2003.

260
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHQRYHPEURGH

$SURYD D 1%& 7  ± 3DUHFHU 3HULFLDO


&RQWiELO

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750-93,
nº 774-
-94 e nº 900-01, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e
suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
por ocasião da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da perícia exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência para manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de


trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo sobre Perícia


Contábil e o Grupo de Trabalho instituído pelo Conselho Federal de
Contabilidade em conjunto com o Instituto dos Auditores
Independentes do Brasil (Ibracon), atendendo ao disposto no art. 3º da
Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, que recebeu nova
redação pela Resolução CFC nº 980, de 24 de outubro de 2003,
elaborou a NBC T 13.7 – Parecer Pericial Contábil;

261
CONSIDERANDO que por se tratar de atribuição que, para
adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto Nacional de Seguro Social, o Ministério da Educação, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados;

CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório nº


53-03, de 20 de novembro de 2003, aprovada pelo Plenário deste
Conselho Federal de Contabilidade, em 21 de novembro de 2003,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica NBC T 13.7 – Parecer


Pericial Contábil.

Art. 2º Para a execução de Parecer Pericial Contábil até 31 de


dezembro de 2003, devem ser aplicadas as regras sobre Parecer
Pericial Contábil, definidas no item 13.6 da NBC T 13 – Da Perícia
Contábil.

Art. 3º Esta Resolução produzirá seus efeitos a partir de 1º de


janeiro de 2004, data em que ficará revogado o item 13.6 da NBC T 13
– Da Perícia Contábil.

Brasília, 21 de novembro de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD – Presidente

262
1250$%5$6,/(,5$'(&217$%,/,'$'(
1%&7±3$5(&(53(5,&,$/&217È%,/

Esta norma objetiva estabelecer o conceito, a estrutura e os
procedimentos para elaboração e apresentação do Parecer Pericial
Contábil.

±&216,'(5$d®(6*(5$,6

13.7.1.1 – O Decreto-Lei nº 9.295-46 determina que Parecer em


matéria contábil somente seja elaborado por contador habilitado e
devidamente registrado em Conselho de Contabilidade.

13.7.1.2 – O Parecer Pericial Contábil deve ser uma peça escrita,


na qual o perito-contador assistente deve visualizar, de forma
abrangente, o conteúdo da perícia e particularizar os aspectos e as
minudências que envolvam a demanda.

13.7.1.3 – Essa Norma obriga que o perito-contador assistente,


deve registrar no Parecer Pericial Contábil os estudos, as pesquisas, as
diligências ou as buscas de elementos de provas necessárias para a
conclusão dos seus trabalhos.

13.7.1.4 – A Norma obriga que o perito-contador assistente, no


encerramento do Parecer Pericial Contábil, apresente suas conclusões
de forma clara e precisa.

13.7.1.5 – O Parecer Pericial Contábil deve ser uma peça técnica


elaborada de forma seqüencial e lógica, para que o trabalho do perito-
-contador assistente seja reconhecido também pela padronização
estrutural.

±$35(6(17$d­2'23$5(&(53(5,&,$/
&217È%,/

13.7.2.1 – O Parecer Pericial Contábil deve ser uma peça técnica,


escrita de forma objetiva, clara, precisa, concisa e completa, devendo
sua escrita ser sempre conduzida pelo perito-contador assistente, que
adotará um padrão próprio, como o descrito no item 13.7.3.

263
13.7.2.2 – Não deve o perito-contador assistente utilizar-se dos
espaços marginais ou interlineares para lançar quaisquer escritos no
Parecer Pericial Contábil.

13.7.2.3 – Não deve o perito-contador assistente no corpo do


Parecer Pericial Contábil utilizar entrelinhas, emendas ou rasuras, pois
não será aceita a figura da ressalva.

13.7.2.4 – Linhas Marginais - é proibido ao perito-contador


assistente utilizar-se das linhas marginais ou interlineares para lançar
quaisquer escritos no Parecer Pericial Contábil.

13.7.2.5 – Espaço - não pode o perito-contador assistente deixar


nenhum espaço em branco no corpo do Parecer Pericial Contábil, bem
como adotar entrelinhas, emendas ou rasuras, pois não será aceita a
figura da ressalva, especialmente quando se tratar de respostas aos
quesitos.

13.7.2.6 – A linguagem adotada pelo perito-contador assistente


deve ser acessível aos interlocutores, possibilitando aos julgadores e
às partes da demanda, conhecimento e interpretação dos resultados
dos trabalhos periciais contábeis. Devem ser utilizados termos
técnicos, devendo o texto trazer suas informações de forma clara. Os
termos técnicos devem ser contemplados na redação do Parecer
Pericial Contábil, de modo a se obter uma redação técnica que
qualifica o trabalho, respeitada a Norma Brasileira de Contabilidade e
o Decreto-Lei nº 9.295-46. Em se tratando de termos técnicos, devem
os mesmos, caso necessário, ser acrescidos de esclarecimentos
adicionais, sendo recomendados à utilização daqueles de maior
domínio popular.

13.7.2.7 – O Parecer Pericial Contábil deve ser escrito de forma


direta, devendo atender às necessidades dos julgadores e ao objeto da
discussão, sempre com conteúdo claro e dirigido ao assunto da
demanda. Sempre que o parecer contábil for contrário às posições do
laudo o perito-contador assistente deve fundamentar suas
manifestações.

13.7.2.8 – O perito-contador assistente deve elaborar o Parecer


Pericial Contábil, utilizando-se do vernáculo, sendo admitidas apenas

264
palavras ou expressões idiomáticas de outras línguas, de uso comum
nos tribunais judiciais ou extrajudiciais.
13.7.2.9 – O Parecer Pericial Contábil deve expressar o resultado
final de todo e qualquer trabalho de busca de prova que o perito-
-contador assistente tenha efetuado por intermédio de peças contábeis
e outros documentos, sob quaisquer tipos e formas documentais.

±(6758785$'23$5(&(53(5,&,$/
&217È%,/

13.7.3.1 – Omissão de Fatos – o perito-contador assistente, ao


efetuar suas manifestações no Parecer Pericial Contábil, não pode
omitir nenhum fato relevante encontrado no decorrer de suas
pesquisas ou diligências.

13.7.3.2 – Emissão de Opinião – ao concluir o Parecer


Pericial Contábil, não deve o perito-contador assistente emitir
qualquer opi-
nião pessoal a respeito das respostas oferecidas aos questionamentos,
bem como na conclusão dos trabalhos, que contrarie o Código de
Ética do Contabilista.

±7(50,12/2*,$

13.7.4.1 – Forma Circunstanciada – Entende-se a redação
pormenorizada e minuciosa, efetuada com cautela e detalhamento em
relação aos procedimentos e resultados do Parecer Pericial Contábil.

13.7.4.2 – Síntese do Objeto da Perícia – Entende-se o relato


sucinto sobre as questões básicas que resultaram na indicação ou na
contratação do perito-contador assistente.

13.7.4.3 – Diligências – Entende-se todos os procedimentos e


atitudes adotados pelo perito-contador assistente na busca de
informações e subsídios necessários à elaboração do Parecer Pericial
Contábil.

13.7.4.4 – Critérios do Parecer – São os procedimentos e a


metodologia utilizados pelo perito-contador assistente na elaboração
do trabalho pericial.

265
13.7.4.5 – Resultados Fundamentados – É a explicitação da
forma técnica pela qual o perito-contador assistente chegou às
conclusões da perícia.
13.7.4.6 – Conclusão – É a quantificação, quando possível, do
valor da demanda, podendo reportar-se a demonstrativos apresentados
no corpo do Parecer Pericial Contábil ou em documentos auxiliares.

±(6758785$

13.7.5.1 – O Parecer Pericial Contábil deve conter, no mínimo, os


seguintes itens:

a) identificação do processo e das partes;


b) síntese do objeto da perícia;
c) metodologia adotada para os trabalhos periciais;
d) identificação das diligências realizadas;
e) transcrição dos quesitos, no todo ou naqueles em discordância;
f) respostas aos quesitos;
g) conclusão;
h) identificação do perito-contador assistente nos termos do item
13.5.3 dessa Norma; e
i) outras informações, a critério do perito-contador assistente,
entendida como importantes para melhor esclarecer ou apresentar o
Parecer Pericial Contábil.

±(6&/$5(&,0(1726$',&,21$,6

13.7.6.1 – Conclusão – o perito-contador assistente deve, na
conclusão do Parecer Pericial Contábil, considerar as formas
explicitadas nos itens abaixo:

a) a conclusão com quantificação de valores é viável em casos de:


apuração de haveres, liquidação de sentença, inclusive em processos
trabalhistas, dissolução societária, avaliação patrimonial, entre outros;
b) a conclusão pode, ainda, reportar-se às respostas apresentadas
nos quesitos;
c) a conclusão pode ser, simplesmente, elucidativa quanto ao
objeto da perícia, não envolvendo, necessariamente, quantificação de
valores.

266
(1) Publicada no DOU, de 28-11-2003.

267
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHPDLRGH

$SURYDD1%&7±,7±±7HUPRGH
'LOLJrQFLD

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais;

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750-93,
nº 774-
-94 e nº 900-01, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e
suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
por ocasião da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da perícia exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência para manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de


trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo sobre Perícia


Contábil e o Grupo de Trabalho instituídos pelo Conselho Federal de
Contabilidade em conjunto com o Ibracon – Instituto dos Auditores
Independentes do Brasil, atendendo o disposto no artigo 3º da
Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, elaborou a
Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 13.3.4 da

268
NBC T 13 – Da Perícia Contábil, aprovada pela Resolução CFC nº
858, de 21 de outubro de 1999;

CONSIDERANDO que por tratar-se de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com
o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – Ibracon, o Instituto
Nacional de Seguro Social, o Ministério da Educação, a Secretaria Fe-
deral de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a Secretaria do
Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros Privados;

CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório nº


28, de 23 de maio de 2002, aprovada pelo Plenário deste Conselho
Federal de Contabilidade, em 24 de maio de 2002,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, NBC T 13 – IT – 01 –


Termo de Diligência.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua


publicação.

Brasília, 24 de maio de 2002.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD – Presidente

269
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(

,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
7(502'(',/,*Ç1&,$

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar e estabelecer um


modelo do Termo de Diligência, cuja adoção e utilização estão
previstas no item 13.3.4 da NBC T 13 – Da Perícia Contábil, a seguir
transcrito:

“  1DV GLOLJrQFLDV R SHULWRFRQWDGRU H R SHULWRFRQWDGRU


DVVLVWHQWH GHYHP UHODFLRQDU RV OLYURV RV GRFXPHQWRV H RV GDGRV GH
TXHQHFHVVLWHPVROLFLWDQGRRVSRUHVFULWRHPWHUPRGHGLOLJrQFLD.”

'(),1,d­2($3/,&$%,/,'$'(

1. Termo de diligência é o instrumento mediante o qual o perito


solicita os elementos necessários à elaboração do seu trabalho.

2. O perito-contador e o perito-contador assistente devem, no


momento que entenderem oportuno, nas diligências periciais, solicitar
os elementos de que necessitem para o desenvolvimento do seu
trabalho, por meio do termo de diligência, previamente elaborado.

3. O termo de diligência pode ser apresentado diretamente à parte


ou ao diligenciado, por qualquer meio pelo qual se possa documentar
a sua entrega. O diligenciado é qualquer pessoa ou entidade que
possua os elementos e informações necessários para subsidiar o laudo
pericial contábil e o parecer pericial contábil.

(6758785$

4. O termo de diligência deve conter os seguintes elementos:

a) identificação do diligenciado;

b) identificação das partes ou interessados, e, em se tratando de


perícia judicial ou arbitral, o número do processo, o tipo e o Juízo em
que tramita.

270
c) identificação do perito-contador ou perito-contador assistente,
com indicação do número do registro profissional no Conselho
Regional de Contabilidade;

d) indicação de estar sendo elaborado nos termos da NBC T 13 –


Da Perícia Contábil e da legislação específica;

e) indicação detalhada dos livros, documentos e demais dados a


serem periciados, consignando as datas e/ou períodos abrangidos,
podendo identificar quesito a que se refere;

f) indicação do prazo e local para a exibição dos livros,


documentos e dados necessários à elaboração da perícia, devendo o
prazo ser compatível com aquele concedido pelo juízo, ou ser
convencionado pelas partes, considerada a quantidade de documentos,
as informações necessárias, a estrutura organizacional do diligenciado
e o local de guarda dos documentos;

g) após atendidos os requisitos da letra H, quando o exame dos


livros, documentos e dados tiver de ser realizado junto à parte que os
detém, indicação das data e hora para sua efetivação; e

h) local, data e assinatura.

02'(/26'(7(502'(',/,*Ç1&,$

5. Atendidas as disposições da NBC T 13 – Da Perícia Contábil,


e desta Interpretação Técnica, o perito elaborará o termo de diligência,
podendo adotar os modelos sugeridos a seguir.

271
0RGHORQD3HUtFLD-XGLFLDO

TERMO DE DILIGÊNCIA

IDENTIFICAÇÃO DO DILIGENCIADO

REF.: PROCESSO N.º


VARA:
PARTES:
PERITO-CONTADOR: (categoria e n.º do registro)
PERITO-CONTADOR ASSISTENTE: (categoria e n.º do registro)

Na qualidade de perito-contador nomeado pelo MM. Juízo em


referência e/ou perito-contador assistente indicado pelas partes, nos termos
do artigo 429 do Código de Processo Civil e das Normas Brasileiras de
Contabilidade – NBC T 13 – Da Perícia Contábil – itens 13.3.4, 13.3.5 e
13.3.6, solicita-se que sejam fornecidos ou postos à disposição, para análise,
os documentos a seguir indicados:

1.
2.
3.
4.
5.
6.
etc.

Para que se possa cumprir o prazo estabelecido para elaboração e


entrega do laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil, é necessário
que os documentos solicitados sejam fornecidos ou postos à disposição da
perícia até o dia ___-___-___, às __h, no endereço........(do perito-contador
e/ou perito-contador assistente, e/ou parte). Solicita-se que seja comunicado
quando os documentos tiverem sido remetidos ou estiverem à disposição para
análise.

Em caso de dúvida, solicita-se esclarecê-la diretamente com o perito.

Local e data
Assinatura
Nome do Perito-Contador ou Perito-Contador Assistente
Contador – n.º de registro no CRC

272
0RGHORQD3HUtFLD([WUDMXGLFLDO

TERMO DE DILIGÊNCIA

ENDEREÇAMENTO DO DILIGENCIADO

EXTRAJUDICIAL
PARTE CONTRATANTE:
PERITO-CONTADOR: (categoria e n.º do registro)
PERITO-CONTADOR ASSISTENTE: (categoria e n.º do registro)

Na qualidade de perito-contador e/ou perito-contador assistente


escolhidos pelas partes, em consonância com as Normas Brasileiras de
Contabilidade – NBC T 13 – Da Perícia Contábil – itens 13.3.4, 13.3.5 e
13.3.6, e nos termos contratuais, solicita-se que sejam fornecidos ou postos à
disposição, para análise, os documentos a seguir indicados:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
etc.

Para que se possa cumprir o prazo estabelecido para elaboração e


entrega do laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil, é necessário
que os documentos solicitados sejam fornecidos ou postos à disposição da
perícia até o dia ___-___-___, às __h, no endereço........(do perito-contador
e/ou perito-contador assistente, e/ou parte). Solicita-se que seja comunicado
quando os documentos tiverem sido remetidos ou estiverem à disposição para
análise.

Em caso de dúvida, solicita-se esclarecê-la diretamente com o perito.

Local e data
Assinatura
Nome do Perito-Contador ou Perito-Contador Assistente
Contador - Nº de Registro no CRC

273
0RGHORQD3HUtFLD$UELWUDO

TERMO DE DILIGÊNCIA

ENDEREÇAMENTO DO DILIGENCIADO

ARBITRAL
CÂMARA ARBITRAL:
ÁRBITRO:
JUIZ ARBITRAL:
PARTES:
PERITO-CONTADOR: (categoria e n.º do registro)

Na qualidade de perito-contador escolhido pelo árbitro e/ou perito-


-contador assistente indicado pelas partes, nos termos da Lei n.º 9.307-96, ou
do regulamento da Câmara de Mediação e Arbitragem, ........ e ainda em
consonância com as Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC T 13 – Da
Perícia Contábil – itens 13.3.4, 13.3.5 e 13.3.6, solicita-se que sejam
fornecidos ou postos à disposição, para análise, os documentos a seguir
indicados:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
etc.

Para que se possa cumprir o prazo estabelecido para elaboração e


entrega do laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil, é necessário
que os documentos solicitados sejam fornecidos ou postos à disposição da
perícia até o dia ___-___-___, às __h, no endereço........(do perito-contador
e/ou perito-contador assistente, e/ou parte). Solicita-se que seja comunicado
quando os documentos tiverem sido remetidos ou estiverem à disposição para
análise.
Em caso de dúvida, solicita-se esclarecê-la diretamente nos endereços,
horários e telefones indicados.

Local e data
Assinatura
Nome do Perito-Contador ou Perito-Contador Assistente
Contador – Nº de Registro no CRC

(1) Publicada no DOU de 11-06-02.

274
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHPDLRGH

$SURYDD1%&7±,7±±/DXGR H
3DUHFHUGH/HLJRV

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais;

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750-93,
nº 774-
-94 e nº 900-01, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e
suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
por ocasião da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da perícia exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência para manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de


trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo sobre Perícia


Contábil e o Grupo de Trabalho instituídos pelo Conselho Federal de
Contabilidade em conjunto com o Ibracon – Instituto dos Auditores
Independentes do Brasil, atendendo ao que está disposto no artigo 3º
da Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, elaborou a
Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 13.4.2.2,
correspondente aos procedimentos do item 13.4 da NBC T 13 – Da

275
Perícia Contábil, aprovada pela Resolução CFC nº 858, de 21 de
outubro de 1999;

CONSIDERANDO que por tratar-se de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com
o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto Nacional de Seguro Social, o Ministério da Educação, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados;

CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório nº


29, de 23 de maio de 2002, aprovada pelo Plenário deste Conselho
Federal de Contabilidade, em 24 de maio de 2002,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, NBC T 13 – IT – 02 –


Laudo e Parecer de Leigos.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua


publicação.

Brasília, 24 de maio de 2002.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD – Presidente

276
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(

,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
/$8'2(3$5(&(5'(/(,*26

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 13.4.2.2,


correspondente aos Procedimentos – item 13.4, da NBC T 13 – DA
PERÍCIA CONTÁBIL.

“  ± 2 SHULWRFRQWDGRU DVVLVWHQWH QmR SRGH ILUPDU HP


ODXGR RX HPLWLU SDUHFHU VREUH HVWH TXDQGR R GRFXPHQWR WLYHU VLGR
HODERUDGR SRU OHLJR RX SURILVVLRQDO GH RXWUD iUHD GHYHQGR QHVVH
FDVRDSUHVHQWDUXPSDUHFHUFRQWiELOGDSHUtFLD.”

&216,'(5$d®(6,1,&,$,6

1. O Decreto-Lei nº 9.295-46 e a Norma Brasileira de


Contabilidade NBC T 13 – DA PERÍCIA CONTÁBIL considera leigo
ou profissional não-habilitado para a elaboração de laudos periciais
contábeis e pareceres periciais contábeis, qualquer profissional que
não seja o Contador, habilitado perante Conselho Regional de
Contabilidade.

2. Em que pese o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos


órgãos representativos da Classe Contábil, ocorre, por vezes, a
nomeação de profissionais de formação diversa, para a elaboração de
Perícias Contábeis.

3. Em seu resguardo, nos termos do artigo 3º – parágrafo V do


Código de Ética Profissional do Contabilista – CEPC, deve o perito-
-contador assistente comunicar, de forma reservada, ao Conselho
Regional de Contabilidade de sua jurisdição e à parte contratante, a
falta de habilitação profissional do perito nomeado.

'(6(192/9,0(172'2675$%$/+26

4. Ao perito-contador assistente é vedado assinar em conjunto ou


emitir parecer pericial contábil sobre laudo pericial contábil, quando

277
este não tiver sido elaborado por Contador habilitado perante o
Conselho Regional de Contabilidade.
5. Em conformidade com o item alvo desta Interpretação Técnica,
sendo o laudo pericial elaborado por leigo ou profissional não-habili-
tado, deve o perito-contador assistente apresentar um parecer pericial
contábil, sobre a matéria a ser periciada.

6. No caso, na condição de perito-contador assistente, ao


apresentar parecer pericial contábil, deverá seguir os procedimentos
contidos no item 13.5 – LAUDO PERICIAL CONTÁBIL, da NBC T
13 – DA PERÍCIA CONTÁBIL.

278
(1) Publicada no DOU de 11-06-02. Retificação publicada no DOU de 20-06-02.

279
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHPDLRGH

$SURYDD1%&7±,7±±$VVLQDWXUD
HP&RQMXQWR

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais;

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750-93,
nº 774-
-94 e nº 900-01, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e
suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
por ocasião da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da perícia exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência para manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de


trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo sobre Perícia


Contábil e o Grupo de Trabalho instituídos pelo Conselho Federal de
Contabilidade em conjunto com o Ibracon – Instituto dos Auditores
Independentes do Brasil, atendendo o disposto no artigo 3º da
Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, elaborou a
Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 13.4.2.3,
correspondente aos procedimentos do item 13.4 da NBC T 13 – Da

280
Perícia Contábil, aprovada pela Resolução CFC nº 858, de 21 de
outubro de 1999;

CONSIDERANDO que por tratar-se de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com
o Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto Nacional de Seguro Social, o Ministério da Educação, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados;

CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório nº


30, de 23 de maio de 2002, aprovada pelo Plenário deste Conselho
Federal de Contabilidade, em 24 de maio de 2002,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica, NBC T 13 – IT – 03 –


Assinatura em Conjunto.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua


publicação.

Brasília, 24 de maio de 2002.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD – Presidente

281
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7±
$66,1$785$(0&21-8172

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 13.4.2.3,


correspondente aos Procedimentos, item 13.4, da NBC T 13 – DA
PERÍCIA CONTÁBIL.

“  ± 2 SHULWRFRQWDGRU DVVLVWHQWH DR DSRU D DVVLQDWXUD


HP FRQMXQWR FRP R SHULWRFRQWDGRU HP ODXGR SHULFLDO FRQWiELO QmR
GHYHHPLWLUSDUHFHUSHULFLDOFRQWiELOFRQWUiULRDHVVHODXGR.”

$63(&726&21&(,78$,6

1. A assinatura em conjunto no laudo pericial contábil, por parte do


perito-contador assistente exclui a possibilidade da emissão de parecer
pericial contábil contrário, em separado.

2. O perito-contador assistente não tem obrigação de assinar


conjuntamente o laudo pericial contábil, pois, mesmo sendo a perícia
contábil uma prova técnica, e terem-se valido os profissionais dos
mesmos procedimentos, nem sempre a redação dada pelo perito
contador é idêntica àquela entendida correta, ou mais adequada, pelo
perito-contador assistente. Cria-se, neste caso, um impedimento à
assinatura em conjunto do laudo pericial contábil.

3. Ao perito-contador assistente, resta analisando o laudo pericial


contábil elaborado pelo perito-contador, optar pela forma que
entenderem mais correta de se manifestarem.

4. A opção por apresentar parecer pericial contábil em separado é


de exclusiva responsabilidade do perito-contador assistente, tomada em
conjunto com a parte que o contratou, não devendo entender o perito-
-contador que tal atitude constitua descrédito ao trabalho realizado ou
ao profissional que o apresentou.

$3/,&$%,/,'$'((352&(',0(172

5. O perito-contador assistente, assinará em conjunto o laudo


pericial contábil que tiver acompanhado os procedimentos técnicos

282
de-
senvolvidos para a elaboração do laudo pericial pelo perito-contador
e/ou que tenha examinado todo o seu conteúdo e conclusões,
entendendo estar de acordo com estas.

6. O perito-contador assistente, emitirá parecer pericial contábil


em separado que, uma vez analisadas as conclusões trazidas pelo
laudo pericial contábil, não concordar total ou parcialmente com elas
ou discordar da forma como foram transmitidos os procedimentos
utilizados para fundamentá-lo.

7. O perito-contador assistente, emitirá parecer pericial contábil


em separado que assim entender cabível, tendo em vista a
comprovação, de forma técnica, das teses levantadas pela parte que o
contratou.

8. O perito-contador assistente poderá, ainda, assinar em conjunto


com o perito-contador o laudo pericial contábil elaborado por este
último e, também, apresentar, em separado, parecer pericial contábil,
destacando e/ou desenvolvendo, de forma técnica, algum ponto
relevante do trabalho, desde que não haja contrariedade com o contido
no laudo pericial contábil.

&21&/86­2

9. A participação de mais de um Contador, desempenhando as


funções de perito-contador e de perito-contador assistente, no mesmo
processo, deve ser entendida como reconhecimento e valorização da
Profissão, motivo pelo qual o relacionamento ético e respeitoso entre
eles é encarado como pressuposto do engrandecimento profissional.

283
(1) Publicada no DOU de 11-06-02.

284
5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHVHWHPEURGH

$SURYD D 1%& 7  ± ,7 ±  ± /DXGR


3HULFLDO&RQWiELO

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no


exercício de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO que os Princípios Fundamentais de


Contabilidade, estabelecidos mediante as Resoluções CFC nº 750-93,
nº 774-
-94 e nº 900-01, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade e
suas Interpretações Técnicas constituem corpo de doutrina contábil
que estabelece regras de procedimentos técnicos a serem observadas
por ocasião da realização de trabalhos;

CONSIDERANDO que a constante evolução e a crescente


importância da perícia exigem atualização e aprimoramento das
normas endereçadas à sua regência para manter permanente
justaposição e ajustamento entre o trabalho a ser realizado e o modo
ou processo dessa realização;

CONSIDERANDO que a forma adotada para fazer uso de


trabalhos de instituições com as quais o Conselho Federal de
Contabilidade mantém relações regulares e oficiais está de acordo com
as diretrizes constantes dessas relações;

CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo sobre Perícia


Contábil e o Grupo de Trabalho instituído pelo Conselho Federal de
Contabilidade em conjunto com o Ibracon – Instituto dos Auditores
Independentes do Brasil, atendendo ao disposto no art. 3º da
Resolução CFC nº 751, de 29 de dezembro de 1993, elaborou a
Interpretação Técnica em epígrafe para explicitar o item 13.5.1,

285
correspondente aos procedimentos do item 13.5 da NBC T 13 – Da
Perícia Contábil;

CONSIDERANDO que por tratar-se de atribuição que, para


adequado desempenho, deve ser empreendida pelo Conselho Federal
de Contabilidade em regime de franca, real e aberta cooperação com o
Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, o
Instituto Nacional de Seguro Social, o Ministério da Educação, a
Secretaria Federal de Controle, a Secretaria da Receita Federal, a
Secretaria do Tesouro Nacional e a Superintendência de Seguros
Privados;

CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório nº


40-03, de 18 de setembro de 2003, aprovada pelo Plenário deste
Conselho Federal de Contabilidade, em 19 de setembro de 2003,

RESOLVE:

Art. 1º Aprovar a Interpretação Técnica NBC T 13 – IT – 04 –


Laudo Pericial Contábil.

Art. 2º Esta Resolução entra em vigor a partir da data de sua


publicação.

Brasília, 19 de setembro de 2003.

$OFHGLQR*RPHV%DUERVD – Presidente

286
1250$%5$6,/(,5$'(&217$%,/,'$'(
,17(535(7$d­27e&1,&$1%&7±,7
/$8'23(5,&,$/&217È%,/

Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 13.5.1,
correspondente ao conceito de Laudo Pericial Contábil.
³  2 ODXGR SHULFLDO FRQWiELO p D SHoD HVFULWD QD TXDO R
SHULWRFRQWDGRUH[SUHVVDGHIRUPDFLUFXQVWDQFLDGDFODUDHREMHWLYD
DV VtQWHVHV GR REMHWR GD SHUtFLD RV HVWXGRV H DV REVHUYDo}HV TXH
UHDOL]RX DV GLOLJrQFLDV UHDOL]DGDV RV FULWpULRV DGRWDGRV H RV
UHVXOWDGRVIXQGDPHQWDGRVHDVVXDVFRQFOXV}HV´
&216,'(5$d®(6*(5$,6
1. O Decreto-Lei nº 9.295-46, na letra “ F” do art. 25, determina
que o Laudo Pericial Contábil efetuado em matéria contábil somente
seja executado por contador habilitado e devidamente registrado em
Conselho Regional de Contabilidade.

2. Laudo Pericial Contábil é uma peça escrita, na qual o perito-con-


tador deve visualizar, de forma abrangente, o conteúdo da perícia e
particularizar os aspectos e as minudências que envolvam a demanda.

3. Define esta Norma que o perito-contador deve registrar no


Laudo Pericial Contábil os estudos, as pesquisas, as diligências ou as
buscas de elementos de provas necessárias para a conclusão dos seus
trabalhos.

4. Obriga a Norma que o perito-contador, no encerramento do


Laudo Pericial Contábil, apresente, de forma clara e precisa, as suas
conclusões.

5. O Laudo Pericial Contábil deve ser uma peça técnica elaborada


de forma seqüencial e lógica, para que o trabalho do perito-contador
seja reconhecido também pela padronização estrutural.

$35(6(17$d­2'2/$8'23(5,&,$/&217È%,/

6. O Laudo Pericial Contábil deverá ser uma peça técnica, escrita
de forma objetiva, clara, precisa, concisa e completa. Ainda, sua

287
escrita sempre será conduzida pelo perito-contador, que adotará um
padrão próprio, como o descrito no item Estrutura.

7. Não deve o perito-contador utilizar-se dos espaços marginais


ou interlineares para lançar quaisquer escritos no Laudo Pericial
Contábil.

8. Não pode o perito-contador deixar nenhum espaço em branco


no corpo do Laudo Pericial Contábil, bem como adotar entrelinhas,
emendas ou rasuras, pois não será aceita a figura da ressalva,
especialmente quando se tratar de respostas aos quesitos.

9. A linguagem adotada pelo perito-contador deve ser acessível


aos interlocutores, possibilitando aos julgadores e às partes da
demanda, conhecimento e interpretação dos resultados dos trabalhos
periciais contábeis. Devem ser utilizados termos técnicos, devendo o
texto trazer suas informações de forma clara. Os termos técnicos
devem ser contemplados na redação do laudo pericial contábil, de
modo a se obter uma redação técnica que qualifica o trabalho,
respeitada a Norma Brasileira de Contabilidade e o Decreto-Lei nº
9.295-46. Em se tratando de termos técnicos, devem os mesmos, caso
necessário, ser acrescidos de esclarecimentos adicionais, sendo
recomendados à utilização daqueles de maior domínio popular.

10. O Laudo Pericial Contábil deverá ser escrito de forma direta,


devendo atender às necessidades dos julgadores e ao objeto da
discussão, sempre com conteúdo claro e dirigido ao assunto da
demanda, de forma que possibilite os julgadores a proferirem justa
decisão. O Laudo Pericial Contábil não deve conter elementos e/ou
informações que conduzam a dúbia interpretação, para que não induza
os julgadores a erro.

11. O perito-contador deverá elaborar o Laudo Pericial Contábil


utilizando-se do vernáculo, sendo admitidas apenas palavras ou
expressões idiomáticas de outras línguas de uso comum nos tribunais
judiciais ou extrajudiciais.

12. O Laudo Pericial Contábil deve expressar o resultado final de


todo e qualquer trabalho de busca de prova que o contador tenha

288
efetuado por intermédio de peças contábeis e outros documentos, sob
quaisquer tipos e formas documentais.
7(50,12/2*,$

13. Forma Circunstanciada – Entende-se a redação


pormenorizada, minuciosa, com cautela e detalhamento em relação
aos procedimentos e aos resultados do Laudo Pericial Contábil.

14. Síntese do Objeto da Perícia – Entende-se o relato sucinto


sobre as questões básicas que resultaram na nomeação ou na
contratação do perito-contador.

15. Diligências – Entende-se todos os procedimentos e atitudes


adotados pelo perito na busca de informações e subsídios necessários
à elaboração do Laudo Pericial Contábil.

16. Critérios da Perícia – São os procedimentos e a metodologia


utilizados pelo perito-contador na elaboração do trabalho pericial.

17. Resultados Fundamentados – É a explicitação da forma


técnica pelo qual o perito-contador chegou às conclusões da perícia.

18. Conclusão – É a quantificação, quando possível, do valor da


demanda, podendo reportar-se a demonstrativos apresentados no
corpo do laudo ou em documentos auxiliares.

(6758785$

19. O Laudo Pericial Contábil deve conter, no mínimo, os


seguintes itens:

a) identificação do processo e das partes;


b) síntese do objeto da perícia;
c) metodologia adotada para os trabalhos periciais;
d) identificação das diligências realizadas;
e) transcrição dos quesitos;
f) respostas aos quesitos;
g) conclusão;
h) identificação do perito-contador nos termos do item 13.5.3
desta norma;

289
i) outras informações, a critério do perito-contador, entendidas
como importantes para melhor esclarecer ou apresentar o laudo pericial.
(6&/$5(&,0(1726$',&,21$,6

20. Omissão de Fatos - o perito-contador não pode omitir nenhum


fato relevante encontrado no decorrer de suas pesquisas ou diligências,
mesmo que não tenha sido objeto de quesitação e desde que esteja
relacionado ao objeto da perícia.

21. Conclusão – o perito-contador deve, na conclusão do Laudo


Pericial Contábil, considerar as formas explicitadas nos itens abaixo:

a) a conclusão com quantificação de valores é viável em casos de:


apuração de haveres; liquidação de sentença, inclusive em processos
trabalhistas; dissolução societárias; avaliação patrimonial, entre
outros;
b) pode ocorrer que na conclusão seja necessária a apresentação
de alternativas, condicionada às teses apresentadas pelas partes, casos
em que cada parte apresentou uma versão para a causa, e o perito
deverá apresentar ao juiz as alternativas condicionadas às teses
apresentadas, devendo, necessariamente, ser identificados os critérios
técnicos que lhes dêem respaldo. Tal situação deve ser apresentada de
forma a não representar a opinião pessoal do perito, consignando os
resultados obtidos, caso venha a ser aceita a tese de um ou de outro
demandante, como no caso de discussão de índices de atualização e
taxas;
c) a conclusão pode ainda reportar-se às respostas apresentadas
nos quesitos;
d) a conclusão pode ser, simplesmente, elucidativa quanto ao
objeto da perícia, não envolvendo, necessariamente, quantificação de
valores.

290
(1) Publicada no DOU, de 1º-10-2003.

291


5(62/8d­2&)&1ž(1)
GHGHRXWXEURGH

5HIRUPXOD D 1%& 3  GHQRPLQDQGRD


1RUPDV3URILVVLRQDLVGR3HULWR


O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE – CFC, no
exercício de suas atribuições legais e regimentais;
CONSIDERANDO a necessidade de reformulação da NBC P 2 –
Normas Profissionais de Perito Contábil, frente aos aspectos técnicos da
norma aprovada pela Resolução CFC nº 733, de 22 de outubro de 1992;
CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil
recebeu inúmeras colaborações coletadas dos Contabilistas que
participaram das Audiências Públicas realizadas em diversos Estados
e Capital do País;
CONSIDERANDO que o Grupo de Estudo de Perícia Contábil
obteve do Grupo de Trabalho das Normas Brasileiras de
Contabilidade a aprovação de sua proposta de reformulação da NBC P
2 – Normas Profissionais de Perito Contábil;
CONSIDERANDO a decisão da Câmara Técnica no Relatório
nº 061-99, de 20 de outubro de 1999, aprovado pelo Plenário deste
Conselho Federal de Contabilidade.
RESOLVE:
Art. 1º Reformular o teor da NBC P 2 – Normas Profissionais
de Perito Contábil, conforme anexo a esta Resolução.
Art. 2º Denominar a referida norma de NBC P 2 – Normas
Profissionais do Perito.
Art. 3ºEsta Resolução entra em vigor na data de sua assinatura.
Brasília, 21 de outubro de 1999
-RVp6HUDILP$EUDQWHV– Presidente

292
1250$6%5$6,/(,5$6'(&217$%,/,'$'(
1%&3±1250$6352),66,21$,6'23(5,72

±&21&(,72

2.1.1 – Perito é o Contador regularmente registrado em


Conselho Regional de Contabilidade, que exerce a atividade pericial
de forma pessoal, devendo ser profundo conhecedor, por suas
qualidades e experiência, da matéria periciada.

±&203(7Ç1&,$7e&1,&2352),66,21$/

2.2.1 – O Contador, na função de perito-contador ou perito-


-contador assistente, deve manter adequado nível de competência
profissional, pelo conhecimento atualizado de Contabilidade, das
Normas Brasileiras de Contabilidade, das técnicas contábeis,
especialmente as aplicáveis à perícia, da legislação relativa à profissão
contábil e das normas jurídicas, atualizando-se permanentemente,
mediante programas de capacitação, treinamento, educação
continuada e especialização, realizando seus trabalhos com a
observância da eqüidade.

2.2.1.1 – O espírito de solidariedade do perito-contador e do perito-


-contador assistente não induz nem justifica a participação ou a
conivência com erros ou atos infringentes das normas profissionais e
éticas que regem o exercício da profissão.

2.2.2 – O perito-contador e o perito-contador assistente devem


comprovar sua habilitação mediante apresentação de certidão
específica, emitida pelo Conselho Regional de Contabilidade, na
forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade.

2.2.3 – A nomeação, a escolha ou a contratação para o exercício


do encargo de perito-contador deve ser considerada como distinção e
reconhecimento da capacidade e honorabilidade do Contador, devendo
este escusar-se dos serviços, por motivo legítimo ou foro íntimo, ou
sempre que reconhecer não estar capacitado a desenvolvê-los,
contemplada a utilização do serviço de especialistas de outras áreas,
quando parte do objeto da perícia assim o requerer.

293
2.2.4 – A indicação ou a contratação para o exercício da
atribuição de perito-contador assistente deve ser considerada como
distinção e reconhecimento da capacidade e honorabilidade do
Contador, devendo este recusar os serviços sempre que reconhecer não
estar capacitado a desenvolvê-los, contemplada a utilização de serviços
de especialistas de outras áreas, quando parte do objeto do seu trabalho
assim o requerer.

±,1'(3(1'Ç1&,$

2.3.1 – O perito-contador e o perito-contador assistente devem


evitar e denunciar qualquer interferência que possam constrangê-los
em seu trabalho, não admitindo, em nenhuma hipótese, subordinar sua
apreciação a qualquer fato, pessoa, situação ou efeito que possam
comprometer sua independência.

±,03(',0(172

2.4.1 – O perito-contador está impedido de executar perícia


contábil, devendo assim declarar-se, ao ser nomeado, escolhido ou
contratado para o encargo, quando:
a) for parte do processo;
b) houver atuado como perito-contador assistente ou prestado
depoimento como testemunha no processo;
c) o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consangüíneo ou
afim, em linha reta, ou em linha colateral até o segundo grau, estiver
postulando no processo;
d) tiver interesse, direto ou indireto, imediato ou mediato, por si
ou qualquer de seus parentes, consangüíneos ou afins, em linha reta ou
em linha colateral até o segundo grau, no resultado do trabalho pericial;
e) exercer função ou cargo incompatíveis com a atividade de
perito-contador; e
f) a matéria em litígio não for de sua especialidade.

2.4.2 – Quando nomeado em Juízo, o perito-contador deve


dirigir-lhe petição, no prazo legal, justificando a escusa.

2.4.3 – Quando indicado pela parte, não aceitando o encargo, o


perito-contador assistente deve comunicar ao Juízo, a recusa,
devidamente justificada.

294
2.4.4 – O perito-contador e o perito-contador assistente não
devem aceitar o encargo quando:

2.4.4.1 – Constatarem que os recursos humanos e materiais de


sua estrutura profissional não permitem assumir o encargo, sem
prejuízo do cumprimento dos prazos dos trabalhos nomeados,
indicados, escolhidos ou contratados; e

2.4.4.2 – Ocorrer motivo de força maior.



±+2125È5,26

2.5.1 – O perito-contador e o perito-contador assistente devem


estabelecer previamente seus honorários, mediante avaliação dos
serviços, considerando-se entre outros os seguintes fatores:
a) a relevância, o vulto, o risco e a complexidade dos serviços a
executar;
b) as horas estimadas para realização de cada fase do trabalho;
c) a qualificação do pessoal técnico que irá participar da
execução dos serviços;
d) o prazo fixado, quando indicado ou escolhido, e o prazo
médio habitual de liquidação, se nomeado pelo juiz;
e) a forma de reajuste e de parcelamento, se houver;
f) os laudos interprofissionais e outros inerentes ao trabalho; e
g) no caso do perito-contador assistente, o resultado que, para o
contratante, advirá com o serviço prestado, se houver.

2.5.2 – Quando se tratar de nomeação, deve o perito-contador:

2.5.2.1 – Elaborar orçamento fundamentado nos fatores


constantes do item 2.5.1 desta Norma;

2.5.2.2 – Requerer por escrito o depósito dos honorários,


conforme o orçamento ou pedido de arbitramento;

2.5.2.3 – Requerer a complementação dos honorários, se a


importância previamente depositada for insuficiente para garanti-los; e

295
2.5.2.4 – Requerer, após a entrega do laudo, que o depósito seja
liberado com os acréscimos legais.
2.5.3 – O perito-contador requererá a liberação parcial dos
honorários, depositados em Juízo, sempre que houver a necessidade,
devidamente justificada.

2.5.4 – O perito-contador pode requerer o custeio das despesas


referentes ao deslocamento para a realização do trabalho fora da
comarca em que foi nomeado.

2.5.5 – Quando se tratar de indicação pelas partes, escolha


arbitral ou contratação extrajudicial, devem o perito-contador e o
perito-
-contador assistente formular carta-proposta ou contrato, antes do
início da execução do trabalho, considerados os fatores constantes no
item 2.5.1 desta Norma e o prazo para a realização dos serviços.

±6,*,/2

2.6.1 – O perito-contador e o perito-contador assistente, em


obediência ao Código de Ética Profissional do Contabilista, devem
respeitar e assegurar o sigilo do que apurarem durante a execução de
seu trabalho, proibida a sua divulgação, salvo quando houver
obrigação legal de fazê-lo. Este dever perdura depois de entregue o
laudo pericial contábil ou o parecer pericial contábil.

2.6.1.1 – O dever de sigilo subsiste mesmo na hipótese de o


profissional se desligar do trabalho antes de concluído.

2.6.1.2 – É permitido ao perito-contador e ao perito-contador


assistente esclarecer o conteúdo do laudo pericial contábil e do parecer
pericial contábil somente em defesa da sua conduta técnica
profissional, podendo, para esse fim, requerer autorização a quem de
direito.

±5(63216$%,/,'$'((=(/2

2.7.1 – O perito-contador e o perito-contador assistente devem


cumprir os prazos estabelecidos no processo ou contrato e zelar por

296
suas prerrogativas profissionais, nos limites de suas funções, fazendo-
-se respeitar e agindo sempre com seriedade e discrição.

2.7.2 – O perito-contador e o perito-contador assistente, no


exercício de suas atribuições, respeitar-se-ão mutuamente, vedados
elogios e críticas de cunho pessoal ou profissional, atendo-se somente
aos aspectos técnicos do trabalho executado.

±87,/,=$d­2'(75$%$/+2'((63(&,$/,67$

2.8.1 – O perito-contador e o perito-contador assistente podem


valer-se de especialistas de outras áreas na realização do trabalho,
desde que parte da matéria objeto da perícia assim o requeira.

2.8.2 – O perito-contador pode requerer ao juiz a indicação de


especialistas de outras áreas que se fizerem necessários para a
execução de trabalhos específicos.

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2.9.1 – O perito-contador e o perito-contador assistente, no


exercício de suas atividades, devem comprovar a participação em
programa de educação continuada, na forma a ser regulamentada pelo
Conselho Federal de Contabilidade.

297
(1) Publicada no DOU, de 29-10-99.

298
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5HJLVWUR

O auditor independente, para exercer atividade no âmbito do


mercado de valores mobiliários, está sujeito ao registro na Comissão
de Valores Mobiliários (CVM).
O registro compreende duas categorias:
a) Auditor Independente Pessoa Física (AIPF): dentre as
condições para a obtenção deste registro, salienta-se a aprovação em
exame de qualificação técnica.
b) Auditor Independente Pessoa Jurídica (AIPJ): além de outros
requisitos para a obtenção deste registro, todos os responsáveis
técnicos deverão ser aprovados no exame de qualificação técnica.

([DPHGH4XDOLILFDomR7pFQLFD

A proposta do exame de qualificação técnica tem o objetivo de


melhorar o padrão de capacitação técnica dos auditores independentes.
Além da experiência mínima de cinco anos, que atualmente é
requerida, os novos interessados em obter o registro como auditor
independente na CVM deverão se submeter ao exame de qualificação
técnica, cuja aplicação será efetuada pelo Conselho Federal de
Contabilidade (CFC) em conjunto com o Instituto dos Auditores
Independentes do Brasil (Ibracon).
O exame de qualificação técnica será realizado, no mínimo a cada
ano, visando à habilitação do auditor independente para a atividade de
auditoria de demonstrações contábeis para todas as entidades
integrantes do mercado de valores mobiliários.
Não será obrigatória a prestação desse exame de qualificação
técnica para os auditores já cadastrados na CVM, bem como para

299
aqueles que vierem a se registrar no período em que a matéria não
tiver sido regulamentada.

&RQWUROHGH4XDOLGDGH([WHUQR

Os auditores independentes deverão, a cada quatro anos,


submeter-se à revisão do seu controle de qualidade, segundo as
diretrizes emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, que será
realizada por outro auditor independente.
A matéria tem sua regulamentação mediante a Resolução CFC nº
964, de 16 de maio de 2003, com as alterações dadas pela Resolução
CFC 996, de 16-04-04.

3URJUDPDGH(GXFDomR&RQWLQXDGD

Os auditores independentes deverão manter uma política de


educação continuada de todo o seu quadro funcional e de si próprio,
segundo as diretrizes aprovadas pelo Conselho Federal de
Contabilidade, por meio da Resolução CFC nº 945-02, com a nova
redação dada pela Resolução CFC nº 995-04.
O programa de educação continuada visa a garantir a qualidade e
o pleno atendimento das normas que regem o exercício da atividade
de auditoria de demonstrações contábeis.

A Instrução CVM nº 308 pode ser consultada nas páginas:


www.cvm.gov.br ou www.crcrs.org.br/legisla.htm#CVM.

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