Anda di halaman 1dari 289

Companhia de Saneamento de Minas Gerais

COPASA-MG Agente de Saneamento


Especialidade: Auxiliar de Serviços de Saneamento
EDITAL 016/2017
MA048-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA-MG

Cargo: Agente de Saneamento - Especialidade: Auxiliar de Serviços de Saneamento

(Baseado no Edital 016/2017)

• Língua Portuguesa
• Matemática
• Raciocínio Lógico
• Legislação

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Suelen Domenica Pereira

Capa
Rosa Thaina dos Santos

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
APRESENTAÇÃO

PARABÉNS! ESTE É O PASSAPORTE PARA SUA APROVAÇÃO.

A Nova Concursos tem um único propósito: mudar a vida das pessoas.


Vamos ajudar você a alcançar o tão desejado cargo público.
Nossos livros são elaborados por professores que atuam na área de Concursos Públicos. Assim a
matéria é organizada de forma que otimize o tempo do candidato. Afinal corremos contra o tempo,
por isso a preparação é muito importante.
Aproveitando, convidamos você para conhecer nossa linha de produtos “Cursos online”, conteúdos
preparatórios e por edital, ministrados pelos melhores professores do mercado.
Estar à frente é nosso objetivo, sempre.
Contamos com índice de aprovação de 87%*.
O que nos motiva é a busca da excelência. Aumentar este índice é nossa meta.
Acesse www.novaconcursos.com.br e conheça todos os nossos produtos.
Oferecemos uma solução completa com foco na sua aprovação, como: apostilas, livros, cursos on-
line, questões comentadas e treinamentos com simulados online.
Desejamos-lhe muito sucesso nesta nova etapa da sua vida!
Obrigado e bons estudos!

*Índice de aprovação baseado em ferramentas internas de medição.

CURSO ONLINE

PASSO 1
Acesse:
www.novaconcursos.com.br/passaporte

PASSO 2
Digite o código do produto no campo indicado no
site.
O código encontra-se no verso da capa da apostila.
*Utilize sempre os 8 primeiros dígitos.
Ex: AB026-17

PASSO 3
Pronto!
Você já pode acessar os conteúdos online.
SUMÁRIO

Língua Portuguesa

1. Leitura, compreensão e interpretação de textos. ................................................................................................................................... 01


2. Conhecimentos linguísticos gerais e específicos relativos à leitura e produção de textos. .................................................. 07
3. Conhecimento gramatical de acordo com o padrão culto da língua. ........................................................................................... 11
4. Estrutura fonética: encontros vocálicos e consonantais, dígrafo, divisão silábica, ortografia, acentuação tônica e grá-
fica. ................................................................................................................................................................................................................................ 12
5. Classes de palavras: classificação, flexões nominais e verbais, emprego. .................................................................................... 25
6. Teoria geral da frase e sua análise: orações, períodos e funções sintáticas. ............................................................................... 52
7. Sintaxe de concordância: concordância nominal e verbal (casos gerais e particulares)......................................................... 63
8. Crase. ....................................................................................................................................................................................................................... 69
9. Colocação de pronomes: próclise, mesóclise e ênclise. ...................................................................................................................... 74
10. Pontuação: emprego dos sinais de pontuação. ................................................................................................................................... 81

Matemática

1. Conjunto dos números naturais: a numeração decimal; operações e resoluções de problemas. ...................................... 01
2. Múltiplos e divisores de um número natural: divisibilidade; máximo divisor comum; mínimo múltiplo comum. ....... 04
3. Números fracionários: operações com números fracionários; resoluções de problemas. .................................................... 06
4. Frações e números decimais: Operações com números decimais. ................................................................................................. 06
5. Sistema Métrico Decimal: Perímetro de figuras planas. Áreas de figuras planas (triângulos, quadriláteros, círculos e
polígonos regulares)............................................................................................................................................................................................... 11
6. Conjunto dos números inteiros relativos: Operações e resoluções de problemas................................................................... 42
7. Conjunto dos números racionais: Resolução de equações do 1º grau. Resolução de problemas. .................................... 47
8. Razão e proporção. Propriedades das proporções. Divisão proporcional. Média aritmética simples e ponderada. Re-
gra de três simples. Regra de três composta. .............................................................................................................................................. 56
9. Porcentagem, juros simples e montante. .................................................................................................................................................. 68
10. Conjunto dos números reais: Operações com polinômios. Produtos notáveis. Fatoração. Sistemas de equações do
1º grau com duas incógnitas. Equações do 2º grau. Resolução de problemas.............................................................................. 90

Raciocínio Lógico

1. Noções básicas de lógica:................................................................................................................................................................................ 01


1.1 conectivos, tautologia e contradições, implicações e equivalências, afirmações e negações, argumento, silogismo,
validade de argumento.................................................................................................................................................................................... 01
1.2 Compreensão e elaboração da estrutura lógica de situações-problema por meio de raciocínio dedutivo. ......... 01
1.3 Compreensão do processo lógico que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida, a conclu-
sões determinadas. ............................................................................................................................................................................................ 01
2. Raciocínio matemático: utilizar o raciocínio matemático para resolver situações e problemas que envolvam os se-
guintes conteúdos:.................................................................................................................................................................................................. 38
2.1 conjuntos numéricos racionais e reais - operações, propriedades, problemas envolvendo as quatro operações nas
formas fracionária e decimal; números e grandezas proporcionais; razão e proporção; divisão proporcional; regra de
três simples e composta; porcentagem. ................................................................................................................................................... 38
2.2 Expressões algébricas: equações de primeiro e segundo graus, sistemas de equações lineares. .............................. 38
2.3 Sequências, Progressão aritmética e Progressão Geométrica. ................................................................................................. 38

Legislação

Código de Conduta Ética...................................................................................................................................................................................... 01


Política Anticorrupção ............................................................................................................................................................................................ 04
LÍNGUA PORTUGUESA

1. Leitura, compreensão e interpretação de textos. ................................................................................................................................... 01


2. Conhecimentos linguísticos gerais e específicos relativos à leitura e produção de textos. .................................................. 07
3. Conhecimento gramatical de acordo com o padrão culto da língua. ........................................................................................... 11
4. Estrutura fonética: encontros vocálicos e consonantais, dígrafo, divisão silábica, ortografia, acentuação tônica e grá-
fica. ................................................................................................................................................................................................................................ 12
5. Classes de palavras: classificação, flexões nominais e verbais, emprego. .................................................................................... 25
6. Teoria geral da frase e sua análise: orações, períodos e funções sintáticas. ............................................................................... 52
7. Sintaxe de concordância: concordância nominal e verbal (casos gerais e particulares)......................................................... 63
8. Crase. ....................................................................................................................................................................................................................... 69
9. Colocação de pronomes: próclise, mesóclise e ênclise. ...................................................................................................................... 74
10. Pontuação: emprego dos sinais de pontuação. ................................................................................................................................... 81
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação na semântica (significado das palavras)


1. LEITURA, COMPREENSÃO E incluem--se: homônimos e parônimos, denotação e cono-
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS. tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua-
gem, entre outros.
- Capacidade de observação e de síntese e
- Capacidade de raciocínio.
É muito comum, entre os candidatos a um cargo públi-
co, a preocupação com a interpretação de textos. Por isso, Interpretar X compreender
vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento
de responder às questões relacionadas a textos.
nterpretar significa
Texto é um conjunto de ideias organizadas e relacio- - Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
nadas entre si, formando um todo significativo capaz de - Através do texto, infere-se que...
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar - É possível deduzir que...
e decodificar ). - O autor permite concluir que...
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
Contexto um texto é constituído por diversas frases.
Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz Compreender significa
ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando con- - intelecção, entendimento, atenção ao que realmente
dições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. está escrito.
A essa interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que
o relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma - o texto diz que...
frase for retirada de seu contexto original e analisada se- - é sugerido pelo autor que...
paradamente, poderá ter um significado diferente daquele - de acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
inicial. ção...
- o narrador afirma...
Intertexto - comumente, os textos apresentam referên-
cias diretas ou indiretas a outros autores através de cita- Erros de interpretação
ções. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto.
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
- Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do con-
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias,
ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, texto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por
que levem ao esclarecimento das questões apresentadas conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
na prova.
- Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um con-
junto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do
- Identificar – é reconhecer os elementos fundamen- entendimento do tema desenvolvido.
tais de uma argumentação, de um processo, de uma época
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais - Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias con-
definem o tempo).
trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivo-
- Comparar é descobrir as relações de semelhança ou cadas e, consequentemente, errando a questão.
de diferenças entre as situações do texto.
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
- Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova
com uma realidade, opinando a respeito. de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
que o autor diz e nada mais.
- Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun-
dárias em um só parágrafo. Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
relaciona palavras, orações, frases e ou parágrafos entre si.
- Parafrasear é reescrever o texto com outras pala-
vras. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
pronome relativo, uma conjunção (NE OS), ou um prono-
Condições básicas para interpretar me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
vai dizer e o que já foi dito.
Fazem-se necessários:
- Conhecimento histórico literário (escolas e gêneros OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia
literários, estrutura do texto), leitura e prática; -a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e
- Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do
texto) e semântico; verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer

1
LÍNGUA PORTUGUESA

também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den-
semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante- tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com
cedente. pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque-
Os pronomes relativos são muito importantes na in- nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.
existe um pronome relativo adequado a cada circunstância, (SE AS, eloísa. Contos mais que mínimos. Rio de a-
a saber: neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47)
- que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden-
te, mas depende das condições da frase. No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo
- qual (neutro) idem ao anterior. reduzido no qual o menino detém sua atenção é
- quem (pessoa) (A) fresta.
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois ( ) marca.
(C) alma.
o objeto possuído.
(D) solidão.
- como (modo)
(E) penumbra.
- onde (lugar)
quando (tempo)
Texto para a questão 2:
quanto (montante)
DA DISCRIÇÃO
Exemplo:
Falou tudo QUANTO queria (correto) Mário Quintana
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
aparecer o demonstrativo O ). Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
Dicas para melhorar a interpretação de textos E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do (http: pensador.uol.com.br poemas de amizade)
assunto;
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa 2-) (PREFE TURA DE SERT O N O AGENTE COMU-
a leitura; N TÁR O DE SA DE VUNESP 2012) De acordo com o
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto poema, é correto afirmar que
pelo menos duas vezes; (A) não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade
- nferir; é algo ruim.
- Voltar ao texto quantas vezes precisar; ( ) amigo que não guarda segredos não merece res-
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do peito.
autor; (C) o melhor amigo é aquele que não possui outros
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor amigos.
compreensão; (D) revelar segredos para o amigo pode ser arriscado.
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada (E) entre amigos, não devem existir segredos.
questão;
- O autor defende ideias e você deve percebê-las. 3-) (GOVERNO DO ESTADO DO ESP R TO SANTO SE-
CRETAR A DE ESTADO DA UST A AGENTE PEN TEN-
C ÁR O VUNESP 2013) Leia o poema para responder à
Fonte:
questão.
http: .tudosobreconcursos.com materiais portu-
gues/como-interpretar-textos
Casamento
QUESTÕES Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
1-) (SA ESP SP ATENDENTE A CL ENTES 01 FCC 2014 mas que limpe os peixes.
- ADAPTADA) Atenção: Para responder à questão, conside- Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
re o texto abaixo. ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
A marca da solidão É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de ele fala coisas como “este foi difícil”
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a “prateou no ar dando rabanadas”
testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de e faz o gesto com a mão.
penumbra na tarde quente. O silêncio de quando nos vimos a primeira vez

2
LÍNGUA PORTUGUESA

atravessa a cozinha como um rio profundo. 6-) (COLÉG O PEDRO R ASS STENTE EM ADM N S-
Por fim, os peixes na travessa, TRAÇ O AOCP 2010) A carga foi desviada e a viatura,
vamos dormir. com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte
Coisas prateadas espocam: de São Paulo.”
somos noivo e noiva. Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que,
(Adélia Prado, Poesia Reunida) em sua estrutura sintática, houve supressão da expressão
a) vigilantes.
A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar que b) carga.
(A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não c) viatura.
gostam que os maridos frequentem pescarias, pois acham d) foi.
difícil limpar os peixes. e) desviada.
( ) o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulheres
que não gostam de limpar os peixes, embora valorizem os 7-) (CORRE OS CARTE RO CESPE 2011)
esbarrões de cotovelos na cozinha. Um carteiro chega ao portão do hospício e grita:
(C) há mulheres casadas que não gostam de ficar sozi- — Carta para o 9.326!!!
nhas com seus maridos na cozinha, enquanto limpam os Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está
peixes. em
(D) as mulheres que amam valorizam os momentos branco, e um outro pergunta:
mais simples do cotidiano vividos com a pessoa amada. — Quem te mandou essa carta?
(E) o casamento exige levantar a qualquer hora da noite, — Minha irmã.
para limpar, abrir e salgar o peixe. — Mas por que não está escrito nada?
— Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando!
4-) (ANC NE TÉCN CO ADM N STRAT VO CES- Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
PE 2012) adaptações).
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a
totalidade do universo, toda a sociedade, a história, a con-
O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto
cepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo,
acima decorre
que se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. É,
A) da identificação numérica atribuída ao louco.
de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em
) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a
todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação do
carta no hospício.
mundo.
C) do fato de outro louco querer saber quem enviou
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o
a carta.
Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo:
Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações). D) da explicação dada pelo louco para a carta em bran-
co.
Na linha 1, o elemento ele tem como referente tex- E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele.
tual O riso .
(...) CERTO ( ) ERRADO 8-) (CORRE OS CARTE RO CESPE 2011)
Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica:
5-) (ANEEL TÉCN CO ADM N STRAT VO CESPE 2010) — Por favor, quero falar com o dr. Pedro.
Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atin- — O senhor tem hora?
giu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge O sujeito olha para o relógio e diz:
uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e — Sim. São duas e meia.
generalizado de energia no final de 2009. — Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente.
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elé- — O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me
trica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa es- paga o aluguel do consultório...
tatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
900 km que separam Itaipu de São Paulo. adaptações).
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de in-
vestimentos e também erros operacionais conspiraram para No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distri- homem para saber se ele
buição de energia do país desde o traumático racionamento A) verificou o horário de chegada e está sob os cuida-
de 2001. dos do dr. Pedro.
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações). ) pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o paga-
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas mento do aluguel.
do texto acima apresentado, julgue os próximos itens. C) tem relógio e sabe esperar.
A oração que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 D) marcou consulta e está calmo.
estados do país tem, nesse contexto, valor restritivo. E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cui-
(...) CERTO ( ) ERRADO dados do dr. Pedro.

3
LÍNGUA PORTUGUESA

(GOVERNO DO ESTADO DE S O PAULO TÉCN CO DA 10-) (GOVERNO DO ESTADO DE S O PAULO TÉC-


FA ENDA ESTADUAL FCC 2010 - ADAPTADA) Atenção: As N CO DA FA ENDA ESTADUAL FCC 2010) O texto deixa
questões de números 09 a 12 referem-se ao texto abaixo. claro que
Liderança é uma palavra frequentemente associada a (A) a importância do líder baseia-se na valorização de
feitos e realizações de grandes personagens da história e da todo o grupo em torno da realização de um objetivo co-
vida social ou, então, a uma dimensão mágica, em que al- mum.
gumas poucas pessoas teriam habilidades inatas ou o dom ( ) o líder é o elemento essencial dentro de uma orga-
de transformar-se em grandes líderes, capazes de influenciar nização, pois sem ele não se poderá atingir qualquer meta
outras e, assim, obter e manter o poder. ou objetivo.
Os estudos sobre o tema, no entanto, mostram que a (C) pode não haver condições de liderança em algumas
maioria das pessoas pode tornar-se líder, ou pelo menos equipes, caso não se estabeleçam atividades específicas
desenvolver consideravelmente as suas capacidades de lide- para cada um de seus membros.
rança. (D) a liderança é um dom que independe da participa-
Paulo Roberto Motta diz: “líderes são pessoas comuns ção dos componentes de uma equipe em um ambiente de
que aprendem habilidades comuns, mas que, no seu conjun- trabalho.
to, formam uma pessoa incomum”. De fato, são necessárias
algumas habilidades, mas elas podem ser aprendidas tanto 11-) (GOVERNO DO ESTADO DE S O PAULO TÉCN -
através das experiências da vida, quanto da formação volta- CO DA FA ENDA ESTADUAL FCC 2010) O fenômeno da
da para essa finalidade. liderança só ocorre na inter-relação ... (4º parágrafo)
O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; en- No contexto, inter-relação significa
volve duas ou mais pessoas e a existência de necessidades (A) o respeito que os membros de uma equipe devem
para serem atendidas ou objetivos para serem alcançados, demonstrar ao acatar as decisões tomadas pelo líder, por
que requerem a interação cooperativa dos membros envol- resultarem em benefício de todo o grupo.
vidos. Não pressupõe proximidade física ou temporal: pode- ( ) a igualdade entre os valores dos integrantes de um
se ter a mente e/ou o comportamento influenciado por um grupo devidamente orientado pelo líder e aqueles propos-
escritor ou por um líder religioso que nunca se viu ou que tos pela organização a que prestam serviço.
viveu noutra época. [...] (C) o trabalho que deverá sempre ser realizado em
Se a legitimidade da liderança se baseia na aceitação equipe, de modo que os mais capacitados colaborem com
do poder de influência do líder, implica dizer que parte desse os de menor capacidade.
poder encontra-se no próprio grupo. É nessa premissa que (D) a criação de interesses mútuos entre membros de
se fundamenta a maioria das teorias contemporâneas sobre uma equipe e de respeito às metas que devem ser alcan-
liderança. çadas por todos.
Daí definirem liderança como a arte de usar o poder
que existe nas pessoas ou a arte de liderar as pessoas para 12-) (GOVERNO DO ESTADO DE S O PAULO TÉCN -
fazerem o que se requer delas, da maneira mais efetiva e CO DA FA ENDA ESTADUAL FCC 2010) Não pressupõe
humana possível. [...] proximidade física ou temporal ... (4º parágrafo)
(Augusta E.E.H. Barbosa do Amaral e Sandra Souza A afirmativa acima quer dizer, com outras palavras, que
Pinto. Gestão de pessoas, in Desenvolvimento gerencial na (A) a presença física de um líder natural é fundamen-
Administração pública do Estado de São Paulo, org. Lais Ma- tal para que seus ensinamentos possam ser divulgados e
cedo de Oliveira e Maria Cristina Pinto Galvão, Secretaria de aceitos.
Gestão pública, São Paulo: Fundap, 2. ed., 2009, p. 290 e 292, ( ) um líder verdadeiramente capaz é aquele que sem-
com adaptações) pre se atualiza, adquirindo conhecimentos de fontes e de
autores diversos.
09-) (GOVERNO DO ESTADO DE S O PAULO TÉCN - (C) o aprendizado da liderança pode ser produtivo,
CO DA FA ENDA ESTADUAL FCC 2010) De acordo com o mesmo se houver distância no tempo e no espaço entre
texto, liderança aquele que influencia e aquele que é influenciado.
(A) é a habilidade de chefiar outras pessoas que não (D) as influências recebidas devem ser bem analisadas
pode ser desenvolvida por aqueles que somente executam e postas em prática em seu devido tempo e na ocasião
tarefas em seu ambiente de trabalho. mais propícia.
( ) é típica de épocas passadas, como qualidades de
heróis da história da humanidade, que realizaram grandes 13-) (DETRAN RN V STOR ADOR EMPLACADOR
feitos e se tornaram poderosos através deles. FGV PRO ETOS 2010)
(C) vem a ser a capacidade, que pode ser inata ou até Painel do leitor (Carta do leitor)
mesmo adquirida, de conseguir resultados desejáveis da-
queles que constituem a equipe de trabalho. Resgate no Chile
(D) torna-se legítima se houver consenso em todos os
grupos quanto à escolha do líder e ao modo como ele irá Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de
mobilizar esses grupos em torno de seus objetivos pes- salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo
soais. de uma mina de cobre e ouro no Chile.

4
LÍNGUA PORTUGUESA

Um a um os mineiros soterrados foram içados com 15-) (DCTA TÉCN CO 1 SEGURAN A DO TRA AL O
sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cum- VUNESP 2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar
primentando seus companheiros de trabalho. Não se pode que, assim como seus amigos, a autora viaja para
esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos, (A) visitar um lugar totalmente desconhecido.
Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamen- ( ) escapar do lugar em que está.
to, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E, (C) reencontrar familiares queridos.
também, dos dois médicos e dois “socorristas” que, demons- (D) praticar esportes radicais.
trando coragem e desprendimento, desceram na mina para (E) dedicar-se ao trabalho.
ajudar no salvamento.
(Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – pai- 16-) Ao descrever a lha do Nanja como um lugar onde,
nel do leitor – 17/10/2010) à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce como
um bosque (último parágrafo), a autora sugere que viajará
Considerando o tipo textual apresentado, algumas ex- para um lugar
pressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor (A) repulsivo e populoso.
diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem ( ) sombrio e desabitado.
ser encontradas nos trechos a seguir, E CETO: (C) comercial e movimentado.
A) Assisti ao maior espetáculo da Terra... (D) bucólico e sossegado.
) ... após 69 dias de permanência no fundo de uma (E) opressivo e agitado.
mina de cobre e ouro no Chile.
C) Não se pode esquecer a ajuda técnica e material... 17) (POL C A M L TAR TO SOLDADO CONSUL-
D) ... gesto humanitário que só enobrece esses países. PLAN 2013 - ADAPTADA) Texto para responder à questão.
E) ... demonstrando coragem e desprendimento, des-
ceram na mina...
(DCTA TÉCN CO 1 SEGURAN A DO TRA AL O
VUNESP 2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às
questões de números 14 a 16.

Férias na Ilha do Nanja

Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as


malas nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo
faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
fissuras* – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
as fissuras, as pedras soltas e as barreiras... (Adail et al II. Antologia brasileira de humor. Volume 1.
Meus amigos partem para as suas férias, cansados de Porto Alegre: L&PM, 1976. p. 95.)
tanto trabalho; de tanta luta com os motoristas da contra-
mão; enfim, cansados, cansados de serem obrigados a viver A charge anterior é de Luiz Carlos Coutinho, cartunis-
numa grande cidade, isto que já está sendo a negação da ta mineiro mais conhecido como Caulos. É correto afirmar
própria vida. que o tema apresentado é
E eu vou para a Ilha do Nanja. (A) a oposição entre o modo de pensar e agir.
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as ( ) a rapidez da comunicação na Era da nformática.
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio (C) a comunicação e sua importância na vida das pes-
cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já es- soas.
tou vendo os pescadores com suas barcas de sardinha, e a (D) a massificação do pensamento na sociedade mo-
moça à janela a namorar um moço na outra janela de outra derna.
ilha.
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. Adap- RESOLUÇÃO
tado)
1-)
*fissuras: fendas, rachaduras Com palavras do próprio texto responderemos: o mun-
14-) (DCTA TÉCN CO 1 SEGURAN A DO TRA A- do cabe numa fresta.
L O VUNESP 2013) No primeiro parágrafo, ao descre-
ver a maneira como se preparam para suas férias, a autora RESPOSTA: A .
mostra que seus amigos estão 2-)
(A) serenos. Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informa-
( ) descuidados. ção contida na alternativa: revelar segredos para o amigo
(C) apreensivos. pode ser arriscado.
(D) indiferentes.
(E) relaxados. RESPOSTA: D .

5
LÍNGUA PORTUGUESA

3-) 10-)
Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a au- O texto deixa claro que a importância do líder baseia-
tora narra um momento simples, mas que é prazeroso ao se na valorização de todo o grupo em torno da realização
casal. de um objetivo comum.

RESPOSTA: D . RESPOSTA: A .

4-) 11-)
Vamos ao texto: O riso é tão universal como a serie- Pela leitura do texto, dentre as alternativas apresenta-
dade; ele abarca a totalidade do universo (...). Os termos das, a que está coerente com o sentido dado à palavra in-
relacionam-se. O pronome ele retoma o sujeito riso . ter-relação é: a criação de interesses mútuos entre mem-
bros de uma equipe e de respeito às metas que devem ser
RESPOSTA: CERTO . alcançadas por todos .
5-)
RESPOSTA: D .
Voltemos ao texto: depois do apagão que atingiu pelo
menos 1.800 cidades . O que pode ser substituído por
o qual , portanto, trata-se de um pronome relativo (ora- 12-)
ção subordinada adjetiva). uando há presença de vírgula, Não pressupõe proximidade física ou temporal o
temos uma adjetiva explicativa (generaliza a informação aprendizado da liderança pode ser produtivo, mesmo se
da oração principal. A construção seria: do apagão, que houver distância no tempo e no espaço entre aquele que
atingiu pelo menos 1800 cidades em 18 estados do país ); influencia e aquele que é influenciado.
quando não há, temos uma adjetiva restritiva (restringe,
delimita a informação como no caso do exercício). RESPOSTA: C .

RESPOSTA: CERTO . 13-)


Em todas as alternativas há expressões que represen-
6-) tam a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da
A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, Terra Não se pode esquecer gesto humanitário que só
abandonada em Pirituba, na zona norte de São Paulo. Tra- enobrece demonstrando coragem e desprendimento.
ta-se da figura de linguagem (de construção ou sintaxe)
zeugma , que consiste na omissão de um termo já citado RESPOSTA: .
anteriormente (diferente da elipse, que o termo não é ci-
tado, mas facilmente identificado). No enunciado temos a 14-)
narração de que a carga foi desviada e de que a viatura foi pensando nas suas estradas barreiras, pedras soltas,
abandonada. fissuras sem falar em bandidos, milhões de bandidos en-
tre as fissuras, as pedras soltas e as barreiras... pensar
RESPOSTA: D . nessas coisas, certamente, deixa-os apreensivos.
7-) RESPOSTA: C .
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais
aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: Ah,
15-)
porque nós brigamos e não estamos nos falando .
Eu vou para a lha do Nanja para sair daqui resposta
RESPOSTA: D . da própria autora!

8-) RESPOSTA: .
O senhor tem hora (...) Não, não... Eu quero saber se
o senhor é paciente a recepcionista quer saber se ele 16-)
marcou horário e se é paciente do Dr. Pedro. Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.

RESPOSTA: E . RESPOSTA: D .
9-) 17-)
Utilizando trechos do próprio texto, podemos chegar uestão que envolve interpretação visual Fácil. asta
à conclusão: O fenômeno da liderança só ocorre na inter observar o que as personagens dizem e o que pensam .
-relação; envolve duas ou mais pessoas e a existência de
necessidades para serem atendidas ou objetivos para se- RESPOSTA: A .
rem alcançados, que requerem a interação cooperativa dos
membros envolvidos equipe

RESPOSTA: C .

6
LÍNGUA PORTUGUESA

no modo imperativo, porém nota-se também o uso do in-


2. CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS GERAIS finitivo e o uso do futuro do presente do modo indicativo.
E ESPECÍFICOS RELATIVOS À LEITURA E Ex: ordens; pedidos; súplica; desejo; manuais e instruções
PRODUÇÃO DE TEXTOS. para montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; tex-
tos com regras de comportamento; textos de orientação
(ex: recomendações de trânsito); receitas, cartões com vo-
tos e desejos (de natal, aniversário, etc.).
1. Narração OBS: Os tipos listados acima são um consenso en-
Modalidade em que se conta um fato, fictício ou não, tre os gramáticos. Muitos consideram também que o
que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo tipo Predição possui características suficientes para
certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. á ser definido como tipo textual, e alguns outros pos-
uma relação de anterioridade e posterioridade. O tempo suem o mesmo entendimento para o tipo Dialogal.
verbal predominante é o passado. Estamos cercados de
narrações desde as que nos contam histórias infantis até 5. Predição
Caracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor
às piadas do cotidiano. É o tipo predominante nos gêne-
a crer em alguma coisa, a qual ainda está por ocorrer. É
ros: conto, fábula, crônica, romance, novela, depoimento,
o tipo predominante nos gêneros: previsões astrológicas,
piada, relato, etc.
previsões meteorológicas, previsões escatológicas apoca-
lípticas.
2. Descrição
Um texto em que se faz um retrato por escrito de um 6. Dialogal / Conversacional
lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de Caracteriza-se pelo diálogo entre os interlocutores. É o
palavras mais utilizada nessa produção é o adjetivo, pela tipo predominante nos gêneros: entrevista, conversa tele-
sua função caracterizadora. Numa abordagem mais abs- fônica, chat, etc.
trata, pode-se até descrever sensações ou sentimentos.
Não há relação de anterioridade e posterioridade. Significa Gêneros textuais
criar com palavras a imagem do objeto descrito. É fazer Os Gêneros textuais são as estruturas com que se com-
uma descrição minuciosa do objeto ou da personagem a põem os textos, sejam eles orais ou escritos. Essas estrutu-
que o texto se Pega. É um tipo textual que se agrega facil- ras são socialmente reconhecidas, pois se mantêm sempre
mente aos outros tipos em diversos gêneros textuais. Tem muito parecidas, com características comuns, procuram
predominância em gêneros como: cardápio, folheto turísti- atingir intenções comunicativas semelhantes e ocorrem
co, anúncio classificado, etc. em situações específicas. Pode-se dizer que se tratam das
variadas formas de linguagem que circulam em nossa so-
3. Dissertação ciedade, sejam eles formais ou informais. Cada gênero tex-
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um tual tem seu estilo próprio, podendo então, ser identificado
assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do objetivo do e diferenciado dos demais através de suas características.
autor, pode ter caráter expositivo ou argumentativo. Exemplos:

3.1 Dissertação-Exposição Carta: quando se trata de carta aberta ou carta ao


Apresenta um saber já construído e legitimado, ou leitor , tende a ser do tipo dissertativo-argumentativo com
um saber teórico. Apresenta informações sobre assuntos, uma linguagem formal, em que se escreve à sociedade ou a
expõe, reflete, explica e avalia idéias de modo objetivo. O leitores. uando se trata de carta pessoal , a presença de
aspectos narrativos ou descritivos e uma linguagem pes-
texto expositivo apenas expõe ideias sobre um determi-
soal é mais comum.
nado assunto. A intenção é informar, esclarecer. Ex: aula,
resumo, textos científicos, enciclopédia, textos expositivos
Propaganda: é um gênero textual dissertativo-exposi-
de revistas e jornais, etc. tivo onde há a o intuito de propagar informações sobre
algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apre-
3.2 Dissertação-Argumentação sentando, na maioria das vezes, mensagens que despertam
Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de as emoções e a sensibilidade do mesmo.
ideias ou um ponto de vista do autor. O texto, além de
explicar, também persuade o interlocutor, objetivando Bula de remédio: é um gênero textual descritivo, dis-
convencê-lo de algo. Caracteriza-se pela progressão lógica sertativo-expositivo e injuntivo que tem por obrigação
de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. É tipo fornecer as informações necessárias para o correto uso do
predominante em: sermão, ensaio, monografia, disserta- medicamento.
ção, tese, ensaio, manifesto, crítica, editorial de jornais e
revistas. Receita: é um gênero textual descritivo e injuntivo que
tem por objetivo informar a fórmula para preparar tal co-
4. Injunção/Instrucional mida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes,
ndica como realizar uma ação. Utiliza linguagem obje- além disso, com verbos no imperativo, dado o sentido de
tiva e simples. Os verbos são, na sua maioria, empregados ordem, para que o leitor siga corretamente as instruções.

7
LÍNGUA PORTUGUESA

Tutorial: é um gênero injuntivo que consiste num guia apenas uma variante do gênero literário narrativo, devido
que tem por finalidade explicar ao leitor, passo a passo e ao surgimento de concepções de prosa com características
de maneira simplificada, como fazer algo. diferentes: o romance, a novela, o conto, a crônica, a fábu-
la. Porém, praticamente todas as obras narrativas possuem
Editorial: é um gênero textual dissertativo-argumen- elementos estruturais e estilísticos em comum e devem
tativo que expressa o posicionamento da empresa sobre responder a questionamentos, como: quem o que quan-
determinado assunto, sem a obrigação da presença da ob- do onde por quê Vejamos a seguir:
jetividade.
Épico (ou Epopeia): os textos épicos são geralmente
Notícia: podemos perfeitamente identificar caracterís- longos e narram histórias de um povo ou de uma nação,
ticas narrativas, o fato ocorrido que se deu em um determi- envolvem aventuras, guerras, viagens, gestos heroicos, etc.
nado momento e em um determinado lugar, envolvendo Normalmente apresentam um tom de exaltação, isto é,
determinadas personagens. Características do lugar, bem de valorização de seus heróis e seus feitos. Dois exemplos
como dos personagens envolvidos são, muitas vezes, mi-
são Os Lusíadas, de Luís de Camões, e Odisséia, de omero.
nuciosamente descritos.
Romance: é um texto completo, com tempo, espaço
Reportagem: é um gênero textual jornalístico de cará-
ter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, por objetivo, e personagens bem definidos e de caráter mais verossí-
informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, mil. Também conta as façanhas de um herói, mas principal-
com linguagem direta. mente uma história de amor vivida por ele e uma mulher,
muitas vezes, proibida para ele. Apesar dos obstáculos
Entrevista: é um gênero textual fundamentalmen- que o separam, o casal vive sua paixão proibida, física,
te dialogal, representado pela conversação de duas ou adúltera, pecaminosa e, por isso, costuma ser punido no
mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para final. É o tipo de narrativa mais comum na dade Média.
obter informações sobre ou do entrevistado, ou de algum Ex: Tristão e Isolda.
outro assunto. Geralmente envolve também aspectos dis-
sertativo-expositivos, especialmente quando se trata de Novela: é um texto caracterizado por ser intermediário
entrevista a imprensa ou entrevista jornalística. Mas pode entre a longevidade do romance e a brevidade do conto.
também envolver aspectosnarrativos, como na entrevista Como exemplos de novelas, podem ser citadas as obras O
de emprego, ou aspectos descritivos, como na entrevista Alienista, de Machado de Assis, e A Metamorfose, de Kafka.
médica.
Conto: é um texto narrativo breve, e de ficção, geral-
História em quadrinhos: é um gênero narrativo que mente em prosa, que conta situações rotineiras, anedotas
consiste em enredos contados em pequenos quadros atra- e até folclores. nicialmente, fazia parte da literatura oral.
vés de diálogos diretos entre seus personagens, gerando occacio foi o primeiro a reproduzi-lo de forma escrita
uma espécie de conversação. com a publicação de Decamerão. Diversos tipos do gênero
textual conto surgiram na tipologia textual narrativa: con-
Charge: é um gênero textual narrativo onde se faz uma to de fadas, que envolve personagens do mundo da fan-
espécie de ilustração cômica, através de caricaturas, com o tasia; contos de aventura, que envolvem personagens em
objetivo de realizar uma sátira, crítica ou comentário sobre um contexto mais próximo da realidade; contos folclóricos
algum acontecimento atual, em sua grande maioria. (conto popular); contos de terror ou assombração, que se
Poema: trabalho elaborado e estruturado em versos.
desenrolam em um contexto sombrio e objetivam causar
Além dos versos, pode ser estruturado em estrofes. Rimas
medo no expectador; contos de mistério, que envolvem o
e métrica também podem fazer parte de sua composi-
suspense e a solução de um mistério.
ção. Pode ou não ser poético. Dependendo de sua estru-
tura, pode receber classificações específicas, como haicai,
soneto, epopeia, poema figurado, dramático, etc. Em geral, Fábula: é um texto de caráter fantástico que busca ser
a presença de aspectos narrativos e descritivos são mais inverossímil. As personagens principais são não humanos e
frequentes neste gênero. a finalidade é transmitir alguma lição de moral.

Poesia: é o conteúdo capaz de transmitir emoções por Crônica: é uma narrativa informal, breve, ligada à vida
meio de uma linguagem , ou seja, tudo o que toca e como- cotidiana, com linguagem coloquial. Pode ter um tom hu-
ve pode ser considerado como poético (até mesmo uma morístico ou um toque de crítica indireta, especialmente,
peça ou um filme podem ser assim considerados). Um sub- quando aparece em seção ou artigo de jornal, revistas e
gênero é a prosa poética, marcada pela tipologia dialogal. programas da TV..
Crônica narrativo-descritiva: Apresenta alternância
Gêneros literários: entre os momentos narrativos e manifestos descritivos.
- Gênero Narrativo:
Na Antiguidade Clássica, os padrões literários reconhe- Ensaio: é um texto literário breve, situado entre o poé-
cidos eram apenas o épico, o lírico e o dramático. Com o tico e o didático, expondo ideias, críticas e reflexões mo-
passar dos anos, o gênero épico passou a ser considerado rais e filosóficas a respeito de certo tema. É menos formal

8
LÍNGUA PORTUGUESA

e mais flexível que o tratado. Consiste também na defesa Ode (ou hino): é o poema lírico em que o emissor faz
de um ponto de vista pessoal e subjetivo sobre um tema uma homenagem à pátria (e aos seus símbolos), às divin-
(humanístico, filosófico, político, social, cultural, moral, dades, à mulher amada, ou a alguém ou algo importante
comportamental, etc.), sem que se paute em formalidades para ele. O hino é uma ode com acompanhamento musical;
como documentos ou provas empíricas ou dedutivas de
caráter científico. Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, de osé Idílio (ou écloga): é o poema lírico em que o emis-
Saramago e Ensaio sobre a tolerância, de ohn Loc e. sor expressa uma homenagem à natureza, às belezas e
às riquezas que ela dá ao homem. É o poema bucólico, ou
- Gênero Dramático: seja, que expressa o desejo de desfrutar de tais belezas e
Trata-se do texto escrito para ser encenado no teatro. riquezas ao lado da amada (pastora), que enriquece ainda
Nesse tipo de texto, não há um narrador contando a his- mais a paisagem, espaço ideal para a paixão. A écloga é um
tória. Ela acontece no palco, ou seja, é representada por idílio com diálogos (muito rara);
atores, que assumem os papéis das personagens nas cenas.
Sátira: é o poema lírico em que o emissor faz uma crí-
Tragédia: é a representação de um fato trágico, susce- tica a alguém ou a algo, em tom sério ou irônico.
tível de provocar compaixão e terror. Aristóteles afirmava Acalanto: ou canção de ninar;
que a tragédia era uma representação duma ação grave,
de alguma extensão e completa, em linguagem figurada, Acróstico: (a ros extremidade; sti os linha), com-
com atores agindo, não narrando, inspirando dó e terror . posição lírica na qual as letras iniciais de cada verso for-
Ex: Romeu e Julieta, de Shakespeare. mam uma palavra ou frase;
Farsa: é uma pequena peça teatral, de caráter ridícu- Balada: uma das mais primitivas manifestações poéti-
lo e caricatural, que critica a sociedade e seus costumes; cas, são cantigas de amigo (elegias) com ritmo característi-
baseia-se no lema latino ridendo castigat mores (rindo, co e refrão vocal que se destinam à dança;
castigam-se os costumes). A farsa consiste no exagero do
cômico, graças ao emprego de processos grosseiros, como
Canção (ou Cantiga, Trova): poema oral com acom-
o absurdo, as incongruências, os equívocos, os enganos, a
panhamento musical;
caricatura, o humor primário, as situações ridículas.
Gazal (ou Gazel): poesia amorosa dos persas e árabes;
Comédia: é a representação de um fato inspirado na
odes do oriente médio;
vida e no sentimento comum, de riso fácil. Sua origem gre-
ga está ligada às festas populares.
Haicai: expressão japonesa que significa versos cômi-
Tragicomédia: modalidade em que se misturam ele- cos ( sátira). E o poema japonês formado de três versos
mentos trágicos e cômicos. Originalmente, significava a que somam 17 sílabas assim distribuídas: 1 verso 5 síla-
mistura do real com o imaginário. bas; 2 verso 7 sílabas; 3 verso 5 sílabas;

Poesia de cordel: texto tipicamente brasileiro em que Soneto: é um texto em poesia com 14 versos, dividido
se retrata, com forte apelo linguístico e cultural nordesti- em dois quartetos e dois tercetos, com rima geralmente
nos, fatos diversos da sociedade e da realidade vivida por em a-ba-b a-b-b-a c-d-c d-c-d.
este povo.
Vilancete: são as cantigas de autoria dos poetas vilões
- Gênero Lírico: (cantigas de escárnio e de maldizer); satíricas, portanto.
É certo tipo de texto no qual um eu lírico (a voz que
fala no poema e que nem sempre corresponde à do au- Exercícios
tor) exprime suas emoções, ideias e impressões em face do
mundo exterior. Normalmente os pronomes e os verbos 1. Sobre o texto narrativo, pode-se afirmar:
estão em 1 pessoa e há o predomínio da função emotiva a) A estrutura textual é semelhante ao texto descritivo
da linguagem. b) A postura do autor é de argumentador
c) á, exaustivamente, o uso de presente do indicativo.
Elegia: é um texto de exaltação à morte de alguém, d) Não apresenta clímax em sua estrutura
sendo que a morte é elevada como o ponto máximo do e) O enredo é prioritário
texto. O emissor expressa tristeza, saudade, ciúme, decep-
ção, desejo de morte. É um poema melancólico. Um bom 2. O predomínio de adjetivações é comumente encon-
exemplo é a peça Roan e yufa, de william shakespeare. trado no texto:
a) Narrativo
Epitalâmia: é um texto relativo às noites nupciais líri- b) nformativo
cas, ou seja, noites românticas com poemas e cantigas. Um c) Descritivo
bom exemplo de epitalâmia é a peça Romeu e Julieta nas d) Dissertativo
noites nupciais. e) Epistolar

9
LÍNGUA PORTUGUESA

3. Duas características são representativas do modo de 9. Ela deverá voltar... . A locução verbal pode ser
organização dissertativa, assinale-as: substituída, sem alteração semântica, por um verbo sim-
a) ntrodução e clímax ples, assinale-o:
b) Argumentação e sensação a) volta
c) Sequência de fatos e de aspectos b) voltaria
d) Verbos de ação e objetividade c) voltará
e) Convencimento e descrição d) poderá voltar
e) voltou
4. Leia o texto a seguir:
Parceria Reeditada 10. Viviane Pasmanter estreou na TV... . Nesse perío-
Viviane Pasmanter estreou na TV em 91, na novela do o verbo estreou concorda com seu sujeito Viviane
Felicidade , de Manoel Calos, dirigida por Denise Saraceni. Pasmanter , marque a alternativa em que tal concordância
Ela deverá voltar a trabalhar com Denise em Ciranda de N O ocorre:
pedra , nova novela das 18h .
a) A atriz se atrasou para a peça.
O Globo 08 02 08
b) Roberto Carlos cantou no Canecão.
c) Dá-se aulas de Língua portuguesa.
A opção que melhor justifica o título do texto é: d) Edson Celulari ainda é fiel a Claudia Raia.
a) o fato de Viviane Pasmanter ter estreado na TV em e) Suzana Vieira desfilou no carnaval
1991.
b) de a atriz ter sido dirigida por Denise Saraceni. 11. Leia o texto a seguir:
c) por ter trabalhado com Denise Saraceni na novela Para fazer uma boa compra no ramo imobiliário, não
Felicidade basta ter dinheiro na mão. É imprescindível que o com-
d) por ter trabalhado com Denise Saraceni em Felici- prador seja frio, calculista e bem informado. Na hora de
dade e trabalhar novamente com ela em Ciranda de pe- comprar um imóvel, a emoção é um dos maiores inimigos
dra . de um bom negócio. Assim, por mais que se goste de uma
e) Viviane Pasmanter trabalhar em uma novela de Ma- casa, convém manter sempre um certo ar de contrariedade.
noel Carlos. Se o vendedor perceber qualquer sinal de emoção, isso po-
derá custar dinheiro ao comprador. Não é por outra razão
5. O verbo estrear aparece conjugado no texto (es- que quem compra para especular ou apenas para investir
treou). ndique o modo e o tempo a que pertence este ver- costuma conseguir um melhor negócio do que quem está
bo. à procura de um lugar para morar.
a) indicativo presente Segundo o texto:
b) subjuntivo pretérito imperfeito a) Os vendedores, via de regra, buscam ludibriar os
c) indicativo pretérito imperfeito compradores, e vice-versa.
d) indicativo pretérito perfeito b) O vendedor costuma aumentar o preço do imóvel
e) imperativo afirmativo quando o comprador não está bem informado sobre o
mercado de valores.
6. O uso das aspas em alguns vocábulos do texto é c) O mercado imobiliário oferece bons investimentos
justificado por pela: apenas para quem pretende especular.
a) sempre se usa com os substantivos. d) No ramo imobiliário, uma atitude que aparente in-
b) participação de Viviane em novelas da TV Globo. diferença pode propiciar negócio mais vantajoso para o
c) não estar empregada em seu sentido original comprador.
d) participar duas vezes de novelas dirigidas por Deni- e) No mercado imobiliário, o comprador realiza melhor
negócio adquirindo uma propriedade de que não tenha
se Saraceni.
gostado muito.
e) ser o nome da novela, por isso o uso das aspas.
12. Segundo o mesmo texto:
7. No segmento: Ela deverá voltar a trabalhar... . O a) uanto maior a disponibilidade financeira do com-
elemento sublinhado é classificado morfologicamente por: prador, maior a probabilidade de sucesso no negócio imo-
a) artigo biliário.
b) preposição b) Disponibilidade econômica não é o único fator que
c) pronome possibilita a realização de um bom negócio.
d) advérbio c) O vendedor, por preferir negociar com investidores,
e) substantivo desfavorece o comprador da casa própria.
d) Gostar de uma casa é psicologicamente importante
8. Ela deverá voltar a trabalhar com Denise... O seg- em qualquer tipo de compra, seja ela para residência ou
mento destacado é classificado sintaticamente como: para investimento.
a) Adjunto adverbial de modo e) O mercado imobiliário oferece oportunidades mais
b) Adjunto adverbial de companhia seguras para o investidor que para o especulador.
c) Adjunto adverbial de lugar
d) Adjunto adverbial de negação Respostas: 1. E 2. C 3. D 4. D 5. D 6. E 7. B 8. B 9. C 10.
e) Adjunto adverbial de pessoa C 11. D 12. B

10
LÍNGUA PORTUGUESA

rasil, a distância entre o nível popular e o nível culto ficou


3. CONHECIMENTO GRAMATICAL DE tão marcada que, se assim prosseguir, acabará chegando
ACORDO COM O PADRÃO CULTO DA a se parecer com o fenômeno verificado no italiano ou no
LÍNGUA. alemão, por exemplo, com a distância entre um dialeto e
outro. (Evanildo echara, Ensino da Gramática. Opressão
Liberdade )
Com base nessas considerações, não se deve reger
Conhecimento gramatical de acordo com o padrão o ensino da língua pelas noções de certo e errado, mas
culto da língua pelos conceitos de adequado e inadequado, que são mais
convenientes e exatos, porque refletem o uso da língua
A língua e os níveis da linguagem pertence a todos nos mais diferentes contextos. Não se espera que um ado-
os membros de uma comunidade e é uma entidade viva lescente, reunido a outros em uma lanchonete, assim se
em constante mutação. Novas palavras são criadas ou as- expresse: Vamos ao shopping assistir a um filme , mas
similadas de outras línguas, à medida que surgem novos aceita-se: Vamos no shopping assistir um filme . Não seria
hábitos, objetos e conhecimentos. Os dicionários vão in- adequado a um professor universitário assim se manifestar:
corporando esses novos vocábulos (neologismos), quando Fazem dez anos que participo de palestras nesta egrégia
consagrados pelo uso. Universidade, nas quais sempre houveram estudantes in-
Atualmente, os veículos de comunicação audiovisual, teressados .
especialmente os computadores e a internet, têm sido fon- Escrever conforme a norma culta que não represen-
te de incontáveis neologismos alguns necessários, por- ta uma camisa-de-força, mas um tesouro das formas de
que não havia equivalentes em Português; outros dispen- expressão mais bem cultivadas da língua é um requisi-
sáveis, porque duplicam palavras existentes na linguagem. to para qualquer profissional de nível universitário que se
O único critério para sua integração na língua é, porém, o pretenda elevar acima da vala comum de sua profissão. O
seu emprego constante por um número considerável de domínio eficiente da língua, em seus variados registros e
usuários. em suas inesgotáveis possibilidades de variação, é uma das
De fato, quem determina as transformações ling ís- condições para o bom desempenho profissional e social.
ticas e os níveis de linguagem é o conjunto de usuários,
independentemente de quem sejam eles, estejam escre- A linguagem popular ou coloquial
vendo ou falando, uma vez que tanto a língua escrita quan- É aquela usada espontânea e fluentemente pelo povo.
to a oral apresentam variações condicionadas por diversos Mostra-se quase sempre rebelde à norma gramatical e é
fatores: regionais, sociais, intelectuais etc. carregada de vícios de linguagem (solecismo erros de
O movimento de 1922 não nos deu nem nos podia regência e concordância; barbarismo erros de pronún-
dar uma ‘língua brasileira’, ele incitou os nossos es- cia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; pleonasmo),
critores a concederem primazia absoluta aos temas essen- expressões vulgares, gírias e preferência pela coordenação,
cialmente brasileiros e a preferirem sempre palavras e que ressalta o caráter oral e popular da língua. A lingua-
construções vivas do português do rasil a outras, mortas e gem popular está presentes nas mais diversas situações:
frias, armazenadas nos dicionários e nos compêndios gra- conversas familiares ou entre amigos, anedotas, irradiação
maticais. (Celso Cunha) de esportes, programas de TV (sobretudo os de auditório),
novelas, expressão dos estados emocionais etc.
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo A linguagem culta ou padrão
Língua certa do povo É aquela ensinada nas escolas e serve de veículo às
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil ciências em que se apresenta com terminologia especial.
(Manuel Bandeira) É usada pelas pessoas instruídas das diferentes classes so-
ciais e caracteriza-se pela obediência às normas gramati-
Embora as variações linguísticas e níveis da lingua- cais. Mais comumente usada na linguagem escrita e literá-
gem sejam condicionadas pelas circunstâncias, tanto a ria, reflete prestígio social e cultural. É mais artificial, mais
língua falada quanto a escrita cumprem sua finalidade, estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas,
que é a comunicação. A língua escrita obedece a normas conferências, sermões, discursos políticos, comunicações
gramaticais e será sempre diferente da língua oral, mais científicas, noticiários de TV, programas culturais etc.
espontânea, solta, livre, visto que acompanhada de mími-
ca e entonação, que preenchem importantes papéis sig- Gíria
nificativos. Mais sujeita a falhas, a linguagem empregada Segundo Mattoso Câmara únior, estilo literário e gíria
coloquialmente difere substancialmente do padrão culto, são, em verdade, dois pólos da Estilística, pois gíria não é
o que, segundo alguns linguistas, criou no rasil um abis- a linguagem popular, como pensam alguns, mas apenas
mo quase intransponível para os usuários da língua, pois um estilo que se integra à língua popular . Tanto que nem
se expressar em português com clareza e correção é uma todas as pessoas que se exprimem através da linguagem
das maiores dificuldades dos brasileiros: No português do popular usam gíria.

11
LÍNGUA PORTUGUESA

A gíria relaciona-se ao cotidiano de certos grupos Buenas. Vá entrando e se abanque, índio velho.
sociais que vivem à margem das classes dominantes: os — O senhor quer que eu deite logo no divã?
estudantes, esportistas, prostitutas, ladrões Eles a usam — Bom, se o amigo quiser dançar uma marcha, antes,
como arma de defesa contra as classes dominantes. Esses esteja a gosto. Mas eu prefiro ver o vivente estendido e char-
grupos utilizam a gíria como meio de expressão do coti- lando que nem china da fronteira, pra não perder tempo
diano, para que as mensagens sejam decodificadas apenas nem dinheiro.
pelo próprio grupo. (Luís Fernando Veríssimo, O Analista de Bagé)
Assim a gíria é criada por determinados segmentos da
comunidade social que divulgam o palavreado para outros Exemplo do falar caipira:
grupos até chegar à mídia. Os meios de comunicação de Aos dezoito anos pai Norato deu uma facada num ra-
massa, como a televisão e o rádio, propagam os novos vo- paz, num adjutório, e abriu o pé no mundo. Nunca mais
cábulos, às vezes, também inventam alguns. A gíria que cir- ninguém botou os olhos em riba dele, afora o afilhado.
cula pode acabar incorporada pela língua oficial, permane-
— Padrinho, evim cá chamá o sinhô pra mode i morá
cer no vocabulário de pequenos grupos ou cair em desuso.
mais eu.
Caracterizada como um vocabulário especial a gíria sur-
— Quá,flo, esse caco de gente num sai daqui mais não.
ge como um signo de grupo, a princípio secreto, domínio
exclusivo de uma comunidade social restrita (seja a gíria dos — Bamo. Buli gente num bole, mais bicho… O sinhô
marginais ou da polícia, dos estudantes, ou de outros grupos anda perrengado…
ou profissões). (Bernardo Élis, Pai Norato)

(…) Ao vulgarizar-se, porém, para a grande comunidade, Fonte: http: .colada eb.com redacao niveis-da
assumindo a forma de uma gíria comum, de uso geral e não -linguagem
diferenciado, (…) torna-se difícil precisar o que é de fato vo-
cábulo gírio ou vocábulo popular
(…) É expressa frequentemente sob forma humorística (e
não raro obscena, ou ambas as coisas juntas), como ocorre, 4. ESTRUTURA FONÉTICA: ENCONTROS
por exemplo, em certos signos que revelam evidente agressi-
VOCÁLICOS E CONSONANTAIS, DÍGRAFO,
vidade, como bicho, forma de chamamento que na década de
1970 substituía amigo, colega, cara; coroa, para pessoa mais DIVISÃO SILÁBICA, ORTOGRAFIA,
idosa, madura; quadrado, em lugar de conservador tradicio- ACENTUAÇÃO TÔNICA E GRÁFICA.
nal, reacionário; mina, para namorada, forma trazida da lin-
guagem marginal da prostituição, onde originalmente signi-
fica mulher rendosa para o malandro, que vive à custa dela etc. LETRA E FONEMA
(Dino Pretti)
Primeiro, ela pinta como quem não quer nada. Chega Letra é o sinal gráfico da escrita. Exemplos: pipoca
na moral, dando uma de Migué, e acaba caindo na boca (tem 6 letras); hoje (tem 4 letras).
do povo. Depois desba ratina, vira lero-lero, sai de fininho e
some. Mas, às vêzes, volta arrebentando, sem o menor aviso. Fonema é o menor elemento sonoro capaz de esta-
Afinal, qual é a da gíria? belecer uma distinção de significado entre palavras. Veja,
(Cássio Schubsky, Superinteressante) nos exemplos, os fonemas que marcam a distinção entre
os pares de palavras:
Linguagem vulgar
Existe uma linguagem vulgar, segundo Dino Preti, li-
bar – mar tela – vela sela – sala
gada aos grupos extremamente incultos, aos analfabetos ,
aos que têm pouco ou nenhum contato com centros ci-
vilizados. Na linguagem vulgar multiplicam-se estruturas Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um
com nóis vai, ele fica , eu di um beijo nela , Vamo i no elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que repre-
mercado . senta o fonema. Nem sempre o número de fonemas de
uma palavra corresponde ao número de letras que usamos
Linguagem regional para escrevê-la. Na palavra chuva, por exemplo, temos
Regionalismos ou falares locais são variações geo- quatro fonemas, isto é, quatro unidades sonoras xuva e
gráficas do uso da língua padrão, quanto às construções cinco letras.
gramaticais, empregos de certas palavras e expressões e Certos fonemas podem ser representados por diferen-
do ponto de vista fonológico. á, no rasil, por exemplo, tes letras. É o caso do fonema s , que pode ser representa-
falares amazônico, nordestino, baiano, fluminense, mineiro, do por: s (pensar) ss (passado) x (trouxe) ç (caçar) sc
sulino. (nascer) xc (excelente) c (cinto) sç (desço)

Exemplo do falar gaúcho: s vezes, a letra x pode representar mais de um fone-


Pues, diz que o divã no consultório do analista de Bagé ma, como na palavra táxi. Nesse caso, o x representa dois
é forrado com um pelego. Ele recebe os pacientes de bomba- sons, pois lemos tá si . Portanto, a palavra táxi tem quatro
cha e pé no chão. letras e cinco fonemas.

12
LÍNGUA PORTUGUESA

Em certas palavras, algumas letras não representam Dígrafos


nenhum fonema, como a letra h, por exemplo, em pala-
vras como hora, hoje, etc., ou como as letras m e n quando Grupo de duas letras que representa apenas um fone-
são usadas apenas para indicar a nasalização de uma vogal, ma. Exemplos: passo (ss fonema s ), nascimento (sc
como em canto, tinta, etc. fonema s ), queijo (qu fonema )

Classificação dos Fonemas Os dígrafos podem ser consonantais e vocálicos.

Os fonemas classificam-se em vogais, semivogais e - Consonantais: ch (chuva), sc (nascer), ss (osso), sç


(desça), lh (filho), xc (excelente), qu (quente), nh (vinho), rr
consoantes.
(ferro), gu (guerra)
- Vocálicos: am, an (tampa, canto), em, en (tempo, ven-
Vogais: são fonemas resultantes das vibrações das to), im, in (limpo, cinto), om, on (comprar, tonto), um, un
cordas vocais e em cuja produção a corrente de ar passa (tumba, mundo)
livremente na cavidade bucal. As vogais podem ser orais
e nasais. Atenção: nos dígrafos, as duas letras representam um
Orais: quando a corrente de ar passa apenas pela cavi- só fonema; nos encontros consonantais, cada letra repre-
dade bucal. São elas: a, é, ê, i, ó, ô, u. Exemplos: já, pé, vê, senta um fonema.
ali, pó, dor, uva.
Nasais: quando a corrente de ar passa pela cavidade Observe de acordo com os exemplos que o número
bucal e nasal. A nasalidade pode ser indicada pelo til ( ) de letras e fonemas não precisam ter a mesma quantidade.
ou pelas letras n e m. Exemplos: mãe, venda, lindo, pomba, - Chuva: tem 5 letras e 4 fonemas, já que o ch tem
nunca. um único som.
- ipopótamo: tem 10 letras e 9 fonemas, já que o h
Observação: As vogais ainda podem ser tônicas ou áto- não tem som.
nas, dependendo da intensidade com que são pronuncia- - Galinha: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o nh tem
das. A vogal tônica é pronunciada com maior intensidade: um único som.
- Pássaro: tem 7 letras e 6 fonemas, já que o ss só tem
café, bola, vidro. A vogal átona é pronunciada com menor
um único som.
intensidade: café, bola, vidro.
- Nascimento: 10 letras e 8 fonemas, já que não se pro-
Semivogais: são os fonemas i e u quando, juntos nuncia o s e o en tem um único som.
de uma vogal, formam com ela uma mesma sílaba. Obser- - Exceção: 7 letras e 6 fonemas, já que não tem som o
ve, por exemplo, a palavra papai. Ela é formada de duas x.
sílabas: pa-pai. Na sílaba pai, o fonema vocálico i não é - Táxi: 4 letras e 5 fonemas, já que o x tem som de
tão forte quanto o fonema vocálico a ; nesse caso, o i é s.
semivogal. - Guitarra: 8 letras e 6 fonemas, já que o gu tem um
único som e o rr também tem um único som.
Consoantes: são os fonemas em que a corrente de ar, - ueijo: 6 letras e 5 fonemas, já que o qu tem um
emitida para sua produção, teve de forçar passagem na único som.
boca, onde determinado movimento articulatório lhe criou
embaraço. Exemplos: gato, pena, lado. Repare que através do exemplo a mudança de apenas
uma letra ou fonema gera novas palavras: C a v a l o C a v
Encontro Vocálicos a d o / C a l a d o / C o l a d o / S o l a d o.

- Ditongos: é o encontro de uma vogal e uma semi- EXERCÍCIOS


vogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Exemplos: pai
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas
(vogal semivogal ditongo decrescente); ginásio (semi-
são as letras que a compõem é:
vogal vogal ditongo crescente).
a) importância
- Tritongos: é o encontro de uma semivogal com uma b) milhares
vogal e outra semivogal numa mesma sílaba. Exemplo: Pa- c) sequer
raguai. d) técnica
- Hiatos: é a sequência de duas vogais numa mesma e) adolescente
palavra mas que pertencem a sílabas diferentes, pois nunca
há mais de uma vogal numa sílaba. Exemplos: saída (sa-í- 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não
da), juiz (ju-iz) um, mas dois fonemas
a) exemplo
Encontro Consonantais b) complexo
c) próximos
Ocorre quando há um grupo de consoantes sem vogal d) executivo
intermediária. Exemplos: flor, grade, digno. e) luxo

13
LÍNGUA PORTUGUESA

03. ual palavra possui dois dígrafos RESPOSTAS:


a) fechar
b) sombra 01-D (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas
c) ninharia demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas 11 letras; b) 7
d) correndo fonemas 8 letras; c) 5 fonemas 6 letras; e) 9 fonemas
e) pêssego
11 letras).
04. ndique a alternativa cuja sequência de vocábulos 02- (a palavra complexo, o x equivale ao fonema s ).
apresenta, na mesma ordem, o seguinte: ditongo, hiato, 03-D (Em d, há o dígrafo rr e o dígrafo nasal en ).
hiato, ditongo. 04- (Observe os encontros: oi, u - i, u - í e eu).
a) jamais Deus luar daí 05-D / 06-D / 07-C / 08-D / 09-D / 10-C
b) joias fluir jesuíta fogaréu
c) ódio saguão leal poeira DIVISÃO SILÁBICA
d) quais fugiu caiu história
05. Os vocabulários passarinho e querida possuem: SÍLABA
a) 6 e 8 fonemas respectivamente;
b)10 e 7 fonemas respectivamente; A palavra amor está dividida em grupos de fonemas
c) 9 e 6 fonemas respectivamente; pronunciados separadamente: a - mor. A cada um des-
d) 8 e 6 fonemas respectivamente; ses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se
e) 7 e 6 fonemas respectivamente. o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é
sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca
06. uantos fonemas existem na palavra paralelepípe- há mais do que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma,
do: para sabermos o número de sílabas de uma palavra, deve-
mos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção:
a) 7
b) 12 as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem
c) 11 representar semivogais.
d) 14 Classificação das palavras quanto ao número de sí-
e) 15 labas
07. Os vocábulos pequenino e drama apresentam, res-
pectivamente: - Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos:
mãe, flor, lá, meu;
a) 4 e 2 fonemas - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé,
b) 9 e 5 fonemas
i-ra, a-í, trans-por;
c) 8 e 5 fonemas
d) 7 e 7 fonemas - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma,
e) 8 e 4 fonemas pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir;
- Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exem-
08. O não é semivogal em: plos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor
-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta.
a) Papai
b) Azuis Divisão Silábica
c) Médio Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as
d) Rainha
e) erói seguintes normas:

09. Assinale a alternativa que apresenta apenas hiatos: - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos:
foi-ce, a-ve-ri-guou;
a) muito, faísca, balaústre. - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exem-
b) guerreiro, gratuito, intuito. plos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa;
c) fluido, fortuito, Piauí. - Não se separam os encontros consonantais que ini-
d) tua, lua, nua. ciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co;
e) n.d.a.
- Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-
10. Em qual dos itens abaixo todas as palavras apresen- ga, fi-el, sa-ú-de;
tam ditongo crescente: - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc.
Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-
a) Lei, Foice, Roubo te;
b) Muito, Alemão, Viu - Separam-se os encontros consonantais das sílabas
c) Linguiça, istória, Área internas, excetuando-se aqueles em que a segunda con-
d) erói, eito, uilo soante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção,
e) Equestre, Tênue, Ribeirão a-brir, a-pli-car.

14
LÍNGUA PORTUGUESA

Acento Tônico 2-Assinale o item em que a separação silábica é incor-


Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, reta:
percebe-se que há uma sílaba de maior intensidade sonora a) psi-có-ti-co;
do que as demais. b) per-mis-si-vi-da-de;
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. c) as-sem-ble-ia;
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. d) ob-ten-ção;
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. e) fa-mí-lia.
3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as
Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas sílabas corretamente separadas:
palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um
dos elementos que dão melodia à frase. a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção;
b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal;
Classificação da sílaba quanto a intensidade c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia;
-Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car;
- Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensida- e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel.
de.
- Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. 4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corre-
Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspon- tamente separadas:
dendo à tônica da palavra primitiva.
a) a-p-ti-dão;
Classificação das palavras quanto à posição da sí- b) so-li-tá-ri-o;
laba tônica c) col-me-ia;
d) ar-mis-tí-cio;
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábu- e) trans-a-tlân-ti-co.
los da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas 5- Assinale o item em que a divisão silábica está errada:
são classificados em:
- Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. a) tran-sa-tlân-ti-co de-sin-fe-tar;
Exemplos: avó, urubu, parabéns b) subs-ta-be-le-cer de-su-ma-no;
- Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúl- c) cis-an-di-no sub-es-ti-mar;
tima. Exemplos: dócil, suavemente, banana d) ab-di-ca-ção a-bla-ti-vo;
- Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a an- e) fri-is-si-mo ma-ci-is-si-mo.
tepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
6- Existe erro de divisão silábica no item:
Saiba que:
- São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, a) mei-a pa-ra-noi-a ba-lai-o;
Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter. b) oc-ci-pi-tal ex-ces-so pneu-má-ti-co;
- São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, c) subs-tân-cia pers-pec-ti-va felds-pa-to;
boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano, d) su-bli-nhar su-blin-gual a-brup-to;
filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impu- e) tran-sa-tlân-ti-co trans-cen-der tran-so-ce-â-ni-
dico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, co.
necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia),
Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubri- 7- A única alternativa correta quanto à divisão silábica
ca, subido(a). é:
- São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito,
bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ôme- a) ma-qui-na-ri-a for-tui-to;
ga, pântano, trânsfuga. b) tun-gs-tê-nio ri-tmo; ;
- As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla c) an-do-rin-ha sub-o-fi-ci-al;
tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceâ- d) bo-ê-mi-a ab-scis-sa;
nia/Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, e) coe-são si-len-cio-so.
zângão/zangão.
8- ndique a alternativa em que as palavras sussurro ,
EXERCÍCIOS iguaizinhos e gnomo , estão corretamente divididas em
sílabas:
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta:
a) gra-tui-to; a) sus - su - rro, igu - ai - zi - nhos, g - no - mo;
b) ad-vo-ga-do; b) su - ssu - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo;
c) tran-si-tó-rio; c) sus - su - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo;
d) psi-co-lo-gi-a; d) su - ssur - ro, i - gu - ai - zi - nhos, gn - omo;
e) in-ter-stí-cio. e) sus - sur - ro, i - guai - zi - nhos, gno - mo.

15
LÍNGUA PORTUGUESA

9- Na expressão A icterícia nada tem a ver com he- - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-
modiálise ou disenteria , as palavras grifadas apresentam- ga, fi-el, sa-ú-de;
se corretamente divididas em sílabas na alternativa: - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc.
Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-
a) i-cte-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria; te;
b) ic-te-rí-ci-a, he-mo-diá-li-se, dis-en-te-ria; - Separam-se os encontros consonantais das sílabas
c) i-c-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria; internas, excetuando-se aqueles em que a segunda con-
d) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ri-a; soante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção,
e) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria. a-brir, a-pli-car.
10- Assinale a única opção em que há, um vocábulo Acento Tônico
cuja separação silábica não esta feita de acordo com a nor-
ma ortográfica vigente: Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas,
a) es-cor-re-gou in-crí-veis;
percebe-se que há uma sílaba de maior intensidade sonora
b) in-fân-cia cres-ci-a;
do que as demais.
c) i-dei-a lé-guas;
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
d) des-o-be-de-ceu cons-tru-í-da;
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
e) vo-ou sor-ri-em.
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.

Respostas: 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-C / 6-D / 7-A / Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas
8-E / 9-E / 10-D palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um
dos elementos que dão melodia à frase.
SÍLABA
Classificação da sílaba quanto a intensidade
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um des- -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade.
ses grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se - Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensida-
o nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é de.
sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária.
há mais do que uma vogal em cada sílaba. Dessa forma, Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas, correspon-
para sabermos o número de sílabas de uma palavra, deve- dendo à tônica da palavra primitiva.
mos perceber quantas vogais tem essa palavra. Atenção:
as letras i e u (mais raramente com as letras e e o) podem Classificação das palavras quanto à posição da sí-
representar semivogais. laba tônica

Classificação das palavras quanto ao número de sí- De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábu-
labas los da língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas
são classificados em:
- Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última.
mãe, flor, lá, meu; Exemplos: avó, urubu, parabéns
- Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé,
- Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúl-
i-ra, a-í, trans-por;
tima. Exemplos: dócil, suavemente, banana
- Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma,
- Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a an-
pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir;
tepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo
- Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exem-
plos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor
-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta. Saiba que:
- São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister,
Divisão Silábica Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter.
- São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago,
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano,
seguintes normas: filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impu-
dico, inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo,
- Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: necropsia (alguns dicionários admitem também necrópsia),
foi-ce, a-ve-ri-guou; Normandia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubri-
- Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exem- ca, subido(a).
plos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito,
- Não se separam os encontros consonantais que ini- bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ôme-
ciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; ga, pântano, trânsfuga.

16
LÍNGUA PORTUGUESA

- As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla 7- A única alternativa correta quanto à divisão silábica
tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceâ- é:
nia/Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil,
zângão/zangão. a) ma-qui-na-ri-a for-tui-to;
b) tun-gs-tê-nio ri-tmo; ;
EXERCÍCIOS c) an-do-rin-ha sub-o-fi-ci-al;
d) bo-ê-mi-a ab-scis-sa;
1-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: e) coe-são si-len-cio-so.
a) gra-tui-to;
b) ad-vo-ga-do; 8- ndique a alternativa em que as palavras sussurro ,
c) tran-si-tó-rio; iguaizinhos e gnomo , estão corretamente divididas em
sílabas:
d) psi-co-lo-gi-a;
e) in-ter-stí-cio.
a) sus - su - rro, igu - ai - zi - nhos, g - no - mo;
b) su - ssu - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo;
2-Assinale o item em que a separação silábica é incor-
c) sus - su - rro, i - guai - zi - nhos, gno - mo;
reta:
d) su - ssur - ro, i - gu - ai - zi - nhos, gn - omo;
a) psi-có-ti-co; e) sus - sur - ro, i - guai - zi - nhos, gno - mo.
b) per-mis-si-vi-da-de;
c) as-sem-ble-ia; 9- Na expressão A icterícia nada tem a ver com he-
d) ob-ten-ção; modiálise ou disenteria , as palavras grifadas apresentam-
e) fa-mí-lia. se corretamente divididas em sílabas na alternativa:
3-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as
sílabas corretamente separadas: a) i-cte-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria;
b) ic-te-rí-ci-a, he-mo-diá-li-se, dis-en-te-ria;
a) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; c) i-c-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria;
b) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; d) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ri-a;
c) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; e) ic-te-rí-cia, he-mo-di-á-li-se, di-sen-te-ria.
d) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car;
e) mis-té-rio, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. 10- Assinale a única opção em que há, um vocábulo
cuja separação silábica não esta feita de acordo com a nor-
4-Assinale o item em que todas as sílabas estão corre- ma ortográfica vigente:
tamente separadas: a) es-cor-re-gou in-crí-veis;
b) in-fân-cia cres-ci-a;
a) a-p-ti-dão; c) i-dei-a lé-guas;
b) so-li-tá-ri-o; d) des-o-be-de-ceu cons-tru-í-da;
c) col-me-ia; e) vo-ou sor-ri-em.
d) ar-mis-tí-cio;
e) trans-a-tlân-ti-co. Respostas: 1-E / 2-C / 3-E / 4-D / 5-C / 6-D / 7-A /
8-E / 9-E / 10-D
5- Assinale o item em que a divisão silábica está errada:
ORTOGRAFIA
a) tran-sa-tlân-ti-co de-sin-fe-tar;
A ortografia é a parte da língua responsável pela gra-
b) subs-ta-be-le-cer de-su-ma-no;
fia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão
c) cis-an-di-no sub-es-ti-mar;
culto da língua.
d) ab-di-ca-ção a-bla-ti-vo;
As palavras podem apresentar igualdade total ou par-
e) fri-is-si-mo ma-ci-is-si-mo. cial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo ten-
do significados diferentes. Essas palavras são chamadas
6- Existe erro de divisão silábica no item: de homônimas (canto, do grego, significa ângulo canto,
do latim, significa música vocal). As palavras homônimas
a) mei-a pa-ra-noi-a ba-lai-o; dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia
b) oc-ci-pi-tal ex-ces-so pneu-má-ti-co; (gosto, substantivo e gosto, 1 pessoa do singular do verbo
c) subs-tân-cia pers-pec-ti-va felds-pa-to; gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, pa-
d) su-bli-nhar su-blin-gual a-brup-to; lácio ou passo, movimento durante o andar).
e) tran-sa-tlân-ti-co trans-cen-der tran-so-ce-â-ni- uanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-
co. se observar as seguintes regras:

17
LÍNGUA PORTUGUESA

O fonema s: *como consoante de ligação se o radical não terminar


com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis +
Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substan- inho - lapisinho
tivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel,
corr e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão / O fonema j:
ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão
/ submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - im- Escreve-se com G e não com J:
pulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer *as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
- recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir gesso.
- consensual *estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes deri- *as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
vados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
prim ou com verbos terminados por tir ou meter: agredir Observação: Exceção: pajem
- agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão / *as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio,
ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão /
litígio, relógio, refúgio.
regredir - regressão / oprimir - opressão / comprometer -
*os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
compromisso / submeter - submissão
*depois da letra r com poucas exceções: emergir, sur-
*quando o prefixo termina com vogal que se junta com
a palavra iniciada por s . Exemplos: a + simétrico - assimé- gir.
trico / re + surgir - ressurgir *depois da letra a , desde que não seja radical termi-
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem- nado com j: ágil, agente.
plos: ficasse, falasse
Escreve-se com J e não com G:
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos *as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
de origem árabe: cetim, açucena, açúcar *as palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji-
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, boia, manjerona.
Juçara, caçula, cachaça, cacique *as palavras terminada com aje: aje, ultraje.
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, O fonema ch:
esperança, carapuça, dentuço
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / Escreve-se com X e não com CH:
deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção *as palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
*após ditongos: foice, coice, traição caxi, muxoxo, xucro.
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): *as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola ( ):
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção xampu, lagartixa.
*depois de ditongo: frouxo, feixe.
O fonema z: *depois de en : enxurrada, enxoval.
Escreve-se com S e não com Z: Observação: Exceção: quando a palavra de origem
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs- não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês,
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc. Escreve-se com CH e não com X:
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me- *as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
tamorfose.
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
quiseste.
As letras e e i:
*nomes derivados de verbos com radicais terminados
em d : aludir - alusão / decidir - decisão / empreender -
empresa / difundir - difusão *os ditongos nasais são escritos com e : mãe, põem.
*os diminutivos cujos radicais terminam com s : Luís - Com i , só o ditongo interno cãibra.
Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho *os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
*após ditongos: coisa, pausa, pouso escritos com e : caçoe, tumultue. Escrevemos com i , os
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
com s : anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar - atenção para as palavras que mudam de sentido
quando substituímos a grafia e pela grafia i : área (su-
Escreve-se com Z e não com S: perfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expan-
*os sufixos ez e eza das palavras derivadas de adje- dir) / emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de
tivo: macio - maciez / rico - riqueza estância, que anda a pé), pião (brinquedo).
*os sufixos izar (desde que o radical da palavra de
origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con- Fonte: http://www.pciconcursos.com.br aulas portu-
cretizar gues ortografia

18
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Ortografia 05.Em qual das alternativas a frase está corretamente
escrita
01. (TRE AP - TÉCN CO UD C ÁR O FCC 2011) Entre A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
as frases que seguem, a única correta é: pansa.
a) Ele se esqueceu de que ) O mendigo não depositou na caderneta de poupan-
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distri- ça.
bui-lo entre os presentes. C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas crí- sa.
ticas. D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações pansa.
dos funcionários.
e) Não sei por que ele mereceria minha consideração. 06.( AMSPE SP ATENDENTE PA EM - CC ) VU-
NESP 2011) Assinale a alternativa em que o trecho Mas
02. (Escrevente T SP Vunesp 2013). Assinale a alter-
ela cresceu ... está corretamente reescrito no plural, com o
nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo
verbo no tempo futuro.
com a norma- -padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. (A) Mas elas cresceram...
( ) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. ( ) Mas elas cresciam...
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo- (C) Mas elas cresçam...
cal. (D) Mas elas crescem...
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. (E) Mas elas crescerão...
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos
07. (MPE R TÉCN CO ADM N STRAT VO
03. (Agente de Vigilância e Recepção VUNESP FU 2011) Assinale a alternativa em que a frase N O con-
2013). Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para traria a norma culta:
informar os usuários sobre o festival Sounderground. A) Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios,
por isso posso me queixar com razão.
Prezado Usuário ) Sempre houveram várias formas eficazes para ultra-
________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do passarmos os infortúnios da vida.
metrô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
começa o Sounderground, festival internacional que presti- que vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa
gia os músicos que tocam em estações do metrô. vida.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- D) É difícil entender o por quê de tanto sofrimento,
tarão e divirta-se principalmente daqueles que procuram viver com dignida-
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se de e simplicidade.
preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as E) As dificuldades por que passamos certamente nos
expressões fazem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida.
A) A fim ...a partir ... as
) A fim ...à partir ... às GA AR TO
C) A fim ...a partir ... às
D) Afim ...a partir ... às
01.E 02. D 03. C
E) Afim ...à partir ... as
04. A 05. B 06. E 07. E
04. (TRF - 1 REG O - TÉCN CO UD C ÁR O -
FCC 2011) As palavras estão corretamente grafadas na se- RESOLUÇÃO
guinte frase:
(A) ue eles viajem sempre é muito bom, mas não é 1-)
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa- (A) Ele se esqueceu de que quê
geiros nos aeroportos. ( ) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para
( ) Comete muitos deslises, talvez por sua espontanei- distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
dade, mas nada que ponha em cheque sua reputação de (C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex-
pessoa cortês. cessivos nas críticas.
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do só- (D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi-
cio de descançar após o almoço sob a frondoza árvore do cações dos funcionários.
pátio. (E) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
(D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa má-
goa pode estar sendo o grande impecilho na superação 2-)
dessa sua crise. (A) Os tabeliãos devem preparar o documento. ta-
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta beliães
quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na conces- ( ) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
são de privilégios ilegítimos. cidadãos

19
LÍNGUA PORTUGUESA

(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo- HÍFEN


cal. certidões
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos de- O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado
graus para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor,
ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofe-
3-) Prezado Usuário receram-me; vê-lo-ei).
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do me- Serve igualmente para fazer a translineação de pala-
trô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em
o Sounderground, festival internacional que prestigia os mú- duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro).
sicos que tocam em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- Uso do hífen que continua depois da Reforma Or-
tarão e divirta-se! tográfica:
A fim indica finalidade; a partir: sempre separado;
antes de horas: há crase 1. Em palavras compostas por justaposição que formam
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem
4-) Fiz a correção entre parênteses: para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense,
(A) ue eles viajem sempre é muito bom, mas não é luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas,
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa- guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro.
geiros nos aeroportos.
( ) Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua 2. Em palavras compostas por espécies botânicas e
espontaneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque) zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-
sua reputação de pessoa cortês. menina, erva-doce, feijão-verde.
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio 3. Nos compostos com elementos além, aquém, recém
de descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casa-
(frondosa) árvore do pátio. do, aquém- -fiar, etc.
(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência
dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empe- 4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
cilho) na superação dessa sua crise. mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
(E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-
dessa alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de coni- de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará.
vente na concessão de privilégios ilegítimos. 5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-
Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
5-) históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al-
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou- sácia-Lorena, etc.
pansa. mendigo caderneta poupança 6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su-
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans- per- quando associados com outro termo que é iniciado
sa. mendigo caderneta poupança por r: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc.
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
pansa. mendigo depositou caderneta poupança 7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor,
ex- -presidente, vice-governador, vice-prefeito.
6-) Futuro do verbo crescer : crescerão. Teremos: mas
elas crescerão... 8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc.
7-) Fiz as correções entre parênteses: 9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra-
A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infor- ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc.
túnios, por isso posso me queixar com razão.
) Sempre houveram (houve) várias formas eficazes 10. Nas formações em que o prefixo tem como segun-
para ultrapassarmos os infortúnios da vida. do termo uma palavra iniciada por h : sub-hepático, ele-
C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes tro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano,
que vermos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte semi-hospitalar, super- -homem.
de nossa vida.
D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto so- 11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo
frimento, principalmente daqueles que procuram viver com termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-on-
dignidade e simplicidade. das, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.
E) As dificuldades por que ( pelas quais; correto) pas-
samos certamente nos fazem mais fortes e preparados Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros
para os infortúnios da vida. termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.

20
LÍNGUA PORTUGUESA

- Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu- 04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro
dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja for- (avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o
mada por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escre- hífen é obrigatório:
verei anti-inflamatório e, ao final, coube apenas anti- . Na A) em nenhuma delas.
linha debaixo escreverei: -inflamatório (hífen em ambas ) na segunda palavra.
as linhas). C) na terceira palavra.
D) em todas as palavras.
Não se emprega o hífen: E) na primeira e na segunda palavra.
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo
termina em vogal e o segundo termo inicia-se em r ou 05.Fez um esforço para vencer o campeonato .
s . Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antir- ual alternativa completa corretamente as lacunas
religioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia, A) sobreumano interregional
microrradiografia, etc. ) sobrehumano-interregional
2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre- C) sobre-humano inter-regional
fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com D) sobrehumano inter-regional
vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoes- E) sobre-humano interegional
trada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoes-
cola, infraestrutura, etc. 06. Suponha que você tenha que agregar o prefixo
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos sub- às palavras que aparecem nas alternativas a seguir.
dês e in e o segundo elemento perdeu o h inicial: desu- Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen:
mano, inábil, desabilitar, etc. A) (sub) chefe
4. Nas formações com o prefixo co , mesmo quando ) (sub) entender
o segundo elemento começar com o : cooperação, coo- C) (sub) solo
brigação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, D) (sub) reptício
etc. E) (sub) liminar
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção
07.Assinale a alternativa em que todas as palavras es-
de composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedis-
tão grafadas corretamente:
ta, etc.
A) autocrítica, contramestre, extra-oficial
) infra-assinado, infra-vermelho, infra-som
6. Em alguns compostos com o advérbio bem : benfei-
C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato
to, benquerer, benquerido, etc.
D) supervida, superelegante, supermoda
E) sobre-saia, mini-saia, superssaia
Questões sobre Hífen 08.Assinale o item em que o uso do hífen está incor-
reto.
01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o A) infraestrutura super-homem autoeducação
novo Acordo, está sendo usado corretamente: ) bem-vindo antessala contra-regra
A) Ele fez sua auto-crítica ontem. C) contramestre infravermelho autoescola
) Ela é muito mal-educada. D) neoescolástico ultrassom pseudo-herói
C) Ele tomou um belo ponta-pé. E) extraoficial infra-hepático semirreta
D) Fui ao super-mercado, mas não entrei.
E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. 09.Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção
quanto ao emprego do hífen.
02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do A) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura
hífen: para relacionamento extraconjugal.
A) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que ) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterre-
faria uma superalimentação. no.
) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. C) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultrama-
C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido. rinas.
D) Nossos antepassados realizaram vários anteproje- D) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina an-
tos. tirrábica.
E) O autodidata fez uma autoanálise. E) Era um suboficial de uma superpotência.
03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego
do hífen, respeitando-se o novo Acordo. 10.Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. emprego do hífen.
) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal A) Foi iniciada a campanha pró-leite.
do campeonato. ) O ex-aluno fez a sua autodefesa.
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu. C) O contrarregra comeu um contra-filé.
D) O recém-chegado veio de além-mar. D) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.
E) O vice-reitor está em estado pós-operatório. E) O meia-direita deu início ao contra-ataque.

21
LÍNGUA PORTUGUESA

GA AR TO medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a


prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
01. B 02. B 03. A 04. E 05. C competências, e logo nos adequamos à forma padrão.
06. D 07. D 08. B 09. D 10. C
Regras básicas – Acentuação tônica
RESOLU O
A acentuação tônica implica na intensidade com que
1-) são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá
A) autocrítica de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.
C) pontapé As demais, como são pronunciadas com menos intensida-
D) supermercado de, são denominadas de átonas.
E) infravermelhos De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi-
cadas como:
2-) ) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom- Oxítonas São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
brada. última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
Paroxítonas São aquelas em que a sílaba tônica recai
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo. na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato
4-) – passível
a) pão-duro b) copo-de-leite (planta) c) pé de mo- Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica
leque (doce) está na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tím-
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não pano – médico – ônibus
apresentam elementos de ligação.
b) Usa-se o hífen nos compostos que designam espé- Como podemos observar, os vocábulos possuem mais
cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. uma sílaba somente: são os chamados monossílabos que,
c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam quando pronunciados, apresentam certa diferenciação
elementos de ligação. quanto à intensidade.
Tal diferenciação só é percebida quando os pronun-
5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam- ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como
peonato inter-regional. podemos observar no exemplo a seguir:
- Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
- Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma “Sei que não vai dar em nada,
letra com que se inicia a outra palavra Seus segredos sei de cor”.
6-) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também
diante de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender, Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de-
subsolo, sub- -reptício (sem o hífen até a leitura da pala- mais, como átonos (que, em, de).
vra será alterada; subre , ao invés de sub re ), subliminar Os acentos

7-) acento agudo ( ) Colocado sobre as letras a , i ,


A) autocrítica, contramestre, extraoficial u e sobre o e do grupo em - indica que estas letras
) infra-assinado, infravermelho, infrassom representam as vogais tônicas de palavras como Amapá,
C) semicírculo, semi-humano, semi-internato caí, público, parabéns. Sobre as letras e e o indica, além
D) supervida, superelegante, supermoda corretas da tonicidade, timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (di-
E) sobressaia, minissaia, supersaia tongos abertos)
8-) ) bem-vindo antessala contrarregra
acento circunflexo ( ) colocado sobre as letras a ,
9-) D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina an- e e o indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.:
tirrábica. tâmara – Atlântico – pêssego – supôs

10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé. acento grave ( ) indica a fusão da preposição a com
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
trema ( ) De acordo com a nova regra, foi total-
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as re- mente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado
gras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se com- em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.:
põe de algumas particularidades, às quais devemos estar mülleriano (de Müller)
atentos, procurando estabelecer uma relação de familia-
ridade e, consequentemente, colocando-as em prática na til ( ) indica que as letras a e o representam vo-
linguagem escrita. gais nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã

22
LÍNGUA PORTUGUESA

Regras fundamentais: O acento pertencente aos encontros oo e ee foi


abolido. Ex.:
Palavras oxítonas: Antes Agora
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: a , e , crêem creem
o , em , seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – ci- lêem leem
pó(s) – armazém(s) vôo voo
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: enjôo enjoo
Monossílabos tônicos terminados em a , e , o , se-
guidos ou não de s . Ex.: pá – pé – dó – há - Agora memorize a palavra CREDELEV . São os verbos
Formas verbais terminadas em a , e , o tônicos, se- que, no plural, dobram o e , mas que não recebem mais
guidas de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – com- acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
pô-lo Repare:
1-) O menino crê em você
Paroxítonas: Os meninos creem em você.
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: 2-) Elza lê bem!
- i, is : táxi – lápis – júri Todas leem bem!
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum 3-) Espero que ele dê o recado à sala.
- l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax – Esperamos que os garotos deem o recado!
fórceps 4-) Rubens vê tudo!
- ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos Eles veem tudo!
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra L NUR O. Para
quê Repare que essa palavra apresenta as terminações * Cuidado! á o verbo vir:
das paroxítonas que são acentuadas: L, N, U (aqui inclua Ele vem à tarde!
UM fórum), R, , , O. Assim ficará mais fácil a memo- Eles vêm à tarde!
rização
Não se acentuam o i e o u que formam hiato quan-
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru
não de s : água – pônei – mágoa – jóquei -im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se esti-
Regras especiais: verem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Não se acentuam as letras i e u dos hiatos se vierem
Os ditongos de pronúncia aberta ei , oi (ditongos precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento As formas verbais que possuíam o acento tônico na
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em raiz, com u tônico precedido de g ou q e seguido de
palavras paroxítonas. e ou i não serão mais acentuadas. Ex.:
Antes Depois
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma apazigúe (apaziguar) apazigue
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são averigúe (averiguar) averigue
acentuados. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu. argúi (arguir) argui
Antes Agora
assembléia assembleia Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa
idéia ideia do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo
geléia geleia vir)
jibóia jiboia A regra prevalece também para os verbos conter, ob-
apóia (verbo apoiar) apoia ter, reter, deter, abster.
paranóico paranoico ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
uando a vogal do hiato for i ou u tônicos, acom- ele retém – eles retêm
panhados ou não de s , haverá acento. Ex.: saída – faísca ele convém – eles convêm
– baú – país – Luís
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que
Observação importante: antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras seme-
Não serão mais acentuados i e u tônicos, formando lhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algumas
hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.: exceções, como:
Antes Agora A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
bocaiúva bocaiuva pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sen-
feiúra feiura do acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa
Sauípe Sauipe do singular do presente do indicativo). Ex:

23
LÍNGUA PORTUGUESA

Ela pode fazer isso agora. 07. ( ACEN TÉCN CO DO ANCO CENTRAL CES-
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou... GRANR O 2010) As palavras que se acentuam pelas mes-
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da mas regras de conferência , razoável , países e será ,
preposição por. respectivamente, são
- uando, na frase, der para substituir o por por co- a) trajetória, inútil, café e baú.
locar , estaremos trabalhando com um verbo, portanto: b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
pôr ; nos outros casos, por preposição. Ex: c) necessário, túnel, infindáveis e só.
Faço isso por você. d) médio, nível, raízes e você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? e) éter, hífen, propôs e saída.

Questões sobre Acentuação Gráfica 08. (CORRE OS CARTE RO CESPE 2011) São acen-
tuados graficamente de acordo com a mesma regra de
01. (T SP AGENTE DE F SCAL A O UD C ÁR A acentuação gráfica os vocábulos
VUNESP 2010) Assinale a alternativa em que as palavras A) também e coincidência.
são acentuadas graficamente pelos mesmos motivos que ) quilômetros e tivéssemos.
justificam, respectivamente, as acentuações de: década, C) jogá-la e incrível.
relógios, suíços. D) Escócia e nós.
(A) flexíveis, cartório, tênis. E) correspondência e três.
( ) inferência, provável, saída.
(C) óbvio, após, países. 09. ( AMA TÉCN CO ADM N STRAT VO CES-
(D) islâmico, cenário, propôs. PE 2012) As palavras pó , só e céu são acentuadas de
(E) república, empresária, graúda. acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
(...) CERTO ( ) ERRADO
02. (TR UNAL DE UST A DO ESTADO DE S O PAU-
GA AR TO
LO - ESCREVENTE TÉCN CO UD C ÁR O VUNESP 2013)
Assinale a alternativa com as palavras acentuadas segundo
01. E 02. D 03. E 04. C 05. E
as regras de acentuação, respectivamente, de intercâmbio
06. C 07. D 08. B 09. E
e antropológico.
(A) Distúrbio e acórdão.
RESOLU O
( ) Máquina e jiló.
(C) Alvará e Vândalo.
1-) Década proparoxítona relógios paroxítona
(D) Consciência e características.
terminada em ditongo suíços regra do hiato
(E) rgão e órfãs. (A) flexíveis e cartório paroxítonas terminadas em
ditongo tênis paroxítona terminada em i (seguida
03. (TR UNAL DE UST A DO ESTADO DO ACRE de s )
TÉCN CO EM M CRO NFORMÁT CA - CESPE 2012) As pa- ( ) inferência paroxítona terminada em ditongo
lavras conteúdo , calúnia e injúria são acentuadas de provável paroxítona terminada em l saída regra do
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. hiato
( ) CERTO ( ) ERRADO (C) óbvio paroxítona terminada em ditongo após
oxítona terminada em o s países regra do hiato
04. (TR UNAL DE UST A DO ESTADO DE M NAS (D) islâmico proparoxítona cenário paroxítona
GERA S OF C AL UD C ÁR O FUNDEP 2010) Assinale a terminada em ditongo propôs oxítona terminada em
afirmativa em que se aplica a mesma regra de acentuação. o s
A) tevê pôde vê (E) república proparoxítona empresária paroxíto-
) únicas histórias saudáveis na terminada em ditongo graúda regra do hiato
C) indivíduo séria noticiários
D) diário máximo satélite 2-) Para que saibamos qual alternativa assinalar, pri-
meiro temos que classificar as palavras do enunciado
05. (ANATEL TÉCN CO ADM N STRAT VO CES- quanto à posição de sua sílaba tônica:
PE 2012) Nas palavras análise e mínimos , o emprego ntercâmbio paroxítona terminada em ditongo; An-
do acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes. tropológico proparoxítona (todas são acentuadas). Ago-
(...) CERTO ( ) ERRADO ra, vamos à análise dos itens apresentados:
(A) Distúrbio paroxítona terminada em ditongo;
06. (ANC NE TÉCN CO ADM N STRAT VO CES- acórdão paroxítona terminada em ão
PE 2012) Os vocábulos indivíduo , diária e paciência ( ) Máquina proparoxítona; jiló oxítona terminada
recebem acento gráfico com base na mesma regra de em o
acentuação gráfica. (C) Alvará oxítona terminada em a ; Vândalo pro-
(...) CERTO ( ) ERRADO paroxítona

24
LÍNGUA PORTUGUESA

(D) Consciência paroxítona terminada em ditongo; d) médio, nível, raízes e você.


características proparoxítona Médio paroxítona terminada em ditongo; nível pa-
(E) rgão e órfãs ambas: paroxítona terminada em roxítona terminada em l ; raízes regra do hiato; será
ão e ã , respectivamente. oxítona terminada em a .
e) éter, hífen, propôs e saída.
3-) Conteúdo é acentuada seguindo a regra do hiato; Éter paroxítona terminada em r ; hífen paroxítona
calúnia paroxítona terminada em ditongo; injúria paro- terminada em n ; propôs oxítona terminada em o s ;
xítona terminada em ditongo. saída regra do hiato.
RESPOSTA: ERRADO .
8-)
4-) A) também e coincidência.
A) tevê pôde vê Também oxítona terminada em e m ; coincidência
Tevê oxítona terminada em e ; pôde (pretérito per- paroxítona terminada em ditongo
feito do ndicativo) acento diferencial (que ainda preva- ) quilômetros e tivéssemos.
lece após o Novo Acordo Ortográfico) para diferenciar de uilômetros proparoxítona; tivéssemos proparo-
pode presente do ndicativo; vê monossílaba termi- xítona
nada em e C) jogá-la e incrível.
) únicas histórias saudáveis Oxítona terminada em a ; incrível paroxítona termi-
nicas proparoxítona; história paroxítona termi- nada em l
nada em ditongo; saudáveis paroxítona terminada em D) Escócia e nós.
ditongo. Escócia paroxítona terminada em ditongo; nós
C) indivíduo séria noticiários monossílaba terminada em o s
ndivíduo paroxítona terminada em ditongo; séria E) correspondência e três.
paroxítona terminada em ditongo; noticiários paroxítona Correspondência paroxítona terminada em ditongo;
terminada em ditongo. três monossílaba terminada em e s
D) diário máximo satélite
Diário paroxítona terminada em ditongo; máximo 9-) Pó monossílaba terminada em o ; só monos-
proparoxítona; satélite proparoxítona. sílaba terminada em o ; céu monossílaba terminada em
5-) Análise proparoxítona mínimos proparoxíto- ditongo aberto éu .
na. Ambas são acentuadas pela mesma regra (antepenúlti- RESPOSTA: ERRADO .
ma sílaba é tônica, mais forte ).
RESPOSTA: ERRADO .

6-) ndivíduo paroxítona terminada em ditongo; diá-


ria paroxítona terminada em ditongo; paciência paro- 5. CLASSES DE PALAVRAS: CLASSIFICAÇÃO,
xítona terminada em ditongo. Os três vocábulos são acen- FLEXÕES NOMINAIS E VERBAIS, EMPREGO.
tuados devido à mesma regra.
RESPOSTA: CERTO .
Adjetivo
7-) Vamos classificar as palavras do enunciado:
1-) Conferência paroxítona terminada em ditongo Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
2-) razoável paroxítona terminada em l característica do ser e se relaciona com o substantivo.
3-) países regra do hiato Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per-
4-) será oxítona terminada em a cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode
ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso,
a) trajetória, inútil, café e baú. moça bondosa, pessoa bondosa.
Trajetória paroxítona terminada em ditongo; inútil á com a palavra bondade, embora expresse uma qua-
paroxítona terminada em l ; café oxítona terminada em lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho-
e mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade,
b) exercício, balaústre, níveis e sofá. portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Exercício paroxítona terminada em ditongo; balaús-
tre regra do hiato; níveis paroxítona terminada em i Morfossintaxe do Adjetivo:
s ; sofá oxítona terminada em a .
c) necessário, túnel, infindáveis e só. O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função
Necessário paroxítona terminada em ditongo; túnel dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando
paroxítona terminada em l ; infindáveis paroxítona como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito
terminada em i s ; só monossílaba terminada em o . ou do objeto).

25
LÍNGUA PORTUGUESA

Adjetivo Pátrio (ou gentílico) Número dos Adjetivos

ndica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Ob- Plural dos adjetivos simples
serve alguns deles:
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo
Estados e cidades brasileiros: com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
Alagoas alagoano substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e feli-
Amapá amapaense zes, ruim e ruins boa e boas
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
elo orizonte belo-horizontino função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
rasília brasiliense que estiver qualificando um elemento for, originalmente,
um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo:
Cabo Frio cabo-friense
a palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se
Campinas campineiro ou campinense
estiver qualificando um elemento, funcionará como adje-
tivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos
Adjetivo Pátrio Composto cinza.
Veja outros exemplos:
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro Motos vinho (mas: motos verdes)
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, eru- Paredes musgo (mas: paredes brancas).
dita. Observe alguns exemplos: Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
África afro- Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto- Competições teuto Adjetivo Composto
-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor-
élgica belgo- Acampamentos belgo-franceses malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas
China sino- Acordos sino-japoneses o último elemento concorda com o substantivo a que se
Espanha hispano- / Mercado hispano-português refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso
Europa euro- Negociações euro-americanas um dos elementos que formam o adjetivo composto seja
França franco- ou galo- Reuniões franco-italia- um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto fica-
nas rá invariável. Por exemplo: a palavra rosa é originalmente
Grécia greco- Filmes greco-romanos um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemen-
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas to, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra pala-
tália ítalo- Sociedade ítalo-portuguesa vra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um
apão nipo- Associações nipo-brasileiras substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará
Portugal luso- Acordos luso-brasileiros invariável. Por exemplo:
Camisas rosa-claro.
Flexão dos adjetivos Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
O adjetivo varia em gênero, número e grau. Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Gênero dos Adjetivos
Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual-
quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se invariáveis.
referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos - Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha
substantivos, classificam-se em: têm os dois elementos flexionados.
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas-
culino e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa, Grau do Adjetivo
mau e má, judeu e judia.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no fe- Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a inten-
minino somente o último elemento. Por exemplo: o moço sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
norte-americano, a moça norte-americana. o comparativo e o superlativo.
Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
Comparativo
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino
como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri-
feliz. buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi-
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe
político-social. os exemplos abaixo:

26
LÍNGUA PORTUGUESA

Sou tão alto como você. Comparativo de gualdade Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de
No comparativo de igualdade, o segundo termo da um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres.
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou Essa relação pode ser:
quão.
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
Sou mais alto (do) que você. Comparativo de Supe-
rioridade Analítico De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
No comparativo de superioridade analítico, entre os
dois substantivos comparados, um tem qualidade supe- Note bem:
rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a mais...do 1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
que ou mais...que . dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
etc., antepostos ao adjetivo.
O Sol é maior (do) que a Terra. Comparativo de Supe-
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob
rioridade Sintético
duas formas : uma erudita, de origem latina, outra popular,
de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su-
perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: radical do adjetivo latino um dos sufixos -íssimo, -imo
bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior, ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A
grande/maior, baixo/inferior. forma popular é constituída do radical do adjetivo portu-
Observe que: guês o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
a) As formas menor e pior são comparativos de supe- 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariís-
rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res- simo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as
pectivamente. formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desa-
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas gradável hiato i-í.
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações fei-
tas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve- Advérbio
se usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais gran-
de e mais pequeno. Por exemplo: O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele- tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
mentos. Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo ad- indica a
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade faz
duas qualidades de um mesmo elemento. referência ao processo verbal, no sentido de caracterizá-lo,
ou seja, indicando as circunstâncias em que esse processo
Sou menos alto (do) que você. Comparativo de n- se desenvolve.
ferioridade O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no senti-
Sou menos passivo (do) que tolerante. do de caracterizar os processos expressos por ele. Contu-
do, ele não é modificador exclusivo desta classe (verbos),
Superlativo pois também modifica o adjetivo e até outro advérbio. Se-
guem alguns exemplos:
O superlativo expressa qualidades num grau muito ele-
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto,
vado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser ab-
você está até bem informado.
soluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Temos o advérbio distantemente que modifica o ad-
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de jetivo alheio, representando uma qualidade, característica.
um ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apre-
senta-se nas formas: O artista canta muito mal.
Nesse caso, o advérbio de intensidade muito modifica
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de pala- outro advérbio de modo mal . Em ambos os exemplos
vras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: pudemos verificar que se tratava de somente uma palavra
O secretário é muito inteligente. funcionando como advérbio. No entanto, ele pode estar
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo demarcado por mais de uma palavra, que mesmo assim
de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo. não deixará de ocupar tal função. Temos aí o que chama-
mos de locução adverbial, representada por algumas ex-
Observe alguns superlativos sintéticos: pressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de
benéfico beneficentíssimo modo algum, entre outras.
bom boníssimo ou ótimo Dependendo das circunstâncias expressas pelos advér-
comum comuníssimo bios, eles se classificam em distintas categorias, uma vez
cruel crudelíssimo expressas por:
difícil dificílimo
doce dulcíssimo de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pres-
fácil facílimo sas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
fiel fidelíssimo poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral,

27
LÍNGUA PORTUGUESA

frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de
parte dos que terminam em - mente : calmamente, triste- modo são flexionados, sendo que os demais são todos in-
mente, propositadamente, pacientemente, amorosamente, variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na
docemente, escandalosamente, bondosamente, generosa- categoria dos advérbios é a de grau:
mente
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, inconstitucionalissimamente, etc.;
quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase,
de todo, de muito, por completo. Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto -
pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, Artigo
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, en-
fim, afinal, breve, constantemente, entrementes, imediata- Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo,
mente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o
quando, de quando em quando, a qualquer momento, de gênero e o número dos substantivos.
tempos em tempos, em breve, hoje em dia
Classificação dos Artigos
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, Artigos Definidos: determinam os substantivos de ma-
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, neira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, exter-
namente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, em Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de
cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei
um animal.
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
Combinação dos Artigos
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
É muito presente a combinação dos artigos definidos
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavel-
e indefinidos com preposições. Veja a forma assumida por
mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
essas combinações:
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efe-
tivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubi- Preposições Artigos
tavelmente (=sem dúvida). o, os
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so- a ao, aos
mente, simplesmente, só, unicamente de do, dos
em no, nos
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam- por (per) pelo, pelos
bém a, as um, uns uma, umas
à, às - -
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente da, das dum, duns duma, dumas
na, nas num, nuns numa, numas
de designação: Eis pela, pelas - -

de interrogação: onde (lugar), como? (modo), quan- - As formas à e às indicam a fusão da preposição a com
do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade), o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhe-
para quê? (finalidade) cida por crase.

Locução adverbial Constatemos as circunstância


os em que os artigos se manifestam:
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advér-
bio. Exemplo: - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) numeral ambos : Ambos os garotos decidiram participar
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) das olimpíadas.

á locuções adverbiais que possuem advérbios corres- - Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso
pondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza,
apressadamente. A Bahia...

28
LÍNGUA PORTUGUESA

- uando indicado no singular, o artigo definido pode Conjunção


indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
- No caso de nomes próprios personativos, denotando ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por
a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso exemplo:
do artigo: O Pedro é o xodó da família. A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
amiguinhas.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
os Incas, Os Astecas... 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
amiguinhas
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a)
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o Cada informação está estruturada em torno de um ver-
artigo), o pronome assume a noção de qualquer. bo: segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três ora-
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) ções:
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
(qualquer classe) 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e
mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa-
cultativo: A segunda oração liga-se à primeira por meio do e , e
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. a terceira oração liga-se à segunda por meio do quando .
As palavras e e quando ligam, portanto, orações.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter Observe: Gosto de natação e de futebol.
é uns vinte anos. Nessa frase as expressões de natação, de futebol são
partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra
e está ligando termos de uma mesma oração.
- O artigo também é usado para substantivar palavras
oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de
Morfossintaxe da Conjunção
tudo isso.
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome re-
As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
lativo cujo (e flexões).
cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Classificação
Este é o autor cuja obra conheço.
- Conjunções Coordenativas
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no - Conjunções Subordinativas
sentido de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme),
a menos que venham especificadas. Conjunções coordenativas
Eles estavam em casa.
Eles estavam na casa dos amigos. Dividem-se em:
Os marinheiros permaneceram em terra.
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Gos-
to de cantar e de dançar.
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de trata- Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas tam-
mento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa bém, não só...como também.
excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
- ADVERSAT VAS: Expressam ideias contrárias, de opo-
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O Principais conjunções adversativas: mas, porém, contu-
Estado de S. Paulo. do, todavia, no entanto, entretanto.

Morfossintaxe - ALTERNAT VAS: Expressam ideia de alternância.


Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora,
relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua quer...quer, já...já.
portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal
do substantivo a que se refere. Tal função independe da - CONCLUS VAS: Servem para dar conclusões às ora-
função exercida pelo substantivo: ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
A existência é uma poesia. Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
Uma existência é a poesia. (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.

29
LÍNGUA PORTUGUESA

- E PL CAT VAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. 1º) Na frase Não atravesse a rua, porque você pode ser
É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá atropelado”:
fora. a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificati-
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (an- va ou uma explicação do fato expresso na oração anterior.
tes do verbo), porquanto. b) As orações são coordenadas e, por isso, independen-
tes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as ora-
Conjunções subordinativas ções que vêm marcadas por vírgula.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
- CAUSA S Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Ora-
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, ção Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela
uma vez que, como ( porque). será explicativa.
Ele não fez o trabalho porque não tem livro. Façam silêncio, que estou falando. (façam verbo im-
perativo)
- COMPARATIVAS 2º) Na frase Precisavam enterrar os mortos em outra
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...
cidade porque não havia cemitério no local.
como, mais...do que, menos...do que.
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada
Ela fala mais que um papagaio.
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
- CONCESS VAS verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, colocá-la no início do período, introduzida pela conjunção
mesmo que, apesar de, se bem que. como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar
fato inesperado. Traz em si uma ideia de apesar de . os mortos em outra cidade.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. ( apesar de b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
estar cansada) dependentes uma da outra.
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
Interjeição
- CONFORMAT VAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
conforme, consoante sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre
Cada um colhe conforme semeia. o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento
Expressam uma ideia de acordo, concordância, confor- sem que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas
midade. linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo:
- CONSECUT VAS Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
Expressam uma ideia de consequência. No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo.
Principais conjunções consecutivas: que (após tal , Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia
tanto , tão , tamanho ). ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou sim-
Falou tanto que ficou rouco. plesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de for-
- F NA S ma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e
Expressam ideia de finalidade, objetivo. os distribui em posições adequadas a cada um deles. As in-
Todos trabalham para que possam sobreviver. terjeições, por outro lado, são uma espécie de palavra-fra-
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, por-
se , ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um
que ( para que),
conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser
colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos:
- PROPORC ONA S
Principais conjunções proporcionais: à medida que, Bravo! Bis!
quanto mais, ao passo que, à proporção que. bravo e bis: interjeição sentença (sugestão): “Foi mui-
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. to bom! Repitam!”
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição senten-
- TEMPORAIS ça (sugestão): “Isso está doendo!” ou Estou com dor!”
Principais conjunções temporais: quando, enquanto,
logo que. A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em
Quando eu sair, vou passar na locadora. que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como
são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um
Diferença entre orações causais e explicativas suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação
particular, um momento ou um contexto específico. Exem-
uando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais plos:
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de- Ah, como eu queria voltar a ser criança!
paramos com a dúvida de como distinguir uma oração ah: expressão de um estado emotivo interjeição
causal de uma explicativa. Veja os exemplos: Hum! Esse pudim estava maravilhoso!

30
LÍNGUA PORTUGUESA

hum: expressão de um pensamento súbito interjeição - Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!,
O significado das interjeições está vinculado à maneira Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?,
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que Cruz!, Putz!
dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contex- - Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!,
to de enunciação. Exemplos: Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres- - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
são na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te - Saudação, Chamamento ou nvocação: Salve!, Viva!,
chamando! Ei, espere!” Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expressão me, Deus!
em um hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
favor, faça silêncio!” - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto
puxa: interjeição; tom da fala: euforia é, não sofrem variação em gênero, número e grau como
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto
puxa: interjeição; tom da fala: decepção e voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al-
gumas interjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: claro, neste caso, que não se trata de um processo natural
1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, dessa classe de palavra, mas tão só uma variação que a
tristeza, dor, etc. linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo,
Você faz o que no Brasil? até loguinho.
Eu? Eu negocio com madeiras. Locução Interjetiva
Ah, deve ser muito interessante.
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma ex-
2) Sintetizar uma frase apelativa pressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora bo-
Cuidado! Saia da minha frente. las! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus! Ó
de casa! Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus!
As interjeições podem ser formadas por:
Alto lá! Muito bem!
- simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
Observações:
- palavras: Oba!, Olá!, Claro!
- As interjeições são como frases resumidas, sintéticas.
- grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!,
Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! =
Ora bolas!
Peço-lhe que me desculpe.
A ideia expressa pela interjeição depende muitas ve-
- Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o
zes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode
seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes
ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido. Por gramaticais podem aparecer como interjeições.
exemplo: Viva! Basta! (Verbos)
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contra- Fora! Francamente! (Advérbios)
riedade) - A interjeição pode ser considerada uma palavra-fra-
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria) se porque sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.:
Socorro!, Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto!
Classificação das Interjeições
- á, também, as interjeições onomatopaicas ou imitati-
Comumente, as interjeições expressam sentido de: vas, que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bumba!
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Atenção!, Olha!, Alerta!
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô! - Não se deve confundir a interjeição de apelo ó com
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva! a sua homônima oh , que exprime admiração, alegria,
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah! tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do oh exclamativo
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, e não a fazemos depois do ó vocativo.
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo ilac)
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Oh! a jornada negra! (Olavo ilac)
Boa! - Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, no diminutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusinho!
Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora! Obrigadinho!
- Desejo ou ntenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
- Desculpa: Perdão! Interjeições, leitura e produção de textos
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!,
Oh!, Eh! Usadas com muita frequência na língua falada informal,
- Dúvida ou ncredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, quando empregadas na língua escrita, as interjeições cos-
Epa!, Ora! tumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquiali-

31
LÍNGUA PORTUGUESA

dade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços Flexão dos numerais
pessoais do falante - como a escassez de vocabulário, o
temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/du-
diálogos - que comumente se faz uso das interjeições com zentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatro-
o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à centas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam
sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais
conteúdo mais emocional do que racional fazem das inter- são invariáveis.
jeições presença constante nos textos publicitários. Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
Fonte: http: .soportugues.com.br secoes morf primeira segunda milésima
morf89.php primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas
Numeral
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço
Numeral é a palavra que indica os seres em termos nu-
e conseguiram o triplo de produção.
méricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
uando atuam em funções adjetivas, esses numerais
em determinada sequência.
flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses tri-
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. plas do medicamento.
quatro: numeral atributo numérico de ingresso Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e nú-
Eu quero café duplo, e você? mero. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas
... duplo: numeral atributo numérico de café terças partes
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma
... primeira: numeral situa o ser pessoa na sequência dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
de fila É comum na linguagem coloquial a indicação de grau
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando sentido. É o que ocorre em frases como:
a expressão é colocada em números (1, 1 , 1 3, etc.) não se “Me empresta duzentinho...”
trata de numerais, mas sim de algarismos. É artigo de primeiríssima qualidade!
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a O time está arriscado por ter caído na segundona. ( se-
ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala- gunda divisão de futebol)
vras consideradas numerais porque denotam quantidade,
proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, Emprego dos Numerais
dúzia, par, ambos(as), novena.
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e par-
Classificação dos Numerais tes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até
décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número bá- venha depois do substantivo:
sico: um, dois, cem mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série Ordinais Cardinais
dada: primeiro, segundo, centésimo, etc. João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumenta-
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o or-
da: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
dinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Leitura dos Numerais Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
*Ambos ambas são considerados numerais. Significam
Separando os números em centenas, de trás para fren- um e outro , os dois (ou uma e outra , as duas ) e são
te, obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas largamente empregados para retomar pares de seres aos
e, no início, também de dezenas ou unidades. Entre esses quais já se fez referência.
conjuntos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela con- Pedro e João parecem ter finalmente percebido a impor-
junção e . tância da solidariedade. Ambos agora participam das ativi-
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos dades comunitárias de seu bairro.
e vinte e seis. Obs.: a forma ambos os dois é considerada enfática.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

32
LÍNGUA PORTUGUESA

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinq enta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Preposição

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. uando esta ligação acontece, normal-
mente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

Tipos de Preposição

1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, contra,
de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições: como, durante,
exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas:
abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância
em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela.

33
LÍNGUA PORTUGUESA

Vale ressaltar que essa concordância não é caracterís- A dona da casa não quis nos atender.
tica da preposição, mas das palavras às quais ela se une. Como posso fazer a Joana concordar comigo?
Esse processo de junção de uma preposição com outra - uando é preposição, além de ser invariável, liga dois
palavra pode se dar a partir de dois processos: termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
preposição a artigos definidos o, os Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para pro-
a o ao curar um tratamento adequado.
preposição a advérbio onde
a onde aonde
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
2. Contração: uando a preposição sofre alteração.
lugar e ou a função de um substantivo.
Preposição + Artigos Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como
De o(s) do(s) parte da família
De a(s) da(s) Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
De um dum Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
De uns duns
De uma duma 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio
De umas dumas das preposições:
Em o(s) no(s) Destino Irei para casa.
Em a(s) na(s)
Modo Chegou em casa aos gritos.
Em um num
Em uma numa Lugar Vou ficar em casa;
Em uns nuns Assunto Escrevi um artigo sobre adolescência.
Em umas numas Tempo A prova vai começar em dois minutos.
A à(s) à(s) Causa Ela faleceu de derrame cerebral.
Por o pelo(s) Fim ou finalidade Vou ao médico para começar o tra-
Por a pela(s) tamento.
nstrumento Escreveu a lápis.
Preposição + Pronomes Posse Não posso doar as roupas da mamãe.
De ele(s) dele(s) Autoria Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De ela(s) dela(s)
Companhia Estarei com ele amanhã.
De este(s) deste(s)
De esta(s) desta(s) Matéria Farei um cartão de papel reciclado.
De esse(s) desse(s) Meio Nós vamos fazer um passeio de barco.
De essa(s) dessa(s) Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De aquele(s) daquele(s) Conteúdo Quebrei dois frascos de perfume.
De aquela(s) daquela(s) Oposição Esse movimento é contra o que eu penso.
De isto disto Preço Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De isso disso Fonte:
De aquilo daquilo http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
De aqui daqui
De aí daí
Substantivo
De ali dali
De outro doutro(s)
De outra doutra(s) Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs-
Em este(s) neste(s) tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais
Em esta(s) nesta(s) denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenôme-
Em esse(s) nesse(s) nos, os substantivos também nomeiam:
Em aquele(s) naquele(s) -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
Em aquela(s) naquela(s) -sentimentos: raiva, amor...
Em isto nisto -estados: alegria, tristeza...
Em isso nisso -qualidades: honestidade, sinceridade...
Em aquilo naquilo
-ações: corrida, pescaria...
A aquele(s) àquele(s)
A aquela(s) àquela(s)
A aquilo àquilo Morfossintaxe do substantivo

Dicas sobre preposição Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em ge-


ral exerce funções diretamente relacionadas com o verbo:
1. O a pode funcionar como preposição, pronome atua como núcleo do sujeito, dos complementos verbais
pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los Caso o a (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode
seja um artigo, virá precedendo um substantivo. Ele servirá ainda funcionar como núcleo do complemento nominal ou
para determiná-lo como um substantivo singular e femi- do aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, do ob-
nino. jeto ou como núcleo do vocativo. Também encontramos

34
LÍNGUA PORTUGUESA

substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e de 3 - Substantivos Coletivos


adjuntos adverbiais - quando essas funções são desempe-
nhadas por grupos de palavras. Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
abelha, mais outra abelha.
Classificação dos Substantivos Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
1- Substantivos Comuns e Próprios Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne-
Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, com cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no mais outra abelha...
Brasil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
uma cidade (em oposição aos bairros). No terceiro caso, empregou-se um substantivo no sin-
gular (enxame) para designar um conjunto de seres da
ualquer povoação maior que vila, com muitas casas mesma espécie (abelhas).
e edifícios, dispostos em ruas e avenidas será chamada O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
cidade. sso significa que a palavra cidade é um substantivo Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mes-
comum. mo estando no singular, designa um conjunto de seres da
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de mesma espécie.
uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
homem, mulher, país, cachorro. Substantivo coletivo Conjunto de:
Estamos voando para Barcelona. assembleia pessoas reunidas
alcateia lobos
O substantivo arcelona designa apenas um ser da es- acervo livros
pécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Pró- antologia trechos literários selecionados
prio: é aquele que designa os seres de uma mesma espécie arquipélago ilhas
de forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. banda músicos
bando desordeiros ou malfeitores
2 - Substantivos Concretos e Abstratos
banca examinadores
batalhão soldados
LÂMPADA MALA
cardume peixes
caravana viajantes peregrinos
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com
cacho frutas
existência própria, que são independentes de outros seres.
cáfila camelos
São substantivos concretos.
cancioneiro canções, poesias líricas
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que colmeia abelhas
existe, independentemente de outros seres. chusma gente, pessoas
Obs.: os substantivos concretos designam seres do concílio bispos
mundo real e do mundo imaginário. congresso parlamentares, cientistas.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, elenco atores de uma peça ou filme
Brasília, etc. esquadra navios de guerra
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas- enxoval roupas
ma, etc. falange soldados, anjos
fauna animais de uma região
Observe agora: feixe lenha, capim
Beleza exposta flora vegetais de uma região
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. frota navios mercantes, ônibus
girândola fogos de artifício
O substantivo beleza designa uma qualidade. horda bandidos, invasores
junta médicos, bois, credores, examinadores
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que júri jurados
dependem de outros para se manifestar ou existir. legião soldados, anjos, demônios
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser leva presos, recrutas
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa malta malfeitores ou desordeiros
ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para manada búfalos, bois, elefantes,
se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo matilha cães de raça
abstrato. molho chaves, verduras
Os substantivos abstratos designam estados, qualida- multidão pessoas em geral
des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser ninhada pintos
abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado), nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento). penca bananas, chaves

35
LÍNGUA PORTUGUESA

pinacoteca pinturas, quadros O velho e o mar


quadrilha ladrões, bandidos Um Natal inesquecível
ramalhete flores Os reis da praia
rebanho ovelhas
récua bestas de carga, cavalgadura Pertencem ao gênero feminino os substantivos que po-
repertório peças teatrais, obras musicais dem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
réstia alhos ou cebolas A história sem fim
romanceiro poesias narrativas Uma cidade sem passado
revoada pássaros As tartarugas ninjas
sínodo párocos
talha lenha Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
tropa muares, soldados
turma estudantes, trabalhadores Substantivos Biformes ( duas formas): ao indicar no-
vara porcos mes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está
relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas for-
Formação dos Substantivos mas, uma para o masculino e outra para o feminino. Obser-
ve: gato – gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito
Substantivos Simples e Compostos - prefeita
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto
terra. para o feminino. Classificam-se em:
O substantivo chuva é formado por um único elemento - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a
ou radical. É um substantivo simples. cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
Substantivo Simples: é aquele formado por um único fêmea.
elemento. - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pes-
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja soas: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio,
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois o ídolo, o indivíduo.
elementos (guarda chuva). Esse substantivo é composto. - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pes-
soas por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou
doente, o artista e a artista.
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
Substantivos Primitivos e Derivados
em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o
Meu limão meu limoeiro, sistema, o sintoma, o teorema.
meu pé de jacarandá... - Existem certos substantivos que, variando de gênero,
variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor) e a
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital (ci-
nenhum outro dentro de língua portuguesa. dade)

Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O
substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir - Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno -
da palavra limão. aluna.
- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
Substantivo Derivado: é aquele que se origina de ou- masculino: freguês - freguesa
tra palavra. - Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de
três formas:
Flexão dos substantivos - troca-se -ão por -oa. patrão – patroa
- troca-se -ão por -ã. campeão - campeã
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- -troca-se -ão por ona. solteirão - solteirona
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por
exemplo, pode sofrer variações para indicar: Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão -
Plural: meninos Feminino: menina sultana
Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho - Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino doutor – doutora
Flexão de Gênero - troca-se -or por -triz: imperador - imperatriz

Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar - Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: cônsul
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque -
dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa
masculino os substantivos que podem vir precedidos dos - Substantivos que formam o feminino trocando o -e
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes: final por -a: elefante - elefanta

36
LÍNGUA PORTUGUESA

- Substantivos que têm radicais diferentes no masculino - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
e no feminino: bode – cabra / boi - vaca fotográfico Ana Belmonte.
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
- Substantivos que formam o feminino de maneira es-
pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores: Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó
czar – czarina réu - ré (pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o
maracajá, o clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes soprano, o proclama, o pernoite, o púbis.

Epicenos: Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a


Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido,
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. sso a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma
para indicar o masculino e o feminino. - São geralmente masculinos os substantivos de ori-
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha- grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o
a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o traco-
macho e fêmea. ma, o hematoma.
A cobra macho picou o marinheiro. Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Gênero dos Nomes de Cidades:
Sobrecomuns:
Entregue as crianças à natureza. Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo mas-
A acolhedora Porto Alegre.
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem
Uma Londres imensa e triste.
o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João.
Gênero e Significação:
A criança chorona chamava-se Maria.
Muitos substantivos têm uma significação no masculino
Outros substantivos sobrecomuns:
e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que à
a criatura João é uma boa criatura. Maria é uma boa frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar
criatura. em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco,
o cônjuge O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de manejando um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que
Marcela faleceu marca um limite ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe),
a cabeça (parte do corpo), o cisma (separação religiosa, dissi-
Comuns de Dois Gêneros: dência), a cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. cinzenta), a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinhei-
ro), a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
uem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. administração da crisma e de outros sacramentos), a crisma
A distinção de gênero pode ser feita através da análise (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti- curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície
vo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem de vegetação), o guia (pessoa que guia outras), a guia (docu-
- uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran- mento, pena grande das asas das aves), o grama (unidade de
cês - repórter francesa peso), a grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa
- A palavra personagem é usada indistintamente nos (recipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente
dois gêneros. (vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade,
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada pre- bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a
ferência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens os nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva
personagens dos contos de carochinha. a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino: (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa-
O problema está nas mulheres de mais idade, que não acei- ro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação emissora), o
tam a personagem. voga (remador), a voga (moda, popularidade).

37
LÍNGUA PORTUGUESA

Flexão de Número do Substantivo O plural dos substantivos compostos cujos elementos


são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
Em português, há dois números gramaticais: o singular, discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:
que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que
indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica - Flexionam-se os dois elementos, quando formados
do plural é o s final. de:
substantivo substantivo couve-flor e couves-flores
Plural dos Substantivos Simples substantivo adjetivo amor-perfeito e amores-per-
feitos
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e adjetivo substantivo gentil-homem e gentis-homens
n fazem o plural pelo acréscimo de s : pai – pais; ímã – numeral substantivo quinta-feira e quintas-feiras
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon - Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
- cânones. formados de:
- Os substantivos terminados em m fazem o plural em verbo substantivo guarda-roupa e guarda-roupas
ns : homem - homens. palavra invariável palavra variável alto-falante e
alto- -falantes
- Os substantivos terminados em r e z fazem o plural palavras repetidas ou imitativas reco-reco e reco-recos
pelo acréscimo de es : revólver – revólveres; raiz - raízes. - Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
Atenção: O plural de caráter é caracteres. formados de:
- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam- substantivo preposição clara substantivo água-
se no plural, trocando o l por is : quintal - quintais; cara- de-colônia e águas-de-colônia
col – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul substantivo preposição oculta substantivo cava-
e cônsules. lo-vapor e cavalos-vapor
substantivo substantivo que funciona como determi-
- Os substantivos terminados em il fazem o plural de nante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo
duas maneiras: do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba
- uando oxítonos, em is : canil - canis -relógio - bombas-relógio, notícia-bomba - notícias-bomba,
homem-rã - homens-rã, peixe-espada - peixes-espada.
- uando paroxítonos, em eis : míssil - mísseis.
- Permanecem invariáveis, quando formados de:
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas verbo advérbio o bota-fora e os bota-fora
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). verbo substantivo no plural o saca-rolhas e os sa-
- Os substantivos terminados em s fazem o plural de ca-rolhas
duas maneiras:
- Casos Especiais
- uando monossilábicos ou oxítonos, mediante o o louva-a-deus e os louva-a-deus
acréscimo de es : ás – ases / retrós - retroses o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
- uando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva- o joão-ninguém e os joões-ninguém.
riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
Plural das Palavras Substantivadas
- Os substantivos terminados em ao fazem o plural de
três maneiras. As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães no plural, as flexões próprias dos substantivos.
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
- Os substantivos terminados em x ficam invariáveis: Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
o látex - os látex. Obs.: numerais substantivados terminados em s ou
z não variam no plural: Nas provas mensais consegui mui-
Plural dos Substantivos Compostos tos seis e alguns dez.

-A formação do plural dos substantivos compostos de- Plural dos Diminutivos


pende da forma como são grafados, do tipo de palavras
que formam o composto e da relação que estabelecem en- Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o s final
tre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
como os substantivos simples: aguardente aguardentes, pãe(s) + zinhos = pãezinhos
girassol girassóis, pontapé pontapés, malmequer animai(s) + zinhos = animaizinhos
malmequeres. botõe(s) + zinhos = botõezinhos

38
LÍNGUA PORTUGUESA

chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos Particularidades sobre o Número dos Substantivos


farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos - á substantivos que só se usam no singular: o sul, o
colhere(s) + zinhas = colherezinhas norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
flore(s) + zinhas = florezinhas - Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames,
mão(s) + zinhas = mãozinhas as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
papéi(s) + zinhos = papeizinhos - Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade,
funi(s) + zinhos = funizinhos bom nome) e honras (homenagem, títulos).
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos - Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas
pai(s) + zinhos = paizinhos com sentido de plural:
pé(s) + zinhos = pezinhos Aqui morreu muito negro.
pé(s) + zitos = pezitos Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
improvisadas.
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Flexão de Grau do Substantivo
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas
sempre que a terminação preste-se à flexão. Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
Os Napoleões também são derrotados. as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
As Raquéis e Esteres. - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considera-
do normal. Por exemplo: casa
Plural dos Substantivos Estrangeiros - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
do ser. Classifica-se em:
Analítico o substantivo é acompanhado de um adje-
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es-
tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
critos como na língua original, acrescentando-se s (exceto
Sintético é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
quando terminam em s ou z ): os shows, os shorts, os jazz.
cador de aumento. Por exemplo: casarão.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor-
do ser. Pode ser:
do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os Analítico substantivo acompanhado de um adjetivo
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
os réquiens. Sintético é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
Observe o exemplo: cador de diminuição. Por exemplo: casinha.
Este jogador faz gols toda vez que joga.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. Verbo
Plural com Mudança de Timbre Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
Certos substantivos formam o plural com mudança de processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
timbre da vogal tônica (o fechado o aberto). É um fato ocorrência (nascer); desejo (querer).
fonético chamado metafonia (plural metafônico). O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não
os seus possíveis significados. Observe que palavras como
Singular Plural corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo
corpo (ô) corpos (ó) ao de alguns verbos mencionados acima; não apresentam,
esforço esforços porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos
fogo fogos possuem.
forno fornos
fosso fossos Estrutura das Formas Verbais
imposto impostos
olho olhos Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
osso (ô) ossos (ó) apresentar os seguintes elementos:
ovo ovos
poço poços - Radical: é a parte invariável, que expressa o significa-
porto portos do essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am.
posto postos (radical fal-)
tijolo tijolos - Tema: é o radical seguido da vogal temática que in-
dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol- fala-r
sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc. São três as conjugações: 1 - Vogal Temática - A - (falar),
Obs.: distinga-se molho (ô) caldo (molho de carne), 2 - Vogal Temática - E - (vender), 3 - Vogal Temática - -
de molho (ó) feixe (molho de lenha). (partir).

39
LÍNGUA PORTUGUESA

- Desinência modo-temporal: é o elemento que de- nheci mal- -humorado , usa-se o verbo amanhecer
signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: em sentido figurado. ualquer verbo impessoal, emprega-
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) do em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) pessoal.

- Desinência número-pessoal: é o elemento que de- Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
signa a pessoa do discurso ( 1 , 2 ou 3 ) e o número (sin- Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
gular ou plural): Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
falamos (indica a 1 pessoa do plural.)
falavam (indica a 3 pessoa do plural.) ** São impessoais, ainda:
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2 conjugação,
tempo: Já passa das seis.
pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal e ,
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em
algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc. de, indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blas-
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas fêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem re-
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- ferência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda,
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-
tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por se, tais verbos, então, pessoais.
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai
no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprende- 4. o verbo deu para da língua popular, equivalente de
rão, nutriríamos. ser possível . Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Classificação dos Verbos Dá para me arrumar uns trocados?

Classificam-se em: * Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conju-


gam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
- Regulares: são aqueles que possuem as desinências plural.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca al- A fruta amadureceu.
terações no radical: canto cantei cantarei cantava As frutas amadureceram.
cantasse.
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera- Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
ções no radical ou nas desinências: faço fiz farei fi- verbos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadu-
zesse. receu bastante.
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vo-
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conju- zes de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodilo,
gação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais cacarejar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo
e pessoais:
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor- Os principais verbos unipessoais são:
malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser
principais verbos impessoais são: (preciso, necessário, etc.):
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali- bastante.)
zar-se ou fazer (em orações temporais). Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, segui-
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) dos da conjunção que.
** fazer, ser e estar (quando indicam tempo) Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. fumar.)
Era primavera quando a conheci. Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo
Estava frio naquele dia. Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
** Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza * Pessoais: não apresentam algumas flexões por moti-
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, ama- vos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
nhecer, escurecer, etc. uando, porém, se constrói, Ama- - verbo falir. Este verbo teria como formas do presente

40
LÍNGUA PORTUGUESA

do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que provavelmente causaria problemas de interpretação em
certos contextos.
- verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de
sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de
formas verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento
e a popularização da informática, tem sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas
(particípio irregular). Observe:

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR


Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais,
ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).
- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar as moscas.


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

41
LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo

Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.


estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

42
LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mes-
ma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:

- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abs-
ter-se, ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade
já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mes-
ma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante
do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia re-
flexiva expressa pelo radical do próprio verbo.

Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):


Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem

43
LÍNGUA PORTUGUESA

- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos - Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três
em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o obje- pessoas do discurso. Na 1 e 3 pessoas do singular, não
to representado por pronome oblíquo da mesma pessoa apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im-
do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
ele mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou tran- 2 pessoa do singular: Radical ES Ex.: teres(tu)
sitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os 1 pessoa do plural: Radical MOS Ex.: termos (nós)
pronomes mencionados, formando o que se chama voz 2 pessoa do plural: Radical DES Ex.: terdes (vós)
reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava. 3 pessoa do plural: Radical EM Ex.: terem (eles)
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma
Maria penteou-me. boa colocação.

Observações: - Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo


- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes ou advérbio. Por exemplo:
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de ad-
função sintática. vérbio)
- á verbos que também são acompanhados de pro- Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de ad-
nomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente jetivo)
pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos refle-
xivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em
idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exem- curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem-
plo: plo:
Eu me feri. Eu(sujeito) - 1 pessoa do singular me Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
(objeto direto) - 1 pessoa do singular Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
- Particípio: quando não é empregado na formação
Modos Verbais dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas nero, número e grau. Por exemplo:
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, exis- Terminados os exames, os candidatos saíram.
tem três modos:
uando o particípio exprime somente estado, sem ne-
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu sem- nhuma relação temporal, assume verdadeiramente a fun-
pre estudo. ção de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a alu-
na escolhida para representar a escola.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Tal-
vez eu estude amanhã. Tempos Verbais

Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda Tomando-se como referência o momento em que se
agora, menino. fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
tempos. Veja:
Formas Nominais 1. Tempos do Indicativo

Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- - Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste co-
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo, légio.
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido
nominais. Observe: num momento anterior ao atual, mas que não foi comple-
tamente terminado: Ele estudava as lições quando foi inter-
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo rompido.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
substantivo. Por exemplo: - Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num
Viver é lutar. (= vida é luta) momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado:
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) Ele estudou as lições ontem à noite.

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen- - Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato


te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha es-
exemplo: tudado as lições quando os amigos chegaram. (forma com-
É preciso ler este livro. posta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
Era preciso ter lido este livro. (forma simples).

44
LÍNGUA PORTUGUESA

- Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.

- Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se eu tivesse
dinheiro, viajaria nas férias.
2. Tempos do Subjuntivo

- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse o
jogo.
Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por
exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.

- Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à
loja, levará as encomendas.
Presente do Indicativo

1 conjugação 2 conjugação 3 conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PART R
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
canta S vende S part S S
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1 conjugação 2 conjugação 3 conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PART R
cante vend part
cantaSTE vendeSTE part STE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES part STES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito

1 conjugação 2 conjugação 3 conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1 2 e 3 conj.
CANTAR VENDER PART R
cantaRA vendeRA partiRA RA
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáRE S vendêRE S partíRE S RE S
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1 conjugação 2 conjugação 3 conjugação


CANTAR VENDER PART R
cantAVA vend A part A
cantAVAS vend AS partAS
CantAVA vend A part A
cantÁVAMOS vend AMOS part AMOS
cantÁVE S vend E S part E S
cantAVAM vend AM part AM

45
LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Presente do Indicativo

1 conjugação 2 conjugação 3 conjugação

CANTAR VENDER PART R


cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1 conjugação 2 conjugação 3 conjugação

CANTAR VENDER PART R


cantar A vender A partir A
cantar AS vender AS partir AS
cantar A vender A partir A
cantar AMOS vender AMOS partir AMOS
cantar E S vender E S partir E S
cantar AM vender AM partir AM

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1 conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2 e 3 conjugação).

1 conjug. 2 conjug. 3 conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1 conj. 2 3 conj.

CANTAR VENDER PART R


cantE vendA partA E A
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantE S vendA S partA S E A S
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2 pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1 conjugação 2 conjugação 3 conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1 2 e 3 conj.
CANTAR VENDER PART R
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSE S vendêSSE S partíSSE S SSE S
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

46
LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2 pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
correspondente.

1 conjugação 2 conjugação 3 conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1 2 e 3 conj.
CANTAR VENDER PART R
cantaR vendeR partiR
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2 pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o S final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- ue eu cante
Tu cantas CantA tu ue tu cantes
Ele canta Cante você ue ele cante
Nós cantamos Cantemos nós ue nós cantemos
Vós cantais CantA vós ue vós canteis
Eles cantam Cantem vocês ue eles cantem

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


ue eu cante ---
ue tu cantes Não cantes tu
ue ele cante Não cante você
ue nós cantemos Não cantemos nós
ue vós canteis Não canteis vós
ue eles cantem Não cantem eles

Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3 pessoa (singular e plural) as formas ele eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal

1 conjugação 2 conjugação 3 conjugação


CANTAR VENDER PART R
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

47
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Verbo 05.(Analista Arquitetura FCC 2013-adap.). Está ade-


quada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:
01. (TR UNAL DE UST A DO ESTADO DE S O PAULO A) Os que levariam a vida pensando apenas nos valores
- ASS STENTE SOC AL UD C ÁR O - VUNESP 2012) Assina- absolutos talvez façam melhor se pensassem no encanto
le a alternativa em que todos os verbos estão conjugados dos pequenos bons momentos.
segundo a norma-padrão. ) á até quem queira saber quem fosse o maior ban-
(A) Absteu-se do álcool durante anos; agora, voltou ao dido entre os que recebessem destaque nos popularescos
vício. programas da TV.
C) Não admira que os leitores de Manuel andeira gos-
( ) Perderam seus documentos durante a viagem, mas
tam tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tenha
já os reaveram.
aspirações a ser metafísica.
(C) Avisem-me, se vocês verem que estão ocorrendo D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levarem em
conflitos. conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu-
(D) Só haverá acordo se nós propormos uma boa inde- par-se com os degraus da notoriedade.
nização. E) uanto mais aproveitássemos o que houvesse de
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos grande nos momentos felizes, menos precisaríamos nos
eletrônicos. preocupar com conquistas superlativas.

02. (TRT AL - ANAL STA UD C ÁR O - FCC 2014) 06. (TRF - 5 REG O ANAL STA UD C ÁR O
... e então percorriam as pouco povoadas estepes da FCC 2012) ...Ou pretendia.
Ásia Central até o mar Cáspio e além. O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
grifado acima está em: a) ... ao que der ...
(A) ... e de lá por navios que contornam a ndia... b) ... virava a palavra pelo avesso ...
( ) ... era a capital da China. c) Não teria graça ...
(C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única... d) ... um conto que sai de um palíndromo ...
(D) ... dispararam na última década. e) ... como decidiu o seu destino de escritor.
(E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chine-
07. (SA ESP TECN LOGO FCC 2014) É importante
sas...
que a inserção da perspectiva da sustentabilidade na cultura
empresarial, por meio das ações e projetos de Educação Am-
03. (TRF - 2 REG O - ANAL STA UD C ÁR O - biental, esteja alinhada a esses conceitos.
FCC 2012) O emprego, a grafia e a flexão dos verbos estão O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
corretos em: verbo grifado na frase acima está em:
(A) A revalorização e a nova proeminência de Parat (A) ... a Empresa desenvolve todas as suas ações, polí-
não prescindiram e não requiseram mais do que o esqueci- ticas...
mento e a passagem do tempo. ( ) ... as definições de Educação Ambiental são abran-
( ) uando se imaginou que Parat havia sido para gentes...
sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge (C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentá-
do esquecimento, em 1974. vel...
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a impor- (D) ... e incorporou ... também aspectos de desenvol-
tância estratégica de Parat , até que, a partir de 1855, so- vimento humano.
breviram longos anos de esquecimento. (E)... e reforce a identidade das comunidades.
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando
as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos 08. (DEFENSOR A P L CA DO ESTADO DO R O DE A-
atropelos do turismo selvagem. NE RO TÉCN CO SUPER OR ESPEC AL ADO EM L O-
TECONOM A FGV PRO ETOS 2014) Na frase “se você
(E) Parat imbuiu da sorte e do destino os meios para
quiser ir mais longe”, a forma verbal empregada tem sua
que obtesse, agora em definitivo, o prestígio de um polo
forma corretamente conjugada. A frase abaixo em que a
turístico de inegável valor histórico. forma verbal está ERRADA é
(A) se você se opuser a esse desejo.
04. (TRF - 3 REG O - ANAL STA UD C ÁR O - ( ) se você requerer este documento.
FCC 2014) Tinham seus prediletos ... (C) se você ver esse quadro.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o (D) se você provier da China.
grifado acima está em: (E) se você se entretiver com o jogo.
(A) Dumas consentiu.
( ) ... levaram com eles a instituição do lector . 09. (PREFE TURA DE S O CARLOS SP ENGEN E RO
(C) ... enquanto uma fileira de trabalhadores enrolam ÁREA C V L VUNESP 2011) Considere as frases:
charutos... I. Há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara.
(D) Despontava a nova capital mundial do avana. II. Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional
(E) ... que cedesse o nome de seu herói... de 5,4 bilhões de reais por ano.

48
LÍNGUA PORTUGUESA

Assinale a alternativa que, respectivamente, substitui o (D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando
verbo haver pelo verbo existir, conservando o tempo e o as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos
modo. atropelos do turismo selvagem.
(A) Existe – existe (E) Parat imbuiu da sorte e do destino os meios para
( ) Existem existirão que obtesse, (obtivesse) agora em definitivo, o prestígio de
(C) Existirão existirá um polo turístico de inegável valor histórico.
(D) Existem existirá
(E) Existiriam existiria 4-)Tinham pretérito imperfeito do ndicativo. Vamos
às alternativas:
10. (MPE PE ANAL STA M N STER AL FCC 2012) Consentiu pretérito perfeito levaram pretérito
... pois assim se via transportado de volta “à glória que foi perfeito (e mais-que-perfeito) do ndicativo
a Grécia e à grandeza que foi Roma”. Despontava pretérito imperfeito do ndicativo
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o Cedesse pretérito do Subjuntivo
grifado acima está em:
a) Poe certamente acreditava nisso... 5-)
b) Se Grécia e Roma foram, para Poe, uma espécie de A) Os que levam a vida pensando apenas nos valores
casa... absolutos talvez fariam melhor se pensassem no encanto
c) ... ainda seja por nós obscuramente sentido como dos pequenos bons momentos.
verdadeiro, embora não de modo consciente. ) á até quem queira saber quem é o maior bandido
d) ... como um legado que provê o fundamento de nos- entre os que recebem destaque nos popularescos progra-
sas sensibilidades. mas da TV.
e) Seria ela efetivamente, para o poeta, uma encarnação C) Não admira que os leitores de Manuel andeira gos-
da princesa homérica tem tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tem
aspirações a ser metafísica.
GA AR TO D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levassem em
conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu-
par-se com os degraus da notoriedade.
01.E 02. B 03. D 04. D 05. E
06.B 07. E 08. C 09. D 10.B
6-) Pretendia pretérito imperfeito do ndicativo
a) ... ao que der ... futuro do Subjuntivo
RESOLU O
b) ... virava pretérito imperfeito do ndicativo
c) Não teria futuro do pretérito do ndicativo
1-) Correção à frente:
d) ... um conto que sai presente do ndicativo
(A) Absteu-se absteve-se
e) ... como decidiu pretérito perfeito do ndicativo
( ) mas já os reaveram reouveram
(C) se vocês verem virem 7-) O verbo esteja está no presente do Subjuntivo.
(D) Só haverá acordo se nós propormos propusermos (A) ... a Empresa desenvolve presente do ndicativo
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos ( ) ... as definições de Educação Ambiental são pre-
eletrônicos. sente do ndicativo
(C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentá-
2-) Percorriam Pretérito mperfeito do ndicativo vel... presente do ndicativo
A contornam presente do ndicativo (D) ... e incorporou ... pretérito perfeito do ndicativo
era pretérito imperfeito do ndicativo (E)... e reforce a identidade das comunidades. presen-
C foi pretérito perfeito do ndicativo te do Subjuntivo.
D dispararam pretérito mais-que-perfeito do ndi-
cativo 8-)
E acompanham presente do ndicativo (A) se você se opuser a esse desejo.
( ) se você requerer este documento.
3-) Acrescentei as formas verbais adequadas nas ora- (C) se você ver esse quadro. se você vir
ções analisadas: (D) se você provier da China.
(A) A revalorização e a nova proeminência de Parat (E) se você se entretiver com o jogo.
não prescindiram e não requiseram (requereram) mais do
que o esquecimento e a passagem do tempo. 9-) á presente do ndicativo haverá futuro do
( ) uando se imaginou que Parat havia sido para presente do indicativo.
sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge Ao substituirmos pelo verbo existir , lembremo-nos de
(emerge) do esquecimento, em 1974. que esse sofrerá flexão de número (irá para o plural, caso
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a impor- seja necessário):
tância estratégica de Parat , até que, a partir de 1855, so- . Existem diversos projetos de lei em tramitação na Câ-
breviram (sobrevieram) longos anos de esquecimento. mara.

49
LÍNGUA PORTUGUESA

. Caso a bondade seja aprovada, existirá custo adicio- a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
nal de 5,4 bilhões de reais por ano. O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indi-
Existem existirá. cativo)

10-) Foi pretérito perfeito do ndicativo b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
a) Poe certamente acreditava pretérito imperfeito do O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
ndicativo
b) Se Grécia e Roma foram pretérito perfeito do n- c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
dicativo O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
c) ... ainda seja presente do Subjuntivo - Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume
d) ... como um legado que provê presente do ndi- o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa.
cativo Observe a transformação da frase seguinte:
e) Seria futuro do pretérito do ndicativo O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
Vozes do Verbo
Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para analítica com outros verbos que podem eventualmente
indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da funcionar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou mar-
ação. São três as vozes verbais: cada pela doença.

- Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação 2- Voz Passiva Sintética
expressa pelo verbo. Por exemplo:
Ele fez o trabalho. A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com
sujeito agente ação objeto (pacien- o verbo na 3 pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
te) Por exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
- Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva
ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
sintética.
O trabalho foi feito por ele.
Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz la-
sujeito paciente ação agente da pas-
tina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacio-
siva
nam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem
- Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agen-
o significado de voz passiva como sendo a voz que expres-
te e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo: sa a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois
O menino feriu-se. elementos que nem sempre aparecem: SU E TO PAC ENTE
e AGENTE DA PASS VA.
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com
a noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
outro)
Formação da Voz Passiva Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs-
tancialmente o sentido da frase.
A voz passiva pode ser formada por dois processos:
analítico e sintético. Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa)
Sujeito da Ativa objeto Direto
1- Voz Passiva Analítica
A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Pas-
Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER particípio siva)
do verbo principal. Por exemplo: Sujeito da Passiva Agente da Passiva
A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele. Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o
sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo
Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.
da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a Observe mais exemplos:
preposição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de solda-
dos. - Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos
esteja explícito na frase: A exposição será aberta amanhã. mestres.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar
(SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma- - Eu o acompanharei.
ção das frases seguintes: Ele será acompanhado por mim.

50
LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, (A) são enfrentados.
não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: ( ) tem enfrentado.
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado. (C) tem sido enfrentada.
(D) têm sido enfrentados.
Saiba que: (E) é enfrentada.
- Aos verbos que não são ativos nem passivos ou refle-
xivos, são chamados neutros. 04. (TRF - 5 REG O ANAL STA UD C ÁR O
O vinho é bom. FCC 2012) Para o Brasil, o fundamental é que, ao exercer a
Aqui chove muito. responsabilidade de proteger pela via militar, a comunida-
de internacional [...] observe outro preceito ...
- á formas passivas com sentido ativo: Transpondo-se o segmento grifado acima para a voz
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) passiva, a forma verbal resultante será:
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.)
a) é observado.
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
b) seja observado.
c) ser observado.
- nversamente, usamos formas ativas com sentido pas-
d) é observada.
sivo:
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas) e) for observado.
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
05. (Analista de Procuradoria FCC 2013-adap) Trans-
- Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido pondo- -se para a voz passiva a frase O poeta teria
cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o aberto um diálogo entre as duas partes, a forma verbal re-
sujeito é paciente. sultante será:
Chamo-me Luís. A) fora aberto.
Batizei-me na Igreja do Carmo. ) abriria.
Operou-se de hérnia. C) teria sido aberto.
Vacinaram-se contra a gripe. D) teriam sido abertas.
E) foi aberto.
Fonte: http: .soportugues.com.br secoes morf
morf54.php 06.(SEE SP PROFESSOR EDUCA O ÁS CA E PRO-
FESSOR L NGUA PORTUGUESA - FCC 2011) ...permite
Questões sobre Vozes dos Verbos que os criadores tomem atitudes quando a proliferação de
algas tóxicas ameaça os peixes.
01. (TRE AL ANAL STA UD C ÁR O FCC 2010) A fra- A transposição para a voz passiva da oração grifada aci-
se que admite transposição para a voz passiva é: ma teria, de acordo com a norma culta, como forma verbal
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado. resultante:
( ) O conceito de espetáculo unifica e explica uma (A) ameaçavam.
grande diversidade de fenômenos. ( ) foram ameaçadas.
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda- (C) ameaçarem.
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação. (D) estiver sendo ameaçada.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da (E) forem ameaçados.
vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido
07. ( NFRAERO ENGEN E RO SAN TAR STA
e da falsa consciência.
FCC 2011) Transpondo-se para a voz passiva a frase Um
figurante pode obscurecer a atuação de um protagonista, a
02. (TRE RS ANAL STA UD C ÁR O FCC 2010) ... a
Coreia do Norte interrompeu comunicações com o vizinho ... forma verbal obtida será:
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma (A) pode ser obscurecido.
verbal corretamente obtida é: ( ) obscurecerá.
a) tinha interrompido. (C) pode ter obscurecido.
b) foram interrompidas. (D) pode ser obscurecida.
c) fora interrompido. (E) será obscurecida.
d) haviam sido interrompidas.
e) haveriam de ser interrompidas. 08.(GOVERNO DO ESTADO DO R O DE ANE RO PRO-
CON ADVOGADO CEPER 2012) todos que são impac-
03. (FCC-TRE-Analista udiciário 2011) Transpondo-se tados pelas mídias de massa”
para a voz passiva a frase Hoje a autoria institucional en- O fragmento transcrito acima apresenta uma constru-
frenta séria concorrência dos autores anônimos, obter-se-á ção na voz passiva do verbo. Outro exemplo de voz passiva
a seguinte forma verbal: encontra-se em:

51
LÍNGUA PORTUGUESA

A) As crianças brasileiras influenciam 80 das decisões 4-) a comunidade internacional ... observe outro pre-
de compra de uma família ceito se na voz ativa temos um verbo, na passiva tere-
) A publicidade na TV é a principal ferramenta do mos dois: outro preceito seja observado.
mercado para a persuasão do público infantil
C) evidenciaram outros fatores que influenciam as 5-) O poeta teria aberto um diálogo entre as duas par-
crianças brasileiras nas práticas de consumo. tes Um diálogo teria sido aberto...
D) Elas são assediadas pelo mercado
E) valores distorcidos são de fato um problema de or- 6-) uando a proliferação ameaça os peixes voz ativa
dem ética uando os peixes forem ameaçados pela proliferação...
voz passiva
09. (GOVERNO DO ESTADO DE S O PAULO CASA C -
V L E ECUT VO P L CO FCC 2010) Transpondo a frase 7-) Um figurante pode obscurecer a atuação de um
o diretor estava promovendo seu filme para a voz passiva, protagonista.
obtém-se corretamente o seguinte segmento: Se na voz ativa temos um verbo, na passiva teremos
(A) tinha recebido promoção. dois; se na ativa temos dois, na passiva teremos três. Então:
( ) estaria sendo promovido. A atuação de um protagonista pode ser obscurecida por
(C) fizera a promoção. um figurante.
(D) estava sendo promovido.
(E) havia sido promovido. 8-)
A) As crianças brasileiras influenciam 80 das deci-
10. -) (MPE PE ANAL STA M N STER AL FCC 2012) sões de compra de uma família voz ativa
Da sede do poder no Brasil holandês, Marcgrave acompa- ) A publicidade na TV é a principal ferramenta do
nhou e anotou, sempre sozinho, alguns fenômenos celestes, mercado para a persuasão do público infantil ativa (ver-
sobretudo eclipses lunares e solares. bo de ligação); não dá para passar para a passiva
Ao transpor-se a frase acima para a voz passiva, as for- C) evidenciaram outros fatores que influenciam as
mas verbais resultantes serão: crianças brasileiras nas práticas de consumo. ativa
a) eram anotados e acompanhados. D) Elas são assediadas pelo mercado voz passiva
b) fora anotado e acompanhado. E) valores distorcidos são de fato um problema de or-
c) foram anotados e acompanhados. dem ética ativa (verbo de ligação); não dá para passar
d) anota-se e acompanha-se.
para a passiva
e) foi anotado e acompanhado.
9-) o diretor estava promovendo seu filme dois ver-
GA AR TO
bos na voz ativa, três na passiva: seu filme estava sendo
produzido.
01. B 02.B 03. E 04.B 05. C
10-)Marcgrave acompanhou e anotou alguns fenô-
06. E 07. D 08. D 09.D 10.C
menos celestes voz ativa com um verbo (sem auxiliar ),
RESOLU O então na passiva teremos dois: alguns fenômenos foram
acompanhados e anotados por Marcgrave.
1-)
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.
( ) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
grande diversidade de fenômenos. 6. TEORIA GERAL DA FRASE E SUA
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e ANÁLISE: ORAÇÕES, PERÍODOS E FUNÇÕES
explicada pelo conceito... SINTÁTICAS.
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido O princípio é o verbo.
e da falsa consciência.
Essa é a premissa fundamental da Sintaxe, que é a parte
2-) ... a Coreia do Norte interrompeu comunicações da gramática que estuda as palavras enquanto elementos
com o vizinho voz ativa com um verbo, então a passiva de uma frase, as suas relações de concordância, de subor-
terá dois: comunicações com o vizinho foram interrompi- dinação e de ordem. Significa que, ao se realizar a análise
das pela Coreia... sintática de uma oração, sempre se inicia pelo verbo. É a
partir dele que se descobre qual o sujeito da oração, se há a
3-) oje a autoria institucional enfrenta séria concor- indicação de qualidade, estado ou modo de ser do sujeito,
rência dos autores anônimos Séria concorrência é en- se ele pratica uma ação ou se a sofre, se há complemento
frentada pela autoria... verbal, se há circunstância (adjunto adverbial), etc.

52
LÍNGUA PORTUGUESA

Nem sempre o verbo se apresenta sozinho em uma A professora estava na sala de aula.
oração. Em muitos casos, surgem dois ou mais verbos jun- Estar, nesta frase, não é de ligação já que não indica
tos, para indicar que se pratica ou se sofre uma ação, ou qualidade do sujeito, e sim fato.
que o sujeito possui uma qualidade. A essa junção, dá-se A garota estava muito alegre.
o nome de locução verbal. Toda locução verbal é formada Estar é verbo de ligação porque indica qualidade do
por um verbo auxiliar (ou mais de um) e um verbo principal sujeito.
(somente um). Se o verbo indicar que o sujeito pratica uma ação, ou
O verbo auxiliar é o que se relaciona com o sujeito, que participa ativamente de um fato, será denominado de
por isso concorda com este, ou seja, se o sujeito estiver VER O NTRANS T VO ou VER O TRANS T VO, de acordo
no singular, o verbo auxiliar também ficará no singular; se com o seguinte:
o sujeito estiver no plural, o verbo auxiliar também ficará
no plural. Na Língua Portuguesa os verbos auxiliares são os - Quem ............ , ................. : Todo verbo que se encaixar
seguintes: ser, estar, ter, haver, dever, poder, ir, dentre outros. nessa frase será NTRANS T VO. Por exemplo, o verbo cor-
O verbo principal é o que indica se o sujeito possui uma rer: uem corre, corre.
qualidade, se ele pratica uma ação ou se a sofre. É o mais - Quem ............ , ................. algo/alguém: Todo verbo
importante da locução. Na Língua Portuguesa, o verbo que se encaixar nessa frase será TRANS T VO D RETO. Por
principal surge sempre no infinitivo (terminado em ar, -er, exemplo, o verbo comer: uem come, come algo; ou o ver-
ou –ir), no gerúndio (terminado em ndo) ou no particípio bo amar: uem ama, ama alguém.
(terminado em ado ou –ido, dentre outras terminações).
Veja alguns exemplos de locuções verbais: - Quem ............ , ................. + prep. + algo/alguém: Todo
Os funcionários FORAM CONVOCADOS pelo diretor. verbo que se encaixar nessa frase será TRANS T VO ND -
(aux.: SER; princ.: CONVOCAR) RETO. Por exemplo, o verbo gostar: uem gosta, gosta de
Os estudantes EST O RESPONDENDO às questões. algo ou de alguém. As preposições mais comuns são as
(aux.: ESTAR; princ.: RESPONDER) seguintes: a, de, em, por, para, sem e com.
Os trabalhadores T M ENFRENTADO muitos proble-
- Quem ............ , ................. algo/alguém + prep. + algo/
mas.(aux.: TER; princ.: ENFRENTAR)
alguém: Todo verbo que se encaixar nessa frase será TRAN-
O vereador AV A DENUNC ADO seus companheiros.
S T VO D RETO E ND RETO - também denominado de -
(aux.: AVER; princ.: DENUNC AR)
TRANS T VO. Por exemplo, o verbo mostrar: uem mostra,
Os alunos DEVEM ESTUDAR todos os dias. (aux.: DEVER;
mostra algo a alguém; ou o verbo informar: uem informa,
princ.: ESTUDAR)
informa alguém de algo ou uem informa, informa algo a
alguém.
Sujeito:
É importante salientar que um verbo só será TRAN-
Para se descobrir qual o sujeito do verbo (ou da locu- S T VO se houver complemento (objeto direto ou objeto
ção verbal), deve-se perguntar a ele (ou a ela) o seguinte: indireto). A análise de um verbo depende, portanto, do
Que(m) é que .......... A resposta será o sujeito. Por exemplo, ambiente sintático em que ele se encontra. Um verbo que
analisemos a primeira frase dentre as apresentadas acima: aparentemente seja transitivo direto pode ser, na realida-
Os funcionários foram convocados pelo diretor. de, intransitivo, caso não haja complemento. Por exemplo,
O princípio é o verbo. Procura-se, portanto, o verbo: é observe a seguinte frase:
a locução verbal foram convocados. - - Pergunta-se a ela: O pior cego é aquele que não quer ver.
Que(m) é que foi convocado? O verbo ver é, aparentemente, transitivo direto, uma
- Resposta: Os funcionários. vez que se encaixa na frase Quem vê, vê algo. Ocorre, po-
- O sujeito da oração, então, é o seguinte: os funcioná- rém, que não há o algo . O pior cego é aquele que não
rios. quer ver o quê Não aparece na oração; não há, portanto,
Encontrado o sujeito, parte-se para a análise do verbo: o objeto direto. Como não o há, o verbo não pode ser tran-
Se ele indicar que o sujeito possui uma qualidade, um sitivo direto, e sim intransitivo.
estado ou um modo de ser, sem praticar ação alguma, será Observe, agora, esta frase: Quem dá aos pobres, empres-
denominado de VER O DE L GA O. Os verbos de ligação ta a Deus.
mais comuns são os seguintes: ser, estar, parecer, ficar, per- Os verbos dar e emprestar são, aparentemente,
manecer e continuar. Não se esqueça, porém, de que só transitivos diretos e indiretos, uma vez que se encaixam nas
será verbo de ligação o que indicar qualidade, estado ou frases uem dá, dá algo a alguém e uem empresta, em-
modo de ser do sujeito, sem praticar ação alguma. Observe presta algo a alguém. Ocorre, porém, que não há o algo .
as seguintes frases: uem dá o que aos pobres empresta o que a Deus Não
O político continuou seu discurso mesmo com todas as aparece na oração; não há, portanto, o objeto direto. Como
vaias recebidas. não o há, os verbos não podem ser transitivos diretos e
Continuar, nesta frase, não é de ligação já que não indi- indiretos, e sim somente transitivos indiretos.
ca qualidade do sujeito, e sim ação. FONTE: http: .gramaticaonline.com.br texto 1231

53
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Análise Sintática 06. Classifique o sujeito das orações destacadas no tex-
to seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta.
01. (Agente de Apoio Administrativo FCC 2013). Os É notável, nos textos épicos, a participação do sobrenatu-
trabalhadores passaram mais tempo na escola... ral. É frequente a mistura de assuntos relativos ao naciona-
O segmento grifado acima possui a mesma função sin- lismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deuses
tática que o destacado em: tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis, aju-
A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. dando-os ou atrapalhando- -os.
) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe. A)simples, composto
C) O crescimento da escolaridade também foi impul- )indeterminado, composto
sionado... C)simples, simples
D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino mé- D) oculto, indeterminado
dio...
07. (ESPM-SP) Surgiram fotógrafos e repórteres .
E) ...impulsionado pelo aumento do número de uni-
dentifique a alternativa que classifica corretamente a fun-
versidades...
ção sintática e a classe morfológica dos termos destacados:
A) objeto indireto substantivo
02.(Agente de Defensoria Pública FCC 2013). Donos
) objeto direto - substantivo
de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens [...], C) sujeito adjetivo
sabiam os paulistas como... D) objeto direto adjetivo
O segmento em destaque na frase acima exerce a mes- E) sujeito - substantivo
ma função sintática que o elemento grifado em:
A) Nas expedições breves serviam de balizas ou mos- GA AR TO
tradores para a volta.
) s estreitas veredas e atalhos ... , nada acrescenta- 01. C 02. D 03. B 04. C 05. B 06. C 07. E
riam aqueles de considerável...
C) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o RESOLU O
sinal.
D) Uma sequência de tais galhos, em qualquer flores- 1-) Os trabalhadores passaram mais tempo na escola
ta, podia significar uma pista. SU E TO
E) Alguns mapas e textos do século V apresentam- A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. ob-
nos a vila de São Paulo como centro... jeto direto
) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe.
03. á complemento nominal em: objeto direto
A)Você devia vir cá fora receber o beijo da madrugada. C) O crescimento da escolaridade também foi impulsio-
)... embora fosse quase certa a sua possibilidade de nado... sujeito paciente
ganhar a vida. D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino médio...
C)Ela estava na janela do edifício. objeto direto
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. E) ...impulsionado pelo aumento do número de univer-
E)Pouco depois começaram a brincar de bandido e mo- sidades... agente da passiva
cinho de cinema.
2-) Donos de uma capacidade de orientação nas bre-
nhas selvagens ... , sabiam os paulistas como... SU E TO
04. (ESPM-SP) Em esta lhe deu cem mil contos”, o ter-
A) Nas expedições breves AD UNTO ADVER AL
mo destacado é:
) nada acrescentariam aqueles de considerável... ad-
A) pronome possessivo
junto adverbial
) complemento nominal
C) seria perceptível o sinal. predicativo
C) objeto indireto D) Uma sequência de tais galhos sujeito
D) adjunto adnominal E) apresentam-nos a vila de São Paulo como objeto
E) objeto direto direto

05. Assinale a alternativa correta e identifique o sujeito 3-)


das seguintes orações em relação aos verbos destacados: A) o beijo da madrugada. adjunto adnominal
- Amanhã teremos uma palestra sobre qualidade de )a sua possibilidade de ganhar a vida. complemento
vida. nominal (possibilidade de quê )
- Neste ano, quero prestar serviço voluntário. C)na janela do edifício. adjunto adnominal
A)Tu vós D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. objeto
)Nós eu indireto
C)Vós nós E) a brincar de bandido e mocinho de cinema objeto
D) Ele - tu indireto

54
LÍNGUA PORTUGUESA

4-) esta lhe deu cem mil contos o verbo DAR é bitran- Coordenadas Assindéticas
sitivo, ou seja, transitivo direto e indireto, portanto precisa
de dois complementos dois objetos: direto e indireto. São orações coordenadas entre si e que não são ligadas
Deu o quê cem mil contos (direto) através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Deu a quem lhe ( a ele, a ela) indireto
Coordenadas Sindéticas
5-) - Amanhã ( nós ) teremos uma palestra sobre qua-
lidade de vida. Ao contrário da anterior, são orações coordenadas en-
- Neste ano, ( eu ) quero prestar serviço voluntário. tre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coor-
denativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração
6-) É notável, nos textos épicos, a participação do so- uma classificação. As orações coordenadas sindéticas são
classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alterna-
brenatural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao
tivas, conclusivas e explicativas.
nacionalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os
deuses tomam partido e interferem nas aventuras dos he-
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas prin-
róis, ajudando-os ou atrapalhando-os.
cipais conjunções são: e, nem, não só... mas também, não
Ambos os termos apresentam sujeito simples
só... como, assim... como.
7-) Surgiram fotógrafos e repórteres. - Não só cantei como também dancei.
O sujeito está deslocado, colocado na ordem indireta - Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
(final da oração). Portanto: função sintática: sujeito (com- - Comprei o protetor solar e fui à praia.
posto); classe morfológica (classe de palavras): substanti-
vos. Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas
Períodos Compostos principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretan-
to, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
O período composto caracteriza-se por possuir mais de - Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
uma oração em sua composição. Sendo Assim: - Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dan-
- Eu irei à praia. (Período Simples um verbo, uma ora- çando.
ção) - Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. praia.
(Período Composto locução verbal, verbo, duas orações)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas
protetor solar. (Período Composto três verbos, três ora- principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer;
ções). seja...seja.
Cada verbo ou locução verbal sublinhada acima corres- - Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
ponde a uma oração. sso implica que o primeiro exemplo - Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carrei-
é um período simples, pois tem apenas uma oração, os ras diferentes.
dois outros exemplos são períodos compostos, pois têm - Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quar-
mais de uma oração. to.
á dois tipos de relações que podem se estabelecer en-
tre as orações de um período composto: uma relação de Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas
coordenação ou uma relação de subordinação. principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por con-
seguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo)
Duas orações são coordenadas quando estão juntas em
- Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
um mesmo período (ou seja, em um mesmo bloco de infor-
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
mações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas,
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
estruturas individuais, como é o exemplo de:
- A situação é delicada; devemos, pois, agir
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
(Período Composto) Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas
Podemos dizer: principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verda-
1. Estou comprando um protetor solar. de, pois (anteposto ao verbo).
2. Irei à praia. - Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
Separando as duas, vemos que elas são independentes. - Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
É esse tipo de período que veremos: o Período Com- - Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do-
posto por Coordenação. mingo.
uanto à classificação das orações coordenadas, temos
dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sin- Fonte: http://www.infoescola.com/portugues/oracoes-
déticas. coordenadas-assindeticas-e-sindeticas/

55
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Orações Coordenadas 06. A frase abaixo em que o conectivo E tem valor ad-
versativo é:
01. A oração Não se verificou, todavia, uma transplan- A) O gesto é fácil E não ajuda em nada .
tação integral de gosto e de estilo tem valor: ) O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito... .
A) conclusivo C) ..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa
) adversativo de pedir esmola .
C) concessivo D) uem dá esmola nas ruas contribui para a manu-
D) explicativo tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da so-
E) alternativo
ciedade .
02. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames . E) A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di-
A oração em destaque é: nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul-
a) coordenada explicativa tura, acesso à saúde E à educação .
b) coordenada adversativa
c) coordenada aditiva 07. Assinale a alternativa em que o sentido da conjun-
d) coordenada conclusiva ção sublinhada está corretamente indicado entre parênte-
e) coordenada assindética ses.
A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pre-
03. (Agente Educacional VUNESP 2013-adap.) Releia tende trabalhar como advogado. (explicação)
o seguinte trecho: ) Não fui ao cinema nem assisti ao jogo. (adição)
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a C) Você está preparado para a prova; por isso, não se
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida preocupe. (oposição)
prática.
D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã.
Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a
(alternância)
norma- -padrão da língua portuguesa, ao se substituir o
termo em destaque, o trecho estará corretamente reescrito E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam
em: toda a chuva. (conclusão)
A) o ce e Mozart são ótimos, portanto eles, como qua-
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para 08. Analise sintaticamente as duas orações destacadas
nossa vida prática. no texto O assaltante pulou o muro, mas não penetrou na
) o ce e Mozart são ótimos, conforme eles, como casa, nem assustou seus habitantes. A seguir, classifique
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância -as, respectivamente, como coordenadas:
para nossa vida prática. A) adversativa e aditiva.
C) o ce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase ) explicativa e aditiva.
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- C) adversativa e alternativa.
sa vida prática. D) aditiva e alternativa.
D) o ce e Mozart são ótimos, todavia eles, como quase
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
09. Um livro de receita é um bom presente porque aju-
sa vida prática.
E) o ce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase da as pessoas que não sabem cozinhar. A palavra porque”
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
sa vida prática. A) entretanto.
) então.
04. (Analista Administrativo VUNESP 2013-adap.) C) assim.
Em – ...fruto não só do novo acesso da população ao auto- D) pois.
móvel mas também da necessidade de maior número de E) porém.
viagens... , os termos em destaque estabelecem relação de
A) explicação. 10- Na oração Pedro não joga E NEM ASSISTE , te-
) oposição. mos a presença de uma oração coordenada que pode ser
C) alternância. classificada em:
D) conclusão. A) Coordenada assindética;
E) adição.
) Coordenada assindética aditiva;
C) Coordenada sindética alternativa;
05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que
estaremos a seu lado sempre. D) Coordenada sindética aditiva.
Marque a opção correta quanto à sua classificação:
A) Coordenada sindética aditiva. GA AR TO
) Coordenada sindética alternativa.
C) Coordenada sindética conclusiva. 01. B 02. E 03. D 04. E 05. D
D) Coordenada sindética explicativa. 06. A 07. B 08. A 09. D 10. D

56
LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLU O E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam


toda a chuva. alternativa
1-) Não se verificou, todavia, uma transplantação inte- 8-) - mas não penetrou na casa conjunção adversativa
gral de gosto e de estilo conjunção adversativa, portan- - nem assustou seus habitantes conjunção aditiva
to: oração coordenada sindética adversativa
9-) Um livro de receita é um bom presente porque aju-
2-) Estudamos, logo deveremos passar nos exames da as pessoas que não sabem cozinhar.
a oração em destaque não é introduzida por conjunção, conjunção explicativa: pois
então: coordenada assindética
10-) E NEM ASS STE conjunção aditiva (ideia de adi-
3-) o ce e Mozart são ótimos, mas eles... conjunção ção, soma de fatos) Coordenada sindética aditiva.
(e ideia) adversativa
A) o ce e Mozart são ótimos, portanto eles, como qua- Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
nossa vida prática. conclusiva “Eu sinto que em meu gesto existe o
) o ce e Mozart são ótimos, conforme eles, como teu gesto.
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância Oração Principal Oração Subordinada
para nossa vida prática. conformativa Observe que na oração subordinada temos o verbo
C) o ce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase existe , que está conjugado na terceira pessoa do singular
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- do presente do indicativo. As orações subordinadas que
sa vida prática. conclusiva apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tem-
E) o ce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase pos do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- chamadas de orações desenvolvidas ou explícitas. Pode-
sa vida prática. explicativa mos modificar o período acima. Veja:

Dica: conjunção pois como explicativa dá para eu Eu sinto existir em meu gesto o teu gesto.
substituir por porque; como conclusiva: substituo por por- Oração Principal Oração Subordinada
tanto.
A análise das orações continua sendo a mesma: Eu
4-) fruto não só do novo acesso da população ao auto- sinto é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
móvel mas também da necessidade de maior número de subordinada existir em meu gesto o teu gesto . Note que
viagens... estabelecem relação de adição de ideias, de fatos a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo.
Além disso, a conjunção que , conectivo que unia as duas
5-) Não se desespere, que estaremos a seu lado sem- orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo
pre. surge numa das formas nominais (infinitivo - flexionado ou
conjunção explicativa ( porque) - coordenada sin- não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzi-
dética explicativa das ou implícitas.

6-) Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por


A) O gesto é fácil E não ajuda em nada . mas não conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual-
ajuda (ideia contrária) mente, introduzidas por preposição.
) O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito... .
adição 1) ORAÇÕES SUBORDINADAS
C) ..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa SUBSTANTIVAS
de pedir esmola . adição
D) uem dá esmola nas ruas contribui para a manu- A oração subordinada substantiva tem valor de subs-
tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da socie- tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção in-
dade . adição tegrante (que, se).
E) A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di-
nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul- Suponho que você foi à biblioteca hoje.
tura, acesso à saúde E à educação . adição Oração Subordinada Substantiva

7-) Você sabe se o presidente já chegou?


A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pre- Oração Subordinada Substantiva
tende trabalhar como advogado. adversativa
C) Você está preparado para a prova; por isso, não se Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também
preocupe. conclusão introduzem as orações subordinadas substantivas, bem
D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã. como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde,
explicativa como). Veja os exemplos:

57
LÍNGUA PORTUGUESA

O garoto perguntou qual era o telefone da - Conjunções integrantes que (às vezes elíptica) e
moça. se :
Oração Subordinada Substantiva A professora verificou se todos alunos estavam presentes.
Não sabemos por que a vizinha se mudou.
Oração Subordinada Substantiva - Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
Classificação das Orações Subordinadas O pessoal queria saber quem era o dono do carro im-
Substantivas portado.

De acordo com a função que exerce no período, a ora- - Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às
ção subordinada substantiva pode ser: vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
Eu não sei por que ela fez isso.
a) Subjetiva
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito c) Objetiva Indireta
do verbo da oração principal. Observe: A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua
É fundamental o seu comparecimento à reunião. como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem
Sujeito precedida de preposição.
É fundamental que você compareça à reunião. Meu pai insiste em meu estudo.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Objeto ndireto
Subjetiva
Meu pai insiste em que eu estude. ( Meu pai insiste
Atenção: Observe que a oração subordinada substanti- nisso)
va pode ser substituída pelo pronome isso . Assim, temos Oração Subordinada Substantiva Objetiva
um período simples: Indireta
É fundamental isso. ou Isso é fundamental.
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica
na oração.
Dessa forma, a oração correspondente a isso exercerá
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
a função de sujeito
Oração Subordinada Substantiva Objetiva ndireta
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração
principal:
d) Completiva Nominal
1- Verbos de ligação + predicativo, em construções A oração subordinada substantiva completiva nominal
do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo completa um nome que pertence à oração principal e tam-
- É claro - Está evidente - Está comprovado bém vem marcada por preposição.
É bom que você compareça à minha festa. Sentimos orgulho de seu comportamento.
Complemento Nominal
2- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se - Soube-
se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anun- de que você se comportou. ( Sen-
ciado - Ficou provado timos orgulho disso.)
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro. Oração Subordinada Substantiva Completiva
3- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar - Nominal
importar - ocorrer - acontecer Lembre-se: as orações subordinadas substantivas ob-
Convém que não se atrase na entrevista. jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é sub- que orações subordinadas substantivas completivas nomi-
jetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3 . pes- nais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma
soa do singular. da outra, é necessário levar em conta o termo complemen-
tado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o
b) Objetiva Direta complemento nominal: o primeiro complementa um verbo,
A oração subordinada substantiva objetiva direta exer- o segundo, um nome.
ce função de objeto direto do verbo da oração principal.
e) Predicativa
Todos querem sua aprovação no concurso. A oração subordinada substantiva predicativa exerce
Objeto Direto papel de predicativo do sujeito do verbo da oração princi-
Todos querem que você seja aprovado. ( Todos pal e vem sempre depois do verbo ser.
querem isso) Nosso desejo era sua desistência.
Oração Principal oração Subordinada Substantiva Predicativo do Sujeito
Objetiva Direta
Nosso desejo era que ele desistisse. ( Nosso desejo
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas era isso)
desenvolvidas são iniciadas por: Oração Subordinada Substantiva Predicativa

58
LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
de para realce. Veja o exemplo: A impressão é de que não Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
fui bem na prova. No primeiro período, há uma oração subordinada ad-
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome
f) Apositiva relativo que e apresenta verbo conjugado no pretérito
A oração subordinada substantiva apositiva exerce fun- perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração subor-
ção de aposto de algum termo da oração principal. dinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome re-
Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de lativo e seu verbo está no infinitivo.
seu casamento. Aposto
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.) Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu
casamento chegasse. Na relação que estabelecem com o termo que caracte-
Oração Subordinada Substantiva Apositiva rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de
duas maneiras diferentes. á aquelas que restringem ou
2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS especificam o sentido do termo a que se referem, indivi-
dualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa,
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem
valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As também orações que realçam um detalhe ou amplificam
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem dados sobre o antecedente, que já se encontra suficiente-
a função de adjunto adnominal do antecedente. Observe mente definido, as quais denominam-se subordinadas ad-
o exemplo: jetivas explicativas.
Esta foi uma redação bem-sucedida. Exemplo 1:
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal) amais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um
homem que passava naquele momento.
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos
outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo pa- Nesse período, observe que a oração em destaque res-
pel. Veja: tringe e particulariza o sentido da palavra homem : trata-
se de um homem específico, único. A oração limita o uni-
Esta foi uma redação que fez sucesso. verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens,
Oração Principal Oração Subordinada Ad- mas sim àquele que estava passando naquele momento.
jetiva
Exemplo 2:
Perceba que a conexão entre a oração subordinada ad- O homem, que se considera racional, muitas vezes age
jetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita animalescamente.
pelo pronome relativo que . Além de conectar (ou relacio- Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
nar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma
função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que Nesse período, a oração em destaque não tem sentido
seria exercido pelo termo que o antecede. restritivo em relação à palavra homem ; na verdade, essa
Obs.: para que dois períodos se unam num período oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar
composto, altera-se o modo verbal da segunda oração. contida no conceito de homem .
Atenção: Vale lembrar um recurso didático para re- Saiba que:
conhecer o pronome relativo que : ele sempre pode ser A oração subordinada adjetiva explicativa é separada
substituído por: o qual - a qual - os quais - as quais da oração principal por uma pausa, que, na escrita, é repre-
Refiro-me ao aluno que é estudioso. sentada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação
Essa oração é equivalente a: seja indicada como forma de diferenciar as orações expli-
Refiro-me ao aluno o qual estuda. cativas das restritivas; de fato, as explicativas vêm sempre
isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
uando são introduzidas por um pronome relativo e
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi- a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal.
das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo,
reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo fim, causa, condição, hipótese, etc. uando desenvolvida,
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o vem introduzida por uma das conjunções subordinativas
verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou (com exclusão das integrantes). Classifica-se de acordo
particípio). com a conjunção ou locução conjuntiva que a introduz.

59
LÍNGUA PORTUGUESA

Durante a madrugada, eu olhei você dormindo. É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa
Oração Subordinada Adverbial dor.)
Observe que a oração em destaque agrega uma cir- Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con-
cunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração cretizando-os.
subordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida
são termos acessórios que indicam uma circunstância refe- de nfinitivo)
rente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto c) Condição
adverbial depende da exata compreensão da circunstância Condição é aquilo que se impõe como necessário para
que exprime. Observe os exemplos abaixo: a realização ou não de um fato. As orações subordinadas
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocor-
minha vida. rer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expres-
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de so na oração principal.
minha vida. Principal conjunção subordinativa condicional: SE
Outras conjunções condicionais: caso, contanto que,
No primeiro período, naquele momento é um adjunto desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que,
adverbial de tempo, que modifica a forma verbal senti . sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
No segundo período, esse papel é exercido pela oração Se o regulamento do campeonato for bem elaborado,
uando vi a estátua , que é, portanto, uma oração su- certamente o melhor time será campeão.
bordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvolvi- Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o
da, pois é introduzida por uma conjunção subordinativa contrato.
(quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicati- Caso você se case, convide-me para a festa.
vo ( vi , do pretérito perfeito do indicativo). Seria possível
reduzi-la, obtendo-se: d) Concessão
Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de As orações subordinadas adverbiais concessivas in-
minha vida. dicam concessão às ações do verbo da oração principal,
isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A
A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à
das formas nominais do verbo ( ver no infinitivo) e não é quebra de expectativa.
introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma Principal conjunção subordinativa concessiva: EM ORA
preposição ( a , combinada com o artigo o ). Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locu-
Obs.: a classificação das orações subordinadas adver- ções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, pos-
biais é feita do mesmo modo que a classificação dos ad- to que, apesar de que.
juntos adverbiais. aseia-se na circunstância expressa pela Só irei se ele for.
oração.
Circunstâncias Expressas A oração acima expressa uma condição: o fato de eu ir
pelas Orações Subordinadas Adverbiais só se realizará caso essa condição seja satisfeita. Compare
agora com:
a) Causa Irei mesmo que ele não vá.
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que
provoca um determinado fato, ao motivo do que se decla- A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei
ra na oração principal. É aquilo ou aquele que determina de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A
um acontecimento . oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con-
Principal conjunção subordinativa causal: POR UE cessiva. Observe outros exemplos:
Outras conjunções e locuções causais: como (sempre in- Embora fizesse calor, levei agasalho.
troduzido na oração anteposta à oração principal), pois, pois Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos me-
que, já que, uma vez que, visto que. tade da população continua à margem do mercado de con-
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte. sumo.
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve al- Foi aprovado sem estudar ( sem que estudasse em-
ternativa a não ser cancelá-lo. bora não estudasse). (reduzida de infinitivo)
Já que você não vai, eu também não vou.
e) Comparação
b) Consequência As orações subordinadas adverbiais comparativas esta-
As orações subordinadas adverbiais consecutivas expri- belecem uma comparação com a ação indicada pelo verbo
mem um fato que é consequência, que é efeito do que se da oração principal.
declara na oração principal. São introduzidas pelas conjun- Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
ções e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto que, Ele dorme como um urso.
etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que.
Principal conjunção subordinativa consecutiva: UE Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho) subordinadas adverbiais comparativas. Por exemplo:

60
LÍNGUA PORTUGUESA

Agem como crianças. (agem) Mal você saiu, ela chegou.


Oração Subordinada Adverbial Comparativa Terminada a festa, todos se retiraram. ( uando termi-
No entanto, quando se comparam ações diferentes, isso nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
não ocorre. Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (compa-
ração do verbo falar e do verbo fazer). Fonte: http: .soportugues.com.br secoes sint
sint29.php
f) Conformidade
As orações subordinadas adverbiais conformativas indi- Questões sobre Orações Subordinadas
cam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra,
um modelo adotado para a execução do que se declara na 01. (Papiloscopista Policial Vunesp 2013).
oração principal. Mais denso, menos trânsito
Principal conjunção subordinativa conformativa: CON-
FORME As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e
Outras conjunções conformativas: como, consoante e em processo de deterioração agudizado pelo crescimento
segundo (todas com o mesmo valor de conforme). econômico da última década. Existem deficiências evidentes
Fiz o bolo conforme ensina a receita. em infraestrutura, mas é importante também considerar o
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm planejamento urbano.
direitos iguais. Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de
desconcentração, incentivando a criação de diversos centros
g) Finalidade urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a in- de deslocamento.
tenção, a finalidade daquilo que se declara na oração prin- Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos
cipal. centros e o aumento das distâncias multiplicam o número de
Principal conjunção subordinativa final: A F M DE UE viagens, dificultando o investimento em transporte coletivo e
Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a aumentando a necessidade do transporte individual.
locução conjuntiva para que. Se olharmos Los Angeles como a região que levou a des-
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos. concentração ao extremo, ficam claras as consequências.
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada Numa região rica como a Califórnia, com enorme investi-
entrasse. mento viário, temos engarrafamentos gigantescos que vira-
ram característica da cidade.
h) Proporção Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com
As orações subordinadas adverbiais proporcionais ex- elevado adensamento e predominância do transporte coleti-
primem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao vo, como mostram Manhattan e Tóquio.
expresso na oração principal. O centro histórico de São Paulo é a região da cidade
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcio- mais bem servida de transporte coletivo, com infraestrutura
nal: PROPOR O UE de telecomunicação, água, eletricidade etc. Como em outras
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida grandes cidades, essa deveria ser a região mais adensada da
que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior... metrópole. Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento
(maior), quanto maior...(menor), quanto menor...(maior), gradual do centro, com deslocamento das atividades para
quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto mais... diversas regiões da cidade.
(menos), quanto menos...(mais), quanto menos...(menos). A visão de adensamento com uso abundante de trans-
À proporção que estudávamos, acertávamos mais ques- porte coletivo precisa ser recuperada. Desse modo, será pos-
tões. sível reverter esse processo de uso cada vez mais intenso do
Visito meus amigos à medida que eles me convidam. transporte individual, fruto não só do novo acesso da popu-
Quanto maior for a altura, maior será o tombo. lação ao automóvel, mas também da necessidade de maior
número de viagens em função da distância cada vez maior
i) Tempo entre os destinos da população.
As orações subordinadas adverbiais temporais acres- ( enrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adap-
centam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração tado)
principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, an-
terioridade ou posterioridade. As expressões mais denso e menos trânsito, no título,
Principal conjunção subordinativa temporal: UANDO estabelecem entre si uma relação de
Outras conjunções subordinativas temporais: enquanto, (A) comparação e adição.
mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as ( ) causa e consequência.
vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc. (C) conformidade e negação.
Quando você foi embora, chegaram outros convidados. (D) hipótese e concessão.
Sempre que ele vem, ocorrem problemas. (E) alternância e explicação

61
LÍNGUA PORTUGUESA

02. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária VU- 05. (Analista Administrativo VUNESP 2013). Em
NESP 2013). No trecho Tem surtido um efeito positi- Apesar da desconcentração e do aumento da extensão
vo por eles se tornarem uma referência positiva dentro da urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver
unidade, já que cumprem melhor as regras, respeitam o e adensar ainda mais os diversos centros já existentes... ,
próximo e pensam melhor nas suas ações, refletem antes sem que tenha seu sentido alterado, o trecho em destaque
de tomar uma atitude. o termo em destaque estabelece está corretamente reescrito em:
entre as orações uma relação de A) Mesmo com a desconcentração e o aumento da Ex-
A) condição. tensão urbana verificados no rasil, é importante desenvol-
) causa. ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes...
C) comparação. ) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
D) tempo. mento da extensão urbana no rasil, é importante desen-
E) concessão. volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
tes...
C) Assim como são verificados a desconcentração e o
03. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas
aumento da extensão urbana no rasil, é importante de-
que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas,
senvolver e adensar ainda mais os diversos centros já exis-
exceto:
tentes...
A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço. D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita extensão urbana verificados no rasil, é importante desen-
sobre sua vida. volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
C) gnoras quanto custou meu relógio tes...
D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos.
E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
to da extensão urbana verificados no rasil, é importante
04. (Agente de Vigilância e Recepção VUNESP 2013). desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
Considere a tirinha em que se vê oni conversando com existentes...
seu Namorado Lute.
06. (Analista Administrativo VUNESP 2013). Em
É fundamental que essa visão de adensamento com uso
abundante de transporte coletivo seja recuperada para
que possamos reverter esse processo de uso , a expres-
são em destaque estabelece entre as orações relação de
A) consequência.
) condição.
C) finalidade.
D) causa.
E) concessão.

07. (Analista de Sistemas VUNESP 2013 adap.).


Considere o trecho: Como as músicas eram de protesto,
naquele mesmo ano foi enquadrado na lei de segurança na-
cional pela ditadura militar e exilado. O termo Como, em
destaque na primeira parte do enunciado, expressa ideia
de
A) contraste e tem sentido equivalente a porém.
) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que.
C) conformidade e tem sentido equivalente a conforme.
D) causa e tem sentido equivalente a visto que.
(Di ro ne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013) E) finalidade e tem sentido equivalente a para que.
É correto afirmar que a expressão contanto que estabe-
lece entre as orações relação de 08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
A) causa, pois oni quer ter filhos e não deseja traba- Públicas VUNESP 2013-adap.) No trecho “Fio, disjun-
lhar depois de casada. tor, tomada, tudo!”, insiste o motorista, com tanto orgulho
) comparação, pois o namorado espera ter sucesso que chega a contaminar-me. –, a construção tanto ... que
como cantor romântico. estabelece entre as construções com tanto orgulho e que
C) tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já chega a contaminar-me uma relação de
pensam em casamento. A) condição e finalidade.
D) condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão ) conformidade e proporção.
de músico provavelmente ganhará pouco. C) finalidade e concessão.
E) finalidade, pois oni espera que seu futuro marido D) proporção e comparação.
torne-se um artista famoso. E) causa e consequência.

62
LÍNGUA PORTUGUESA

09. Os Estados Unidos são considerados hoje um país 8-) com tanto orgulho que chega a contaminar-me. a
bem mais fechado embora em doze dias recebam o mes- construção estabelece uma relação de causa e consequên-
mo número de imigrantes que o rasil em um ano. A alter- cia. (a causa da contaminação consequência)
nativa que substitui a expressão em negrito, sem prejuízo
ao conteúdo, é: 9-) Os Estados Unidos são considerados hoje um país
A) já que. bem mais fechado embora em doze dias recebam o mes-
) todavia. mo número de imigrantes que o rasil em um ano.
C) ainda que. conjunção concessiva: ainda que
D) entretanto.
E) talvez. 10-) contanto que garantam sua autenticidade. con-
junção condicional desde que
10. (Escrevente T SP Vunesp 2013) Assinale a alter-
nativa que substitui o trecho em destaque na frase Assi-
narei o documento, contanto que garantam sua autenti-
cidade. sem que haja prejuízo de sentido.
7. SINTAXE DE CONCORDÂNCIA:
(A) desde que garantam sua autenticidade.
( ) no entanto garantam sua autenticidade. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
(C) embora garantam sua autenticidade. (CASOS GERAIS E PARTICULARES).
(D) portanto garantam sua autenticidade.
(E) a menos que garantam sua autenticidade.

GA AR TO Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos


referindo à relação de dependência estabelecida entre um
01. B 02. B 03. C 04. D 05. A termo e outro mediante um contexto oracional. Desta fei-
06. C 07. D 08. E 09. C 10. A ta, os agentes principais desse processo são representados
pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante; e o
RESOLU O verbo, o qual desempenha a função de subordinado.
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracte-
1-) mais denso e menos trânsito mais denso, conse- riza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesi-
quentemente, menos trânsito, então: causa e consequência tos número e pessoa em relação ao sujeito. Exemplifican-
do, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo
2-) já que cumprem melhor as regras estabelece en- apresenta-se na terceira pessoa do singular, pois faz refe-
tre as orações uma relação de causa com a consequência rência a um sujeito, assim também expresso (ele). Como
de tem um efeito positivo . poderíamos também dizer: os alunos chegaram atrasados.
3-) gnoras quanto custou meu relógio oração su-
bordinada substantiva objetiva direta Casos referentes a sujeito simples
A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com
seja, não se inicia com verbo de ligação, tampouco pelos o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.
verbos convir , parecer , importar , constar etc., e tam- 2) Nos casos referentes a sujeito representado por subs-
bém não inicia com as conjunções integrantes que e se . tantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do
4-) a expressão contanto que estabelece uma relação singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
de condição (condicional) Observação:
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto
5-) Apesar da desconcentração e do aumento da ex- adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou
tensão urbana verificados no rasil conjunção concessiva poderá ir para o plural:
) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au- Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
mento da extensão urbana no rasil, causal Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
C) Assim como são verificados a desconcentração e o
aumento da extensão urbana no rasil comparativa 3) uando o sujeito é representado por expressões par-
D) Visto que com a desconcentração e o aumento da titivas, representadas por a maioria de, a maior parte de,
extensão urbana verificados no rasil causal a metade de, uma porção de” entre outras, o verbo tanto
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen- pode concordar com o núcleo dessas expressões quanto
to da extensão urbana verificados no rasil consecutivas com o substantivo que a segue: A maioria dos alunos resol-
veu ficar. A maioria dos alunos resolveram ficar.
6-) para que possamos conjunção final (finalidade)
4) No caso de o sujeito ser representado por expres-
7-) Como as músicas eram de protesto expressa sões aproximativas, representadas por cerca de, perto de ,
ideia de causa da consequência foi enquadrado causa o verbo concorda com o substantivo determinado por elas:
e tem sentido equivalente a visto que. Cerca de mil candidatos se inscreveram no concurso.

63
LÍNGUA PORTUGUESA

5) Em casos em que o sujeito é representado pela ex- 12) Casos relativos a sujeito representado por substan-
pressão mais de um , o verbo permanece no singular: Mais tivo próprio no plural se encontram relacionados a alguns
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas. aspectos que os determinam:
Observação: - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do ver-
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou bo ser, este permanece no singular, contanto que o predi-
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, cativo também esteja no singular: Memórias póstumas de
necessariamente, deverá permanecer no plural:
Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis.
Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram na
campanha de doação de alimentos. - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo tam-
Mais de um formando se abraçaram durante as soleni- bém permanece no plural: Os Estados Unidos são uma po-
dades de formatura. tência mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que
6) uando o sujeito for composto da expressão um ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados
dos que , o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi Unidos é uma potência mundial.
um dos que atuaram na Copa América.
Casos referentes a sujeito composto
7) Em casos relativos à concordância com locuções pro-
nominais, representadas por algum de nós, qual de vós,
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
quais de vós, alguns de nós , entre outras, faz-se necessário
nos atermos a duas questões básicas: gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, es-
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no tando relacionado a dois pressupostos básicos:
plural, o verbo poderá com ele concordar, como poderá - uando houver a 1 pessoa, esta prevalecerá sobre as
também concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
o receberemos. / Alguns de nós o receberão. - uando houver a 2 pessoa, o verbo poderá flexionar
- uando o primeiro pronome da locução estiver ex- na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele são
presso no singular, o verbo permanecerá, também, no sin- primos.
gular: Algum de nós o receberá.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer an-
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pro- teposto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus
nome quem , o verbo permanecerá na terceira pessoa do
dois filhos compareceram ao evento.
singular ou poderá concordar com o antecedente desse
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para
ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela. 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao ver-
bo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus
palavra que , o verbo deverá concordar com o termo que dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós que toma-
mos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo. 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singu-
10) No caso de o sujeito aparecer representado por ex- lar: Meu esposo e grande companheiro merece toda a felici-
pressões que indicam porcentagens, o verbo concordará dade do mundo.
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão
da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinô-
nimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo
Observações: poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha
- Caso o verbo apareça anteposto à expressão de por- vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de
centagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprova- meu esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha pre-
ram a decisão da diretoria 50% dos funcionários. miação é fruto de meu esforço.
- Em casos relativos a 1 , o verbo permanecerá no sin-
gular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da dire- Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos de-
toria. mais termos da oração para que concordem em gênero e
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto,
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural:
Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso,
temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado
por pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empre- Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o prono-
gado na terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas me concordam em gênero e número com o substantivo.
Majestades gostaram das homenagens. Vossa Majestade - A pequena criança é uma gracinha.
agradeceu o convite. - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.

64
LÍNGUA PORTUGUESA

Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à h) Muito, pouco, caro
regra geral mostrada acima. - Como adjetivos: seguem a regra geral.
a) Um adjetivo após vários substantivos Comi muitas frutas durante a viagem.
- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o Pouco arroz é suficiente para mim.
plural ou concorda com o substantivo mais próximo. Os sapatos estavam caros.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. - Como advérbios: são invariáveis.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. Comi muito durante a viagem.
- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. Comprei caro os sapatos.
- Ela tem pai e mãe louros.
- Ela tem pai e mãe loura. i) Mesmo, bastante
- Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoria- - Como advérbios: invariáveis
mente para o plural. Preciso mesmo da sua ajuda.
- O homem e o menino estavam perdidos. Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
- Como pronomes: seguem a regra geral.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
mais próximo.
Comi delicioso almoço e sobremesa. j) Menos, alerta
Provei deliciosa fruta e suco. - Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso.
- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: Estamos alerta para com suas chamadas.
concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
) Tal Qual
Estavam feridos o pai e os filhos.
- Tal concorda com o antecedente, qual concorda
Estava ferido o pai e os filhos.
com o consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
l) Possível
- uando vem acompanhado de mais , menos , me-
- coloca o substantivo no plural.
lhor ou pior , acompanha o artigo que precede as ex-
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. pressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
d) Pronomes de tratamento Os melhores cargos possíveis estão neste setor da em-
- sempre concordam com a 3ª pessoa. presa.
Vossa Santidade esteve no Brasil. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas
da cidade.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado m) Meio
- Concordam com o substantivo a que se referem. - Como advérbio: invariável.
As cartas estão anexas. Estou meio (um pouco) insegura.
A bebida está inclusa. - Como numeral: segue a regra geral.
Precisamos de nomes próprios. Comi meia (metade) laranja pela manhã.
Obrigado, disse o rapaz.
n) Só
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) - apenas, somente (advérbio): invariável.
- Após essas expressões o substantivo fica sempre no Só consegui comprar uma passagem.
singular e o adjetivo no plural. - sozinho (adjetivo): variável.
Renato advogou um e outro caso fáceis. Estiveram sós durante horas.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
Fonte: http: .brasilescola.com gramatica concor-
g) É bom, é necessário, é proibido dancia-verbal.htm
- Essas expressões não variam se o sujeito não vier pre-
cedido de artigo ou outro determinante. Questões sobre Concordância Nominal e Verbal
Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. 01.(TRE AL TÉCN CO UD C ÁR O FCC 2010) A con-
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A en- cordância verbal e nominal está inteiramente correta na
trada é proibida. frase:

65
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores (A) Restam faça será
que determinam as escolhas dos governantes, para confe- ( ) Resta faz será
rir legitimidade a suas decisões. (C) Restam faz... serão
( ) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem (D) Restam façam serão
ser embasados na percepção dos valores e princípios que (E) Resta fazem será
regem a prática política.
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro 04 (Escrevente T SP Vunesp 2012) Assinale a alterna-
regime democrático, em que se respeita tanto as liberda- tiva em que o trecho
des individuais quanto as coletivas. – Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma-
(D) As instituições fundamentais de um regime demo- neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.–
crático não pode estar subordinado às ordens indiscrimi- está corretamente reescrito, de acordo com a norma-pa-
nadas de um único poder central. drão da língua portuguesa.
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados (A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opi- até agora uma maneira adequada de se quantificar os in-
niões existentes na sociedade. sumos básicos.
( ) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
02. (Agente Técnico FCC 2013). As normas de con- trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási-
cordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas cos ser quantificados.
em: (C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa lei- até agora uma maneira adequada para que os insumos bá-
tura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimora- sicos sejam quantificado.
mento intelectual, estão na capacidade de criação do autor, (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
mediante palavras, sua matéria-prima. trou até agora uma maneira adequada para que os insu-
) Obras que se considera clássicas na literatura sempre mos básicos seja quantificado.
delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o leitor (E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
ao ultrapassar os limites da época em que vivem seus au- trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem
tores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-prima.
os insumos básicos.
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas,
lhe permitem criar todo um mundo de ficção, em que per-
05. (FUNDA O CASA SP - AGENTE ADM N STRAT VO
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
- VUNESP 2011 - ADAPTADA) Observe as frases do texto:
leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota nega-
D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
tiva...
tor somente se realiza plenamente caso haja afinidade de
II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classi-
ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o
ficação do continente americano (2,0)...
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura.
E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que Assim como ocorre com o verbo obter nas frases e
constitui leitura obrigatória e se tornam referências por seu II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem dos
conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época. exemplos, em:
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o pró-
03. (Escrevente T -SP Vunesp 2012) Leia o texto para ximo ano. Será que alguém tem opinião diferente da maio-
responder à questão. ria
dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não ( ) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juninas.
está claro até onde pode realmente chegar uma política ba- Vêm pessoas de muito longe para brincar de quadrilha.
seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para (C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. uase
o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia.
verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e (D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas
da água em si ___________diferença, as companhias não po- também existem umas que não merecem nossa atenção.
dem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam.
por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portan-
to, elas começam a usar preços- -sombra. Ainda assim, 06. (TRF - 5 REG O - TÉCN CO UD C ÁR O - FCC 2012)
ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de
adequadamente os insumos básicos. E sem eles a maioria peregrinação.
das políticas de crescimento verde sempre a se- O verbo da frase acima N O pode ser mantido no plural
gunda opção. caso o segmento grifado seja substituído por:
(Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado) (A) á folheteiros que
( ) A maior parte dos folheteiros
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, (C) O folheteiro e sua família
as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res- (D) O grosso dos folheteiros
pectivamente, com: (E) Cada um dos folheteiros

66
LÍNGUA PORTUGUESA

07. (TRF - 5 REG O - TÉCN CO UD C ÁR O - FCC 2012) 10. (CETES SP ESCR TURÁR O - VUNESP 2013) Assi-
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas nale a alternativa em que a concordância das formas ver-
em: bais destacadas está de acordo com a norma-padrão da
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel língua.
sem preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir (A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em higieni-
dessas criações poéticas tão originais. zação subterrânea.
( ) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status ( ) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os tra-
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje balhadores da área de limpeza.
nas melhores universidades do país. (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que riscos de se contrair alguma doença.
a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era
mesmos requizessem o respeito que faziam por merecer. sete da manhã, eu já estava fazendo meu serviço.
(D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e (E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode ser começou a adotar medidas mais rigorosas para a proteção
resultado do puro e simples desconhecimento. de seus funcionários.
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os proble-
mas dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta de GA AR TO
representatividade.
01. A 02. A 03. A 04. E 05. A
08. (TRF - 4 REG O TÉCN CO UD C ÁR O FCC 2010) 06. E 07. |B 08. D 09. D 10. C
Observam-se corretamente as regras de concordância ver-
bal e nominal em: RESOLU O
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofistica- 1-) Fiz os acertos entre parênteses:
das às mais humildes, são cada vez mais comuns nos dias (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores
que determinam as escolhas dos governantes, para confe-
de hoje.
rir legitimidade a suas decisões.
b) A importância de intelectuais como Ed ard Said e
( ) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem
Ton udt, que não se furtaram ao debate sobre questões
(deve) ser embasados (embasada) na percepção dos valo-
polêmicas de seu tempo, não estão apenas nos livros que
res e princípios que regem a prática política.
escreveram.
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre
dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei-
árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto so-
tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.
frimento, estejam próximos de serem resolvidos ou pelo
(D) As instituições fundamentais de um regime demo-
menos de terem alguma trégua.
crático não pode (podem) estar subordinado (subordina-
d) ntelectuais que têm compromisso apenas com a ver- das) às ordens indiscriminadas de um único poder central.
dade, ainda que conscientes de que esta é até certo ponto (E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) volta-
relativa, costumam encontrar muito mais detratores que dos (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex-
admiradores. põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
e) No final do século já não se via muitos intelectuais
e escritores como Ed ard Said, que não apenas era notícia 2-)
pelos livros que publicavam como pelas posições que co- A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa lei-
rajosamente assumiam. tura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimora-
mento intelectual, estão na capacidade de criação do autor,
09. (TRF - 2 REG O - TÉCN CO UD C ÁR O - FCC 2012) mediante palavras, sua matéria-prima. correta
O verbo que, dadas as alterações entre parênteses propos- ) Obras que se consideram clássicas na literatura sem-
tas para o segmento grifado, deverá ser colocado no plural, pre delineiam novos caminhos, pois são capazes de encan-
está em: tar o leitor ao ultrapassarem os limites da época em que
(A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) vivem seus autores, gênios no domínio das palavras, sua
( ) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do pla- matéria-prima.
neta) C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas,
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O lhes permite criar todo um mundo de ficção, em que per-
consumo mundial de barris de petróleo) sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
no custo da matéria-prima... (Constantes aumentos) D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es- tor somente se realizam plenamente caso haja afinidade
forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças de ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o
climáticas) crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura.

67
LÍNGUA PORTUGUESA

E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que (C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que
constituem leitura obrigatória e se tornam referências por a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de épo- mesmos requizessem (requeressem) o respeito que faziam
ca. por merecer.
(D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a desva-
3-) Restam dúvidas lorização e a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica
mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água só pode (podem) ser resultado do puro e simples desco-
em si faça diferença nhecimento.
a maioria das políticas de crescimento verde sempre (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que
será a segunda opção. os problemas dos cordelistas estavam diretamente ligados
Em a maioria de , a concordância pode ser dupla: tanto à falta de representatividade.
no plural quanto no singular. Nas alternativas não há res-
tam faça serão , portanto a A é que apresenta as opções 8-) Fiz as correções entre parênteses:
adequadas. a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofis-
4-) ticadas às mais humildes, são (é) cada vez mais comuns
(A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- (comum) nos dias de hoje.
trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os b) A importância de intelectuais como Ed ard Said e
insumos básicos. Ton udt, que não se furtaram ao debate sobre questões
( ) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- polêmicas de seu tempo, não estão (está) apenas nos livros
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási- que escreveram.
cos serem quantificados. c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre
(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- sofrimento, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem
mos básicos sejam quantificados. (ser) resolvidos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter)
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- alguma trégua.
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- d) ntelectuais que têm compromisso apenas com a ver-
mos básicos sejam quantificados. dade, ainda que conscientes de que esta é até certo ponto
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- relativa, costumam encontrar muito mais detratores que
trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem admiradores.
os insumos básicos. correta e) No final do século já não se via (viam) muitos in-
telectuais e escritores como Ed ard Said, que não apenas
5-) Em , obtêm está no plural; em , no singular. Vamos era (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas
aos itens: posições que corajosamente assumiam.
(A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém
tem (singular) 9-)
( ) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural) (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas)
(C) Pouca gente quis (singular)... uase todos quiseram há permaneceria no singular
(plural) ( ) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do pla-
(D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem neta) sabe permaneceria no singular
umas (plural) (C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas consumo mundial de barris de petróleo) dá permane-
as formas estão no plural) ceria no singular
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se no
6-) custo da matéria-prima... Constantes aumentos) reflete
A - á folheteiros que vivem (concorda com o objeto passaria para refletem-se
folheterios ) (E) o tema das mudanças climáticas pressiona os esfor-
A maior parte dos folheteiros vivem vive (opcional) ços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças cli-
C O folheteiro e sua família vivem (sujeito composto) máticas) pressiona permaneceria no singular
D O grosso dos folheteiros vive vivem (opcional)
E Cada um dos folheteiros vive somente no singular 10-) Fiz as correções:
(A) Fazem dez anos faz (sentido de tempo singular)
7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta: ( ) Ainda existe muitas pessoas existem
(A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a conside- (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos ris-
rar o cordel sem preconceitos, as pessoas não serão capa- cos
zes de fruir dessas criações poéticas tão originais. (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era
( ) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status sete da manhã eram
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje (E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
nas melhores universidades do país. começou começaram

68
LÍNGUA PORTUGUESA

8. CRASE.

A palavra crase é de origem grega e significa fusão , mistura . Na língua portuguesa, é o nome que se dá à junção
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da preposição a com o artigo feminino a (s), com o a inicial
dos pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o a do relativo a qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( )
para indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental
também, para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e nomes que exigem a preposição a . Aprender
a usar a crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um artigo ou pro-
nome. Observe:
Vou a a igreja.
Vou à igreja.
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição a , exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo
a que está determinando o substantivo feminino igreja. uando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, a
união delas é indicada pelo acento grave. Observe os outros exemplos:
Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna.
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não
pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto (referir--se a algo ou a alguém) e exige a preposição a .
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino a ou um dos pronomes
já especificados.

Casos em que a crase NÃO ocorre:

- diante de substantivos masculinos:


Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
Passou a camisa a ferro.
Fazer o exercício a lápis.
Compramos os móveis a prazo.
- diante de verbos no infinitivo:
A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o a dos exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.
- diante da maioria dos pronomes e das expressões de tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita
e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes podem ser identificados pelo método: troque a palavra
feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. ( nformei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)
- diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato.

Casos em que a crase SEMPRE ocorre:


- diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

69
LÍNGUA PORTUGUESA

- diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
- na indicação de horas:
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.

- em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. Por exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
à vontade à beça à larga à escuta
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
à luz à sombra de à frente de à proporção que
à semelhança de às ordens à beira de

Crase diante de Nomes de Lugar


Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo a . Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a preposição a . Para saber se um nome de lugar admite ou não
a anteposição do artigo feminino a , deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a preposição de ou em .
A ocorrência da contração da ou na prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo:

Vou à França. (Vim da de a França. Estou na em a França.)


Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da tália. Estou na tália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.)

*- Dica da Zê!: use a regrinha Vou A volto DA, crase Á; vou A volto DE, crase PRA U
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Vou à praia. = Volto da praia.

- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja:


Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. mesmo que, pela regrinha acima, seja a do VOLTO DE
Irei à Salvador de Jorge Amado.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Aquela (s), Aquilo

averá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a preposição a . Por exemplo:

Refiro-me a + aquele atentado.


Preposição Pronome

Refiro-me àquele atentado.

O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Aluguei aquela casa.
O verbo alugar é transitivo direto (alugar algo) e não exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja
outros exemplos:
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.

70
LÍNGUA PORTUGUESA

Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
feminino diante de nomes próprios femininos, então pode-
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual mos escrever as frases abaixo das seguintes formas:
e as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Roberto.
pronomes exigir a preposição a , haverá crase. É possí- Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Ro-
vel detectar a ocorrência da crase nesses casos utilizando a berto.
substituição do termo regido feminino por um termo regi-
do masculino. Por exemplo:
- diante de pronome possessivo feminino:
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. Observação: é facultativo o uso da crase diante de pro-
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade. nomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
artigo. Observe:
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando
crase. Veja outros exemplos: por você.
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está espe-
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. rando por você.
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
responder nenhuma das questões. pronomes possessivos femininos, então podemos escrever
A sessão à qual assisti estava vazia. as frases abaixo das seguintes formas:
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
Crase com o Pronome Demonstrativo “a”
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo
a também pode ser detectada através da substituição do - depois da preposição até:
termo regente feminino por um termo regido masculino. Fui até a praia. ou Fui até à praia.
Veja: Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à por-
Minha revolta é ligada à do meu país. ta.
Meu luto é ligado ao do meu país. A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A
As orações são semelhantes às de antes. palestra vai até às cinco horas da tarde.
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
Suas perguntas são superiores às dele. Questões sobre Crase
Seus argumentos são superiores aos dele.
Sua blusa é idêntica à de minha colega. 01.( Escrevente T SP Vunesp 2012) No Brasil, as dis-
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. cussões sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos ju-
rídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências
A Palavra Distância
estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas cri-
Se a palavra distância estiver especificada, determinada, minais. Raro ler ____respeito envolvendo questões de saúde
a crase deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à distância pública como programas de esclarecimento e prevenção, de
de 100km daqui. (A palavra está determinada) tratamento para dependentes e de reintegração desses____
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico ou
palavra está especificada.) clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase própria família?
não pode ocorrer. Por exemplo: (Ru Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
Os militares ficaram a distância. 17.09.2012. Adaptado)
Gostava de fotografar a distância. As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Ensinou a distância. respectivamente, com:
Dizem que aquele médico cura a distância. (A) aos à a a
Reconheci o menino a distância.
( ) aos a à a
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambigui-
dade, pode-se usar a crase. Veja: (C) a a à à
Gostava de fotografar à distância. (D) à à à à
Ensinou à distância. (E) a a a a
Dizem que aquele médico cura à distância.
02. (Agente de Apoio Administrativo FCC 2013).Leia
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA o texto a seguir.
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, cor-
- diante de nomes próprios femininos: reu ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira
Observação: é facultativo o uso da crase diante de no- causa do procedimento de Camilo. Vimos que ______ carto-
mes próprios femininos porque é facultativo o uso do ar- mante restituiu--lhe ______ confiança, e que o rapaz repreen-
tigo. Observe: deu-a por ter feito o que fez.
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. (Machado de Assis. A cartomante. n: Várias histórias.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. Rio de aneiro: Globo, 1997, p. 6)

71
LÍNGUA PORTUGUESA

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na Não nos sujeitamos ____ corrupção; tampouco cederemos
ordem dada: espaço ____ nenhuma ação que se proponha ____ prejudicar
A) à a a nossas instituições.
)a a à (A) à … à … à
C) à a à (B) a … à … à
D) à à a (C) à … a … a
E) a à à (D) à … à … a
(E) a … a … à
03 (POL C A C V L SP AGENTE POL C AL - VU-
NESP 2013) De acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa, o acento indicativo de crase está corretamente 07. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária VU-
empregado em: NESP 2013-adap) O acento indicativo de crase está cor-
(A) A população, de um modo geral, está à espera de retamente empregado em:
que, com o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes. A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
( ) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repen- com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
sarem a sua postura. desejos.
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à ) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
punições muito mais severas. nos mecanismos biológicos de controle emocional.
(D) ninguém é dado o direito de colocar em risco a C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
vida dos demais motoristas e de pedestres. D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunidade
(E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento alimentam a violência crescente nas cidades.
da nova lei para que ela possa funcionar. E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
dade atinge os mais vulneráveis.
04. (Agente Técnico FCC 2013-adap.) Claro que não
me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e
efervescente. 08. (Agente de Vigilância e Recepção VUNESP 2013).
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase O sinal indicativo de crase está correto em:
se o segmento grifado for substituído por: A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
A) leitura apressada e sem profundidade. área de biotecnologia.
) cada um de nós neste formigueiro. ) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
C) exemplo de obras publicadas recentemente. à educação dos filhos.
D) uma comunicação festiva e virtual. C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as
E) respeito de autores reconhecidos pelo público. instalações do prédio.
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária VU- detalhe que envolva a segurança das pessoas.
NESP 2013). E) É função da política é dedicar-se à todo problema
O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP)
que comprometa o bem-estar do cidadão.
também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ res-
socialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
-lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em 09. (TRF - 5 REG O - TÉCN CO UD C ÁR O - FCC 2012)
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e O detetive Gervase Fen, que apareceu em 1944, é um ho-
uma vida digna. mem de face corada, muito afeito ...... frases inteligentes e
(Disponível em: .metropolitana.com.br blog citações dos clássicos; sua esposa, Dolly, uma dama meiga e
qual e a importancia da ressocializacao de presos. Aces- sossegada, fica sentada tricotando tranquilamente, impassí-
so em: 18.08.2012. Adaptado) vel ...... propensão de seu marido ...... investigar assassinatos.
(Adaptado de P.D. ames, op.cit.)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti-
vamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-pa- Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
drão da língua portuguesa. ordem dada:
A) à à à (A) à - à - a
)a a à ( )a-à-a
C) a à à
(C) à - a - à
D) à à ... a
E) a à a (D) a - à - à
(E) à - a a
06. (TR UNAL DE UST A DO ESTADO DE S O PAU-
LO - ESCREVENTE TÉCN CO UD C ÁR O VUNESP 2013) 10. (POL C A M L TAR DO ESTADO DO ACRE ALUNO
Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a SOLDADO COM ATENTE FUNCA 2012) Em qual das op-
seguir, empregando o sinal indicativo de crase de acordo ções abaixo o acento indicativo de crase foi corretamente
com a norma-padrão. indicado

72
LÍNGUA PORTUGUESA

A) O dia fora quente, mas à noite estava fria e escura. - quem cede, cede algo A alguém, então teremos obje-
) Ninguém se referira à essa ideia antes. to direto e indireto;
C) Esta era à medida certa do quarto. - quem se propõe, propõe-se A alguma coisa.
D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. Vejamos:
E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. Não nos sujeitamos corrupção; tampouco cederemos
espaço A nenhuma ação que se proponha A prejudicar
GA AR TO nossas instituições.
* Sujeitar A A corrupção;
01. B 02. A 03. A 04. A 05. D * ceder espaço (objeto direto) A nenhuma ação (objeto
06.C 07. E 08. B 09.B 10. D indireto. Não há acento indicativo de crase, pois nenhu-
ma é pronome indefinido);
RESOLU O * que se proponha A prejudicar (objeto indireto, no
caso, oração subordinada com função de objeto indireto.
1-) limitar-se aos aspectos jurídicos ou policiais. Não há acento indicativo de crase porque temos um verbo
Raro ler a respeito (antes de palavra masculina no infinitivo prejudicar ).
não há crase)
de reintegração desses à vida. (reintegrar a a 7-)
vida à) A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
o nome de um médico ou clínica a quem tentar en- com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
caminhar um drogado da nossa própria família (antes de desejos. (antes de verbo no infinitivo não há crase)
pronome indefinido relativo) ) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
nos mecanismos biológicos de controle emocional. (se
2-) correu à ( para a ) cartomante para consultá-la so- o a está no singular e antecede palavra no plural, não há
bre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vimos crase)
que a cartomante (objeto direto)restituiu-lhe a C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
confiança (objeto direto), e que o rapaz repreendeu-a por (artigo indefinido)
ter feito o que fez. D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
3-) de alimentam a violência crescente nas cidades. (palavra
(A) A população, de um modo geral, está à espera (dá masculina)
para substituir por esperando ) de que E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
( ) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repen- dade atinge os mais vulneráveis. correta (regência nomi-
sarem (antes de verbo)
nal: desfavorável a )
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à
8-)
punições (generalizando, palavra no plural)
A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
(D) ninguém (pronome indefinido)
área de biotecnologia. (artigo indefinido)
(E) Cabe à todos (pronome indefinido)
) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar à
educação dos filhos. correta (regência verbal: dedicar a )
4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressa-
C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as
da e sem profundidade.
a cada um de nós neste formigueiro. (antes de prono- instalações do prédio. (verbo no infinitivo)
me indefinido) D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
a exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra detalhe que envolva a segurança das pessoas. (pronome
masculina) indefinido)
a uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefinido) E) É função da política é dedicar-se à todo problema
a respeito de autores reconhecidos pelo público. (pa- que comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome in-
lavra masculina) definido)

5-) O Instituto Nacional de Administração Prisional 9-) Afeito a frases (generalizando, já que o a está no
(INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio___à__ singular e frases , no plural)
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepa- mpassível à propensão (regência nominal: pede pre-
rá--lo para o retorno___à__ sociedade. Dessa forma, quando posição)
em liberdade, ele estará capacitado__a___ ter uma profissão A investigar (antes de verbo no infinitivo não há acen-
e uma vida digna. to indicativo de crase)
- Apoio a Regência nominal pede preposição; Sequência: a à a.
- retorno a regência nominal pede preposição;
- antes de verbo no infinitivo não há crase. 10-)
A) O dia fora quente, mas à noite mas a noite (artigo e
6-) Vamos por partes substantivo. Diferente de: Estudo à noite período do dia)
- uem se sujeita, sujeita-se A algo ou A alguém, por- ) Ninguém se referira à essa ideia antes. a essa (antes
tanto: pede preposição; de pronome demonstrativo)

73
LÍNGUA PORTUGUESA

C) Esta era à medida certa do quarto. a medida (artigo neste: pronome que determina ano concordância
e substantivo, no caso. Diferente da conjunção proporcio- adequada
nal: medida que lia, mais aprendia) ele: pronome que faz referência à Roberta concor-
D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. correta (advér- dância inadequada
bio de modo apressadamente) Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
palavra masculina
Pronomes Pessoais

9. COLOCAÇÃO DE PRONOMES: PRÓCLISE, São aqueles que substituem os substantivos, indicando


MESÓCLISE E ÊNCLISE. diretamente as pessoas do discurso. uem fala ou escreve
assume os pronomes eu ou nós , usa os pronomes tu ,
vós , você ou vocês para designar a quem se dirige e
ele , ela , eles ou elas para fazer referência à pessoa
Pronome
ou às pessoas de quem fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun-
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou
a ele se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
de alguma forma. ou do caso oblíquo.
Pronome Reto
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
substituição do nome Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita! tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
referência ao nome Nós lhe ofertamos flores.
Essa moça morava nos meus sonhos! Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
qualificação do nome nero (apenas na 3 pessoa) e pessoa, sendo essa última a
Grande parte dos pronomes não possuem significados principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi-
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên- gurado:
cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos
pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro- - 1ª pessoa do singular: eu
nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes - 2ª pessoa do singular: tu
têm por função principal apontar para as pessoas do dis- - 3ª pessoa do singular: ele, ela
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação - 1ª pessoa do plural: nós
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, - 2ª pessoa do plural: vós
os pronomes apresentam uma forma específica para cada - 3ª pessoa do plural: eles, elas
pessoa do discurso.
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. Atenção: esses pronomes não costumam ser usados
minha eu: pronomes de 1 pessoa aquele que fala como complementos verbais na língua-padrão. Frases
como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? eu até aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser
tua tu: pronomes de 2 pessoa aquele a quem se
evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for-
fala
mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
me até aqui”.
dela ela: pronomes de 3 pessoa aquele de quem
se fala
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pro-
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras nome reto em Língua Portuguesa. sso se dá porque as
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- próprias formas verbais marcam, através de suas desinên-
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência cias, as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fi-
através do pronome seja coerente em termos de gênero zemos boa viagem. (Nós)
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado. Pronome Oblíquo

Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos- Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sen-
sa escola neste ano. tença, exerce a função de complemento verbal (objeto di-
nossa: pronome que qualifica escola concordância reto ou indireto) ou complemento nominal.
adequada Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)

74
LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma Pronome Oblíquo Tônico


variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação
indica a função diversa que eles desempenham na oração: Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos
pronome reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo por preposições, em geral as preposições a, para, de e com.
marca o complemento da oração. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou forte.
tônicos. O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim con-
Pronome Oblíquo Átono figurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
fraca: Ele me deu um presente. - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim con- - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
figurado: - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
- 1ª pessoa do singular (eu): me
- 2ª pessoa do singular (tu): te Observe que as únicas formas próprias do pronome tô-
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As
- 1ª pessoa do plural (nós): nos demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- 2ª pessoa do plural (vós): vos - As preposições essenciais introduzem sempre prono-
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso
Observações: reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da
O lhe é o único pronome oblíquo átono que já se língua formal, os pronomes costumam ser usados desta
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en- forma:
tre o pronome o ou a e preposição a ou para . Por Não há mais nada entre mim e ti.
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
lhe exerce sempre a função de objeto indireto na oração.
Não há nenhuma acusação contra mim.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos
Não vá sem mim.
diretos como objetos indiretos.
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como
Atenção: á construções em que a preposição, apesar
objetos diretos.
de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combi-
uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o
nar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a for-
verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pro-
mas como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha,
nome, deverá ser do caso reto.
lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las.
Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem: Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
- Trouxeste o pacote? Não vá sem eu mandar.
- Sim, entreguei-to ainda há pouco.
- Não contaram a novidade a vocês? - A combinação da preposição com e alguns prono-
- Não, no-la contaram. mes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
No português do rasil, essas combinações não são conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos fre-
usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego quentemente exercem a função de adjunto adverbial de
é muito raro. companhia.
Ele carregava o documento consigo.
Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas - As formas conosco e convosco são substituídas
especiais depois de certas terminações verbais. uando o por com nós e com vós quando os pronomes pessoais
verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma são reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal todos, ambos ou algum numeral.
é suprimida. Por exemplo: Você terá de viajar com nós todos.
fiz + o = fi-lo Estávamos com vós outros quando chegaram as más no-
fazeis + o = fazei-lo tícias.
dizer + a = dizê-la Ele disse que iria com nós três.

uando o verbo termina em som nasal, o pronome as- Pronome Reflexivo


sume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
viram + o: viram-no São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
repõe + os = repõe-nos nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito
retém + a: retém-na da oração. ndicam que o sujeito pratica e recebe a ação
tem + as = tem-nas expressa pelo verbo.

75
LÍNGUA PORTUGUESA

O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:


- 1 pessoa do singular (eu): me, mim.
Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.

- 2 pessoa do singular (tu): te, ti.


Assim tu te prejudicas.
Conhece a ti mesmo.

- 3 pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.


Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.
- 1 pessoa do plural (nós): nos.
Lavamo-nos no rio.

- 2 pessoa do plural (vós): vos.


Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
- 3 pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.

A Segunda Pessoa Indireta

A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso interlo-
cutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte:

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex. (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag. (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade mperial V. M. . mperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S. (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. O senhor e a senhora são empregados no
tratamento cerimonioso; você e vocês , no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do rasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. á a forma vós tem uso restrito
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem Vossa (s) são empregados em relação
à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.


Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratar-
mos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado suposta-
mente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
- 3 pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2 pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na
3ª pessoa.

76
LÍNGUA PORTUGUESA

Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promes- 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi-
sas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e
anotações.
- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblí-
do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. quos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-lhe
Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de os passos. ( Vou seguir seus passos.)
você , não poderemos usar te ou teu . O uso correto
exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa. Pronomes Demonstrativos
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Os pronomes demonstrativos são utilizados para expli-
teus cabelos. (errado)
citar a posição de uma certa palavra em relação a outras
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de
seus cabelos. (correto) espaço, no tempo ou discurso.
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
teus cabelos. (correto) No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o
Pronomes Possessivos carro está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo pessoa que fala.
(coisa possuída). Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que
Este caderno é meu. (meu possuidor: 1 pessoa do o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com
singular) quem falo.

NÚMERO PESSOA PRONOME Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo


quanto por meio de correspondência, que é uma moda-
singular primeira meu(s), minha(s) lidade escrita de fala), são particularmente importantes o
este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao
singular segunda teu(s), tua(s)
emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los
singular terceira seu(s), sua(s)
pode causar ambiguidade.
plural primeira nosso(s), nossa(s)
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
plural segunda vosso(s), vossa(s) informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da univer-
plural terceira seu(s), sua(s) sidade destinatária).
Reafirmamos a disposição desta universidade em partici-
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa par no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universida-
gramatical a que se refere; o gênero e o número concor- de que envia a mensagem).
dam com o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua con-
tribuição naquele momento difícil. No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se
Observações: refere ao ano presente.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se
1 - A forma seu não é um possessivo quando resultar refere a um passado próximo.
da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele
seu José. está se referindo a um passado distante.

2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam pos- - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
se. Podem ter outros empregos, como: invariáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque-
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
la(s).
nvariáveis: isto, isso, aquilo.
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40
anos. - Também aparecem como pronomes demonstrativos:
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o que e
c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem lá puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
seus defeitos, mas eu gosto muito dela. Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, que te indiquei.)
o pronome possessivo fica na 3 pessoa: Vossa Excelência - mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas que
trouxe sua mensagem? o procuraram ontem.

77
LÍNGUA PORTUGUESA

- próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos,
o problema. ora pronomes indefinidos adjetivos:
- semelhante(s): Não compre semelhante livro. algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
- tal, tais: Tal era a solução para o problema. nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Note que: tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Menos palavras e mais ações.
- Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em Alguns se contentam pouco.
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va-
salientar algum termo anterior. Por exemplo: Manuela, essa
riáveis e invariáveis. Observe:
é que dera em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar
das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
Variáveis algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário,
- O pronome demonstrativo neutro ou pode represen- tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca,
tar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, ne-
em que aparece, geralmente, como objeto direto, predi- nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos,
cativo ou aposto: O casamento seria um desastre. Todos o algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas,
pressentiam. outras, quantas.
- Para evitar a repetição de um verbo anteriormente ex- Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada,
presso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, algo, cada.
chamado, então, verbo vicário ( que substitui, que faz as
vezes de): Ninguém teve coragem de falar antes que ela o São locuções pronominais indefinidas:
fizesse.
- Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que),
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em quem quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele
primeiro lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro,
amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este uma ou outra, etc.
solteiro, aquele casado]
Cada um escolheu o vinho desejado.
- O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irô- Indefinidos Sistemáticos
nica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
- Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, per-
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, cebemos que existem alguns grupos que criam oposição
disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sen-
naquilo) tido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido
negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmati-
Pronomes Indefinidos va, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade negativa;
alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e algo/nada,
São palavras que se referem à terceira pessoa do dis- que se referem à coisa; certo, que particulariza, e qualquer,
curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando que generaliza.
quantidade indeterminada. Essas oposições de sentido são muito importantes na
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
-plantadas. vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
Não é difícil perceber que alguém indica uma pessoa pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
de que fazem parte:
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu-
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des-
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: prático.
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu- Czrávamos no exterior.
gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. - Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-
São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin- lavras:
guém, outrem, quem, tudo. - como ( pelo qual): Não me parece correto o modo
Algo o incomoda? como você agiu semana passada.
Quem avisa amigo é. - quando ( em que): Bons eram os tempos quando po-
díamos jogar videogame.
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser - Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade numa só frase.
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). O futebol é um esporte.
Cada povo tem seus costumes. O povo gosta muito deste esporte.
Certas pessoas exercem várias profissões. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

78
LÍNGUA PORTUGUESA

- Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode O pronome oblíquo átono pode assumir três posições
ocorrer a elipse do relativo que : A sala estava cheia de na oração em relação ao verbo:
gente que conversava, (que) ria, (que) fumava. 1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo
Pronomes Interrogativos 3. mesóclise: pronome no meio do verbo

São usados na formulação de perguntas, sejam elas di- Próclise


retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
referem- -se à 3 pessoa do discurso de modo A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual - Palavras com sentido negativo:
(e variações), quanto (e variações). Nada me faz querer sair dessa cama.
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. Não se trata de nenhuma novidade.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas - Advérbios:
preferes. Nesta casa se fala alemão.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quan- Naquele dia me falaram que a professora não veio.
tos passageiros desembarcaram.
- Pronomes relativos:
Sobre os pronomes: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função
de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo - Pronomes indefinidos:
quando desempenha função de complemento. Vamos en- Quem me disse isso?
tender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
frase e que função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. - Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz!
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
lhe ajudar.
- Preposição seguida de gerúndio:
Na primeira oração os pronomes pessoais eu e ele
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
indicado à pesquisa escolar.
reto. á na segunda oração, observamos o pronome lhe
exercendo função de complemento, e, consequentemente,
- Conjunção subordinativa:
é do caso oblíquo.
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
o pronome oblíquo lhe , da segunda oração, aponta para Ênclise
a segunda pessoa do singular (tu você): Maria não sabia se
devia ajudar.... Ajudar quem Você (lhe). A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta
não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos áto-
Importante: Em observação à segunda oração, o em- nos. A ênclise vai acontecer quando:
prego do pronome oblíquo lhe é justificado antes do ver- - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
bo intransitivo ajudar porque o pronome oblíquo pode Amem-se uns aos outros.
estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo Sigam-me e não terão derrotas.
principal (no caso ajudar ) esteja no infinitivo ou gerúndio. - O verbo iniciar a oração:
Eu desejo lhe perguntar algo. Diga-lhe que está tudo bem.
Eu estou perguntando-lhe algo. Chamaram-me para ser sócio.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da pre-
diferentemente dos segundos que são sempre precedidos posição a :
de preposição. Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o - O verbo estiver no gerúndio:
que eu estava fazendo. Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreo-
cupada.
Colocação Pronominal Despediu-se, beijando-me a face.

A colocação pronominal é a posição que os pronomes - ouver vírgula ou pausa antes do verbo:
pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no
verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: mesmo instante.
me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.

79
LÍNGUA PORTUGUESA

Mesóclise (A) Ela não lembrava-se do caminho de volta.


( ) A menina tinha distanciado-se muito da família.
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado (C) A garota disse que perdeu-se dos pais.
no futuro do presente ou no futuro do pretérito: (D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha.
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. ( ela (E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança.
se realizará)
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. ( eu farei uma 05. (Escrevente T SP Vunesp 2011). Assinale a alterna-
proposta a você) tiva cujo emprego do pronome está em conformidade com
a norma padrão da língua.
Questões sobre Pronome (A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos.
( ) Nos falaram que a diplomacia americana está aba-
01. (Escrevente T SP Vunesp 2012). lada.
Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não (C) Ninguém o informou sobre o caso i iLea s.
está claro até onde pode realmente chegar uma política ba- (D) Conformado, se rendeu às punições.
seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para (E) Todos querem que combata-se a corrupção.
o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra.
É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono 06. (Papiloscopista Policial Vunesp - 2013). Assinale
e da água faça em si diferença, as companhias não podem a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de
suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto, (A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que
elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, ninguém eles sejam sempre trazidos junto ao corpo.
encontrou até agora uma maneira de quantificar adequada- ( ) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situa-
mente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
de crescimento verde sempre será a segunda opção. (C) Nos sentimos impotentes quando não conseguimos
(Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado) restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
Os pronomes elas e eles , em destaque no texto, re- (D) O homem se indignou quando propuseram-lhe que
ferem- -se, respectivamente, a abrisse a bolsa que encontrara.
(A) dúvidas e preços. (E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma ten-
( ) dúvidas e insumos básicos. dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos.
(C) companhias e insumos básicos.
(D) companhias e preços do carbono e da água. 07. (Agente de Apoio Operacional VUNESP 2013).
(E) políticas de crescimento e preços adequados. Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produ-
tos______ não necessitam e______ tendo de pagar tudo______
02. (Agente de Apoio Administrativo FCC 2013- prazo.
adap.). Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho gri- Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta
fado está corretamente substituído por um pronome em: e respectivamente, considerando a norma culta da língua.
A) ...sei tratar tipos como o senhor. sei tratá-lo A) a que acaba à
) ...erguendo os braços desalentado... erguendo- ) com que acabam à
lhes desalentado C) de que acabam a
C) ...que tem de conhecer as leis do país que tem de D) em que acaba a
conhecê-lo E) dos quais acaba à
D) ...não parecia ser um importante industrial... não
parecia ser-lhe 08. (Agente de Apoio Socioeducativo VUNESP 2013-
E) incomodaram o general... incomodaram-no adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e res-
pectivamente, as lacunas do trecho.
03.(Agente de Defensoria Pública FCC 2013-adap.). ______alguns anos, num programa de televisão, uma jo-
A substituição do elemento grifado pelo pronome cor- vem fazia referência______ violência______ o brasileiro estava
respondente, com os necessários ajustes, foi realizada de sujeito de forma cômica.
modo NCORRETO em: A) Fazem... a ... de que
A) mostrando o rio mostrando-o. ) Faz ...a ... que
) como escolher sítio como escolhê-lo. C) Fazem ...à ... com que
C) transpor ... as matas espessas transpor-lhes. D) Faz ...à ... que
D) Às estreitas veredas[... nada acrescentariam nada E) Faz ...à ... a que
lhes acrescentariam.
E) viu uma dessas marcas viu uma delas. 09. (TRF 3 região- Técnico udiciário - 2014)
As sereias então devoravam impiedosamente os tripu-
04. (Papiloscopista Policial Vunesp 2013). Assinale a lantes.
alternativa em que o pronome destacado está posicionado ... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a cabe-
de acordo com a norma-padrão da língua. ça...

80
LÍNGUA PORTUGUESA

... e fez de tudo para convencer os tripulantes... 5-)


Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos (A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos.
grifados acima foram corretamente substituídos por um ( ) Falaram-nos que a diplomacia americana está aba-
pronome, na ordem dada, em: lada.
(A) devoravam-nos impedi-la convencê-los (D) Conformado, rendeu-se às punições.
( ) devoravam-lhe impedi-las convencer-lhes (E) Todos querem que se combata a corrupção.
(C) devoravam-no impedi-las convencer-lhes 6-)
(D) devoravam-nos impedir-lhe convencê-los ( ) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situação
(E) devoravam-lhes impedi-la convencê-los de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
(C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos
10. (Agente de Vigilância e Recepção VUNESP 2013- restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
adap.). No trecho, Em ambos os casos, as câmeras dos (D) O homem indignou-se quando lhe propuseram que
estabelecimentos felizmente comprovam os acontecimen- abrisse a bolsa que encontrara.
tos, e testemunhas vão ajudar a polícia na investigação. (E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma ten-
de acordo com a norma-padrão, os pronomes que subs- dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos.
tituem, corretamente, os termos em destaque são:
A) os comprovam ajudá-la. 7-) á pessoas que, mesmo sem condições, compram
) os comprovam ajudar-la. produtos de que não necessitam e acabam tendo
C) os comprovam ajudar-lhe. de pagar tudo a prazo.
D) lhes comprovam ajudar-lhe.
E) lhes comprovam ajudá-la. 8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma
jovem fazia referência à violência a que o brasileiro
GA AR TO estava sujeito de forma cômica.
Faz, no sentido de tempo passado sempre no singular
01. C 02. E 03. C 04. D 05. C
9-)
06. A 07. C 08. E 09. A 10. A
devoravam - verbo terminado em m pronome oblí-
quo no na (fizeram-na, colocaram-no)
RESOLU O
impedir - verbo transitivo direto pede objeto direto;
lhe é para objeto indireto
1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primei-
convencer - verbo transitivo direto pede objeto dire-
ro, não está claro até onde pode realmente chegar uma
to; lhe é para objeto indireto
política baseada em melhorar a eficiência sem preços ade-
(A) devoravam-nos impedi-la convencê-los
quados para o carbono, a água e (na maioria dos países
pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos
preços do carbono e da água faça em si diferença, as com- 10-) Em ambos os casos, as câmeras dos estabeleci-
panhias não podem suportar ter de pagar, de repente, di- mentos felizmente comprovam os acontecimentos, e teste-
gamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer munhas vão ajudar a polícia na investigação.
preparação. Portanto, elas começam a usar preços-som- felizmente os comprovam ... ajudá-la
bra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- (advérbio)
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.
E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde
sempre será a segunda opção. 10. PONTUAÇÃO: EMPREGO DOS SINAIS DE
PONTUAÇÃO.
2-)
A) ...sei tratar tipos como o senhor. sei tratá-los
) ...erguendo os braços desalentado... erguendo-os
desalentado Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
C) ...que tem de conhecer as leis do país que tem de servem para compor a coesão e a coerência textual, além
conhecê-las de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ve-
D) ...não parecia ser um importante industrial... não jamos as principais funções dos sinais de pontuação co-
parecia sê-lo nhecidos pelo uso da língua portuguesa.

3-) transpor ... as matas espessas transpô-las Ponto


1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
4-) - Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
(A) Ela não se lembrava do caminho de volta. que se encontra.
( ) A menina tinha se distanciado muito da família. - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
(C) A garota disse que se perdeu dos pais. - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança 2- Usa-se nas abreviações - V. Ex . - Sr.

81
LÍNGUA PORTUGUESA

Ponto e Vírgula ( ; ) Vírgula


1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
importância. Não se usa vírgula
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo *separando termos que, do ponto de vista sintático, li-
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; gam-se diretamente entre si:
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (V E RA)
- entre sujeito e predicado.
2- Separa partes de frases que já estão separadas por Todos os alunos da sala foram advertidos.
vírgulas. Sujeito predicado
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta-
nhas, frio e cobertor. - entre o verbo e seus objetos.
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo- O trabalho custou sacrifício aos realiza-
tivos, decreto de lei, etc. dores.
- Ir ao supermercado; V.T.D.I. O.D. O.I.
- Pegar as crianças na escola;
- Caminhada na praia; Usa-se a vírgula:
- Reunião com amigos. - Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
Dois pontos dância, vem caindo de preço.
1- Antes de uma citação b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
2- Antes de um aposto c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
querem abrir mão dos lucros altos.
tarde e calor à noite.
- Para marcar inversão:
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, viven-
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe-
do a rotina de sempre.
chadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
4- Em frases de estilo direto
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
Maria perguntou:
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
- Por que você não toma uma decisão?
maio de 1982.
- Para separar entre si elementos coordenados (dispos-
Ponto de Exclamação tos em enumeração):
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
susto, súplica, etc. A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
2- Depois de interjeições ou vocativos - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
- Ai! Que susto! Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
- João! Há quanto tempo! - Para isolar:
- o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasilei-
Ponto de Interrogação ra, possui um trânsito caótico.
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. - o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
vedo) Fontes:
http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
Reticências http: .brasilescola.com gramatica uso-da-virgu-
1- ndica que palavras foram suprimidas. la.htm
- Comprei lápis, canetas, cadernos... Questões sobre Pontuação

2- ndica interrupção violenta da frase. 01. (Agente Policial Vunesp 2013). Assinale a alter-
- Não... quero dizer... é verdad... Ah nativa em que a pontuação está corretamente empregada,
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
3- ndica interrupções de hesitação ou dúvida (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
- Este mal... pega doutor? embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en-
4- ndica que o sentido vai além do que foi dito contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
- Deixa, depois, o coração falar... dona.

82
LÍNGUA PORTUGUESA

( ) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi- pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en- nica ao grupo ou acione o código na internet.
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua ( ) Um geolocalizador também, avisará, os pais de
dona. onde o código foi acionado.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
embora experimentasse a sensação de violar uma intimida- dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo
de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar que a criança foi encontrada.
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, primeiro às, areias do Guarujá.
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te-
embora experimentasse a sensação de violar uma intimi-
lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
ferência
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua
dona. 06. (DN T TÉCN CO ADM N STRAT VO ESAF 2013)
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, Para que o fragmento abaixo seja coerente e gramatical-
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimi- mente correto, é necessário inserir sinais de pontuação.
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en- Assinale a posição em que não deve ser usado o sinal de
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua ponto, e sim a vírgula, para que sejam respeitadas as re-
dona. gras gramaticais. Desconsidere os ajustes nas letras iniciais
minúsculas.
02. (CN TÉCN CO UD C ÁR O CESPE 2013 - ADAP- O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
TADA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau-
campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do lo(A) o programa desenvolve ainda oficinas e cursos para as
Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa 4 re- crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e correta(B)
duzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de ati-
em sua certidão de nascimento. (...) vidades sobre cidadania e reciclagem(C) as escolas partici-
A oração subordinada que não possuem o nome do pantes se tornam também centros de descarte de garrafas
pai em sua certidão de nascimento” não é antecedida por PET(D) destinadas depois para reciclagem(E) o programa
possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian-
vírgula porque tem natureza restritiva.
ças e transformação das comunidades em lugares melhores
( ) Certo ( ) Errado para se viver.
(Adaptado de Vida Simples, abril de 2012, edição 117)
03.( NDES TÉCN CO ADM N STRAT VO N- a) A
DES 2012) Em que período a vírgula pode ser retirada, b)
mantendo-se o sentido e a obediência à norma-padrão c) C
(A) uando o técnico chegou, a equipe começou o d) D
treino. e) E
( ) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
portes 07. (DETRAN - OF C AL ESTADUAL DE TR NS TO VU-
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se NESP 2013) Assinale a alternativa correta quanto ao uso da
prepara para o evento. pontuação.
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri- (A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas
moramento do desportista. circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali-
(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: viada.
judô, natação e canoagem. ( ) Dirigir pode aumentar, nosso nível de estresse, por-
que você está junto; com os outros motoristas cujos com-
portamentos, são desconhecidos.
04. ( ANPARÁ PA TÉCN CO ANCÁR O ESPP 2012)
(C) Os motoristas, devem saber, que os carros podem
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
ser uma extensão de nossa personalidade.
a) Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem (D) A ira de trânsito pode ocasionar, acidentes e; au-
b) Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da tran- mentar os níveis de estresse em alguns motoristas.
sação. (E) Os congestionamentos e o número de motoristas
c) Maria, você trouxe os documentos na rua, são as principais causas da ira de trânsito.
d) O garoto de óculos leu, em voz alta o poema.
e) Na noite de ontem o vigia percebeu, uma movimen- 08. (ACADEM A DE POL C A DO ESTADO DE M NAS
tação estranha. GERA S TÉCN CO ASS STENTE DA POL C A C V L - FU-
MARC 2013) “Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo
05. (Papiloscopista Policial Vunesp 2013 adap.). econômico e a nossa geração foi escolhida para este vexame,
Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta você aí desse tamanho pedindo esmola e eu aqui sem nada
após o acréscimo das vírgulas. para te dizer, agora afasta que abriu o sinal.”

83
LÍNGUA PORTUGUESA

No período acima, as vírgulas foram empregadas em 3-)


Paciência, minha filha, este é [... , para separar (A) uando o técnico chegou, a equipe começou o
(A) aposto. treino. mantê-la (termo deslocado)
( ) vocativo. ( ) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
(C) adjunto adverbial. portes mantê-la (vocativo)
(D) expressão explicativa. (C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
prepara para o evento.
09. ( NFRAERO CADASTRO RESERVA OPERAC ONAL mantê-la (explicação)
PROF SS ONAL DE TRÁFEGO AÉREO FCC 2011) O perío- (D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
do corretamente pontuado é: moramento do desportista.
(A) Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivência pode retirá-la (advérbio de tempo)
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, aos (E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
espectadores. judô, natação e canoagem.
( ) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en- mantê-la (enumeração)
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
história ficcional. 4-) Assinalei com ( ) a pontuação inadequada ou fal-
(C) A história de heroísmo e de determinação que nem tante:
sempre, é convincente, se passa em um cenário marcado, a) Meu grande amigo Pedro, ( ) esteve aqui ontem
pelo frio. b) Foi solicitado, ( ) pelo diretor o comprovante da
(D) Caminhar por um extenso território gelado, é correr transação.
riscos iminentes que comprometem, a sobrevivência. c) Maria, você trouxe os documentos
(E) Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a d) O garoto de óculos leu, em voz alta ( ) o poema.
liberdade, nada poderia parecer, realmente intransponível. e) Na noite de ontem ( ) o vigia percebeu, ( ) uma mo-
vimentação estranha.
GA AR TO
5-) Assinalei com ( ) onde estão as pontuações inade-
01. C 02. C 03. D 04. C 05. E quadas
06. D 07. A 08. B 09.B (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , ( ) verá
na pulseira instruções para que envie , ( ) uma mensagem
RESOLU O eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
( ) Um geolocalizador também , ( ) avisará , ( ) os
1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas pais de onde o código foi acionado.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
embora, ( ) experimentasse , ( ) a sensação de violar uma dos , ( ) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando dizendo que a criança foi encontrada.
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , ( ) che-
sua dona. ga primeiro às , ( ) areias do Guarujá.
( ) Diante , ( ) da testemunha o homem abriu a bolsa
e, embora experimentasse a sensação , ( ) de violar uma 6-)
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau-
sua dona. lo(A). O programa desenvolve ainda oficinas e cursos para
(D) Diante da testemunha, o homem , ( ) abriu a bolsa as crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e corre-
e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti- ta(B). Os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de
midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , ( ) atividades sobre cidadania e reciclagem(C). As escolas parti-
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a cipantes se tornam também centros de descarte de garrafas
sua dona. PET(D), destinadas depois para reciclagem(E). O programa
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian-
embora , ( ) experimentasse a sensação de violar uma in- ças e transformação das comunidades em lugares melhores
timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , para se viver.
( ) encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era A vírgula deve ser colocada após a palavra PET , posi-
a sua dona. ção (D), pois antecipa um termo explicativo.
2-) A oração restringe o grupo que participará da cam- 7-) Fiz as indicações ( ) das pontuações inadequadas:
panha (apenas os que não têm o nome do pai na certidão (A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas
de nascimento). Se colocarmos uma vírgula, a oração tor- circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali-
nar-se-á explicativa , generalizando a informação, o que viada.
dará a entender que TODAS as pessoa não têm o nome do ( ) Dirigir pode aumentar, ( ) nosso nível de estresse,
pai na certidão. porque você está junto; ( ) com os outros motoristas cujos
RESPOSTA: CERTO . comportamentos, ( ) são desconhecidos.

84
LÍNGUA PORTUGUESA

(C) Os motoristas, ( ) devem saber, ( ) que os carros 2-) (COREN SP ADVOGADO VUNESP 2013) Seguin-
podem ser uma extensão de nossa personalidade. do a norma-padrão da língua portuguesa, a frase Um le-
(D) A ira de trânsito pode ocasionar, ( ) acidentes e; ( ) vantamento mostrou que os adolescentes americanos con-
aumentar os níveis de estresse em alguns motoristas. somem em média 357 calorias diárias dessa fonte. recebe
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas o acréscimo correto das vírgulas em:
na rua, ( ) são as principais causas da ira de trânsito. (A) Um levantamento mostrou, que os adolescentes
americanos consomem em média 357 calorias, diárias des-
8-) Paciência, minha filha, este é... é o termo usado
sa fonte.
para se dirigir ao interlocutor, ou seja, é um vocativo.
( ) Um levantamento mostrou que, os adolescentes
9-) Fiz as marcações ( ) onde as pontuações estão ina- americanos consomem, em média 357 calorias diárias des-
dequadas ou faltantes: sa fonte.
(A) Os filmes que,( ) mostram a luta pela sobrevivência (C) Um levantamento mostrou que os adolescentes
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, ( ) americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des-
aos espectadores. sa fonte.
( ) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en- (D) Um levantamento, mostrou que os adolescentes
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma americanos, consomem em média 357 calorias diárias des-
história ficcional. sa fonte.
(C) A história de heroísmo e de determinação ( ) que (E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
nem sempre, ( ) é convincente, se passa em um cenário americanos, consomem em média 357 calorias diárias, des-
marcado, ( ) pelo frio. sa fonte.
(D) Caminhar por um extenso território gelado, ( ) é
correr riscos iminentes ( ) que comprometem, ( ) a sobre- Assinalei com um onde há pontuação inadequada
vivência. ou faltante:
(E) Para os fugitivos que se propunham, ( ) a alcançar (A) Um levantamento mostrou, ( ) que os adolescentes
a liberdade, nada poderia parecer, ( ) realmente intrans- americanos consomem ( ) em média ( ) 357 calorias, ( )
ponível.
diárias dessa fonte.
( ) Um levantamento mostrou que, ( ) os adolescentes
americanos consomem, em média ( ) 357 calorias diárias
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
dessa fonte.
1-) (FUNDA O UN VERS DADE FEDERAL DO A C SP (C) Um levantamento mostrou que os adolescentes
ADM N STRADOR - VUNESP 2013) Assinale a alternativa americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des-
correta quanto à concordância, de acordo com a norma sa fonte.
-padrão da língua portuguesa. (D) Um levantamento, ( ) mostrou que os adolescentes
(A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so- americanos, ( ) consomem ( ) em média ( ) 357 calorias
cial está no centro dos debates atuais. diárias dessa fonte.
( ) Políticos, economistas e teóricos diverge em relação (E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
aos efeitos da desigualdade social. americanos, ( ) consomem ( ) em média ( ) 357 calorias
(C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos diárias, ( ) dessa fonte.
mais pobres é um fenômeno crescente.
(D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti- RESPOSTA: C .
cado por alguns teóricos.
(E) Os debates relacionado à distribuição de riquezas 3-) (TRT/RO E AC – ANAL STA UD C ÁR O – FCC/2011)
não são de exclusividade dos economistas. Estão plenamente observadas as normas de concordância
verbal na frase:
Realizei a correção nos itens: a) Destinam-se aos homens-placa um lugar visível nas
(A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so- ruas e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a visibili-
cial está estão dade social.
( ) Políticos, economistas e teóricos diverge diver- b) As duas tábuas em que se comprimem o famigera-
gem do homem-placa carregam ditos que soam irônicos, como
(C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos compro ouro .
mais pobres é um fenômeno crescente. c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a
(D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti- exposição pública a que se submetem os guardadores de
cado criticada carros.
(E) Os debates relacionado relacionados d) Ao se revogarem o emprego de carros-placa na
propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma demons-
RESPOSTA: C . tração de mau gosto.

85
LÍNGUA PORTUGUESA

e) Não sensibilizavam aos possíveis interessados em (D) O número de templos em atividade na cidade de
apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles velhos São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor-
carros-placa. ção maior do que ocorrem com o número de escolas pú-
blicas.
Fiz as correções entre parênteses: (E) Tanto a Lei de Diretrizes e ases da Educação como
a) Destinam-se (destina-se) aos homens-placa um lu- a regulação natural do mercado sinalizam para as incon-
gar visível nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é supri- veniências que adviriam da adoção do ensino religioso
mida a visibilidade social. nas escolas públicas.
b) As duas tábuas em que se comprimem (comprime)
o famigerado homem-placa carregam ditos que soam irô- (A) Provocam provoca (o posicionamento)
nicos, como compro ouro . ( ) Sempre deverão haver bons motivos deverá ha-
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a ver
(C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
exposição pública a que se submetem os guardadores de
contra os que votam a favor do ensino religioso na escola
carros.
pública, consistem consiste.
d) Ao se revogarem (revogar) o emprego de carros
(D) O número de templos em atividade na cidade de
-placa na propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma
São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor-
demonstração de mau gosto. ção maior do que ocorrem ocorre
e) Não sensibilizavam (sensibilizava) aos possíveis in- (E) Tanto a Lei de Diretrizes e ases da Educação como
teressados em apartamentos de luxo a visão grotesca da- a regulação natural do mercado sinalizam para as incon-
queles velhos carros-placa. veniências que adviriam da adoção do ensino religioso
nas escolas públicas.
RESPOSTA: C .
RESPOSTA: E .
4-) (TRE/PA- ANAL STA UD C ÁR O – FGV 2011) 6-) (TRE/PA- ANAL STA UD C ÁR O – FGV 2011) Se-
Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a gundo o Manual de Redação da Presidência da República,
mesma regra que distribuídos. N O se deve usar Vossa Excelência para
(A) sócio (A) embaixadores.
( ) sofrê-lo ( ) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais.
(C) lúcidos (C) prefeitos municipais.
(D) constituí (D) presidentes das Câmaras de Vereadores.
(E) órfãos (E) vereadores.

Distribuímos regra do hiato (...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria


(A) sócio paroxítona terminada em ditongo (abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa
( ) sofrê-lo oxítona (não se considera o pronome Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o
oblíquo. Nunca ) seu presidente, de acordo com o Manual de Redação da
(C) lúcidos proparoxítona Presidência da República (1991).
(D) constituí regra do hiato (diferente de constitui (Fonte: http: .linguabrasil.com.br nao-tropece-
oxítona: cons-ti-tui) detail.php id 393)
(E) órfãos paroxítona terminada em ão
RESPOSTA: E .
RESPOSTA: D .

5-) (TRT/PE – ANAL STA UD C ÁR O – FCC 2012) A


concordância verbal está plenamente observada na frase:
(A) Provocam muitas polêmicas, entre crentes e ma-
terialistas, o posicionamento de alguns religiosos e par-
lamentares acerca da educação religiosa nas escolas pú-
blicas.
( ) Sempre deverão haver bons motivos, junto àque-
les que são contra a obrigatoriedade do ensino religioso,
para se reservar essa prática a setores da iniciativa priva-
da.
(C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
contra os que votam a favor do ensino religioso na escola
pública, consistem nos altos custos econômicos que acar-
retarão tal medida.

86
MATEMÁTICA

1. Conjunto dos números naturais: a numeração decimal; operações e resoluções de problemas. ...................................... 01
2. Múltiplos e divisores de um número natural: divisibilidade; máximo divisor comum; mínimo múltiplo comum. ....... 04
3. Números fracionários: operações com números fracionários; resoluções de problemas. .................................................... 06
4. Frações e números decimais: Operações com números decimais. ................................................................................................. 06
5. Sistema Métrico Decimal: Perímetro de figuras planas. Áreas de figuras planas (triângulos, quadriláteros, círculos e
polígonos regulares)............................................................................................................................................................................................... 11
6. Conjunto dos números inteiros relativos: Operações e resoluções de problemas................................................................... 42
7. Conjunto dos números racionais: Resolução de equações do 1º grau. Resolução de problemas. .................................... 47
8. Razão e proporção. Propriedades das proporções. Divisão proporcional. Média aritmética simples e ponderada. Regra
de três simples. Regra de três composta. ...................................................................................................................................................... 56
9. Porcentagem, juros simples e montante. .................................................................................................................................................. 68
10. Conjunto dos números reais: Operações com polinômios. Produtos notáveis. Fatoração. Sistemas de equações do
1º grau com duas incógnitas. Equações do 2º grau. Resolução de problemas.............................................................................. 90
MATEMÁTICA

antecessor (número que vem antes do número dado).


1. CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS: Exemplos: Se m é um número natural finito diferente
A NUMERAÇÃO DECIMAL; OPERAÇÕES E de zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
RESOLUÇÕES DE PROBLEMAS.
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55.
d) O antecessor de 10 é 9.
NÚMEROS NATURAIS O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
números naturais pares. Embora uma sequência real seja
O conjunto dos números naturais é representado pela outro objeto matemático denominado função, algumas
letra maiúscula N e estes números são construídos com os vezes utilizaremos a denominação sequência dos números
algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são co- naturais pares para representar o conjunto dos números
nhecidos como algarismos indo-arábicos. No século V , os naturais pares: P 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...
árabes invadiram a ndia, difundindo o seu sistema numéri- O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
co. Embora o zero não seja um número natural no sentido números naturais ímpares, às vezes também chamados, a
que tenha sido proveniente de objetos de contagens na- sequência dos números ímpares. 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...
turais, iremos considerá-lo como um número natural uma
vez que ele tem as mesmas propriedades algébricas que Operações com Números Naturais
os números naturais. Na verdade, o zero foi criado pelos
hindus na montagem do sistema posicional de numeração Na sequência, estudaremos as duas principais opera-
para suprir a deficiência de algo nulo. ções possíveis no conjunto dos números naturais. Pratica-
Na sequência consideraremos que os naturais têm mente, toda a Matemática é construída a partir dessas duas
início com o número zero e escreveremos este conjunto operações: adição e multiplicação.
como: N 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...
Representaremos o conjunto dos números naturais A adição de números naturais
com a letra N. As reticências (três pontos) indicam que este
conjunto não tem fim. N é um conjunto com infinitos nú- A primeira operação fundamental da Aritmética tem
meros. por finalidade reunir em um só número, todas as unidades
Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o de dois ou mais números. Antes de surgir os algarismos
conjunto será representado por: N* 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, indo-arábicos, as adições podiam ser realizadas por meio
9, 10, ... de tábuas de calcular, com o auxílio de pedras ou por meio
de ábacos.
A construção dos Números Naturais
Propriedades da Adição
- Todo número natural dado tem um sucessor (número
que vem depois do número dado), considerando também - Fechamento: A adição no conjunto dos números na-
o zero. turais é fechada, pois a soma de dois números naturais é
Exemplos: Seja m um número natural. ainda um número natural. O fato que a operação de adição
a) O sucessor de m é m 1. é fechada em N é conhecido na literatura do assunto como:
b) O sucessor de 0 é 1. A adição é uma lei de composição interna no conjunto N.
c) O sucessor de 1 é 2. - Associativa: A adição no conjunto dos números na-
d) O sucessor de 19 é 20. turais é associativa, pois na adição de três ou mais parce-
las de números naturais quaisquer é possível associar as
- Se um número natural é sucessor de outro, então os parcelas de quaisquer modos, ou seja, com três números
dois números juntos são chamados números consecutivos. naturais, somando o primeiro com o segundo e ao resulta-
Exemplos: do obtido somarmos um terceiro, obteremos um resultado
a) 1 e 2 são números consecutivos. que é igual à soma do primeiro com a soma do segundo e
b) 5 e 6 são números consecutivos. o terceiro. (A ) C A ( C)
c) 50 e 51 são números consecutivos. - Elemento neutro: No conjunto dos números naturais,
existe o elemento neutro que é o zero, pois tomando um
- Vários números formam uma coleção de números na- número natural qualquer e somando com o elemento neu-
turais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, tro (zero), o resultado será o próprio número natural.
o terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do - Comutativa: No conjunto dos números naturais, a
terceiro e assim sucessivamente. adição é comutativa, pois a ordem das parcelas não altera
Exemplos: a soma, ou seja, somando a primeira parcela com a segun-
a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos. da parcela, teremos o mesmo resultado que se somando a
b) 5, 6 e 7 são consecutivos. segunda parcela com a primeira parcela.
c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos. Multiplicação de Números Naturais
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um

1
MATEMÁTICA

É a operação que tem por finalidade adicionar o pri- - Em uma divisão exata de números naturais, o divisor
meiro número denominado multiplicando ou parcela, tan- deve ser menor do que o dividendo. 35 : 7 5
tas vezes quantas são as unidades do segundo número - Em uma divisão exata de números naturais, o dividen-
denominadas multiplicador. do é o produto do divisor pelo quociente. 35 5 x 7
- A divisão de um número natural n por zero não é pos-
Exemplo sível pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, então
poderíamos escrever: n 0 q e isto significaria que: n 0
4 vezes 9 é somar o número 9 quatro vezes: 4 x 9 9 x q 0 o que não é correto Assim, a divisão de n por 0 não
9 9 9 36 tem sentido ou ainda é dita impossível.
O resultado da multiplicação é denominado produto
e os números dados que geraram o produto, são chama- Potenciação de Números Naturais
dos fatores. Usamos o sinal ou ou x, para representar a
multiplicação. Para dois números naturais m e n, a expressão mn é um
Propriedades da multiplicação produto de n fatores iguais ao número m, ou seja: mn = m
. m . m ... m . m m aparece n vezes
- Fechamento: A multiplicação é fechada no conjunto O número que se repete como fator é denominado
N dos números naturais, pois realizando o produto de dois base que neste caso é m. O número de vezes que a base se
ou mais números naturais, o resultado estará em N. O fato repete é denominado expoente que neste caso é n. O re-
que a operação de multiplicação é fechada em N é conhe- sultado é denominado potência. Esta operação não passa
cido na literatura do assunto como: A multiplicação é uma de uma multiplicação com fatores iguais, como por exem-
lei de composição interna no conjunto N. plo: 23 2 2 2 8 43 = 4 × 4 × 4 = 64
- Associativa: Na multiplicação, podemos associar 3 ou
mais fatores de modos diferentes, pois se multiplicarmos o Propriedades da Potenciação
primeiro fator com o segundo e depois multiplicarmos por
um terceiro número natural, teremos o mesmo resultado - Uma potência cuja base é igual a 1 e o expoente na-
que multiplicar o terceiro pelo produto do primeiro pelo tural é n, denotada por 1n, será sempre igual a 1.
segundo. (m . n) . p m .(n . p) (3 . 4) . 5 3 . (4 . 5) 60 Exemplos:
- Elemento Neutro: No conjunto dos números naturais a- 1n 1 1 ... 1 (n vezes) 1
existe um elemento neutro para a multiplicação que é o 1. b- 13 = 1×1×1 = 1
ualquer que seja o número natural n, tem-se que: 1 . n c- 17 = 1×1×1×1×1×1×1 = 1
n.1 n 1.7 7.1 7
- Comutativa: Quando multiplicamos dois números na- - Se n é um número natural não nulo, então temos que
turais quaisquer, a ordem dos fatores não altera o produto, no=1. Por exemplo:
ou seja, multiplicando o primeiro elemento pelo segundo
elemento teremos o mesmo resultado que multiplicando o - (a) nº 1
segundo elemento pelo primeiro elemento. m . n n . m - (b) 5º 1
3 . 4 4 . 3 12 - (c) 49º 1

Propriedade Distributiva - A potência zero elevado a zero, denotada por 0o, é


carente de sentido no contexto do Ensino Fundamental.
Multiplicando um número natural pela soma de dois
números naturais, é o mesmo que multiplicar o fator, por - ualquer que seja a potência em que a base é o nú-
cada uma das parcelas e a seguir adicionar os resultados mero natural n e o expoente é igual a 1, denotada por n1, é
obtidos. m . (p q) m . p m . q 6 x (5 3) 6 x 5 igual ao próprio n. Por exemplo:
6 x 3 30 18 48
- (a) n n
Divisão de Números Naturais - (b) 5 5
- (c) 64 64
Dados dois números naturais, às vezes necessitamos
saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro. - Toda potência 10n é o número formado pelo algaris-
O primeiro número que é o maior é denominado dividendo mo 1 seguido de n zeros.
e o outro número que é menor é o divisor. O resultado da Exemplos:
divisão é chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor a- 103 = 1000
pelo quociente obteremos o dividendo. b- 108 = 100.000.000
No conjunto dos números naturais, a divisão não é c- 10o = 1
fechada, pois nem sempre é possível dividir um número QUESTÕES
natural por outro número natural e na ocorrência disto a
divisão não é exata. 1 - (SA ESP APREND FCC 2012) A partir de 1º de
Relações essenciais numa divisão de números naturais março, uma cantina escolar adotou um sistema de rece-

2
MATEMÁTICA

bimento por cartão eletrônico. Esse cartão funciona como ganhei outras 90. Sendo assim, qual a quantidade de bo-
uma conta corrente: coloca-se crédito e vão sendo debi- linhas que tenho agora, depois de participar do campeo-
tados os gastos. É possível o saldo negativo. Enzo toma nato
lanche diariamente na cantina e sua mãe credita valores no A) 368
cartão todas as semanas. Ao final de março, ele anotou o ) 270
seu consumo e os pagamentos na seguinte tabela: C) 365
D) 290
E) 376

6 (Pref. Niterói) oão e Maria disputaram a prefeitura


de uma determinada cidade que possui apenas duas zo-
nas eleitorais. Ao final da sua apuração o Tribunal Regional
Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resultados da
eleição. A quantidade de eleitores desta cidade é:

1 ona Eleitoral 2 ona Eleitoral


oão 1750 2245
Maria 850 2320
No final do mês, Enzo observou que tinha
Nulos 150 217
A) crédito de R 7,00.
) débito de R 7,00. rancos 18 25
C) crédito de R 5,00. Abstenções 183 175
D) débito de R 5,00.
E) empatado suas despesas e seus créditos. A) 3995
) 7165
2 - (PREF. MARU SC AU L AR DE SERV OS GERA S C) 7532
- PREF. MARU 2014) osé, funcionário público, recebe sa- D) 7575
lário bruto de R 2.000,00. Em sua folha de pagamento vem E) 7933
o desconto de R 200,00 de NSS e R 35,00 de sindicato.
ual o salário líquido de osé 7 - (PREF. UND A SP AGENTE DE SERV OS OPE-
A) R 1800,00 RAC ONA S MA AMA 2013) Durante um mutirão para
) R 1765,00 promover a limpeza de uma cidade, os 15.000 voluntários
C) R 1675,00 foram igualmente divididos entre as cinco regiões de tal
D) R 1665,00 cidade. Sendo assim, cada região contou com um número
de voluntários igual a:
3 (Professor Pref.de taboraí) O quociente entre dois A) 2500
números naturais é 10. Multiplicando-se o dividendo por ) 3200
cinco e reduzindo-se o divisor à metade, o quociente da C) 1500
nova divisão será: D) 3000
A) 2 E) 2000
)5
C) 25 8 - (PREF. UND A SP AGENTE DE SERV OS OPERA-
D) 50 C ONA S MA AMA 2013) Em determinada loja, o paga-
E) 100 mento de um computador pode ser feito sem entrada, em
12 parcelas de R 250,00. Sendo assim, um cliente que opte
4 - (PREF. ÁGUAS DE C APEC OPERADOR DE MÁ- por essa forma de pagamento deverá pagar pelo compu-
U NAS ALTERNAT VE CONCURSOS) Em uma loja, as tador um total de:
compras feitas a prazo podem ser pagas em até 12 vezes A) R 2500,00
sem juros. Se oão comprar uma geladeira no valor de R ) R 3000,00
2.100,00 em 12 vezes, pagará uma prestação de: C) R 1900,00
A) R 150,00. D) R 3300,00
) R 175,00. E) R 2700,00
C) R 200,00. 9 (CREF TO SP ALMO AR FE VUNESP 2012) O su-
D) R 225,00. cessor do dobro de determinado número é 23. Esse mesmo
5 - PREF. UND A SP AGENTE DE SERV OS OPERA- determinado número somado a 1 e, depois, dobrado será
C ONA S MA AMA 2013) Ontem, eu tinha 345 bolinhas igual a
de gude em minha coleção. Porém, hoje, participei de um A) 24.
campeonato com meus amigos e perdi 67 bolinhas, mas

3
MATEMÁTICA

) 22. 6 - RESPOSTA: E .
C) 20. Vamos somar a 1 ona: 1750 850 150 18 183
D) 18. 2951
E) 16. 2 ona : 2245 2320 217 25 175 4982
Somando os dois: 2951 4982 7933
10 - (SA ESP ANAL STA DE GEST O -CONTA L DA-
DE FCC 2012) Uma montadora de automóveis possui cin- 7 - RESPOSTA: D .
co unidades produtivas num mesmo país. No último ano,
cada uma dessas unidades produziu 364.098 automóveis.
Toda a produção foi igualmente distribuída entre os merca-
dos consumidores de sete países. O número de automóveis
que cada país recebeu foi
A) 26.007 Cada região terá 3000 voluntários.
) 26.070 8 - RESPOSTA: .
C) 206.070 250 12 3000
D) 260.007 O computador custa R 3000,00.
E) 260.070
Respostas 9 - RESPOSTA: A .
Se o sucessor é 23, o dobro do número é 22, portanto
1 - RESPOSTA: . o número é 11.
crédito: 40 30 35 15 120 (11 1) 2 24
débito: 27 33 42 25 127
120-127=-7 10 - RESPOSTA: E .
Ele tem um débito de R 7,00. 364098 5 1820490 automóveis

2 - RESPOSTA: .
2000-200=1800-35=1765
O salário líquido de osé é R 1765,00.

3 - RESPOSTA: E .
D= dividendo 2. MÚLTIPLOS E DIVISORES DE UM NÚMERO
d= divisor NATURAL: DIVISIBILIDADE; MÁXIMO
quociente 10 DIVISOR COMUM; MÍNIMO MÚLTIPLO
R resto 0 (divisão exata)
COMUM.
Equacionando:
D d. R
D d.10 0 D 10d
MMC
Pela nova divisão temos:
O mmc de dois ou mais números naturais é o menor
número, excluindo o zero, que é múltiplo desses números.

solando temos: Cálculo do m.m.c.

Vamos estudar dois métodos para encontrar o mmc de


dois ou mais números:
1) Podemos calcular o m.m.c. de dois ou mais números
utilizando a fatoração. Acompanhe o cálculo do m.m.c. de
4 - RESPOSTA: . 12 e 30:
1º) decompomos os números em fatores primos
2º) o m.m.c. é o produto dos fatores primos comuns e
não comuns:
12 = 2 x 2 x 3
Cada prestação será de R 175,00 30 = 2 x 3 x 5
5 - RESPOSTA: A . m.m.c (12,30) 2 x 2 x 3 x 5
345-67=278 Escrevendo a fatoração dos números na forma de
Depois ganhou 90 potência, temos:
278 90 368 12 = 22 x 3
30 = 2 x 3 x 5

4
MATEMÁTICA

m.m.c (12,30) = 22 x 3 x 5 m.d.c.(48,30).


Regra prática:
O mmc de dois ou mais números, quando fatorados, 1º) dividimos o número maior pelo número menor;
é o produto dos fatores comuns e não comuns , cada um 48 30 1 (com resto 18)
com seu maior expoente 2º) dividimos o divisor 30, que é divisor da divisão an-
terior, por 18, que é o resto da divisão anterior, e assim
2) Método da decomposição simultânea sucessivamente;
Vamos encontrar o mmc (15, 24, 60) 30 18 1 (com resto 12)
18 12 1 (com resto 6)
12 6 2 (com resto zero - divisão exata)

3º) O divisor da divisão exata é 6. Então m.d.c.(48,30)


= 6.
O S:
1.Dois ou mais números são primos entre si quando o
máximo divisor comum entre eles é o número.
2.Dados dois ou mais números, se um deles é divisor
de todos os outros, então ele é o mdc dos números dados.
Neste processo decompomos todos os números ao
mesmo tempo, num dispositivo como mostra a figura aci- Problemas
ma. O produto dos fatores primos que obtemos nessa de-
composição é o m.m.c. desses números. 1. Uma indústria de tecidos fabrica retalhos de mes-
Portanto, m.m.c.(15,24,60) 2 x 2 x 2 x 3 x 5 120 mo comprimento. Após realizarem os cortes necessários,
O S: verificou-se que duas peças restantes tinham as seguintes
1. Dados dois ou mais números, se um deles é múlti- medidas: 156 centímetros e 234 centímetros. O gerente
plo de todos os outros, então ele é o m.m.c. dos números de produção ao ser informado das medidas, deu a ordem
dados. para que o funcionário cortasse o pano em partes iguais e
2. Dados dois números primos entre si, o mmc deles é de maior comprimento possível. Como ele poderá resolver
o produto desses números. essa situação
2. Uma empresa de logística é composta de três áreas:
MDC administrativa, operacional e vendedores. A área adminis-
trativa é composta de 30 funcionários, a operacional de 48
Máximo divisor comum (mdc) e a de vendedores com 36 pessoas. Ao final do ano, a em-
presa realiza uma integração entre as três áreas, de modo
É o maior divisor comum entre dois ou mais núme- que todos os funcionários participem ativamente. As equi-
ros naturais. Usamos a abreviação MDC pes devem conter o mesmo número de funcionários com
Cálculo do m.d.c o maior número possível. Determine quantos funcionários
devem participar de cada equipe e o número possível de
Vamos estudar dois métodos para encontrar o mdc de equipes.
dois ou mais números 3. (PUC SP) Numa linha de produção, certo tipo de
1) Um modo de calcular o m.d.c. de dois ou mais nú- manutenção é feita na máquina A a cada 3 dias, na máqui-
meros é utilizar a decomposição desses números em fato- na , a cada 4 dias, e na máquina C, a cada 6 dias. Se no dia
res primos: 2 de dezembro foi feita a manutenção nas três máquinas,
- Decompomos os números em fatores primos; após quantos dias as máquinas receberão manutenção no
- O m.d.c. é o produto dos fatores primos comuns. mesmo dia.
Acompanhe o cálculo do m.d.c. entre 36 e 90: 4. Um médico, ao prescrever uma receita, determina
36 = 2 x 2 x 3 x 3 que três medicamentos sejam ingeridos pelo paciente de
90 = 2 x 3 x 3 x 5 acordo com a seguinte escala de horários: remédio A, de 2
O m.d.c. é o produto dos fatores primos comuns => em 2 horas, remédio , de 3 em 3 horas e remédio C, de 6
m.d.c.(36,90) 2 x 3 x 3 em 6 horas. Caso o paciente utilize os três remédios às 8
Portanto m.d.c.(36,90) 18. horas da manhã, qual será o próximo horário de ingestão
Escrevendo a fatoração do número na forma de potên- dos mesmos
cia temos: 5. oão tinha 20 bolinhas de gude e queria distribuí-las
36 = 22 x 32 entre ele e 3 amigos de modo que cada um ficasse com
90 = 2 x 32 x 5 um número par de bolinhas e nenhum deles ficasse com o
Portanto m.d.c.(36,90) 2 x 32 = 18. mesmo número que o outro. Com quantas bolinhas ficou
2) Processo das divisões sucessivas : Nesse processo cada menino
efetuamos várias divisões até chegar a uma divisão exata. Resposta
O divisor desta divisão é o m.d.c. Acompanhe o cálculo do

5
MATEMÁTICA

1. Calculamos o MDC entre 156 e 234 e o resultado é Outro Exemplo:


: os retalhos devem ter 78 cm de comprimento.
3 5 7 3+5−7 1
+ − = =
2. Calculamos o MDC entre 30, 48 e 36. O número de 2 2 2 2 2
equipes será igual a 19, com 6 participantes cada uma.
Frações com denominadores diferentes:
3. Calculamos o MMC entre 3, 4 e 6. Concluímos que 3 5
após 12 dias, a manutenção será feita nas três máquinas. Calcular o valor de 8 + 6 . nicialmente, devemos reduzir
Portanto, dia 14 de dezembro. as frações ao mesmo denominador comum:

mmc (8,6) 24 3 5 = 9 20
4. Calculamos o MMC entre 2, 3 e 6. De 6 + +
8 6 24 24
em 6 horas os três remédios serão ingeridos jun-
tos. Portanto, o próximo horário será às 14 horas. 24 : 8 . 3 = 9
24 : 6 . 5 = 20
5. Se o primeiro menino ficar com 2 bolinhas, sobrarão 18
Devemos proceder, agora, como no primeiro caso,
bolinhas para os outros 3 meninos. Se o segundo receber
simplificando o resultado, quando possível:
4, sobrarão 14 bolinhas para os outros dois meninos. O ter-
ceiro menino receberá 6 bolinhas e o quarto receberá 8 9 20 = 9 + 20 29
bolinhas. + =
24 24 24 24
3 5 9 20 9 + 20 29
Portanto: + = + = =
8 6 24 24 24 24
3. NÚMEROS FRACIONÁRIOS: OPERAÇÕES Na adição e subtração de duas ou mais frações que
COM NÚMEROS FRACIONÁRIOS; têm os denominadores diferentes, reduzimos inicialmente
RESOLUÇÕES DE PROBLEMAS. as frações ao menor denominador comum, após o que
4. FRAÇÕES E NÚMEROS DECIMAIS: procedemos como no primeiro caso.
OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS.
Multiplicação
Exemplo
4
Números Fracionários De uma2
caixa de frutas, 5 são bananas. Do total de
bananas, estão estragadas. ual é a fração de frutas da
3
Adição e Subtração caixa que estão estragadas

Frações com denominadores iguais:


Representa 4 5 do conteúdo da caixa
Exemplo
3 2
orge comeu 8 de um tablete de chocolate e Miguel 8
desse mesmo tablete. Qual a fração do tablete de chocolate
que orge e Miguel comeram juntos Representa 2 3 de 4 5 do conteúdo da caixa.
A figura abaixo representa o tablete de chocolate. Nela Repare que o problema proposto consiste em calcular
2
também estão representadas as frações do tablete que o valor de 3 de 4 que, de acordo com a figura, equivale a 8
5 15
orge e Miguel comeram: do total de frutas. De acordo com a tabela acima, 2 de 4
3 5
equivale a . . Assim sendo:
2 4
3 5
2. 4= 8
3/8 2/8 3 5 15
Ou seja:
5/8
2 2 4 8
de 4 = . = 2.4 =
3 2 = 5 3 5 3 5 3.5 15
Observe que
8 8 8 O produto de duas ou mais frações é uma fração
cujo numerador é o produto dos numeradores e cujo
Portanto, orge e Miguel comeram juntos 5 do tablete
denominador é o produto dos denominadores das frações
de chocolate. 8
dadas.
Na adição e subtração de duas ou mais frações que
Outro exemplo: 2 . 4 . 7 2.4.7 56
têm denominadores iguais, conservamos o denominador = =
comum e somamos ou subtraímos os numeradores. 3 5 9 3.5.9 135

6
MATEMÁTICA

3
Observação: Sempre que possível, antes de efetuar
2 3 1 3 5 15
a multiplicação, podemos simplificar as frações entre si, Portanto 1 = : = . =
2 5 2 1 2
dividindo os numeradores e os denominadores por um 5
fator comum. Esse processo de simplificação recebe o
nome de cancelamento. Números Decimais

Adição e Subtração
3
21 . 4 . 9 12
=
31 5 10 5 25
Vamos calcular o valor da seguinte soma:
Divisão
5,32 12,5 0, 034
Duas frações são inversas ou recíprocas quando o Transformaremos, inicialmente, os números decimais
numerador de uma é o denominador da outra e vice-versa. em frações decimais:
352 125 34
Exemplo 5,32 12,5 0, 034 + + =
100 10 1000
2 3
é a fração inversa de 5320 12500 34 17854
3 2 = + + = 17, 854
1 1000 1000 1000 1000
5 ou 5 é a fração inversa de
1 5
Considere a seguinte situação: Portanto: 5,32 12,5 0, 034 17, 854
4
Lúcia recebeu de seu pai os dos chocolates contidos Na prática, a adição e a subtração de números decimais
5
em uma caixa. Do total de chocolates recebidos, Lúcia são obtidas de acordo com a seguinte regra:
deu a terça parte para o seu namorado. Que fração dos
chocolates contidos na caixa recebeu o namorado de Lúcia - gualamos o número de casas decimais, acrescentando
zeros.
A solução do problema consiste em dividir o total de - Colocamos os números um abaixo do outro, deixando
4
chocolates que Lúcia recebeu de seu pai por 3, ou seja, 5 : 3. vírgula embaixo de vírgula.
1
Por outro lado, dividir algo por 3 significa calcular - Somamos ou subtraímos os números decimais como
3
desse algo. se eles fossem números naturais.
4 1 4
Portanto: : 3 = de - Na resposta colocamos a vírgula alinhada com a
5 3 5 vírgula dos números dados.
1 4 1 4 4 1 4
Como de = . = . , resulta que 4 : 3 = Exemplo
3 5 3 5 5 3 5 5
: 3= 4 . 1 2,35 14,3 0, 0075 5
1 5 3
Disposição prática:
São frações inversas 2,3500
14,3000
Observando que as frações 3 e 1 são frações inversas, 0,0075
podemos afirmar que: 1 3 5,0000
Para dividir uma fração por outra, multiplicamos a 21,6575
primeira pelo inverso da segunda.
Multiplicação
4 4 3 4 1 4
Portanto :3= : = . =
5 5 1 5 3 15 Vamos calcular o valor do seguinte produto: 2,58 x 3,4.
4
Ou seja, o namorado de Lúcia recebeu do total de Transformaremos, inicialmente, os números decimais
chocolates contidos na caixa. 15 em frações decimais:
4 8 41 5 5 258 34 8772
Outro exemplo: : = . = 2,58 x 3,4 . = = 8,772
3 5 3 82 6 100 10 1000
Observação: Portanto 2,58 x 3,4 8,772
3
Note a expressão: 2 . Ela é equivalente à expressão Na prática, a multiplicação de números decimais é
1
obtida de acordo com as seguintes regras:
3 1 5
: . - Multiplicamos os números decimais como se eles
2 5 fossem números naturais.

7
MATEMÁTICA

- No resultado, colocamos tantas casas decimais Exemplo 2


quantas forem as do primeiro fator somadas às do segundo
fator. 9,775 : 4,25
Exemplo: 652,2 x 2,03
Disposição prática: 9,775 4,250
Disposição prática: 1 275 2
Nesse caso, o resto da divisão é diferente de zero.
652,2 → 1 casa decimal Assim sendo, a divisão é chamada de divisão aproximada e
x 2,03 → 2 casas decimais o quociente é aproximado.
19 566
1 304 4 Se quisermos continuar uma divisão aproximada,
1 323,966 → 1 + 2 = 3 casas decimais devemos acrescentar zeros aos restos e prosseguir
dividindo cada número obtido pelo divisor. Ao mesmo
DIVISÃO tempo em que colocamos o primeiro zero no primeiro
resto, colocamos uma vírgula no quociente.
9,775 4,250 9,775 4,250
Numa divisão em que:
1 2750 2, 1 2750 2,3
0000
D é o dividendo
d é o divisor temos: D d D=q.d+r
q é o quociente r q
r é o resto
Acrescentamos um zero Colocamos uma
ao primeiro resto. vírgula no quociente.
Numa divisão, o resto é sempre menor que o divisor
Exemplo 3
Vamos, por exemplo, efetuar a seguinte divisão: 24 :
0,5. 0,14 : 28
0,14000 28,00
nicialmente, multiplicaremos o dividendo e o divisor 0000 0,005
da divisão dada por 10.
Exemplo 4
24 : 0,5 (24 . 10) : (0,5 . 10) 240 : 5 2 : 16 20 16
40 0,125
A vantagem de tal procedimento foi a de
80
transformarmos em número natural o número decimal
0
que aparecia na divisão. Com isso, a divisão entre números
decimais se transforma numa equivalente com números
naturais. Questões

1 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE-


Portanto: 24 : 0,5 240 : 5 48
RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) De acordo com determi-
Na prática, a divisão entre números decimais é obtida nada receita de bolo, são necessários de xícara de açú-
de acordo com as seguintes regras: car para fazer meia receita. Se oaquim deseja fazer uma
- gualamos o número de casas decimais do dividendo quantidade equivalente a duas receitas, temos que serão
e do divisor. necessárias:
- Cortamos as vírgulas e efetuamos a divisão como se A) 2 xícaras de açúcar.
os números fossem naturais. ) 1,5 xícara de açúcar.
C) 3 xícaras de açúcar.
Exemplo 1 D) 2,5 xícaras de açúcar.
E) 3,5 xícaras de açúcar.
24 : 0,5
2 - (PETROBRAS - TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E
CONTROLE JÚNIOR – CESGRANRIO/2013) Ao comprar
Disposição prática: 24,0 0,5 seis balas e um bombom, úlio gastou R 1,70. Se o bom-
40 48 bom custa R 0,80, qual é o preço de cada bala
0 A) R 0,05
) R 0,15
Nesse caso, o resto da divisão é igual à zero. Assim C) R 0,18
sendo, a divisão é chamada de divisão exata e o quociente D) R 0,30
é exato. E) R 0,50

8
MATEMÁTICA

3 - (DPE/RS – ANALISTA ADMINISTRAÇÃO – 8 - (PM/SP – CABO – CETRO/2012) Para certo crime,


FCC/2013) Em uma empresa, 2 3 dos funcionários são com pena de reclusão de seis a vinte anos, poderá ocorrer
homens e 3 5 falam inglês. Sabendo que 1 12 dos funcio- a diminuição da pena de um sexto a um terço. Supondo
nários são mulheres que não falam inglês, pode-se concluir que ao infrator tenha sido aplicada a diminuição mínima
que os homens que falam inglês representam, em relação sobre a pena máxima, a pena atribuída a ele é de
ao total de funcionários, uma fração equivalente a A) 14 anos e 4 meses.
A) 3 10 ) 15 anos e 3 meses.
) 7 20
C) 16 anos e 8 meses.
C) 2 5
D) 9 20 D) 17 anos e 2 meses.
E) 1 2
9 - (SEAP – AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PE-
4 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- NITENCIÁRIA – VUNESP/2013) Ao conferir a nota fiscal
GRANRIO/2013) Parque Estadual Serra do Conduru, loca- de uma compra feita em um supermercado, no valor de
lizado no Sul da ahia, ocupa uma área de aproximada- R 63,50, osé percebeu que, por engano, o caixa havia
mente 9.270 hectares. Dessa área, 7 em cada 9 hectares são registrado 2 litros iguais de óleo a mais do que ele havia
ocupados por florestas. comprado e que não havia registrado um litro de leite, o
ual é, em hectares, a área desse Parque N O ocupada que fez com que o valor da compra ficasse R 5,10 maior
por florestas do que o valor correto. Se o valor do litro de leite era de R
A) 2.060 2,50, então o valor de um litro de óleo era de
) 2.640 A) R 3,40.
C) 3.210
) R 3,80.
D) 5.100
C) R 3,20.
E) 7.210
D) R 3,60.
5 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- E) R 3,00.
GRANRIO/2013) Gilberto levava no bolso três moedas
de R 0,50, cinco de R 0,10 e quatro de R 0,25. Gilberto 10 - (BRDE-RS) A soma dos termos da fração irredutí-
retirou do bolso oito dessas moedas, dando quatro para vel, que representa o número
cada filho. 0,575 é:
A diferença entre as quantias recebidas pelos dois fi- A) 50
lhos de Gilberto é de, no máximo, ) 63
A) R 0,45 C) 80
) R 0,90 D) 315
C) R 1,10 E) 1575
D) R 1,15
E) R 1,35
Respostas
6 - (SEPLAG - POLÍCIA MILITAR/MG - ASSISTENTE
ADMINISTRATIVO - FCC/2012) Um atleta, participando 1 - RESPOSTA: “C”.
de uma prova de triatlo, percorreu 120 m da seguinte Meia receita ou 0,5
maneira: 1 10 em corrida, 7 10 de bicicleta e o restante a Como são duas receitas 0,5.4 2
nado. Esse atleta, para completar a prova, teve de nadar
A) 18 m.
) 20 m.
C) 24 m.
D) 26 m.
2 - RESPOSTA: “B”.
7 - (SEPLAG - POLÍCIA MILITAR/MG - ASSISTENTE 1,70-0,80 0,90
ADMINISTRATIVO - FCC/2012) Parte de uma estrada está
dividida em cinco trechos iguais por postos de combustí-
Ele gastou R 0,90 em balas.
veis. De acordo com a figura abaixo, o carro estacionado
no posto A está localizado no quilômetro 250,4 e o está
no quilômetro 376. O carro C está localizado no quilômetro

A) 350,88. Cada bala custa R 0,15.


) 325,76.
C) 300,64. 3 - RESPOSTA: “B”.
D) 275,52. MMC(3,5,12) 60

9
MATEMÁTICA

4 - RESPOSTA: “A”.

5 - RESPOSTA: “E”.
Supondo que as quatro primeiras moedas sejam as 3 de R 0,50 e 1 de R 0,25(maiores valores).
Um filho receberia : 1,50 0,25 R 1,75
E as outras quatro moedas sejam de menor valor: 4 de R 0,10 R 0,40.
A maior diferença seria de 1,75-0,40 1,35

Dica: sempre que fala a maior diferença tem que o maior valor possível o menor valor.

6 - RESPOSTA: “C”.

7 - RESPOSTA: “B”.
A diferença entre A e é de 125,6

10
MATEMÁTICA

8 - RESPOSTA: “C”.
Pena máxima: 20 anos
Diminuição mínima: um sexto(1 6)

1 ano-----12 meses
0,67----x
8 meses

A pena atribuída é de 16 anos e 8 meses

9 - RESPOSTA: “B”.
63,50-5,10 58,40
R 58,40 é o valor certo da compra com o leite.
58,40-2,50 55,90 valor sem o leite
63,50-55,90 7,60 valor dos dois óleos

O valor de cada óleo é R 3,80

10 - RESPOSTA “B”.
O número decimal 0,575 que é a fração irredutível equivalente a fração dada, logo a soma é: 23
40 63

5. SISTEMA MÉTRICO DECIMAL: PERÍMETRO


DE FIGURAS PLANAS. ÁREAS DE FIGURAS
PLANAS (TRIÂNGULOS, QUADRILÁTEROS,
CÍRCULOS E POLÍGONOS REGULARES)

Sistema de Medidas Decimais

Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de medida que mantém algumas relações entre si. O sistema
métrico decimal é hoje o mais conhecido e usado no mundo todo. Na tabela seguinte, listamos as unidades de medida de
comprimento do sistema métrico. A unidade fundamental é o metro, porque dele derivam as demais.

Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

á, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm uma função. Servem para que o sistema tenha um padrão:
cada unidade vale sempre 10 vezes a unidade menor seguinte.
Por isso, o sistema é chamado decimal.

E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na prática, o decímetro cúbico é muito usado com o nome
popular de litro.
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado ( m2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro
quadrado, o metro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hec-
tare (ha): 1 hm2 = 1 ha.

11
MATEMÁTICA

No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos
comprimentos. Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 102.

Unidades de Área
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a lista: quilômetro cúbico ( m3), hectômetro cúbico (hm3), etc.
Na prática, são muitos usados o metro cúbico e o centímetro cúbico.
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000
103, o sistema continua sendo decimal.

Unidades de Volume
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o volume da água que enche um tanque é de 7 000 litros,
dizemos que essa é a capacidade do tanque. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.

Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte.

Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
quilolitro hectolitro decalitro litro decilitro centímetro mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama.

Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g

Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t):
1t 1000 g.

Não Decimais

Desse grupo, o sistema hora minuto segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais conhecido.

2h = 2 . 60min = 120 min = 120 . 60s = 7 200s

Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.

0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos; como 1 décimo de hora corresponde a 6 minutos, conclui-se que 0,3h
18min.

Para medir ângulos, também temos um sistema não decimal. Nesse caso, a unidade básica é o grau. Na astronomia, na
cartografia e na navegação são necessárias medidas inferiores a 1º. Temos, então:

1 grau equivale a 60 minutos (1º 60 )


1 minuto equivale a 60 segundos (1 60 )

12
MATEMÁTICA

Os minutos e os segundos dos ângulos não são, é cla- Logo, a questão correta é a letra D.
ro, os mesmos do sistema hora minuto segundo. á
uma coincidência de nomes, mas até os símbolos que os 2) Resposta 0, 00348 dl .
indicam são diferentes: Solução: Como 1 cm3 equivale a 1 ml, é melhor dividir-
1h32min24s é um intervalo de tempo ou um instante mos 348 mm3 por mil, para obtermos o seu equivalente em
do dia. centímetros cúbicos: 0,348 cm3.
1º 32 24 é a medida de um ângulo. Logo 348 mm3 equivalem a 0, 348 ml, já que cm3 e ml se
equivalem.
Por motivos óbvios, cálculos no sistema hora minuto
segundo são similares a cálculos no sistema grau mi-
nuto segundo, embora esses sistemas correspondam a Neste ponto já convertemos de uma unidade de medi-
grandezas distintas. da de volume, para uma unidade de medida de capacidade.
Falta-nos passarmos de mililitros para decilitros, quan-
á ainda um sistema não-decimal, criado há algumas do então passaremos dois níveis à esquerda. Dividiremos
décadas, que vem se tornando conhecido. Ele é usado para então por 10 duas vezes:
medir a informação armazenada em memória de compu-
tadores, disquetes, discos compacto, etc. As unidades de
medida são b tes (b), ilob tes ( b), megab tes (Mb), etc.
Apesar de se usarem os prefixos ilo e mega , essas uni- Logo, 348 mm equivalem a 0, 00348 dl.
dades não formam um sistema decimal.
3) Resposta 100 dal .
Um ilob te equivale a 210 b tes e 1 megab te equivale Solução: Sabemos que 1 m3 equivale a 1.000 l, portanto
a 2 ilob tes.
10
para convertermos de litros a decalitros, passaremos um
nível à esquerda.
Exercícios
Dividiremos então 1.000 por 10 apenas uma vez:
1. Raquel saiu de casa às 13h 45min, caminhando
até o curso de inglês que fica a 15 minutos de sua casa,
e chegou na hora da aula cuja duração é de uma hora e
meia. A que horas terminará a aula de inglês? sto equivale a passar a vírgula uma casa para a es-
a) 14h querda.
b) 14h 30min Poderíamos também raciocinar da seguinte forma:
c) 15h 15min
d) 15h 30min Como 1 m3 equivale a 1 l, basta fazermos a conversão
e) 15h 45min de 1 l para decalitros, quando então passaremos dois ní-
veis à direita. Multiplicaremos então 1 por 10 duas vezes:
2. 348 mm3 equivalem a quantos decilitros

3. uantos decalitros equivalem a 1 m3

4. Passe 50 dm2 para hectômetros quadrados. Logo, 100 dal equivalem a 1 m .

5. uantos quilômetros cúbicos equivalem a 14 mm3 4) Resposta 0, 00005 hm .


Solução: Para passarmos de decímetros quadra-
6. Quantos centilitros equivalem a 15 hl dos para hectômetros quadrados, passaremos três níveis
à esquerda.
7. Passe 5.200 gramas para quilogramas. Dividiremos então por 100 três vezes:

8. Converta 2,5 metros em centímetros.

9. uantos minutos equivalem a 5h05min sto equivale a passar a vírgula seis casas para a es-
querda.
10. Quantos minutos se passaram das 9h50min até as
10h35min
Portanto, 50 dm é igual a 0, 00005 hm .
Respostas
5) Resposta 0,000000000000000014 m3, ou a 1,4 x
1) Resposta D . 10-17 m3 .
Solução: asta somarmos todos os valores menciona- Solução: Para passarmos de milímetros cúbi-
dos no enunciado do teste, ou seja: cos para quilômetros cúbicos, passaremos seis níveis à es-
13h 45min 15 min 1h 30 min 15h 30min querda. Dividiremos então 14 por 1000 seis vezes:

13
MATEMÁTICA

Portanto, 0, 000000000000000014 m3, ou a 1,4 x 10-17 m3 se expresso em notação científica equivalem a 14 mm3.

6) Resposta 150.000 cl .
Solução: Para irmos de hectolitros a centilitros, passaremos quatro níveis à direita.
Multiplicaremos então 15 por 10 quatro vezes:

sto equivale a passar a vírgula quatro casas para a direita.

Logo, 150.000 cl equivalem a 15 hl.

7) Resposta 5,2 g .
Solução: Para passarmos 5.200 gramas para quilogramas, devemos dividir (porque na tabela grama está à direita de
quilograma) 5.200 por 10 três vezes, pois para passarmos de gramas para quilogramas saltamos três níveis à esquerda.
Primeiro passamos de grama para decagrama, depois de decagrama para hectograma e finalmente de hectograma
para quilograma:

sto equivale a passar a vírgula três casas para a esquerda.

Portanto, 5.200 g são iguais a 5,2 g.

8) Resposta 250 cm .
Solução: Para convertermos 2,5 metros em centímetros, devemos multiplicar (porque na tabela metro está à esquerda
de centímetro) 2,5 por 10 duas vezes, pois para passarmos de metros para centímetros saltamos dois níveis à direita.
Primeiro passamos de metros para decímetros e depois de decímetros para centímetros:

sto equivale a passar a vírgula duas casas para a direita.

Logo, 2,5 m é igual a 250 cm.

9) Resposta 305min .
Solução:
(5 . 60) 5 305 min.

10) Resposta 45 min .


Solução: 45 min

Unidade de tempo

A unidade padrão de medida de tempo é o segundo, abreviado por s.


Os múltiplos do segundo são:

ora Minuto Segundo


h min s
3600 s 60 s 1s

Usamos o sistema sexagesimal, que emprega a base sessenta. Os múltiplos do segundo enquadram-se nesse sistema.
Repare que cada unidade é sessenta vezes maior que a unidade que a antecede.
1 h = 60 min
1 min = 60 s

14
MATEMÁTICA

Para transformar uma unidade em outra imediatamen- Ex: multiplicar 4 h 52 min 8 s por 6
te superior, basta dividi-la por 60 e inferior basta multipli- 4 h52 min 8 s
ca-la por 60. 6
Ex:3h 3 . 60 180 min --------------------------------------
52 min = 52 . 60 = 3120 s 24h 312 min48 s
1020 s = 1020 : 60 = 17 min
420 min = 420 : 60 = 7 h Como 312 min é maior que 1 hora, devemos descobrir
quantas horas cabem em 312 minutos. Para isso basta divi-
dir 312 por 60 onde o resultado é 5 e o resto é 12.
Ao usarmos o sistema sexagesimal, cada grupo de 60
Então 312 min 5 h 12 min
forma outra classe; então, 60 segundos formam 1 minuto e Devemos então acrescentar 5 h a 24 h = 29 h e o re-
60 minutos formam 1 hora. Para adicionarmos unidades de sultado fica
tempo vamos tomar cuidado para posicionar hora embaixo 29 h 12 min 48 s
de hora, minuto embaixo de minuto e segundo embaixo de
segundo. Problemas
Por exemplo: 1)Para adicionarmos 5h 12 min 37 s a
8 h 20 min 11 s, vamos colocar as unidades iguais uma 1.Dois amigos partiram às 10h 32 min de Aparecida do
embaixo da outra e depois adicionar os valores da mesma Norte e chegaram a Ribeirão Preto às 16 h 8 min. uanto
classe. tempo durou a viagem

oraminuto segundo 2. oão nasceu numa terça feira às 13 h 45 min 12 s e


5 1237 Maria nasceu no mesmo dia, às 8 h 13 min 47 s. Determine
a diferença entre os horários de nascimento de oão e Ma-
8 2011
ria, nessa ordem.
--------------------------------------------
13 3248 3.Um passageiro embarcou em um ônibus na cidade
2)vamos adicionar 8h 19 min 58 s com 2 h 24 min 39 s A às 14h 32 min 18s, esse ônibus saiu da rodoviária desta
oraminuto segundo cidade às 14h 55min 40s e chegou à rodoviária da cidade
8 19 58 às 19h 27min 15s,do mesmo dia. uanto tempo o passa-
224 39 geiro permaneceu no interior do ônibus
------------------------------------------- a) 05h 54min 09s
10 43 97 b) 04h 05min 57s
Note que , na casa dos segundos, obtivemos 97 s e c) 05h 05min 09s
vamos decompor esse valor em: d) 04h 54min 57s
97 s 60 s 37 s 1 min 37 s
Então, devemos retirar 60 s da classe dos segundos e Respostas
1.5 h 36 min
acrescentar 1 min na classe dos minutos.
Logo a resposta fica: 10 h 44 min 37 s 2.5 h 31 min 25 s
Para subtrair unidades de medida de tempo, o proces- 3.Vamos considerar o horário de chegada à cidade e
so é semelhante ao usado na adição. o horário que o passageiro entrou no ônibus
Ex; vamos subtrair 4 h 41 min 44 s de 7 h 53 min 36 s
oraminutosegundo 19 h27 min15 seg
7 5336 14 h32 min18 seg
4 4144
-------------------------------------------------- Para subtrair 18 de 15 não é possível então empresta-
mos 1 minuto dos 27
Perceba que a subtração 36 s 44 s não é possível nos
números naturais, então, vamos retirar 1 min de 53 min, ue passa a ser 26 e no lugar de 15 seg usamos 15
60(que é 1 min). Então
transformar esse 1 min em 60 s e acrescenta-los aos 36 s.
Assim:
75 18 57 seg.
ora minuto segundo
7 52 96 O mesmo acontece com os minutos. Vamos emprestar
4 41 44 1 hora das 19 que passa a ser 18 e no lugar de 26 minutos
------------------------------------------------ usamos 26 60 ( que é uma hora). Então 86 32 54
3 11 52 minutos
Para multiplicarmos uma unidade de medida de tempo
por um número natural, devemos multiplicar as horas, mi- Por fim 18 h 14 h 4 horas
nutos e segundos Por esse número natural. Resp. 4 horas 54 min e 57 seg.

15
MATEMÁTICA

GEOMETRIA Perímetro: entendendo o que é perímetro.

A Geometria é a parte da matemática que estuda as magine uma sala de aula de 5m de largura por 8m de
figuras e suas propriedades. A geometria estuda figuras comprimento.
abstratas, de uma perfeição não existente na realidade. Quantos metros lineares serão necessários para
Apesar disso, podemos ter uma boa ideia das figuras colocar rodapé nesta sala, sabendo que a porta mede 1m
geométricas, observando objetos reais, como o aro da de largura e que nela não se coloca rodapé
cesta de basquete que sugere uma circunferência, as portas
e janelas que sugerem retângulos e o dado que sugere um
cubo.

Reta, semirreta e segmento de reta

A conta que faríamos seria somar todos os lados da


sala, menos 1m da largura da porta, ou seja:
P (5 5 8 8) 1
Definições. P 26 1
P = 25
a) Segmentos congruentes.
Dois segmentos são congruentes se têm a mesma
medida.

b) Ponto médio de um segmento.


Um ponto P é ponto médio do segmento A se
pertence ao segmento e divide A em dois segmentos
congruentes.

c) Mediatriz de um segmento.
É a reta perpendicular ao segmento no seu ponto
médio Colocaríamos 25m de rodapé.
A soma de todos os lados da planta baixa se chama
Ângulo Perímetro.
Portanto, Perímetro é a soma dos lados de uma figura
plana.

Área
Área é a medida de uma superfície.
A área do campo de futebol é a medida de sua
superfície (gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos
em uma malha quadriculada, a sua área será equivalente
à quantidade de quadradinho. Se cada quadrado for uma
unidade de área:
Definições.

a) ngulo é a região plana limitada por duas semirretas


de mesma origem.

b) ngulos congruentes: Dois ângulos são ditos


congruentes se têm a mesma medida.

c) issetriz de um ângulo: É a semirreta de origem no


vértice do ângulo que divide esse ângulo em dois ângulos
congruentes.

16
MATEMÁTICA

Veremos que a área do campo de futebol é 70 unidades O retângulo acima tem as mesmas dimensões que o
de área. outro, só que representado de forma diferente. O cálculo
A unidade de medida da área é: m (metros quadrados), da área do retângulo pode ficar também da seguinte forma:
cm (centímetros quadrados), e outros. A 6.4 A 24 cm
Se tivermos uma figura do tipo: Podemos concluir que a área de qualquer retângulo é:

A=b
.h

Quadrado
Sua área será um valor aproximado. Cada é uma É o quadrilátero que tem os lados congruentes e todos
unidade, então a área aproximada dessa figura será de 4 os ângulos internos a congruentes (90º).
unidades.
No estudo da matemática calculamos áreas de figuras
planas e para cada figura há uma fórmula pra calcular a
sua área.
Retângulo
É o quadrilátero que tem todos os ângulos internos
congruentes e iguais a 90º.

Sua área também é calculada com o produto da base


pela altura. Mas podemos resumir essa fórmula:

No cálculo da área de qualquer retângulo podemos


seguir o raciocínio:

Como todos os lados são iguais, podemos dizer que


base é igual a e a altura igual a , então, substituindo na
fórmula A b . h, temos:
A= .
A=

Trapézio
Pegamos um retângulo e colocamos em uma malha É o quadrilátero que tem dois lados paralelos. A altura
quadriculada onde cada quadrado tem dimensões de 1 cm. de um trapézio é a distância entre as retas suporte de suas
Se contarmos, veremos que há 24 quadrados de 1 cm de bases.
dimensões no retângulo. Como sabemos que a área é a
medida da superfície de uma figuras podemos dizer que
24 quadrados de 1 cm de dimensões é a área do retângulo.

Em todo trapézio, o segmento que une os pontos


médios dos dois lados não paralelos, é paralelo às bases e
vale a média aritmética dessas bases.

17
MATEMÁTICA

Cálculo da área do CFD:

A∆2 = b . h
2
Somando as duas áreas encontradas, teremos o cálculo
da área de um trapézio qualquer:

AT A 1 A 2

A área do trapézio está relacionada com a área do


triângulo que é calculada utilizando a seguinte fórmula:
AT = B . h + b . h
A b . h (b base e h altura). 2 2
2
Observe o desenho de um trapézio e os seus elementos
mais importantes (elementos utilizados no cálculo da sua AT = B . h + b . h → colocar a altura (h) em evi-
área): 2
dência, pois é um termo comum aos dois fatores.

AT = h (B + b)
2

Portanto, no cálculo da área de um trapézio qualquer


utilizamos a seguinte fórmula:
Um trapézio é formado por uma base maior ( ), por
uma base menor (b) e por uma altura (h). A = h (B + b)
Para fazermos o cálculo da área do trapézio é preciso 2
dividi-lo em dois triângulos, veja como:
Primeiro: completamos as alturas no trapézio: h = altura
base maior do trapézio
b = base menor do trapézio

Losango

É o quadrilátero que tem os lados congruentes.

Segundo: o dividimos em dois triângulos:

A área desse trapézio pode ser calculada somando as Em todo losango as diagonais são:
áreas dos dois triângulos ( CFD e CEF).
Antes de fazer o cálculo da área de cada triângulo a) perpendiculares entre si;
separadamente observamos que eles possuem bases
diferentes e alturas iguais. b) bissetrizes dos ângulos internos.

Cálculo da área do CEF: A área do losango é definida pela seguinte fórmula:

A∆1 = B . h d .D Onde D é a diagonal maior e d é a menor.


S=
2 2

18
MATEMÁTICA

Triângulo 3) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3


ângulos externos é 360º.
Figura geométrica plana com três lados.

4) Em todo triângulo isósceles, os ângulos da base


são congruentes. Observação - A base de um triângulo
isósceles é o seu lado diferente.
ngulo externo. O ângulo externo de qualquer
polígono convexo é o ângulo formado entre um lado e o
prolongamento do outro lado.

Classificação dos triângulos.

a) quanto aos lados:


- triângulo equilátero.
- triângulo isósceles.
- triângulo escaleno.

b) quanto aos ângulos: Altura - É a distância entre o vértice e a reta suporte do


- triângulo retângulo. lado oposto.
- triângulo obtusângulo.
- triângulo acutângulo. Área do triangulo

Propriedades dos triângulos

1) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3


ângulos internos é 180º.

Segmentos proporcionais

Teorema de Tales.

2) Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo Em todo feixe de retas paralelas, cortado por uma
é igual à soma das medidas dos 2 ângulos internos não reta transversal, a razão entre dois segmento quaisquer
adjacentes. de uma transversal é igual à razão entre os segmentos
correspondentes da outra transversal.

19
MATEMÁTICA

Semelhança de triângulos 6. Num cartão retangular, cujo comprimento é igual ao


dobro de sua altura, foram feitos dois vincos AC e F, que
Definição formam, entre si, um ângulo reto (90 ). Observe a figura:
Dois triângulos são semelhantes se têm os ângulos
dois a dois congruentes e os lados correspondentes dois a
dois proporcionais.

Definição mais popular


Dois triângulos são semelhantes se um deles é a
redução ou a ampliação do outro.
mportante - Se dois triângulos são semelhantes, a
proporcionalidade se mantém constante para quaisquer
dois segmentos correspondentes, tais como: lados,
medianas, alturas, raios das circunferências inscritas, raios
Considerando AF 16cm e C 9cm, determine:
das circunferências circunscritas, perímetros, etc.
a) as dimensões do cartão;
b) o comprimento do vinco AC

7. Na figura, os ângulos assinalados sao iguais, AC 2 e


A 6. A medida de AE é:
a)6 5 b)7 4 c)9 5 d)3 2 e)5 4

Exercícios 8. Na figura a seguir, as distâncias dos pontos A e à


reta valem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e sobre
1. Seja um paralelogramo com as medidas da base e da essa reta são os pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que
altura respectivamente, indicadas por b e h. Se construir- distância de C deverá estar o ponto E, do segmento CD,
mos um outro paralelogramo que tem o dobro da base e o para que C A D
dobro da altura do outro paralelogramo, qual será relação a)3
entre as áreas dos paralelogramos b)4
2. Os lados de um triângulo equilátero medem 5 mm. c)5
ual é a área deste triângulo equilátero d)6
3. ual é a medida da área de um paralelogramo cujas e)7
medidas da altura e da base são respectivamente 10 cm e
2 dm
4. As diagonais de um losango medem 10 cm e 15 cm. 9. Para ladrilhar uma sala são necessários exatamente
ual é a medida da sua superfície
400 peças iguais de cerâmica na forma de um quadrado.
5. Considerando as informações constantes no trian-
Sabendo-se que a área da sala tem 36m , determine:
gulo P R, pode-se concluir que a altura PR desse triângulo
a) a área de cada peça, em m .
mede:
b) o perímetro de cada peça, em metros.

10. Na figura, os ângulos A C, ACD, C D, são retos. Se


A 2 3 m e CE 3 m, a razão entre as áreas dos triângu-
los A C e CDE é:

a)6
b)4
c)3
d)2
e) 3

a)5 b)6 c)7 d)8

20
MATEMÁTICA

Respostas 9.

1. A2 (2b)(2h) 4bh 4A1

2. Segundo o enunciado temos:


l=5mm
Substituindo na fórmula:
l² 3 5² 3
S= ⇒S= = 6, 25 3 ⇒ S = 10,8
4 4
10.
3. Sabemos que 2 dm equivalem a 20 cm, temos:
h=10
b=20
Substituindo na fórmula:
S = b.h = 20.10 = 100cm² = 2dm²
4. Para o cálculo da superfície utilizaremos a fórmula
que envolve as diagonais, cujos valores temos abaixo:

d1=10
d2=15 Ângulos

Utilizando na fórmula temos: Ângulo: Do latim - angulu (canto, esquina), do grego


- gonas; reunião de duas semi-retas de mesma origem não
d1.d 2 10.15 colineares.
S= ⇒ = 75cm ²
2 2
5. 4 6 36
= ⇒ PR = =6
PR 9 6
6. x 9
= ⇒ x ² = 144 ⇒ x = 12
16 x
a ) x = 12(altura ); 2 x = 24(comprimento)
b) AC = 9² + x ² = 81 + 144 = 15

7.

Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do


que 90º.

8.

Ângulo Central:

- Da circunferência: é o ângulo cujo vértice é o centro


da circunferência;
- Do polígono: é o ângulo, cujo vértice é o centro do
polígono regular e cujos lados passam por vértices conse-
cutivos do polígono.

21
MATEMÁTICA

Ângulo Reto:

- É o ângulo cuja medida é 90º;


- É aquele cujos lados se apóiam em retas perpendi-
culares.

Ângulo Circunscrito: É o ângulo, cujo vértice não per-


tence à circunferência e os lados são tangentes à ela.

Ângulos Complementares: Dois ângulos são comple-


0
mentares se a soma das suas medidas é 90 .

Ângulo Inscrito: É o ângulo cujo vértice pertence a


uma circunferência e seus lados são secantes a ela.

Ângulos Congruentes: São ângulos que possuem a


mesma medida.

Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do Ângulos Opostos pelo Vértice: Dois ângulos são
que 90º. opostos pelo vértice se os lados de um são as respectivas
semi-retas opostas aos lados do outro.

Ângulo Raso:

- É o ângulo cuja medida é 180º; Ângulos Replementares: Dois ângulos são ditos re-
0
- É aquele, cujos lados são semi-retas opostas. plementares se a soma das suas medidas é 360 .

22
MATEMÁTICA

Ângulos Suplementares: Dois ângulos são ditos su- c)


plementares se a soma das suas medidas de dois ângulos
é 180º.

2. As retas a e b são paralelas. uanto mede o ângulo


Poligonal: Linha quebrada, formada por vários seg-
mentos formando ângulos.

Grado: (gr.): Do latim - gradu; dividindo a circunferên-


cia em 400 partes iguais, a cada arco unitário que corres-
ponde a 1 400 da circunferência denominamos de grado. 3. Obtenha as medidas dos ângulos assinalados:

Grau: (º): Do latim - gradu; dividindo a circunferência a)


em 360 partes iguais, cada arco unitário que corresponde a
1 360 da circunferência denominamos de grau.

Exercícios

1. As retas f e g são paralelas (f g). Determine a me-


dida do ângulo â, nos seguintes casos:

a)

b)

b)
c)

23
MATEMÁTICA

d) 10. Determine o valor de a na figura seguinte:

Respostas

1) Resposta
a) 55
4. Usando uma equação, determine a medida de cada b) 74
ângulo do triângulo: c) 33

2) Resposta 130 .
Solução: magine uma linha cortando o ângulo î, for-
mando uma linha paralela às retas a e b .
Fica então decomposto nos ângulos ê e ô.

a) uanto mede a soma dos ângulos de um quadrado


5. Dois ângulos são complementares tais que o triplo
de um deles é igual ao dobro do outro. Determine o suple-
mento do menor.

6. A metade de um ângulo menos a quinta parte de seu


complemento mede 38 graus. ual é esse angulo Sendo assim, ê = 80° e ô = 50°, pois o ângulo ô é igual
ao complemento de 130 na reta b.
7. Cinco semi-retas partem de um mesmo ponto V, for-
mando cinco ângulos que cobrem todo o plano e são pro- Logo, 80 50 130 .
porcionais aos números 2, 3, 4, 5 e 6. Calcule o maior dos
ângulos. 3) Solução:
a) 160 - 3x x 100
8. Na figura, o ângulo x mede a sexta parte do ângulo 160 - 100 x 3x
, mais a metade do ângulo z. Calcule . 60 4x
x 60 4
x 15

Então 15 100 115 e 160 -3*15 115

b) 6x 15 2x 5º 180
6x 2x 180 -15 - 5
8x 160
x 160 8
x 20

9. Observe a figura abaixo e determine o valor de m e Então, 6*20 15 135° e 2*20 5 45°
n.
c) Sabemos que a figura tem 90 .

Então x (x 10 ) (x 20 ) (x 20 ) 90
4x 50 90
4x 40
x 40 4
x 10

24
MATEMÁTICA

d) Sabemos que os ângulos laranja verde formam Assim as semi-retas: a b c d e 2x 3x 4x


180 , pois são exatamente a metade de um círculo. 5x 6x 360º

Então, 138 x 180 Agora a soma das retas: 20x


x 180 - 138
x 42 Então: 20x 360º x 360 20
x 18
Logo, o ângulo x mede 42 . Agora sabemos que o maior é 6x, então 6 . 18 108 .

4) Solução: Sabemos que a soma dos ângulos do triân- 8) Resposta 135 .


gulo é 180 . Solução: Na figura, o ângulo x mede a sexta parte do
ângulo , mais a metade do ângulo z. Calcule y.
Então, 6x 4x 2x 180
12x 180 Então vale lembrar que:
x 180 12
x 15 x 180 então 180 x.
Os ângulos são: 30 60 e 90 .
E também como x e z são opostos pelo vértice, x = z
a) Um quadrado tem quatro ângulos de 90º, e, portan-
to a soma deles vale 360º. E de acordo com a figura: o ângulo x mede a sexta
5) Resposta 144 . parte do ângulo , mais a metade do ângulo z. Calcule y.
Solução:
- dois ângulos são complementares, então a b 90º x 6 z2
- o triplo de um é igual ao dobro do outro, então 3a Agora vamos substituir lembrando que 180 - x e x
= 2b =z
Então:
É um sistema de equações do 1º grau. Se fizermos a x 180 - x 6 x 2 agora resolvendo fatoração:
2b 3, substituímos na primeira equação: 6x 180 - x 3x 6x 180 2x
6x 2x 180
2b 3 b 90 4x 180
5b 3 90 x 180 4
b 3 5 * 90 x 45º
b 54 a 90 54 36º Agora achar , sabendo que 180 - x
180º - 45
Como a é o menor ângulo, o suplemento de 36 é 180- 135 .
36 144º.
9) Resposta 11º; 159º .
6) Resposta 80 . Solução:
Solução: (a metade de um ângulo) menos seu a quinta 3m - 12º e m 10º, são ângulos opostos pelo vérti-
parte de seu complemento mede 38º. ce logo são iguais.

a2 1 5 (90-a) 38 3m - 12º m 10º


a 2 90 5 a 5 38 3m - m 10º 12º
a 2 a 5 38 90 5 2m 22º
7a 10 38 18 m 22º 2
a 10 7 * 56 m 11º
a 80º m 10º e n são ângulos suplementares logo a soma
entre eles é igual a 180º.
7) Resposta 180 . (m 10º) n 180º
Solução: Seja x a constante de proporcionalidade, te- (11º 10º) n 180º
mos para os ângulos: a, b, c, d, e , a seguinte proporção 21º n 180º
com os números 2, 3, 4, 5 e 6: n 180º - 21º
n 159º
a2 x a 2x
b3 x b 3x Resposta: m 11º e n 159º.
c4 x c 4x 10) Resposta 45 .
d5 x d 5x É um ângulo oposto pelo vértice, logo, são ângulos
e6 x e 6x iguais.

25
MATEMÁTICA

Triângulos ngulo nterno: É formado por dois lados do triângulo.


Todo triângulo possui três ângulos internos.
Triângulo é um polígono de três lados. É o polígono
que possui o menor número de lados. Talvez seja o polí-
gono mais importante que existe. Todo triângulo possui al-
guns elementos e os principais são: vértices, lados, ângulos,
alturas, medianas e bissetrizes.

Apresentaremos agora alguns objetos com detalhes


sobre os mesmos.

ngulo Externo: É formado por um dos lados do triân-


gulo e pelo prolongamento do lado adjacente (ao lado).

Classificação dos triângulos quanto ao número de


lados

Triângulo Equilátero: Os três lados têm medidas


1. Vértices: A, ,C. iguais. m(A ) m( C) m(CA)
2. Lados: A , C e AC.
3. ngulos internos: a, b e c.

Altura: É um segmento de reta traçada a partir de um


vértice de forma a encontrar o lado oposto ao vértice for-
mando um ângulo reto. é uma altura do triângulo.

Triângulo Isóscele: Pelo menos dois lados têm medi-


das iguais. m(A ) m(AC).

Mediana: É o segmento que une um vértice ao ponto


médio do lado oposto. M é uma mediana. Triângulo Escaleno: Todos os três lados têm medidas
diferentes.

Classificação dos triângulos quanto às medidas dos


ângulos
Bissetriz: É a semi-reta que divide um ângulo em duas
Triângulo Acutângulo: Todos os ângulos internos são
partes iguais. O ângulo está dividido ao meio e neste
agudos, isto é, as medidas dos ângulos são menores do
caso .
que 90º.

26
MATEMÁTICA

Triângulo Obtusângulo: Um ângulo interno é obtuso, Todo ângulo externo de um triângulo é igual à soma
isto é, possui um ângulo com medida maior do que 90º. dos dois ângulos internos não adjacentes a esse ângulo
externo. Assim: A b c, a c, C a b

Exemplo

No triângulo desenhado: x 50º 80º 130º.

Triângulo Retângulo: Possui um ângulo interno reto


(90 graus).

Congruência de Triângulos

A idéia de congruência: Duas figuras planas são con-


gruentes quando têm a mesma forma e as mesmas dimen-
Medidas dos Ângulos de um Triângulo sões, isto é, o mesmo tamanho.
Para escrever que dois triângulos A C e DEF são con-
ngulos nternos: Consideremos o triângulo A C. Po- gruentes, usaremos a notação: A C DEF
deremos identificar com as letras a, b e c as medidas dos
ângulos internos desse triângulo. Em alguns locais escre- Para os triângulos das figuras abaixo, existe a con-
vemos as letras maiúsculas A, e C para representar os gruência entre os lados, tal que:
ângulos. A RS, C ST, CA T e entre os ângulos: A R ,
S,C T

Se o triângulo A C é congruente ao triângulo RST, es-


A soma dos ângulos internos de qualquer triângulo é crevemos: A C RST
sempre igual a 180 graus, isto é: a b c 180º
Dois triângulos são congruentes, se os seus elementos
Exemplo correspondentes são ordenadamente congruentes, isto é,
os três lados e os três ângulos de cada triângulo têm res-
Considerando o triângulo abaixo, podemos escrever pectivamente as mesmas medidas.
que: 70º 60º x 180º e dessa forma, obtemos x 180º Para verificar se um triângulo é congruente a outro,
- 70º - 60º 50º. não é necessário saber a medida de todos os seis elemen-
tos, basta conhecerem três elementos, entre os quais esteja
presente pelo menos um lado. Para facilitar o estudo, indi-
caremos os lados correspondentes congruentes marcados
com símbolos gráficos iguais.

Casos de Congruência de Triângulos

ngulos Externos: Consideremos o triângulo A C. LLL (Lado, Lado, Lado): Os três lados são conhecidos.
Como observamos no desenho, em anexo, as letras minús- Dois triângulos são congruentes quando têm, respec-
culas representam os ângulos internos e as respectivas le- tivamente, os três lados congruentes. Observe que os ele-
tras maiúsculas os ângulos externos. mentos congruentes têm a mesma marca.

27
MATEMÁTICA

LAL (Lado, Ângulo, Lado): Dados dois lados e um ân- nal a um lado do outro triângulo, então estes dois lados
gulo são ditos homólogos. Nos triângulos acima, todos os lados
Dois triângulos são congruentes quando têm dois la- proporcionais são homólogos.
dos congruentes e os ângulos formados por eles também Realmente:
são congruentes. A RS pois m(A ) m(RS) 2
C ST pois m( C) m(ST) 2
AC RT pois m(AC) m(RT) 2

Como as razões acima são todas iguais a 2, este valor


comum é chamado razão de semelhança entre os triângu-
los. Podemos concluir que o triângulo A C é semelhante
ALA (Ângulo, Lado, Ângulo): Dados dois ângulos e ao triângulo RST.
um lado Dois triângulos são semelhantes se, têm os 3 ângulos
Dois triângulos são congruentes quando têm um lado e os 3 lados correspondentes proporcionais, mas existem
e dois ângulos adjacentes a esse lado, respectivamente, alguns casos interessantes a analisar.
congruentes.
Casos de Semelhança de Triângulos

Dois ângulos congruentes: Se dois triângulos tem


dois ângulos correspondentes congruentes, então os triân-
gulos são semelhantes.

LAAo (Lado, Ângulo, Ângulo oposto): Conhecido um


lado, um ângulo e um ângulo oposto ao lado.
Dois triângulos são congruentes quando têm um lado,
um ângulo, um ângulo adjacente e um ângulo oposto a
esse lado respectivamente congruente.

Se A D e C F então: A C DEF

Dois lados congruentes: Se dois triângulos tem dois


lados correspondentes proporcionais e os ângulos forma-
dos por esses lados também são congruentes, então os
triângulos são semelhantes.
Semelhança de Triângulos

A idéia de semelhança: Duas figuras são semelhantes


quando têm a mesma forma, mas não necessariamente o
mesmo tamanho.
Se duas figuras R e S são semelhantes, denotamos:
R S.

Exemplo
Como m(A ) m(EF) m( C) m(FG) 2
As ampliações e as reduções fotográficas são figuras Então A C EFG
semelhantes. Para os triângulos:
Exemplo

Na figura abaixo, observamos que um triângulo pode


ser rodado sobre o outro para gerar dois triângulos se-
melhantes e o valor de x será igual a 8.

os três ângulos são respectivamente congruentes, isto


é: A R, S, C T
Observação: Dados dois triângulos semelhantes, tais
triângulos possuem lados proporcionais e ângulos con- Realmente, x pode ser determinado a partir da seme-
gruentes. Se um lado do primeiro triângulo é proporcio- lhança de triângulos.

28
MATEMÁTICA

Três lados proporcionais: Se dois triângulos têm os 5. Determine os valores literais indicados na figura:
três lados correspondentes proporcionais, então os triân-
gulos são semelhantes.

Exercícios 6. Determine a altura de um triângulo equilátero de


lado l.
1. Neste triângulo A C, vamos calcular a, h, m e n:

2. Determine os valores literais indicados na figura:


7. Determine x nas figuras.

3. Determine os valores literais indicados na figura:


8. Determine a diagonal de um quadrado de lado l.

4. Determine os valores literais indicados na figura:

9. Calcule o perímetro do triângulo retângulo A C da


figura, sabendo que o segmento C é igual a 10 m e cos
35

29
MATEMÁTICA

10. Calcule a altura de um triângulo equilátero que 4) Solução:


tem 10 cm de lado.
AC = 10 → e ← AB = 24
(O é o centro da circunferência)
Solução:

(BC)2 = 10 2 + 24 2
(BC)2 = 100 + 576
(BC)2 = 676
BC = 676 = 26
26
x= = 13
2
Respostas
5) Solução:
1) Solução: d2 = 52 42
a b c a 6 8 a 100 a 10 d2 25 16
b.c a.h 8.6 10.h h 48 10 4,8 d2 = 41
c a.m 6 10.m m 36 10 3,6 d 41
b a.n 8 10.n n 64 10 6,4
6) Solução:
2) Solução:
13 12 x ⎛ 1⎞
2

169 144 x l 2 = h2 ⎜ ⎟
⎝ 2⎠
x 25
x=5 12
l 2 = h2 +
4
5.12 = 13.y 12
60 13 h2 = l 2 −
4
4l − l 2
2
h2 =
3) Solução: 4
52 = 32 x2 3l 2

25 9 x2 h2 =
4
x2 = 16
x 16 4 3l 2 l 3
h= =
4 2

32 = 5m
7) Solução: O triângulo A C é equilátero.
9
m=
5 l 3
4 2 = 5n x=
2
16 8 3
n= x= =4 3
5 2
2 9 16
h = x
5 5 8) Solução:
h2 =
144 d2 = l2 12
25 d2 = 2l2
144 d 2l2
h= d 1 2
25
12
h=
5

30
MATEMÁTICA

9) Solução: Observação: Ao unir os vértices opostos de um quadri-


x látero qualquer, obtemos sempre dois triângulos e como a
cos α = soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo é
10 180 graus, concluímos que a soma dos ângulos internos de
3 x um quadrilátero é igual a 360 graus.
=
5 10
5x = 30
30
x= =6
5
10 2 = 6 2 + y 2
100 = 36 + y2
y 2 = 100 − 36
y 2 = 64 ⇒ y = 64 = 8 Classificação dos Quadriláteros

P = 10 + 6 + 8 = 24m Paralelogramo: É o quadrilátero que tem lados opos-


tos paralelos. Num paralelogramo, os ângulos opostos são
10) Solução: congruentes. Os paralelogramos mais importantes rece-
bem nomes especiais:
- Losango: 4 lados congruentes
- Retângulo: 4 ângulos retos (90 graus)
- uadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.

10 2 = 5 2 + h 2
h 2 = 100 − 25 Trapézio: É o quadrilátero que tem apenas dois lados
h 2 = 75 opostos paralelos. Alguns elementos gráficos de um trapé-
zio (parecido com aquele de um circo).
h = 75 = 5 2.3 = 5 3cm

Quadrilátero

Quadriláteros e a sua classificação

uadrilátero é um polígono com quatro lados e os


principais quadriláteros são: quadrado, retângulo, losango,
trapézio e trapezóide.

- A é paralelo a CD
- C é não é paralelo a AD
- A é a base maior
- DC é a base menor

Os trapézios recebem nomes de acordo com os triân-


gulos que têm características semelhantes. Um trapézio
No quadrilátero acima, observamos alguns elementos pode ser:
geométricos:
- Os vértices são os pontos: A, , C e D. - Retângulo: dois ângulos retos
- Os ângulos internos são A, , C e D. - sósceles: lados não paralelos congruentes
- Os lados são os segmentos A , C, CD e DA. - Escaleno: lados não paralelos diferentes

31
MATEMÁTICA

5. No retângulo abaixo, determine as medidas de x e


y indicadas:

Exercícios

1. Determine a medida dos ângulos indicados:


6. Determine as medidas dos ângulos do trapézio da
a) figura abaixo:

b)

7. A figura abaixo é um trapézio isósceles, onde a, b, c


representam medidas dos ângulos internos desse trapézio.
c) Determine a medida de a, b, c.

2. As medidas dos ângulos internos de um quadrilátero


são: x 17 ; x 37 ; x 45 e x 13 . Determine as medi-
das desses ângulos.
8. Sabendo que x é a medida da base maior, é a medi-
da da base menor, 5,5 cm é a medida da base média de um
3. No paralelogramo abaixo, determine as medidas de
trapézio e que x - 5 cm, determine as medidas de x e .
x e y.
9. Seja um paralelogramo com as medidas da base e da
altura respectivamente, indicadas por b e h. Se construir-
mos um outro paralelogramo que tem o dobro da base e o
dobro da altura do outro paralelogramo, qual será relação
entre as áreas dos paralelogramos

10. É possível obter a área de um losango cujo lado


mede 10 cm
4. A figura abaixo é um losango. Determine o valor de
x e , a medida da diagonal AC , da diagonal BD e o pe- Respostas
rímetro do triângulo MC.
1) Solução:
a) x 105 98º 87º 360º
x 290 360
x 360 - 290
x 70º
b) x 80 82 180
x 162 180
x 180º - 162º
x 18

32
MATEMÁTICA

18º 90º 90º 360 6) Solução:


198 360 x 27 90 180
360º - 198 x 117 180
162º x 180 - 117
x 63
c) 3a 2 2a a 2 a 360º
(3a 4a a 2a) 2 720 2 34 90 180
10a 720º 124 180
a 720 10 180 - 124
a 72 56
72 b 90 180
b 162 180
As medidas dos ângulos são:
b 180 - 162
63 ; 56 ; 90 27 117 ; 90 34 124 .
b 18 .
7) Solução:
2) Solução: c 117
x 17 x 37 x 45 x 13 360 a 117 180
4x 112 360 a 180 - 117
4x 360 - 112 a 63
x 248 4 b 63
x 62
8) Solução:
Então, os ângulos são:
x 17 79 ⎧x + y ⎫
⎪ = 5,5 ⎪
x 37 99 ⎨ 2 ⎬
x 45 107º ⎪⎩ x − y = 5 ⎪⎭
x 13 75 .
x+y
= 5,5
3) Solução: 2
9 16 7 40 x + y = 11
9 7 40 - 16
x 11
9 7 24
x-y=5
9 -7 24
2 24 __________
24º 2
12 2x 0 16
2x 16 2
Então: x=8
x (7 * 12 40 ) 180
x 180º - 124 x 11
x 56 8 11
11 8
4) Solução: y=3
x = 15
y = 20 9) Solução:
AC 20 20 40 A2 (2b)(2h) 4 bh 4 A1
BD 15 15 30
MC 15 20 25 60. 10) Solução:
Não, pois os ângulos entre os lados de dois losangos,
5) Solução:
podem ser diferentes.
12 x 2 5x 3 90
17 x 5 90
Equações da circunferência
17 x 90 - 5
17 x 85
x 85 17 5 Equação reduzida
5x 3 Circunferência é o conjunto de todos os pontos de um
5 (5 ) 3 plano equidistantes de um ponto fixo, desse mesmo plano,
28 denominado centro da circunferência:

33
MATEMÁTICA

Determinação do centro e do raio da circunferên-


cia, dada a equação geral

Dada a equação geral de uma circunferência, utiliza-


= mos o processo de fatoração de trinômio quadrado perfei-
to para transformá-la na equação reduzida e, assim, deter-
minamos o centro e o raio da circunferência.
Para tanto, a equação geral deve obedecer a duas con-
dições:
Assim, sendo C(a, b) o centro e P(x, ) um ponto qual- - Os coeficientes dos termos x2 e y2 devem ser iguais
quer da circunferência, a distância de C a P(dCP) é o raio a 1;
dessa circunferência. Então: - Não deve existir o termo xy.
Então, vamos determinar o centro e o raio da circunfe-
rência cuja equação geral é x2 2
- 6x 2 - 6 0.

Observando a equação, vemos que ela obedece às


duas condições.
Assim:

1º passo: agrupamos os termos em x e os termos em y


e isolamos o termo independente
x2 - 6x 2
2 6

2º passo: determinamos os termos que completam os


quadrados perfeitos nas variáveis x e y, somando a ambos
os membros as parcelas correspondentes

2
dcp = (X P − XC )2 + (YP − YC ) ⇒ (x − a)2 − (y − b)2 = r
⇒ (x − a)2 + (y − b)2 = r 2

3º passo: fatoramos os trinômios quadrados perfeitos


Portanto, (x - a)2 ( - b)2 =r2 é a equação reduzida da (x-3)2 ( 1 ) 2 = 16
circunferência e permite determinar os elementos essen-
ciais para a construção da circunferência: as coordenadas 4º passo: obtida a equação reduzida, determinamos o
do centro e o raio. centro e o raio

Observação: Quando o centro da circunferência estiver


na origem (C(0,0)), a equação da circunferência será x2
y2 = r2.

Equação Geral

Desenvolvendo a equação reduzida, obtemos a equa- Posição de um ponto em relação a uma


ção geral da circunferência: circunferência

Em relação à circunferência de equação ( x - a )2 ( - b


(x − a)2 + (y − b)2 = r 2 ⇒ x 2 − 2ax + a 2 + y 2 − 2by + b 2 = r 2 ) = r2, o ponto P(m, n) pode ocupar as seguintes posições:
2

⇒ x 2 + y 2 − 2ax − 2by + a 2 + b 2 − r 2 = 0 a) P é exterior à circunferência


Como exemplo, vamos determinar a equação geral da
circunferência de centro C(2, -3) e raio r 4.

A equação reduzida da circunferência é:

( x - 2 )2 ( 3 )2 = 16

Desenvolvendo os quadrados dos binômios, temos:


x − 4x + 4 + y 2 + 6y + 9 − 16 = 0 ⇒ x 2 + y 2 − 4x + 6y − 3 = 0
2

34
MATEMÁTICA

Posição de uma reta em relação a uma


CP > r ⇒ (X p − Xc ) + (Y p − Yc ) > r
2 2 circunferência

⇒ (m − a)2 + (n − b)2 > r Dadas uma reta s: Ax x C 0 e uma circunferência


de equação ( x - a)2 ( - b)2 = r2, vamos examinar as
⇒ (m − a) + (n − b) > r
2 2
posições relativas entre s e :
⇒ (m − a)2 + (n − b)2 − r 2 > 0
b) P pertence à circunferência

s ∩ α = ∅ ⇒ s − é − exterior − a → α
s ∩ α = {T } ⇒ s − é − tan gente − a → α
s ∩ α = { s1 , s2 } ⇒ s − é − sec ante − a → α

CP = r ⇒ (m − a)2 + (n − b)2 = r 2 Também podemos determinar a posição de uma reta


⇒ (m − a) + (n − b) − r = 0
2 2 2 em relação a uma circunferência calculando a distância da
reta ao centro da circunferência. Assim, dadas a reta s: Ax
C 0 e a circunferência :
c) P é inferior à circunferência (x - a)2 ( - b )2 = r2, temos:
| Aa + Bb + C |
dcs =
A2 + B2
Assim:

CP = r ⇒ (m − a)2 + (n − b)2 < r 2


⇒ (m − a)2 + (n − b)2 − r 2 < 0

Assim, para determinar a posição de um ponto P(m, n)


em relação a uma circunferência, basta substituir as coor-
denadas de P na expressão (x - a)2 ( - b)2 - r2:

- se ( m - a)2 ( n - b)2 - r2 0, então P é exterior à


circunferência;
- se ( m - a)2 ( n - b)2 - r2 = 0, então P pertence à
circunferência;
- se ( m - a)2 ( n - b)2 - r2 0, então P é interior à
circunferência.

35
MATEMÁTICA

A Importância da Circunferência

A circunferência possui características não comumente


encontradas em outras figuras planas, como o fato de ser
a única figura plana que pode ser rodada em torno de um
ponto sem modificar sua posição aparente. É também a
única figura que é simétrica em relação a um número infi-
nito de eixos de simetria. A circunferência é importante em
praticamente todas as áreas do conhecimento como nas
Engenharias, Matemática, Física, uímica, iologia, Arqui-
tetura, Astronomia, Artes e também é muito utilizado na
indústria e bastante utilizada nas residências das pessoas.

Circunferência: A circunferência é o lugar geométrico


de todos os pontos de um plano que estão localizados a
uma mesma distância r de um ponto fixo denominado o
Condições de tangência entre reta e circunferência centro da circunferência. Esta talvez seja a curva mais im-
portante no contexto das aplicações.
Dados uma circunferência e um ponto P(x, ) do pla-
no, temos:

a) se P pertence à circunferência, então existe uma úni-


ca reta tangente à circunferência por P

Círculo: (ou disco) é o conjunto de todos os pontos


de um plano cuja distância a um ponto fixo O é menor ou
igual que uma distância r dada. uando a distância é nula,
o círculo se reduz a um ponto. O círculo é a reunião da cir-
cunferência com o conjunto de pontos localizados dentro
da mesma. No gráfico acima, a circunferência é a linha de
s é solução única cor verde-escuro que envolve a região verde, enquanto o
círculo é toda a região pintada de verde reunida com a
circunferência.
b) se P é exterior à circunferência, então existem duas
retas tangentes a ela por P Pontos interiores de um círculo e exteriores a um
círculo

Pontos interiores: Os pontos interiores de um círculo


são os pontos do círculo que não estão na circunferência.

r e t são soluções

c) se P é interior à circunferência, então não existe reta Pontos exteriores: Os pontos exteriores a um círculo
tangente à circunferência passando pelo ponto P são os pontos localizados fora do círculo.

Raio, Corda e Diâmetro

Raio: Raio de uma circunferência (ou de um círculo) é


um segmento de reta com uma extremidade no centro da
circunferência e a outra extremidade num ponto qualquer
da circunferência. Na figura, os segmentos de reta OA, O
e OC são raios.

36
MATEMÁTICA

Corda: Corda de uma circunferência é um segmento reta tangente à circunferência que passa pelos pontos P e
de reta cujas extremidades pertencem à circunferência. Na mas também pode ser o segmento de reta tangente à
figura, os segmentos de reta AC e DE são cordas. circunferência que liga os pontos P e . Do mesmo modo,
Diâmetro: Diâmetro de uma circunferência (ou de um a secante AC pode significar a reta que contém a corda
círculo) é uma corda que passa pelo centro da circunferên- C e também pode ser o segmento de reta ligando o ponto
cia. Observamos que o diâmetro é a maior corda da circun- A ao ponto C.
ferência. Na figura, o segmento de reta AC é um diâmetro.
Propriedades das secantes e tangentes

Se uma reta s, secante a uma circunferência de centro


O, intercepta a circunferência em dois pontos distintos A e
e se M é o ponto médio da corda A , então o segmento
de reta OM é perpendicular à reta secante s.

Posições relativas de uma reta e


uma circunferência

Reta secante: Uma reta é secante a uma circunferên- Se uma reta s, secante a uma circunferência de centro
cia se essa reta intercepta a circunferência em dois pontos O, intercepta a circunferência em dois pontos distintos A e
quaisquer, podemos dizer também que é a reta que con- , a perpendicular à reta s que passa pelo centro O da cir-
tém uma corda. cunferência, passa também pelo ponto médio da corda A .
Reta tangente: Uma reta tangente a uma circunferên-
cia é uma reta que intercepta a circunferência em um único
ponto P. Este ponto é conhecido como ponto de tangência
ou ponto de contato. Na figura ao lado, o ponto P é o pon-
to de tangência e a reta que passa pelos pontos E e F é uma
reta tangente à circunferência.

Seja OP um raio de uma circunferência, onde O é o


centro e P um ponto da circunferência. Toda reta perpen-
dicular ao raio OP é tangente à circunferência no ponto de
tangência P.

Toda reta tangente a uma circunferência é perpendicu-


lar ao raio no ponto de tangência.

Observações: Raios e diâmetros são nomes de seg- Posições relativas de duas circunferências
mentos de retas, mas às vezes são também usados como
os comprimentos desses segmentos. Por exemplo, pode- Reta tangente comum: Uma reta que é tangente a
mos dizer que ON é o raio da circunferência, mas é usual duas circunferências ao mesmo tempo é denominada uma
dizer que o raio ON da circunferência mede 10 cm ou que tangente comum. á duas possíveis retas tangentes co-
o raio ON tem 10 cm. muns: a interna e a externa.

- Tangentes e secantes são nomes de retas, mas tam-


bém são usados para denotar segmentos de retas ou se-
mi-retas. Por exemplo, A tangente P pode significar a

37
MATEMÁTICA

Ao traçar uma reta ligando os centros de duas cir- possui seus lados tangentes à circunferência. Ao mesmo
cunferências no plano, esta reta separa o plano em dois tempo, dizemos que esta circunferência está inscrita no
semi-planos. Se os pontos de tangência, um em cada cir- polígono.
cunferência, estão no mesmo semi-plano, temos uma reta
tangente comum externa. Se os pontos de tangência, um
em cada circunferência, estão em semi-planos diferentes,
temos uma reta tangente comum interna.

Circunferências internas: Uma circunferência C1 é in-


terna a uma circunferência C2, se todos os pontos do cír-
culo C1 estão contidos no círculo C2. Uma circunferência é
externa à outra se todos os seus pontos são pontos exter- Propriedade dos quadriláteros circunscritos: Se um
nos à outra. quadrilátero é circunscrito a uma circunferência, a soma de
dois lados opostos é igual a soma dos outros dois lados.

Arco de circunferência e ângulo central

Seja a circunferência de centro O traçada ao lado. Pela


definição de circunferência temos que OP O OR ... e
isto indica que os raios de uma circunferência são segmen-
Circunferências concêntricas: Duas ou mais circunfe- tos congruentes.
rências com o mesmo centro, mas com raios diferentes são
circunferências concêntricas.
Circunferências tangentes: Duas circunferências que
estão no mesmo plano, são tangentes uma à outra, se elas
são tangentes à mesma reta no mesmo ponto de tangên-
cia.

Circunferências congruentes: São circunferências que


possuem raios congruentes. Aqui a palavra raio refere-se
ao segmento de reta e não a um número.

ngulo central: Em uma circunferência, o ângulo cen-


tral é aquele cujo vértice coincide com o centro da circunfe-
rência. Na figura, o ângulo a é um ângulo central. Se numa
As circunferências são tangentes externas uma à outra circunferência de centro O, um ângulo central determina
se os seus centros estão em lados opostos da reta tangente um arco A , dizemos que A é o arco correspondente ao
comum e elas são tangentes internas uma à outra se os ângulo A .
seus centros estão do mesmo lado da reta tangente co-
mum.

Circunferências secantes: são aquelas que possuem


somente dois pontos distintos em comum.

Arco menor: É um arco que reúne dois pontos da cir-


cunferência que não são extremos de um diâmetro e todos
os pontos da circunferência que estão dentro do ângulo
central cujos lados contém os dois pontos. Na figura, a li-
nha vermelha indica o arco menor A ou arco menor AC .

Arco maior: É um arco que liga dois pontos da circun-


Segmentos tangentes: Se AP e P são segmentos de ferência que não são extremos de um diâmetro e todos os
reta tangentes à circunferência nos ponto A e , então es- pontos da circunferência que estão fora do ângulo central
ses segmentos AP e P são congruentes. cujos lados contêm os dois pontos. Na figura a parte azul é
o arco maior, o ponto D está no arco maior AD enquanto
Polígonos circunscritos o ponto C não está no arco maior, mas está no arco menor
A , assim é frequentemente usado três letras para repre-
Polígono circunscrito a uma circunferência é o que sentar o arco maior.

38
MATEMÁTICA

Propriedades de arcos e corda

Uma corda de uma circunferência é um segmento de


reta que une dois pontos da circunferência. Se os extremos
de uma corda não são extremos de um diâmetro eles são
extremos de dois arcos de circunferência sendo um deles
um arco menor e o outro um arco maior. Quando não for
Semicircunferência: É um arco obtido pela reunião especificada, a expressão arco de uma corda se referirá ao
dos pontos extremos de um diâmetro com todos os pontos arco menor e quanto ao arco maior sempre teremos que
da circunferência que estão em um dos lados do diâmetro. especificar.
O arco RTS é uma semicircunferência da circunferência de
centro P e o arco RUS é outra.

Observações: Se um ponto está em um arco A e


o arco A é congruente ao arco , o ponto é o ponto
Observações: Em uma circunferência dada, temos que: médio do arco A . Além disso, qualquer segmento de reta
- A medida do arco menor é a medida do ângulo cen- que contém o ponto é um segmento bissetor do arco A .
tral correspondente a m(A ) e a medida do arco maior é O ponto médio do arco não é o centro do arco, o centro do
360 graus menos a medida do arco menor m(A ). arco é o centro da circunferência que contém o arco.
- Para obter a distância de um ponto O a uma reta r,
traçamos uma reta perpendicular à reta dada passando
pelo ponto O. O ponto T obtido pela interseção dessas
duas retas é o ponto que determinará um extremo do seg-
mento OT cuja medida representa a distância entre o ponto
e a reta.

- A medida da semicircunferência é 180 graus ou Pi


radianos.
- Em circunferências congruentes ou em uma simples
circunferência, arcos que possuem medidas iguais são ar-
cos congruentes.
- Em uma circunferência, se um ponto E está entre os
pontos D e F, que são extremidades de um arco menor,
então: - Em uma mesma circunferência ou em circunferên-
cias congruentes, cordas congruentes possuem arcos con-
gruentes e arcos congruentes possuem cordas congruen-
tes. (Situação 1).
- Um diâmetro que é perpendicular a uma corda é bis-
setor da corda e também de seus dois arcos. (Situação 2).
mD m F m DF - Em uma mesma circunferência ou em circunferências
congruentes, cordas que possuem a mesma distância do
- Se o ponto E está entre os pontos D e F, extremidades centro são congruentes. (Situação 3).
de um arco maior: m(DE) m(EF) m(DEF).

- Apenas esta última relação faz sentido para as duas


últimas figuras apresentadas.

39
MATEMÁTICA

Polígonos inscritos na circunferência

Um polígono é inscrito em uma circunferência se cada


vértice do polígono é um ponto da circunferência e neste
caso dizemos que a circunferência é circunscrita ao polí-
gono.

Ângulo semi-inscrito e arco capaz

ngulo semi-inscrito: ngulo semi-inscrito ou ângulo


de segmento é um ângulo que possui um dos lados tan-
gente à circunferência, o outro lado secante à circunferên-
cia e o vértice na circunferência. Este ângulo determina um
arco (menor) sobre a circunferência. No gráfico ao lado, a
Propriedade dos quadriláteros inscritos: Se um qua- reta secante passa pelos pontos A e e o arco correspon-
drilátero está inscrito em uma circunferência então os ân- dente ao ângulo semi-inscrito AC é o arco A onde é
gulos opostos são suplementares, isto é a soma dos ân- um ponto sobre o arco.
gulos opostos é 180 graus e a soma de todos os quatro
ângulos é 360 graus.

Observação: A medida do ângulo semi-inscrito é a


metade da medida do arco interceptado. Na figura, a me-
dida do ângulo C é igual a metade da medida do arco
180 graus A .
180 graus
Arco capaz: Dado um segmento A e um ângulo ,
360 graus pergunta-se: ual é o lugar geométrico de todos os pontos
do plano que contém os vértices dos ângulos cujos lados
Ângulos inscritos passam pelos pontos A e sendo todos os ângulos con-
gruentes ao ângulo k Este lugar geométrico é um arco de
ngulo inscrito: relativo a uma circunferência é um ân- circunferência denominado arco capaz.
gulo com o vértice na circunferência e os lados secantes a
ela. Na figura à esquerda abaixo, o ângulo AV é inscrito e
A é o arco correspondente.

Observação: Todo ângulo inscrito no arco capaz A ,


com lados passando pelos pontos A e são congruentes
e isto significa que, o segmento de reta A é sempre visto
sob o mesmo ângulo de visão se o vértice deste ângulo
está localizado no arco capaz. Na figura abaixo à esquerda,
Medida do ângulo inscrito: A medida de um ângulo os ângulos que passam por A e e têm vértices em V1, V2,
inscrito em uma circunferência é igual à metade da respec- V3,..., são todos congruentes (a mesma medida).
tiva medida do ângulo central, ou seja, a metade de seu
arco correspondente, isto é: m n 2 (1 2) m(A )

ngulo reto inscrito na circunferência: O arco corres-


pondente a um ângulo reto inscrito em uma circunferência
é a semi-circunferência. Se um triângulo inscrito numa se-
mi-circunferência tem um lado igual ao diâmetro, então ele
é um triângulo retângulo e esse diâmetro é a hipotenusa
do triângulo.

40
MATEMÁTICA

Na figura acima à direita, o arco capaz relativo ao ân- Logo, R dC =


gulo semi-inscrito m de vértice em A é o arco AV . Se n é
ângulo central então a medida de m é o dobro da medida (6 − 4)2 + (3 − 1)2 = 2 2 +2 2 = 4 + 4 = 8
de n, isto é: m(arco A ) 2 medida(m) medida(n)
Então a equação é dada por: x2 2
2.4.x 2.1. 42
Exercícios 12
8 2 = 0 ou x2 2
8x 2 9 0.

1. Dado um hexágono regular com área 48 R 3 cm2. 2) Solução: asta compararmos a equação dada com a
Calcular a razão entre as áreas dos círculos inscrito e cir- equação genérica reduzida de uma circunferência:
cunscrito. Escreva a equação da circunferência cujo extre- x0 = 1
mos do diâmetro é dado pelos pontos A(2, 1) e (6,3). y0 = -4
r2 9 r 3
2. Dada uma equação reduzida de uma circunferência Assim a origem está no ponto (1, -4) e ela possui um
(x - 1)2 ( 4)2 9, dizer qual a origem e o raio da cir- raio de 3.
cunferência:
3) Solução:
3. Para a circunferência de equação x2 2
- 6x 2 6
a) 22 12 6.2 2.1 6 -3 0
0, observar posição relativa dos seguintes pontos
P é interno à circunferência
a) P(2, 1)
b) (5, 1)
b) 52 12 6.5 2.1 6 0
4. Examinar a posição relativa entre a reta r: 2x 2 Pertence à circunferência.
0 e a circunferência l: (x 1)2 ( 5)2 = 5
4) Solução: Procuraremos as eventuais interseções en-
5. Obter as equações das tangentes à circunferência l: tre elas, isolando o da reta e jogando na equação da cir-
x2 2
9, que sejam paralelas à reta s: 2x 1 0. cunferência teremos:

6. A projeção de uma corda sobre o diâmetro que pas- 2 2x


sa por uma de suas extremidades é 36 cm. Calcule o com- x2 (2 2x)2 2x 10 . (2 2x) 21 0
primento da corda, sabendo que o raio da circunferência x2 2x 1 0
é 50 cm.
Nesta equação temos discriminante (delta) nulo e úni-
7. Se um ponto P da circunferência trigonométrica cor- ca solução x -1, o que leva a um único , que é 4, assim a
responde a um número x real, qual é a forma dos outros reta tangencia a circunferência.
números que também correspondem a esse mesmo pon-
to 5) Solução:
Nestes casos é aconselhável que a equação da reta es-
8. uantas voltas serão dadas na circunferência trigo- teja como de fato está, na sua forma geral, pois as tangen-
25π tes t, sendo paralelas a s, manterão o coeficiente angular e
nométrica para se representar os números e -12
12 poderemos escrever suas equações como 2x c 0,
9. Qual o comprimento do arco descrito pelo ponteiro bastando, então, encontrar os valores de c:
dos minutos de um relógio cujo mostrador tem 5 cm de
diâmetro, após ter passado 1 hora As tangentes distam r 3 do centro (0,0):
dC,t c 05 3
10. Calcule qual a medida em graus do ângulo formado c =± 305
pelos ponteiros do relógio às 15h 15min. Portanto t1 : 2x 305 0 e t2 : 2x - 305 0.

Respostas 6) Solução: Para Achar o comprimento de uma circun-


1) Solução: ferência tem que usar essa fórmula C 2. .r
Como os pontos A e são os extremos do diâmetro, Sendo (pi) 3,14
o ponto médio entre eles é o centro da circunferência. En- r = Raio
contrando então o centro temos h (2 6) 2 8 2 4
e ( 1 3) 2 2 2 1 e daí, o centro é o ponto C(4,1). C 2 3,14 50
A distância entre o centro e qualquer um dos pontos A ou C 6,28 50
é o raio. C 31,4.

41
MATEMÁTICA

7) Solução: Dado um número real x, fica determina-


do um ponto P da circunferência trigonométrica, de modo 6. CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS
que o comprimento do arco AP, bem como a medida em RELATIVOS: OPERAÇÕES E RESOLUÇÕES DE
radianos do arco AP, é x. ualquer outro número real que PROBLEMAS.
difira do número x, por um número inteiro de vezes 2π ,
irá corresponder a esse mesmo ponto P.

Assim, a forma dos outros números que também cor- NÚMEROS INTEIROS – Z
respondem a esse mesmo ponto é x + 2kπ , k ∈Z .
Definimos o conjunto dos números inteiros como a re-
8) Solução: Dado o número real 25 π , temos: união do conjunto dos números naturais (N 0, 1, 2, 3,
12 4,..., n,... , o conjunto dos opostos dos números naturais e o
zero. Este conjunto é denotado pela letra Z ( ahlen núme-
25 π ro em alemão). Este conjunto pode ser escrito por: ...,
π = 2π + -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...
12 12
O conjunto dos números inteiros possui alguns sub-
conjuntos notáveis:
Portanto, para representá-lo será necessário dar uma
volta inteira e mais um doze avos de meia volta, no sentido - O conjunto dos números inteiros não nulos:
positivo de percurso, isto é, no sentido anti-horário. * ..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,... ;
Por outro lado, dado o número real -12, temos: * 0
−12 −6
= ≅ −1,91 , ou seja, será dada, aproximadamente, uma
2π π - O conjunto dos números inteiros não negativos:
volta inteira e mais 0,91 de volta no sentido horário, já que 0, 1, 2, 3, 4,...
o número dado é negativo. é o próprio conjunto dos números naturais: =N

9) Solução: Como o diâmetro do relógio é de 5 cm, - O conjunto dos números inteiros positivos:
temos que o raio é 2,5 cm. * 1, 2, 3, 4,...
Após 1 hora, o ponteiro dos minutos descreve um ân-
- O conjunto dos números inteiros não positivos:
gulo de uma volta no relógio, ou seja, o arco descrito é um
..., -5, -4, -3, -2, -1, 0
arco de uma volta.
Assim, o comprimento desse arco é
- O conjunto dos números inteiros negativos:
C = 2π .2,5 ≅ 15, 70cm * ..., -5, -4, -3, -2, -1
10) Solução: Sabemos que, a cada hora, o ponteiro Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a
das horas se desloca 30o. E, portanto, em 15 minutos, ele distância ou afastamento desse número até o zero, na reta
se desloca 7o30 . numérica inteira. Representa-se o módulo por .
á o ponteiro dos minutos se desloca 90o em 15 minu- O módulo de 0 é 0 e indica-se 0 0
tos Logo, o ângulo entre os dois ponteiros é de 7o30 , às O módulo de 7 é 7 e indica-se 7 7
15h e 15min. O módulo de 9 é 9 e indica-se 9 9
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de
zero, é sempre positivo.

Números Opostos: Dois números inteiros são ditos


opostos um do outro quando apresentam soma zero; as-
sim, os pontos que os representam distam igualmente da
origem.
Exemplo: O oposto do número 2 é -2, e o oposto de -2
é 2, pois 2 (-2) (-2) 2 0
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a
é a, e vice-versa; particularmente o oposto de zero é o
próprio zero.

Adição de Números Inteiros

Para melhor entendimento desta operação, associare-


mos aos números inteiros positivos a idéia de ganhar e aos
números inteiros negativos a idéia de perder.

42
MATEMÁTICA

Ganhar 5 ganhar 3 ganhar 8 ( 5) ( 3) ( 8) Esse fato pode ser representado pela adição: ( 6)
Perder 3 perder 4 perder 7 (-3) (-4) (-7) ( 3) 3
Ganhar 8 perder 5 ganhar 3 ( 8) (-5) ( 3) Se compararmos as duas igualdades, verificamos que
Perder 8 ganhar 5 perder 3 (-8) ( 5) (-3) ( 6) ( 3) é o mesmo que ( 6) ( 3).

O sinal ( ) antes do número positivo pode ser dispen- Temos:


sado, mas o sinal ( ) antes do número negativo nunca pode ( 6) ( 3) ( 6) ( 3) 3
ser dispensado. ( 3) ( 6) ( 3) ( 6) 3
Propriedades da adição de números inteiros: O con- ( 6) ( 3) ( 6) ( 3) 3
junto Z é fechado para a adição, isto é, a soma de dois
números inteiros ainda é um número inteiro. Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros
é o mesmo que adicionar o primeiro com o oposto do se-
Associativa: Para todos a,b,c em Z: gundo.
a (b c) (a b) c
2 (3 7) (2 3) 7 Multiplicação de Números Inteiros

Comutativa: Para todos a,b em Z: A multiplicação funciona como uma forma simplificada
a b b a de uma adição quando os números são repetidos. Podería-
3 7 7 3 mos analisar tal situação como o fato de estarmos ganhan-
do repetidamente alguma quantidade, como por exemplo,
Elemento Neutro: Existe 0 em Z, que adicionado a ganhar 1 objeto por 30 vezes consecutivas, significa ganhar
cada z em Z, proporciona o próprio z, isto é: 30 objetos e esta repetição pode ser indicada por um x,
z 0 z isto é: 1 1 1 ... 1 1 30 x 1 30
7 0 7 Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2
2 2 ... 2 2 30 x 2 60
Elemento Oposto: Para todo z em Z, existe (-z) em Z,
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos:
tal que
( 2) ( 2) ... ( 2) 30 x (-2) 60
z ( z) 0
Observamos que a multiplicação é um caso particular
9 ( 9) 0
da adição onde os valores são repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode
Subtração de Números Inteiros
ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal
entre as letras.
A subtração é empregada quando:
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantida- Para realizar a multiplicação de números inteiros, deve-
de; mos obedecer à seguinte regra de sinais:
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto ( 1) x ( 1) ( 1)
uma delas tem a mais que a outra; ( 1) x (-1) (-1)
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto (-1) x ( 1) (-1)
falta a uma delas para atingir a outra. (-1) x (-1) ( 1)

A subtração é a operação inversa da adição. Com o uso das regras acima, podemos concluir que:

Observe que: 9 – 5 = 4 4+5=9 Sinais dos números Resultado do produto


diferença
guais Positivo
subtraendo
minuendo Diferentes Negativo

Considere as seguintes situações: Propriedades da multiplicação de números intei-


ros: O conjunto Z é fechado para a multiplicação, isto é, a
1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião multiplicação de dois números inteiros ainda é um número
passou de 3 graus para 6 graus. ual foi a variação da inteiro.
temperatura
Esse fato pode ser representado pela subtração: ( 6) Associativa: Para todos a,b,c em Z:
( 3) 3 a x (b x c) (a x b) x c
2 x (3 x 7) (2 x 3) x 7
2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, duran-
te o dia, era de 6 graus. Noite, a temperatura baixou de Comutativa: Para todos a,b em Z:
3 graus. ual a temperatura registrada na noite de terça- axb=bxa
feira 3x7=7x3

43
MATEMÁTICA

Elemento neutro: Existe 1 em Z, que multiplicado por an = a x a x a x a x ... x a


todo z em Z, proporciona o próprio z, isto é: a é multiplicado por a n vezes
zx1=z
7x1=7 Exemplos:33 (3) x (3) x (3) 27
(-5)5 (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) -3125
Elemento inverso: Para todo inteiro z diferente de (-7) (-7) x (-7) 49
zero, existe um inverso z–1 1 z em Z, tal que ( 9) ( 9) x ( 9) 81
z x z–1 z x (1 z) 1
9 x 9–1 9 x (1 9) 1 - Toda potência de base positiva é um número inteiro
positivo.
Distributiva: Para todos a,b,c em Z: Exemplo: ( 3)2 ( 3) . ( 3) 9
a x (b c) (a x b) (a x c)
3 x (4 5) (3 x 4) (3 x 5) - Toda potência de base negativa e expoente par é
um número inteiro positivo.
Divisão de Números Inteiros Exemplo: ( 8)2 ( 8) . ( 8) 64

Dividendo divisor dividendo: - Toda potência de base negativa e expoente ímpar é


Divisor quociente 0 um número inteiro negativo.
Quociente . divisor = dividendo Exemplo: ( 5)3 ( 5) . ( 5) . ( 5) 125

Propriedades da Potenciação:
Sabemos que na divisão exata dos números naturais:
40 : 5 8, pois 5 . 8 40 Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-
36 : 9 4, pois 9 . 4 36 se a base e somam-se os expoentes. ( 7)3 . ( 7)6 ( 7)3 6
( 7)9
Vamos aplicar esses conhecimentos para estudar a di-
visão exata de números inteiros. Veja o cálculo: Quocientes de Potências com bases iguais: Conser-
( 20) : ( 5) q ( 5) . q ( 20) q ( 4) va-se a base e subtraem-se os expoentes. ( 13)8 : ( 13)6 =
Logo: ( 20) : ( 5) - 4 ( 13)8 6 ( 13)2

Considerando os exemplos dados, concluímos que, Potência de Potência: Conserva-se a base e multipli-
para efetuar a divisão exata de um número inteiro por ou- cam-se os expoentes. ( 4)5]2 ( 4)5 . 2 ( 4)10
tro número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo
do dividendo pelo módulo do divisor. Daí: Potência de expoente 1: É sempre igual à base. ( 9)1
- uando o dividendo e o divisor têm o mesmo sinal, o 9 ( 13)1 13
quociente é um número inteiro positivo.
- uando o dividendo e o divisor têm sinais diferentes, Potência de expoente zero e base diferente de zero:
o quociente é um número inteiro negativo. É igual a 1. Exemplo: ( 14)0 1 ( 35)0 = 1
- A divisão nem sempre pode ser realizada no conjunto
Z. Por exemplo, ( 7) : ( 2) ou ( 19) : ( 5) são divisões que Radiciação de Números Inteiros
não podem ser realizadas em Z, pois o resultado não é um
número inteiro. A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é as- a operação que resulta em outro número inteiro não ne-
sociativa e não tem a propriedade da existência do ele- gativo b que elevado à potência n fornece o número a. O
mento neutro. número n é o índice da raiz enquanto que o número a é o
1- Não existe divisão por zero. radicando (que fica sob o sinal do radical).
Exemplo: ( 15) : 0 não tem significado, pois não existe A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a
um número inteiro cujo produto por zero seja igual a 15. é a operação que resulta em outro número inteiro não ne-
2- ero dividido por qualquer número inteiro, diferente gativo que elevado ao quadrado coincide com o número a.
de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro
por zero é igual a zero. Observação: Não existe a raiz quadrada de um núme-
Exemplos: a) 0 : ( 10) 0 b) 0 : ( 6) 0 c) 0 : ( 1) ro inteiro negativo no conjunto dos números inteiros.
=0
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais di-
Potenciação de Números Inteiros dáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas aparecimen-
to de:
A potência an do número inteiro a, é definida como um 9 3
produto de n fatores iguais. O número a é denominado a mas isto está errado. O certo é:
base e o número n é o expoente. 9 3

44
MATEMÁTICA

Observamos que não existe um número inteiro não negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um número
negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro que elevado ao
cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos cálculos somente aos números não negativos.
Exemplos
3
(a) 8 2, pois 2 8.

(b)
3
−8 2, pois ( 2) -8.
3
(c) 27 3, pois 3 27.

(d)
3
− 27 3, pois ( 3) -27.

Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de números inteiros, concluímos que:
(a) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número inteiro negativo.
(b) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de qualquer número inteiro.

QUESTÕES

1 - (TRF 2ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012) Uma operação é definida por:


w 1 6 , para todo inteiro .
Com base nessa definição, é correto afirmar que a soma 2 (1 ) é igual a
A) 20.
) 15.
C) 12.
D) 15.
E) 20.

2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) Ruth tem somente R 2.200,00 e deseja gastar a maior quan-
tidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R 562,00
DVD: R 399,00
Micro-ondas: R 429,00
Geladeira: R 1.213,00

Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco recebido
será de:
A) R 84,00
) R 74,00
C) R 36,00
D) R 26,00
E) R 16,00

3 - (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYAMA/2013) Analise as operações a seguir:

I abac=ax

II

III
De acordo com as propriedades da potenciação, temos que, respectivamente, nas operações , e :
A) x b-c, b c e z c 2.
B) x b c, b-c e z 2c.
C) x 2bc, -2bc e z 2c.
D) x c-b, b-c e z c-2.
E) x 2b, 2c e z c 2.

45
MATEMÁTICA

4 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2013) Multiplicando-se o maior número inteiro menor do


que 8 pelo menor número inteiro maior do que - 8, o resultado encontrado será
A) - 72
) - 63
C) - 56
D) - 49
E) 42

5 - (SEPLAG - POLÍCIA MILITAR/MG - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2012) Em um jogo de tabuleiro, Carla


e Mateus obtiveram os seguintes resultados:

Ao término dessas quatro partidas,


A) Carla perdeu por uma diferença de 150 pontos.
) Mateus perdeu por uma diferença de 175 pontos.
C) Mateus ganhou por uma diferença de 125 pontos.
D) Carla e Mateus empataram.

Operador de máq Pre Coronel Fabriciano G uantos são os valores inteiros e positivos de x para os quais

é um número inteiro

A) 0
)1
C) 2
D) 3
E) 4

7- (CASA DA MOEDA) O quadro abaixo indica o número de passageiros num vôo entre Curitiba e elém, com duas
escalas, uma no Rio de aneiro e outra em rasília. Os números indicam a quantidade de passageiros que subiram no avião
e os negativos, a quantidade dos que desceram em cada cidade.

Curtiba 240
-194
Rio de aneiro
158
-108
rasília
94

O número de passageiros que chegou a elém foi:


A) 362
) 280
C) 240
D) 190
E) 135

46
MATEMÁTICA

RESPOSTAS
7. CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS:
1 - RESPOSTA:“E”. RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU.
Pela definição: RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS.
Fazendo w=2

NÚMEROS RACIONAIS – Q

Um número racional é o que pode ser escrito na forma


m
, onde m e n são números inteiros, sendo que n deve
n
ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para
significar a divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem
ser obtidos através da razão entre dois números inteiros,
2 - RESPOSTA: “D”. razão pela qual, o conjunto de todos os números racionais
Geladeira Microondas DVD 1213 429 399 é denotado por Q. Assim, é comum encontrarmos na lite-
2041 ratura a notação:
Geladeira Microondas TV 1213 429 562
2204, extrapola o orçamento m
Q={ : m e n em Z, n diferente de zero}
Geladeira TV DVD 1213 562 399 2174, é a maior n
quantidade gasta possível dentro do orçamento. No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
Troco:2200-2174=26 reais
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
3 - RESPOSTA: “B”. - Q = conjunto dos racionais não negativos;
- Q* = conjunto dos racionais positivos;
I da propriedade das potências, temos:
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.

II Representação Decimal das Frações


p
III Tomemos um número racional q , tal que p não seja
múltiplo de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
4 - RESPOSTA: “D”.
efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Maior inteiro menor que 8 é o 7
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
Menor inteiro maior que -8 é o -7.
Portanto: 7⋅(-7) -49
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,
um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
5 - RESPOSTA: “C”.
Carla: 520-220-485 635 450 pontos 2
Mateus: -280 675 295-115 575 pontos 0,4
5
Diferença: 575-450=125 pontos 1 0,25
4
6 - RESPOSTA:“C”. 35 8,75
Fazendo substituição dos valores de x, dentro dos con- 4
juntos do inteiros positivos temos: 153 3,06
50
x=0 ; x=1
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,
infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente. Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1
, logo os únicos números que sa- 0,333...
3
tisfazem a condição é x 0 e x 5 , dois números apenas. 1 0,04545...
22
7 - RESPOSTA:“D”. 167 2,53030...
240- 194 158 -108 94 190 66

47
MATEMÁTICA

Representação Fracionária dos Números Decimais Simplificando, obtemos x 611 , a fração geratriz da
dízima 1, 23434... 495
Trata-se do problema inverso: estando o número
racional escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que
na forma de fração. Temos dois casos: representa esse número ao ponto de abscissa zero.

1º) Transformamos o número em uma fração cujo


numerador é o número decimal sem a vírgula e o Exemplo: Módulo de - 3 é 3 . ndica-se - 3 = 3
denominador é composto pelo numeral 1, seguido de 2 2 2 2
tantos zeros quantas forem as casas decimais do número 3 3 3 3
Módulo de é . ndica-se + =
decimal dado: 2 2 2 2
3 3
9 Números Opostos: Dizemos que e são números
0,9 2 2
10 racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto
57
5,7 do outro. As distâncias dos pontos 3 e 3 ao ponto zero
10 2 2
da reta são iguais.
0,76 76
100 Soma (Adição) de Números Racionais
3,48 348 Como todo número racional é uma fração ou pode ser
100
5 = 1 escrito na forma de uma fração, definimos a adição entre
0,005 a c
1000 200 os números racionais e , da mesma forma que a
b d
soma de frações, através de:
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada;
a c = ad + bc
para tanto, vamos apresentar o procedimento através de
b d bd
alguns exemplos:

Exemplo 1 Propriedades da Adição de Números Racionais

Seja a dízima 0, 333... . O conjunto Q é fechado para a operação de adição, isto


é, a soma de dois números racionais ainda é um número
Façamos x 0,333... e multipliquemos ambos os racional.
membros por 10: 10x 0,333 - Associativa: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = (
Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade a+b)+c
da segunda: - Comutativa: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
10x x 3,333... 0,333... ⇒ 9x = 3 ⇒ x 39 - Elemento neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a
todo q em , proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3 . - Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em ,
9 tal que q + (–q) = 0
Exemplo 2
Subtração de Números Racionais
Seja a dízima 5, 1717...
A subtração de dois números racionais p e q é a própria
operação de adição do número p com o oposto de q, isto é:
Façamos x 5,1717... e 100x 517,1717... .
p – q = p + (–q)
Subtraindo membro a membro, temos:
99x = 512 ⇒ x 512 99
Multiplicação (Produto) de Números Racionais
Como todo número racional é uma fração ou pode ser
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração 512 .
99 escrito na forma de uma fração, definimos o produto de
Exemplo 3 dois números racionais a e c , da mesma forma que o
b d
Seja a dízima 1, 23434... produto de frações, através de:
a c ac
Façamos x 1,23434... 10x 12,3434... 1000x x =
b d bd
1234,34... .
Subtraindo membro a membro, temos: O produto dos números racionais a e b também pode
990x 1234,34... 12,34... ⇒ 990x = 1222 ⇒ x ser indicado por a × b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum
1222 990 sinal entre as letras.

48
MATEMÁTICA

Para realizar a multiplicação de números racionais, - Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.
devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em ⎛ 9⎞
1
9
toda a Matemática: ⎜⎝ − ⎟⎠ = - 4
( 1) ( 1) ( 1) 4
( 1) (-1) (-1)
(-1) ( 1) (-1) - Toda potência com expoente negativo de um número
(-1) (-1) ( 1) racional diferente de zero é igual a outra potência que tem
a base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual
Podemos assim concluir que o produto de dois ao oposto do expoente anterior.
números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de −2 2
dois números com sinais diferentes é negativo. ⎛ 3⎞ ⎛ 5 ⎞ 25
⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
5 3 9
Propriedades da Multiplicação de Números - Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo
Racionais sinal da base.

O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, 3


o produto de dois números racionais ainda é um número
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8
⎜⎝ ⎟⎠ = ⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ =
racional. 3 3 3 3 27
- Associativa: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = (
a×b)×c - Toda potência com expoente par é um número
- Comutativa: Para todos a, b em Q: a × b = b × a positivo.
- Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por 2
todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q × 1 = q ⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ 1
⎜⎝ − ⎟⎠ = ⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
a em Q, q diferente 5 5 5 25
- Elemento inverso: Para todo q
b
de zero, existe q-1 = b em Q: q × q-1 = 1 a x
- Produto de potências de mesma base. Para reduzir um
a b
b =1 produto de potências de mesma base a uma só potência,
a conservamos a base e somamos os expoentes.
- Distributiva: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = (
a×b)+(a×c) 2 3 2+3 5
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2 2⎞ ⎛ 2 2 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞
Divisão de Números Racionais ⎜⎝ ⎟⎠ .⎜ ⎟ = ⎜ . ⎟ .⎜ . . ⎟ = ⎜ ⎟ =⎜ ⎟
5 ⎝ 5⎠ ⎝ 5 5⎠ ⎝ 5 5 5⎠ ⎝ 5⎠ ⎝ 5⎠
A divisão de dois números racionais p e
q é a própria operação de multiplicação do - Quociente de potências de mesma base. Para reduzir
número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q = um quociente de potências de mesma base a uma só
p × q-1 potência, conservamos a base e subtraímos os expoentes.

Potenciação de Números Racionais


A potência qn do número racional q é um produto de
n fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente.
qn q q q q ... q, (q aparece n vezes)
- Potência de Potência. Para reduzir uma potência de
Exemplos: potência a uma potência de um só expoente, conservamos
3 a base e multiplicamos os expoentes
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8
a) ⎜ ⎟ = ⎜ ⎟ .⎜ ⎟ .⎜ ⎟ =
⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ 125

b)

c) ( 5) ( 5) . ( 5) 25 Radiciação de Números Racionais


Se um número representa um produto de dois ou mais
d) ( 5) ( 5) . ( 5) 25 fatores iguais, então cada fator é chamado raiz do número.
Vejamos alguns exemplos:
Propriedades da Potenciação: Toda potência com
expoente 0 é igual a 1. Exemplo 1
0
⎛ 2⎞ = 1 4 Representa o produto 2 . 2 ou 22. Logo, 2 é a raiz
⎜⎝ + ⎟⎠
5 quadrada de 4. ndica-se 4 2.

49
MATEMÁTICA

Exemplo 2 3 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA-


1 1 1 ⎛ 1⎞
2
1 CIONAL – VUNESP/2013) De um total de 180 candidatos,
Representa o produto . ou ⎜⎝ ⎟⎠ . Logo, é a raiz
9 3 3 3 3 2 5 estudam inglês, 2 9 estudam francês, 1 3estuda espa-
1 1
quadrada de 9
. ndica-se 1
= 3 nhol e o restante estuda alemão. O número de candidatos
9
que estuda alemão é:
A) 6.
Exemplo 3 ) 7.
C) 8.
0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. D) 9.
Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. ndica-se 3 0,216 0,6. E) 10.

Assim, podemos construir o diagrama: 4 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA-


CIONAL – VUNESP/2013) Em um estado do Sudeste, um
Agente de Apoio Operacional tem um salário mensal de:
saláriobase R 617,16 e uma gratificação de R 185,15. No
N Z Q mês passado, ele fez 8 horas extras a R 8,50 cada hora,
mas precisou faltar um dia e foi descontado em R 28,40.
No mês passado, seu salário totalizou
A) R 810,81.
) R 821,31.
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá C) R 838,51.
o número zero ou um número racional positivo. Logo, os D) R 841,91.
números racionais negativos não têm raiz quadrada em . E) R 870,31.
-100
O número não tem raiz quadrada em , pois 5 - (Pref. Niterói) Simplificando a expressão abaixo
9
-10
tanto como +10 , quando elevados ao quadrado, dão Obtém-se :
3 3
100 A)
.
9 )1
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no C) 3 2
conjunto dos números racionais se ele for um quadrado D) 2
perfeito. E) 3

O número
2
não tem raiz quadrada em , pois não 6 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em um jogo
3 matemático, cada jogador tem direito a 5 cartões marcados
existe número racional que elevado ao quadrado dê 2 .
3 com um número, sendo que todos os jogadores recebem
os mesmos números. Após todos os jogadores receberem
Questões seus cartões, aleatoriamente, realizam uma determinada
tarefa que também é sorteada. Vence o jogo quem cumprir
1 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE- a tarefa corretamente. Em uma rodada em que a tarefa era
RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Na escola onde estudo, colocar os números marcados nos cartões em ordem cres-
dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina fa- cente, venceu o jogador que apresentou a sequência
vorita, 9 20 têm a matemática como favorita e os demais
têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração repre-
senta os alunos que têm ciências como disciplina favorita
A) 1 4
) 3 10
C) 2 9
D) 4 5
E) 3 2

2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)


Dirce comprou 7 lapiseiras e pagou R 8,30, em cada uma
delas. Pagou com uma nota de 100 reais e obteve um des- 7 – (Prof./Prefeitura de Itaboraí) Se x 0,181818...,
conto de 10 centavos. uantos reais ela recebeu de troco então o valor numérico da expressão:
A) R 40,00
) R 42,00
C) R 44,00
D) R 46,00
E) R 48,00

50
MATEMÁTICA

A) 34 39 2 - RESPOSTA: “B”.
) 103 147
C) 104 147
D) 35 49 Como recebeu um desconto de 10 centavos, Dirce pa-
E) 106 147 gou 58 reais
Troco:100-58=42 reais
8 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Mariana abriu
seu cofrinho com 120 moedas e separou-as: 3 - RESPOSTA: “C”.
1 real: das moedas
50 centavos: 1 3 das moedas
25 centavos: 2 5 das moedas
10 centavos: as restantes Mmc(3,5,9) 45
Mariana totalizou a quantia contida no cofre em
A) R 62,20.
) R 52,20.
C) R 50,20.
D) R 56,20. O restante estuda alemão: 2 45
E) R 66,20.

9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)


Numa operação policial de rotina, que abordou 800 pes-
soas, verificou-se que 3 4 dessas pessoas eram homens e
1 5 deles foram detidos. á entre as mulheres abordadas, 4 - RESPOSTA: “D”.
1 8 foram detidas.
Qual o total de pessoas detidas nessa operação poli-
cial
A) 145
) 185
Salário foi R 841,91.
C) 220
D) 260 5 - RESPOSTA: “B”.
E) 120 1,3333 12 9 4 3
1,5 15 10 3 2
10 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS
OPERACIONAIS – MAKIYAMA/2013) uando pergunta-
do sobre qual era a sua idade, o professor de matemática
respondeu:
O produto das frações 9 5 e 75 3 fornece a minha
idade .
Sendo assim, podemos afirmar que o professor tem: 6 - RESPOSTA: “D”.
A) 40 anos.
) 35 anos.
C) 45 anos.
D) 30 anos.
E) 42 anos.
Respostas
A ordem crescente é :
1 - RESPOSTA: “B”.
Somando português e matemática:
7 - RESPOSTA: “B”.
x 0,181818... temos então pela transformação na fra-
ção geratriz: 18 99 2 11, substituindo:

O que resta gosta de ciências:

51
MATEMÁTICA

8 - RESPOSTA: “A”. Exemplo 1


Resolução da equação 3x 2 16, invertendo
operações.

Procedimento e justificativa: Se 3x 2 dá 16, conclui-


se que 3x dá 16 2, isto é, 18 (invertemos a subtração).
Se 3x é igual a 18, é claro que x é igual a 18 : 3, ou seja, 6
(invertemos a multiplicação por 3).

Registro

3x 2 16
Mariana totalizou R 62,20. 3x 16 2
3x = 18
9 - RESPOSTA: “A”. 18
x=
3
x=6

Exemplo 2

2 1
Resolução da equação 1 3x x , efetuando
5 2
Como 3 4 eram homens, 1 4 eram mulheres a mesma operação nos dois lados da igualdade.

Procedimento e justificativa: Multiplicamos os dois


ou 800-600=200 mulheres lados da equação por mmc (2;5) 10. Dessa forma, são
eliminados os denominadores. Fazemos as simplificações
e os cálculos necessários e isolamos x, sempre efetuando a
mesma operação nos dois lados da igualdade. No registro,
as operações feitas nos dois lados da igualdade são
indicadas com as setas curvas verticais.
Total de pessoas detidas: 120 25 145
Registro
10 - RESPOSTA: “C”. 1 3x 2 5 x 1 2
10 30x 4 10x 5
-30x - 10x = 5 - 10 - 4
-40x 9(-1)
40x = 9
x 9 40
x 0,225
EQUAÇÃO DO 1º GRAU
á também um processo prático, bastante usado, que
se baseia nessas ideias e na percepção de um padrão visual.
Veja estas equações, nas quais há apenas uma incógnita:
- Se a b c, conclui-se que a c b.
3x 2 16 (equação de 1º grau)
Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no
lado esquerdo; na segunda, a parcela b aparece subtraindo
2y 3
5 11 (equação de 3º grau) no lado direito da igualdade.
2 1 - Se a . b c, conclui-se que a c b, desde que b 0.
1 3x x (equação de 1º grau) Na primeira igualdade, o número b aparece
5 2
multiplicando no lado esquerdo; na segunda, ele aparece
O método que usamos para resolver a equação de dividindo no lado direito da igualdade.
1º grau é isolando a incógnita, isto é, deixar a incógnita O processo prático pode ser formulado assim:
sozinha em um dos lados da igualdade. Para conseguir - Para isolar a incógnita, coloque todos os termos com
isso, há dois recursos: incógnita de um lado da igualdade e os demais termos do
- inverter operações; outro lado.
- efetuar a mesma operação nos dois lados da - Sempre que mudar um termo de lado, inverta a
igualdade. operação.

52
MATEMÁTICA

Exemplo 3 - (SA ESP APREND FCC 2012) Um quadrado é


chamado mágico quando suas casas são preenchidas por
5(x+2) (x+2) . (x-3) x2
Resolução da equação = - , números cuja soma em cada uma das linhas, colunas ou
2 3 3
usando o processo prático. diagonais é sempre a mesma.
O quadrado abaixo é mágico.
Procedimento e justificativa: niciamos da forma
habitual, multiplicando os dois lados pelo mmc (2;3) 6.
A seguir, passamos a efetuar os cálculos indicados. Neste
ponto, passamos a usar o processo prático, colocando
termos com a incógnita à esquerda e números à direita,
invertendo operações.

Registro
5(x+2) (x+2) . (x-3) x2
- =
2 3 3
6. 5(x+2) - 6. (x+2) . (x-3) = 6. x
2

2 3 3
15(x 2) 2(x 2)(x 3) 2x2
15x 30 2(x2 3x 2x 6) 2x2
15x 30 2(x2 x 6) 2x2
15x 30 2x2 2x 12 2x2
17x 2x 42
2
2x 2 Um estudante determinou os valores desconhecidos
17x 2x2 2x2 42 corretamente e para 3x 1 atribuiu
17x 42 A)14
x=-
42 ) 12
17 C) 5
D) 3
Note que, de início, essa última equação aparentava
E) 1
x2
ser de 2º grau por causa do termo - no seu lado direito.
3 4 - (PGE A ASS STENTE DE PROCURADOR A
Entretanto, depois das simplificações, vimos que foi
FCC 2013) A prefeitura de um município brasileiro anun-
reduzida a uma equação de 1º grau (17x 42). ciou que 3 5 da verba destinada ao transporte público se-
riam aplicados na construção de novas linhas de metrô. O
Questões
restante da verba seria igualmente distribuído entre quatro
outras frentes: corredores de ônibus, melhoria das estações
1 - (PRF) Num determinado estado, quando um veículo
de trem, novos terminais de ônibus e subsídio a passagens.
é rebocado por estacionar em local proibido, o motorista
Se o site da prefeitura informa que serão gastos R 520 mi-
paga uma taxa fixa de R 76,88 e mais R 1,25 por hora
lhões com a melhoria das estações de trem, então o gasto
de permanência no estacionamento da polícia. Se o valor
com a construção de novas linhas de metrô, em reais, será
pago foi de R 101,88 o total de horas que o veículo ficou de
estacionado na polícia corresponde a:
A) 20 A) 3,12 bilhões.
) 21 ) 2,86 bilhões.
C) 22 C) 2,60 bilhões.
D) 23 D) 2,34 bilhões.
E) 24 E) 2,08 bilhões.

2 - (PREF. MARU AGENTE EDUCADOR PREF. MA- 5 - (C MARA DE S O PAULO SP TÉCN CO ADM -
RU 2014) Certa quantia em dinheiro foi dividida igual- N STRAT VO FCC 2014) Um funcionário de uma empresa
mente entre três pessoas, cada pessoa gastou a metade do deve executar uma tarefa em 4 semanas. Esse funcionário
dinheiro que ganhou e 1 3(um terço) do restante de cada executou 3 8 da tarefa na 1a semana. Na 2a semana, ele
uma foi colocado em um recipiente totalizando R 900,00(- executou 1 3 do que havia executado na 1a semana. Na 3a
novecentos reais), qual foi a quantia dividida inicialmente e 4a semanas, o funcionário termina a execução da tarefa e
A) R 900,00 verifica que na 3a semana executou o dobro do que havia
) R 1.800,00 executado na 4a semana. Sendo assim, a fração de toda a
C) R 2.700,00 tarefa que esse funcionário executou na 4 semana é igual
D) R 5.400,00 a

53
MATEMÁTICA

A) 5 16. ) 132.
) 1 6. C) 54.
C) 8 24. D) 44.
D)1 4. E) 11.
E) 2 5.
10 - AGENTE DE SEGURAN A METROV ÁR A -
6 - (C MARA DE S O PAULO SP TÉCN CO ADM N S- FCC 2013) oje, a soma das idades de três irmãos é 65
TRAT VO FCC 2014) ia tem 10 anos a mais que Luana, anos. Exatamente dez anos antes, a idade do mais velho era
que tem 7 anos a menos que Felícia. ual é a diferença de o dobro da idade do irmão do meio, que por sua vez tinha
idades entre ia e Felícia o dobro da idade do irmão mais novo. Daqui a dez anos, a
A) 3 anos. idade do irmão mais velho será, em anos, igual a
) 7 anos. A) 55.
C) 5 anos. ) 25.
D) 10 anos. C) 40.
E) 17 anos. D) 50.
E) 35.
7 -(DAE AMER CANAS SP ANAL STA ADM NSTRAT -
VO S D AS 2013) Em uma praça, Graziela estava conver- Respostas
sando com Rodrigo. Graziela perguntou a Rodrigo qual era
sua idade, e ele respondeu da seguinte forma: 1 - RESPOSTA A”.
- 2 5 de minha idade adicionados de 3 anos correspon- Devemos inicialmente equacionar através de uma
dem à metade de minha idade. equação do 1º grau, ou seja:
ual é a idade de Rodrigo y= 76,88 + 1,25. x ➜ 101,88 = 76,88 + 1,25x ➜
A) Rodrigo tem 25 anos. 101,88 – 76,88 = 1,25x
) Rodrigo tem 30 anos. 1,25x = 25 ➜ x = ➜ x = 20 horas.
C) Rodrigo tem 35 anos.
D) Rodrigo tem 40 anos. Obs.: é o valor pago pela multa x corresponde ao nú-
8 - (METRO SP - AGENTE DE SEGURAN A METROV Á- mero de horas de permanência no estacionamento.
R A - FCC 2013) Dois amigos foram a uma pizzaria. O mais 2 - RESPOSTA: “B”.
velho comeu da pizza que compraram. Ainda da mesma Quantidade a ser dividida: x
pizza o mais novo comeu da quantidade que seu amigo Se 1 3 de cada um foi colocado em um recipiente e
havia comido. Sendo assim, e sabendo que mais nada des- deu R 900,00, quer dizer que cada uma colocou R 300,00.
sa pizza foi comido, a fração da pizza que restou foi

9 - (METRO SP - AGENTE DE SEGURAN A METROV Á- x = 1800


R A - FCC 2013) Glauco foi à livraria e comprou 3 exem-
plares do livro . Comprou 4 exemplares do livro , com 3 - RESPOSTA: “A”.
preço unitário de 15 reais a mais que o preço unitário do gualando a 1 linha com a 3 , temos:
livro . Comprou também um álbum de fotografias que
custou a terça parte do preço unitário do livro .
Glauco pagou com duas cédulas de 100 reais e recebeu
o troco de 3 reais. Glauco pagou pelo álbum o valor, em
reais, igual a 3x-1=14
A) 33.

54
MATEMÁTICA

4 - RESPOSTA: “A”. Mmc(2,5) 10


520 milhões para as melhorias das estações de trem,
como foi distribuído igualmente, corredores de ônibus, no-
vos terminais e subsídio de passagem também receberam
cada um 520 milhões.
Restante da verba foi de 520.4 = 2080 ; 106 = notação
científica de milhões (1.000.000).
Verba:

8 - RESPOSTA: “C”.

ou 3,12 bi-
lhões.

5 - RESPOSTA: “B”.
Tarefa: x Sobrou 1 10 da pizza.
Primeira semana: 3 8x
9 - RESPOSTA: “E”.
2 semana: Preço livro : x
Preço do livro : x 15

1ª e 2ª semana:

Na 3 e 4 semana devem ser feito a outra metade, pois


ele executou a metade na 1ª e 2ª semana como consta na Valor pago:197 reais (2.100 3)
fração acima (1 2x).
3ªsemana: 2y
4ª semana: y

6 - RESPOSTA: “A”.
Luana: x
ia: x 10 O valor pago pelo álbum é de R 11,00.
Felícia: x 7
ia-Felícia x 10-x-7 3 anos.
10 - RESPOSTA: “C”.
7 - RESPOSTA: “B”. rmão mais novo: x
dade de Rodrigo: x rmão do meio: 2x
rmão mais velho:4x

oje:
rmão mais novo: x 10
rmão do meio: 2x 10
rmão mais velho:4x 10

55
MATEMÁTICA

x 10 2x 10 4x 10 65 Exemplo 2
7x=65-30
7x=35 Numa classe de 42 alunos há 18 rapazes e 24 moças. A
x=5 razão entre o número de rapazes e o número de moças é
18 3
= , o que significa que para cada 3 rapazes há 4 mo-
hoje: 24 4
rmão mais novo: x 10 5 10 15 ças . Por outro lado, a razão entre o número de rapazes e o
rmão do meio: 2x 10 10 10 20 18 3
total de alunos é dada por = , o que equivale a dizer
rmão mais velho:4x 10 20 10 30 42 7
que de cada 7 alunos na classe, 3 são rapazes .
Daqui a dez anos
Razão entre grandezas de mesma espécie
rmão mais novo: 15 10 25
rmão do meio: 20 10 30
A razão entre duas grandezas de mesma espécie é o
rmão mais velho: 30 10 40
quociente dos números que expressam as medidas dessas
grandezas numa mesma unidade.
O irmão mais velho terá 40 anos.
Exemplo

8. RAZÃO E PROPORÇÃO. PROPRIEDADES Uma sala tem 18 m2. Um tapete que ocupar o centro
DAS PROPORÇÕES. DIVISÃO dessa sala mede 384 dm2. Vamos calcular a razão entre a
PROPORCIONAL. MÉDIA ARITMÉTICA área do tapete e a área da sala.
SIMPLES E PONDERADA. REGRA DE TRÊS Primeiro, devemos transformar as duas grandezas em
SIMPLES. REGRA DE TRÊS COMPOSTA. uma mesma unidade:
Área da sala: 18 m2 = 1 800 dm2
Área do tapete: 384 dm2
Estando as duas áreas na mesma unidade, podemos
Ra ão escrever a razão:

Sejam dois números reais a e b, com b ≠ 0. Chama-se 384dm 2 384 16


razão entre a e b (nessa ordem) o quociente a b, ou . = =
A razão é representada por um número racional, mas é
1800dm 2 1800 75
lida de modo diferente.
Razão entre grandezas de espécies diferentes
Exemplos
Exemplo 1
3
a) A fração lê-se: três quintos . Considere um carro que às 9 horas passa pelo quilô-
5 metro 30 de uma estrada e, às 11 horas, pelo quilômetro
3 170.
b) A razão lê-se: 3 para 5 .
5 Distância percorrida: 170 m 30 m 140 m
Os termos da razão recebem nomes especiais. Tempo gasto: 11h 9h 2h
O número 3 é numerador Calculamos a razão entre a distância percorrida e o
3 tempo gasto para isso:
a) Na fração
5
O número 5 é denominador 140km
= 70km / h
2h
O número 3 é antecedente
A esse tipo de razão dá-se o nome de velocidade mé-
a) Na razão 3
5 O número 5 é consequente dia.

Exemplo 1 Observe que:


- as grandezas quilômetro e hora são de naturezas
A razão entre 20 e 50 é 20 = 2 ; já a razão entre 50 e diferentes;
20 é 50 5 . 50 5 - a notação m h (lê-se: quilômetros por hora ) deve
20
=
2 acompanhar a razão.

56
MATEMÁTICA

Exemplo 2 “Em toda proporção, o produto dos meios é igual


ao produto dos extremos”.
A Região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Exemplo 1
aneiro e São Paulo) tem uma área aproximada de 927 286
m2 e uma população de 66 288 000 habitantes, aproxi- 2 6
Na proporção = , temos 2 x 9 3x6 18;
madamente, segundo estimativas projetadas pelo nstituto 3 9
rasileiro de Geografia e Estatística ( GE) para o ano de e em 1 = 4 , temos 4 x 4 1 x 16 16.
1995. 4 16
Dividindo-se o número de habitantes pela área, obte- Exemplo 2
remos o número de habitantes por m2 (hab. m2):

6628000 Na bula de um remédio pediátrico recomenda-se a


≅ 71,5hab. / km 2 seguinte dosagem: 5 gotas para cada 2 g do peso da
927286
criança.
A esse tipo de razão dá-se o nome de densidade de- Se uma criança tem 12 g, a dosagem correta x é dada
mográfica. por:
A notação hab. m2 (lê-se: habitantes por quilômetro
5gotas x
quadrado ) deve acompanhar a razão. = → x = 30gotas
2kg 12kg
Exemplo 3
Por outro lado, se soubermos que foram corretamente
Um carro percorreu, na cidade, 83,76 m com 8 L de ministradas 20 gotas a uma criança, podemos concluir que
gasolina. Dividindo-se o número de quilômetros percor- seu peso é 8 g, pois:
ridos pelo número de litros de combustível consumidos,
teremos o número de quilômetros que esse carro percorre 5gotas
= 20gotas / p → p = 8kg
com um litro de gasolina: 2kg
83, 76km
≅ 10, 47km / l (nota: o procedimento utilizado nesse exemplo é co-
8l
mumente chamado de regra de três simples.)
A esse tipo de razão dá-se o nome de consumo mé-
dio. Propriedades da Proporção
A notação m l (lê-se: quilômetro por litro ) deve
acompanhar a razão. O produto dos extremos é igual ao produto dos meios:
essa propriedade possibilita reconhecer quando duas ra-
Exemplo 4 zões formam ou não uma proporção.

Uma sala tem 8 m de comprimento. Esse comprimento 4 12


e
é representado num desenho por 20 cm. Qual é a escala 3 9 formam uma proporção, pois
do desenho
Produtos dos extremos ← 4.9 = 3.12 → Produtos dos
comprimento i no i desenho 20cm 20cm 1 meios. 36 36
Escala = = = = ou1 : 40
comprimento i real 8m 800cm 40
A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro
(ou para o segundo termo) assim como a soma dos dois
A razão entre um comprimento no desenho e o corres- últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
pondente comprimento real, chama-se Escala.
5 10 ⎧ 5 + 2 10 + 4 7 14
Proporção = ⇒⎨ = ⇒ =
2 4 ⎩ 5 10 5 10
A igualdade entre duas razões recebe o nome de pro-
porção. ou
3 6 5 10 ⎧ 5 + 2 10 + 4 7 14
Na proporção 5 = 10 (lê-se: 3 está para 5 assim como = ⇒⎨ = ⇒ =
6 está para 10 ), os números 3 e 10 são chamados extre- 2 4 ⎩ 2 4 2 4
mos, e os números 5 e 6 são chamados meios.
A diferença entre os dois primeiros termos está para
Observemos que o produto 3 x 10 30 é igual ao pro- o primeiro (ou para o segundo termo) assim como a dife-
duto 5 x 6 30, o que caracteriza a propriedade fundamen- rença entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o
tal das proporções: quarto termo).

57
MATEMÁTICA

3 - (PREF. NEPOMUCENO MG TÉCN CO EM SEGU-


4 8 4−3 8−6 1 2 RAN A DO TRA AL O CONSULPLAN 2013) Num zooló-
= ⇒ = ⇒ =
3 6 4 8 4 8 gico, a razão entre o número de aves e mamíferos é igual à
ou razão entre o número de anfíbios e répteis. Considerando
que o número de aves, mamíferos e anfíbios são, respecti-
4 8 4−3 8−6 1 2
= ⇒ = ⇒ = vamente, iguais a 39, 57 e 26, quantos répteis existem neste
3 6 3 6 3 6 zoológico
A soma dos antecedentes está para a soma dos con- A) 31
sequentes assim como cada antecedente está para o seu B) 34
consequente. C) 36
D) 38
E) 43
12 3 ⎧12 + 3 12 15 12
= ⇒⎨ = ⇒ =
8 2 ⎩ 8+2 8 10 8 4 - (TRT - Técnico udiciário) Na figura abaixo, os pon-
tos E e F dividem o lado A do retângulo A CD em seg-
ou
mentos de mesma medida.
12 3 ⎧12 + 3 3 15 3
= ⇒⎨ = ⇒ =
8 2 ⎩ 8 + 2 2 10 2

A diferença dos antecedentes está para a diferença dos


consequentes assim como cada antecedente está para o
seu consequente.

3 1 ⎧ 3−1 3 2 3
= ⇒⎨ = ⇒ =
15 5 ⎩15 − 5 15 10 15
A razão entre a área do triângulo (CEF) e a área do
retângulo é:
ou
a) 1 8
3 1 ⎧ 3−1 1 2 1 b) 1 6
= ⇒⎨ = ⇒ = c) 1 2
15 5 ⎩15 − 5 5 10 5
d) 2 3
e) 3 4
Questões
5 - (CREF TO SP ALMO AR FE VUNESP 2012) Na
1 - (VUNESP - AgSegPenClasse -V1 - 2012) Em um biblioteca de uma faculdade, a relação entre a quantidade
concurso participaram 3000 pessoas e foram aprovadas de livros e de revistas era de 1 para 4. Com a compra de
1800. A razão do número de candidatos aprovados para o novos exemplares, essa relação passou a ser de 2 para 3.
total de candidatos participantes do concurso é: Assinale a única tabela que está associada corretamen-
A) 2 3 te a essa situação.
)3 5
C) 5 10 A)
D) 2 7 Nº de livros Nº de revistas
E) 6 7 Antes da compra 50 200
Após a compra 200 300
2 – (VNSP1214 001-AssistenteAdministrativo- 2012)
Em uma padaria, a razão entre o número de pessoas que B)
tomam café puro e o número de pessoas que tomam café
com leite, de manhã, é 2 3. Se durante uma semana, 180 Nº de livros Nº de revistas
pessoas tomarem café de manhã nessa padaria, e supondo Antes da compra 50 200
que essa razão permaneça a mesma, pode-se concluir que Após a compra 300 200
o número de pessoas que tomarão café puro será:
A) 72 C)
) 86 Nº de livros Nº de revistas
C) 94
D) 105 Antes da compra 200 50
E) 112 Após a compra 200 300

58
MATEMÁTICA

D)
Nº de livros Nº de revistas
Antes da compra 200 50
Após a compra 300 200

E)
Nº de livros Nº de revistas
Antes da compra 200 200
Após a compra 50 300

6 - (CREF TO SP ALMO AR FE VUNESP 2012) Uma rede varejista teve um faturamento anual de 4,2 bilhões de
reais com 240 lojas em um estado. Considerando que esse faturamento é proporcional ao número de lojas, em outro esta-
do em que há 180 lojas, o faturamento anual, em bilhões de reais, foi de
A) 2,75
B) 2,95
C) 3,15
D) 3,35
E) 3,55

7 - (PREF. MARU AGENTE EDUCADOR PREF. MARU 2014) De cada dez alunos de uma sala de aula, seis são do
sexo feminino. Sabendo que nesta sala de aula há dezoito alunos do sexo feminino, quantos são do sexo masculino
A) Doze alunos.
) uatorze alunos.
C) Dezesseis alunos.
D) Vinte alunos.

8 - (T SP ESCREVENTE TÉCN CO UD C ÁR O VUNESP 2013) Em um dia de muita chuva e trânsito caótico, 2 5 dos
alunos de certa escola chegaram atrasados, sendo que 1 4 dos atrasados tiveram mais de 30 minutos de atraso. Sabendo
que todos os demais alunos chegaram no horário, pode-se afirmar que nesse dia, nessa escola, a razão entre o número de
alunos que chegaram com mais de 30 minutos de atraso e número de alunos que chegaram no horário, nessa ordem, foi de
A) 2:3
B) 1:3
C) 1:6
D) 3:4
E) 2:5

9 - (PMPP1101 001-Escriturário- -manhã 2012) A razão entre as idades de um pai e de seu filho é hoje de 5 2.
uando o filho nasceu, o pai tinha 21 anos. A idade do filho hoje é de
A) 10 anos
) 12 anos
C) 14 anos
D) 16 anos
E) 18 anos

10 - (FAPESP ANAL STA ADM N STRAT VO VUNESP 2012) Em uma fundação, verificou-se que a razão entre o nú-
mero de atendimentos a usuários internos e o número de atendimento total aos usuários (internos e externos), em um
determinado dia, nessa ordem, foi de 3 5. Sabendo que o número de usuários externos atendidos foi 140, pode-se concluir
que, no total, o número de usuários atendidos foi
A) 84
B) 100
C) 217
D) 280
E) 350

59
MATEMÁTICA

Respostas

1 – Resposta “B”

2 – Resposta “A”
Sejam CP e CL o número de pessoas que consumiram café puro e café com leite respectivamente. Como na semana o
número total de pessoas que consumiram café foi de 180, temos que:

CP CL 180

A relação encontrada entre eles é de ; assim aplicando a propriedade da proporção teremos:

180.2 = CP.5 CP = CP = 72

3 - RESPOSTA: “D”

Aplicando-se o produto dos meios pelos extremos temos:

4 - Resposta “B”

5 - RESPOSTA: “A”
Para cada 1 livro temos 4 revistas
Significa que o número de revistas é 4x o número de livros.
50 livros: 200 revistas

Depois da compra
2 livros :3 revistas
200 livros: 300 revistas

60
MATEMÁTICA

6 - RESPOSTA: “C” DIVISÃO PROPORCIONAL

A divisão proporcional é muito usada em situações


relacionadas à matemática financeira, contabilidade, admi-
nistração, na divisão de lucros e prejuízos proporcionais a
valores investidos.
240.x 4,2.180 240x 756 x 3,15 bilhões Ex: 1. Manuela, ose e Alberto resolveram formar uma
sociedade e abriram uma empresa que, ao fim de um ano
7 - RESPOSTA: “A” deu lucro de R 660 000,00. Para abrir a empresa Manuela
Como 6 são do sexo feminino, 4 são do sexo masculi- investiu R 40 000,00, osé R 50 000,00 e Alberto R 30
no(10-6 4) .Então temos a seguinte razão: 000,00. Como esse lucro deverá ser dividido entre os sócios
para que cada um receba uma quantia proporcional ao in-
vestimento inicial
6x = 72 x = 12 Resolução: M, e A são as quantias que os sócios de-
vem receber .

8- RESPOSTA: “C” M
=
J
=
A
=
M +J+A
=
660000
= 5,5
40000 50000 30000 40000 + 50000 + 30000 120000
Se 2 5 chegaram atrasados
M
chegaram no horário = 5,5 , logo M R 220 000,00
40000

tiveram mais de 30 minutos de atraso J


= 5,5 logo R 275 000,00
50000
A
= 5,5 logo A R 165 000,00
30000

Resposta: Manuela receberá R 220 000,00: ose rece-


berá R 275 000,00 e Alberto receberá R 165 000,00
9 – RESPOSTA: “C”
Ex: 2. Um professor tem 171 figurinhas para distribuir
A razão entre a idade do pai e do filho é respectiva- aos quatro alunos que menos faltaram durante o semestre.
mente , se quando o filho nasceu o pai tinha 21, sig- Para ser justo, a divisão deverá ser feita de forma inversa-
nifica que hoje o pai tem x 21 , onde x é a idade do filho. mente proporcional ao número de faltas de cada um. oão
Montando a proporção teremos: faltou 4 vezes, Ana faltou 3, Marcos faltou 2 e Cintia faltou
2. uanto deve receber cada aluno

Resolução: Sejam , A, M e C as quantias que cada um


deve receber.

4 3A 2M 2C 108
10 - RESPOSTA: “E” 4 108
Usuários internos: 27
Usuários externos : E 3A=108
A 36 Resposta: oão recebeu 27 figuri-
nhas, Ana recebeu 36, Marcos recebeu
5I = 3I+420 2I = 420 I = 210 2M=108 54 e Cintia 54.
M=54
2C=108
E 210 140 350 C=54

61
MATEMÁTICA

PROBLEMAS

1. Decidi dividir R 247,00 entre meus dois filhos de modo proporcional às suas idades. O mais velho tem onze anos e
o mais novo tem oito. uantos reais devo dar a cada um

2. Três profissionais com a mesma capacidade de trabalho, devem executar uma tarefa por R 1800,00. O primeiro
deles, porém, trabalhou apenas três dias, o segundo, quatro, e o terceiro trabalhou 5 dias. Para que o pagamento seja justo
quanto deverá receber cada um

3. Três trabalhadores devem dividir 1200 reais referentes ao pagamento de um serviço realizado. Eles trabalharam 2, 3
e 5 dias respectivamente e devem receber uma quantia diretamente proporcional ao número de dias trabalhados. uanto
deverá receber cada um

4. Dois ambulantes obtiveram R 1560,00 pela venda de certas mercadorias. Esta quantia deve ser dividida entre eles
em partes diretamente proporcionais a 5 e 7 respectivamente. uanto irá receber cada um

5. Os três jogadores mais disciplinados de um campeonato de futebol amador irão receber um prêmio de R 3340,00
rateados em partes inversamente proporcionais ao número de faltas cometidas em todo o campeonato. Os jogadores co-
meteram 5, 7 e 11 faltas. ual a premiação referente a cada um deles respectivamente
6. Para estimular a frequência às aulas, um professor resolveu distribuir a título de premio aos alunos, 60 CD s para suas
3 classes, repartidas em partes inversamente proporcionais ao número de faltas ocorridas durante o mês em cada uma das
classe. Após esse período, ele constatou que houve 8, 12 e 24 faltas totais respectivamente nas classes A, e C. uantos
CD s devem ser entregues para cada classe

RESPOSTAS

1. 143 reais para o mais velho e 104 reais para o mais novo.

2. O primeiro receberá 450 reais, o segundo 600 reais e o terceiro 750 reais

3. O que trabalhou 2 dias recebeu 240 reais, 3 dias recebeu 360 reais e por 5 dias 600 reais

4. 910 proporcional a 7 e 650 proporcional a 5

5A 7 11C 7700

5A=7700

A= ⇒ A = 1540

7 7700

⇒ 1100

11C=7700

C= ⇒ C = 700

5 faltas recebeu 1540 reais, 7 faltas recebeu 1100 reais e 11 faltas 700 reais.

6. Classe A 30 CD s, classe 20 CD s e classe C 10 CD s

Média aritmética

Média aritmética de um conjunto de números é o valor que se obtém dividindo a soma dos elementos pelo número
de elementos do conjunto.

62
MATEMÁTICA

Representemos a média aritmética por .


A média pode ser calculada apenas se a variável envol-
vida na pesquisa for quantitativa. Não faz sentido calcular a
média aritmética para variáveis quantitativas.
Na realização de uma mesma pesquisa estatística entre Mediana (Md)
diferentes grupos, se for possível calcular a média, ficará
mais fácil estabelecer uma comparação entre esses grupos Sejam os valores escritos em rol:
e perceber tendências.
Considerando uma equipe de basquete, a soma das al- !! , !! , !! , … , !! !
turas dos jogadores é: 1,85 1,85 1,95 1,98 1,98 1,98 2, 1. Sendo n ímpar, chama-se mediana o termo tal que
01 2,01 2,07 2,07 2,07 2,07 2,10 2,13 2,18 30,0
o número de termos da sequência que precedem é igual
Se dividirmos esse valor pelo número total de jogado-
ao número de termos que o sucedem, isto é, !! ! é termo
res, obteremos a média aritmética das alturas:
médio da sequência ( !! ! ) em rol.
2. Sendo n par, chama-se mediana o valor obtido pela
média aritmética entre os termos !! ! e !!!! ! , tais que o
número de termos que precedem é igual ao número de
termos que sucedem !!!! ! , isto é, a mediana é a média
A média aritmética das alturas dos jogadores é 2,02m. aritmética entre os termos centrais da sequência ( !!!! ! )
em rol.
Média Ponderada
Exemplo 1:
A média dos elementos do conjunto numérico A relati- Determinar a mediana do conjunto de dados: 12, 3, 7,
va à adição e na qual cada elemento tem um determinado 10, 21, 18, 23
peso é chamada média aritmética ponderada.
Solução:
Escrevendo os elementos do conjunto em rol, tem-se:
(3, 7, 10, 12, 18, 21, 23). A mediana é o termo médio desse
rol. Logo: Md 12
Média Geométrica
Resposta: Md=12.
Exemplo 2:
Digamos que tenhamos os números 4, 6 e 9, para ob-
termos o valor médio aritmético deste conjunto, multipli- Determinar a mediana do conjunto de dados:
camos os elementos e obtemos o produto 216. Pegamos 10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25 .
então este produto e extraímos a sua raiz cúbica, chegando Solução:
ao valor médio 6. Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol, tem-
Extraímos a raiz cúbica, pois o conjunto é composto de se:
3 elementos. Se fossem n elementos, extrairíamos a raiz de (3, 7, 10, 12, 18, 21, 23, 25). A mediana é a média arit-
índice n. mética entre os dois termos centrais do rol.
Neste exemplo teríamos a seguinte solução: 12 + 18
Logo: !" = = 15!
2
Resposta: Md=15

Média Harmônica REGRA DE TRÊS SIMPLES


A média harmônica está relacionada ao cálculo ma- Os problemas que envolvem duas grandezas direta-
temático das situações envolvendo as grandezas inversa- mente ou inversamente proporcionais podem ser resol-
mente proporcionais.
vidos através de um processo prático, chamado regra de
três simples.

Exemplo 1: Um carro faz 180 m com 15L de álcool.


uantos litros de álcool esse carro gastaria para percorrer
Exemplo 210 m

Um veículo realizou o trajeto de ida e volta entre as ci- Solução:


dades A e . Na ida ele desenvolveu uma velocidade média O problema envolve duas grandezas: distância e litros
de 80 m h, na volta a velocidade média desenvolvida foi de álcool.
de 120 m h. ual a velocidade média para realizar todo o ndiquemos por x o número de litros de álcool a ser
percurso de ida e volta consumido.

63
MATEMÁTICA

Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma No nosso esquema, esse fato é indicado colocando-se na
mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que coluna velocidade uma flecha em sentido contrário ao
se correspondem em uma mesma linha: da flecha da coluna tempo :

Distância ( m) Litros de álcool Velocidade (km/h) Tempo (h)


180 15 60 4
210 x 80 x
Na coluna em que aparece a variável x ( litros de
álcool ), vamos colocar uma flecha:
sentidos contrários
Distância ( m) Litros de álcool Na montagem da proporção devemos seguir o sentido
180 15! das flechas. Assim, temos:
210 x 4 80 4
= 12
4x = 4 . 3 4x = 12 x= x=3
x 60 3 4
Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo
de álcool também duplica. Então, as grandezas distância Resposta: Farei esse percurso em 3 h.
e litros de álcool são diretamente proporcionais. No es-
quema que estamos montando, indicamos esse fato colo- Exemplo 3: Ao participar de um treino de Fórmula
cando uma flecha na coluna distância no mesmo sentido 1, um competidor, imprimindo velocidade média de 200
da flecha da coluna litros de álcool : m h, faz o percurso em 18 segundos. Se sua velocidade
fosse de 240 m h, qual o tempo que ele teria gasto no
percurso
Distância (km) Litros de álcool Vamos representar pela letra x o tempo procurado.
180 15 Estamos relacionando dois valores da grandeza
210 x