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GUIA COMPLETO DE MANUTENÇÃO DE FONTES PARA COMPUTADORES

GUIA COMPLETO DE MANUTENÇÃO


DE FONTES PARA COMPUTADORES

AUTOR: ANDRÉ PENHA SOARES SILVA

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1
-> Funcionamento básico das fontes
-> Constituição da fonte do computador
-> Descrição Dos Blocos
-> Fontes AT e Fontes ATX
-> Testes preliminares

CAPÍTULO 2
-> Instrumentos necessários
-> Técnicas de manutenção
-> Análise de defeitos (inspeção visual, medidas ,etc)
teste de transistores
teste de capacitores eletrolíticos
teste de diodos e pontes retificadoras
teste de resistores

-> Bancada para trabalho


lâmpada em série
aterramento
instrumentos de medidas
transformador isolador
-> testes ( resistores de carga )

CAPÍTULO 3
-> Casos práticos

BIBLIOGRAFIA

APÊNDICES
1- Corrente, tensão, potência, carga, consumo
2- Leituras de códigos de resistores
3- Capacitores eletrolíticos, cerâmicos e de poliéster
4- Sistemas de proteção
5- Soldagem

Técnico André Penha Soares Silva


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INTRODUÇÃO

Este guia foi feito visando transmitir técnicas


básicas para a manutenção de fontes chaveadas usadas em
computadores para pessoas que não tenham qualquer vivência
prática com a manutenção de aparelhos eletrônicos.
Embora uma fonte de computador tenha um custo
reduzido, a maioria dos problemas que elas apresentam são
simples tornando a sua manutenção uma idéia interessante.
Percebe-se que muitas pessoas tem interesse em
concertar essas fontes, mas como muitos nunca tiveram
experiência em eletrônica ficam sem saber como proceder,
somando a isso existe a falta de literatura específica
desse assunto. As pessoas que tem interesse em prestar esse
tipo de serviço são,na sua maioria, técnicos em informática
que embora saibam usar, concertar e configurar
computadores, quando o assunto é “fonte” o que é feito e a
sua substituição, acarretando num custo de manutenção
desnecessariamente alto. Só para citar um exemplo, as vezes
uma fonte é condenada e substituída, mas o problema pode
ser um simples fusível rompido, que custa menos de R$20,00.
A idéia dessa obra é dar uma pequena introdução a
eletrônica e em seguida mostrar procedimentos práticos de
manutenção de fontes de computador, com vários exemplos e
principalmente dando dicas para agilizar os concertos. Será
mostrado com utilizar os equipamento de medidas afim de
identificar peças danificadas, e também serão apresentadas
sugestões para a construção de sua bancada de trabalho para
que seus serviços tenham qualidade superior.
Dessa forma, o leitor que nunca tinha tido qualquer
experiência em eletrônica ao ler o livro, terá todo o
embasamento necessário para prestar manutenção para as
fontes danificadas que lhe forem entregues.

CAPÍTULO 1

FUNCIONAMENTO BÁSICO DAS FONTES CHAVEADAS

Todo equipamento eletrônico precisa ser alimentado com


energia elétrica para funcionar, portanto quando essa
energia não chega, ou quando chega de forma inadequando ou
o equipamento simplesmente não funciona ou ainda funciona
de forma precária, daí a importância da fonte de
alimentação.
No caso de computadores o perfeito estado da fonte de
alimentação é um ponto importante, pois exige uma
alimentação constante e livre de interferências ou
oscilações, que acarretariam nos famosos RESETS ou mesmo na

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inoperância total do equipamento, isso sem falar da
possibilidade de queima do mesmo.

O QUE A FONTE FAZ ?

Bom, primeiro é importante que se entenda a diferença


entre tensão alternada e tensão contínua.

Tensão contínua e aquela que se mantém numa mesma


polarização durante todo o tempo, ou seja, ela não varia
entre estados positivos ou negativos. As pinhas, por
exemplo, fornecem tensão contínua.
Para deixar claro esse conceito imagine que se diga
que um radinho de pilha funciona alimentado a 6 Volts
(tensão contínua). Estamos dizendo que durante todo o tempo
a alimentação será formada por uma tensão de 6 Volts,
tensão que se mantém constante.
Olhe o gráfico abaixo, onde é mostrada uma tensão
contínua de 6 Volts.

Figura 1
Entenda que ela é contínua pois permaneceu positiva
durante todo o tempo. Se ela fosse negativa e permanecesse
negativa, também seria considerada contínua. Como mostra a
figura abaixo:

Figura 2

Nesse caso temos uma tensão contínua de –6Volts.

Já tensão alternada, como o próprio nome já sugere, é


aquela que alterna sua polaridade no decorrer do tempo. Ou
seja, hora ela é positiva, hora ela é negativa.
Tomemos por exemplo a tensão que chega em nossas casas
fornecidas pela concessionária de energia elétrica. Ela é
um exemplo de tensão alternada, que pode ser de 110Volts ou
220Volts.

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Quando dizemos que a tensão é alternada, significa que
no decorrer do tempo a tensão varia entre valores positivos
de tensão e valores negativos de tensão.
Você deve estar pensando o seguinte: “Bom, se a
voltagem é de 220V de tensão alternada, então ela alterna
entre +220V e –220V, não é mesmo ?”
Bom, não é bem assim. Quando dizemos que a tensão é de
220V alternados, estamos dizendo que essa é o valor RMS
dessa tensão. Na verdade ela alterna entre +311.12V e –
311.12, que é justamente o valor de pico da tensão RMS de
220V, que matematicamente é calculado assim:

2 *Vrms = Vpico Valor de pico da tensão


então
Valor RMS da tensão
220* 2 =311.12V

Graficamente fica assim:

Figura 3
Agora que você já sabe a diferença entre tensão
contínua e tensão alternada, é conveniente dizer que os
circuitos internos do computador funcionam exclusivamente
com tensões contínuas (5V, 12V, 3.3V, -5V e -12V).
Mas surge aí um problemas. Se o computador funciona
com tensões contínuas, com é possível que ele seja ligado
na rede elétrica, já que a rede fornece uma tensão
alternada ?
Aí entra em ação a fonte de alimentação. E ela que
transforma a tensão alternada da rede elétrica (110V ou
200V) em tensões contínuas que o computador exige.

Figura 4

Além de fazer essa transformação, outra função da


fonte de alimentação e estabilizar a tensão de saída, ou

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seja, mesmo que ocorram pequenas variações na tensão de
entrada, ou mesmo que tenhamos variações repentinas no
consumo, a fonte se encarrega de manter o nível de tensão
de saída constante, ou seja, as tensões de +5V, +12V,
+3.3V, -5V e –12V Volts se mantém constantes, o que garante
estabilidade ao equipamento alimentado.

Variações na tensão de entrada são muito comuns, assim


a tensão da rede pode variar em torno dos 220V nominais, o
que provocaria variação nas tensões de saída caso a fonte
não fosse estabilizada. Já as variações repentinas de
consumo podem ocorrer quando por exemplo a leitora de CD-
ROM for ativada, ou quando usarmos o drive de disquete ou o
gravador de CD’s.

CONSTITUIÇÃO DAS FONTES DE ALIMENTAÇÃO

A fonte de alimentação é um dispositivo eletrônico que


é constituído por vários componentes, cada um deles com sua
uma função específica, que trabalhando juntos garantem o
funcionamento normal do computador através de um
fornecimento de energia constante.
Segue abaixo um diagrama em blocos de um fonte de
alimentação usada em PC’s . Nos capítulos posteriores
estudaremos cada bloco separadamente, e daremos informações
do defeitos que podem ocorrer e qual procedimento corretivo
o técnico deve tomar para solucionar o problema.

Figura 5

DESCRIÇÃO DOS BLOCOS

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1. Proteção

É o primeiro bloco da fonte, sendo ele que recebe


diretamente a tensão alternada da rede elétrica (110V ou
220V). É constituído por fusíveis e varistores, que ficam
responsáveis de proteção os demais blocos de variações
perigosas de tensão provenientes da rede.

2. Retificador

É constituído pela ponte retificadora, que tem por


função transformar a tensão analógica da rede elétrica em
uma tensão contínua, para que possa ser trabalhada pelos
outros blocos.

3. Filtragem

Constituído por dois capacitores, que tem por função


receber a tensão proveniente da ponte retificadora e
filtra-la, que é justamente a segunda etapa para se
transformar tensão alternada em contínua.

4. Transistores de chaveamento

Esse bloco é constituído por dois transistores, que


como o nome já informa, funcionam como chaves, abrindo e
fechando a passagem de corrente para os outros blocos a uma
velocidade muito alta. Isso serve para eliminar a
necessidade de se usar um transformador grande, o que
encareceria a fonte.

5. Transformador

O transformador serve para diminuir a tensão que


recebe dos transistores de chaveamento, colocando-a a um
nível adequado para a sua posterior regulagem .

6. Retificação, filtragem e regulagem

É nesse bloco que são produzidas as tensões contínuas


que a fonte deve fornecer para o computador. É constituídos
de diodos, capacitores e ci’s reguladores

7. Oscilador

É constituído por um CI que tem por função gerar um


onda quadrada que servirá para excitar os transistores
drives.

8. Transistores drives

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Eles são transistores de potencia menor, que funcionam
como chaves, recebendo a onda quadrada gerada pelo CI
oscilador, e mandando o pulso que promovem o corte e a
saturação para os transistores de chaveamento.

TIPOS DE Fontes

FONTES AT
Existem basicamente dois tipos de fontes para
computador. Uma é o AT e o outra é a ATX.

Fontes AT são aquelas usadas em placas-mães padrão AT,


onde sua principal característica é a presença de uma chave
liga-desliga conectada nela através de uma cabo preto. A
fonte só é energizada pela elétrica quando essa chave é
acionada.

Figura 6
Chave liga-desliga de fonte AT

A fonte AT também possui um conector diferenciado dos


outros que deve ser ligado na placa-mãe.

Figura 7

Conector ligado a placa-mãe que usa fonte AT

Na fonte AT também temos os cabos que devem ser


ligados aos outros dispositivos, como HD’s, drives de CD-
ROM, etc. Esse conector é mostrado abaixo:

Figura 8

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Também temos o conector usado para ligar drives de
disquete.

Figura 9

Segue abaixo um esquema geral de uma Fonte AT padrão:

Conector para Conector para


Chave HD,CR-ROM,etc. drive de disquete
liga/desliga

Conectores para
alimentação da
Figura 10 placa-mãe

Chave seletora de voltagem Conexão para o cabo de força


Ventoinha (110/220v)

Extensão para
alimentação de
monitor de vídeo

FONTES ATX

Já as fontes ATX são para placas-mães padrão ATX, onde


não existe a chave liga-desliga. Nesse tipo de fonte é a
própria placa-mãe que ativa a fonte através do conector de
alimentação que a fonte ATX usa ligado a placa-mãe. Esse
conector é diferente do usado em fontes AT.

Figura 11

Conector ligado em placa-mãe que usa fonte ATX

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Fora esse conector da placa-mãe, os outros são
idênticos ao das fontes AT, como mostra a figura abaixo:
Conector para Conector para
HD,CR-ROM,etc. drive de disquete

Figura 12
Conectores para
alimentação da
placa-mãe

Ventoinha
Extensão para Chave seletora de voltagem Conexão para o cabo de força
alimentação de (110/220v)
monitor de vídeo
CAPÍTULO 2

Testando fontes de alimentação

Antes de falarmos como concertar uma fonte, primeiro é


necessário ensinar como testa-la.

A fonte deverá ser ligada fora do computador e suas


tensões de saída precisam ser aferidas com o multímetro.
Caso as tensões não existam ou estejam muito baixas, ou
ainda, se as tensões estão oscilando, então torna-se
necessário abri-la e aplicar as técnicas de manutenção que
serão ensinadas logo mais.

MÚLTIMETRO

Para se realizar as medidas das tensões da fonte pode-


se usar tanto um multímetro analógico quanto um multímetro
digital. Ele deve ser ajustado para medições de tensões
contínuas antes de ser conectado nas saídas da fonte em
teste. Geralmente essa escala é identificada por um
escrito no aparelho.
Na figura abaixo é mostrado um multímetro digital com
a escala já ajustada para aferir tensões contínuas:
Escala para
medição de
tensões
contínuas

Figura 13

TESTE DE FONTE AT

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Para testar a fonte AT deve-se conectar a chave liga-
desliga dele e por o cabo de força. Em seguida colocamos o
multímetro nas suas saída e verificamos se as tensões estão
corretas.
As tensões de cada tipo de conector devem coincidir
com os valores indicados na figura abaixo:

+5V
Terra
Terra
+12V

+5V
Terra
Terra
+12V

+5V
+5V
+12V
Figura 14
-12V
Terra
Terra
Terra
Terra
-5V
+5V
+5V
+5V

Basta ligar a cabo de força na rede e medir as tensão


como o multímetro, sendo que a ponta preta é ligada em
algum pino Terra e a ponta vermelha é conectada nos pinos
que fornecem as voltagem de +5V, -5V, +12V ou –12V.

CUIDADO: Antes de conectar a fonte na rede elétrica, lemre-


se de verificar se a chave de seleção de voltagem 110/220V
está na posição correta. Caso a chave esteja apontando para
110 e você ligar a fonte na tomada de 220V a fonte
simplesmente “estoura”. Por isso, muita atenção para isso.

Na figura seguinte mostramos um exemplo de medição:

A ponta preta do teste vai para um terra da fonte


(pinos centrais neste caso), e a ponta vermelha vai
para o pino que apresenta a voltagem que queremos
verificar (neste caso será 5 Volts)
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A chave seletora (110/220) deve estar
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apontando para o valor
Figura 15Cabo de força ligada à rede correspondente a rede elétrica na qual
elétrica. a fonte será ligada.
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A chave liga-desliga deverá ser


acionada para realizar o teste

Feita todas as ligações basta acionar a chave liga-


desliga e verificar o valor de tensão indicado pelo
multímetro. Em geral é aceitável uma variação de 10% para
mais ou para menos do valor nominal da tensão, ou seja, se
por exemplo formos medir a tensão de 5V, temos que 10% de 5
é 0,5V, então o limite superior é (5+0,5)=5,5V e o limite
inferior é (5-0,5)=4,5V. Então se o valor indicado pelo
multímetro estiver entre 5,5V e 4,5 V a fonte estará
enviando a tensão normal.

Não é necessário medir todas as saídas da fonte, em


geral, só são verificas as tensões de 5V e de 12V de um
conector qualquer, sendo que o conector mais usado para
isso é aquele usado para alimentar o HD ou o CDROM, isso
porque os pinos dele são maiores e a ponta do teste entra
com facilidade,como mostram as figuras abaixo.

Figura 16 Figura 17

Feita a medida, se as tensões estiverem corretas,


devemos então realizar o outro teste, que consiste em ligar
a fonte em uma carga, para ver se ela agüenta manter o
mesmo nível de tensão quando ela está alimentando algo.
Esse teste é importante pois, as vezes a fonte em
“aberto”(sem carga) consegue manter os suas tensões da
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saída normais, no entanto ao conectar uma carga (placa-mãe,
hd, cdrom, etc) o nível de tensão da saída cai. Esse é o
típico defeito em que a fonte funciona bem fora do
computador, mais ao ser conectada para alimenta-lo ele não
liga.
Para se fazer o teste de tensão com uma carga devemos
conectar na saída a ser medida um resistor de
10ohmsX10watts e efetuar a medida de tensão em cima do
resistor colocado, como mostram as figuras abaixo:

Figura 19
Figura 18

Se mesmo com o resistor as tensões permanecerem dentro


da faixa normal (10%), então a fonte estará boa. No entanto
se em algum dos teste ela apresentar a tensão abaixo do
esperado, ou ainda, se a tensão estiver “flutuando” então
torna-se necessário abri-la para se iniciar uma manutenção
corretiva.
Outra coisa que deve ser observada é a ventoinha da
fonte. Quando a fonte estiver ligada a ventoinha deve girar
livremente de forma que passa uma corrente de ar
considerável por ela. Se ao ligar a fonte as tensões de
saída estiverem corretas, mas mesmo assim a ventoinha
estiver parada então provavelmente o problema é da
ventoinha, já se ao ligar a fonte as tensões de saída
estiverem muito baixas, ou não existirem, então em primeiro
lugar suspeitamos dos outros componentes da fonte.
Entraremos em mais detalhes sobre a manutenção dessas
ventoinhas em capítulo futuros.

MEDINDO TENSÕES NA FONTE ATX

Mostramos como fazer parte ligar e testar uma


fonte AT, para fazer o mesmo com a fonte ATX o procedimento
é quase o mesmo, só devendo levar em consideração que nesse
tipo de fonte não existe a chave liga-desliga. Para fazer

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ela ligar devemos fazer um curto entre o pino POWER-ON e
algum pino terra do conector que é ligado a placa-mãe.

Figura 19

Para fazer esse curto basta usar


um fio desencapado ou usar um
clipes de papel dobrado.

Vou explicar porque isso deve ser feito.


Nas fontes do tipo ATX não existe chave geral, dessa
forma ela está sempre energizada internamente, mas só gera
as tensões de saída quando a placa-mãe dá um sinal para ela
indicando que deve ser ligada. O que nós estamos fazendo é
enganando a fonte aterrando o pino POWER-ON e com isso
ligando-a. Geralmente o fio do POWER-ON é verde ou cinza.
Para ter certeza quem é esse pino basta olhar o esquema
abaixo do conector:

Jumper ligando o
pino power-on ao
terra

Esta é a vista frontal do conector

Figura 20

Depois de ser feita essa ligação, basta medir as


tensões de saída da mesma forma que foi mostrada para a
fonte AT.

CAPÍTULO 2

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TÉCNICAS DE MANUTENÇÃO

INSTRUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

A fonte de alimentação do PC possui componentes


eletrônicos que podem queimar e com isso fazem com que a
fonte deixe de funcionar. Por isso é necessário que o
técnico reparador possua equipamentos apropriados para
fazer o isolamento do(s) setor(es) defeituoso(s)da fonte,
fazer a retirada dos componentes suspeitos desse(s)
setor(s), medi-los e então repô-los no lugar, ou então,
substituí-lo(s) por outro igual, caso se constate que o
originam apresenta defeito . Basicamente “dar manutenção”
em qualquer equipamento eletrônico envolve essas tarefas
básicas, e por isso é de fundamental importância possuir os
equipamentos certos.
Em geral os técnicos de informática não os detêm na
sua maleta, por isso vai ser necessário algum investimento,
mas a longo prazo haverá retorno, pois a medida que se for
ganhando prática, os defeitos vão parecer repetitivos e
serão solucionados mais rapidamente.

Segue abaixo os equipamentos que são fundamentais para


se dar manutenção em fontes chaveadas para PC:

1-MULTÍMETRO

Certamente esse é o item mais importante. Ele serve


para verificar as tensões de saída da fonte, para saber se
ela está funcionando corretamente ou não.
Serve também para medir os resistores da fonte, para
saber se eles estão abertos, ou então se estão com os
valores de resistência alterados (nos anexos colocamos
informações detalhadas sobre os resistores).
É usado para verificar a continuidade dos fios que
estão dentro da fonte, dessa forma podemos identificar um
fio partido internamente, como por exemplo, aqueles que
alimentam a ventoinha.
Com ele podemos medir também os diodos retificadores
da fonte, para saber se eles apresentam curto, fulga ou se
estão abertos.
Os fusíveis também são testados usando o multímetros,
assim podemos saber com certeza se um fusível está queimado
(aberto) ou não.
Podemos também verificar se os transistores estão em
bom estado, sendo que um defeito muito comum é apresentar
fulga ou mesmo curto total entre seus terminais, e isso
pode ser facilmente diagnosticado com o multímetro.
Varistores que então em curto podem ser testados
também com esse equipamento.

2-FERRO DE SOLDA

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Não use uma daqueles ferro de solda parudos, prefira


aqueles de potência menor como os de 60W, pois o uso de
ferros com potência muito elevada costuma danificar as
trilhas finas da placa da fonte.

3-SUGADOR

4-ROLO DE SOLDA

5-ALICATE DE CORTE

6-ALICATE DE BICO

7-ESTILETE OU CANIVETE
Muito importante, pois com ele podemos raspar os
terminais de resistores,transistores e diodos antes de
solda-los na placa. É muito comum as pernas desses
componentes simplesmente não pegarem solda, e isso é
causado por uma fina camada de salitro que se forma na
parte externa do terminal, e isso é resolvido raspando-o
como o canivete ou estilete.

TECNICAS DE MANUTENÇÃO

Ao ligar a fonte na rede elétrica e ela não apresentar


as tensões da saída corretas, ou apresentar tensões muito
baixas, ou ainda, se ela apresentar tensões baixas apenas
quando colocamos uma carga resistiva, isso caracteriza que
ela apresenta problemas e deve ser aberta para que se possa
procurar o componente defeituoso.
Use uma chave Philips e retire os quatro parafusos que
prendem a tampa, e em seguida desencaixe a tampa do corpo
da fonte e então você terá acesso as suas entranhas.

Figura 21
Você poderá visualizar:
-A placa de circuito impresso onde estão os componentes que
fazem a fonte funcionar;
-Ao cooler, que é uma ventoinha que tem por função criar
uma circulação de ar dentro da fonte, para resfriar o
computador e também para resfriar os componentes da própria
fonte;
-Os conectores do cabo de força e a extensão para se ligar
um monitor;

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-Chave seletora de 110/220Volts.

Cooler

Conector para
cabo de força

Chave seletora
110/220

Figura 22 Extensão para Placa de circuito


monitor impresso

DETALHAMENTO DO FUSÍVEL

Ao abrir a fonte faça uma inspeção visual e tente


localizar os seguintes problemas:

- fusíveis abertos: quando ocorre oscilações muito


fortes no fornecimento de energia elétrica, ou quando algum
componente da fonte entra em curto é comum o fusível de
entrada da fonte abrir. Muitas vezes ele é do tipo
encaixado, ou seja, com o auxilio de um alicate ou chave de
fenda você pode retirá-lo da placa para inspecioná-lo. No
entanto, em muitos casos ele é soldado direto na placa de
circuito impresso, nesse caso o ideal é medi-lo no local
mesmo.
O fusível é um invólucro de vidro com extremidades de
metal e com um fio geralmente bem fino passando em seu
interior, como mostra a figura abaixo:

Figura 23

Fusível Bom

Figura 24

Fusível Aberto

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Em condições normais de funcionamento de qualquer


aparelho eletrônico existe um determinado consumo de
corrente. Sabendo disso, é colocado na entrada de
alimentação desses dispositivos o fusível, que tem o seu
fio interno dimensionado para esse consumo de corrente, ou
seja, um aparelho que consome 0,5 amperes de corrente, tem
o seu fusível dimensionado para suportar essa corrente (na
verdade se coloca um pouco a mais). Quando a tensão da rede
sobe muito a corrente ultrapassa esse patamar e o fusível
abre, ou seja, o fio interno dele é fundido e o aparelho
fica isolado da rede elétrica, dessa forma evita-se a
queima de outros componentes internos.

USANDO O MULTÍMETRO

Para testar o fusível com o multímetro coloque ele


calibrado para medir resistências baixas. Em seguida,
encoste as pontas de prova nas extremidades do fusível.
Se a leitura apresentar um resistência baixa, o
fusível está bom.
No entanto, se a leitura apresentar um resistência
alta então o fusível está aberto.

gsdfg

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