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UNEF – UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR DE FEIRA DE SANTANA

Disciplina: Bioquímica Metabólica


Docente: Prof. Paulo Ricardo
Discentes: Salma Moreira.
Curso: Farmácia Turno: Noturno Semestre: 3º
Data: 06/12/2017

RESUMO DO CICLO DE KREBS

O ciclo de Krebs, também conhecido como ciclo do ácido cítrico ou ciclo do


ácido tricarboxílico, é uma das fases da respiração celular descoberta pelo bioquímico Hans
Adolf Krebs (1938). Essa fase da respiração se trata de uma sequência de reações mediadas
por enzimas que compõem a fosforilação oxidativa que ocorrem na matriz mitocondrial dos
eucariontes e no citoplasma dos procariontes, e é considerada uma rota anfibólica por possuir
tanto reações catabólicas quanto anabólicas.

Figura 1 – Ciclo de Krebs Completo


Fonte: http://bioquimicauna.blogspot.com.br/2015/06/ciclo-de-krebs_19.html
A função principal desse ciclo é a geração de energia, direta ou indiretamente.
Isso ocorre cada vez que a Acetil-CoA entra no ciclo ocorrendo a produção de um ATP.
Como cada molécula de glicose que passa pela glicólise gera duas de piruvato e esse é
utilizado na formação de Acetil-CoA, é dito que o ciclo de Krebs gera, proporcionalmente,
duas moléculas de ATP para cada uma de glicose. Entretanto esse não é o único papel dessas
reações de extrema importância.

Outra função do ciclo do ácido cítrico está ligada ao fato de que uma vez que essa
produção de energia não é muito eficiente, aloca-se a função principal desse ciclo para
produzir elétrons altamente energéticos e prótons. Esses produtos passarão por outro processo
denominado fosforilação oxidativa que será uma etapa mais eficiente e altamente energética,
onde a energia livre disponibilizada pelo fluxo de elétrons criado é acoplada ao transporte
contracorrente de protóns através da membrana interna da mitocôndria (impermeável a estes
prótons), conservando parte desta energia como potencial eletroquímico transmembrana. O
fluxo transmembrana dos prótons "de volta", a favor do seu gradiente de concentração através
de poros proteicos específicos fornece energia livre para a síntese de ATP.

Uma última função importante de se destacar desse ciclo é a formação de


metabólitos que são utilizados em outros processos. Isto é, alguns compostos intermediários
do ciclo de Krebs também podem ser utilizados na formação de outros compostos, como é o
caso do oxaloacetato que participa na geração do aspartato, entre outros.

Em resumo, o ciclo de Krebs é uma sequência de reações de extrema importância


por participar, direta ou indiretamente, na geração de energia e formação de diversos
compostos através de processos catabólicos e anabólicos.

Como o Ciclo de Krebs é uma reação cíclica, ou seja, o produto final entra
novamente no ciclo e durante as reações internas ocorre a produção de metabólitos para
outros processos, geração de energia e liberação de íons e elétrons altamente energéticos.
Esses processos contam com o auxílio de moléculas aceptoras como a NAD e o FAD.

Dessa forma é possível se guiar dentro do ciclo de Krebs a partir das seguintes
etapas:

1. Começa com a acetilcoenzima A (Acetil-CoA), produzida a partir do piruvato,


que é produto da glicólise, ou da oxidação de ácidos graxos pela β-oxidação. A
coenzima reage com o ácido oxalacético formando o citrato, sendo que a reação é
catalisada pela enzima citrato sintase.

Figura 2 – Ciclo de Krebs – Conversão Acetil-CoA para Citrato

2. Após isso, o citrato perde água pela desidratação catalisada pela enzima aconitase
gerando o isocitrato.

Figura 3 – Ciclo de Krebs – Conversão Citrato para Isocitrato


3. Após a formação do isocitrato, esse perde um hidrogênio com o auxílio do NAD,
que é transformado em NADH. Além disso, ocorre, também, a descarboxilação
(perda de carbono) com a saída de gás carbônico. Essas reações utilizam a enzima
isocitrato desidrogenase e geram o α-Cetoglutarato.

Figura 4 – Ciclo de Krebs – Conversão Isocitrato para α-Cetoglutarato

4. Esse α-Cetoglutarato sofre uma reação semelhante à anterior, perdendo um


hidrogênio e um carbono com a geração de um composto de apenas quatro
carbonos que se combina imediatamente com a coenzima A, denominado
succinil-CoA.

Figura 5 – Ciclo de Krebs – Conversão α-Cetoglutarato para Succinil-CoA


5. Esse succinil-CoA passa por uma reação, catalisada pela Succinil-Coa sintetase,
que gera energia ao perder a coenzima A, formando o succinato. Isso ocorre com
a geração de GTP, que é transformado em ATP posteriormente, a partir do GDP e
fosfato inorgânico presente na matriz.

Figura 6 – Ciclo de Krebs – Conversão Succinil-CoA para Succinato

6. Com o auxílio da enzima succinato desidrogenase, o succinato perde dois


hidrogênios gerando o fumarato. Esse processo ocorre com o FAD recebendo
esses dois hidrogênios se transformando em FADH2, diz-se que o FAD foi
reduzido à FADH2.

Figura 7 – Ciclo de Krebs – Conversão Succinato para Fumarato


7. O fumarato, por sua vez, recebe água por um processo chamado de hidratação
gerando o malato. Nesse sentido, essa reação utiliza a enzima fumarase como
catalisadora.

Figura 8 – Ciclo de Krebs – Conversão Fumarato para Malato

8. O malato, enfim, perde um hidrogênio com o auxílio da malato desidrogenase e


do NAD, que se transforma em NADH. O resultado dessa reação é, justamente, o
oxaloacetato que entrará novamente no ciclo.

Figura 9 – Ciclo de Krebs – Conversão Malato para Oxaloacetato


REFERÊNCIAS

JUNQUEIRA, L. C. & CARNEIRO, J. Biologia Celular e Molecular. 9ª Edição. Editora


Guanabara Koogan. 338 páginas. 2012. Disponível em: <
https://pt.slideshare.net/driz/biologia-celular-e-molecular-9-ed-junqueira-amp-carneiro>
Acesso em 05 de novembro de 2017.

GUYTON, A.C. & HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª Edição. Editora Elsevier.
1115 páginas. 2006. Disponível em:
<https://pt.scribd.com/document/338409644/TRATADO-DE-FISIOLOGIA-MEDICA-
GUYTON-E-HALL-11%C2%AA-EDICAO-pdf> Acesso em 05 de novembro de 2017.