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PORTUGUÊS

CRASE

Crase é o nome que se dá à fusão ou contração de duas vogais iguais. Na língua falada,
a todo momento ocorrem casos de crase. Na escrita, o único caso de crase, assinalada
com acento grave (`), é o do encontro da preposição a com o artigo definido a(s) e a
mesma preposição acom a vogal inicial dos pronomes
demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo:

Exemplos:

 Vamos a + a universidade logo depois do almoço.

 Vamos à universidade logo depois do almoço.


Observe que o verbo ir requer a preposição a e o substantivo universidade pede o
artigo a.

É importante mencionar que vogais idênticas são também contraídas, visto ser a crase
um processo fonológico:

Exemplos:

 leer - ler

 door - dor

Ocorrências da crase
1. Preposição a + artigos a, as:

Exemplos:

 Fui à feira ontem.

 Paulo dedica-se às artes marciais.


O B S E R V AÇ Õ E S
a) Quando o nome não admitir artigo, não haverá indicação de crase:

Exemplos:

 Vou a Campinas amanhã.


 Estamos viajando em direção a Roma.
 No entanto, se houver um modificador do nome, haverá crase:

 Vou à Campinas das andorinhas.


 Estamos viajando em direção à Roma das Sete Colinas.
b) Ocorre a crase somente se os nomes femininos puderem ser substituídos por nomes
masculinos que admitem ao antes deles:
Exemplos:

 Eles foram à praia.


 Eles foram ao campo.
 As crianças costumam ir à praça.
 As crianças costumam ir ao parque.
 Portanto, não haverá crase em:

 Ela escreveu a redação a tinta.


 (Ela escreveu a redação a lápis.)
 Compramos a TV a vista.
 (Compramos a TV a prazo.)
2. Preposição a + pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s) e aquilo:

Exemplos:

 Maria referiu-se àquele homem de terno cinza.

 O palestrante se dirigiu àquelas mulheres da Associação.

 Nunca me referi àquilo que você disse.


3. Na indicação de horas:

Exemplos:

 João se levanta às sete horas.

 Eles chegaram à meia-noite.


4. Antes de nomes que apresentam a palavra moda (ou maneira) implícita:

Exemplos:

 Adoro bife à milanesa.

 Eles querem vitela à parmigiana.

 Ela se vestiu à cigana.

 Ele cortou o cabelo à Nero.


5. Antes de palavra masculina quando, diante dela, houver uma palavra feminina
subentendida:

Exemplos:
 A entrevista foi dada à Globo (isto é, à rede Globo).

 Fui à Melhoramentos (isto é, à Editora Melhoramentos).


6. Em locuções adverbiais constituídas de substantivo feminino plural:

Exemplos:

 Os moleques costumam nadar no rio às escondidas.

 Às vezes, preferimos viajar de carro.

 Eles partiram às pressas sem se despedir.


7. Em locuções prepositivas e conjuntivas constituídas de substantivo feminino:

Exemplos:

 Eles vivem à custa do Estado.

 Estamos todos à mercê da violência urbana.

 Fica mais frio à proporção que nos aproximamos do Sul.

 Sentimos medo à medida que crescia o movimento de soldados na praça.

Principais casos em que não ocorre a


crase
1. Antes de palavras masculinas:

Exemplos:

 Ele leva tudo a ferro e fogo.

 Por favor, façam o exercício a lápis.


2. Antes de verbos no infinitivo:

Exemplos:

 Estou decidido a comprar este carro.

 A pobre criança ficou a chorar o dia todo.


3. Antes de nomes de cidades:

Exemplos:

 Vou a Curitiba visitar uma amiga.


 Eles chegaram a Londres ontem.
4. Antes de pronomes que não admitem artigo (pessoal, de tratamento,
demonstrativo, indefinido e relativo):

Exemplos:

 Ele se dirigiu a ela com indelicadeza.

 Direi a Vossa Majestade quais são os nossos planos.

 Onde você pensa que vai a esta hora da noite?

 Devolva o livro a qualquer funcionário da biblioteca.

 Todos os dias agradeço a Deus, a quem tudo devo.


5. Antes do artigo indefinido uma:

Exemplos:

 O policial dirigiu-se a uma senhora vestida de vermelho.

 O garoto entregou o envelope a uma moça da recepção.


6. Em expressões que apresentam substantivos repetidos:

Exemplos:

 Maria ficou cara a cara com o ladrão.

 Ele tomou o remédio gota a gota.


7. Antes de palavras no plural precedidas apenas de preposição:

Exemplos:

 Nunca me associo a pessoas que falam demais.

 Eles costumam ir a reuniões do condomínio.


8. Antes de numerais cardinais:

Exemplos:

 Após as enchentes, o número de desabrigados chegou a trezentos.

 Daqui a duas semanas, estaremos em Miami.


9. Antes de nomes célebres e nomes de santos:
Exemplos:

 O artigo reporta-se a Carlota Joaquina de maneira desrespeitosa.

 Ela fez uma promessa a santa Cecília.


10. Antes da palavra casa, quando essa não apresenta adjunto adnominal:

Exemplos:

 Estava frio, e Fernando voltou a casa para apanhar um agasalho.

 Antes de chegar a casa, o malandro limpou a mancha de batom do rosto.


O B S E R V AÇ ÃO
Quando a palavra casa apresentar modificador, haverá crase:

Exemplo:

 Vou à casa de Pedro.


11. Antes da palavra dona:

Exemplos:

 O mensageiro entregou a encomenda a dona Vera.

 Foi só um susto. O acidente nada causou a dona Maria Helena.


12. Antes da palavra terra, como sinônimo de terra firme:

Exemplos:

 O capitão informou que estamos quase chegando a terra.

 Depois de dois meses de mar aberto, regressamos finalmente a terra.

Ocorrência facultativa da crase


1. Antes de nome próprio feminino:

Exemplos:

 Entreguei o cheque à Paula.

 Entreguei o cheque a Paula.

 Júlio compôs uma canção à Fabiana.

 Júlio compôs uma canção a Fabiana.


O B S E R V AÇ ÃO
A crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do nome próprio feminino.
2. Antes do pronome possessivo feminino:

Exemplos:

 Ele fez uma crítica séria à sua mãe.

 Ele fez uma crítica séria a sua mãe.

 Convidei-o a vir à minha casa.

 Convidei-o a vir a minha casa.


O B S E R V AÇ ÃO
A crase não ocorre quando o falante não usa artigo antes do pronome possessivo.
3. Antes da preposição até:

Exemplos:

 Vou caminhar até à praia.

 Vou caminhar até a praia.

 Ele pode acompanhá-la até à porta.

 Ele pode acompanhá-la até a porta.


O B S E R V AÇ ÃO
A crase não ocorre quando o falante não usa a preposição a depois de até.
PROCLISE, MESOCLISE, ENCLISE

É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o,


a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo.

Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo


(próclise), no meio do verbo (mesóclise) e depois do verbo (ênclise).

Esses pronomes se unem aos verbos porque são “fracos” na pronúncia.

PRÓCLISE
Usamos a próclise nos seguintes casos:

(1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada,


ninguém, nem, de modo algum.

- Nada me perturba.
- Ninguém se mexeu.
- De modo algum me afastarei daqui.
- Ela nem se importou com meus problemas.

(2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que,


conforme, embora, logo, que.

- Quando se trata de comida, ele é um “expert”.


- É necessário que a deixe na escola.
- Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos
sinceros.

(3) Advérbios

- Aqui se tem paz.


- Sempre me dediquei aos estudos.
- Talvez o veja na escola.

OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa de


atrair o pronome.

- Aqui, trabalha-se.

(4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos.

- Alguém me ligou? (indefinido)


- A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo)
- Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)

(5) Em frases interrogativas.


- Quanto me cobrará pela tradução?

(6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).

- Deus o abençoe!
- Macacos me mordam!
- Deus te abençoe, meu filho!

(7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.

- Em se plantando tudo dá.


- Em se tratando de beleza, ele é campeão.

(8) Com formas verbais proparoxítonas

- Nós o censurávamos.

MESÓCLISE
Usada quando o verbo estiver no futuro do presente (vai acontecer –
amarei, amarás, ...) ou no futuro do pretérito (ia acontecer mas não
aconteceu – amaria, amarias, ...)

- Convidar-me-ão para a festa.


- Convidar-me-iam para a festa.

Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória.

- Não (palavra atrativa) me convidarão para a festa.

ÊNCLISE
Ênclise de verbo no futuro e particípio está sempre errada.

- Tornarei-me....... (errada)
- Tinha entregado-nos..........(errada)

Ênclise de verbo no infinitivo está sempre certa.

- Entregar-lhe (correta)
- Não posso recebê-lo. (correta)

Outros casos:
- Com o verbo no início da frase: Entregaram-me as camisas.
- Com o verbo no imperativo afirmativo: Alunos, comportem-se.
- Com o verbo no gerúndio: Saiu deixando-nos por instantes.
- Com o verbo no infinitivo impessoal: Convém contar-lhe tudo.
OBS: se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra
atrativa, ocorrerá a próclise:

- Em se tratando de cinema, prefiro o suspense.


- Saiu do escritório, não nos revelando os motivos.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES


VERBAIS
Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo,
gerúndio ou particípio.

AUX + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar.


Se houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do verbo
auxiliar.

- Havia-lhe contado a verdade.


- Não (palavra atrativa) lhe havia contado a verdade.

AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa,


o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo principal.

Infinitivo
- Quero-lhe dizer o que aconteceu.
- Quero dizer-lhe o que aconteceu.

Gerúndio
- Ia-lhe dizendo o que aconteceu.
- Ia dizendo-lhe o que aconteceu.

Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo


auxiliar ou depois do verbo principal.

Infinitivo
- Não lhe quero dizer o que aconteceu.
- Não quero dizer-lhe o que aconteceu.

Gerúndio
- Não lhe ia dizendo a verdade.
- Não ia dizendo-lhe a verdade.
PRONOMES RELATIVOS

Pronomes relativos são pronomes que se relacionam sempre com o termo da


oração que está antecedente, servindo ao mesmo tempo de elo de subordinação
das orações que iniciam. Exercem, assim, uma função sintática na frase.
Normalmente, introduzem as orações subordinadas adjetivas. Através da
utilização de pronomes relativos, evitamos a repetição dos termos nas orações,
sendo fácil relacioná-los e sintetizá-los.

Exemplos:

 Orações simples: Este é o museu. Eu visitei o museu.


 Com pronome relativo: Este é o museu que eu visite.
 Orações simples: Eu comprei a blusa. A blusa é amarela.
 Com pronome relativo: Eu comprei a blusa que é amarela.

Exemplos de pronomes relativos


Formas invariáveis: que, quem, onde.

Formas variáveis: o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas,
quanto, quanta, quantos, quantas.

Nota: Os pronomes relativos podem vir precedidos de preposição de acordo


com a regência verbal dos verbos da oração.

Uso dos pronomes relativos


Que: É o pronome relativo mais utilizado, sendo considerado um pronome
relativo universal. Refere-se a coisas ou a pessoas e pode ser substituído por: o
qual, a qual, os quais e as quais. Além disso, pode aparecer precedido pelos
pronomes demonstrativos o, a, os, as.

Exemplos:

 Acabei de lavar o vestido que estava sujo de tinta.


 Já nem sei o que faço.

Quem: Refere-se somente a pessoas, nunca a coisas. Vem sempre antecedido


de preposição quando tem um antecedente explícito.

Exemplos:

 Este é o garoto a quem sempre amei.


 É esta a professora de quem você falou?
Onde: É utilizado para indicar um lugar, podendo ser substituído por: em que,
no qual, na qual, nos quais e nas quais. Pode ser utilizado juntamente com
preposições, formando as palavras aonde e donde para transmitir noções de
movimento.

Exemplos:

 Este é o apartamento onde vivi quando pequena.


 O hotel onde ficamos era cinco estrelas.

Qual e suas flexões: Vem sempre precedido de um artigo. Emprega-se depois


de preposições com duas sílabas ou mais e de locuções prepositivas.

Exemplos:

 Pensei nisso naquela noite de tempestade, durante a qual não consegui


dormir.
 Li um livro sobre o qual nunca tinha ouvido falar nada.

Quanto e suas flexões: Aparece depois dos pronomes indefinidos tudo, tanto,
todos, bem como suas flexões.

Exemplos:

 Compre tanto quanto for preciso.


 Ele não fez tudo quanto havia prometido.

Cujo e suas flexões: Aparece entre dois substantivos e transmite uma ideia de
posse, sendo equivalente a: do qual, da qual, dos quais, das quais, de que e de
quem. Deve concordar em gênero e número com a coisa possuída.

Exemplos:

 Escolheram os alunos cujas notas foram exemplares.


 Preferem atletas cujo condicionamento físico está excelente.

Fique sabendo mais!

Os antecedentes com os quais os pronomes relativos se relacionam podem ser


um substantivo, um pronome, um adjetivo, um advérbio ou uma oração.
Contudo, com os pronomes quem e onde, é possível que sejam utilizados na
frase sem o antecedente, chamando-se então de pronomes relativos indefinidos.

Exemplo:

 Quem copiou na prova, foi reprovado.


REGENCIA VERBAL

A regência é definida como a relação que se institui quando um termo


principal, regente, tem o seu sentido complementado por outro, regido.
A regência verbal, como o próprio nome sugere, ocorre quando o
termo regente é um verbo. Cumpre-se evidenciar que a relação de
regência também se faz presente entre orações dependentes. Observe:

a) As crianças se encantaram com a decoração de Natal.

Perceba que o verbo “encantar” necessita de complemento, pois quem


se encanta, se encanta comalguém ou com algo. Se o termo regido for
retirado da frase, o que acontece? Analise: “As crianças se
encantaram.”. Soou vago, não? O verbo “encantar” precisa de
especificação, uma vez que há inúmeras coisas com as quais as
crianças poderiam se encantar. Nesse caso, a complementação foi feita
pela preposição “com”.

b) Eles se esqueceram de que os convites precisam ser entregues até


a sexta-feira.

Note que a frase acima se compõe de duas orações, a saber:

 Oração 1: Eles se esqueceram


 Oração 2: os convites precisam ser entregues até a sexta-feira.

Visualize que a oração 1, a principal, tem o seu sentido complementado


pela oração 2, que é regida por aquela. Afinal, é preciso especificar do
quê eles se esqueceram. Caso contrário, o enunciado torna-se sem
sentido. Trata-se de orações dependentes entre si, que são conectadas
por intermédio da preposição “de”, exigida pelo verbo [quem se
esquece, se esquece de alguém ou de alguma coisa] e pela conjunção
subordinativa “que”.

A seguir, serão apresentadas diversificadas situações comunicativas,


nas quais a regência verbal costuma suscitar dúvidas, especialmente
no tocante à escrita.

 Aquele é o rapaz com quem discuti. (discute-se com alguém).


 Este é o projeto a que o chefe se referiu. (refere-se a algo ou
alguém)
 Eu me lembrei da senha. (lembrar a si mesmo de algo)
 A jovem assistiu ao filme ontem. (assistir a = ver/presenciar)
O dentista assistiu o paciente. (assistir = cuidou/socorreu)
 Rafaela aspira à carreira de modelo. (aspirar a =
objetivar/desejar)
Aqui na capital, aspiramos um ar poluído. (aspirar = respirar)
 A empresa ainda não visou o contrato de prestação de serviço.
(visar = assinar)
Ele visa ao cargo de presidente. (visar a/ao =
objetivar/pretender)
 Todos devem obedecer, rigorosamente, às regras do concurso.
(obedecer a)
 Prefiro salgado ao doce. (prefere-se uma coisa a outra e, não,
uma coisa do que outra).
 Pediu aos convidados que se dirigissem à sala de jantar. (Pedir a
alguém que faça algo e, não, para que faça algo.).
 Estes são os meios de que disponho para fazer a divulgação do
produto. (dispor de)
 Esta é a fazenda em que morei durante a minha infância. [morar
em algum lugar. Outras opções: na qual morei ou onde (pois se
trata de um lugar físico) morei].
 Informe aos estudantes os locais da prova. (Informar algo a
alguém)
 Informe os estudantes dos locais de prova. (Informar alguém de
algo)
 Avise os formandos da necessidade de chegarem pontualmente.
(avisar alguém de algo).
 Aproveitou a (aproveitou-se da) oportunidade para dizer o que
pensa. (aproveitar algo ou aproveitar-se de algo)
 Aquele é o homem por quem um dia me apaixonei. (apaixonar-
se por)
 Esta é a dupla sertaneja de que tanto gosto. (gostar de)
 O parque a que fomos no ano passado será ampliado. (ir a)
 Este é o hospital a que recorreu no dia em que sofreu a fratura.
(recorrer a)

Para concluir: A regência verbal é realizada quando um verbo tem o


seu sentido complementado por outro termo (o regido), constituindo
um todo significativo. Vale reiterar que a relação de regência é
sinalizada entre orações dependentes entre si. Constantemente,
surgem dúvidas concernentes à regência verbal. Portanto, estude com
muita atenção e pratique sempre!
PORQUÊ

Anderson, Glaciane, Rubia, Robson, Denilson, Myrian, João Pedro, Estelle,


Deywer e Victor perguntaram à BBC Brasil quando usar “porque”, “por que”
“porquê” e “por quê”.

Para responder a esta dúvida, consultamos o professor Pasquale Cipro Neto,


que já começa derrubando a ideia compartilhada por muitos de que o “por que”
é usado em todas as frases terminadas com ponto de interrogação.

“Isso é o caminho para o naufrágio”, alerta.

Confira, a seguir, dicas para não errar:

"Por que" separado


“O ‘por que’ separado sempre pode embutir a palavra ‘razão’ ou a palavra
‘motivo’”, explica o professor.

Isso vale para perguntas diretas - “Por que você não foi?" vira "Por que razão
você não foi?" e "Por que você não pagou a conta?" vira "Por que motivo você
não pagou a conta?".

E também para frases terminadas com ponto final - “Você sabe por que eu ajo
assim” vira “Você sabe por qual razão eu ajo assim” ou “Você sabe por qual
motivo eu ajo assim”.

“E existe ainda um outro ‘por que’ separado", acrescenta Pasquale. “Lembra


aquela música? ‘Só eu sei as esquinas por que passei’, lembra?”.

Com esse exemplo, ele explica que o “por que” também é separado quando
equivale a "pelo qual", "pela qual", "pelos quais", "pelas quais".

No caso da música, a letra também poderia ser: “Só eu sei as esquinas pelas
quais passei”.

"Porque" junto
O “porque” junto é uma conjunção que indica causa, motivo, justificativa ou
explicação.

Um exemplo: "Eu não fui porque estava doente".

De acordo com o professor, "Porque estava doente" é a oração que indica a


razão pela qual ele não foi.

Nesses casos, o “porque” é junto e sem acento.


Com isso, é possível existir “porque” junto mesmo em frases que terminam com
interrogação, como esta: “Será que ela está chateada comigo porque eu não fui
ao aniversário dela?”

Alguns professores recomendam tentar trocar o "porque" junto por "pois". Se


der certo, está correto o uso do "porque" junto.

"Por quê" separado com acento


O “por quê” separado e com acento é um “por que” separado localizado antes
de uma pausa na fala ou na escrita.

“É preciso que haja uma pausa, um ponto final, um ponto de interrogação..."


explica Pasquale.

Exemplo: “Por quê?”

Só isso. É o mesmo que perguntar "Por qual razão?", "Por qual motivo?".

De acordo com o professor, esse "quê" vira tônico na entonação. Assim,


quando há um “por que” separado encerrando uma frase, ele ganha o acento e
passa a ser “por quê”.

"Porquê" junto com acento


Nesse caso, o “porque” vira sinônimo da palavra "motivo".

O professor exemplifica: “Qual é o porquê de tanta tristeza?".

É o mesmo que perguntar “Qual é o motivo de tanta tristeza?".


CLASSES DAS PALAVRAS

Palavras Variáveis e Flexões


Substantivo
É a palavra que nomeia os seres em geral, desde objetos, fenômenos, lugares,
qualidades, ações, dentre outros.
Exemplos: Ana, Brasil, beleza.
Flexões: Gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau
(aumentativo e diminutivo).
Verbo
É a palavra que indica ações, estado ou fenômeno da natureza.
Exemplos: existir, sou, chovendo.
Flexões: Pessoa (primeira, segunda e terceira), número (singular e plural), tempo
(presente, passado e futuro), modo (indicativo, subjuntivo e imperativo) e voz (ativa,
passiva e reflexiva).
Adjetivo
É a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos substantivos.
Exemplos: feliz, superinteressante, amável.
Flexões: Gênero (uniforme e biforme), número (simples e composto) e grau
(comparativo e superlativo).
Pronome
É a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando a relação das pessoas
do discurso.
Exemplos: eu, contigo, aquele.
Flexões: Gênero, número e pessoa.
Artigo
É a palavra que antecede o substantivo.
Exemplos: o, as, uns, uma.
Flexões: Gênero e número.
Numeral
É a palavra que indica a posição ou o número de elementos.
Exemplos: um, primeiro, dezena.
Flexões: Gênero, número e grau.
Palavras Invariáveis
Preposição
É a palavra que liga dois elementos da oração.
Exemplos: a, após, para.
Conjunção
É a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo valor gramatical.
Exemplos: mas, portanto, conforme.
Interjeição
É a palavra que exprime emoções e sentimentos.
Exemplos: Olá!, Viva! Psiu!
Advérbio
É a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, exprimindo
circunstâncias de tempo, modo, intensidade, entre outros.
Exemplos: melhor, demais, ali.
Embora seja considerado invariável porque não sofre flexão de gênero e número, os
advérbios apresentam flexões de grau: comparativo e superlativo.
Agora que você já conhece as classes de palavras, está pronto para estudar Análise
Morfológica e Análise Morfossintática!
Exercícios
Indique a que classe de palavras pertencem as palavras em negrito.
1. As meninas são tão corajosas quanto os meninos.
2. Coragem!
3. Falta a coragem…
4. Com seus trinta anos já era para ter juízo.
5. Há uns anos não sabia o que fazer da vida.
6. Fazer o bem sem olhar a quem.
7. Os trabalhos ficaram muito bem feitos.
8. Fui bem na prova.
9. Ainda bem!
10. Queremos encomendas a dobrar.
11. Fiz o dobro do trabalho e não adiantou.
12. Aqueles sim são clientes.
13. Perante seu discurso senti-me motivado.
14. Estou motivado porque o palestrante transmitiu motivação.
VER RESPOSTA
1. adjetivo
2. interjeição
3. substantivo
4. pronome
5. artigo
6. substantivo
7. adjetivo
8. advérbio
9. interjeição
10. verbo
11. numeral
12. substantivo
13. preposição
14. conjunção