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Universidade do Estado do Amapá

Curso de Licenciatura em Música

Apostila da disciplina
Teoria e Percepção Musical II

Professor: Professor: Emanuel Lima Cordeiro

Macapá
2017
Sumário

I TEORIA 3

1 INTERVALOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.1 Inversão de intervalos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.2 Tipos de intervalos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.2.1 Harmônicos e Melódicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.2.2 Simples e composto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.3 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

2 TRANSPOSIÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.1 Instrumentos transpositores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.1.1 Transpositores de oitava . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.1.2 Instrumentos transpositores comuns . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.2 Exercício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

3 SÉRIE HARMÔNICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
3.1 Exercício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10

4 TONALIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4.1 Maiores e menores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4.1.1 Exercício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4.2 Ciclo de quintas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
4.3 Armadura de Clave . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
4.3.1 Exercício . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

5 ESCALAS E MODOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
5.1 Escalas tonais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
5.1.1 Maiores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
5.1.2 Menores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
5.1.3 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
5.2 Pentatônicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
5.3 Modos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
5.3.1 Modos gregos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
5.3.2 Modos derivados da menor harmônica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
5.3.3 Modos derivados da menor melódica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
5.4 Escalas simétricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
5.4.1 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
5.5 Escalas exóticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

6 ACORDES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
6.1 Tríades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
6.1.1 Campo harmônico das tríades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
6.1.2 Treinamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
6.2 Tétrades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
6.2.1 Campo harmônico das tétrades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
6.2.2 Relação entre modos e acordes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
6.2.3 Treinamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30

II PERCEPÇÃO 31

7 PERCEPÇÃO DE INTERVALOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
7.1 Características intervalares de tensão . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
7.2 Associação com músicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
7.3 Treinamento de intervalos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Parte I

Teoria
4

1 Intervalos

Intervalo é a distância entre duas notas.


Para descobrir o tipo de intervalo é necessário 2 passos:
O primeiro passo para classificar um intervalo é observar a distancia entre eles com
relação a posição na pauta e/ou nomenclatura (7 nomes de notas).
Dó - Ré - Mi - Fá - Sol - Lá - Si -Dó
Quando as duas notas tem o mesmo nome e estão escritas na mesma linha ou
mesmo espaço, o intervalo é de primeira.
Se as duas notas são vizinhas ou uma nota está escrita em uma linha e a outra no
espaço imediatamente acima ou abaixo o intervalo é de segunda.
Se pular uma nota ou quando uma nota é escrita em uma linha ou espaço acima
ou abaixo o intervalo é uma terça e assim sucessivamente.
1a 2a 3a 4a 5a 6a 7a 8a
G ¯ ¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯
O segundo passo é contar a quantidade de semitons e/ou tons entre as duas notas.
C - C# - D - D# - E - F - F# - G - G# - A - A# - B - C
C - Db - D - Eb - E - F - Gb - G - Ab - A - Bb - B - C

Tabela 1 – Intervalos Simples

Intervalo Semitons
Primeira justa 0
Segunda menor 1
Segunda maior 2
Terça menor 3
Terça maior 4
Quarta justa 5
Trítono1 6
Quinta justa 7
Sexta menor 8
Sexta maior 9
Sétima menor 10
Sétima maior 11
Oitava justa 12

1
O trítono é um intervalo de quarta aumentada ou quinta diminuta.
Capítulo 1. Intervalos 5

Os intervalos de primeira, quarta, quinta e oitava são chamados de justos, enquanto


que os de segunda, terça, sexta e sétima são denominados maiores ou menores.
1a J 4a J 5a J 8a J
G ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯ ¯ ¯
2a M 3a M 6a M 7a M
G ¯ ¯
¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯
2a m 3a m 6a m 7a m
G ¯ 2¯ 2¯ 2¯
¯ 2¯ ¯ ¯
Ao aumentar em um semitom um intervalo maior ou justo torna-o aumentado, ao
diminui um semitom de um intervalo menor ou justo torna-o diminuto
1a aum 2a aum 3a aum 4a aum 5a aum 6a aum 7a aum
G 4¯ 4¯ 4¯
¯ 4¯ ¯ 4¯ ¯ 4¯ ¯ 4¯ ¯ ¯ ¯
2a dim 3a dim 4a dim 5a dim 6a dim 7a dim
G 2¯ 3¯ 3¯
¯ 3¯ ¯ 3¯ ¯ 3¯ ¯ ¯ ¯

1.1 Inversão de intervalos


Um intervalo é invertido quando uma de suas notas desce ou sobe uma oitava
ultrapassando a outra nota, ou seja, a nota superior passa a ser a inferior e a inferior passa
a ser superior.

G ˘ ˘
˘ ˘
Ao inverter um intervalo obtemos o seguinte resultado:

2 ⇐⇒ 7
3 ⇐⇒ 6
4 ⇐⇒ 5

Os intervalos justos continuam sendo justos

4J ⇐⇒ 5J

Os menores tornam-se maiores e os maiores se tornam menores.


Capítulo 1. Intervalos 6

2 m ⇐⇒ 7 M
3 m ⇐⇒ 6 M
6 m ⇐⇒ 3 M
7 m ⇐⇒ 2 M

Os aumentados tornam-se diminutos e os diminutos tornam-se aumentados.


1 aum ⇐⇒ 8 dim
2 aum ⇐⇒ 7 dim
3 aum ⇐⇒ 6 dim
4 aum ⇐⇒ 5 dim
6 aum ⇐⇒ 3 dim
7 aum ⇐⇒ 2 dim

1.2 Tipos de intervalos


1.2.1 Harmônicos e Melódicos
Intervalos Harmônicos são quando as notas são simultâneas.

G ¯˘

Intervalos Melódicos quando as notas são sucessivas, podendo ser ascendentes ou


descendentes.

Ascendentes e descendentes

Ascendentes são quando ocorrem de uma nota mais grave para uma mais aguda.

G ˘ ˘

Descendentes são quando ocorrem de uma nota mais aguda para uma mais grave.

G ˘ ˘

1.2.2 Simples e composto


Intervalos simples são aqueles que ocorrem dentro de uma oitava (1a , 2a , 3o , 4a , 5a ,
6a , 7a e 8a )
Capítulo 1. Intervalos 7

3a M 5a J 7a m
¯ ¯
G ¯ ¯ ¯ ¯
Intervalos compostos são aqueles que ultrapassam uma oitava (9a , 10a , 11a ...).
9a M 10a m 11a J
¯ ¯
G ¯
¯ ¯ ¯
Existe uma correpondência entre intervalos simples e Compostos, sendo que os
compostos estão uma oitava acima dos correspondentes simples. As características (maior,
menor, justo, aumentado e diminuto) permanecem inalteradas.

Tabela 2 – Correspondência entre Simples e Composto

Simples Composto
2a 9a
3a 10a
4a 11a
5a 12a
6a 13a
7a 14a
8a 15a

1.3 Exercícios

1. Construa os intervalos x a partir da nota

2. Identifique os intervalos
8

2 Transposição

Transpor indica que as notas (alturas) serão alteradas mantendo a mesma relação
intervalar.

2.1 Instrumentos transpositores


Alguns instrumentos são escritos em uma determinada altura, mas soam em altura
diferentes

2.1.1 Transpositores de oitava


Soam oitava acima da nota escrita: Flauta doce soprano, flautim, xilofone.
Soam oitava abaixo da nota escrita: Violão, guitarra, contrabaixo, contrafagote,
trombone baixo, flauta transversal baixo.
Soam duas oitavas acima da nota escrita: Glockenspiel, crotales.

2.1.2 Instrumentos transpositores comuns


Transposição para Ré: Soa uma 2a M acima da notação escrita (Trompete em Ré,
clarinete em Ré).
Transposição para Mi b: Soa uma 3a m acima (clarinete requinta) da notação
escrita ou 6a M abaixo (saxofone alto, clarinete alto em Mib), ou ainda 13a M abaixo (sax
barítono).
Transposição para Fá: Soa uma 5a J abaixo da notação escrita (Trompa, corne
inglês).
Transposição para sol: Soa uma 4a J abaixo da notação escrita (Flauta transversal
contralto).
Transposição para Lá: Soa uma 3a m abaixo da notação escrita (Clarinete em Lá).
Transposição para Si b: Soa uma 2a M (Clarinete em Sib, trompete em Sib, saxofone
soprano) abaixo da notação escrita ou 9a M (sax tenor e clarone).

2.2 Exercício

1. Transponha o trecho para o intervalo x


Capítulo 2. Transposição 9

2. Treino de transposição para tom de concerto (dó)

3. Treinamento para escrever instrumentos transpostos


10

3 Série harmônica

Ao tocar uma nota em um instrumento de altura determinada, outras alturas


vibram simultaneamente. A nota mais grave é denominada de fundamental e as outras são
chamadas de harmônicos. A ordem em que estas notas são organizadas é a série harmônica.
Os harmônicos podem ser encontrados ao dividirmos uma corda esticada em 2 partes
iguais, 3 partes iguais, 4 partes iguais...

Figura 1 – Série harmônica de Dó


¯ 2¯ 2¯ 6¯ ¯
2¯ ¯ ¯ ¯ 4¯
G ¯ ¯ ¯
ă 1o 2o 3 o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o 11o 12o 13o 14o 15o
I ¯
¯
¯
Fundamental

Alguns harmônicos possuem afinação diferente do temperamento que utilizamos: O


6 harmônico (Si b) é mais baixo. O 10o harmônico está entre as notas Fá e Fá sustenido.
o

O 12o harmônico está entre as notas Lá bemol e Lá natural.

Tabela 3 – Harmônicos em relação à fundamental

Harmônico oitavas intervalo


1o 1
2o 1 5a J
3o 2
4o 2 3a M
5o 2 5a J
6o 2 7a m
7o 3
8o 3 2a M
9o 3 3a M
10o 3 4a aum
11o 3 5a J
12o 3 6a m
13o 3 7a m
14o 3 7a M
15o 4

3.1 Exercício
Escreva a série harmônica transpondo para diferentes fundamentais.
11

4 Tonalidade

Tonalidade é um tipo de relação entre notas musicais na qual existe um nota


principal (central) e as outras notas desta tonalidade são atraídas por esta nota principal.

4.1 Maiores e menores


As notas principais de uma tonalidade maior são as notas da mesma escala maior
natural. A escala maior possui somente intervalos maiores e justos em relação à nota inicial
(centro).

Figura 2 – Escala de Dó maior natural

G ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯
1a J 2a M 3a M 4a J 5a J 6a M 7a M 8a J

Para encontrar a tonalidade menor1 e/ou a escala menor relativa de uma tonalidade
maior, utiliza-se as mesmas notas iniciando a partir da 6a nota.

Figura 3 – Escala de Lá menor (relativa de dó maior)

¯ ¯ ¯ ¯
G ¯ ¯ ¯ ¯

1a J 2a M 3a m 4a J 5a J 6a m 7a m 8a J

Para encontrar outras tonalidades, basta transpor as escalas mantendo a mesma


relação intervalar.

4.1.1 Exercício
Transpor a escala maior para outras tonalidades
Identificar se a escala é maior ou menor
Diferenciar as escalas auditivamente
1
A terça é o intervalo que caracteriza se um tom é maior ou menor. Portanto, se a terça for maior em
relação à primeira nota da tonalidade será maior e se a terça for menor a tonalidade será menor.
Capítulo 4. Tonalidade 12

4.2 Ciclo de quintas


Ao transpormos a escala de dó maior para outras tonalidades, cada uma delas
apresenta uma certa quantidade de sustenidos e bemóis. A escala de Sol maior possui 1
sustenido, Ré maior 2 sustenidos, Lá maior 3 sustenidos, etc...
Podemos observar que as escalas (ou tons) adicionam sustenidos seguindo a ordem
das quintas justas ascendentes:
C + 5a Ja = G + 5a Ja = D + 5a Ja = A +5a Ja = E ...
A ordem das escalas (ou tons) em que aparecem os bemóis também pode ser
encontrada pelo ciclo das quintas, mas descendente (ou quarta ascendente)>
C ⇒ F ⇒ Bb ⇒ Eb ⇒ Ab ...
A ordem em que aparecem os sustenidos e bemóis também pode ser definida pelas
quintas ascendentes e descendentes respectivamente:
Ordem dos sustenidos: F, C, G, D, A, E, B
Ordem dos bemóis: B, E, A, D, G, C, F
Resumido o Ciclo das quintas:

4.3 Armadura de Clave


Para facilitar a notação das tonalidades, utiliza-se a Armadura de clave, esta
antecipa e indica os acidentes da tonalidade. A organização dos acidentes de acordo com
as claves segue o ciclo das quintas e ocorre da seguinte maneira:
Capítulo 4. Tonalidade 13

I4444 4 I 222
44 2222

I4444 4 I 222
44 2222
4
K44 4444 K222222
2
K4444444 K222222
2

4.3.1 Exercício
Construa a armadura de clave da tonalidade x
Identifique a tonalidade da armadura de clave
14

5 Escalas e modos

5.1 Escalas tonais


Além da escala Maior e menor naturais, outras escalas são utilizadas.

5.1.1 Maiores
A Escala Maior harmônica possui o sexto grau menor em relação à Maior Natural:

Figura 4 – Escala de Dó maior harmônica

G ¯ 2¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a M 4a J 5a J 6a m 7a M 8a J

A Escala Maior melódica1 possui o sexto e sétimo graus menores em relação à


Maior Natural:

Figura 5 – Escala de Dó maior melódica

G ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ 2¯ 2¯ ¯
1a J 2a M 3a M 4a J 5a J 6a m 7a m 8a J

5.1.2 Menores
A Escala Menor harmônica possui o sétimo grau maior em relação à Menor Natural:

Figura 6 – Escala de Lá menor harmônica

¯ ¯ ¯ 4¯ ¯
G ¯ ¯ ¯

1a J 2a M 3a m 4a J 5a J 6a m 7a M 8a J

A Escala menor melódica2 possui o sexto e sétimo graus maiores em relação à


Menor Natural:
1
As escalas maiores harmônicas e melódicas são pouco utilizadas e difundidas, elas servem principalmente
para justificar algumas alterações harmônicas.
2
A escala menor melódica é conhecida por ser apenas ascendente, para descer se costuma substituir pela
menor natural. Quando se sobe e desce com a menor melódica, a escala é denominada de Bachiana.
Capítulo 5. Escalas e modos 15

Figura 7 – Escala de Lá menor melódica

¯ ¯ ¯ ¯ 4¯ 4¯ ¯
G ¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a J 6a M7a M 8a J

5.1.3 Exercícios
Formar a escala maior harmônica, menor harmônica, menor melódica

5.2 Pentatônicas
As escalas pentatônicas são compostas de apenas cinco notas (como o nome sugere),
não utilizando duas notas da maior e menor natural (as notas que contém semitons).
A escala Pentatônica maior não utiliza a 4a e a 7a nota da escala maior natural.

Figura 8 – Pentatônica maior

G ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a M 5a J 6a M 8a J

A escala Pentatônica menor não utiliza a 2a e a 6a nota da escala menor natural.


Ela também pode ser formada a partir da quinta nota da pentatônica maior.

Figura 9 – Pentatônica menor

G ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯
1 J 3a m 4a J 5a J 7a m 8a J
a

As escalas pentatônicas também possuem modos (mas sem denominação específica).


Capítulo 5. Escalas e modos 16

5.3 Modos
5.3.1 Modos gregos
Os modos gregos podem ser compreendidos hoje como escalas derivadas das escalas
naturais3 Para formar um modo grego, basta iniciar a escala maior (chamada de modo
jônio) à partir de um determinado grau:
O modo jônio inicia na primeira nota (é igual à escala maior natural).

Figura 10 – Dó Jônio

G ¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a M 4a J 5a J 6a M 7a M 8a J

Para formar o Modo dórico, inicie pela segunda nota da escala maior natural.

Figura 11 – Ré Dórico

G ¯ ¯ ¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a J 6a M 7a m 8a J

Para formar o Modo frígio, inicie pela terceira nota da escala maior natural.

Figura 12 – Mi Frígio

¯ ¯ ¯ ¯
G ¯ ¯ ¯ ¯
1a J 2a m 3a m 4a J 5a J 6a m 7a m 8a J

Para formar o Modo lídio, inicie pela quarta nota da escala maior natural.

Figura 13 – Fá Lídio

¯ ¯ ¯ ¯ ¯
G ¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a M 4a a 5a J 6a M 7a M 8a J
3
O processo histórico foi inverso: os modos naturais derivaram dos modos gregos, que antigamente
se dividiam em modos autênticos e plagais, os últimos possuíam o prefixo hipo indicando que eram
formados uma quarta abaixo do respectivo modo autêntico. A nomenclatura dos modos vem das
características dos antigos povos gregos
Capítulo 5. Escalas e modos 17

Para formar o Modo mixolídio, inicie pela quinta nota da escala maior natural.

Figura 14 – Sol Mixolídio

¯ ¯ ¯ ¯ ¯
G ¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a M 4a J 5a J 6a M 7a m 8a J

Para formar o Modo Eólio, inicie pela sexta nota da escala maior natural (igual a
escala menor natural).

Figura 15 – Lá Eólio

¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯
G ¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a J 6a m 7a m 8a J

Para formar o Modo Lócrio, inicie pela sétima nota da escala maior natural.

Figura 16 – Si Lócrio

¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯
G ¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a d 6a m 7a m 8a J

Modos sobre a mesma tônica

Outra forma de montar e analisar os modos gregos é comparando intervalos de


diferentes modos sobre a mesma tônica.
Existem três modos gregos maiores (possuem 3a maior): Jônio, Lídio e Mixolídio.

Figura 17 – Dó Jônio

G ¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a M 4a J 5a J 6a M 7a M 8a J

O modo lídio diferencia do Jônio por ter um intervalo 4a aumentada (ao invés de
4a justa) em relação à tônica.
Capítulo 5. Escalas e modos 18

Figura 18 – Dó Lídio

G ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯ 4¯ ¯
1a J 2a M 3a M 4a a 5a J 6a M 7a M 8a J

O modo mixolídio diferencia do Jônio por ter um intervalo 7a menor (ao invés de
7a maior) em relação à tônica.

Figura 19 – Dó Mixolídio

G ¯ ¯ ¯ 2¯ ¯
¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a M 4a J 5a J 6a M 7a m 8a J

Existem três modos gregos menores: Eólio, Dórico e Frígio.


O modo eólio diferencia do mixolídio unicamente por ter um intervalo 3a menor
(ao invés de 3a maior) em relação à tônica.

Figura 20 – Dó Eólio

G ¯ ¯ 2¯ ¯ ¯ 2¯ 2¯ ¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a J 6a m 7a m 8a J

O modo dórico diferencia do eólio por ter um intervalo 6a maior (ao invés de 6a
menor) em relação à tônica.

Figura 21 – Dó Dórico

G ¯ ¯ ¯ 2¯ ¯
¯ 2¯ ¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a J 6a M 7a m 8a J

O modo frígio diferencia do dório por ter um intervalo 2a menor (ao invés de 2a
maior) em relação à tônica.

Figura 22 – Dó Frígio

G ¯ ¯ ¯ 2¯ 2¯ ¯
2¯ 2¯
1a J 2a m 3a m 4a J 5a J 6a m 7a m 8a J
Capítulo 5. Escalas e modos 19

O modo lócrio diferencia do frígio por ter um intervalo 5a diminuta (ao invés de 5a
justa) em relação à tônica.

Figura 23 – Si Lócrio

G ¯ ¯ 2¯ 2¯ 2¯ ¯
2¯ 2¯
a a
1J 2m 3a m 4a J 5a d 6a m 7a m 8a J

5.3.2 Modos derivados da menor harmônica


Podemos iniciar a escala menor harmônica por outros graus, o que gera variações
dos modos gregos (naturais).
A escala menor harmônica pode também ser chamada de Eólio com 7a maior.

Figura 24 – Lá Eólio 7M

¯ ¯ ¯ 4¯ ¯
G ¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a J 6a m 7a M 8a J

Ao iniciar a escala menor harmônica pelo 2o grau, Obtemos uma variação do modo
Lócrio com a 6a maior.

Figura 25 – Si Lócrio 6M

¯ ¯ 4¯ ¯ ¯
G ¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a d 6a M 7a m 8a J

Ao iniciar a escala menor harmônica pelo 3o grau, Obtemos uma variação do modo
Jônio com a 5a aumentada.

Figura 26 – Dó Jônio 5a aum

G 4¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯ ¯
a a a
1J 2M 3M 4a J 5a A 6a M 7a M 8a J

Ao iniciar a escala menor harmônica pelo 4o grau, Obtemos uma variação do modo
Dórico com a 4a aumentada.
Capítulo 5. Escalas e modos 20

Figura 27 – Ré Dórico 4a aum

G ¯ 4¯ ¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯
a
1J 2 M 3a m 4a A
a
5a J 6a M 7a m 8a J

Ao iniciar a escala menor harmônica pelo 5o grau, Obtemos uma variação do modo
Frígio com a 3a maior (também conhecida como escala mouresca).

Figura 28 – Mi Frígio Maior (ou mixolídio 2a m 6a m)

¯ ¯ ¯ ¯
G ¯ ¯ 4¯ ¯
1a J 2a m 3a M 4a J 5a J 6a m 7a m 8a J

Ao iniciar a escala menor harmônica pelo 6o grau, Obtemos uma variação do modo
Lídio com a 2a aumentada.

Figura 29 – Fá Lídio 2a aum

¯ ¯ ¯ ¯
G ¯ 4¯ ¯ ¯
1a J 2a A 3a M 4a a 5a J 6a M 7a M 8a J

Ao iniciar a escala menor harmônica pelo 7o grau, Obtemos uma variação do modo
Lócrio com a 4a e 7a diminuta, esse modo é denominado de alterado com 7a diminuta (por
sua semelhança com o respectivo modo da menor melódica).

Figura 30 – Lócrio 4a d e 7a d ou Alterado 7a d

¯ ¯ ¯ 4¯
G 4¯ ¯ ¯ ¯
1a J 2a m 3a m 4a d 5a d 6a m 7a d 8a J

5.3.3 Modos derivados da menor melódica


Para formar os modos da escala menor melódica, iniciamos esta escala por outros
graus, isso também resulta em variações dos modos gregos naturais.
A escala menor melódica pode ser considerada como o modo dórico com 7a maior.

Figura 31 – Lá Dórico 7a M

¯ 4¯ 4¯ ¯
G ¯ ¯ ¯ ¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a J 6a M 7a M 8a J
Capítulo 5. Escalas e modos 21

Ao iniciar a escala menor melódica pelo 2o grau, obtemos uma variação do modo
frígio com a 6a maior.

Figura 32 – Si Frígio 6a M

4¯ 4¯ ¯ ¯
¯ ¯ ¯
G ¯
1a J 2a m 3a m 4a J 5a J 6a M 7a m 8a J

Ao iniciar a escala menor melódica pelo 3o grau, obtemos uma variação do modo
lídio com a 5a aumentada (também conhecida como escala chinesa).

Figura 33 – Dó Lídio 5a aum

G ¯ 4¯ 4¯ ¯ ¯ ¯
¯ ¯
a
1J 2 M 3a M 4a A
a
5a A 6a M 7a M 8a J

Ao iniciar a escala menor melódica pelo 4o grau, obtemos uma variação do modo
Mixolídio com a 4a aumentada.

Figura 34 – Ré Mixolídio 4a aum

¯ ¯ ¯ ¯
G ¯ ¯ 4¯ 4¯
a
1J 2 M 3a M 4a A
a
5a J 6a M 7a m 8a J

Ao iniciar a escala menor melódica pelo 5o grau, obtemos uma variação do modo
mixolídio com a 6a menor.

Figura 35 – Mixolídio 6a m

¯ ¯ ¯ ¯ ¯
G ¯ 4¯ 4¯
1a J 2a M 3a M 4a J 5a J 6a m 7a m 8a J

Ao iniciar a escala menor melódica pelo 6o grau, obtemos uma variação do modo
lócrio com a 2a maior.

Figura 36 – Fá Lócrio 2a M

¯ ¯ ¯ ¯ ¯ 4¯
G 4¯ 4¯
1a J 2a M 3a m 4a J 5a d 6a m 7a m 8a J
Capítulo 5. Escalas e modos 22

Ao iniciar a escala menor melódica pelo 7o grau, obtemos uma variação do modo
lócrio com a 4a diminuta e é denominada de Escala alterada ou Superlócrio.

Figura 37 – Escala Superlócrio

¯ ¯ ¯ 4¯ 4¯
G 4¯ ¯ ¯
1a J 2a m 3a m 4a d 5a d 6a m 7a m 8a J

A mesma escala enarmonicamente

Figura 38 – Escala alterada (enarmônica)

¯ ¯ 4¯ 4¯
G 4¯ ¯ 5¯ 4¯
1a J 2a m 2a A 3a M 4a A 5a A 7a m 8a J

5.4 Escalas simétricas


Algumas escalas apresentam simetrias em sua estrutura, sendo por isso denominadas
de escalas simétrica4
A escala simétrica mais comum é a de Tons inteiros, que é formada somente por
intervalos de 2a M (tom) entre as notas vizinhas. Esta escala é também conhecida como
hexafônica por conter 6 notas, sendo possível uma única transposição e não apresenta
modos.

Figura 39 – Tons inteiros (hexafônica)

G ¯ 4¯ 4¯ ¯
¯ ¯ 4¯
1a J 2a M 3a M 4a A 5a A 6a A 8a J

A escala diminuta ou octatônica (contém 8 notas) é formada por alternância de


tom e semitom em sua estrutura.

Figura 40 – Diminuta (octatônica)

G 2¯ 6¯ ¯ ¯
¯ ¯ 2¯ ¯ 2¯
1 J 2 M 3a m
a a
4a J 5a d 6a m 6a M 7a M 8a J
4
Olivier Messiaen utiliza a terminologia Modos de transposição limitada.
Capítulo 5. Escalas e modos 23

A escala diminuta apresenta apenas um modo, este é denominado de Dominante


diminuta e é formado por alternância de semitom e tom em sua estrutura. A escala
Diminuta e a Dom. dim. podem ser transpostas apenas 3 vezes.

Figura 41 – Dominante diminuta

G ¯ 2¯ ¯ ¯ 2¯ ¯
4¯ ¯ 4¯
1a J 2a m 2a A 3a M 4a A 5a J 6a M 6a m 8a J

Existem outras escalas simétricas (Modos de transposições limitadas) utilizados


por Messiaen:
Modo 35 de transposições limitadas (tom, semitom, semitom, semitom):
Modo 4 de transposição limitada (1 tom e meio, semitom, semitom, semitom)
Modo 5 de transposição limitada (2 tons, semitom, semitom)
Modo 6 de transposição limitada (tom, tom, semitom, semitom)
Modo 7 de transposição limitada (tom, semitom, semitom, semitom)

5.4.1 Exercícios
Construir escalas
Identificar visualmente as escalas
Identificar auditivamente as escalas

5.5 Escalas exóticas


Existem ainda várias outras escalas são denominadas de exóticas ou sintéticas:
A Escala Cigana maior (ou árabe) possui 2a menor comparada a escala maior
harmônica.
A Escala Cigana menor (ou húngara) possui 4a aumentada comparada a escala
menor harmônica.
Escala Napolitana maior 1a J 2a m 3a m 4a J 5a M 6a M 7a M
Escala Napolitana menor 1a J 2a m 3a m 4a J 5a M 6a m 7a M
Escala Enigmática 1a J 2a m 3a M 4a A 5a A 6a A 7a M
Escala Indiana 1a J 2a m 4a J 5a J 6a m
5
Os modos de Transposição limitada 1 e 2 de Messiaen são respectivamente Tons inteiros e a escala
diminuta.
Capítulo 5. Escalas e modos 24

Escala Japonesa 1a J 2a M 4a J 5a J 6a m
Escala Persa 1a J 2a m 3a M 4a J 5a d 6a m 7a M
Escala Judaica 1a J 2a m 3a M 4a J 5a J 6a m 7a m
Escala Bizantina 1a J 2a m 3a M 4a J 5a J 6a m 7a M
Escala árabe 1a J 2a M 3a m 4a J 4a A 5a A 6a M 7a M
Escala Oriental 1a J 2a m 3a m 4a J 5a d 6a M 7a m
Escala Espanhola 1a J 2a m 3a m 3a M 4a J 5a d 6a m 7a m
25

6 Acordes

Acorde é a sobreposição de notas tocadas simultaneamente ou fundamentado neste


conceito spbre verticalização de alturas.
Os acordes mais comuns na música tonal são formados pela sobreposição de terças.

6.1 Tríades
As tríades são compostas por 3 sons diferentes com 2 terças sobrepostas.
O acorde maior é formado por uma terça maior e uma terça menor. Este acorde
pode ser representado pela letra M (maiúscula)1 , embora na cifragem popular esse símbolo
seja omitido2 .

G ˘˘˘

O acorde menor é formado por uma terça menor e uma terça maior. Este acorde é
representado pela letra m (minúscula)3 .

G 2˘˘˘

A tríade diminuta é formado por duas terças menores. Este acorde é representado
pelo dim4 ou o .

G 22˘˘
˘
A tríade aumentada é formado por duas terças maiores. Este acorde é representado
pelo aum5 ou +.

G 4 ˘˘
˘
1
A cifragem americana utiliza Maj para indicar acorde maior
2
A cifra popular geralmente utiliza símbolos simplificando a notação para facilitar a leitura dos acordes,
portanto a terça maior e quinta justas são geralmente omitidas, não existindo consenso entre os
símbolos utilizados.
3
O sinal - também é utilizado para indicar o acorde menor.
4
Alguns autores usam b 5.
5
Alguns autores usam # 5 .
Capítulo 6. Acordes 26

6.1.1 Campo harmônico das tríades


O campo harmônico é criado formando tríades sobre uma determinada escala.
O campo harmônico maior é criado através da sobreposição de uma escala maior
em terças e contém a seguinte ordem de acordes: I M IIm IIIm IVM VM VIm VIIdim .

˘ ˘ ˘ ˘ ˘˘ ˘˘˘
G ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘ ˘˘ ˘ ˘

O campo harmônico da menor natural (ou primitivo) é criado através da sobreposi-


ção de uma escala menor natural em terças e segue a seguinte ordem de acordes: Im IIdim
IIIM IVm Vm VIM VIIM.
˘ ˘
G ˘ ˘˘ ˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘ ˘˘
˘˘ ˘ ˘
O campo harmônico da menor harmônica é criado através da sobreposição de uma
escala menor harmônica em terças e segue a seguinte ordem de acordes: Im IIdim IIIAum
IVm VM VIM VIIdim.
˘
G ˘ ˘˘ 4 ˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘
˘˘ ˘ ˘
Criamos um campo harmônico da menor melódica sobrepondo uma escala menor
melódica em terças e segue a seguinte ordem de acordes: Im IIm IIIAum IVM VM VIdim
VIIdim.

˘ ˘ ˘ ˘ ˘˘ ˘˘˘
G ˘˘ 4 ˘˘ 4 ˘˘˘ ˘˘ ˘˘ ˘ ˘
˘ ˘

6.1.2 Treinamento
Construção de tríades <http://www.teoria.com/loc/pt/c3c.php>
Identificação de tríades <http://www.teoria.com/loc/pt/c3i.php>
Percepção de tríades <http://www.teoria.com/loc/pt/c3e.php>

6.2 Tétrades
A tétrade é composta por três terças sobrepostas, acrescentando uma terça à tríade.
O acorde maior com sétima maior 7M6 é formado por terça maior, terça menor,
6
Em inglês utilizam também maj7 ou 4,
Capítulo 6. Acordes 27

terça maior.

G ˘˘
˘˘
O acorde maior com sétima menor 7m7 é formado por uma terça maior e duas
terças menores.

G 2 ˘˘˘
˘
O acorde menor com sétima menor m78 é formado por terça menor, terça maior e
terça menor.

G 22 ˘˘˘
˘
O acorde diminuto com sétima menor ou acorde meio diminuto m7(b5)9 ou ø é
formado por duas terças menores e uma maior.

G 222 ˘˘˘˘
o
A tétrade diminuta dim710 ou é formado por três terças menores.

G 223 ˘˘˘
˘
O acorde aumentado com sétima maior 7M(#5) é formado por duas terças maiores
e uma menor

G 4 ˘˘˘
˘
O acorde menor com sétima maior m7M é formado por uma terça menor e duas
terça maiores.

G 2 ˘˘˘
˘
O acorde aumentado com sétima maior 7M(#5) é formado por duas terças maiores
7
Na cifra popular, o m que caracteriza a sétima menor é omitido, sendo utilizado apenas o 7.
8
Outra notação utilizada é - 7.
9
Na cifra popular, a quinta diminuta é representada pelo sinal de b5 entre parênteses.
10
Alguns utilizam simplesmente dim para representar este acorde, pois a tríade diminuta é bem menos
utilizada, portanto, o 7 seve apenas para enfatizar a sétima do acorde.
Capítulo 6. Acordes 28

e uma menor

G 4 ˘˘˘
˘

6.2.1 Campo harmônico das tétrades


O mesmo procedimento para encontrar o campo harmônico das tríades é utilizado,
acrescentando-se mais uma terça.
O campo harmônico maior contém a seguinte organização: I7M IIm7 IIIm7 IV7M
V7 VIm7 VIIm7(b5).
˘ ˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘
G ˘˘˘˘ ˘˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘ ˘ ˘ ˘ ˘

O campo harmônico da menor natural (ou primitivo) contém a seguinte organização:


Im7 IIm7(b5) III7M IVm7 Vm7 VI7 VIIm7.
˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘
G ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘˘ ˘˘˘˘ ˘˘ ˘ ˘ ˘
˘ ˘
O campo harmônico da menor harmônica contém a seguinte organização: Im7M
IIm7(b5) III7M(#5) IVm7 V7 VI7 VIIdim7.

˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘


G 4 ˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘˘ ˘ ˘ ˘ ˘
˘ ˘
Criamos um campo harmônico da menor melódica contém a seguinte organização:
Im7M IIm7 III7M(#5) IV7 V7 VIm7(b5) VIIdim7.

˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘˘ ˘˘˘ ˘˘˘


G 4 ˘˘˘ 4 ˘˘˘ ˘˘˘˘ ˘ ˘ ˘ ˘
˘ ˘

6.2.2 Relação entre modos e acordes


Para cada grau de uma escala existe um acorde associado com seu respectivo modo.
Capítulo 6. Acordes 29

Tabela 4 – Maior Natural


Acorde Modo
I7M Jônio
IIm7 Dórico
IIIm7 Frígio
IV7M Lídio
V7 Mixolídio
VIm7 Eólio
VIIm7(b5) Lócrio

Tabela 5 – Menor Natural


Acorde Modo
Im7 Eólio
IIm7(b5) Lócrio
III7M Jônio
IVm7 Dórico
Vm7 Frígio
VI7M Lídio
VII7 Mixolídio

Tabela 6 – Menor Harmônica


Acorde Modo
Im7M Eólio 7M
IIm7(b5) Lócrio 6M
III7M(#5) Jônio 5A
IVm7 Dórico 4A
V7 Frígio 3M
VI7M Lídio 2A
VIIdim7 Lócrio 4d 7d

Tabela 7 – Menor Melódica


Acorde Modo
Im7M Dórico 7M
IIm7 Frígio 6M
III7M(#5) Lídio 5A
IV7 Mixolídio 4A
V7 Mixolídio 6m
VI7M Lócrio 2M
VIIdim7 Lócrio 4d
Capítulo 6. Acordes 30

6.2.3 Treinamento
Construção de tétrades <http://www.teoria.com/loc/pt/c4c.php>
Identificação de tétrades <http://www.teoria.com/loc/pt/c4i.php>
Percepção de tétrades <http://www.teoria.com/loc/pt/c4e.php>
Parte II

Percepção
32

7 Percepção de Intervalos

7.1 Características intervalares de tensão


Cada Intervalo quando tocado harmônicamente (simultâneamente) possue uma
característica sonora única.
Consonância e Dissonância está relacionado com as coincidências de parciais, as
dissonâncias apresentam maior quantidade de batimentos entre as parciais (harmônicos),
portanto apresenta um som mais aspero e instável, enquanto que a Consonância apresenta
maior leveza.
Consonância Perfeitas: 1a J, 8a J, 5a J, 4a J1 . Consonâncias imperfeitas: 3a s e 6a s.
Dissonâncias perfeitas: 2a M e 7a m. Dissonâncias imperfeitas: 2a m e 7a M.

7.2 Associação com músicas


Uma das formas para a percepção de intervalos é relacionar músicas com seus
respectivos intervalos marcantes. Aqui estão algumas sugestões de trechos musicais,

Tabela 8 – Associação de Músicas com intervalos

Intervalo Ascendente Descendente


2a m Tema do Tubarão India
2a M Noite feliz Será
3a m Mulher rendeira Hey Jude
3a M Quando os santos marcham 5a Sinfonia
4a J Com quem será Pequena Serenata Noturna
Trítono Maria Black Sabbath
5a J Brilha Brilha Flintstons
6a m Love Story Chega de saudade
6a M Fantasma da Ópera Flor de lis
7a m Nascente Um americano em Paris
7a M SuperHomem I love you
8a J Além do Arco Íris Deixa

Essas músicas são apenas sugestões, você deve escolher aquelas que lhe ajudam a
lembrar mais facilmente do intervalo. Você pode criar sua própria lista com músicas que
lembrem determinado intervalo:
1
As quartas justas são consideradas consideradas dissonantes em algumas situações de acordo com o
contexto.
Capítulo 7. Percepção de Intervalos 33

Tabela 9 – Associação de Músicas com intervalos

Intervalo Ascendente Descendente


2a m
2a M
3a m
3a M
4a J
Trítono
5a J
6a m
6a M
7a m
7a M

7.3 Treinamento de intervalos

1. Qual é a música (2 notas)? Ouça os intervalos no Site Trainear para identificar


auditivamente o trecho musical e consequentemente os intervalos.

2. Escolha uma determinada nota e cante o intervalo lembrando da música relacionada


e depois retorne para a nota inicial.
2a m ↑ — 2a m ↓ — 2a M ↑ — 2a M ↓ — 3a m ↑ — 3a m ↓ — 3a M ↑ — 3a M ↓ —
4a J ↑ — 4a J ↓ — Tritono ↑ — Tritono ↓ — 5a J ↑ — 5a J ↓ — 6a m ↑ — 6a m ↓ —
6a M ↑ — 6a M ↓ — 7a m ↑ — 7a m ↓ — 7a M ↑ — 7a M ↓ — 8a J ↑ — 8a J ↓

3. Cante o intervalo seguinte partindo da última nota cantada.


3a M ↑ — 3a m ↑ — 2a M ↓ — 4a J ↓ — 2a M ↑ — 4a J ↑ — 3a M ↓ — 3a m ↑ —
5a J ↑ — 3a m ↑ — 7a M ↑ — 2a m ↑ — 6a M ↑ — 3a m ↑ — 7a m ↑ — 2a M ↑