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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RN

Câmpus Ipanguaçu / Disciplina: Língua Portuguesa / Profª. Valeska Limeira


Discente: ________________________________ Curso: Agroecologia 1M

Avaliação da primeira etapa

Questão 1)

O texto acima se caracteriza como:


a) dialogal, pois está estruturado com base na fala de personagens.
b) dissertativo-informativo, apresentando argumentos, fatos e citações.
c) instrucional, pois se organiza como orientações para uma ação.
d) essencialmente descritivo, o que se confirma pela apresentação detalhada de um contexto.
e) predominantemente narrativo, dada a sequência de fatos que formam um enredo.

Questão 2) Leia o excerto de Mayombe, de Pepetela.


“Nenhum país do mundo faz o que o Brasil está fazendo: leiloar aos poucos o acesso da produção de petróleo de
campos cujo total é desconhecido”, adverte Ildo Sauer, em entrevista concedida à IHU On- Line, ao comentar o leilão
do Campo de Libra, anunciado para 21 de outubro deste ano. Na avaliação dele, a iniciativa da Presidência da
República é equivocada, porque “não faz sentido” colocar em leilão o Campo de Libra, que, “segundo a Agência
Nacional do Petróleo - ANP, pode ter entre 8 e 12 bilhões de barris, apesar de haver estimativas de que possa chegar
a 15 bilhões de barris. Se os dados forem esses, trata-se da maior descoberta do país”. De acordo com ele, o “Brasil
não sabe se tem 50 bilhões, 100 bilhões ou 300 bilhões de barris. Se o país tiver 100 bilhões, estará no grupo de países
de grandes reservas; se tiver 300 bilhões, será o dono da maior reserva do mundo, porque 264 bilhões é o volume de
barris da Arábia Saudita”.
Disponível em: http://www.mabnacional.org.br/noticia/pr-sal-eembate- geopol-
tico-estrat-gico-entrevista-especial-com-ildosauer. Acesso em 15/10/2013. Fragmento adaptado.

Que relação se estabelece, no excerto, entre a forma dialogal e as ideias expressas pelo Comandante Sem Medo?
Marque a alternativa correspondente.
I) Que há relação de convergência entre a forma dialogal e as ideias expressas pelo Comandante Sem Medo, pois no
diálogo (di = dois; logo = discurso) não há univocidade, as opiniões não são necessariamente absolutas e convergentes.
II) Não há relação de convergência entre a forma dialogal e as ideias expressas pelo Comandante Sem Medo, pois os
pontos de vistas não são, de nenhum modo, convergentes.
III) Para Sem Medo, “as palavras são relativas”, não se deve “engolir como verdade universal qualquer constatação
particular”, portanto, outros pontos de vista devem ser considerados.
IV) Embora para Sem Medo as palavras sejam relativas, a verdade é universal em relação a qualquer constatação
particular.

a) I, II e IV estão corretas.
b) I e III estão corretas.
c) II e III estão corretas.
d) II e IV estão corretas.

Questão 3)
Todo texto apresenta uma intenção, da qual derivam as escolhas linguísticas que o compõem. O texto da campanha
publicitária e o da charge apresentam, respectivamente, composição textual pautada por uma estratégia
a) expositiva, porque informa determinado assunto de modo isento; e interativa, porque apresenta intercâmbio verbal
entre dois personagens.
b) descritiva, pois descreve ações necessárias ao combate à dengue; e narrativa, pois um dos personagens conta um
fato, um acontecimento.
c) injuntiva, uma vez que, por meio do cartaz, diz como se deve combater a dengue; e dialogal, porque estabelece uma
interação oral.
d) narrativa, visto que apresenta relato de ações a serem realizadas; e descritiva, pois um dos personagens descreve a
ação realizada.
e) persuasiva, com o propósito de convencer o interlocutor a combater a dengue; e dialogal, pois há a interação oral
entre os personagens.

Questão 4) Leia o texto e responda ao que se pede.


1
A produção em série, em escala gigantesca, impõe 2 em todo lado as suas pautas obrigatórias de consumo. 3 Esta
ditadura da uniformização obrigatória é mais 4 devastadora que qualquer ditadura do partido único: 5 impõe, no mundo
inteiro, um modo de vida que reproduz 6 os seres humanos como fotocópias do consumidor 7 exemplar.
8
O sistema fala em nome de todos, dirige a todos 9 suas ordens imperiosas de consumo, difunde, entre todos 10 a febre
compradora. A maioria, que se endivida para ter 11 coisas, termina por ter nada mais que dívidas para pagar 12 dívidas,
as quais geram novas dívidas, e acaba a consumir 13 fantasias que, por vezes, materializa delinquindo.
14
Esta civilização não deixa dormir as flores, nem as 15 galinhas, nem as pessoas. Nas estufas, as flores
são 16 submetidas à luz contínua, para que cresçam mais 17 depressa. Nas fábricas de ovos, as galinhas também 18 estão
proibidas de ter a noite. E as pessoas estão 19condenadas à insônia, pela ansiedade de comprar e pela 20 angústia de
pagar. Este modo de vida não é muito bom 21 para as pessoas, mas é muito bom para a indústria 22 farmacêutica. Os
EUA consomem a metade dos 23 sedativos, ansiolíticos e demais drogas químicas que 24 se vendem legalmente no
mundo, e mais da metade 25 das drogas proibidas que se vendem ilegalmente, o que 26 não é pouca coisa se se considerar
que os EUA têm 27 apenas cinco por cento da população mundial.
28
Invisível violência do mercado: a diversidade é 29 inimiga da rentabilidade e a uniformidade manda. O 30 consumidor
exemplar é o homem quieto. Esta civilização, 31 que confunde a quantidade com a qualidade, confunde a 32 gordura
com a boa alimentação. O país que inventou as 33 comidas e bebidas light, os diet food e os alimentos fat 34 free tem a
maior quantidade de gordos do mundo. O 35 consumidor exemplar só sai do automóvel para trabalhar 36 e para ver
televisão. Sentado perante o pequeno écran, 37 passa quatro horas diárias a devorar comida de plástico.
38
As massas consumidoras recebem ordens num 39 idioma universal: a publicidade conseguiu o que o 40 esperanto quis
e não pôde. Tempo livre, tempo prisioneiro: 41 as casas muito pobres não têm cama, mas têm televisor 42 e o televisor
tem a palavra. Comprado a prazo, esse 43 animalejo prova a vocação democrática do progresso: 44 não escuta ninguém,
mas fala para todos. Pobres e ricos 45 conhecem, assim, as virtudes dos automóveis do último 46 modelo, e pobres e
ricos inteiram-se das vantajosas 47 taxas de juros que este ou aquele banco oferece.
48
Os peritos sabem converter as mercadorias em 49 conjuntos mágicos contra a solidão. As coisas têm 50 atributos
humanos: acariciam, acompanham, 51 compreendem, ajudam, o perfume te beija e o automóvel 52 é o amigo que nunca
falha. A cultura do consumo fez da 53solidão o mais lucrativo dos mercados. A publicidade 54 não informa acerca do
produto que vende, ou raras vezes 55 o faz. Isso é o que menos importa. A sua função primordial 56 consiste em
compensar frustrações e alimentar fantasias. 57 Sempre ouvi dizer que o dinheiro não produz a felicidade, 58 mas
qualquer espectador pobre de TV tem motivos de 59 sobra para acreditar que o dinheiro produz algo tão 60 parecido que
a diferença é assunto para especialistas.
61
O shopping center, ou shopping mall, vitrine de todas 62 as vitrines, impõe a sua presença avassaladora.
As 63 multidões acorrem, em peregrinação, a este templo maior 64 das massas do consumo. A maioria dos
devotos 65 contempla, em êxtase, as coisas que os seus bolsos 66 não podem pagar, enquanto a minoria
compradora 67 submete-se ao bombardeio da oferta incessante e 68 extenuante.
69
A cultura do consumo, cultura do efêmero, condena 70 tudo ao desuso mediático. Tudo muda ao ritmo 71 vertiginoso
da moda, posta ao serviço da necessidade 72 de vender. As coisas envelhecem num piscar de olhos, 73 para serem
substituídas por outras coisas de vida fugaz. 74Paradoxalmente, os shoppings centers, reinos do fugaz, 75 oferecem com
o máximo êxito a ilusão da segurança. 76 Eles resistem fora do tempo, sem idade e sem raiz, 77 sem noite e sem dia e
sem memória, e existem fora do 78 espaço, para além das turbulências da perigosa 79realidade do mundo.
80
A injustiça social não é um erro a corrigir, nem um 81 defeito a superar: é uma necessidade essencial. Não
há 82 natureza capaz de alimentar um shopping center do 83tamanho do planeta.
GALEANO, Eduardo. O império do consumo.
Disponível em: <http:// www.cartacapital.com.br/economia/o-imperio-do-consumo>.
Acesso em: 20 out. 2016 (passim).

No seu conjunto, o texto constitui


01. uma descrição objetiva e imparcial das características do mundo atual, que ressalta, igualmente, aspectos positivos
e negativos da sociedade de consumo.
02. uma dissertação sobre as mazelas da atualidade, com destaque para as características da sociedade de consumo e
seus efeitos danosos sobre as pessoas.
03. uma sequência narrativa que comprova a importância do consumo na superação das frustrações e carências
decorrentes da solidão das pessoas no mundo atual.
04. um artigo em que o autor apresenta argumentos relativos à sua discordância dirigidas ao progresso e suas
consequências para o futuro da humanidade.
05. um depoimento sobre uma possível e necessária superação completa da injustiça social pela universalização do
direito ao consumo e a uma vida digna.

Questão 5) Sobre o texto abaixo, responda:


Sua fala era uma vibração de amor, que alvoroçava os corações, o olhar como luz de lâmpada encantada, que fascina
e desvaira; o sorriso era um lampejo de volúpia, que fazia sonhar com as delícias do Éden.
Era enfim o tipo o mais esmerado da beleza sensual, mas habitado por uma alma virgem, cândida e sensível. Era uma
estátua de Vênus animada por um espírito angélico.
Ainda que Eugênio não conhecesse e amasse Margarida desde a infância, ainda que a visse então pela primeira vez,
era impossível que toda a virtude e austeridade daquele cenobita em botão não se prostrasse vencido diante daquela
deslumbrante visão.
Margarida estava vestida de cor-de-rosa com muita graça e simplicidade; tinha por único enfeite na cabeça um
simples botão de rosa. Eugênio esteve por muito tempo mudo e entregue a um indizível acanhamento diante da
companheira de sua infância, como se se achasse em presença de uma alta e poderosa princesa.
(GUIMARÃES, Bernardo. O seminarista. São Paulo: FTD, 1994.)

Considerando-se a organização do texto, é correto afirmar que ele é fundamentalmente


a) narrativo, pois relata o relacionamento amoroso entre os personagens Margarida e Eugênio.
b) dissertativo, pois apresenta a defesa do ponto de vista de Eugênio sobre a personagem Margarida.
c) injuntivo, pois tem a intenção de instruir o leitor acerca das características da personagem.
d) informativo, pois fornece dados sobre a personagem Margarida de forma clara e objetiva.
e) descritivo, pois produz um retrato verbal subjetivo ao enumerar as características de Margarida.

Questão 6) Considere o seguinte trecho do texto:


Professor, se você tem alguma experiência que queira compartilhar com outros docentes, envie-nos os detalhes no e-
mail: l.portuguesa@criativo.art.br.
A sequência textual em negrito acima é do tipo
a) descritivo b) injuntivo c) expositivo d) argumentativo

Questão 7) Responda a partir do texto abaixo:


Grupo transforma pele humana em neurônios
Um grupo de pesquisadores dos EUA conseguiu alterar células extraídas da pele de uma mulher de 82 anos sofrendo
de uma doença nervosa degenerativa e conseguiu transformá-las em células capazes de se transformarem virtualmente
em qualquer tipo de órgão do corpo. Em outras palavras, ganharam os poderes das células-tronco pluripotentes,
normalmente obtidas a partir da destruição de embriões.
O método usado na pesquisa, descrita hoje na revista Science, existe desde o ano passado, quando um grupo liderado
pelo japonês Shinya Yamanaka criou as chamadas iPS (células-tronco de pluripotência induzida). O novo estudo,
porém, mostra pela primeira vez que é possível aplicá-lo a células de pessoas doentes, portadoras de esclerose lateral
amiotrófica (ELA), mal que destrói o sistema nervoso progressivamente.
“Pela primeira vez, seremos capazes de observar células com ELA ao microscópio e ver como elas morrem”, disse
Valerie Estess, diretora do Projeto ALS (ELA, em inglês), que financiou parte da pesquisa. Observar em detalhes a
degeneração pode sugerir novos métodos para tratar a ELA.
KOLNERKEVIC, I. Folha de S. Paulo.
1 ago. 2008 (adaptado).

A análise dos elementos constitutivos do texto e a identificação de seu gênero permitem ao leitor inferir que o objetivo
do autor é
a) apresentar a opinião da diretora do Projeto ALS.
b) expor a sua opinião como um especialista no tema.
c) descrever os procedimentos de uma experiência científica.
d) defender a pesquisa e a opinião dos pesquisadores dos EUA.
e) informar os resultados de uma nova pesquisa feita nos EUA.

Questão 8)
Texto I
01
Quando se pensa em traçar um histórico sobre o aprendizado 02 de línguas estrangeiras, poderia se retroceder aos
primórdios dos 03 tempos globalizantes, com os acadianos tentando se comunicar 04 com os sumérios na antiga
Mesopotâmia, por volta de 3.000 a.C., 05 ou às conquistas do antigo império egípcio, ou ainda do império dos 06
romanos, eles mesmos aprendendo o grego como segunda língua, em 07 reconhecimento ao prestígio daquela
civilização. É possível afirmar 08 que, desde os primeiros intercâmbios entre sociedades, quando 09 civilizações
descobriram e dominaram outros povos, a necessidade de 10 entendimento entre falantes de línguas distintas levava
interessados a 11 aprender novos idiomas com o propósito mais natural, o de comunicarse; 12 buscava-se, como hoje,
a oralidade numa língua estrangeira em 13 situações comunicativas.
14
À parte o estudo do grego e do latim (este, detentor, por longo 15 período, do título de língua franca), que se
restringira à gramática e 16 à tradução para fins culturais, políticos ou religiosos, é a partir de 17 meados do século
XVII [...] que a necessidade de aprender um novo 18 idioma, com o intento genuíno de comunicação, se intensificou.
Vera Hanna, Línguas estrangeiras: o ensino em um contexto cultural
Texto II
01
O domínio de uma língua estrangeira, em especial o inglês, 02 é uma exigência cada vez mais frequente nas empresas.
A maior 03 parte dos candidatos às vagas, por sua vez, atesta no currículo que 04 fez cursos – o que em geral é verdade.
Mas, na prática, são poucos 05 os que sustentam uma entrevista mais detalhada em outro idioma 06 ou mantêm uma
conversação em inglês sem grande esforço. Para 07 muitos prevalece a sensação de só cometer um erro após outro. E
o 08 pior é que a insegurança quanto à gramática e o medo de cometer 09 equívocos terminam por comprometer as
possibilidades de acerto. 10 Em muitos casos, nem mesmo anos de aula mudam essa situação.
Jan Dönges, Revista Mente e Cérebro
Pode-se afirmar que há uma relação intertextual entre os textos porque:
a) tratam de assunto relacionado, cada um a partir de seu ponto de vista.
b) o texto I procura justificar os argumentos apresentados no texto II.
c) o texto II procura, essencialmente, contrariar os argumentos do texto I.
d) os tipos textuais são diferentes, pois o texto I é narrativo, e o II não.
e) o texto II cita diretamente fragmentos textuais presentes no texto I.

Questão 9)
A EDUCAÇÃO PELA SEDA
Vestidos muito justos são vulgares. Revelar formas é vulgar. Toda revelação é de uma vulgaridade abominável.
Os conceitos a vestiram como uma segunda pele, e pode-se adivinhar a norma que lhe rege a vida ao primeiro
olhar.
Rosa Amanda Strausz Mínimo múltiplo comum: contos.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1990.
O conto contrasta dois tipos de texto em sua estrutura. Enquanto o segundo parágrafo se configura como narrativo, o
primeiro parágrafo se aproxima da seguinte tipologia:
a) injuntivo b) descritivo c) dramático d) argumentativo

Questão 10) Leia o trecho do diário de viagem de Mário de Andrade, retirado de O turista aprendiz.
“Durante esta viagem pela Amazônia, muito resolvido a... escrever um livro modernista, provavelmente mais
resolvido a escrever que a viajar, tomei muitas notas como vai se ver. Notas rápidas, telegráficas muitas vezes. Algumas
porém se alongaram mais pacientemente, sugeridas pelos descansos forçados do vaticano de fundo chato, vencendo
difícil a torrente do rio. Mas quase tudo anotado sem nenhuma intenção da obra-de-arte, reservada pra elaborações
futuras, nem com a menor intenção de dar a conhecer aos outros a terra viajada. E a elaboração definitiva nunca realizei.
Fiz algumas tentativas, fiz. Mas parava logo no princípio, nem sabia bem porque, desagradado. Decerto já devia me
desgostar naquele tempo o personalismo do que anotava. Se gostei e gozei muito pelo Amazonas, a verdade é que vivi
metido comigo por todo esse caminho largo de água.”

Com base no excerto e em seu contexto, preencha os parênteses com V para verdadeiro ou F para falso.
( ) O diário de viagem é uma modalidade de narrativa que relata não só os acontecimentos transcorridos durante o
percurso, mas também os sentimentos do sujeito viajante.
( ) As anotações do diário acompanhavam a rotina do barco: às vezes eram breves, outras mais longas em função das
paradas e do movimento da embarcação nas águas do rio.
( ) O narrador se assume como um tipo especial de viajante porque não se integra à paisagem e ao ambiente da
Amazônia, uma vez que a viagem que empreende é de ordem subjetiva.
( ) Mário de Andrade se identifica como um turista aprendiz porque fez muitas anotações, escreveu um livro sobre a
viagem, corrigiu os originais e experimentou um personalismo exacerbado.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


a) V, V, V, F b) V, F, V, F c) V, F, F, F d) F, V, F, V e) F, F, V, V

Questão 11)
Muito além da cadeira de rodas – A vida privada de Stephen Hawking
Ele não é apenas um gênio paralisado. Também é um homem, casado duas vezes. Um aventureiro que viajou o mundo,
adora clubes pornô e já apanhou da mulher. Conheça o outro lado do cientista mais famoso do planeta.
1 Stephen William Hawking nasceu saudável em Oxford, na Inglaterra, em 9 de janeiro de 1942 – no exato aniversário
de 300 anos da morte de Galileu Galilei. O pai era médico, a mãe formada em filosofia, e o pequeno Stephen era o
caçula de quatro irmãos numa casa cheia de livros empilhados – e ideias apimentadas.
2 Quando Hawking tinha oito anos, a família se mudou para a periferia de Londres. Não deu muito certo. Eles eram
considerados esquisitos pelos vizinhos, e na escola o menino logo ganhou o apelido de "Einstein".
3 Hawking era precoce. Com 17 anos, ganhou uma bolsa para estudar física na Universidade de Oxford. Os colegas
eram dois anos mais velhos, e ele se sentiu sozinho e deslocado. Mas, no terceiro ano de faculdade, se inscreveu no
clube de remo para tentar fazer amigos. Estudava bem pouco, uma hora por dia, mas mesmo assim foi aceito no
mestrado da Universidade de Cambridge.
4 Antes de começar, ele teria alguns meses de férias. Resolveu se candidatar a uma bolsa de viagem (com as despesas
pagas pela universidade). De volta à Inglaterra, o jovem físico percebeu que estava ficando cada vez mais desastrado.
Caía, derrubava objetos, parecia não controlar direito o que fazia. Um dia, caiu de patins e não conseguiu levantar. Foi
levado a um médico, que o diagnosticou com esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença incurável que leva à
perda de movimentos - e, segundo o médico, levaria à morte em no máximo três anos. Hawking tinha 21. Ele ficou
internado num hospital, onde viu um garoto morrer de leucemia. "Toda vez que fico inclinado a ter pena de mim, me
lembro daquele menino", conta.
5 Teve alta, foi para casa e, pouco tempo depois, conheceu Jane Wilde, amiga de uma de suas irmãs. Namoraram e
casaram (ele se apoiou numa bengala durante a festa). Mas Hawking foi piorando, não conseguiu mais cuidar dos
filhos e, em 1970, parou de andar. Para se locomover, começou a usar uma cadeira de rodas e um carrinho elétrico de
três rodas. Com seu típico bom-humor, conta que às vezes usava o carrinho para dar carona. "Eu transportava
passageiros ilegalmente", diz.
6 Nessa época, Hawking já era um físico conhecido e foi convidado a trabalhar no Instituto de Tecnologia da Califórnia.
Aceitou e a família se mudou para os EUA. Ele e Jane já tinham três filhos, mas o casamento não ia bem.
7 Em 1988, veio o grande momento de sua carreira. O físico publicou Uma Breve História do Tempo, livro que fala
sobre a origem do Universo. Apesar do tema complexo, Hawking tentou escrever em linguagem simples, para leigos.
Acertou em cheio: o livro se tornou um sucesso gigantesco, vendeu 10 milhões de cópias e foi traduzido em mais de
30 idiomas. E Stephen Hawking virou o cientista mais famoso do mundo.
8 Em 1995, ele pediu o divórcio de Jane e se mudou para outro apartamento, no qual morava com uma de suas
enfermeiras, Elaine Mason. Eles se casaram, e Hawking viveu uma vida aparentemente feliz, com direito até a algumas
aventuras.
9 A doença pode ter trazido enormes dificuldades, mas não fez Hawking ficar parado. Tirando a Oceania, ele já esteve
em todos os continentes. Já andou de submarino, voou num balão e até num voo da empresa americana Zero Gravity,
em que o avião faz uma série de manobras para produzir uma situação de gravidade zero. "Me senti livre da minha
doença", conta.
HARA, Thais. Muito além da cadeira de rodas - A vida privada de Stephen Hawking.
Super Interessante. Abr.2014.Disponível em: < http://super.abril.com.br/
ciencia/muito-alem-cadeira-rodas-vida-privada-stephen-hawking-
798554.shtml>. Acesso em: 07 maio 2015 (Com adaptações).

O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, sua função comunicativa, seu contexto de uso e sua forma
convencional estão ligados aos saberes construídos socioculturalmente. Considerando os seus conhecimentos sobre
gêneros e tipos textuais, é correto afirmar que o texto constitui-se primordialmente de
a) sequências expositivas de fatos ficcionais típicos de um conto.
b) questões polêmicas desenvolvidas principalmente em sequências argumentativas, como em um artigo de opinião.
c) sequências narrativas de acontecimentos reais, como uma biografia.
d) fatos narrados de forma objetiva, tal qual uma notícia.
e) sequências descritivas, organizadas numa relação de causa e efeitos, tal qual um relato.

Questão 12)
Retirantes
1
Na planície avermelhada, os juazeiros alargavam 2 duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia 3
inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente 4 andavam pouco, mas, como haviam repousado bastante na 5
areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia 6 horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos 7
juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da 8 caatinga rala.
9
Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o 10 filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na 11
cabeça; Fabiano, sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia 12 pendurada em uma correia presa ao cinturão, a espingarda
de 13 pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra 14 Baleia iam atrás.
15
Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. 16 O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.
17
— Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai.
18
Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da 19 faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois 20
sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu 21 algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como
isto 22 não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, 23 praguejando baixo.
24
A caatinga estendia-se, de um vermelho indeciso 25 salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O voo 26 negro
dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos 27 moribundos.
28
— Anda, excomungado.
29
O pirralho não se mexeu, e Fabiano desejou matá-lo. 30 Tinha o coração grosso, queria responsabilizar alguém pela
31
sua desgraça. A seca aparecia-lhe como um fato necessário 32 — e a obstinação da criança irritava-o. Certamente
esse 33 obstáculo miúdo não era culpado, mas dificultava a marcha, 34 e o vaqueiro precisava chegar, não sabia aonde.
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas.
82. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 39, com adaptações.

Considerando a linguagem e as informações do texto, julgue os itens a seguir como verdadeiro (V) ou falso (F).
( ) Do ponto de vista da tipologia textual, o trecho lido é predominantemente narrativo. V
( ) Embora não haja qualquer tipo de referência à paisagem do lugar em que se encontram os personagens, pode-se
perceber, pela linguagem de Fabiano, que eles caminham pelo sertão nordestino. F
( ) Na passagem “Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se.” (Ref. 15), o narrador recorre à prosopopeia
ou personificação para descrever a ação do vento sobre as folhas dos juazeiros. F
( ) A causa da reação do filho mais velho de Fabiano está explícita no texto e se relaciona com o fato de ele caminhar
sozinho, distante dos pais e do irmão. F
( ) O vocábulo destacado no trecho “O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.”
(Refs. de 25 a 27) equivale semanticamente a mortos. F

Questão 13) Exemplifique dez gêneros textuais.