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MÓDULO DE POLÍTICA E

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
Prof. Rogério Rocco
MÓDULO DE LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

Os períodos regidos pelos regimes do Império e da Colônia no Brasil


trazem registros importantes no que se refere ao meio ambiente.
Porém, o tratamento dado aos elementos da natureza era de caráter
mercantilista. Isto é, a natureza era vista como mercadoria, sob a
influência da doutrina antropocentrista – na qual o homem é visto
como o centro de todas as coisas.
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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

1889 – Proclamação da República

1916 – Código Civil

1934 – Constituição Federal


Códigos Florestal, Mineral e das Águas

1932 – Primeira Unidade de Conservação Brasileira


Reserva Biológica de Göethea – Município
de São Gonçalo/RJ

1937 – Primeiro Parque Nacional Brasileiro


Parque Nacional de Itatiaia (RJ)

1940 – Código Penal


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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

1965 – Novo Código Florestal (Lei 4.771/65)


e Lei da Ação Popular (Lei 4.717/65)

1967 – Lei de Proteção à Fauna (Lei 5.197/67),


Código de Pesca (Dec-Lei 221/67) e
novo Código de Mineração (Dec-Lei 227/67)

1972 – Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano

1981 – Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81)

1985 – Lei da Ação Civil Pública (Lei 7347/85)

1986 – Estudo de Impacto Ambiental (Res. CONAMA 01/86)

1988 – Nova Constituição Federal


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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

Constituição Federal de 1988

Art. 225 – Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente


equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade
de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

Art. 225...
1 - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder
público:

I- preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais...


II- preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do
País...
III- definir espaços territoriais a serem especialmente protegidos,
sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei...
IV- exigir, para a instalação de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio
de impacto ambiental...
V- controlar o emprego de técnicas que comportem risco para a vida...
VI- promover a educação ambiental
VII- proteger a fauna e a flora
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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

Art. 225...

2 - Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar


o meio ambiente degradado...
3 - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio
ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas,
a sanções penais e administrativas, independentemente da
obrigação de reparar os danos causados.
4 - A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar,
o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio
nacional...
5 - São indisponíveis as terras devolutas...
6 - As usinas nucleares deverão ter sua localização definida em lei
federal, sem o que não poderão ser instaladas.
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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

1992 – Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o


Desenvolvimento – Rio de Janeiro
Aprovação da Carta do Rio; da Convenção sobre
Mudanças Climáticas; da Convenção da Biodiversidade; da
Agenda 21

1997 – Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9433/97)

– Resolução CONAMA 237/97 – Dispõe sobre Licenciamento


. Ambiental

1998 – Lei dos Crimes Ambientais (Lei 9605/98)


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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

1999 – Lei da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9795/99)

2000 – Lei do Óleo (Lei 9966/00) e Lei do Sistema Nacional de


Unidades de Conservação – SNUC (Lei 9985/00)

2001 – Lei do Estatuto da Cidade (Lei 10.257/01)

– MP do Patrimônio Genético (MP 2.186-16/01)

2005 – Lei da Política Nacional de Biossegurança (Lei 11.105/05)


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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

2006 – Lei da Gestão de Florestas Públicas e Serviço Florestal Brasileiro


(Lei 11.284/06)

- Lei da Mata Atlântica (Lei 11428/06)

2007 – Lei da Política Nacional de Saneamento Básico (Lei 11.445/07)

- Criação do ICMBio (Lei 11.516/07)

2008 – Decreto das Sanções Administrativas por violações ambientais


(Dec. 6.514/08)
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1 – HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL

2009 – Lei da Política Nacional de Desenvolvimento


Sustentável da Aquicultura e da Pesca (Lei 11.959/09)

2010 – Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos


(Lei 12305/10)
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2 – O MEIO AMBIENTE E O DIREITO


As Normas Legais e sua Hierarquia

1. A Constituição Federal

2. As Leis Ordinárias e as Leis Complementares

3. As Medidas Provisórias*

4. O Decreto

5. A Portaria

6. A Resolução CONAMA*
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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE –


Lei 6938/81

Dispõe sobre a política nacional do meio ambiente - PNMA,


seus fins e mecanismos de formulação e aplicação.

Estabelece conceitos sobre meio ambiente

Institui o sistema nacional do meio ambiente – SISNAMA

Cria instrumentos para a materialização da PNMA

Define a Responsabilidade Civil Objetiva por ações lesivas ao


meio ambiente
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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE –


Lei 6938/81

Definição Legal de Conceitos – Art. 3°

“Poluição – a degradação da qualidade ambiental resultante


de atividades que direta ou indiretamente:

a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da


população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e
econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio
ambiente;
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os
padrões ambientais estabelecidos”
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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


Lei 6938/81

O Sistema Nacional do Meio Ambiente – Art. 6°

I. Órgão Superior: Conselho de Governo

II. Órgão Consultivo e Deliberativo: CONAMA (competência;


constituição; plenário; câmaras técnicas)

III. Órgão Central: Ministério do Meio Ambiente

IV. Órgão Executor: IBAMA

V. Órgãos Seccionais: Órgãos e Entidades Estaduais de Meio Ambiente

VI. Órgãos Locais: Órgãos e Entidades Municipais de Meio Ambiente


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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


Lei 6938/81
Instrumentos da PNMA – Art. 9°
I- Estabelecimento de Padrões Ambientais
II- Zoneamento Ambiental
III- Avaliação de Impactos Ambientais
IV- Licenciamento Ambiental
V- Incentivos às novas Tecnologias
VI- Criação de Espaços Protegidos
VII- Sistema de Informações
VIII- Cadastro Técnico Federal I
IX- Sanções e Penalidades à violação das regras de proteção
X- Relatório de Qualidade Ambiental
XI- Garantia de prestação de Informações
XII- Cadastro Técnico Federal II
XIII- Instrumentos econômicos, como concessão florestal,
servidão ambiental, seguro ambiental e outros.
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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


Lei 6938/81

Poder de polícia e Direito Ambiental:

Estudo de Impacto Ambiental - EIA no Direito Brasileiro

-Competência para exigir o EIA é do órgão licenciador

-A Natureza Jurídica do EIA é de “instituto constitucional”,


instrumento da PNMA. Compete ao poder público...

“exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade


potencialmente causadora de significativa degradação do meio
ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará
publicidade” (Art. 225, 1º, IV, CF/88)
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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


Lei 6938/81

Licenciamento Ambiental

-Três fases: prévia (LP); de instalação (LI); de operação (LO).

-Competência original: Estados. Excepcionalmente a competência


será da União (Ibama) ou dos Municípios (Vide Res. 237/97 e art. 10
da Lei 6.938/81):

“Art. 10 – A construção, instalação, ampliação e funcionamento de


estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais,
considerados efetiva ou potencialmente poluidores, bem como os
capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental,
dependerão de prévio licenciamento do órgão estadual competente,
integrante do SISNAMA, e do IBAMA, em caráter supletivo, sem
prejuízo de outras licenças exigíveis.”
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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


Lei 6938/81

Licenciamento Ambiental

- Licença ambiental: ato vinculado ou discricionário?

-Direito de Protocolo: o que é e quando pode ser utilizado?

- Em que hipótese e em que fase do licenciamento é exigido o EIA?

- Prazos para manifestação sobre o pedido de licença: seis meses a


contar da data do protocolo, com ressalva para quando for exigível o
EIA/RIMA, situação que dilatará o prazo máximo de 12 meses.

- Prazo de validade de cada licença: LP = máximo de 5 anos; LI =


máximo de 6 anos; LO = mínimo de 4 e máximo de 10 anos.
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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


Lei 6938/81

Responsabilidade Civil Objetiva por ações lesivas ao Meio


Ambiente – Constituição Federal de 1988

Art. 225...

3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio


ambiente sujeitarão os infratores, pessoa física ou jurídica, a sanções
penais e administrativas, independentemente da obrigação de
reparar os danos causados.
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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


Lei 6938/81

Responsabilidade Civil Objetiva por ações lesivas ao Meio


Ambiente – Art. 14, § 1°:

“Sem obstar as penalidades previstas neste artigo, é o poluidor


obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou
reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados
por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá
legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal,
por danos causados ao meio ambiente”
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3 – A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE


Lei 6938/81

Responsabilidade Civil Objetiva por ações lesivas ao Meio


Ambiente – Art. 14, § 1°

Para a incidência da Responsabilidade Civil Objetiva, que independe


da comprovação de culpa, são necessários apenas três elementos:

1- Um Dano Ambiental

2- Um Agente (pessoa física ou jurídica)

3- O Nexo Causal entre a ação do Agente e o Dano Ambiental


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4- CÓDIGO FLORESTAL – Lei 4.771/65

Institui o novo Código Florestal

Áreas de Preservação Permanente – APP

-São áreas protegidas, porém não são unidades de conservação, pois


não dependem de ato de criação do poder público

-Definição legal (Art. 1º, § 2º, II):

“Área protegida nos termos dos arts. 2º e 3º desta Lei, coberta ou


não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os
recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a
biodiversidade, o fluxo gênico da fauna e flora, proteger o solo e
assegurar o bem-estar das populações humanas.”
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5- SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO


Lei 9.985/2000

Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação

Unidades de Conservação – Conceito:


“Espaço territorial e seus recursos ambientais, incluindo as águas
jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente
instituído pelo poder público com objetivos de conservação e limites
definidos, sob regime especial de administração ao qual se aplicam
garantias adequadas de proteção” (Art. 2º, I)

Divisão em dois grupos:


-Unidades de Proteção Integral (art. 8º e segs.) – como parques
nacionais, reservas biológicas e monumentos naturais; e
-Unidades de Uso Sustentável (art. 14 e segs.) – como áreas de
proteção ambiental – APA, reservas extrativistas e florestas nacionais
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5- SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO


Lei 9.985/2000

Requisitos para a criação:


-Elaboração de estudos técnicos
-Realização de consulta pública

Competência para a criação:


As unidades de conservação podem ser criadas por iniciativa
municipal, estadual e federal, ficando sua administração vinculada à
esfera que tomou a iniciativa de criá-la. O ato de criação deve
possuir sua categorização e seus limites físicos.

Ato de criação:
A criação de uma UC pode se dar através de decreto ou lei. Porém,
sua extinção, a redução de seus limites ou a desafetação de áreas de
uma UC somente poderá ocorrer por lei.
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6- POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS –


Lei 9.433/97

Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o


Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos e
dá outras providências

Estabelece Fundamentos, Objetivos e Diretrizes

Institui seus Instrumentos:


-Os Planos de Recursos Hídricos
-O enquadramento dos corpos d’água em classes
-A outorga dos direitos de uso
-A cobrança pelo uso
-O sistema de informações
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6- POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS –


Lei 9.433/97

Do Sistema Nacional de Gerenciamento dos RH

Composição:
-Conselho Nacional de RH
-Agência Nacional de Águas
-Conselhos de RH dos Estados e DF
-Comitês de Bacias Hidrográficas
-Órgãos e entidades com competências relacionadas nas esferas
federal, estadual, distrital e municipal
-Agências de Água
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98


Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras
providências

Regulamentação:
Decreto 6.514/2008 – Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis às
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente

Observação:
Os crimes e as penas encontram-se na lei, enquanto as infrações e suas
sanções administrativas (valores de multas, principalmente) encontram-se no
decreto.
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 3º. As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e


penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração seja
cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu
órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.

Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das


pessoas físicas, autoras, co-autoras ou partícipes do mesmo fato.

Art. 4°. Poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua
personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à
qualidade do meio ambiente.
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 6º. Para imposição e gradação da penalidade, a autoridade competente


observará:

I - a gravidade do fato, tendo em vista os motivos da infração e suas


conseqüências para a saúde pública e para o meio ambiente;

II - os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de


interesse ambiental;

III - a situação econômica do infrator, no caso de multa.


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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 7º. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as


privativas de liberdade quando:

I - tratar-se de crime culposo ou for aplicada a pena privativa de liberdade


inferior a quatro anos;

II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade


do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias do crime
indicarem que a substituição seja suficiente para efeitos de reprovação e
prevenção do crime.

Parágrafo único. As penas restritivas de direitos a que se refere este artigo


terão a mesma duração da pena privativa de liberdade substituída.
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 8º. As penas restritivas de direito são:

I - prestação de serviços à comunidade;

II - interdição temporária de direitos;

III - suspensão parcial ou total de atividades;

IV - prestação pecuniária;

V - recolhimento domiciliar.
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 21. As penas aplicáveis isolada, cumulativa ou alternativamente às


pessoas jurídicas, de acordo com o disposto no art. 3º, são:

I - multa;

II - restritivas de direitos;

III - prestação de serviços à comunidade.


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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre,
nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização
da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:

Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.

§ 1º. Incorre nas mesmas penas:


I - quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo
com a obtida;
II - quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;
III - quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou
depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa
ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes
de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização
da autoridade competente.
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 40. Causar dano direto ou indireto às Unidades de Conservação e às áreas de que
trata o art. 27 do Decreto nº 99.274, de 6 de junho de 1990, independentemente de
sua localização:
Pena - reclusão, de um a cinco anos.

§ 2º. A ocorrência de dano afetando espécies ameaçadas de extinção no


interior das Unidades de Conservação será considerada circunstância agravante para a
fixação da pena.

§ 3º. Se o crime for culposo, a pena será reduzida à metade.


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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 49. Destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio,
plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada
alheia:

Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa, ou ambas as


penas cumulativamente.

Parágrafo único. No crime culposo, a pena é de um a seis meses,


ou multa.
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 55. Executar pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a


competente autorização, permissão, concessão ou licença, ou em desacordo
com a obtida:

Pena - detenção, de seis meses a um ano, e multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem deixa de recuperar a


área pesquisada ou explorada, nos termos da autorização, permissão,
licença, concessão ou determinação do órgão competente.
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 65. Pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou


monumento urbano:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Parágrafo único. Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada


em virtude do seu valor artístico, arqueológico ou histórico, a pena é de
seis meses a um ano de detenção, e multa.
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Art. 67. Conceder o funcionário público licença, autorização ou permissão em


desacordo com as normas ambientais, para as atividades, obras ou serviços
cuja realização depende de ato autorizativo do Poder Público:

Pena - detenção, de um a três anos, e multa.

Parágrafo único. Se o crime é culposo, a pena é de três meses a um ano


de detenção, sem prejuízo da multa.
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 70. Considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole
as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente.
§ 1º. São autoridades competentes para lavrar auto de infração ambiental e
instaurar processo administrativo os funcionários de órgãos ambientais integrantes
do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, designados para as atividades
de fiscalização, bem como os agentes das Capitanias dos Portos, do Ministério da
Marinha.
§ 2º. Qualquer pessoa, constatando infração ambiental, poderá dirigir
representação às autoridades relacionadas no parágrafo anterior, para efeito do
exercício do seu poder de polícia.
§ 3º. A autoridade ambiental que tiver conhecimento de infração ambiental é
obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante processo administrativo
próprio, sob pena de co-responsabilidade.
§ 4º. As infrações ambientais são apuradas em processo administrativo próprio,
assegurado o direito de ampla defesa e o contraditório, observadas as disposições
desta Lei.
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7- LEI DE CRIMES AMBIENTAIS – Lei 9.605/98

Art. 75. O valor da multa de que trata este Capítulo será fixado no
regulamento desta Lei e corrigido periodicamente, com base nos índices
estabelecidos na legislação pertinente, sendo o mínimo de R$ 50,00
(cinqüenta reais) e o máximo de R$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de
reais).
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4 – A LEGISLAÇÃO AMBIENTAL

A Lei dos Crimes Ambientais – Lei nº 9.605/98

Art. 79-A - Para o cumprimento do disposto nesta Lei, os órgãos ambientais


integrantes do SISNAMA, responsáveis pela execução de programas e projetos
e pelo controle e fiscalização dos estabelecimentos e das atividades suscetíveis
de degradarem a qualidade ambiental, ficam autorizados a celebrar, com força
de título executivo extrajudicial, termo de compromisso com pessoas físicas ou
jurídicas responsáveis pela construção, instalação, ampliação e funcionamento
de estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais,
considerados efetiva ou potencialmente poluidores.

§ 1º - O termo de compromisso a que se refere este artigo destinar-se-á,


exclusivamente, a permitir que as pessoas físicas e jurídicas mencionadas no caput
possam promover as necessárias correções de suas atividades, para o atendimento
das exigências impostas pelas autoridades ambientais competentes, sendo
obrigatório que o respectivo instrumento disponha sobre: (...)
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21.2484-8306
rogerio.rocco2009@gmail.com