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Motor

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Um motor é um dispositivo que converte
outras formas de energia em energia
mecânica, de forma a impelir movimento a
uma máquina ou veículo. Em contraste,
existem os chamados geradores. O termo
motor, no contexto da fisiologia, pode-se
referir aos músculos e a habilidade de
movimento muscular, como em
coordenação motora.

No contexto da informática o termo motor


é muito utilizado em denominações de
várias tecnologias computacionais – como
em "motor de busca", "motor de jogos",
entre outros. E ainda em aplicações físicas
como o motor de passo em impressoras.

Desde os primórdios, a humanidade utiliza


fontes motoras para obter trabalho. Os
primeiros motores utilizavam força
humana, tração animal, correntes de água,
o vento, e o vapor.
Um motor.

Índice
Tração animal
Turbinas
Turbinas hidráulicas
Turbinas eólicas
Turbinas a vapor
Turbinas a gás
Máquina a vapor
Motor de combustão interna
História
Princípios de funcionamento
Configurações
Motor a pistão
Motor rotativo

Motor de combustão externa


Motor a ar comprimido
Motor elétrico
Motor híbrido

Tração animal
Por muitos séculos a tração animal foi a única fonte de força utilizada para realizar
trabalho (o próprio homem, gado, cavalo, camelo, cães, etc).

A força humana foi utilizada pelas primeiras máquinas simples criadas pelo
homem, tais como alavancas, esteiras, cordas e polias. A partir destes dispositivos
surgiram os primeiros guindastes e moinhos de produtos rurais. A tração animal foi
muito utilizada em engenhos e em veículos para o transporte de cargas mais
pesadas. Cavalos e bois são os animais mais comuns neste método.

Com o desenvolvimento das sociedades, tornou-se imperiosa a busca por novas


fontes motoras.

Turbinas

Turbinas hidráulicas
A água é amplamente usada como
fonte de energia em máquinas
chamadas turbinas hidráulicas. Os
antigos moinhos de água já utilizavam
o potencial de reservatórios e a cinética
de correntezas para impelir força a
engenhos e bombas de água. Com o
surgimento da tecnologia de geração de
energia elétrica, as turbinas hidráulicas
receberam um novo papel
fundamental, propelindo geradores Turbina hidráulica Francis na represa
elétricos. Existem basicamente quatro de Grand Coulee, Estados Unidos.
concepções de turbinas hidráulicas:
Pelton, Francis, Kaplan e bulbo.

Turbinas eólicas
Historicamente, houve grande transformação cultural e econômica a medida em
que povos passaram a dominar tecnologias de uso da energia eólica, ou vento, como
fonte de energia. Em diferentes momentos, a invenção da vela propiciou um grande
avanço nos transportes, os (moinhos de vento), significativas transformações em
processos de manufatura. No século XX, com a expansão do uso da energia elétrica
e a busca por fontes de energia renovável, as turbinas eólicas receberam nova
utilidade.

Turbinas a vapor
Turbina a vapor é um equipamento que converte a energia térmica do vapor em
energia mecânica, sendo um equipamento que apresenta boa eficiência quando
projetado para tanto. Essa energia mecânica pode ser utilizada para gerar
movimento em máquinas e equipamentos. Quando uma turbina a vapor é acoplada
a um gerador, por exemplo, converte-se energia mecânica em energia elétrica.
Outro exemplo é o acoplamento da turbina a uma bomba hidráulica, permitindo o
movimento de água de um reservatório a outro.
Turbinas a gás
As turbinas a gás são recentes comparadas às máquinas movidas por correntes
naturais de água ou ar. A tecnologia das turbinas a gás está associada a sistemas de
combustão e materiais especialmente desenvolvidos. Esta tecnologia só se tornou
viável com os avanços tecnológicos ocorridos na época da segunda guerra mundial.

O emprego de turbinas a gás varia principalmente entre a propulsão naval, geração


de energia elétrica e propulsão de aeronaves. Neste último caso, das turbinas
aeronáuticas, trata-se de um tipo de motor a jato, já que são máquinas que
aceleram um fluido a altas velocidades para gerar empuxo.

Máquina a vapor
Na idade moderna um novo salto tecnológico impulsionou a revolução industrial. O
advento da máquina a vapor utilizada primeiramente em minas para bombeamento
de água e posteriormente no transporte marcou definitivamente o modo de vida e
delineou a sociedade moderna. Esse primitivo processo aplicado primeiramente em
motores a pistão, o vapor de água em ebulição era retido numa caldeira até adquirir
uma pressão superior a atmosférica e a seguir transferido para uma câmara de
distribuição na cabeça dos motores para ser injetado nos cilindros gerando assim
uma reação suficiente para mover a árvore de manivelas e produzir movimentos.
Com o tempo, o motor a vapor de pistões foi substituído pela turbina a vapor mais
rápida.

Motor de combustão interna


A invenção dos motores a explosão marcam o maior avanço no setor de
transportes. Existem muitos tipos de motor a explosão que utilizam combustíveis
diversos, líquidos ou gasosos, operam sob diferentes ciclos termodinâmicos e
possuem diferentes mecanismos de funcionamento.

História
A teoria fundamental do motor de dois tempos foi
estabelecida por Nicolas Diogo Léonard Sadi
Carnot (França, 1824), enquanto a patente pelo
primeiro motor à combustão interna foi
desenvolvida por Samuel Morey (Estados Unidos,
1826).

Em 1867, Nicolaus Otto desenvolveu o primeiro


motor atmosférico. Logo após, unindo esforços
com Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach,
desenvolveram o primeiro motor quatro tempos.
Em 1896, Karl Benz patenteara o primeiro motor
boxer actualmente utilizado nos porsche e subaru,
com cilindros opostos horizontalmente.

O engenheiro alemão Rudolf Diesel patenteou um


motor à combustão de elevada eficiência,
demonstrando em 1900. Era um motor movido a Um motor de quatro
óleo de amendoim, cuja tecnologia leva seu nome tempos é um motor de
até hoje, o motor diesel. combustão interna, uma
máquina térmica que
Os motores à combustão interna foram transforma energia
convencionados a serem utilizados em automóveis térmica em energia
devido as suas ótimas características, como a mecânica.
flexibilidade para rodar em diversas velocidades,
potência satisfatória para propulsão de diversos tipos de veículos, e poderia ter seus
custos reduzidos para produção em massa.

Na primeira metade do século XX, como forma de elevar a potência e a


performance dos veículos, houve muitos aprimoramentos em relação ao desenho,
número e disposição dos cilindros. Logo surgiram motores de 4 a 12 cilindros (ou
até mais), sendo motores com cilindros em linha ou em V, de diferentes
capacidades.

Princípios de funcionamento
Motores de combustão interna se baseiam em modelos termodinâmicos ideais,
como ciclo de Otto ou ciclo Diesel, o que se refere a forma como ocorre cada fase de
funcionamento do motor. Estas denominações não se referem ao combustível ou
mecanismo do motor, mas, sim aos processos pelos quais passam os gases no
interior do motor.

Máquinas inspiradas no ciclo de Otto são chamadas motores de ignição por faísca,
as inspiradas em ciclo Diesel são motores de ignição por compressão. Ambos os
tipos podem ser construídos para operar em dois ou quatro tempos, o que significa
que cada ciclo de funcionamento pode ocorrer em uma ou duas voltas do eixo de
manivelas.

Configurações

Motor a pistão

Motor em linha: tem pistões


dispostos lado a lado, de
trajetórias paralelas. Desde
motores de motos aos maiores
motores de propulsão naval fazem
deste tipo o mais comum.

Motor em V: se constitui de duas


fileiras de pistões, dispostas em V,
ligadas a um eixo de manivelas.
Motores deste tipo são conhecidos
pelo som característico que
emitem e por equiparem
automóveis esportivos. Funcionamento do motor radial.

Motor boxer: utiliza duas fileiras de


pistões horizontais e contrapostas, ficou popularmente conhecido por equipar
o modelo Fusca da marca Volkswagen.

Motor radial: possui uma configuração onde os pistões estão dispostos em


torno de uma única manivela do Cambota, foi muito utilizado para mover
hélices de aviões.

Motor rotativo
Motor Wankel: utiliza rotores de movimento rotativo em vez de pistões.

Quasiturbine: também é um motor rotativo. É mais aperfeiçoado que o motor


Wankel.

Motor de combustão externa


O Motor Stirling funciona usando a diferença de temperatura dos gases.

Motor a ar comprimido
Motor que obtém trabalho a partir da energia interna de um gás, ou seja, fazer o ar
comprimido se expandir dentro do pistão, produzindo trabalho. Nesse fenomenal
processo, o oxigênio é comprimido a uma pressão de 20 bar, então ocorre a
inserção na câmara de compressão de ar comprimido proveniente de cilindros,
gerando uma reação que move o pistão. É livre de poluição e combustível barato.
Outra opção seria usar nitrogênio líquido, o que seria capaz de gerar uma expansão
muito maior. Este motor, teria fins específicos.

Por meio século as locomotivas movidas a ar foram sérios concorrentes na disputa


pelo meio de transporte pelas suas vantagens óbvias: simplicidade, segurança,
economia e limpeza. Motores movidos a ar foram usados rotineiramente e
comercialmente, primeiramente como transporte público e mais tarde em minas. O
termo “movido a ar” desapareceu dos livros de engenharia depois da década de 30 e
da Segunda Guerra Mundial. Os motores a combustão interna haviam sido
aperfeiçoados, a indústria do petróleo se firmou e o combustível era barato. O real
interesse em motores movidos a ar voltou na década de 70 nos EUA quando houve
falhas energéticas. Dezenas de inventores patentearam designs para carros movidos
a ar de forma híbrida, ciclo fechado, e autossustentável, assim como conversões
para motores a combustão interna já existentes e projetos de carros a ar feitos para
serem reabastecidos em estações de ar comprimido.

O pesquisador brasileiro Josoé Bonetti, com vários anos de experiência na área de


motores ecologicamente corretos,desenvolveu um novo sistema de motor uma
novidade audaciosa,motor hibrido mas desta vez ecológico ao extremo, o que
chama atenção é que os combustíveis utilizados que são abundantes na natureza e
não nocivos,”ar e água”usando a base de um motor já existente de um micro-ônibus
com 150 cv Cummins e pesquisas voltadas para o motor a ar comprimido e motores
a hidrogênio.com experiência e participações em patentes requeridas, Josoé
decidiu unir as duas tecnologias,como o motor a ar comprimido vinha tendo perdas
consideráveis de autonomia e potência, inseriu um reator de hidrogênio no próprio
motor que produz 20% do combustível hidrogênio extraído da água e não possui
tanques de armazenamento, produz o que o motor necessita para funcionar
associando 80% de ar comprimido tornando um motor eficiente e superando as
perdas de torque que encontrou nos motores a ar, diferente de outros projetos que
fazem uso de combustíveis fósseis, para percorrer 100 km consome 1,5 litros de
água e 100 litros de ar comprimidos a 220 bars, expelindo oxigênio e vapor de água
apenas pelo escapamento, esta tecnologia ainda está em desenvolvimento, diz
Josoé, que ainda explica que no Brasil existe pouco interesse por este assunto e
muitas barreiras.

Motor elétrico
Paralelo ao motor a explosão, o grande avanço na indústria deve-se ao motor
elétrico, que veio acelerar a mobilidade pois tem forma de tração mais simples e
eficaz não necessitando de caixas de velocidades, e muito mais silencioso, tem
índices de poluição quase zero e a produção de energia é simples e eficaz.

Motor híbrido
O automóvel híbrido é aquele que utiliza mais de um motor. A configuração mais
utilizada é um motor a combustão e outro elétrico assim o consumo de combustível
é menor. No caso do Toyota Prius o motor a combustão é desligado quando o carro
anda a uma velocidade baixa mas constante e quando a bateria tiver descarregada é
ligado o motor a combustão para a recarregar.

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Esta página foi editada pela última vez à(s) 20h30min de 14 de março de
2018.

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