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Características do constitucionalismo português

Em geral nos países do continente europeu, o constitucionalismo sempre nasceu por via
revolucionária.

As seis constituições 1822, 1826, 1838,1911,1933 e 1976, são produto do cirscunstacionalismo


histórico do país e o reflexo de determinados elementos políticos, económicos, sociais e
culturais. Apresenta-se como tentativas de reorganização da vida coletiva nos últimos dois
seculos atribulados do Pais.

No entanto esta ideologia do constitucionalismo, não partiu de nos, mas sim por influencia, na
sua maioria, estrangeira. Na sua base está principalmente a revolução francesa de 1791.

As constituições emergem em rutura com as anteriores, sofrem alterações nem sempre em


harmonia com as formas que prescrevem e acabam com novas ruturas ou revoluções. Ex: são
sempre consequência da revolução anterior – 1822, 1820. 1838, 1836. Etc.

- São os factos decisivos da historia politica que direta ou indiretamente provocam o


aparecimento das constituições na medida em que repercutem no sistema jurídico e social e
vem a ser elas próprias, igualmente, geradoras de novos factos políticos

Dai ser-se necessário considerar a experiencia constitucional portuguesa em três grandes


períodos da historia politica E CONSTITUICIONAL

- Constituições liberais

- Constituição de 1933

- Constituição de 1976

Época liberal - (1820 a 1926) dentro dela sucedem 4 constituições 1822, 1826, 1838 e 1911
aqui passa-se da monarquia para a republica

1926-1974 quase abolição do estado constitucional, representativo ou de direito, ou de outro


prisma, a tentativa de se erguer um constitucionalismo corporativo e autoritário.

Revolução de 1974- entra-se na época atual, muito recente e muito rica em acontecimentos,
ideologias e contrastes sociais e políticos. Em que o pais caminha para um regime democrático
pluralista com tendências descentralizadoras e de Estado social.

A constituição de 1976, consequência dessa revolução, é primeiramente e acima de tudo, o


termo daquele interregno, e depois a abertura para horizontes e aspirações de estado de
direito democrático. E só aqui é que se pode falar verdadeiramente em constitucionalismo
democrático, pois só agora se torna consignado o sufrágio universal.

Constitucionalismo liberal

A instauração do liberalismo 1820-1851, caracterizada pelo antagonismo entre liberais e


absolutistas, entre vintistas e cartistas e depois pelo clima de guerra civil e pela feitura e
substituição de três constituições
A regeneração 1851-1890, caracterizado pela pacificação à sombra ao ato adicional de 1852,
pela politica melhoramentos materiais “fontismo” e pelo rotativismo de partidos do poder.

A crise da monarquia constitucional 1890-1910, subsequente ao ultimato britânico relativo à


africa austral, ao 31 de janeiro e a uma grave crise financeira

A primeira republica (1910-1926)

Plano jurídico constitucional

Regime autoritário
1926-28, fase de governo militar direto
1928-1945, inicio e apogeu do consulado de Salazar – Estado Novo
1945-1961, fase decadência e de fuga à adoção das formulas democráticas europeias
1961-1974, fase finl, dominada por guerras ultramarinas

Plano jurídico – constitucional

1926-1933, “ditadura militar”, com latência consitucional, só começando a ser preparada


uma nova constituição em 1931
1933-1974, vigência da constituição 1933, ainda que sujeita a várias revisões, de maior ou
menor vulto.
Após a revolução de 1974
25 de abril a 11 de Março de 1975
11 de Março a 25 de Novembro de 1975
25 Novembro de 1975 até aos dias de hoje.

-Plano jurídico constitucional


1975-1976, fase pós-revolucionária imediata, com processo de formação da nova
constituição
desde 1976, regime constitucional em que poderá proceder-se à demarcação de 2 subfases:
até à primeira revisão (1982), e até hoje.

Processos de elaboração da constituição:

- assembleia constituinte (1822, 1911, 1976)


- pactos (1838
- doação (1826)
- plebiscito (1933)

Estrutura dos textos:

- as de 1822, 1911 e 1976 são precedidas de Preâmbulo, por sinal as que estão ligadas a
maiores viragens históricas
- as de 1822 e 1911 assentam na organização política à volta dos grandes poderes do Estado e
dividem-se em títulos sem coordenação entre si; as de 1933 e 1976 são mais exigentes no
tratamento dos grandes temas constitucionais: a de 1933 está dividida em 2 partes (“Garantias
Fundamentais” e “Organização Política do Estado”) e a de 1976 em 4 partes (“Direitos
Fundamentais”, “Organização Económica”, “Organização do Poder Político” e “Garantia e
Revisão da Constituição”)

Com exceção da Constituição de 1933, todas são Constituições na linha do Estado de Direito de
tipo Ocidental. Visam regular o processo político, limitar o poder, agir sobre o sistema social
e prescrevem os princípios fundamentais dos vários ramos do Direito. Porém, na prática, não
têm conseguido desempenhar plenamente essa função devido a algumas deficiências:
- Inaptidão dos projetos políticos
- Atraso económico, social e cultural do país
- Dificuldades de institucionalização
- Os princípios decretados em Portugal não aparentam solidez
- Instituições políticas débeis
Cada nova Constituição tem sido um novo começar, ou recomeçar de novo, desde a base no
plano institucional.