Anda di halaman 1dari 10

O Realismo Clássico e o Problema da Diferença nas Relações Internacionais: uma

reflexão sobre a interação dos Estados

SILVA, Stevan Bernardino

Resumo

Este artigo visa refletir não só sobre a persistência dos elementos do Realismo Clássico
nas relações internacionais, como também discutir acerca do problema da diferença, que
traz nova abordagem para as interações dos Estados no plano internacional. O intuito da
análise é demonstrar que os Estados que produzem relações internacionais não podem ser
compreendidos somente com um todo homogêneo e coeso; devem, todavia, ser
consideradas suas idiossincrasias e seus elementos autóctones no momento de interação,
lógica com a qual o problema da diferença trabalha. O eu e o outro – no caso, um Estado
em relação a outro – devem relacionar-se de modo que o reconhecimento seja mútuo, em
um processo de alteridade.

Introdução

A teoria realista de Relações Internacionais1 é uma das primeiras a sistematizar o


campo de estudo das relações interestatais. Embora sua estruturação, como área do saber,
tenha ocorrido somente em meados do século XX, o seu objeto de análise, o Estado
moderno soberano, constituiu-se entre o século XV e XVI, ao ser a Paz de Vestefália
(1659) o marco mais relevante desse processo de formação estatal. A importância da
teoria realista na investigação das relações internacionais concerne ao permanente uso de
princípios realistas na conduta dos Estados no sistema internacional contemporâneo. Já o
pensamento acerca do problema da diferença aparece como recurso de reavaliação desse
sistema internacional considerado determinista.
Os elementos realistas, como o sistema anárquico, o Estado unitário, a
maximização de poder, a desconfiança, a racionalidade e a busca por segurança e
sobrevivência, contribuem para que os Estados reproduzam ações egoístas, de modo a
tornar o ambiente internacional propício ao conflito. São, portanto, indiferentes aos

1
As “Relações Internacionais” com letras iniciais maiúsculas são entendidas como a cátedra da área
científica das Humanidades, ao passo que as “relações internacionais” com letras iniciais minúsculas se
referem à relação estabelecida entre agentes internacionais, configurando o sistema internacional.
estudos do problema da diferença, que identifica a inter-relação entre o eu e o outro, em
um processo de reconhecimento mútuo. A essa lógica dá-se o nome de alteridade.
A falta de entendimento da diferença na relação entre os Estados, que são
analisados pela lógica de interação entre o eu e o outro, implica soluções divergentes. Na
teoria realista, a diferença pode ser equacionada pela assimilação ou eliminação do outro,
como tem frequentemente ocorrido; ao passo que, nos estudos acerca do problema da
diferença, esta será solucionada quando a alteridade se manifestar na relação do eu com
outro, investindo-se no conhecimento do outro para auxiliar na investigação da
constituição do próprio eu.

Realismo Clássico

O Realismo Clássico tornou-se a corrente teórica predominante nas Relações


Internacionais no final da Segunda Guerra Mundial – sobretudo com a obra de Hans
Morgenthau (2002), “A Política entre as Nações” –, após a ausência de resultados
profícuos da Teoria Liberal no entrementes das duas Grandes Guerras. Não obstante
Edward Hallet Carr já criticasse os liberais no ínterim das guerras, na obra “Vinte Anos
de Crise”, é somente com Morgenthau que o Realismo se institucionaliza e ganha
estrutura teórica.
Os realistas basearam-se em autores clássicos, como Tucídides, Maquiavel e
Hobbes. Esses autores, em suas respectivas obras, entendem a esfera internacional como
anárquica e propensa à desconfiança. Nessa esfera, o principal agente internacional é o
Estado, fundamentando suas ações na segurança e na sobrevivência. O conceito basilar é
o da balança de poder, que deve ser mantida com o intuito de impedir o domínio de uma
potência hegemônica (JACKSON; SøRENSEN, 2007). Esses elementos formaram o
arcabouço conceitual para analisar as relações interestatais a partir da metade do século
XX.
As premissas fundamentais do pensamento realista em Relações Internacionais
referem-se ao conceito de self-help (auto-interesse). Em um cenário internacional descrito
por Hobbes, em que há conflito de todos contra todos, os Estados buscam mais segurança
e maximização de poder. Não há espaço para a confiança em outros Estados, uma vez que
estes também pautam suas ações pelo auto-interesse. Assim, a cooperação é improvável.
Com essas características, ao ser o principal ator das relações internacionais, o Estado é
antropomorfizado pelo Realismo, dotando-o de vontade de poder e sobrevivência
(NOGUEIRA; MESSARI, 2005).
Os realistas clássicos têm visão pessimista da natureza humana, argumentando
que as relações internacionais são essencialmente conflituosas. A guerra torna-se,
portanto, o modus operandi para equacionar conflitos. O pensamento realista ainda tem
como base a noção de seleção natural darwiniana, em que a sobrevivência, no contexto
de relações internacionais, é finalidade axial do Estado e a segurança é o elemento
primordial para que o Estado sobreviva. Fundamentados nessa teoria da evolução, os
realistas explicam o caráter egoísta dos Estados (NOGUEIRA; MESSARI, 2005).
Na análise realista, o conflito de interesses implica jogo de soma zero, em que há
ganhadores e perdedores, na medida em que o benefício de uma parte gera,
necessariamente, o malefício de outra. Assim, para o Realismo clássico, haverá sempre
um Estado ganhador e outro perdedor, seja em algum contexto bélico, seja em alguma
disputa comercial. Na circunstância de jogo de soma zero, outro conceito pode ser
abordado: o dilema de segurança. Este concerne à lógica do aumento de poder de um
Estado baseado no aumento do poder de outro. Isso significa que quando um Estado
aumenta seu poder, os demais também o fazem. Assim, para o Realismo, o equilíbrio de
poder equaciona o dilema de segurança, gerando mais estabilidade internacional
(NOGUEIRA; MESSARI, 2005).
Malgrado o cenário pessimista analisado pelos realistas clássicos, a teoria realista
não nega a cooperação entre os Estados. A cooperação ocorre mediante acordos
internacionais; estes, porém, são provisórios e condicionais, de modo que os Estados os
cumprem conforme sua vontade e disposição. Essa perspectiva resulta na ausência de
obrigações internacionais na relação moral entre Estados soberanos, conduzindo-os
somente a promover e defender o interesse nacional. A finalidade estratégica do Estado é
buscar a segurança nacional e a sobrevivência, visto que na política mundial não há
autoridade dominante ou ente supranacional (JACKSON; SøRENSEN, 2007).

Problema da Diferença

Na obra “International Relations and The Problem of Difference”, os autores


Naeem Inayatullah e David L. Blaney (2004) apresentam o problema da diferença e a
possível indiferença nas teorias sociais em relação ao tratamento do outro. No caso das
Relações Internacionais, a temática da diferença e do outro fundamentam-se basicamente
nos estudos pós-coloniais, cujo principal objeto de análise é verificar os efeitos herdados
da relação entre países colonizados e colonizadores. Os autores salientam, portanto, a
inépcia das Relações Internacionais de observar a influência de elementos socioculturais
não ocidentais e a dificuldade em formar uma sociedade internacional baseada na
alteridade.
Alguns dos elementos históricos utilizados para explicar a hegemonia da cultura
ocidental e a ausência de alteridade nas relações internacionais estão no encontro dos
europeus com o Novo Mundo e na Paz de Vestefália, nomeados, por Inayatullah e Blaney
(2004), de “mitos fundadores2” das Relações Internacionais. A formação do Estado
moderno soberano controlou a diferença mediante a ideia de um Estado uníssono e
harmônico. Essa perspectiva desloca a concepção de diferença do plano interno, cujas
ações domésticas são reguladas pelo aparato jurídico estatal, para o plano internacional,
cuja anárquica ordena as relações internacionais. Esse contexto dificulta o uso de outros
meios de relacionar-se com o outro no “espaço de contato” ou na “zona de contato”,
dimensão em que ocorre o contato da diferença do eu e do outro (INAYATULLAH;
BLANEY, 2004).
Nessa situação de diferenças no plano internacional, um Estado considera o seu
homônimo ameaçador e suspeito, suscitando a maximização de interesses, a busca pelo
poder e o uso da força para alcançar objetivos. Há, todavia, em período mais recente,
flexibilização do “espaço de contato”, em função da atual dinâmica da política
internacional mais célere e porosa. Esse movimento modifica a postura tradicional do
Estado moderno, exigindo nova conduta dos atores internacionais com o fito de
equacionar os problemas da diferença (INAYATULLAH; BLANEY, 2004).
Os autores também utilizam como arcabouço teórico as ideias de Tzvetan Todorov
para trabalhar a análise da solução tradicional da diferença. Todorov (1984) a define como
um “duplo movimento”, em que há separação completa entre o eu e o outro, entre o
familiar e o estranho. Este é compreendido como uma identidade inferior. Nessa
perspectiva, equaliza-se a diferença pela assimilação ou eliminação do outro. Esse
processo pode ser observado não só no século XVI e XVII, com o projeto de colonização,
como também na contemporaneidade, com práticas novas de neocolonização. O campo

2
Essa expressão concerne à falta de soluções para o problema da diferença no encontro entre o eu e o outro
quando da formação do Estado moderno, uma vez que somente se transferiu o problema da diferença do
plano interno para o internacional.
de Relações Internacionais tem, portanto, dificuldade em lidar com a herança colonial, na
medida em que é produto e mecanismo reverberante do colonialismo.
As Relações Internacionais protelam o reconhecimento e o compromisso com
outro, em uma frágil relação de convivência entre os Estados. A dicotomia dentro-fora
implica clivagem, polarizando a diferença e sublimando o eu em relação ao outro, em
lugar de identificar a inter-relação entre o eu e o outro. Em regra, a comparação entre
culturas gerou conclusões que defendiam a assimilação do outro ao reprimir a diferença,
ou a eliminação do outro ao opor-se o eu e ao outro. Estes, caso apartados, resulta, por
conseguinte, na depreciação do diferente, caracterizado como bárbaro e imaturo
(INAYATULLAH; BLANEY, 2004)
Conforme Inayatullah e Blaney (2004), o outro é compreendido como estado
primitivo e obsoleto do eu. Verifica-se essa análise nas leituras europeias acerca dos
povos indígenas nas Américas, concedendo ao eu a missão de civilizar o outro, isto é, o
primitivo. Há, no entanto, processo de reverberação do eu colonizador com o outro
colonizado, visto que o outro serve de análise crítica sobre os elementos que constituem
o próprio eu colonizador. Uma das propostas para a solução do problema da diferença é,
portanto, tratar o outro como elemento de auto-análise, ensejando relações que permitam
inúmeras formas de existência humana, ao diminuir a ênfase no internacional à medida
que aumenta o foco nas relações.

Análise entre o Realismo Clássico e o Problema da Diferença

O Realismo Clássico e as discussões acerca do problema da diferença possibilitam


revisão do modo que ocorre as relações internacionais contemporâneas. Os elementos da
teoria realista estão presentes nessas relações e a problematização da diferença tem obtido
espaço para reexaminar as posições ocupadas por cada agente nas relações interestatais.
O intuito da análise é, portanto, demonstrar que os Estados que produzem relações
internacionais não podem ser compreendidos somente com um todo homogêneo e coeso;
devem, todavia, ser consideradas suas idiossincrasias e seus elementos autóctones no
momento de interação.
Os teóricos realistas asseveram, por um lado, que o Estado é uniforme e coeso no
sistema internacional. Os estudiosos do problema da diferença, por outro, desconstroem
essa perspectiva, ao demonstrarem que internamente ao Estado, forma convencionada de
estruturação social de um corpo político, há diferenças nas inúmeras maneiras de
expressões socioculturais. Estas podem ser gerenciadas pelo aparato estatal com o intuito
de manter a unidade sociopolítica. A virtual estabilidade interna de um Estado reside no
discurso da diferença no plano internacional, o que somente faz a diferença ser transferida
da esfera interna para a internacional. Isso significa que a diferença persiste, sem ser
profundamente averiguada.
O entendimento realista do sistema internacional, como anárquico, propenso à
desconfiança e regido pelo auto-interesse, auxilia na observação do hiato e do
desconhecimento entre o eu e o outro. Os Estados articulam-se para assegurar seus
interesses nacionais, não obstante possam se valer, em primeira ou em última instância,
da assimilação ou supressão do outro (Estado, comunidade, povo, etc.). A questão da
diferença expõe, entretanto, que nem todo agrupamento social ou Estado têm, a princípio,
os mesmos interesses, como a maximização de poder lato sensu. O desconhecimento do
outro induz, assim, os Estados a comportarem-se como se todos buscassem o mesmo
interesse, internalizando essa crença, visto que são incapazes de exercitarem a alteridade
A ausência de compreensão entre os agentes interativos, no caso um Estado em
relação a outro, gera posteriormente ações semelhantes, em termos realistas, de busca
pela sobrevivência. Esse movimento cria círculo vicioso que alija processos de reflexão
sobre a posição de cada Estado nas relações internacionais. Ademais, o sistema
internacional contemporâneo é estruturado pelas ações dos Estados, que são
fundamentadas, em regra, pelos elementos da teoria realista. Esta não examina a diferença
como elemento indispensável para a formação de uma comunidade internacional mais
responsável.
O alijamento da alteridade e da percepção da diferença nas interações entre
Estados tem-se conservado desde a formação do Estado moderno soberano. Isso significa
que a compreensão genuína do outro raramente aconteceu. A diligência para a alteridade
carece de tempo não só para observar e compreender o outro em suas especificidades,
como também, e sobretudo, analisar-se, num processo de autorreflexão sobre a posição
do eu (o Estado que se examina, no caso) no contexto internacional. A complexidade de
o eu entender o outro, no espaço da diferença, reside no ineditismo desse processo de
observação, porquanto as relações estatais, desde sua gênese, têm-se realizado mediante
princípios realistas.
A compressão da diferença entre o eu e o outro reduz o ímpeto da desconfiança,
amainando as resistências conflituosas e possibilitando espaço para a cooperação na
diferença, ou, ao menos, para uma postura de enfrentamento menos intolerante e
usurpadora. A narrativa do problema da diferença não tem o objetivo de equacionar os
conflitos produzidos pela diferença; tem, porém, o intuito de contribuir para que o eu
possa perceber o outro como agente construtor daquele próprio eu, em uma dinâmica de
aprendizagem mútua e concomitante. Esse processo, per se, é transformador do próprio
eu, o que, caso assimilado pelo conjunto de Estados formadores da comunidade
internacional, tende a motivar conduta e ações estatais sinérgicas na esfera da diferença.
A dificuldade da teoria realista é em não realizar proposta de reflexão do Estado
em relação a sua própria existência e em relação aos outros Estados. A realidade já é dada,
sendo o Estado somente parte do sistema e podendo alterar as relações internacionais de
acordo com os elementos já existentes nesse sistema. Nessa perspectiva, o Estado
dificilmente tem postura ativa3, observando o longo prazo. Ao contrário, o ente estatal
fica à mercê de atitudes reativas4 e automáticas, reagindo às interações que seus
semelhantes produzem, que também são reverberações de outras condutas reativas.
Consequentemente, o círculo vicioso estabelece-se, tornando mais complexo o eu se auto-
observar e entender o seu lugar na diferença do outro.
A proposta de observar a diferença é auxiliar o eu a ser menos reativo e mais ativo
em relação a si e ao outro. Isso significa desvincular-se de atitudes automáticas no cenário
internacional – no caso dos Estados –, produzidas por crenças convencionalmente
estabelecidas, sem antes fazer análise profunda das ações e das reações. Ademais, a
racionalidade da teoria realista dificilmente harmoniza-se com propostas de relações
sustentáveis e de compreensão da diferença. O Estado é, conforme os realistas, ente
racional5, que busca seu interesse nacional a expensas do reconhecimento do outro. Essa
racionalidade realista tende a aumentar o hiato entre o eu e a constatação do outro,
dificultando diálogos mais equânimes e menos conflitivos na relação entre os Estados. As
premissas realistas baseiam-se, portanto, no medo do desconhecimento do outro, uma vez
que se conhecer e conhecer o outro implicaria percorrer caminhos ainda raramente
explorados pelos Estados nas relações internacionais.

3
A postura ativa diz respeito a posições conscientes, em que o Estado se manifesta não de maneira mecânica
e individualista, mas pensando nos reflexos de suas ações, a longo prazo, em toda a comunidade
internacional, ao almejar a convivência frutífera com os outros Estados.
4
A atitude reativa é uma postura inconsciente e instintiva, que não demanda reflexão profunda acerca da
repercussão das ações para os outros Estados. Portanto, a reprodução só gera mais do mesmo, não
construindo relações criativas e diferente na relação entre os agentes.
5
O ente racional pode ser entendido como aquele que busca satisfazer e maximizar seus interesses, sempre
se comportando de modo imparcial. Essa classificação vai de encontro com as iniciativas de alteridade.
Com a análise do problema da diferença, os Estados podem compreender mais
sobre as convulsões domésticas advindas das diferenças de dentro dos Estados,
supostamente homogêneos, e aprender a conhecer melhor as particularidades dos outros
Estados. Isso seria possível na medida em que se criam precedentes no processo de auto-
observação, ao perceber o espaço de atuação do outro. Ou seja, o caminho desconhecido
tornar-se-á familiar, propiciando o conhecimento dos processos, o que contribui para a
diminuição do medo do desconhecimento do outro. O Estado, todavia, deve estar cônscio
de que nem sempre os resultados advindos do espaço de interação serão promissores. O
aspecto relevante da análise dessa nova interação pela problemática da diferença é,
portanto, criar os precedentes que possibilitarão correções futuras de cada relação,
mantendo as ações positivas dos Estados e corrigindo as negativas.

Considerações Finais

A teoria realista de Relações Internacionais ainda é bastante utilizada para


condução das ações dos Estados. Essa perspectiva contribui pouco para um entendimento
mais profundo da relação dos Estados no campo da diferença, uma vez que as premissas
realistas são incapazes de observar a relação de alteridade.
O problema da diferença traz nova abordagem acerca da interação entre os
Estados. É inédita, pois as relações internacionais, desde a concepção do Estado moderno
soberano, estiveram, não raro, pautadas em um ambiente de soma zero, com eventuais
sinais de cooperação. É também propositiva, visto que os estudiosos do problema da
diferença são capazes de propor uma revisão da história das relações internacionais com
o intuito de gerar contribuições posteriores para interações mais equânimes e
responsáveis.
Não se pode, todavia, negar as contribuições que a teoria realista proporcionou
para as Relações Internacionais, especialmente para o entendimento de eventos
importantes na história, como as guerras. A descrição da realidade pelos teóricos realistas,
no entanto, não pode se restringir à ingenuidade na crença da formação de Estados
homogêneos, camuflando, no plano interno, a questão da diferença, que ressurgirá no
plano internacional.
O problema da diferença, que leva o eu e o outro a um diálogo diferente daquele
de desconfiança e incerteza, favorece, portanto, a formação de novos caminhos para as
relações interestatais, já que o Estado se torna mais responsável por suas iniciativas em
relação a seu homônimo, quando reconhece o outro mediante alteridade.
Referências

GRIFFITHS, Martin (2004). 50 Grandes Estrategistas das Relações Internacionais.


São Paulo: Contexto.

INAYATULLAH, Naeem; BLANEY, David L (2004). International Relations and


The Problem of Difference. NewYork/London, Routledge.

JACKSON, Robert; SøRENSEN, Georg (2007). Introdução às Relações


Internacionais: teorias e abordagens. Rio de Janeiro: Zahar.

MORGENTHAU, Hans (2002). A Política entre as Nações. São Paulo: Clássicos IPRI/
UnB.

NOGUEIRA, João Pontes. MESSARI, Nizar (2005). Teoria das Relações


Internacionais. Rio de Janeiro: Elsevier.

TODOROV, Tzvetan. (1984). The Conquest of America:The Question of the


Other. New York, Harper and Row.