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A PRÁTICA DE FALTA DISCIPLINAR GRAVE E O SISTEMA DE EXECUÇÃO

PENAL

O caso apresentado versa sobre a possibilidade de aplicação de sanção


administrativa disciplinar e regressão de regime prisional, por suposta prática
de falta grave não apurada em procedimento disciplinar administrativo (PAD) e
sem a prévia oitiva do condenado.

O artigo 59 da Lei de Execução Penal preceitua que a falta disciplinar


deverá ser apurada em procedimento administrativo, a ser instaurado pelo
Diretor do Estabelecimento Prisional, assegurado o direito de defesa. Noutro
giro, o artigo 118, §2º, da Lei de Execução Penal traz a regressão do regime
prisional como possível consequência da prática de falta grave, ao tempo em que
condiciona a sua aplicação à precedente oitiva do preso, em audiência de
justificação.

Nessa ordem de ideias, o Superior Tribunal de Justiça, após reiterados


julgamentos onde exarou posicionamento neste sentido (como no REsp
1378557/RS e no HC 334.515/RS), por meio da Súmula 533 pacificou que o
reconhecimento da falta grave, em sede de execução penal, deve ser precedido
de procedimento administrativo, onde será resguardado o direito à defesa
técnica.

De mais a mais, o STJ tem entendido que a apuração e a homologação da


falta grave em procedimento administrativo torna prescindível a oitiva do
apenado em audiência, para que se decida sobre a regressão de regime (AgRg no
AREsp 691.022/MS). No entanto, para o Tribunal da Cidadania, a oitiva do
acusado em audiência de justificação não afasta a necessidade de apuração da
falta grave em procedimento administrativo disciplinar, onde elastecido o
exercício do contraditório e da ampla defesa (HC 347.562/RS).

Não se olvida que na Súmula Vinculante nº 5, o Supremo Tribunal Federal


consignou que a ausência de defesa técnica em processos administrativos não
ofende a Constituição. Entretanto, segundo o STF, o referido verbete apenas
tem aplicação aos procedimentos de natureza cível, sendo afastado nos casos de
procedimentos administrativos destinados à apuração de faltas graves, no
âmbito da execução penal, onde em xeque a liberdade de ir e vir do indivíduo
(Rcl 8830 AgR).

Desse modo, considerando que a falta grave discutida é afeta à execução de


pena privativa de liberdade, mister que a Súmula nº 533 do Superior Tribunal
de Justiça seja observada, maiormente por se coadunar com a lei (artigo 59 e
118, §2º, da Lei de Execução Penal) e com a Constituição Federal (artigo 5º, LV,
da Constituição Federal), representando instrumento hábil à efetivação dos
princípios do contraditório e da ampla defesa.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do
Brasil: promulgada em 08 de outubro de 1988. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm
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