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Aula 02

Questões Comentadas de Português - Cespe/UnB (Com videoaulas)

Professor: Rafaela Freitas

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Questões de Português comentadas Aula 02
Cespe/UnB Profª Rafaela Freitas

AULA 02
MORFOLOGIA
ESTRUTURA, FORMAÇÃO E EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS

Olá, guerreiros! Convido vocês a estudarem comigo o maravilhoso mundo


da MORFOLOGIA! É um conteúdo extenso, mas vocês verão aqui qual é a
tendência do Cespe, como a banca cobra os assuntos voltados para as classes
de palavras da nossa língua.

Boa aula!

SUMÁRIO
QUESTÕES COMENTADAS – BLOCO I.......................................................08
QUESTÕES COMENTADAS – BLOCO II......................................................30
LISTA DE QUESTÕES QUE FORAM COMENTADAS NESTA AULA – Bloco I.......51
LISTA DE QUESTÕES QUE FORAM COMENTADAS NESTA AULA – Bloco II......72
GABARITO............................................................................................86
O MEU ATÉ BREVE.................................................................................87

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“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista


esperançoso.”
Ariano Suassuna

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BLOCO I

O conceito de planejamento surgiu no final do século

O conceito de planejamento surgiu no final do século XIX, na Inglaterra,


como um conceito vinculado ao planejamento de cidades. Data dessa época,
por exemplo, o conceito de “cidade-jardim” (Howard, 1902), segundo o qual se
poderia planejar uma cidade, distribuindo-se espacialmente suas funções, a
fim de tornar o espaço mais agradável a todos.
Esse conceito gerou forte impacto na área de urbanismo do século
passado, com o aparecimento de várias cidades-jardim ao redor do mundo.
Até essa época, planejamento era função estritamente técnica do urbanista ou
do arquiteto, considerados uma espécie de visionários. Com a criação da União
Soviética, no início da década de 20 do século passado, outra vertente de
planejamento apareceu: o planejamento econômico centralizado. Sob essa
ótica, o Estado teria completo controle sobre os recursos e os distribuiria de
acordo com planos e metas determinados por políticos ou burocratas. Já a
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partir da década de 70 do século passado, o conceito de planejamento não era


mais tão visto como um instrumento técnico e, sim, como um instrumento
político capaz de moldar e de articular os diversos interesses envolvidos no
processo de intervenção de políticas públicas. O planejador deveria ser o
mediador dos interesses da sociedade no processo, e o resultado final deveria
ser encontrado preferivelmente em consenso.
José Antônio Puppim de Oliveira. Desafios do planejamento em políticas públicas:
diferentes visões e práticas. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).

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01. (MP-ENAP – 2015 – Todos os cargos – CESPE) Mantendo-se a


correção gramatical e os sentidos originais do texto, seu segundo período
poderia ser assim reescrito: O conceito de cidade-jardim, por exemplo,
proposto por Howard (1902), data dessa época. De acordo com esse conceito,
uma cidade poderia ser planejada por meio da distribuição espacial de suas
funções, com a finalidade de tornar o espaço mais aprazível para as pessoas.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: texto original:


“Data dessa época, por exemplo, o conceito de “cidade-jardim” (Howard,
1902), segundo o qual se poderia planejar uma cidade, distribuindo-se
espacialmente suas funções, a fim de tornar o espaço mais agradável a todos”.
Reescrita: O conceito de cidade-jardim, por exemplo, proposto por
Howard (1902), data dessa época. De acordo com esse conceito, uma cidade
poderia ser planejada por meio da distribuição espacial de suas funções, com a
finalidade de tornar o espaço mais aprazível para as pessoas.
A reescrita NÃO fere a correção gramatical nem o sentido do texto, uma
vez que “a fim de” expressa finalidade assim como “com a finalidade de” e
“agradável” é sinônimo de “aprazível”.
GABARITO: CERTO.

02. (MP-ENAP – 2015 – Todos os cargos – CESPE) A locução “capaz


de” (L.19) poderia, sem prejuízo do sentido original do texto, ser substituída
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por para.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: relendo o trecho:


“Já a partir da década de 70 do século passado, o conceito de
planejamento não era mais tão visto como um instrumento técnico e, sim,
como um instrumento político capaz de moldar e de articular os diversos
interesses envolvidos no processo de intervenção de políticas públicas”.

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Há diferença em dizer que algo é capaz de fazer alguma coisa ou é para


alguma coisa. Não são expressões sinônimas, portanto, a substituição não é
possível. O texto original diz que o planejamento era visto como instrumento
político que POSSUÍA CAPACIDADE de moldar e de articular interesses. Com a
reescrita, estaria sendo dito que o planejamento é um instrumento USADO
PARA (com a finalidade de) moldar e articular.
GABARITO: ERRADO.

As mudanças políticas, sociais e culturais, nos últimos vinte anos, fizeram-


se sentir no âmbito do direito administrativo e, mais especificamente, na forma
de administrar a coisa pública. Diante dessa nova realidade, para atender às
necessidades fundamentais da sociedade de forma eficaz e com o menor custo
possível, a administração pública precisou aperfeiçoar sua atuação, afastando-
se da administração burocrática e adotando uma administração gerencial.
A antiga forma de administrar empregada pela administração pública
calcava-se essencialmente em uma gestão eivada de processos burocráticos,
criados para evitar desvios de recursos públicos, o que a tornava pouco ágil,
pouco econômica e ineficiente. A nova administração gerencial tende a
simplificar a atividade do gestor público sem afastá-lo, porém, da legalidade
absoluta, uma vez que dispõe de valores públicos que devem ser bem
empregados para garantir que os direitos fundamentais dos cidadãos sejam
atendidos.
Assim, implementou-se a administração gerencial e, para isso, foi
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necessário que os agentes públicos mudassem suas posturas e se adequassem


para desenvolver a nova gestão pública. O novo gestor público precisou lançar
mão de técnicas de gestão utilizadas pela iniciativa privada e verificou, ainda,
que era necessário o acompanhamento constante da execução das atividades
propostas, para que efetivamente se chegasse a uma gestão eficiente, uma
gestão por resultados.
Para levar a cabo o novo modelo de gestão pública, será preciso adotar
novas tecnologias e promover condições de trabalho adequadas, assim como
mudanças culturais, desenvolvimento pessoal dos agentes públicos,
planejamento de ações e controle de resultados.

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Maria Denise Abeijon Pereira Gonçalves. A gestão pública adaptada ao novo paradigma
da eficiência. Internet: <www.egov.ufsc.br> (com adaptações).

De acordo com as ideias do texto A gestão pública adaptada ao novo


paradigma da eficiência,

03. (MP-ENAP – 2015 – Todos os cargos – CESPE) há relação de


causa e efeito entre as transformações políticas, sociais e culturais e as
mudanças ocorridas no âmbito da administração pública.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: comprova-se que a assertiva está correta pelo trecho a


seguir:
“Diante dessa nova realidade, para atender às necessidades fundamentais
da sociedade de forma eficaz e com o menor custo possível (CAUSA), a
administração pública precisou aperfeiçoar sua atuação, afastando-se da
administração burocrática e adotando uma administração gerencial (EFEITO)”.
GABARITO: CERTO.

Anísio Spínola Teixeira nasceu no dia 12 de julho de 1900, em Caetité –


BA, onde passou os primeiros anos de vida sob os cuidados da mãe, Anna
Spínola Teixeira.
O pai, Deocleciano Pires Teixeira, sonhava que o filho fosse político e o
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mandou estudar no Rio de Janeiro. Anísio diplomou-se na Faculdade de Direito


da Universidade do Rio de Janeiro em 1922.
Como educador, Teixeira viajou para a Europa e os Estados Unidos da
América para observar os sistemas escolares. No Brasil, defendeu o conceito
de escola única, pública e gratuita como forma de garantir a democracia e foi o
primeiro a tratar a educação com base filosófica.
Instituiu na Bahia, em 1950, a primeira escola-parque, que procurava
oferecer à criança uma escola integral, que cuidasse da alimentação, da
higiene, da socialização, além do preparo para o trabalho. Nas escolas-

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parques, os alunos ainda tinham contato com as artes plásticas. Naquela


época, essas aulas eram orientadas por profissionais de renome, como Caribé
e Mário Cravo.
Sempre brigou pela democracia na educação. Publicou vários livros
defendendo a educação e a cultura para todos. Foi um dos fundadores da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da
Universidade de Brasília (UnB), da qual foi reitor em 1963.
Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras, em 1971, mas faleceu
antes da eleição, ao cair no poço do elevador de seu prédio, em 11 de março
de 1971, quando saía para visitar Aurélio Buarque de Holanda.
Internet: <www.unb.br> (com adaptações).

04. (FUB – 2015 – Administrador – CESPE) A forma nominal “filho”


(l.4) e a forma pronominal “se” (l. 5 e 21) referem-se a Anísio Spínola
Teixeira.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: nos três casos, os termos em destaque fazem referência a


Anísio Spínola Teixeira.
Gabarito: CERTO.

UnB investe em ideias e projetos comprometidos com a crítica social e a


reflexão. Muitas dessas experiências têm fomentado o debate nacional de
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temas polêmicos da realidade brasileira, das quais uma foi a criação, em 2003,
de cotas no vestibular para inserir negros e indígenas na universidade e ajudar
a corrigir séculos de exclusão racial.
A medida foi polêmica, mas a UnB — a primeira universidade federal a
adotar o sistema — buscou assumir seu papel na luta por um projeto de
combate ao racismo e à exclusão.
Outra inovação é o Programa de Avaliação Seriada (PAS), criado como
alternativa ao vestibular, em que candidatos são avaliados em provas
aplicadas ao término de cada uma das séries do ensino médio. A intenção é a

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de estimular as escolas a preparar melhor o aluno, com conteúdos mais densos


desde o primeiro ano do ensino médio.
Em treze anos de criação, mais de oitenta mil estudantes participaram
desse processo seletivo, dos quais 13.402 tornaram-se calouros da UnB.
Internet: < www.unb.br> (com adaptações).

05. (FUB – 2015 – Administrador – Cespe/UnB) Na linha 10, o


pronome relativo “que” refere-se a “vestibular”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: a afirmação está errada. No trecho “Outra inovação é o


Programa de Avaliação Seriada (PAS), (...) em que candidatos são
avaliados...”, o “que” refere-se a “Programa de Avaliação Seriada”.
GABARITO: ERRADO.

Fundada por Ptolomeu Filadelfo, no início do século III a.C., a biblioteca


de Alexandria representa uma epígrafe perfeita para a discussão sobre a
materialidade da comunicação. As escavações para a localização da biblioteca,
sem dúvida um dos maiores tesouros da Antiguidade, atraíram inúmeras
gerações de arqueólogos. Inutilmente. Tratava-se então de uma biblioteca
imaginária, cujos livros talvez nunca tivessem existido? Persistiam, contudo,
numerosas fontes clássicas que descreviam o lugar em que se encontravam
centenas de milhares de rolos. E eis a solução do enigma. O acervo da
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biblioteca de Alexandria era composto por rolos e não por livros —


pressuposição por certo ingênua, ou seja, atribuição anacrônica de nossa
materialidade para épocas diversas. Em vez de um conjunto de salas com
estantes dispostas paralelamente e enfeixadas em um edifício próprio, a
biblioteca de Alexandria consistia em uma série infinita de estantes escavadas
nas paredes da tumba de Ramsés. Ora, mas não era essa a melhor forma de
colecionar rolos, preservando-os contra as intempéries? Os arqueólogos que
passaram anos sem encontrar a biblioteca de Alexandria sempre a tiveram
diante dos olhos, mesmo ao alcance das mãos. No entanto, jamais poderiam

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localizá-la, já que não levaram em consideração a materialidade dos meios de


comunicação dominante na época: eles, na verdade, procuravam uma
biblioteca estruturada para colecionar livros e não rolos. Quantas bibliotecas de
Alexandria permanecem ignoradas devido à negligência com a materialidade
dos meios de comunicação?
O conceito de materialidade da comunicação supõe a reconstrução da
materialidade específica mediante a qual os valores de uma cultura são, de um
lado, produzidos e, de outro, transmitidos. Tal materialidade envolve tanto o
meio de comunicação quanto as instituições responsáveis pela reprodução da
cultura e, em um sentido amplo, inclui as relações entre meio de comunicação,
instituições e hábitos mentais de uma época determinada. Vejamos: para o
entendimento de uma forma particular de comunicação — por exemplo, o
teatro na Grécia clássica ou na Inglaterra elizabetana; o romance nos séculos
XVIII e XIX; o cinema e a televisão no século XX; o computador em nossos
dias —, o estudioso deve reconstruir tanto as condições históricas quanto a
materialidade do meio de comunicação. Assim, no teatro, a voz e o corpo do
ator constituem uma materialidade muito diferente da que será criada pelo
advento e difusão da imprensa, pois os tipos impressos tendem, ao contrário,
a excluir o corpo do circuito comunicativo. Já os meios audiovisuais e
informáticos promovem um certo retorno do corpo, mas sob o signo da
virtualidade. Compreender, portanto, como tais materialidades influem na
elaboração do ato comunicativo é fundamental para se entender como chegam
a interferir na própria ordenação da sociedade.
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João C. de C. Rocha. A matéria da materialidade: como localizar a biblioteca de


Alexandria? In: João C. de C. Rocha (Org.). Interseções: a materialidade da
comunicação. Rio de Janeiro: Imago; EDUERJ, 1998, p. 12, 14-15 (com adaptações).

06. (STJ – 2012 – Analista Judiciário – Cespe/UnB) Na linha 3,


“cujos” expressa uma relação de posse.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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Comentário: no trecho “Tratava-se então de uma biblioteca imaginária,


cujos livros talvez nunca tivessem existido?” o termo “cujos” indica ideia de
posse, pois os livros pertencem à biblioteca, são da biblioteca!
GABARITO: CERTO.

07. (STJ – 2012 – Analista Judiciário – Cespe/UnB) A partícula “se”,


em “Tratava-se” (l.5) e em “se encontravam” (l.7), classifica-se como pronome
reflexivo e retoma, respectivamente, “uma biblioteca imaginária”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: a afirmação está errada, uma vez que, em “tratava-se”, o


“se” é índice de indeterminação do sujeito, pois está ligado a uma verbo
transitivo indireto; e, em “se encontravam”, o “se” é pronome apassivador,
pois está ligado a um verbo transitivo direto.
GABARITO: ERRADO.

08. (STJ – 2012 – Analista Judiciário – Cespe/UnB) O trecho “jamais


poderiam localizá-la” poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma:
jamais a poderiam localizar.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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Comentário: a questão traz o tema colocação pronominal na locução


verbal (formada pelo verbo auxiliar + verbo principal no infinitivo = poderiam
localizar). Como a oração traz a palavra atrativa “jamais”, o pronome poderá
vir antes (jamais a poderiam localizar) ou depois da locução (jamais poderiam
localizá-la”).
GABARITO: CERTO.

09. (STJ – 2012 – Analista Judiciário – Cespe/UnB) A preposição


“para”, em “para a discussão” e em “para colecionar livros", introduz
expressão que exprime finalidade.

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( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: no trecho “para a discussão”, o “para” indica a finalidade da


biblioteca de Alexandria. Em “para colecionar livros", o “para” indica a
finalidade da biblioteca.
GABARITO: CERTO.

A persecução penal se desenvolve em duas fases: uma fase


administrativa, de inquérito policial, e uma fase jurisdicional, de ação penal.
Assim, nada mais é o inquérito policial que um procedimento administrativo
destinado a reunir elementos necessários à apuração da prática de uma
infração penal e de sua autoria. Em outras palavras, o inquérito policial é um
procedimento policial que tem por finalidade construir um lastro probatório
mínimo, ensejando justa causa para que o titular da ação penal possa formar
seu convencimento, a opinio delicti, e, assim, instaurar a ação penal cabível.
Nessa linha, percebe-se que o destinatário imediato do inquérito policial é o
Ministério Público, nos casos de ação penal pública, e o ofendido, nos casos de
ação penal privada.
De acordo com o conceito ora apresentado, para que o titular da ação
penal possa, enfim, ajuizá-la, é necessário que haja justa causa. A justa causa,
identificada por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma,
consiste na obrigatoriedade de que existam prova acerca da materialidade
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delitiva e, ao menos, indícios de autoria, de modo a existir fundada suspeita


acerca da prática de um fato de natureza penal. Dessa forma, é imprescindível
que haja provas acerca da possível existência de um fato criminoso e
indicações razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse fato.
Evidencia-se, portanto, que é justamente na fase do inquérito policial que
serão coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento
do titular da ação penal, isto é, a opinio delicti. É com base nos elementos
apurados no inquérito que o promotor de justiça, convencido da existência de
justa causa para a ação penal, oferece a denúncia, encerrando a fase
administrativa da persecução penal.

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Hálinna Regina de Lira Rolim. A possibilidade de investigação do Ministério Público


na fase pré-processual penal. Artigo científico. Rio de Janeiro: Escola de Magistratura do
Estado do Rio de Janeiro, 2010, p. 4. Internet : <www.emerj.tjrj.jus.br>. (Com adaptações).

10. (MPU – 2015 - Analista do Ministério Público da União –


CESPE) Em “Evidencia-se”, o pronome “se” pode, facultativa e corretamente,
ser tanto posposto — como aí foi empregado — quanto anteposto à forma
verbal — Se evidencia.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: não se emprega pronome em início de frase, isso fere a


norma gramatical da colocação pronominal.
GABARITO: ERRADO

A ideia de solidariedade acompanha, desde os primórdios, a evolução da


humanidade. Aristóteles, por exemplo, em clássica passagem, afirma que o
homem não é um ser que possa viver isolado; é, ao contrário, ordenado
teleologicamente a viver em sociedade. É um ser que vive, atua relaciona-se
na comunidade, e sente-se vinculado aos seus semelhantes. Não pode
renunciar à sua condição inata de membro do corpo social, porque apenas os
animais e os deuses podem prescindir da sociedade e da companhia de todos
os demais.
O primeiro contato com a noção de solidariedade mostra uma relação de
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pertinência: as nossas ações sociais incidem, positiva ou negativamente, sobre


todos os demais membros da comunidade. A solidariedade implica, por outro
lado, a corresponsabilidade, a compreensão da transcendência social das ações
humanas, do coexistir e do conviver comunitário. Percebe-se, aqui,
igualmente, a sua inegável dimensão ética, em virtude do necessário
reconhecimento mútuo de todos como pessoas, iguais em direitos e
obrigações, o que dá suporte a exigências recíprocas de ajuda ou sustento.
A solidariedade, desse modo, exorta atitudes de apoio e cuidados de uns
com os outros. Pede diálogo e tolerância. Pressupõe um reconhecimento ético

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e, portanto, corresponsabilidade. Entretanto, para que não fique estagnada em


gestos tópicos ou se esgote em atitudes episódicas, a modernidade política
impõe a necessidade dialética de um passo maior em direção à justiça social: o
compromisso constante com o bem comum e a promoção de causas ou
objetivos comuns aos membros de toda a comunidade.
Marcio Augusto de Vasconcelos Diniz. Estado social e princípio da solidariedade. In: Revista de Direitos e
Garantias Fundamentais, Vitória, n.o 3, p. 31-48, jul.-dez./2008. Internet: <www.fdv.br> (com adaptações).

11. (STJ – 2015 – Analista Judiciário – Cespe) A correção gramatical


e o sentido original do texto seriam preservados caso se inserisse o pronome
se imediatamente antes da forma verbal “pode” (R.5).
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: gramaticalmente falando, seria possível sim colocar o


pronome “se” antes do verbo “poder”: “não se pode”. Ocorreria uma
próclise exigida pelo advérbio “não”. Mas o sentido original deverá ser
mantido, como afirma o enunciado, o que seria um problema, já que o
“se” indefiniria o sujeito do verbo “poder”. Tal sujeito foi explicitado no
início do período anterior: “homem”. Observe no trecho: “o homem não é
um ser que possa viver isolado; é, ao contrário, ordenado
teleologicamente a viver em sociedade. É um ser que vive, atua relaciona-
se na comunidade, e sente-se vinculado aos seus semelhantes. (O
homem) Não pode renunciar à sua condição inata...”. Indefinir o sujeito
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não é uma opção possível (mantendo-se o sentido), uma vez que o verbo
tem sujeito claro.
GABARITO: ERRADO.

O problema da justiça refere-se à correspondência, ou não, entre a norma


e os valores supremos ou finais que inspiram determinado ordenamento
jurídico. Não importa comentar se existe um ideal de bem comum, idêntico
para todos os tempos e para todos os lugares. Todo ordenamento jurídico
persegue certos fins e esses representam os valores a cuja realização o

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legislador, mais ou menos conscientemente e adequadamente, dirige sua


própria atividade. Quando se considera que há valores absolutos,
objetivamente evidentes, a pergunta acerca de se uma norma é justa ou
injusta equivale a perguntar se esta é apta ou não a realizar aqueles valores.
No caso de não se acreditar em valores absolutos, o problema da justiça ou da
injustiça de uma norma tem um sentido: equivale a perguntar se essa norma é
apta ou não a realizar os valores históricos que inspiram esse ordenamento
jurídico, concreta e historicamente determinado.
Norberto Bobbio. Teoría general del derecho. Bogotá/CO: Temis S.A., 1999, p. 20-2
(tradução livre, com adaptações).

12. (STJ – 2015 – Técnico Judiciário – Cespe) Na estrutura textual, o


vocábulo “esta” (l.9) e a expressão “aqueles valores” (l.9) fazem referência,
respectivamente, ao termo “norma” (l.8) e à expressão “valores absolutos”
(l.7).
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: observe o trecho: “Quando se considera que há valores


absolutos, objetivamente evidentes, a pergunta acerca de se uma norma é
justa ou injusta equivale a perguntar se esta é apta ou não a realizar aqueles
valores”. Veja que os termos “esta” e “aqueles valores” são anafóricos, ou
seja, fazem referência a elementos já citados na estrutura textual, no caso,
(esta) “norma” e (aqueles valores) “valores absolutos”.
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GABARITO: CERTO.

13. (STJ – 2015 – Técnico Judiciário – Cespe) Na linha 13, caso se


substituísse o vocábulo “concreta” por concreto, não haveria prejuízo para a
correção gramatical e para os sentidos originais do texto, já que esse novo
termo concordaria com a expressão “ordenamento jurídico”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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Comentário:
ORIGINAL = “equivale a perguntar se essa norma é apta ou não a realizar
os valores históricos que inspiram esse ordenamento jurídico, concreta e
historicamente determinado.”
REESCRITA = “equivale a perguntar se essa norma é apta ou não a
realizar os valores históricos que inspiram esse ordenamento jurídico,
CONCRETO e historicamente determinado”

A troca parece correta se atribuirmos a concordância de “concreto” ao


termo “ordenamento jurídico”, a banca está induzindo o candidato ao erro!
“Concreta” e “historicamente” são advérbios que estão modificando o termo
“determinado” = o ordenamento jurídico é modificado de maneira concreta e
histórica! “Concretamente” está no texto em sua forma reduzida “concreta”, o
sufixo “mente” está sinalizado de forma irmanada com “historicamente”. A
troca proposta pelo enunciado do item NÃO é possível, portanto!
GABARITO: ERRADO.

Consta do preâmbulo da Constituição Federal que a justiça é um dos


valores supremos da sociedade, tal qual a harmonia social e a liberdade. Nos
demais artigos da Carta Magna, esse termo costuma vir associado à ideia de
justiça social. Assim, o primeiro inciso do artigo terceiro da Constituição
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estabelece que a construção de uma sociedade que seja justa é um objetivo


fundamental da República Federativa do Brasil. Ao circunscrever a justiça no
espaço da sociedade, o texto constitucional estabelece, em síntese, que a
promoção da justiça na sociedade é um fim do Estado brasileiro.
Sérgio Luiz Junkes. A justiça social como norma constitucional. Resenha eleitoral – Nova
série, v. 12, n.o 1, jan.-jun./2005. Internet: <www.tre-sc.jus.br> (com adaptações).

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14. (STJ – 2015 – Técnico Judiciário – Cespe) Na linha 2, sem


prejuízo para a correção gramatical, a expressão “tal qual” poderia ser
flexionada no plural, para concordar com “valores supremos”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: a questão aborda não só concordância, mas remissão


textual, o termo “tal qual” retoma “justiça”, ligando de maneira comparativa o
termo a outros: “harmonia social e liberdade”. Não pode estar no plural, pois
concorda com o termo singular “justiça”.
GABARITO: ERRADO.

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15. (Polícia Federal – 2014 – Agente de Polícia Federal – CESPE)


Não haveria prejuízo para a correção gramatical do texto caso os pronomes
“se” (l. 2) e “a” (l. 5) fossem deslocados para imediatamente após as formas
verbais “aplicava” (l. 2) e “apanhasse” (l. 5), escrevendo-se que aplicava-se
e caso apanhasse-a, respectivamente.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: vamos voltar ao texto para comentar cada caso:


“Era regida pelas Ordenações Filipinas, um código penal que se aplicava
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a Portugal e seus territórios ultramarinos”. O “que” é um pronome


relativo que introduz a oração subordinada restritiva “que se aplicava a
Portugal e seus territórios ultramarinos”. A colocação do pronome “se”,
na frase original, está correta, pois existe uma regra que diz que o “que” atrai
o pronome oblíquo para perto dele, exigindo a próclise. Sendo assim, a forma
“que aplicava-se”, proposta pelo enunciado, está incorreta.

Da mesma forma, a oração “caso a apanhasse em adultério” também


é subordinada e a conjunção subordinativa “caso” atrai o pronome “se” para

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perto dela, exigindo a próclise. Sendo assim, a colocação do pronome no


trecho original: “asseguravam ao marido o direito de matar a mulher caso a
apanhasse em adultério” está perfeita, estando a possibilidade “caso
apanhasse-a” completamente errada.
Concluímos, então, que haveria incorreção gramatical caso fosse feita a
troca proposta pelo enunciado.
GABARITO: ERRADO

16. (TC/DF – 2014 – Todos os Cargos – CESPE) No texto, o pronome


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“se”, em “dizia-se” (l.14), equivale, em sentido, à expressão a si mesma.


( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: As formas me, te, se, nós e vós podem ser usadas como
pronomes reflexivos, isto é, podem indicar que a ação foi praticada pelo o
sujeito e refletida nele próprio, assim no trecho do texto: “Minha filha fará isto
por mim, dizia-se, sem notar que a filha...”, “dizia-se” indica dizer a si mesma,
o que confirma como correta a afirmação do enunciado.

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GABARITO: CERTO

17. (TC/DF – 2014 – Todos os Cargos – CESPE) Uma forma correta


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de reescrita do trecho iniciado pela conjunção temporal “quando” (l.2) é a


seguinte: ao ser informado pelos técnicos em urbanismo que existia oito
milhões de ratos na cidade do Rio de Janeiro.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: a conjunção “quando” indica relação de tempo e pode ser


substituída perfeitamente por “ao ser informado” (forma de oração reduzida).

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No trecho original, temos o seguinte: “Negrão de Lima arregalou os olhos


quando os técnicos em urbanismo informaram que havia oito milhões de
ratos na cidade”, além da conjunção “quando”, citada no enunciado, temos
também o verbo “haver” que foi substituído por “existir” na reescrita. O verbo
“haver”, no sentido de existir, é impessoal e deve ficar no singular justamente
por não possuir sujeito. O termo “oito milhões de ratos” é o objeto direto do
verbo “haver”.

Mas, CUIDADO! Observem a reescrita: “ao ser


informado pelos técnicos em urbanismo que existia oito milhões de ratos na
cidade do Rio de Janeiro”. Notem que o verbo “haver” foi substituído por
“existir”, que NÃO é impessoal e, por isso, deveria concordar com o sujeito
plural “oito milhões de ratos”. A reescrita correta seria, então, “ao ser
informado pelos técnicos em urbanismo que existiam oito milhões de ratos na
cidade do Rio de Janeiro”.
Perceberam? A banca chama a atenção no enunciado apenas para a
conjunção, não citando a troca do verbo, que pode não ser percebida pelos
candidatos desatentos.
GABARITO: ERRADO.

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18. (Caixa – 2014 – Médico do Trabalho – CESPE) O termo “que"


desempenha a mesma função sintática nas ocorrências da linha 7.
( ) CERTO

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( ) ERRADO

Comentário: inicialmente, saiba que o “que” possui várias possibilidades


de classificação na Língua Portuguesa, pode ser conjunção, substantivo,
pronome, mas, se estamos falando de função sintática, só pode ser pronome
relativo, apenas esta classe terá sempre uma função sintática.
O trecho para análise é o seguinte: “os adolescentes são o único grupo
etário que deixa de citar qualquer hortaliça e que inclui doces...”. Sabemos
que são dois pronomes relativos. O primeiro “que” possui função de sujeito do
verbo “deixar”, pois seu antecedente é “o único grupo etário”, que retoma, por
sua vez, “adolescentes”. O segundo “que” possui o mesmo antecedente do
primeiro, porém agora é sujeito do verbo “inclui”. Isso quer dizer que ambos
possuem a mesma função sintática: sujeito.
- Adolescentes deixam de citar qualquer hortaliça.
- Adolescentes incluem doces.
GABARITO: CERTO.

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19. (STF – 2013 – Analista Judiciário – CESPE) A locução adverbial


“Da mesma maneira que” (l.7) poderia ser substituída, sem prejuízo para as
relações de coesão e coerência do texto, por Assim como.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: o que a questão pede é bem simples: que uma locução


adverbial seja substituída por outra, mantendo o mesmo sentido. Analisando
as duas locuções, “de maneira que” e “assim como”, percebemos que ambas
trazem um sentido de comparação, de equiparação de sentidos. Assim, a
substituição de um termo por outro não altera o sentido da oração.
GABARITO: CERTO.
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Clarice Lispector. Felicidade clandestina. In: Felicidade clandestina: pontos. Rio de


Janeiro: Rocco, 1998 (com adaptações).

20. (STF – 2013 – Analista Judiciário – CESPE) Na oração “guiava-me


a promessa do livro” (l.22), o pronome “me” exerce a função de complemento
da forma verbal “guiava”.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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Comentário: sabendo que complemento de forma verbal é objeto, vamos


analisar o trecho “guiava-me a promessa do livro”:
“A promessa do livro” = sujeito
“Guiava” = verbo
“Eu – ME” = objeto direto do verbo “guiar”.
O pronome oblíquo “me” funciona como complemento do verbo “guiava”.
GABARITO: CERTO

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21. (Instituto Rio Branco – 2013 – Diplomata – CESPE) Sem prejuízo


da correção gramatical e do sentido do texto, a expressão “é certo” (l.9)
poderia ser substituída por corretamente
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: o que o enunciado indica está incorreto por duas razões:
primeiro que “é certo” não é o mesmo que “corretamente”, pois este último
termo tem o sentido de ‘é correto’, ‘não tem erro’; a segunda razão é a de que
“é certo” significa, dentro do contexto, “verdade”, “fato”, indicando uma
consideração do autor, enquanto “corretamente” é um advérbio que estaria
modalizando o verbo “Processa-se”.
GABARITO: ERRADO

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DF registra 316 ocorrências de sequestro-relâmpago nos primeiros oito


mesesdeste ano. R7, 6/9/2013. Internet: <http://noticias.r7.com> (com adaptações).

22. (PC/DF – 2013 – Agente de Polícia – CESPE) O trecho “por isso


as forças de segurança recomendam que as pessoas tomem alguns cuidados”
(l.23-25) expressa uma ideia de conclusão e poderia, mantendo-se a correção
gramatical e o sentido do texto, ser iniciado pelo termo porquanto em vez da
expressão “por isso”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: a conjunção “porquanto” tem sentido de “porque”, ou seja, é


uma conjunção explicativa. Sendo assim, ela não poderia substituir a
expressão “por isso” (conclusão), pois, com a substituição, ela iria alterar a
correção gramatical e o sentido do texto. O ideal seria substituir “por isso” por
uma outra conjunção conclusiva, como “portanto”.
GABARITO: ERRADO.

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23. (MTE – 2013 – Auditor Fiscal do Trabalho – CESPE) Dada a


relação de concessão estabelecida entre as duas primeiras orações do texto, a
palavra “Embora” (l.1) poderia, sem prejuízo do sentido ou da correção
gramatical do texto, ser substituída por Conquanto.
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( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: a conjunção “Conquanto” expressa relação de concessão e


equivale a ainda que, embora, não obstante, posto que. A substituição,
então, não altera o sentido da oração.
GABARITO: CERTO.

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24. (Analista Judiciário - Análise de Sistemas/2013 - TRE/MS –


CESPE) Considerando os aspectos linguísticos do texto, assinale a opção
correta.
A) Em “direitos individuais do candidato versus o direito coletivo” (L.17), o
emprego de itálico em “versus” justifica-se pelo tom irônico do texto.
B) Nas linhas 11 e 12, os verbos “retroagir”, “prejudicar” e “ferir” estão
coordenados entre si e subordinados à forma auxiliar “pode”.
C) No texto, a expressão “ainda que” (L.4) tem sentido equivalente ao da
expressão desde que.
D) No trecho “o de que não se trata de norma penal” (L.13-14), o
emprego da forma plural em normas penais implicaria a flexão da forma
verbal: o de que não se tratam de normas penais.
E) No trecho “o de que não se trata de norma penal” (L.13-14), o
emprego da próclise em vez da ênclise — não trata-se — justifica-se pela
presença de palavra negativa antecedendo a forma verbal.

Comentário:
A única questão cuja afirmação é verdadeira é a letra E, a próclise se dá
devido à existência de palavra negativa.
Analisando o erro nas demais, temos:
A - Em “direitos individuais do candidato versus o direito coletivo” (R.17),
o emprego de itálico em “versus” justifica-se pelo tom irônico do texto. –
Errada – o termo “versus” é uma palavra estrangeira, o que justifica o
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emprego de itálico.
B - Nas linhas 11 e 12, os verbos “retroagir”, “prejudicar” e “ferir” estão
coordenados entre si e subordinados à forma auxiliar “pode”. – Errada – no
trecho: “não pode retroagir para prejudicar o réu e ferir suposto direito
adquirido” o verbo “retroagir” é subordinado de “pode”, pois inicia uma oração
subordinada substantiva objetiva direta; “prejudicar” e “ferir” são coordenados
entre si, por serem os núcleos de orações coordenadas ligadas pela conjunção
“e”, e subordinados a “prejudicar”, uma vez que ambos compõem orações
subordinadas adverbiais finais.

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C - No texto, a expressão “ainda que” (R.4) tem sentido equivalente ao da


expressão desde que. – Errada – a expressão “ainda que” tem sentido de
concessão, e “desde que” expressa ideia temporal.
D - No trecho “o de que não se trata de norma penal” (R.13-14), o
emprego da forma plural em normas penais implicaria a flexão da forma
verbal: o de que não se tratam de normas penais. -
Errada – a expressão verbal trata-se não sofre flexão.
Gabarito: E

25. (Analista Judiciário/2012 - TJ-RO – CESPE - adaptada) O


fragmento de texto incluído na questão constitui parte adaptada do ensaio A
relação exemplar entre autor e revisor (e outros trabalhadores
textuais semelhantes) e o mito de Babel: alguns comentários sobre
História do Cerco de Lisboa, de José Saramago, de Rosemary Arrojo,
publicado no número especial do volume 19 da Revista D.E.L.T.A, em 2003.

Estaria o autor sugerindo que, em algum nível subterrâneo, abra


mão da autoridade e dos direitos geralmente associados à autoria?

Com referência ao fragmento de texto apresentado acima, assinale a


opção correta.
A Os termos “autor” e “autoria” evocam, respectivamente, sentido
conotativo e sentido denotativo.
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B O acento indicativo da crase deveria ser suprimido caso fosse inserido o


pronome possessivo sua na expressão “à autoria”: a sua autoria.
C A forma verbal “abra”, no subjuntivo, marca relação de subordinação e
enfatiza a indicação de fato potencial.
D A expressão coloquial “abra mão” poderia ser substituída pela forma
verbal disponha, o que imprimiria tom mais formal ao texto.
E O elemento adverbial “geralmente” restringe o sentido do núcleo
nominal “direitos”, mas não o do núcleo “autoridade”.

Comentário:

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A - Os termos “autor” e “autoria” evocam, respectivamente, sentido


conotativo e sentido denotativo. – errada – ambos os termos foram
empregados em sentido denotativo.
B - O acento indicativo da crase deveria ser suprimido caso fosse inserido
o pronome possessivo sua na expressão “à autoria”: a sua autoria. – errada –
o acento indicativo de crase é facultativo diante de pronome possessivo.
C - A forma verbal “abra”, no subjuntivo, marca relação de subordinação e
enfatiza a indicação de fato potencial. – Correta – a forma verbal “abra” está
no presente do subjuntivo, é o núcleo da oração subordinada objetiva direta
que é complemento da locução verbal “Estaria sugerindo” e, por estar no
subjuntivo, nos indica tratar-se de uma possibilidade.
D - A expressão coloquial “abra mão” poderia ser substituída pela forma
verbal disponha, o que imprimiria tom mais formal ao texto. – errada – o
verbo dispor significa colocar em ordem e também ser dono de. Sentidos esses
que não condizem com o significado da expressão “abra mão”, que quer dizer
desfazer-se de.
E - O elemento adverbial “geralmente” restringe o sentido do núcleo
nominal “direitos”, mas não o do núcleo “autoridade”. – errada – adjuntos
adverbiais não modificam substantivos, somente adjetivos, verbos ou
advérbios. Na frase em questão, ele está modificando o verbo “associados”.
Gabarito: C

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Relaxe um pouco! Faça um intervalo antes de voltar aos estudos!

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BLOCO II

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01. (MPU – 2015 – Técnico do MPU – CESPE) Caso se substituísse


“iniciou-se” (l.14) por foi iniciada, a correção gramatical do período seria
prejudicada.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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Comentário: é completamente possível a substituição de “iniciou-se” por


“foi iniciada”. Trata-se, no texto original, de voz passiva sintética (verbo
conjugado na terceira pessoa do plural + “se” como pronome apassivador),
que será passada para voz passiva analítica (verbo “ser” + particípio do verbo
iniciar):
Texto original: “... iniciou-se a sistematização das ações do Ministério
Público”.
Texto modificado: “a sistematização das ações do Ministério Público foi
iniciada”
“a sistematização das ações do Ministério” é o sujeito paciente nos dois
casos. Depois dessa análise, percebemos que a troca NÃO acarretará
incorreção gramatical, estando a afirmação do enunciado errada.
GABARITO: ERRADO.

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02. (Polícia Federal – 2014 – Agente de Polícia Federal – CESPE) A


correção gramatical do texto seria preservada caso se substituísse a locução
“tinha sido” (L.13) pela forma verbal fora.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: quando o verbo auxiliar está no pretérito imperfeito (“tinha”)


acompanhado do particípio de um verbo qualquer (no caso, “sido”) ocorre um
tempo composto: pretérito mais-que-perfeito composto. Então, se for retirado
o “tinha sido” e colocado “fora”, que é o pretérito mais-que-perfeito do verbo
“ser”, a substituição estará perfeita! Ambas são formas que indicam o pretérito
mais-que-perfeito, a diferença é que “tinha sido” é a forma composta e o
“fora” é a forma simples. Sendo assim, o que o enunciado afirma está correto.
GABARITO: CERTO.

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03. (Polícia Federal – 2014 – Agente de Polícia Federal – CESPE) O


sentido original do texto seria preservado caso a forma verbal “eram
capturados” (L.8) fosse substituída por foram capturados.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: a troca sugerida no enunciado não é possível, pois o aspecto


semântico é diferente: “eram” está no pretérito imperfeito, com ideia durativa,
enquanto “foram capturados” está no pretérito perfeito, com ideia pontual.
Embora ambas as formas estejam no pretérito, a primeira é perfeita e a
segundo imperfeita.
GABARITO: ERRADO.
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04. (TJ-SE – 2014 – Analista Judiciário – CESPE) O emprego do


futuro do pretérito em “poderia” (l. 8) indica que a situação apresentada na
oração é não factual, ou seja, é hipotética.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: entendendo que o verbo “poder” está no futuro do pretérito,


precisamos ir ao texto para saber o contexto de uso: “o assassino poderia ser
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condenado...”.
A situação indicada é, de fato, hipotética, o que caracteriza o enunciado
como correto.
GABARITO: CERTO.

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05. (MEC – 2014 – Todos os cargos – CESPE) No segundo período do


texto, a forma verbal “há”, em suas duas ocorrências (l.3 e 4), tem sentido de
existir e poderia ser substituída por existe, sem prejuízo da correção
gramatical do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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Comentário: o verbo HAVER é impessoal, ficando sempre na terceira


pessoa do singular por não ter sujeito com o qual concordar, conforme ocorre
com o “há”, da linha 3. Já o verbo EXISTIR é pessoal e concorda normalmente
com o sujeito. No caso das orações em questão, na segunda, o verbo "haver"
não pode ser substituído por “existe” (no singular), pois este teria que
concordar com o sujeito, flexionando-se no plural, assim: "Não existe educação
fora das sociedades humanas e não existem homens isolados." ("existem"
concorda com o sujeito "homens isolados").
GABARITO: ERRADO.
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06. (Câmara dos Deputados – 2014 – Analista Legislativo – CESPE)


A escassez de verbos nas duas primeiras frases do texto e o uso de forma
verbal na voz passiva realçam a situação de imobilidade e fragilidade do
personagem em foco.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: o texto traz um personagem passivo que, percebam, por


estar numa cadeira de braços (rodas), vive uma imobilidade. Verbo, em regra,
é para aquele que age. Voz passiva revela um personagem que não age, que
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sofre a ação que vem de outro.


GABARITO: CERTO.

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07. (Câmara dos Deputados – 2014 – Analista Legislativo – CESPE)


A forma verbal “Lidamos” (L.9) poderia ser corretamente substituída por Lida-
se.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: antes de analisarmos a substituição proposta, devemos estar


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atentos ao fato de que o enunciado está afirmando que a troca seria correta,
mas não está sendo feita menção ao sentido original do texto.
No seguinte trecho em análise: “lidamos com tantas combinações desse
tipo, que já se fala de uma nova categoria de estresse”, já temos a estrutura
“se fala” que traz o “se” como índice de indeterminação do sujeito. Não haveria
nenhum problema, então, se a forma “lidamos” fosse trocada por uma
construção semelhante que também traga tal índice, até mesmo por uma
questão de paralelismo, a troca seria interessante. Concluímos que, se já
temos a estrutura sintática que usa o “se” como índice de indeterminação do

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sujeito, não há problema que seja usada novamente a mesma estrutura,


assim: “lida-se com tantas combinações desse tipo, que já se fala de uma
nova categoria de estresse”.
GABARITO: CERTO.

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08. (MTE – 2013 – Auditor Fiscal do Trabalho – CESPE) A


substituição do trecho “o que atenderia” (l.38-39) por que atendem manteria
a correção gramatical e a coerência do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: a forma “que atenderia” está no futuro do pretérito e


concorda com o tempo do verbo “aceitariam”. A oração é pautada numa
hipótese construída sobre outra hipótese (se as mulheres aceitarem salários

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inferiores, atender-se-ia a demanda dos setores público e privado). Ao mudar


para o tempo presente (que atendem), o verbo quebra a lógica criada entre os
dois verbos, a da hipótese.
GABARITO: ERRADO.

Na organização do poder político no Estado moderno, à luz da tradição


iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade humana, de
maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco
da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a existência de um
poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana também reclama a
distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição de meios que
assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um cenário de
equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais. A concentração do poder em um
só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício da liberdade. É
que, como observou Montesquieu, “todo homem que tem poder tende a abusar
dele; ele vai até onde encontra limites. Para que não se possa abusar do
poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder limite o poder”.
Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de
abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um
só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma
de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador
francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano
e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas
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matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações


metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social
para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele
procurou ingressar no terreno dos fatos.
Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Ministério Público em
função da proteção dos direitos humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p.
18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo às estruturas linguísticas do texto.

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09. (MPU – 2015 - Analista do Ministério Público da União –


CESPE) A flexão plural em “eram identificadas” decorre da concordância com o
sujeito dessa forma verbal: “as esferas de abrangência dos poderes políticos”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: o sujeito ficou posposto ao verbo por uma inversão da frase,


porém o núcleo do sujeito é o substantivo “esferas”, que está no plural. A
concordância com o sujeito foi mantida.
GABARITO: CERTO.

A história da responsabilidade civil entrelaça-se com a história da sanção.


O homem primitivo atribuía (e algumas tribos indígenas ainda o fazem) a
fenômenos da natureza caráter punitivo, cominado por espíritos ou deuses.
Nas relações entre os homens, à ofensa correspondia a vingança privada,
brutal e ilimitada, como se esta desfizesse a ofensa praticada.
No período pré-romano da história ocidental, a sanção tinha fundamento
religioso e pretensão de satisfação da divindade ofendida pela conduta do
ofensor. Nesse período, surgiu a chamada Lei do Talião, do latim Lex Talionis
— Lex significando lei e Talionis, tal qual ou igual. É de onde se extraiu a
máxima “Olho por olho, dente por dente”, encontrada, inclusive, na Bíblia.
Embora hoje possa parecer pouco razoável a ideia de sanção baseada na
retaliação ou na prática pelo ofendido de ato da mesma espécie da que o
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ofensor praticou contra ele, a Lex Talionis, em verdade, representou grande


avanço, pois, da vingança privada, passou-se a algo que se pode chamar de
justiça privada. Com a justiça privada, o tipo de pena ou sanção deixou de ser
uma surpresa para seu destinatário, e não mais correspondia a todo e
qualquer ato que o ofendido pretendesse; ao contrário, a punição do ofensor
passou a sofrer os limites da extensão e da intensidade do dano causado.
Obviamente, isso quer dizer que, se o dano fosse físico, a retaliação
também o seria; por outro lado, fosse a ofensa apenas moral, não poderia ser
de outra natureza o ato do ofendido contra o originário ofensor.

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Carlos B. I. Silva e Cynthia L. Costa. Evolução histórica da responsabilidade civil e efetivação dos direitos
humanos. In: Renata F. de Barros e Paula Maria T. Lara (Orgs.). Direitos humanos: um debate contemporâneo.
Raleigh, Carolina do Norte, EUA: Lulu Publishing, 2012,

10. (STJ – 2015 – Analista Judiciário – Cespe) A substituição das


formas verbais “deixou” (l.15), “correspondia” (l.16) e “passou” (l.18) por
deixa, corresponde e passa, respectivamente, manteria a correção e a
coerência do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: questão muito boa e polêmica! A alteração dos verbos


“deixou”, “correspondia” e “passou” (de tempos do pretérito para o tempo
presente “deixa”, “corresponde” e “passa”) mantém o aspecto verbal de algo
passado, mesmo os verbos estando no presente. Tal presente é chamado
histórico (presente histórico) por criar uma proximidade do ocorrido no
passado com o tempo presente.
Com a alteração, o trecho ficaria assim: o tipo de pena ou sanção deixa
de ser uma surpresa para seu destinatário, e não mais corresponde a todo e
qualquer ato que o ofendido pretendesse; ao contrário, a punição do ofensor
passa a sofrer os limites da extensão e da intensidade do dano causado.
Embora esteja envolvido no período, não foi proposta a alteração do verbo
“pretendesse”, mas a ideia que se quis passar com o seu emprego é a de
hipótese, a qual não muda com a alteração dos outros verbos.
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Na verdade, o Cespe quis testar se o candidato conhece sobre aspecto


verbal, apenas isso!
GABARITO: CERTO.

Agora, algumas questões 2015 do concurso da TELEBRÁS:

A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil veio


acompanhada da privatização do Sistema TELEBRAS — operado pela
Telecomunicações Brasileiras S.A. (TELEBRAS) —, monopólio estatal
verticalmente integrado e organizado em diversas subsidiárias, que prestava

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serviços por meio de uma rede de telecomunicações interligada, em todo o


território nacional.
A ideia básica do novo modelo era a de adequar o setor de
telecomunicações ao novo contexto de globalização econômica, de evolução
tecnológica setorial, de novas exigências de diversificação e modernização das
redes e dos serviços, além de permitir a universalização da prestação de
serviços básicos, tendo em vista a elevada demanda reprimida no país.
A privatização, ao contrário do que ocorreu em diversos países em
desenvolvimento e mesmo em outros setores de infraestrutura do Brasil, foi
precedida da montagem de detalhado modelo institucional, dentro do qual se
destaca a criação de uma agência reguladora independente e autônoma, a
Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Além disso, a reestruturação
do setor de telecomunicações brasileiro foi precedida de reformas setoriais em
vários outros países, o que trouxe a possibilidade de aprendizado com as
experiências anteriores.
José Claudio Linhares Pires. A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil.
Internet: <www.bndespar.com.br> (com adaptações).

11. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Conforme as ideias veiculadas no texto A
reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil, o rompimento do
monopólio do Sistema TELEBRAS ocorreu com vistas à adequação desse
sistema às necessidades do mercado globalizado.
( ) CERTO 09262143907

( ) ERRADO

Comentário: logo no início do segundo parágrafo, podemos confirmar a


veracidade da questão: “A ideia básica do novo modelo era a de adequar o
setor de telecomunicações ao novo contexto de globalização econômica”.
GABARITO: CERTO.

12. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Antes da privatização do Sistema TELEBRAS, a

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prestação de serviços básicos de telecomunicações era feita de forma global e


universal, abrangendo todos os rincões do país.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: observem o que diz o final do segundo parágrafo: “além de


permitir a universalização da prestação de serviços básicos, tendo em vista a
elevada demanda reprimida no país”. Isso quer dizer que, antes da
privatização, os serviços básicos de comunicação eram escassos, não
abrangiam o país em sua totalidade.
GABARITO: ERRADO.

13. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Com a reestruturação do setor de
telecomunicações brasileiro, o Estado, por meio da ANATEL, passou a exercer
controle total desse setor de serviços, definindo, entre outros aspectos, o
modo como as empresas prestadoras de serviços de telecomunicação devem
se comportar no mercado, quanto investirão e de que modo o farão.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: a afirmação da questão está indo além do que foi informado


no texto, trazendo informações inverídicas. Não há informações no texto de
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que a agência reguladora ANATEL passou a definir como as empresas


prestadoras de serviços de telecomunicação devem se comportar no mercado,
quanto investirão e de que modo o farão. Também não é possível inferir isso.
GABARITO: ERRADO.

14. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Relativamente à adequação do setor de
telecomunicações ao novo contexto de evolução tecnológica setorial e de
diversificação e modernização das redes e dos serviços, o pressuposto era o de
que a administração privada, mas regulada, dos serviços de telecomunicação

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poderia proporcionar eficiência, qualidade, presteza e resultados positivos a


esses serviços.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: observem que as informações do item resumem a ideia


principal do texto de maneira eficaz, principalmente se levarmos em
consideração o segundo parágrafo.
GABARITO: CERTO.

15. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) No segundo parágrafo do texto, há relação de
encadeamento entre “adequar” e “permitir”, formas que se relacionam com a
expressão “A ideia básica do novo modelo”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: os verbos “adequar” e “permitir” estão encadeados, ou seja,


interligados pelas ideias expostas no segundo parágrafo do texto, que, em
outras palavras, quer dizer: a ideia básica do novo modelo era não somente
adequar tais fatores, mas também permitir a universalização de prestação
de serviços básicos.
GABARITO: CERTO.
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16. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) A substituição de “autônoma” (L.15) por com
autonomia prejudicaria a correção gramatical do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: para que o termo “autônoma” fosse substituído por “com


autonomia”, era preciso que “independente” fosse substituído por “com
independência”, no seguinte trecho: “dentro do qual se destaca a criação de

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uma agência reguladora independente e autônoma”. Isso porque é


necessário que seja mantido o paralelismo do período, que ficaria assim:
dentro do qual se destaca a criação de uma agência reguladora com
independência e com autonomia. Ainda assim, penso que o trecho ficaria
um tanto ambíguo, pois não saberíamos se independente e autônoma seria a
criação da agência ou a própria agência!

Após essa análise, pense no seguinte: a questão afirma que a alteração


prejudicaria a correção gramatical e a banca considerou o gabarito como
ERRADO, sendo assim, fica claro que, para o Cespe, falta de paralelismo não é
incorreção gramatical.

GABARITO: ERRADO

17. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Sem prejuízo para a correção gramatical do
texto, nas estruturas “da privatização” (l.2), “da montagem” (l.14) e “de
reformas setoriais” (l.17), os elementos sublinhados podem ser substituídos,
respectivamente, pelas formas pela, pela e por.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: para responder a essa questão com clareza, é preciso


contextualizar cada caso:
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“A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil veio


acompanhada da privatização”. A preposição “da” (de + a) foi exigida por
“acompanhada”. Caberia também a preposição “pela” (per + a) sem alteração
de sentido: ...no Brasil veio acompanhada pela privatização.
“...foi precedida da montagem de detalhado modelo institucional”. Algo é
precedido DE alguma coisa ou POR alguém. Sendo assim, a alteração de “da”
por “pela” está adequada. (Da = de +a / Pela = per + a).

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“A reestruturação do setor de telecomunicações brasileiro foi precedida de


reformas setoriais...”. Algo é precedido DE alguma coisa ou POR alguém.
Sendo assim, a alteração de “da” pelo “por” está adequada.
ATENÇÃO: no desenvolvimento da língua, PER deu lugar a POR.
GABARITO: CERTO.

18. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) O trecho “monopólio estatal verticalmente
integrado e organizado em diversas subsidiárias” (L. 2 e 3) funciona,
sintaticamente, como expressão explicativa em relação a “Sistema TELEBRAS”
(L. 2).
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: observem que o trecho “monopólio estatal verticalmente


integrado e organizado em diversas subsidiárias” está entre vírgulas e está
explicando o que vem a ser “Sistema TELEBRAS”, sendo assim, é uma
expressão explicativa como afirma a questão.
GABARITO: CERTO.

19. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Apesar de não recuperar todas as ideias do
terceiro parágrafo do texto original, o trecho a seguir ressalta, de forma
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gramaticalmente correta, dois importantes aspectos do processo de


reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil: Antes da privatização
do nosso setor de telecomunicações, foi montado um modelo institucional
detalhado, com destaque para a criação da Agência Nacional de
Telecomunicações; houve reformas desse setor em muitos outros países, o que
possibilitou o aprendizado com a experiência destes.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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Comentário: o enunciado da questão faz um resumo do terceiro


parágrafo, com uma reescrita em que todas as regras gramaticais foram
respeitadas no que tange a pontuação e concordância especialmente.
GABARITO: CERTO.

20. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) A correção gramatical e os sentidos originais do
texto seriam preservados se, no primeiro parágrafo, todas as vírgulas fossem
eliminadas e a forma verbal “prestava” (L.4) fosse substituída por prestavam.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: dificilmente seria possível retirar TODAS as vírgulas de um


parágrafo sem que o sentido original ou a correção gramatical fossem
alterados! No caso em questão, as vírgulas que isolam o trecho “monopólio
estatal verticalmente integrado e organizado em diversas subsidiárias” não
podem ser retiradas uma vez que se trata de um sintagma explicativo que
deve ser mantido entre vírgulas! Se elas fossem retiradas, a correção
gramatical seria mantida, mas o sentido seria alterado, deixaria de ser uma
explicação para ser uma restrição. Também não é possível a troca de
“prestava” por “prestavam”, já que o sujeito é “Sistema TELEBRAS”, no
singular.
Vocês devem ter percebido que o estudo dos verbos se parece bastante
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com a concordância verbal, assunto que ainda trataremos em nosso curso.


GABARITO: ERRADO.

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21. (Procurador/2014 - TCE-PB – CESPE) Assinale a opção correta no


que se refere a aspectos linguísticos do texto.
A Em “Uma astuta análise, com os mais modernos métodos, é feita sem
sucesso” (l.7-8), verifica-se o emprego da voz ativa.

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B No trecho “Muitas vezes, eles parecem se deleitar em procurar as mais


finas explicações” (l.13-15), o pronome “eles” retoma, por coesão, “Edgar
Allan Poe” (l.12) e “responsáveis pela educação” (l.13).
C O termo “descaso” (l.22) retoma, no texto, as informações prestadas
sobre o conto de Edgar Allan Poe.
D No último parágrafo do texto, o emprego das aspas evidencia ironia em
apenas uma das expressões destacadas
E No trecho “o escritor norte-americano conta a história de um ministro
que resolve chantagear a rainha roubando a carta que lhe fora endereçada por
um amante” (l.2-4), o vocábulo “que” exerce, em cada ocorrência, função
sintática distinta.

Comentário:
A - Em “Uma astuta análise, com os mais modernos métodos, é feita sem
sucesso” (l.7-8), verifica-se o emprego da voz ativa. – errada – a forma verbal
“é feita” configura voz passiva.
B - No trecho “Muitas vezes, eles parecem se deleitar em procurar as mais
finas explicações” (l.13-15), o pronome “eles” retoma, por coesão, “Edgar
Allan Poe” (l.12) e “responsáveis pela educação” (l.13). – errada – “eles”
refere-se apenas a “responsáveis pela educação”.
C - O termo “descaso” (l.22) retoma, no texto, as informações prestadas
sobre o conto de Edgar Allan Poe. – errada – o “descaso” é o fato de 72,5%
das escolas públicas brasileiras não possuírem bibliotecas, como se pode
verificar no trecho: “Por exemplo, há semanas descobrimos, graças ao Censo
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Escolar de 2011, que 72,5% das escolas públicas brasileiras simplesmente não
têm bibliotecas.”.
D - No último parágrafo do texto, o emprego das aspas evidencia ironia
em apenas uma das expressões destacadas – Correta – na expressão “’menos
é mais’”, ocorre o emprego das aspas por se tratar de uma citação de
expressão popular. Já em “revoluções na educação”, as aspas denotam ironia e
podemos confirmar isso no terceiro parágrafo do texto: “A leitura do conto de
Edgar Allan Poe deveria ser obrigatória para os responsáveis pela educação
pública. Muitas vezes, eles parecem se deleitar em procurar as mais finas

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explicações, contratar os mais astutos consultores internacionais com


seus métodos pretensamente inovadores, sendo os problemas a combater
primários e óbvios para qualquer um que queira, de fato, enxergá-los.“.
E - No trecho “o escritor norte-americano conta a história de um ministro
que resolve chantagear a rainha roubando a carta que lhe fora endereçada por
um amante” (l.2-4), o vocábulo “que” exerce, em cada ocorrência, função
sintática distinta. – errada – nas duas ocorrências o pronome “que” exerce
função sintática de sujeito.
Gabarito: D

LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

BLOCO I

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O conceito de planejamento surgiu no final do século

O conceito de planejamento surgiu no final do século XIX, na Inglaterra,


como um conceito vinculado ao planejamento de cidades. Data dessa época,
por exemplo, o conceito de “cidade-jardim” (Howard, 1902), segundo o qual se
poderia planejar uma cidade, distribuindo-se espacialmente suas funções, a
fim de tornar o espaço mais agradável a todos.
Esse conceito gerou forte impacto na área de urbanismo do século
passado, com o aparecimento de várias cidades-jardim ao redor do mundo.
Até essa época, planejamento era função estritamente técnica do urbanista ou

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do arquiteto, considerados uma espécie de visionários. Com a criação da União


Soviética, no início da década de 20 do século passado, outra vertente de
planejamento apareceu: o planejamento econômico centralizado. Sob essa
ótica, o Estado teria completo controle sobre os recursos e os distribuiria de
acordo com planos e metas determinados por políticos ou burocratas. Já a
partir da década de 70 do século passado, o conceito de planejamento não era
mais tão visto como um instrumento técnico e, sim, como um instrumento
político capaz de moldar e de articular os diversos interesses envolvidos no
processo de intervenção de políticas públicas. O planejador deveria ser o
mediador dos interesses da sociedade no processo, e o resultado final deveria
ser encontrado preferivelmente em consenso.
José Antônio Puppim de Oliveira. Desafios do planejamento em políticas públicas:
diferentes visões e práticas. Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).

01. (MP-ENAP – 2015 – Todos os cargos – CESPE) Mantendo-se a


correção gramatical e os sentidos originais do texto, seu segundo período
poderia ser assim reescrito: O conceito de cidade-jardim, por exemplo,
proposto por Howard (1902), data dessa época. De acordo com esse conceito,
uma cidade poderia ser planejada por meio da distribuição espacial de suas
funções, com a finalidade de tornar o espaço mais aprazível para as pessoas.
( ) CERTO
( ) ERRADO

02. (MP-ENAP – 2015 – Todos os cargos – CESPE) A locução “capaz


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de” (L.19) poderia, sem prejuízo do sentido original do texto, ser substituída
por para.
( ) CERTO
( ) ERRADO

As mudanças políticas, sociais e culturais, nos últimos vinte anos, fizeram-


se sentir no âmbito do direito administrativo e, mais especificamente, na forma
de administrar a coisa pública. Diante dessa nova realidade, para atender às
necessidades fundamentais da sociedade de forma eficaz e com o menor custo

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possível, a administração pública precisou aperfeiçoar sua atuação, afastando-


se da administração burocrática e adotando uma administração gerencial.
A antiga forma de administrar empregada pela administração pública
calcava-se essencialmente em uma gestão eivada de processos burocráticos,
criados para evitar desvios de recursos públicos, o que a tornava pouco ágil,
pouco econômica e ineficiente. A nova administração gerencial tende a
simplificar a atividade do gestor público sem afastá-lo, porém, da legalidade
absoluta, uma vez que dispõe de valores públicos que devem ser bem
empregados para garantir que os direitos fundamentais dos cidadãos sejam
atendidos.

Assim, implementou-se a administração gerencial e, para isso, foi


necessário que os agentes públicos mudassem suas posturas e se adequassem
para desenvolver a nova gestão pública. O novo gestor público precisou lançar
mão de técnicas de gestão utilizadas pela iniciativa privada e verificou, ainda,
que era necessário o acompanhamento constante da execução das atividades
propostas, para que efetivamente se chegasse a uma gestão eficiente, uma
gestão por resultados.
Para levar a cabo o novo modelo de gestão pública, será preciso adotar
novas tecnologias e promover condições de trabalho adequadas, assim como
mudanças culturais, desenvolvimento pessoal dos agentes públicos,
planejamento de ações e controle de resultados.
Maria Denise Abeijon Pereira Gonçalves. A gestão pública adaptada ao novo paradigma
da eficiência. Internet: <www.egov.ufsc.br> (com adaptações).
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De acordo com as ideias do texto A gestão pública adaptada ao novo


paradigma da eficiência,

03. (MP-ENAP – 2015 – Todos os cargos – CESPE). Há relação de


causa e efeito entre as transformações políticas, sociais e culturais e as
mudanças ocorridas no âmbito da administração pública.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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Anísio Spínola Teixeira nasceu no dia 12 de julho de 1900, em Caetité –


BA, onde passou os primeiros anos de vida sob os cuidados da mãe, Anna
Spínola Teixeira.
O pai, Deocleciano Pires Teixeira, sonhava que o filho fosse político e o
mandou estudar no Rio de Janeiro. Anísio diplomou-se na Faculdade de Direito
da Universidade do Rio de Janeiro em 1922.
Como educador, Teixeira viajou para a Europa e os Estados Unidos da
América para observar os sistemas escolares. No Brasil, defendeu o conceito
de escola única, pública e gratuita como forma de garantir a democracia e foi o
primeiro a tratar a educação com base filosófica.
Instituiu na Bahia, em 1950, a primeira escola-parque, que procurava
oferecer à criança uma escola integral, que cuidasse da alimentação, da
higiene, da socialização, além do preparo para o trabalho. Nas escolas-
parques, os alunos ainda tinham contato com as artes plásticas. Naquela
época, essas aulas eram orientadas por profissionais de renome, como Caribé
e Mário Cravo.
Sempre brigou pela democracia na educação. Publicou vários livros
defendendo a educação e a cultura para todos. Foi um dos fundadores da
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da
Universidade de Brasília (UnB), da qual foi reitor em 1963.
Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras, em 1971, mas faleceu
antes da eleição, ao cair no poço do elevador de seu prédio, em 11 de março
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de 1971, quando saía para visitar Aurélio Buarque de Holanda.


Internet: <www.unb.br> (com adaptações).

04. (FUB – 2015 – Administrador – CESPE) A forma nominal “filho”


(l.4) e a forma pronominal “se” (l. 5 e 21) referem-se a Anísio Spínola
Teixeira.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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UnB investe em ideias e projetos comprometidos com a crítica social e a


reflexão. Muitas dessas experiências têm fomentado o debate nacional de
temas polêmicos da realidade brasileira, das quais uma foi a criação, em 2003,
de cotas no vestibular para inserir negros e indígenas na universidade e ajudar
a corrigir séculos de exclusão racial.
A medida foi polêmica, mas a UnB — a primeira universidade federal a
adotar o sistema — buscou assumir seu papel na luta por um projeto de
combate ao racismo e à exclusão.
Outra inovação é o Programa de Avaliação Seriada (PAS), criado como
alternativa ao vestibular, em que candidatos são avaliados em provas
aplicadas ao término de cada uma das séries do ensino médio. A intenção é a
de estimular as escolas a preparar melhor o aluno, com conteúdos mais densos
desde o primeiro ano do ensino médio.
Em treze anos de criação, mais de oitenta mil estudantes participaram
desse processo seletivo, dos quais 13.402 tornaram-se calouros da UnB.
Internet: < www.unb.br> (com adaptações).

05. (FUB – 2015 – Administrador – Cespe/UnB) Na linha 10, o


pronome relativo “que” refere-se a “vestibular”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Fundada por Ptolomeu Filadelfo, no início do século III a.C., a biblioteca


de Alexandria representa uma epígrafe perfeita para a discussão sobre a
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materialidade da comunicação. As escavações para a localização da biblioteca,


sem dúvida um dos maiores tesouros da Antiguidade, atraíram inúmeras
gerações de arqueólogos. Inutilmente. Tratava-se então de uma biblioteca
imaginária, cujos livros talvez nunca tivessem existido? Persistiam, contudo,
numerosas fontes clássicas que descreviam o lugar em que se encontravam
centenas de milhares de rolos. E eis a solução do enigma. O acervo da
biblioteca de Alexandria era composto por rolos e não por livros —
pressuposição por certo ingênua, ou seja, atribuição anacrônica de nossa
materialidade para épocas diversas. Em vez de um conjunto de salas com

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estantes dispostas paralelamente e enfeixadas em um edifício próprio, a


biblioteca de Alexandria consistia em uma série infinita de estantes escavadas
nas paredes da tumba de Ramsés. Ora, mas não era essa a melhor forma de
colecionar rolos, preservando-os contra as intempéries? Os arqueólogos que
passaram anos sem encontrar a biblioteca de Alexandria sempre a tiveram
diante dos olhos, mesmo ao alcance das mãos. No entanto, jamais poderiam
localizá-la, já que não levaram em consideração a materialidade dos meios de
comunicação dominante na época: eles, na verdade, procuravam uma
biblioteca estruturada para colecionar livros e não rolos. Quantas bibliotecas de
Alexandria permanecem ignoradas devido à negligência com a materialidade
dos meios de comunicação?

O conceito de materialidade da comunicação supõe a reconstrução da


materialidade específica mediante a qual os valores de uma cultura são, de um
lado, produzidos e, de outro, transmitidos. Tal materialidade envolve tanto o
meio de comunicação quanto as instituições responsáveis pela reprodução da
cultura e, em um sentido amplo, inclui as relações entre meio de comunicação,
instituições e hábitos mentais de uma época determinada. Vejamos: para o
entendimento de uma forma particular de comunicação — por exemplo, o
teatro na Grécia clássica ou na Inglaterra elizabetana; o romance nos séculos
XVIII e XIX; o cinema e a televisão no século XX; o computador em nossos
dias —, o estudioso deve reconstruir tanto as condições históricas quanto a
materialidade do meio de comunicação. Assim, no teatro, a voz e o corpo do
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ator constituem uma materialidade muito diferente da que será criada pelo
advento e difusão da imprensa, pois os tipos impressos tendem, ao contrário,
a excluir o corpo do circuito comunicativo. Já os meios audiovisuais e
informáticos promovem um certo retorno do corpo, mas sob o signo da
virtualidade. Compreender, portanto, como tais materialidades influem na
elaboração do ato comunicativo é fundamental para se entender como chegam
a interferir na própria ordenação da sociedade.

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João C. de C. Rocha. A matéria da materialidade: como localizar a biblioteca de


Alexandria? In: João C. de C. Rocha (Org.). Interseções: a materialidade da
comunicação. Rio de Janeiro: Imago; EDUERJ, 1998, p. 12, 14-15 (com adaptações).

06. (STJ – 2012 – Analista Judiciário – Cespe/UnB) Na linha 3,


“cujos” expressa uma relação de posse.
( ) CERTO
( ) ERRADO

07. (STJ – 2012 – Analista Judiciário – Cespe/UnB) A partícula “se”,


em “Tratava-se” (l.6) e em “se encontravam” (l.9), classifica-se como pronome
reflexivo e retoma, respectivamente, “uma biblioteca imaginária”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

08. (STJ – 2012 – Analista Judiciário – Cespe/UnB) O trecho “jamais


poderiam localizá-la” poderia ser corretamente reescrito da seguinte forma:
jamais a poderiam localizar.
( ) CERTO
( ) ERRADO

09. (STJ – 2012 – Analista Judiciário – Cespe/UnB) A preposição


“para”, em “para a discussão” e em “para colecionar livros", introduz
expressão que exprime finalidade. 09262143907

( ) CERTO
( ) ERRADO

A persecução penal se desenvolve em duas fases: uma fase


administrativa, de inquérito policial, e uma fase jurisdicional, de ação penal.
Assim, nada mais é o inquérito policial que um procedimento administrativo
destinado a reunir elementos necessários à apuração da prática de uma
infração penal e de sua autoria. Em outras palavras, o inquérito policial é um
procedimento policial que tem por finalidade construir um lastro probatório

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mínimo, ensejando justa causa para que o titular da ação penal possa formar
seu convencimento, a opinio delicti, e, assim, instaurar a ação penal cabível.
Nessa linha, percebe-se que o destinatário imediato do inquérito policial é o
Ministério Público, nos casos de ação penal pública, e o ofendido, nos casos de
ação penal privada.

De acordo com o conceito ora apresentado, para que o titular da ação


penal possa, enfim, ajuizá-la, é necessário que haja justa causa. A justa causa,
identificada por parte da doutrina como uma condição da ação autônoma,
consiste na obrigatoriedade de que existam prova acerca da materialidade
delitiva e, ao menos, indícios de autoria, de modo a existir fundada suspeita
acerca da prática de um fato de natureza penal. Dessa forma, é imprescindível
que haja provas acerca da possível existência de um fato criminoso e
indicações razoáveis do sujeito que tenha sido o autor desse fato.
Evidencia-se, portanto, que é justamente na fase do inquérito policial que
serão coletadas as informações e as provas que irão formar o convencimento
do titular da ação penal, isto é, a opinio delicti. É com base nos elementos
apurados no inquérito que o promotor de justiça, convencido da existência de
justa causa para a ação penal, oferece a denúncia, encerrando a fase
administrativa da persecução penal.

Hálinna Regina de Lira Rolim. A possibilidade de investigação do Ministério Público


na fase pré-processual penal. Artigo científico. Rio de Janeiro: Escola de Magistratura do
Estado do Rio de Janeiro, 2010, p. 4. Internet : <www.emerj.tjrj.jus.br>. (Com adaptações).
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10. (MPU – 2015 - Analista do Ministério Público da União –


CESPE) Em “Evidencia-se”, o pronome “se” pode, facultativa e corretamente,
ser tanto posposto — como aí foi empregado — quanto anteposto à forma
verbal — Se evidencia.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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A ideia de solidariedade acompanha, desde os primórdios, a evolução da


humanidade. Aristóteles, por exemplo, em clássica passagem, afirma que o
homem não é um ser que possa viver isolado; é, ao contrário, ordenado
teleologicamente a viver em sociedade. É um ser que vive, atua relaciona-se
na comunidade, e sente-se vinculado aos seus semelhantes. Não pode
renunciar à sua condição inata de membro do corpo social, porque apenas os
animais e os deuses podem prescindir da sociedade e da companhia de todos
os demais.
O primeiro contato com a noção de solidariedade mostra uma relação de
pertinência: as nossas ações sociais incidem, positiva ou negativamente, sobre
todos os demais membros da comunidade. A solidariedade implica, por outro
lado, a corresponsabilidade, a compreensão da transcendência social das ações
humanas, do coexistir e do conviver comunitário. Percebe-se, aqui,
igualmente, a sua inegável dimensão ética, em virtude do necessário
reconhecimento mútuo de todos como pessoas, iguais em direitos e
obrigações, o que dá suporte a exigências recíprocas de ajuda ou sustento.
A solidariedade, desse modo, exorta atitudes de apoio e cuidados de uns
com os outros. Pede diálogo e tolerância. Pressupõe um reconhecimento ético
e, portanto, corresponsabilidade. Entretanto, para que não fique estagnada em
gestos tópicos ou se esgote em atitudes episódicas, a modernidade política
impõe a necessidade dialética de um passo maior em direção à justiça social: o
compromisso constante com o bem comum e a promoção de causas ou
objetivos comuns aos membros de toda a comunidade.
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Marcio Augusto de Vasconcelos Diniz. Estado social e princípio da solidariedade. In: Revista de Direitos e
Garantias Fundamentais, Vitória, n.o 3, p. 31-48, jul.-dez./2008. Internet: <www.fdv.br> (com adaptações).

11. (STJ – 2015 – Analista Judiciário – Cespe) A correção gramatical


e o sentido original do texto seriam preservados caso se inserisse o pronome
se imediatamente antes da forma verbal “pode” (R.7).
( ) CERTO

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( ) ERRADO

O problema da justiça refere-se à correspondência, ou não, entre a norma


e os valores supremos ou finais que inspiram determinado ordenamento
jurídico. Não importa comentar se existe um ideal de bem comum, idêntico
para todos os tempos e para todos os lugares. Todo ordenamento jurídico
persegue certos fins e esses representam os valores a cuja realização o
legislador, mais ou menos conscientemente e adequadamente, dirige sua
própria atividade. Quando se considera que há valores absolutos,
objetivamente evidentes, a pergunta acerca de se uma norma é justa ou
injusta equivale a perguntar se esta é apta ou não a realizar aqueles valores.
No caso de não se acreditar em valores absolutos, o problema da justiça ou da
injustiça de uma norma tem um sentido: equivale a perguntar se essa norma é
apta ou não a realizar os valores históricos que inspiram esse ordenamento
jurídico, concreta e historicamente determinado.

Norberto Bobbio. Teoría general del derecho. Bogotá/CO: Temis S.A., 1999, p. 20-2
(tradução livre, com adaptações).

12. (STJ – 2015 – Técnico Judiciário – Cespe) Na estrutura textual, o


vocábulo “esta” (l.9) e a expressão “aqueles valores” (l.9) fazem referência,
respectivamente, ao termo “norma” (l.8) e à expressão “valores absolutos”
(l.7). 09262143907

( ) CERTO
( ) ERRADO

13. (STJ – 2015 – Técnico Judiciário – Cespe) Na linha 15, caso se


substituísse o vocábulo “concreta” por concreto, não haveria prejuízo para a
correção gramatical e para os sentidos originais do texto, já que esse novo
termo concordaria com a expressão “ordenamento jurídico”.
( ) CERTO

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( ) ERRADO

Consta do preâmbulo da Constituição Federal que a justiça é um dos


valores supremos da sociedade, tal qual a harmonia social e a liberdade. Nos
demais artigos da Carta Magna, esse termo costuma vir associado à ideia de
justiça social. Assim, o primeiro inciso do artigo terceiro da Constituição
estabelece que a construção de uma sociedade que seja justa é um objetivo
fundamental da República Federativa do Brasil. Ao circunscrever a justiça no
espaço da sociedade, o texto constitucional estabelece, em síntese, que a
promoção da justiça na sociedade é um fim do Estado brasileiro.
Sérgio Luiz Junkes. A justiça social como norma constitucional. Resenha eleitoral – Nova
série, v. 12, n.o 1, jan.-jun./2005. Internet: <www.tre-sc.jus.br> (com adaptações).

14. (STJ – 2015 – Técnico Judiciário – Cespe) Na linha 2, sem


prejuízo para a correção gramatical, a expressão “tal qual” poderia ser
flexionada no plural, para concordar com “valores supremos”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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15. (Polícia Federal – 2014 – Agente de Polícia Federal – CESPE)


Não haveria prejuízo para a correção gramatical do texto caso os pronomes
“se” (l. 2) e “a” (l. 5) fossem deslocados para imediatamente após as formas
verbais “aplicava” (l. 2) e “apanhasse” (l. 5), escrevendo-se que aplicava-se
e caso apanhasse-a, respectivamente.

( ) CERTO
( ) ERRADO

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16. (TC/DF – 2014 – Todos os Cargos – CESPE) No texto, o pronome


“se”, em “dizia-se” (l.14), equivale, em sentido, à expressão a si mesma.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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17. (TC/DF – 2014 – Todos os Cargos – CESPE) Uma forma correta


de reescrita do trecho iniciado pela conjunção temporal “quando” (l.2) é a
seguinte: ao ser informado pelos técnicos em urbanismo que existia oito
milhões de ratos na cidade do Rio de Janeiro.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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18. (Caixa – 2014 – Médico do Trabalho – CESPE) O termo “que"


desempenha a mesma função sintática nas ocorrências da linha 7.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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19. (STF – 2013 – Analista Judiciário – CESPE) A locução adverbial


“Da mesma maneira que” (l.7) poderia ser substituída, sem prejuízo para as
relações de coesão e coerência do texto, por Assim como.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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Clarice Lispector. Felicidade clandestina. In: Felicidade clandestina: pontos. Rio de


Janeiro: Rocco, 1998 (com adaptações).

20. (STF – 2013 – Analista Judiciário – CESPE) Na oração “guiava-me


a promessa do livro” (l.22), o pronome “me” exerce a função de complemento
da forma verbal “guiava”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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21. (Instituto Rio Branco – 2013 – Diplomata – CESPE) Sem prejuízo


da correção gramatical e do sentido do texto, a expressão “é certo” (l.9)
poderia ser substituída por corretamente
( ) CERTO
( ) ERRADO

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DF registra 316 ocorrências de sequestro-relâmpago nos primeiros oito mesesdeste ano.


R7, 6/9/2013. Internet: <http://noticias.r7.com> (com adaptações).

22. (PC/DF – 2013 – Agente de Polícia – CESPE) O trecho “por isso


as forças de segurança recomendam que as pessoas tomem alguns cuidados”
(l.23-25) expressa uma ideia de conclusão e poderia, mantendo-se a correção
gramatical e o sentido do texto, ser iniciado pelo termo porquanto em vez da
expressão “por isso”.

( ) CERTO
( ) ERRADO

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23. (MTE – 2013 – Auditor Fiscal do Trabalho – CESPE) Dada a


relação de concessão estabelecida entre as duas primeiras orações do texto, a
palavra “Embora” (l.1) poderia, sem prejuízo do sentido ou da correção
gramatical do texto, ser substituída por Conquanto.

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( ) CERTO
( ) ERRADO

24. (Analista Judiciário - Análise de Sistemas/2013 - TRE/MS –


CESPE) Considerando os aspectos linguísticos do texto, assinale a opção
correta.
A) Em “direitos individuais do candidato versus o direito coletivo” (L.17), o
emprego de itálico em “versus” justifica-se pelo tom irônico do texto.
B) Nas linhas 11 e 12, os verbos “retroagir”, “prejudicar” e “ferir” estão
coordenados entre si e subordinados à forma auxiliar “pode”.
C) No texto, a expressão “ainda que” (L.4) tem sentido equivalente ao da
expressão desde que.
D) No trecho “o de que não se trata de norma penal” (L.13-14), o
emprego da forma plural em normas penais implicaria a flexão da forma
verbal: o de que não se tratam de normas penais.
E) No trecho “o de que não se trata de norma penal” (L.13-14), o
emprego da próclise em vez da ênclise — não trata-se — justifica-se pela
presença de palavra negativa antecedendo a forma verbal.

25. (Analista Judiciário/2012 - TJ-RO – CESPE - adaptada) O


fragmento de texto incluído na questão constitui parte adaptada do ensaio A
relação exemplar entre autor e revisor (e outros trabalhadores
textuais semelhantes) e o mito de Babel: alguns comentários sobre
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História do Cerco de Lisboa, de José Saramago, de Rosemary Arrojo,


publicado no número especial do volume 19 da Revista D.E.L.T.A, em 2003.
Estaria o autor sugerindo que, em algum nível subterrâneo, abra mão
da autoridade e dos direitos geralmente associados à autoria?
Com referência ao fragmento de texto apresentado acima, assinale a
opção correta.
A Os termos “autor” e “autoria” evocam, respectivamente, sentido
conotativo e sentido denotativo.
B O acento indicativo da crase deveria ser suprimido caso fosse inserido o
pronome possessivo sua na expressão “à autoria”: a sua autoria.

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C A forma verbal “abra”, no subjuntivo, marca relação de subordinação e


enfatiza a indicação de fato potencial.
D A expressão coloquial “abra mão” poderia ser substituída pela forma
verbal disponha, o que imprimiria tom mais formal ao texto.
E O elemento adverbial “geralmente” restringe o sentido do núcleo
nominal “direitos”, mas não o do núcleo “autoridade”.

BLOCO II

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01. (MPU – 2015 – Técnico do MPU – CESPE) Caso se substituísse


“iniciou-se” (l.14) por foi iniciada, a correção gramatical do período seria
prejudicada.

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( ) CERTO
( ) ERRADO

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02. (Polícia Federal – 2014 – Agente de Polícia Federal – CESPE) A


correção gramatical do texto seria preservada caso se substituísse a locução
“tinha sido” (L.13) pela forma verbal fora.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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03. (Polícia Federal – 2014 – Agente de Polícia Federal – CESPE) O


sentido original do texto seria preservado caso a forma verbal “eram
capturados” (L.8) fosse substituída por foram capturados.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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04. (TJ-SE – 2014 – Analista Judiciário – CESPE) O emprego do


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futuro do pretérito em “poderia” (l. 8) indica que a situação apresentada na


oração é não factual, ou seja, é hipotética.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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05. (MEC – 2014 – Todos os cargos – CESPE) No segundo período do


texto, a forma verbal “há”, em suas duas ocorrências (l.3 e 4), tem sentido de
existir e poderia ser substituída por existe, sem prejuízo da correção
gramatical do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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06. (Câmara dos Deputados – 2014 – Analista Legislativo – CESPE)


A escassez de verbos nas duas primeiras frases do texto e o uso de forma
verbal na voz passiva realçam a situação de imobilidade e fragilidade do
personagem em foco.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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07. (Câmara dos Deputados – 2014 – Analista Legislativo – CESPE)


A forma verbal “Lidamos” (L.9) poderia ser corretamente substituída por Lida-
se.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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08. (MTE – 2013 – Auditor Fiscal do Trabalho – CESPE) A


substituição do trecho “o que atenderia” (l.38-39) por que atendem manteria
a correção gramatical e a coerência do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Na organização do poder político no Estado moderno, à luz da tradição


iluminista, o direito tem por função a preservação da liberdade humana, de
maneira a coibir a desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco
da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige a existência de um
poder institucional. Mas a conquista da liberdade humana também reclama a
distribuição do poder em ramos diversos, com a disposição de meios que
assegurem o controle recíproco entre eles para o advento de um cenário de
equilíbrio e harmonia nas sociedades estatais. A concentração do poder em um
só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício da liberdade. É
que, como observou Montesquieu, “todo homem que tem poder tende a abusar
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dele; ele vai até onde encontra limites. Para que não se possa abusar do
poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder limite o poder”.
Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de
abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um
só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma
de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador
francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano
e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas
matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações

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metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social


para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele
procurou ingressar no terreno dos fatos.
Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Ministério Público em
função da proteção dos direitos humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p.
18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo às estruturas linguísticas do texto.

09. (MPU – 2015 - Analista do Ministério Público da União –


CESPE) A flexão plural em “eram identificadas” decorre da concordância com o
sujeito dessa forma verbal: “as esferas de abrangência dos poderes políticos”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

A história da responsabilidade civil entrelaça-se com a história da sanção.


O homem primitivo atribuía (e algumas tribos indígenas ainda o fazem) a
fenômenos da natureza caráter punitivo, cominado por espíritos ou deuses.
Nas relações entre os homens, à ofensa correspondia a vingança privada,
brutal e ilimitada, como se esta desfizesse a ofensa praticada.
No período pré-romano da história ocidental, a sanção tinha fundamento
religioso e pretensão de satisfação da divindade ofendida pela conduta do
ofensor. Nesse período, surgiu a chamada Lei do Talião, do latim Lex Talionis
— Lex significando lei e Talionis, tal qual ou igual. É de onde se extraiu a
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máxima “Olho por olho, dente por dente”, encontrada, inclusive, na Bíblia.
Embora hoje possa parecer pouco razoável a ideia de sanção baseada na
retaliação ou na prática pelo ofendido de ato da mesma espécie da que o
ofensor praticou contra ele, a Lex Talionis, em verdade, representou grande
avanço, pois, da vingança privada, passou-se a algo que se pode chamar de
justiça privada. Com a justiça privada, o tipo de pena ou sanção deixou de ser
uma surpresa para seu destinatário, e não mais correspondia a todo e
qualquer ato que o ofendido pretendesse; ao contrário, a punição do ofensor
passou a sofrer os limites da extensão e da intensidade do dano causado.

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Obviamente, isso quer dizer que, se o dano fosse físico, a retaliação


também o seria; por outro lado, fosse a ofensa apenas moral, não poderia ser
de outra natureza o ato do ofendido contra o originário ofensor.
Carlos B. I. Silva e Cynthia L. Costa. Evolução histórica da responsabilidade civil e efetivação dos direitos
humanos. In: Renata F. de Barros e Paula Maria T. Lara (Orgs.). Direitos humanos: um debate contemporâneo.
Raleigh, Carolina do Norte, EUA: Lulu Publishing, 2012,

10. (STJ – 2015 – Analista Judiciário – Cespe) A substituição das


formas verbais “deixou” (l.21), “correspondia” (l.22) e “passou” (l.23) por
deixa, corresponde e passa, respectivamente, manteria a correção e a
coerência do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Agora, algumas questões 2015 do concurso da TELEBRÁS:

A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil veio


acompanhada da privatização do Sistema TELEBRAS — operado pela
Telecomunicações Brasileiras S.A. (TELEBRAS) —, monopólio estatal
verticalmente integrado e organizado em diversas subsidiárias, que prestava
serviços por meio de uma rede de telecomunicações interligada, em todo o
território nacional.
A ideia básica do novo modelo era a de adequar o setor de
telecomunicações ao novo contexto de globalização econômica, de evolução
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tecnológica setorial, de novas exigências de diversificação e modernização das


redes e dos serviços, além de permitir a universalização da prestação de
serviços básicos, tendo em vista a elevada demanda reprimida no país.
A privatização, ao contrário do que ocorreu em diversos países em
desenvolvimento e mesmo em outros setores de infraestrutura do Brasil, foi
precedida da montagem de detalhado modelo institucional, dentro do qual se
destaca a criação de uma agência reguladora independente e autônoma, a
Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Além disso, a reestruturação
do setor de telecomunicações brasileiro foi precedida de reformas setoriais em

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vários outros países, o que trouxe a possibilidade de aprendizado com as


experiências anteriores.
José Claudio Linhares Pires. A reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil.
Internet: <www.bndespar.com.br> (com adaptações).

11. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Conforme as ideias veiculadas no texto A
reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil, o rompimento do
monopólio do Sistema TELEBRAS ocorreu com vistas à adequação desse
sistema às necessidades do mercado globalizado.
( ) CERTO
( ) ERRADO

12. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Antes da privatização do Sistema TELEBRAS, a
prestação de serviços básicos de telecomunicações era feita de forma global e
universal, abrangendo todos os rincões do país.
( ) CERTO
( ) ERRADO

13. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Com a reestruturação do setor de
telecomunicações brasileiro, o Estado, por meio da ANATEL, passou a exercer
controle total desse setor de serviços, definindo, entre outros aspectos, o
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modo como as empresas prestadoras de serviços de telecomunicação devem


se comportar no mercado, quanto investirão e de que modo o farão.
( ) CERTO
( ) ERRADO

14. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Relativamente à adequação do setor de
telecomunicações ao novo contexto de evolução tecnológica setorial e de
diversificação e modernização das redes e dos serviços, o pressuposto era o de

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que a administração privada, mas regulada, dos serviços de telecomunicação


poderia proporcionar eficiência, qualidade, presteza e resultados positivos a
esses serviços.
( ) CERTO
( ) ERRADO

15. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) No segundo parágrafo do texto, há relação de
encadeamento entre “adequar” e “permitir”, formas que se relacionam com a
expressão “A ideia básica do novo modelo”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

16. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) A substituição de “autônoma” (L.19) por com
autonomia prejudicaria a correção gramatical do texto.
( ) CERTO
( ) ERRADO

17. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Sem prejuízo para a correção gramatical do
texto, nas estruturas “da privatização” (l.2), “da montagem” (l.14) e “de
reformas setoriais” (l.17), os elementos sublinhados podem ser substituídos,
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respectivamente, pelas formas pela, pela e por.


( ) CERTO
( ) ERRADO

18. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) O trecho “monopólio estatal verticalmente
integrado e organizado em diversas subsidiárias” (L. 2 e 3) funciona,
sintaticamente, como expressão explicativa em relação a “Sistema TELEBRAS”
(L. 2).
( ) CERTO

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( ) ERRADO

19. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) Apesar de não recuperar todas as ideias do
terceiro parágrafo do texto original, o trecho a seguir ressalta, de forma
gramaticalmente correta, dois importantes aspectos do processo de
reestruturação do setor de telecomunicações no Brasil: Antes da privatização
do nosso setor de telecomunicações, foi montado um modelo institucional
detalhado, com destaque para a criação da Agência Nacional de
Telecomunicações; houve reformas desse setor em muitos outros países, o que
possibilitou o aprendizado com a experiência destes.
( ) CERTO
( ) ERRADO

20. (TELEBRAS – 2015 - Especialista em Gestão de


Telecomunicações – Cespe) A correção gramatical e os sentidos originais do
texto seriam preservados se, no primeiro parágrafo, todas as vírgulas fossem
eliminadas e a forma verbal “prestava” (L.4) fosse substituída por prestavam.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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21. (Procurador/2014 - TCE-PB – CESPE) Assinale a opção correta no


que se refere a aspectos linguísticos do texto.
A Em “Uma astuta análise, com os mais modernos métodos, é feita sem
sucesso” (l.7-8), verifica-se o emprego da voz ativa.
B No trecho “Muitas vezes, eles parecem se deleitar em procurar as mais
finas explicações” (l.13-15), o pronome “eles” retoma, por coesão, “Edgar
Allan Poe” (l.12) e “responsáveis pela educação” (l.13).
C O termo “descaso” (l.22) retoma, no texto, as informações prestadas
sobre o conto de Edgar Allan Poe.
D No último parágrafo do texto, o emprego das aspas evidencia ironia em
apenas uma das expressões destacadas
E No trecho “o escritor norte-americano conta a história de um ministro
que resolve chantagear a rainha roubando a carta que lhe fora endereçada por
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um amante” (l.2-4), o vocábulo “que” exerce, em cada ocorrência, função


sintática distinta.

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BLOCO I

01. CERTO 10. ERRADO 19. CERTO


02. ERRADO 11. ERRADO 20. CERTO
03. CERTO 12. CERTO 21. ERRADO
04. CERTO 13. ERRADO 22. ERRADO
05. ERRADO 14. ERRADO 23. CERTO
06. CERTO 15. ERRADO 24. E
07. ERRADO 16. CERTO 25. C
08. CERTO 17. ERRADO
09. CERTO 18. CERTO

BLOCO II

1) ERRADO 8) ERRADO 15) CERTO


2) CERTO 9) CERTO 16) ERRADO
3) ERRADO 10) CERTO 17) CERTO
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4) CERTO 11) CERTO 18) CERTO


5) ERRADO 12) ERRADO 19) CERTO
6) CERTO 13) ERRADO 20) ERRADO
7) CERTO 14) CERTO 21) D

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O MEU ATÉ BREVE

Meus caros, não fiquem com dúvidas!! Lembre-se: cada aula estudada é
mais um elo que você coloca na corrente! É preciso estar firme!!!

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