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PATOLOGIAS EM ALVENARIA DE BLOCOS CERÂMICOS (2011) 1

RUBIN, Ariane P.2; CERVO, Fernanda3; PALMA, Cleomar4; ALMEIDA,


Leonardo5; QUERUZ, Francisco6
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Trabalho de Pesquisa _UNIFRA
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Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS,
Brasil
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Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS,
Brasil
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Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS,
Brasil
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Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS,
Brasil
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Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS,
Brasil

E-mail: arianeprubin@hotmail.com; fernandacervo@hotmail.com; cl_palma@hotmail.com;


leozitchooo@hotmail.com; Francisco@unifra.br

RESUMO

Este estudo tem por objetivo identificar as patologias mais recorrentes nas
edificações, que são construídas com alvenaria de blocos cerâmicos, apontando suas
prováveis causas. O que se observa, é que muitas vezes, a competitividade do mercado
imobiliário, que exigem um curto prazo para entrega das obras, bem como a escassez de
mão-de-obra qualificada, tem ocasionado o aparecimento precoce de patologias nas
edificações. Se conhecida suas causas é possível ser adotadas medidas preventivas ainda
na fase de projeto, bem como cuidados na fase de execução da obra para se evitar o
aparecimento de patologias e gastos posteriores desnecessários.

Palavras-Chave: Patologias em alvenaria; Blocos cerâmicos; Percepção ambiental.

1. INTRODUÇÃO

A alvenaria é um sistema construtivo feito com pedras, tijolos cerâmicos, blocos de


concreto e cerâmico assentados, com ou sem argamassa de ligação, em fiadas horizontais
ou ainda em camadas parecidas, que se repetem sobrepondo-se umas sobre as outras.

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A mais utilizada na construção civil, atualmente, são as chamadas alvenarias de
blocos cerâmicos (tijolos) que compreendem todos os materiais inorgânicos, não metálicos,
obtidos após um tratamento térmico em temperaturas muito elevadas.
A cerâmica vermelha, da qual foca este trabalho, apresenta entretanto algumas
distinções e propriedades físico-mecânicas que devem ser levada em conta na hora da
execução, para evitar aparecimentos de patologias e a necessidade de técnicas de
reabilitação com o passar do tempo.

2. PATOLOGIAS

A degradação das peças cerâmicas pode acontecer basicamente por agentes


físicos externos (vegetação, chuvas, e a temperatura); agentes químicos internos
(umidade) e agentes mecânicos (esforços de compressão, flexão e outros.) ou ainda por
deficiência no próprio material e erros na fase de projeto e execução (SILVA, 2002).

2.1 Agentes físicos

2.1.1- Vegetação: agem através dos poros do elemento cerâmico, afetando na


estrutura estética do tijolo. Dependendo de sua intensidade pode ainda comprometer a
estrutura física e mecânica do bloco, como na figura abaixo, onde foi removida a vegetação
que revestia a parede.

Figura 1: Parede onde foi retirada a trepadeira. Fonte: SILVA (2002, p. 10)

2.1.2 – Umidade/temperatura

a) Erros na utilização de barreiras pára-vapor e de pinturas impermeáveis:


como ocorre um variação de temperatura e pressão entre ambientes externos x internos se
faz necessário a utilização de barreiras pára-vapor, para impedir as condensações entre a
parede. Se má aplicada ou inexistente, pode ocorrer infiltrações e aparecimento de “bolsas

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de água” na parede. O mesmo acontece em casos de platibandas, sem capeamento
(SILVA, 2002).
( 2) (3) (4)

Figura 2- Bolsas de água sob pintura ; Figura 3 - Platibanda sem capeamento; Figura 4 - Bolsa de água junto à
platibandaFonte: SILVA (2002, p. 76)

b) Proteção inadequada contra a umidade ascensional: Silva e Abrantes (2007)


asseveram que, quando má executada a impermeabilização na hora da construção das
primeiras fiadas da parede, poderá ocorrer uma ascensão capilar da água do solo pela
mesma, resultando degradação e deslocamento da tinta e manchas nos revestimentos,
conforme observa-se nas figuras abaixo.
(5) (6) (7)

Figura 5- Parede exterior; Figura 6- Parede em contacto com varanda; Figura 7- Parede sobre pavimento térreo .
Fonte: SILVA, J. M. da; ABRANTES, V. (2007, p.13)

c) Preparação e aplicação inadequadas de rebocos hidráulicos tradicionais: o


reboco hidráulico tem como função impedir infiltrações e controlar o teor de umidade para o
interior do edifício. Sua incorreta aplicação pode ocasionar aparecimento de fissurações, ou
comprometer com a estética e com a função do reboco hidráulico (SILVA, ABRANTES,
2007). Essas patologias podem ser observadas nas figuras abaixo.

(8) (9) (10)

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Figura 8- Fissuração sobre suporte antigo, Figura 9- Fissuração reticulada; Figura 10- Destacamento de reboco rígido. Fonte:
SILVA, J. M. da; ABRANTES, V. (2007, p.14).

d) Execução de peitoris com geometria e materiais inadequados: peitoris que


apresentam uma superfície horizontal exposta, sem caixilho, vulnerável a ação e acumulo
da chuva, possibilitam a infiltração da água. Essas patologia podem ser visualizadas a
seguir:
(11) (12) (13)

Figura 11- Peitoril plano e frágil; Figura 12 - Peitoril com projeção reduzida; Figura 13- Escorrências laterais. Fonte: SILVA,
J. M. da; ABRANTES, V. p. (2007, p. 16).

e) Aplicação inadequada de revestimentos cerâmicos: Silva (2002), alerta que


paredes muito esbeltas que estão sujeitas a variação térmicas, sem planejamento de juntas
de dilatação, ou mal apoiadas podem sofrer fissuração e destacamento dos revestimentos,
conforme demonstrado nas figuras a seguir:
(14) (15) (16)

Figura 7- Patologias identificadas no prédio “D”- (1) Descolamento generalizado; (2) Defeito localizado; (3) Defeito de
execução (arremate). Fonte: SILVA (2002, p.204).

2.2 Agentes químicos

2.2.1 Eflorescências : são manchas esbranquiçadas, conforme podem ser


visualizadas, na figura 17, e surgem devido a uma reação química entre o cimento da
argamassa e a água. O cimento entra em contato com o ar e reage formando uma

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substância chamada carbonato de cálcio, que é um sal insolúvel de cor branca (SILVA,
2002).

Figura 17- Eflorescência. Fonte: SILVA (2002, p.195).

2.3 Agentes Mecânicos

2.3.1 Trincas ou fissuras: Thomaz (1989) alerta que os elementos e componentes


construtivos se sujeitam a variações térmicas relacionadas às suas propriedades físicas
diariamente, o que varia as suas dimensões por meio da dilatação e contração. A amplitude
e a velocidade de tais movimentações térmicas devem ser consideradas para a análise das
fissuras. As fissuras também podem surgir em conseqüência de alternância de ciclos de
carregamento e descarregamento ou por solicitações alternadas de tração e compressão.
Fissuras providas de:

2.3.1 Sobrecarga: segundo Thomaz, (1989) nas alvenarias que recebem cargas
uniformemente distribuídas podem surgir dois tipos característicos de trincas: verticais ou
horizontais que provem da ruptura por compressão ou flexão da alvenaria ou da
argamassa de assentamento.
A deformação transversal da argamassa também pode provocar a ruptura por
tração de nervuras internas dos blocos (figuras 18 e 19), o que geram, fissuras verticais e
destacamentos do revestimento, como observa-se na figura 20.

(18) (19) (20)

Figura 18- Esmagamento da alvenaria; Figura 19- Esmagamento da vedação; Figura 20- Ruptura do revestimento. Fonte:
SILVA, J. M. da; ABRANTES, V. (2007, p.17).

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Deve-se evitar também as cargas excêntricas que podem romper com os
componentes da alvenaria, surgindo fissuras a partir de tal ponto bem como em vértices de
esquadrias.
(21) (22) (23)

Figura 21- Carga concentrada; Figura 22- Fissuração teórica; Figura 23- Fissuração real. Fonte: THOMAZ, (1989, p. 46)

2.3.2 Flexão de vigas e lajes: a alvenaria é o ponto mais suscetível à flexão de


vigas e lajes. Em paredes de vedação sem aberturas. Thomaz (1989) apresenta três
configurações onde o componente de apoio pode sofre maior, menos ou igual deformação
em relação ao superior.Vejamos:
(24) (25) (26)

Figura 24- Apoio com deformação maior que o superior; Figura 25- Apoio com deformação menor que o superior
Figura 26- Apoio com deformação igual ao superior. Fonte: THOMAZ, (1989, p. 46)

Além disso, a viga em balanço pode sofrer flexão e pressionar a parede,


apresentando esmagamentos no encontro com a viga, como demonstrado na figura abaixo.

Figura 27 - Esmagamento. Fonte: SILVA, J. M. da; ABRANTES, V. (2007, p.20).

2.3.1.1 Recalques de Fundação: Geralmente são trincas inclinadas que se


confundem com as causadas por deflexão de componentes estruturais, porém possuem

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aberturas maiores e de tamanhos variáveis que se direcionam ao ponto de maior recalque
(THOMAZ, 1989).

a) Recalques diferenciados oriundos de carregamentos desbalanceados: o


trecho mais carregado demonstra maior recalque, formando trincas de cisalhamento.

Figura 28 – Recalque diferenciado. Fonte: THOMAZ, (1989, p. 48)

b) Recalques em edifícios de carga uniforme: por consolidações distintas do


aterro carregado:

Figuras 29 e 30- Recalques por consolidações distintas do atero. Fonte: THOMAZ, (1989, p.50)

Por interferência de uma construção de maior porte em uma menor:

Figura 31- Recalques por interferência de uma construção. Fonte: THOMAZ, (1989, p. 50)

Em decorrência do solo heterogêneo, uso fundações distintas e/ou


rebaixamento do lençol freático, conforme visível nas figuras abaixo:

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(32) (33) (34)

Figura 32- solo heterogêneo; Figura 33- fundações distintas; Figura 34- rebaixamento do lençol freático. Fonte: THOMAZ,
(1989, p. 51)

c) Recalques diferenciados entre pilares:

Figura 35- Recalques entre pilares. Fonte: THOMAZ, (1989, p. 52)

3.3.1.4 Retração de produtos à base de cimento

a) Retração de paredes e muros: diferentes retrações entre os componentes de


alvenaria e argamassa de assentamento podem originar trincas e destacamentos com
formação idêntica aquelas oriundas por variação de temperatura e umidades, as
fissurações. Nas figuras abaixo, podem ser observadas tais patologias.

(36) (37)

Figura 36- Fissuração sobre consola; Figura 37- Fissuração em parede interior. Fonte: SILVA , 2002, p.81.

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c) Recalque plástico da argamassa provoca abatimento da alvenaria recente:
quando o encunhamento da parede com o componente estrutural superior é precoce, ocorre
o destacamento (figura 38), entre a alvenaria e a estrutura.

Figura 38 – Destacamento entre alvenaria e a estrutura. Fonte: THOMAZ, (1989, p. 53)

3. PREVENÇÃO PARA AS POSSÍVEIS PATOLOGIAS

Para se evitar o aparecimento de algumas das patologias mencionas, é valido lembrar


que se faz necessário antes de tudo um cuidado a mais na hora da execução da edificação.
Para encontrar a prevenção adequada para cada caso, é preciso então identificar a causa
da patologia.
De um modo geral, nas patologias causadas por infiltração e umidade é recomendado
drenar a água junto a parede e impregná-la com produtos impermeabilizantes; reparar as
rupturas, desobstruindo entupimentos ou ainda executar paredes duplas; bem como,
permitir uma boa ventilação e isolamento térmico dos compartimentos (NAKAMURA, 2011).
Nos casos mais simples de fissuras, onde não há necessidade de reforço de armadura,
recomenda-se a limpeza do local e aplicação de produtos adequados e disponíveis no
mercado para cada caso, bem como a utilização da chamada argamassa "podre", com traço
1:3:12 (cimento, cal e areia) para evitar novas patologias.
Se tratando do destacamento do material ou ainda entre paredes e pilares,
recomenda-se a inserção de material flexível ou com boa elasticidade no encontro dos
mesmos, bem como, dependendo do grau de patologia, possíveis juntas de movimentação
nos locais das trincas.

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4. CONCLUSÃO

Analisando através deste trabalho percebemos a significativa importância na


construção civil das paredes de alvenaria, porém erros de projeto, mão-de-obra,
fiscalização, uso de materiais de baixa qualidade ou inadequados, e ainda falta de
manutenção da própria edificação pode comprometer com toda a estrutura de uma
edificação.
As mais diversas patologias geradas por essa “falta de cuidado” na construção só
poderão ser corrigidas através de técnicas de reabilitação adequadas e especificas, e que
forem realizadas de forma correta.
Somente assim, com cuidados e fiscalização na hora de execução da construção é
que a alvenaria cerâmica poderá desempenhar sua máxima função, sem causar riscos aos
moradores e/ou usuários de uma determinada edificação, proporcionando maior
durabilidade e menores custo, futuramente, com técnicas de reabilitação.

REFERENCIAS

NAKAMURA, JULIANA. Paredes de blocos cerâmicos. 2011. Disponível em:


<http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/18/imprime97056.asp.> Acesso em:
13 mar. 2011.

SILVA, J. M. da; ABRANTES, V. Patologia em paredes de alvenaria: causas e soluções. In:


Seminário sobre Paredes de Alvenaria, P.B. Lourenço et al. (eds.), 2007.

SILVA, J. M. Alvenarias não estruturais. Patologias e estratégias de reabilitação. In:


Seminário sobre Paredes de Alvenaria, P.B. Lourenço & H. Sousa (Eds.), Porto,
2002.
Técnicas de construção civil e construção de edifícios. Disponível em:
http://pt.scribd.com/doc/38903375/Revestimentos. Acesso em: 15 mar. 2011

THOMAZ, E. Trincas em Edifícios: causas, prevenção e recuperação. São Paulo: Pini,


EPUSP, IPT, 1989.

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