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Revista Ágora-ISSN 1984 -185x

A PESSOA DO LÍDER E SUA AÇÃO SOBRE O GRUPO

Ricardo Davis Duarte1

Resumo

Há uma grande necessidade de que se tenha lideres capazes para o serviço de liderança, por
esta razão, este artigo discute o comportamento e a aplicação de métodos ao trabalho de
liderança a todas as áreas da vida humana, fazendo um alerta aos líderes, a que conheçam a
importância da escolha da decisão certa para o momento crítico e carente de solução real e
imediata, com provocação à mudança e condução, sem, porém, desfazer o organismo alvo, ou
inibi-lo em seu potencial de atuação e adequação à realidade vivida por ele. Expomos o papel
do líder de contribuir com o progresso qualitativo e quantitativo do seu grupo de trabalho,
apresentando uma idéia de como esse líder deve aplicar esquemas que desenvolvam a sua
liderança para obtenção de resultado eficaz.
Palavras-chaves: Líder, liderados, grupos, trabalho.

Abstract

There is a great necessity that has leaders for the service of leadership, for this reason, this
article discuss the behavior and application of methods to the work the leadership in all
human areas life, making a warning the leaders, knowing the importance of choosing the right
decision for the critical moment and a need for real and immediate solution, with provocation
to change and conduction, without however, undo the target organism or inhibit it on their
potential of acting and adequacy to the reality lived by it. Expose the role of leader of

1 O autor é Bacharel em Teologia pelo Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Recife; Mestre em Teologia
pelo Seminário de Formação Acadêmica Teológico Evangélico do Recife; Pós-graduando em Filosofia pelo
Instituto de Ensino Superior de Salgueiro – ISES; Escritor do livro “Vida Abundante Em Jesus” (Teologia
básica); Escritor do livro “Uma Filosofia Popular No Sertão” (Literatura filosófica); Pastor da Igreja
Presbiteriana do Brasil; Professor de Filosofia Social, Filosofia da Religião, Filosofia da Estética, Teoria do
Conhecimento e Problemas da Metafísica, no ISES – Salgueiro – PE

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contributing to the qualitative and quantitative progress of the working group, showing one
idea that this leader should put in practice schemes that develop its leadership to obtain
effective results.
Key-words: Leader, led, groups, work.

O mundo precisa de lideres. Existe a necessidade de pessoas que lutem pela causa
comum, pessoas que exerçam influência fazendo a humanidade se redescobrir e ter progresso
pessoal, já que vivemos uma crise jamais vista em toda a história, tal, que está conduzindo a
raça humana a um caos de valores morais, de descaso à honestidade, à fidelidade e ao amor,
entre outras virtudes. Precisamos de lideres que tenham o poder da sensibilidade, da ordem
moral e da consciência livre e que gerem transformações e aproveitamento de vidas, como
lemos de Gardner (1986 apud SHEDD, 2000, p. 50), quando fala do poder de liderar dizendo,
“O poder... é, simplesmente, a capacidade de trazer a superfície certas conseqüências
almejadas no comportamento de outras.”. Esta é a razão de se acreditar que o poder é a
capacidade potencial de cada indivíduo por qual influencia os outros do grupo em seus
comportamentos com atitudes de promoção a uma ação proveitosa a todos (LEZANA;
PEDRO; VENTURA; SANTOS, 2001, p.47).
Poderíamos citar uma lista de concepções erradas sobre liderança em seu trabalho, mas
trataremos do conceito, graus e determinação deste líder, com promoção a tomadas de
decisões com fins ao resultado a transformação social. Mediante a pesquisa estudaremos a
idéia de alguns escritores que em seu material, tratam do líder e sua ação ao grupo que atua.
Sendo assim, identificaremos o líder como ser pessoal em suas características e atitudes como
individuo com ação de bem-estar ao Grupo. Veremos o assunto diversificado em partes que se
entrelaçam para darem forma à idéia e conceito sobre o líder e esta ação.

Conceito de liderança

Inicia-se este ponto expondo-se a idéia de Haggai sobre liderança:

Liderança é o esforço de exercer conscientemente uma influência especial


dentro de um grupo no sentido de levá-lo a atingir metas de permanente
beneficio que atendam as necessidades reais do grupo (HAGGAI, 1990,
P.20).

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A idéia apresenta palavras indicativas ao conceito de liderança. São palavras que


refletem a atitude positiva e progressiva do líder, com objetivo ao bom aproveitamento do
grupo. Seguindo a exposição da interpretação proposta à idéia acima citada, dizemos que o
“Esforço”, pode indicar a tomada de liderança do líder, correspondente ao espaço que ele
ocupa em proporção e direção ao aperfeiçoamento adquirido por seu aprendizado e trabalho.
Aqueles que possuem características de liderança precisam cultivá-la, desenvolvê-la e
exercitá-la. Mas também dizemos sobre a situação em que isto se propaga por seu trabalho,
requerendo uma atitude “Consciente”, a qual indica a sua dedicação total na tarefa de
liderança. Com a explanação, compreendemos que isto seja o compromisso pessoal
demonstrando o selo inigualável da superioridade sobre o grupo, já que o grupo precisa dessa
superioridade no líder, que deve administrá-la com gratidão, simplicidade e sabedoria. É certo
que superioridade não implica em inferiorizar os membros do grupo, mas em deter a
capacidade de entendê-los e representá-los em seus interesses. A idéia de Haggai (1990),
também indica a “Influência” que o líder deve ter sobre um grupo de trabalho. Essa influência
deve ser um elemento especial com tonalidade de „saber do que digo e por isso peço que me
aceitem‟. Contribuindo com o pensamento de Haggai (1990), lemos de Buiar, a seguinte
argumentação:

A partir da concepção do homo social, surgiu à necessidade de um líder que


facilitasse a relação das pessoas no grupo e que orientasse o grupo ao
alcance dos objetivos organizacionais, passando a concentrar-se nas
necessidades das pessoas (2004 apud SILVA; KOVALESKI, 2005, P. 2).

Podemos entender que essa influencia não é a condução forçada às pessoas,


encaminhando-as a fazerem algum tipo de coisa, mas que as pessoas o sigam pela confiança
que depositam nele, apenas por estarem convencidas de que com ele e por ele alcançarão seus
objetivos. De acordo com Montana e Charnov (2000 apud LEZANA, et al, 2001), na obra
intitulada Administração, “liderança é o processo pelo qual um indivíduo influencia outros a
realizar os objetivos desejados”, pode-se afirmar que liderança é a prática do poder, mas com
a habilidade de exercê-lo.
O líder deve ser seguido pelas pessoas por causa de seu amor, humildade e altruísmo;
por sua veracidade, fidelidade e dedicação; por seu ideal, proposta e construção; finalmente,
pela sua compreensão, visão e explanação. Haggai (1990) também usa o termo “Grupo”,
como chave a exposição do seu pensamento sobre liderança. É preciso que o líder

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compreenda a similitude do grupo bem como todas as implicações desta semelhança. Para
uma liderança, mais importante do que ter a mesma origem, educação ou padrão financeiro é
ter unidade de propósito. As pessoas se sentirão mais como um grupo quando compartilharem
de um mesmo objetivo. Portanto, o fator importante para formar um grupo coeso é a unidade
de propósito e o líder deve ter a capacidade de encorajar a tal unidade, pois isso contribuirá
para o seu sucesso do seu trabalho. Finalmente, falaremos da ultima palavra chave de sua
idéia, “Metas”. O líder precisa ter visão com uma amplitude maior do que o grupo
apresentando o que espera do grupo e como quer que se faça. O grupo apresenta as
necessidades, o líder apresenta as soluções; O grupo se dispõe a fazer o lhe for proposto, mas
o líder deve indicar o que fazer e como fazê-lo. As metas devem resultar em realizações
específicas, pois é a visão que distingue uma pessoa e faz dela um líder, como lemos de
Robbins (2005 apud DIDIER; MENDONÇA, 2007, p. 6) quando coloca sua definição de
liderança como “a capacidade de influenciar um grupo para alcançar metas”.
Shedd (2000), ao tratar das dificuldades dos seus liderados e da sua motivação ao
trabalho, acredita que o apoio destes colaboradores é despertado ao sentimento de
compartilhar as idéias com desejo de que se faça alguma coisa em prol do grupo mediante a
visão apresentada. Ele firma o seu pensamento em Rush (1987 apud SHEED, 2000)
que indica o líder como aquele que precisa convencer seus seguidores de que pode resolver
seus problemas da melhor forma possível, mas que eles precisam comprar a sua visão e para
isso, o líder deve ser motivado a essa compreensão e aceitação.
Em variáveis situações, a liderança é um processo que implica em: líder e seguidores,
idéias e propostas, planos e realizações. Por tanto, o líder é aquele que possui sensibilidade e
percepção aguda. Quando falo de percepção digo do conhecimento de um sujeito corporal,
isto é, da vivência corporal deste sujeito. De modo que a situação e condições de seu corpo
são importantes para a percepção das condições dos objetos que são percebidos com definição
de juízos sobre as partes da realidade em que se encontra. Por essa razão, o líder necessita da
percepção para tratar da relação de pessoas que lhe seguem, pois ele é responsável por elas e
pela identificação e definição das coisas de sua realidade, como lemos de Max De Pree que
diz:

Liderança é: ser submetido a um conceito associado de pessoas, a


diversidades de talentos humanos, relacionamentos pactuais, comunicações
excessivas, incluindo a todos e acreditando que a liderança é uma condição
de compromisso (1989 apud FINZEL, 2001, P. 91).

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Sendo assim, o líder deverá fazer seus liderados se sentirem grandes e importantes em
sua vida com descobrimento aos seus talentos e valores e aplicação dos mesmos ao progresso
do grupo diante do compromisso cumprido.

Graus de liderança

Pessoas seguem pessoas e é preciso entender por quais razões isso acontece. Há um
entendimento geral de que o ponto fundamental é a consciência de cada liderado o qual
constrói a imagem do seu líder diante do que absolvem de suas características e valores. Se o
liderado não conseguir identificar características de acentuado valor sobre a pessoa do líder
dificultará a sustentação do grupo em sua jornada de trabalho. Uma liderança possui níveis
que é muito bem definido por John Maxwell (1993, apud FINZEL, 2001, p 34) quando em
sua obra, Developing The Leader Within You2, ele as classifica e eu passo a relacioná-los
discorrendo um parecer sobre cada uma delas. O primeiro nível é a “Posição do titulo”.
Existem casos em que as pessoas passam a seguir o líder simplesmente porque tem que
seguir. As Influências desta liderança não se estendem além das suas atribuições, por terem
sido indicados, mesmo sem terem sido preparados para a ocupação que assumem. São pessoas
que mandam simplesmente por ocuparem a vaga de liderança. O segundo nível é a
“Permissão por relacionamento”. Nesta citação, entende-se que as pessoas seguem o líder
porque querem, ou por manterem uma relação pessoal e direta com o líder. É a liderança de
estado fraterno mais do que de responsabilidade de competência e cargo; é uma questão de
dever com a pessoa mais do que de direito da liderança que ocupa. É o líder que passa a ser
seguido pelas pessoas que lhe olham além de sua autoridade oficial. O terceiro nível é a
“Produção com resultados”. Este figura o reconhecimento que as pessoas tem em virtude do
seu empenho no trabalho com êxito a organização. Fazendo com que os liderado lhe escutem
e sigam a sua voz em ação e benefício com resultados promissores ao grupo. Eles gostam
mais do que ele realiza do que propriamente do líder, sendo a sua ação trabalhista mais
importante do que a sua ação moral. O quarto nível citado é o “Desenvolvimento de alcance
pessoal”. Este é aquele em que as pessoas seguem o líder, em virtude do que ele faz
individualmente a cada uma delas. É a chamada liderança assistencial e de auto-ajuda. É
importante dizer que este quarto nível de liderança tem fins ao crescimento de cada membro

2
Em português “Desenvolver o líder dentro de você”.

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com proposta ao progresso de longo alcance, já que resulta no compromisso de desenvolver


uma liderança com crescimento continuo e duradouro ao individuo em sua capacidade de ser,
para poder fazer o melhor. Ela tende a alcançar o grupo num todo a partir de cada membro do
grupo, fazendo-o crescer para poder atingir as metas propostas. Finalmente, apresentamos na
idéia do Dr. John Maxwell, o quinto nível de liderança chamado de “Personalidade e
respeito”. Neste ultimo nível, as pessoas seguem o líder em virtude do que ele é e representa.
Parece redundância ao que já foi descrito no terceiro e quarto nível, mas na verdade, esse
passo é reservado a lideres que passaram anos levando pessoas e organizações ao
crescimento. É o reconhecimento ao que significou aquele líder na construção da imagem do
grupo em seus valores e empreendimentos.
Segundo o que foi proposto por Maxwell (1993 apud FINZEL, 2001), nos níveis de
uma liderança, precisa-se encontrar o equilíbrio no trabalho do líder para poder produzir
influência em seu grupo. Examinando o fracasso de uma liderança, constataremos que o
extremismo fatal do líder, bem como sua incapacidade de gerenciamento poderá trazer a
organização ao fim, como podemos apreciar no pensamento de Drucker considerado o pai da
administração moderna, que afirma:

... O líder tem que gerenciar a si próprio; conhecer as suas forças e colocá-las
em beneficio dos bons propósitos. A liderança começa, não quando você
estabelece regras para os outros, mas quando você traça regras muito
exigentes para si próprio (1996 apud PEPE; QUADROS; LAURA, 2008, P.
3).

Temos ouvido que liderar é como fazer uma viagem tranqüila de um barco em um rio,
ou de um carro em auto-estrada. Quem o conduz deve fazê-lo com atenção seguindo as regras
de percurso permitidas para que se tenha um controle de segurança pré-estabelecida pela lei. E
o que se aplica aos níveis de navegação, automobilístico ou aviação, também se aplica à
liderança em seu papel de conduzir as pessoas. Um líder que não evita os extremos, que não
conhece o seu espaço de trabalho e não entende o grupo a quem ele lidera é bem provável que
tropece e no final faça todo o projeto de trabalho fracassar. Numa pesquisa na Nigéria, Hersey
e Blanchard entenderam que a produção dos líderes que nelas se concentram utilizando-se da
supervisão rígida, tiveram maiores resultados do que os demais. Os referidos autores
destacam o seguinte:

Quanto mais os gerentes (lideres) adaptarem seu estilo de comportamento de


líder no sentido de atender à situação específica e às necessidades dos seus

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subordinados (liderados), tanto mais eficazes serão na consecução dos


objetivos pessoais e organizacionais (1986 apud SPRICIGO, 1999, P. 47).

Chegamos à compreensão de que o líder deve ter o cuidado a aplicação de suas


obrigações com efeito ao seu grupo. Com isso dizemos que uma liderança será vista em seu
perfil no tipo de líder e de seguidores. Existe uma distinção entre líder e estilo de liderança,
segundo Moscovici, quando em sua obra, Desenvolvimento Interpessoal: Treinamento em
Grupo, ele diz:

Líder é a pessoa no grupo à qual foi atribuída, formal ou informalmente, uma


posição de responsabilidade para dirigir e coordenar as atividades
relacionadas à tarefa. Sua maior preocupação prende-se à consecução de
algum objetivo específico do grupo. A maneira pela qual uma pessoa numa
posição de líder influencia as demais pessoas no grupo é chamada de „estilo
de liderança (1996 apud LEZANA, et al, 2001).

Observem o gráfico n° 01 abaixo, que expressa a realidade vivenciada num trabalho de


liderança, em especial, naquele que envolve ajuda e apoio assistencial. Na apresentação,
encontraremos a classificação desses lideres e liderados.

Figura – 01 – Tipos de Lideres e Liderados.

Podemos notar que com a exposição e interpretação do gráfico, nós identificamos


algumas qualidades positivas e negativas nas figuras expostas. A demonstração do gráfico
indica características que interpretamos em sua ordem, começando com as qualidades do
lideres, onde dizemos que os “Líderes que arrastam”, se referem àqueles que têm o poder de
convencer as multidões de suas propostas em seu projeto. São aqueles que fazem dos seus

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seguidores pessoas crentes pelo que sentem e não pelo que refletem; pessoas que aceitam as
suas idéias passando a pensar no significado e conseqüências do proposto. Esse tipo de líder
passa a arrastá-las ao seu objetivo sem que os mesmos tenham tempo de ponderar sobre as
idéias e propostas apresentadas por ele.
Em todo o trabalho, também existem indivíduos que fazem apenas o que lhe cabem
como profissionais. Geralmente são pessoas extremamente sistemáticas e em alguns casos,
são pessoas de perfectivas ao seu modo de cumprir por obrigações, refiro-me ao tipo de líder,
“Líderes que representam”. Eles representam os interesses do grupo, sendo bons profissionais
e aplicativos de diretrizes com deveres e direitos, ordens e obediência, reconhecimento e
respeito. Significam apenas a voz de comando em defesa dos seus liderados, de obrigações ao
amparo e guarda diante da responsabilidade que lhes foi imposta. São os lideres que
respondem pelo grupo e existem apenas para apresentarem soluções aos problemas desse
grupo. Estarão prontos para extirparem qualquer coisa que ameace a ordem e equilíbrio do
grupo.
Na apresentação do gráfico 01 vemos também, “Líderes que apascentam”.
Interpretamos dizendo que são eles os que tomam parte da vida de seus liderados e procuram
conhecer os seus projetos pessoais, seus problemas e suas necessidades. Eles procuram
conhecer o mais que possível da intimidade de seus liderados para então, se alegrar e sofrer
com eles. Também procuram andar e conviver pelo caminho que seguem e, ouvir e entender o
que pensam, para finalmente, poder gozar de sua confiança, bem como do restante do grupo
que verá nele esse procedimento. Esses líderes entendem o grupo começando por cada
membro até o mais novo, do mais competente ao mais problemático.
Na seqüência apresentada pelo gráfico 01, paralelo à ordem dos lideres, encontramos a
indicação das qualidades de seguidores que formam o grupo. Queremos começar falando de
“Seguidores fiéis”. São aquelas pessoas que sabem ouvir o líder antes de lhe perguntar sobre
as coisas. Elas não rejeitam as propostas do líder, mas lhe ajudam adequando o projeto à
realidade do grupo. Sendo assim, aceitam a orientação e determinação do líder, com
indagações sobre o que e como devem fazer o proposto. Esses seguidores seguem as ordens
do líder, respondendo positivamente a sua liderança.
No gráfico encontramos descrita outra característica, os chamados “Seguidores
incompatíveis”. Estudando a afirmação podemos entender que são aquelas pessoas
contestadoras e desconfiadas. São aquelas que indagam sobre o porquê tem que ser assim e
por que não pode ser como antes ou de outra forma. São os chamados não-conformistas, pois
não se conformam com nada, já que acreditam apenas em si mesmos e nas suas idéias. Eles

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pensam que não são lideres por um acaso, mas que são e fazem melhor do que os seus lideres.
A visão deles é de dentro para dentro, ou seja, não conseguem depender de outros e por esta
razão não se acham parte do grupo e de suas idéias, mas querem que o grupo se deixe invadir
por ele. Na maioria das vezes, eles só querem fazer resplandecer a sua imagem.
O ultimo dos seguidores citado são os chamados “Seguidores mercenários”. Nem
todos os que estão no grupo pensam para o progresso do grupo. O exemplo são estes, que tem
por único interesse o seu bem estar, sendo assim, tudo quanto fizerem tem por objetivo a
vantagem e o crescimento próprio. Eles não estão preocupados quem é o líder ou que tipo de
ordem ele determina aos seguidores. Esses seguidores tão pouco estão preocupados se as
idéias são segundo a ideologia do grupo ou não, se as propostas vão beneficiar o grupo ou
não, se haverá algum tipo de dano ao obedecer ou não às ordens do líder, pois eles só se
preocupam consigo mesmo. Eles devem ser tratados em suas diferenças de atitudes e inclusos
à visão e ao entendimento do projeto por fazerem parte da diversidade de indivíduos do grupo
social. Se as qualidades dos lideres que identificam e definem as qualidades dos liderados não
tiverem um estado de equilíbrio às virtudes que gerem um bem estar, o grupo se esfacelará.

O líder determinado a seguir o proposto

Uma liderança deve ser composta por pessoas que sejam determinantes em cumprirem
objetivos. Shedd (2000, p. 92) ao falar em seu livro sobre determinação, ele diz não se referir
à rigidez e inflexibilidade de atitude, pois ela não é benéfica para a sua liderança tanto quanto
uma região montanhosa dificulta a construção de vias de estrada e canais de irrigação e,
observando o lema de William Carey3 que diz “Espere coisas grandes de Deus; e aspire fazer
coisas grandes para Deus”, aplicando o seu pensamento a nossa pesquisa, entendemos que
quando somos motivados por um projeto e temos como regra o seu cumprimento por acreditar
ser o caminho para sua realização, então, nós devemos olhar para aquele que o criou como
provedor de coisas grandes.

3
Filho de Edmundo e Elizabeth Carey, William Carey nasceu em uma humilde cabana em Agosto de 1761, na
pequena vila de Paulerspury, em Northamptonshire, na Inglaterra. Em Piddington, aos 14 anos, William
aprendeu a arte de sapateiro. Apesar de nascer em um lar anglicano, através de seu companheiro de trabalho,
John Warr, filho de um desertor da Igreja Estatal, uniu-se a uma pequena igreja batista, em 1779, aos 18 anos.
Acumulou muitos conhecimentos, tornando-se poliglota; dominou o latim, grego, hebraico, italiano, francês e
holandês, além de diversas ciências. A fim de estudar hebraico caminhava catorze quilômetros para se encontrar
com o professor. Em 1787, William Carey foi consagrado e começou a pregar sobre a necessidade missionária
no mundo, e não só na Inglaterra. Como os membros de sua congregação eram pobres, provendo-lhe o módico
ordenado de 15 libras anuais, Carey teve por necessidade continuar trabalhando para ganhar o seu sustento.

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Dizemos ainda que Carey aspirou dizer que a nossa certeza na conclusão do projeto é
resultante de como olhamos para quem o construiu, e isso com aplicação a quaisquer áreas da
vida de um líder, como por exemplo, na crença de uma religião, cabe aos seguidores
acreditarem nas propostas da mesma religião pela Pessoa de Deus e em seqüência, esses
seguidores religiosos devem acreditar que são capazes de fazer o melhor para Ele, Deus,
assim também se for aplicado aos grupos sociais de trabalho, ou empresas, ou entidades
governamentais, em relação aos seus lideres, os liderados devem olhar para os tais lideres em
seus projetos e trabalho e deles esperar coisas grandes, para que então, aspirem também
fazerem coisas grandes. Inspirados no líder maior, se na igreja, na escola, no trabalho, na
política ou em qualquer outra forma de grupo, os lideres devem ser exemplo de determinação
em colocar a frente o seu projeto de trabalho.
São essas coisas que compõe o líder, em suas certezas de que a visão que tem é a
melhor para todos, fazendo-o determinado a seguir em frente, mesmo diante de constantes
dificuldades e oposições.
Como já citamos de Haggai (1990, p. 20) em seu livro, quando fala sobre liderança e
diz que ela é a disciplina deliberada de exercer influencia dentro do um grupo para levá-los a
alvos de benefício permanentes e satisfatórios as necessidades do grupo. O líder indica o
caminho que foi construído para beneficio dos liderados que dele esperam coisas grandes, por
isso, precisamos de lideres de qualidades que busquem a adaptabilidade diante de mudanças
rápidas da situação do grupo. Conceitos mudam, sistemas caem e o contraste existe para
fazer-nos avaliar a melhor saída para uma crise. Encontramos uma idéia na Bíblia4, que diz na
epistola de Tiago capítulo 3 e versículo 11, falando que „de uma fonte não podem jorrar o que
é doce e amargoso‟, sendo assim, o líder precisa levar o grupo em uma única direção, que foi
previamente analisada por ele. Esse líder precisa manter-se firme à sua visão de trabalho para
a conclusão do projeto e para isso, ele deve lançar fora todas as ações e desvios estranhos ou
mesmo prejudiciais a sua administração, tendo os objetivos da organização como centrais. Os
grupos sociais precisam de lideres decididos a corrigir os erros de encontro e fazer os
liderados seguirem os objetivos mencionados. Compreendemos com isso que uma liderança
surge de uma pessoa comum dotado de uma extraordinária determinação
Uma liderança deve ser decidida e para isso ela tem que enfrentar a timidez sendo
destemido no caminho e cumprimento da tarefa que lhe cabe. Insistindo no discorrer do
assunto proposto, digo ainda que acanhamento não é o que se espera da ação do líder, mas a

4
Livro Sagrado para os cristãos.

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audácia e coragem, essa sim, dará a ele a vitória e demonstração da superação a insegurança
emocional e inconstância de rumo e diretrizes. Notem que mudar não significa vacilar na
tomada de atitudes certas, mudar não significa tão pouco, aceitação ao caos sem a iniciativa
de ato transformador da situação em seus conceitos e valores. O líder determinado estará
sempre à frente das crises com respostas aos problemas com objetivo ao melhor para o grupo.
Como propomos no inicio, usar desta determinação não implica em ser arrogante, prepotente
e inflexível. Não! Os lideres qualificados que tomam a atitude da determinação, como linha
divisória do seu trabalho e da inoperância e improdutividade dos seus liderados, têm por fins,
lançar fora toda a ação que leve ao desvio do verdadeiro sentido de liderança. O líder
qualificado deve buscar o melhor para o seu grupo de trabalho, tomando decisões precisas
para o beneficio deles.

Tomada de decisões

Existe em todo o percurso de uma liderança uma frase, „Você está decidido?‟. Ela tem
sido situacionista, já que surge de um momento de insegurança e em alguns casos afeta a
estabilidade do grupo. Ela reflete a idéia de que foi tomada uma decisão com a qual o grupo
não teve nenhuma participação e sobre a qual ele nada pode fazer para mudar. Muitos dos
lideres não entendem que a mudança que fazem se aplica ao grupo e por essa razão os seus
componentes devem participar na elaboração das medidas destas mudanças e transformações,
que seria o mesmo que adequar as medidas ao entendimento do próprio grupo a ser
beneficiado.
Quando o grupo não puder participar na tomada de uma decisão, seus membros serão
prejudicados individualmente. Isso esvazia o espírito humano que recebeu o poder de
construir o seu caminho com as próprias mãos e agora, de repente alguém decide por ele. Os
membros desse grupo se sentirão roubados dos seus direitos. Hans Finzel (2001, p.80) faz
uma citação de rodapé que diz: “É impossível aprender qualquer coisa importante sobre
qualquer pessoa sem conseguirmos que ela discorde de nós...”. Observem que ele aponta a
„contradição‟, como importante à manifestação do caráter real dentro da liderança dizendo: “É
somente na contradição que o caráter é demonstrado. É por isso que lideres independentes e
ditadores permanecem tão ignorantes da verdadeira natureza de seus liderados”. É clara a
indicação de que os lideres que consultam o grupo pelo que haverão de fazer e como fazer,
para então, com ele criar e desenvolver os projetos, bem como procuram com esse mesmo
grupo as soluções dos problemas de sua implantação e continuidade, não terão que se

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preocupar com tanta freqüência com os fracassos desse grupo e lhe questionar as causas dos
erros, pois eles próprios imediatamente à aparição do problema, estarão aptos a mediarem
soluções e agirem em conjunto no reparo desses erros. Ao observamos a historia, notaremos
que os grandes avanços do mundo em todas as áreas, geralmente vêm da orla da vida. Thomas
Watson5 (apud FINZEL, 2001, p.81) acreditava que: “Se alguém muda de posição, e é
julgado, de tempos em tempos essa pessoa pode ficar abatida...”, ou seja, o seu julgamento é
por razões simples, a de inconsistência, então ele continua, “Mas lembre-se disto: O homem
derrotado por um oponente pode levantar-se novamente. O homem derrotado pela
conformidade permanece caído para sempre” . Quando o líder concede ao seu grupo o direito
de opinar, para que as idéias em suas diferenças construam um caminho de encontro
facilitador ao bom prazer e progresso de todos, estará construindo caminhos de entendimento
e compartilhamento.

A liderança e a transformação social

A liderança deve ser positiva com objetivo a evitar a deterioração do grupo de seus
intentos, bem como do ambiente que lhe cerca por esse motivo ela deve buscar a capacitação
que vise aprimoramento construtivo ao meio social. Sendo assim, a liderança deve ser atuante,
fazendo diferença no direcionamento das mudanças que acarrete benefício ao grupo. Então
concordamos com o pensamento de que a mudança constante é a essência de toda a
existência. O presente transforma-se em passado e ambos determinam o futuro.
Sem uma liderança atuante e positiva que faça diferença à mudança, as necessidades
do grupo não serão atingidas. O financista John Templeton6 diz que “Um líder deve estimular
mudanças”. Se a liderança estiver sempre agindo em busca do aprimoramento, não precisará
reagir diante do fracasso do seu grupo.
Pensando ainda sobre a diferença que uma liderança pode fazer por uma atitude de
coragem e determinação, podemos dizer que o resultado dessa atitude será o surgimento de
poder de decisão e ousadia no enfrentamento das dificuldades de vida dos liderados, com
causa e efeito de facilidade do seu trabalho.

5
Foi presidente da IBM por muitos anos, onde desempenhou um excelente trabalho administrativo.
6
O financista John Templeton, criador da Fundação Templeton, que premia trabalhos que busquem conciliar
ciência e religião,. O Prêmio Templeton, de US$ 1,4 milhão, honra "avanços no conhecimento de assuntos
espirituais". Entre os ganhadores estão figuras como o pregador Billy Graham, Madre Teresa de Calcutá, o
dissidente soviético Alexander Solzhenitsyn e os físicos Freeman Dyson e Paul Davies.

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Um líder precisa de coragem, para tomar certas decisões em benefício ao grupo e a


maior delas é a de revelar ao grupo as suas limitações pessoais e próprias do grupo. Uma
liderança eficaz não age em beneficio próprio e por isso precisa rever os padrões pré-
estabelecidos, estudar as fronteiras a serem ultrapassadas e as vantagens a serem obtidas para
o grupo. Uma decisão corajosa a ser tomada, muitas vezes, só vem refletir os benefícios no
futuro. O líder que espera mudanças deve ser ousado em sua liderança, pois o que se muda
surte efeitos ao grupo e a sociedade que pertencem. Campanhã (1999, p.39) ao falar de
ousadia diz que: “Ousadia é fazer coisas diferentes e que deixem uma marca, por mais
tradicional que seja o ambiente”.
É importante que a liderança entenda que nem sempre o tradicional é o procedimento
correto e que não pode ser violado. Existirão casos em que o líder precisa fazer diferença em
suas atitudes que promova reformas no comportamento do grupo, para que assim haja
continuidade e êxito de trabalho.

Uma liderança eficiciente que satisfaça

Uma liderança bem sucedida é acompanhada de Deveres e Tarefas7. O líder deve ter
condições de cumprir suas tarefas se quiser cobrar tarefas de seus liderados, pois isto significa
que ele tem obrigações morais com o individuo do seu grupo de trabalho. Stephen Covey
(1990), diz que a liderança e o gerenciamento são duas funções distintas, pois enquanto o
gerenciamento se preocupa com o controle, a eficiência e as regras que geram qualidade do
produto e a continuidade de seu nome para levá-lo ao sucesso, a liderança se preocupa com a
direção, o propósito, e o sentido de cada individuo em seu relacionamento. Na visão de
Bergamini deve existir como ação do líder uma busca por cumprimento de responsabilidade e
eliminação de stress acompanhado de tolerância e respeito:

... O líder caracteriza-se: por uma forte busca de responsabilidade e perfeição


na tarefa, vigor e persistência na perseguição dos objetivos, arrojo e
originalidade na resolução de problemas, impulso para o exercício da
iniciativa nas situações sociais, autoconfiança e senso de identidade pessoal,
desejo de aceitar as conseqüências da decisão e ação, prontidão para
absorver o stress interpessoal, boa vontade em tolerar frustrações e atrasos,
habilidade para influenciar o comportamento de outras pessoas e capacidade
de estruturar os sistemas de interação social no sentido dos objetivos em
jogo (1994 apud PEPE et al, 2008, p. 2).

7
Deveres: Ter obrigação; Tarefas: Trabalho a ser executado, envolvendo esforço ou prazo determinado –
Dicionário Aurélio.

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Com isso, entendemos que a liderança em sua visão deve preocupar com o bem-estar
das pessoas beneficiadas pela organização, no cuidado a justificativa moral da ação do
individuo para o individuo do grupo de trabalho. Hersey e Blanchard postulam que:

Os líderes eficazes são capazes de adaptar seu estilo de comportamento de


líder às necessidades dos liderados e a situação, sendo estas não constantes,
o uso do estilo apropriado de comportamento de líder constitui um desafio
para cada líder eficaz (HERSEY & BLANCHARD, 1986, P. 117).

Sendo assim queremos apresentar alguns dos deveres do líder em suas tarefas ao
cumprir com objetivo de bem comum e eficácia o seu trabalho junto aos liderados. Podemos
começar dizendo que o líder deve procurar sentir o que seus liderados sentem e usar de
palavras de gosto como, por exemplo: Obrigado, parabéns, felicidades, muito bom, etc, pois
significará que ele estará tratando a todos com o mesmo respeito que gostaria de ser tratado, é
importante também dizer que, mesmo que seus sentimentos não estejam em ordem ele não
deve perder a racionalidade na hora de decisões, já que o saber avaliar os sentimentos do
grupo e torná-lo uma única célula, ele precisa saber avaliar o seu sentimento também. Para
isso ele deve ser positivo ao avaliar a situação, estando pronto para ouvir na mesma proporção
a que tenha que falar e, em suas conclusões, nunca impor nenhuma decisão ao grupo. O líder
terá sempre alguém que não lhe aceita e é fundamental que esta pessoa não seja isolada,
porém, ele deve procurar resolver o problema da rejeição e, não conseguindo, o líder deve
ficar bem próximo e atencioso ao liderado, mas também deve evitar colocar o liderado a
frente de equipes de trabalho enquanto não houver a solução do problema.
Em todo o processo de liderança é importante que o líder saiba escolher as pessoas
certas para os lugares certos e assegurar que todos entendam e sigam seu projeto de trabalho,
pois ele não poderá concentrar todas as tarefas em si mesmo, ainda que seja capaz de fazê-las,
caso contrário ele não poderá acompanhar o andamento do projeto implantado, com reuniões
regulares dos grupos de trabalho. Nestas reuniões ele deverá extrair idéias do grupo e dos
lideres de equipes de trabalho que foram delegadas por ele, para poder antever problemas e
articular soluções. Finalmente, o líder precisa reservar um tempo diário para se concentrar em
projetos tendo em mente que todo o projeto em seu processo de implantação e andamento
pode melhorar e por isso ele precisa perguntar a si mesmo o que fez de errado numa má
administração e o que precisa mudar. Por esta razão ele deve ter um bom esquema de trabalho
que lhe facilite a comunicação e o progresso de seu projeto.

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Com o proposto, sugerimos um organograma de trabalho em rede, onde o líder atua


numa função de carteira de compensação entre os membros do grupo, ou em suas divisões.

Figura – 02 – Organograma de Trabalho em Rede.

Com a sugestão, notaremos que a comunicação e coordenação existem entre os


membros e o líder, bem como de membro para membro, já que o líder não pode controlar
todas as informações, como se fosse um ponto de distribuição e, para isso, precisa fazer do
seu trabalho uma liderança de participação e cooperativismo.
Concluímos dizendo que o líder em sua capacidade e atuação frente ao grupo de
trabalho deve lutar por uma causa comum aos seus liderados. Ele, com sua influência e
trabalho, fará da sua liderança um bem para a humanidade levando o individuo a se
redescobrir e ter progresso pessoal de alcance a todos. Com sua eficácia em liderar e
compartilhamento das idéias junto ao grupo, poderá fazer os seres humanos viverem em
superação a crise de valores em cumprimento de deveres, bem como levar os indivíduos de
seu grupo a escreverem sua história com perspectiva de futuro duradouro. Se não houver
liderança capaz, séria e determinada em cumprir com o compromisso ao trabalho proposto, o
mundo perderá sua condução e direcionamento, sendo resumida a poderes de interesses
próprios e domínio particular com resultado ao impedimento da ação livre dos membros em
seus grupos. Por tanto, precisamos de lideres que em seu poder e vontade sejam sensíveis à
ordem moral que lhes impõe ao cumprimento de tais deveres, lideres decidido a fazerem o
melhor em beneficio aos indivíduos da nossa sociedade.

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