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CAMPANHA NACIONAL DAS ESCOLAS DA COMUNIDADE

FACULDADE CENECISTA DE CAPIVARI - FACECAP

CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

A IMPORTANCIA DA ANÁLISE DE BALANÇO: UM ESTUDO DE CASO EM


UMA ORGANIZAÇÃO CONTÁBIL NO MUNICÍPIO DE CAPIVARI - SP.

MATHEUS AUGUSTO DI STEFANO

CAPIVARI - SP

2016

II
CAMPANHA NACIONAL DAS ESCOLAS DA COMUNIDADE

FACULDADE CENECISTA DE CAPIVARI - FACECAP

CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

A IMPORTANCIA DA ANÁLISE DE BALANÇO: UM ESTUDO DE CASO EM


UMA ORGANIZAÇÃO CONTÁBIL NO MUNICÍPIO DE CAPIVARI - SP.

MATHEUS AUGUSTO DI STEFANO

Monografia de conclusão de curso


apresentado ao curso de Ciências Contábeis
da FACECAP/ CNEC Capivari.Orientador: Prof
Ms Anderson Aleandro Paviotti

CAPIVARI - SP
2016

III
Folha de aprovação

IV
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus, por minha vida,


por me iluminar e me levar a caminhos certos,
acima de tudo ajudando em meu sonho que é
terminar a faculdade. Ao meu orientador Anderson
Aleandro Paviotti que me auxiliou de maneira
esplendorosa para que possa concluir esse trabalho.
Aos meus familiares que me apoiou muito em
todos esses anos de faculdade. Aos meus
companheiros de faculdade, que me ajudou de
maneira diretamente ou indiretamente em nosso
tempo que estudamos juntos. Todos tiveram o
mesmo objetivo final e estamos muito satisfeitos
em conhecer todos.

A todos,

Muito Obrigado

V
STEFANO, Matheus Augusto Di. A importância da Analise do Balanço: Os fatores
que a influencia e sua eficácia para a saúde da empresa. Projeto de Pesquisa de
Monografia de Conclusão de Curso. Curso de Graduação em Ciências Contábeis.
Faculdade Cenecista de Capivari – CNEC. p. 70, 2016.

RESUMO

O processo de análise de balanço é um assunto que vem ocorrendo no mundo


todo, em como identificar os fatores que as influenciam e o quanto é importante para a
saúde da empresa. Como é um assunto bem interessante que causa grandes impactos
que traz no lucro da empresa, houve a necessidade da contabilidade desenvolver
técnicas para poder entender melhor o balanço patrimonial. Assim podemos entender
melhor o que devemos fazer em certas ocasiões, como interagir de fato com os mesmos.
Com base nesse tema será realizado um estudo de caso em uma Organização Contábil,
cuja empresa é uma prestadora de serviços contábeis, fiscais, trabalhistas. Nessa
empresa, enfoque deste estudo de caso, iremos analisar os dados contábeis, quais as
ferramentas que são utilizadas e a importância de um balanço patrimonial para a
organização.

Palavras-chaves: 1. Plano de contas. 2. Balanço Patrimonial. 3. Rentabilidade da


organização 4. Análise de Balanço 5. Influências sobre o balanço.

VI
LISTA DE QUADROS ........................................................................................................
Quadro I – Escolas Teóricas ........... .............................................................................. 19
Quadro II – Balanço Patrimonial ........... ....................................................................... 41

LISTA DE GRÁFICOS .......................................................................................................


Gráfico I – Liquidez Imediata ........... ............................................................................ 48
Gráfico II – Liquidez Corrente ........... ........................................................................... 49
Gráfico III – Liquidez Geral ........... .............................................................................. 49
Gráfico IV – Margem líquida de Lucro ........... .............................................................. 50
Gráfico V – Giro do ativo ........... .................................................................................. 50
Gráfico VI – Taxa de retorno sobre investimento ........... ............................................... 51
Gráfico VII – Taxa de retorno sobre o patrimônio líquido........... ................................... 51
Gráfico VIII – Quociente de participação de capitais de terceiros sobre os
recursos totais ........... .................................................................................................... 52
Gráfico IX – Quociente de capitais de terceiros/capital próprio ........... .......................... 52
Gráfico X – Quociente de participação do exigível a curto prazo sobre o
exigível a longo prazo ................................................................................................... 53

VII
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 8
CAPÍTULO 1 – APRESENTAÇÃO DO TRABALHO ...................................................... 9
1.1. Caracterização do Problema ..................................................................................... 9
1.2. Justificativa deste trabalho ........................................................................................ 9
1.3. Relevância do Trabalho ......................................................................................... 10
1.4. Objetivos do Estudo ............................................................................................... 10
1.5. Estrutura do Trabalho ............................................................................................. 11

CAPÍTULO 2 – REVISÃO DA LITERATURA .............................................................. 13


2.1. História da Contabilidade........................................................................................ 13
2.2. Tipos de contabilidade ........................................................................................... 27
2.3. Plano de contas....................................................................................................... 29
2.4. Os Documentos e Normas Técnicas........................................................................ 31
2.5. O Balanço .............................................................................................................. 38
2.5.1 Suas Funções e Características ......................................................................... 40
2.5.2 Sua analise....................................................................................................... 45
2.5.3 Sua influencia sobre a organização. ................................................................. 45

CAPÍTULO 3 – METODOLOGIA .................................................................................. 53


3.1. Definição de Metodologia ........... ........................................................................... 53
3.2. Pesquisa de Campo ................................................................................................ 54

CAPÍTULO 4 – CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA .................................................. 56


4.1. Empresa Alvo ........... ............................................................................................. 56

CAPÍTULO 5 – RESULTADO E DISCUÇÕES DO ESTUDO ....................................... 58


5.1. Questionário realizado com o gerente ........... ......................................................... 58

CONSIDERAÇÕES FINAIS. .......................................................................................... 63


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................. 65
APENDICES ................................................................................................................... 67

VIII
INTRODUÇÃO

O trabalho abordou o tema A importância da análise de balanço: Os fatores que


a influenciam, e a sua eficácia para a saúde da empresa, pois trata-se de documento de
extrema importância. Assim o tema em questão reflete em como o balanço dentro de
sua análise e eficácia age para a saúde da empresa, com finalidade de obter um saldo
positivo na sua organização.

O estudo sobre a contabilidade não é um assunto novo, é um estudo que está


vindo desde a contabilidade do mundo antigo, do mundo medieval que surgiu princípio
do método da partida dobrada, contabilidade do mundo moderno e, posteriormente,
contabilidade do mundo científico, e que com o tempo vem se aprimorando cada vez
mais espaço no cenário mundial, devido a busca de uma melhor rentabilidade e mais
lucros, e pela exigência hoje inserida no mercado

A maneira de analisar o balanço de uma empresa deixou de ser da forma caixa


para algo mais completo, o que antes era analisado só sobre o aumento do caixa, hoje
tem uma base por trás disso.

Para averiguar o tema, o trabalho fez um estudo de caso com a empresa


Organização Contábil Armelin S/A de Capivari SP.

A Organização Contábil Armelin S/A, já atua no ramo contábil na parte de


assessoria para empresas.

Na Organização contábil, o cliente tem máxima importância para seu


crescimento, pois a organização visa o crescimento sadio das empresas, e também
satisfação dos clientes.

9
CAPÍTULO 1 – APRESENTAÇÃO DO TRABALHO

1.1.Caracterização do problema

Dentro dos diversos fatores que podem influenciar tanto positivamente como
negativamente a situação econômica e financeira da empresa, uma das principais
ferramentas é a análise de balanço, que possui o objetivo de atender vários tipos de
usuários. Isso posto, pela necessidade de se acompanhar o desempenho e
desenvolvimento da mesma perante, principalmente pelas exigências em relação à
ajustes de legislações, taxas e impostos que refletem diretamente sobre as organizações.

No entanto, cabe ao administrador, gestor ou contador da mesma, decidir qual o


caminho à se percorrer para se chegar a uma análise da saúde da empresa.

Portanto, a necessidade de se obter um bom balanço patrimonial, pois o mesmo


sofre tanto influências internas como externas e que podem se não forem bem
analisadas, podem fazer com que seus administradores busquem soluções nem sempre
adequadas e arriscadas, ou mesmo, sem ter o conhecimento real da realidade dessa
organização. Então a pergunta problema é “Qual a importância da analise de balanço: Os
fatores que a influenciam, e a sua eficácia para a saúde da empresa”?

1.2. Apresentação e justificativa deste trabalho

De acordo com Marion (2012) a contabilidade é a ciência que pode tornar claro
as informações da saúde financeira de uma organização, o que, pode contribuir para que
seus administradores tenham a noção da realidade vivida por essa organização,
subsidiando ações e tomadas de decisões que possam tomar rumos bem definidos e
acertados em relação ao mercado e seus concorrentes. A análise do balanço que é uma
ferramenta da contabilidade para que seja possível a tomada de decisão, é um relatório
que sofre muitas influências externas e internas, e que é da fundamental importância
para a organização.

Pode-se justificar também pelo interesse do pesquisador em estar se


aprofundando no tema e assunto proposto e também por poder estar colaborando, não
somente com o meio acadêmico, mas também, com a organização que possa ter acesso
10
ao trabalho, bem como com a organização envolvida com a pesquisa. Para tanto o
trabalho tem como proposta inicial, responder a seguinte questão: “Qual a Importância da
Análise de Balanço: os fatores que as influenciam e o quanto e eficaz para a saúde da empresa”.

Para o desenvolvimento do tema e assunto e pesquisa, parte-se de dois pontos


específicos:

a. Uma Revisão bibliográfica desenvolvendo assuntos ligados ao tema;


b. Um estudo de Caso em uma empresa do ramo contábil da região de Capivari-SP.

1.3. Relevância do Trabalho

Pode-se considerar o tema como relevante pela possibilidade de se buscar relatar


e esclarecer os aspectos conceituais da contabilidade e buscar relacionar com a realidade
vivida por uma micro empresa, alvo desta pesquisa, nos aspectos conceituais e práticos
sobre o tema em questão. A definição deste estudo teve base tanto a relevância do tema,
como o interesse acadêmico-científico e a possível contribuição prática para a
organização envolvida com o trabalho.

Sendo que o tema contabilidade empresarial é extremamente relevante, afinal é


abordado constantemente, passando sempre em vários meios de comunicação. Por isso
há uma necessidade de um enfoque especial, para podermos entender mais sobre esse
tema tão repercutindo pelo mundo e tão complexo.

O tema principal do estudo – A importância da análise de balanço – os fatores


que a influenciam, e o quanto é eficaz para a saúde da empresa - tem relevância
socioeconômica, conforme explicitado na seção anterior.

1.4. Objetivos deste estudo.

Tendo como ponto de partida a pergunta-problema, citada anteriormente, busca-


se com este estudo, identificar as práticas administrativas da empresa foco, situada no
município de Capivari (SP), especificamente no que se refere à análise e importância do

11
balanço patrimonial, os fatores que as influenciam e sua eficácia para a saúde da
empresa, bem como o desenvolvimento de seus aspectos conceituais e sua
aplicabilidade.

Conforme detalhado no capítulo, neste estudo é feita uma pesquisa bibliográfica


sobre os temas de interesse e, são utilizados basicamente dados primários oriundos de
uma pesquisa realizada na empresa-alvo, bem como a observação de documentos
disponibilizados pela mesma.
Tomando-se como universo de estudo a Organização Contábil Armelin S/S
LTDA, no município de Capivari (SP), este trabalho caracteriza-se como um estudo de
caso.
A contribuição desta pesquisa, que é de caráter exploratório, é fazer um
levantamento inicial da realidade vivida na empresa-alvo, em relação à suas ações
contábeis, seus registros, as ferramentas por ela utilizadas e sua visão sobre os reflexos
na empresa.

Pode-se também considerar os seguintes objetivos específicos;

a) Relatar qual o regime de apuração usado pela empresa e o porque de sua


escolha;

b) Levantar quais as ferramentas contábeis usadas pela empresa;

c) Levantar o porque se decidiu por essas ferramentas contábeis;

d) Identificar, na opinião da empresa, o que pode beneficiar uma análise de


balanço;

e) Listar as informações que o balanço fornece;

f) Levantar se há exigência legal em se ter balanço na empresa.

1.5. Estrutura do trabalho

Este projeto será desenvolvido em cinco capítulos, onde o primeiro seria mostrar
a relevância deste tema.
12
No capítulo seguinte, apresenta sobre a teórica, a explicação do tema abordado.

No terceiro capitulo é como foi feito o projeto em si, se é um trabalho só focado


em revisão bibliográfica ou se haverá uma pesquisa de campo.

No quarto capítulo será feito a apresentação da empresa, a análise dos dados


pesquisados na organização.

No quinto capítulo será apresentado o questionário e os resultados obtidos na


pesquisa de campo.

Após é realizada a conclusão, uma análise de tudo que foi realizado até o
capítulo anterior.

13
CAPÍTULO 2 – REVISÃO DE LITERATURA

Nesse capítulo pretendo ser um pouco mais específico que através dos autores da
área esclarecer os seguintes subitens que serão abordados nesse capítulo, e que são eles:
(1) História da contabilidade, (2) Tipos de contabilidade, (3) Plano de contas, (4)
Documento e normas técnicas e (5) O balanço.

2.1 História da Contabilidade

Segundo Basso (2011) a história da contabilidade nasceu com a própria


civilização, em espontânea forma de ter conhecimento sobre as utilidades ou riquezas
que o homem ia acumulando.
Para Marion (2012), costuma-se dizer que a contabilidade é tão antiga quanto a
origem do homem. Se abrirmos a bíblia em seu primeiro livro, Gênesis, entre outras
passagens que surgem a contabilidade, observamos uma “competição” no crescimento
da riqueza entre Jacó e seu sogro Labão (4.000 a.C.).
O livro de Jó é considerado o mais antigo da bíblia. E já no início deste livro há
uma descrição exata da riqueza de Jó, nos mínimos detalhes.
De acordo com Basso (2011) a partir de estudos do professor italiano, doutor
Federigo Melis, classifica o desenvolvimento das origens da contabilidade nas seguintes
fases:

a. Fase do registro primitivo


b. Fase dos registros simples
c. Fase dos registros complexos
d. Fase dos registros sistematizados
e. Fase dos estudos pré-científicos
f. Fase da doutrina científica e filosófica do conhecimento contábil

As fases são os “passos marcantes” da evolução do conhecimento ao longo do


tempo, enquanto os períodos são os “saltos de tempo históricos” que marcaram a
evolução desse conhecimento desenvolvido.

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O primeiro período engloba as três primeiras fases e se denomina “Contabilidade
do Mundo Antigo”, compreendendo desde a pré-história até o ano de 1202 d.C.
Nesse período de tempo – 7 a 8 mil anos a.C. – a preocupação esteve centrada nas
formas de registro da movimentação da riqueza do homem, desde a pré-história até o
início da era cristã. Ainda alguns autores relatam a existência de uma forma primitiva de
“registros contábeis” feitos a mais de 30 mil anos em grutas de pedras, na França,
tingidas e talhadas como identificação de objetos.
Para Iudícibus (2006), a contabilidade talvez tão antiga quanto a origem do
Homo sapiens. Alguns historiadores fazem remontar os primeiros sinais de objetivos da
existência de contas aproximadamente 2.000 a.C. Entretanto, antes disso, o homem
primitivo, ao inventar o número de instrumentos de caça e pesca disponíveis, ao contar
seu rebanho, ao contar suas ânforas de bebidas, já estava praticando uma forma
rudimentar da contabilidade. É possível localizar os primeiros exemplos completos de
contabilização, portanto, seguramente no terceiro milênio antes de Cristo. Mas é
provável que algumas formas mais rudimentares de contagem de bens tenham sido
realizadas bem antes disso, talvez por volta do quarto milênio antes de Cristo. É claro
que a contabilidade teve evolução relativamente lenta até o aparecimento da moeda. Na
época da troca pura e simples de mercadorias, os negociantes anotavam as obrigações,
os direitos e os bens perante terceiros, porém, obviamente, tratava-se de um mero elenco
de inventário físico, sem avaliação monetária.
Entretanto, a preocupação com as propriedades e a riqueza é uma constante no
homem da antiguidade, e ele teve de ir aperfeiçoando seu instrumento de avaliação da
situação patrimonial à medida que as atividades foram-se desenvolvendo em dimensão e
complexidade. A contabilidade reflete um dos aspectos mais dominantes no homem
hedonista, isto é, põe ordem nos lugares em que reinava o caos, toma o pulso de
empreendimento e compara uma situação inicial com outra mais avançada no tempo. De
certa forma, o “homem contador”, em seu anseio de produzir, vai, às vezes
desordenadamente, amealhando, dando condições a este último para aprimorar cada vez
mais a quantidade e qualidade dos bens produzidos, por meio de obtenção de maiores
informações sobre o que conseguiu até o momento. Parte do que a contabilidade é pode
ser aferida pelo que a contabilidade realiza dentro da atividade econômica. Pode-se
facilmente verificar que um sistema simples de registro e análise contábil não falta, nem
mesmo na mais nas organizações. Em certas organizações pequenas, poderão faltar o
economista, o engenheiro ou o técnico em administração, mas não faltará um técnico

15
em contabilidade para “tocar” a escrituração, como vulgarmente se afirma. Isto
caracteriza a essencialidade da função contábil. E, de acordo com a evolução da forma
organizacional e com as dimensões do empreendimento, avoluma-se e enobrece-se a
função contábil. O contador torna-se também o primeiro analista das informações
produzidas pelo sistema por ele montado e um dos executivos mais importantes dentro
da entidade. Assim, a importância e a essencialidade da contabilidade são incontestes
para os iniciados. Mesmo assim, essa essencialidade e, por que não dizer, a
extraordinária beleza desta nobre e antiga disciplina são por poucos reconhecidas, esses
poucos são, normalmente, pessoas de grande experiência e descortino.
O acompanhamento da evolução do patrimônio liquido das entidades de
qualquer natureza constitui-se no fator mais importante da evolução da disciplina
contábil. Vimos, assim, que a contabilidade é tão antiga quanto o homem que pensa. Se
quisermos ser pessimistas, é tão antiga quanto o homem que conta e que é capaz de
simbolizar os objetivos e seres do mundo por meio da escrita.
Em termos de entendimento da evolução histórica da disciplina, é importante
reconhecer que raramente o “estado-da-arte” se adianta muito em relação ao grau de
desenvolvimento econômico, institucional e social das sociedades analisadas, em cada
época. O grau de desenvolvimento das teorias contábeis e de suas práticas está
diretamente associado, na maioria das vezes, ao grau de desenvolvimento comercial,
social e institucional das sociedades, cidades ou nações.
Para Marion (2012) a contabilidade, entretanto, vai atingir sua maturidade entre
os séculos XIII e XIV d.C., consolidando-se pelo trabalho elaborado pelo frade
Francisco Lucas Pacioli, que publicou na Itália, em 1494, um tratado sobre
contabilidade que ainda hoje é de grande utilidade no meio contábil. Assim nasceu a
escola italiana de contabilidade, que dominou o cenário mundial até o início do século
XX.
Já para Iudícibus (2006) a contabilidade teve seu florescer, como disciplina
adulta e completa, nas cidades italianas de Veneza, Gênova, Florença, Pisa e outras.
Estas cidades e outras da Europa fervilhavam de atividade mercantil, econômica e
cultural, mormente a partir do século XIII até o início do século XVII. Representam o
que mais avançado poderia existir, na época, em termos de empreendimentos
comerciais e industriais incipientes. Foi nesse período, obviamente, que Pacioli
escreveu o famoso Tractatus de computis et scripturis, provavelmente o primeiro a dar
uma exposição completa com muitos detalhes, ainda hoje atual, da contabilidade.

16
Inicia-se, assim, um largo período de domínio que se chamou “escola italiana”,
em particular, e europeia, em geral, da contabilidade.
Ascensão da escola europeia, após surgimento inicial do método contábil, na
Itália, provavelmente no século XII ou XIV, de sua divulgação no século XV (obra de
Frà Luca Pacioli), da disseminação da “escola italiana” por toda Europa, surge no
século XIX um período que muitos denominam de científico.
Para Basso (2011), publicação de um compêndio sobre calculo comercial de
Leonardo Fibonacci, intitulado de “Líber Abaci”, estabelece o limite entre a era da
Contabilidade Antiga e a era da Contabilidade moderna.
O segundo período coincide com a quarta fase e é denominado de
“Sistematização Contábil”, que vai do ano 1202 á 1494 da era cristã.
Nesse espaço de tempo buscou-se estruturar um “método vigoroso de
escrituração”, já sistematizado e fundamentado em bases teóricas consistentes que
consolidam especificamente na obra do frade italiano Luca Pacioli, publicada em
Veneza no ano de 1494 e intitulada “Summa da Arithmetrica, Geometria, Proporcioni et
Scripturis”, onde ele explica o método das “Partidas Dobradas” como sistema de
escrituração adequado para o controle dos negócios, em função do duplo controle que
exerce sobre o patrimônio.
O terceiro período engloba a quinta e é denominado período “Literatura
Contábil”, que vai de 1494 a 1840, aproximadamente. Assim foram publicadas muitas
obras divulgando o conhecimento contábil e a evolução das tecnologias de registro,
fruto da explosão de desenvolvimento industrial e comercial provocada pela revolução
industrial.
O pensamento voltado para a contabilidade como ciência das contas, levou ao
surgimento da “Escola Contista”, especialmente com as obras do Frances Jacques
Saravy e de Edmund De Grange, defensor da “Teoria das cinco contas”, segundo hoje o
comércio tem cinco objetivos principais, quais sejam: mercadoria, dinheiro, efeitos a
receber, efeitos a pagar e lucros e perdas, sobre as quais se expõe a Contabilidade.
Vários outros autores se destacaram até o ano de 1840 como Alvise Casanova,
Angelo PIetra, Ludovico Flori, NIccolo D´Anastasio e Guiseppe Ludovico Crippa,
dando evolução ao conhecimento contábil e organizando novas escolas, como a
“Personalistica” , a “Neocontista”, a “Controlistica”, a “Aziendalistica”, e, por fim, a
“Patrimonialistica”.

17
Silva (2007), conceitua três as escolas teóricas da contabilidade, e que são
elas: Teoria personalistica, Teoria materialista e teoria patrimonialista.

2.1.1 Teoria personalistica

Esse autor coloca Francesco Marchi e Giuseppe Cerboni, como percussores,


onde aceitaram o princípio da personificação de contas, mas introduziram o conceito
jurídico segundo o qual representavam direitos e obrigações. Então a classificação de
contas, segundo essa escola ficou assim:
 Contas proprietário: representa todas as contas do patrimônio liquido
(capital social, reservas de lucro, etc)
 Contas de agentes consignatários: representa a confiança na entrada de
bens e valores materiais (caixa, bancos, mercadorias, etc).
 Contas dos correspondentes: representa relação de débito e crédito com
terceiros (duplicatas a receber, duplicatas a pagar, fornecedores, clientes,
etc).

2.1.2 Teoria Materialista

Silva (2007), coloca que essa escola, foi preconizada por Francesco Villa e
chefiada por Fabio Besta, que visam a apresentar estudo da contabilidade sobre prima
material, do valor, e não dos direitos e das obrigações.
De acordo com esse autor, surgiu na chamada “escola de Veneza”, que se
fundamentou no controle econômico de aziendas, dando o devido valore as Contas, o
que representou o início da derrocada da “escola personalistica” exposta Giuseppe
cerboni, que dava as contas, uma interpretação totalmente diversa, considerando-as
pessoas, conforme mencionado na teoria personalistica.
A classificação das contas, segundo a Teoria Materialista, tem a seguinte
divisão:
 Contas integrais ou elementares: as contas do ativo e passivo
 Contas diferenciais ou derivadas; as contas do patrimônio líquido,
despesas e receitas.

18
2.1.3 Teoria patrimonialista.

Silva (2007), coloca que essa teoria foi criada em 1923, onde se considera o
patrimônio o objeto da contabilidade, e que visa o engrandecimento da riqueza
administrada.
Nessa teoria a riqueza administrada se divide em dois aspectos:
 Aspecto dinâmico: representa o estudo da movimentação de valores
patrimoniais, visando a analisar todos as causa e efeitos. Toda massa
patrimonial se compõe de valores com mutações continuas no sentido de
atingir os fins a que se destina uma empresa, ou seja, produzir bens,
tendo como resultado uma remuneração denominada lucro.
 Aspecto estático: concebendo o patrimônio como um complexo de bens,
direitos e obrigações entrelaçando-se constantemente no sentido de obter
um resultado econômico positivo, deve-se no fim de cada exercício,
coloca-lo em repouso, para estudar o estado dos seu valores e os reditos
auferidos. Essa paralisação e denominada “estática patrimonial”, onde se
procede aos lançamentos e estudos de todos os elementos que compõem
esse complexo, bem como dos resultados auferidos durante sua
movimentação.
A classificação de contas, segundo a teoria patrimonialista, possui a seguinte
divisão:
 Contas patrimoniais: contas do ativo, passivo e patrimônio liquido
 Contas de resultado: despesas e receitas

ESCOLAS TEORICAS – QUADRO SINOTICO

ESCOLAS NUCLEO DIVISAO CONTAS

Proprietário Contas do P. Liquido

Agentes Confiança na entrega


de bens e valores.
Teoria Personalização da Consignatários
Conta
Personalistica Agentes Representa haveres e
deveres com Dp.
Correspondentes Rec/Dp. Pagar, etc.

19
Teoria Contas integrais Ativo e passivo

Materialista Materialidade das Contas Patrimônio Liquido


coisas
Diferenciais Despesas e Receitas

Teoria Contas Ativo, passivo e


patrimônio liquido
Patrimonialista Patrimônio – objeto Patrimoniais
da contabilidade
Contas de Despesas e receitas

resultado

QUADRO 1 - Escolas Teórica


Fonte: Adaptado de SILVA (2007, p. 137)

O quarto período engloba a sexta fase e é denominado período da


“Contabilidade Científica”, de 1840 em diante.
Na metade do século 19, os estudiosos da contabilidade encontraram o seu
verdadeiro objeto de estudo, ou seja, o “Patrimônio”. Os estudos deixaram de enfocar as
“formas” de escrituração para dar ênfase na “essência” dos fatos, buscando a explicação
deles e criando uma ciência que estabelece as leis, princípios e normas gerais para
registrar, controlar, observar e estudas a e evolução da riqueza do homem, ou seja, o
patrimônio das entidades em geral.
Em 1840, Francisco Villa publica a obra “La Contabilitá Applicata alle
Amminitrazioni Privative e Publiché”. Essa publicação e considerada pelos autores
italianos com demarcadora do inicio da fase em que a contabilidade se firma como
ciência.
Segundo Iudícibus (2006) é nesse período que, talvez pela primeira vez, a teoria
avança com relação às necessidades e às reis complexidades as sociedades. Esta fase
também teve seus expoentes máximos na Itália, que dominou o cenário contábil
provavelmente até os primeiros vinte anos do século XX. No fim do período cientifico,
surgem os vultos, entre outros, de Fabio Besta, Giuseppe Cerboni e, no final do século
XIX e inicio do século XX, Gino Zappa, e outros. Seus trabalhos tiveram grande
especulação na época e provocaram grandes discussões entre os adeptos. Este fato
demonstra o interesse com que as camadas de estudantes acompanhavam o
desenvolvimento da contabilidade. Nesta safra realmente existem trabalhos de
excepcional valor para a época. Entretanto, aos poucos, mas inexoravelmente, talvez
devido à falta de aplicação e comprovação de algumas de suas ideias e devido ao

20
excesso de “culto da personalidade” que se desenvolveu entre os mestres e discípulos, o
vigor da escola italiana aplaca-se, perdendo substancia e ímpeto.
A escola italiana, vinculada a um excessivo culto da personalidade, não
amparada, usualmente, por uma pesquisa indutiva de vulto e baseada em concepções
generalizantes de algumas mentes privilegiadas, produziu trabalhos repetitivos,
excessivamente teóricos, apenas pelo gosto de serem teóricos, e não se nota muita
aderência dos autores aos princípios da pesquisa, mas apenas uma livre difusão de
ideias.
Existem, claramente, exceções de vulto, como, por exemplo, a monumental
Storia della Ragioneria, de Federigo Melis, escrita na primeira metade do século XX,
até agora insuperada no gênero e exemplo de pesquisa profunda. E, sem favor algum, o
ciclópico trabalhado de Besta, La Ragioneria, em três volumes, de 1891, é,
possivelmente, a mais completa obra já escrita ate o momento sobre contabilidade, no
mesmo nível do trabalho de Hendriksen, que e muito mais recente, e de Mattessich, já
citado de, de 1694.
Apesar disso, o domínio da escola italiana parece ter chegado ao seu final,
inclusive no Brasil, onde a Lei das Sociedades por Ações e inspirada (na parte contábil)
na doutrina norte-americana. Talvez nossa critica à escola italiana tenha sido dura, mas
diremos que, apesar de tudo, o saldo deixado por ela e pelos demais europeus e
altamente positivo.
Os italianos e alemães fizeram da contabilidade ou quiseram dar-lhe, talvez, uma
roupagem excessivamente vistosa, mas, assim mesmo, conseguiram, na época, vender
ao mundo esta imagem. O enquadramento da contabilidade como elemento fundamental
da equação aziendalita teve mérito incontestável de chamar a atenção para o fato de que
a contabilidade e muito mais que mero registro; é um instrumento básico de gestão, e,
na verdade, um dos principais. Os defeitos da escola europeia passada estão
consubstanciados: (1) na relativa falta de pesquisa indutiva sobre a qual efetuar
generalizações mais eficazes; (2) em se preocupar demasiadamente com a demonstração
de que a contabilidade é ciência, quando o mais importante conhecer bem as
necessidades informativas dos vários usuários, da informação contábil e construir um
modelo ou sistema contábil de informação adequado; (3) na excessiva ênfase na teoria
das contas, isto é, no uso exagerado das partidas dobraras, inviabilizando, em alguns
casos, a flexibilidade, necessária, principalmente, na contabilidade gerencial; (4) na falta
de aplicação de muitas das teorias expostas; (5) na queda de nível de algumas das

21
principais faculdades superpovoadas de alunos, com professores mal remunerados,
dando expansão mais à imaginação do que à pesquisa seria em campo e de grupo. Em
virtude de peculiaridades da legislação comercial, principalmente na Itália, o grau de
confiabilidade e a importância da auditoria não eram ainda tão enfatizados,
comparativamente aos Estados Unidos. Um corpo de auditores externos de alto gabarito
é essencial para testar os demonstrativos e para discutir, à luz praticabilidade e da
objetividade, as varias praticas favoráveis.
Esse conjunto de fatores desfavoráveis foi se acentuando a partir de 1920, com a
ascensão econômica e cultural do colosso norte-americano. Hoje, mesmo na Italia, nas
faculdades do norte do país , muitos textos apresentam influencia norte-americana e as
principais empresas contratam na base da experiência contábil de inspiração norte-
americana. Nos últimos anos, como consequência das necessidades informativas de uma
economia global, existe um grande esforço de convergência contábil internacional, que
está aproximando as varias “escolas”. Temos ainda, porem, muito a evoluir.
Basso (2011) até o inicio do século 20 predominava no cenário mundial a
contabilidade da escola europeia, especialmente a italiana, berço da contabilidade
moderna. A escola americana se destaca mais tarde, especialmente quanto aos aspectos
da aplicação da contabilidade no campo operacional e na área cibernética, o que tem
marcado muito especialmente a contabilidade no Brasil.

Escola Americana

De acordo com Marion (2012), o desenvolvimento da contabilidade foi notório


nos Estado Unidos, no século XX, principalmente após a depressão de 1929, com a
acentuação de pesquisas nessa área para melhor informar o usuário da contabilidade. A
ascensão cultural e econômica dos EUA, o crescimento do mercado de capitais e,
consequentemente, da auditoria, a preocupação em tornar a contabilidade algo útil para
a tomada de decisão, a atuação acentuada do Instituto dos Contadores Públicos
Americanos, a clareza didática da exposição dos autores em contabilidade foram, entre
outros, os fatores que contribuíram para formação da escola contábil americana, que
domina o nosso cenário contábil atual.
Segundo Iudicibus (2006) A invasão norte-americana (a escola anglo-saxônica)
o surgimento das gigantescas corporations, principalmente em inicio do século, aliado
ao formidável desenvolvimento do mercado de capitais e ao extraordinário ritmo de

22
desenvolvimento que aquele país experimentou e ainda experimenta, constitui um
campo fértil para o avanço das teorias e praticas contábeis norte-americanas. Não
podemos esquecer-nos, também, de que os Estados Unidos herdaram da Inglaterra uma
excelente tradição no campo de auditoria, criando, lá, sólidas raízes.
O surgimento do American Institute of Certified Public Accounants, e o ano de
1930, quando se tornou mais ativo, tem uma importância decisiva no desenvolvimento
da contabilidade e dos princípios contábeis. Os Special Commitees, a The Accounting
Research Division, o The Accounting Principles Board e, mais recentemente, o
Financial Accounting Standards Board tem promovido inúmeros estudo, pesquisas e
emitido opiniões sobre as áreas de interesse da contabilidade. Entretanto, outras
associações e entidades, como a American Accounting Assoiation (AAA), o Security
Exchange Commission – SEC, a bolsa de Ney York, etc., todas tem tido uma
participação pelo menos intensa na fase de discussão sobre princípios, procedimentos e
normas da contabilidade. O Fasb consegue ate congregar profissionais em tempo
integral. Alguns eram influentes ma profissão contábil e de auditoria. A interação entre
acadêmico profissionais e os méritos de outro. O Fasb não se arvora, apesar de sua
grande importância, em único baluarte de contabilidade, mas procura a colaboração de
universidades e acadêmicos.
O Fasb, gradualmente, consegue formar uma doutrina dos princípios contábeis.
Nem sempre o trabalho da instituição é brilhante, diga-se de passagem, mas demonstra
uma evolução qualitativa apreciável. Não podemos esquecer, na evolução da teoria
contábil americana, influencia das revistas especializadas, quase todas as grandes
qualidades, principalmente no campo acadêmico, notadamente a The Accounting
Review, editada pela AAA, talvez a melhor do gênero em todo mundo, e, atualmente,
mais umas três do mesmo nível.
O desenvolvimento da teoria e das práticas contábeis americanas, é claro, esta
baseado, como vimos, no trabalho de equipe. Isto nos quer dizer que não tenham
surgido figuras individuais exponenciais, na literatura norte-americana, tais como
Littleton, Paton, Sprouse, Moonitz, Anthony, mais recentemente Horngren e muitos
outros, que seria do âmbito desta breve evolução histórica enumerar. A premissa muitas
vezes levianamente abraçada pro alguns autores brasileiros de que as obras dos autores
norte-americanos são fraca do ponto de vista teórico demonstra desconhecimentos de
alguns trabalhos teóricos de profundo saber que revolucionaram a contabilidade nos
últimos anos. Bastaria citar três:

23
1. The Theory and Measurement of Business Income, 1961, de Edwards &
Bell, dois economistas que apresentam pela primeira vez, de forma
completa, o problema da contabilidade em face das flutuações de preços
em geral, com a abordagem econômica;
2. O trabalho de Hendriksen, citado anteriormente, adotado nos cursos de
pós graduação da USP e FGV é, até o momento, o estudo normativo mais
profundo e completo sobre a teoria contábil; e
3. O trabalho de Mattessich, também citado, representa o lançamento de
uma Nova fronteira para a contabilidade. É tão avançado sob ponto de
vista conceitual que nem mesmo nos Estados Unidos pode ser apreciado
com devida ênfase. Existem muitos outros trabalhos de grande
envergadura teórica, e não esquecemos as contribuições de Chambers (na
avaliação de ativos e preços realização), de Vatter (sobre a teoria dos
fundos), de Bedford (sobre teoria do lucro), de Ohlson, Beaver, Sterling e
muitos outros.
Por outro lado nos livros de introdução à contabilidade, a essência da obra de
autores americanos é a clareza e a didática da exposição. Partem de uma visão de
conjuntos dos relatórios emanados da contabilidade (o balanço principalmente) para, a
partir daí, descer ao nível de detalhe dos lançamentos originários. O aluno tem muito
maior interesse e facilidade em aprender desta forma do que na origem inversa, pois é
assim que se evoluiu, historicamente, a contabilidade. Primeiramente fizeram-se
inventários, em momentos distintos, afim de apurar a variação da riqueza, para depois
imaginarem-se as formas de registro de operações elementares. As partidas dobradas ao
explicada como resultado de um raciocínio algébrico (como de fato são), sem se
preocupar em enxergar pessoas atrás de cada conta (como escola personalista).
Predomina, nos textos americanos, a preocupação com o usuário da informação
contábil. A contabilidade e sempre utilizada e apresentada como algo útil para a tomada
de decisão. A teoria contábil americana não deseja, de partida, endeusar
demasiadamente a importância da contabilidade no contexto do conhecimento humano,
mas, lenta e seguramente, por meio da solidez dos argumentos apresentados e dos
exemplos, o leitor acaba percebendo a verdadeira e efetiva importância desta disciplina,
no contexto administrativo.
Os defeitos da escola americana são os seguintes:

24
1) Pouca importância atribuída à sistematização dos planos de contas, pelo
menos nos livros-texto;
2) Apresentação dos tópicos dos livros de forma não ordenada, dificultando
distinguir, ás vezes, os de maior importância;
3) Pouca consideração – por parte dos reguladores na edição de normas
contábeis pelo menos ate a década de 70 – para o tratamento do problema
inflacionário, embora algumas das melhores obras teóricas sobre
contabilidade e flutuações do preço tenham sido escritas por autores
norte- americanos e alemães.
Como se vê, considerando o progresso já alcançado, as enorme quantias de
investidas na pesquisa contábil e a posição de potencia econômica mundial que ainda
sustenta, dificilmente deixará a escola norte-americana de continuar a produzir notáveis
progressos na disciplina.

Contabilidade no Brasil

Segundo Marion (2012), com a criação, em 1902 da Escola de Comércio


Álvares Penteado,em São Paulo, observamos a adoção da escola europeia de
contabilidade, basicamente a italiana e a alemã. Com a inauguração da Faculdade de
Economia e Administração da USP (1946) e com advento de multinacionais anglo-
americanas, a escola contábil americana começou a infiltra-se em nosso país. Essa
escola, todavia, começou a exercer uma influencia mais significativa no ensino da
contabilidade no Brasil a partir do lançamento do livro de Contabilidade introdutória, no
inicio da década de 70, por uma equipe de professores da FEA/USP.
O domínio da escola contábil americana, iniciado com a circular nº 179/72 do
banco central, tornou-se evidente com o advento da Lei nº 6.404/76, Lei das Sociedades
por Ações, “que passou a adotar uma filosofia nitidamente norte-americana”.
Iudicibus (2006) uma característica atual do estagio de desenvolvimento da
contabilidade no Brasil é paradoxal: a quantidade de normas contábeis à disposição ou
editadas por órgãos governamentais é claramente superior – principalmente com a Lei
das Sociedades por Ações, com a correção integral, com as normas mais recentes do
Conselho Federal da Contabilidade, CFC, e da Comissão de Valores Mobiliários, CVM
etc. – à qualidade media dos profissionais que tem de implementar estas normas. Nossa

25
legislação, historicamente, adianta-se sempre em relação aos profissionais que irão
utiliza-la e isto é mais sentindo no campo contábil.
Isso, entretanto, representa também um bom sinal, ou seja, existem contadores
altamente qualificados, capazes de editar normas bastante razoáveis ou influencia-las,
como é o caso da contidas na Lei das Sociedades por Ações e, antes disso, na própria
circular nº 179 do Banco Central, e, mais recentemente, na Correção Integral da CVM e
outras. Note-se, todavia, que o antigo Código Comercial Brasileiro e a antiga Lei das
Sociedades por Ações continham disposições contábeis. A legislação fiscal,
reiteradamente, tem tido influencia nos conceitos contábeis em virtudes da falta de
esclarecimento de muitos contadores sobre os limites da contabilidades cientificas e da
contabilidade para finalidades fiscais. A falta de discussão dos princípios contábeis e
das boas técnicas de contabilidade tem sido responsável por uma enorme confusão
mental dos nossos contabilistas. Na falta de parâmetros teóricos, aceitaram os fiscais e
confundiram critérios técnicos com critérios fiscais. Ate hoje esse problema continua.
Em matéria de princípios contábeis, dispomos de dois conjuntos: o do CFC e o da CVM
(resolução nº 750 de 93, do CFC e deliberação 29, da CVM).
Mas.voltando as origens, o Brasil foi inicialmente influenciado pela escola
italiana. Alias, as paixões e as discussões em torno das escolas – reditualista,
patrimonialista, contista, materialista, etc. – foram quase acesa aqui quanto na Italia e,
de certa forma, igualmente irrelevantes. O pior é que, se a escola italiana transplantada
para a realidade de hoje já apresenta alguns problemas, sua adaptação ou tradução aqui
no Brasil fez-se ainda sob a égide e com os problemas contidos na frase: traduttore
traditore, isto é, tradutor traidor.
Provavelmente, a primeira escola especializada no ensino da contabilidade foi a
Escola de Comercio Álvares Penteado criada em 1902. Alguns autores preferem recair a
honra do pioneirismo na escola politécnica de São Paulo, a qual, alguns anos antes em
seu curso preliminar, já incluía a disciplina escrituração mercantil. Conquanto
legalmente e cronologicamente tais autores possam ter a razão, o fato de haver
disciplina da escrituração mercantil não caracteriza um curso de contabilidade. Mas,
vale a pena ressaltar tais peculiaridades histórica. Produziu alguns professores
excelentes, como Francisco D´Auria, Frederico Herrmann Junior, Coriolano Martins,
foi com a fundação de ciências econômica e administrativa da USP, em 1946,e com a
instalação do curso de ciência contábeis e atuarias, que Brasil ganhou o primeiro núcleo
efetivo, embora modesto, de pesquisa contábil nos moldes norte-americanos, isto é, com

26
professores dedicando-se em tempo integrado ao ensino e à pesquisa, produzindo
artigos de maior conteúdo cientifico e escrevendo teses acadêmicas de alto valor. Diga-
se de passagem os professores egressos da escola Álvares Penteado constituíram, pelo
menos em parte o núcleo inicial da Faculdade de Ciências Econômicas e
Administrativas, na parte de contabilidade e atuaria. O próprio professor D´Auria. E
outros da Álvares Penteado deixaram vestígios de seu conhecimento e de sua
personalidade na nova escola, dando possibilidade para que novos talentos surgissem.
Os autores que mais se destacaram, pertencentes à escola clássica, foram,
incontestavelmente, Francisco D´Auria e Frederico Herrmann Junior. A morte deste
ultimo foi prematura, causando grandes prejuízos no sentido de formação de uma
corrente de seguidores do autores, que, pessoalmente, consideramos como o melhor na
época. Assim, diríamos que a contabilidade no Brasil evoluiu sob influencia da escola
italiana, não sem aparecerem traços de uma escola verdadeiramente brasileira, ate que
algumas firmas de auditoria de origem anglo-americanas, certos cursos de treinamento
em contabilidade e finanças, oferecidos por grande empresas, tais como o excelente
BTC da General Electric, e a Faculdade de Economia e Administração, em seu curso
básico de contabilidade geral, acabassem exercendo forte influencia, revertendo
tendência. Por outro lado, a legislação comercial, que até a lei das sociedades por ações
era de inspiração europeia (com traços marcantes brasileiros na classificação dos
balanços das S.A.), passa a adotar uma filosofia nitidamente norte-americana, a partir,
principalmente, da resolução nº 220 e da circular nº 179 do banco central.

27
2.2 Tipos de Contabilidade

Segundo Basso (2011), como o objetivo da contabilidade é o patrimônio, pode-


se afirmar que o campo se campo e o mais amplo possível, pois onde existir um
patrimônio definido e perfeitamente delimitado, pode também estar aí se definindo um
campo de aplicação da Contabilidade: micro, pequenas, media e grande empresa publica
e privadas, entidade sem fins lucrativos de natureza social, cultural. Recreativa,
desportiva, associações e outras propriedades rurais e pessoas físicas em geral,
representada pelo amplo campo de aplicação da contabilidade.
Segundo os principais campos de aplicação da contabilidade, podemos
classificá-la nos seguintes ramos:

 Contabilidade Comercial;
 Contabilidade Industrial;
 Contabilidade Pública;
 Contabilidade Bancária;
 Contabilidade Rural (Agrícola ou Agropecuária);
 Contabilidade de Cooperativas;
 Contabilidade de Seguradoras;
 Contabilidade de Fundações;
 Contabilidade de Entidades Sem Fins Lucrativos;
 Contabilidade de Construtoras;
 Contabilidade Hospitalar;
 Contabilidade de Condomínio, ente outros.

Já Marion (2012), a contabilidade e umas das áreas que mais proporcionam


oportunidades para o profissional. O estudante que optou por um curso superior de
contabilidade terá inúmeras alternativas, entre as quais citaremos as seguintes:
Contador – e o profissional que exerce funções contábeis, com formação superior do
ensino contábil.
 Contabilidade financeira: é a contabilidade geral, necessária para todas as
empresas. Fornece informações básicas a seus usuários e é obrigatória para
fins fiscais.

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A contabilidade financeira de acordo com a área ou a atividade em que é
aplicada recebe várias denominações: contabilidade agrícola, contabilidade
bancária, contabilidade comercial, contabilidade hospitalar, contabilidade
industrial, contabilidade imobiliária, contabilidade pastoril, contabilidade
publica, contabilidade de seguros, etc.
 Contabilidade de custos esta voltada para o cálculo e a interpretação dos
custos dos bens fabricados ou comercializados, ou dos serviços prestados
pela empresa.
 Contabilidade gerencial: voltada para fins internos, procura suprir os
gerentes de um elenco maior de informações, exclusivamente para a tomada
de decisões diferencia-se das contabilidades já abordadas, pois não se prende
aos princípios tradicionais aceitos pelos contadores. O profissional que
exerce a contabilidade gerencial também é conhecido como controller.

Auditor – é o exame, a verificação da exatidão dos procedimentos contábeis.


 Auditor independente: é o profissional que não é empregado pela
empresa em que está realizando o trabalho de auditoria.
O registro do auditor independente é conferido ao contador que estiver
registrado no conselho regional da contabilidade e tiver exercido atividade
de auditoria por período não inferior a cinco anos.
 Auditor interno: é o empregado da empresa e que cuida dos contratos
internos da empresa.

Analista financeiro – analisa a situação econômica financeira da empresa por


meios de relatórios fornecidos pela contabilidade.
Perito contábil – a pericia judicial é motivada por uma questão judicial,
solicitada pela justiça.
Consultor contábil – a consultoria, em fraco desenvolvimento em nosso país, não
se restringe especificamente à parte contábil e financeira, mas também à consultoria
fiscal.
Professor de contabilidade – exerce o magistério de 2º grau ou de faculdade, não
só na área contábil, como também em cursos de ciências econômicas, de administração
e direito.

29
Pesquisador contábil – para quem opta por carreira universitária, e que
normalmente se dedicam em período integral a universidade.
Cargos públicos – em muitos concursos, tais como fiscal de rena, tanto na área
federal como na estadual e municipal.

2.3 O plano de contas.

Segundo Basso (2011) ao constituir-se um plano de contas é necessário levar em


consideração alguns aspectos preliminares:

a) A natureza institucional da entidade a que servirá o plano de contas;


b) O ramo da atividade da entidade;
c) A composição patrimonial e as variações mais comuns que seus elementos
possam vir a sofrer ao longo de sua existência, e
d) A estrutura básica do plano contábil.

Um plano de contas tem a finalidade de elencar, de forma estruturada, o rol de


contas que servirão para o registro contábil dos elementos que compõem o patrimônio
da entidade, sua movimentação e os efeitos e suas variações.
Num primeiro momento e elencada as contas inicialmente concebidas para o
registro das despesas e receitas, que irão se constituir nas contas de resultado da
entidade.
No mínimo duas são as opções para a apresentação do plano de contas: pela divisão
das contas segundo natureza – devedoras e credoras – ou pela divisão entre as contas
patrimoniais e contas de resultados.
O plano de contas segundo a natureza das contas é aonde as contas serão elencadas
em dois grupos: um deles reúne as contas de natureza devedora e outro as contas de
natureza credora. A ordem em que se sucedem no plano de contas é a da liquidez para
as contas do ativo, e da exigibilidade (vencimento) das obrigações para as contas do
passivo. Quanto as contas de patrimônio liquido, em primeiro lugar aparecem as contas
dos proprietários da entidade – capital social – em seguida, as contas de reservas e as
demais a ele agregadas.

30
O plano de contas simplificado segue a estrutura do débito e do crédito, onde o
digito 1 identifica “débito”, e o digito 2 “crédito”.
O primeiro grupo do débito é o “ativo”, cuja primeira subdivisão e o circulante.
Este por sua vez e dividido em “disponível” ate que complete a estrutura de grupos,
subgrupos e contas do ativo, incluindo nelas suas respectivas contas retificativas (com
saldo credor). Surge ainda no débito os grupos, subgrupos e contas de despesa e seu
desdobramento evidenciam a natureza devedora e a espécie da despesa.
Já no crédito, o primeiro grupo e o “passivo”, subdividido em “circulante” que,
por sua vez e dividido em “obrigações de funcionamento” e em contas como
“fornecedores” ou duplicatas a pagar e assim por diante até completar a estrutura do
passivo. Segue-se, ainda no crédito, o grupo de contas do “patrimônio liquido”
subdividido em “capital social” e suas respectivas contas – inclusive as retificadas
(saldo devedores).
Cada conta tem sua função específica que justifica a sua presença no plano de
contas. As contas são originalmente concebidas para registrar elementos da mesma
natureza, e em alguns casos de natureza semelhante.
Assim as contas do ativo disponível que tem a função de receber o registro da
movimentação do numerário da entidade: a conta “caixa” é concebida para registrar as
entradas e saídas de dinheiro da entidade, ao passo que banco x – conta movimento (ou
conta corrente) e concebida para o registro de depósitos e saques efetuados no banco x.
cada conta tem também a função de mostrar o saldo diário, evidenciando assim a
situação final de cada elemento.
Segundo Iudícibus e Marion (2011) o plano de contas e o agrupamento ordenado
de todas as contas que são utilizadas pela contabilidade dentro determinada empresa.
Portanto o elenco de contas considerado e indispensável para os registros de todos os
fatos contábeis.
Um plano de contas, portanto, deve registrar as contas que serão movimentadas
pela contabilidade em decorrência das operações da empresa ou, ainda, contas que,
embora não movimentadas no presente, poderão ser utilizadas no futuro.
O elenco de contas e o grau de pormenores num plano de contas dependem do
volume e natureza dos negócios de uma empresa. Entretanto, na estruturação de um
plano de contas devem ser considerados os interesses dos usuários.

31
2.4 Os documentos e as normas técnicas.

Segundo Basso (2011), o Conselho de Contabilidade como órgão máximo de


normatização da atividade contábil no Brasil, em 1981 decidiu rever os então
denominados princípios da contabilidade geralmente aceito, bem como os
procedimentos normativos da atividade contábil no território nacional, cujo trabalhos
culminaram na publicação da resolução CFC nº 530/81 instituindo os Princípios
Fundamentais da Contabilidade.
Para Greco e Arend (2013), os princípios de contabilidade são normas que
proporcionam interpretação uniforme das demonstrações contábeis.
Para que o principio seja considerado “geralmente aceito” e, consequentemente,
incorporado à doutrina contábil, deve ter:
a) Pratica e objetivo;
b) Útil.
Para Marion (2012), existem regras de aplicação geral que orientam os
procedimentos e práticas do profissional contábil no exercício de sua atividade. Essas
regras, conceitos ou princípios visam a um tratamento contábil uniforme e servem como
guia para a auditoria examinar a qualidade dos relatórios contábeis.
Conforme o livro Contabilidade Introdutória de Iudícibus; Martins; kanitz;
Ramos; Castilho; Benatti; Weber Filho; Domingues Júnior (2010), de uma equipe de
professores da FEA/USP, para que os princípios sejam aceitos e incorporados à doutrina
contábil, há duas condições básicas:
 Devem ser considerados praticáveis e objetivos pelo consenso
profissional
 Devem ser considerados uteis.
Conforme ainda aquele livro, o princípio, em primeiro lugar deve ser
considerado adequado ou fiel à realidade, isto é, relevante para, em seguida, analisar-se
a sua praticabilidade.
Os teóricos da contabilidade distinguem três grupos de princípios: os postulados,
os princípios básicos e as normas convencionais.

32
Normalmente, a teoria da contabilidade admite a necessidade de hierarquizar
conceitos, evidenciando que em tudo há hierarquia e que há muitos teóricos que
admitem divisões nos princípios. É proposta a seguinte hierarquia:
a) Postulados ambientais da contabilidade. São axiomas, dogmas,
máximas, proposições evidentes cuja aceitação como verdadeiras é
indiscutível. Os postulados são da entidade contábil e da continuidade.
b) Princípios contábeis propriamente ditos. São preceitos básicos que
devem orientar os registros contábeis, mutáveis no tempo, sujeitos a
discussão. Os princípios contábeis são: o custo histórico, denominador
comum monetário, realização da receita e confrontação da despesa
(sendo que estes dois últimos substituem o princípio da competência).
Um novo princípio, que é a essência sobre a forma, tem sido muito
discutido nos meios contábeis..
c) Convenções são restrições, delimitações, condicionamento de aplicação
aos princípios contábeis. E exemplo dado na teoria da contabilidade é
que os princípios representam a larga estrada a seguir rumo a uma
cidade. As convenções seriam como sinais ou placas que indicam com
mais especificidade o caminho a seguir,os desvios, as entradas, saídas,
etc. as convenções contábeis são: materialidade, conservadorismo,
consistência e objetividade.

Postulado contábeis

Entidade contábil

Segundo Marion (2012) pode ser qualquer individuo ou empresa. È um grupo de


empresas ou entidades, que efetuem movimentações quantificáveis monetariamente,
desde que haja necessidade de manter a contabilidade, será tratado como uma entidade
contábil.
A entidade e a personalidade jurídica – a moderna teoria contábil vem
evidências que não há necessidade de uma conotação jurídica, isto é, personalidade
jurídica para identificar-se uma entidade contábil. Um setor de uma empresa, desde que
se identifique a necessidade de relatório contábil individualizado, que se destaca dos
demais setores aspectos, como receitas e despesas, investimentos, etc., pode ser tratado

33
como uma entidade contábil ou subentidade contábil. Uma pessoa física que, pela
complexidade e volume os seus negócios, necessita manter contabilidade para si, será
tratada como entidade contábil.

A entidade e os sócios

Quando se fala em entidade contábil, uma característica fundamental é a


manutenção dos registros contábeis que destacam a entidade como pessoa distinta das
pessoas dos sócio (ou acionistas). Portanto a contabilidade objetiva relatar os fatos
contábeis concernentes à entidade contábil para os sócios e a outros usuários dos
relatórios contábeis.

Continuidade

Contabilmente as entidades são consideradas empreendimento em


prosseguimento.
Com base na continuidade, a empresa realiza grandes investimentos, constrói
prédio, adquire tecnologia, etc.
Esse princípio básico da contabilidade contribui notavelmente para a avaliação
monetária dos bens da empresa.
Como sabemos, há certos bens que a empresa, como “algo em andamento”, não
destina a vender, mas utilizar em seu negocio.

Princípios contábeis

Denominador comum monetário

Sabemos que qualquer empresa encontra-se uma série de itens diferentes:


dinheiro em caixa, estoques, contas a receber, ações, imóveis, etc. como poderíamos
agregar todos esses diferentes itens em um único relatório?
Por meio da avaliação monetária, a contabilidade homogeneíza e agrega
diferentes itens em um denominador comum monetário num único relatório contábil.
Evidentemente, a unidade monetária fornece a melhor mensuração,
particularmente onde a agregação se faz necessária, se bem que haja fatores importantes

34
para empresa e, por não serem suscetíveis de avaliação monetária, passem sem registro
pela contabilidade.

Custo histórico

Os registros contábeis são efetuados com a base no valor de aquisição do bem ou


pelo preço de fabricação. Dessa forma, dois contadores, ao defrontarem-se com o
mesmo evento, não divergiriam na mensuração do fato contábil.
Observamos, portanto, que a adoção do custo original (histórico) como base do
valor esta intimamente ligada com a entidade em andamento, não interessando valores
de realização, mas o custo de aquisição ou fabricação.
Um problema do custo histórico com base de valor para os registros contábeis é
que, quanto mais antigo for o evento registrado, diante uma economia inflacionaria,
mais pobre torna-se um indicador. Sei valor atual do mercado, certamente, será maior
do que o registrado. Assim, os relatórios contábeis perderiam sua potencialidade de
melhor informarem aos usuários da contabilidade, daí ter sido utilizada a pratica da
correção monetária no Brasil até 1995.

Princípios básicas concernentes.

À apuração de resultados regime de competência e uma forma de fazer


contabilidade. Para melhor explicar o principio da competência, destacamos dois
princípios básicos: principio da realização da receita e principio da confrontação das
despesas. Boa parte dos teóricos da contabilidade tratam estes princípios como
“competência”.
Realização da receita: a receita e reconhecida no período contábil em que foi
gerada. O fato gerador, normalmente, é identificado quando os bens e serviços são
transferidos aos compradores em troca de dinheiro, de direitos a receber.
Confrontação das despesas: no momento em que reconhecemos a receita,
associamo-la com as despesas sacrificada para obter essa receita. Desse
confronto (receita x despesa), obtermos o resultado do exercício. Se a receita for
maior que a despesa, há lucro. Caso contrário, há prejuízo.
Princípio da essência sobre a forma - sempre que possível, a contabilidade, ao
contemplar o registro de uma transação, deverá observar sua forma legal e a

35
essência econômica. Entretanto, se a forma, de alguma maneira dissimular ou
não representar claramente a essência econômica da transação, esta ultima
devera ser a base e registro para a contabilidade.

Convenções contábeis

Objetividade

Para que não haja distorções nas informações contábeis, o contador deverá
escolher, entre vários procedimentos, o mais adequado para descrever um evento
contábil.
Um dos aspectos quase sempre abordados é que os registros contábeis deverão
ter suporte, sempre que possível, em documentação gerada na transações ou evidencia
que possibilite a avaliação.
Numa situação em que não haja documentação para suporte de contabilização,
poder-se-ia convocar peritos em avaliação que, mediantes laudos, forneceriam um valor
objetivo área contador desenvolver, de maneira imparcial, sua contabilidade.

Consistência

Uma vez adotado certo critério contábil, dentro de vários igualmente relevantes,
ele não devera ser mudado, de ano para ano, porque, em assim o fazendo, estaríamos
impossibilitando a comparação dos relatórios contábeis e dos estudos preditivos.
Isso não quer dizer que, se condições supervenientes induzirem a mudar de
critério, não deva ser feito. Por meio da evidenciação (notas explicativas) nos relatórios
contábeis, expondo a mudança de critério e suas implicações no lucro da empresa, a
mudança será realizada.
Quando houve a lei das sociedades por ações, observamos mudanças de critérios
em diversas empresas. Entretanto, isso não pode ser encarado como quebra de
consistência, porque se trata de uma mudança esporádica e, em certos casos, até
compulsória. Nesse caso, a mudança devera ser evidenciada em notas explicativas.
E importante ressaltar, aqui, que as leis das sociedades por ações consolidaram,
como notável contribuição à sociedade, a uniformidade nos relatórios contábeis. Dessa
forma, diverso tipos de sociedades apresentam relatórios padronizados, a mesma

36
estrutura e sua forma final, facilitando a comparação dos relatórios entre empresas do
mesmo ramo operacional ou, ainda, de atividade diferente.
Todavia, é preciso destacar que uniformidade não e consistência, sendo esta um
principio básico, enquanto aquela, não. A uniformidade esta mais perto no terreno legal
do que no terreno cientifico. Na realidade a consistência refere-se ao contexto temporal,
no âmbito da própria empresa, enquanto a uniformidade abrange relatórios estruturados
dentro das mesmas normas legais, em empresas distintas.

Materialidade

Por meio da materialidade, definiremos o que material e o que o contador deve


informar em seus relatórios.
Um ângulo bastante interessante para visualizar a materialidade é a analise do
binômio custo x benefício.
Há determinadas informações contábeis custo para evidenciá-lo é maior que o
beneficio que trará aos usuários dessas informações.
Portanto, para valores irrisórios em relação ao toda a “materialidade” desobriga
a um tratamento mais rígido que os itens de cifras relevantes.

Conservadorismo

A posição conservadora do contador será evidenciada para antecipar prejuízo e


nunca antecipar lucro. Assim, ele não estará influenciando os acionistas, por exemplo, a
um otimismo que poderá ser ilusório.
Se o contador estiver em duvida diante de dois montantes, igualmente validos de
divida da empresa com terceiros, ele devera registrar o maior valore. Assim se, no
momento do pagamento da divida, prevalecer o maior valor, ninguém terá surpresa
desagradável na contabilidade como medida de prudência, será evidenciada uma
situação pessimista, evitando transtornos não previstos.
Portanto, o objetivo do conservadorismo é não dar uma imagem otimista em
uma situação alternativa que, com o passar do tempo, poderá reverter-se.

37
Ainda segundo Basso (2011), em 1993, em decorrência de uma avaliação dos
Princípios de Contabilidade em vigor, o Conselho Federal de Contabilidade, procurando
minimizar divergências de visão e interpretação, especialmente entre os membros da
Comissão de Valores Mobiliários do Banco Central do Brasil e os especialistas
proponentes dos referidos princípios, instituiu novos Princípios Fundamentais de
Contabilidade pela Resolução CFC nº 750/93 de 29 de Dezembro de 1993.

38
2.5 O balanço.

Segundo Basso (2011) o demonstrativo contábil “Balanço Patrimonial”, pode ser


entendido como uma representação quantitativa e sintética dos elemento que compõem
o patrimônio de uma entidade numa determinada data, revelando a sua posição
financeira e patrimonial estática, isto é, na data do seu levantamento.
Conforme o artigo 178 da lei n º 6.404/76, “No Balanço, as contas serão
classificadas segundo elementos do patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a
facilitar o conhecimento e a analise da situação financeira da companhia”.
O conselho federal de contabilidade diz que o Balanço patrimonial e a
demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e quantitativamente, numa
determinada data, o Patrimônio e o patrimônio liquido da entidade.
O balanço patrimonial e constituído pelo ativo, passivo e pelo patrimônio
liquido.
Ativo compreende as aplicações de recursos representado pelos bens e direitos
da entidade;
Passivo compreende as origens de recursos de terceiros representados pelas
obrigações da entidade, decorrente de suas atividades e de financiamentos obtidos de
entidades financeiras e/ou de investidores pessoas físicas ou jurídicas;
Patrimônio liquido compreende os recursos próprios da entidade e seu valor e
representado pela diferença entre o valor do ativo e o valor do passivo. O valor do
patrimônio liquido, portanto, pode ser positivo – quando o ativo for maior que o
passivo, nulo – quando o valor do ativo for igual ao do passivo e negativo - quando o
valor do ativo for inferior ao valor do passivo.
Iudícibus e Marion (2011) o balanço patrimonial reflete a posição financeira em
determinado momento de uma empresa.
É constituído de duas colunas: a coluna do lado direito e a denominada passivo.
A coluna do lado esquerdo e denominada ativo.
Ativo são todos os bem e direitos de propriedade da empresa, avaliáveis em
dinheiro, que representam benefícios presentes ou futuros para a empresa
 Bens: máquinas terrenos, estoques, dinheiro, ferramentas, veículos,
instalações, etc.

39
Os bens podem ser divididos em tangíveis (quando tem corpo, matéria) e
intangíveis – incorpóreo (marca, comercial). Há ainda divisão em moveis (não são fixos
ao solo, podem ser transportados) e imóveis – fixos ao solo.
 Direitos: contas a receber, duplicatas a receber, títulos a receber, ações,
depósito em conta bancaria.
Os direitos podem ser vistos como bem de posse de terceiros.
Passível exigível evidencia toda a obrigação (divida) que a empresa tem com
terceiros: contas a pagar fornecedores de matéria prima, imposto a pagar,
financiamentos, empréstimos, etc.
O passivo e uma obrigação exigível, isto é, no momento em que a divida vencer
serra exigida a sua liquidação. Por isso e mais adequado denomina-lo de passível
exigível.
Patrimônio liquido evidencia recursos dos proprietários aplicados no
empreendimento. O investimento inicial dos proprietários e denominado contabilmente
de capital.
Greco e Arend (2013) o balanço patrimonial e a demonstração contábil
destinado a evidenciar, quantitativa e qualitativamente, a posição patrimonial e
financeira da entidade em determinada data.
Apresenta os elementos quem compõe o patrimônio de uma pessoa em um
determinado momento permitindo a analise da situação patrimonial e financeira.
O balanço patrimonial e constituído pelas contas de ativo, passivo e patrimônio
liquido.
Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar
serão classificados separadamente.
Para Marion (2012) é a principal demonstração contábil.
Reflete a posição financeira em determinado momento, normalmente no fim do
ano ou de um período prefixado. É como se tirássemos uma foto da empresa e víssemos
de uma só vez todos os bens, valores a receber e valores a pagar em determinada data.
O balanço patrimonial (BP) é constituído de duas colunas: a coluna do lado
direito, denominada passivo e patrimônio liquido, a coluna do lado esquerdo,
denominada de ativo. A razão de se atribuir o lado esquerdo para o ativo e o direito para
o passivo e patrimônio liquido e mera convenção. Pela lei das sociedades por aços, o
lado direito e denominado apenas de passivo.

40
O ativo, por sua vez, compõe-se de bens e direitos aplicados na entidade
contábil. O passivo e o patrimônio liquido registram todas as entradas de recursos da
empresa.
Se demonstrássemos um balanço patrimonial cujo ativo fosse um “amontoado de
contas de bens e direito”, teríamos dificuldade em ler, interpretar e analisar o balanço
patrimonial. Por isso é importante apresentar o balanço agrupando-se as contas de
mesma características, isto é, separando grupos de contas homogêneas em si.
Para facilitar a interpretação e analise do balanço existe uma preocupação
constante em estabelecer uma adequada distribuição de contas em grupos homogêneos.

Conteúdo Do Balanço
Ativo Passivo
Ativo Circulante; Passivo Circulante;

Obrigações
Ativo Não Circulante, dividido em: Passivo Não Circulante.
- Realizável a Longo Prazo;
- Investimento; Patrimônio Líquido,
- Ativo Imobilizado; dividido em:
Bens e direitos

- Ativo Intangível. - Capital Social;

Patrimônio Líquido
- Reserva de Capital;
- Ajustes de Avaliação
Patrimonial;
- Reserva de Lucros;
- Lucros (ou prejuízos)
Acumulados
QUADRO II – Balanço Patrimonial
Fonte: Iudícibus; Martins; kanitz; Ramos; Castilho; Benatti; Weber Filho;
Domingues Júnior (2010),

2.5.1 Suas funções e características.

Segundo Piovesana (2014), o balanço é uma das principais ferramentas para


avaliar a posição contábil e financeira da empresa, já que leva em conta não apenas o
caixa, mas também propriedades, dívidas e pagamentos a receber.

41
Para Befumo (2008), apesar do fluxo de caixa ser essencial, ela é apenas uma
pequena parte do balanço patrimonial, que dá uma visão bem mais completa para a
análise do resultado econômico do seu negócio. Critérios de Classificação dos
Elementos Patrimoniais
Ainda segundo Befumo (2008) as regras básicas de enquadramento dos
elementos patrimoniais são resumidas a seguir.

Ativo Circulante:

O primeiro e maior componente de um Balanço Patrimonial é o Ativo


Circulante, que são os ativos que a companhia tem a sua disposição, e que podem ser
facilmente convertidos em dinheiro dentro de um ciclo operacional. Ele se situa em
algum lugar entre 60 a 180 dias, mas, pode chegar a um ano.

- as disponibilidades – Exemplos: Caixa, Bancos Conta Movimento, Aplicações de


Liquidez Imediata.

Caixa e Equivalentes (ou disponibilidades)

São dinheiro no banco literalmente, o bom e velho dinheiro ou alguma coisa


muito parecida.

Os Investimentos de Curto Prazo

Befumo (2008) são investimentos em títulos de duração inferior a um ano. Este


capital não pode ser liquidado instantaneamente sem esforço,

Contas a Receber (ou Clientes ou Crédito)

Befumo (2008) é o dinheiro que os clientes devem a companhia.

42
Provisões Para Devedores Duvidosos

Befumo (2008) são uma reserva colocada de lado para cobrir um possível mal
pagador, baseado no histórico que a companhia teve ou poderia ter tido no passado.

Estoques

Befumo (2008) são os produtos prontos que a companhia tem para venda a seus
clientes. Os estoques devem ser vistos com cuidado pelos investidores. Primeiro devido
às diversas formas de contabilidade existente como a FIFO (first in, first out) ou PEPS
(Primeiro que entra primeiro que sai) e LIFO (last in, first out) ou UEPS (Último que
entra primeiro que sai), é sempre bom lembrar que o valor de liquidação é sempre
diferente do valor contábil, devido aos valores estarem normalmente superavaliados nos
balanços. Segundo porquê estoque prende capital.

Finalmente, Despesas Antecipadas que são as faturas que a empresa já pagou a


seus fornecedores.

Ativo Realizável a Longo Prazo:

Iudícibus e Marion (2011) as contas representativas dos bens e direitos


realizáveis após o término do exercício seguinte e dos bens e direitos oriundos de
negócios não operacionais realizados por coligadas, controladas, proprietários, sócios,
acionistas e diretores.

Critérios de Classificação do Passivo

De acordo com a Lei 6404/76, no Passivo as contas devem ter a seguinte


disposição:

Passivo Circulante

Befumo (2008) é tudo aquilo que uma companhia deve a seus fornecedores e
credores, no curto prazo. São dívidas de curto-prazo que normalmente necessitarão que

43
alguns ativos circulantes da companhia sejam convertidos em dinheiro para que possam
ser pagos

Contas a Pagar (ou Fornecedores)

É o dinheiro que a companhia realmente deve a seus fornecedores, sócios e


empregados. De uma forma geral, este são os custos básicos que a companhia incorre
para fazer o seu negócio e que, por qualquer motivo, não pagou ainda.

Encargos a Apropriar (impostos taxas e contribuições)

São contas de atividades que a companhia se envolveu e não pagou ainda. Os


impostos são um tipo específico de despesa.

Empréstimos de Curto Prazo

É quanto a companhia retirou de capital de sua linha de crédito (de um banco ou


outra instituição financeira), e que necessita ser pago nos próximos 12 meses.

Critérios de Classificação do Patrimônio Líquido

Patrimônio Líquido

Que é composto do Capital Social e dos Lucros Retidos. Capital Social é o valor
das ações emitidas que é registrado puramente para fins contábeis e que não tem
qualquer relação ao valor das ações no mercado. A reserva de Capital é outra convenção
contábil engraçada e que é bastante difícil de ser explicada. Essencialmente é qualquer
dinheiro adicional que a companhia recebe por emitir ações a um valor superior ao valor
inicial dentro de certas convenções financeiras.

De acordo com a Lei 6404/76, são classificadas no Patrimônio Líquido as contas


representativas:
- dos investimentos dos proprietários na sociedade;
- de valores recebidos como doações e subvenções para investimento;
44
- das reservas oriundas de lucros; e
- das reservas provenientes de reavaliação de Ativos.

As contas pertencentes ao Patrimônio Líquido estão distribuídas nos seguintes


grupos:

Capital Social

As contas representativas do Capital subscrito e, por dedução, a parcela ainda


não realizada. As principais contas pertencentes a este grupo são Capita e Capital a
Integralizar (esta como redutora daquela).

Reservas de Capital

As contas que registrarem:


- os valores recebidos, a título de ágio na subscrição de ações, que ultrapassarem
a importância destinada à formação do Capital Social;
- o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;
- o prêmio recebido na emissão de debêntures;
- as doações e as subvenções para investimentos.

Reservas de Reavaliação

As contrapartidas de aumentos de valor atribuído a elementos do ativo em


virtude de novas avaliações, com base em laudo aprovado pela Assembleia Geral dos
Acionistas. Exemplo: Reavaliação de Imóveis.

Reservas de Lucros

As contas constituídas pela apropriação de lucros da empresa. Essas reservas


podem ser constituídas por imposição legal (Reserva legal), por determinação
estatutária (Reservas Estatutárias) e por propostas aprovadas pelos proprietários –
sócios e acionistas – com finalidades específicas (Reservas para Contingências,
Reservas para Expansão etc).

45
2.5.2 Sua Análise.

Segundo Iudícibus; Martins; kanitz; Ramos; Castilho; Benatti; Weber Filho e


Domingues Júnior (2010), obter dados do Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, analisar
suas variações em um determinado período de tempo, por meio da variação direta dos
registros contábeis, é uma tarefa trabalhosa. Mesmo em pequenas empresas, podem
ocorrer, diariamente, inúmeras operações e seis registros contábeis contêm grande
número de particularidade.
Daí a necessidade de resumir e apresentar os dados de forma adequada, que
permitiam ás pessoas interessadas conhecer a situação patrimonial da empresa e as
variações ocorridas durante certo período de tempo.
A tarefa de resumir e apresentar os elementos para análise e interpretação será
simplificada se a contabilização das operações for feita com critério e calcada e um
Plano de Contas bem elaborado.
A grande importância do Balanço reside na visão que ele dá das aplicações de
recursos feitas pela empresa (ativos) e quanto desses recursos são devidos a terceiros
(Passivos). Isso evidencia o nível de endividamento, a liquidez da empresa, a proporção
do capital próprio (Patrimônio Líquido) e as outras análises a serem vistas n apêndice
sobre Análise de Balanços. A visão de dois balanços consecutivos mostra facilmente a
movimentação ocorrida no período e como a estrutura patrimonial e financeira se
modificou no período.

2.5.3 Suas influências sobre as organizações.

De acordo com Piovesana (2014), se a utilidade do balanço é um documento


obrigatório para qualquer tipo de empresa no Brasil (menos MEI).
Ao mesmo tempo, deve ser feito pelo menos anualmente (mas o controle é
mensal com os balancetes).
Segundo Dias (2015), Atualmente, para a maioria das pessoas, a contabilidade
passou a ser definida como uma obrigação legal, auxiliando o empresário somente na
apuração de seus impostos, e não como uma necessidade de se manter um controle
formal e padronizado do patrimônio da empresa.

46
É notória a intensa utilização das informações contábeis por parte dos órgãos
públicos em função da padronização e uniformização dos procedimentos adotados pelos
contadores, afinal, o Governo possui total interesse em conhecer as empresas e não
existe melhor ferramenta do que o Balanço Patrimonial, ferramenta na qual está descrita
a totalidade dos ativos, passivos, receitas e despesas da empresa em um determinado
período, considerando ainda que muitas corporações devem apresentar outros
demonstrativos financeiros como complemento das informações contábeis.
Em virtude de tantas obrigações governamentais, exigências legais e falta de
conhecimento, muitos empresários perderam ou não possuem interesse nas informações
contábeis, e acabam por não controlar o patrimônio da empresa. Soma-se a isso o fato
de muitos escritórios contábeis cometerem o grande erro de oferecer serviços somente
com foco nas obrigações fiscais, deixando de lado a visão gerencial, objetivo primordial
para a origem da contabilidade.
É importante lembrar que a informação contábil para gestão da empresa não
precisa ser engessada pelas leis comerciais, societárias e fiscais, como, por exemplo, o
acompanhamento das projeções de entradas e saídas de recursos com o fluxo de caixa
realizado. A projeção dos recursos é efetuada com base nos históricos contábeis e em
fatos possíveis de realização, e o fluxo de caixa realizado é preparado com base nos
fatos reais já contabilizados.
Segundo o Sebrae (Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa), a falta de
planejamento prévio e gestão deficiente dos negócios estão entre os principais motivos
de mortalidade das empresas, ou seja, a falta de controle dos negócios aliada à falta de
informação resultam na falta de planejamento e gestão deficiente. Como consequências
surgem dois “ingredientes” que podem motivar o empresário a encerrar seu negócio.
Outro aspecto que podemos observar diz respeito aos usuários do Balanço
Contábil ou Demonstrações Contábeis, os quais podem ser internos ou externos:
– Os usuários internos representam os gestores da empresa;
– Os usuários externos representam os bancos, fornecedores, órgãos públicos,
cujo benefício pode ser convertido em alguns casos, como exemplo, obtenção de
crédito, captura de investidores, avaliação da saúde financeira da empresa etc.
Além da necessidade de controlar o patrimônio da empresa, a contabilidade
tornou-se uma obrigação legal atribuída pelo nosso Código Civil, porém, sua
apresentação é dispensada para as empresas tributadas pelo Simples Nacional e Lucro
Presumido somente aos olhos do Fisco. Enfatizando o assunto, o Fisco dispensa os

47
registros contábeis. No entanto, outras legislações os obrigam em virtude de ser uma
ferramenta de suma importância para o controle do patrimônio. Portanto, não vejam a
contabilidade como obrigação e sim como ferramenta de gestão.
O Balanço Patrimonial não deve ser descartado pelas empresas. Pelo contrário,
ele deve ser preparado por todas as companhias, pois somente com essa ferramenta é
possível conhecer o patrimônio real da corporação, além de outras informações de vital
importância.
Segue abaixo alguns índices extraídos do Balanço Patrimonial da empresa em
análise:

Índice de Liquidez:

Disponibilidade
Liquidez Imediata
Passivo circulante
2013 2014 2015
0,43 1,37 1,37

1,6
1,4 1,37 1,37
1,2
1
0,8
Liquidez Imediata
0,6
0,4 0,43
0,2
0
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

48
Ativo Circulante
Liquidez Corrente
passivo circulante
2013 2014 2015
1,35 2,49 3,12

3,5
3 3,12

2,5 2,49
2
1,5 Liquidez Corrente
1,35
1
0,5
0
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

AC + RLP
Liquidez Geral
PC + ELP
2013 2014 2015
1,35 2,49 3,12

3,50
3,00 3,12

2,50 2,49
2,00
1,50 Liquidez Geral
1,35
1,00
0,50
0,00
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

49
Índice de Rentabilidade:

Lucro Líquido
Margem líquida de lucro
Receita Líquida
2013 2014 2015
0,33 0,34 0,28

0,4
0,35 0,34
0,33
0,3
0,28
0,25
0,2 Margem líquida de
0,15 lucro

0,1
0,05
0
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

Receita Bruta
Giro do ativo
Ativo Médio
2013 2014 2015
4,53 3,66 3,12

5
4,5 4,53
4
3,5 3,66
3 3,12
2,5
Giro do Ativo
2
1,5
1
0,5
0
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

50
Taxa de retorno sobre Lucro Líquido
investimento Ativo médio
2013 2014 2015
1,36 1,15 0,81

1,6
1,4 1,36
1,2
1,15
1
0,8 0,81 Taxa de retorno sobre
investimento
0,6
0,4
0,2
0
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

Taxa de retorno sobre Lucro Líquido


patrimônio líquido
PL médio
2013 2014 2015
3,22 1,43 1,17

3,5
3,22
3

2,5

2
Taxa de retorno
1,5 sobre patrimônio
1,43
1,17 líquido
1

0,5

0
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

51
Índice de Endividamento:

Exigível total
Quociente de participação de capitais de
terceiros sobre os recursos totais Exigível total + PL
2013 2014 2015
0,63 0,36 0,29

0,70
0,63
0,60

0,50
Quociente de
0,40
0,36 participação de
0,30 capitais de terceiros
0,29
sobre os recursos
0,20 totais
0,10

0,00
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

Quociente de capitais de Exigível total


terceiros/Capitais Próprios PL
2013 2014 2015
1,68 0,56 0,42

1,80
1,68
1,60
1,40
1,20
1,00 Quociente de capitiais
0,80 de terceiros/Capitais
Próprios
0,60 0,56
0,40 0,42
0,20
0,00
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

52
Passivo Circulante
Quociente de participação do exígivel a
curto prazo sobre o exigível total Exigível total
2013 2014 2015
0,90 0,93 0,95

0,96
0,95 0,95
0,94
0,93 0,93
0,92 Quociente de
participação do
0,91 exigível a curto prazo e
0,90 0,90 o exigível total
0,89
0,88
0,87
2013 2014 2015

Fonte: Elaborado através do projeto de pesquisa (2016)

53
CAPÍTULO 3 - METODOLOGIA

3.1 Definição de metodologia

Para Ferreira (1993, p.362) a “metodologia é um conjunto de métodos, regras e


postulados utilizados em determinada disciplina e sua aplicação”; já Prado (1996, p.
332) diz que a “metodologia é um estudo científico de métodos”. Diante dessas citações
podemos dizer que a metodologia é um processo no qual a busca pelos objetivos é
determinada através de fases e etapas que buscam respondem as perguntas de Bezzon
(2005, p. 23) “como fazer?, onde fazer?, quanto? E quando fazer”.

Segundo HAROUX (2006, p. 22) o método como investigação científica significa


combinar estrategicamente a capacidade de encadeamento lógico das ideias,
empregando-a para conhecer os fatos, através de diferentes procedimentos.

Então a metodologia é um

“elemento facilitador da produção de conhecimentos, uma ferramenta


capaz de auxiliar o entendimento do processo de busca de respostas e
o adequado posicionamento das perguntas importantes sobre o que se
ignora” (HAROUX, 2006, p. 22”.

Para Martins & Lintz (2007, p. 15)

A pesquisa bibliográfica procura explicar e discutir um tema ou um


problema com base em referências teóricas publicadas em livros,
revistas, periódicos etc. Busca conhecer e analisar contribuições
científicas sobre determinado tema. A pesquisa bibliográfica é um
excelente meio de formação cientifica quanto realizada
independentemente – análise teórica – ou como parte de investigação
empírica.

Já Traldi & Dias (2005, p.53)

“Pesquisa bibliográfica busca explicar um problema com base em


contribuições teóricas publicadas em documentos (livros, revistas,
jornais, etc) e não por intermédios de relatos de pessoas ou
experimentos. Pode ser realizada de forma independente, ou estar
inserida (levantamento bibliográfico) nos demais tipos de pesquisa.

E para Marconi & Lakatos (2010, p. 43) a pesquisa pode ser considerada um
procedimento formal de pensamento reflexivo que requer um tratamento científico e se
constitui no caminho para conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais.

54
O estudo de caso acontece quando procuramos mais que respostas superficiais
para um determinado assunto. Gil (1991, p. 58) nos mostra que o estudo de caso é um

estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetivos, de maneira


que permita o seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa
praticamente impossível mediante os outros delineamentos
considerados,

Martins & Lintz (2007; p. 23) o estudo de caso:

Uma técnica de pesquisa cujo objetivo é o estudo de uma unidade que


se analisa profunda e intensamente.

Para Gil (1999, p. 128) o questionário dá ao pesquisador informações claras,


concretas e precisas sobre um determinado tema, podendo ser aplicados com entrevistas
ou formulários.

E ainda define a aplicação do questionário como:

[...] técnica de investigação composta por um número mais ou menos


elevado de questões apresentadas por escrito às pessoas, tendo por
objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses,
expectativas, situações vivenciadas etc., os questionários na maioria
das vezes, são propostos por escrito aos respondentes. (GIL, 1999,
p.29).

A metodologia é uma conjunto de métodos, regras, feito por etapas, sendo capaz
de auxiliar o entendimento sobre uma determinada disciplina, a pesquisa bibliográfica
procura explicar um tema através de conceitos teóricos.

3.2 Pesquisa de Campo

Através destes conceitos, este trabalho pode ser definido como uma pesquisa
bibliográfica seguida de um estudo de caso. Aonde a coleta de informações teóricas foi
realizada através de trabalhos de conclusões de curso sobre o tema, artigos online e
livros. No estudo de caso utilizou-se a Organização Contábil Armelin, localizada em
Capivari – SP, como sendo a empresa alvo, buscou-se fazer um levantamento de sua
história, valores e a aplicação de um questionário para o contador da empresa.

Para obtenção dos dados relevantes para esse trabalho, foi aplicado um
questionário em 09 de Outubro de 2015, com oito perguntas abertas para o contador o
Sr. Marinilson. Sendo que essas 8 questões, onde todas elas se referem ao lado contábil

55
da empresa, tratando principalmente de seu balanço patrimonial. Essa entrevista durou
20 minutos, no qual ia anotando as respostas.

56
CAPÍTULO 4 – CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

Dos documentos da empresa, ela foi fundada em 1976, com o nome de Armelin
X Zunstein, com dois sócios (Geraldo Armelin e José Valdemar Zunstein, que se
desligou no ano de 1990). Nesse ano a empresa já contava com mais três irmãos:
Antonio Armelin, Reinaldo Armelin e Gilberto Armelin, e posteriormente a essa data,
afastaram-se Antonio e Gilberto, vindo a fazer parte da empresa, Marinilson Stenico
Franco, onde contava com apenas seis funcionários.
Hoje a empresa conta com três sócios e vinte funcionários e trata-se de uma
empresa com administração familiar.
Sua atividade é voltada à prestação de Serviços contábeis, fiscais, trabalhistas e
previdenciários contando com departamentos que desenvolvem as diversas áreas e sua
sede também pertence à família, porém não se trata de sede própria ainda. Em futuro
próximo estará em sede própria, de vez que adquiriu um prédio próprio o qual deverá
ser adequado às instalações dos departamentos, oportunamente.

Bens Imóveis da Empresa

Um prédio Comercial sito na Rua: Tiradentes, 872, Centro, em Capivari, o qual


deve ser adequado para ser sede da empresa;

Instalações

1- No layout da empresa para acomodar seus funcionários foi utilizado o sistema


de baias, que permite maior conforto, dando possibilidade de um melhor rendimento.

2- Conta também com 20 microcomputadores que servem de terminais, nos


quais trabalham os funcionários e proprietários e mais três microcomputadores que
servem de servidores, onde são armazenadas todas as informações referentes aos
serviços realizados.

3- Conta ainda com 06 aparelhos de ar condicionado os quais auxiliam na


melhoria das máquinas e dos funcionários.

57
Principais Produtos Vendidos:

A empresa diversifica suas atividades para atender a diversos setores como:


Contabilidade, contando com 4 funcionários; fiscal, com 5 funcionários; Departamento
Pessoal, dando assistência trabalhista e previdenciário, contando com 3 funcionários;
auxiliares Administrativo, contando com 3 funcionários, além de pessoal de apoio, com
2 Office boys.

Clientes:

Hoje empresa atende mais de 100 empresas tanto na área fiscal, Contábil e
trabalhista, buscando sempre uma assessoria de qualidade e rapidez, com alta perfeição.
Os clientes se diversificam em ramos de atividades, desde indústria, comércio,
prestadoras de serviços, e área rural, tornando para a equipe um desafio ainda maior,
pois lidam com categorias tanto trabalhistas como fiscal diferentes umas das outras.

58
CAPITULO 5 - RESULTADOS E DISCUSSOES DO ESTUDO

Aborda-se nesse capítulo, uma análise das perguntas feita ao contador da


empresa, e o que ele nos aponta com relação ao balanço patrimonial.

5.1 Questionário com o contador da empresa

1 – Qual o regime de apuração realizado pela empresa? E motivo dessa escolha?

R - Simples Nacional e o motivo é Planejamento Tributário.

Toda empresa deve adotar um regime a ser seguido, onde cada regime tem seu objetivo
e obrigações. Por isso que a empresa optou pelo simples nacional, pelo motivo
tributário.

Com base no autor Eduardo Borges (2012), o simples nacional e adequado para micro e
pequenas empresas onde o faturamento bruto anual não ultrapasse R$ 3.600.000,00,
sendo assim favorecido na área tributaria, pois quem opta por essa opção tem uma
redução considerável de tributos.

2 – Quais são as ferramentas contábeis usadas?

R - Utilizamos o Sistema Cuca Fresca.

Existe diversos tipos de ferramenta, cabe a organização a escolha no qual facilite a


aplicação dessa ferramenta.

De acordo com Carneiro (2010), com base na resolução CFC 750/93, sobre o princípio
da oportunidade, artigo 6ª, que se refere ao processo de mensuração e apresentação dos
componentes patrimoniais para produzir informações integras e tempestivas.

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3 – O que levou a decidir por essas ferramentas.

R - Em 2000 decidimos usar e era e até hoje é a melhor ferramenta que vejo que o
mercado oferece.

Ao escolher uma ferramenta para auxiliar no campo contábil, é necessário cautela, pois
é através dela que implantamos todos os dados da empresa, consequentemente levando
a análise da situação financeira da empresa.

De acordo com Carneiro (2010), com base na resolução CFC 750/93, sobre o princípio
da oportunidade, artigo 6ª, que se refere ao processo de mensuração e apresentação dos
componentes patrimoniais para produzir informações integras e tempestivas.

4 – Na visão da empresa, o que pode beneficiar uma análise de balanço?

R - Em tudo, pois através da análise você tem todos os indicadores necessários


para medir tanto a saúde financeira da empresa como planejar o crescimento.

A análise de balanço beneficia e muito uma empresa, é nela que podemos analisar a
estrutura da empresa.

Fundamentando no autor Piovesana (2014), diz que o balanço patrimonial é umas das
principais ferramentas para avaliar a posição contábil e financeira da empresa.

Pois através dela podemos analisar vários fatores tanto como o endividamento, a
rentabilidade e liquidez da empresa. Um dos índices de endividamento condiz o quanto
de recursos de terceiros são utilizados nos recursos totais da empresa, e conforme
analisado ele vem utilizando menos os recursos de terceiro, o que condiz que a empresa
está estável e sólida.

5 - Em sua opinião, porque se faz uma analise de balanço?

R – Para verificar a capacidade, a saúde financeira e também para avaliar qual


situação a empresa está no momento.

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A análise de balanço é feita para mostrar a realidade da empresa, com ela está no
período atual, é como um mapa financeiro.

Segundo Iudícibus; Martins; kanitz; Ramos; Castilho; Benatti; Weber Filho; Domingues
Júnior (2010), obter dados do Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido, analisar suas
variações em um determinado período de tempo. A grande importância do Balanço
reside na visão que ele dá das aplicações de recursos feitas pela empresa (ativos) e
quanto desses recursos são devidos a terceiros (Passivos). Isso evidencia o nível de
endividamento, a liquidez da empresa, a proporção do capital próprio (Patrimônio
Líquido).

E com a análise feita pelos índices, podemos afirmar que através do índice de liquidez
imediata que a empresa está com um fluxo de caixa bom para liquidar suas dívidas.

6 - Aonde se quer chegar com isso?

R – Em ter uma empresa sempre sólida.

Para se obter uma empresa sólida é necessário investir em recursos, e assim que tiver os
componentes certos, análise certa, saber investir, para obter continuidade da
organização.

De acordo com Carneiro (2010), com base na resolução CFC 750/93, sobre o princípio
da continuidade, artigo 5ª, coloca que a entidade continuara no futuro, e, portanto a
mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta
circunstância.

E com o autor Lourivaldo Lopes da Silva (2007), diz que o princípio da continuidade e
a qual a empresa não pode ser criada com o prazo estabelecido para seu encerramento.

Conforme a análise de rentabilidade percebemos que o giro do ativo está diminuindo,


mostrando a eficiência da empresa para o uso do ativo.

7 – Há alguma exigência legal em se ter um balanço em uma empresa? (está ligado ao


qual regime de apuração escolhido pela empresa)

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R – Sim perante o código comercial todas as empresas são obrigadas, independente
do regime que ela esta.

Um balanço não pode ser feito de qualquer maneira, existe regras, normas que
formalizam o balanço, para que sempre haja uma análise futura.

Com base no autor Zanluca (2008), que condiz com a Lei nº 6404/76 onde a maneira de
indicação do nome da demonstração, a expressão “em milhares de reais”, a
nomenclatura e disposição das contas, a apresentação comparativa dos valores do
exercício encerrado com os do imediatamente anterior, a menção dos dois exercícios
encabeçando os valores, tudo isso obedece a lei das sociedades por ações.

E que através dela podemos analisar a taxa de retorno sobre o investimento, que nada
mais é mensurar o investimento em determinado período, percebe-se que há uma
diminuição de investimento, sendo assim a empresa vem se mantendo sozinha.

8 – Quais as principais informações fornecidas pela análise de balanço? Em que essas


informações podem beneficiar a empresa?

R – Com a análise de Balanço você tem em mãos todos os indicadores necessários


para analisar a situação da empresa, onde poderá ser tomada decisões para
melhorar o crescimento da mesma ou outras decisões.

Os dados que o balanço nos fornece são os dados para realizar uma análise da situação
da empresa em um determinado período, quais caminhos a serem seguidos após essa
análise demonstrada, isso é de extrema importância para a saúde da empresa.

De Acordo com o autor Piovesana (2014), diz que as principais informações do balanço
é mostrar a situação patrimonial em dado momento que a alcançada com a indicação da
natureza e o valor do ativo, do passivo e do patrimônio liquido, para a utilização de
terminologia clara e precisa.

Conforme podemos analisar a liquidez corrente mostra em curto prazo se os ativos são
capazes de cobrir as obrigações nesse mesmo período, e na empresa, ela tem um bom
índice, capaz de quitar todas as obrigações e obtém sobra.

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Com realização do questionário, podemos dizer que a nossa pergunta problema “qual a
importância da análise de balanço: os fatores que a influenciam e sua eficácia para a
saúde da empresa” foi respondida.

Em relação aos objetivos específicos apontados no capitulo 1.4 foram todos atingidos,
pois a empresa sabe que é fundamental e essencial o balanço e sua análise, utilizando
ferramenta e o regime de apuração mais adequada, fazendo assim a empresa sólida.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme analisado a Contabilidade se trata de um estudo muito antigo, e que


foi feito sempre com o objetivo de obter controle de algo.

E que com o passar do tempo a Contabilidade foi ficando cada vez mais
sofisticada, o que antes utilizavam-se pedra para controlar rebanho, hoje é um ramo
muito complexo, detentor de várias ferramentas, e uma delas que virou objeto de estudo
e o balanço patrimonial.

Afinal entender sobre o balanço patrimonial é algo muito difícil, porém é


necessário para as organizações do mundo atual, e como podemos ver e através dela que
traçamos metas e objetivos futuros para uma empresa.

Hoje uma empresa de alto nível não está à procura somente de obter lucros, e
sim qual a melhor maneira de se chegar até eles.

Um grande diferencial para que isso ocorra é necessário aprimorar os


conhecimentos, saber as normas, os conceitos, pois são esses pequenos detalhes que
farão o diferencial para a tomada de decisão sadia para a empresa.

Uma análise feita sobre a história da Organização Contábil Armelin S/A, mostra
que utiliza o modelo de Simples Nacional, fazendo com que haja uma redução tributária
onde é mais vantajoso para a empresa.

Nesse foco a Organização está indo bem, e está consciente com relação à
aplicação do balanço patrimonial e de seu regime adotado para realização da
contabilidade, realizando todos os processos necessários para obter um bom resultado,
gerado pela entrevista com o contador da empresa. A Organização sabe que o BP é um
diferencial, por isso procura sempre o aperfeiçoamento. Utiliza uma ferramenta para
facilitar o processo que se chama Sistema Cuca Fresca, no qual apontou como a melhor
programação do mercado.

Com todas essas análises nota-se que o objetivo do meu estudo, conseguindo
aprimorar um conceito tão extenso. Não podendo esquecer de sempre aperfeiçoar, pois
sempre haverá modificações no manuseio dessa ferramenta.

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Para a pergunta problema “Qual a Importância da Análise de Balanço: os fatores que
as influenciam e o quanto e eficaz para a saúde da empresa”, posso dizer que foi respondido
por meio de pesquisa de campo por questionários, realizado com o contador da empresa
alvo juntamente com o levantamento do balanço patrimonial para a analise de alguns
índices, o de liquidez, de endividamento e o de rentabilidade.

Analisando esses três índices apontam que a empresa esta solida, pois consegue
quitar todos os seus compromissos a curto prazo e também empresa esta utilizando
menos capital de terceiros, assim conclui-se que foi alcançado a meta pretendida.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

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do suposto monólogo ao inevitável diálogo – 2012.
BASSO, Irani Paulo. Contabilidade Geral Básica, 4ª Edição. Ijuí: Unijui, 2011.
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Disponível em
<http://www.fundamentus.com.br/pagina_do_ser/COMOLERUmBPATRIMONIAL.htm>
Acesso em 17/06/2015;

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Domingues; KANITZ, Stephen Charles; IUDÍCIBUS; Sérgio de; MARTINS, Eliseu;
RAMOS, Alkíndar de Toledo; Contabilidade Introdutória, 11ª Edição. São Paulo:
Atlas, 2010.

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Teses. Campinas: Alínea, 2005.

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CARNEIRO; Juarez Domingues – Resolução Conselho Federal de Contabilidade –


CFC nº 1.282, Disponível em
<http://www.normaslegais.com.br/legislacao/respcaocfc1282_2010.htm>. Acesso em
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patrimonial/>. Acesso em 26/07/2015

FERREIRA, Aurélio B. de Hollanda. Mini dicionário da língua portuguesa. 3. ed.

Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.


GIL, Antônio Carlos. Projeto de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 1991.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 5ª Edição. São Paulo:
Atlas, 1999.

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São Paulo: Saraiva, 2013.

66
HAROUX, Ofélia M. G.. Metodologia: processo de produção, registro e relato do
conhecimento. São Paulo: DVS, 2006.

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade, 8ª Edição. São Paulo: Atlas, 2006
IUDÍCIBUS, Sérgio de e MARION, Jose Carlos. Curso de Contabilidade para não
Contadores. 7ª Edição. São Paulo: Atlas, 2011.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho
cientifico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório,
publicações e trabalhos científicos. 7ª Edição. 5ª reimpr. São Paulo: Atlas, 2010.

MARION, Jose Carlos. Contabilidade Empresarial. 16ª Edição. São Paulo: Atlas,
2012.

MARTINS, Gilberto de Andrade; LINTZ, Alexandre. Guia para elaboração de


monografias e trabalhos de conclusões de curso. 2ª Edição. São Paulo: Atlas, 2007

PIOVESANA, Luis, Balanço Patrimonial o que é. Disponível em


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ZANLUCA, Júlio César – Demonstrações Contábeis (ou finanças). Disponível em


<http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/demonstracoescontabeis.htm>.
Acessado em 29/10/2015

67
APÊNDICE

Pesquisa de como é realizado a analise de balanço da empresa e quais


as ferramentas utilizadas

68
Questionário

1 – Qual o regime de apuração realizado pela empresa? E motivo dessa escolha?

2 – Quais são as ferramentas contábeis usadas?

3 – o que levou a decidir por essas ferramentas.

4 – Na visão da empresa, o que pode beneficiar uma analise de balanço?

5 - Em sua opinião, porque se faz uma analise de balanço?

6 - Aonde se quer chegar com isso?

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7 – Há alguma exigência legal em se ter um balanço em uma empresa? (esta ligado ao
qual regime de apuração escolhido pela empresa)

8 – Quais as principais informações fornecidas pela analise de balanço? Em que essas


informações podem beneficiar a empresa?

70