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Reino de Castela

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Reino de Castilla
(castelhano

Reino



 
850 – 1230

BandeiraBrasão

O reino de Castela em
1210.
ContinenteEuropa
Região Península
Ibérica

Capital Burgos
Toledo

Língua Castelhano
oficial

Religião Catolicismo
(min.
Islamismo
Judaísmo

Governo Monarquia

Período Idade
histórico Média
 • 850 Rodrigo
torna-se 1º
Conde de
Castela
 • 931 Condado de
Castela
unificado pelo
conde Fernán
González
 • 1035 Castela torna-
se um reino
 • 1230 Suprime-se o
reino.

O Reino de Castela, foi um dos antigos


reinos da Península Ibérica formados
durante a Reconquista. Na qual,
começou por ser um condado do Reino
de Leão, até se tornar independente. Em
1230, Fernando III, o Santo recebeu da
sua mãe Berengária (em 1217) o reino de
Castela, e do seu pai Afonso IX o reino
de Leão, unificando-os num só reino de
Leão e Castela. Evoluirá para a Coroa de
Castela no século XIII.

História
Primórdios

Castela existiu enquanto condado de 850


a 931 e como reino de 931 a 1479. A
primeira referência ao nome "Castilla" é
encontrada num documento do ano 800:
"erguemos uma igreja em honra de São
Martinho, em Area Patriniano, no
território de Castilla". Na crónica de
Afonso III (Rei das Astúrias, século IX)
está escrito: As Vardulias são agora
chamadas Castilla. O condado de
Castela foi repovoado com habitantes de
origem cantábrica, asturiana, basca e
visigótica. Tinha o seu próprio dialecto e
leis. O primeiro conde de Castela foi
Rodrigo cerca de 860, sob Ordonho I das
Astúrias e Afonso III das Astúrias. Em
931 o território foi unificado pelo conde
Fernão Gonçalves, que tornou as terras
sujeitas a sucessão hereditária, e
independente do Reino de Leão.

Séculos XI e XII
Em 1028, Sancho III o Grande, rei de
Pamplona, casou com a irmã do conde
Garcia Sanches quem herdou o título de
condessa de Castela pelo falecimento de
seu irmão. Em 1035 deixou o condado
ao seu filho Fernando. Fernando I casou
com Sancha, irmã de Bermudo III de
Leão. Fernando I iniciou uma guerra com
Leão e, na batalha de Tamarón, contra
uma coligação de Castela e Navarra, foi
morto o rei de Leão, não tendo deixado
descendentes. O seu cunhado Fernando
tomou a coroa de Leão para si mesmo
usando os direitos da sua mulher.

Quando Fernando I morreu em 1065, o


seu testamento seguiu a tradição
navarra de dividir os reinos entre os seus
herdeiros: Para o primogénito, Sancho II,
o reino de Castela. Para Afonso VI, o
território que já era da sua mãe, o reino
de Leão. Para o terceiro, García, o reino
da Galiza. Para a sua filha Urraca, a
cidade de Zamora. Sancho II de Castela
aliou-se a Afonso VI de Leão e
conquistou a Galiza. Ainda não satisfeito
com Castela e metade da Galiza, Sancho
atacou o seu irmão e invadiu Leão com a
ajuda de El Cid. Urraca permitiu que a
maior parte do exército leonês se
refugiasse em Zamora. Sancho cercou a
cidade, mas o rei de Castela, segundo a
lenda, foi morto em 1072 por Bellido
Dolfos, um nobre galego. As tropas de
Castela retiraram então o cerco a
Zamora.

Como consequência, Afonso VI


recuperou o seu território original de
Leão, e tornou-se rei de Castela e Galiza.
Esta foi a segunda união entre Leão e
Castela sob um monarca único, embora
ambos os reinos permanecessem
separados. O juramento de El Cid a
Afonso VI em Santa Gadea, a respeito da
inocência do rei de Leão sobre o
assassinato do seu irmão, é
sobejamente conhecido.

Com Afonso VI dá-se uma aproximação


ao resto dos reinos europeus,
especialmente com o reino de França. As
filhas de Afonso VI, Urraca e Teresa
casam respectivamente com Raimundo
da Borgonha e Henrique de Borgonha.
No Conselho de Burgos, em 1080, o
tradicional rito moçárabe é substituído
pelo rito romano.
Série
História de Espanha
Espanha na Pré-História
Espanha pré-romana
Hispânia
Visigodos e Suevos
Domínio árabe e a Reconquista
A Reconquista e o Reino das Astúrias
Reinos de Leão, Castela, Aragão e Navarra
Dinastia de Borgonha
Dinastia de Trastâmara
Reis Católicos
Descobrimentos
Guerra da Sucessão Espanhola
Guerra Peninsular
Governo de Fernando VII
Guerras Carlistas
Revolução de 1868 e Sexênio Revolucionário
Dinastia de Saboia
Primeira República
Restauração Bourbon
Ditadura de Primo de Rivera
Segunda República Espanhola
Guerra Civil
Franquismo
Transição Espanhola

Com a morte de Afonso VI sucedeu-lhe a


filha Urraca. Urraca casou com Afonso I
de Aragão (foi o seu segundo
casamento), mas quando este foi
incapaz de unificar ambos os reinos,
repudiou Urraca em 1114, o que fez
aumentar a tensão entre ambos os
reinos. Urraca também teve problemas
com o seu filho (do primeiro casamento),
o rei da Galiza, para assegurar os seus
direitos. Quando Urraca morre, o filho
torna-se rei de Castela com o nome de
Afonso VII. Durante o seu reinado Afonso
VII conseguiu anexar partes dos reinos
vizinhos de Navarra e Aragão,
militarmente mais fracos, que lutaram
pela secessão após a morte de Afonso I
de Aragão. Afonso VII recusou os
direitos à reconquista da costa do Mar
Mediterrâneo para a nova união de
Aragão com o Condado de Barcelona
(casamento de Petronila de Aragão com
Raimundo Berengário IV).

O desenvolvimento das
cidades

Na rota do caminho de Santiago surgem


cidades (burgos) desde La Rioja ao Reino
da Galiza a partir do século XI. O
caminho de Santiago é de vital
importância para o desenvolvimento de
Burgos, a propósito da qual o geógrafo
árabe Muhammad Al-Idrisi escreve no
século XII: "Burgos é uma grande cidade,
atravessada por um rio e dividida em
bairros rodeados de muros. Um destes
bairros é habitado particularmente por
judeus. A cidade é forte e acondicionada
para a defesa. Há bazares, comércio e
muita gente e riquezas. Está situada
sobre a grande rota dos viajantes."
A sul do rio Douro, nas então conhecidas
terras Extremaduras, o nascimento de
cidades era um objectivo defensivo, mas
com a passagem dos tempos começou-
se a desenvolver também uma
actividade económica e comercial de
importância similar à das cidades a
norte do Douro.

Aparecem os burgueses, que são os


habitantes dos burgos (não confundir
com a acepção actual do termo
burguês), que se juntam aos clérigos e
aos nobres. Os burgueses dedicavam-se
principalmente ao comércio e produção
de objectos manufacturados e o seu
crescimento encontrava-se limitado aos
âmbitos económico e social pela
nobreza (principalmente dedicada à
terra). Também é de notar a chegada,
pela intransigência almorávida no al-
Andalus, de comunidades judaicas
durante os séculos XI e XII, que se
estabelecem principalmente como
artesãos, mercadores e agricultores.

Século XII: elo entre o


Cristianismo e o Islamismo

No século XII, a Europa assistiu a um


grande avanço no terreno intelectual
graças a Castela. Através do Islamismo,
recuperaram-se obras clássicas antes
esquecidas na Europa e foi posto em
contacto com a sabedoria dos cientistas
muçulmanos.

ia e depois 1580Governo: Monarcas,


Concelhos e Cortes == Tal como todos
os reinos medievais, o poder supremo
pela graça de Deus recaía sobre o rei. No
entanto, começaram a surgir
comunidades rurais e urbanas para
tomar decisões sobre os problemas da
vida quotidiana.

Estes Concelhos evoluíram para


Concelhos em que uma parte dos
vizinhos representaria o resto.
Conseguiriam igualmente, um maior
poder, tal como a eleição de magistrados
e oficiais, autarcas, arautos, notários, etc.
Face ao crescimento do poder dos
Concelhos, surgiu a necessidade de
comunicação entre os mesmos e o rei.
Em 1188, surgiram as cortes, no Reino
de Leão, o qual teria a sua
correspondente versão no Reino de
Castela, em 1250. Nas cortes medievais,
os habitantes das cidades eram um
grupo reduzido, conhecidos como
laboratores e não tinham faculdades
legislativas mas eram um ponto de união
entre o rei e o reino, algo no qual os
reinos de Leão e Castela foram
pioneiros.

Ver também
Região histórica de Castela
Coroa de Castela

Reinos cristãos da P enínsula Ibérica


Leão Castela Galiza Navarra Aragão
Astúrias Reis e Reis e Reis e Reis e Reis
Reis e Rainhas Rainhas Rainhas Rainhas Rainhas
Rainhas Portugal
Reis e Rainhas

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