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Aula 00

Legislação Específica p/ Polícia Civil/SP 2017 - Agente (Com videoaulas)

Professores: Marcos Girão, Paulo Guimarães

00000000000 - DEMO
LEGISLA‚ÌO ESPECêFICA Ð PC-SP (AGENTE)
Teoria e Quest›es
Aula 00 Ð Prof. Paulo Guimar‹es

AULA 00
DOS CRIMES PREVISTOS NA LEI N. 9.503/97 (CîDIGO DE
TRåNSITO BRASILEIRO).

Sum‡rio
Sum‡rio ................................................................................................. 1!
1 - Considera•›es Iniciais ......................................................................... 2!
2 Ð Crimes de Tr‰nsito (Lei n. 9.503/97) .................................................... 4!
2.2 Ð Normas Gerais de Circula•‹o e Conduta ........................................... 4!
2.3 Ð Condu•‹o de Ve’culos por Motoristas Profissionais ............................. 5!
2.4 Ð Ve’culos ...................................................................................... 5!
2.5 Ð Habilita•‹o .................................................................................. 6!
2.6 Ð Infra•›es ..................................................................................... 8!
2.7 Ð Crimes de Tr‰nsito........................................................................ 8!
2.8 Ð Crimes em EspŽcie ......................................................................12!
3 - Quest›es ..........................................................................................18!
3.1 - Quest›es sem Coment‡rios ...........................................................18!
3.2 Ð Gabarito .....................................................................................22!
3.3 - Quest›es Comentadas ..................................................................22!
4 - Resumo da Aula ................................................................................29!
5 - Considera•›es Finais ..........................................................................31!

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Teoria e Quest›es
Aula 00 Ð Prof. Paulo Guimar‹es

AULA 00 - DOS CRIMES PREVISTOS NA LEI N.


9.503/97 (CîDIGO DE TRåNSITO
BRASILEIRO).
1 - Considera•›es Iniciais
Ol‡, amigo concurseiro! J‡ temos not’cias de um novo concurso para a Pol’cia
Civil do Estado de S‹o Paulo! Se voc• est‡ aqui Ž porque est‡ preocupado em
preparar-se com anteced•ncia, e eu garanto que n‹o h‡ forma melhor de
preparar-se.
Meu nome Ž Paulo Guimar‹es, e estarei junto com voc• na sua jornada rumo ˆ
aprova•‹o. Vamos estudar em detalhes o conteœdo da Legisla•‹o Espec’fica.
Teremos quest›es comentadas e trataremos desses temas de forma exaustiva.
Antes de colocarmos a Òm‹o na massaÓ, permita-me uma pequena
apresenta•‹o. Nasci em Recife e sou graduado em Direito pela Universidade
Federal de Pernambuco, com especializa•‹o em Direito Constitucional. Minha
vida de concurseiro come•ou ainda antes da vida acad•mica, quando concorri e
fui aprovado para uma vaga no ColŽgio Militar do Recife, aos 10 anos de idade.
Em 2003, aos 17 anos, fui aprovado no concurso do Banco do Brasil, e cruzei os
dedos para n‹o ser convocado antes de fazer anivers‡rio. Tomei posse em 2004
e trabalhei como escritur‡rio, caixa executivo e assistente em diversas ‡reas do
BB, incluindo atendimento a governo e comŽrcio exterior. Fui tambŽm aprovado
no concurso da Caixa Econ™mica Federal em 2004, mas n‹o cheguei a tomar
posse.
Mais tarde, deixei o Banco do Brasil para tomar posse no cargo de tŽcnico do
Banco Central, e l‡ trabalhei no Departamento de Liquida•›es Extrajudiciais e
na Secretaria da Diretoria e do Conselho Monet‡rio Nacional.
Em 2012, tive o privilŽgio de ser aprovado no concurso para o cargo de Auditor
Federal de Finan•as e Controle da Controladoria-Geral da Uni‹o, em 2¡ lugar na
‡rea de Preven•‹o da Corrup•‹o e Ouvidoria. Atualmente, desempenho minhas
fun•›es na Ouvidoria-Geral da Uni‹o, que Ž um dos —rg‹os componentes da
CGU.
Minha experi•ncia prŽvia como professor em cursos preparat—rios engloba as
‡reas de Direito Constitucional e legisla•‹o espec’fica.
Ao longo do nosso curso estudaremos os dispositivos legais, as abordagens
doutrin‡rias e tambŽm a jurisprud•ncia dos tribunais superiores. Tentarei
deixar tudo muito claro, mas se ainda ficarem dœvidas n‹o deixe de me
procurar no nosso f—rum ou nas redes sociais, ok!?
Acredito que nossa matŽria seja uma daquelas que constituir‹o o verdadeiro
diferencial dos aprovados. Muitos candidatos deixam o estudo de legisla•‹o
espec’fica para a œltima hora, mas isso n‹o vai acontecer com voc•!

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Garanto que todos os meus esfor•os ser‹o concentrados na tarefa de obter a


SUA aprova•‹o. Esse comprometimento, tanto da minha parte quanto da sua,
resultar‡, sem dœvida, numa prepara•‹o consistente, que vai permitir que voc•
esteja pronto no dia da prova, e tenha motivos para comemorar quando o
resultado for publicado.
Muitas vezes, tomar posse em cargos como esses parece um sonho distante,
mas, acredite em mim, se voc• se esfor•ar ao m‡ximo, ser‡ apenas uma
quest‹o de tempo. E digo mais, quando voc• for aprovado, ficar‡ surpreso em
como foi mais r‡pido do que voc• imaginava.
Nosso cronograma nos permitir‡ cobrir todo o conteœdo de Legisla•‹o Penal atŽ
a prova, com as aulas em PDF sendo liberadas nas datas a seguir:

Dos crimes previstos na Lei n.¼ 9.503/97 (C—digo de


Aula 00 24/2
Tr‰nsito Brasileiro).

Lei Org‰nica da Pol’cia do Estado de S‹o Paulo (Lei


Complementar n.¼ 207 de 05/01/1979, Lei
Aula 01 6/3
Complementar n.¼ 922/02 e Lei Complementar n.¼
1.151/11) Ð Parte I

Lei Org‰nica da Pol’cia do Estado de S‹o Paulo (Lei


Complementar n.¼ 207 de 05/01/1979, Lei
Aula 02 16/3
Complementar n.¼ 922/02 e Lei Complementar n.¼
1.151/11) Ð Parte II

Lei Org‰nica da Pol’cia do Estado de S‹o Paulo (Lei


Complementar n.¼ 207 de 05/01/1979, Lei
Aula 03 26/3
Complementar n.¼ 922/02 e Lei Complementar n.¼
1.151/11) Ð Parte III

Lei Federal n.¼ 12.527 de 18.11.2011 (Lei de Acesso


Aula 04 ˆ Informa•‹o) e Decreto Estadual n.¼ 58.052 de 5/4
16.05.2012.

Encerrada a apresenta•‹o, vamos ˆ matŽria. Lembro a voc• que essa aula


demonstrativa serve para mostrar como o curso funcionar‡, mas isso n‹o quer
dizer que a matŽria explorada nas p‡ginas a seguir n‹o seja importante ou n‹o
fa•a parte do programa.
Analise o material com carinho, fa•a seus esquemas de memoriza•‹o e
prepare-se para a revis‹o final. Se voc• seguir esta f—rmula, o curso ser‡ o
suficiente para que voc• atinja um excelente resultado. Espero que voc• e
goste e opte por se preparar conosco.
Agora vamos ao que interessa. M‹os ˆ obra!

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2 Ð Crimes de Tr‰nsito (Lei n. 9.503/97)


O C—digo de Tr‰nsito Brasileiro confere atribui•›es a diversas autoridades e
—rg‹os ligados ao tr‰nsito, fornece diretrizes para a Engenharia de Tr‡fego e
estabelece normas de conduta, infra•›es e penalidades para os diversos
usu‡rios do Sistema Nacional de Tr‰nsito.
Uma das mais importantes finalidades do CTB Ž garantir condi•›es de
seguran•a para o tr‰nsito. O tr‰nsito seguro Ž considerado direito de todos e
dever dos —rg‹os e entidades componentes do Sistema Nacional de Tr‰nsito.
O CTB Ž uma lei extensa, contŽm 341 artigos, e a maior parte deles trata de
aspectos relacionados ˆ conduta dos motoristas. H‡ dispositivos que
determinam, por exemplo, que a condu•‹o dos ve’culos deve ser feita do lado
direito da pista, e que as ultrapassagens devem ser realizadas pelo lado
esquerdo. Existem normas ainda mais detalhadas, como as que estabelecem
regras para o uso da buzina, a proibi•‹o de freadas bruscas e a aproxima•‹o de
cruzamentos.
J‡ deu pra perceber que nem todas essas regras s‹o importantes para sua
prova, n‹o Ž mesmo? Vou oferecer a voc• um resumo do que considero mais
importante para conhecer a lei, mas a parte que realmente nos interessa, e que
Ž cobrada nos concursos da ‡rea policial (com exce•‹o da PRF, obviamente) s‹o
os aspectos criminais.
Ok ent‹o!? Vamos l‡!

2.2 Ð Normas Gerais de Circula•‹o e Conduta


Nesta parte n‹o h‡ muita coisa importante para sua prova. Quero chamar sua
aten•‹o apenas para algumas normas:
a)! Sempre que for necess‡ria a imobiliza•‹o tempor‡ria de um
ve’culo no leito vi‡rio, em situa•‹o de emerg•ncia, dever‡ ser
providenciada a imediata sinaliza•‹o de advert•ncia, na forma
estabelecida pelo CONTRAN;
b)! As crian•as com idade inferior a dez anos devem ser
transportadas nos bancos traseiros, salvo exce•›es
regulamentadas pelo CONTRAN;
c)! ƒ obrigat—rio o uso do cinto de seguran•a para condutor e
passageiros em todas as vias do territ—rio nacional, salvo em
situa•›es regulamentadas pelo CONTRAN.

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2.3 Ð Condu•‹o de Ve’culos por Motoristas


Profissionais
Por se tratar de novidade, talvez as normas deste cap’tulo possam aparecer em
prova. Honestamente acho isso improv‡vel, mas as bancas gostam das
novidades, n‹o Ž mesmo?
A novidade mais pol•mica de todas Ž a determina•‹o de que o motorista
profissional n‹o pode dirigir por mais do que 4 horas ininterruptas, devendo
haver intervalo m’nimo de 30 minutos a cada per’odo.
A cada per’odo de 24 horas, o condutor Ž obrigado a observar um intervalo
m’nimo de 11 horas de descanso.
A responsabilidade pelo controle e observ‰ncias desses limites e hor‡rios Ž o
pr—prio motorista condutor, que ficar‡ sujeito ˆs penalidades previstas no CTB
no caso de desobedi•ncia.

O motorista profissional n‹o pode dirigir por mais do que 4


horas ininterruptas, devendo haver intervalo m’nimo de 30
minutos a cada per’odo. A cada per’odo de 24 horas, o condutor
Ž obrigado a observar um intervalo m’nimo de 11 horas de descanso.

2.4 Ð Ve’culos
O CONTRAN tem a compet•ncia para estabelecer as caracter’sticas dos
ve’culos, suas especifica•›es b‡sicas, configura•‹o e condi•›es essenciais para
registro, licenciamento e circula•‹o. Por essa raz‹o, o CTB pro’be que o
propriet‡rio do ve’culo fa•a modifica•›es nos ve’culos em autoriza•‹o, devendo
manter as condi•›es de f‡brica.
AlŽm disso, o CTB estabelece normas relacionadas ˆ seguran•a dos ve’culos,
que devem ser complementadas por normas do CONTRAN.

Art. 105. S‹o equipamentos obrigat—rios dos ve’culos, entre outros a serem estabelecidos
pelo CONTRAN:
I - cinto de seguran•a, conforme regulamenta•‹o espec’fica do CONTRAN, com exce•‹o
dos ve’culos destinados ao transporte de passageiros em percursos em que seja permitido
viajar em pŽ;
II - para os ve’culos de transporte e de condu•‹o escolar, os de transporte de passageiros
com mais de dez lugares e os de carga com peso bruto total superior a quatro mil,
quinhentos e trinta e seis quilogramas, equipamento registrador instant‰neo inalter‡vel de
velocidade e tempo;
III - encosto de cabe•a, para todos os tipos de ve’culos automotores, segundo normas
estabelecidas pelo CONTRAN;
IV - (VETADO)

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V - dispositivo destinado ao controle de emiss‹o de gases poluentes e de ru’do, segundo


normas estabelecidas pelo CONTRAN.
VI - para as bicicletas, a campainha, sinaliza•‹o noturna dianteira, traseira, lateral e nos
pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.
VII - equipamento suplementar de reten•‹o - air bag frontal para o condutor e o
passageiro do banco dianteiro.

Aten•‹o ao inciso VII, que foi inclu’do no CTB apenas em 2009. A exig•ncia de
air bag ser‡ incorporada nos ve’culos 0km vendidos no Brasil a partir de 2014.
Estamos diante de uma novidade, e por isso, se algo for cobrado alŽm dos
aspectos criminais, este dispositivo Ž um forte candidato.

Quanto ˆ identifica•‹o do ve’culo, ser‡ realizada obrigatoriamente por meio


dos caracteres gravados no chassi ou no monobloco. A inscri•‹o deve ainda
ser reproduzida em outras partes do ve’culo, nos termos da regulamenta•‹o do
CONTRAN.
J‡ a identifica•‹o externa ser‡ feita por meio das placas dianteira e traseira,
devendo estar ser lacrada em sua estrutura, obedecidas as especifica•›es
determinadas pelo CONTRAN.

2.5 Ð Habilita•‹o

Art. 140. A habilita•‹o para conduzir ve’culo automotor e elŽtrico ser‡ apurada por meio
de exames que dever‹o ser realizados junto ao —rg‹o ou entidade executivos do Estado
ou do Distrito Federal, do domic’lio ou resid•ncia do candidato, ou na sede estadual ou
distrital do pr—prio —rg‹o, devendo o condutor preencher os seguintes requisitos:
I - ser penalmente imput‡vel;
II - saber ler e escrever;
III - possuir Carteira de Identidade ou equivalente.

Esses requisitos s‹o indispens‡veis para a habilita•‹o em qualquer categoria.


Entretanto, h‡ regras adicionais para as categorias C, D e E.
Para habilitar-se na categoria C, o condutor dever‡ estar habilitado no m’nimo
h‡ um ano na categoria B e n‹o ter cometido nenhuma infra•‹o grave ou
grav’ssima, ou ser reincidente em infra•›es mŽdias, durante os œltimos doze
meses.

Art. 145. Para habilitar-se nas categorias D e E ou para conduzir ve’culo de transporte
coletivo de passageiros, de escolares, de emerg•ncia ou de produto perigoso, o candidato
dever‡ preencher os seguintes requisitos:
I - ser maior de vinte e um anos;

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II - estar habilitado:
a) no m’nimo h‡ dois anos na categoria B, ou no m’nimo h‡ um ano na categoria C,
quando pretender habilitar-se na categoria D; e
b) no m’nimo h‡ um ano na categoria C, quando pretender habilitar-se na categoria E;
III - n‹o ter cometido nenhuma infra•‹o grave ou grav’ssima ou ser reincidente em
infra•›es mŽdias durante os œltimos doze meses;
IV - ser aprovado em curso especializado e em curso de treinamento de pr‡tica veicular
em situa•‹o de risco, nos termos da normatiza•‹o do CONTRAN.

Em 2015 foram inclu’dos no CTB os arts. 147-A e 148-A, que tratam


respectivamente da acessibilidade da comunica•‹o para os candidatos com
defici•ncia auditiva, e de exames toxicol—gicos necess‡rios ˆ renova•‹o de
habilita•‹o.

Art. 147-A. Ao candidato com defici•ncia auditiva Ž assegurada acessibilidade de


comunica•‹o, mediante emprego de tecnologias assistivas ou de ajudas tŽcnicas em todas
as etapas do processo de habilita•‹o.
¤ 1¼ O material did‡tico audiovisual utilizado em aulas te—ricas dos cursos que precedem
os exames previstos no art. 147 desta Lei deve ser acess’vel, por meio de subtitula•‹o
com legenda oculta associada ˆ tradu•‹o simult‰nea em Libras.
¤ 2¼ ƒ assegurado tambŽm ao candidato com defici•ncia auditiva requerer, no ato de sua
inscri•‹o, os servi•os de intŽrprete da Libras, para acompanhamento em aulas pr‡ticas e
te—ricas.
[...]
Art. 148-A. Os condutores das categorias C, D e E dever‹o submeter-se a exames
toxicol—gicos para a habilita•‹o e renova•‹o da Carteira Nacional de Habilita•‹o.
¤ 1¼ O exame de que trata este artigo buscar‡ aferir o consumo de subst‰ncias
psicoativas que, comprovadamente, comprometam a capacidade de dire•‹o e dever‡ ter
janela de detec•‹o m’nima de 90 (noventa) dias, nos termos das normas do Contran.
¤ 2¼ Os condutores das categorias C, D e E com Carteira Nacional de Habilita•‹o com
validade de 5 (cinco) anos dever‹o fazer o exame previsto no ¤ 1o no prazo de 2 (dois)
anos e 6 (seis) meses a contar da realiza•‹o do disposto no caput.
¤ 3¼ Os condutores das categorias C, D e E com Carteira Nacional de Habilita•‹o com
validade de 3 (tr•s) anos dever‹o fazer o exame previsto no ¤ 1o no prazo de 1 (um) ano
e 6 (seis) meses a contar da realiza•‹o do disposto no caput.
¤ 4¼ ƒ garantido o direito de contraprova e de recurso administrativo no caso de resultado
positivo para o exame de que trata o caput, nos termos das normas do Contran.
¤ 5¼ A reprova•‹o no exame previsto neste artigo ter‡ como consequ•ncia a suspens‹o
do direito de dirigir pelo per’odo de 3 (tr•s) meses, condicionado o levantamento da
suspens‹o ao resultado negativo em novo exame, e vedada a aplica•‹o de outras
penalidades, ainda que acess—rias.
¤ 6¼ O resultado do exame somente ser‡ divulgado para o interessado e n‹o poder‡ ser
utilizado para fins estranhos ao disposto neste artigo ou no ¤ 6o do art. 168 da
Consolida•‹o das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de
maio de 1943.

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¤ 7¼ O exame ser‡ realizado, em regime de livre concorr•ncia, pelos laborat—rios


credenciados pelo Departamento Nacional de Tr‰nsito - DENATRAN, nos termos das
normas do Contran, vedado aos entes pœblicos:
I - fixar pre•os para os exames;
II - limitar o nœmero de empresas ou o nœmero de locais em que a atividade pode ser
exercida; e
III - estabelecer regras de exclusividade territorial.
Art. 160. O condutor condenado por delito de tr‰nsito dever‡ ser submetido a novos
exames para que possa voltar a dirigir, de acordo com as normas estabelecidas pelo
CONTRAN, independentemente do reconhecimento da prescri•‹o, em face da pena
concretizada na senten•a.

O condenado por crime de tr‰nsito tem como consequ•ncia autom‡tica da


condena•‹o a obrigatoriedade de submeter-se a novos exames para que possa
voltar a dirigir.

2.6 Ð Infra•›es
O CTB contŽm um enorme cap’tulo que tipifica infra•›es de tr‰nsito. Se voc•
dirige no dia a dia, certamente tem uma boa ideia do que s‹o v‡rias infra•›es
que podem ser cometidas pelos condutores, e que geralmente importam na
imposi•‹o de san•‹o pecuni‡ria (multa).
O CTB, contudo, apenas tipifica as infra•›es, conferindo ˆs condutas as
grada•›es leve, grave ou grav’ssima. O valor das multas para as infra•›es, bem
como as demais medidas administrativas, s‹o objeto de resolu•›es do
CONTRAN.
Os arts. 162 a 255 do CTB se ocupam de tipificar infra•›es de tr‰nsito. Nos
diversos concursos policiais que pesquisei, n‹o encontrei nenhum que tivesse
cobrado o teor das infra•›es.

2.7 Ð Crimes de Tr‰nsito


Agora sim chegamos ˆ matŽria que realmente nos interessa! Esses crimes j‡
foram cobrados em diversos concursos anteriores, e recomendo que voc• d•
especial aten•‹o ao que estudaremos a partir de agora.

Art. 291. Aos crimes cometidos na dire•‹o de ve’culos automotores, previstos neste
C—digo, aplicam-se as normas gerais do C—digo Penal e do C—digo de Processo Penal, se
este Cap’tulo n‹o dispuser de modo diverso, bem como a Lei n¼ 9.099, de 26 de setembro
de 1995, no que couber.

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Aqui temos a primeira norma importante, que tambŽm j‡ foi cobrada em provas
anteriores. Aos crimes previstos no CTB s‹o aplic‡veis subsidiariamente as
normas do CP, do CPP e, o mais importante, da Lei n¡ 9.099/1995.
A Lei n¡ 9.099 trata dos juizados especiais, e regulamenta os procedimentos
aplic‡veis aos crimes de menor potencial ofensivo.

¤ 1o Aplica-se aos crimes de tr‰nsito de les‹o corporal culposa o disposto nos arts. 74,
76 e 88 da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, exceto se o agente estiver:
I - sob a influ•ncia de ‡lcool ou qualquer outra subst‰ncia psicoativa que determine
depend•ncia;
II - participando, em via pœblica, de corrida, disputa ou competi•‹o automobil’stica, de
exibi•‹o ou demonstra•‹o de per’cia em manobra de ve’culo automotor, n‹o
autorizada pela autoridade competente;
III - transitando em velocidade superior ˆ m‡xima permitida para a via em 50 km/h
(cinqŸenta quil™metros por hora).
¤ 2o Nas hip—teses previstas no ¤ 1o deste artigo, dever‡ ser instaurado inquŽrito policial
para a investiga•‹o da infra•‹o penal.

A aplica•‹o da Lei n¡ 9.099/1995 Ž restringida pelo pr—prio CTB nos casos


considerados mais graves. ƒ importante que voc• saiba que hip—teses s‹o
essas, pois podem tranquilamente aparecer na sua prova.
A reda•‹o anterior desse dispositivo (que vigorou atŽ 2008) determinava a
aplica•‹o da Lei n¡ 9.099/1995 tambŽm aos crimes de embriaguez ao volante e
participa•‹o em competi•‹o n‹o autorizada. Hoje, a pr—pria reda•‹o do ¤1¡
deixa bem clara a impossibilidade de aplica•‹o dos institutos despenalizadores
nessas situa•›es.

Em regra, os institutos da Lei n¡ 9.099/1995 s‹o aplic‡veis


aos crimes de tr‰nsito de les‹o corporal culposa, exceto
quando cometidos nas seguintes situa•›es:
a)! sob a influ•ncia de ‡lcool ou qualquer outra subst‰ncia psicoativa que
determine depend•ncia;
b)! participando, em via pœblica, de corrida, disputa ou competi•‹o
automobil’stica, de exibi•‹o ou demonstra•‹o de per’cia em manobra
de ve’culo automotor, n‹o autorizada pela autoridade competente; e
c)! transitando em velocidade superior ˆ m‡xima permitida para a via em
50 km/h.

Art. 292. A suspens‹o ou a proibi•‹o de se obter a permiss‹o ou a habilita•‹o


para dirigir ve’culo automotor pode ser imposta isolada ou cumulativamente com
outras penalidades.
Art. 293. A penalidade de suspens‹o ou de proibi•‹o de se obter a permiss‹o ou a
habilita•‹o, para dirigir ve’culo automotor, tem a dura•‹o de dois meses a cinco anos.

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Aten•‹o! N‹o estamos falando aqui da cassa•‹o da habilita•‹o, mas sim de


sua suspens‹o, ou da proibi•‹o de se obter habilita•‹o. Percebeu a
diferen•a sutil?
Voc• j‡ sabe que o condenado por delito de tr‰nsito somente pode voltar a
dirigir ap—s se submeter a novos exames. A suspens‹o e a proibi•‹o, por outro
lado, podem ser impostas isoladamente ou em conjunto com outras, e sua
dura•‹o j‡ Ž determinada pelo CTB: 2 meses a 5 anos. Caso o condenado seja
preso, o per’odo de suspens‹o ou proibi•‹o s— come•a a contar quando ele
deixar o estabelecimento prisional.
A partir do tr‰nsito em julgado da senten•a, o condenado ser‡ intimado a
entregar sua carteira de habilita•‹o ao juiz no prazo de 48h. A suspens‹o e a
proibi•‹o tambŽm podem ser aplicadas pelo Poder Judici‡rio na qualidade de
medida cautelar, durante as investiga•›es do crime.

Art. 297. A penalidade de multa reparat—ria consiste no pagamento, mediante dep—sito


judicial em favor da v’tima, ou seus sucessores, de quantia calculada com base no
disposto no ¤ 1¼ do art. 49 do C—digo Penal, sempre que houver preju’zo material
resultante do crime.

A multa reparat—ria nada mais Ž do que valor monet‡rio que deve ser pago
pelo criminoso ˆ v’tima quando houver preju’zo material decorrente da pr‡tica
do il’cito.
O posicionamento doutrin‡rio majorit‡rio d‡ conta de que esta multa n‹o Ž
pena, mas sim san•‹o civil, j‡ que se presta a reparar o preju’zo sofrido pela
v’tima, n‹o se revertendo para o Estado. Por essa raz‹o, o pr—prio CTB limita o
valor da multa, proibindo que seja superior ao preju’zo demonstrado no
processo. AlŽm disso, determina ainda o C—digo que, se houver repara•‹o civil
o valor da multa reparat—ria deve ser descontado.

Art. 298. S‹o circunst‰ncias que sempre agravam as penalidades dos crimes de tr‰nsito
ter o condutor do ve’culo cometido a infra•‹o:
I - com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave dano
patrimonial a terceiros;
II - utilizando o ve’culo sem placas, com placas falsas ou adulteradas;
III - sem possuir Permiss‹o para Dirigir ou Carteira de Habilita•‹o;
IV - com Permiss‹o para Dirigir ou Carteira de Habilita•‹o de categoria diferente da do
ve’culo;
V - quando a sua profiss‹o ou atividade exigir cuidados especiais com o transporte de
passageiros ou de carga;
VI - utilizando ve’culo em que tenham sido adulterados equipamentos ou caracter’sticas
que afetem a sua seguran•a ou o seu funcionamento de acordo com os limites de
velocidade prescritos nas especifica•›es do fabricante;
VII - sobre faixa de tr‰nsito tempor‡ria ou permanentemente destinada a pedestres.

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Essas circunst‰ncias agravantes s‹o genericamente aplic‡veis a todos os crimes


tipificados pelo CTB. Perceba que quase todas est‹o diretamente relacionadas
ˆs normas administrativas de tr‰nsito. Podemos dizer, portanto, que o
descumprimento dessas normas administrativas Ž capaz de agravar as penas
cominadas.
ƒ importante que voc• se esforce para memorizar essas hip—teses, pois elas
podem facilmente surgir na sua prova.

CRIMES DE TRåNSITO Ð CIRCUNSTåNCIAS AGRAVANTES

CIRCUNSTåNCIAS AGRAVANTES OBSERVA‚ÍES

Crime cometido com dano potencial para duas ou


mais pessoas ou com grande risco de grave dano
patrimonial a terceiros;

Utiliza•‹o de ve’culo sem placas, com placas falsas A aus•ncia da identifica•‹o externa
ou adulteradas; obrigat—ria torna muito dif’cil a
identifica•‹o do ve’culo e,
consequentemente, de seu
condutor.

Condutor sem Permiss‹o para Dirigir ou Carteira de A Permiss‹o para Dirigir nada mais
Habilita•‹o; Ž que a famosa CNH provis—ria.

Condutor com Permiss‹o para Dirigir ou Carteira de


Habilita•‹o de categoria diferente da do ve’culo;

Quando a profiss‹o ou atividade do condutor exigir ƒ o caso dos motoristas


cuidados especiais com o transporte de passageiros profissionais de cargas e de
ou de carga; passageiros. Esses motoristas
precisam ser registrados na
Ag•ncia Nacional de Transportes
Terrestres.

Quando equipamentos ou caracter’sticas que


afetem a seguran•a ou o funcionamento do ve’culo
tenham sido adulterados;

Quando o crime ocorrer sobre faixa de tr‰nsito


tempor‡ria ou permanentemente destinada a
pedestres

Art. 301. Ao condutor de ve’culo, nos casos de acidentes de tr‰nsito de que resulte
v’tima, n‹o se impor‡ a pris‹o em flagrante, nem se exigir‡ fian•a, se prestar pronto e
integral socorro ˆquela.

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O CTB encara a obriga•‹o de prestar socorro ˆ v’tima de acidente de tr‰nsito de


forma bastante sŽria, n‹o s— punindo severamente aquele que se omite nessa
obriga•‹o, mas tambŽm determinando que se deve dar uma espŽcie de Òvoto
de confian•aÓ ao condutor que n‹o se ausenta diante da situa•‹o cr’tica.
Esse benef’cio consiste na certeza de que, uma vez cumprida a obriga•‹o de
prestar socorro imediato e integral, n‹o ser‡ imposta ao condutor pris‹o em
flagrante e nem ser‡ exigido o pagamento de fian•a.

2.8 Ð Crimes em EspŽcie


A partir de agora estudaremos os tipos penais previstos pelo CTB. Como de
costume, tentarei fazer uma abordagem concisa, focando no que Ž importante
para sua prova. ==0==

Art. 302. Praticar homic’dio culposo na dire•‹o de ve’culo automotor:


Penas - deten•‹o, de dois a quatro anos, e suspens‹o ou proibi•‹o de se obter a
permiss‹o ou a habilita•‹o para dirigir ve’culo automotor.

A culpa pode ocorrer em qualquer de suas 3 modalidades: neglig•ncia,


imprud•ncia ou imper’cia. Ocorrendo algumas dessas circunst‰ncias e
havendo v’tima fatal no acidente, o condutor ser‡ acusado por homic’dio
culposo.
O STJ tem aceitado que o condutor seja denunciado por homic’dio doloso
quando o crime resultar da dire•‹o sob a influ•ncia de ‡lcool e em alta
velocidade.

¤ 1¼ No homic’dio culposo cometido na dire•‹o de ve’culo automotor, a pena Ž


aumentada de 1/3 (um ter•o) ˆ metade, se o agente:
I - n‹o possuir Permiss‹o para Dirigir ou Carteira de Habilita•‹o;
II - pratic‡-lo em faixa de pedestres ou na cal•ada;
III - deixar de prestar socorro, quando poss’vel faz•-lo sem risco pessoal, ˆ v’tima do
acidente;
IV - no exerc’cio de sua profiss‹o ou atividade, estiver conduzindo ve’culo de transporte
de passageiros.

O aumento de pena em raz‹o da omiss‹o de socorro Ž aplic‡vel somente


quando o crime for o homic’dio culposo. Em outras situa•›es haver‡ o crime
tipificado no art. 304. AlŽm disso, a presta•‹o de socorro tem que ser poss’vel
sem risco pessoal para o condutor. Se houver amea•a de linchamento, por
exemplo, ou se o condutor tambŽm tiver sido ferido no acidente, o dispositivo
n‹o ser‡ aplic‡vel.

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O aumento de pena em raz‹o da condu•‹o profissional de ve’culo de


transporte de passageiros ser‡ aplicado mesmo que o ve’culo esteja vazio, e
mesmo quando esteja no trajeto atŽ o p‡tio da empresa no fim da jornada.

ATEN‚ÌO! O ¤2¼ do art. 302 foi inclu’do no CTB apenas em 2014.

¤ 2o Se o agente conduz ve’culo automotor com capacidade psicomotora alterada em


raz‹o da influ•ncia de ‡lcool ou de outra subst‰ncia psicoativa que determine
depend•ncia ou participa, em via, de corrida, disputa ou competi•‹o automobil’stica ou
ainda de exibi•‹o ou demonstra•‹o de per’cia em manobra de ve’culo automotor, n‹o
autorizada pela autoridade competente:
Penas - reclus‹o, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e suspens‹o ou proibi•‹o de se obter a
permiss‹o ou a habilita•‹o para dirigir ve’culo automotor.

Preste muita aten•‹o a este dispositivo, pois por se tratar de uma altera•‹o
recente ele pode aparecer na sua prova. Sua aplica•‹o permite que a pena seja
mais grave caso o homic’dio seja praticado enquanto o agente dirigia sob a
influ•ncia de ‡lcool ou outras drogas.

Um outro julgado interessante do STJ Ž o que diz respeito ˆ possibilidade de


aplica•‹o do perd‹o judicial no caso de homic’dio culposo na dire•‹o de ve’culo
automotor. A decis‹o foi no sentido de que o perd‹o judicial n‹o pode ser
concedido se o agente criminoso n‹o tinha v’nculo afetivo com a v’tima e nem
sofreu sequelas grav’ssimas e permanentes.

DIREITO PENAL. APLICABILIDADE DO PERDÌO JUDICIAL NO CASO DE


HOMICêDIO CULPOSO NA DIRE‚ÌO DE VEêCULO AUTOMOTOR.
O perd‹o judicial n‹o pode ser concedido ao agente de homic’dio culposo na dire•‹o de
ve’culo automotor (art. 302 do CTB) que, embora atingido moralmente de forma grave
pelas consequ•ncias do acidente, n‹o tinha v’nculo afetivo com a v’tima nem sofreu
sequelas f’sicas grav’ssimas e permanentes. Conquanto o perd‹o judicial possa ser
aplicado nos casos em que o agente de homic’dio culposo sofra sequelas f’sicas
grav’ssimas e permanentes, a doutrina, quando se volta para o sofrimento psicol—gico do
agente, enxerga no ¤ 5¼ do art. 121 do CP a exig•ncia de um la•o prŽvio entre os
envolvidos para reconhecer como Òt‹o graveÓ a forma como as consequ•ncias da infra•‹o
atingiram o agente. A interpreta•‹o dada, na maior parte das vezes, Ž no sentido de que
s— sofre intensamente o rŽu que, de forma culposa, matou alguŽm conhecido e com quem
mantinha la•os afetivos. O exemplo mais comumente lan•ado Ž o caso de um pai que
mata culposamente o filho. Essa interpreta•‹o desdobra-se em um norte que ampara o
julgador. Entender pela desnecessidade do v’nculo seria abrir uma fenda na lei, n‹o
desejada pelo legislador. Isso porque, alŽm de ser de dif’cil aferi•‹o o Òt‹o graveÓ
sofrimento, o argumento da desnecessidade do v’nculo serviria para todo e qualquer caso
de delito de tr‰nsito com v’tima fatal. Isso n‹o significa dizer o que a lei n‹o disse, mas
apenas conferir-lhe interpreta•‹o mais razo‡vel e humana, sem perder de vista o
desgaste emocional que possa sofrer o acusado dessa espŽcie de delito, mesmo que n‹o
conhecendo a v’tima. A solidariza•‹o com o choque psicol—gico do agente n‹o pode
conduzir a uma eventual banaliza•‹o do instituto do perd‹o judicial, o que seria no

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m’nimo temer‡rio no atual cen‡rio de viol•ncia no tr‰nsito, que tanto se tenta combater.
Como conclus‹o, conforme entendimento doutrin‡rio, a desnecessidade da pena que
esteia o perd‹o judicial deve, a partir da nova —tica penal e constitucional, referir-se ˆ
comunica•‹o para a comunidade de que o intenso e perene sofrimento do infrator n‹o
justifica o refor•o de vig•ncia da norma por meio da san•‹o penal. REsp 1.455.178-DF,
Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 5/6/2014.

Art. 303. Praticar les‹o corporal culposa na dire•‹o de ve’culo automotor:


Penas - deten•‹o, de seis meses a dois anos e suspens‹o ou proibi•‹o de se obter a
permiss‹o ou a habilita•‹o para dirigir ve’culo automotor.
Par‡grafo œnico. Aumenta-se a pena de um ter•o ˆ metade, se ocorrer qualquer das
hip—teses do ¤ 1o do art. 302.

No C—digo Penal, a les‹o corporal Ž definida como a ofensa ˆ integridade


corpora ou ˆ saœde de outra pessoa. O CP distingue a les‹o corporal da les‹o
corporal de natureza grave e da les‹o corporal seguida de morte, penalizando
cada uma de forma diferente. O CTB trata apenas da les‹o corporal culposa,
n‹o fazendo qualquer distin•‹o.

Art. 304. Deixar o condutor do ve’culo, na ocasi‹o do acidente, de prestar imediato


socorro ˆ v’tima, ou, n‹o podendo faz•-lo diretamente, por justa causa, deixar de
solicitar aux’lio da autoridade pœblica:
Penas - deten•‹o, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato n‹o constituir elemento
de crime mais grave.
Par‡grafo œnico. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do ve’culo, ainda
que a sua omiss‹o seja suprida por terceiros ou que se trate de v’tima com morte
instant‰nea ou com ferimentos leves.

Neste crime a v’tima do acidente Ž considerada sujeito passivo. O sujeito ativo


(condutor), por outro lado, deve agir dolosamente para que o crime esteja
configurado.
Se na ocasi‹o outra pessoa que presenciar o fato deixar de prestar socorro,
incorrer‡ no crime previsto no art. 135 do C—digo Penal, pun’vel com deten•‹o
de 1 a 6 meses ou multa.

Art. 305. Afastar-se o condutor do ve’culo do local do acidente, para fugir ˆ


responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribu’da:
Penas - deten•‹o, de seis meses a um ano, ou multa.

Somente o condutor que se envolve ao menos culposamente no acidente


responde pelo crime. N‹o h‡ crime quando alguŽm se afasta da situa•‹o para a
qual n‹o contribuiu de forma alguma. Neste caso, se o agente se afasta sem
prestar socorro ˆ v’tima, incorrer‡ no crime do art. 304.

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Quem estimula ou auxilia na fuga do agente tambŽm comete o crime na


condi•‹o de part’cipe.

Art. 306. Conduzir ve’culo automotor com capacidade psicomotora alterada em raz‹o da
influ•ncia de ‡lcool ou de outra subst‰ncia psicoativa que determine depend•ncia:
Penas - deten•‹o, de seis meses a tr•s anos, multa e suspens‹o ou proibi•‹o de se obter
a permiss‹o ou a habilita•‹o para dirigir ve’culo automotor.

ATEN‚ÌO! Este tipo penal foi alterado em 2012. Voc• deve lembrar de toda a
repercuss‹o relacionada ˆ Òtoler‰ncia zeroÓ, n‹o Ž mesmo? Na reda•‹o anterior,
o CTB exigia que a influ•ncia do ‡lcool ou outra subst‰ncia psicoativa fosse
comprovada por meio de exame.
Hoje, entretanto, Ž poss’vel constatar a conduta por exame ou por sinais que
indiquem, na forma disciplinada pelo CONTRAN, altera•‹o na capacidade
psicomotora. A prova desses sinais pode se dar por meio de teste de alcoolemia
ou toxicol—gico, exame cl’nico, per’cia, v’deo, prova testemunhal ou outros
meios de prova em direito admitidos, observado o direito do condutor ˆ
produ•‹o de contraprova.

Hoje, a produ•‹o da prova de condu•‹o de ve’culo automotor


com capacidade psicomotora alterada em raz‹o da influ•ncia
de ‡lcool ou de outra subst‰ncia psicoativa que
determine depend•ncia entretanto pode se dar por meio de teste de alcoolemia
ou toxicol—gico, exame cl’nico, per’cia, v’deo, prova testemunhal ou outros
meios de prova em direito admitidos, observado o direito do condutor ˆ
produ•‹o de contraprova.

Art. 307. Violar a suspens‹o ou a proibi•‹o de se obter a permiss‹o ou a habilita•‹o


para dirigir ve’culo automotor imposta com fundamento neste C—digo:
Penas - deten•‹o, de seis meses a um ano e multa, com nova imposi•‹o adicional de
id•ntico prazo de suspens‹o ou de proibi•‹o.
Par‡grafo œnico. Nas mesmas penas incorre o condenado que deixa de entregar, no
prazo estabelecido no ¤ 1¼ do art. 293, a Permiss‹o para Dirigir ou a Carteira de
Habilita•‹o.

Lembre-se de que a penalidade de suspens‹o judicial da permiss‹o ou


habilita•‹o ou de proibi•‹o da sua obten•‹o Ž aplic‡vel quando o agente Ž
definitivamente condenado por crime de tr‰nsito. Quando isso ocorrer, caber‡ ˆ
autoridade judicial comunicar o fato ao CONTRAN e ao —rg‹o de tr‰nsito do
estado onde reside o rŽu.

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Art. 308. Participar, na dire•‹o de ve’culo automotor, em via pœblica, de corrida,


disputa ou competi•‹o automobil’stica n‹o autorizada pela autoridade competente,
gerando situa•‹o de risco ˆ incolumidade pœblica ou privada:
Penas - deten•‹o, de 6 (seis) meses a 3 (tr•s) anos, multa e suspens‹o ou proibi•‹o de
se obter a permiss‹o ou a habilita•‹o para dirigir ve’culo automotor.

Essas disputas s‹o normalmente conhecidas como ÒrachaÓ (disputa de


velocidade por determinado percurso). A tomada de tempo entre ve’culos,
ainda que realizada individualmente, bem como a disputa de acrobacias com
ve’culos, tambŽm s‹o pun’veis.
Os expectadores das competi•›es e os passageiros tambŽm ser‹o
responsabilizados na condi•‹o de part’cipes.
Observe que o CTB agora traz tambŽm circunst‰ncias qualificadoras.

¤ 1o Se da pr‡tica do crime previsto no caput resultar les‹o corporal de natureza grave, e


as circunst‰ncias demonstrarem que o agente n‹o quis o resultado nem assumiu o risco
de produzi-lo, a pena privativa de liberdade Ž de reclus‹o, de 3 (tr•s) a 6 (seis) anos, sem
preju’zo das outras penas previstas neste artigo.
¤ 2o Se da pr‡tica do crime previsto no caput resultar morte, e as circunst‰ncias
demonstrarem que o agente n‹o quis o resultado nem assumiu o risco de produzi-lo, a
pena privativa de liberdade Ž de reclus‹o de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, sem preju’zo das
outras penas previstas neste artigo.

Art. 309. Dirigir ve’culo automotor, em via pœblica, sem a devida Permiss‹o para
Dirigir ou Habilita•‹o ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de dano:
Penas - deten•‹o, de seis meses a um ano, ou multa.

O art. 32 da Lei das Contraven•›es Penais (Òfalta de habilita•‹o para dirigir


ve’culoÓ) foi derrogado pelo art. 309 do CTB, j‡ que a conduta agora configura
crime. O STF j‡ cristalizou esse entendimento por meio da Sœmula n¡ 720.

SòMULA N¡ 720 DO STF


C—digo de Tr‰nsito Brasileiro - Perigo de Dano - Derroga•‹o - Contraven•›es
Penais - Dire•‹o Sem Habilita•‹o em Vias Terrestres
O art. 309 do C—digo de Tr‰nsito Brasileiro, que reclama decorra do fato perigo de dano,
derrogou o art. 32 da Lei das Contraven•›es Penais no tocante ˆ dire•‹o sem habilita•‹o
em vias terrestres.

O condutor que est‡ com a sua CNH vencida somente pratica crime se j‡
tiverem decorrido mais de 30 dias desde o vencimento.
O condutor que Ž habilitado mas n‹o est‡ portando sua CNH comete apenas
infra•‹o administrativa, n‹o havendo que se falar em crime.

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O crime pode ser exclu’do em raz‹o de estado de necessidade quando o agente,


por exemplo, conduz ve’culo automotor sem habilita•‹o para socorrer pessoa
acidentada ou adoentada que necessite de socorro urgente.

Art. 310. Permitir, confiar ou entregar a dire•‹o de ve’culo automotor a pessoa n‹o
habilitada, com habilita•‹o cassada ou com o direito de dirigir suspenso, ou, ainda, a
quem, por seu estado de saœde, f’sica ou mental, ou por embriaguez, n‹o esteja em
condi•›es de conduzi-lo com seguran•a:
Penas - deten•‹o, de seis meses a um ano, ou multa.

Este crime somente se consuma quando o agente entrega o ve’culo ˆ pessoa


n‹o habilitada, e esta o p›e em movimento. O crime Ž cometido, por exemplo,
pelo pai que autoriza o filho n‹o habilitado a conduzir seu ve’culo, ou que,
sabendo que o filho pretende sair com o ve’culo, nada faz para impedi-lo.
O STJ tradicionalmente entendia que para que se configurasse este crime, era
necess‡rio demonstrar que houve perigo concreto de dano decorrente da
conduta criminosa (veja, por exemplo, o HC 118.310-RS). Por outro lado, em
um julgado de 2015 o STJ adotou o posicionamento contr‡rio, definindo o crime
de entrega de dire•‹o de ve’culo automotor a pessoa n‹o habilitada como crime
de perigo abstrato.

DIREITO PENAL. CARACTERIZA‚ÌO DO CRIME DE ENTREGA DE DIRE‚ÌO DE


VEêCULO AUTOMOTOR A PESSOA NÌO HABILITADA. RECURSO REPETITIVO (ART.
543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). TEMA 901.
ƒ de perigo abstrato o crime previsto no art. 310 do C—digo de Tr‰nsito Brasileiro.
Assim, n‹o Ž exig’vel, para o aperfei•oamento do crime, a ocorr•ncia de les‹o ou de
perigo de dano concreto na conduta de quem permite, confia ou entrega a dire•‹o de
ve’culo automotor a pessoa n‹o habilitada, com habilita•‹o cassada ou com o direito de
dirigir suspenso, ou ainda a quem, por seu estado de saœde, f’sica ou mental, ou por
embriaguez, n‹o esteja em condi•›es de conduzi-lo com seguran•a. REsp 1.485.830-
MG, Rel. Min. Sebasti‹o Reis Jœnior, Rel. para ac—rd‹o Min. Rogerio Schietti Cruz, Terceira
Se•‹o, julgado em 11/3/2015, DJe 29/5/2015.

Art. 311. Trafegar em velocidade incompat’vel com a seguran•a nas proximidades de


escolas, hospitais, esta•›es de embarque e desembarque de passageiros, logradouros
estreitos, ou onde haja grande movimenta•‹o ou concentra•‹o de pessoas, gerando
perigo de dano:
Penas - deten•‹o, de seis meses a um ano, ou multa.

Este crime apenas se consuma quando h‡ concentra•‹o de pessoas pr—xima ao


local onde o condutor dirige em alta velocidade. A prova do fato, entretanto,
pode ser produzida por meio de testemunhas.
Se, em raz‹o da alta velocidade, o condutor provocar acidente com v’tima fatal,
este crime ser‡ absorvido pelo de homic’dio culposo ou doloso.

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Art. 312. Inovar artificiosamente, em caso de acidente automobil’stico com v’tima, na


pend•ncia do respectivo procedimento policial preparat—rio, inquŽrito policial ou processo
penal, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, a fim de induzir a erro o agente policial, o
perito, ou juiz:
Penas - deten•‹o, de seis meses a um ano, ou multa.
Par‡grafo œnico. Aplica-se o disposto neste artigo, ainda que n‹o iniciados, quando da
inova•‹o, o procedimento preparat—rio, o inquŽrito ou o processo aos quais se refere.

Est‹o abrangidas por este tipo penal as seguintes condutas: apagar marcas de
derrapagem, retirar placas de sinaliza•‹o, alterar o local dos ve’culos envolvidos
no acidente, limpar estilha•os do ch‹o, alterar o local do corpo da v’tima, etc.

3 - Quest›es
3.1 - Quest›es sem Coment‡rios
QUESTÌO 1. PC-CE Ð Inspetor de Pol’cia Ð 2015 Ð VUNESP.
Sobre o C—digo de Tr‰nsito Brasileiro, est‡ correto afirmar que
a) a puni•‹o da conduta de participa•‹o em racha (artigo 308), est‡
condicionada ˆ ocorr•ncia de acidente.
b) o agente que deixa de prestar socorro ˆ v’tima em acidente de tr‰nsito
fica isento de pena, quando essa omiss‹o for suprida por terceiros.
c) a conduta de violar ordem de suspens‹o para dirigir ve’culo automotor Ž
punida, administrativamente, com nova suspens‹o.
d) o crime do artigo 311 exige perigo de dano para a conduta de trafegar
em velocidade incompat’vel com a seguran•a nas proximidades de escolas.
e) a conduta de entregar a dire•‹o de ve’culo automotor ˆ pessoa n‹o
habilitada Ž punida, administrativamente, com suspens‹o do direito de
dirigir pelo prazo previsto em lei.

QUESTÌO 2. PC-RO Ð Delegado de Pol’cia Ð 2014 Ð Funcab.


Fabiano entregou a dire•‹o de seu ve’culo a Maria, penalmente imput‡vel,
mesmo sabendo que ela n‹o possui Carteira Nacional de Habilita•‹o. J‡
Maria, ao conduzir o ve’culo em via pœblica, gerou perigo de dano. Nessa
situa•‹o hipotŽtica, os dois cometeram crime de tr‰nsito com deten•‹o de:
a) 1 ano a 2 anos e multa.
b) 6 meses a 1 ano e multa.
c) 6 meses a 1 ano ou multa.
d) 6 meses a 2 anos e multa.

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e) 6 meses a 2 anos ou multa.

QUESTÌO 3. PC-RO Ð Delegado de Pol’cia Ð 2014 Ð Funcab.


No homic’dio culposo cometido na dire•‹o de ve’culo automotor, a pena Ž
aumentada de um ter•o ˆ metade, se o agente estiver:
a) na dire•‹o de ve’culo de transporte coletivo de passageiros, quando em
servi•o.
b) com a Carteira Nacional de Habilita•‹o incompat’vel com a da categoria
do ve’culo.
c) conduzindo ve’culo com placas falsas.
d) com a Carteira Nacional de Habilita•‹o suspensa.
e) utilizando ve’culo em que tenha sido adulterado equipamento que afete
a sua seguran•a. 0

QUESTÌO 4. TRF 5a Regi‹o Ð Juiz Federal Ð 2013 Ð Cespe


(adaptada).
Em caso de crime de tr‰nsito com pena privativa de liberdade em regime
fechado, a penalidade de suspens‹o da habilita•‹o para conduzir ve’culo
automotor inicia-se na data do tr‰nsito em julgado da condena•‹o criminal.

QUESTÌO 5. TRF 5a Regi‹o Ð Juiz Federal Ð 2013 Ð Cespe


(adaptada).
De acordo com o entendimento jurisprudencial, aquele que, sem possuir
habilita•‹o ou permiss‹o para dirigir, ao dirigir colida com ve’culo
conduzido por terceiro, sem causar les‹o corporal ˆ v’tima, n‹o responde
por crime, mas apenas por infra•‹o administrativa.

QUESTÌO 6. PC-SP Ð Agente de Pol’cia Ð 2013 Ð VUNESP.


Ao condutor de ve’culo, nos casos de acidentes de tr‰nsito de que resulte
v’tima, n‹o se impor‡ a pris‹o em flagrante, nem se exigir‡ fian•a, se
a) tentou a todo custo evitar o acidente.
b) confessou a autoria ˆ autoridade policial.
c) n‹o teve a inten•‹o de causar o acidente.
d) prestou pronto e integral socorro ˆ v’tima.
e) evadiu-se do local do acidente para descaracterizar o flagrante.

QUESTÌO 7. PC-SP Ð Investigador de Pol’cia Ð 2013 Ð


VUNESP (adaptada).
Com rela•‹o aos crimes em espŽcie previstos no C—digo de Tr‰nsito
Brasileiro, Ž correto afirmar que

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a) n‹o ser‡ considerado crime a mera conduta de afastar-se o condutor do


ve’culo do local do acidente, para fugir ˆ responsabilidade civil que lhe
possa ser atribu’da.
b) no homic’dio culposo cometido na dire•‹o de ve’culo automotor, a pena
Ž aumentada se o agente, no exerc’cio de sua profiss‹o ou atividade,
estiver conduzindo ve’culo de transporte de passageiros.
c) ser‡ considerado crime participar, na dire•‹o de ve’culo automotor, em
via pœblica, de corrida, disputa ou competi•‹o automobil’stica n‹o
autorizada pela autoridade competente, mesmo que n‹o gere situa•‹o de
risco ˆ incolumidade pœblica ou privada.
d) Ž crime conduzir ve’culo automotor, na via pœblica, estando com
concentra•‹o de ‡lcool por litro de sangue igual ou superior a 2 (dois)
decigramas, ou sob a influ•ncia de qualquer outra subst‰ncia psicoativa
que determine depend•ncia.
e) o juiz deixar‡ de aplicar a pena no crime de omiss‹o de socorro se
restar provado que a omiss‹o foi suprida por terceiros ou que se tratou de
v’tima com morte instant‰nea ou com ferimentos leves.

QUESTÌO 8. PC-AL Ð Escriv‹o de Pol’cia Ð 2012 Ð Cespe.


Constitui infra•‹o penal o simples fato de trafegar em velocidade
incompat’vel com a seguran•a nas proximidade de escola, hospitais e
esta•›es de embarque e desembarque de passageiros, em qualquer dia ou
hor‡rio.

QUESTÌO 9. PC-AL Ð Escriv‹o de Pol’cia Ð 2012 Ð Cespe.


A simples fuga do condutor do ve’culo do local do acidente, com vistas a se
esquivar da responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribu’da, Ž
considerada infra•‹o penal.

QUESTÌO 10. PC-AL Ð Escriv‹o de Pol’cia Ð 2012 Ð Cespe.


Em se tratando dos crimes de homic’dio culposo ou de les›es corporais
culposas praticados sobre faixa de tr‰nsito tempor‡ria ou permanente
destinada ˆ travessia de pedestres, incide na aplica•‹o da pena, tanto a
agravante como a causa de aumento de pena.

QUESTÌO 11. TJ-AC Ð TŽcnico Judici‡rio Ð 2012 Ð Cespe.


Considere que Paulo tenha sido condenado, pela pr‡tica de homic’dio
culposo na dire•‹o de ve’culo automotor, ˆ pena privativa de liberdade de
quatro anos de deten•‹o e ˆ suspens‹o da habilita•‹o para dirigir por igual
per’odo. Nessa situa•‹o, Paulo poder‡ cumprir, ao mesmo tempo, as duas
penas, ou seja, a privativa de liberdade em estabelecimento prisional e a
restritiva de direito consistente na suspens‹o do direito de dirigir.

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QUESTÌO 12. TJ-AC Ð Juiz de Direito Ð 2012 Ð Cespe


(adaptada).
Conforme previs‹o do C—digo de Tr‰nsito Brasileiro, Ž facultativa, nos
casos de reincid•ncia, a aplica•‹o da penalidade de suspens‹o da
permiss‹o ou habilita•‹o para conduzir ve’culo automotor.

QUESTÌO 13. TJ-RO Ð Analista Ð 2012 Ð Cespe (adaptada).


O crime de participa•‹o em competi•‹o n‹o autorizada previsto na Lei de
Tr‰nsito exige, para a sua configura•‹o, que a conduta dos participantes
ocorra em via pœblica.

QUESTÌO 14. PRF Ð Agente Ð 2004 Ð Cespe.


Uma das preocupa•›es do policial rodovi‡rio federal ao chegar a um local
de acidente de tr‰nsito com v’tima Ž preservar o local para que se realize a
per’cia, a fim de identificar e responsabilizar o(s) verdadeiro(s) culpado(s)
pelo acidente. Com rela•‹o ˆ preserva•‹o do local de um acidente de
tr‰nsito, julgue os itens seguintes.
Constitui crime modificar o estado do lugar, das coisas ou das pessoas para
eximir de responsabilidade o verdadeiro culpado do acidente.

QUESTÌO 15. PRF Ð Agente Ð 2004 Ð Cespe.


O CTB, em seu art. 311, censura a conduta de trafegar em velocidade
incompat’vel com a seguran•a nos locais considerados pelo legislador como
perigosos, elegendo essa conduta como criminosa e impondo-lhe a pena de
deten•‹o de 6 meses a 1 ano ou multa. Acerca desse assunto, julgue os
itens que se seguem.

Para a consuma•‹o do delito tipificado no referido artigo, Ž necess‡rio que


ocorra dano, ou seja, as pessoas sejam lesionadas ou mortas em virtude
da velocidade incompat’vel.

16. PRF Ð Agente Ð 2004 Ð Cespe.


O CTB, em seu art. 311, censura a conduta de trafegar em velocidade
incompat’vel com a seguran•a nos locais considerados pelo legislador como
perigosos, elegendo essa conduta como criminosa e impondo-lhe a pena de
deten•‹o de 6 meses a 1 ano ou multa. Acerca desse assunto, julgue os
itens que se seguem.

A prova da velocidade incompat’vel pode ser feita por testemunhas, n‹o se


exigindo a prova de radares ou equivalentes.

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3.2 Ð Gabarito
1. D 9. C

2. C 10. E

3. A 11. E

4. E 12. E

5. E 13. C

6. D 14. C

7. B 15. E

8. E 16. C

3.3 - Quest›es Comentadas


QUESTÌO 1. PC-CE Ð Inspetor de Pol’cia Ð 2015 Ð VUNESP.
Sobre o C—digo de Tr‰nsito Brasileiro, est‡ correto afirmar que
a) a puni•‹o da conduta de participa•‹o em racha (artigo 308), est‡
condicionada ˆ ocorr•ncia de acidente.
b) o agente que deixa de prestar socorro ˆ v’tima em acidente de tr‰nsito
fica isento de pena, quando essa omiss‹o for suprida por terceiros.
c) a conduta de violar ordem de suspens‹o para dirigir ve’culo automotor Ž
punida, administrativamente, com nova suspens‹o.
d) o crime do artigo 311 exige perigo de dano para a conduta de trafegar
em velocidade incompat’vel com a seguran•a nas proximidades de escolas.
e) a conduta de entregar a dire•‹o de ve’culo automotor ˆ pessoa n‹o
habilitada Ž punida, administrativamente, com suspens‹o do direito de
dirigir pelo prazo previsto em lei.
Coment‡rios:
A alternativa A est‡ incorreta porque a conduta t’pica Ž participa•‹o em corrida,
disputa ou competi•‹o automobil’stica n‹o autorizada em via pœblica. Isso
independe da ocorr•ncia de acidente. A alternativa B est‡ incorreta porque o
par‡grafo œnico do art. 304 determina justamente o contr‡rio: mesmo que sua
omiss‹o seja suprida por terceiros, o crime persiste. As alternativas C e E est‹o
incorretas porque essas condutas s‹o consideradas criminosas (arts. 307 e 310)
e n‹o apenas infra•›es administrativas.

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GABARITO: D

QUESTÌO 2. PC-RO Ð Delegado de Pol’cia Ð 2014 Ð Funcab.


Fabiano entregou a dire•‹o de seu ve’culo a Maria, penalmente imput‡vel,
mesmo sabendo que ela n‹o possui Carteira Nacional de Habilita•‹o. J‡
Maria, ao conduzir o ve’culo em via pœblica, gerou perigo de dano. Nessa
situa•‹o hipotŽtica, os dois cometeram crime de tr‰nsito com deten•‹o de:
a) 1 ano a 2 anos e multa.
b) 6 meses a 1 ano e multa.
c) 6 meses a 1 ano ou multa.
d) 6 meses a 2 anos e multa.
e) 6 meses a 2 anos ou multa.
Coment‡rios:
Para responder corretamente a essa quest‹o voc• precisa saber quais s‹o as
penas cominadas pelo art. 310 do CTB. Sinceramente acho esse tipo de quest‹o
muito limitante, mas de vez em quando aparece algo assim...
GABARITO: C

QUESTÌO 3. PC-RO Ð Delegado de Pol’cia Ð 2014 Ð Funcab.


No homic’dio culposo cometido na dire•‹o de ve’culo automotor, a pena Ž
aumentada de um ter•o ˆ metade, se o agente estiver:
a) na dire•‹o de ve’culo de transporte coletivo de passageiros, quando em
servi•o.
b) com a Carteira Nacional de Habilita•‹o incompat’vel com a da categoria
do ve’culo.
c) conduzindo ve’culo com placas falsas.
d) com a Carteira Nacional de Habilita•‹o suspensa.
e) utilizando ve’culo em que tenha sido adulterado equipamento que afete
a sua seguran•a.
Coment‡rios:
As causas de aumento de pena para o crime de homic’dio culposo cometido na
dire•‹o de ve’culo automotor encontram-se no ¤1¼ do art. 302 do CTB. Vamos
relembrar!?
¤ 1¼ No homic’dio culposo cometido na dire•‹o de ve’culo automotor, a pena Ž
aumentada de 1/3 (um ter•o) ˆ metade, se o agente:
I - n‹o possuir Permiss‹o para Dirigir ou Carteira de Habilita•‹o;
II - pratic‡-lo em faixa de pedestres ou na cal•ada;
III - deixar de prestar socorro, quando poss’vel faz•-lo sem risco pessoal, ˆ v’tima do
acidente;

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IV - no exerc’cio de sua profiss‹o ou atividade, estiver conduzindo ve’culo de transporte


de passageiros.

Das alternativas apresentadas, a œnica que aparece no dispositivo Ž a letra A,


que se refere ao inciso IV.
GABARITO: A

QUESTÌO 4. TRF 5a Regi‹o Ð Juiz Federal Ð 2013 Ð Cespe


(adaptada).
Em caso de crime de tr‰nsito com pena privativa de liberdade em regime
fechado, a penalidade de suspens‹o da habilita•‹o para conduzir ve’culo
automotor inicia-se na data do tr‰nsito em julgado da condena•‹o criminal.
Coment‡rios:
A esta altura voc• j‡ sabe muito bem que o cumprimento da suspens‹o
somente se inicia quando o sentenciado deixa o estabelecimento prisional.
GABARITO: E

QUESTÌO 5. TRF 5a Regi‹o Ð Juiz Federal Ð 2013 Ð Cespe


(adaptada).
De acordo com o entendimento jurisprudencial, aquele que, sem possuir
habilita•‹o ou permiss‹o para dirigir, ao dirigir colida com ve’culo
conduzido por terceiro, sem causar les‹o corporal ˆ v’tima, n‹o responde
por crime, mas apenas por infra•‹o administrativa.
Coment‡rios:
O art. 309 tipifica a conduta de quem dirige ve’culo automotor, em via pœblica,
sem a devida Permiss‹o para Dirigir ou Habilita•‹o ou, ainda, se cassado o
direito de dirigir, gerando perigo de dano. Na constru•‹o da assertiva o Cespe
mencionou a ocorr•ncia de acidente justamente para afastar qualquer discuss‹o
sobre a verifica•‹o ou n‹o do perigo de dano.
GABARITO: E

QUESTÌO 6. PC-SP Ð Agente de Pol’cia Ð 2013 Ð VUNESP.


Ao condutor de ve’culo, nos casos de acidentes de tr‰nsito de que resulte
v’tima, n‹o se impor‡ a pris‹o em flagrante, nem se exigir‡ fian•a, se
a) tentou a todo custo evitar o acidente.
b) confessou a autoria ˆ autoridade policial.
c) n‹o teve a inten•‹o de causar o acidente.
d) prestou pronto e integral socorro ˆ v’tima.
e) evadiu-se do local do acidente para descaracterizar o flagrante.

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Coment‡rios:
De acordo com o art. 301 do C—digo de Tr‰nsito, nos casos de acidentes de
tr‰nsito de que resulte v’tima, n‹o se impor‡ a pris‹o em flagrante, nem se
exigir‡ fian•a, se prestar pronto e integral socorro ˆquela.
GABARITO: D

QUESTÌO 7. PC-SP Ð Investigador de Pol’cia Ð 2013 Ð


VUNESP (adaptada).
Com rela•‹o aos crimes em espŽcie previstos no C—digo de Tr‰nsito
Brasileiro, Ž correto afirmar que
a) n‹o ser‡ considerado crime a mera conduta de afastar-se o condutor do
ve’culo do local do acidente, para fugir ˆ responsabilidade civil que lhe
possa ser atribu’da.
b) no homic’dio culposo cometido na dire•‹o de ve’culo automotor, a pena
Ž aumentada se o agente, no exerc’cio de sua profiss‹o ou atividade,
estiver conduzindo ve’culo de transporte de passageiros.
c) ser‡ considerado crime participar, na dire•‹o de ve’culo automotor, em
via pœblica, de corrida, disputa ou competi•‹o automobil’stica n‹o
autorizada pela autoridade competente, mesmo que n‹o gere situa•‹o de
risco ˆ incolumidade pœblica ou privada.
d) Ž crime conduzir ve’culo automotor, na via pœblica, estando com
concentra•‹o de ‡lcool por litro de sangue igual ou superior a 2 (dois)
decigramas, ou sob a influ•ncia de qualquer outra subst‰ncia psicoativa
que determine depend•ncia.
e) o juiz deixar‡ de aplicar a pena no crime de omiss‹o de socorro se
restar provado que a omiss‹o foi suprida por terceiros ou que se tratou de
v’tima com morte instant‰nea ou com ferimentos leves.
Coment‡rios:
A alternativa A est‡ incorreta porque este crime est‡ previsto no art. 305. A
alternativa C est‡ incorreta porque neste caso s— h‡ crime quando houver
situa•‹o de risco ˆ incolumidade pœblica ou privada, nos termos do art. 308. A
alternativa D est‡ incorreta porque apenas h‡ crime quando houver ‡lcool em
concentra•‹o igual ou superior a 6 decigramas de ‡lcool por litro de sangue ou
igual ou superior a 0,3 miligrama de ‡lcool por litro de ar alveolar (art. 306). A
alternativa E est‡ incorreta porque continua havendo crime, mesmo que a
omiss‹o do agente seja suprida por terceiros ou que se trate de v’tima com
morte instant‰nea ou com ferimentos leves (art. 304, par‡grafo œnico).
GABARITO: B

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QUESTÌO 8. PC-AL Ð Escriv‹o de Pol’cia Ð 2012 Ð Cespe.


Constitui infra•‹o penal o simples fato de trafegar em velocidade
incompat’vel com a seguran•a nas proximidade de escola, hospitais e
esta•›es de embarque e desembarque de passageiros, em qualquer dia ou
hor‡rio.
Coment‡rios:
Para caracterizar a infra•‹o penal Ž necess‡rio o elemento espacial do tipo, ou
seja, a grande movimenta•‹o ou concentra•‹o de pessoas. Trata-se de um
crime de perigo. Vamos relembrar o teor do art. 311?
Art. 311. Trafegar em velocidade incompat’vel com a seguran•a nas proximidades de
escolas, hospitais, esta•›es de embarque e desembarque de passageiros, logradouros
estreitos, ou onde haja grande movimenta•‹o ou concentra•‹o de pessoas, gerando
perigo de dano:
Penas - deten•‹o, de seis meses a um ano, ou multa.

GABARITO: E

QUESTÌO 9. PC-AL Ð Escriv‹o de Pol’cia Ð 2012 Ð Cespe.


A simples fuga do condutor do ve’culo do local do acidente, com vistas a se
esquivar da responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribu’da, Ž
considerada infra•‹o penal.
Coment‡rios:
Este crime Ž tipificado pelo art. 305 do CTB. Lembre-se de que n‹o h‡ crime
quando alguŽm se afasta da situa•‹o para a qual n‹o contribuiu de forma
alguma. Neste caso, se o agente se afasta sem prestar socorro ˆ v’tima,
incorrer‡ no crime do art. 304.
GABARITO: C

QUESTÌO 10. PC-AL Ð Escriv‹o de Pol’cia Ð 2012 Ð Cespe.


Em se tratando dos crimes de homic’dio culposo ou de les›es corporais
culposas praticados sobre faixa de tr‰nsito tempor‡ria ou permanente
destinada ˆ travessia de pedestres, incide na aplica•‹o da pena, tanto a
agravante como a causa de aumento de pena.
Coment‡rios:
O aumento de pena previsto nos arts. 302 e 303 n‹o pode ser cumulado com a
agravante do art. 298, pelo princ’pio da veda•‹o ao bis in idem.
GABARITO: E

QUESTÌO 11. TJ-AC Ð TŽcnico Judici‡rio Ð 2012 Ð Cespe.


Considere que Paulo tenha sido condenado, pela pr‡tica de homic’dio
culposo na dire•‹o de ve’culo automotor, ˆ pena privativa de liberdade de
quatro anos de deten•‹o e ˆ suspens‹o da habilita•‹o para dirigir por igual
per’odo. Nessa situa•‹o, Paulo poder‡ cumprir, ao mesmo tempo, as duas

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penas, ou seja, a privativa de liberdade em estabelecimento prisional e a


restritiva de direito consistente na suspens‹o do direito de dirigir.
Coment‡rios:
O art. 293, ¤2¡, do CTB determina que a penalidade de suspens‹o ou de
proibi•‹o de se obter a permiss‹o ou a habilita•‹o para dirigir ve’culo
automotor n‹o se inicia enquanto o sentenciado estiver recolhido a
estabelecimento prisional.
GABARITO: E

QUESTÌO 12. TJ-AC Ð Juiz de Direito Ð 2012 Ð Cespe


(adaptada).
Conforme previs‹o do C—digo de Tr‰nsito Brasileiro, Ž facultativa, nos
casos de reincid•ncia, a aplica•‹o da penalidade de suspens‹o da
permiss‹o ou habilita•‹o para conduzir ve’culo automotor.
Coment‡rios:
O art. 261 do CTB determina que a penalidade de suspens‹o do direito de
dirigir ser‡ aplicada, nos casos previstos no C—digo, pelo prazo m’nimo de um
m•s atŽ o m‡ximo de um ano e, no caso de reincid•ncia no per’odo de doze
meses, pelo prazo m’nimo de seis meses atŽ o m‡ximo de dois anos, segundo
critŽrios estabelecidos pelo CONTRAN.
GABARITO: E

QUESTÌO 13. TJ-RO Ð Analista Ð 2012 Ð Cespe (adaptada).


O crime de participa•‹o em competi•‹o n‹o autorizada previsto na Lei de
Tr‰nsito exige, para a sua configura•‹o, que a conduta dos participantes
ocorra em via pœblica.
Coment‡rios:
Quando voc• se deparar com este tipo de quest‹o, ser‡ preciso relembrar os
termos em que o tipo penal Ž descrito na lei. N‹o tem outro jeito. Vejamos
ent‹o o que determina o CTB em seu art. 308.
Art. 308. Participar, na dire•‹o de ve’culo automotor, em via pœblica, de corrida,
disputa ou competi•‹o automobil’stica n‹o autorizada pela autoridade competente,
gerando situa•‹o de risco ˆ incolumidade pœblica ou privada:
Penas - deten•‹o, de 6 (seis) meses a 3 (tr•s) anos, multa e suspens‹o ou proibi•‹o de
se obter a permiss‹o ou a habilita•‹o para dirigir v e ’ c u l o automotor.

S— haver‡ crime, portanto, se a competi•‹o n‹o autorizada ocorrer em via


pœblica.
GABARITO: C

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QUESTÌO 14. PRF Ð Agente Ð 2004 Ð Cespe.


Uma das preocupa•›es do policial rodovi‡rio federal ao chegar a um local
de acidente de tr‰nsito com v’tima Ž preservar o local para que se realize a
per’cia, a fim de identificar e responsabilizar o(s) verdadeiro(s) culpado(s)
pelo acidente. Com rela•‹o ˆ preserva•‹o do local de um acidente de
tr‰nsito, julgue os itens seguintes.
Constitui crime modificar o estado do lugar, das coisas ou das pessoas para
eximir de responsabilidade o verdadeiro culpado do acidente.
Coment‡rios:
Este crime Ž previsto no art. 312 do CTB, e Ž chamado de Òinova•‹o artificiosaÓ.
Est‹o abrangidas por este tipo penal as seguintes condutas: apagar marcas de
derrapagem, retirar placas de sinaliza•‹o, alterar o local dos ve’culos envolvidos
no acidente, limpar estilha•os do ch‹o, alterar o local do corpo da v’tima, etc.
GABARITO: C

QUESTÌO 15. PRF Ð Agente Ð 2004 Ð Cespe.


O CTB, em seu art. 311, censura a conduta de trafegar em velocidade
incompat’vel com a seguran•a nos locais considerados pelo legislador como
perigosos, elegendo essa conduta como criminosa e impondo-lhe a pena de
deten•‹o de 6 meses a 1 ano ou multa. Acerca desse assunto, julgue os
itens que se seguem.

Para a consuma•‹o do delito tipificado no referido artigo, Ž necess‡rio que


ocorra dano, ou seja, as pessoas sejam lesionadas ou mortas em virtude
da velocidade incompat’vel.
Coment‡rios:
Para responder essa quest‹o basta conhecer o teor do art. 311. Vamos
relembrar?
Art. 311. Trafegar em velocidade incompat’vel com a seguran•a nas proximidades de
escolas, hospitais, esta•›es de embarque e desembarque de passageiros, logradouros
estreitos, ou onde haja grande movimenta•‹o ou concentra•‹o de pessoas, gerando
perigo de dano:
Penas - deten•‹o, de seis meses a um ano, ou multa.

Percebeu o final do tipo penal? Ele deixa claro que se trata de um crime de
perigo, e n‹o de dano.
GABARITO: E

16. PRF Ð Agente Ð 2004 Ð Cespe.


O CTB, em seu art. 311, censura a conduta de trafegar em velocidade
incompat’vel com a seguran•a nos locais considerados pelo legislador como
perigosos, elegendo essa conduta como criminosa e impondo-lhe a pena de

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deten•‹o de 6 meses a 1 ano ou multa. Acerca desse assunto, julgue os


itens que se seguem.

A prova da velocidade incompat’vel pode ser feita por testemunhas, n‹o se


exigindo a prova de radares ou equivalentes.
Coment‡rios:
Neste crime Ž importante lembrar que a produ•‹o de prova pode dar-se por
meio de testemunhas. Este posicionamento j‡ foi adotado pelo Cespe em mais
de uma ocasi‹o.
GABARITO: C

4 - Resumo da Aula

Para finalizar o estudo da matŽria, trazemos um resumo dos


principais aspectos estudados ao longo da aula. Nossa sugest‹o
Ž a de que esse resumo seja estudado sempre previamente ao
in’cio da aula seguinte, como forma de ÒrefrescarÓ a mem—ria.
AlŽm disso, segundo a organiza•‹o de estudos de voc•s, a
cada ciclo de estudos Ž fundamental retomar esses resumos.

O motorista profissional n‹o pode dirigir por mais do que 4 horas


ininterruptas, devendo haver intervalo m’nimo de 30 minutos a cada per’odo.
A cada per’odo de 24 horas, o condutor Ž obrigado a observar um intervalo
m’nimo de 11 horas de descanso.

Em regra, os institutos da Lei n¡ 9.099/1995 s‹o aplic‡veis aos crimes de


tr‰nsito de les‹o corporal culposa, exceto quando cometidos nas seguintes
situa•›es:
a) sob a influ•ncia de ‡lcool ou qualquer outra subst‰ncia psicoativa que
determine depend•ncia;
b) participando, em via pœblica, de corrida, disputa ou competi•‹o
automobil’stica, de exibi•‹o ou demonstra•‹o de per’cia em manobra de
ve’culo automotor, n‹o autorizada pela autoridade competente; e
c) transitando em velocidade superior ˆ m‡xima permitida para a via em 50
km/h.

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CRIMES DE TRåNSITO Ð CIRCUNSTåNCIAS AGRAVANTES

CIRCUNSTåNCIAS AGRAVANTES OBSERVA‚ÍES

Crime cometido com dano potencial para duas


ou mais pessoas ou com grande risco de grave
dano patrimonial a terceiros;

Utiliza•‹o de ve’culo sem placas, com placas A aus•ncia da identifica•‹o


falsas ou adulteradas; externa obrigat—ria torna muito
dif’cil a identifica•‹o do ve’culo
e, consequentemente, de seu
condutor.

Condutor sem Permiss‹o para Dirigir ou A Permiss‹o para Dirigir nada


Carteira de Habilita•‹o; mais Ž que a famosa CNH
provis—ria.

Condutor com Permiss‹o para Dirigir ou


Carteira de Habilita•‹o de categoria diferente
da do ve’culo;

Quando a profiss‹o ou atividade do condutor ƒ o caso dos motoristas


exigir cuidados especiais com o transporte de profissionais de cargas e de
passageiros ou de carga; passageiros. Esses motoristas
precisam ser registrados na
Ag•ncia Nacional de Transportes
Terrestres.

Quando equipamentos ou caracter’sticas que


afetem a seguran•a ou o funcionamento do
ve’culo tenham sido adulterados;

Quando o crime ocorrer sobre faixa de tr‰nsito


tempor‡ria ou permanentemente destinada a
pedestres

Hoje, a produ•‹o da prova de condu•‹o de ve’culo automotor com capacidade


psicomotora alterada em raz‹o da influ•ncia de ‡lcool ou de outra
subst‰ncia psicoativa que determine depend•ncia entretanto pode se dar por
meio de teste de alcoolemia ou toxicol—gico, exame cl’nico, per’cia, v’deo, prova
testemunhal ou outros meios de prova em direito admitidos, observado o direito
do condutor ˆ produ•‹o de contraprova.

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SòMULA N¡ 720 DO STF


C—digo de Tr‰nsito Brasileiro - Perigo de Dano - Derroga•‹o -
Contraven•›es Penais - Dire•‹o Sem Habilita•‹o em Vias Terrestres
O art. 309 do C—digo de Tr‰nsito Brasileiro, que reclama decorra do fato perigo
de dano, derrogou o art. 32 da Lei das Contraven•›es Penais no tocante ˆ
dire•‹o sem habilita•‹o em vias terrestres.

5 - Considera•›es Finais
Chegamos ao final da nossa aula de hoje! Espero que voc• esteja gostando do
nosso curso. Se ficar alguma dœvida n‹o deixe de me procurar, ok!? J

Grande abra•o!

Paulo Guimar‹es
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