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CARREIRA JURÍDICA

 Disciplina: Processo Civil IV – Processo nos Tribunais

 Aula: 1

 Ementa: Conceito de recurso. Requisitos de admissibilidade. Requisitos extrínsecos.


Requisitos intrínsecos.

1. Conceito de recurso

Nas palavras de Barbosa Moreira, recurso é o remédio voluntário idôneo a ensejar, dentro
de um mesmo processo, a reforma, a invalidação, o esclarecimento ou a integração da decisão
judicial.

2. Requisitos de admissibilidade

Os requisitos de admissibilidade se dividem em extrínsecos e intrínsecos.

2.1. Requisitos extrínsecos

São requisitos de admissibilidade extrínsecos a tempestividade, o preparo e a


regularidade formal.

No que diz respeito à tempestividade, todos os recursos têm o prazo de 15 dias para
interpor e de 15 dias para responder, salvo os embargos de declaração, que têm o prazo de 5 dias
(art. 1.003, § 5º).

No caso do Ministério Público (art. 180), da Defensoria Pública (art. 186) e das pessoas
jurídicas de direito público (art. 183), o prazo é contado em dobro, tanto para interpor quanto para
responder. Por isso, é importante fazer remissão a esses dispositivos no art. 1.003, § 5º.

O prazo também é contado em dobro no caso de litisconsortes que tiverem diferentes


procuradores, de escritórios de advocacia distintos, exceto se os autos forem eletrônicos (art. 229,
§ 2º). Contudo, se houver sucumbência apenas para um dos litisconsortes, o prazo é contado
normalmente, porque o outro não tem interesse em recorrer, já que a decisão lhe foi favorável.
Art. 1.003. O prazo para interposição de recurso conta-se da data em
que os advogados, a sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a
Defensoria Pública ou o Ministério Público são intimados da decisão.

§ 1º Os sujeitos previstos no caput considerar-se-ão intimados em


audiência quando nesta for proferida a decisão.

§ 2º Aplica-se o disposto no art. 231, incisos I a VI, ao prazo de


interposição de recurso pelo réu contra decisão proferida anteriormente
à citação. (o termo inicial do prazo é a data da juntada)

§ 3º No prazo para interposição de recurso, a petição será protocolada


em cartório ou conforme as normas de organização judiciária,
ressalvado o disposto em regra especial.

§ 4º Para aferição da tempestividade do recurso remetido pelo correio,


será considerada como data de interposição a data de postagem.

§ 5º Excetuados os embargos de declaração, o prazo para interpor os


recursos e para responder-lhes é de 15 (quinze) dias.

§ 6º O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ato de


interposição do recurso.

Quanto ao preparo, salvo os embargos de declaração e o agravo em REsp ou em RE, o


recorrente deve comprová-lo no ato de interposição do recurso, quando exigido pela legislação
local, sob pena de deserção (art. 1.007).

Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará,


quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo,
inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção.

§ 1º São dispensados de preparo, inclusive porte de remessa e de


retorno, os recursos interpostos pelo Ministério Público, pela União, pelo
Distrito Federal, pelos Estados, pelos Municípios, e respectivas
autarquias, e pelos que gozam de isenção legal. (gozam de isenção
legal aqueles a quem tiver sido deferido o benefício da gratuidade de
justiça; a gratuidade deferida no início do processo se estende ao
recurso; quando se trata de recurso em face da decisão que indefere a
gratuidade, o preparo também fica dispensado; pode ser que a
gratuidade seja pedida no recurso; ver art. 98)

Se o valor do preparo for insuficiente, o recorrente deve ser intimado na pessoa de seu
advogado para supri-lo no prazo de 5 dias, sob pena de deserção.

O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do


preparo será intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar o recolhimento em dobro, sob
pena de deserção.

2.2. Requisitos intrínsecos

São requisitos de admissibilidade intrínsecos a legitimidade para recorrer, o cabimento e


o interesse (sucumbência).

Quanto à legitimidade, são legitimados para recorrer as partes, o terceiro prejudicado e o


Ministério Público. Partes, para efeito de recurso, são todos aqueles que de alguma forma
participam do processo, ainda que não sejam parte da demanda.

Art. 996. O recurso pode ser interposto pela parte vencida, pelo terceiro
prejudicado e pelo Ministério Público, como parte ou como fiscal da
ordem jurídica.

Parágrafo único. Cumpre ao terceiro demonstrar a possibilidade de a


decisão sobre a relação jurídica submetida à apreciação judicial atingir
direito de que se afirme titular ou que possa discutir em juízo como
substituto processual.

O terceiro prejudicado pode se utilizar dos mesmos recursos e dos mesmos prazos
dispostos às partes. Entretanto, é imprescindível que ele demonstre a sua legitimidade para
recorrer, decorrente da afetação de sua esfera jurídica, na forma do parágrafo único do art. 996.

Saliente-se que o Ministério Público tem legitimidade para recorrer, seja como parte, seja
como fiscal da ordem jurídica.

O segundo requisito de admissibilidade intrínseco é o cabimento do recurso. O art. 994


elenca os recursos que são cabíveis. Segundo o princípio da taxatividade, só são cabíveis os
recursos dispostos em lei federal.
O agravo regimental é um recurso regulado no regimento interno dos tribunais, isto é, não
está previsto no CPC. Por isso, o STJ o considera inconstitucional, ante o princípio da taxatividade.
O agravo regimental é para combater decisão de Presidente ou Vice-Presidente quando estiverem
em atividade judicante.

Não há mais embargos infringentes. Porém, o novo CPC passou a fazer previsão de uma
técnica de julgamento no caso de decisão não unânime, qual seja a do art. 942.

Lembre-se que os despachos são atos irrecorríveis (art. 1.001). Contudo,


excepcionalmente, admite-se a utilização de embargos de declaração em face do despacho.

Tratando-se de agravo de instrumento, o cabimento exsurge do art. 1.015 do CPC, cujo


rol é taxativo.

Para lembrar quais são os requisitos de admissibilidade intrínsecos, basta lembrar das
condições da ação, a saber: legitimidade e interesse, este composto pelo binômio necessidade e
adequação. A legitimidade se refere à legitimidade para recorrer, a necessidade se refere à
sucumbência (interesse para recorrer) e a adequação se refere ao cabimento.