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BANCO DO BRASIL S.A.

BANCO DO
BRASIL
Escriturário
Edital Nº 01 - 2018/001 BB, de 06 de Março de 2018

MR020-2018
DADOS DA OBRA

Título da obra: Banco do Brasil S.A.

Número ISBN: 9788594409058

Cargo: Escriturário

(Baseado no Edital Nº 01 - 2018/001 BB, de 06 de Março de 2018)

• Língua Portuguesa
• Língua Inglesa
• Matemática
• Atualidades do Mercado Financeiro
• Probabilidade e Estatística
• Conhecimentos Bancários
• Conhecimentos de Informática

Autores
Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Evelie Leiko Uyeda Akashi
Silvana Guimarães Ferreira
Ovidio Lopes da Cruz Netto

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Diagramação/ Editoração Eletrônica


Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Camila Lopes
Thais Regis

Produção Editoral
Suelen Domenica Pereira

Capa
Joel Ferreira dos Santos
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Emprego do acento indicativo de crase; ........................................................................................................................................................ 01


Concordância verbal e nominal; ........................................................................................................................................................................ 03
Regência verbal e nominal; .................................................................................................................................................................................. 09
Colocação pronominal dos pronomes oblíquos átonos (próclise, mesóclise e ênclise); ............................................................ 14
Emprego dos sinais indicativos de pontuação: vírgula, ponto, ponto e vírgula, dois-pontos, reticências, aspas, travessão
e parênteses................................................................................................................................................................................................................ 22

Língua Inglesa

Conhecimento de um vocabulário fundamental e dos aspectos gramaticais básicos para a interpretação de textos
técnicos......................................................................................................................................................................................................................... 01

Matemática

Lógica proposicional; ............................................................................................................................................................................................. 01


Noções de conjuntos; ............................................................................................................................................................................................ 09
Relações e funções; ................................................................................................................................................................................................ 15
Funções polinomiais; .............................................................................................................................................................................................. 15
Funções exponenciais e logarítmicas; ............................................................................................................................................................. 15
Matrizes; Determinantes; ...................................................................................................................................................................................... 23
Sistemas lineares; .................................................................................................................................................................................................... 23
Sequências; ................................................................................................................................................................................................................ 32
Progressões aritméticas e progressões geométricas; ............................................................................................................................... 32
Matemática financeira............................................................................................................................................................................................ 36

Atualidades do Mercado Financeiro

Sistema Financeiro Nacional. Dinâmica do mercado. Mercado bancário.......................................................................................... 01

Probabilidade e Estatística

Análise combinatória; ............................................................................................................................................................................................ 01


Noções de probabilidade; .................................................................................................................................................................................... 01
Teorema de Bayes; .................................................................................................................................................................................................. 01
Probabilidade condicional; .................................................................................................................................................................................. 01
Noções de estatística; ............................................................................................................................................................................................ 01
População e amostra; ............................................................................................................................................................................................ 01
Análise e interpretação de tabelas e gráficos; ............................................................................................................................................. 01
Regressão, tendências, extrapolações e interpolações; ........................................................................................................................... 01
Tabelas de distribuição empírica de variáveis e histogramas; ............................................................................................................... 01
Estatística descritiva (média, mediana, variância, desvio padrão, percentis, quartis, outliers, covariância).......................... 01

Conhecimentos Bancários

Estrutura do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário Nacional; COPOM –Comitê de Política Monetária. Banco
Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários.................................................................................................................................... 01
Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito direto ao consumidor, crédito rural, caderneta de
poupança, capitalização, previdência, investimentos e seguros. Noções de Mercado de capitais. Noções de Mercado
Câmbio: Instituições autorizadas a operar e operações básicas............................................................................................................ 16
SUMÁRIO

Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças
bancárias...................................................................................................................................................................................................................... 28
Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas. Prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro: Lei nº
9.613/98 e suas alterações,................................................................................................................................................................................... 36
Circular Bacen 3.461/2009 e suas alterações e............................................................................................................................................. 45
Carta-Circular Bacen 3.542/12. ........................................................................................................................................................................... 53
Autorregulação Bancária....................................................................................................................................................................................... 58

Conhecimentos de Informática

Linguagens de programação:.............................................................................................................................................................................. 01
Java (SE 8 e EE 7), .................................................................................................................................................................................................... 01
Phyton 3.6,................................................................................................................................................................................................................... 03
JavaScript/EcmaScript 6, ....................................................................................................................................................................................... 06
Scala 2.12 e................................................................................................................................................................................................................. 07
Pig 0.16; ....................................................................................................................................................................................................................... 10
Estruturas de dados e algoritmos: busca sequencial e busca binária sobre arrays, ordenação (métodos da bolha,
ordenação por seleção, ordenação por inserção, lista encadeada, pilha, fila, noções sobre árvore binária), .................... 12
Noções de algoritmos de aprendizado supervisionados e não supervisionados; ......................................................................... 12
Banco de dados: conceitos de banco de dados e sistemas gerenciadores de bancos de dados (SGBD), ........................... 13
Modelagem conceitual de dados (a abordagem entidade-relacionamento), ................................................................................. 14
Modelo relacional de dados (conceitos básicos, normalização), ......................................................................................................... 14
Banco de dados SQL (linguagem SQL (SQL2008), ..................................................................................................................................... 15
Linguagem HiveQL (Hive 2.2.0), ......................................................................................................................................................................... 16
Banco de dados NoSQL (conceitos básicos, bancos orientados a grafos, colunas, chave/valor e documentos),............. 16
Data Warehouse (modelagem conceitual para data warehouses, dados multidimensionais); ................................................ 17
Tecnologias web: HTML 5, ................................................................................................................................................................................... 17
CSS 3, XML 1.1, ......................................................................................................................................................................................................... 17
Json (ECMA-404), .................................................................................................................................................................................................... 17
Angular.js 1.6.x, ......................................................................................................................................................................................................... 22
Node.js 6.11.3,............................................................................................................................................................................................................ 22
REST; ............................................................................................................................................................................................................................. 23
Manipulação e visualização de dados:............................................................................................................................................................. 24
Linguagem R 3.4.2 e................................................................................................................................................................................................ 24
R Studio 5.1,................................................................................................................................................................................................................ 24
OLAP, ............................................................................................................................................................................................................................ 24
MS Excel 2013; .......................................................................................................................................................................................................... 25
Sistema de arquivos e ingestão de dados: conceitos de MapReduce, HDFS/Hadoop/YARN 2.7.4, Ferramentas de ingestão
de dados (Sqoop 1.4.6, Flume 1.7.0, NiFi 1.3.0 e Kafka 0.11.0)............................................................................................................... 37
LÍNGUA PORTUGUESA

Emprego do acento indicativo de crase; ........................................................................................................................................................ 01


Concordância verbal e nominal; ........................................................................................................................................................................ 03
Regência verbal e nominal; .................................................................................................................................................................................. 09
Colocação pronominal dos pronomes oblíquos átonos (próclise, mesóclise e ênclise); ............................................................ 14
Emprego dos sinais indicativos de pontuação: vírgula, ponto, ponto e vírgula, dois-pontos, reticências, aspas, travessão
e parênteses................................................................................................................................................................................................................ 22
LÍNGUA PORTUGUESA

** Dica: Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou


EMPREGO DO ACENTO INDICATIVO DE A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo: Vou a Campinas. =
CRASE; Volto de Campinas. (crase pra quê?)
Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!)

ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especifica-


do, ocorrerá crase. Veja:
A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo
idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a” com
que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos pro-
Irei à Salvador de Jorge Amado.
nomes demonstrativos – aquela(s), aquele(s), aquilo e com
o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as quais).
* A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s),
Casos estes em que tal fusão encontra-se demarcada pelo
acento grave ( ` ): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o termo re-
quais. gente exigir complemento regido da preposição “a”.
O uso do acento indicativo de crase está condicionado Entregamos a encomenda àquela menina.
aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e no- (preposição + pronome demonstrativo)
minal, mais precisamente ao termo regente e termo regido.
Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome - que exige Iremos àquela reunião.
complemento regido pela preposição “a”, e o termo regido (preposição + pronome demonstrativo)
é aquele que completa o sentido do termo regente, admi-
tindo a anteposição do artigo a(s). Sua história é semelhante às que eu ouvia quando crian-
Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela con- ça. (àquelas que eu ouvia quando criança)
tratada recentemente. (preposição + pronome demonstrativo)
Após a junção da preposição com o artigo (destacados * A letra “a” que acompanha locuções femininas (ad-
entre parênteses), temos: verbiais, prepositivas e conjuntivas) recebe o acento grave:
Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contratada - locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às pres-
recentemente. sas, à vontade...
- locuções prepositivas: à frente, à espera de, à procura
O verbo referir, de acordo com sua transitividade, clas- de...
sifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos referi- - locuções conjuntivas: à proporção que, à medida que.
mos a alguém ou a algo. Houve a fusão da preposição a +
o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a + o prono- * Cuidado: quando as expressões acima não exerce-
me demonstrativo aquela (àquela). rem a função de locuções não ocorrerá crase. Repare:
Eu adoro a noite!
Observação importante: Alguns recursos servem de Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro” requer
ajuda para que possamos confirmar a ocorrência ou não objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o “a” é artigo, não
da crase. Eis alguns: preposição.
a) Substitui-se a palavra feminina por uma masculina
equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a crase Casos passíveis de nota:
está confirmada.
Os dados foram solicitados à diretora. *a crase é facultativa diante de nomes próprios femini-
Os dados foram solicitados ao diretor. nos: Entreguei o caderno a (à) Eliza.

b) No caso de nomes próprios geográficos, substitui-se *também é facultativa diante de pronomes possessivos
o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resulte na expres- femininos: O diretor fez referência a (à) sua empresa.
são “voltar da”, há a confirmação da crase.
Faremos uma visita à Bahia. *facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja ficará
Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada) aberta até as (às) dezoito horas.

Não me esqueço da viagem a Roma. * Constata-se o uso da crase se as locuções preposi-


Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos ja- tivas à moda de, à maneira de apresentarem-se implícitas,
mais vividos. mesmo diante de nomes masculinos: Tenho compulsão por
comprar sapatos à Luis XV. (à moda de Luís XV)
Atenção: Nas situações em que o nome geográfico se
apresentar modificado por um adjunto adnominal, a crase * Não se efetiva o uso da crase diante da locução ad-
está confirmada. verbial “a distância”: Na praia de Copacabana, observamos
Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas a queima de fogos a distância.
praias.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Entretanto, se o termo vier determinado, teremos uma Observação: Pelo fato de os pronomes de tratamento
locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O pedestre foi relativos à senhora, senhorita e madame admitirem artigo,
arremessado à distância de cem metros. o uso da crase está confirmado no “a” que os antecede, no
caso de o termo regente exigir a preposição.
- De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguidade -, Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia.
faz-se necessário o emprego da crase.
Ensino à distância. *não ocorre crase antes de nome feminino utilizado
Ensino a distância. em sentido genérico ou indeterminado:
Estamos sujeitos a críticas.
* Em locuções adverbiais formadas por palavras repeti- Refiro-me a conversas paralelas.
das, não há ocorrência da crase.
Ela ficou frente a frente com o agressor. Fontes de pesquisa:
Eu o seguirei passo a passo. http://www.portugues.com.br/gramatica/o-uso-cra-
se-.html
Casos em que não se admite o emprego da crase: SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
* Antes de vocábulos masculinos. Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
As produções escritas a lápis não serão corrigidas. reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
Esta caneta pertence a Pedro. Paulo: Saraiva, 2010.

* Antes de verbos no infinitivo. Questões


Ele estava a cantar.
Começou a chover. 1-) (POLÍCIA CIVIL/SC – AGENTE DE POLÍCIA – ACA-
FE/2014) Assinale a alternativa que preenche corretamen-
* Antes de numeral. te as lacunas da frase a seguir.
O número de aprovados chegou a cem. Quando________ três meses disse-me que iria _________
Faremos uma visita a dez países.
Grécia para visitar ___ sua tia, vi-me na obrigação de ajudá-
-la _______ resgatar as milhas _________ quais tinha direito.
Observação:
A-) a - há - à - à - às
- Nos casos em que o numeral indicar horas – funcio-
B-) há - à - a - a – às
nando como uma locução adverbial feminina – ocorrerá
C-) há - a - há - à - as
crase: Os passageiros partirão às dezenove horas.
D-) a - à - a - à - às
E-) a - a - à - há – as
- Diante de numerais ordinais femininos a crase está
confirmada, visto que estes não podem ser empregados
1-) Quando HÁ (sentido de tempo) três meses disse-
sem o artigo: As saudações foram direcionadas à primeira
aluna da classe. -me que iria À (“vou a, volto da, crase há!”) Grécia para
visitar A (artigo) sua tia, vi-me na obrigação de ajudá-la A
- Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quan- (ajudar “ela” a fazer algo) resgatar as milhas ÀS quais tinha
do essa não se apresentar determinada: Chegamos todos direito (tinha direito a quê? às milhas – regência nominal).
exaustos a casa. Teremos: há, à, a, a, às.
Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto ad- RESPOSTA: “B”.
nominal, a crase estará confirmada: Chegamos todos exaus-
tos à casa de Marcela. 2-) (EMPLASA/SP – ANALISTA JURÍDICO – DIREITO –
VUNESP/2014)
- não há crase antes da palavra “terra”, quando essa A ministra de Direitos Humanos instituiu grupo de tra-
indicar chão firme: Quando os navegantes regressaram a balho para proceder _____ medidas necessárias _____ exu-
terra, já era noite. mação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart,
Contudo, se o termo estiver precedido por um deter- sepultado em São Borja (RS), em 1976. Com a exumação
minante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá crase. de Jango, o governo visa esclarecer se o ex-presidente
Paulo viajou rumo à sua terra natal. morreu de causas naturais, ou seja, devido ____ uma pa-
O astronauta voltou à Terra. rada cardíaca – que tem sido a versão considerada oficial
até hoje –, ou se sua morte se deve ______ envenenamento.
- não ocorre crase antes de pronomes que requerem (http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,-
o uso do artigo. governo-cria-grupo-exumar--restos-mortais-de- jan-
Os livros foram entregues a mim. go,1094178,0.htm 07. 11.2013. Adaptado)
Dei a ela a merecida recompensa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, as


lacunas da frase devem ser completadas, correta e respec- CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL;
tivamente, por
(A) a ... à ... a ... a
(B) as ... à ... a ... à
(C) às ... a ... à ... a
Os concurseiros estão apreensivos.
(D) à ... à ... à ... a
Concurseiros apreensivos.
(E) a ... a ... a ... à
No primeiro exemplo, o verbo estar encontra-se na ter-
2-) A ministra de Direitos Humanos instituiu grupo ceira pessoa do plural, concordando com o seu sujeito, os
de trabalho para proceder a medidas (palavra no plural, concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo “apreensivos”
generalizando) necessárias à (regência nominal pede pre- está concordando em gênero (masculino) e número (plural)
posição) exumação dos restos mortais do ex-presidente com o substantivo a que se refere: concurseiros. Nesses dois
João Goulart, sepultado em São Borja (RS), em 1976. Com a exemplos, as flexões de pessoa, número e gênero corres-
exumação de Jango, o governo visa esclarecer se o ex-pre- pondem-se.
sidente morreu de causas naturais, ou seja, devido a uma A correspondência de flexão entre dois termos é a con-
(artigo indefinido) parada cardíaca – que tem sido a versão cordância, que pode ser verbal ou nominal.
considerada oficial até hoje –, ou se sua morte se deve a
(regência verbal) envenenamento. A / à / a / a Concordância Verbal
RESPOSTA: “A”.
É a flexão que se faz para que o verbo concorde com
3-) (SABESP/SP – ADVOGADO – FCC/2014) seu sujeito.
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores fizeram
uma escavação arqueológica nas ruínas da antiga cidade a) Sujeito Simples - Regra Geral
de Tikal, na Guatemala. O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo
O a empregado na frase acima, imediatamente depois em número e pessoa. Veja os exemplos:
de chegar, deverá receber o sinal indicativo de crase caso o A prova para ambos os cargos será aplicada
segmento grifado seja substituído por: às 13h.
(A) Uma tal ilação. 3.ª p. Singular 3.ª p. Singular
(B) Afirmações como essa.
(C) Comprovação dessa assertiva. Os candidatos à vaga chegarão às 12h.
(D) Emitir uma opinião desse tipo. 3.ª p. Plural 3.ª p. Plural
(E) Semelhante resultado.
Casos Particulares
3-)
(A) Uma tal ilação – chegar a uma (não há acento grave 1) Quando o sujeito é formado por uma expressão par-
antes de artigo) titiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a
(B) Afirmações como essa – chegar a afirmações (antes maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de
de palavra no plural e o “a” no singular) um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar
(C) Comprovação dessa assertiva – chegar à compro- no singular ou no plural.
vação A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
(D) Emitir uma opinião desse tipo – chegar a emitir Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram
(verbo no infinitivo) proposta.
(E) Semelhante resultado – chegar a semelhante (pala-
vra masculina) Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos
dos coletivos, quando especificados: Um bando de vândalos
RESPOSTA: “C”.
destruiu / destruíram o monumento.

Observação: nesses casos, o uso do verbo no singular


enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural confere
destaque aos elementos que formam esse conjunto.

2) Quando o sujeito é formado por expressão que in-


dica quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de,
perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo con-
corda com o substantivo.
Cerca de mil pessoas participaram do concurso.
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas
Olimpíadas.

3
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: quando a expressão “mais de um” asso- 6) O pronome “que” não interfere na concordância; já
ciar-se a verbos que exprimem reciprocidade, o plural é o “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa do singular.
obrigatório: Mais de um colega se ofenderam na discussão. Fui eu que paguei a conta.
(ofenderam um ao outro) Fomos nós que pintamos o muro.
És tu que me fazes ver o sentido da vida.
3) Quando se trata de nomes que só existem no plu- Sou eu quem faz a prova.
ral, a concordância deve ser feita levando-se em conta a Não serão eles quem será aprovado.
ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve
ficar no singular; com artigo no plural, o verbo deve ficar 7) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve assumir
a forma plural.
o plural.
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encanta-
Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
ram os poetas.
Estados Unidos possui grandes universidades.
Este candidato é um dos que mais estudaram!
Alagoas impressiona pela beleza das praias.
As Minas Gerais são inesquecíveis. Se a expressão for de sentido contrário – nenhum dos
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira. que, nem um dos que -, não aceita o verbo no singular:
Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga.
4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou Nem uma das que me escreveram mora aqui.
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, *Quando “um dos que” vem entremeada de substanti-
quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou “de vós”, o verbo vo, o verbo pode:
pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pes- a) ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atravessa o
soa do plural) ou com o pronome pessoal. Estado de São Paulo. (já que não há outro rio que faça o mesmo).
Quais de nós são / somos capazes? b) ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão poluí-
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso? dos (noção de que existem outros rios na mesma condição).
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões ino-
vadoras. 8) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o
verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
Observação: veja que a opção por uma ou outra forma Vossa Excelência está cansado?
Vossas Excelências renunciarão?
indica a inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém
diz ou escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fize-
9) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se de
mos”, ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso não
acordo com o numeral.
ocorre ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de tudo e Deu uma hora no relógio da sala.
nada fizeram”, frase que soa como uma denúncia. Deram cinco horas no relógio da sala.
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver Soam dezenove horas no relógio da praça.
no singular, o verbo ficará no singular. Baterão doze horas daqui a pouco.
Qual de nós é capaz?
Algum de vós fez isso. Observação: caso o sujeito da oração seja a palavra re-
lógio, sino, torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito.
5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.
indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve Soa quinze horas o relógio da matriz.
concordar com o substantivo.
25% do orçamento do país será destinado à Educação. 10) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum
85% dos entrevistados não aprovam a administração do sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do singular. São
prefeito. verbos impessoais: Haver no sentido de existir; Fazer indi-
1% do eleitorado aceita a mudança. cando tempo; Aqueles que indicam fenômenos da natureza.
1% dos alunos faltaram à prova. Exemplos:
Havia muitas garotas na festa.
Faz dois meses que não vejo meu pai.
Quando a expressão que indica porcentagem não é
Chovia ontem à tarde.
seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o nú-
mero. b) Sujeito Composto
25% querem a mudança.
1% conhece o assunto. 1) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo,
a concordância se faz no plural:
Se o número percentual estiver determinado por artigo Pai e filho conversavam longamente.
ou pronome adjetivo, a concordância far-se-á com eles: Sujeito
Os 30% da produção de soja serão exportados.
Esses 2% da prova serão questionados. Pais e filhos devem conversar com frequência.
Sujeito

4
LÍNGUA PORTUGUESA

2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gra- 4) Com as expressões “um ou outro” e “nem um nem
maticais diferentes, a concordância ocorre da seguinte ma- outro”, a concordância costuma ser feita no singular.
neira: a primeira pessoa do plural (nós) prevalece sobre a Um ou outro compareceu à festa.
segunda pessoa (vós) que, por sua vez, prevalece sobre a Nem um nem outro saiu do colégio.
terceira (eles). Veja:
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão. Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural ou no
Primeira Pessoa do Plural (Nós) singular: Um e outro farão/fará a prova.

Tu e teus irmãos tomareis a decisão. 5) Quando os núcleos do sujeito são unidos por “com”,
Segunda Pessoa do Plural (Vós) o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos recebem um
mesmo grau de importância e a palavra “com” tem sentido
Pais e filhos precisam respeitar-se. muito próximo ao de “e”.
Terceira Pessoa do Plural (Eles) O pai com o filho montaram o brinquedo.
O governador com o secretariado traçaram os planos
Observação: quando o sujeito é composto, formado por para o próximo semestre.
um elemento da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele), é O professor com o aluno questionaram as regras.
possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural (eles):
“Tu e teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar de “tomaríeis”. Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se
a ideia é enfatizar o primeiro elemento.
3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, O pai com o filho montou o brinquedo.
passa a existir uma nova possibilidade de concordância: em O governador com o secretariado traçou os planos para
vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o o próximo semestre.
verbo pode estabelecer concordância com o núcleo do su- O professor com o aluno questionou as regras.
jeito mais próximo.
Faltaram coragem e competência.
Observação: com o verbo no singular, não se pode
Faltou coragem e competência.
falar em sujeito composto. O sujeito é simples, uma vez
Compareceram todos os candidatos e o banca.
que as expressões “com o filho” e “com o secretariado” são
Compareceu o banca e todos os candidatos.
adjuntos adverbiais de companhia. Na verdade, é como se
houvesse uma inversão da ordem. Veja:
4) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a concordân-
“O pai montou o brinquedo com o filho.”
cia é feita no plural. Observe:
“O governador traçou os planos para o próximo semes-
Abraçaram-se vencedor e vencido.
Ofenderam-se o jogador e o árbitro. tre com o secretariado.”
“O professor questionou as regras com o aluno.”
Casos Particulares
*Casos em que se usa o verbo no singular:
1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos Café com leite é uma delícia!
sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no singular. O frango com quiabo foi receita da vovó.
Descaso e desprezo marca seu comportamento.
A coragem e o destemor fez dele um herói. 6) Quando os núcleos do sujeito são unidos por ex-
pressões correlativas como: “não só...mas ainda”, “não so-
2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos mente”..., “não apenas...mas também”, “tanto...quanto”, o
dispostos em gradação, verbo no singular: verbo ficará no plural.
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o
me satisfaz. Nordeste.
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a no-
3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos tícia.
por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no plural, de acordo
com o valor semântico das conjunções: 7) Quando os elementos de um sujeito composto são
Drummond ou Bandeira representam a essência da poe- resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é
sia brasileira. feita com esse termo resumidor.
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta. Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante
Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de “adi- na vida das pessoas.
ção”. Já em:
Juca ou Pedro será contratado. Outros Casos
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada.
1) O Verbo e a Palavra “SE”
* Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam no Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há duas
singular. de particular interesse para a concordância verbal:

5
LÍNGUA PORTUGUESA

a) quando é índice de indeterminação do sujeito; Quando o verbo SER indicar


b) quando é partícula apassivadora.
Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se” a) horas e distâncias, concordará com a expressão
acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e numérica:
de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na ter- É uma hora.
ceira pessoa do singular: São quatro horas.
Precisa-se de funcionários. Daqui até a escola é um quilômetro / são dois quilô-
Confia-se em teses absurdas. metros.

Quando pronome apassivador, o “se” acompanha b) datas, concordará com a palavra dia(s), que pode
verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e in- estar expressa ou subentendida:
diretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse Hoje é dia 26 de agosto.
caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração. Hoje são 26 de agosto.
Exemplos: c) Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade
Construiu-se um posto de saúde. e for seguido de palavras ou expressões como pouco, mui-
Construíram-se novos postos de saúde. to, menos de, mais de, etc., o verbo SER fica no singular:
Aqui não se cometem equívocos Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Alugam-se casas. Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido.
Duas semanas de férias é muito para mim.
** Dica: Para saber se o “se” é partícula apassivadora
ou índice de indeterminação do sujeito, tente transformar d) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo)
a frase para a voz passiva. Se a frase construída for “com- for pronome pessoal do caso reto, com este concordará
preensível”, estaremos diante de uma partícula apassiva- o verbo.
dora; se não, o “se” será índice de indeterminação. Veja: No meu setor, eu sou a única mulher.
Precisa-se de funcionários qualificados. Aqui os adultos somos nós.
Tentemos a voz passiva:
Funcionários qualificados são precisados (ou preci- Observação: sendo ambos os termos (sujeito e pre-
sos)? Não há lógica. Portanto, o “se” destacado é índice dicativo) representados por pronomes pessoais, o verbo
de indeterminação do sujeito. concorda com o pronome sujeito.
Agora: Eu não sou ela.
Vendem-se casas. Ela não é eu.
Voz passiva: Casas são vendidas. Construção correta!
Então, aqui, o “se” é partícula apassivadora. (Dá para eu e) Quando o sujeito for uma expressão de sentido
partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plural, o
passar para a voz passiva. Repare em meu destaque. Per-
verbo SER concordará com o predicativo.
cebeu semelhança? Agora é só memorizar!).
A grande maioria no protesto eram jovens.
O resto foram atitudes imaturas.
2) O Verbo “Ser”
3) O Verbo “Parecer”
A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma locução
sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordân-
verbal (é seguido de infinitivo), admite duas concordân-
cia pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo
cias:
do sujeito.
a) Ocorre variação do verbo PARECER e não se fle-
xiona o infinitivo: As crianças parecem gostar do desenho.
Quando o sujeito ou o predicativo for:
b) A variação do verbo parecer não ocorre e o infini-
a)Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo SER tivo sofre flexão:
concorda com a pessoa gramatical: As crianças parece gostarem do desenho.
Ele é forte, mas não é dois. (essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho as
Fernando Pessoa era vários poetas. crianças)
A esperança dos pais são eles, os filhos.
Atenção: Com orações desenvolvidas, o verbo PARE-
b)nome de coisa e um estiver no singular e o outro no CER fica no singular. Por Exemplo: As paredes parece que
plural, o verbo SER concordará, preferencialmente, com o têm ouvidos. (Parece que as paredes têm ouvidos = oração
que estiver no plural: subordinada substantiva subjetiva).
Os livros são minha paixão!
Minha paixão são os livros!

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LÍNGUA PORTUGUESA

Concordância Nominal 4) O adjetivo concorda em gênero e número com os


pronomes pessoais a que se refere: Juliana encontrou-as
A concordância nominal se baseia na relação entre muito felizes.
nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se
ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes 5) Nas expressões formadas por pronome indefinido
adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se: neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição DE +
normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um adjetivo, este último geralmente é usado no masculino sin-
termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal. gular: Os jovens tinham algo de misterioso.
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
seguintes regras gerais: 6) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem
1) O adjetivo concorda em gênero e número quando função adjetiva e concorda normalmente com o nome a
se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas denun- que se refere:
ciavam o que sentia. Cristina saiu só.
Cristina e Débora saíram sós.
2) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos, a
concordância pode variar. Podemos sistematizar essa fle- Observação: quando a palavra “só” equivale a “somen-
xão nos seguintes casos: te” ou “apenas”, tem função adverbial, ficando, portanto,
a) Adjetivo anteposto aos substantivos: invariável: Eles só desejam ganhar presentes.
- O adjetivo concorda em gênero e número com o ** Dica: Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. Se
substantivo mais próximo. a frase ficar coerente com o primeiro, trata-se de advérbio,
Encontramos caídas as roupas e os prendedores. portanto, invariável; se houver coerência com o segundo,
Encontramos caída a roupa e os prendedores. função de adjetivo, então varia:
Encontramos caído o prendedor e a roupa. Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo
Ele está só descansando. (apenas descansando) - ad-
- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de vérbio
parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar. ** Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula depois de
Encontrei os divertidos primos e primas na festa. “só”, haverá, novamente, um adjetivo:
Ele está só, descansando. (ele está sozinho e descansan-
b) Adjetivo posposto aos substantivos: do)
- O adjetivo concorda com o substantivo mais próxi- 7) Quando um único substantivo é modificado por dois
mo ou com todos eles (assumindo a forma masculina plu- ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as cons-
ral se houver substantivo feminino e masculino). truções:
A indústria oferece localização e atendimento perfeito. a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o
A indústria oferece atendimento e localização perfeita. artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura espanhola
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos. e a portuguesa.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo
Observação: os dois últimos exemplos apresentam antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e portu-
maior clareza, pois indicam que o adjetivo efetivamente se guesa.
refere aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi
flexionado no plural masculino, que é o gênero predomi- Casos Particulares
nante quando há substantivos de gêneros diferentes.
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É per-
- Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o mitido
adjetivo fica no singular ou plural.
A beleza e a inteligência feminina(s). a) Estas expressões, formadas por um verbo mais um
O carro e o iate novo(s). adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se referem
possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo).
3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo: É proibido entrada de crianças.
a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substan- Em certos momentos, é necessário atenção.
tivo não for acompanhado de nenhum modificador: Água No verão, melancia é bom.
é bom para saúde. É preciso cidadania.
Não é permitido saída pelas portas laterais.
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for
modificado por um artigo ou qualquer outro determinati- b) Quando o sujeito destas expressões estiver deter-
vo: Esta água é boa para saúde. minado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o verbo
como o adjetivo concordam com ele.

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LÍNGUA PORTUGUESA

É proibida a entrada de crianças. Fontes de pesquisa:


Esta salada é ótima. http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49.
A educação é necessária. php
São precisas várias medidas na educação. Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Cere-
ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
Estas palavras adjetivas concordam em gênero e nú- coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
mero com o substantivo ou pronome a que se referem. Português: novas palavras: literatura, gramática, redação
Seguem anexas as documentações requeridas. / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Muito obrigadas, disseram as senhoras. Questões
Seguem inclusos os papéis solicitados.
1-) (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA
Estamos quites com nossos credores.
E COMÉRCIO EXTERIOR – ANALISTA TÉCNICO ADMINIS-
TRATIVO – CESPE/2014) Em “Vossa Excelência deve estar
Bastante - Caro - Barato - Longe
satisfeita com os resultados das negociações”, o adjetivo
estará corretamente empregado se dirigido a ministro de
Estas palavras são invariáveis quando funcionam Estado do sexo masculino, pois o termo “satisfeita” deve
como advérbios. Concordam com o nome a que se refe- concordar com a locução pronominal de tratamento “Vossa
rem quando funcionam como adjetivos, pronomes adjeti- Excelência”.
vos, ou numerais. ( ) CERTO ( ) ERRADO
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pro- 1-) Se a pessoa, no caso o ministro, for do sexo femi-
nome adjetivo) nino (ministra), o adjetivo está correto; mas, se for do sexo
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio) masculino, o adjetivo sofrerá flexão de gênero: satisfeito. O
As casas estão caras. (adjetivo) pronome de tratamento é apenas a maneira de como tratar
Achei barato este casaco. (advérbio) a autoridade, não concordando com o gênero (o pronome
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo) de tratamento, apenas).
RESPOSTA: “ERRADO”.
Meio - Meia
2-) (GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL – CADASTRO
a) A palavra “meio”, quando empregada como adjeti- RESERVA PARA O METRÔ/DF – ADMINISTRADOR - IA-
vo, concorda normalmente com o nome a que se refere: DES/2014 - adaptada) Se, no lugar dos verbos destacados
Pedi meia porção de polentas. no verso “Escolho os filmes que eu não vejo no elevador”,
fossem empregados, respectivamente, Esquecer e gostar, a
b) Quando empregada como advérbio permanece in- nova redação, de acordo com as regras sobre regência ver-
variável: A candidata está meio nervosa. bal e concordância nominal prescritas pela norma-padrão,
deveria ser
** Dica! Dá para eu substituir por “um pouco”, assim (A) Esqueço dos filmes que eu não gosto no elevador.
saberei que se trata de um advérbio, não de adjetivo: “A (B) Esqueço os filmes os quais não gosto no elevador.
(C) Esqueço dos filmes aos quais não gosto no elevador.
candidata está um pouco nervosa”.
(D) Esqueço dos filmes dos quais não gosto no eleva-
dor.
Alerta - Menos
(E) Esqueço os filmes dos quais não gosto no elevador.
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem 2-) O verbo “esquecer” pede objeto direto; “gostar”, in-
sempre invariáveis. direto (com preposição): Esqueço os filmes dos quais não
Os concurseiros estão sempre alerta. gosto.
Não queira menos matéria! RESPOSTA: “E”.

* Tome nota! 3-) (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) Considerada a


Não variam os substantivos que funcionam como ad- substituição do segmento grifado pelo que está entre pa-
jetivos: rênteses ao final da transcrição, o verbo que deverá perma-
Bomba – notícias bomba necer no singular está em:
Chave – elementos chave (A) ... disse o pesquisador à Folha de S. Paulo. (os pes-
Monstro – construções monstro quisadores)
Padrão – escola padrão (B) Segundo ele, a mudança climática contribuiu para a
ruína dessa sociedade... (as mudanças do clima)

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LÍNGUA PORTUGUESA

(C) No sistema havia também uma estação... (várias es- Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi empregado
tações) como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto (obje-
(D) ... a civilização maia da América Central tinha um to indireto: às crianças); na segunda, como transitivo direto
método sustentável de gerenciamento da água. (os povos (objeto direto: crianças; com as crianças: adjunto adverbial).
que habitavam a América Central)
(E) Um estudo publicado recentemente mostra que a Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos
civilização maia... (Estudos como o que acabou de ser pu- de acordo com sua transitividade. Esta, porém, não é um
blicado). fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
formas em frases distintas.
3-) 1-) Verbos Intransitivos
(A) ... disse (disseram) (os pesquisadores)
(B) Segundo ele, a mudança climática contribuiu (con- Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
tribuíram) (as mudanças do clima) importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
(C) No sistema havia (várias estações) = permanecerá aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
no singular - Chegar, Ir
(D) ... a civilização maia da América Central tinha (ti- Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver-
nham) (os povos que habitavam a América Central) biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
(E) Um estudo publicado recentemente mostra (mos- indicar destino ou direção são: a, para.
tram) (Estudos como o que acabou de ser publicado). Fui ao teatro.
RESPOSTA: “C”. Adjunto Adverbial de Lugar

Ricardo foi para a Espanha.


Adjunto Adverbial de Lugar
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL;
- Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
em ou a.
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o úl-
que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um nome
timo jogo.
(regência nominal) e seus complementos.
2-) Verbos Transitivos Diretos
Regência Verbal = Termo Regente: VERBO
Os verbos transitivos diretos são complementados por
A regência verbal estuda a relação que se estabelece
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
entre os verbos e os termos que os complementam (obje- para o estabelecimento da relação de regência. Ao empre-
tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos gar esses verbos, lembre-se de que os pronomes oblíquos
adverbiais). Há verbos que admitem mais de uma regência, o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pronomes
o que corresponde à diversidade de significados que estes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais
verbos podem adquirir dependendo do contexto em que terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas
forem empregados. verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são,
A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar, con- quando complementos verbais, objetos indiretos.
tentar. São verbos transitivos diretos, dentre outros: abando-
A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar agra- nar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admi-
do ou prazer”, satisfazer. rar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, casti-
Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de “agra- gar, condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger,
dar a alguém”. estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger,
respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Saiba que: Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
O conhecimento do uso adequado das preposições como o verbo amar:
é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência Amo aquele rapaz. / Amo-o.
verbal (e também nominal). As preposições são capazes Amo aquela moça. / Amo-a.
de modificar completamente o sentido daquilo que está Amam aquele rapaz. / Amam-no.
sendo dito. Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô. Observação: os pronomes lhe, lhes só acompanham
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no se- esses verbos para indicar posse (caso em que atuam como
gundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. adjuntos adnominais):
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
A voluntária distribuía leite às crianças. Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
A voluntária distribuía leite com as crianças. Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) Verbos Transitivos Indiretos - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
com particular cuidado:
Os verbos transitivos indiretos são complementados Agradeci o presente. / Agradeci-o.
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi- Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
gem uma preposição para o estabelecimento da relação de Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de ter- Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
ceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são Paguei minhas contas. / Paguei-as.
o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos Informar
transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não re- - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
presentam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos Informe os novos preços aos clientes.
lhe, lhes. Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços)
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
- Consistir - Tem complemento introduzido pela prepo- - Na utilização de pronomes como complementos, veja
sição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direitos as construções:
iguais para todos. Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou so-
- Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complemen- bre eles)
tos introduzidos pela preposição “a”:
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Observação: a mesma regência do verbo informar é
Eles desobedeceram às leis do trânsito. usada para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientifi-
car, prevenir.
- Responder - Tem complemento introduzido pela pre-
posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a Comparar
quem” ou “ao que” se responde. Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
Respondi ao meu patrão. preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento
Respondemos às perguntas. indireto: Comparei seu comportamento ao (ou com o) de
Respondeu-lhe à altura. uma criança.

Observação: o verbo responder, apesar de transitivo Pedir


Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na
indireto quando exprime aquilo a que se responde, admite
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de
voz passiva analítica:
pessoa.
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoria-
Pedi-lhe favores.
mente.
Objeto Indireto Objeto Direto
- Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen-
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
tos introduzidos pela preposição “com”.
Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
Antipatizo com aquela apresentadora. tantiva Objetiva Direta
Simpatizo com os que condenam os políticos que gover-
nam para uma minoria privilegiada. Saiba que:
- A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
4-) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua
culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa- licença estiver subentendida.
nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem desta- Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
que, nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar. São verbos
que apresentam objeto direto relacionado a coisas e obje- Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz
to indireto relacionado a pessoas. uma oração subordinada adverbial final reduzida de infiniti-
vo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto Direto Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto in-
Paguei o débito ao cobrador. direto introduzido pela preposição “a”:
Objeto Direto Objeto Indireto Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: na língua culta, o verbo “preferir” deve CHAMAR


ser usado sem termos intensificadores, tais como: muito, - Chamar é transitivo direto no sentido de convocar,
antes, mil vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é solicitar a atenção ou a presença de.
dada pelo prefixo existente no próprio verbo (pre). Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá cha-
má-la.
Mudança de Transitividade - Mudança de Significado Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.

Há verbos que, de acordo com a mudança de transitivi- - Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
dade, apresentam mudança de significado. O conhecimen- apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predi-
to das diferentes regências desses verbos é um recurso lin- cativo preposicionado ou não.
guístico muito importante, pois além de permitir a correta A torcida chamou o jogador mercenário.
interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades A torcida chamou ao jogador mercenário.
expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais, A torcida chamou o jogador de mercenário.
estão: A torcida chamou ao jogador de mercenário.

AGRADAR - Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal:


- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari- Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.
nhos, acariciar, fazer as vontades de.
Sempre agrada o filho quando. CUSTAR
Aquele comerciante agrada os clientes. - Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial:
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar Frutas e verduras não deveriam custar muito.
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento in-
troduzido pela preposição “a”. - No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
O cantor não agradou aos presentes. ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma oração re-
O cantor não lhes agradou.
duzida de infinitivo.
*O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indireto:
Muito custa viver tão longe da família.
O cantor desagradou à plateia.
Verbo Intransitivo Oração Subordinada
Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
ASPIRAR
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
Custou-me (a mim) crer nisso.
(o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter tantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. (Aspirá-
vamos a ele) *A Gramática Normativa condena as construções que
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por
* Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, pessoa: Custei para entender o problema. = Forma
as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são utiliza- correta: Custou-me entender o problema.
das, mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”. Veja o
exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam IMPLICAR
a ela) - Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
ASSISTIR implicavam um firme propósito.
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar b) ter como consequência, trazer como consequência,
assistência a, auxiliar. acarretar, provocar: Uma ação implica reação.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. - Como transitivo direto e indireto, significa compro-
meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen- econômicas.
ciar, estar presente, caber, pertencer.
Assistimos ao documentário. * No sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
Não assisti às últimas sessões. indireto e rege com preposição “com”: Implicava com quem
Essa lei assiste ao inquilino. não trabalhasse arduamente.

*No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é in- NAMORAR


transitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de - Sempre transitivo direto: Luísa namora Carlos há dois
lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa anos.
conturbada cidade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

OBEDECER - DESOBEDECER Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-


- Sempre transitivo indireto: brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
Todos obedeceram às regras. alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-
Ninguém desobedece às leis. gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de
*Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
“lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas. Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
PROCEDER Não lhe lembram os bons momentos da infância? (=
- Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter momentos é sujeito)
cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa
segunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto SIMPATIZAR - ANTIPATIZAR
adverbial de modo. - São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
As afirmações da testemunha procediam, não havia Não simpatizei com os jurados.
como refutá-las. Simpatizei com os alunos.
Você procede muito mal.
Importante: A norma culta exige que os verbos e ex-
- Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo- pressões que dão ideia de movimento sejam usados com
sição “de”) e fazer, executar (rege complemento introduzi- a preposição “a”:
do pela preposição “a”) é transitivo indireto. Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
O avião procede de Maceió. Cláudia desceu ao segundo andar.
Procedeu-se aos exames. Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.
O delegado procederá ao inquérito.
Regência Nominal
QUERER
- Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter É o nome da relação existente entre um nome (subs-
vontade de, cobiçar. tantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
Querem melhor atendimento. nome. Essa relação é sempre intermediada por uma prepo-
Queremos um país melhor. sição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em
conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo
- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de
estimar, amar: Quero muito aos meus amigos. um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos
nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os
VISAR nomes correspondentes: todos regem complementos in-
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi- troduzidos pela preposição a. Veja:
rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo. Obedecer a algo/ a alguém.
O gerente não quis visar o cheque. Obediente a algo/ a alguém.

- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como Se uma oração completar o sentido de um nome, ou
objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”. seja, exercer a função de complemento nominal, ela será
O ensino deve sempre visar ao progresso social. completiva nominal (subordinada substantiva).
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
público.

ESQUECER – LEMBRAR
- Lembrar algo – esquecer algo
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (prono-
minal)

No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja,


exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e
exigem complemento com a preposição “de”. São, portan-
to, transitivos indiretos:
- Ele se esqueceu do caderno.
- Eu me esqueci da chave.
- Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por
Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Observação: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: para-
lela a; paralelamente a; relativa a; relativamente a.

Fontes de pesquisa:
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

13
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões Grande parte dos pronomes não possuem significados


fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro
1-) (PRODAM – AUXILIAR - MOTORISTA – FUN- de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên-
CAB/2014) Assinale a alternativa em que a frase segue a cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos
norma culta da língua quanto à regência verbal. pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro-
A) Prefiro viajar de ônibus do que dirigir. nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes
B) Eu esqueci do seu nome. têm por função principal apontar para as pessoas do dis-
C) Você assistiu à cena toda? curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação
D) Ele chegou na oficina pela manhã.
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica,
E) Sempre obedeço as leis de trânsito.
os pronomes apresentam uma forma específica para cada
pessoa do discurso.
1-)
A) Prefiro viajar de ônibus do que dirigir. = prefiro viajar Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
de ônibus a dirigir [minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala]
B) Eu esqueci do seu nome. = Eu me esqueci do seu Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
nome [tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se
C) Você assistiu à cena toda? = correta fala]
D) Ele chegou na oficina pela manhã. = Ele chegou à A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
oficina pela manhã [dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem
E) Sempre obedeço as leis de trânsito. = Sempre obe- se fala]
deço às leis de trânsito
RESPOSTA: “C”. Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme-
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência
2-) (POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP –
através do pronome seja coerente em termos de gênero
MÉDICO LEGISTA – VUNESP/2014 - adaptada) Leia o se-
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
guinte trecho para responder à questão.
A pesquisa encontrou um dado curioso: homens com mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado.
baixos níveis de testosterona tiveram uma resposta imuno-
lógica melhor a essa medida, similar _______________ . Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos-
A alternativa que completa, corretamente, o texto é: sa escola neste ano.
(A) das mulheres [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
(B) às mulheres adequada]
(C) com das mulheres [neste: pronome que determina “ano” = concordância
(D) à das mulheres adequada]
(E) ao das mulheres [ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor-
dância inadequada]
2-) Similar significa igual; sua regência equivale à da
palavra “igual”: igual a quê? Similar a quem? Similar à (su-
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
bentendido: resposta imunológica) das mulheres.
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
RESPOSTA: “D”.
Pronomes Pessoais

São aqueles que substituem os substantivos, indicando


COLOCAÇÃO PRONOMINAL DOS
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS (PRÓCLISE, assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os pronomes
MESÓCLISE E ÊNCLISE); “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se di-
rige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à
pessoa ou às pessoas de quem se fala.
Pronome é a palavra variável que substitui ou acom- Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun-
panha um substantivo (nome), qualificando-o de alguma ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
forma. ou do caso oblíquo.
O homem julga que é superior à natureza, por isso o
homem destrói a natureza...
Utilizando pronomes, teremos:
O homem julga que é superior à natureza, por isso ele
a destrói...
Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de termos
(homem e natureza).

14
LÍNGUA PORTUGUESA

Pronome Reto * Observações:


- O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na senten- apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en-
ça, exerce a função de sujeito: Nós lhe ofertamos flores. tre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por
acompanhar diretamente uma preposição, o pronome
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê- “lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração.
nero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos
principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. diretos como objetos indiretos.
Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim confi- Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como
gurado: objetos diretos.

- 1.ª pessoa do singular: eu - Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem com-
- 2.ª pessoa do singular: tu binar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a for-
- 3.ª pessoa do singular: ele, ela mas como mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha,
- 1.ª pessoa do plural: nós lhas; no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las.
- 2.ª pessoa do plural: vós Observe o uso dessas formas nos exemplos que seguem:
- 3.ª pessoa do plural: eles, elas Trouxeste o pacote?
Sim, entreguei-to ainda há pouco.
* Atenção: esses pronomes não costumam ser usados Não contaram a novidade a vocês?
como complementos verbais na língua-padrão. Frases como Não, no-la contaram.
“Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até
aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas No Brasil, essas combinações não são usadas; até mes-
na língua formal escrita ou falada. Na língua formal, devem mo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.
ser usados os pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na
rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. * Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas
especiais depois de certas terminações verbais.
* Observação: frequentemente observamos a omissão - Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome
do pronome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a
as próprias formas verbais marcam, através de suas desi- terminação verbal é suprimida. Por exemplo:
nências, as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: fiz + o = fi-lo
Fizemos boa viagem. (Nós) fazeis + o = fazei-lo
dizer + a = dizê-la
Pronome Oblíquo
- Quando o verbo termina em som nasal, o pronome
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sen- assume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
tença, exerce a função de complemento verbal (objeto viram + o: viram-no
direto ou indireto): Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na
* Observação: o pronome oblíquo é uma forma varian- tem + as = tem-nas
te do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a
função diversa que eles desempenham na oração: pronome Pronome Oblíquo Tônico
reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o
complemento da oração. Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com por preposições, em geral as preposições a, para, de e com.
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
tônicos. de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica
forte.
Pronome Oblíquo Átono Quadro dos pronomes oblíquos tônicos:
- 1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não - 2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica - 3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela
fraca: Ele me deu um presente. - 1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
Tabela dos pronomes oblíquos átonos - 2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 1.ª pessoa do singular (eu): me - 3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas
- 2.ª pessoa do singular (tu): te
- 3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe Observe que as únicas formas próprias do pronome tô-
- 1.ª pessoa do plural (nós): nos nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As
- 2.ª pessoa do plural (vós): vos demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- 3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes

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LÍNGUA PORTUGUESA

- As preposições essenciais introduzem sempre prono- - 1.ª pessoa do plural (nós): nos.
mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso Lavamo-nos no rio.
reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da lín-
gua formal, os pronomes costumam ser usados desta forma: - 2.ª pessoa do plural (vós): vos.
Não há mais nada entre mim e ti. Vós vos beneficiastes com esta conquista.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há nenhuma acusação contra mim. - 3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
Não vá sem mim. Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.
* Atenção: Há construções em que a preposição, apesar
de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir uma * O pronome é reflexivo quando se refere à mesma
oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pessoa do pronome subjetivo (sujeito): Eu me arrumei e saí.
pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, ** É pronome recíproco quando indica reciprocidade
deverá ser do caso reto. de ação:
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. Nós nos amamos.
Não vá sem eu mandar. Olhamo-nos calados.
* A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!” Pronomes de Tratamento
está correta, já que “para mim” é complemento de “fácil”. A
ordem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil para mim! São pronomes utilizados no tratamento formal, ceri-
monioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor (portan-
- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes to, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pes-
originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, conos- soa. Alguns exemplos:
co e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequente- Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques
mente exercem a função de adjunto adverbial de companhia.
Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais
Ele carregava o documento consigo.
Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e religio-
sos em geral
- A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas: Ela
Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente superior
veio até mim, mas nada falou.
à de coronel, senadores, deputados, embaixadores, profes-
Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de)
sores de curso superior, ministros de Estado e de Tribunais,
inclusão, usaremos as formas retas:
governadores, secretários de Estado, presidente da Repú-
Todos foram bem na prova, até eu! (=inclusive eu)
blica (sempre por extenso)
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de universi-
“com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são re- dades
forçados por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores
ambos ou algum numeral. Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, oficiais
Você terá de viajar com nós todos. até a patente de coronel, chefes de seção e funcionários de
Estávamos com vós outros quando chegaram as más no- igual categoria
tícias. Vossa Meritíssima (sempre por extenso) = para juízes
Ele disse que iria com nós três. de direito
Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento
Pronome Reflexivo cerimonioso
Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito Também são pronomes de tratamento o senhor, a se-
da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação ex- nhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são emprega-
pressa pelo verbo. dos no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no trata-
Quadro dos pronomes reflexivos: mento familiar. Você e vocês são largamente empregados
- 1.ª pessoa do singular (eu): me, mim. no português do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é
Eu não me lembro disso. de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma
vós tem uso restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou
- 2.ª pessoa do singular (tu): te, ti. literária.
Conhece a ti mesmo.
* Observações:
- 3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. * Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de
Guilherme já se preparou. tratamento que possuem “Vossa(s)” são empregados em
Ela deu a si um presente. relação à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Se-
Antônio conversou consigo mesmo. nhor Ministro, compareça a este encontro.

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LÍNGUA PORTUGUESA

** Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito * Observações:


da pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar
Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com pro- da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado,
priedade. seu José.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma - Os pronomes possessivos nem sempre indicam pos-
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao se. Podem ter outros empregos, como:
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa. b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40
anos.
- 3.ª pessoa: embora os pronomes de tratamento diri-
jam-se à 2.ª pessoa, toda a concordância deve ser feita c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem
com a 3.ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessi- lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
vos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles
devem ficar na 3.ª pessoa. - Em frases onde se usam pronomes de tratamento,
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas pro- o pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa Excelência
messas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. trouxe sua mensagem?
- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou - Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi-
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e
do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. anotações.
Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de
“você”, não poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto - Em algumas construções, os pronomes pessoais oblí-
exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
quos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-lhe
os passos. (= Vou seguir seus passos)
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
teus cabelos. (errado)
- O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, pró-
prio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá-lo, para
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
que não ocorra redundância: Coloque tudo nos respectivos
seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular
lugares.
ou

Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos Pronomes Demonstrativos


teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular
São utilizados para explicitar a posição de certa palavra
Pronomes Possessivos em relação a outras ou ao contexto. Essa relação pode ser
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical de espaço, de tempo ou em relação ao discurso.
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo
(coisa possuída). *Em relação ao espaço:
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do - Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da
singular) pessoa que fala:
Este material é meu.
NÚMERO PESSOA PRONOME - Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da
singular primeira meu(s), minha(s) pessoa com quem se fala:
singular segunda teu(s), tua(s) Esse material em sua carteira é seu?
singular terceira seu(s), sua(s) - Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está dis-
plural primeira nosso(s), nossa(s) tante tanto da pessoa que fala como da pessoa com quem
plural segunda vosso(s), vossa(s) se fala:
Aquele material não é nosso.
plural terceira seu(s), sua(s) Vejam aquele prédio!
* Note que: A forma do possessivo depende da pessoa *Em relação ao tempo:
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam
- Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em
com o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribui-
relação à pessoa que fala:
ção naquele momento difícil.
Esta manhã farei a prova do concurso!

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, * Note que:


porém relativamente próximo à época em que se situa a - Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides
pessoa que fala: eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. (ou en-
Essa noite dormi mal; só pensava no concurso! tão: este solteiro, aquele casado) - este se refere à pessoa
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em
- Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afasta- primeiro lugar.
mento no tempo, referido de modo vago ou como tempo
remoto: - O pronome demonstrativo tal pode ter conotação
Naquele tempo, os professores eram valorizados. irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
*Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se fala- - Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em
rá ou escreverá): com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta,
- Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer
disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no
fazer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se falará:
= naquilo)
Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, or-
tografia, concordância.
Pronomes Indefinidos
- Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende
fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou: São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discurso,
Sua aprovação no concurso, isso é o que mais deseja- dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quan-
mos! tidade indeterminada.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
- Este e aquele são empregados quando se quer fazer -plantadas.
referência a termos já mencionados; aquele se refere ao
termo referido em primeiro lugar e este para o referido por Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa
último: de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu-
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Paulo; mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des-
este está mais bem colocado que aquele. (= este [São Paulo], conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em:
aquele [Palmeiras])
ou - Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu-
gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase.
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Paulo; São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin-
aquele está mais bem colocado que este. (= este [São Paulo], guém, outrem, quem, tudo.
aquele [Palmeiras])
Algo o incomoda?
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Quem avisa amigo é.
invariáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque- - Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser
la(s). expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
Invariáveis: isto, isso, aquilo. aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
* Também aparecem como pronomes demonstrativos:
Cada povo tem seus costumes.
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
Certas pessoas exercem várias profissões.
puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te * Note que: Ora são pronomes indefinidos substanti-
indiquei.) vos, ora pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s): variam em demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
gênero quando têm caráter reforçativo: nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem. quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Eu mesma refiz os exercícios. tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Elas mesmas fizeram isso.
Eles próprios cozinharam. Menos palavras e mais ações.
Os próprios alunos resolveram o problema. Alguns se contentam pouco.
- semelhante(s): Não tenha semelhante atitude.
- tal, tais: Tal absurdo eu não comenteria.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va- Pronomes Relativos


riáveis e invariáveis. Observe:
São aqueles que representam nomes já mencionados
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem
tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, as orações subordinadas adjetivas.
vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer*, alguns, ne- O racismo é um sistema que afirma a superioridade de
nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, um grupo racial sobre outros.
algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, (afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros
outras, quantas. = oração subordinada adjetiva).

Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema”
algo, cada. e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra
“sistema” é antecedente do pronome relativo que.
*
Qualquer é composto de qual + quer (do verbo que- O antecedente do pronome relativo pode ser o prono-
rer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra cujo plu- me demonstrativo o, a, os, as.
ral é feito em seu interior). Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
- Todo e toda no singular e junto de artigo significa expresso.
inteiro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as: Quem casa, quer casa.
Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira)
Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades) Observe:
Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro) Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os
Trabalho todo dia. (= todos os dias) quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
quantas.
São locuções pronominais indefinidas: cada qual, Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que),
seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= Note que:
certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc. - O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego,
Cada um escolheu o vinho desejado. sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser subs-
tituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu
Indefinidos Sistemáticos antecedente for um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a
percebemos que existem alguns grupos que criam oposi- qual)
ção de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os
sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm quais)
sentido negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as
afirmativa, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade quais)
negativa; alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e
algo/nada, que se referem à coisa; certo, que particulariza, - O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
e qualquer, que generaliza. pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamente
Essas oposições de sentido são muito importantes na para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas podem ter várias classificações) são pronomes relativos. To-
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen- dos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por
tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os motivo de clareza ou depois de determinadas preposições:
pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual
de que fazem parte: me deixou encantado. O uso de “que”, neste caso, geraria
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado ambiguidade. Veja: Regressando de São Paulo, visitei o sítio
prático. de minha tia, que me deixou encantado (quem me deixou
Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são encantado: o sítio ou minha tia?).
pessoas quaisquer. Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas utiliza-
*Nenhum é contração de nem um, forma mais enfática, -se o qual / a qual)
que se refere à unidade. Repare:
Nenhum candidato foi aprovado. - O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e
Nem um candidato foi aprovado. (um, nesse caso, é nu- se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou
meral) de ser poeta, que era a sua vocação natural.

19
LÍNGUA PORTUGUESA

- O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda com Pronomes Interrogativos


o seu antecedente (o ser possuidor), mas com o consequente
(o ser possuído, com o qual concorda em gênero e número); São usados na formulação de perguntas, sejam elas di-
não se usa artigo depois deste pronome; “cujo” equivale a do retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
qual, da qual, dos quais, das quais. referem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo impreciso.
Existem pessoas cujas ações são nobres. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e variações),
(antecedente) (consequente) quanto (e variações).
Com quem andas?
*interpretação do pronome “cujo” na frase acima: ações Qual seu nome?
das pessoas. É como se lêssemos “de trás para frente”. Outro Diz-me com quem andas, que te direi quem és.
exemplo:
Comprei o livro cujo autor é famoso. (= autor do livro) Sobre os pronomes:

** se o verbo exigir preposição, esta virá antes do pro- O pronome pessoal é do caso reto quando tem função
nome: de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo
O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! (referiu-se a) quando desempenha função de complemento.
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
- “Quanto” é pronome relativo quando tem por antece- 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
dente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: lhe ajudar.
Emprestei tantos quantos foram necessários.
(antecedente) Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
Ele fez tudo quanto havia falado. exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
(antecedente) reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce função
de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo.
- O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso.
precedido de preposição.
O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para
É um professor a quem muito devemos.
a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se
(preposição)
devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe).
- “Onde”, como pronome relativo, sempre possui ante-
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
cedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A casa
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
onde morava foi assaltada.
diferentemente dos segundos, que são sempre precedidos
de preposição.
- Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou
em que. - Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no eu estava fazendo.
exterior. - Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim
o que eu estava fazendo.
- Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-
lavras: Fontes de pesquisa:
- como (= pelo qual) – desde que precedida das palavras http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.
modo, maneira ou forma: php
Não me parece correto o modo como você agiu semana SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
passada. coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cere-
- quando (= em que) – desde que tenha como antece- ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
dente um nome que dê ideia de tempo: Saraiva, 2010.
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame. Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
- Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
numa só frase.
O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste esporte.
= O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

- Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode


ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de gente
que conversava, (que) ria, observava.

20
LÍNGUA PORTUGUESA

Colocação Pronominal trata da correta colocação dos Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo. A
pronomes oblíquos átonos na frase. ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não forem
possíveis:
* Dica: Pronome Oblíquo é aquele que exerce a função
de complemento verbal (objeto). Por isso, memorize: 1) Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo:
OBlíquo = OBjeto! Quando eu avisar, silenciem-se todos.

Embora na linguagem falada a colocação dos prono- 2) Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal: Não
mes não seja rigorosamente seguida, algumas normas de- era minha intenção machucá-la.
vem ser observadas na linguagem escrita.
3) Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não se
Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo. A inicia período com pronome oblíquo).
próclise é usada:
Vou-me embora agora mesmo.
Levanto-me às 6h.
1) Quando o verbo estiver precedido de palavras que
atraem o pronome para antes do verbo. São elas:
4) Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo
a) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém,
jamais, etc.: Não se desespere! no concurso, mudo-me hoje mesmo!
b) Advérbios: Agora se negam a depor.
c) Conjunções subordinativas: Espero que me expli- 5-) Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a pro-
quem tudo! posta fazendo-se de desentendida.
d) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se es-
forçou. Colocação pronominal nas locuções verbais
e) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportuni- - após verbo no particípio = pronome depois do verbo
dade. auxiliar (e não depois do particípio):
Tenho me deliciado com a leitura!
f) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito. Eu tenho me deliciado com a leitura!
2) Orações iniciadas por palavras interrogativas: Quem Eu me tenho deliciado com a leitura!
lhe disse isso? - não convém usar hífen nos tempos compostos e nas
locuções verbais:
3) Orações iniciadas por palavras exclamativas: Quanto Vamos nos unir!
se ofendem! Iremos nos manifestar.

4) Orações que exprimem desejo (orações optativas): - quando há um fator para próclise nos tempos com-
Que Deus o ajude. postos ou locuções verbais: opção pelo uso do pronome
oblíquo “solto” entre os verbos = Não vamos nos preocupar
5) A próclise é obrigatória quando se utiliza o pronome (e não: “não nos vamos preocupar”).
reto ou sujeito expresso:
Eu lhe entregarei o material amanhã. Observações importantes:
Tu sabes cantar?
Emprego de o, a, os, as
Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do
1) Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os
verbo. A mesóclise é usada:
pronomes: o, a, os, as não se alteram.
Chame-o agora.
Quando o verbo estiver no futuro do presente ou fu-
Deixei-a mais tranquila.
turo do pretérito, contanto que esses verbos não estejam
precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos:
Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento 2) Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes
em prol da paz no mundo. finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos:
Repare que o pronome está “no meio” do verbo “rea- (Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.
lizará”: (Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.
realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma palavra
que justificasse o uso da próclise, esta prevaleceria. Veja: 3) Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em,
Não se realizará... ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no, na,
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia nos, nas.
nessa viagem. Chamem-no agora.
(com presença de palavra que justifique o uso de pró- Põe-na sobre a mesa.
clise: Não fossem os meus compromissos, EU te acompanha-
ria nessa viagem).

21
LÍNGUA PORTUGUESA

* Dica: 3-) (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014)


Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que significa cruzando os desertos do oeste da China − que con-
“antes”! Pronome antes do verbo! tornam a Índia − adotam complexas providências
Ênclise – “en”... lembra, pelo “som”, /Ənd/ (end, em In- Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos
glês – que significa “fim, final!). Pronome depois do verbo! grifados acima foram corretamente substituídos por um
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do verbo pronome, respectivamente, em:
Pronome Oblíquo – função de objeto (A) os cruzando - que contornam-lhe - adotam-as
(B) cruzando-lhes - que contornam-na - as adotam
Fontes de pesquisa: (C) cruzando-os - que lhe contornam - adotam-lhes
http://www.portugues.com.br/gramatica/colocacao- (D) cruzando-os - que a contornam - adotam-nas
-pronominal-.html (E) lhes cruzando - que contornam-a - as adotam
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. 3-) Não podemos utilizar “lhes”, que corresponde ao
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Cere- objeto indireto (verbo “cruzar” pede objeto direto: cruzar
ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: o quê?), portanto já desconsideramos as alternativas “B”
Saraiva, 2010. e “D”. Ao iniciarmos um parágrafo ( já que no enunciado
temos uma oração assim) devemos usar ênclise: (cruzan-
Questões do-os); na segunda oração temos um pronome relativo (dá
para substituirmos por “o qual”), o que nos obriga a usar
1-) (IBGE - SUPERVISOR DE PESQUISAS – ADMINIS- a próclise (que a contorna); “adotam” exige objeto dire-
TRAÇÃO - CESGRANRIO/2014) Em “Há políticas que reco- to (adotam quem ou o quê?), chegando à resposta: ado-
nhecem a informalidade”, ao substituir o termo destacado tam-nas (quando o verbo terminar em “m” e usarmos um
por um pronome, de acordo com a norma-padrão da lín- pronome oblíquo direto, lembre-se do alfabeto: jklM – N!).
gua, o trecho assume a formulação apresentada em: RESPOSTA: “D”.
A) Há políticas que a reconhecem.
B) Há políticas que reconhecem-a.
C) Há políticas que reconhecem-na.
D) Há políticas que reconhecem ela. EMPREGO DOS SINAIS INDICATIVOS DE
E) Há políticas que lhe reconhecem. PONTUAÇÃO: VÍRGULA, PONTO, PONTO
E VÍRGULA, DOIS-PONTOS, RETICÊNCIAS,
1-) Primeiramente identifiquemos se temos objeto di-
reto ou indireto. Reconhece o quê? Resposta: a informali- ASPAS, TRAVESSÃO E PARÊNTESES.
dade. Pergunta e resposta sem preposição, então: objeto
direto. Não utilizaremos “lhe” – que é para objeto indireto.
Como temos a presença do “que” – independente de sua
função no período (pronome relativo, no caso!) – a regra Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
pede próclise (pronome oblíquo antes do verbo): que a re- servem para compor a coesão e a coerência textual, além
conhecem. de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.
RESPOSTA: “A”. Um texto escrito adquire diferentes significados quando
pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
depende, em certos momentos, da intenção do autor do
2-) (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) A substitui- discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamente
ção do elemento grifado pelo pronome correspondente foi relacionados ao contexto e ao interlocutor.
realizada de modo INCORRETO em:
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu Principais funções dos sinais de pontuação
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la Ponto (.)
(D) que desviava a água = que lhe desviava
(E) supriam a necessidade = supriam-na 1- Indica o término do discurso ou de parte dele, en-
cerrando o período.
2-)
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu = cor- 2- Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Com-
reta panhia). Se a palavra abreviada aparecer em final de pe-
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os = correta ríodo, este não receberá outro ponto; neste caso, o ponto
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la = correta de abreviatura marca, também, o fim de período. Exemplo:
(D) que desviava a água = que lhe desviava = que a Estudei português, matemática, constitucional, etc. (e não
desviava “etc..”)
(E) supriam a necessidade = supriam-na = correta
RESPOSTA: “D”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

3- Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do Ponto de Interrogação (?)


ponto, assim como após o nome do autor de uma citação:
Haverá eleições em outubro Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napoleão “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
Mendes de Almeida) (ou: Almeida.) vedo)

4- Os números que identificam o ano não utilizam


ponto nem devem ter espaço a separá-los, bem como os Reticências (...)
números de CEP: 1975, 2014, 2006, 17600-250.
1- Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lápis,
Ponto e Vírgula ( ; ) canetas, cadernos...

1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma 2- Indica interrupção violenta da frase.
importância: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
dão pelo pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo
pão a vida; os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este
(VIEIRA) mal... pega doutor?

2- Separa partes de frases que já estão separadas por 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito: Deixa,
vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, mon- depois, o coração falar...
tanhas, frio e cobertor.

3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo- Vírgula (,)


tivos, decreto de lei, etc.
Ir ao supermercado; Não se usa vírgula
Pegar as crianças na escola;
Caminhada na praia; * separando termos que, do ponto de vista sintático,
Reunião com amigos. ligam-se diretamente entre si:
- entre sujeito e predicado:
Todos os alunos da sala foram advertidos.
Dois pontos (:) Sujeito predicado
1- Antes de uma citação
- entre o verbo e seus objetos:
Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
O trabalho custou sacrifício aos
realizadores.
2- Antes de um aposto
V.T.D.I. O.D. O.I.
Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
tarde e calor à noite.
Usa-se a vírgula:
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo - Para marcar intercalação:
a rotina de sempre. a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
dância, vem caindo de preço.
4- Em frases de estilo direto b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
Maria perguntou: produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
- Por que você não toma uma decisão? c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não
querem abrir mão dos lucros altos.
Ponto de Exclamação (!)
- Para marcar inversão:
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
susto, súplica, etc. Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe-
Sim! Claro que eu quero me casar com você! chadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
2- Depois de interjeições ou vocativos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
Ai! Que susto! c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
João! Há quanto tempo! maio de 1982.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Para separar entre si elementos coordenados (dis- Questões


postos em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. 1-) (SAAE/SP - FISCAL LEITURISTA - VUNESP - 2014)
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e ani-
mais.

- Para marcar elipse (omissão) do verbo:


Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

- Para isolar:
- o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasi-
leira, possui um trânsito caótico.
- o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.

Observações:
- Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expres-
são latina et cetera, que significa “e outras coisas”, seria
dispensável o emprego da vírgula antes dele. Porém, o
acordo ortográfico em vigor no Brasil exige que empre-
guemos etc. precedido de vírgula: Falamos de política, fu-
tebol, lazer, etc.

- As perguntas que denotam surpresa podem ter com- (SAAE/SP - FISCAL LEITURISTA - VUNESP - 2014) Se-
binados o ponto de interrogação e o de exclamação: Você gundo a norma-padrão da língua portuguesa, a pontuação
falou isso para ela?! está correta em:
A) Hagar disse, que não iria.
- Temos, ainda, sinais distintivos: B) Naquela noite os Stevensens prometeram servir, bi-
1-) a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), sepa- fes e lagostas, aos vizinhos.
ração de siglas (IOF/UPC); C) Chegou, o convite dos Stevensens, bife e lagostas:
2-) os colchetes ([ ]) = usados em transcrições feitas para Hagar e Helga
pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como primeira opção D) “Eles são chatos e, nunca param de falar”, disse, Ha-
aos parênteses, principalmente na matemática; gar à Helga.
3-) o asterisco ( * ) = usado para remeter o leitor a E) Helga chegou com o recado: fomos convidados, pe-
uma nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir um los Stevensens, para jantar bifes e lagostas.
nome que não se quer mencionar.
1-) Correções realizadas:
Fontes de pesquisa: A) Hagar disse que não iria. = não há vírgula entre ver-
http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/ bo e seu complemento (objeto)
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu- B) Naquela noite os Stevensens prometeram servir bi-
la.htm fes e lagostas aos vizinhos. = não há vírgula entre verbo e
seu complemento (objeto)
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
C) Chegou o convite dos Stevensens: bife e lagostas
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São
para Hagar e Helga.
Paulo: Saraiva, 2010.
D) “Eles são chatos e nunca param de falar”, disse Ha-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
gar à Helga.
Sacconi. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. E) Helga chegou com o recado: fomos convidados, pe-
los Stevensens, para jantar bifes e lagostas.
RESPOSTA: “E”.

2-) (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – MÉDICO DO TRA-


BALHO – CESPE/2014 - adaptada)
A correção gramatical do trecho “Entre as bebidas al-
coólicas, cervejas e vinhos são as mais comuns em todo
o mundo” seria prejudicada, caso se inserisse uma vírgula
logo após a palavra “vinhos”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) Não se deve colocar vírgula entre sujeito e predi- EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES
cado, a não ser que se trate de um aposto (1), predicativo
do sujeito (2), ou algum termo que requeira estar separado 1-) (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC/
entre pontuações. Exemplos: SP – ADMINISTRADOR - VUNESP/2013) Assinale a al-
O Rio de Janeiro, cidade maravilhosa (1), está em festa! ternativa correta quanto à concordância, de acordo
Os meninos, ansiosos (2), chegaram! com a norma-padrão da língua portuguesa.
RESPOSTA: “CERTO”. (A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade
social está no centro dos debates atuais.
(B) Políticos, economistas e teóricos diverge em re-
3-) (PRODAM/AM – ASSISTENTE – FUNCAB/2014) Em lação aos efeitos da desigualdade social.
apenas uma das opções a vírgula foi corretamente empre- (C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
gada. Assinale-a. mais pobres é um fenômeno crescente.
A) No dia seguinte, estavam todos cansados. (D) A má distribuição de riquezas tem sido muito
B) Romperam a fita da vitória, os dois atletas. criticado por alguns teóricos.
C) Os seus hábitos estranhos, deixavam as pessoas per- (E) Os debates relacionado à distribuição de rique-
plexas. zas não são de exclusividade dos economistas.
D) A luta em defesa dos mais fracos, é necessária e
fundamental. Realizei a correção nos itens:
E) As florestas nativas do Brasil, sobrevivem em peque- (A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so-
na parte do território. cial está = estão
(B) Políticos, economistas e teóricos diverge = diver-
3-) gem
A) No dia seguinte, estavam todos cansados. = correta (C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
B) Romperam a fita da vitória, os dois atletas = não se mais pobres é um fenômeno crescente.
separa sujeito do predicado (o sujeito está no final). (D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti-
C) Os seus hábitos estranhos, deixavam as pessoas per- cado = criticada
plexas = não se separa sujeito do predicado. (E) Os debates relacionado = relacionados
D) A luta em defesa dos mais fracos, é necessária e fun-
damental = não se separa sujeito do predicado. RESPOSTA: “C”.
E) As florestas nativas do Brasil, sobrevivem em peque-
na parte do território. = não se separa sujeito do predicado 2-) (COREN/SP – ADVOGADO – VUNESP/2013) Se-
RESPOSTA: “A”. guindo a norma-padrão da língua portuguesa, a frase
– Um levantamento mostrou que os adolescentes ame-
ricanos consomem em média 357 calorias diárias dessa
fonte. – recebe o acréscimo correto das vírgulas em:
(A) Um levantamento mostrou, que os adolescentes
americanos consomem em média 357 calorias, diárias
dessa fonte.
(B) Um levantamento mostrou que, os adolescentes
americanos consomem, em média 357 calorias diárias
dessa fonte.
(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes
americanos consomem, em média, 357 calorias diárias
dessa fonte.
(D) Um levantamento, mostrou que os adolescentes
americanos, consomem em média 357 calorias diárias
dessa fonte.
(E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
americanos, consomem em média 357 calorias diárias,
dessa fonte.

Assinalei com um “X” onde há pontuação inadequada


ou faltante:
(A) Um levantamento mostrou, (X) que os adolescentes
americanos consomem (X) em média (X) 357 calorias, (X)
diárias dessa fonte.
(B) Um levantamento mostrou que, (X) os adolescentes
americanos consomem, em média (X) 357 calorias diárias
dessa fonte.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes Distribuímos = regra do hiato


americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des- (A) sócio = paroxítona terminada em ditongo
sa fonte. (B) sofrê-lo = oxítona (não se considera o pronome
(D) Um levantamento, (X) mostrou que os adolescentes oblíquo. Nunca!)
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias (C) lúcidos = proparoxítona
diárias dessa fonte. (D) constituí = regra do hiato (diferente de “constitui”
(E) Um levantamento mostrou que os adolescentes – oxítona: cons-ti-tui)
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias (E) órfãos = paroxítona terminada em “ão”
diárias, (X) dessa fonte.
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “C”.
5-) (TRT/PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012)
3-) (TRT/RO E AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – A concordância verbal está plenamente observada na
FCC/2011) Estão plenamente observadas as normas de frase:
concordância verbal na frase: (A) Provocam muitas polêmicas, entre crentes e
a) Destinam-se aos homens-placa um lugar visível materialistas, o posicionamento de alguns religiosos e
nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a parlamentares acerca da educação religiosa nas escolas
visibilidade social. públicas.
b) As duas tábuas em que se comprimem o famige- (B) Sempre deverão haver bons motivos, junto
rado homem-placa carregam ditos que soam irônicos, àqueles que são contra a obrigatoriedade do ensino
como “compro ouro”. religioso, para se reservar essa prática a setores da ini-
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa ciativa privada.
a exposição pública a que se submetem os guardadores (C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do tex-
de carros. to, contra os que votam a favor do ensino religioso na
d) Ao se revogarem o emprego de carros-placa na escola pública, consistem nos altos custos econômicos
propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma de- que acarretarão tal medida.
monstração de mau gosto. (D) O número de templos em atividade na cidade
e) Não sensibilizavam aos possíveis interessados de São Paulo vêm gradativamente aumentando, em
em apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles ve- proporção maior do que ocorrem com o número de es-
lhos carros-placa. colas públicas.
(E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Fiz as correções entre parênteses: como a regulação natural do mercado sinalizam para
a) Destinam-se (destina-se) aos homens-placa um lu- as inconveniências que adviriam da adoção do ensino
gar visível nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é supri- religioso nas escolas públicas.
mida a visibilidade social.
b) As duas tábuas em que se comprimem (comprime) (A) Provocam = provoca (o posicionamento)
o famigerado homem-placa carregam ditos que soam irô- (B) Sempre deverão haver bons motivos = deverá haver
nicos, como “compro ouro”. (C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a contra os que votam a favor do ensino religioso na escola
exposição pública a que se submetem os guardadores de pública, consistem = consiste.
carros. (D) O número de templos em atividade na cidade de
d) Ao se revogarem (revogar) o emprego de carros- São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor-
-placa na propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma ção maior do que ocorrem = ocorre
demonstração de mau gosto. (E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como
e) Não sensibilizavam (sensibilizava) aos possíveis in- a regulação natural do mercado sinalizam para as inconve-
teressados em apartamentos de luxo a visão grotesca da- niências que adviriam da adoção do ensino religioso nas
queles velhos carros-placa. escolas públicas.

RESPOSTA: “C”. RESPOSTA: “E”.

4-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) 6-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011)
Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a Segundo o Manual de Redação da Presidência da Repú-
mesma regra que distribuídos. blica, NÃO se deve usar Vossa Excelência para
(A) sócio (A) embaixadores.
(B) sofrê-lo (B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais.
(C) lúcidos (C) prefeitos municipais.
(D) constituí (D) presidentes das Câmaras de Vereadores.
(E) órfãos (E) vereadores.

26
LÍNGUA PORTUGUESA

(...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria (D) As instituições fundamentais de um regime demo-
(abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa crático não pode (podem) estar subordinado (subordina-
Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o seu das) às ordens indiscriminadas de um único poder central.
presidente, de acordo com o Manual de Redação da Presi- (E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol-
dência da República (1991). tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex-
(Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-de- põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
tail.php?id=393)
RESPOSTA: “A”.
RESPOSTA: “E”.
9-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010)
7-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A frase que admite transposição para a voz passiva é:
... valores e princípios que sejam percebidos pela so- (A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sa-
ciedade como tais. grado.
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo (B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
passará a ser, corretamente, grande diversidade de fenômenos.
(A) perceba. (C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da so-
(B) foi percebido. ciedade, a própria sociedade e seu instrumento de uni-
(C) tenham percebido. ficação.
(D) devam perceber. (D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto
(E) estava percebendo. da vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar ilu-
... valores e princípios que sejam percebidos pela so- dido e da falsa consciência.
ciedade como tais = dois verbos na voz passiva, então te-
remos um na ativa: que a sociedade perceba os valores e (A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagra-
princípios... do.
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
RESPOSTA: “A” grande diversidade de fenômenos.
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e
8-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A explicada pelo conceito...
concordância verbal e nominal está inteiramente corre- (C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
ta na frase: de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e (D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
valores que determinam as escolhas dos governantes, vida (...).
para conferir legitimidade a suas decisões. (E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes e da falsa consciência.
devem ser embasados na percepção dos valores e prin-
cípios que regem a prática política. RESPOSTA: “B”.
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verda-
deiro regime democrático, em que se respeita tanto as 10-) (MPE/AM - AGENTE DE APOIO ADMINISTRA-
liberdades individuais quanto as coletivas. TIVO - FCC/2013) “Quando a gente entra nas serrarias,
(D) As instituições fundamentais de um regime de- vê dezenas de caminhões parados”, revelou o analista
mocrático não pode estar subordinado às ordens indis- ambiental Geraldo Motta.
criminadas de um único poder central. Substituindo-se Quando por Se, os verbos subli-
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados nhados devem sofrer as seguintes alterações:
para o momento eleitoral, que expõem as diferentes (A) entrar − vira
opiniões existentes na sociedade. (B) entrava − tinha visto
(C) entrasse − veria
Fiz os acertos entre parênteses: (D) entraria − veria
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores (E) entrava − teria visto
que determinam as escolhas dos governantes, para confe-
rir legitimidade a suas decisões. Se a gente entrasse (verbo no singular) na serraria, ve-
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de- ria = entrasse / veria.
vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos
valores e princípios que regem a prática política. RESPOSTA: “C”.
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei-
tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.

27
LÍNGUA PORTUGUESA

11-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) (A) Ele se esqueceu de que? = quê?
A pontuação está inteiramente adequada na frase: (B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para
a) Será preciso, talvez, redefinir a infância já que as distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
crianças de hoje, ao que tudo indica nada mais têm a (C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex-
ver com as de ontem. cessivos nas críticas.
b) Será preciso, talvez redefinir a infância: já que (D) O juíz ( juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi-
as crianças, de hoje, ao que tudo indica nada têm a ver, cações dos funcionários.
com as de ontem. (E) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
c) Será preciso, talvez: redefinir a infância, já que
as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver RESPOSTA: “E”.
com as de ontem.
d) Será preciso, talvez redefinir a infância? - já que 14-) (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINIS-
as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver TRATIVO - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as fra-
com as de ontem. ses do texto:
e) Será preciso, talvez, redefinir a infância, já que I, Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota ne-
as crianças de hoje, ao que tudo indica, nada têm a ver gativa...
com as de ontem. II,... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior clas-
sificação do continente americano (2,0)...
Devido à igualdade textual entre os itens, a apresenta- Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases
ção da alternativa correta indica quais são as inadequações I e II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem
nas demais. dos exemplos, em:
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o
RESPOSTA: “E”. próximo ano. Será que alguém tem opinião diferente
da maioria?
12-) (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – (B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas ju-
ALUNO SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) ninas. Vêm pessoas de muito longe para brincar de qua-
No trecho: “O crescimento econômico, se associado à drilha.
ampliação do emprego, PODE melhorar o quadro aqui (C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa.
sumariamente descrito.”, se passarmos o verbo desta- Quase todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia.
cado para o futuro do pretérito do indicativo, teremos (D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui,
a forma: mas também existem umas que não merecem nossa
A) puder. atenção.
B) poderia. (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam.
C) pôde.
D) poderá. Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos
E) pudesse. aos itens:
(A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém
Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito do tem (singular)
Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós pode- (B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural)
ríamos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração é (C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise-
crescimento econômico (singular), portanto, terceira pes- ram (plural)
soa do singular (ele) = poderia. (D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem
umas (plural)
RESPOSTA: “B”. (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas
as formas estão no plural)
13-) (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011)
Entre as frases que seguem, a única correta é: RESPOSTA: “A”.
a) Ele se esqueceu de que?
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para dis- 15-) (CETESB/SP - ANALISTA ADMINISTRATIVO -
tribui-lo entre os presentes. RECURSOS HUMANOS - VUNESP/2013 - ADAPTADA)
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas Considere as orações: … sabíamos respeitar os mais
críticas. velhos! / E quando eles falavam nós calávamos a boca!
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindica- Alterando apenas o tempo dos verbos destacados
ções dos funcionários. para o tempo presente, sem qualquer outro ajuste,
e) Não sei por que ele mereceria minha conside- tem-se, de acordo com a norma-padrão da língua por-
ração. tuguesa:

28
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) … soubemos respeitar os mais velhos! / E quan- O verbo “faria” está no futuro do pretérito, ou seja, in-
do eles falaram nós calamos a boca! dica que é uma ação que, para acontecer, depende de ou-
(B) … saberíamos respeitar os mais velhos! / E quan- tra. Exemplo: Quando um candidato entrasse, eu faria / Se
do eles falassem nós calaríamos a boca! ele entrar, eu farei / Caso ele entre, eu faço...
(C) … soubéssemos respeitar os mais velhos! / E
quando eles falassem nós calaríamos a boca! RESPOSTA: “A”.
(D) … saberemos respeitar os mais velhos! / E quan-
do eles falarem nós calaremos a boca! 18-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-
(E) … sabemos respeitar os mais velhos! / E quando RIA – VUNESP/2010 - ADAPTADA)
eles falam nós calamos a boca! Assinale a alternativa de concordância que pode ser
considerada correta como variante da frase do texto –
No presente: nós sabemos / eles falam. A maioria considera aceitável que um convidado che-
gue mais de duas horas ...
RESPOSTA: “E”. (A) A maioria dos cariocas consideram aceitável
que um convidado chegue mais de duas horas...
16-) (UNESP/SP - ASSISTENTE TÉCNICO ADMINIS- (B) A maioria dos cariocas considera aceitáveis que
TRATIVO - VUNESP/2012) A correlação entre as formas um convidado chegue mais de duas horas...
verbais está correta em: (C) As maiorias dos cariocas considera aceitáveis
(A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o que um convidado chegue mais de duas horas...
planeta não resistiu. (D) As maiorias dos cariocas consideram aceitáveis
(B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto que um convidado chegue mais de duas horas...
poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um co- (E) As maiorias dos cariocas consideram aceitável
lapso. que um convidado cheguem mais de duas horas...
(C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebi-
da, o do jogo, o do sexo e o do consumo não conheces-
Fiz as indicações:
se distorções patológicas, não haverá vícios.
(A) A maioria dos cariocas consideram (ou considera,
(D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tor-
tanto faz) aceitável que um convidado chegue mais de
nado tão eficientes, talvez as coisas não ficaram tão
duas horas...
baratas.
(B) A maioria dos cariocas considera (ok) aceitáveis
(E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons-
(aceitável) que um convidado chegue mais de duas horas...
cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia.
(C) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas considera (ok)
aceitáveis (aceitável) que um convidado chegue mais de
Fiz as correções necessárias:
(A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o plane- duas horas...
ta não resistiu = resistirá (D) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas consideram
(B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto (ok) aceitáveis (aceitável) que um convidado chegue mais
poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um colapso. de duas horas...
(C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebida, (E) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas consideram
o do jogo, o do sexo e o do consumo não conhecesse dis- (ok) aceitável que um convidado cheguem (chegue) mais
torções patológicas, não haverá = haveria de duas horas...
(D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tornado
tão eficientes, talvez as coisas não ficaram = ficariam (ou RESPOSTA: “A”.
teriam ficado)
(E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons- 19-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-
cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia = RIA – VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as
crescerá palavras são acentuadas graficamente pelos mesmos
motivos que justificam, respectivamente, as acentua-
RESPOSTA: “B”. ções de: década, relógios, suíços.
(A) flexíveis, cartório, tênis.
17-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ- (B) inferência, provável, saída.
RIA – VUNESP/2010) Assinale a alternativa que preen- (C) óbvio, após, países.
che adequadamente e de acordo com a norma culta a (D) islâmico, cenário, propôs.
lacuna da frase: Quando um candidato trêmulo ______ eu (E) república, empresária, graúda.
lhe faria a pergunta mais deliciosa de todas.
(A) entrasse Década = proparoxítona / relógios = paroxítona termi-
(B) entraria nada em ditongo / suíços = regra do hiato
(C) entrava (A) flexíveis e cartório = paroxítonas terminadas em
(D) entrar ditongo / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida
(E) entrou de “s”)

29
LÍNGUA PORTUGUESA

(B) inferência = paroxítona terminada em ditongo / (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
provável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra do - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 -
hiato ADAPTADO) Para responder às questões de números 22
(C) óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após e 23, considere a seguinte passagem: Sem querer este-
= oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato reotipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas
(D) islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da
terminada em ditongo / propôs = oxítona terminada em pergunta “débito ou crédito?”.
“o” + “s”
(E) república = proparoxítona / empresária = paroxíto- 22-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
na terminada em ditongo / graúda = regra do hiato LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
RESPOSTA: “E”. (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
20-) (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VU- (C) adotar como referência de qualidade.
NESP/2013) De acordo com a norma- padrão da (D) julgar de acordo com normas legais.
língua portuguesa, o acento indicativo de crase está (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
corretamente empregado em:
(A) A população, de um modo geral, está à espera Classificar conforme regras conhecidas, mas não con-
de que, com o novo texto, a lei seca possa coibir os aci- firmadas se verdadeiras.
dentes.
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à RESPOSTA: “E”.
repensarem a sua postura.
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos
23-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
à punições muito mais severas.
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
(D) À ninguém é dado o direito de colocar em risco
NESP/2013) Nessa passagem, a palavra cujas tem sen-
a vida dos demais motoristas e de pedestres.
tido de
(E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumpri-
(A) lugar, referindo-se ao ambiente em que ocorre a
mento da nova lei para que ela possa funcionar.
pergunta mencionada.
(B) posse, referindo-se às interações sociais do pau-
(A) A população, de um modo geral, está à espera (dá
lista.
para substituir por “esperando”) de que
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à re- (C) dúvida, pois a decisão entre débito ou crédito
pensarem (antes de verbo) ainda não foi tomada.
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à (D) tempo, referindo-se ao momento em que ter-
punições (generalizando, palavra no plural) minam as interações sociais.
(D) À ninguém (pronome indefinido) (E) condição em que se deve dar a transação finan-
(E) Cabe à todos (pronome indefinido) ceira mencionada.

RESPOSTA: “A”. O pronome “cujo” geralmente nos dá o sentido de pos-


se: O livros cujas folhas (lê-se: as folhas dos livros).
21-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU- RESPOSTA: “B”.
NESP/2013) O sentido de marmóreo (adjetivo) equiva-
le ao da expressão de mármore. Assinale a alternativa
contendo as expressões com sentidos equivalentes, res-
pectivamente, aos das palavras ígneo e pétreo.
(A) De corda; de plástico.
(B) De fogo; de madeira.
(C) De madeira; de pedra.
(D) De fogo; de pedra.
(E) De plástico; de cinza.

Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou as-


sociação de palavras! Veja: a ignição do carro lembra-nos
fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a resposta?

RESPOSTA: “D”.

30
LÍNGUA INGLESA

Conhecimento de um vocabulário fundamental e dos aspectos gramaticais básicos para a interpretação de textos
técnicos......................................................................................................................................................................................................................... 01
LÍNGUA INGLESA

colaborem na compreensão de palavras, como os prefixos


CONHECIMENTO DE UM VOCABULÁRIO e sufixos e não simplesmente, como muitos acreditam, o
FUNDAMENTAL E DOS ASPECTOS conhecimento de vocabulário, ou seja, só o conhecimento
GRAMATICAIS BÁSICOS PARA A de vocabulário é insuficiente para compreender um texto.
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS TÉCNICOS. Como a leitura é um processo, para ler de forma mais ati-
va, rápida e, desse modo, mais efetiva, procure:
» quebrar o hábito de ler palavra por palavra;
» usar seu prévio conhecimento sobre o assunto;
Língua é fundamentalmente um fenômeno oral. É, por- » dominar as estratégias que fortalecerão este proces-
tanto indispensável desenvolver certa familiaridade com o so;
idioma falado, e mais especificamente, com a sua pronún- » prestar atenção ao contexto em que o texto está co-
cia, antes de se procurar dominar o idioma escrito. locado
A inversão desta sequência pode causar vícios de pro- » fortalecer as estruturas gramaticais que sustentam a
núncia resultantes da incorreta interpretação fonética das le- formulação das idéias apresentadas.
tras. Principalmente no caso do aprendizado de inglês, onde
a correlação entre pronúncia e ortografia é extremamente Prevendo o conteúdo de um texto
irregular e a interpretação oral da ortografia muito diferente É a primeira coisa a fazer antes de começar a leitura
do português, e cuja ortografia se caracteriza também pela do texto.
ausência total de indicadores de sílaba tônica, torna-se ne- É possível, muitas vezes, antecipar ou prever o
cessário priorizar e antecipar o aprendizado oral. conteúdo de um texto, através do título, de um subtítulo,
Satisfeita esta condição ou não, o exercício de leitura gráfico ou figura incluídos. O título, quando bem escolhi-
em inglês deve iniciar a partir de textos com vocabulário do, identifica o assunto do texto.
reduzido, de preferência com uso moderado de expres-
sões idiomáticas, regionalismos, e palavras “difíceis” (de Técnica de leitura – Scanning (habilidade de leitura
rara ocorrência). Proximidade ao nível de conhecimento em alta velocidade)
do aluno é pois uma condição importante. Outro aspecto, É uma habilidade que ajuda o leitor a obter informação
também importante, é o grau de atratividade do texto. O de um texto sem ler cada palavra. É uma rápida visualização
assunto, se possível, deve ser de alto interesse para o lei- do texto como um scanner faz quando, rapidamente, lê
tor. Não é recomendável o uso constante do dicionário, e a informação contida naquele espaço. Scanning envolve
este, quando usado, deve de preferência ser inglês - inglês. mover os olhos de cima para baixo na página, procurando
A atenção deve concentrar-se na ideia central, mesmo que palavras chaves, frases especificas ou ideias. Ao realizar o
detalhes se percam, e o aluno deve evitar a prática da tra- scanning procure verificar se o autor fez uso de organiza-
dução. O leitor deve habituar-se a buscar identificar sem- dores no texto, como: números, letras, passos ou as pala-
pre em primeiro lugar os elementos essenciais da oração, vras primeiro, segundo, próximas. Procure por palavras em
ou seja, sujeito, verbo e complemento. A maior dificuldade negrito, itálico, tamanhos de fontes ou cores diferentes. O
nem sempre é entender o significado das palavras, mas sua processo de scanning é muito útil para encontrar informa-
função gramatical e consequentemente a estrutura da frase. ções específicas de, por exemplo, um número de telefone
O grau de dificuldade dos textos deve avançar gradati-
numa lista, uma palavra num dicionário, uma data de nas-
vamente, e o aluno deve procurar fazer da leitura um hábi-
cimento, ou de falecimento numa biografia, um endereço
to frequente e permanente.
ou a fonte para a resposta de uma determinada pergunta
Técnicas de Leitura: Skimming e Scanning” sua. Após “escanear” o documento, você deve usar a téc-
Existem diferentes estilos de leituras para diferentes nica de skimming.
situações. Páginas na internet, romances, livros textos, ma-
nuais, revistas, jornais e correspondência são alguns dos Técnica de leitura – Skimming
itens lidos por pessoas todos os dias. Leitores eficientes O processo de skimming permite ao leitor identificar
e efetivos aprendem a usar muitos estilos de leitura para rapidamente a idéia principal ou o sentido geral do tex-
diferentes propósitos. Por exemplo, você pode ler por pra- to. O uso do skimming é frequente quando a pessoa tem
zer, para obter informações ou para completar uma tare- muito material para ler em pouco tempo. Geralmente a
fa. A técnica escolhida irá depender do objetivo da leitura. leitura no skimming é realizada com a velocidade de três a
Scanning, skimming, e leituras críticas são diferentes esti- quatro vezes maior que a leitura normal. Diferentemente
los de leituras. Se você está procurando por informação, do scanning, skimming é mais abrangente; exige conheci-
deve-se usar scanning para uma palavra específica. Se você mento de organização de texto, a percepção de dicas de
está explorando ou revendo um documento deve-se usar vocabulário, habilidade para inferir ideias e outras habili-
a skimming. dades de leitura mais avançadas.
A compreensão do texto lido depende: da capacida- Existem muitas estratégias que podem ser usadas ao
de do leitor em relacionar ideias, estabelecer referências, realizar o skimming. Algumas pessoas lêem o primeiro e
fazer inferências ou deduções lógicas, identificar palavras o último parágrafo usando títulos, sumários e outros or-
que sinalizam ideias, além da percepção de elementos que ganizadores na medida que lêem a página ou a tela do

1
LÍNGUA INGLESA

monitor. Você pode ler o titulo, subtítulo, cabeçalhos, e ilustrações. Considere ler somente a primeira sentença de cada
parágrafo. Esta técnica é útil quando você está procurando uma informação especifica em vez de ler para compreender.
Skimming funciona bem para achar datas, nomes, lugares e para revisar figuras e tabelas. Use skimming para encontrar a
idéia principal do texto e ver se um artigo pode ser de interesse em sua pesquisa.
Muitas pessoas consideram scanning e skimming como técnicas de pesquisa do que estratégias de leitura. Entretanto,
quando é necessário ler um grande volume de informação, elas são muito práticas, como exemplo durante a procura de
uma informação específica, de dicas, ou ao revisar informações. Assim, scanning e skimming auxiliam-no na definição de
material que será lido ou descartado.

1) Procure identificar os elementos essenciais da oração - o sujeito e o verbo.


O português se caracteriza por uma certa flexibilidade com relação ao sujeito. Existem as figuras gramaticais do sujeito
oculto, indeterminado e inexistente, para justificar a ausência do sujeito. Mesmo quando não ausente, o sujeito frequente-
mente aparece depois do verbo, e às vezes até no fim da frase (ex: Ontem apareceu um vendedor lá no escritório).
O inglês é mais rígido: praticamente não existem frases sem sujeito e ele aparece sempre antes do verbo em frases
afirmativas e negativas. O sujeito é sempre um nome próprio (ex: Paul is my friend), um pronome (ex: He’s my friend) ou
um substantivo (ex: The house is big).
Pode-se dizer que o pensamento em inglês se estrutura a partir do sujeito; em seguida vêm o verbo, o complemento,
e os adjuntos adverbiais. Para uma boa interpretação de textos em inglês, não adianta reconhecer o vocabulário apenas; é
preciso compreender a estrutura, e para isso é de fundamental importância a identificação do verbo e do sujeito.

2) Não se atrapalhe com os substantivos em cadeia. Leia-os de trás para frente.


A ordem normal em português é substantivo – adjetivo (ex: casa grande), enquanto que em inglês é o inverso (ex: big
house). Além disto, qualquer substantivo em inglês é potencialmente também um adjetivo, podendo ser usado como tal.
Exemplos:
brick house = casa de tijolos
vocabulary comprehension test = teste de compreensão de vocabulário health quality improvement measures = medi-
das de melhoramento da qualidade da saúde
English vocabulary comprehension test = teste de compreensão de vocabulário de inglês
Sempre que o aluno se defrontar com um aparente conjunto de substantivos enfileirados, deve lê-los de trás para
diante intercalando a preposição “de”.

3) Cuidado com o sufixo ...ing.


O aluno principiante tende a interpretar o sufixo ...ing unicamente como gerúndio, quando na maioria das vezes ele
aparece como forma substantivada de verbo ou ainda como adjetivo. Se a palavra terminada em ...ing for um substantivo,
poderá figurar na frase como sujeito, enquanto que se for um verbo no gerúndio, jamais poderá ser interpretado como
sujeito nem como complemento. Este é um detalhe que frequentemente compromete seriamente o entendimento.

gerund – Ex: We are planning to ...


(gerúndio)        What are you doing?

zEx: He likes fishing and camping, and hates account-


noun –
...ing ing.
(substantivo)
       This apartment building is new.

adjective – Ex: This is interesting and exciting to me.


(adjetivo)        That was a frightening explosion.

4) Familiarize-se com os principais sufixos.


A utilidade de se conhecer os principais sufixos e suas respectivas regras de formação de palavras, do ponto de vista
daquele que está desenvolvendo familiaridade com inglês, está no fato de que este conhecimento permite a identificação
da provável categoria gramatical mesmo quando não se conhece a palavra no seu significado, o que é de grande utilidade
na interpretação de textos.
Vejam as regras de formação de palavras abaixo e seus respectivos sufixos, com alguns exemplos:

2
LÍNGUA INGLESA

SUBSTANTIVO + ...ful = ADJETIVO (significando full of …, having …) SUBSTANTIVO + ...less = ADJETIVO (signifi-
cando without …)

SUBSTANTIVO ...ful ADJETIVO ...less ADJETIVO

care (cuidado) careful (cuidadoso) careless (descuidado)


harm (dano, prejuízo) harmful (prejudicial) harmless (inócuo, inofensivo)
hope (esperança) hopeful (esperançoso) hopeless (que não tem esperança)
meaning (significado) meaningful (significativo) meaningless (sem sentido)
pain (dor) painful (doloroso) painless (indolor)
power (potência) powerful (potente) powerless (impotente)
use (uso) useful (útil) useless (inútil)
beauty (beleza) beautiful (belo, bonito) -
skill (habilidade) skillful (habilidoso) -
wonder (maravilha) wonderful (maravilhoso) -
end (fim) - endless (interminável)
home (casa) - homeless (sem-teto)
speech (fala) - speechless (sem fala)
stain (mancha) - stainless (sem mancha, inoxidável)
top (topo) - topless (sem a parte de cima)
wire (arame, fio) - wireless (sem fio)
worth (valor) - worthless (que não vale nada)

SUBSTANTIVO + …hood = SUBSTANTIVO ABSTRATO (sufixo de baixa produtividade significando o estado de ser).
Há cerca de mil anos atrás, no período conhecido como Old English, hood era uma palavra independente, com um significa-
do amplo, relacionado à pessoa, sua personalidade, sexo, nível social, condição. A palavra ocorria em conjunto com outros
substantivos para posteriormente, com o passar dos séculos, se transformar num sufixo.

SUBSTANTIVO CONTÁVEL …hood SUBSTANTIVO ABSTRATO

adult (adulto) adulthood (maturidade)


brother (irmão) brotherhood (fraternidade)
child (criança) childhood (infância)
father (pai) fatherhood (paternidade)
mother (mãe) motherhood (maternidade)
neighbor (vizinho) neighborhood (vizinhança)

SUBSTANTIVO + …ship = SUBSTANTIVO ABSTRATO (sufixo de baixa produtividade significando o estado de ser).
A origem do sufixo _ship é uma história semelhante à do sufixo _hood. Tratava-se de uma palavra independente na época
do Old English, relacionada a shape e que tinha o significado de criar, nomear. Ao longo dos séculos aglutinou-se com o
substantivo a que se referia adquirindo o sentido de estado ou condição de ser tal coisa.

SUBSTANTIVO CONTÁVEL …ship SUBSTANTIVO ABSTRATO

citizen (cidadão) citizenship (cidadania)


dealer (negociante, revendedor) dealership (revenda)
dictator (ditador) dictatorship (ditadura)
friend (amigo) friendship (amizade)
leader (líder) leadership (liderança)
member (sócio, membro de um clube) membership (qualidade de quem é sócio)
owner (proprietário) ownership (posse, propriedade)
partner (sócio, companheiro) partnership (sociedade comercial)
relation (relação) relationship (relacionamento)

3
LÍNGUA INGLESA

ADJETIVO + …ness = SUBSTANTIVO ABSTRATO (significando o estado, a qualidade de).

ADJETIVO …ness SUBSTANTIVO ABSTRATO


dark (escuro) darkness (escuridão)
happy (feliz) happiness (felicidade)
kind (gentil) kindness (gentileza)
polite (bem-educado) politeness (boa educação)
selfish (egoísta) selfishness (egoísmo)
soft (macio, suave) softness (maciez, suavidade)
thick (grosso, espesso) thickness (espessura)
useful (útil) usefulness (utilidade)
weak (fraco) weakness (fraqueza)
youthful (com aspecto de jovem) youthfulness (característica de quem é jovem)

ADJETIVO + …ity = SUBSTANTIVO ABSTRATO (significando o mesmo que o anterior: o estado, a qualidade de;
equivalente ao sufixo ...idade do português). Uma vez que a origem deste sufixo é o latim, as palavras a que se aplica são
na grande maioria de origem latina, mostrando uma grande semelhança com o português.

ADJETIVO …ity SUBSTANTIVO ABSTRATO


able (apto, que tem condições de) ability (habilidade, capacidade)
active (ativo) activity (atividade)
available (disponível) availability (disponibilidade)
complex (complexo) complexity (complexidade)
flexible (flexível) flexibility (flexibilidade)
generous (generoso) generosity (generosidade)
humid (úmido) humidity (umidade)
personal (pessoal) personality (personalidade)
possible (possível) possibility (possibilidade)
probable (provável) probability (probabilidade)
productive (produtivo) productivity (produtividade)
responsible (responsável) responsibility (responsabilidade)
sincere (sincero) sincerity (sinceridade)

VERBO + …tion (…sion) = SUBSTANTIVO (sufixo de alta produtividade significando o estado, a ação ou a instituição;
equivalente ao sufixo ...ção do português). A origem deste sufixo é o latim. Portanto, as palavras a que se aplica são na
grande maioria de origem latina, mostrando uma grande semelhança e equivalência com o português.

VERBO ...tion SUBSTANTIVO


accommodate (acomodar) accommodation (acomodação)
acquire (adquirir) acquisition (aquisição, assimilação)
act (atuar, agir) action (ação)
administer (administrar) administration (administração)
attend (participar de) attention (atenção)

4
LÍNGUA INGLESA

cancel (cancelar) cancellation (cancelamento)


collect (coletar, colecionar) collection (coleta, coleção)
communicate (comunicar) communication (comunicação)
compose (compor) composition (composição)
comprehend (compreender) comprehension (compreensão)
confirm (confirmar) confirmation (confirmação)
connect (conectar) connection (conexão)
consider (considerar) consideration (consideração)
construct (construir) construction (construção)
contribute (contribuir) contribution (contribuição)
converse (conversar) conversation (conversação)
cooperate (cooperar) cooperation (cooperação)
correct (corrigir) correction (correção)
corrupt (corromper) corruption (corrupção)
create (criar) creation (criação)

define (definir) definition (definição)


demonstrate (demonstrar) demonstration (demonstração)
deport (deportar) deportation (deportação)
describe (descrever) description (descrição)
direct (direcionar) direction (direção)
discuss (discutir) discussion (discussão)
distribute (distribuir) distribution (distribuição)

educate (educar, instruir) education (educação, instrução)


elect (eleger) election (eleição)
evaluate (avaliar) evaluation (avaliação)
exaggerate (exagerar) exaggeration (exagero)
examine (examinar) examination (exame)
except (excluir, fazer exceção) exception (exceção)
explain (explicar) explanation (explicação)
explode (explodir) explosion (explosão)
express (expressar) expression (expressão)
extend (extender, prorrogar) extension (prorrogação)
form (formar) formation (formação)
found (fundar, estabelecer) foundation (fundação)
generalize (generalizar) generalization (generalização)
graduate (graduar-se, formar-se) graduation (formatura)
humiliate (humilhar) humiliation (humilhado)
identify (identificar) identification (identificação)
imagine (imaginar) imagination (imaginação)
immerse (imergir) immersion (imersão)
incorporate (incorporar) incorporation (incorporação)
infect (infeccionar) infection (infecção)
inform (informar) information (informação)
inject (injetar) injection (injeção)
inspect (inspecionar) inspection (inspeção)
instruct (instruir) instruction (instrução)
intend (ter intenção, pretender) intention (intenção)
interpret (interpretar) interpretation (interpretação)
introduce (introduzir, apresentar) introduction (introdução, apresentação)
justify ( justificar, alinhar texto) justification ( justificação, alinhamento de texto)
legislate (legislar) legislation (legislação)
locate (localizar) location (localização)
lubricate (lubrificar) lubrication (lubrificação)

5
LÍNGUA INGLESA

menstruate (menstruar) menstruation (menstruação)


modify (modificar) modification (modificação)
motivate (motivar) motivation (motivação)
nominate (escolher, eleger) nomination (escolha de um candidato)
normalize (normalizar) normalization (normalização)
obligate (obrigar) obligation (obrigação)
operate (operar) operation (operação)
opt (optar) option (opção)
organize (organizar) organization (organização)
orient (orientar) orientation (orientação)
permit (permitir) permission (permissão)
pollute (poluir) pollution (poluição)
present (apresentar) presentation (apresentação)
privatize (privatizar) privatization (privatização)
produce (produzir) production (produção)
promote (promover) promotion (promoção)
pronounce (pronunciar) pronunciation (pronúncia)
protect (proteger) protection (proteção)
qualify (qualificar) qualification (qualificação)
quest (buscar, procurar) question (pergunta)
receive (receber) reception (recepção)
reduce (reduzir) reduction (redução)
register (registrar) registration (registro)
regulate (regular) regulation (regulamento)
relate (relacionar) relation (relação)
repete (repetir) repetition (repetição)
revolt (revoltar-se) revolution (revolução)
salve (salvar) salvation (salvação)
select (selecionar) selection (seleção)
situate (situar) situation (situação)
solve (resolver, solucionar) solution (solução)
transform (transformar) transformation (transformação)
translate (traduzir) translation (tradução)
transmit (transmitir) transmission (transmissão)
transport (transportar) transportation (transporte)

6
LÍNGUA INGLESA

VERBO + …er = SUBSTANTIVO (significando o agente da ação; sufixo de alta produtividade).

VERBO ...er SUBSTANTIVO


bank (banco) banker (banqueiro)
blend (misturar) blender (liquidificador)
boil (ferver) boiler (tanque de aquecimento, caldeira)
call (chamar, ligar) caller (aquele que faz uma ligação telefônica)
compute (computar) computer (computador)
drum (tamborear, tocar bateria) drummer (baterista)
dry (secar) drier (secador)
drive (dirigir) driver (motorista)
erase (apagar) eraser (apagador, borracha)
fight (lutar) fighter (lutador, caça)
freeze (congelar) freezer (congelador)
interpret (interpretar) interpreter (intérprete)
kill (matar) killer (matador, assassino)
lead (liderar) leader (líder)
light (iluminar, acender) lighter (isqueiro)
lock (chavear) locker (armário de chavear)
love (amar) lover (amante)
manage (gerenciar) manager (gerente)
paint (pintar) painter (pintor)
photograph (fotografar) photographer (fotógrafo)
print (imprimir) printer (impressora)
prosecute (acusar) prosecuter (promotor)
publish (publicar) publisher (editor)
read (ler) reader (leitor)
record (gravar, registrar) recorder (gravador)
report (reportar) reporter (repórter)
rob (assaltar) robber (assaltante)
sing (cantar) singer (cantor)
smoke (fumar) smoker (fumante)
speak (falar) speaker (porta-voz, aquele que fala)
supply (fornecer) supplier (fornecedor)
teach (ensinar) teacher (professor)
train (treinar) trainer (treinador)
travel (viajar) traveler (viajante)
use (usar) user (usuário)
wait (esperar) waiter (garçom)
wash (lavar) washer (lavador, máquina de lavar)
work (trabalhar) worker (trabalhador, funcionário)
write (escrever) writer (escritor)

7
LÍNGUA INGLESA

VERBO + …able (...ible) = ADJETIVO (o mesmo que o sufixo …ável ou …ível do português; sufixo de alta produtivida-
de). Sua origem é o sufixo _abilis do latim, que significa capaz de, merecedor de.

VERBO …able (...ible) ADJETIVO


accept (aceitar) acceptable (aceitável)
access (acessar) accesible (acessível)
achieve (realizar, alcançar um resultado) achievable (realizável)
advise (aconselhar) advisable (aconselhável)
afford (proporcionar, ter meios para custear) affordable (que dá para comprar)
apply (aplicar, candidatar-se a) applicable (aplicável)
avail (proporcionar, ser útil) available (disponível)
believe (acreditar, crer) believable (acreditável)
compare (comparar) comparable (comparável)
comprehend (abranger, compreender) comprehensible (abrangente, compreensível)
predict (predizer, prever) predictable (previsível)
question (questionar) questionable (questionável)
rely (confiar) reliable (confiável)
respond (responder) responsible (responsável)
sense (sentir) sensible (sensível)
trust (confiar) trustable (confiável)
understand (entender) understandable (inteligível)
value (valorizar) valuable (valioso)

VERBO + …ive (…ative) = ADJETIVO (o mesmo que o sufixo …tivo ou …ível do português; sufixo de alta produtivida-
de). Sua origem é o sufixo _ivus do latim, que significa ter a capacidade de.

VERBO …ive (…ative) ADJETIVO


act (atuar) active (ativo)
administrate (administrar) administrative (administrativo)
affirm (afirmar) affirmative (affirmativo)
attract (atrair) attractive (atrativo)
communicate (comunicar) communicative (comunicativo)
conserve (conservar) conservative (conservador)
construct (construir) constructive (construtivo)
expend (gastar) expensive (caro)
explode (explodir) explosive (explosivo)
inform (informar) informative (informativo)
instruct (instruir) instructive (instrutivo)
interrogate (interrogar) interrogative (interrogativo)
offend (ofender) offensive (ofensivo)
prevent (prevenir) preventive (preventivo)
produce (produzir) productive (produtivo)

8
LÍNGUA INGLESA

ADJETIVO + …ly = ADVÉRBIO (o mesmo que o sufixo …mente do português; sufixo de alta produtividade).

ADJETIVO …ly ADVÉRBIO


actual (real) actually (de fato, na realidade)
approximate (aproximado) approximately (aproximadamente)
basic (básico) basically (basicamente)
careful (cuidadoso) carefully (cuidadosamente)
careless (descuidado) carelessly (de forma descuidada)
certain (certo) certainly (certamente)
dangerous (perigoso) dangerously (perigosamente)
efficient (eficiente) efficiently (eficientemente)
eventual (final) eventually (finalmente)
exact (exato) exactly (exatamente)
final (final) finally (finalmente)
fortunate (afortunado, feliz) fortunately (felizmente)
frequent (frequente) frequently (frequentemente)
hard (duro, difícil) hardly (dificilmente)
hopeful (esperançoso) hopefully (esperemos que)
important (importante) importantly (de forma importante)
late (tarde, último) lately (ultimamente)
natural (natural) naturally (naturalmente)
necessary (necessário) necessarily (necessariamente)
normal (normal) normally (normalmente)
obvious (óbvio) obviously (obviamente)
occasional (ocasional, eventual) occasionally (ocasionalmente, eventualmente)
original (original) originally (originalmente)
perfect (perfeito) perfectly (perfeitamente)
permanent (permanente) permanently (permanentemente)
quick (ligeiro) quickly (ligeiramente)
real (real) really (realmente)
recent (recente) recently (recentemente)
regular (regular) regularly (regularmente)
sincere (sincero) sincerely (sinceramente)
slow (lento) slowly (lentamente)
successful (bem-sucedido) successfully (de forma bem-sucedida)
sudden (repentino) suddenly (repentinamente)
unfortunate (infeliz) unfortunately (infelizmente)
urgent (urgente) urgently (urgentemente)
usual (usual) usually (usualmente, normalmente)

Veja uma lista mais completa de sufixos e prefixos em Word Formation (Morfologia - Formação de Palavras)

5) Não se deixe enganar pelos verbos preposicionais.


Os verbos preposicionais, também chamados de phrasal verbs ou two-word verbs, confundem porque a adição da pre-
posição normalmente altera substancialmente o sentido original do verbo. Ex:

go off - disparar (alarme)


go - ir
go over - rever, verificar novamente
turn on - ligar
turn off - desligar
turn - virar, girar
turn down - desprezar
turn into - transformar em

put off - cancelar, postergar


put on - vestir, botar
put - colocar, botar put out - apagar (fogo)
put away - guardar
put up with - tolerar

9
LÍNGUA INGLESA

6) Procure conhecer bem as principais palavras de ITENS GRAMATICAIS


conexão. RELEVANTES PARA A COMPREENSÃO DOS
Words of connection ou words of transition são CONTEÚDOS SEMÂNTICOS
conjunções, preposições, advérbios, etc, que servem
para estabelecer uma relação lógica entre frases e Tempos Verbais
ideias. Familiaridade com estas palavras é chave para o
entendimento e a correta interpretação de textos. Verbo é a classe de palavras que nomeia, descreve um
estado ou uma ação. A maioria dos verbos em Inglês é di-
7) Cuidado com os falsos conhecidos. vidida em verbos regulares (regular verbs) e verbos irre-
Falsos conhecidos, também chamados de falsos ami- gulares (irregular verbs). Os verbos irregulares são os que
gos, são palavras normalmente derivadas do latim, que não são conjugados da mesma maneira que os regulares e
têm portanto a mesma origem e que aparecem em diferen- para os quais não existe uma regra geral; para cada verbo
tes idiomas com ortografia semelhante, mas que ao longo irregular há uma regra. Em Inglês, toda a sentença precisa
dos tempos acabaram adquirindo significados diferentes. ter um verbo, pelo menos.
8)  Use sua intuição, não tenha medo de adivinhar
Os tempos verbais na Língua Inglesa podem ser divididos
significados, e não dependa muito do dicionário.
basicamente em quatro grupos:
Para nós, brasileiros, a interpretação de textos é faci-
1. Simple Tenses;
litada pela semelhança no plano do vocabulário, uma vez
2. Continuous Tenses / Progressive Tenses;
que o português é uma língua latina e o inglês possui cerca
3. Perfect Tenses / Perfect Simple Tenses;
de 50% de seu vocabulário proveniente do latim. É prin-
4. Perfect Continuous Tenses / Perfect Progressive Ten-
cipalmente no vocabulário técnico e científico que apare-
ses.
cem as maiores semelhanças entre as duas línguas, mas
 
também no vocabulário cotidiano encontramos palavras
que nos são familiares. É certo que devemos cuidar com Começaremos a estudar os verbos a partir do Ver-
os falsos cognatos (veja item anterior). Estes, entretanto, bo “to be”, que é um dos verbos mais básicos em língua
não chegam a representar 0,1% do vocabulário de ori- inglesa.
gem latina. Podemos portanto confiar na semelhança. Por  
exemplo: bicycle, calendar, computer, dictionary, exam, im- Verbo to be - Verb to be
portant, intelligent, interesting, manual, modern, necessary, O verbo to be significa ser e estar em português e,
pronunciation, student, supermarket, test, vocabulary, etc., além desses dois significados, este verbo é muito usado no
são palavras que brasileiros entendem sem saber nada de sentido de ficar (tornar-se). Observe os usos e as formas
inglês. Assim sendo, o aluno deve sempre estar atento para deste verbo:
quaisquer semelhanças. Se a palavra em inglês lembrar
algo que conhecemos do português, provavelmente tem o - USOS:
mesmo significado.
Leitura de textos mais extensos como jornais, revistas Usa-se o verbo to be:
e principalmente livros é altamente recomendável para
alunos de nível intermediário e avançado, pois desenvolve 1. Para identificar e descrever pessoas e objetos:
vocabulário e familiaridade com as características estrutu- Richard is my friend. (Ricardo é meu amigo.)
rais da gramática do idioma. A leitura, entretanto, torna-
-se inviável se o leitor prender-se ao hábito de consultar
I am Italian. (Eu sou Italiano.)
o dicionário para todas palavras cujo entendimento não é
I’m from Spain. (Eu sou da
totalmente claro. O hábito salutar a ser desenvolvido é exa-
Espanha.)
tamente o oposto. Ou seja, concentrar-se na ideia central,
It is a computer. (Isto é um
ser imaginativo e perseverante, e adivinhar se necessário.
computador.)
Não deve o leitor desistir na primeira página por achar que
nada entendeu. Deve, isto sim, prosseguir com insistência
e curiosidade. A probabilidade é de que o entendimento They will be at the club waiting for me. (Eles estarão
aumente de forma surpreendente, à medida que o leitor no clube esperando por mim.)
mergulha no conteúdo do texto. They are French actors. (Eles são atores franceses.)
Your mother will be very happy if you tell the truth.
BIBLIOGRAFIA (Sua mãe ficará muito feliz se você falar a verdade.)
Lado, Robert. Language teaching: A scientific approach. I will be very grateful to you. (Eu ficarei muito grato
New York: McGraw Hill, 1964. a você.)
Is she your sister? (Ela é sua irmã?)

10
LÍNGUA INGLESA

2. Nas expressões de tempo, idade* e lugar: 2 - NEGATIVE FORM / FORMA NEGATIVA:

Forma sem Contração Forma Contraída


It was raining this morning.
(Hoje de manhã estava cho- I am not ---x---
vendo.) You are not You aren’t
It is sunny today. (Hoje o dia He is not He isn’t
está ensolarado.)
I am twenty years old. (Tenho She is not She isn’t
vinte anos.) It is not It isn’t
We are not We aren’t
We are spending our vacation You are not You aren’t
in San Francisco.
They are not They aren’t
(Estamos passando nossas
férias em São Francisco.)
Rachel is four years older than Examples:
me. Mary is not happy. (Mary não está feliz.)
(Raquel é quatro anos mais It is not correct. [(Isto) Não está certo.]
velha do que eu.)  
3 - INTERROGATIVE FORM / FORMA INTERROGA-
*OBSERVAÇÃO: Nas expressões que se referem a ida- TIVA:
des o verbo to be equivale ao verbo ter, em Português.
Verbo To Be - Presente do Indicativo / Verb To Be - Forma sem Contração Forma Contraída
Simple Present/Present Simple
O Simple Present é o equivalente, na língua inglesa, ao am I? ---x---
Presente do Indicativo, na língua portuguesa. are you? ---x---
- FORMAS: is he? ---x---
Apresentamos a seguir as formas do Simple Present
(Presente Simples) do verbo to be. Na 1ª coluna encon- is she? ---x---
tra-se a forma sem contração e, na 2ª, mostramos a forma is it? ---x---
contraída. A forma interrogativa não possui contração: are we? ---x---
1 - AFFIRMATIVE FORM / FORMA AFIRMATIVA: are you? ---x---
are they? ---x---
Forma sem Contração Forma Contraída
I am I’m Example:
 
Is she a journalist? (Ela é jornalista?)
You are You’re
He is He’s Verbo To Be - Passado / Verb To Be - Past Simple/
She is She’s Simple Past
It is It’s
- FORMAS:
We are We’re
Apresentamos a seguir as formas do Simple Past
You are You’re (Passado Simples) do verbo to be. As formas afirmativas
They are They’re e interrogativas do Simple Past não possuem contração; a
forma negativa é organizada da seguinte maneira: na 1ª
coluna encontra-se a forma sem contração e na 2ª, mostra-
mos a forma contraída:

Examples: 1 - AFFIRMATIVE FORM / FORMA AFIRMATIVA:


I’m a waiter. (Eu sou garçom.)
Forma Sem Contração Forma Contraída
I was ---x---

They are friends of mine. (Eles são meus amigos.) You were ---x---
She is in the kitchen. (Ela está na cozinha.) He was ---x---

11
LÍNGUA INGLESA

She was ---x--- 1 - AFFIRMATIVE FORM / FORMA AFIRMATIVA:

It was ---x---
Forma Sem Contra-
We were ---x--- Forma Contraída
ção
You were ---x--- I will be I’ll be
They were ---x--- You will be You’ll be
He will be He’ll be
Examples:
We were in a hurry last night and didn’t stop to talk to She will be She’ll be
him. (Estávamos com pressa ontem à noite e não paramos It will be It’ll be
para falar com ele.)
It was too cold yesterday. (Estava muito frio ontem.) We will be We’ll be
You will be You’ll be
2 - NEGATIVE FORM / FORMA NEGATIVA:
They will be They’ll be
Forma Sem Contração Forma Contraída Examples:
I was not I wasn’t We will be on vacation next month.
(Estaremos de férias no mês que
You were not You weren’t
vem.)
He was not He wasn’t I think it will be raining tomorrow.
She was not She wasn’t (Acho que estará chovendo ama-
nhã.)
It was not It wasn’t
She will be the most beautiful bride
We were not We weren’t in the whole world! (Ela será a noiva
You were not You weren’t mais linda do mundo inteiro!)
They were not They weren’t

Examples:
They were not good students. (Eles não eram bons
alunos.) I’ll be there at eight o’clock.
Mary wasn’t the main actress. (Mary não era a atriz (Estarei lá às oito horas.)
principal.)

3 - INTERROGATIVE FORM / FORMA INTERROGATIVA:

2 - NEGATIVE FORM / FORMA NEGATIVA:


Forma Sem Contração Forma Contraída
was I? ---x--- Forma Sem Contra-
Forma Contraída
were you? ---x--- ção
was he? ---x--- I will not be I’ll not be / I won’t be
was she? ---x--- You will not be You’ll not be / You won’t be
was it? ---x--- He will not be He’ll not be / He won’t be
were we? ---x--- She will not be She’ll not be / She won’t be
were you? ---x--- It will not be It’ll not be / It won’t be
were they? ---x--- We will not be We’ll not be / We won’t be
You will not be You’ll not be / You won’t be
Example: They’ll not be / They won’t
Were you occupied when I called to They will not be
  be
you? (Você estava ocupado quando
lhe liguei?) Examples:
I won’t be here next week. (Não estarei aqui na sema-
Verbo To Be - Futuro / Verb To Be - Simple Future na que vem.)
Apresentamos a seguir as formas do Simple Future He will not be a spoiled child. (Ele não será uma crian-
(Futuro Simples) do verbo to be. Na 1ª coluna encontra- ça mimada.)
-se a forma sem contração e na 2ª, mostramos a forma We will not be ready to play the game tomorrow. (Não
contraída. A forma interrogativa não possui contração: estaremos preparados para jogar o jogo amanhã.)

12
LÍNGUA INGLESA

3 - INTERROGATIVE FORM / FORMA INTERROGATIVA:

Forma Sem Contração Forma Contraída


will I be? ---x---
will you be? ---x---
will he be? ---x---
will she be? ---x---
will it be? ---x---
will we be? ---x---
will you be? ---x---
will they be? ---x---
Examples:
Will you be at home tomorrow evening? (Você vai estar em casa amanhã à noite?)
Will I be late if I get there at nine o’clock? (Vou estar atrasado se chegar lá às nove horas?)
Will he be waiting for me in the station? (Ela estará esperando por mim na estação?)

Seguem abaixo as principais formas que a língua inglesa emprega para indicar o tempo de uma ação ou de um estado
relativo no momento da fala ou da escrita:

PRESENT SIMPLE
O PRESENT SIMPLE é usado para indicar um estado que é considerado permanente ou uma ação que ocorre sempre:
The sun rises in the east and sets in the west.
(O sol nasce no leste e se põe no oeste.)
Every day he leaves the office at 5.30.
(Todo dia ele sai do escritório às 17h30.)

My brother works at BBC.


(Meu irmão trabalha na BBC.)

Um outro uso, menos frequente, é a indicação de uma ação que ocorre no momento em que se fala (uma demonstra-
ção ou um comentário sobre futebol, por exemplo.)

Hooddle passes to Waddle, eho scores...


(Hoodle passa a bola para Waddle, que marca um gol...)

First I pour in the milk, then I add some flour...


(Primeiro coloco o leite, depois acrescento um pouco de farinha...)

No present simple , forma-se a 3ª pessoa do singular acrescentando-se ao infinitivo os sufixos –s ou –es, de


acordo com as Regras ortográficas.

he                                he                                                     he
she    walks                           she     watches                                   she     cries
it                                      it                                                        it

PRESENT CONTINUOUS
O present continuous é usado para indicar um estado atual ou um evento que está ocorrendo no momento da fala ou
próximo ao momento da fala, mas que não é considerado permanente:

He’s working for the BBC now.


(Ele está trabalhando na BBC agora.)

We’re living in a rented flat.


(Estamos morando em um apartamento alugado.)
He’s studing English.

13
LÍNGUA INGLESA

(Ele está estudando inglês.)


It’s raining.
(Está chovendo.)

IMPORTANTE

Existem verbos que normalmente não se empregam na forma contínua em inglês, mesmo quando se referem a um
estado temporário. São eles:

to imagi-
to adore to need to remember to sound
ne
to believe to know to owe to require to taste
to cost to like to please to resemble to think
to detest to love to prefer to see to understand
to hate to mean to recall to seem to want
to hear to mind to recognize to smell to wish

Alguns deles, no entanto, podem ser usados tanto no present continuous quanto no present simple, mas o seu signifi-
cado será diferente, dependendo da forma utilizada.

Veja as diferenças nos exemplos abaixo:

I think he is a good teacher. I’m thinking about going on holiday soon.


to think
(Eu acho que ele é um bom profes-
(Estou pensando em sair de férias em breve.)
sor.)
The weather appears to be better. He’s appearing at the Royal Theatre now.
to appear
(Ele está se apresentando no Royal Theatre ago-
(Parece que o tempo está melhor.)
ra.)
PAST
PAST SIMPLE
O past simple é usado para indicar um evento concluído no passado:

Exemplo: talked
Para formar o past simple de verbos regulares, acrescenta-se ao radical o sufixo –ed, como nesta frase:

He talked about his vacation.


(Ele falou sobre suas férias.)

The macht ended in a draw.


(O jogo terminou empatado.)

The train left five minutes ago.


(O trem partiu há cinco minutos.)

Também é usado para indicar um estado que começou e terminou no passado:

I was a student at that time.


(Eu era um estudante naquela época.)

USED TO
A forma USED TO é utilizada para indicar ações habituais no passado e que não ocorrem mais no presente:

I used to cycle to school when I was a boy.


(Eu ia para a escola de bicicleta quando era menino.)

14
LÍNGUA INGLESA

PAST CONTINUOUS c)      Um evento que aconteceu no passado, em que


O past continuous é aplicado para indicar uma ação o tempo não é mencionado. Essa forma é empregada
que estava em andamento quando sobreveio outra. Nesse principalmente para indicar uma experiência em que o
caso a ação interrompida está no past continuous e a ação evento é mais importante que o tempo.
que causou a interrupção está no past simple: I have lived in London.
I was shaving when he arrived. (Eu morei em Londres.)
(Eu estava fazendo a barba quando ele chegou.)
I’ve never been here before.
It was raining when I woke up. (Nunca estive aqui antes.)
(Estava chovendo quando eu acordei.)
It’s the best book I’ve ever read.
O past continuous também é usado para indicar situa- (É o melhor livro que já li.)
ções que estavam ocorrendo em um determinado momen-
to no passado. Essa forma é encontrada, geralmente, na PAST PERFECT SIMPLE e PAST PERFECT CONTINU-
descrição literária de um acontecimento: OUS
Esses tempos indicam um estado, ação repetida ou
The sun was shining and the birds were singing. contínua que durou até um ponto determinado no pas-
(O sol estava brilhando e os pássaros estavam cantan- sado:
do.)
They had been waiting for the bus for an hour qhen it
PRESENT PERFECT SIMPLE e PRESENT PERFECT
finally came.
CONTINUOUS
(Eles estavam esperando pelo ônibus havia uma hora
Essas duas formas são empregadas em três situações quando ele finalmente apareceu.)
básicas. Todas elas dão ênfase a algum tipo de conexão
entre o presente e o passado. O past perfect é usado quando duas ações acontece-
ram no passado. A ação que ocorreu antes fica no past per-
a)      Para um estado ou ação repetida ou contínua que fect e a que aconteceu depois no simple past.
começou no passado e ainda persiste:
b)      Um evento no passado que causou um efeito que We had just sat down when the doorbell rang.
ainda persiste ou que, de alguma forma, ainda é relevante (Nós acabáramos de sentar quando a campainha to-
ao presente; no caso da forma negativa, refere-se a “não- cou.)
ocorrência” de um evento até o presente:
Someone had told them before we arrived.
I have finished my homework so now I can play tennis. (Alguém os tinha avisado antes de chegarmos.)
(Eu terminei o meu dever de casa, agora posso jogar
tênis.) FUTURE
FUTURE COM WILL
I can’t write ai the moment because I’ve hurt my arm. O future com WILL é usado para fazer referência a
(Eu não posso escrever agora porque machuquei meu eventos que não podem ser controlados pelo sujeito,
braço.) como, por exemplo, previsões.

Talks have begun between América and Japan. In 100 years the world will be a different place.
(As discussões entre os Estados Unidos e o Japão co- (Daqui cem anos o mundo vai ser diferente.)
meçaram.)
The journey will take over three hours.
The timetable has been changed. (A viagem levará mais de três horas.)
(O horário foi mudado.)
WILL também é usado para ações tomadas pelo sujeito
Have you washed your hands? no momento da fala:
(Você lavou as mãos?)
I’ll answer the phone.
She’s changed a lot. (Vou atender o telefone.)
(Ela mudou muito.)
I will make a complain.
The cat has fought again. (Vou fazer uma reclamação.)
(O gato brigou de novo.)
FUTURE COM GOING TO
They haven’t decided on the wedding date yet. Essa forma de futuro indica a intenção das pessoas ao
(Eles não decidiram a data do casamento ainda.) que já foi decidido e vai acontecer num futuro muito pró-
ximo.
It has never been so hot in June. My brother is going to sell his house.
(Nunca fez tanto calor em junho.) (Meu irmão vai vender a casa dele.)

15
LÍNGUA INGLESA

She is going to visit her friends in the countryside next Observações:


week. - É também usado para dar instruções ou ordens:
(Ela vai visitar seus amigos no interior na próxima se-
mana.) You are to come back as soon as it finishes.
A forma GIONG TO é usada quando podemos fazer (Você tem de voltar assim que terminar.)
uma previsão de que um fato vai acontecer no futuro devi- You are not to talk to me like that.
do a um indício presente. (Você não deve falar assim comigo.)

It’s cloudy. It’s going to rain. - Com NEVER, tem-se a ideia de “destino”:
(Está nublado. Vai chover.)
He was never to see her again.
FUTURE COM PRESENT SIMPLE (Ele nunca mais a veria novamente.)

O present simple é empregado para fazer referência She was never to recover.
a eventos futuros que são parte de uma programação ou (Nunca mais ela iria se recuperar.)
tabela de horários:
b)      BE ABOUT TO indica uma ação iminente:
The sun rises at 5.31 tomorrow.
(O Sol nasce às 5h31 amanhã.) We were about to go out when he rang.
(Estávamos para sair quando ele telefonou.)
The plane takes off in twenty minutes.
(O avião decola daqui a vinte minutos.) I think it’s about to rain.
(Acho que já vai chover.)
FUTURE COM PRESENT CONTINUOUS
O present continuous pode ser usado para fazer refe- c)      JUST emprega-se com o present continuous e
rência a eventos que foram planejados para acontecer no os tempos perfeitos para indicar ações que ocorrem no
futuro. Seu uso é similar ao de GOING TO. momento em que se fala ou escreve ou em um momento
próximo daquele em que se fala ou escreve:
England are playing against Scotland tonight.
(A Inglaterra joga contra a Escócia hoje à noite.) It’s just starting to rain.
(Está começando a chover neste momento.)
FUTURE PERFECT
O future perfect é formado com SHALL/WILL + HAVE They have just gone out.
+ particípio passado. Essa forma é empregada para indicar (Acabaram de sair.)
ações  ou estados  que terão terminado em um certo pon-
to no futuro. He had just gone out when I got there.
(Ele tinha acabado de sair quando cheguei lá.)
On October 25th we will have been married for tem
years. REGRAS ORTOGRÁFICAS
(No dia 25 de outubro vamos fazer dez anos de casa- Todos os verbos, inclusive os regulares, estão sujeitos
dos.) às seguintes regras ortográficas:

He will have arrived by then. a)      Se a última sílaba do radical terminar em uma
(A essa hora ele já está chegando.) consoante que não seja x, y ou w, for precedida de uma
vogal (e não de um ditongo) e for Tonica, dobra-se a con-
I shall have been here a month tomorrow. soante final antes de –ing e –ed:
(Amanhã vai fazer um mês que estou aqui.)
clap                    clapping                   clapped
OUTRAS EXPRESSÕES DE TEMPO regret                   regretting                 regretted
admit                   admitting                  admitted
a)      BE TO indica um evento programado: drop                     dropping                  dropped
occur                  occurring                   ocurred
Elections are to be held next September. star                      starring                      starred
(As eleições serão realizadas em setembro próximo.) fulfil                      fulfilling                     fulfilled

The match was to have been played last Friday. Se a última sílaba não for a sílaba tônica da palavra,
(O jogo era para ter ocorrido na Sexta-feira passada.) normalmente não se dobra a consoante final, como neste
exemplo:
They were to leave today, but the flight eas cancelled.
(Eles iam viajar hoje, mas o vôo foi cancelado.) travel                          traveling                                 traveled

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LÍNGUA INGLESA

Alguns verbos terminados com outras letras dobram a consoante final mesmo que a última sílaba não seja a sílaba
tônica:
workship                    workshipping              workshipped

b)      Os verbos terminados em consoante + -y têm esse y alterado para –i + -es na formação da 3ª pessoa do singular
do presente, e para –i + -ed na formação do past simple e  do particípio passado:

try                               tries                             tried


carry                           carries                         carried

IMPORTANTE
Os verbos terminados em vogal + y mantêm o y e recebem o sufixo –ed. Por exemplo: play – played.

Verbos terminados em –ie, ao contrário, trocam a terminação –ie por –y na formação do gerúndio:

Die                  dying
Lie                  lying

c)      Os verbos terminados em –e átono perdem o e antes de se acrescentar –ing:

give                 giving
hope                hoping
precede           preceding
 
d)     Os verbos terminados em –s, -z, -ch, -sh e –x formam a 3ª pessoa do singular do presente acrescentando-se –es
a suas terminação:
miss                            misses
fizz                             fizzes
scratch                        scratches
wish                            wishes
fix                               fixes

e)      Os verbos TO DO e TO GO (e seus compostos) também formam a 3ª pessoa do singular do presente acrescen-
tando-se –es:
do                               does
go                               goes

IMPORTANTE
Há um grande número de verbos em inglês que têm formas irregulares para o past simple e para o particípio passado.

2.   MODELO DE CONJUGAÇÃO – TEMPOS SIMPLES E COMPOSTOS


Mostraremos a seguir os tempos simples e compostos dos verbos em inglês, apresentando como exemplos o verbo TO
WORK (trabalhar) para a voz ativa e o verbo TO WRITE (escrever) para a voz passiva:

FORMA AFIRMATIVA
Present simple: I work. (Eu trabalho.)
Past simple: I worked. (Eu trabalhei.)
Present continuous: I am working. (Eu estou trabalhando.)
Past continuous: I was working. (Eu estava trabalhando.)
Present perfect: I have work. (Eu trabalhei.)
Past perfect: I had worked. (Eu tinha trabalhado.)
Present perfect continuous: I have been worked. (Eu tenho trabalhado.)
Past perfect continuous: I had been working. (Eu tinha trabalhado.)
Present simple passive: The book is written. (O livro está escrito.)
Past simple passive: The book was written. (O livro foi escrito.)
Present continuous passive: The book was being written. (O livro estava sendo escrito.)
Present perfect passive: The book has been written. (O livro tem sido escrito.)
Past perfect passive: The book had been written. (O livro tinha sido escrito.)

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LÍNGUA INGLESA

FORMA NEGATIVA
Present simple: I do not work. (Eu não trabalho.)
Past simple: I did not work. (Eu não trabalhei.)
Present continuous: I am not working. (Eu não estou trabalhando.)
Past continuous: I was not working. (Eu não estava trabalhando.)
Present perfect: I have not work. (Eu não trabalhei.)
Past perfect: I had not worked. (Eu não tinha trabalhado.)
Present perfect continuous: I have not been worked. (Eu não tenho trabalhado.)
Past perfect continuous: I had not been working. (Eu não tinha trabalhado.)
Present simple passive: The book is not written. (O livro não está escrito.)
Past simple passive: The book was not written. (O livro não foi escrito.)
Present continuous passive: The book was not being written. (O livro não estava sendo escrito.)
Present perfect passive: The book has not been written. (O livro não tem sido escrito.)
Past perfect passive: The book had not been written. (O livro não tinha sido escrito.)

FORMA INTERROGATIVA AFRIMATIVA E INTERROGATIVA NEGATIVA


Does he work? (Ele trabalha?)
Doesn’t he work? (Ele não trabalha?)
Did he work? (Ele trabalhou?)
Didn’t he work? (Ele não trabalhou?)
Is he working? (Ele está trabalhando?)
Isn’t he working? (Ele não está trabalhando?)
Was he working? (Ele estava trabalhando?)
Wasn’t he working? (Ele não estava trabalhando?)
Has he worked? (Ele trabalhou?)
Hasn’t he worked? (Ele não trabalhou?)
Had he worked? (Ele tinha trabalhado?)
Hadn’t he worked? (Ele não tinha trabalhado?)
Has he been working? (Ele tem trabalhado?)
Hasn’t he been working? (Ele não tem trabalhado?)
Had he been working? (Ele tinha trabalhado?)
Hadn’t he been working? (Ele não tinha trabalhado?)
Is the book written? (O livro está escrito?)
Isn’t the book written? (O livro não está escrito?)
Was the book being written? (O livro estava sendo escrito?)
Wasn’t the book being written? (O livro não estava sendo escrito?)
Is the book being written? (O livro está sendo escrito?)
Isn’t the book being written? (O livro não está sendo escrito?
Was the book being written? (O livro estava sendo escrito?)
Wasn’t the book being written? (O livro não estava sendo escrito?)
Has the book been written? (O livro foi escrito?)
Hasn’t the book been written? (O livro não foi escrito?)
Had the book been written? (O livro tinha sido escrito?)
Hadn’t the book been written? (O livro não tinha sido escrito?)

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LÍNGUA INGLESA

3.   VERBOS MODAIS


Modelo de conjugação dos modais
Os verbos modais em inglês são: CAN, MAY, SHALL, WILL, MUST, OUGHT TO,    USED TO, DARE, NEED. Principais formas:

AFIRMATIVA NEGATIVA
Forma Plena Forma contraída Forma Plena Forma contraída
Present can can not can’t
Past culd could not couldn’t
Present may may not -
Past might might not mightn’t
Present shall shall not shan’t
Past should should not shouldn’t
Present will ‘ll will not won’t
Past would ‘d would not wouldn’t
Present must must not mustn’t
Present ought to ought not to oughtn’t to
usedn’t to
Past used to used not to
didn’t use to
Present dare* dare not daren’t
Present need* need not needn’t

*No inglês britânico TO DARE e TO NEED podem funcionar tanto como modais quanto como principais, sem nehuma
diferença de significado.

Observação:
Os verbos modais também são chamados de “auxiliares secundários”, pois podem ser antepostos aos “auxiliares pri-
mários” TO HAVE, TO BE, e TO DO – esse último, quando está substituindo um verbo principal. Tais verbos apresentam no
máximo duas formas (present simple e past simple), não têm infinitivo, gerúndio, imperativo nem particípio passado e não
recebem o sufixo –s na 3ª pessoa do singular do present simple. Os modais são usados com a forma básica do verbo.

Usando-se WILL como exemplo, mostramos o paradigma completo do modal:

FORMA AFIRMATIVA FORMA NEGATIVA

He will work. He will not work.


(He’ll work.) (He won’t work.)
He would work. He would not work.
(He’d work.) (He wouldn’t work.)
He will be working. He will not be working.
(He’ll be working.) (He won’t be working.)
He would be working. He would not be working.
(He’d be working.) (He wouldn’t be working.)
He will have worked. He will not have worked.
(He’ll have worked.) (He won’t have worked.)
He would have worked. He would not have worked.
(He’d have worked.) (He wouldn’t have worked.)
He will have been working. He will not have been working.
(He’ll have been working.) (He won’t have been working.)
He would have been working. He would not have been working.
He’d have been working. (He wouldn’t have been working.)
The book will be written. The book would not be written.
(It’ll be written.) (It won’t be written.)

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LÍNGUA INGLESA

The book would be written. The book would not be written.


(It’d be written.) (The book wouldn’t be written.)
The book will have been written. The book will not have been written.
(It’ll have been written.) (The book won’t have been written.)
The book would have been written. The book would not have been written.
It’d have been written. The book wouldn’t have been written.

INTERROGATIVA AFIRMATIVA INTERROGATIVA NEGATIVA

Will he not work?


Will he work?
(Won’t he work?)
Would not he work?
Would he work?
(Wouldn’t he work?)
Will he not be working?
Will he be working?
(Won’t he be working?)
Would he not be working?
Would he be working?
(Wouldn’t he be working?)
Will the book not be written?
Will the book be written?
(Won’t the book be written?)
Would the book not be written?
Would the book be written?
(Wouldn’t the book be written?)
Will the book have not been written?
Will the book have been written?
(Won’t the book have been written?)
Would the book have not been written?
Would the book have been written?
(Wouldn’t the book have been written?)

EMPREGO DOS MODAIS


Alguns modais equivalem a certos verbos em português. CAN e MAY, por exemplo, traduzem por “poder”, e MUST por
“dever”. WILL e SHALL, no entanto, não têm um correspondente exato em português. Em razão de no inglês haver mais
verbos desse tipo do que no português, este capítulo será estruturado de acordo com os significados expressos dos verbos,
e não pelo verbo em si, uma vez que cada modal tem diversas possibilidades de uso.
Vejamos agora os vários empregos dos verbos modais:

COULD, CAN MAY e MIGHT – permissão

Existe uma gradação de formalidade (da informalidade gentil à formalidade fria, dependendo da circunstância.) CAN é
o menos formal e o mais direto. COLUD, MAY e MIGHT, os mais formais.

You can use um umbrella if you like.


(Você pode usar meu guarda-chuva se quiser.)

Could I ask a question?


(Eu poderia fazer uma pergunta?)

May I go now?
(Posso ir agora?)

You may begin now.


(Você pode começar agora.)

Might I enquire what the reason for this is?


(Eu posso perguntar qual a razão disto?)

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LÍNGUA INGLESA

CAN, COULD – capacidade Will you show me that letter?


This car can run 200 kph. (Você me mostra aquela carta?)
(Este carro pode chegar a 200 km/h.)
Would you move over a bit?
When I was younger I could run 100 meters in 12 sec- (Você poderia se afastar um pouco?)
onds.
(Quando eu era mais novo, podia correr 100 metros em Can you help me lift this, please?
(Pode me ajudar a levantar isto, por favor?)
12 segundos.)
Could you tell me how to get to the airport?
Can you speak German? – No, but I could when I was (Poderia me dizer como chegar ao aeroporto?)
at school.
(Você sabe falar alemão? – Não, mas eu sabia quando WILL, SHALL – futuro
estava na escola.) WILL e SHALL são os únicos modais que indicam es-
TO BE ABLE pecificamente o tempo, no caso, futuro. SHALL só é con-
Como os modais não têm infinitivo, emprega-se o ver- jugado na 1ª pessoa do singular o do plural (I e WE); WILL
bo TO BE ABLE para substituir CAN quando esta mão pode é conjugado nas demais pessoas. Contudo, atualmente se
ser usado por razões sintáticas. nota o uso de WILL para todas as pessoas.

No infinitivo: I shan’t be long.


It is important to be able to drive these days. (Não vou demorar.)
(É importante saber dirigir hoje em dia.)
We shall be expecting you.
Precedido de outro modal: (Vamos esperá-lo.)
You must be able to speak English to be a diplomat.
(Você tem de saber falar inglês para ser diplomata.) It will soon be summer.
(Logo mais será verão.)
No futuro:
I don’t know if I’ll be able to go.
I’ll go if you like.
(Não sei se vou poder ir.)
(Eu vou se você quiser.)
MAY, MIGHT, CAN e COULD – possibilidade
A mais clara ou a mais forte possibilidade indica-se How will we recognize him?
com MAY. (Como vamos reconhecê-lo?)
COULD (que não deve ser confundido com o passado
de CAN) sugere um grau de possibilidade um pouco me- Ao fazer um pedido em um restaurante, em geral
nor. MIGHT indica uma possibilidade mais remota. CAN, usa-se WILL:
por sua vez, somente é usado na negativa para indicar im- I’ll have shrimps, with French fries and salad.
possibilidade: (Eu vou querer camarões com batatas fritas e salada.)

You may find that a week is not enough. SHALL – sugestão, convite
(Você pode achar que uma semana não é suficiente.) Shall I get you a glass of water?
(Posso lhe trazer um copo de água?)
I don’t know if I’ll go. I might.
(Não sei se vou. É possível.) Shall I open the window a little?
(Você quer que eu abra um pouco a janela?)
That could explain his strange behaviour.
(Isso poderia explicar seu comportamento estranho.)
Shall we go to the cinema this evening?
He can’t have been going to work at that time. (Vamos ao cinema hoje à noite?)
(Não é possível que ele tenha ido trabalhar àquela
hora.) Shall we stop now?
(Vamos parar agora?)
It couldn’t have been na accident.
(Não podia ter sido um acidente.) SHALL – ameaça, promessa
O uso de SHALL, nesse caso, é bastante formal
WILL, WOULD CAN e COULD - pedido
Para fazer um pedido de forma mais direta com um He shall suffer for this.
verbo modal usa-se WILL. WOULD é um pouco menos di- (Ele sofrerá por isso.)
reto, porém mais elegante. CAN denota mais delicadeza
ainda. COULD indica menos objetividade. Mas, como sem- Blessed are the merciful, for they shall obtain mercy.
pre, o uso desses verbos depende do contexto, do tom de (Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcança-
voz, etc. rão misericórdia.)

21
LÍNGUA INGLESA

SHOULD, MUST e OUGHT TO – obrigação. A única forma de exprimir obrigação no passado é


com HAVE TO:
Os modais      SHOULD, MUST e OUGHT TO são de uso
corrente na linguagem diária. MUST possui um significado We had to open all our cases at the customs.
mais forte. SHOULD é utilizado normalmente como forma (Tivemos de abrir todas nossas malas na alfândega.)
MUST e HAVE TO indicam dever enquanto OUGHT TO
de dar um conselho:
e SHOULD indicam apenas um conselho, uma recomenda-
ção e não uma obrigação:
You should read this. It’s very good. You should go, but you don’t have to.
(Você deveria ler isto. É muito bom.) (Você devia ir, mas não é obrigado.)
Anyone wishing to speak to the director should make MUSTN’T, OUGHTN’T TO - proibição
an appoitment. A Negativa de MUST indica sempre proibição.
(Quem quiser falar com o diretor, deve marcar uma You mustn’t tell them.
hora.) (Você não deve contar para eles.)

All students must regoster by August 15th. You oughtn’t to have lent my bool toyour brother.
(Todos os estudantes deverão se matricular até o dia (Você não deveria ter emprestado meu livro para o seu
irmão.)
15 de agosto.)
SHOULD, MUST e OUGHT TO – conclusão lógica
You ought to have worked harder.
(Você deveria ter trabalhado mais.) Os verbos que denotam obrigação também são usados
quando se quer dar a idéia de “conclusão lógica”. Nessa
HAD BETTER é uma alternativa “não modal” para situação, esses verbos são utilizados para fazer deduções:
SHOULD e OUGHT TO quando estes indicam “obriga-
ção”: The water should be good in Italy now.
(O clima deve estar bom na Itália agora.)
You had better go now if you don’t want to be latter.
They ought to have finished by now.
(É melhor você ir agora se não quiser chegar atrasado.)
(A essa altura eles já deviam ter terminado.)
Hadn’t we better stop now? It must be ready to eat now.
(Não seria melhor pararmos agora?) (Deve estar pronto para comer agora.)

They’d better train a bit more, hadn’t they? He must be nearly 80.
(Seria melhor eles treinarem um pouco mais, não é?) (Ele deve ter quase 80 anos.)

Observações HAVE TO está sendo cada vez mais empregado para


HAVE TO é usado para indicar obrigação e substitui a expressar “conclusão lógica”, principalmente nos EUA e en-
tre pessoas mais jovens na Inglaterra, embora neste país
foram MUST quando não é possível  empregá-la na por
ainda não seja aceito como “inglês correto” pela maioria
razões sintáticas, ou seja, no infinitivo ou no gerúndio: das pessoas:
You may have to wait rather a long time. He has to be the worst singer in the world.
(Você terá de esperar bastante tempo.) (Ele deve ser o pior cantor do mundo.)

It would be a nuisance to have to do all that again. SHOULD, WOULD – condição


(Seria chato ter de fazer tudo isso de novo.) This would never have happened if your father had
been alive.
NOT HAVE TO é a forma negativa de MUST, ou seja, é (Isso nunca teria acontecido se seu pai estivesse vivo.)
ausência de obrigação.
I should be most grateful if you would send me an apli-
You don’t have to wear a tuxedo to go to this party.
cattion form.
(Você não precisa ir de smoking a essa festa.) (Ficaria muito agradecido se você me enviasse o for-
mulário de inscrição.)
HAVE GOT TO  é  muito comum na fala informal do
inglês britânico: WILL, WOULD – pronunciado com ênfase - insistên-
Have you got to go already? cia
(Vocês já tem de ir?) They will take their baby with them everywhere they
go.
We’ve got to catch a plane. (Eles insistem em levar o bebê a todos os lugares aon-
(Nós temos de pegar um avião.) de vão.)

22
LÍNGUA INGLESA

You will leave everything to the last minute. You wouldn’t dare do that.
(Você faz questão de deixar tudo para a última hora.) (Você não ousaria fazer isso.)

You wouldn’t listen my advice. You needn’t have come.


(Você não quis ouvir meus conselhos.) (Você não precisava ter vindo.)
MUST também é usado neste sentido:
If you must know, I was at my mother’s. No entanto, podem também funcionar como verbos
(Se você insiste em saber, eu estava na casa de minha principais, co o mesmo sentido:
mãe.)
Do I need to remind you that you are not allowed to
WOULD (pronunciado com ênfase) exprime a ideia de ask questions?
que uma coisa “era de esperar”: (Preciso lembrar-lhe de que não é permitido fazer per-
He would say that, of course.
guntas?)
(Claro que ele ia dizer isso.)
You don’t need to shout.
(Você não precisa gritar.)
I would go and say something stupid like that,
woudn’t I?
(Eu tinha que dizer uma coisa idiota como essa, não He doesn’t dare (to) call the police.
tinha?) (Ele não ousaria chamar a polícia.)

WILL, WOULD – ações habitualmente repetidas You didn’t need to come.


When I was younger, I would go for a run every (Você não precisava ter vindo.)
morning.
(Quando eu era mais novo, eu corria toda manhã.) 2.      WOULD RATHER quer dizer “preferir”:
Would you rather have tea?
If you let him, he’ll talk for hours about his boat. (Você prefere tomar chá?)
(Se você deixar, ele passa horas falando sobre seu
barco.) I’d rather you didn’t do that.
(Eu preferia que você não fizesse isso.)
SHOULD, WOULD
SHOULD e WOULD são empregados no subjuntivo: I’d rather not, if you don’t mind.
(Prefiro não sair, se você não se incomoda.)
If you should change your mind,...
(Se você mudar de ideia...) Os verbos modais combinam-se com THERE BE (haver)
como com qualquer outra locução verbal:
Should you find that ...
(Se você achar que...) There may be (pode haver)
There will be (haverá)
It asked that overdue books should ne returnes by Fri- There ought to be (devia haver)
day. There cannot be (nãopode haver)
(Pede-se que os livros com prazos de entrega vencidos
Might there be? (poderia haver?)
sejam devolvidos até sexta-feira.)
There needn’t be (não precisava haver), etc.
I was hoping he would come earlier.
(Eu estava esperando que ele viesse mais cedo.) 4.   NEGATIVO
NOT (ou a contração N’T) integrada ao verbo) vem de-
Observações: pois do primeiro verbo auxiliar ou modal:

1.      No inglês britânico, TO NEED e TO DARE constam I was working.


na lista dos verbos modais apenas porque funcionam gra- (Eu estava trabalhando.)
maticalmente como eles, isto é, precedem o sujeito na in-
terrogativa e o advérbio NOT sem precisar de auxiliar, etc.:
I was not
Need I remind you ...?                     working
(Preciso lembrar-lhe de que...?) I wasn’t
(Eu não estava trabalhando.)
You needn’t shout.
(Você não precisa gritar.) We can not go tomorrow.
We can’t go tomorrow.
He daren’t call the police. (Não podemos ir amanhã.)
(Ele não se atreve a chamar a polícia.)

23
LÍNGUA INGLESA

Na negativa, a forma básica de qualquer verbo que Não pode haver mais de uma palavra negativa em uma
está no verbo auxiliar no tempo presente (do, does). Se mesma oração. Nesse caso, usa-se ANY no lugar da segun-
houver verbo modal ou outro verbo auxiliar (ex.: to be, to da negativa:
have), não se pode usar don’t nem doesn’t para o negativo:
I don’t have anything to say.  (Não tenho nada a dizer.)
Auxiliar to be
I am working. (Eu estou trabalhando.) No one said anything. (Ninguém disse nada.)
I am not working. (Eu não estou trabalhando.) Adjetivos (Adjectives)

Modal “can” Os adjetivos, assim como no português, servem para


I can work. (Eu posso trabalhar.) definir ou caracterizar um substantivo ou pronome, nor-
I can not work. (Eu não posso trabalhar.) malmente aparecem antes do substantivo. Por exemplo, a
I like you. (Gosto de você.) frase “Ela tem uma pele macia”, em inglês ficaria “She has
a soft skin” (soft = macio, skin = pele). Note que o adjetivo
I do not vem antes do substantivo.
                      like you.  (Não gosto de você.) Outros exemplos:
I don’t - He has a big house (ele tem uma casa grande)
- She lives in a beautiful paradise (ela vive em um lin-
We go to the beach in the summer. (Nós vamos à praia do paraíso)
no verão.) Quando houver o verbo to be em uma frase, o adjetivo
virá logo depois, como:
We do not - He is nice (ele é legal)
go to the beach in the summer.   (Nós não vamos à
- They are smart (eles são espertos)
praia no verão.)
Os advetivos do inglês não tem diferenciação quanto
We don’t
ao gênero:
- She is married (ela é casada)
Para formar a negativa no passado dos verbos regula-
- He is married (ele é casado)
res e irregulares, usa-se o auxiliar DID:

John went to the cinema yesterday. Preposições (Prepositions)


(John foi ao cinema ontem.)
As preposições de tempo no inglês são: at, in, on, un-
John did not go til, after, around, before, between, entre muitas outras.
to the cinema yesterday.   (John não foi ao cinema on- Elas têm um grau de especificidade, enquanto o IN sugere
tem.) uma informação mais vaga, genérica, o AT é mais preciso.
John didn’t go O ON fica em meio termo.
O IN é usado quando queremos dizer que uma coisa
Try that beer. (Experimente aquela cerveja.) está contida em outra (dentro de, em):
- She is studying in England, at Cambridge High School
Don’t drink that beer. (Não tome aquela cerveja.) (Ela está estudando na Inglaterra, na Universidade de Cam-
bridge).
OBSERVAÇÃO: - The car is in the garage (o carro está [dentro] da ga-
NOT é partícula de formação do negativo e não pode ragem)
ser empregado sem auxiliar, a não ser quando TO BE e TO - The book is on the table (o livro está na [em cima] da
HAVE funcionarem como verbos principais: mesa)
Note no primeiro exemplo, que o IN dá uma informa-
I’m hungry.   (estou com fome.) ção mais genérica (um país), enquanto o AT especifica mais
I’m not hungry.  (Não estou com fome.) o local (uma universidade).
O At também pode significar que se está EM, não ne-
I have time ro rest a little.  (Tenho tempo para descan- cessariamente dentro:
sar um pouco.) - I’m at home (estou em casa)
- The dog jumped at my face (o cachorro pulou em
I don’t have time meu rosto)
                                   to rest. (Não tempo para descansar.) O ON significa “em cima de”, “sobre”:
I do not have time - He left the wallet on the table (ele deixou a carteira na
[em cima da] mesa)
Quando há mais de um auxiliar, coloca-se NOT depois Until significa “até que”, “até”:
do primeiro: - I’ll not go home until she arrive (Eu não vou pra casa
até ela chegar)
He may not have been reading.  (Pode ser que ele não After: depois, após:
esteja lendo.) - I’ll go home after the party (eu vou pra casa depois
auxiliar    auxiliar da festa)

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LÍNGUA INGLESA

Conjunções (Conjunctions)

As linking words são as conjunções do Inglês, servem para fazer relação entre as idéias e informações expressadas em
uma frase. Linking words:
Either ... or (ou ... ou, nem ... nem)
Neither ... nor (nem ... nem (sem o not))
Both ... and (tanto ... quanto)
not only ... but also (não somente ... mas também)

Aplicando
-Either you go or stay here (Ou você vai, ou fica aqui)
-She doesn’t speak either english or portuguese (ela não fala português nem inglês)
-He could go neither right or left (ele nao poderia ir nem para a direita nem para a esquerda)
-Both he and she are special (tanto ele quanto ela são especiais)
-Teachers are not only teachers, but also friends (os professores não são somente professores, mas amigos também.)

Conjunções adversativas
São aquelas que dão ideias opostas.
But – mas However – entretanto nevertheless - não obstante, mesmo assim

Consecutivas ou conclusivas
São usadas para terminar frases, fazer conclusões.
so - então, por isso therefore – portanto thus - por isso consequently – consequentemente then – então hence - daí,
logo (ex: ele fuma, daí as tosses)

Concessivas
Concessões, permissões. Although – embora Even though - muito embora in spite of - apesar de

Conjunções de Acréscimos
Continuidade. besides - além disso moreover - além do mais furthermore - além disso, ademais

Explicativas
Para dar explicação à algo, dar razão à. because – porque as – como since – desde for - pois, visto que

Pronomes (Pronouns)
Os pronomes demonstrativos, assim como no português, servem para apontar, mostrar algum animal, objeto ou pes-
soa.

Usa-se “this” para referir-se a algo que está perto de quem fala. O plural de this é “these”.
Exemplos:
- This car is comfortable. (Este carro é confortável.)
- These clothes are beautiful. (Estas roupas são bonitas.)

Usa-se “that” para referir-se a algo que está longe de quem fala. O plural de that é “those”.
Exemplos:
- That is the teacher (Aquele (a) é o(a) professor(a))
- Those are the students. (Aqueles são os alunos. )
Note que, diferentemente da língua portuguesa, no inglês não há pronomes demonstrativos femininos e pronomes
demonstrativos masculinos. Observe o quadro abaixo:

English Portuguese
This (singular) Este, esta, isto.
These (plural) Estes, estas.
That (singular) Aquele, aquela, aquilo.
Those (plural) Aqueles, aquelas.

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LÍNGUA INGLESA

Pronomes Pessoais (Personal Pronouns)

CASO RETO (sujeito) CASO OBLÍQUO (objeto)


SUBJECT PRONOUN OBJECT PRONOUN
I Eu ME Me, mim
YOU Você, tu YOU Lhe, o, a, te, ti, a você
HE Ele HIM Lhe, a, a ele
SHE Ela HER Lhe, a, a ela
IT Ele, ela (neutro) IT Lhe, o, a
WE Nós US Nos
YOU Vocês, vós YOU Vos, lhes, a vocês
THEY Eles, elas (neutro) THEM Lhes, os, as

Observem nos exemplos as diferenças ente o sujeito e objeto:


She saw her at the supermarket. Ela a viu no supermercado.
She saw us at the restaurant. Ela nos viu no restaurante.
You gave me a present. Você me deu um presente.

Pronomes Reflexivos (Reflexive Pronouns)


mesmas, -se
PRONOME PESSOAL PRONOME REFLEXIVO
PERSONAL PRONOUN REFLEXIVE PRONOUN
I MYSELF a mim mesmo, -me
YOU YOURSELF a ti, a você mesmo (a), -te, -se
HE HIMSELF a si, a ele mesmo, -se
SHE HERSELF a si mesmo (a), -se
IT ITSELF a si mesmo (a), -se
WE OURSELVES a nós mesmos (as), -nos
YOU YOURSELVES a vós, vocês mesmos (as), -vos, -se
THEY THEMSELVES a si, a eles mesmos, a elas

Janet hurt herself.


Janete se machucou.
Virginia Woolf killed herself.
Virginia Woolf se matou.
Tom was sitting there by herself.
Tom estava sentado lá sozinho.
I did this myself!
Eu mesmo fiz isto!
They paint the shoes themselves.
Eles próprios pintaram o sapato.
Os pronomes possessivos são utilizados quando não queremos repetir um substantivo já citado anteriormente, ou que
está “subentendido” em uma frase.
Possessive Pronouns:
I - Mine
You - Yours
He - His
She - Hers
It - Its
We - Ours
You - Yours
They - Theirs
Exemplos:
- That dog is mine (aquele cão é meu)
- This book is hers (este livro é dela)

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LÍNGUA INGLESA

Uso do SOME e ANY Tag Question


O uso de some e any.
• Some – use somente em –> Frases Afirmativas + Tag question é utilizada no final das sentenças para obter
Perguntas Polidas confirmação do que foi dito anteriormente, e por isso ela é
• Any – use somente em –> Frases Negativas + Perguntas curta e rápida. Observe os exemplos:
1- SOME:
‘Some’ significa algum, alguns, alguma, algumas e deve She is a doctor, isn’t she? (Ela é uma médica, não é?)
ser usado em afirmações.
Exemplos: => Observe que quando a 1ª parte é afirmativa, a 2ª par-
Some people never give up their dreams. te será negativa.
(Algumas pessoas nunca desistem dos seus sonhos.) It isn’t raining, is it? (Não está chovendo, está?)
There are some over there.
(Há algumas logo ali.) => Observe que quando a 1ª parte está negativa, a 2ª
parte será positiva.
Em alguns casos, quando estiver junto com um substan-
VERBOS AUXILIARES
tivo incontável, uma boa tradução para ’some’ pode ser ‘um
pouco de’. Quando temos o verbo auxiliar na sentença, como o ver-
I drank some wine at the party yesterday. bo to be, to have, can, could, should, nós utilizamos esses
(Eu bebi um pouco de vinho na festa ontem.) verbos para formar a tag question. Observe os exemplos:
Use ’some’ em Perguntas Polidas, isto é, aquelas em que
você deseja ou precisa ser mais formal. Você deve fazer isso It is cold today, isn’t it? (Está frio hoje, não está?)
quando oferecer algo a alguém, já que ‘any’ tem uma certa
carga negativa. Fernanda is a good girl, isn’t she? (Fernanda é uma boa
Então, usar ‘any’ em uma pergunta para oferecer algo a garota, não é?)
alguém não é muito educado. É como em português. Tem
aquela ideia de que não se deve oferecer um cafezinho a David was there, wasn’t he? (David estava lá, não estava?)
alguém usando a palavra não na pergunta, assim:
Você não aceita um cafezinho? They were friends, weren’t they? (Eles eram amigos, não
- pois ao usar o ‘não’ na pergunta, você está induzindo eram?)
a pessoa a não aceitar. Da mesma forma, não use ‘any’ na
pergunta para oferecer algo a alguém. Use ’some’: She has a car, hasn’t she? (Ela tem um carro, não tem?)
Would you like some coffee?
(Você gostaria de ‘algum‘ café? -> a tradução literal ‘al- My parents can’t run, can they? (Meus pais não podem
gum’ não fica boa aqui, certo? Também não me agrada muito correr, podem?)
a tradução ‘Você gostaria de ‘um pouco de’ café?, porque
parece que você está ofereceno *apenas* um pouco de café My sister could travel, couldn’t she? (Minha irmã poderia
(sendo sovina!) - e não costumamos falar assim no Brasil. En- viajar, não poderia?)
tão, podemos entender melhor se simplesmente não usar-
mos o ‘algum’, pois não é essa a idéia em português, e sim: The teacher should do this, shouldn’t he? (O professor
Você aceita um cafezinho? ) deveria fazer isso, não deveria?)
2- ANY:
VERBOS NÃO AUXILIARES
Nas negativas, pode significar nenhum ou nenhuma:
I don’t have any friends in Australia. Quando não temos o verbo auxiliar na sentença, como o
(Eu não tenho nenhum amigo na Austrália.) verbo to be, to have, can, could, should, nós utilizamos ou-
There aren’t any pens here. tras formas verbais para formar a tag question, como: do,
(Não há nenhuma caneta aqui.) does, don’t, doens’t – para o presente – e did ou didn’t – para
Any pode significar qualquer. Nesse caso, geralmente, é o passado. Devemos relembrar que se a primeira parte está
enfatizado na fala. na forma positiva, a segunda deve estar na negativa e vice-
She is so elegant that any jeans will surely look good on her. -versa. Observe os exemplos:
(Ela é tão elegante que qualquer calça jeans certamente
ficará bonita nela.) You understand English, don’t you? (Você entende in-
Nas perguntas, significa algum, alguma, alguns, algumas. glês, não entende?)
Muitas vezes, em português, simplesmente não usaríamos
nenhum pronome nesses casos, ou, outras vezes, usaríamos You don’t live here, do you? (Você não mora aqui,
o singular. Portanto, procure acostumar-se a usar ‘any’ em
mora?)
interrogações em inglês e a adaptar a tradução, caso seja ne-
cessária
Do you have any brothers and sisters? She doesn’t cook very well, does she? (Ela não cozinha
(Você tem (alguns) irmãos e irmãs?) muito bem, cozinha?)
Are there any good restaurants near here?
(Há algum bom restaurante aqui perto? You went to Salvador last week, didn’t you? (Você foi a
ou ainda: Há (alguns) bons restaurantes aqui perto?) Salvador semana passada, não foi?)

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LÍNGUA INGLESA

Raquel didn’t go to school, did she? (Raquel não foi à 2. Substantivos únicos em sua espécie:
escola, foi?) The Sun (o sol), the Moon (a lua), the sky (o céu), the
planet Earth (o planeta Terra), the universe (o universo), etc.
FUTURE AND CONDITIONAL

Para o futuro se usa o auxiliar will, na forma afirmativa,


e won’t na forma negativa; ou would para expressar con-
dição, na forma afirmativa, e wouldn’t, na forma negativa.
Observe os exemplos:

You will travel to Buenos Aires, won’t you? (Você irá


3. Nomes Geográficos de rios, mares, canais, ocea-
viajar para Buenos Aires, não vai?) nos, pólos, desertos, golfos, grupos de ilhas e cadeias
de montanhas:
He won’t arrive on time, will he? (Ele não chegará a The Amazonas River, The Pacif Ocean, The English
tempo, chegará?) Channel (O Canal da Mancha), The North Pole, The Sahara,
Marcela would arrive, wouldn’t she? (Marcela iria che- The Gulf of Mexico, The Bahamas, The Alps, etc.
gar, não iria?)  
4. Adjetivos usados como substantivos no plural:
The players wouldn’t go, would they? (Os jogadores The poor (os pobres), The powerful (os poderosos),
não iriam, iriam?) The good (os bons), The bad (os maus)

Observação: Observação: Como podemos proceder, então, para os


substantivos no singular? Como dizer, por exemplo, “o
Para a 1º pessoa do singular I, a tag question tem uma poderoso” ou “a pobre”? Veja:
forma irregular. The powerful man helped the poor woman.
Ex.: I am your friend, aren’t I? O poderoso ajudou a pobre.
Note que especificamos a quem o adjetivo está se re-
Artigos (Articles) ferindo (adjetivo + substantivo)
Artigo é a classe de palavras que se antepõe ao Subs-
tantivo para definir, limitar ou modificar seu uso. Os artigos 5. Nomes compostos de países:
dividem-se em Definido e Indefinido. The United Kingdom (o Reino Unido)
The United States (os Estados Unidos)
O Artigo Definido (The) -  The Definite Article - The United Arab Emirates (os Emirados Árabes Unidos)
(The) The Dominican Republic (a República Dominicana)
O Artigo Definido The é usado antes de um substantivo
já conhecido pelo ouvinte ou leitor. Significa O, A, OS, 6. Com nomes próprios para indicar a família toda
AS, mas, em Inglês, é invariável em gênero e número, ao ou especificar a pessoa sobre a qual se fala (mas nunca
contrário do que acontece no Português. Exemplos: se usa artigo antes de nomes próprios e de possessi-
The boy - O menino vos):
The boys - Os meninos The Martins went to the restaurant they like.
The girl - A menina Os Martin foram ao restaurante que gostam.
The girls - As meninas The Kennedys are a famous family.
  Os Kennedy são uma família famosa.
Quando usar o Artigo Definido - When to use the The John I’m talking about is Jane’s brother.
Definite Article O John de quem estou falando é o irmão da Jane.
Utiliza-se o The diante de: Peter is my Friend. (e não “The Peter is my friend”)
O Peter é meu amigo.
We are selling our house. (e não “We are selling the
1. Substantivos mencionados anteriormente, já de-
our house”)
finidos pelo locutor: Estamos vendendo (a) nossa casa.
He wrote some letters and postcards. The letters were   7. Antes de nomes de instrumentos musicais e rit-
to his girlfriend. mos/danças:
Ele escreveu algumas cartas e cartões-postais. As car- John plays the piano very well.
tas eram para sua namorada. John toca piano muito bem.
Mary bought a funny dress. The dress is full of small
animals and big flowers. That girl who is playing the clarinet is Martha’s sister.
Mary comprou um vestido engraçado. O vestido é Aquela garota que está tocando clarinete é irmã da Mar-
cheio de animaizinhos e flores enormes. tha.

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LÍNGUA INGLESA

Mary likes the saxophone. 13. Com numerais ordinais indicando ênfase nu-
Mary gosta de saxofone. mérica:
This is the first time she comes to Brazil.
Valéria dances the samba graciously. Esta é a primeira vez que ela vem ao Brasil.
Valéria dança samba graciosamente.
Quando NÃO usar o Artigo Definido - When NOT
Juan dances the tango like a professional. to use the Definite Article
Juan dança tango como um profissional. Omite-se o The quando temos:
 
8. Com nomes de jornais:
1. Nomes de cidades, estados, ilhas, países, con-
The Economist, The New York Times, The Washington
Post tinentes:

9. Com a maioria dos nomes de edifícios: Brazil is a very large coun-


The Capitol, The Empire States, The Louvre, The Kremlin, try.
The Taj Mahal, The Vatican O Brasil é um país muito
Exceções: Buckingham Palace e todos os edifícios com a extenso.
palavra hall (Carnegie Hall, Lilly Hall). Roraima is the Brazil’s
Northernmost state.
10. Diante de nomes de cinemas, teatros, hotéis, res-
Roraima é o estado mais
taurantes, clubes, museus, bibliotecas e galerias de arte:
ao norte do Brasil.
There’s a foreign film festival at the Paramount.
Há um festival de filmes estrangeiros no Paramount. Hawaii is in Oceania.
O Havaí situa-se na Ocea-
I saw Barbra Streisand at the Palladium in 1975. nia.
Eu vi Barbra Streisand no Palladium em 1975.
Asia is bigger than Europe.
They have a reservation at the Plaza for next week. A Ásia é maior que a Europa.
Eles têm uma reserva no Plaza para a semana que vem. Rio is a beautiful city.
O Rio é uma cidade linda.
We are going to have dinner at the Chinese Palace. They will stay in Las Vegas for a while.
Nós vamos jantar no Chinese Palace. Eles passarão um tempo em Las Vegas.
 
They plan to go dancing at the Apollo. 2. Nomes próprios e pronomes possessivos:
Eles planejam ir dançar no Apollo.

You must visit the British Museum. Mary’s best friend is Bob.
Você precisa visitar o Museu Britânico. O melhor amigo da Mary é o
Bob.
The lecture at the Boston Library will start at seven o’clock. I think our gold was stolen. (E
A palestra na Boston Library começará às sete horas. não “I think the our gold was
stolen”)
11. Com os superlativos: Acredito que o nosso ouro foi
roubado.

3. Substantivos no plural utilizados em sentido


Tony is the tallest guy in our group. genérico:
Tony é o cara mais alto do nosso People all over the world want to be happy.
grupo. As pessoas em todos os cantos do mundo querem
ser felizes.

Hellen is the best teacher I’ve ever had. Children like toys.
A Hellen é a melhor professora que eu já tive. As crianças gostam de
12. Com o grau comparativo, para indicar que brinquedos.
duas coisas aumentam ou diminuem na mesma pro- Man is mortal.
porção: O homem é mortal.
The more she gets, the more she wants.
Quanto mais ela consegue, mais ela quer.
Brazilians love soccer.
The more I study philosophy, the less I understand
Os brasileiros adoram futebol.
it.
Quanto mais eu estudo filosofia, menos eu entendo.

29
LÍNGUA INGLESA

Importante: O tênis é muito popular na Austrália.


Os substantivos contáveis (countable nouns) são aque- Biology is an important science.
les que admitem plural, ou seja, a maioria. Ex: cat (gato), A Biologia é uma ciência importante.
computer (computador), hot dog (cachorro-quente). Chemistry and Physics are required for that course.
Os substantivos incontáveis (uncountable nouns) são os Química e física são exigidas para aquele curso.
que, em inglês (às vezes, também, em português), não
admitem plural. Exemplos: gold (ouro), information (in-
Yellow is Steve’s favorite color.
formação), money (dinheiro), advice (conselho). Quando
O amarelo é a cor favorita de
o substantivo é contável e está sendo usado em sentido
Steve.
genérico no singular, emprega-se o artigo:
I’m going to the bank after
lunch.
The cat is a domestic animal. Vou ao banco depois do almo-
O gato é um animal doméstico. ço.
Mas: Cats are domestic animals. Dinner will be served at eight.
Os gatos são animais domésticos. O jantar será servido às oito.
The computer is a wonder of technology.
O computador é uma maravilha da tecnologia. Could you please send me the books on Monday?
Mas: Computers are wonders of technology. Você poderia, por gentileza, me enviar os livros na se-
Os computadores são maravilhas da tecnologia. gunda-feira?
Note que o artigo é omitido somente no plural, mas no Mas: The blue of her eyes is stunning.
singular, não! O azul dos olhos dela é estonteante.
The lunch my grandma offered us was delicious.
4. Substantivos abstratos ou os que indicam mate- O almoço que minha vó nos ofereceu estava delicioso.
rial: The winter we spent in London was unforgettable.
O inverno que passamos em Londres foi inesquecível.
Observe que os substantivos destacados nesse último
We all need some little happi- grupo estão empregados em sentido específico.
ness.  
Todos nós precisamos de um 6. Títulos ou designações de cargos, apesar de le-
pouquinho de felicidade. varem o artigo, como em Português, devem ser usados
Most people fear death. sem artigo quando acompanhados de nome próprio:
A maioria das pessoas tem
medo da morte.

Diamond is a girl’s best friend.


O diamante é o melhor amigo da mulher.

Silk is much used in summer. The president came to our city.


A seda é bastante usada no verão. O presidente veio à nossa cidade.
Mas: President Kennedy was murdered. O presidente Ken-
Importante: Quando esses substantivos são especifica- nedy foi assassinado.
dos, o artigo é sempre usado: The Queen of England lives in London. A rainha da In-
The happiness she feels seems to be artificial. glaterra mora em Londres.
A felicidade que ela sente parece ser artificial. Mas: Queen Elizabeth II was crowned in 1953. A Rainha
The death of the milkman is still a mystery. Elizabeth II foi coroada em 1953.
A morte do leiteiro ainda é um mistério. The doctor is visiting his patients. O médico está visi-
The diamond Paul gave her is beautiful. tando seus pacientes.
O diamante que Paul lhe deu é lindo. Mas: Doctor Varella is visiting his patients. O doutor
The silk my aunt brought from China is expensive. Varella está visitando seus pacientes.
A seda que minha tia trouxe da China é cara. The captain spoke to the soldiers. O capitão falou aos
soldados.
5. Substantivos que denotam esportes, ciências, Mas: Captain Smith spoke to the soldiers. O capitão
disciplinas acadêmicas, cores, refeições, estações do Smith falou ao soldados.
ano, meses e dias da semana:

Tennis is very popular in Australia.  

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LÍNGUA INGLESA

7. Certos substantivos como bed, church, court, French and Rumanian are also romance languages.
hospital, prison, college, school, market, home, society O francês e o romeno também são línguas neolati-
e work, quando usados para a finalidade à qual se des- nas.
tinam normalmente: Chinese is a very difficult language.
Our children go to bed at nine. O Chinês é uma língua muito difícil.
Nossos filhos vão para a cama às nove.
Os Artigos Indefinidos (A/An) - The Indefinite Ar-
We go to church every Sunday to attend the Mass.
ticles (A/An)
Nós vamos à igreja todos os domingos para participar
Os artigos indefinidos A e An acompanham o substan-
da Missa.
tivo do qual o falante/leitor ainda não tem conhecimento.
Siginificam, em Português, UM ou UMA, e não variam em
He’ll send them all to court.
gênero nem em número, ao contrário do português. São
Ele vai levá-los todos para os tribunais.
utilizados da seguinte forma:
Tony is very sick. He is still in hospital.
1) A (um, uma) é utilizado antes de palavras que ini-
Tony está muito doente. Ele ainda está no hospital.
ciem por som de consoante, ou seja, antes de consoantes,
da semivogal Y e do H sonoro/audível:
The thieves were sent to prison. A book (um livro)
Os ladrões foram mandados para A house (uma casa)
a prisão. A year (um ano)
Frank attends college in Florida. A university (uma universidade)
Frank freqüenta uma faculdade na
Flórida.
Atenção:
Note que também se deve empregar o artigo A antes de
They don’t go to market on Saurdays because it’s the palavras que iniciem por “EU”, “EW” e “U”, já que essas
crowdest day. letras têm o som de consoante quando aparecem no iní-
Eles não vão ao mercado aos sábados porque é o dia cio de palavras. Exemplos:
mais lotado.
A Euphemism is the act of substituting a mild, indirect, or
The students went home earlier. vague term for one considered harsh, blunt, or offensive.
Os estudantes foram para casa mais cedo. Um Eufemismo é o ato de substituir por um termo mode-
My wife goes to work on foot. rado, indireto ou vago aquele considerado rude, brusco
Minha esposa vai para o trabalho a pé. ou ofensivo.
  My uncle has a ewe in his farm.
8. Antes das palavras next e last, em expressões Meu tio tem uma ovelha em sua fazenda.
temporais:
Nowadays, English is a universal language.
Hoje em dia, o Inglês é uma língua universal.
We all plan to fly to Europe
next semester. 2) AN (um, uma) é utilizado antes de palavras que ini-
Nós todos planejamos viajar ciem por som de vogal, ou seja, antes de vogais e do H
para a Europa no semestre que mudo/não audível:
vem. An egg (um ovo)
An evening (uma noite)
Last week, Melanie didn’t come     
to school because she was sick. An opera (uma ópera)
Na semana passada, Melanie An arm (um braço)
não veio à escola porque esta-
va doente. Atenção: No Inglês existem apenas quatro palavras
que iniciam por H mudo/ não-audível:
9. Diante de palavras que se referem a idiomas:

They want to speak English fluently.


Eles querem falar Inglês fluentemente.

31
LÍNGUA INGLESA

heir (herdeiro) honest (honesto)

hour (hora) honor (honra)

Juntamente com seus derivados, que devem ser precedidas por AN. Veja os exemplos:
In Machado de Assis’ Quincas Borba, Rubião is an heir of the philosofer Quincas Borba.
Em Quincas Borba, de Machado de Assis, Rubião é um herdeiro do Filósofo Quincas Borba.
There are simple things for saving the
Earth that take less than an hour to be done.
Há coisas simples para salvar o planeta que levam menos de uma hora para serem feitas.
If there were an honest intention that moment, the mayor wouldn’t promise so many things.
Se houvesse uma intenção honesta naquele momento, o prefeito não prometeria tantas coisas.
Ladies and Gentleman: it’s an honor sharing this fantastic night with you!
Senhoras e Senhores: é uma honra dividir essa noite fantástica com vocês!
Quando usar o Artigo Indefinido - When to use the Indefinite Article

Empregamos o artigo indefinido A ou An diante de:

1. Substantivos que denotam profissão:


Michael wants to be a doctor.
Michael quer ser um médico.
Marcos Pontes is an astronaut.
Marcos Pontes é um astronauta.
 
2. Substantivos que indicam nacionalidade:
- Who won the race? (Quem ganhou a corrida?)
- It was a German. (Foi um alemão.)
 

32
LÍNGUA INGLESA

Certas nacionalidades têm duas palavras diferentes: uma para o adjetivo e outra para o substantivo. Apresentamos as
principais:

  Adjetivo Substantivo
inglês English / British Englishman
francês French Frenchman
escocês Scottish Scotsman
irlandês Irish Irishman
sueco Swedish Swede
d i n a m a r-
Danish Dane
quês
holandês Dutch Dutchman
espanhol Spanish Spaniard

3. Substantivos que denotam religião:


Mary is a devout Catholic.
Mary é uma católica devota.
 
4. Antes de um substantivo singular e contável, usado como exemplo de uma classe ou grupo:

A lion has a mane.


Leão tem juba.

A dog is a good companion.


O cachorro é um bom companheiro.

A politician is usually corrupt.


Político é normalmente corrupto.
 
5. Diante das palavras few e little com sentido positivo (algum, alguns = o suficiente):
I can see a few buildings in the distance. (a few = um pequeno número, antes de substantivos contáveis)
Posso avistar alguns prédios ao longe.
I’d like a little milk in my coffee, please. (a little = uma pequena quantidade, antes de substantivos incontáveis)
Gostaria de um pouco de leite em meu café, por favor.

6. Antes de numerais ou substantivos que implicam quantidade:

Grace Kelly has a hundred pairs of high-heeled shoes.


Grace Kelly tem uma centena de pares de sapato de saltos altos.
The President told us a thousand lies.
O Presidente nos contou mil mentiras.
She bought a dozen eggs to cook a dessert.
Ela comprou uma dúzia de ovos para fazer uma sobremesa.
Saiba mais sobre os números em inglês na seção Matemática no Inglês.

7. Depois da palavra what (“que” com sentido enfático), such (tal, tais) e half (meio / meia), precedendo subs-
tantivos contáveis:
What a terrible movie we watched!
Que filme horrível assistimos!
Mas: What complete research you presented! Congratulations! (research = substantivo incontável)
Que pesquisa completa você apresentou! Parabéns!
I’ve never seen such a wild storm.
Nunca vi uma tempestade tão violenta.
 

33
LÍNGUA INGLESA

8. Também utiliza-se o artigo indefinido com sentido de por em expressões como “preço por quilo”, “km por
hora”, “vezes por dia”, etc.:
one real a kilo (um real por quilo)
ninety kilometers an hour (noventa quilômetros por hora)
three times a day (três vezes ao dia)
two times a week (duas vezes por semana)
four times a year (quatro vezes por ano)

Quando NÃO usar o Artigo Indefinido - When NOT to use the Indefinite Article

Não são empregados «A» ou o «An» quando temos:


1) Substantivos no Plural - “A” e “An” NÃO equivalem a UNS nem a
UMAS. São utilizados somente com substantivos no singular!
2) Antes de substantivos incontáveis (embora façamos isso no Portu-
guês). Nesses casos, usamos SOME. (Confira na seção dos uncoutable
nouns quais são os substantivos incontáveis no Inglês):
I’ll give you some advice: don’t call him today.
Vou te dar um conselho: não ligue pra ele hoje.

Can you lend me some money?


Você pode me emprestar um (algum) dinheiro?

Numerais Um/Uma ou Artigos Indefinidos A/AN? - “One” or Indefinite Articles?

Como saber quando utilizar A/An ou ONE, se, no Inglês, os três podem ser traduzidos por Um ou Uma? Apresentamos
algumas dicas que lhe ajudarão:

1. Para  nos referirmos a UMA unidade de algo podemos utilizar, antes de um Substantivo Contável no Singular,
tanto o numeral ONE como os artigos indefinidos A/AN:
We’ll be in New Zealand for one year. (or ...a year.)
Ficaremos na Nova Zelândia por um ano.
Wait here for one minute, and I’ll be with you. (or ...a minute...)
Espere aqui por um minuto, que eu estarei com você.
 
2. Utilizamos ONE para enfatizar extensão de tempo, quantidade, valor, etc.
He weights one hundred and twenty kilos! Would you believe it?
Ele pesa cento e vinte quilos! Dá para acreditar?
Observe que na oração acima, ao se utilizar ONE, dá-se maior ênfase ao peso do que se utilizássemos o artigo A.
Saiba mais sobre os números em inglês na seção Matemática no Inglês.
 
3. Utilizamos necessariamente o ONE, em vez de A/AN, quando queremos enfatizar que estamos nos referindo
a somente UMA coisa ou pessoa, em vez de duas ou mais:
Do you want one sandwich or two?
Você quer um sanduíche ou dois?
Are you staying only one day?
Você ficará somente um dia?
I just took one look at her and she started laughing. Crazy girl!
Foi só eu dar uma olhada pra ela que ela começou a rir. Garota doida!
4. Utilizamos ONE na expressão-padrão one...other/another
The choreography works just like this: give me one hand, and then the other...
A coreografia funciona bem assim: você me dá uma mão, e depois a outra...
Bees carry pollen from one plant to another.
As abelhas carregam pólen de uma planta para outra.
 
5. Também utilizamos ONE em expressões como one day, one evening, one spring, etc. para indicar dia, noite,
primavera, etc. sem os especificar:
Hope to see you again one day.
Espero te ver novamente um (qualquer) dia.

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LÍNGUA INGLESA

One evening, when he was working late at the office, he received a call:
the mysterious call...
Uma (certa) noite, em que ele trabalhava até tarde no escritório, ele
recebeu um telefonema: o misterioso telefonema...

Contáveis ou Incontáveis? (Countable or Uncountable?)


Os substantivos podem ser classificados em contáveis (countable) e incontáveis (uncountable). Nos dicionários pode-
mos encontrar a indicação n[C (countable noun)] para os contáveis e n[U (uncountable nouns)] para os incontáveis.
 
Substantivos Contáveis - Countable Nouns
Os Countable Nouns são os nomes de objetos, pessoas, ideias, lugares, animais, etc. que em inglês podem ser con-
tados, enumerados, representando a maioria dos substantivos. Esses substantivos são utilizados tanto na forma singular
como na plural.

A bee Many bees

No singular, podem vir precedidos de números, de artigo definido the, de artigos indefinidos a/an e de pronomes no
singular (this, that, my, your, etc).
No plural, podem vir precedidos de diversos pronomes como some, many, a lot of, few, these, those, my, their, etc.

Por exemplo:

a newspaper (um jornal)  two newspapers (dois jornais)


a key (uma chave)    
those keys (aquelas chaves)

 
an idea (uma ideia)    your ideas (suas ideias)
one bottle (uma garrafa) two bottles (duas garrafas)  
a man (um homem)  these men (estes homens)
one house (uma casa) a lot of houses (muitas casas)

a cat (um gato)  some cats (alguns gatos)   

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LÍNGUA INGLESA

Substantivos Incontáveis - Uncountable Nouns


Os Uncountable Nouns (ou Mass Nouns) representam um grupo menor de substantivos. Eles denotam uma substân-
cia homogênea, isto é, coisas que percebemos mais como uma massa do que como um ou vários objetos isolados, ou uma
ideia abstrata que, em inglês, não permite subdivisões.
Esses substantivos, portanto, não podem ser contados, enumerados, tendo a mesma forma para o singular e para o
plural. Ainda que o sentido seja plural, o verbo com o qual concordam também vai ficar sempre no singular. Exemplos:

water (água) air (ar)


salt (sal) snow (neve)
money (dinheiro) evidence (evidência)
music (música) proof (prova)
ink (tinta para escrever ou para imprimir) housework (serviço doméstico)
weather (tempo meteorológico) permission (permissão)
jewerly (joias) eletricity (eletricidade)

a glass of water ( e não one water)


- Não podemos dizer one water, three salts, two moneys, five musics.
- Os substantivos incontáveis nunca são precedidos pelos artigos indefinidos a/an: a water   a money    a salt      an ink
 
- Os substantivos incontáveis frequentemente indicam: substância - food (comida), iron (ferro), water (água) ativida-
des - help (ajuda), travel (viagem), work (trabalho) qualidades humanas - courage (coragem), cruelty (crueldade), honesty
(honestidade) ideias abstratas - beauty (beleza), freedom (liberdade), life (vida), luck (sorte), time (tempo)

Importante: Certos substantivos que são contáveis em português, são incontáveis em inglês. Exemplos:

O correto é:
“Music” - Don’t say it: I wanna show you a song.
I wanna show you a music -> (Quero te mostrar uma música.)

 There are fifteen musics in that al- There are fifteen songs in that album.
bum -> (Há quinze músicas naquele álbum.)

Nesse caso, devemos saber a diferença no Inglês entre Music, que se refere à arte da Música como um todo (substan-
tivo incontável), e Song, que é a obra, uma canção, composição, canto ou melodia (substantivo contável). Devemos cuidar
para não nos confundirmos, já que, em português, podemos usar a mesma palavra, Música, para os dois significados.

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LÍNGUA INGLESA

A: Can’t you help me with my homeworks homework first? I need some


informations information about Michael Curtiz.
(Você não me ajudaria em meus temas de casa antes? Preciso de
algumas informações sobre Michael Curtiz.)
B: Why don’t you look on the internet? (Por que você não procura na
internet?)
A: That’s what I want to do, but can you give me an advice some advice
where to look?
(Isso é o que quero fazer, mas você pode me dar um conselho de onde
posso procurar?)
A: Do you want another toast piece of toast? (Você quer outra torrada?)

Note que, apesar de em português utilizarmos a palavra no plural, em inglês o substantivo homework é incontável,
isto é, não apresenta forma diferenciada para o plural. O mesmo ocorre com information e toast, que também devem vir
precedidos de certos pronomes ou de algumas expressões. Veja que:
- Podem ocorrer antes de um substantivo incontável o artigo the, os pronomes some, any, a lot of e much, mas não
many, que ocorre somente com os contáveis.

I need some water. (Preciso de água.)


Would you like some cheese? ou Would you like a piece of cheese?
(Gostaria de queijo/um pedaço de queijo?)
 
- Compare  a/an e some:
Nicole bought a hat (contável), some shoes (incontável) and some perfume (incontável).
(Nicole comprou um chapéu, sapatos e perfumes.)
This morning, I read a newspaper (contável), made some phone calls (contável) and listened to some music (incontável).
(Hoje pela manhã, li um jornal, dei alguns telefonemas e escutei música.)
 
- Para especificar a quantidade diante de substantivos incontáveis podemos utilizar algumas expressões, como a pie-
ce of, a cup of, a bottle of, a loaf of, etc. Desse modo, estaremos transformando-os em substantivos contáveis. Eis alguns
exemplos de pares substância homogênea x item em particular:
(como vimos, algumas palavras incontáveis em Inglês são contáveis em Português. Be careful with them!)

Foods and drinks:


water, beer (cerveja), wine (vinho), tea (chá), coffee (café), etc. - a glass, a bottle, a jug, a cup of. milk (leite) - a carton/
bottle of milk (uma embalagem/garrafa bread (pão) - a loaf/piece/slice of bread; a loaf; a roll cheese - a slice, a chunk, a
piece of cheese (uma fatia/pedaço de queijo)

A carton of milk and a chunk of cheese.

meat (carne) - a piece, a slice, a pound of meat butter (manteiga)- a bar of butter (um tablete de manteiga) ketchup,
mayonnaise, mustard - a bottle of, a tube of. chocolate - a bar of chocolate (um chocolate, uma barra de chocolate) sugar
- a loaf/ loaf sugar (açúcar em cubinhos) rice (arroz) - a bowl of rice (uma tigela/um prato de arroz) pasta (macarrão, mas-
sa) - a plate of pasta, a serving of pasta chewing gum (goma de mascar) - a piece of chewing gum (e não a chewing gum)
 
- Muitos substantivos incontáveis podem ser usados como contáveis quando se estiver falando de diferentes tipos
desses produtos; Exemplos:
cheese/cheeses - queijos/tipos de queijo
wine/wines - vinho/tipos de vinhos. Ex.:
We have a selection of fine wines at very good prices.
(Temos uma seleção de vinhos finos a preços muito bons.)
butter/butters - manteiga/tipos de manteigas. Ex.:
There were several French butters at the supermarket today.

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LÍNGUA INGLESA

(Havia diversas manteigas francesas no supermercado Questão 02- Todos têm um estado civil, indique a al-
hoje.) ternativa que
- Um mesmo substantivo às vezes pode ser contável e corresponde ao estado civil dela:
incontável, mas com significados diferentes: a) casada
b) divorciada
c) solteira
a paper - um jornal some paper - papel d) viúva
an iron - um ferro elé-
some iron - ferro
trico Questão 03- O marido de Jennifer também trabalha, a
a glass - um copo some glass - vidro profissão dele é:
a) policial
a rubber - uma borra- some rubber - borracha (mate- b) dentista
cha rial) c) engenheiro
one hair - um pêlo some hair - cabelo d) advogado
 
Questão 04 Além da profissão, ele pratica exercícios de
Exercícios quanto em quanto tempo?
a) duas vezes por semana.
b) três vezes por dia.
Leia o diálogo abaixo e responda as
c) uma vez ao mês.
d) quatro vezes por semana.
Questões de 1 a 10:
Questão 05 Todos nós gostamos de lazer aos feriados.
Interview Nos feriados eles costumam ir:
MARK: Hello! Can I ask you some questions for a in- a) à praia.
terview? b) a museus.
JENNIFER: Yes, I can answer some questions. c) às montanhas.
MARK: Thank you for taking the time. Now first ques- d) ao teatro.
tion: What do you do?
JENNIFER: I work in a library. I am librarian. Questão 06. Como Jennifer trabalha em uma livraria, ela
MARK: Are you married? adora ler livros. Marque a alternativa que corresponde a pre-
JENNIFER: Yes, I am. ferência de livros de Jennifer:
MARK: What does your husband do? a) aventura
JENNIFER: He works as a policeman. b) romances
MARK: Do you usually have dinner together? c) ficção científica
JENNIFER: Yes, We do. d) terror
MARK: How often does your husband exercise?
Questão 07. A frase: Você estudou as formas verbais.
JENNIFER: He sometimes exercises four times a week.
Marque a alternativa que corresponde a forma negativa “I
But he usually exercises only twice a week.
read horror stories”. Na forma negativa ficará:
MARK: Where do you like going on holiday? a) I read not horror stories.
JENNIFER: We rarely go on holiday. However, we like b) I not read horror stories.
going to the mountains if we can. c) I don’t read horror stories.
MARK: What type of books do you read? d) n.d.a
JENNIFER: I often read horror stories.
MARK: Thank you very much for answering my ques- Questão 08. – Na frase: “He Works as a policeman”, se
tions. passarmos a frase destacada para a 2ª pessoa do plural e
JENNIFER: You’re welcome! para a forma interrogativa, teremos:
a) Does he works as a policeman?
QUESTÕES b) Works he as a policeman:
c) Do you work as a policeman?
DE ACORDO COM A LEITURA E INTERPRETAÇÃO d) Does you work as a policeman?
DO TEXTO ACIMA:
Questão 09- No simple present os verbos “DO” “GO” e
Questão 01-. De acordo com o texto Jennifer é uma: “READ”, nas terceiras pessoas do singular, obterão a seguinte
a) professora forma:
a) DOES, GOES e READS
b) artista plástica
b) DOS, GOS, READES
c) bibliotecária
c) DOIS, GOIS, READIS
d) secretária.
d) n.d.a

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LÍNGUA INGLESA

Questão 10- “I work in a library”, na 3ª pessoa do singu- Medical Jokes


lar, a frase obterá a seguinte forma:
a) I works in a library. A man goes to his doctor ans says: “I don’t think my
b) I don’t work in a library. wife is hearing is good as it used to be. What should i do?
c) She work in a library. The doctor replies: “Try this test to find out for sure.
d) She works in a library. When your wife is in the kitchen doing dishes, stand fif-
teen feet behind her and ask her a question, if she doesn’t
Respostas: 1C 2 A 3A 4D 5C 6D 7C 8C 9A 10D respond keep moving closer asking the question until she
Leia o texto a seguir. hears you.”
The man goes home and sees his wife preparing din-
What is the 17th letter of the alphabet? Are you sing- ner. He stands fifteen feet behind her and says : “ What’s
ing the alphabet song to find the answer? It’s “Q”. Have for dinner, honey?” He gets no response, so he moves to
you ever wondered why you can recite all the lyrics to an ten feet behind her, and ask again. Still no aswer. Finally
Adele or Cold Play song but can’t remember the equa- he stands directly behind her and says, “Honey, what’s for
tion for the circumference of a circle or the Spanish word dinner?” She replies: “For the fourth time, i SAID CHICKEN”
for printer? When listening to music, following the lyr- 1) According to the text, the man:
ics and melody/rhythm requires both sides of our brains a) is a friend of the doctor and his wife
to be active, making it easier to remember information b) remembers the good old days with the doctor’s wife.
that’s simply read. That’s why you often have lines from c) wants the doctor to convince his wife to take a hear-
songs stuck in your head, but you don’t find the same ing test.
thing with passages from books. d) complains because his wife is in poor health.
Learning a new language? You should start by listen- e) is worried because his wife’s hearing.
ing to a song; you will get a better sense of words and
pronunciation. In addition to all these fabulous benefits, 2) After going to the doctor, the man:
music is excellent to help you remember and recall infor- a) followed exactly what the doctor recommended.
mation. Add to that increased motivation and improved b) forgot an important part of the doctor’s tst.
mood, and you have a winning language learning tactic. c) didn’t realize that his wife was hungry.
When using music to learn, you can use your listening, d) came to the conclusion that his wife was sick
speaking and (if you follow along with the lyrics) your e) decided to take his wife to a restaurant.
reading skills.
3) The result of the test shows that:
(Adaptado de: T-SKEET, J. Why Learning a Language a) the wife doesn’t like to be disturbed while cooking.
from Music is Easier. Voxy. 12 jul. 2012. Disponível em: b) the wife’s hearing is not good at all
<http://voxy.com/blog/index.php/2012/07/learn- c) the wife prepared chicken four times that week.
-music-language/>. Acesso em: 14 ago. 2012.) d) the man has a hearing impairment instead of his wife
e) the wife doesn’t like to cook chicken for the man.
a) Segundo a autora, é mais fácil memorizar músicas
que outros tipos de informações. Explique, de acordo 4) O trecho do texto- “ I don’t think my wife1s hear-
com o texto, por que isso acontece. ing is good as it used to be” - tem o sentido de que:
a) no passado, a esposa prestava mais atenção ao que
b) Cite três benefícios da música para o aprendizado o marido dizia.
de línguas estrangeiras mencionados no texto. b) a audição da esposa piorou com o passar do tempo,
na opinião do marido.
Respostas: c) a esposa costumava pensar melhor antes de dar ou-
vidos ao marido.
a) Segundo o texto, quando ouvimos uma música, d) o marido acha que sua esposa sempre teve um pro-
ambos os hemisférios do cérebro são ativados através blema de audição.
do exercício de seguir a letra e a melodia/o ritmo, o que e) o marido atribuiu o silêncio da esposa ao passar dos
torna o processo de memorização mais fácil do que na anos.
simples leitura.
5) The wife’s answer - “For the fourth time, I SAID
b) Os benefícios são: melhor compreensão das pa- CHICKEN”! - indicates that she:
lavras, contato com pronúncia, melhor memorização, a) is very shy.
maior motivação, bom humor; oportunidade para exer- b) is really hungry.
citar as habilidades de ler, falar e ouvir. c) is shouting and irritated.
d) is deaf.
e) has already called him four times to have dinner.

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LÍNGUA INGLESA

Respostas: costs by having shared facilities and equipment, to access


a community of fellow entrepreneurs, and to seek out col-
1) e) is worried because his wife’s hearing. - O marido laboration within and across fields. Coworking spaces of-
está preocupado com a audição da esposa, pois ele foi até fer an exciting alternative for people longing to escape the
o médico achando que a esposa não está ouvindo corre- confines of their cubicle walls, the isolation of working solo
tamente. at home, or the inconveniences of public venues.
2) a) followed exactly what the doctor recommended. The benefits and cost-savings in productivity and ove-
- Depois de ir até o médico, o homem seguir corretamente rall happiness and well-being reaped from coworking are
o que o médico recomendou. also potentially huge. Enthusiasm and creativity become
3) d) the man has a hearing impairment instead of contagious and multiply when you diversity your work en-
his wife - O resultado do teste foi que ao invés da esposa, vironment with people from different fields or backgrou-
quem tinha a deficiência auditiva era o marido. nds. At coworking spaces, members pass each other during
4) b) a audição da esposa piorou com o passar do the day, conversations get going, and miraculously idea-
tempo, na opinião do marido. - De acordo com o mari- fusion happens with everyone benefitting from the shared
do, quando ele foi reclamar com o médico sobre a audição thinking and brainstorming.
da esposa, ele se queixou que a audição da mulher piorou Differences matter. Coworking hinges on the belief
com o passar do tempo. that innovation and inspiration come from the cross-pol-
5) c) is shouting and irritated. - A mulher estava gritan- lination of different people in different fields or speciali-
do e irritada pois tinha respondido quatro vezes a pergunta zations. Random opportunities and discoveries that arise
do marido e ele não tinha escutado. from interactions with others play a large role In coworking.
To see this in action on a large scale, think about Goo-
gle. Google made the culture of sharing and collaboration
EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES in the workplace legend. It deployed “grouplets” for initia-
tives that cover broader changes through the organization.
One remarkable story of a successful Google grouplet
01. (BNDES – NÍVEL SUPERIOR – CESGRANRIO/2013)   involved getting engineers to write their own testing code
to reduce the incidence of bugs in software code. Thinking
creatively, the grouplet came up with a campaign based
Coworking: Sharing How We Work
on posting episodes discussing new and interesting testing
techniques on the bathroom stalls. “Testing on the Toilet”
In the past, when trying to find places to work, inde-
spread fast and garnered both rants and raves. Soon, peo-
pendent workers, small businesses, and organizations of-
ple were hungry for more, and the campaign ultimately de-
ten had to choose between several scenarios, all with their
veloped enough inertia to become a de facto part of the
attendant advantages and disadvantages: working from
coding culture. They moved out of the restrooms and into
home; working from a coffee shop, library, or other public the mainstream.
venue; or leasing an executive suite or other commercial Keith Sawyer, a professor of psychology and education
space. at Washington University in St. Louis, MO, has written wi-
Is there a better way to work? Yes. Enter coworking. dely on collaboration and innovation. In his study of jazz
Coworking takes freelancers, indie workers, and entre- performances, Keith Sawyer made this observation, “The
preneurs who feel that they have been dormant or isolated group has the ideas, not the individual musicians.” Some of
working alone at home or who have been migrating from a the most famous products were born out of this mosh pit
coffee shop to a friend’s garage or languishing in a sterile of interaction – in contrast to the romantic idea of a lone
business center – to a space where they can truly roost. working genius driving change. According to Sawyer, more
“We can come out of hiding,” a coworker tells us, “and often than not, true innovation emerges from an improvi-
be in a space that’s comfortable, friendly, and has an aes- sed process and draws from trial-by-error and many inputs.
thetic appeal that’s a far cry from the typical cookie-cutter Unexpected insights emerge from the group dyna-
office environment.” mic. If increasing interaction among different peer groups
For many, it might be puzzling to pay for a well-e- within a single company could lead to promising results
quipped space teeming with other people, even with the imagine the possibilities for solopreneurs, small businesses,
chance of free coffee and inspiration. You might ask your- and indie workers – if only they could reach similar levels
self, “Well, why pay for a place to work when I’m perfectly of peer access as those experienced by their bigger coun-
comfortable at home and paying nothing?” Or, “Isn’t the terparts. It is this potential that coworking tries to capture
whole point of telecommuting or starting my own business for its members.
a chance to avoid ‘going to the office’?”
Coworking may sound like an unnecessary expense, Available: http://workawesome.com (adapted)
but let’s consider what you get from being a part of the
space. The expression indie workers, found in lines 10 and 90,
At its most basic level, coworking is the phenomenon refers to
of workers coming together in a shared or collaborative (OBS: Os números das linhas na questão podem variar
workspace or one or more of these reasons: to reduce por conta da diagramação do material.)

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LÍNGUA INGLESA

A) Retired civil servants. bedchamber, blood spurting from a deep gash in his neck.
B) Lazy businessmen aiming for profit. A woman is shot in the stomach with a bow and arrow at
C) Self-employed independent professionals. point-blank range.
D) Expert employees at international organizations. Caravaggio’s images freeze time but also seem to
E) Workaholic employers in large companies. hover on the brink of their own disappearance. Faces are
A questão pede que o candidato determine. A expres- brightly illuminated. Details emerge from darkness with
são “indie workers” se refere a. Indie é uma abreviação para such uncanny clarity that they might be hallucinations. Yet
independent, neste caso, trabalhadores independentes. always the shadows encroach, the pools of blackness that
threaten to obliterate all. Looking at this picture is like loo-
RESPOSTA: “C”. king at the world of flashes of lightning.
02. Caravaggio’s life is like his art, a series of lightning fla-
03. (ANVISA – ANALISTA ADMINISTRATIVO – CE- shes in the darkness of nights. He is a man who can never
TRO/2013)   be known in full because almost all that he did, said and
thought is lost in the irrecoverable past. He was one of the
Alzheimer’s disease most electrifying original artists ever to have lived, yet we
have only one solitary sentence from him on the subject
Alzheimer’s disease (AD) is a form of dementia, whi- of painting – the sincerity of which is, in any case, ques-
ch is a brain disorder. It damages nerve cells in the brain. tionable, since it was elicited from him when he was under
This affects your ability to remember things, think clearly, interrogation for the capital crime of libel.
and care for yourself. AD begins slowly, and symptoms get When Caravaggio emerges from the obscurity of the
worse with time. Eventually, a person with AD might need past he does so, like the characters in his own paintings,
help in many areas, including eating and getting dressed. as a man in extremis. He lived much of his life as a fugiti-
For some people in the early or middle stages of the disea-
ve, and that is how he is preserved in history – a man on
se, medicine might help symptoms, such as memory loss,
the run, heading for the hills, keeping to the shadows. But
from getting worse for a limited time. Other drugs may
he is caught, now and again, but the sweeping beam of a
help people feel less worried or depressed. Dealing with
searchlight. Each glimpse is different. He appears in many
Alzheimer’s disease can be extremely difficult, but planning
guises and moods. Caravaggio throws stones at the house
ahead and getting support can lighten the lead. AD usually
begins after age 60, and risk goes up with age. The risk of his landlady and sings ribald songs outside her window.
is also higher if a family member has had AD. Scientists He has a fight with a waiter about the dressing on a plate
are working to better understand AD. Ongoing studies are of artichokes. His life is a series of intriguing and vivid ta-
looking at whether some things can help prevent or delay bleaux – scenes that abruptly switch from low farce to high
the disease. Areas that are being explored include exercise, drama.
eating omega-3 fatty acids, and keeping your brain active.
New York - London. W. W. Norton & Company, 2010
Available: www.womenshealth.gov (adapted)

Read the sentence below and choose the alternative In line 5, “at point-blank range” means
that presents a synonym to the underlined word. A) In a cold-blooded manner.
B) Summarily.
“Ongoing studies are looking at whether some things C) Without intention.
can help prevent or delay the disease.” D) Fatally.
E) Within a short distance.
A) Cut down.
B) Suspended. A questão pede que o candidato determine. Na linha
C) Ended. cinco “at point-blank range” (à queima-roupa) significa. In
D) Continuous. a cold-blooded manner – de forma a sangue-frio. Summa-
rily – sumariamente. Without intention – sem intenção. Fa-
A palavra “ongoing” quer dizer algo contínuo, em an- tally – fatalmente. Within a short distance – a uma curta
damento. Cut down – cortar, diminuir. Suspended – sus- distância.
penso. Ended – terminado. Continuous – contínuo.
RESPOSTA: “E”.
RESPOSTA: “D”.
05. (INSTITUTO RIO BRANCO – DIPLOMATA – CES-
04. (INSTITUTO RIO BRANCO – DIPLOMATA – CES- PE/2012)  
PE/2012)
Godzilla’s grandchildren
Darkness and light
In Japan there is no kudos in going to jail for your art.
Caravaggio’s art is made from darkness and light. His Bending the rules, let alone breaking them, is largely taboo.
pictures present spotlight moments of extreme and often That was one reason Toshinori Mizuno was terrified as he
agonized human experience. A man is decapitated in his worked undercover at the Fukushima

41
LÍNGUA INGLESA

Dai-ichi nuclear-power plant, trying to get the shot that 06. (SEFAZ/ES – AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTA-
shows him in front of the mangled third reactor holding DUAL – CESPE/2013)  
up a referee’s red card. He was also terrified of the radia-
tion, which registered its highest reading where he took the It is well accepted and acknowledged that service
photograph. The only reason he did not arouse suspicion, quality is essential for firm success. The problem with the
he says, is because he was in regulation radiation kit. And in measurement of service quality is that it is not easily iden-
Japan people rarely challenge a man in uniform. tifiable and measurable. Unlike the quality of goods, which
Mr. Mizuno is part of ChimPom, a six-person collective can be measured objectively, service quality is an abstract
of largely unschooled artists who have spent a lot of time and elusive construct because of three features unique to
getting into tight spots since the disaster, and are engagin- services: intangibility, heterogeneity, and inseparability of
gly thoughtful about the results. production and consumption. Despite the complexity of
It is easy to dismiss ChimPom’s work as a publicity the issue, a consensus has emerged in the literature to
stunt. But the artists’ actions speak at least as loudly as their measure service quality using clients’ perceptions of the
images. There is a logic to their seven years of guerrilla art service delivered.
that has become clearer since the nuclear disaster of March Only few studies in auditing have adopted the service
11th 2011. In fact, Noi Sawaragi, a prominent art critic, says quality approach, where clients are asked to assess their
they may be hinting at a new direction in Japanese con- current (and/or former) auditor (i.e., audit firm and/or audit
temporary art. team). However, the latter approach has several advanta-
Radiation and nuclear annihilation have suffused Ja- ges because it allows overall client satisfaction to be de-
pan’s subculture since the film Gojira (the Japanese God- termined and also identification of the attributes that drive
zilla) in 1954. The two themes crop up repeatedly in manga client satisfaction.
and anime cartoons.
Other young artists are ploughing similar ground. Kota Internet: http://onlinelibrarywhiley.com (adapted)
Takeuchi, for instance, secretly took a job at Fukushima Dai-
-ichi and is recorded pointing an angry finger at the camera The word “unlike” (L.4) is the same as
that streams live images of the site. Later he used public (OBS: Os números das linhas na questão podem variar
news conferences to pressure Tepco, operator of the plant, por conta da diagramação do material.)
about the conditions of its workers inside. His work, like A) Aside from.
ChimPom’s blurs the distinction between art and activism. B) Similar to.
Japanese political art is unusual and the new subversi- C) Contrasted with.
veness could be a breath of fresh air; if only anyone noti- D) Resembling.
ced. The ChimPom artists have received scant coverage in E) Despite.
the stuffy arts pages of the national newspapers. The group
held just one show of Mr. Mizuno’s reactor photographs in A questão pede que o candidato determine. A palavra
Japan. He says: “The timing has not been right. The media “unlike” (o contrário) é o mesmo que. Aside from – além de.
will just want to make the work look like a crime.” Similar to – similar à. Contrasted with – contrastadas com.
Resembling – semelhante. Despite – apesar de.
Internet: www.economist.com (adapted)
RESPOSTA: “C”.
The words “mangled” (L.6) and “suffused” (L.23) mean
respectively 07. (FUNASA – TODOS OS CARGOS – CESPE/2013)  
(OBS: Os números das linhas na questão podem variar
por conta da diagramação do material.) The difficulty for health policy makers the world over is
A) “Ruined” and “permeated”. this: it is simply not possible to promote healthier lifestyles
B) “Mutilated” and “obscured”. through presidential decree or through being overprotec-
C) “Subdued” and “covered”. tive towards people and the way they choose to live. Re-
D) “Humongous” and “imbued”. cent history has proved that one-size-fits-all solutions are
E) “Torn” and “Zeroed in on”. no good when public health challenges vary from one area
of the country to the next. But we cannot sit back while, in
A questão pede que o candidato determine. As pala- spite of all this, so many people are suffering such severe
vras “mangled” (destroçado) e “suffused” (impregnado, lifestyle-driven ill health and such acute health inequalities.
inundado) significam respectivamente. Ruined – arruinado, Internet: www.gov.uk (adapted)
destruído. Permeated – permeado, penetrado. Mutilated – The expression “the world over” (L.1) is synonymous
mutilado. Obscured – obscurecido. Subdued – subjugado, with “in some parts of the world”.
dominado. (OBS: Os números das linhas na questão podem variar
Covered – coberto. Humongous – gigante. Imbued – por conta da diagramação do material.)
embutido. Torn – rasgado. Zeroed in on – mirado em. A) Certo.
B) Errado.
RESPOSTA: “A”.

42
LÍNGUA INGLESA

A questão pede que o candidato determine. A expres- The word “beleaguered” (L.2) is synonymous with “be-
são “the world over” (no mundo todo) é sinônimo com “in sieged”
some parts of the world” (em algumas partes do mundo). (OBS: Os números das linhas na questão podem variar
por conta da diagramação do material.)
RESPOSTA: “B”. A) Certo.
B) Errado.
08. (FUNASA – TODOS OS CARGOS – CESPE/2013)  
A questão pede que o candidato determine. A palavra
The difficulty for health policy makers the world over is “beleaguered” (cercada) é sinônimo com “besieged” (cer-
this: it is simply not possible to promote healthier lifestyles cada, sob ataque).
through presidential decree or through being overprotec-
tive towards people and the way they choose to live. Re- RESPOSTA: “A”.
cent history has proved that one-size-fits-all solutions are
no good when public health challenges vary from one area 10. (TCE/ES – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO –
of the country to the next. But we cannot sit back while, in CESPE/2012)  
spite of all this, so many people are suffering such severe
lifestyle-driven ill health and such acute health inequalities. Welcome to Oxford

Internet: www.gov.uk (adapted) Many periods of English history are impressively do-
cumented in Oxford’s streets, houses, colleges and cha-
The adjective “one-size-fits-all” (L.5) means “long-term pels. Within one square mile alone, the city has more than
and drastic” 900 buildings of architectural or historical interest. For the
A) Certo. visitor this presents a challenge – there is no single buil-
B) Errado. ding that dominates Oxford, no famous fortress or huge
cathedral that will give you a short-cut view of the city.
A questão pede que o candidato determine. O adjetivo Even Oxford’s famous University is spread amidst a tangle
“one-size-fits-all” (um tamanho serve para todos) significa of 35 different colleges and halls in various parts of the
“long-term and drastic” (longo período e drástico). city centre, flaunt its treasures; behind department stores
lurk grand Palladian doorways or half-hidden crannies or
RESPOSTA: “B”. medieval architecture. The entrance to a college may me
tucked down a narrow alleyway, and even then it is unlikely
09. (STF – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA to be signposted.
– CESPE/2013)  
Oxford University Press, 1999, p. 135 (adapted)
The head of the National Security Agency defended his The word “tangle” (L.8) can be correctly replaced by
beleaguered organization, saying it acts within the law to “line”
stop militant attacks and calling reports that the NSA col- (OBS: Os números das linhas na questão podem variar
lected data on millions of phone calls in Europe false. por conta da diagramação do material.)
The intelligence chiefs appeared against a backdrop of A) Certo.
angry accusations by European allies that the United States B) Errado.
spies on their leaders and citizens, accusations prompted A questão pede que o candidato determine. A palavra
by highly classified documents that Snowden leaked to “tangle” (emaranhar, entrelaçar, complicar) pode ser corre-
media organizations. tamente substituida por “line” (linha, fila, alinhamento)
Army General Keith Alexander, testifying with other
U.S. spy chiefs before the House of Representatives Intelli- RESPOSTA: “B”.
gence committee, sought to defuse a growing controversy
over reports of NSA snooping on citizens and leaders of 11. (DECEA – CONTROLADOR DE TRÁFEGO AÉREO
major U.S. allies. CÓDIGO – CESGRANRIO/2012)  
The hearing took place as Congress in weighing new
legislative proporsals that could limit some of the NSA’s Air traffic controllers asleep on the job...still
more expansive electronic intelligence collection programs. Michael J. Breus, Ph. D., in Sleepnewzzz
More than any previous disclosures from the Snowden
documents, the reports of spying on close U.S. allies have Here’s some news of workers sleeping on the job that’s
forced the White House to promise reforms and even ack- downright scary. A news investigation produced a story
nowledge that America’s electronic surveillance may have and footage of air traffic controllers at Westchester County
gone too far. Airport sleeping during their shifts. The video, provided to
the news outlet by an employee in the air traffic control to-
Internet: www.reuters.com (adapted) wer at Westchester Airport, also shows controllers reading

43
LÍNGUA INGLESA

and using laptops and cell phones while on duty. The Fede- I think we can all agree that we don’t want the peo-
ral Aviation Administration (FAA) bans its controllers from ple responsible for guiding our planes to be sluggish, slo-
use of cell phones, personal reading material and electric w-reacting, forgetful, fatigued and of questionable judg-
devices while on duty. Sleeping is prohibited anywhere in ment. But that’s exactly what being sleep deprived can
air traffic control towers. make them!
All of these violations are alarming and dangerous, and It’s the FAAs responsibility to create workplace regula-
pose a serious public safety problem. It is important, I be- tions that enable air traffic controllers to get the rest they
lieve, to separate the issue of air traffic controllers sleeping need. This can include not just mandating reasonable time
on the job from their choice to play with laptops and cell off between shifts, but also giving controllers breaks during
phones when they are supposed to be working. The video shifts and allowing them to nap on their breaks. There are
images showing air traffic controllers slumped over and also some basic things that controllers themselves – or any
sleeping at their stations is truly frightening. But the issue shift workers – can do to help avoid sleep deprivation:
of sleep deprivation among air traffic controllers is a very
• Make sure to get adequate rest before a shift
real one, and means that some instances of falling asleep
beings. Take a nap before work, if needed be.
– however dangerous and wrong – is not entirely the con-
• Limit your reliance on caffeine. While it’s okay as
trollers’ fault, or even within their control.
an occasional pick–me–up, caffeinated beverages are not
Unfortunately this is not a new problem. We’ve seen
several instances of air traffic controllers falling asleep on substitutes for adequate sleep. And caffeine can interfere
duty in recent months. with your sleep when you actually want and need to be
In response to these cases, the FAA in 2011 revised its sleepy.
regulations for air traffic controllers to include additional • Keep a strong and consistent sleep routine both
time for rest between shifts. The FAA: during your workdays and your days off. It’s not always
• Raised the minimum amount of time off between easy, but shift workers in particular need to build their off
work shifts to 9 hours from 8 hours. – duty schedules around making sure they get the sleep
• Prohibited air traffic controllers from swapping they need.
shifts without having a minimum of 9 hours off in between Similarly to the recent changes in health care, the FAA
shifts. is moving in the right direction to help its employees get
• Increased supervisor coverage in air traffic control the sleep they need to do their jobs safely. As this latest
towers during late night an early morning shifts. incident at Westchester Airport confirms, there is a great
• Prohibited air traffic controllers from picking up deal of work still to be done.
and overnight shift after a day off.
These adjustments are a step in the right direction, but And it’s in everyone’s best – and safest – interest that
they don’t go far enough. Managing schedules for shift progress continues to be made.
workers in these high-pressure jobs where public safety is Sweet Dreams,
at stake is too important to settle for improvements that Michael J. Breus, PhD
don’t actually solve the problem. The Sleep Doctor TM
Shift workers of all types face challenges to getting www.thesleepdoctor.com
enough sleep while managing long hours, overnight shifts, Available at http://www.theinsomniablog.com
and changing schedules that fluctuate between day and
night. Research shows that: In text I, the expression “downright scary” in “Here’s
• People who engage in shift work get less sleep some news of workers sleeping on the job that’s “down-
overall than those of us who work more regular hours.
right scary.”” (lines 1-2) can be replaced, without change in
• Shift workers are at higher risk for illness and chro-
meaning by
nic disease.
• The sleep deprivation associated with shift work
A) Faintly alarming.
increase the risk of accidents, injuries and mistakes in high-
-profile, public-safety related industries like medicine and B) Really encouraging.
law enforcement, as well as air traffic control. C) Not at all terrifying.
In addition to making people more prone to accidents D) A little intimidating.
and injury, sleep deprivation causes a number of negative E) Absolutely frightening.
effects – both physical and psychological – that can impair
the on-the-job performance of air traffic controllers and A questão pede que o candidato determine. A expres-
other shift workers. Sleep deprivation: são “downright scary” no trecho pode ser substituída sem
• Slows reaction time. perder o sentido por. “Downright scary” quer dizer franca-
• Interferes with memory. mente assustador.
• Causes fatigue.
• Compromises judgment. RESPOSTA: “E”.
• Impairs the ability to retain new information.

44
LÍNGUA INGLESA

12. (CETESB – ADVOGADO – VUNESP/2013)   13. (CETESB – ADVOGADO – VUNESP/2013)  

Diet Drinks “Link to depression” questioned Diet Drinks “Link to depression” questioned

Experts are questioning whether diet drinks could rai- Experts are questioning whether diet drinks could raise
se depression risk, after a large study has found a link. depression risk, after a large study has found a link.

The US research in more than 250.000 people found The US research in more than 250.000 people found
depression was more common among frequent consu- depression was more common among frequent consumers
mers of artificially sweetened beverages. The work, which of artificially sweetened beverages. The work, which will be
will be presented all the American Academy of Neuro- presented all the American Academy of Neurology’s annual
logy’s annual meeting, did not look at the cause for this meeting, did not look at the cause for this link.
link. Drinking coffee was linked with a lower risk of depres-
Drinking coffee was linked with a lower risk of de- sion.
pression. People who drank four cups a day were 10% less likely
People who drank four cups a day were 10% less likely to be diagnosed with depression during the 10-year stu-
to be diagnosed with depression during the 10-year stu- dy period than those who drank no coffee. But those who
dy period than those who drank no coffee. But those who drank four cans or glasses of diet fizzy drinks or artificially
drank four cans or glasses of diet fizzy drinks or artificially sweetened juice a day increased their risk of depression
sweetened juice a day increased their risk of depression by about a third. Lead researcher Dr Honglei Chen, of the
by about a third. Lead researcher Dr Honglei Chen, of the National Institutes of Health in North Carolina, said: “Our
National Institutes of Health in North Carolina, said: “Our research suggests that cutting out or down on sweetened
research suggests that cutting out or down on sweetened diet drink or replacing them with unsweetened coffee may
diet drink or replacing them with unsweetened coffee naturally help lower your depression risk.”
may naturally help lower your depression risk.” But he said more studies were needed to explore this.
But he said more studies were needed to explore this. There are many other factors that may be involved. And the
There are many other factors that may be involved. And findings – in people in their 50s, 60s, 70s and 80s and living
the findings – in people in their 50s, 60s, 70s and 80s and in the US – might not apply to other populations. The safety
living in the US – might not apply to other populations. of sweeteners, like aspartame, has been extensively tested
The safety of sweeteners, like aspartame, has been exten- by scientists and is assured by regulators.
sively tested by scientists and is assured by regulators. Gaynor Bussell, of the British Dietetic Association, said:
Gaynor Bussell, of the British Dietetic Association, “Sweeteners used to be called ‘artificial’ sweeteners and
said: “Sweeteners used to be called ‘artificial’ sweeteners unfortunately the term ‘artificial’ has evoked suspicion. As
and unfortunately the term ‘artificial’ has evoked suspi- a result, sweeteners have been very widely tested and re-
cion. As a result, sweeteners have been very widely tested viewed for safety and the ones on the market have an ex-
and reviewed for safety and the ones on the market have cellent safety track record. However, the studies on them
an excellent safety track record. However, the studies on continue and this one has thrown up a possible link – not a
them continue and this one has thrown up a possible link cause and effect – with depression.”
– not a cause and effect – with depression.” (www.bbc.co.uk)

(www.bbc.co.uk) The term “whether” in – Experts are questioning whe-


ther diet drinks could raise depression risk, after a large
O termo likely em – People who drank four cups a study has found a link. – introduces:
day were 10% less likely to be diagnosed with depression A) A supposition.
during the 10-year study period than those who drank no B) A certainty.
coffee. – transmite a ideia de: C) A denial.
A) Preferência. D) A dismissal.
B) Propensão. E) An acceptance.
C) Impossibilidade.
D) Exclusividade. O termo “whether” é usado para fazer o contraste
E) Diminuição. quando pode ou não acontecer. Nesta frase, experts estão
O trecho em questão. Pessoas que beberam quatro perguntando se os refrigerantes diet podem ou não au-
copos por dia eram 10% menos prováveis de serem diag- mentar o risco de depressão (...)
nosticadas (...)
RESPOSTA: “A”.
RESPOSTA: “B”.

45
LÍNGUA INGLESA

14. (CTA – TÉCNICO EM INFORMÁTICA – VU- No texto, a expressão and so on pode ser substituída,
NESP/2013)   sem perda de sentido, por:
A) And finally.
Two of the greatest technologies of our age are tele- B) Certainly.
communications and computer engineering. Telecommu- C) Et cetera.
nications is concerned with moving information from one D) Otherwise.
point to another point or from one point to many other E) Thereby.
points. I think it is no exaggeration to say that the tele-
communications industry is largely taken for granted by A expressão and so on é usado no fim de uma lista no
the vast majority of people. If you were to ask the average sentido de assim por diante, ou neste caso et cetera.
person what the greatest technological feat of 1969 was,
they would probably reply ‘The first manned landing on RESPOSTA: “C”.
the moon’. A much more magnificent achievement was
the ability of millions of people half a million kilometers
away to watch what was taking place on the moon in their
own homes. However, if most people are not aware of the
great developments in the telecommunications industry,
they will not have missed the microprocessor revolution. In
the last few years powerful computers have become even
more powerful and minicomputers and microprocessors
have spread to industry education, research and the home.

Extraido de: The Principles of Computer Hardware,


Alan Clements, International Student Edition, 2nd, 1991)

No texto, o termo aware tem significado de:


A) Preocupado.
B) Indiferente.
C) Insensível.
D) Consciente.
E) Desinformado.
O adjetivo aware se refere ao fato de estar ciente de
algo, consciente de uma decisão.

RESPOSTA: “D”.

15. (CTA – TÉCNICO EM INFORMÁTICA – VU-


NESP/2013)  

Web content inventories of existing sites commonly


take the form of a spreadsheet file with multiple work-
sheets, containing long listings of every page in the site,
along with such essential characteristics as the page title,
URL, people responsible for the content, and so on. Each
page typically gets a row on the spreadsheet, with columns
listing such basic information as:
• Unique id number for project purposes.
• Page title.
• Page template or type.
• URL.
• General type of content.
• Person responsible for the content.
• Keep/revise/discard decisions.
• Create new content?
• Review status

Extraido de: webstyleguide.com

46
MATEMÁTICA

Lógica proposicional; ............................................................................................................................................................................................. 01


Noções de conjuntos; ............................................................................................................................................................................................ 09
Relações e funções; ................................................................................................................................................................................................ 15
Funções polinomiais; .............................................................................................................................................................................................. 15
Funções exponenciais e logarítmicas; ............................................................................................................................................................. 15
Matrizes; Determinantes; ...................................................................................................................................................................................... 23
Sistemas lineares; .................................................................................................................................................................................................... 23
Sequências; ................................................................................................................................................................................................................ 32
Progressões aritméticas e progressões geométricas; ............................................................................................................................... 32
Matemática financeira............................................................................................................................................................................................ 36
MATEMÁTICA

Valor Lógico das Proposições


LÓGICA PROPOSICIONAL; Definição: Chama-se valor lógico de uma proposição a
verdade, se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se
a proposição é falsa (F).

Exemplo
Proposição p: Thiago é nutricionista.
Definição: Todo o conjunto de palavras ou símbolos V(p)= V essa é a simbologia para indicar que o valor
que exprimem um pensamento de sentido completo. lógico de p é verdadeira, ou
V(p)= F
Nossa professora, bela definição!
Não entendi nada! Basicamente, ao invés de falarmos, é verdadeiro ou fal-
so, devemos falar tem o valor lógico verdadeiro, tem valor
Vamos pensar que para ser proposição a frase tem que lógico falso.
fazer sentido, mas não só sentido no nosso dia a dia, mas
também no sentido lógico. Classificação
Para uma melhor definição dentro da lógica, para ser
proposição, temos que conseguir julgar se a frase é verda- Proposição simples: não contém nenhuma outra pro-
deira ou falsa. posição como parte integrante de si mesma. São geral-
mente designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r,s...
Exemplos: E depois da letra colocamos “:”
(A) A Terra é azul.
Conseguimos falar se é verdadeiro ou falso? Então é Exemplo:
uma proposição. p: Marcelo é engenheiro
(B) >2 q: Ricardo é estudante

Proposição composta: combinação de duas ou mais


Como ≈1,41, então a proposição tem valor lógico
proposições. Geralmente designadas pelas letras maiúscu-
falso.
las P, Q, R, S,...
Todas elas exprimem um fato.
Exemplo:
P: Marcelo é engenheiro e Ricardo é estudante.
Agora, vamos pensar em uma outra frase: Q: Marcelo é engenheiro ou Ricardo é estudante.
O dobro de 1 é 2?
Sim, correto? Se quisermos indicar quais proposições simples fazem
Correto. Mas é uma proposição? parte da proposição composta:
Não! Porque sentenças interrogativas, não podemos
declarar se é falso ou verdadeiro. P(p,q)

Bruno, vá estudar. Se pensarmos em gramática, teremos uma proposição


É uma declaração imperativa, e da mesma forma, não composta quando tiver mais de um verbo e proposição
conseguimos definir se é verdadeiro ou falso, portanto, não simples, quando tiver apenas 1. Mas, lembrando que para
é proposição. ser proposição, temos que conseguir definir o valor lógico.

Passei! Conectivos
Ahh isso é muito bom, mas infelizmente, não podemos Agora vamos entrar no assunto mais interessante: o
de qualquer forma definir se é verdadeiro ou falso, porque que liga as proposições.
é uma sentença exclamativa. Antes, estávamos vendo mais a teoria, a partir dos co-
nectivos vem a parte prática.
Vamos ver alguns princípios da lógica:
Definição
Palavras que se usam para formar novas proposições,
I. Princípio da não Contradição: uma proposição não a partir de outras.
pode ser verdadeira “e” falsa ao mesmo tempo.
II. Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição Vamos pensar assim: conectivos? Conectam alguma
“ou” é verdadeira “ou” é falsa, isto é, verifica-se coisa?
sempre um desses casos e nunca um terceiro caso. Sim, vão conectar as proposições, mas cada conetivo
terá um nome, vamos ver?

1
MATEMÁTICA

-Negação -Condicional
Extenso: Se...,então..., É necessário que, Condição ne-
cessária
Símbolo: →

Exemplo Exemplos
p: Lívia é estudante. p→q: Se chove, então faz frio.
~p: Lívia não é estudante. p→q: É suficiente que chova para que faça frio.
p→q: Chover é condição suficiente para fazer frio.
q: Pedro é loiro. p→q: É necessário que faça frio para que chova.
¬q: É falso que Pedro é loiro. p→q: Fazer frio é condição necessária para chover.

r: Érica lê muitos livros. -Bicondicional


~r: Não é verdade que Érica lê muitos livros. Extenso: se, e somente se, ...
Símbolo:↔
s: Cecilia é dentista.
¬s: É mentira que Cecilia é dentista. p: Lucas vai ao cinema
q: Danilo vai ao cinema.
-Conjunção
p↔q: Lucas vai ao cinema se, e somente se, Danilo vai
ao cinema.

Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica mate-
mática – São Paulo: Nobel – 2002.
Nossa, são muitas formas de se escrever com a con-
junção.
Não precisa decorar todos, alguns são mais usuais: “e”,
“mas”, “porém” Questões

Exemplos 01. (IFBAIANO – Assistente em Administração –


p: Vinícius é professor. FCM/2017) Considere que os valores lógicos de p e q são
q: Camila é médica. V e F, respectivamente, e avalie as proposições abaixo.
p∧q: Vinícius é professor e Camila é médica. I- p → ~(p ∨ ~q) é verdadeiro
p∧q: Vinícius é professor, mas Camila é médica. II- ~p → ~p ∧ q é verdadeiro
p∧q: Vinícius é professor, porém Camila é médica. III- p → q é falso
IV- ~(~p ∨ q) → p ∧ ~q é falso
- Disjunção
Está correto apenas o que se afirma em:

(A) I e III.
(B) I, II e III.
p: Vitor gosta de estudar. (C) I e IV.
q: Vitor gosta de trabalhar (D) II e III.
(E) III e IV.
p∨q: Vitor gosta de estudar ou Vitor gosta de traba- 02. (TERRACAP – Técnico Administrativo – QUA-
lhar. DRIX/2017) Sabendo-se que uma proposição da forma
“P→Q” — que se lê “Se P, então Q”, em que P e Q são
- Disjunção Exclusiva proposições lógicas — é Falsa quando P é Verdadeira e Q é
Falsa, e é Verdadeira nos demais casos, assinale a alternati-
Extensa: Ou...ou... va que apresenta a única proposição Falsa.
Símbolo: ∨
(A) Se 4 é um número par, então 42 + 1 é um número
p: Vitor gosta de estudar. primo.
q: Vitor gosta de trabalhar (B) Se 2 é ímpar, então 22 é par.
(C) Se 7 × 7 é primo, então 7 é primo.
p∨q Ou Vitor gosta de estudar ou Vitor gosta de tra- (D) Se 3 é um divisor de 8, então 8 é um divisor de 15.
balhar. (E) Se 25 é um quadrado perfeito, então 5 > 7.

2
MATEMÁTICA

03. (IFBAIANO – Assistente Social – FCM/2017) 06. (PREF. DE TANGUÁ/RJ – Fiscal de Tributos – MS-
Segundo reportagem divulgada pela Globo, no dia CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é classifi-
17/05/2017, menos de 40% dos brasileiros dizem praticar cada como uma proposição simples?
esporte ou atividade física, segundo dados da Pesquisa Na-
cional por Amostra de Domicílios (Pnad)/2015. Além disso, (A) Será que vou ser aprovado no concurso?
concluiu-se que o número de praticantes de esporte ou de (B) Ele é goleiro do Bangu.
atividade física cresce quanto maior é a escolaridade. (C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista.
(Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/me- (D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos.
nos-de-40-dos-brasileiros-dizem-praticar-esporte-ou-ati-
vidade-fisica-futebol-e-caminhada-lideram-praticas.ghtml. 07.(EBSERH – Assistente Administrativo – IBFC/2017)
Acesso em: 23 abr. 2017). Assinale a alternativa incorreta com relação aos conectivos ló-
Com base nessa informação, considere as proposições gicos:
p e q abaixo:
(A) Se os valores lógicos de duas proposições forem falsos,
então a conjunção entre elas têm valor lógico falso.
p: Menos de 40% dos brasileiros dizem praticar esporte
(B) Se os valores lógicos de duas proposições forem falsos,
ou atividade física
então a disjunção entre elas têm valor lógico falso.
q: O número de praticantes de esporte ou de atividade
(C) Se os valores lógicos de duas proposições forem falsos,
física cresce quanto maior é a escolaridade então o condicional entre elas têm valor lógico verdadeiro.
(D) Se os valores lógicos de duas proposições forem fal-
Considerando as proposições p e q como verdadeiras, sos, então o bicondicional entre elas têm valor lógico falso.
avalie as afirmações feitas a partir delas. (E) Se os valores lógicos de duas proposições forem falsos,
então o bicondicional entre elas têm valor lógico verdadeiro.
I- p ∧ q é verdadeiro
II- ~p ∨ ~q é falso 08. (DPU – Analista – CESPE/2016) Um estudante de di-
III- p ∨ q é falso reito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua
IV- ~p ∧ q é verdadeiro própria legenda, na qual identificava, por letras, algumas afir-
mações relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava
Está correto apenas o que se afirma em: por meio de sentenças (proposições). No seu vocabulário par-
ticular constava, por exemplo:
(A) I e II.
(B) II e III. P: Cometeu o crime A.
(C) III e IV. Q: Cometeu o crime B.
(D) I, II e III. R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão
(E) II, III e IV. no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
04. (UFSBA - Administrador – UFMT /2017) Assinale
a alternativa que NÃO apresenta uma proposição. Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recor-
dar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
(A) Jorge Amado nasceu em Itabuna-BA. Tendo como referência essa situação hipotética, julgue o
(B) Antônio é produtor de cacau. item que se segue.
(C) Jorge Amado não foi um grande escritor baiano. A proposição “Caso tenha cometido os crimes A e B,
não será necessariamente encarcerado nem poderá pagar
(D) Queimem os seus livros.
fiança” pode ser corretamente simbolizada na forma (P∧-
Q)→((~R)∨(~S)).
( )Certo ( )Errado
05. (EBSERH – Médico – IBFC/2017) Sabe-se que p,
q e r são proposições compostas e o valor lógico das pro- 09. (PREF. DE RIO DE JANEIRO/RJ – Administrador
posições p e q são falsos. Nessas condições, o valor lógico - PREF. DE RIO DE JANEIRO/2016) Considere-se a seguin-
da proposição r na proposição composta {[q v (q ^ ~p)] v r} te proposição: “Se chove, então Mariana não vai ao deserto”.
cujo valor lógico é verdade, é: Com base nela é logicamente correto afirmar que:
(A) Chover é condição necessária e suficiente para Maria-
(A) falso na ir ao deserto.
(B) inconclusivo (B) Mariana não ir ao deserto é condição suficiente para
(C) verdade e falso chover.
(D) depende do valor lógico de p (C) Mariana ir ao deserto é condição suficiente para cho-
(E) verdade ver.
(D) Não chover é condição necessária para Mariana ir
ao deserto.

3
MATEMÁTICA

10. (PREF. DO RIO DE JANEIRO – Agente de Admi- 03. Resposta: A.


nistração – PREF. DE RIO DE JANEIRO/2016) Considere- p∧q é verdadeiro
-se a seguinte proposição: ~p∨~q
F∨F
P: João é alto ou José está doente. F
p∨q
O conectivo utilizado na proposição composta P cha- V∨V
ma-se: V
(A) disjunção
~p∧q
(B) conjunção
F∧V
(C) condicional
F
(D) bicondicional
04. Resposta: D.
As frases que você não consegue colocar valor lógico (V
RESPOSTAS ou F) não são proposições.
Sentenças abertas, frases interrogativas, exclamativas, im-
01. Resposta: D. perativas
I- p → ~(p ∨ ~q)
(V) →~(V∨V) 05. Resposta: E.
V→F Sabemos que p e q são falsas.
F q∧~p =F
q∨( q∧~p)
II- ~p → ~p ∧ q F∨F
F→F∧V F
F→F Como a proposição é verdadeira, R deve ser verdadeira
V para a disjunção ser verdadeira.

06. Resposta: D.
III- p → q
A única que conseguimos colocar um valor lógico.
V→F
A C é uma proposição composta.
F
07. Resposta: D.
IV- ~(~p ∨ q) → p ∧ ~q Observe que as alternativas D e E são contraditórias, por-
~(F∨F) →V∧V tanto uma delas é falsa.
V→V Se as duas proposições têm o mesmo valor lógico, a bi-
→V condicional é verdadeira.

08. Resposta: Errado.


02. Resposta:.E. “...encarcerado nem poderá pagar fiança”.
Vamos fazer por alternativa: “Nem” é uma conjunção(∧)
(A) V→V
V 09. Resposta: D.
Não pode chover para Mariana ir ao deserto.
(B) F→V
V 10. Resposta: A.
O conectivo ou chama-se disjunção e também é represen-
tado simbolicamente por ∨
(C)V→V
V
Tabela-verdade
Com a tabela-verdade, conseguimos definir o valor lógico
(D) F→F de proposições compostas facilmente, analisando cada coluna.
V
Se tivermos uma proposição p, ela pode ter V(p)=V ou
(E) V→F V(p)=F
F
p
V
F

4
MATEMÁTICA

Quando temos duas proposições, não basta colocar só -Disjunção


VF, será mais que duas linhas.
Vamos pensar na mesma frase anterior, mas com o co-
p q nectivo “ou”.
V V Eu comprei bala ou chocolate.
V F Eu comprei bala e também comprei o chocolate, está
F V certo pois poderia ser um dos dois ou os dois.
F F Se eu comprei só bala, ainda estou certa, da mesma
forma se eu comprei apenas chocolate.
Observe, a primeira proposição ficou VVFF Agora se eu não comprar nenhum dos dois, não dará
E a segunda intercalou VFVF. certo.
Vamos raciocinar, com uma proposição temos 2 possi-
bilidades, com 2 proposições temos 4, tem que haver um p q p ∨q
padrão para se tornar mais fácil!
As possibilidades serão 2n, V V V
Onde: V F V
n=número de proposições F V V
F F F
p q r
V V V -Disjunção Exclusiva
V F V
Na disjunção exclusiva é diferente, pois OU comprei
V V F chocolate OU comprei bala.
V F F Ou seja, um ou outro, não posso ter os dois ao mesmo
F V V tempo.
F F V
p q p∨q
F V F V V F
F F F V F V
F V V
A primeira proposição, será metade verdadeira e me- F F F
tade falsa.
A segunda, vamos sempre intercalar VFVFVF.
E a terceira VVFFVVFF. -Condicional
Agora, vamos ver a tabela verdade de cada um dos
operadores lógicos? Se chove, então faz frio.

-Negação Se choveu, e fez frio


p ~p Estamos dentro da possibilidade.(V)
V F
F V Choveu e não fez frio
Não está dentro do que disse. (F)
Se estamos negando uma coisa, ela terá valor lógico
oposto, faz sentido, não? Não choveu e fez frio..
Ahh tudo bem, porque pode fazer frio se não chover,
- Conjunção certo?(V)

Eu comprei bala e chocolate, só vou me contentar se eu Não choveu, e não fez frio
tiver as duas coisas, certo? Ora, se não choveu, não precisa fazer frio. (V)
Se eu tiver só bala não ficarei feliz, e nem se tiver só
chocolate.
p q p →q
E muito menos se eu não tiver nenhum dos dois.
V V V
V F F
p q p ∧q F V V
V V V F F V
V F F
F V F
F F F

5
MATEMÁTICA

-Bicondicional Esses são os exemplos mais simples, mas normalmente


conseguiremos resolver as questões com base na tabela
Ficarei em casa, se e somente se, chover. verdade, por isso insisto que a tabela verdade dos opera-
dores, têm que estar na “ponta da língua”, quase como a
Estou em casa e está chovendo. tabuada da matemática.
A ideia era exatamente essa. (V)
Veremos outros exemplos
Estou em casa, mas não está chovendo.
Você não fez certo, era só pra ficar em casa se choves- Exemplo 1
se. (F) Vamos pensar nas proposições
P: João é estudante
Eu sai e está chovendo. Q: Mateus é professor
Aiaiai não era pra sair se está chovendo. (F) Se João é estudante, então João é estudante ou Ma-
Não estou em casa e não está chovendo. teus é professor.
Sem chuva, você pode sair, ta? (V) Em simbologia: p→p∨q

p q p ↔q P Q pVq p→p∨q
V V V V V V V
V F F V F V V
F V F F V V V
F F V F F F V

Tentei deixar de uma forma mais simples, para enten- A coluna inteira da proposição composta deu verda-
der a tabela verdade de cada conectivo, pois sei que será deiro, então é uma tautologia.
difícil para decorar, mas se você lembrar das frases, talvez
fique mais fácil. Bons estudos! Vamos às questões! Exemplo 2

Tautologia Com as mesmas proposições anteriores:


João é estudante ou não é verdade que João é estu-
Definição: Chama-se tautologia, toda proposição com- dante e Mateus é professor.
posta que terá a coluna inteira de valor lógico V. p∨~(p∧q)
Podemos ter proposições SIMPLES que são falsas e se
a coluna da proposição composta for verdadeira é tauto- P Q p∧q ~(p∧q) p∨~(p∧q)
logia. V V V F V
Vamos ver alguns exemplos. V F F V V
F V F V V
A proposição ~(p∧p) é tautologia, pelo Princípio da F F F V V
não contradição. Está lembrado?
Novamente, coluna deu inteira com valor lógico verda-
Princípio da não Contradição: uma proposição não deiro, é tautologia.
pode ser verdadeira “e” falsa ao mesmo tempo.
Exemplo 3
P ~p p∧~p ~(p∧p) Se João é estudante ou não é estudante, então Mateus
V F F V é professor.
F V F V
P Q ~p p∨~p p∨~p→q
A proposição p∨ ~p é tautológica, pelo princípio do V V F V V
Terceiro excluído. V F F V F
F V V V V
Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição “ou” é F F V V V
verdadeira “ou” é falsa, isto é, verifica-se sempre um desses
casos e nunca um terceiro caso. Deu uma falsa e agora?
Não é tautologia.
P ~p p∨~p
V F V Referências
F V V ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica mate-
mática – São Paulo: Nobel – 2002.

6
MATEMÁTICA

Questões 03. (UTFPR – pedagogo – UTFPR/2017) A operação lógica


descrita pela tabela verdade da função Z, cujos operandos são p e q, é:
01. (TRT 7ªREGIÃO – Conhecimentos Básicos – CES-
PE/2017) Texto CB1A5AAA – Proposição P
A empresa alegou ter pago suas obrigações previden-
ciárias, mas não apresentou os comprovantes de pagamen-
to; o juiz julgou, pois, procedente a ação movida pelo ex-
-empregado.
A quantidade mínima de linhas necessárias na tabela-
-verdade para representar todas as combinações possíveis
para os valores lógicos das proposições simples que com- (A) Conjunção.
põem a proposição P do texto CB1A5AAA é igual a: (B) Disjunção.
(C) Disjunção exclusiva.
(A) 32. (D) Implicação.
(B) 4. (E) Bicondicional.
(C) 8.
(D) 16. 04. (POLITEC/MT – Papiloscopista – UFMT/2017) Consi-
dere a tabela-verdade abaixo, em que nas duas primeiras colu-
nas encontram-se os valores-verdade de duas proposições A e
02. (SERES/PE – Agente de Segurança Penitenciária B. Considere que V é usado para proposição verdadeira e F para
– CESPE/2017) A partir das proposições simples P: “Sandra proposição falsa.
foi passear no centro comercial Bom Preço”, Q: “As lojas do
centro comercial Bom Preço estavam realizando liquidação”
e R: “Sandra comprou roupas nas lojas do Bom Preço” é
possível formar a proposição composta S: “Se Sandra foi
passear no centro comercial Bom Preço e se as lojas desse
centro estavam realizando liquidação, então Sandra com-
prou roupas nas lojas do Bom Preço ou Sandra foi passear
no centro comercial Bom Preço”. Considerando todas as
possibilidades de as proposições P, Q e R serem verdadeiras
(V) ou falsas (F), é possível construir a tabela-verdade da
proposição S, que está iniciada na tabela mostrada a seguir. Assinale a sequência que completa correta e respectivamen-
te a tabela com os valores-verdade de x, y, z, t.

(A) V, F, V, V
(B) V, F, F, F
(C) F, V, V, F
(D) F, V, F, V

05. (AGREBRA – Técnico em Regulação – IBFC/2017) As-


sinale a alternativa correta. O valor lógico do bicondicional entre
duas proposições é falso se:
(A) os valores lógicos das duas proposições forem falsos .
(B) o valor lógico de cada uma das proposições for verdade.
(C) o valor lógico da primeira proposição for falso.
(D) o valor lógico da segunda proposição for falso.
(E) somente uma das proposições tiver valor lógico falso.

Completando a tabela, se necessário, assinale a opção 06. (PREF. DE SÃO JOSÉ DO CERRITO/SC – Assitente So-
que mostra, na ordem em que aparecem, os valores lógi- cial – IESES/2017) Assinale a alternativa INCORRETA sobre lógi-
cos na coluna correspondente à proposição S, de cima para ca proposicional:
baixo. (A) A disjunção inclusiva é falsa apenas quando ambas as
(A) V / V / F / F / F / F / F / F proposições são falsas.
(B) V / V / F / V / V / F / F / V (B) A negação de uma proposição é falsa se ela for verda-
(C) V / V / F / V / F / F / F / V deira, e vice-versa.
(D) V / V / V / V / V / V / V / V (C) A conjunção é verdadeira apenas quando ambas as pro-
(E) V / V / V / F / V / V / V / F posições são verdadeiras.
(D) A implicação ou condicional é falsa quando ambas as
proposições são falsas.

7
MATEMÁTICA

07. (PREF. DE TANGUÁ/RJ – Fiscal de Tributos – MS- 12 (FUNDAÇÃO HEMOCENTRO DE BRASILIA/DF – Ad-
CONCURSOS/2017) A tabela-verdade da proposição (p ->q) ministração – IADES/2017) Assinale a alternativa que apre-
^r <->(p^~r) possui: senta uma tautologia.
(A) 4 linhas (A) p∨(q∨~p)
(B) 8 linhas (B) (q→p) →(p→q)
(C) 16 linhas (C) p→(p→q∧~q)
(D) 32 linhas (D) p∨~q→(p→~q)
(E) p∨q→p∧q
(DPU – Analista – CESPE/2016) Um estudante de direito,
com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou sua própria
legenda, na qual identificava, por letras, algumas afirmações Respostas
relevantes quanto à disciplina estudada e as vinculava por
meio de sentenças (proposições). No seu vocabulário particular 01. Resposta: C.
constava, por exemplo: P: A empresa alegou ter pago suas obrigações previ-
denciárias.
P: Cometeu o crime A. Q: apresentou os comprovantes de pagamento.
Q: Cometeu o crime B. R: o juiz julgou, pois, procedente a ação movida pelo
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão ex-empregado.
no regime fechado. Número de linhas: 2³=8.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não 02. Resposta: D.
recordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável. A proposição S é composta por: (p∧q)→(r∨p)
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue os P Q R p∧q r∨p S(p∧q)→(r∨p)
itens que se seguem. V V V V V V
V V F V V V
08. A sentença (P→Q)↔((~Q)→(~P)) será sempre verdadei-
ra, independentemente das valorações de P e Q como verda- V F V F V V
deiras ou falsas. V F F F V V
( )certo F V V F V V
( )errado
F V F F F V
09. Tendo como referência essa situação hipotética, julgue F F V F V V
o item que se segue. F F F F F V
A sentença P→S é verdadeira.
( )certo
( )errado 03. Resposta: A.
É uma conjunção, pois só é verdadeira quando as duas
10. Tendo como referência essa situação hipotética, julgue proposições são verdadeiras.
o item que se segue.

A sentença Q→R é falsa. 04. Resposta:A.


( )certo
( )errado
A B ¬A ¬A ou B
11. (UTFPR – Pedagogo – UTFPR/2017) Considere as se- V V F V
guintes proposições: V F F F
F V V V
I) p ∧ ~p F F V V
II) p → ~p
III) p ∨ ~p
IV) p →~q 05. Resposta: E.

Assinale a alternativa correta. p q p ↔q


V V V
(A) Somente I e II são tautologias. V F F
(B) Somente II é tautologia. F V F
(C) Somente III é tautologia. F F V
(D) Somente III e a IV são tautologias.
(E) Somente a IV é tautologia.

8
MATEMÁTICA

06. Resposta: D. 12. Resposta: A.


A condicional é falsa, apenas quando a primeira for Antes de entrar em desespero que tenha que fazer to-
verdadeira e a segunda falsa. das as tabela verdade, vamos analisar:
Provavelmente terá uma alternativa que tenha uma
07. Resposta: B. proposição com conectivo de disjunção e a negação:
São três proposições: 2³=8 p∨~p
Logo na alternativa A, percebemos que temos algo parecido.
08. Resposta: Certo. Para confirmar, podemos fazer a tabela verdade:
Analisando as duas tabelas, qualquer valor lógico que
colocarmos dará verdadeiro. P Q ~p q∨~p p∨(q∨~p)
Exemplo: V V F V V
V(P)=V V F F F V
V(Q)=V F V V V V
V(~P)=F F F V V V
V(~Q)=F
V(P→Q)=V
V(~Q→~P)=V
V((P→Q)↔((~Q→(~P))==V NOÇÕES DE CONJUNTOS;

-Condicional
Representação
p q p →q -Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1,
V V V 2, 3, 4, 5}
V F F -Simbolicamente: B={x∈ N|2<x<8}, enumerando es-
F V V ses elementos temos:
F F V B={3,4,5,6,7}
- por meio de diagrama:

-Bicondicional

p q p ↔q
V V V
V F F
F V F
F F V

09. Resposta: Errado


Apesar da tendência de falar que é verdadeira, pois fala
que o crime B é inafiançável, logo A é pode optar por pagar
a fiança, não é correto, pois não sabemos sobre o crime A,
se ele é inafiançável ou não. Quando um conjunto não possuir elementos chama-se
de conjunto vazio: S=∅ ou S={ }.

10. Resposta: Errado. Igualdade


Se temos V(Q)=V
Para a proposição Q→R ser falsa, R deve ser falso. Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem
Mas, se o crime B é inafiançável, então R é verdadeiro, exatamente os mesmos elementos. Em símbolo:
tornando Q→R verdadeira, por isso está errado.
Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisa-
mos saber apenas quais são os elementos.
11. Resposta: C.
Não importa ordem:
P ou a própria negação é tautologia.
A={1,2,3} e B={2,1,3}
Não importa se há repetição:
A={1,2,2,3} e B={1,2,3}

9
MATEMÁTICA

Relação de Pertinência Diferença


Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que
Relacionam um elemento com conjunto. E a indicação que o a cada par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto
elemento pertence (∈) ou não pertence (∉) definido por:
Exemplo: Dado o conjunto A={-3, 0, 1, 5} A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o
0∈A complementar de B em relação a A.
2∉A A este conjunto pertencem os elementos de A que não
pertencem a B.
Relações de Inclusão
Relacionam um conjunto com outro conjunto. A\B = {x : x∈A e x∉B}.
Simbologia: ⊂(está contido), ⊄(não está contido), ⊃(contém),
(não contém)

A Relação de inclusão possui 3 propriedades:


Exemplo:
{1, 3,5}⊂{0, 1, 2, 3, 4, 5}
{0, 1, 2, 3, 4, 5}⊃{1, 3,5}

Aqui vale a famosa regrinha que o professor ensina, boca B-A = {x : x∈B e x∉A}.
aberta para o maior conjunto.

Subconjunto
O conjunto A é subconjunto de B se todo elemento de A é
também elemento de B.
Exemplo: {2,4} é subconjunto de {x∈N|x é par}

Operações
Exemplo:
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
União
Então os elementos de A – B serão os elementos do
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro forma-
conjunto A menos os elementos que pertencerem ao con-
do pelos elementos que pertencem pelo menos um dos conjun-
junto B.
tos a que chamamos conjunto união e representamos por: A∪B.
Formalmente temos: A∪B={x|x∈A ou x B} Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.
Exemplo:
A={1,2,3,4} e B={5,6} Complementar
A∪B={1,2,3,4,5,6} O complementar do conjunto A( ) é o conjunto for-
mado pelos elementos do conjunto universo que não per-
tencem a A.

Interseção
A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado pelos
elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é represen-
tada por : A∩B.
Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e x∈B}
Fórmulas da união
n(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
n(A ∪B∪C)=n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-
-n(A∩C)-n(B C)

Essas fórmulas muitas vezes nos ajudam, pois ao invés


de fazer todo o diagrama, se colocarmos nessa fórmula,
o resultado é mais rápido, o que na prova de concurso é
interessante devido ao tempo.
Exemplo: Mas, faremos exercícios dos dois modos para você en-
A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g} tender melhor e perceber que, dependendo do exercício é
A∩B={d,e} melhor fazer de uma forma ou outra.

10
MATEMÁTICA

(MANAUSPREV – Analista Previdenciário – Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e
FCC/2015) Em um grupo de 32 homens, 18 são altos, 22 não são altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens
são barbados e 16 são carecas. Homens altos e barbados que são carecas e não são altos e nem barbados
que não são carecas são seis. Todos homens altos que são
carecas, são também barbados. Sabe-se que existem 5 ho-
mens que são altos e não são barbados nem carecas. Sa-
be-se que existem 5 homens que são barbados e não são
altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são
carecas e não são altos e nem barbados. Dentre todos es-
ses homens, o número de barbados que não são altos, mas
são carecas é igual a
(A) 4.
(B) 7.
(C) 13.
(D) 5.
(E) 8.

Primeiro, quando temos 3 diagramas, sempre come-


çamos pela interseção dos 3, depois interseção a cada 2 e
por fim, cada um Sabemos que 18 são altos

Quando somarmos 5+x+6=18


Se todo homem careca é barbado, não teremos apenas X=18-11=7
homens carecas e altos. Carecas são 16
Homens altos e barbados são 6

7+y+5=16
Y=16-12
Y=4

11
MATEMÁTICA

Então o número de barbados que não são altos, mas Questões


são carecas são 4.
Nesse exercício ficará difícil se pensarmos na fórmula, 01. (CRF/MT - Agente Administrativo – QUA-
ficou grande devido as explicações, mas se você fizer tudo DRIX/2017) Num grupo de 150 jovens, 32 gostam de mú-
no mesmo diagrama, mas seguindo os passos, o resultado sica, esporte e leitura; 48 gostam de música e esporte; 60
sairá fácil. gostam de música e leitura; 44 gostam de esporte e leitu-
ra; 12 gostam somente de música; 18 gostam somente de
(SEGPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) esporte; e 10 gostam somente de leitura. Ao escolher ao
Suponha que, dos 250 candidatos selecionados ao cargo acaso um desses jovens, qual é a probabilidade de ele não
de perito criminal: gostar de nenhuma dessas atividades?

1) 80 sejam formados em Física; (A) 1/75


2) 90 sejam formados em Biologia; (B) 39/75
3) 55 sejam formados em Química; (C) 11/75
4) 32 sejam formados em Biologia e Física; (D) 40/75
5) 23 sejam formados em Química e Física; (E) 76/75
6) 16 sejam formados em Biologia e Química;
7) 8 sejam formados em Física, em Química e em Bio- 02. (CRMV/SC – Recepcionista – IESES/2017) Sabe-
logia. -se que 17% dos moradores de um condomínio tem gatos,
22% tem cachorros e 8% tem ambos (gatos e cachorros).
Considerando essa situação, assinale a alternativa cor- Qual é o percentual de condôminos que não tem nem ga-
reta. tos e nem cachorros?

(A) Mais de 80 dos candidatos selecionados não são (A) 53


físicos nem biólogos nem químicos. (B) 69
(B) Mais de 40 dos candidatos selecionados são forma- (C) 72
dos apenas em Física. (D) 47
(C) Menos de 20 dos candidatos selecionados são for-
mados apenas em Física e em Biologia. 03. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – MPEGO/2017)
(D) Mais de 30 dos candidatos selecionados são forma- Em uma pesquisa sobre a preferência entre dois candida-
dos apenas em Química. tos, 48 pessoas votariam no candidato A, 63 votariam no
(E) Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos sele- candidato B, 24 pessoas votariam nos dois; e, 30 pessoas
cionados, a probabilidade de ele ter apenas as duas forma- não votariam nesses dois candidatos. Se todas as pessoas
ções, Física e Química, é inferior a 0,05. responderam uma única vez, então o total de pessoas en-
trevistadas foi:
Resolução
(A) 141.
A nossa primeira conta, deve ser achar o número de (B) 117.
candidatos que não são físicos, biólogos e nem químicos. (C) 87.
n(F ∪B∪Q)=n(F)+n(B)+n(Q)+n(F∩B∩Q)-n(F∩B)-n(F∩- (D) 105.
Q)-n(B∩Q) (E) 112.
n(F ∪B∪Q)=80+90+55+8-32-23-16=162
Temos um total de 250 candidatos 04. (DESENBAHIA – Técnico Escriturário – INSTITU-
250-162=88 TO AOCP/2017) Para realização de uma pesquisa sobre a
preferência de algumas pessoas entre dois canais de TV,
Resposta: A. canal A e Canal B, os entrevistadores colheram as seguintes
informações: 17 pessoas preferem o canal A, 13 pessoas
assistem o canal B e 10 pessoas gostam dos canais A e
B. Assinale a alternativa que apresenta o total de pessoas
entrevistadas.

(A) 20
(B) 23
(C) 27
(D) 30
(E) 40

12
MATEMÁTICA

05. (SAP/SP – Agente de Segurança Penitenciária – MS- • 30 clientes compraram materiais para seus filhos que cur-
CONCURSOS/2017) Numa sala de 45 alunos, foi feita uma vo- sam o Ensino Fundamental I e II; e,
tação para escolher a cor da camiseta de formatura. Dentre eles, • 10 clientes compraram materiais para seus filhos que cur-
30 votaram na cor preta, 21 votaram na cor cinza e 8 não vota- sam o Ensino Médio, Fundamental I e II.
ram em nenhuma delas, uma vez que não farão as camisetas. Quantos clientes da papelaria compraram materiais,
Quantos alunos votaram nas duas cores? mas os filhos NÃO cursam nem o Ensino Médio e nem o
(A) 6 Ensino Fundamental I e II?
(B) 10 (A) 50.
(C) 14 (B) 55.
(D) 18 (C) 60.
(D) 65.
06. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervisor –
FGV/2017) Na assembleia de um condomínio, duas questões 09. (ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suple-
independentes foram colocadas em votação para aprovação. mentar – FUNCAB/2016) Foram visitadas algumas resi-
Dos 200 condôminos presentes, 125 votaram a favor da primei- dências de uma rua e em todas foram encontrados pelo
ra questão, 110 votaram a favor da segunda questão e 45 vota- menos um criadouro com larvas do mosquito Aedes ae-
ram contra as duas questões. gypti. Os criadouros encontrados foram listados na tabela
a seguir:
Não houve votos em branco ou anulados.
O número de condôminos que votaram a favor das duas P. pratinhos com água embaixo de vasos de planta.
questões foi: R. ralos entupidos com água acumulada.
(A) 80; K. caixas de água destampadas
(B) 75;
(C) 70;
(D) 65; Número de criadouros
(E) 60. P 103
R 124
07. (IFBAIANO – Assistente em Administração – FCM/2017)
Em meio a uma crescente evolução da taxa de obesidade infantil, K 98
um estudioso fez uma pesquisa com um grupo de 1000 crianças PeR 47
para entender o comportamento das mesmas em relação à prática PeK 43
de atividades físicas e aos hábitos alimentares.
Ao final desse estudo, concluiu-se que apenas 200 crianças ReK 60
praticavam alguma atividade física de forma regular, como natação, P, R e K 25
futebol, entre outras, e apenas 400 crianças tinham uma alimenta-
ção adequada. Além disso, apenas 100 delas praticavam atividade De acordo com a tabela, o número de residências vi-
física e tinham uma alimentação adequada ao mesmo tempo. sitadas foi:
Considerando essas informações, a probabilidade de en- (A) 200.
contrar nesse grupo uma criança que não tenha alimentação (B) 150.
adequada nem pratique atividade física de forma regular é de: (C) 325.
(A) 30%. (D) 500.
(B) 40%. (E) 455.
(C) 50%.
(D) 60%. 10. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) Na
(E) 70%. zona rural de um município, 50% dos agricultores cultivam
soja; 30%, arroz; 40%, milho; e 10% não cultivam nenhum
08. (TRF 2ª REGIÃO – Analista Judiciário – CONSUL- desses grãos. Os agricultores que produzem milho não cul-
PLAN/2017) Uma papelaria fez uma pesquisa de mercado en- tivam arroz e 15% deles cultivam milho e soja.
tre 500 de seus clientes. Nessa pesquisa encontrou os seguintes Considerando essa situação, julgue o item que se se-
resultados: gue.
• 160 clientes compraram materiais para seus filhos que Em exatamente 30% das propriedades, cultiva-se ape-
cursam o Ensino Médio; nas milho.
• 180 clientes compraram materiais para seus filhos que ( )Certo ( )Errado
cursam o Ensino Fundamental II;
• 190 clientes compraram materiais para seus filhos que
cursam o Ensino Fundamental I;
• 20 clientes compraram materiais para seus filhos que cur-
sam o Ensino Médio e Fundamental I;
• 40 clientes compraram materiais para seus filhos que cur-
sam o Ensino Médio e Fundamental II;

13
MATEMÁTICA

Respostas 04. Resposta: A.


N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
01. Resposta: C. N(A∪B)=17+13-10=20

05. Resposta: C.
Como 8 não votaram, tiramos do total: 45-8=37
N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
37=30+21- n(A∩B)
n(A∩B)=14

06. Resposta: A.
N(A ∪B)==200-45=155
N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
155=125+110- n(A∩B)
n(A∩B)=80

07. Resposta: C.
32+10+12+18+16+28+12+x=150 Sendo x o número de crianças que não praticam ativi-
X=22 que não gostam de nenhuma dessas atividades dade física e tem uma alimentação adequada
P=22/150=11/75 N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
1000-x=200+400-100
X=500
02. Resposta: B.
P=500/1000=0,5=50%

08. Resposta:A.
Sendo A=ensino médio
B fundamental I
C=fundamental II
X=quem comprou material e os filhos não cursam en-
sino médio e nem ensino fundamental
n(A∪B∪C) =n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-
-n(A∩C)-n(B∩C)
500-x=160+190+180+10-20-40-30
X=50
9+8+14+x=100
X=100-31
X=69%

03. Resposta: B.

24+24+39+30=117

14
MATEMÁTICA

09. Resposta: A.
RELAÇÕES E FUNÇÕES;
FUNÇÕES POLINOMIAIS;
FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS;

Diagrama de Flechas

38+20+42+18+25+22+35=200 residências
Ou fazer direto pela tabela: Gráfico Cartesiano
P+R+K+(P∩R∩K)-( P∩R)- (R∩K)-(P∩K)
103+124+98+25-60-43-47=200

10. Resposta: errado

Muitas vezes nos deparamos com situações que envol-


vem uma relação entre grandezas. Assim, o valor a ser pago
na conta de luz depende do consumo medido no período;
o tempo de uma viagem de automóvel depende da veloci-
dade no trajeto.
Como, em geral, trabalhamos com funções numéricas,
o domínio e a imagem são conjuntos numéricos, e pode-
mos definir com mais rigor o que é uma função matemáti-
ca utilizando a linguagem da teoria dos conjuntos.
O número de pacientes que apresentaram pelo menos
dois desses sintomas é: Definição: Sejam A e B dois conjuntos não vazios e f
Pois pode ter 2 sintomas ou três. uma relação de A em B.
6+14+26+32=78 Essa relação f é uma função de A em B quando a cada
elemento x do conjunto A está associado um e apenas um
elemento y do conjunto B.
Notação: f:A→B (lê-se função f de A em B)

15
MATEMÁTICA

Domínio, contradomínio, imagem Bijetora: Quando apresentar as características de fun-


O domínio é constituído por todos os valores que podem ção injetora e ao mesmo tempo, de sobrejetora, ou seja,
ser atribuídos à variável independente. Já a imagem da função elementos distintos têm sempre imagens distintas e todos
é formada por todos os valores correspondentes da variável de- os elementos do contradomínio são imagens de pelo me-
pendente. nos um elemento do domínio.
O conjunto A é denominado domínio da função, indicada
por D. O domínio serve para definir em que conjunto estamos
trabalhando, isto é, os valores possíveis para a variável x.
O conjunto B é denominado contradomínio, CD.
Cada elemento x do domínio tem um correspondente y no
contradomínio. A esse valor de y damos o nome de imagem
de x pela função f. O conjunto de todos os valores de y que são
imagens de valores de x forma o conjunto imagem da função,
que indicaremos por Im.
Função 1 grau
Exemplo A função do 1° grau relacionará os valores numéricos
Com os conjuntos A={1, 4, 7} e B={1, 4, 6, 7, 8, 9, 12}criamos obtidos de expressões algébricas do tipo (ax + b), consti-
a função f: A→B.definida por f(x) = x + 5 que também pode ser tuindo, assim, a função f(x) = ax + b.
representada por y = x + 5. A representação, utilizando conjun-
tos, desta função, é: Estudo dos Sinais

Definimos função como relação entre duas grandezas


representadas por x e y. No caso de uma função do 1º grau,
sua lei de formação possui a seguinte característica: y = ax
+ b ou f(x) = ax + b, onde os coeficientes a e b pertencem
aos reais e diferem de zero. Esse modelo de função possui
como representação gráfica a figura de uma reta, portanto,
as relações entre os valores do domínio e da imagem cres-
cem ou decrescem de acordo com o valor do coeficiente a.
Se o coeficiente possui sinal positivo, a função é crescente,
No nosso exemplo, o domínio é D = {1, 4, 7}, o contradomí- e caso ele tenha sinal negativo, a função é decrescente.
nio é = {1, 4, 6, 7, 8, 9, 12} e o conjunto imagem é Im = {6, 9, 12}
Função Crescente: a > 0
Classificação das funções De uma maneira bem simples, podemos olhar no grá-
fico que os valores de y vão crescendo.
Injetora: Quando para ela elementos distintos do domínio
apresentam imagens também distintas no contradomínio.

Sobrejetora: Quando todos os elementos do contradomí-


nio forem imagens de pelo menos um elemento do domínio.

16
MATEMÁTICA

Função Decrescente: a < 0 Substituindo em II


Nesse caso, os valores de y, caem. 3(3-b)+b=5
9-3b+b=5
-2b=-4
b=2
Portanto,
a=3-b
a=3-2=1

Assim, f(x)=x+2

Função Quadrática ou Função do 2º grau


Em geral, uma função quadrática ou polinomial do se-
gundo grau tem a seguinte forma:
f(x)=ax²+bx+c, onde a≠0
f(x)=a(x-x1)(x-x2)
É essencial que apareça ax² para ser uma função qua-
Raiz da função drática e deve ser o maior termo.
Calcular o valor da raiz da função é determinar o valor
em que a reta cruza o eixo x, para isso consideremos o valor Considerações
de y igual a zero, pois no momento em que a reta intersec-
Concavidade
ta o eixo x, y = 0. Observe a representação gráfica a seguir:
A concavidade da parábola é para cima se a>0 e para
baixo se a<0

Discriminante(∆)
Podemos estabelecer uma formação geral para o cál-
culo da raiz de uma função do 1º grau, basta criar uma ge- ∆=b²-4ac
neralização com base na própria lei de formação da função, ∆>0
A parábola y=ax²+bx+c intercepta o eixo x em dois
considerando y = 0 e isolando o valor de x (raiz da função).
pontos distintos, (x1,0) e (x2,0), onde x1 e x2 são raízes da
X=-b/a
equação ax²+bx+c=0
Dependendo do caso, teremos que fazer um sistema ∆=0
com duas equações para acharmos o valor de a e b.
Quando , a parábola y=ax²+bx+c é tangente ao
Exemplo: eixo x, no ponto
Dado que f(x)=ax+b e f(1)=3 e f(3)=5, ache a função.
Repare que, quando tivermos o discriminante , as
F(1)=1a+b duas raízes da equação ax²+bx+c=0 são iguais
3=a+b
∆<0
F(3)=3a+b
5=3a+b A função não tem raízes reais

Isolando a em I
a=3-b

17
MATEMÁTICA

Raízes Equação Exponencial

É toda equação cuja incógnita se apresenta no expoen-


te de uma ou mais potências de bases positivas e diferentes
de 1.

Exemplo
Resolva a equação no universo dos números reais.

Vértices e Estudo do Sinal


Quando  a > 0, a parábola tem concavidade voltada Solução
para cima e um ponto de mínimo V; quando a < 0, a pa-
rábola tem concavidade voltada para baixo e um ponto de
máximo V. 
Em qualquer caso, as coordenadas de V são 
. Veja os gráficos:

Função exponencial

A expressão matemática que define a função exponen-


cial é uma potência. Nesta potência, a base é um número
real positivo e diferente de 1 e o expoente é uma variável.

Função crescente

Se   temos uma função exponencial crescente,


qualquer que seja o valor real de x.
No gráfico da função ao lado podemos observar que à
medida que x aumenta, também aumenta f(x) ou y. Grafica-
mente vemos que a curva da função é crescente.

18
MATEMÁTICA

Função decrescente Ainda com base na definição podemos estabelecer


Se   temos uma função exponencial de- condições de existência:
crescente em todo o domínio da função.
Neste outro gráfico podemos observar que à medida
que x aumenta, y diminui. Graficamente observamos que
a curva da função é decrescente. Exemplo

Consequências da Definição

A Constante de Euler
É definida por :
e = exp(1)
O número e é um número irracional e positivo e em
função da definição da função exponencial, temos que:
Ln(e) = 1
Este número é denotado por e em homenagem ao ma-
temático suíço Leonhard Euler (1707-1783), um dos primei-
ros a estudar as propriedades desse número.
O valor deste número expresso com 10 dígitos deci-
mais, é:
e = 2,7182818284 Propriedades
Se x é um número real, a função exponencial exp(.)
pode ser escrita como a potência de base e com expoente
x, isto é: 
ex = exp(x)

Propriedades dos expoentes


Se a, x e y são dois números reais quaisquer e k é um
número racional, então:
- ax ay= ax + y
- ax / ay= ax - y
- (ax) y= ax.y
- (a b)x = ax bx
- (a / b)x = ax / bx Mudança de Base
- a-x = 1 / ax  

Logaritmo
Considerando-se dois números N e a reais e positivos,
com a ≠1, existe um número c tal que:
Exemplo
Dados log 2=0,3010 e log 3=0,4771, calcule:
a)log 6
A esse expoente c damos o nome de logaritmo de N b) log1,5
na base a c) log 16
Solução
a) Log 6=log 2⋅3=log2+log3=0,3010+0,4771=0,7781
b)
c)

19
MATEMÁTICA

Função Logarítmica A expressão algébrica f(x) que pode representar o salá-


rio mensal desse vendedor é
Uma função dada por , em que (A) f(x) = 0,06x + 1.300.
a constante a é positiva e diferente de 1, denomina-se fun- (B) f(x) = 0,6x + 1.300.
ção logarítmica. (C) f(x) = 0,78x + 1.300.
(D) f(x) = 6x + 1.300.
(E) f(x) = 7,8x + 1.300.

03. (CONSANPA – Técnico Industrial – FADESP/2017)


Um reservatório em formato de cilindro é abastecido por
uma fonte a vazão constante e tem a altura de sua coluna
d’água (em metros), em função do tempo (em dias), descri-
ta pelo seguinte gráfico:

Sabendo que a altura do reservatório mede 12 metros,


o número de dias necessários para que a fonte encha o
Questões reservatório inicialmente vazio é
(A) 18
01. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Uma (B) 12
locadora de automóveis oferece dois planos de aluguel de (C) 8
carros a seus clientes: (D) 6

Plano A: diária a R$ 120,00, com quilometragem


livre. 04. (TRT – 14ªREGIÃO -Técnico Judiciário –
FCC/2016) Carlos presta serviço de assistência técnica de
Plano B: diária a R$ 90,00, mais R$ 0,40 por quilô- computadores em empresas. Ele cobra R$ 12,00 para ir até
metro rodado. o local, mais R$ 25,00 por hora de trabalho até resolver o
problema (também são cobradas as frações de horas traba-
Alugando um automóvel, nesta locadora, quantos qui- lhadas). Em um desses serviços, Carlos resolveu o problema
lômetros precisam ser rodados para que o valor do aluguel e cobrou do cliente R$ 168,25, o que permite concluir que
pelo Plano A seja igual ao valor do aluguel pelo Plano B? ele trabalhou nesse serviço
(A) 5 horas e 45 minutos.
(B) 6 horas e 15 minutos.
(A) 30.
(C) 6 horas e 25 minutos.
(B) 36.
(D) 5 horas e 25 minutos.
(C) 48.
(E) 5 horas e 15 minutos.
(D) 75.
(E) 84.
05. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) No
sistema de coordenadas cartesianas da figura abaixo, en-
02. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Um contram-se representados o gráfico da função de segundo
vendedor recebe um salário mensal composto de um valor grau f, definida por f(x), e o gráfico da função de primeiro
fixo de R$ 1.300,00 e de uma parte variável. A parte variá- grau g, definida por g(x).
vel corresponde a uma comissão de 6% do valor total de
vendas que ele fez durante o mês. O salário mensal desse
vendedor pode ser descrito por uma expressão algébrica
f(x), em função do valor total de vendas mensal, represen-
tado por x.

20
MATEMÁTICA

09. (IF/ES – Administrador – IFES/2017) O gráfico


que melhor representa a função y = 2x , para o domínio
em R+ é:

(A)

Os valores de x, soluções da equação f(x)=g(x), são (B)


(A) -0,5 e 2,5.
(B) -0,5 e 3.
(C) -1 e 2.
(D) -1 e 2,5.
(E) -1 e 3.

06. (EMBASA – Agente Administrativo – IBFC/2017)


A soma das coordenadas do vértice da parábola da função
f(x) = – x² + 8x – 12 é igual a:
(A) 4
(B) 6
(C) 8 (C)
(D) 10

07. (EMBASA – Assistente de Laboratório –


IBFC/2017) Substituindo o valor da raiz da função

, na função g(x) = x2 - 4x + 5, encontramos

como resultado:
(A) 12
(B) 15
(C) 16 (D)
(D) 17

08. (PETROBRAS - Técnico de Enfermagem do Tra-


balho Júnior -CESGRANRIO/2017) Quantos valores reais
de x fazem com que a expressão as-
suma valor numérico igual a 1?
(A) 2
(B) 3
(C) 4
(D) 5
(E) 6

(E)

21
MATEMÁTICA

10. (PETROBRAS - Técnico de Enfermagem do Tra- 05. Resposta: E.


balho Júnior -CESGRANRIO/2017) Qual o maior valor de Como a função do segundo grau, tem raízes -2 e 2:
k na equação log(kx) = 2log(x+3) para que ela tenha exa- (x-2)(x+2)=x²-4
tamente uma raiz?
(A) 0 A função do primeiro grau, tem o ponto (0, -1) e (2,3)
(B) 3 Y=ax+b
(C) 6 -1=b
(D) 9 3=2a-1
(E) 12 2a=4
A=2
11. (ITAIPU BINACIONAL - Profissional Nível Técni- Y=2x-1
co I - Técnico em Eletrônica – NCUFPR/2017) Conside-
rando que log105 = 0,7, assinale a alternativa que apresenta Igualando a função do primeiro grau e a função do se-
o valor de log5100. gundo grau:
(A) 0,35. X²-4=2x-1
(B) 0,50. X²-2x-3=0
(C) 2,85. ∆=4+12=16
(D) 7,00.
(E) 70,00.

Respostas

01. Resposta: D.

90+0,4x=120
0,4x=30 06. Resposta:C.
X=75km

02. Resposta: A.

6%=0,06
Como valor total é x, então 0,06x
E mais a parte fixa de 1300 A soma das coordenadas é igual a 8
0,06x+1300
07. Resposta: D.

03. Resposta: A.

2x=36 -2x=-12
X=18 X=6

Substituindo em g(x)
04.Resposta: B. G(6)=6²-4(6)+5=36-24+5=17
F(x)=12+25x
X=hora de trabalho
08. Resposta: D.
168,25=12+25x Para assumir valor 1, o expoente deve ser igual a zero.
25x=156,25 X²+4x-60=0
X=6,25 horas ∆=4²-4.1.(-60)
1hora---60 minutos ∆=16+240
0,25-----x ∆=256
X=15 minutos

Então ele trabalhou 6 horas e 15 minutos

22
MATEMÁTICA

11. Resposta:C.

A base pode ser igual a 1:


X²-5x+5=1
X²-5x+4=0
∆=25-16=9

MATRIZES; DETERMINANTES;
SISTEMAS LINEARES;

A base for -1 desde que o expoente seja par:


X²-5x+5=-1 Matriz
X²-5x+6=0 Chama-se matriz do tipo m x n, m ∈N* e n∈N*, a toda
tabela de m.n elementos dispostos em m linhas e n colunas.
∆=25-24=1 Indica-se a matriz por uma letra maiúscula e colocar seus
elementos entre parênteses ou entre colchetes como, por
exemplo, a matriz A de ordem 2x3.

Representação da matriz
Vamos substituir esses dois valores no expoente Forma explicita (ou forma de tabela)
X=2: A matriz A é representada indicando-se cada um de seus
X²+4x-60 elementos por uma letra minúscula acompanhada de dois
2²+8-60==48 índices: o primeiro indica a linha a que pertence o elemento:
X=3 o segundo indica a coluna a que pertence o elemento, isto é,
3²+12-60=-39 o elemento da linha i e da coluna j é indicado por ij.
Assim, a matriz A2 x 3 é representada por:
Portanto, serão 5 valores.

09. Resposta: A.
Um gráfico de função exponencial não começa do Forma abreviada
zero, é é uma curva. A matriz A é dada por (aij)m x n e por uma lei que fornece
aij em função de i e j.
A=(aij)2 x 2, onde aij=2i+j
10. Resposta: E.
Kx=(x+3)²
Kx=x²+6x+9
X²+(6-k)x+9=0
Para ter uma raiz, ∆=0
∆=b²-4ac
, ∆=(6-k)²-36=0
36-12k+k²-36=0
k²-12k=0
k=0 ou k=12

Portanto,

23
MATEMÁTICA

Tipos de Matriz Matriz identidade

Matriz linha Uma matriz quadrada de ordem n(n>1) é chamada de


matriz identidade se, e somente se, os elementos da diago-
Chama-se matriz linha a toda matriz que possui uma nal principal são iguais a um e os demais são iguais a zero.
única linha.
Assim, [2 3 7] é uma matriz do tipo 1 x 3.

Matriz coluna
Matriz nula
Chama-se matriz coluna a toda matriz que possui uma
É chamada matriz nula se, e somente se, todos os ele-
única coluna.
mentos são iguais a zero.
Assim, é uma matriz coluna do tipo 2 x 1.

Matriz quadrada
Matriz Transposta
Chama-se matriz quadrada a toda matriz que possui
número de linhas igual ao número de colunas. Uma matriz Dada a matriz A=(aij) do tipo m x n, chama-se matriz
quadrada A do tipo n x n é dita matriz quadrada de ordem transposta de A a matriz do tipo n x m.
n e indica-se por An. Exemplo:

Diagonais
Diagonal principal é a sequência tais que i=j, ou seja,
(a11, a22, a33,..)
Diagonal secundária é a sequência dos elementos tais Adição de Matrizes
que i+j=n+1, ou seja, (a1n, a2 n-1,...)
Sejam A= (aij), B=(bij) e C=(cij) matrizes do mesmo tipo
m x n. Diz-se que C é a soma de A com B, e indica-se por
A+B.
Dada as matrizes:

, portanto

Matriz diagonal Propriedades da adição


Comutativa: A + B = B + A
Uma matriz quadrada de ordem n(n>1) é chamada Associativa: (A + B) + C = A + (B + C)
de matriz diagonal se, e somente se, todos os elementos Elemento neutro: A + O = O + A = A
que não pertencem à diagonal principal são iguais a zero. Elemento Oposto: A + (-A) = (-A) + A = O
Transposta da soma: (A + B)t = At + Bt

24
MATEMÁTICA

Subtração de matrizes Exemplo:


Determine a matriz inversa de A.
Sejam A=(aij), B=(bij) e C=(cij), matrizes do mesmo tipo
m x n. Diz-se que C é a diferença A-B, se, e somente se,
C=A+(-B).

Solução

Seja

Multiplicação de um número por uma matriz

Considere: Temos que x=3; y=2; z=1; t=1

Logo,

Determinante
Dada uma matriz quadrada, chama-se determinante o
número real a ela associado.

Multiplicação de matrizes
Cálculo do determinante
O produto (linha por coluna) de uma matriz A = (aij)
mxp
por uma matriz B = (bij)p x n é uma matriz C = (cij)m x n, Determinante de ordem 1
de modo que cada elemento cij é obtido multiplicando-se
ordenadamente os elementos da linha i de A pelos ele-
mentos da coluna j de B, e somando-se os produtos assim
obtidos.
Dada as matrizes:

Determinante de ordem 2

Dada a matriz
O determinante é dado por:

Matriz Inversa

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Uma matriz B


é chamada inversa de A se, e somente se,

25
MATEMÁTICA

Determinante de ordem 3 Sistema Linear 2 x 2

Regra 1: Chamamos de sistema linear 2 x 2 o con­junto de equa-


ções lineares a duas incógnitas, consideradas simultanea-
Repete a primeira e a segunda coluna mente.
Todo sistema linear 2 x 2 admite a forma geral abaixo:

a1 x + b1 y = c1

a2 + b2 y = c2

Sistema Linear 3x3

Regra 2

Sistemas Lineares equivalentes

Dois sistemas lineares que admitem o mesmo conjunto


solução são ditos equivalentes. Por exemplo:

detA= a11 a22 a33 + a12 a23 a31 + a32 a21 a13 - a31 a22 a13 -a12 São equivalentes, pois ambos têm o mesmo conjunto
a21 a33 - a32 a23 a11 solução S={(1,2)}
Denominamos solução do sistema linear toda sequên-
cia ordenada de números reais que verifica, simultanea-
mente, todas as equações do sistema.
Sistema de equações lineares Dessa forma, resolver um sistema significa encontrar
Um sistema de equações lineares mxn é um conjunto todas as sequências ordenadas de números reais que satis-
de m equações lineares, cada uma delas com n incógnitas. façam as equações do sistema.

Matriz Associada a um Sistema Linear

Dado o seguinte sistema:

Matriz incompleta

Em que:

Classificação

1. Sistema Possível e Determinado

26
MATEMÁTICA

O par ordenado (2, 1) é solução da equação, pois Resolução de um Sistema Linear por Escalonamento

Podemos transformar qualquer sistema linear em um


outro equivalente pelas seguintes transformações elemen-
tares, realizadas com suas equações:
Como não existe outro par que satisfaça simultanea- -trocas as posições de duas equações
mente as duas equações, dizemos que esse sistema é SP- -Multiplicar uma das equações por um número real di-
D(Sistema Possível e Determinado), pois possui uma única ferente de 0.
solução. -Multiplicar uma equação por um número real e adi-
2. Sistema Possível e Indeterminado cionar o resultado a outra equação.
Exemplo

esse tipo de sistema possui infinitas soluções, os valo-


Inicialmente, trocamos a posição das equações, pois é
res de x e y assumem inúmeros valores. Observe o sistema
conveniente ter o coeficiente igual a 1 na primeira equação.
a seguir, x e y podem assumir mais de um valor, (0,4), (1,3),
(2,2), (3,1) e etc. 

3. Sistema Impossível
Depois eliminamos a incógnita x da segunda equação
Multiplicando a equação por -2:

Não existe um par real que satisfaça simultaneamente


as duas equações. Logo o sistema não tem solução, por- Somando as duas equações:
tanto é impossível.

Sistema Escalonado
Sistema Linear Escalonado é todo sistema no qual as
incógnitas das equações lineares estão escritas em uma
mesma ordem e o 1º coeficiente não-nulo de cada equa-
ção está à direita do 1º coeficiente não-nulo da equação Sistemas com Número de Equações Igual ao Núme-
anterior. ro de Incógnitas

Exemplo Quando o sistema linear apresenta nº de equações


Sistema 2x2 escalonado. igual ao nº de incógnitas, para discutirmos o sistema, ini-
cialmente calculamos o determinante D da matriz dos coe-
ficientes (incompleta), e:
- Se D ≠ 0, o sistema é possível e determinado.
- Se D = 0, o sistema é possível e indeterminado ou
impossível.
Sistema 3x3
A primeira equação tem três coeficientes não-nulos, a
Para identificarmos se o sistema é possível, indetermi-
segunda tem dois e a terceira, apenas um. nado ou impossível, devemos conseguir um sistema esca-
lonado equivalente pelo método de eliminação de Gauss.

Exemplos

- Discutir, em função de a, o sistema:


Sistema 2x3
x + 3 y = 5

2 x + ay = 1

27
MATEMÁTICA

Resolução Questões

1 3 01. (POLICIA CIENTÍFICA – Perito Criminal –


D= = a−6 IBFC/2017) Dadas a matriz e a matriz
2 a
, assinale a alternativa que apresenta a matriz
D = 0⇒ a−6 = 0⇒ a = 6 C que representa a soma da matriz A e B, ou seja, C = A + B:

Assim, para a ≠ 6, o sistema é possível e determinado.


Para a ≠ 6, temos:

x + 3 y = 5
 x + 3 y = 5
2 x + 6 y = 1 ~
 ← −2 0 x + 0 y = −9

Que é um sistema impossível.


Assim, temos:
a ≠ 6 → SPD (Sistema possível e determinado)
a = 6 → SI (Sistema impossível) (D)

Regra de Cramer

Consideramos os sistema . Suponhamos


que a ≠ 0. Observamos que a matriz incompleta desse sis

tema é , cujo determinante é indicado por D 02. (POLICIA CIENTÍFICA – Perito Criminal –
= ad – bc.
IBFC/2017) Dadas a matriz e a matriz
Se substituirmos em M a 2ª coluna (dos coeficientes de
y) pela coluna dos coeficientes independentes, obteremos , assinale a alternativa que apresenta a matriz C
que representa a subtração da matriz A e B, ou seja, C =
,cujo determinante é indicado por Dy = af – ce. A - B.

Assim, .

Substituindo esse valor de y na 1ª equação de (*) e

considerando a matriz , cujo determinante é indica

do por Dx = ed – bf, obtemos , D ≠ 0.

28
MATEMÁTICA

03. (POLICIA CIENTÍFICA – Perito Criminal – 05. (UNITINS – Assistente Administrativo – UNI-
IBFC/2017) Dada a matriz e a matriz TINS/2016) Sejam os determinantes das matrizes

, assinale a alternativa que apresenta a matriz C O valor de x²-2xy+y² é


igual a
que representa o produto da matriz A e B, ou seja, C=A*B. (A) 8
(B) 6
(C) 4
(D) 2
(E) 0

06. (PREF. DE ITAPEMA/SC – Técnico Contábil – MS-


CONCURSOS/2016) Sabendo que o determinante da ma

triz é 10, então o determinante da matriz

é:

(A) -20
(B) -10
(C) 3
(D) 20

07. (PREF. DE BIGUAÇU/SC – Professor – UNI-


SUL/2016) Considere

04. (PREF. DE PIRAÚBA/MG – Agente Fiscal de


Posturas – MSCONCURSOS/2017) Sejam as matrizes Assinale a alternativa CORRETA:
(A) A + B = 20
. A matriz A-B é igual a (B) A - 3B2 = -51
(C) √2A + 1- 5 = -2
(D) A/B +1 =23
(E) 3A -2B + 9 = 25

08. (PREF. DE TAQUARITUBA/SP – Professor – INS

TITUTO EXCELÊNCIA/2016) Dada a matriz ,


assinale a alternativa que tenha respectivamente os núme-
ros dos elementos a12, a23, a33 e a35.
(A) 0, 0, 7, 5.
(B) 0, 7, 7, 5.
(C) 6, 7, 0, 0.
(D) Nenhuma das alternativas.

09. (MGS – Serviços Técnicos Contábeis – IBFC/2015)


Sejam as matrizes quadradas de e então o valor ordem

e , então o valor do determinante da ma

triz C = A + B é igual a:
(A) -2
(B) 2
(C) 6
(D) -6

29
MATEMÁTICA

10. (PREF. DE SANTO ANDRÉ – Assistente Econômi- 03. Resposta: E.


co Financeiro – IBAM/2015) Considere as seguintes ma-
trizes:

04. Resposta: A.
Sendo “a” um número real, para que tenhamos A . B =
C, o valor da variável “a” deverá ser:
(A) um número inteiro, ímpar e primo.
(B) um número inteiro, par, maior que 1 e menor que 5
(C) um número racional, par, maior que 5 e menor que 10.
(D) um número natural, impar, maior que 1 e menor que 5.
05. Resposta:C.
detA=15+10+4x+6+2x-50=-19
11. (BRDE – Analista de Sistemas – FUNDATE/2015) 6x=0
A solução do seguinte sistema linear é: X=0
(A) S={(0,2,-5)}
(B) S={(1,4,1)} detB=0+40-y-0-12y+6=72
(C) S={(4,0,6)} -13y=26
(D) S={(3/2 ,6, -7/2)} Y=-2
(E) Sistema sem solução. X²-2xy+y²=0²-0+4=4

06. Resposta: A.
12. (BRDE – Assistente Administrativo – FUNDA-
Observe a primeira coluna: foi multiplicado por 2.
TEC/2015) A solução do sistema linear é:
Observe a segunda coluna: foi multiplicada por -1
Portanto, fazemos as mesmas operações com o deter-
(A) S={(4, ¼)}
minante: 10.2.-1=-20
(B) S={(3, 3/2 )}
(C) S={(3/2 ,3 )}
(D) S={(3,− 3/2 )}
07. Resposta: B.
(E) S={(1,3/2 )}
Da primeira matriz, para fazer o determinante, basta
multiplicar os números da diagonal principal:
detA=-1⋅3⋅2⋅-4=24
13. (SEDUC/PI – Professor – Matemática – NUCE-
PE/2015) O sistema linear é possível e inde- A matriz B, devemos multiplicar os números da dia-
terminado se: gonal secundária e multiplicar ainda por -1(pois, quando
(A) m ≠ 2 e n = 2 . fazemos determinante, sempre colocamos o menos antes
(B) m ≠ 1/2 e n = 2 . de fazer a diagonal secundária)
(C) m = 2 e n = 2 . detB=-(-1/2⋅1⋅10⋅-1)=-5
(D) m = 1/2 e n = 2 . Fazendo por alternativa:
(E) m = 1/2 e n ≠ 2 . A-A+B=20
24-5=20
19=20(F)
Respostas
(B) A-3B²=-51
01. Resposta: E. 24-3⋅(-5)²=-51
24-75=-51
-51=-51(V)

02. Resposta: E. 08. Resposta: A.


A12=0
A23=0
A33=7
A35=5

30
MATEMÁTICA

09. Resposta: D. 12. Resposta: A.

Somando as duas equações:


10. Resposta: A.
144y=36

-x+28y=3
-x+7=3
-x=3-7
X=4

13. Resposta: D.
Para ser possível e indeterminado, D=Dx=Dy=Dz=0
a+2=9
a=7

11. Resposta: D.
Da II equação tiramos: D=(3m+4m+3)-(3m+6m+2)=0
X=5+z 7m+3-9m-2=0
-2m=-1
Da III equação: m=1/2
Y=13+2z

Substituindo na I
5+z+2(13+2z)+z=10
5+z+26+4z+z=10
(n-4+9)-(-3+6+2n)=0
6z=10-31
n+5-2n-3=0
6z=-21
-n=-2
Z=-21/6
n=2
Z=-7/2

X=5+z

31
MATEMÁTICA

Termo Geral da PA
SEQUÊNCIAS; Podemos escrever os elementos da PA(a1, a2, a3, ..., an,...)
da seguinte forma:
PROGRESSÕES ARITMÉTICAS E
PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS;

Sequências
Sempre que estabelecemos uma ordem para os ele-
mentos de um conjunto, de tal forma que cada elemento
seja associado a uma posição, temos uma sequência. Observe que cada termo é obtido adicionando-se ao
O primeiro termo da sequência é indicado por a1,o se- primeiro número de razões r igual à posição do termo me-
gundo por a2, e o n-ésimo por an.
nos uma unidade.
Termo Geral de uma Sequência
Algumas sequências podem ser expressas mediante
uma lei de formação. Isso significa que podemos obter um
termo qualquer da sequência a partir de uma expressão,
que relaciona o valor do termo com sua posição.
Para a posição n(n∈N*), podemos escrever an=f(n) Soma dos Termos de uma Progressão Aritmética
Considerando a PA finita (6,10, 14, 18, 22, 26, 30, 34).
Progressão Aritmética 6 e 34 são extremos, cuja soma é 40
Denomina-se progressão aritmética(PA) a sequência
em que cada termo, a partir do segundo, é obtido adicio-
nando-se uma constante r ao termo anterior. Essa constan-
te r chama-se razão da PA.
Numa PA finita, a soma de dois termos equidistantes
dos extremos é igual à soma dos extremos.

Exemplo
A sequência (2,7,12) é uma PA finita de razão 5: Soma dos Termos
Usando essa propriedade, obtemos a fórmula que per-
mite calcular a soma dos n primeiros termos de uma pro-
gressão aritmética.

Classificação
As progressões aritméticas podem ser classificadas de
acordo com o valor da razão r.
r<0, PA decrescente
r>0, PA crescente
r=0 PA constante

Propriedades das Progressões Aritméticas


-Qualquer termo de uma PA, a partir do segundo, é a
média aritmética entre o anterior e o posterior.

-A soma de dois termos equidistantes dos extremos é


igual à soma dos extremos.

32
MATEMÁTICA

Exemplo Classificação
Uma progressão aritmética finita possui 39 termos. O As classificações geométricas são classificadas assim:
último é igual a 176 e o central e igual a 81. Qual é o pri- - Crescente: Quando cada termo é maior que o ante-
meiro termo? rior. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 < 0 e
Solução 0 < q < 1.
Como esta sucessão possui 39 termos, sabemos que o - Decrescente: Quando cada termo é menor que o an-
termo central é o a20, que possui 19 termos à sua esquerda terior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando a1
e mais 19 à sua direita. Então temos os seguintes dados < 0 e q > 1.
para solucionar a questão: - Alternante: Quando cada termo apresenta sinal con-
trário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.
- Constante: Quando todos os termos são iguais. Isto
ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também uma PA
de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG
estacionaria.
Sabemos também que a soma de dois termos equidis- - Singular: Quando zero é um dos seus termos. Isto
tantes dos extremos de uma P.A. finita é igual à soma dos ocorre quando a1 = 0 ou q = 0.
seus extremos. Como esta P.A. tem um número ímpar de
termos, então o termo central tem exatamente o valor de
metade da soma dos extremos. Termo Geral da PG
Em notação matemática temos: Pelo exemplo anterior, podemos perceber que cada
termo é obtido multiplicando-se o primeiro por uma po-
tência cuja base é a razão. Note que o expoente da razão é
igual à posição do termo menos uma unidade.

Portanto, o termo geral é:

Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica


Finita

Assim sendo: Seja a PG finita de razão q e de soma


O primeiro termo desta sucessão é igual a -14. dos termos Sn:
1º Caso: q=1

Progressão Geométrica
Denomina-se progressão geométrica(PG) a sequência
em que se obtém cada termo, a partir do segundo, multi- 2º Caso: q≠1
plicando o anterior por uma constante q, chamada razão
da PG.
Exemplo
Dada a sequência: (4, 8, 16)

Exemplo
Dada a progressão geométrica (1, 3, 9, 27,..) calcular:
a) A soma dos 6 primeiros termos
b) O valor de n para que a soma dos n primeiros ter-
mos seja 29524

q=2

33
MATEMÁTICA

Solução Questões

a) 01. (PETROBRAS - Técnico de Enfermagem do Tra-


balho Júnior -CESGRANRIO/2017) A soma dos n pri-
meiros termos de uma progressão geométrica é dada por

Quanto vale o quarto termo dessa progressão geométrica?


(A) 1
(B) 3
(C) 27
(D) 39
(E) 40

b) 02. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017)  Para


que a sequência (4x-1 , x² -1, x - 4) forme uma progressão
aritmética, x pode assumir, dentre as possibilidades abaixo,
o valor de
(A) -0,5.
(B) 1,5.
(C) 2.
(D) 4.
(E) 6.

03. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervi-


sor – FGV/2017) O valor da expressão
Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica
Infinita 2(1 - 2 + 3 - 4 + 5 - 6 + 7- ... + 2015 - 2016 + 2017) é:

1º Caso:-1<q<1 (A)2014;
(B) 2016;
(C) 2018;
(D) 2020;
(E) 2022.
Quando a PG infinita possui soma finita, dizemos que a
série é convergente. 04. (FCEP – Técnico Artístico – AMAUC/2017) Consi-
dere a equação do 1º grau: 2(x - 2) = 3(x/3 + 4) . A raiz da
2º Caso: equação é o segundo termo de uma Progressão Aritmética
A PG infinita não possui soma finita, dizemos que a sé- (P.A.). O primeiro termo da P.A. corresponde aos 3/4 da raiz
rie é divergente da equação. O valor do décimo termo da P.A. é:
(A) 48
3º Caso: (B) 36
Também não possui soma finita, portanto divergente (C) 32
(D) 28
(E) 24
Produto dos termos de uma PG finita
05. (ARTESP – Agente de Fiscalização à Regulação
de Transporte – FCC/2017) Em um experimento, uma
planta recebe a cada dia 5 gotas a mais de água do que
havia recebido no dia anterior. Se no 65° dia ela recebeu
374 gotas de água, no 1° dia do experimento ela recebeu
(A) 64 gotas.
(B) 49 gotas.
(C) 59 gotas.
(D) 44 gotas.
(E) 54 gotas.

34
MATEMÁTICA

06. (ARTESP – Agente de Fiscalização à Regulação Respostas


de Transporte – FCC/2017) Mantido o mesmo padrão na
sequência infinita 5, 6, 7, 8, 9, 7, 8, 9, 10, 11, 9, 10, 11, 12, 01.Resposta: A.
13, 11, 12, 13, 14, 15, . . . , a soma do 19° e do 31° termos
é igual a
(A) 42.
(B) 31.
(C) 33.
(D) 39.
(E) 36. Como S3 é a soma dos 3 primeiros e S4 é a soma dos 4
primeiros termos, se subtrairmos um do outro, obteremos
07. (POLICIA CIENTIFICA/PR – Auxiliar de Necropsia o 4º termo.
– IBFC/2017) Considere a seguinte progressão aritmética:
(23, 29, 35, 41, 47, 53, ...)
Desse modo, o 83.º termo dessa sequência é: 02. Resposta: B.
(A) 137 Para ser uma PA:
(B) 455 X²-1-(4x-1)=x-4-(x²-1)
(C) 500 X²-1-4x+1=x-4-x²+1
(D) 515 X²+x²-4x-x-3=0
(E) 680 2x²-5x-3=0
∆=25-24=1
08. (CEGAS – Assistente Técnico – IES/2017) Deter-
mine o valor do nono termo da seguinte progressão geo-
métrica (1, 2, 4, 8, ...):
(A) 438
(B) 512
(C) 256
(D) 128

09. (CRF/MT – Agente Administrativo – QUA- 03. Resposta: C.


DRIX/2017) Maria criou uma conta no Instagram. No Os termos ímpares formam uma PA de razão 2 e são os
mesmo dia, quatro pessoas começaram a segui-la. Após números ímpares.
1 dia, ela já tinha 21 seguidores e após 2 dias, já eram 38 Os termos pares formam uma PA de razão -2
seguidores. Maria percebeu que, a cada dia, ela ganhava 17 Vamos descobrir quantos termos há:
seguidores. Mantendo-se essa tendência, ela ultrapassará a 2017=1+(n-1)⋅2
barreira de 1.000 seguidores após: 2017=1+2n-2
(A) 57 dias. 2017=-1+2n
(B) 58 dias. 2n=2018
(C) 59 dias. n=1009
(D) 60 dias.
(E) 61 dias.

10.. (PREF. DE CHOPINZINHO – Procurador Munici-


pal – FAU/2016) Com base na sequência numérica a seguir
determine o sexto termo da sequência:
196 ;169 ;144 ;121 ; ...
(A) 115. Para a sequência par:
(B) 100. -2016=-2+(n-1)⋅(-2)
(C) 81. -2016=-2-2n+2
(D) 69. 2n=2016
(E) 49. N=1008

1018081-1017072=1009
2⋅1009=2018

35
MATEMÁTICA

04. Resposta: A. 09. Resposta: C.


Raiz da equação: 1000=21+17(n-1)
2x-4=x+12 1000=21+17n-17
X=16 é 0 segundo termo da PA 1004=17n
Primeiro termo: N=59

10. Resposta: C.
A sequência tem como base os quadrados perfeitos
PA 14, 13, 12, 11, 10, 9
(12,16,...) Portanto o 6º termo é o 9²=81
R=16-12=4

=48 MATEMÁTICA FINANCEIRA.

05. Resposta: E. Matemática Financeira

A Matemática Financeira  possui diversas aplicações


no atual sistema econômico. Algumas situações estão pre-
sentes no cotidiano das pessoas, como financiamentos
A1=374-320 de casa e carros, realizações de empréstimos, compras a
A1=54 crediário ou com cartão de crédito, aplicações financeiras,
investimentos em bolsas de valores, entre outras situações.
Todas as movimentações financeiras são baseadas na esti-
06. Resposta: B. pulação prévia de taxas de juros. Ao realizarmos um em-
Observe os números em negrito: préstimo a forma de pagamento é feita através de presta-
9, 11, 13, 15,... ções mensais acrescidas de juros, isto é, o valor de quitação
São os números ímpares, a partir do 9 e a cada 5 nú- do empréstimo é superior ao valor inicial do empréstimo. A
meros. essa diferença damos o nome de juros.
Ou seja, o 9 está na posição 5
O 11 está na posição 10 e assim por diante. Capital
O 19º termo, já temos na sequência que é o 14 O Capital é o valor aplicado através de alguma opera-
Seguindo os termos: ção financeira. Também conhecido como: Principal, Valor
25º termo é o 17 Atual, Valor Presente ou Valor Aplicado. Em inglês usa-se
30º termo é 19 Present Value (indicado pela tecla PV nas calculadoras fi-
Como o número seguinte a esses, abaixa duas unida- nanceiras).
des
O 31º termo é o 17. Taxa de juros e Tempo
14+17=31     A taxa de juros indica qual remuneração será paga
ao dinheiro emprestado, para um determinado período.
Ela vem normalmente expressa da forma percentual, em
07. Resposta: D. seguida da especificação do período de tempo a que se
Observe a razão: 29-23=6 refere:
A83=a1+82r 8 % a.a. - (a.a. significa ao ano).
A83=23+82⋅6 10 % a.t. - (a.t. significa ao trimestre).
A83=23+492     Outra forma de apresentação da taxa de juros é a
A83=515 unitária, que é igual a taxa percentual dividida por 100, sem
o símbolo %:
0,15 a.m. - (a.m. significa ao mês).
08. Resposta: C. 0,10 a.q. - (a.q. significa ao quadrimestre)
Q=2
Montante
Também conhecido como valor acumulado é a soma
do  Capital Inicial com o juro produzido em determina-
do tempo. 
Essa fórmula também será amplamente utilizada para
resolver questões.

36
MATEMÁTICA

M=C+J O juros incidiu somente sobre a segunda parcela, pois


M = montante a primeira foi à vista. Sendo assim, o valor devido seria
C = capital inicial R$40 (85-45) e a parcela a ser paga de R$45.
J = juros Aplicando a fórmula M = C + J:
M=C+C.i.n 45 = 40 + J
M=C(1+i.n) J=5
Aplicando a outra fórmula J = C i n:
Juros Simples 5 = 40 X i X 1
Chama-se juros simples a compensação em dinheiro i = 0,125 = 12,5%
pelo empréstimo de um capital financeiro, a uma taxa com- Juros Compostos
binada, por um prazo determinado, produzida exclusiva- o juro de cada intervalo de tempo é calculado a partir
mente pelo capital inicial. do saldo no início de correspondente intervalo. Ou seja: o
Em Juros Simples a remuneração pelo capital inicial juro de cada intervalo de tempo é incorporado ao capital
aplicado é diretamente proporcional ao seu valor e ao tem- inicial e passa a render juros também.
po de aplicação.
A expressão matemática utilizada para o cálculo das Quando usamos juros simples e juros compostos?
situações envolvendo juros simples é a seguinte:
J = C i n, onde:   A maioria das operações envolvendo dinheiro utili-
J = juros za  juros compostos. Estão incluídas: compras a médio e
C = capital inicial longo prazo, compras com cartão de crédito, empréstimos
i = taxa de juros bancários, as aplicações financeiras usuais como Cader-
n = tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, se- neta de Poupança e aplicações em fundos de renda fixa,
mestre, ano...) etc. Raramente encontramos uso para o regime de juros
Observação importante: a taxa de juros e o tempo de simples: é o caso das operações de curtíssimo prazo, e do
aplicação devem ser referentes a um mesmo período. Ou processo de desconto simples de duplicatas.
seja, os dois devem estar em meses, bimestres, trimestres, O cálculo do montante é dado por:
semestres, anos... O que não pode ocorrer é um estar em
meses e outro em anos, ou qualquer outra combinação de
períodos.
Dica: Essa fórmula J = C i n, lembra as letras das pala-
vras “JUROS SIMPLES” e facilita a sua memorização. Exemplo
Outro ponto importante é saber que essa fórmula Calcule o juro composto que será obtido na aplicação
pode ser trabalhada de várias maneiras para se obter cada de R$25000,00 a 25% ao ano, durante 72 meses
um de seus valores, ou seja, se você souber três valores, C=25000
poderá conseguir o quarto, ou seja, como exemplo se você i=25%aa=0,25
souber o Juros (J), o Capital Inicial (C) e a Taxa (i), poderá i=72 meses=6 anos
obter o Tempo de aplicação (n). E isso vale para qualquer
combinação.

Exemplo
Maria quer comprar uma bolsa que custa R$ 85,00 à
vista. Como não tinha essa quantia no momento e não
queria perder a oportunidade, aceitou a oferta da loja de
pagar duas prestações de R$ 45,00, uma no ato da compra
e outra um mês depois. A taxa de juros mensal que a loja
estava cobrando nessa operação era de:
(A) 5,0%
(B) 5,9% M=C+J
(C) 7,5% J=95367,50-25000=70367,50
(D) 10,0%
(E) 12,5%
Resposta Letra “e”.

37
MATEMÁTICA

Questões 06. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPE-


GO/2017) Em um investimento no qual foi aplicado o va-
01. (TRE/PR – Analista Judiciário – FCC/2017) Uma lor de R$ 5.000,00, em um ano foi resgatado o valor total
geladeira está sendo vendida nas seguintes condições: de R$ 9.200,00. Considerando estes apontamentos e que
− Preço à vista = R$ 1.900,00; o rendimento se deu a juros simples, é verdadeiro afirmar
− Condições a prazo = entrada de R$ 500,00 e paga- que a taxa mensal foi de:
mento de uma parcela de R$ 1.484,00 após 60 dias da data (A) 1,5%
da compra. (B) 2 %
A taxa de juros simples mensal cobrada na venda a (C) 5,5%
prazo é de (D) 6%
(A) 1,06% a.m. (E) 7%
(B) 2,96% a.m.
(C) 0,53% a.m. 07. (UFES – Assistente em Administração –
(D) 3,00% a.m. UFES/2017) No regime de juros simples, os juros em cada
(E) 6,00% a.m. período de tempo são calculados sobre o capital inicial. Um
capital inicial C0 foi aplicado a juros simples de 3% ao mês.
02. (FUNAPEP - Analista em Gestão Previdenciária- Se Cn é o montante quando decorridos n meses, o menor
-FCC/2017) João emprestou a quantia de R$ 23.500,00 a valor inteiro para n, tal que Cn seja maior que o dobro de
seu filho Roberto. Trataram que Roberto pagaria juros sim- C0, é
ples de 4% ao ano. Roberto pagou esse empréstimo para (A) 30
seu pai após 3 anos. O valor total dos juros pagos por Ro- (B) 32
berto foi (C) 34
(A) 3.410,00. (D) 36
(B) R$ 2.820,00. (E) 38
(C) R$ 2.640,00.
(D) R$ 3.120,00. 08. (PREF. DE NITERÓI/RJ – Agente Fazendário –
(E) R$ 1.880,00. FGV/2016) Para pagamento de boleto com atraso em pe-
ríodo inferior a um mês, certa instituição financeira cobra,
03. (IFBAIANO – Técnico em Contabilidade – sobre o valor do boleto, multa de 2% mais 0,4% de juros de
FCM/2017) O montante acumulado ao final de 6 meses mora por dia de atraso no regime de juros simples. Um bo-
e os juros recebidos a partir de um capital de 10 mil reais, leto com valor de R$ 500,00 foi pago com 18 dias de atraso.
com uma taxa de juros de 1% ao mês, pelo regime de capi- O valor total do pagamento foi:
talização simples, é de (A) R$ 542,00;
(A) R$ 9.400,00 e R$ 600,00. (B) R$ 546,00;
(B) R$ 9.420,00 e R$ 615,20. (C) R$ 548,00;
(C) R$ 10.000,00 e R$ 600,00. (D) R$ 552,00;
(D) R$ 10.600,00 e R$ 600,00. (E) R$ 554,00.
(E) R$ 10.615,20 e R$ 615,20.
09. (CASAN – Assistente Administrativo – INSTITU-
04. (CEGAS – Assistente Técnico – IESES/2017) O TO AOCP/2016) Para pagamento um mês após a data da
valor dos juros simples em uma aplicação financeira de $ compra, certa loja cobrava juros de 25%. Se certa merca-
3.000,00 feita por dois trimestres a taxa de 2% ao mês é doria tem preço a prazo igual a R$ 1500,00, o preço à vista
igual a: era igual a
(A) $ 360,00 (A) R$ 1200,00.
(B) $ 240,00 (B) R$ 1750,00.
(C) $ 120,00 (C) R$ 1000,00.
(D) $ 480,00 (D) R$ 1600,00.
(E) R$ 1250,00.
05. (IPRESB/SP - Analista de Processos Previdenciá-
rios- VUNESP/2017) Um capital foi aplicado a juros sim- 10. (CASAN – Técnico de Laboratório – INSTITUTO
ples, com taxa de 9% ao ano, durante 4 meses. Após esse AOCP/2016) A fatura de um certo cartão de crédito cobra
período, o montante (capital + juros) resgatado foi de R$ juros de 12% ao mês por atraso no pagamento. Se uma
2.018,80. O capital aplicado era de fatura de R$750,00 foi paga com um mês de atraso, o valor
(A) R$ 2.010,20. pago foi de
(B) R$ 2.000,00. (A) R$ 970,00.
(C) R$ 1.980,00. (B) R$ 777,00.
(D) R$ 1.970,40. (C) R$ 762,00.
(E) R$ 1.960,00. (D) R$ 800,00.
(E) R$ 840,00.

38
MATEMÁTICA

11. (DPE/PR – Contador – INAZ DO PARÁ/2017) Em Respostas


15 de junho de 20xx, Severino restituiu R$ 2.500,00 do seu
imposto de renda. Como estava tranquilo financeiramente, 01. Resposta: D.
resolveu realizar uma aplicação financeira para retirada em J=500+1484-1900=84
15/12/20xx, período que vai realizar as compras de natal. A C=1900-500=1400
uma taxa de juros de 3% a.m., qual é o montante do capital, J=Cin
sabendo-se que a capitalização é mensal: 84=1400.i.2
(A) R$ 2.985,13 I=0,03=3%
(B) R$ 2.898,19
(C) R$ 3.074,68 02. Resposta: B.
(D) R$ 2.537,36 J=Cin
(E) R$ 2.575,00 J=23500⋅0,04⋅3
J= 2820
12. (TRE/PR – Analista Judiciário- FCC/2017) A Cia.
Escocesa, não tendo recursos para pagar um empréstimo 03. Resposta: D.
de R$ 150.000,00 na data do vencimento, fez um acordo J=Cin
com a instituição financeira credora para pagá-la 90 dias J=10000⋅0,01⋅6=600
após a data do vencimento. Sabendo que a taxa de juros M=C+J
compostos cobrada pela instituição financeira foi 3% ao M=10000+600=10600
mês, o valor pago pela empresa, desprezando-se os cen-
tavos, foi, em reais, 04. Resposta: A.
(A) 163.909,00. 2 trimestres=6meses
(B) 163.500,00. J=Cin
(C) 154.500,00. J=3000⋅0,02⋅6
(D) 159.135,00.
J=360
13. (FUNAPE – Analista em Gestão Previdenciária –
05. Resposta: E.
FCC/2017) O montante de um empréstimo de 4 anos da
4meses=1/3ano
quantia de R$ 20.000,00, do qual se cobram juros compos-
M=C(1+in)
tos de 10% ao ano, será igual a
2018,80=C(1+0,09⋅1/3)
(A) R$ 26.000,00.
2018,80=C+0,03C
(B) R$ 28.645,00.
1,03C=2018,80
(C) R$ 29.282,00.
C=1960
(D) R$ 30.168,00.
(E) R$ 28.086,00.
06. Resposta: E.
14. (IFBAIANO - Técnico em Contabilidade- M=C(1+in)
FCM/2017) A empresa Good Finance aplicou em uma ren- 9200=5000(1+12i)
da fixa um capital de 100 mil reais, com taxa de juros com- 9200=5000+60000i
postos de 1,5% ao mês, para resgate em 12 meses. O valor 4200=60000i
recebido de juros ao final do período foi de I=0,07=7%
(A) R$ 10.016,00.
(B) R$ 15.254,24. 07. Resposta: C.
(C) R$ 16.361,26. M=C(1+in)
(D) R$ 18.000,00. Cn=Co(1+0,03n)
(E) R$ 19.561,82. 2Co=Co(1+0,03n)
2=1+0,03n
15. (POLICIA CIENTIFICA – Perito Criminal – 1=0,03n
IBFC/2017) Assinale a alternativa correta. Uma empresa N=33,33
recebeu um empréstimo bancário de R$ 120.000,00 por 1 Ou seja, maior que 34
ano, pagando o montante de R$ 180.000,00. A taxa anual
de juros desse empréstimo foi de: 08. Resposta: C.
(A) 0,5% ao ano M=C(1+in)
(B) 5 % ao ano C=500+500x0,02=500+10=510
(C) 5,55 % ao ano M=510(1+0,004x18)
(D) 150% ao ano M=510(1+0,072)=546,72
(E) 50% ao ano

39
MATEMÁTICA

09. Resposta: A. Porcentagem


M=C(1+in)
1500=C(1+0,25x1) Porcentagem  é uma  fração  cujo denominador é 100,
1500=C(1,25) seu símbolo é (%). Sua utilização está tão disseminada que
C=1500/1,25 a encontramos nos meios de comunicação, nas estatísticas,
C=1200 em máquinas de calcular, etc.

10. Resposta: E. Os acréscimos e os descontos é importante saber por-


M=C(1+in) que ajuda muito na resolução do exercício.
M=750(1+0,12)
M=750x1,12=840 Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um deter-
minado valor, podemos calcular o novo valor apenas multi-
11. Resposta: A.
plicando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação.
D junho a dezembro: 6 meses
Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por 1,20, e assim
M=C(1+i)t
por diante. Veja a tabela abaixo:
M=2500(1+0,03)6
M=2500⋅1,194=2985
Acréscimo ou Lucro Fator de Multiplicação
10% 1,10
12. Resposta: A. 15% 1,15
90 dias=3 meses 20% 1,20
47% 1,47
M=C(1+i)t 67% 1,67
M=150000(1+0,03)3  
M=150000⋅1,092727=163909,05     Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 te-
Desprezando os centavos: 163909 mos: 
13. Resposta: C.
M=C(1+i)t
M=20000(1+0,1)4
M=20000⋅1,4641=29282
Desconto
14. Resposta: E. No caso de haver um decréscimo, o fator de multipli-
J=Cin cação será:
    Fator de Multiplicação =  1 - taxa de desconto (na
J=10000⋅0,015⋅12=18000
forma decimal)
    Veja a tabela abaixo:
Não, ninguém viu errado.
Fator de
Como ficaria muito difícil de fazer sem calculadora, a Desconto
Multiplicação
tática é fazer o juro simples, e como sabemos que o com- 10% 0,90
posto vai dar maior que esse valor, só nos resta a alterna- 25% 0,75
tiva E. Você pode se perguntar, e se houver duas alternati- 34% 0,66
60% 0,40
vas com números maiores? Olha pessoal, não creio que a 90% 0,10
banca fará isso, e sim que eles fizeram mais para usar isso
mesmo.     Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 te-
mos: 
15. Resposta: E.
M=C(1+i)t
180000=120000(1+i)
180000=120000+120000i Chamamos de lucro em uma transação comercial de
60000=120000i compra e venda a diferença entre o preço de venda e o
i=0,5=50% preço de custo.
Lucro=preço de venda -preço de custo

Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem


de duas formas:

40
MATEMÁTICA

(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala 03. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) Três ir-
de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está mãos, André, Beatriz e Clarice, receberam de uma tia he-
com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, rança constituída pelas seguintes joias: um bracelete de
o menor valor possível para x é igual a ouro, um colar de pérolas e um par de brincos de diamante.
(A) 8. A tia especificou em testamento que as joias não deveriam
(B) 15. ser vendidas antes da partilha e que cada um deveria ficar
(C) 10. com uma delas, mas não especificou qual deveria ser dada
(D) 6. a quem. O justo, pensaram os irmãos, seria que cada um
(E) 12. recebesse cerca de 33,3% da herança, mas eles achavam
que as joias tinham valores diferentes entre si e, além disso,
Resolução tinham diferentes opiniões sobre seus valores. Então, deci-
45------100% diram fazer a partilha do seguinte modo:
X-------60%
X=27 − Inicialmente, sem que os demais vissem, cada um
O menor número de meninas possíveis para ter gripe deveria escrever em um papel três porcentagens, indican-
é se todos os meninos estiverem gripados, assim apenas 2 do sua avaliação sobre o valor de cada joia com relação ao
meninas estão. valor total da herança.

− A seguir, todos deveriam mostrar aos demais suas


avaliações.
Resposta: C.
− Uma partilha seria considerada boa se cada um deles
recebesse uma joia que avaliou como valendo 33,3% da
Questões herança toda ou mais.

01. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária As avaliações de cada um dos irmãos a respeito das
- MSCONCURSOS/2017) Um aparelho de televisão que joias foi a seguinte:
custa R$1600,00 estava sendo vendido, numa liquidação,
com um desconto de 40%. Marta queria comprar essa te-
levisão, porém não tinha condições de pagar à vista, e o
vendedor propôs que ela desse um cheque para 15 dias,
pagando 10% de juros sobre o valor da venda na liquida-
ção. Ela aceitou e pagou pela televisão o valor de:
(A) R$1120,00 Assim, uma partilha boa seria se André, Beatriz e Clari-
(B) R$1056,00 ce recebessem, respectivamente,
(C) R$960,00 (A) o bracelete, os brincos e o colar.
(D) R$864,00 (B) os brincos, o colar e o bracelete.
(C) o colar, o bracelete e os brincos.
02. (TST – Técnico Judiciário – FCC/2017) A equipe (D) o bracelete, o colar e os brincos.
de segurança de um Tribunal conseguia resolver mensal- (E) o colar, os brincos e o bracelete.
mente cerca de 35% das ocorrências de dano ao patrimô-
nio nas cercanias desse prédio, identificando os criminosos 04. (UTFPR – Técnico de Tecnologia da Informação
e os encaminhando às autoridades competentes. Após uma – UTFPR/2017) Um retângulo de medidas desconhecidas
reestruturação dos procedimentos de segurança, a mesma foi alterado. Seu comprimento foi reduzido e passou a ser
equipe conseguiu aumentar o percentual de resolução 2/ 3 do comprimento original e sua largura foi reduzida e
mensal de ocorrências desse tipo de crime para cerca de passou a ser 3/ 4 da largura original.
63%. De acordo com esses dados, com tal reestruturação, Pode-se afirmar que, em relação à área do retângulo
a equipe de segurança aumentou sua eficácia no combate original, a área do novo retângulo:
ao dano ao patrimônio em (A) foi aumentada em 50%.
(A) 35%. (B) foi reduzida em 50%.
(B) 28%. (C) aumentou em 25%.
(C) 63%. (D) diminuiu 25%.
(D) 41%. (E) foi reduzida a 15%.
(E) 80%.

41
MATEMÁTICA

05. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPE- 09 (CODAR – Recepcionista – EXATUS/2016) Consi-


GO/2017) Paulo, dono de uma livraria, adquiriu em uma dere que uma caixa de bombom custava, em novembro, R$
editora um lote de apostilas para concursos, cujo valor 8,60 e passou a custar, em dezembro, R$ 10,75. O aumento
unitário original é de R$ 60,00. Por ter cadastro no referido no preço dessa caixa de bombom foi de:
estabelecimento, ele recebeu 30% de desconto na compra. (A) 30%.
Para revender os materiais, Paulo decidiu acrescentar 30% (B) 25%.
sobre o valor que pagou por cada apostila. Nestas condi- (C) 20%.
ções, qual será o lucro obtido por unidade? (D) 15%
(A) R$ 4,20.
(B) R$ 5,46. 10. (ANP – Técnico em Regulação de Petróleo e De-
(C) R$ 10,70. rivados – CESGRANRIO/2016) Um grande tanque estava
(D) R$ 12,60. vazio e foi cheio de óleo após receber todo o conteúdo de
12 tanques menores, idênticos e cheios.
(E) R$ 18,00.
Se a capacidade de cada tanque menor fosse 50%
maior do que a sua capacidade original, o grande tanque
06. (MPE/GO – Oficial de Promotoria – MPE-
seria cheio, sem excessos, após receber todo o conteúdo
GO/2017) Joana foi fazer compras. Encontrou um vestido
de
de R$ 150,00 reais. Descobriu que se pagasse à vista teria (A) 4 tanques menores
um desconto de 35%. Depois de muito pensar, Joana pa- (B) 6 tanques menores
gou à vista o tal vestido. Quanto ela pagou? (C) 7 tanques menores
(A) R$ 120,00 reais (D) 8 tanques menores
(B) R$ 112,50 reais (E) 10 tanques menores
(C) R$ 127,50 reais
(D) R$ 97,50 reais
(E) R$ 90 reais Respostas

07. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VU- 01. Resposta:B.


NESP/2017) A empresa Alfa Sigma elaborou uma previsão Como teve um desconto de 40%, pagou 60% do pro-
de receitas trimestrais para 2018. A receita prevista para o duto.
primeiro trimestre é de 180 milhões de reais, valor que é
10% inferior ao da receita prevista para o trimestre seguin- 1600⋅0,6=960
te. A receita prevista para o primeiro semestre é 5% infe- Como vai pagar 10% a mais:
rior à prevista para o segundo semestre. Nessas condições, 960⋅1,1=1056
é correto afirmar que a receita média trimestral prevista
para 2018 é, em milhões de reais, igual a
(A) 200. 02. Resposta: E.
(B) 203. 63/35=1,80
(C) 195. Portanto teve um aumento de 80%.
(D) 190.
(E) 198.
03. Resposta: D.
Clarice obviamente recebeu o brinco.
08. (CRM/MG – Técnico em Informática- FUN-
Beatriz recebeu o colar porque foi o único que ficou
DEP/2017) Veja, a seguir, a oferta da loja Magazine Bom
acima de 30% e André recebeu o bracelete.
Preço:

Aproveite a Promoção! 04. Resposta: B.


Forno Micro-ondas A=b⋅h
De R$ 720,00
Por apenas R$ 504,00 Portanto foi reduzida em 50%

Nessa oferta, o desconto é de:


(A) 70%. 05. Resposta: D.
(B) 50%. Como ele obteve um desconto de 30%, pagou 70% do
(C) 30%. valor:
(D) 10%. 60⋅0,7=42
Ele revendeu por:
42⋅1,3=54,60
Teve um lucro de: 54,60-42=12,60

42
MATEMÁTICA

06. Resposta: D. EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES


Como teve um desconto de 35%. Pagou 65%do vestido
150⋅0,65=97,50 1. (TJ/RS – OFICIAL DE TRANSPORTE – CETRO/2013)
Dados os conjuntos A = {x | x é vogal da palavra CARRO}
e B = {x | x é letra da palavra CAMINHO}, é correto afirmar
07. Resposta: C. que A∩ B tem
Como a previsão para o primeiro trimestre é de 180 A) 1 elemento.
milhões e é 10% inferior, no segundo trimestre temos uma B) 2 elementos.
previsão de C) 3 elementos.
180-----90% D) 4 elementos.
x---------100 E) 5 elementos.
x=200
Como o conjunto A é dado pelas vogais: A={A,O}, por-
200+180=380 milhões para o primeiro semestre tanto A∩ B={A,O}
380----95
x----100 RESPOSTA: “B”.
x=400 milhões
2. (CGU – ADMINISTRATIVA – ESAF/2012) Em um
Somando os dois semestres: 380+400=780 milhões grupo de 120 empresas, 57 estão situadas na Região Nor-
780/4trimestres=195 milhões deste, 48 são empresas familiares, 44 são empresas expor-
tadoras e 19 não se enquadram em nenhuma das classifi
cações acima. Das empresas do Nordeste, 19 são familiares
08. Resposta: C. e 20 são exportadoras. Das empresas familiares, 21 são ex-
portadoras. O número de empresas do Nordeste que são
ao mesmo tempo familiares e exportadoras é
A)21.
B)14.
C)16.
Ou seja, ele pagou 70% do produto, o desconto foi de D)19.
30%. E)12.

OBS: muito cuidado nesse tipo de questão, para não


errar conforme a pergunta feita.

09. Resposta: B.
8,6(1+x)=10,75
8,6+8,6x=10,75
8,6x=10,75-8,6
8,6x=2,15
X=0,25=25%

10. Resposta: D.
50% maior quer dizer que ficou 1,5
Quantidade de tanque: x 57-19-20+x+19-x+48-19-21+x+x+20-x+21-x+44-20-
A quantidade que aumentaria deve ficar igual a 12 tan- 21+x+19=120
ques X=120-108
1,5x=12 X=12
X=8
RESPOSTA: “E”.

43
MATEMÁTICA

3. (MPE/ES – AGENTE DE APOIO-ADMINISTRATIVA –


VUNESP/2013) No diagrama, observe os conjuntos A, B e
C, as intersecções entre A e B e entre B e C, e a quantidade
de elementos que pertencem a cada uma das intersecções.

Sabe-se que pertence apenas ao conjunto A o dobro


100-x+x+200-x+250=500
do número de elementos que pertencem à intersecção en-
-x=500-550
tre A e B. Sabe-se que pertence, apenas ao conjunto C, o
X=50
dobro do número de elementos que pertencem à intersec-
ção entre B e C. Sabe-se que o número de elementos que
RESPOSTA: “A”.
pertencem apenas ao conjunto B é igual à metade da soma
da quantidade de elementos que pertencem à intersecção 5. (CREMEGO – AGENTE ADMINISTRATIVO – QUA-
de A e B, com a quantidade de elementos da intersecção DRIX/2012) Considere os conjuntos:
entre B e C. Dessa maneira, pode-se afirmar corretamente A={1,3,5,6,9,11,12} e B={2,6,8,10,13,25}
que o número total de elementos dos conjuntos A, B e C Quantos são os elementos do conjunto A-B?
é igual a A) 6
A) 90. B) 5
B) 108. C) 7
C) 126. D) 9
D) 162. E) 1
E) 180.
A-B ={1,3,5,9,11,12}
A=2.16=32 RESPOSTA: “A”.
C=2.20=40
B=(16+20)/2=18 6. (SECAD/TO – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
A+B+C=32+40+18=90 AOCP/2012) Em um bairro da cidade, as famílias foram en-
90+16+20=126. trevistadas. Nesta entrevista, a primeira pergunta era “Sua
família possui gatos?” e a segunda era “Sua família possui
RESPOSTA: “C”. cachorros?”. Constatou-se que 218 famílias responderam
“sim” na segunda pergunta, 307 responderam “não” na
4. (MPE/AC – ANALISTA ADMINISTRATIVO – primeira pergunta e 74 responderam “sim” em ambas as
FMP/2013) Dos 500 frequentadores de uma academia de perguntas. Sabendo que neste bairro 418 famílias foram
ginástica, 100 dedicam-se à musculação, 200 à natação e entrevistadas, quantas famílias possuem apenas gatos?
250 a outras atividades que não musculação nem natação. A) 21 famílias.
B) 28 famílias.
O número de frequentadores da academia que se dedicam
C) 31 famílias.
simultaneamente à musculação e à natação é
D) 37 famílias.
A) 50.
E) 43 famílias.
B) 100.
C) 200.
D) 250.
E) 300.

163 são as pessoas que responderam não para as duas


perguntas
X+74+144+163=418
X=418-381
X=37
RESPOSTA: “D”.

44
MATEMÁTICA

7. (IAMSPE – ANALISTA ADMINISTRATIVO – VU- B)


NESP/2012) O diagrama mostra pessoas que praticam es-
teira, sendo seus praticantes homens e mulheres, bicicleta,
sendo seus praticantes somente homens e abdominal, sen-
do seus praticantes somente mulheres.

C)

A) apenas 23 pessoas são homens.


B) apenas 31 pessoas são mulheres.
C) 55 pessoas praticam esteira e bicicleta.
D) 42 pessoas fazem esteiras e são mulheres.
E) 88 pessoas fazem esteira.

A-No mínimo tem 32+23=55 homens


B-No mínimo 31 mulheres, sem contar as que fazem D)
apenas esteira
C- 23 pessoas praticam esteira e bicicleta
D-50+23+15=88 pessoas fazem esteira e não da pra
saber quantas são mulheres.

RESPOSTA: “E”.

8. (IAMSPE – ANALISTA ADMINISTRATIVO – VU-


NESP/2012) Em uma empresa, quase todos os contado-
res(CT) são programadores(PG). Apenas um contador não
é programador. Alguns publicitários(PB) dessa empresa são
programadores, mas não todos. Uma enquete realizada E)
nessa empresa apresentou como resultado que todos os
programadores possuem um notebook(NB).

Sendo assim, uma representação possível para essa si-


tuação é:
A)

CT tem que ter intersecção com PG(exclui B e C)


PB tem que ter intersecção com PG(exclui A)
Todos os programadores possuem notebook , ou seja,
alguns publicitários e contadores têm notebook.

RESPOSTA: “E”.

45
MATEMÁTICA

9. (CPTM – ALMOXARIFE – MAKIYAMA/2013) Consi-


dere um conjunto A formado por todos os números natu-
rais de 0 a 15, um conjunto B formado por todos os núme-
ros pares de 1 a 10 e C um conjunto formado por todos os
números naturais de 0 a 12 que são divisíveis por 3. Sobre
esses três conjutos, podemos corretamente afirmar que:
A) ! ⊂ !!!!! ⊃ ! !
B) ! ∪ ! = 0,6,12 !!!! ⊃ !!
C) !! ∪ ! = 2, 4, 6, 8, 10 !!!! ⊂ !!
D) ! ⊃ !!!!! ⊂ ! !
E) ! ∩ ! = 6 !!!! ⊃ !!

A={0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15} 10-x+x+24-x=30


B={2, 4, 6, 8, 10} -x=30-34
C={3, 6, 9, 12} X=4

Lembrando que a “abertura” do sinal ⊃ , sempre vai Esqueda:10-x=10-4=6


estar para o conjunto maior.
Alternativa A-errada ,pois está falando que o conjunto RESPOSTA: “D”.
A está dentro do B
B-símbolo de união coloca todos os números 12. (INES – TÉCNICO EM CONTABILIDADE – MAGNUS
C-mesma coisa que a alternativa B CONCURSOS/2014) Numa biblioteca são lidos apenas dois
D- A ⊃ B, mas A ⊂ C livros, K e Z. 80% dos seus frequentadores leem o livro K e
60% o livro Z. Sabendo-se que todo frequentador é leitor
RESPOSTA: “E”. de pelo menos um dos livros, a opção que corresponde
ao percentual de frequentadores que leem ambos, é re-
10. (CODESP – AUXILIAR DE ENFERMAGEM – CON-
presentado:
SULPLAN/2012) Sejam os conjuntos A = {2, 4, 6, 7, x, 11,
A) 26%
12, 15, 18}, B = {4, 5, 7, 8, 9, 11, y, 14, 15, 16} e C = {4, 6, 9,
B) 40%
10, 11, 12, 13, z, 17}, cujos elementos estão dispostos em
C) 34%
ordem crescente. Se a interseção desses 3 conjuntos possui
D) 78%
5 elementos, então a soma de x, y e z é
E) 38%
A)29.
B)40.
C)34.
D)51.
E)36.

A∩B∩C={4,11}
Agora, precisamos descobrir os valores de x,y,z para sa-
ber quais são os outros 3 elementos da interseção
Como os números estão em ordem crescente:
X=9, para poder ser outro elemento da interseção.
Y=12
Z=15
A∩B∩C={4,9,11,12,15}
Soma:x+y+z=9+12+15=36
80-x+x+60-x=100
RESPOSTA: “E”. -x=100-140
X=40%
11. (ALMT – EDITOR GRÁFICO – FGV/2013) De um gru-
po de 30 jogadores do futebol mato-grossense, 24 chutam RESPOSTA: “B”.
com a perna direita e 10 chutam com a perna esquerda.
Desse grupo de 30 jogadores, a quantidade daqueles
que chutam somente com a perna esquerda é
A) 3. 
B) 4. 
C) 5. 
D) 6. 
E) 7.

46
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Sistema Financeiro Nacional. Dinâmica do mercado. Mercado bancário.......................................................................................... 01


ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Ministro da Fazenda (Presidente),


Ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão,
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. DINÂMICA Presidente do Banco Central.
DO MERCADO. MERCADO BANCÁRIO O CMN é a entidade superior do sistema financeiro,
sendo sua competência:
adaptar o volume dos meios de pagamento às reais
necessidades da economia nacional e ao seu processo de
O Sistema Financeiro Nacional desenvolvimento;
Conjunto de instituições financeiras e instrumentos regular o valor interno da moeda, prevenindo ou
financeiros que visam transferir recursos dos agentes corrigindo os surtos inflacionários ou deflacionários de
econômicos (pessoas, empresas, governo) superavitários origem interna ou externa;
para os deficitários. regular o valor externo da moeda e o equilíbrio do
Sistemas financeiros são definidos pelo conjunto de balanço de pagamentos do país;
mercados financeiros existentes numa dada economia, orientar a aplicação dos recursos das instituições
pelas instituições financeiras participantes e suas inter- financeiras públicas ou privadas, de forma a garantir
relações e pelas regras de participação e intervenção do condições favoráveis ao desenvolvimento equilibrado da
poder público nesta atividade. Uma conceituação mais economia nacional;
abrangente de sistema financeiro poderia ser a de um propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos
conjunto de instituições dedicado ao trabalho de propiciar instrumentos financeiros, de forma a tornar mais eficiente
condições satisfatórias para a manutenção de um fluxo o sistema de pagamento e mobilização de recursos;
de recursos entre poupadores e investidores. O mercado zelar pela liquidez e pela solvência das instituições
financeiro, onde se processam essas transações, permite financeiras;
que um agente econômico (um indivíduo ou uma empresa, coordenar as políticas monetária, creditícia,
por exemplo), sem perspectivas de aplicação em algum orçamentária, fiscal e da dívida pública interna e externa; e
empreendimento próprio, da poupança que é capaz de estabelecer a meta de inflação.
gerar (denominado agente econômico superavitário), seja
colocado em contato com outro, cujas perspectivas de O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)
investimento superem as respectivas disponibilidades de É o órgão responsável por fixar as diretrizes e normas
poupança (denominado agente econômico deficitário). da política de seguros privados. É composto pelo Ministro
Para que possamos entender por que sistemas da Fazenda (Presidente), representante do Ministério da
financeiros são organizados de forma tão diferenciada nos Justiça, representante do Ministério da Previdência Social,
diversos países, as qualidades e limitações de cada tipo Superintendente da Superintendência de Seguros Privados,
de sistema financeiro, e sua evolução, é preciso conhecer representante do Banco Central do Brasil e representante
as razões materiais que levaram à criação de cada tipo de da Comissão de Valores Mobiliários. Dentre as funções do
sistema, mas também, e principalmente, sua história e a da CNSP estão:
sociedade em que se insere. regular a constituição, organização, funcionamento
Com este propósito, seguem-se alguns tópicos sobre a e fiscalização dos agentes que exercem atividades
formação do Sistema Financeiro Nacional, a sua evolução subordinadas ao Sistema Nacional de Seguros Privados,
recente e a sua estrutura atual. inclusive aplicar penalidades;
fixar itens gerais dos contratos de seguro, previdência
Os Órgãos Normativos (autoridades monetárias) privada aberta, capitalização e resseguro;
do SFN prescrever os critérios de constituição das Sociedades
O Conselho Monetário Nacional Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência
Como órgão normativo, por excelência, não lhe cabem Privada Aberta e Resseguradores, com fixação dos limites
funções executivas, sendo o responsável pela fixação das legais e técnicos das respectivas operações e disciplinar a
diretrizes da política monetária, creditícia e cambial do País. corretagem de seguros e a profissão de corretor.
Pelo envolvimento destas políticas no cenário econômico
nacional, o CMN acaba transformando-se num conselho O Conselho de Gestão de Previdência Complementar
de política econômica. (CGPC)
Ao longo da sua existência, o CMN teve diferentes É um órgão colegiado que integra a estrutura do
constituições de membros, de acordo com as exigências Ministério da Previdência Social e cuja competência
políticas e econômicas de cada momento, desde quatro é regular, normatizar e coordenar as atividades das
membros, no governo Costa e Silva, até 15 membros, no Entidades Fechadas de Previdência Complementar (fundos
governo Sarney. A Medida Provisória no. 542, de 30.06.94, de pensão). Também cabe ao CGPC julgar, em última
que editou o Plano Real, simplificou a composição do instância, os recursos interpostos contra as decisões da
CMN, caracterizando seu perfil monetário, que passou a Secretaria de Previdência Complementar.
ser integrado pelos seguintes membros:

1
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

As Entidades Supervisoras do SFN Assim, o Banco Central do Brasil era o banco emissor,
mas realizava as emissões em função das necessidades do
O Banco Central do Brasil Banco do Brasil. Era também o banco dos bancos, mas não
A Superintendência da Moeda e do Crédito, através detinha com exclusividade os depósitos das instituições
da Lei n. 4.595, de 31.12.64, foi transformada em autarquia financeiras. Era agente financeiro do Governo, pois fora
federal, tendo sede e fôro na Capital da República, sob encarregado de administrar a dívida pública federal, mas
a denominaçäo de Banco Central do Brasil. Além da sua não era o caixa do Tesouro Nacional, tendo em vista que
sede em Brasília, o BC (ou Bacen) possui representações esta função era atribuída ao Banco do Brasil. Também
regionais em Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, era o órgão formulador e executor da política de crédito,
Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. O Bacen pode ser mas não tinha o pleno controle do crédito, porque outros
considerado como: organismos governamentais tinham idêntico poder.
banco dos bancos; Operacionalmente, os recursos do Banco Central
depósitos compulsórios; eram acessados automaticamente pelo Banco do Brasil,
redescontos de liquidez; através da “Conta Movimento”, para expansão do crédito
gestor do Sistema Financeiro Nacional; e para o custeio do Governo. Até 1988, as funções de
normas, autorizações, fiscalização, intervenção; autoridade monetária exercidas pelo Banco do Brasil
executor da política monetária; foram progressivamente transferidas ao Banco Central, e
determinação da taxa Selic; as atividades de administração da dívida pública federal,
controle dos meios de pagamento (liquidez do que vinham sendo exercidas pelo Banco Central, foram
mercado); transferidas ao Tesouro Nacional.
orçamento monetário, instrumentos de política
monetária; A Comissão de Valores Mobiliários
banco emissor de moeda; A Comissão de Valores Mobiliários-CVM foi criada
emissão do meio circulante; pela Lei 6.385, em 07/12/1976, e ficou conhecida como
saneamento do meio circulante; a Lei da CVM, pois, até aquela data, faltava uma entidade
banqueiro do governo; que absorvesse a regulação e a fiscalização do mercado de
financiamento ao Tesouro Nacional (via compra e capitais, especialmente no que se referia às sociedades de
venda de títulos públicos); capital aberto. A CVM fixou-se, portanto, como um órgão
administração da dívida pública interna e externa; normativo do sistema financeiro, especificamente voltado
gestor e fiel depositário das reservas internacionais do para o desenvolvimento, a disciplina e a fiscalização do
país; mercado de valores mobiliários não emitidos pelo sistema
representante, junto às intituições financeiras financeiro e pelo Tesouro Nacional - basicamente, o
internacionais, do Sistema Financeiro Nacional; mercado de ações e debêntures, cupões desses títulos e
centralizador do fluxo cambial; bônus de subscrição. É uma entidade auxiliar, autônoma
normas, autorizações, registros, fiscalização, e descentralizada, mas vinculada, como autarquia, ao
intervenção. Governo Federal.

Em resumo, é por meio do BC que o estado intervém A Lei 10.303, mais popularmente conhecida como a
diretamente no sistema financeiro e, indiretamente, na Nova Lei das S.A., editada em 30/01/2001 consolidou e
economia. alterou os dispositivos da Lei 6.404, de 15/12/1976, Lei
Para poder atuar como autoridade monetária plena, o das Sociedades Anônimas, da Lei da CVM e das pequenas
Banco Central exigiu cerca de 25 anos de aprimoramento. modificações em ambas introduzidas, anteriormente, pela
As dificuldades residiam no fato de, até a sua criação, as Lei 9.457, de 15/05/1997.
funções de banco central estarem sendo exercidas pela Os poderes fiscalizatório e disciplinador da CVM
Superintendência da Moeda e do Crédito, pelo Banco do foram ampliados para incluir as Bolsas de Mercadorias e
Brasil e pelo Tesouro Nacional. A Sumoc tinha a finalidade Futuros, as entidades do mercado de balcão organizado e
de exercer o controle monetário, a fiscalização dos bancos as entidades de compensação e liquidação de operações
comerciais e a orientação da política cambial. O Banco com valores mobiliários que, da mesma forma que a Bolsa
do Brasil era o executor das normas estabelecidas pela de Valores, funcionam como órgãos auxiliares da Comissão
Sumoc e exercia as funções de Banco do Governo Federal, de Valores Mobiliários.
controlador das operações de comércio exterior, recebedor Elas operam com autonomia administrativa, financeira
dos depósitos compulsórios e voluntários dos bancos e patrimonial e responsabilidade de fiscalização direta de
comerciais e, ainda, Banco de crédito agrícola, comercial seus respectivos membros e das operações com valores
e industrial. O Tesouro Nacional era o órgão emissor de mobiliários que nelas realizadas, mas, sempre, sob a
papel-moeda. supervisão da CVM.

2
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Sob a disciplina e a fiscalização da CVM foram Conselho de Recursos do Sistema Financeiro


consolidadas as seguintes atividades: Nacional
emissão e distribuição de valores mobiliários no
mercado; O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro
negociação e intermediação no mercado de valores Nacional (CRSFN) é um conselho que julga em segunda
mobiliários; e última instância administrativa os recursos interpostos
negociação e intermediação no mercado de derivativos; contra BaCen, CVM e Secretaria de Comércio Exterior (do
organização, funcionamento e operações das Bolsas Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio).
de Valores; O - CRSFN foi criado pelo Decreto n° 91.152, de
organização, funcionamento e operações das Bolsas 15.03.85. Transferiu-se do Conselho Monetário Nacional -
de Mercadorias e Futuros; CMN para o CRSFN a competência para julgar, em segunda
auditoria das companhias abertas; e última instância administrativa, os recursos interpostos
serviços de consultor e analista de valores mobiliários. das decisões relativas à aplicação das penalidades
administrativas referidas nos itens I a IV do art. 1° do
Redefiniram-se os valores mobiliários sujeitos ao referido Decreto. Permanece com o CMN a competência
regime da nova Lei, como sendo: residual para julgar os demais casos ali previstos, por força
ações, debêntures e bônus de subscrição; do disposto no artigo 44, § 5°, da Lei 4.595/64.
cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados Com o advento da Lei n° 9.069, de 29.06.95, mais
de desdobramento de valores mobiliários; especificamente em razão do seu artigo 81 e parágrafo
certificados de depósito de valores mobiliários; único, ampliou-se a competência do CRSFN, que recebeu
cédulas de debêntures; igualmente do CMN a responsabilidade de julgar os
cotas de fundos de investimento em valores mobiliários recursos interpostos contra as decisões do Banco Central
ou de clubes de investimento em quaisquer ativos; do Brasil relativas a aplicação de penalidades por infração
notas comerciais; à legislação cambial, de capitais estrangeiros, de crédito
contratos futuros, de opções e outros derivativos, rural e industrial. O CRSFN tem o seu Regimento Interno
cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários; aprovado pelo Decreto n° 1.935, de 20.06.96, com a nova
outros contratos derivativos, independentemente dos redação dada pelo Decreto nº 2.277, de 17.07.97, dispondo
ativos subjacentes; e, sobre as competências, prazos e demais atos processuais
quando ofertados publicamente, quaisquer outros vinculados às suas atividades.
títulos ou contratos de investimento coletivo, que gerem
direito de participação, de parceria ou de remuneração, Atribuições
inclusive resultante de prestação de serviços, cujos São atribuições do Conselho de Recursos: julgar em
rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de segunda e última instância administrativa os recursos
terceiros. interpostos das decisões relativas às penalidades
administrativas aplicadas pelo Banco Central do Brasil,
Foram textualmente excluídos do regime da nova Lei: pela Comissão de Valores Mobiliários e pela Secretaria de
os títulos da dívida pública federal, estadual ou Comércio Exterior; nas infrações previstas na legislação.
municipal; O Conselho tem ainda como finalidade julgar os
os títulos cambiais de responsabilidade de instituição recursos de ofício, interpostos pelos órgãos de primeira
financeira, exceto as debêntures. instância, das decisões que concluírem pela não aplicação
Em resumo, sob a ótica da Bovespa e da SOMA das penalidades previstas no item anterior.
(Sociedade Operadora do Mercado de Ativos), a CVM A atual composição do CRSFN é a seguinte:
tem por objetivos fundamentais: a) estimular a aplicação 2 representantes do Ministério da Fazenda;
de poupança no mercado acionário; b) assegurar o 1 representante do BaCen;
funcionamento eficiente e regular das bolsas de valores 1 representante da CVM;
e de outras instituições auxiliares que operam nesse 4 representantes das entidades privadas representativas
mercado; c) proteger os titulares de valores mobiliários de classe;
(notadamente os pequenos e minoritários) contra
emissões irregulares e outros tipos de atos ilegais, que Fique atento porque a composição mudou há poucos
manipulem preços de valores mobiliários nos mercados anos. Na composição antiga havia 1 representante do
primário e secundário de ações; d) fiscalização da emissão, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e
do registro, da distribuição e da negociação de títulos apenas 1 representante do Ministério da Fazenda.
emitidos pelas sociedades anônimas de capital aberto. As entidades representativas de classe são divididas
em 2 grupos: as titulares e as suplentes. A idéia é bem
óbvia, caso um representante de uma entidade titular não
puder participar da reunião, vai um suplente. São elas:

3
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Titulares: A Secretaria de Previdência Complementar (SPC)


Associação Brasileira das Empresas de Capital Aberto É um órgão do Ministério da Previdência Social,
(ABRASCA); responsável por fiscalizar as atividades das entidades
Associação Brasileira das Entidades dos Mercados fechadas de previdência complementar (fundos de pensão).
Financeiro e de Capitais (ANBIMA); A SPC se relaciona com os órgãos normativos do sistema
Comissão Nacional de Bolsas (CNB); financeiro na observação das exigências legais de aplicação
Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN); das reservas técnicas, fundos especiais e provisões que as
Suplentes: entidades sob sua jurisdição são obrigadas a constituir e
Associação Brasileira das Entidades de Crédito que tem diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário
Imobiliário e Poupança - ABECIP; Nacional. À SPC compete:
Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras propor as diretrizes básicas para o Sistema de
de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias – Previdência Complementar;
ANCORD; harmonizar as atividades das entidades fechadas de
Conselho Consultivo do Ramo Crédito da Organização previdência privada com as políticas de desenvolvimento
das Cooperativas Brasileiras – OCB/CECO; social e econômico-financeira do Governo;
Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – fiscalizar, supervisionar, coordenar, orientar e
IBRACON; controlar as atividades relacionadas com a previdência
Os representantes são indicados em lista tríplice e complementar fechada;
escolhidos pelo Ministro da Fazenda (dão 3 opções de analisar e aprovar os pedidos de autorização para
representante e o Ministro decide quem é o “melhor”). constituição, funcionamento, fusão, incorporação,
Eles têm mandato de 2 anos e podem ser reconduzidos grupamento, transferência de controle das entidades
por mais 2 anos.1 fechadas de previdência complementar, bem como
examinar e aprovar os estatutos das referidas entidades, os
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) regulamentos dos planos de benefícios e suas alterações;
examinar e aprovar os convênios de adesão celebrados
É autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda,
por patrocinadores e por instituidores, em como autorizar
responsável pelo controle e fiscalização do mercado de
a retirada de patrocínio e decretar a administração especial
seguro, previdência aberta e capitalização. Dentre suas
em planos de benefícios operados pelas entidades
atribuições estão:
fechadas de previdência complementar, bem como propor
fiscalizar a constituição, organização, funcionamento
ao Ministro a decretação de intervenção ou liquidação das
e operação das sociedades seguradoras, de capitalização,
referidas entidades.
entidades de previdência privada aberta e resseguradores,
na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;
Alguns Operadores do SFN
atuar no sentido de proteger a captação de poupança
Os Bancos Múltiplos
popular que se efetua através das operações de seguro,
Após as reformas do início dos anos 1960, a mais
previdência privada aberta, de capitalização e resseguro; significativa mudança introduzida no Sistema Financeiro
zelar pela liquidez e solvência das sociedades que Nacional foi a instituiçäo dos Bancos Múltiplos, pela
integram o mercado; Resoluçäo n. 1.524, de 21.09.1988, do Banco Central do Brasil.
disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas Por esta resoluçäo, foi facultado aos bancos comerciais,
entidades, em especial os efetuados em bens garantidores bancos de desenvolvimento, bancos de investimento,
de provisões técnicas; sociedades de crédito imobiliário e sociedades de crédito,
cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e financiamento e investimento a organizaçäo opcional em
exercer as atividades por este lhe delegadas; uma única instituiçäo financeira, através de processos de
prover os serviços de secretaria executiva do CNSP. fusäo, incorporaçäo, cisäo e transformaçäo - ou ainda por
constituiçäo direta. Os bancos múltiplos passaram a operar
O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) em todos os segmentos do sistema de intermediaçäo
É sociedade de economia mista, com controle financeira, mediante as seguintes carteiras especiais, sem
acionário da União, jurisdicionada ao Ministério da vinculação entre as fontes de recursos captados e as suas
Fazenda, que conta com o objetivo de regular o aplicaçöes:
cosseguro, o resseguro e a retrocessão, além de promover carteira comercial;
o desenvolvimento das operações de seguros no país. carteira de desenvolvimento (no caso de bancos
múltiplos públicos);
carteira de investimentos (no caso de bancos múltiplos
privados);
1 Fonte: www.conhecimentosbancarios.blogs- carteira de crédito imobiliário;
pot.com.br/ carteira de crédito, financiamento e investimento;
carteira de arrendamento mercantil.

4
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

O Banco do Brasil Os Bancos Comerciais


O Banco do Brasil (BB) teve uma função típica de Os bancos comerciais se dedicam à captação
autoridade monetária até janeiro de 1986, quando, e aplicação de recursos financeiros em operações
por decisão do CMN, foi suprimida a conta movimento, de curto e médio prazos, normalmente de até um
que colocava o BB na posição privilegiada de banco co- ano, bem como prestam serviços de pagamentos e
responsável pela emissão de moeda, via ajustamento das recebimentos ao público em geral, a partir de uma
contas das autoridades monetárias e do Tesouro Nacional. estrutura descentralizada que é proporcionada por
No período do pós-guerra até as reformas de 1964- sua capacidade de abrir agências bancárias. No Brasil,
65, a despeito da criaçäo da SUMOC, o Banco do Brasil atualmente, os bancos comerciais geralmente estão
continuou exercendo funçöes executivas de autoridade integrados em uma estrutura de banco múltiplo,
monetária, atuando como banco dos bancos, agente a partir da qual exercem, total ou parcialmente,
financeiro do governo, depositário e administrador das uma diversificada gama de operações monetárias e
reservas internacionais do país e emprestador de última financeiras.
instância do sistema financeiro. Para atender aos seus objetivos, os bancos
Após as reformas de 1964-65, o Banco do Brasil perdeu comerciais podem: a) descontar títulos; b) realizar
a maior parte das atribuiçöes típicas de um banco central, operações de abertura de crédito simples ou em conta
como a Carteira de Redescontos, a Caixa de Mobilizaçäo corrente (contas garantidas); c) realizar operações
Bancária, a concessäo de créditos ao Tesouro Nacional. especiais, inclusive de crédito rural, de câmbio e
Com a reforma de 1986, e as conseqüentes redefiniçöes comércio internacional; d) captar depósitos à vista e a
de papéis do Bacen e do Banco do Brasil, este passou a prazo e recursos nas instituições oficiais, para repasse
operar sob padröes bem próximos de um banco comercial aos clientes; e) obter recursos externos para repasse; e
qualquer. Hoje, o BB é um conglomerado financeiro de f) efetuar a prestação de serviços, inclusive mediante
ponta, que, aos poucos, se ajustou à estrutura de um convênio com outras instituições.
banco múltiplo tradicional, embora ainda opere, em É importante frisar que a captação de depósitos à
muitos casos, como agente financeiro do Governo Federal.
vista, que nada mais são do que as contas correntes
É o principal executor da política oficial de crédito rural.
livremente movimentáveis, é a atividade básica dos
Conserva, ainda, funções que não são próprias de um
bancos comerciais, configurando-os como instituições
banco comercial comum, mas típicas do parceiro principal
financeiras monetárias. Tal captação de recursos, junto
do governo federal na prestação de serviços bancários,
com a captação via CDB e RDB, cobrança de títulos
como:
e arrecadação de tributos e tarifas públicas, permite
administrar a Câmara de Compensação de cheques e
aos bancos repassar tais recursos aos seus clientes,
outros papéis;
em especial às empresas, sob a forma de empréstimos
efetuar os pagamentos e suprimentos necessários à
que vão girar a atividade produtiva (estoques, salários
execução do Orçamento Geral da União;
etc.).
a aquisição e o financiamento dos estoques de
produção exportável;
agenciamento dos pagamentos e recebimentos fora A Caixa Econômica Federal
do país; As caixas econômicas são instituições de cunho
a execução da política de preços mínimos dos produtos eminentemente social, concedendo empréstimos e
agropastoris; financiamentos a programas e projetos de assistência
a execução do serviço da dívida pública consolidada; social, saúde, educação, trabalho, transportes urbanos
a realização, por conta própria, de operações de e esporte, sendo seu único representante, hoje, a Caixa
compra e venda de moeda estrangeira e, por conta do BC, Econômica Federal, resultado da unificação, pelo Decreto-
nas condições estabelecidas pelo CMN; Lei 759, de 12/08/1969, das 23 Caixas Econômicas Federais
o recebimento, a crédito do Tesouro Nacional, das até então existentes.
importâncias provenientes da arrecadação de tributos ou Suas origens confundem-se com as dos primeiros
rendas federais; e, bancos comerciais. Estes, pela falta de interesse em
como principal executor dos serviços bancários captar pequenos valores e pelos altos riscos dos
de interesse do Governo Federal, inclusive suas empreendimentos em que se envolviam, afastavam os
autarquias, receber em depósito, com exclusividade, pequenos depositantes. Assim, surgida da iniciativa
as disponibilidades de quaisquer entidades federais, particular, a primeira caixa econômica que se constituiu
compreendendo as repartições de todos os ministérios civis no país (Rio de Janeiro) remonta a 1831, que näo
e militares, instituições de previdência e outras autarquias, obteve êxito. Em 1860, o Governo Imperial criou outra
comissões, departamentos, entidades em regime especial instituiçäo do gênero, que começou a operar em 1861
de administração e quaisquer pessoas físicas ou jurídicas (que corresponde hoje à Caixa Econômica Federal do Rio
responsáveis por adiantamentos. de Janeiro). Em 1955, o Parlamento rejeitou projeto de
lei para autorizar a caixa a conceder financiamentos para

5
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

a casa própria, permanecendo suas operaçöes limitadas Clearings e Central Depositária


ao atendimento de necessidades populares de curto É a responsável pela compensação e liquidação das
prazo. Atendendo a essa faixa de crédito, a caixa federal operações realizadas nos mercados a vista e de liquidação
abriu agências em todos os Estados da Uniäo. Ao mesmo futura, bem como pelo registro e pelo controle das
tempo, devido a sua reduzida flexibilidade operacional, operações de empréstimo de títulos (BTC).
ensejou o aparecimento de caixas estaduais, inicialmente
em Säo Paulo, Minas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina Central Depositária
e Goiás. Mas só a partir de 1964, com a instituiçäo do Local onde ficam guardadas as ações, em contas de
mecanismo da correçäo monetária, com a criaçäo das custódia (semelhantes a contas correntes).
cadernetas de poupança e com a integraçäo das caixas
econômicas no SFH e no SBPE, é que as atividades dessas Agentes de compensação
instituiçöes foram dinamizadas. Hoje encontram-se São instituições responsáveis por receber ações e
todas extintas, exceto a CEF. A CEF é uma instituição dinheiro, das corretoras que intermediaram as operações,
financeira responsável pela operacionalização das políticas e repassá-los para a central depositária da Bolsa (podem
do Governo Federal para habitação popular e saneamento ser as corretoras).
básico, caracterizando-se cada vez mais como o banco de Agente de custódia
apoio ao trabalhador de baixa renda. É responsável pela manutenção da conta de custódia
À CEF é permitido atuar nas áreas de atividades do investidor (podem ser as corretoras).
relativas a bancos comerciais, sociedades de crédito
imobiliário e de saneamento e infra-estrutura urbana, além Sistema especial de liquidação e custodia (SELIC)
de prestação de serviços de natureza social, delegada pelo O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic),
Governo Federal. do Banco Central do Brasil, é um sistema informatizado
Suas principais atividades estão relacionadas que se destina à custódia de títulos escriturais de emissão
com a captação de recursos em cadernetas de poupança, do Tesouro Nacional, bem como ao registro e à liquidação
em depósitos judiciais e a prazo, e sua aplicação em de operações com esses títulos.
empréstimos vinculados, preferencialmente à habitação. As liquidações no âmbito do Selic ocorrem por
Os recursos obtidos junto ao Fundo de Garantia por
meio do mecanismo de entrega contra pagamento
Tempo de Serviço-FGTS são direcionados, quase na sua
(Delivery versus Payment — DVP), que opera no conceito
totalidade, para as áreas de saneamento e infra-estrutura
de Liquidação Bruta em Tempo Real (LBTR), sendo as
urbana.
operações liquidadas uma a uma por seus valores brutos
A CEF exerce a administração de loterias, de
em tempo real.
fundos e de programas, entre os quais destacavam-se o
O SELIC é o depositário central dos títulos emitidos
FGTS, o Fundo de Compensação de Variações Salariais-
pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central do Brasil
FCVS, o Programa de Integração Social-PIS, o Fundo
e nessa condição processa, relativamente a esses
de Apoio ao Desenvolvimento Social-FAS e o Fundo de
títulos, a emissão, o resgate, o pagamento dos juros e
Desenvolvimento Social-FDS.
a custódia. O sistema processa também a liquidação
Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros das operações definitivas e compromissadas registradas
A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros em seu ambiente, observando o modelo 1 de entrega
(BM&FBOVESPA) foi criada em maio de 2008 com a contrapagamento. Todos os títulos são escriturais, isto é,
integração da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e emitidos exclusivamente na forma eletrônica. A liquidação
da Bovespa Holding. Juntas, essas companhias originaram da ponta financeira de cada operação é realizada por
uma das maiores bolsas do mundo em valor de mercado. intermédio do Sistema de Transferência de Reservas (STR),
ao qual o SELIC é interligado.
Negociações O sistema, que é gerido pelo Banco Central do Brasil
Compra e venda de ações (empresas de sociedade e é por ele operado em parceria com a Anbima, tem
aberta: Petrobrás); seus centros operacionais (centro principal e centro de
Ouro; contingência) localizados na cidade do Rio de Janeiro.
Câmbio (mercado de dólar a vista - dólar pronto); Para comandar operações, os participantes liquidantes
Ativos (títulos públicos federais); e os participantes responsáveis por sistemas de
Fundos (imobiliários); compensação e de liquidação encaminham mensagens
Carbono (créditos de carbono – MDL – Mecanismo de por intermédio da Rede do Sistema Financeiro Nacional
Desenvolvimento Limpo); (RSFN), observando padrões e procedimentos previstos
Contratos futuros, de opções, a termo e de swaps em manuais específicos da rede. Os demais participantes
(mercadoria ou ativo financeiro); utilizam outras redes, conforme procedimentos previstos
Mercadorias: commodities agropecuárias (soja, milho); no regulamento do sistema.

6
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Participam do sistema, na qualidade de titular de O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic),


conta de custódia, além do Tesouro Nacional e do Banco do Banco Central do Brasil, é um sistema informatizado
Central do Brasil, bancos comerciais, bancos múltiplos, que se destina à custódia de títulos escriturais de emissão
bancos de investimento, caixas econômicas, distribuidoras do Tesouro Nacional, bem como ao registro e à liquidação
e corretoras de títulos e valores mobiliários, entidades de operações com esses títulos.
operadoras de serviços de compensação e de liquidação, As liquidações no âmbito do Selic ocorrem por meio do
fundos de investimento e diversas outras instituições mecanismo de entrega contra pagamento (Delivery versus
integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Payment — DVP), que opera no conceito de Liquidação
São considerados liquidantes, respondendo Bruta em Tempo Real (LBTR), sendo as operações liquidadas
diretamente pela liquidação financeira de operações, além uma a uma por seus valores brutos em tempo real.
do Banco Central do Brasil, os participantes titulares de Além do sistema de custódia de títulos e de registro
conta de reservas bancárias, incluindo-se nessa situação, e liquidação de operações, integram o Selic os seguintes
obrigatoriamente, os bancos comerciais, os bancos módulos complementares:
múltiplos com carteira comercial e as caixas econômicas, a) Oferta Pública (Ofpub);
e, opcionalmente, os bancos de investimento. b) Oferta a Dealers (Ofdealers);
s não liquidantes pagam suas operações por c) Lastro de Operações Compromissadas (Lastro); e
intermédio de participantes liquidantes, conforme acordo d) Negociação Eletrônica de Títulos (Negociação).
entre as partes, e operam dentro de limites fixados por Os módulos Ofpub e Ofdealers são sistemas
eles. Cada participante não liquidante pode utilizar os eletrônicos que têm por finalidade acolher propostas e
serviços de mais de um participante liquidante, exceto no apurar resultados de ofertas públicas (leilões) de venda
caso de operações específicas, previstas no regulamento ou de compra definitiva de títulos; de venda de títulos
do sistema, tais como pagamento de juros e resgate com compromisso de recompra ou de compra de títulos
de títulos, que são obrigatoriamente liquidadas por com compromisso de revenda; e de outras operações,
intermédio de um liquidante-padrão previamente indicado a critério do Administrador do Selic. Podem participar
pelo participante não liquidante. do Ofpub todas as instituições financeiras e demais
Os participantes não liquidantes são classificados como instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
autônomos ou como subordinados, conforme registrem Brasil, desde que participantes do Selic. Já do Ofdealers
suas operações diretamente ou o façam por intermédio participam apenas as instituições credenciadas a operar
de seu liquidante-padrão. Os fundos de investimento são com o Departamento de Operações do Mercado Aberto
normalmente subordinados e as corretoras e distribuidoras, (Demab) do Banco Central do Brasil e com a Coordenação-
normalmente autônomas. Geral de Operações da Dívida Pública (Codip) da Secretaria
As entidades responsáveis por sistemas de
do Tesouro Nacional.
compensação e de liquidação são obrigatoriamente
O módulo Lastro tem por finalidade auxiliar
participantes autônomos. Também, obrigatoriamente, são
a especificação dos títulos objeto das operações
participantes subordinados as sociedades seguradoras,
compromissadas (venda ou compra de títulos com o
as sociedades de capitalização, as entidades abertas de
compromisso de recompra ou revenda).
previdência, as entidades fechadas de previdência e as
O módulo Negociação consiste em uma plataforma
resseguradoras locais.
eletrônica de negociação de títulos públicos federais
Tratando-se de um sistema de liquidação em tempo
acessível aos participantes do Selic. O módulo dispõe
real, a liquidação de operações é sempre condicionada à
de duas funções: Negociação, para o cadastramento
disponibilidade do título negociado na conta de custódia
do vendedor e à disponibilidade de recursos por parte do de ordens de compra e de venda e o fechamento dos
comprador. Se a conta de custódia do vendedor não apresentar negócios; e Especificação, para a definição das contas e
saldo suficiente de títulos, a operação é mantida em pendência dos percentuais de distribuição, entre essas contas, da
pelo prazo máximo de 60 minutos ou até 18h30, o que ocorrer quantidade negociada em cada ordem. As duas funções
primeiro (não se enquadram nessa restrição as operações de são exclusivas dos dealers. Os demais participantes têm
venda de títulos adquiridos em leilão primário realizado no dia). acesso apenas para fins de consulta de ordens e taxas. É
A operação só é encaminhada ao STR para liquidação permitido, contudo, que os dealers especifiquem ordens
da ponta financeira após o bloqueio dos títulos negociados, para terceiros, por meio da utilização de sua conta de
sendo que a não liquidação por insuficiência de fundos corretagem (intermediação). O funcionamento do módulo
implica sua rejeição pelo STR e, em seguida, pelo SELIC. Negociação encontra-se disciplinado na Carta-Circular
Na forma do regulamento do sistema, são admitidas 3.568, de 19/10/2012.
algumas associações de operações. Nesses casos, embora A administração do Selic e de seus módulos
ao final a liquidação seja feita operação por operação, complementares é de competência exclusiva do Demab
são considerados, na verificação da disponibilidade de e o sistema é operado em parceria com a Associação
títulos e de recursos financeiros, os resultados líquidos Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de
relacionados com o conjunto de operações associadas. Capitais (Anbima).

7
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

BASE REGULAMENTAR EXERCÍICOS COMPLEMENTARES


A implantação do Selic ocorreu em 14/11/1979, sob a
égide da Circular 466, de 11/10/1979, do Banco Central do 01-) (TRF/5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
Brasil, que aprovou o Regulamento do Sistema Especial de FCC/2012) O detetive Gervase Fen, que apareceu em
Liquidação e de Custódia de Letras do Tesouro Nacional. 1944, é um homem de face corada, muito afeito ......
A Circular 3.587, de 26/3/2012, com alterações da frases inteligentes e citações dos clássicos; sua esposa,
Circular 3.610, de 26/9/2012, normativo atualmente em Dolly, uma dama meiga e sossegada, fica sentada trico-
vigor, aprovou algumas alterações; dentre elas, as principais tando tranquilamente, impassível ...... propensão de seu
foram: implantação das operações compromissadas marido ...... investigar assassinatos.
(Adaptado de P.D.James, op.cit.)
longas, permitindo três novos tipos de compromisso (de
revenda conjugado com o de recompra para liquidação
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima,
a qualquer tempo, durante determinado prazo, a critério na ordem dada:
de qualquer das partes; de recompra liquidável, a critério (A) à - à - a
exclusivo do comprador, em data determinada ou dentro (B) a - à - a
de prazo estabelecido; e de revenda liquidável, a critério (C) à - a - à
exclusivo do vendedor, em data determinada ou dentro de (D) a - à - à
prazo estabelecido); módulo de negociação eletrônica e (E) à - a – a
registro de promessa de compra ou de venda, que permite
o registro antecipado de negócios com investidores Afeito a frases (generalizando, já que o “a” está no
estrangeiros com a liquidação ocorrendo dois ou três dias singular e “frases”, no plural)
depois. Impassível à propensão (regência nominal: pede pre-
A Circular 3.610, de 26/9/2012 trouxe alterações à posição)
Circular 3587, como, por exemplo, a inclusão da hipótese A investigar (antes de verbo no infinitivo não há acen-
de transmissão automática de comandos no Selic oriundos to indicativo de crase)
do módulo Negociação. Sequência: a / à / a.
A íntegra das circulares pode ser obtida por meio da
ferramenta de “Busca de Normas”, disponível no site do RESPOSTA: “B”.
Banco Central do Brasil.
02-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
GERAIS – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Consi-
derando o acento tônico e a classificação quanto ao nú-
mero de sílabas, assinale a alternativa CORRETA.
A) Psiquiatra – Paroxítona – Quatro sílabas
B) Noticiário – Proparoxítona – Seis sílabas
C) Absoluto – Paroxítona – Cinco sílabas
D) Ódio – Oxítona – Duas sílabas

A) Psiquiatra – Paroxítona – Quatro sílabas


Psi - qui - a - tra = quatro sílabas; sílaba tônica: “a”
= paroxítona
B) Noticiário – Proparoxítona – Seis sílabas
No - ti - ci - á - rio = cinco sílabas; sílaba tônica:
“á” = paroxítona
C) Absoluto – Paroxítona – Cinco sílabas
Ab - so - lu - to = quatro sílabas; sílaba tônica: “lu”
= paroxítona
D) Ódio – Oxítona – Duas sílabas
Ó - dio = duas sílabas; sílaba tônica: “ó” = paroxítona

RESPOSTA: “A”.

03-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS


GERAIS – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Assi-
nale a afirmativa em que se aplica a mesma regra de
acentuação.
A) tevê – pôde – vê
B) únicas – histórias – saudáveis
C) indivíduo – séria – noticiários
D) diário – máximo – satélite

8
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

A) tevê – pôde – vê 06-) (TRF/5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO –


Tevê = oxítona terminada em “e”; pôde (pretérito per- FCC/2012) Para o Brasil, o fundamental é que, ao exercer
feito do Indicativo) = acento diferencial (que ainda preva- a responsabilidade de proteger pela via militar, a comu-
lece após o Novo Acordo Ortográfico) para diferenciar de nidade internacional [...] observe outro preceito ...
“pode” – presente do Indicativo; vê = monossílaba termi- Transpondo-se o segmento grifado acima para a voz
nada em “e” passiva, a forma verbal resultante será:
B) únicas – histórias – saudáveis a) é observado.
Únicas = proparoxítona; história = paroxítona termi- b) seja observado.
nada em ditongo; saudáveis = paroxítona terminada em c) ser observado.
ditongo. d) é observada.
C) indivíduo – séria – noticiários e) for observado.
Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; séria =
paroxítona terminada em ditongo; noticiários = paroxítona a comunidade internacional [...] observe outro preceito
terminada em ditongo. = se na voz ativa
D) diário – máximo – satélite temos um verbo, na passiva teremos dois: outro preceito
Diário = paroxítona terminada em ditongo; máximo = seja observado.
proparoxítona; satélite = proparoxítona.
RESPOSTA: “B”.
RESPOSTA: “C”.
07-) (TRF/5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO –
04-) (TRF/ 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012)
FCC/2012) Ou pretendia. ... o recurso à coerção atenta contra os princípios do
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo direito internacional ...
que o grifado acima está em: O verbo que exige o mesmo tipo de complemento
a) ... ao que der ... que o grifado acima está empregado em:
b) ... virava a palavra pelo avesso ... a) Se nossos objetivos maiores incluem a decidida
c) Não teria graça ... defesa dos direitos humanos ...
d) ... um conto que sai de um palíndromo ... b) ... o Brasil incorpora plenamente esses valores a
e) ... como decidiu o seu destino de escritor. sua ação externa ...
c) A ONU constitui o foro privilegiado para ...
Pretendia = pretérito imperfeito do Indicativo d) Em meados da década de 90 surgiram vozes que ...
a) ... ao que der ... = futuro do Subjuntivo e) ... a relação [...] passou por várias etapas.
b) ... virava = pretérito imperfeito do Indicativo
c) Não teria = futuro do pretérito do Indicativo Atenta = verbo transitivo indireto (pede objeto indireto)
d) ... um conto que sai = presente do Indicativo a) Se nossos objetivos maiores incluem a decidida = ver-
e) ... como decidiu = pretérito perfeito do Indicativo bo transitivo direto / objeto direto
b) ... o Brasil incorpora plenamente esses valores a sua
RESPOSTA: “B”. ação externa = verbo transitivo direto e indireto – objeto di-
reto e indireto
05-) (TRF/5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – c) A ONU constitui o foro privilegiado para = verbo tran-
FCC/2012) Ao se substituir o elemento grifado em sitivo direto / objeto direto ...
um segmento do texto, o pronome foi empregado de d) Em meados da década de 90 surgiram vozes = verbo
modo INCORRETO em: transitivo direto / objeto direto ...
a) Julio Cortázar tem um conto = Julio Cortázar e) ... a relação [...] passou por várias etapas = verbo tran-
tem-no sitivo indireto (pede objeto indireto)
b) ele encontrou esta frase = ele encontrou-a
c) desarticular as palavras = desarticular-lhes RESPOSTA: “E”.
d) dava arroz à raposa = dava-lhe arroz
e) não só encantou o menino = não só o encantou 08-) (TRF/5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO –
FCC/2012) O verbo flexionado no singular que também
a) Julio Cortázar tem um conto = Julio Cortázar tem-no pode ser corretamente flexionado no plural, sem que
b) ele encontrou esta frase = ele encontrou-a nenhuma outra alteração seja feita na frase, está desta-
c) desarticular as palavras = desarticular-lhes = desar- cado em:
ticulá-las a) Para promover os direitos humanos, a consolida-
d) dava arroz à raposa = dava-lhe arroz ção da democracia em todos os países é extremamente
e) não só encantou o menino = não só o encantou necessária.
b) Cada um dos países do Conselho de Direitos Hu-
RESPOSTA: “C”. manos da Organização das Nações Unidas (ONU) há de
zelar pela manutenção dos Direitos Humanos.

9
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

c) A comunidade internacional trata os direitos hu- Devido à igualdade textual, a indicação da alternativa
manos de forma global, justa e equitativa, em pé de correta aponta as inadequações nas demais.
igualdade e com a mesma ênfase.
d) A maior parte dos países compreende que o di- RESPOSTA: “A”.
reito ao trabalho é de vital importância para o desen-
volvimento de povos e nações. 10-) (TRF/4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
e) A declaração de Direitos Humanos de Viena, de FCC/2010) O engajamento moral e político não chegou
1993, reconhece uma série de direitos fundamentais, a constituir um deslocamento da atenção intelectual de
como o direito ao desenvolvimento. Said ...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a
Sublinhei os termos que se relacionam, justificando a forma verbal resultante é:
concordância verbal: a) se constituiu.
a) Para promover os direitos humanos, a consolidação b) chegou a ser constituído.
da democracia em todos os países é extremamente neces- c) teria chegado a constituir.
sária. d) chega a se constituir.
b) Cada um dos países do Conselho de Direitos Huma- e) chegaria a ser constituído.
nos da Organização das Nações Unidas (ONU) há de zelar
pela manutenção dos Direitos Humanos. O engajamento moral e político não chegou a consti-
c) A comunidade internacional trata os direitos huma- tuir um deslocamento da atenção intelectual de Said = dois
nos de forma global, justa e equitativa, em pé de igualdade verbos na voz ativa, mas com presença de preposição e, um
e com a mesma ênfase. deles, no infinitivo, então o verbo auxiliar “ser” ficará no in-
d) A maior parte dos países compreende (ou “com- finitivo (na voz passiva) e o verbo principal (constituir) ficará
preendem” = facultativo; tanto concorda com “a maior par- no particípio: Um deslocamento da atenção intelectual de
te” quanto com “países”) que o direito ao trabalho é de vital Said não chegou a ser constituído pelo engajamento...
importância para o desenvolvimento de povos e nações.
RESPOSTA: “B”.
e) A declaração de Direitos Humanos de Viena, de
1993, reconhece uma série de direitos fundamentais, como
11-) (TRF/4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
o direito ao desenvolvimento.
FCC/2010) Observam-se corretamente as regras de
concordância verbal e nominal em:
RESPOSTA: “D”.
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais
como entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais
09-) (TRF/5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – sofisticadas às mais humildes, são cada vez mais co-
FCC/2012) Está inteiramente adequada a pontuação da muns nos dias de hoje.
frase: b) A importância de intelectuais como Edward Said
a) Como já se disse, poeta é aquele que, ao aplicar- e Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre ques-
-se conscientemente à difícil arte do desaprender, passa tões polêmicas de seu tempo, não estão apenas nos li-
a ver o mundo com olhar infantil, despido das camadas vros que escreveram.
de preconceitos e prejuízos que, quase sempre à nossa c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio en-
revelia, acumulamos ao longo da vida adulta. tre árabes e judeus, responsável por tantas mortes e
b) Como, já se disse, poeta é aquele que ao aplicar- tanto sofrimento, estejam próximos de serem resolvi-
-se conscientemente à difícil arte do desaprender, passa dos ou pelo menos de terem alguma trégua.
a ver o mundo, com olhar infantil, despido das camadas d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a
de preconceitos e prejuízos, que quase sempre à nossa verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo
revelia, acumulamos ao longo da vida adulta. ponto relativa, costumam encontrar muito mais detra-
c) Como já se disse poeta é aquele, que ao aplicar-se tores que admiradores.
conscientemente à difícil arte do desaprender, passa a e) No final do século XX já não se via muitos inte-
ver o mundo com olhar infantil despido das camadas lectuais e escritores como Edward Said, que não apenas
de preconceitos e prejuízos que, quase sempre à nossa era notícia pelos livros que publicavam como pelas po-
revelia acumulamos, ao longo da vida adulta. sições que corajosamente assumiam.
d) Como já se disse poeta, é aquele que ao aplicar-
-se conscientemente à difícil arte do desaprender, passa Fiz as correções entre parênteses:
a ver o mundo com olhar infantil despido das camadas a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
de preconceitos, e prejuízos, que quase sempre à nossa entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofistica-
revelia acumulamos ao longo da vida adulta. das às mais humildes, são (é) cada vez mais comuns (co-
e) Como já se disse, poeta é aquele que ao apli- mum) nos dias de hoje.
car-se, conscientemente, à difícil arte do desaprender b) A importância de intelectuais como Edward Said e
passa a ver, o mundo, com olhar infantil despido das Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
camadas de preconceitos e prejuízos que quase sempre, polêmicas de seu tempo, não estão (está) apenas nos livros
à nossa revelia, acumulamos ao longo da vida adulta. que escreveram.

10
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio en- 12-) (TRF/2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
tre árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto FCC/2012) Wagner submerge ante os cordões de Bota-
sofrimento, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem fogo.
(ser) resolvidos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter) A afirmativa que exprime corretamente, com ou-
alguma trégua. tras palavras, o sentido original da frase acima é:
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a (A) Os cordões de Botafogo superam Wagner.
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo (B) Wagner supera o que se faz nos cordões de Bo-
ponto relativa, costumam encontrar muito mais detratores tafogo.
que admiradores. (C) Botafogo, com seus cordões, retoma a superio-
e) No final do século XX já não se via (viam) muitos ridade de Wagner.
intelectuais e escritores como Edward Said, que não apenas (D) Diante dos cordões de Botafogo, Wagner será
era (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas a superação.
posições que corajosamente assumiam. (E) Para os cordões de Botafogo, Wagner é superior.

RESPOSTA: “D”. Pela leitura do texto e analisando a afirmativa do enun-


ciado, entende-se que os cordões de Botafogo superam
(TRF/2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012 Wagner.
- ADAPTADO) Atenção: As questões de números 12 e 13
baseiam-se nos Textos I e II, a seguir. RESPOSTA: “A”.
Texto I
No Pão de Açúcar 13-) (TRF/2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
De cada dia FCC/2012) ... o tema das mudanças climáticas pressiona
Dai-nos Senhor os esforços mundiais para reduzir a queima de combus-
A Poesia tíveis.
De cada dia A mesma relação entre o verbo grifado e o comple-
(Andrade, Oswald. Pau-Brasil. Obras completas de Os- mento se reproduz em:
wald de Andrade. São Paulo, Globo, Secretaria de Estado (A) ... a Idade da Pedra não acabou por falta de pe-
da Cultura, 1990, p. 63) dras...
Texto II (B) ... o estilo de vida e o modo da produção (...) são
O texto abaixo reproduz algumas afirmativas do os principais responsáveis...
Manifesto Pau-Brasil, que Oswald de Andrade, um dos (C) ... que ameaçam a nossa própria existência.
mentores do movimento modernista brasileiro de 1922, (D) ... e a da China triplicou.
lançou no Correio da Manhã em 18 de março de 1924. (E) Mas o homem moderno estaria preparado...
A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e
de ocre nos verdes da Favela, sob o sol cabralino, são O verbo grifado é transitivo direto (pressiona quem?
fatos estéticos. O carnaval do Rio é o acontecimento o quê?):
religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os A – acabou – intransitivo
cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação ét- B – são – verbo de ligação
nica rica. C – ameaçam quem? – transitivo direto
A poesia Pau-Brasil. Ágil e cândida. Como uma D – triplicou = no contexto: intransitivo
criança. E – estaria – verbo de ligação
A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e
neológica. A contribuição milionária de todos os erros. RESPOSTA: “C”.
Como falamos. Como somos.
Nenhuma fórmula para a contemporânea expres- 14-) (TRF/2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
são do mundo. Ver com olhos livres. FCC/2012) O verbo que, dadas as alterações entre pa-
Temos a base dupla e presente − a floresta e a es- rênteses propostas para o segmento grifado, deverá ser
cola. A raça crédula e dualista e a geometria, a álgebra colocado no plural, está em:
e a química logo depois da mamadeira e do chá de er- (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvi-
va-doce. Um misto de “dorme nenê que o bicho vem das)
pegá” e de equações. (B) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do
Obuses de elevadores, cubos de arranha-céus e a planeta)
sábia preguiça solar. A reza. O Carnaval. A energia ínti- (C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O
ma. O sabiá. A hospitalidade um pouco sensual, amo- consumo mundial de barris de petróleo)
rosa. (D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-
(http://www.lumiarte.com/luardeoutono/oswald/ma- -se no custo da matéria-prima... (Constantes aumentos)
nifpaubr.html acesso em 11/02/2012) (E) o tema das mudanças climáticas pressiona os
esforços mundiais... (a preocupação em torno das mu-
danças climáticas)

11
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

(A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) = Fiz a correção entre parênteses:
“há” permaneceria no singular (A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
(B) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do pla- boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
neta) = “sabe” permaneceria no singular geiros nos aeroportos.
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O (B) Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua
consumo mundial de barris de petróleo) = “dá” permane- espontaneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque)
ceria no singular sua reputação de pessoa cortês.
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se (C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio
no custo da matéria-prima... Constantes aumentos) = “re- de descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza
flete” passaria para “refletem-se” (frondosa) árvore do pátio.
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es- (D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência
forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empe-
climáticas) = “pressiona” permaneceria no singular cilho) na superação dessa sua crise.
(E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção
RESPOSTA: “D”. dessa alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de coni-
vente na concessão de privilégios ilegítimos.
15-) (TRF/1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
FCC/2011) “Gosto de Ouro Preto”, explicou Elizabeth RESPOSTA: “A”.
ao poeta Robert Lowell...
No segmento acima, o verbo “gostar” está empre- 17-) (TRF/4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
gado exatamente com a mesma regência com que está FCC/2010) A substituição do elemento grifado pelo
empregado o verbo da seguinte frase: pronome correspondente, com os necessários ajustes
(A) Os manifestantes de todas as idades desfilaram no segmento, está INCORRETA em:
pelas ruas da cidade. a) continua a provocar irritação = continua a pro-
(B) Não junte este líquido verde com aquele abra- vocá-la.
sivo. b) a constituir um deslocamento = a lhe constituir.
(C) A casa pertence aos Nemer desde 1982. c) batalhar [...] contra a leucemia = batalhar contra
(D) Patrocinou o evento do último sábado.
ela.
(E) Encontraram com um comerciante essas anota-
d) que treinavam a elite = que a treinavam.
ções.
e) gerou uma subdisciplina acadêmica = gerou-a.
Regência do verbo “gostar”: transitivo indireto.
a) continua a provocar irritação = continua a provocá-
A – desfilaram – intransitivo
-la.
B – junte – transitivo direto
b) a constituir um deslocamento = a lhe constituir. =
C – pertence – transitivo indireto
constituí-lo
D – patrocinou – transitivo direto
E – transitivo direto preposicionado c) batalhar [...] contra a leucemia = batalhar contra ela.
d) que treinavam a elite = que a treinavam.
RESPOSTA: “C”. e) gerou uma subdisciplina acadêmica = gerou-a.

16-) (TRF/1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - RESPOSTA: “B”.


FCC/2011) As palavras estão corretamente grafadas na
seguinte frase: 18-) (CETESB/SP – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2013)
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é Assinale a alternativa em que a concordância das for-
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de pas- mas verbais destacadas está de acordo com a norma-
sageiros nos aeroportos. -padrão da língua.
(B) Comete muitos deslises, talvez por sua esponta- (A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em hi-
neidade, mas nada que ponha em cheque sua reputa- gienização subterrânea.
ção de pessoa cortês. (B) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do trabalhadores da área de limpeza.
sócio de descançar após o almoço sob a frondoza ár- (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos
vore do pátio. riscos de se contrair alguma doença.
(D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era
mágoa pode estar sendo o grande impecilho na supe- sete da manhã, eu já estava fazendo meu serviço.
ração dessa sua crise. (E) As companhias de limpeza, apenas recentemen-
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta te, começou a adotar medidas mais rigorosas para a
quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na con- proteção de seus funcionários.
cessão de privilégios ilegítimos.

12
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

Fiz as correções: (A) Ele já morou em Natal, em Fortaleza, em São Paulo. =


(A) Fazem dez anos = faz (sentido de tempo = singular) enumeração
(B) Ainda existe muitas pessoas = existem (B) Os dois rapazes, Rodrigo e Paulo, eram primos. = explica-
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos riscos ção de um termo anterior (aposto)
(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era sete (C) Com muito cuidado, a advogada analisou o documento.
da manhã = eram = advérbio
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente, co- (D) A igreja era pequena e pobre. Os altares, humildes. =
meçou = começaram zeugma
(E) Você ainda não sabe, mocinha vaidosa, que a vida é difícil.
RESPOSTA: “C”. = vocativo

19-) (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO RESPOSTA: “B”.


SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) Apenas uma
das opções abaixo está correta quanto à concordância no- 22-) (BANCO DO BRASIL – MÉDICO DO TRABALHO –
minal. Aponte-a. FCC/2012) Atente para as seguintes frases:
A) O Brasil apresenta bastante problemas sociais. I. Quem nos ensina a olhar são os pintores e fotógrafos,
B) A situação ficou meia complicada depois das mu- que andam em volta dos objetos à procura de novos ângulos.
danças. II. Felizes as pessoas que, todos os dias, sabem encontrar
C) É necessário segurança para se viver bem. companhia em tudo o que as cerca.
D) Esses cidadãos estão quite com suas obrigações. III. Em silêncio, nos oferecerão sua muda companhia.
E) Os soldados permaneceram alertas durante a mani- A supressão da(s) vírgula(s) acarretará mudança de sen-
festação. tido para o que está APENAS em
(A) I.
Fiz as correções: (B) II.
A) O Brasil apresenta bastante = bastantes. (C) II e III.
B) A situação ficou meia = meio (D) I e II.
C) É necessário segurança para se viver bem. (E) III.
D) Esses cidadãos estão quite = quites
E) Os soldados permaneceram alertas = alerta I. Quem nos ensina a olhar são os pintores e fotógrafos
que andam em volta dos objetos à procura de novos ângulos. =
RESPOSTA: “C”. agora teremos uma restrição (adjetiva restritiva)
II. Felizes as pessoas que todos os dias sabem encontrar
20-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA – companhia em tudo o que as cerca. = facultativo o uso da vírgula
VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que a frase – É ela (advérbio)
que faz o interlocutor se emocionar... – está corretamente III. Em silêncio, nos oferecerão sua muda companhia. = fa-
reescrita, tendo um pronome assumindo as mesmas re- cultativo o uso da vírgula (advérbio)
lações de sentido expressas pela expressão destacada, de
acordo com a norma--padrão. RESPOSTA: “A”.
(A) É ela que emociona-o.
(B) É ela que o emociona. 23-) (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO
(C) É ela que emociona-lhe. SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) Apenas uma das
(D) É ela que emociona ele. frases abaixo foge à norma culta no que se refere à coloca-
(E) É ela que ele emociona. ção pronominal. Aponte-a.
A) Enviar-lhe-ei por Sedex os documentos solicitados.
Como temos a presença do “que” (independente de sua B) Quem se candidataria à prefeito nesse momento?
função), devemos usar a próclise: É ela que o emociona. C) O jogo que realiza-se hoje contará com a presença de
políticos eminentes.
RESPOSTA: “B”. D) Viu-se obrigado a tomar uma atitude que não desejava.
E) Realizar-se-á uma nova eleição.
21-) (PREFEITURA MUNICIPAL DE JAPERI/RJ - ORIEN-
TADOR PEDAGÓGICO - FUNDAÇÃO BENJAMIN CONS- A) Enviar-lhe-ei por Sedex os documentos solicitados. = cor-
TANT/2013) Assinale o item em que a vírgula foi usada reta
para isolar o aposto. B) Quem se candidataria à prefeito nesse momento? = cor-
(A) Ele já morou em Natal, em Fortaleza, em São Paulo. reta
(B) Os dois rapazes, Rodrigo e Paulo, eram primos. C) O jogo que realiza-se = o jogo que se realiza
(C) Com muito cuidado, a advogada analisou o docu- D) Viu-se obrigado a tomar uma atitude que não desejava.
mento. = correta
(D) A igreja era pequena e pobre. Os altares, humildes. E) Realizar-se-á uma nova eleição. = correta
(E) Você ainda não sabe, mocinha vaidosa, que a vida
é difícil. RESPOSTA: “C”.

13
ATUALIDADES DO MERCADO FINANCEIRO

24-) (BANCO DO BRASIL – MÉDICO DO TRABALHO (D) ... que várias espécies de peixes precisam = presen-
– FCC/2012) Ficava difícil se apoiar em algum chavão. te do Indicativo
O período acima passa de composto a simples caso (E) ... uma equipe da Universidade Federal de Pernam-
se substitua o elemento sublinhado por buco verificou = pretérito perfeito do Indicativo
(A) para algum chavão apoiá-lo.
(B) que algum chavão o apoiasse. RESPOSTA: “B”.
(C) apoiá-lo em algum chavão.
(D) algum chavão vir a apoiá-lo. 27-) (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) A substi-
(E) o apoio em algum chavão. tuição do elemento grifado pelo pronome correspon-
dente foi realizada de modo INCORRETO em:
Para que tenhamos um período simples é necessária a (A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu
presença de um único verbo. Fazendo a alteração e man- (B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os
tendo o sentido da frase inicial, a alternativa “o apoio em (C) para fazer a dragagem = para fazê-la
algum chavão” é a que está escrita de maneira correta. (D) que desviava a água = que lhe desviava
(E) supriam a necessidade = supriam-na
RESPOSTA: “E”.
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu = cor-
25-) (SEE/SP – PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II reta
E PROFESSOR II – LÍNGUA PORTUGUESA - FCC/2011) (B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os = correta
...permite que os criadores tomem atitudes quando a (C) para fazer a dragagem = para fazê-la = correta
proliferação de algas tóxicas ameaça os peixes. (D) que desviava a água = que lhe desviava = que a
A transposição para a voz passiva da oração grifada desviava
acima teria, de acordo com a norma culta, como forma (E) supriam a necessidade = supriam-na = correta
verbal resultante:
RESPOSTA: “D”.
(A) ameaçavam.
(B) foram ameaçadas.
(C) ameaçarem.
(D) estiver sendo ameaçada.
(E) forem ameaçados.

Quando a proliferação ameaça os peixes = voz ativa


Quando os peixes forem ameaçados pela proliferação...
= voz passiva

RESPOSTA: “E”.

26-) (COPERGÁS - TÉCNICO OPERACIONAL MECÂ-


NICO - FCC/2011 - ADAPTADA)
... para desovar e criar seus filhotes até que sejam
capazes de seguir para o oceano.
O verbo que se encontra conjugado nos mesmos
tempo e modo que o grifado na frase acima está em:
(A) ... espaços que misturam água do mar e de rios
em meio a árvores de raízes expostas.
(B) ... que ela prejudique ainda mais a vida dos pei-
xes e das pessoas.
(C) ... Mario Barletta, que, com seu grupo, percorre
os estuários da América do Sul.
(D) ... que várias espécies de peixes precisam de re-
dutos distintos no mangue ...
(E) ... uma equipe da Universidade Federal de Per-
nambuco verificou que várias espécies de peixes ...

“Sejam” está no presente do Subjuntivo.


(A) ... espaços que misturam = presente do Indicativo
(B) ... que ela prejudique = presente do Subjuntivo
(C) ... Mario Barletta, que, com seu grupo, percorre =
presente do Indicativo

14
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Análise combinatória; ............................................................................................................................................................................................ 01


Noções de probabilidade; .................................................................................................................................................................................... 01
Teorema de Bayes; .................................................................................................................................................................................................. 01
Probabilidade condicional; .................................................................................................................................................................................. 01
Noções de estatística; ............................................................................................................................................................................................ 01
População e amostra; ............................................................................................................................................................................................ 01
Análise e interpretação de tabelas e gráficos; ............................................................................................................................................. 01
Regressão, tendências, extrapolações e interpolações; ............................................................................................................................ 01
Tabelas de distribuição empírica de variáveis e histogramas; ............................................................................................................... 01
Estatística descritiva (média, mediana, variância, desvio padrão, percentis, quartis, outliers, covariância).......................... 01
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Arranjo Simples
ANÁLISE COMBINATÓRIA; NOÇÕES DE
PROBABILIDADE; TEOREMA DE BAYES; Denomina-se arranjo simples dos n elementos de E, p a
p, toda sequência de p elementos distintos de E.
PROBABILIDADE CONDICIONAL; NOÇÕES
DE ESTATÍSTICA; POPULAÇÃO E AMOSTRA; Exemplo
ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TABELAS Usando somente algarismos 5, 6 e 7. Quantos números
E GRÁFICOS; REGRESSÃO, TENDÊNCIAS, de 2 algarismos distintos podemos formar?
EXTRAPOLAÇÕES E INTERPOLAÇÕES;
TABELAS DE DISTRIBUIÇÃO EMPÍRICA DE
VARIÁVEIS E HISTOGRAMAS; ESTATÍSTICA
DESCRITIVA (MÉDIA, MEDIANA, VARIÂNCIA,
DESVIO PADRÃO, PERCENTIS, QUARTIS,
OUTLIERS, COVARIÂNCIA).

Análise Combinatória

A Análise Combinatória é a área da Matemática que


trata dos problemas de contagem.

Princípio Fundamental da Contagem

Estabelece o número de maneiras distintas de ocorrên-


cia de um evento composto de duas ou mais etapas.
Se uma decisão E1 pode ser tomada de n1 modos e, a
decisão E2 pode ser tomada de n2 modos, então o número Observe que os números obtidos diferem entre si:
de maneiras de se tomarem as decisões E1 e E2 é n1.n2. Pela ordem dos elementos: 56 e 65
Pelos elementos componentes: 56 e 67
Exemplo Cada número assim obtido é denominado arranjo sim-
ples dos 3 elementos tomados 2 a 2.

Indica-se

Permutação Simples
Chama-se permutação simples dos n elementos, qual-
quer agrupamento(sequência) de n elementos distintos de
O número de maneiras diferentes de se vestir é:2(cal- E.
ças). 3(blusas)=6 maneiras O número de permutações simples de n elementos é
indicado por Pn.
Fatorial

É comum nos problemas de contagem, calcularmos o


produto de uma multiplicação cujos fatores são números Exemplo
naturais consecutivos. Para facilitar adotamos o fatorial. Quantos anagramas tem a palavra CHUVEIRO?
Solução
A palavra tem 8 letras, portanto:

1
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Permutação com elementos repetidos Triângulo de Pascal


De modo geral, o número de permutações de n ob-
jetos, dos quais n1 são iguais a A, n2 são iguais a B, n3 são
iguais a C etc.

Exemplo
Quantos anagramas tem a palavra PARALELEPÍPEDO?
Solução
Se todos as letras fossem distintas, teríamos 14! Per-
mutações. Como temos uma letra repetida, esse número
será menor.
Temos 3P, 2A, 2L e 3 E

Combinação Simples
Dado o conjunto {a1, a2, ..., an} com n objetos distintos,
podemos formar subconjuntos com p elementos. Cada sub-
conjunto com i elementos é chamado combinação simples.

Binômio de Newton
Denomina-se binômio de Newton todo binômio da
Exemplo forma , com n∈N. Vamos desenvolver alguns bi-
Calcule o número de comissões compostas de 3 alunos nômios:
que podemos formar a partir de um grupo de 5 alunos.
Solução

Números Binomiais
O número de combinações de n elementos, tomados
p a p, também é representado pelo número binomial .
Observe que os coeficientes dos termos formam o
triângulo de Pascal.

Binomiais Complementares
Dois binomiais de mesmo numerador em que a soma
dos denominadores é igual ao numerador são iguais:

Relação de Stifel

2
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Questões 05. (UTFPR - Técnico de Tecnologia da Informação –


UTFPR/2017) A senha criada para acessar um site da internet
01. (UFES - Assistente em Administração – é formada por 5 dígitos. Trata-se de uma senha alfanumérica.
UFES/2017) Uma determinada família é composta por pai, André tem algumas informações sobre os números e letras que
por mãe e por seis filhos. Eles possuem um automóvel de a compõem conforme a figura.
oito lugares, sendo que dois lugares estão em dois ban-
cos dianteiros, um do motorista e o outro do carona, e os
demais lugares em dois bancos traseiros. Eles viajarão no
automóvel, e o pai e a mãe necessariamente ocuparão um
dos dois bancos dianteiros. O número de maneiras de dis-
por os membros da família nos lugares do automóvel é
igual a:
Sabendo que nesta senha as vogais não se repetem e tam-
bém não se repetem os números ímpares, assinale a alternativa
(A) 1440
que indica o número máximo de possibilidades que existem
(B) 1480
para a composição da senha.
(C) 1520 (A) 3125.
(D) 1560 (B) 1200.
(E) 1600 (C) 1600.
(D) 1500.
02. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) To- (E) 625.
mando os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7, quantos números
pares de 4 algarismos distintos podem ser formados? 06. (CELG/GT/GO – Analista de Gestão – CSUFGO/2017)
Uma empresa de limpeza conta com dez faxineiras em seu qua-
(A) 120. dro. Para atender três eventos em dias diferentes, a empresa deve
(B) 210. formar três equipes distintas, com seis faxineiras em cada uma de-
(C) 360. las. De quantas maneiras a empresa pode montar essas equipes?
(D) 630. (A) 210
(E) 840. (B) 630
03. (IF/ES – Administrador – IFES/2017) Seis livros (C) 15.120
diferentes estão distribuídos em uma estante de vidro, (D) 9.129.120
conforme a figura abaixo:
07. (UPE – Técnico em Administração – UPENET/IAUPE
– 2017) No carro de João, tem vaga apenas para 3 dos seus 8
colegas. De quantas formas diferentes, João pode escolher os
colegas aos quais dá carona?
(A) 56
(B) 84
(C) 126
(D) 210
(E) 120
Considerando-se essa mesma forma de distribuição,
de quantas maneiras distintas esses livros podem ser orga-
08. (UPE – Técnico em Administração – UPENET/IAUPE
nizados na estante?
– 2017) Num grupo de 15 homens e 9 mulheres, quantos são
(A) 30 maneiras os modos diferentes de formar uma comissão composta por 2
(B) 60 maneiras homens e 3 mulheres?
(C) 120 maneiras (A) 4725
(D) 360 maneiras (B) 12600
(E) 720 maneiras (C) 3780
(D) 13600
04. (UTFPR - Técnico de Tecnologia da Informação (E) 8820
– UTFPR/2017) Em um carro que possui 5 assentos, irão
viajar 4 passageiros e 1 motorista. Assinale a alternativa 09. (SESAU/RO – Enfermeiro – FUNRIO/2017) Um tor-
que indica de quantas maneiras distintas os 4 passageiros neio de futebol de várzea reunirá 50 equipes e cada equipe jo-
podem ocupar os assentos do carro. gará apenas uma vez com cada uma das outras. Esse torneio
(A) 13. terá a seguinte quantidade de jogos:
(B) 26. (A) 320.
(C) 17. (B) 460.
(D) 20. (C) 620.
(E) 24. (D) 1.225.
(E) 2.450.

3
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

10. (IFAP – Engenheiro de Segurança do Trabalho 08. Resposta: E.


– FUNIVERSA/2016) Considerando-se que uma sala de
aula tenha trinta alunos, incluindo Roberto e Tatiana, e que
a comissão para organizar a festa de formatura deva ser
composta por cinco desses alunos, incluindo Roberto e Ta-
tiana, a quantidade de maneiras distintas de se formar essa
comissão será igual a:
(A) 3.272.
(B) 3.274.
(C) 3.276. 09. Resposta: D.
(D) 3.278.
(E) 3.280.

Respostas

01. Resposta: A. 10. Resposta: D.


P2⋅P6=2!⋅6!=2⋅720=1440
Roberto Tatiana __ ___ ___

02. Resposta: C. São 30 alunos, mas vamos tirar Roberto e Tatiana que
__ ___ __ __ terão que fazer parte da comissão.
6⋅ 5⋅ 4⋅ 3=360 30-2=28

03. Resposta: E.
P6=6!=6⋅5⋅4⋅3⋅2⋅1=720

Experimento Aleatório
04. Resposta: E.
P4=4!= 4⋅3⋅2⋅1=24 Qualquer experiência ou ensaio cujo resultado é im-
previsível, por depender exclusivamente do acaso, por
exemplo, o lançamento de um dado.
05. Resposta: B.
Vogais: a, e, i, o, u Espaço Amostral
Números ímpares: 1,3,5,7,9 Num experimento aleatório, o conjunto de todos os
resultados possíveis é chamado espaço amostral, que se
indica por E.
No lançamento de um dado, observando a face volta-
da para cima, tem-se:
E={1,2,3,4,5,6}
5⋅5⋅4⋅4⋅3=1200 No lançamento de uma moeda, observando a face vol-
tada para cima:
E={Ca,Co}
06. Resposta: D.
Evento
É qualquer subconjunto de um espaço amostral.
No lançamento de um dado, vimos que
E={1,2,3,4,5,6}
Como para os três dias têm que ser diferentes: Esperando ocorrer o número 5, tem-se o evento {5}:
__ __ __ Ocorrer um número par, tem-se {2,4,6}.
210⋅209⋅208=9129120
Exemplo
Considere o seguinte experimento: registrar as faces
07. Resposta: A. voltadas para cima em três lançamentos de uma moeda.
a) Quantos elementos tem o espaço amostral?
b) Descreva o espaço amostral.

4
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Solução Adição de probabilidades


a) O espaço amostral tem 8 elementos, pois cada lan- Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E,
çamento, há duas possibilidades. finito e não vazio. Tem-se:

2x2x2=8
b) E={(C,C,C), (C,C,R),(C,R,C),(R,C,C),(R,R,C),(R,C,R),(- Exemplo
C,R,R),(R,R,R)} No lançamento de um dado, qual é a probabilidade de
se obter um número par ou menor que 5, na face superior?

Probabilidade Solução
Considere um experimento aleatório de espaço amos- E={1,2,3,4,5,6} n(E)=6
tral E com n(E) amostras equiprováveis. Seja A um evento Sejam os eventos
com n(A) amostras. A={2,4,6} n(A)=3
B={1,2,3,4} n(B)=4

Eventos complementares
Seja E um espaço amostral finito e não vazio, e seja A
um evento de E. Chama-se complementar de A, e indica-se
por , o evento formado por todos os elementos de E que
não pertencem a A.
Probabilidade Condicional
É a probabilidade de ocorrer o evento A dado que
ocorreu o evento B, definido por:

E={1,2,3,4,5,6}, n(E)=6
B={2,4,6} n(B)=3
A={2}

Note que

Exemplo
Uma bola é retirada de uma urna que contém bolas
coloridas. Sabe-se que a probabilidade de ter sido retira-
da uma bola vermelha é Calcular a probabilidade de ter
sido retirada uma bola que não seja vermelha.

Solução

são complementares.

5
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Eventos Simultâneos 06. (PREF. DE PIRAUBA/MG – Assistente Social –


MSCONCURSOS/2017) A probabilidade de qualquer uma
Considerando dois eventos, A e B, de um mesmo espaço das 3 crianças de um grupo soletrar, individualmente, a pa-
amostral, a probabilidade de ocorrer A e B é dada por: lavra PIRAÚBA de forma correta é 70%. Qual a probabili-
dade das três crianças soletrarem essa palavra de maneira
errada?
(A) 2,7%
Questões (B) 9%
(C) 30%
01. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Em cada (D) 35,7%
um de dois dados cúbicos idênticos, as faces são numeradas de
1 a 6. Lançando os dois dados simultaneamente, cuja ocorrência 07. (UFTM – Tecnólogo – UFTM/2016) Lançam-se si-
de cada face é igualmente provável, a probabilidade de que o multaneamente dois dados não viciados, a probabilidade
produto dos números obtidos seja um número ímpar é de: de que a soma dos resultados obtidos seja nove é:
(A) 1/4. (A) 1/36
(B) 1/3. (B) 2/36
(C) 1/2. (C) 3/36
(D) 2/3. (D) 4/36
(E) 3/4.
08. (CASAN – Técnico de Laboratório – INSTITUTO
02. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária - MS- AOCP/2016) Um empresário, para evitar ser roubado, es-
CONCURSOS/2017) A uma excursão, foram 48 pessoas, entre condia seu dinheiro no interior de um dos 4 pneus de um
homens e mulheres. Numa escolha ao acaso, a probabilidade de carro velho fora de uso, que mantinha no fundo de sua
se sortear um homem é de 5/12 . Quantas mulheres foram à casa. Certo dia, o empresário se gabava de sua inteligência
excursão? ao contar o fato para um de seus amigos, enquanto um
(A) 20 ladrão que passava pelo local ouvia tudo. O ladrão tinha
(B) 24 tempo suficiente para escolher aleatoriamente apenas um
(C) 28 dos pneus, retirar do veículo e levar consigo. Qual é a pro-
(D) 32 babilidade de ele ter roubado o pneu certo?
(A) 0,20.
03. (UPE – Técnico em Administração – UPENET/2017) (B) 0,23.
Qual a probabilidade de, lançados simultaneamente dois dados (C) 0,25.
honestos, a soma dos resultados ser igual ou maior que 10? (D) 0,27.
(A) 1/18 (E) 0,30.
(B) 1/36
(C) 1/6 09. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016) Em
(D) 1/12 uma urna há quinze bolas iguais numeradas de 1 a 15. Re-
(E) ¼ tiram-se aleatoriamente, em sequência e sem reposição,
duas bolas da urna.
04. (UPE – Técnico em Administração – UPENET/2017)
Uma pesquisa feita com 200 frequentadores de um parque, em A probabilidade de que o número da segunda bola re-
que 50 não praticavam corrida nem caminhada, 30 faziam cami- tirada da urna seja par é:
nhada e corrida, e 80 exercitavam corrida, qual a probabilidade (A) 1/2;
de encontrar no parque um entrevistado que pratique apenas (B) 3/7;
caminhada? (C) 4/7;
(A) 7/20 (D) 7/15;
(B) 1/2 (E) 8/15.
(C)1/4
(D) 3/20 10. (CASAN – Advogado – INSTITUTO AOCP/2016)
(E) 1/5 Lançando uma moeda não viciada por três vezes consecu-
tivas e anotando seus resultados, a probabilidade de que a
05. (POLÍCIA CIENTÍFICA/PR – Perito Criminal – face voltada para cima tenha apresentado ao menos uma
IBFC/2017) A probabilidade de se sortear um número múltiplo cara e ao menos uma coroa é:
de 5 de uma urna que contém 40 bolas numeradas de 1 a 40, é: (A) 0,66.
(A) 0,2 (B) 0,75.
(B) 0,4 (C) 0,80.
(C) 0,6 (D) 0,98.
(D) 0,7 (E) 0,50.
(E) 0,8

6
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Respostas 08. Resposta: C.


A probabilidade é de 1/4, pois o carro tem 4 pneus e o
01. Resposta: A. dinheiro está em 1.
Para o produto ser ímpar, a única possibilidade, é que 1/4=0,25
os dois dados tenham ímpar:

09. Resposta: D.
Temos duas possibilidades
As bolas serem par/par ou ímpar/par
Ser par/par:
02. Resposta: C.
Como para homens é de 5/12, a probabilidade de es- Os números pares são: 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14
colher uma mulher é de 7/12

12x=336 Ímpar/par:
X=28
Os números ímpares são: 1, 3, 5, 7, 9, 11 ,13, 15
03. Resposta: C.
P=6x6=36
Pra ser maior ou igual a 10:
4+6 A probabilida de é par/par OU ímpar/par
5+5
5+6
6+4
6+5
6+6
10. Resposta: B.
São seis possibilidades:
Cara, coroa, cara
04. Resposta: A.
Praticam apenas corrida: 80-30=50
Apenas caminhada:x
X+50+30+50=200
70 Cara, coroa, coroa
P=70/200=7/20

05. Resposta: A.
M5={5,10,15,20,25,30,35,40} Cara, cara, coroa
P=8/40=1/5=0.2

06. Resposta:A.
A probabilidade de uma soletrar errado: 0,3 Coroa, cara, cara
__ __ __
0,3⋅0,3⋅0,3=0,027=2,7%

07. Resposta: D. Coroa, coroa, cara


Para dar 9, temos 4 possibilidades Coroa, cara, coroa
3+6
6+3
4+5
5+4

P=4/36

7
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

ESTATÍSTICA Referências

Larson, Ron. Estatística Aplicada. 4ed – São Paulo: Pe-


Teste de Hipóteses arson Prentice Hall, 2010.
Definição: Processo que usa estatísticas amostrais para
testar a afirmação sobre o valor de um parâmetro popula- Frequências
cional. A primeira fase de um estudo estatístico consiste em
Para testar um parâmetro populacional, você deve afir- recolher, contar e classificar os dados pesquisados sobre
mar cuidadosamente um par de hipóteses – uma que re- uma população estatística ou sobre uma amostra dessa
presente a afirmação e outra, seu complemento. Quando população.
uma é falsa, a outra é verdadeira.
Uma hipótese nula H0 é uma hipótese estatística que Frequência Absoluta
contém uma afirmação de igualdade, tal como ≤, =, ≥
É o número de vezes que a variável estatística assume
A hipótese alternativa Ha é o complemento da hipó-
um valor.
tese nula. Se H0 for falsa, Ha deve ser verdadeira, e contém
afirmação de desigualdade, como <, ≠, >.
Frequência Relativa
Vamos ver como montar essas hipóteses É o quociente entre a frequência absoluta e o número
Um caso bem simples. de elementos da amostra.
Na tabela a seguir, temos exemplo dos dois tipos:

Assim, fica fácil, se H0 for falsa, Ha é verdadeira

Há uma regrinha para formular essas hipóteses

Formulação verbal Formulação


H0 Formulação verbal Ha
Matemática
A média é A média é
...maior ou igual
a k. ...menor que k Distribuição de frequência sem intervalos de clas-
se: É a simples condensação dos dados conforme as repe-
....pelo menos k. ... abaixo de k tições de seu valores. Para um ROL  de tamanho razoável
esta distribuição de frequência é inconveniente, já que exi-
...não menos que ...menos que k. ge muito espaço. Veja exemplo abaixo:
k.
...menor ou igual ..maior que k
a k. Dados Frequência
... acima de k 41 3
....no máximo k. 42 2
...mais do que 43 1
...não mais que k. k. 44 1
... não igual 45 1
... igual a k. a k. 46 2
50 2
.... k. .... diferente 51 1
de k. 52 1
...exatamente k. 54 1
...não k. 57 1
58 2
Exemplo: Um fabricante de torneiras anuncia que o
60 2
índice médio de fluxo de água de certo tipo de torneira é
Total 20
menor que 2,5 galões por minuto.

8
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Distribuição de frequência com intervalos de classe: 2. Sendo n par, chama-se mediana o valor obtido
Quando o tamanho da amostra é elevado é mais racional efe- pela média aritmética entre os termos e , tais que o
tuar o agrupamento dos valores em vários intervalos de classe. número de termos que precedem é igual ao número de
termos que sucedem , isto é, a mediana é a média arit-
Classes Frequências mética entre os termos centrais da sequência ( ) em rol.
Exemplo 1:
41 |------- 45 7 Determinar a mediana do conjunto de dados:
45 |------- 49 3 {12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
49 |------- 53 4
Solução:
53 |------- 57 1
Escrevendo os elementos do conjunto em rol, tem-se:
57 |------- 61 5 (3, 7, 10, 12, 18, 21, 23). A mediana é o termo médio desse
Total 20 rol. Logo: Md=12

Resposta: Md=12.
Média aritmética
Média aritmética de um conjunto de números é o valor Exemplo 2:
que se obtém dividindo a soma dos elementos pelo núme- Determinar a mediana do conjunto de dados:
ro de elementos do conjunto. {10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Representemos a média aritmética por .
A média pode ser calculada apenas se a variável envol- Solução:
vida na pesquisa for quantitativa. Não faz sentido calcular a Escrevendo-se os elementos do conjunto em rol, tem-
média aritmética para variáveis quantitativas. -se:
Na realização de uma mesma pesquisa estatística entre (3, 7, 10, 12, 18, 21, 23, 25). A mediana é a média arit-
diferentes grupos, se for possível calcular a média, ficará mética entre os dois termos centrais do rol.
mais fácil estabelecer uma comparação entre esses grupos
e perceber tendências. Logo:
Considerando uma equipe de basquete, a soma das al-
turas dos jogadores é: Resposta: Md=15

Moda (Mo)
Num conjunto de números: , chama-se
moda aquele valor que ocorre com maior frequência.
Se dividirmos esse valor pelo número total de jogado-
res, obteremos a média aritmética das alturas: Observação:
A moda pode não existir e, se existir, pode não ser úni-
ca.

Exemplo 1:
A média aritmética das alturas dos jogadores é 2,02m. O conjunto de dados 3, 3, 8, 8, 8, 6, 9, 31 tem moda
igual a 8, isto é, Mo=8.
Média Ponderada
A média dos elementos do conjunto numérico A relati- Exemplo 2:
va à adição e na qual cada elemento tem um “determinado O conjunto de dados 1, 2, 9, 6, 3, 5 não tem moda.
peso” é chamada média aritmética ponderada.

Medidas de dispersão
Duas distribuições de frequência com medidas de ten-
dência central semelhantes podem apresentar característi-
cas diversas. Necessita-se de outros índices numéricas que
Mediana (Md) informem sobre o grau de dispersão ou variação dos dados
Sejam os valores escritos em rol: em torno da média ou de qualquer outro valor de concen-
tração. Esses índices são chamados medidas de dispersão.

Variância
1. Sendo n ímpar, chama-se mediana o termo tal
que o número de termos da sequência que precedem Há um índice que mede a “dispersão” dos elementos de
é igual ao número de termos que o sucedem, isto é, é um conjunto de números em relação à sua média aritmética,
termo médio da sequência ( ) em rol. e que é chamado de variância. Esse índice é assim definido:

9
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Seja o conjunto de números , tal que é sua média aritmética. Chama-se variância desse conjunto, e
indica-se por , o número:

Isto é:

E para amostra

Exemplo 1:
Em oito jogos, o jogador A, de bola ao cesto, apresentou o seguinte desempenho, descrito na tabela abaixo:

Jogo Número de pontos


1 22
2 18
3 13
4 24
5 26
6 20
7 19
8 18

a) Qual a média de pontos por jogo?


b) Qual a variância do conjunto de pontos?

Solução:
a) A média de pontos por jogo é:

b) A variância é:

Desvio médio

Definição
Medida da dispersão dos dados em relação à média de uma sequência. Esta medida representa a média das distâncias
entre cada elemento da amostra e seu valor médio.

10
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Desvio padrão

Definição
Seja o conjunto de números , tal que é sua média aritmética. Chama-se desvio padrão desse conjunto,
e indica-se por , o número:

Isto é:

Exemplo:
As estaturas dos jogadores de uma equipe de basquetebol são: 2,00 m; 1,95 m; 2,10 m; 1,90 m e 2,05 m. Calcular:
a) A estatura média desses jogadores.
b) O desvio padrão desse conjunto de estaturas.
Solução:
a) Sendo a estatura média, temos:

b) Sendo o desvio padrão, tem-se:

Questões

01. (CRBIO – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2017) Uma empresa tem 120 funcionários no total: 70 possuem
curso superior e 50 não possuem curso superior. Sabe-se que a média salarial de toda a empresa é de R$ 5.000,00, e que a
média salarial somente dos funcionários que possuem curso superior é de R$ 6.000,00. Desse modo, é correto afirmar que
a média salarial dos funcionários dessa empresa que não possuem curso superior é de
(A) R$ 4.000,00.
(B) R$ 3.900,00.
(C) R$ 3.800,00.
(D) R$ 3.700,00.
(E) R$ 3.600,00.

02. (TJM/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP/2017) Leia o enunciado a seguir para responder a questão.

A tabela apresenta o número de acertos dos 600 candidatos que realizaram a prova da segunda fase de um concurso,
que continha 5 questões de múltipla escolha
Número de acertos Número de candidatos
5 204
4 132
3 96
2 78
1 66
0 24

11
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

A média de acertos por prova foi de


(A) 3,57.
(B) 3,43
(C) 3,32.
(D) 3,25.
(E) 3,19.

03. (PREF. GUARULHOS/SP – Assistente de Gestão Escolar – VUNESP/2016) Certa escola tem 15 classes no período
matutino e 10 classes no período vespertino. O número médio de alunos por classe no período matutino é 20, e, no período
vespertino, é 25. Considerando os dois períodos citados, a média aritmética do número de alunos por classe é
(A) 24,5.
(B) 23.
(C) 22,5.
(D) 22.
(E) 21.

04. (SEGEP/MA – Técnico da Receita Estadual – FCC/2016) Para responder à questão, considere as informações
abaixo.
Três funcionários do Serviço de Atendimento ao Cliente de uma loja foram avaliados pelos clientes que atribuíram uma
nota (1; 2; 3; 4; 5) para o atendimento recebido. A tabela mostra as notas recebidas por esses funcionários em um deter-
minado dia.

Considerando a avaliação média individual de cada funcionário nesse dia, a diferença entre as médias mais próximas
é igual a
(A) 0,32.
(B) 0,21.
(C) 0,35.
(D) 0,18.
(E) 0,24.

05. (UFES – Assistente em Administração – UFES/2017) Considere n números x1, x2, … , xn, em que x1 ≤ x2 ≤ ⋯ ≤ xn
. A mediana desses números é igual a x(n + 1)/2, se n for ímpar, e é igual à média aritmética de xn ⁄ 2 e x(n + 2)/2, se n for
par. Uma prova composta por 5 questões foi aplicada a uma turma de 24 alunos. A tabela seguinte relaciona o número de
acertos obtidos na prova com o número de alunos que obtiveram esse número de acertos.

Número de acertos Número de alunos


0 4
1 5
2 4
3 3
4 5
5 3

A penúltima linha da tabela acima, por exemplo, indica que 5 alunos tiveram, cada um, um total de 4 acertos na prova.
A mediana dos números de acertos é igual a
(A) 1,5
(B) 2
(C) 2,5
(D) 3
(E) 3,5

12
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

06. (UFAL – Auxiliar de Biblioteca – COPEVE/2016) (D) 5,5


A tabela apresenta o número de empréstimos de livros de (E) 3,0
uma biblioteca setorial de um Instituto Federal, no primeiro 09. (MPE/SP – Oficial de Promotoria I – VU-
semestre de 2016. NESP/2016) A média de salários dos 13 funcionários de
uma empresa é de R$ 1.998,00. Dois novos funcionários
Mës Empréstimos foram contratados, um com o salário 10% maior que o do
outro, e a média salarial dos 15 funcionários passou a ser
Janeiro 15 R$ 2.013,00. O menor salário, dentre esses dois novos fun-
Fevereiro 25 cionários, é igual a
Março 22 (A)) R$ 2.002,00.
(B) R$ 2.006,00.
Abril 30 (C) R$ 2.010,00.
Maio 28 (D) R$ 2.004,00.
Junho 15 (E) R$ 2.008,00.

Dadas as afirmativas,
I. A biblioteca emprestou, em média, 22,5 livros por 10. (PREF. DE NITERÓI – Agente Fazendário –
mês. FGV/2015) Os 12 funcionários de uma repartição da pre-
II. A mediana da série de valores é igual a 26. feitura foram submetidos a um teste de avaliação de co-
III. A moda da série de valores é igual a 15. nhecimentos de computação e a pontuação deles, em uma
escala de 0 a 100, está no quadro abaixo.
verifica-se que está(ão) correta(s)
(A) II, apenas. 50 55 55 55 55 60
(B) III, apenas. 62 63 65 90 90 100
(C) I e II, apenas.
(D) I e III, apenas. O número de funcionários com pontuação acima da
(E) I, II e III. média é:
(A) 3;
07. (COSANPA - Químico – FADESP/2017) Algumas (B) 4;
Determinações do teor de sódio em água (em mg L-1) fo- (C) 5;
ram executadas (em triplicata) paralelamente por quatro (D) 6;
laboratórios e os resultados são mostrados na tabela abai- (E) 7.
xo.

Laboratório Respostas
Replicatas 1 2 3 4
1 30,3 30,9 30,3 30,5 01. Resposta: E.
2 30,4 30,8 30,7 30,4
3 30,0 30,6 30,4 30,7 S=cursam superior
Média 30,20 30,77 30,47 30,53 M=não tem curso superior
Desvio
0,20 0,15 0,21 0,15
Padrão
Utilize essa tabela para responder à questão.
O laboratório que apresenta o maior erro padrão é o S+M=600000
de número
(A) 1.
(B) 2.
(C) 3. S=420000
(D) 4. M=600000-420000=180000

08. (ANAC – Analista Administrativo- ESAF/2016)


Os valores a seguir representam uma amostra

331546248
02. Resposta:B.
Então, a variância dessa amostra é igual a
(A) 4,0
(B) 2,5.
(C) 4,5.

13
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

03. Resposta: D. 08. Resposta: C.

M=300

V=250

09. Resposta: C.
Vamos chamar de x a soma dos salários dos 13 funcio-
nários
04. Resposta: B. x/13=1998
X=13.1998
X=25974
Vamos chamar de y o funcionário contratado com me-
nor valor e, portanto, 1,1y o com 10% de salário maior, pois
ele ganha y+10% de y
Y+0,1y=1,1y
(x+y+1,1y)/15=2013
25974+2,1y=15∙2013
2,1y=30195-25974
2,1y=4221
Y=2010

3,36-3,15=0,21 10. Resposta: A.

05.Resposta: B.
Como 24 é um número par, devemos fazer a segunda
regra: M=66,67
Apenas 3 funcionários estão acima da média.

GRÁFICOS E TABELAS
06. Resposta: D.

Os gráficos e tabelas apresentam o cruzamento entre


dois dados relacionados entre si.
A escolha do tipo e a forma de apresentação sempre
vão depender do contexto, mas de uma maneira geral um
Mediana bom gráfico deve:
Vamos colocar os números em ordem crescente -Mostrar a informação de modo tão acurado quanto
15,15,22,25,28,30 possível.
-Utilizar títulos, rótulos, legendas, etc. para tornar claro
o contexto, o conteúdo e a mensagem.
-Complementar ou melhorar a visualização sobre aspec-
tos descritos ou mostrados numericamente através de tabelas.
-Utilizar escalas adequadas.
Moda é o número que mais aparece, no caso o 15. -Mostrar claramente as tendências existentes nos dados.

07. Resposta: C. Tipos de gráficos


Como o desvio padrão é maior no 3, o erro padrão é Barras- utilizam retângulos para mostrar a quantidade.
proporcional, portanto também é maior em 3.

14
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Barra vertical Setor ou pizza- Muito útil quando temos um total e


queremos demonstrar cada parte, separando cada pedaço
como numa pizza.

Fonte: tecnologia.umcomo.com.br

Barra horizontal Fonte: educador.brasilescola.uol.com.br

Linhas- É um gráfico de grande utilidade e muito co-


mum na representação de tendências e relacionamentos
de variáveis

Pictogramas – são imagens ilustrativas para tornar


mais fácil a compreensão de todos sobre um tema.

Da mesma forma, as tabelas ajudam na melhor visua-


lização de dados e muitas vezes é através dela que vamos
Fonte: mundoeducacao.bol.uol.com.br fazer os tipos de gráficos vistos anteriormente.

Podem ser tabelas simples:


Histogramas Quantos aparelhos tecnológicos você tem na sua casa?

São gráfico de barra que mostram a frequência de aparelho quantidade


uma variável específica e um detalhe importante que são televisão 3
faixas de valores em x. celular 4
Geladeira 1

Até as tabelas que vimos nos exercícios de raciocínio


lógico

15
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Questões

01. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Na Pes-


quisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, re-
alizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), foram obtidos os dados da taxa de desocupação da
população em idade para trabalhar. Esses dados, em por-
centagem, encontram-se indicados na apresentação gráfi-
ca abaixo, ao longo de trimestres de 2014 a 2017.

O número médio de carros vendidos por dia nesse pe-


ríodo foi igual a
(A) 10.
(B) 9.
(C) 8.
(D) 7.
(E) 6.

Dentre as alternativas abaixo, assinale a que apresenta 04. (CRBIO – Auxiliar Administrativo – VU-
a melhor aproximação para o aumento percentual da taxa NESP/2017) Uma professora elaborou um gráfico de se-
de desocupação do primeiro trimestre de 2017 em relação tores para representar a distribuição, em porcentagem, dos
à taxa de desocupação do primeiro trimestre de 2014. cinco conceitos nos quais foram agrupadas as notas obti-
das pelos alunos de uma determinada classe em uma prova
(A) 15%. de matemática. Observe que, nesse gráfico, as porcenta-
(B) 25%. gens referentes a cada conceito foram substituídas por x
(C) 50%. ou por múltiplos e submúltiplos de x.
(D) 75%.
(E) 90%.

02. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VU-


NESP/2017) A tabela seguinte, incompleta, mostra a distri-
buição, percentual e quantitativa, da frota de uma empresa
de ônibus urbanos, de acordo com o tempo de uso destes.

Analisando o gráfico, é correto afirmar que a medida


do ângulo interno correspondente ao setor circular que re-
presenta o conceito BOM é igual a
(A) 144º.
O número total de ônibus dessa empresa é (B) 135º.
(C) 126º
(A) 270. (D) 117º
(B) 250. (E) 108º.
(C) 220
(D) 180. 05. (TCE/PR – Conhecimentos Básicos – CESPE/2016)
(E) 120.

03. (CÂMARA DE SUMARÉ – Escriturário - VU-


NESP/2017) O gráfico mostra o número de carros vendi-
dos por uma concessionária nos cinco dias subsequentes à
veiculação de um anúncio promocional.

16
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Tendo como referência o gráfico precedente, que mos- Pode-se concluir que
tra os valores, em bilhões de reais, relativos à arrecadação (A) o total da folha de pagamentos é de 35,3 salários.
de receitas e aos gastos com despesas do estado do Paraná (B) 60% dos trabalhadores ganham mais ou igual a 3
nos doze meses do ano de 2015, assinale a opção correta. salários.
(A) No ano considerado, o segundo trimestre caracte- (C) 10% dos trabalhadores ganham mais de 10 salários.
rizou-se por uma queda contínua na arrecadação de recei- (D) 20% dos trabalhadores detêm mais de 40% da ren-
tas, situação que se repetiu no trimestre seguinte. da total.
(B) No primeiro quadrimestre de 2015, houve um pe- (E) 60% dos trabalhadores detêm menos de 30% da
ríodo de queda simultânea dos gastos com despesas e da renda total.
arrecadação de receitas e dois períodos de aumento simul-
tâneo de gastos e de arrecadação.
(C) No último bimestre do ano de 2015, foram regis- 08. (TJ/SP – Estatístico Judiciário – VUNESP/2015)
trados tanto o maior gasto com despesas quanto a maior Considere a tabela de distribuição de frequência seguinte,
arrecadação de receitas. em que xi é a variável estudada e fi é a frequência absoluta
(D) No ano em questão, janeiro e dezembro foram os dos dados.
únicos meses em que a arrecadação de receitas foi ultra-
passada por gastos com despesas. xi fi
(E) A menor arrecadação mensal de receitas e o menor 30-35 4
gasto mensal com despesas foram verificados, respecti- 35-40 12
vamente, no primeiro e no segundo semestre do ano de 40-45 10
2015. 45-50 8
06. (BRDE – Assistente Administrativo – FUNDA- 50-55 6
TEC/2015) Assinale a alternativa que representa a nomen- TOTAL 40
clatura dos três gráficos abaixo, respectivamente. Assinale a alternativa em que o histograma é o que
melhor representa a distribuição de frequência da tabela.

(A)

(A) Gráfico de Setores – Gráfico de Barras – Gráfico de


Linha. (B)
(B) Gráfico de Pareto – Gráfico de Pizza – Gráfico de
Tendência.
(C) Gráfico de Barras – Gráfico de Setores – Gráfico de
Linha. (C)
(D) Gráfico de Linhas – Gráfico de Pizza – Gráfico de
Barras.
(E) Gráfico de Tendência – Gráfico de Setores – Gráfico
de Linha.

07. (TJ/SP – Estatístico Judiciário – VUNESP/2015) A


distribuição de salários de uma empresa com 30 funcioná-
rios é dada na tabela seguinte.  (D)

Salário (em salários mínimos) Funcionários


1,8 10
2,5 8
3,0 5 (E)
5,0 4
8,0 2
15,0 1

17
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

09. (DEPEN – Agente Penitenciário Federal – CES- A partir das informações e do gráfico apresentados,
PE/2015) julgue o item que se segue.
Se os percentuais forem representados por barras ver-
ticais, conforme o gráfico a seguir, então o resultado será
denominado histograma.

Ministério da Justiça — Departamento Penitenciário


Nacional
— Sistema Integrado de Informações Penitenciárias –
InfoPen,
Relatório Estatístico Sintético do Sistema Prisional ( ) Certo ( ) Errado
Brasileiro,
dez./2013 Internet:<www.justica.gov.br> (com adap-
tações)
Respostas
A tabela mostrada apresenta a quantidade de deten-
tos no sistema penitenciário brasileiro por região em 2013. 01. Resposta: E.
Nesse ano, o déficit relativo de vagas — que se define pela 13,7/7,2=1,90
razão entre o déficit de vagas no sistema penitenciário e Houve um aumento de 90%.
a quantidade de detentos no sistema penitenciário — re-
gistrado em todo o Brasil foi superior a 38,7%, e, na média
nacional, havia 277,5 detentos por 100 mil habitantes. 02. Resposta:D
Com base nessas informações e na tabela apresentada, 81+27=108
julgue o item a seguir. 108 ônibus somam 60%(100-35-5)
Em 2013, mais de 55% da população carcerária no Bra- 108-----60
sil se encontrava na região Sudeste. x--------100
x=10800/60=180
( )certo ( ) errado

10. (DEPEN – Agente Penitenciário Federal – CES-


03. Resposta: C.
PE/2015)

04. Resposta: A.

X+0,5x+4x+3x+1,5x=360
10x=360
X=36
Como o conceito bom corresponde a 4x: 4x36=144°

18
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

05. Resposta: B. EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES


Analisando o primeiro quadrimestre, observamos que
os dois primeiros meses de receita diminuem e os dois me- 1. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO/2012) Em um
ses seguintes aumentam, o mesmo acontece com a des- grupo de pessoas, há 5 pessoas com 1,80m de altura, 6
pesa. com 1,70m e 4 com 1,90m. Logo, é correto afirmar que a
média aritmética das alturas desse grupo é, aproximada-
mente, de
A) Z1,82m.
B) 1,73m.
C) 1,87m.
D) 1,79m.

5 ∙ 1,80 + 6 ∙ 1,70 + 4 ∙ 1,90


≈ 1,79
15
!
RESPOSTA: “D”.

06. Resposta: C.
Como foi visto na teoria, gráfico de barras, de setores 2. (SEAP – AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENI-
ou pizza e de linha TENCIÁRIA – VUNESP/2013) Uma pessoa comprou quatro
cadeiras iguais para sua cozinha, pagando R$ 120,00 por
cada uma delas, três cadeiras de praia por R$ 90,00 cada
07. Resposta: D. uma delas e dois banquinhos iguais, de madeira. Conside-
(A) 1,8x10+2,5x8+3,0x5+5,0x4+8,0x2+15,0x1=104 sa- rando-se o total de peças compradas, na média, o preço de
lários uma peça saiu por R$ 94,00. O preço de cada banquinho
(B) 60% de 30=18 funcionários e se juntarmos quem era de
ganha mais de 3 salários (5+4+2+1=12) A) R$ 44,00.
(C)10% de 30=0,1x30=3 funcionários B) R$ 56,00.
E apenas 1 pessoa ganha C) R$ 52,00.
(D) 40% de 104=0,4x104= 41,6 D) R$ 48,00.
20% de 30=0,2x30=6 E) R$ 40,00.
5x3+8x2+15x1=46, que já é maior.
(E) 60% de 30=0,6x30=18 Total de objetos: 4+3+2=9
30% de 104=0,3x104=31,20da renda: 31,20 Cadeiras de cozinha: 120 ⋅ 4=480
Cadeiras de praia: 90 ⋅ 3=270
Banquinhos : 2x
08. Resposta: A.
Colocando em ordem crescente: 30-35, 50-55, 45-50,
40-45, 35-40,
480 + 270 + 2!
= 94
9
09. Resposta: CERTA. !
2x+750=846
555----100%
x----55% 2x=96
x=305,25 x=48
Está correta, pois a região sudeste tem 306 pessoas. Cada banquinhos custa R$48,00.

RESPOSTA: “D”.
10. Resposta: ERRADO.
Como foi visto na teoria, há uma faixa de valores no
eixo x e não simplesmente um dado.

Referências
http://www.galileu.esalq.usp.br

19
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

3. (PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MATEMÁ- 5. (IAMSPE – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VU-


TICA – IMA/2014) Considere o conjunto de dados abaixo, NESP/2012) A tabela mostra o número de funcionários por
referente ao salário médio dos funcionários de uma em- cargo em certa empresa, com seus respectivos salários em
presa. janeiro de 2012.

Se a média de todos esses salários foi, em janeiro de


2012, igual a R$ 2.500,00, pode-se concluir que o valor de
X da tabela é
A) R$ 2.600,00.
B) R$ 2.800,00.
C) R$ 3.000,00.
D) R$ 3.200,00.
O valor da Mediana é: E) R$ 3.600,00.
A) 1240
B) 1500
C) 1360 2 ∙ 1200 + 3 ∙ 2200 + 5!
D) 1600 = 2500
E) 1420 10
2400 + 6600 + 5! = 25000
Colocando na ordem crescente: 5! = 25000 − 2400 − 6600
1100;1200;1210;1250;1300;1420;1450;1500;1600;1980 !
A mediana é o número que se encontra no meio. Nesse X=3200
caso que tem 10 números(par) é a média do 5º e 6º nú- RESPOSTA: “D”.
meros:
6. (COREN/SP – AGENTE ADMINISTRATIVO – VU-
1300 + 1420 2720 NESP/2013) Um caminhão de entregas estava carregado
= = 1360 com 240 caixas de diferentes produtos, sendo a média arit-
2 2 mética das massas das caixas igual a 10,5 kg. Após descar-
!RESPOSTA: “C”. regar n caixas, cuja massa total era 560 kg, a média aritmé-
tica das massas das caixas restantes no caminhão passou a
4. (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- ser igual a 9,8 kg.
GRANRIO/2013) Considere o seguinte conjunto: Desse modo, é correto afirmar que
{15; 17; 21; 25; 25; 29; 33; 35} A) n = 44.
A média, a mediana e a moda desse conjunto de dados B) n = 40.
são, respectivamente, C) n = 35.
A) 1, 2 e 3 D) n = 30.
B) 5, 7 e 9 E) n = 26
C) 7, 9 e 5
D) 25, 25 e 25 !
E) 25, 27 e 29 = 10,5
240

! = 2520!!"
!"!!"!!"!!"!!"!!"!!!!!"
!é!"# = = 25 2520-560=1960kg
!
!
A mediana é a média entre o 4º e 5º termo: 1960
= 9,8
25 + 25 240 − !
!!!!!"#$%&% = = 25
2 9,8 240 − ! = 1960
!
Moda é o número que mais aparece: 25
2352 − 9,8! = 1960
RESPOSTA: “D”. −9,8! = −392
! = 40
!RESPOSTA: “B”.

20
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

7. (UFABC/SP – TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LIN- Número de acidentes na sexta: X


GUAGENS DE SINAIS – VUNESP/2013) Daniel trabalha 8
horas por dia, de segunda a sexta-feira, e 10 horas aos sá-
6+3+4+2+!
= 4,4
bados. O valor da hora trabalhada aos sábados é o dobro 5
do valor recebido nos outros dias. Em um determinado
mês, Daniel trabalhou 25 dias, sendo que 5 dias foram sá- 15 + ! = 22
bados, e recebeu, em média, R$ 26,00 por hora. O valor da
!
hora trabalhada aos sábados é
A) R$ 32,00. X=7
B) R$ 36,00.
C) R$ 42,00. 15 + 8
D) R$ 48,00. =!
E) R$ 52,00. 5
!5Y=23
5 sábados: 5.10=50 horas Y=4,6
20 dias de segunda a sexta: 20.8=160 horas
RESPOSTA: “B”.
Sendo x o valor da hora trabalhada de dia de semana
e 2x o valor de sábado(sábado é o dobro do valor recebido (SEFAZ/RJ – ANALISTA DE CONTROLE INTERNO – CE-
nos outros dias) PERJ/2013) Observe os números relacionados a seguir, e
Total de horas: 50+160=210horas responda às questões de números 09 e 10.

50 ∙ 2! + 160 ∙ !
= 26
210
100! + 160! = 5460
260! = 5460
! = 21 9. A mediana desses valores vale:
! A) 6
Ele recebe R$ 21,00 de segunda a sexta por hora, por- B) 6,5
tanto recebe R$ 42,00 por hora aos sábados. C) 7
D) 7,5
RESPOSTA: “C”. E) 8

8. (SPTRANS – AGENTE DE INFORMAÇÕES – VU- Colocando em ordem crescente:


NESP/2012) A tabela mostra o número de acidentes com 3; 4; 6; 7; 7; 8; 8; 8; 9
motos, em determinada cidade, no decorrer de 5 dias.
São 9 elementos, então a mediana é o quinto elemen-
to(9+1/2)
Mediana 7

RESPOSTA: “C”.

10. A moda desses valores vale:


A) 8
B) 7
C) 6
D) 5
E) 4
Na média, o número de acidentes por dia foi 4,4. Se ti-
vesse ocorrido mais um acidente na 6.ª feira, a média diária Moda é o elemento que aparece com mais frequência: 8
desses 5 dias teria sido de RESPOSTA: “A”.
A) 4,5.
B) 4,6.
C) 4,7.
D) 4,8.
E) 4,9.

21
PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

11. (UEM/PR – AGENTE UNIVERSITÁRIO – MOTORISTA 13. (UNESP – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – VU-
– UEM/2013) A média aritmética simples de três números NESP/2012) Em uma instituição, a nota final de cada dis-
é 10 e a média aritmética simples de dois desses números ciplina é composta pela média aritmética ponderada de 3
é 5. avaliações: A1, A2 e A3.

Nessas condições, o terceiro número é igual a A avaliação A1 tem peso um e as demais avaliações
A) 10. têm peso dois, cada uma delas. Um aluno que tirou, em
B) 14. determinada disciplina, notas 3, 7 e 5 na A1, A2 e A3, res-
C) 15. pectivamente, teve, como nota final, nessa disciplina,
D) 18. A) 5.
E) 20. B) 5,4.
C) 5,5.
Números: x, y e z D) 6.
(x+y+z)/3 =10 E) 6,4.
!!!
=5 3 + 7 ∙ 2 + 5 ∙ 2 27
!
!= = = 5,4
! X+y=10 5 5
!
!"!!
= 10 RESPOSTA: “B”.
!
! Z=30-10=20 14. (FAPESP – ANALISTA ADMINISTRATIVO – VU-
NESP/2012) A tabela a seguir apresenta o número de usuá-
RESPOSTA: “E”. rios internos atendidos por um departamento de uma de-
terminada fundação, de segunda a sexta-feira, da semana
12. (SEED/SP – AGENTE DE ORGANIZAÇÃO ESCOLAR anterior.
– VUNESP/2012) A média aritmética entre três números
inteiros positivos é igual a , e a média aritmética entre o
maior e o menor desses números é igual a . Sendo assim, o
número intermediário entre os três números mencionados
é, necessariamente, igual a
A) !"!

B) ! + !"!

C) !!
D) !" − !"!
E) !+!
!
!
Com base nas informações da tabela, é possível afir-
mar que o número médio de atendimentos diário, daque-
les dias, foi
!! + !! + !! A) 120
=! B) 117,5.
3 C) 110.
!! + !! D) 54,5.
=! E) 47.
2
!! + !! = 2!

2! + !! 52 + 47 + 38 + 45 + 53
=! = 47
3 5
!! = 3! − 2! !
!
RESPOSTA: “E”.
RESPOSTA: “D”.

22
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Estrutura do Sistema Financeiro Nacional: Conselho Monetário Nacional; COPOM –Comitê de Política Monetária. Banco
Central do Brasil; Comissão de Valores Mobiliários.................................................................................................................................... 01
Produtos Bancários: Noções de cartões de crédito e débito, crédito direto ao consumidor, crédito rural, caderneta de
poupança, capitalização, previdência, investimentos e seguros. Noções de Mercado de capitais. Noções de Mercado
Câmbio: Instituições autorizadas a operar e operações básicas............................................................................................................ 16
Garantias do Sistema Financeiro Nacional: aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças bancá-
rias.................................................................................................................................................................................................................................. 28
Crime de lavagem de dinheiro: conceito e etapas. Prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro: Lei nº
9.613/98 e suas alterações,................................................................................................................................................................................... 36
Circular Bacen 3.461/2009 e suas alterações e............................................................................................................................................. 45
Carta-Circular Bacen 3.542/12. ........................................................................................................................................................................... 53
Autorregulação Bancária....................................................................................................................................................................................... 58
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

PROF. SILVANA GUIMARÃES FERREIRA essas transações, permite que um agente econômico (um
Bacharel em Direito Especialização em Gestão Empresarial indivíduo ou uma empresa, por exemplo), sem perspectivas
e Gestão de Projetos; Consultora Empresarial e Coordenado- de aplicação em algum empreendimento próprio, da pou-
ra de Projetos Empresária; Palestrante (área Desenvolvimento pança que é capaz de gerar (denominado agente econô-
Pessoal / Atendimento e Vendas / Relações Comportamentais) mico superavitário), seja colocado em contato com outro,
cujas perspectivas de investimento superem as respectivas
disponibilidades de poupança (denominado agente econô-
ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO mico deficitário).
Para que possamos entender por que sistemas financei-
NACIONAL: CONSELHO MONETÁRIO ros são organizados de forma tão diferenciada nos diversos
NACIONAL; COPOM – países, as qualidades e limitações de cada tipo de sistema
COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA. BANCO financeiro, e sua evolução, é preciso conhecer as razões ma-
CENTRAL DO BRASIL; COMISSÃO DE VALORES teriais que levaram à criação de cada tipo de sistema, mas
MOBILIÁRIOS. também, e principalmente, sua história e a da sociedade em
que se insere.
Com este propósito, seguem-se alguns tópicos sobre a
formação do Sistema Financeiro Nacional, a sua evolução re-
Depois de uma breve síntese, faremos uma abordagem cente e a sua estrutura atual.
mais detalhada sobre o sistema financeiro nacional.
A função do Sistema Financeiro Nacional-SFN é a de ser A Evolução do Sistema Financeiro Nacional (SFN) até
um conjunto de órgãos que regulamenta, fiscaliza e executa 1964/65
as operações necessárias à circulação da moeda e do crédito Do Império aos Primeiros Anos da República
na economia. É composto por diversas instituições. Se o divi- O surgimento da intermediação financeira no Brasil
dirmos, teremos dois subsistemas. O primeiro é o normativo, coincide com o término do período colonial, no decurso do
formado por instituições que estabelecem as regras e diretri- qual prevaleceram ideias e procedimentos de política eco-
zes de funcionamento, além de definir os parâmetros para a nômica mercantilista, que bloqueavam quaisquer iniciativas
intermediação financeira e fiscalizar a atuação das instituições que promovessem o desenvolvimento da colônia, conforme
operativas. Tem em sua composição: o Conselho Monetário os interesses da Coroa portuguesa. As grandes companhias
Nacional (CMN), o Banco Central do Brasil (Bacen), a Comis- de comércio dominavam o cenário econômico do Brasil co-
são de Valores Mobiliários (CVM) e as Instituições Especiais lonial, exercendo grande influência, não só na distribuição
(Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal). como no próprio financiamento da produção interna.
O segundo subsistema é o operativo. Em sua composição Com a transferência da família real para o Brasil, em
estão as instituições que atuam na intermediação financeira e 1808, criaram-se as pré-condições necessárias para o sur-
tem como função operacionalizar a transferência de recursos en- gimento da intermediação financeira no país, mediante a
tre fornecedores de fundos e os tomadores de recursos, a partir constituição de bancos comerciais. Com a abertura dos
das regras, diretrizes e parâmetros definidos pelo subsistema nor- portos, com a celebração de novos acordos comerciais e
mativo. Estão nessa categoria as instituições financeiras bancárias com a articulação de relações econômicas e financeiras
e não-bancárias, o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo com a Europa, as colônias africanas e asiáticas e diversos
(SBPE), além das instituições não financeiras e auxiliares. países sul-americanos, tornou-se necessária a implantação
A atuação das instituições que integram o subsistema de um mercado financeiro capaz de dar assistência às ativi-
operativo é caracterizada pela sua relação de subordinação dades de importação e exportação.
à regulamentação estabelecida pelo CMN e pelo Bacen. As Estabelecidas estas pré-condições, foi então criada, em
instituições podem sofrer penalidades caso não cumpram as outubro de 1808, a primeira instituição financeira do país,
normas editadas pelo CMN. As multas vão desde as pecuniá- o Banco do Brasil, cujas operações seriam iniciadas só um
rias até a própria suspensão da autorização de funcionamento ano depois, em 1809, devido, principalmente, às dificuldades
dessas instituições e seus dirigentes.1 de subscrição do capital mínimo requerido para o início de
suas atividades. As operações permitidas abrangiam, privile-
O Sistema Financeiro Nacional giadamente, o desconto de letras de câmbio, o depósito de
Conjunto de instituições financeiras e instrumentos finan- metais preciosos, papel-moeda e diamantes, a emissão de
ceiros que visam transferir recursos dos agentes econômicos notas bancárias, a captação de depósitos a prazo, o mono-
(pessoas, empresas, governo) superavitários para os deficitários. pólio da venda de diamantes, pau-brasil e marfim e o direito
Sistemas financeiros são definidos pelo conjunto de mer- exclusivo das operações financeiras do governo.
cados financeiros existentes numa dada economia, pelas Devido ao fraco desempenho da economia de exporta-
instituições financeiras participantes e suas inter-relações e ção no início do Império e ainda ao fato do Banco do Bra-
pelas regras de participação e intervenção do poder público sil converter-se em fornecedor de recursos não lastreados
nesta atividade. Uma conceituação mais abrangente de sis- para o governo, a continuidade de suas operações tornou-
tema financeiro poderia ser a de um conjunto de instituições -se insustentável com a volta de Dom João VI a Portugal
dedicado ao trabalho de propiciar condições satisfatórias em 1821. Esse monarca teria recambiado para Portugal boa
para a manutenção de um fluxo de recursos entre poupado- parte do lastro metálico depositado no banco, com o que
res e investidores. O mercado financeiro, onde se processam se enfraqueceu a já abalada confiança nessa primeira insti-
1 Fonte: https://www.febraban.org.br tuição financeira no país. Oito anos depois, em 1829, após

1
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

insustentável período crítico, seria autorizada a liquidação Este clima econômico e financeiro prosseguiu nos primei-
do primeiro Banco do Brasil, cujas operações se encerraram ros anos do governo republicano. Embora a criação de meios
definitivamente em 1835, a despeito das muitas tentativas de pagamento tenha sido redisciplinada, a expansão imode-
empreendidas para evitar sua extinção. rada de crédito não foi interrompida. No entanto, em segui-
Em vez de cumprir funções básicas de intermediação para da a um curto período de crescimento acelerado, não tarda-
o crescimento das atividades produtivas internas, este banco ram a aparecer focos de especulação. Houve o encilhamento
converteu-se em fornecedor de recursos para pagar as des- (1889/91), período caracterizado pela galopante expansão
pesas governamentais, basicamente decorrentes das com- dos meios de pagamento, pela excitação das atividades de
pensações devidas a Portugal em função do reconhecimen- intermediação financeira e por decorrente surto inflacionário.
to da independência do Brasil, das despesas militares com a
Após o Encilhamento, o país foi conduzido a uma fase
guerra no sul do país (anexação da Província Cisplatina) e dos
gastos com a criação de um exército e de uma marinha de de contra-reforma (1892-1906), caracterizada, nos três pri-
guerra (Lopes & Rossetti, p.308). meiros anos, por um esforço de estabilização e, nos dois
Em 1833, foi aprovada a criação de um segundo Banco do anos subsequentes, por breve relaxamento da austeridade
Brasil. Mas, em virtude dos traumas decorrentes do insucesso implantada e, finalmente, já então na virada do século, por
da experiência pioneira, não se conseguiu a subscrição do ca- generalizada recessão.
pital mínimo exigido para sua instalação. Os esforços de estabilização pós-encilhamento leva-
Em 1836 foi estabelecido o primeiro banco comercial pri- ram o sistema bancário do país, inclusive o Banco do Brasil,
vado do país, o Banco do Ceará, que, entretanto, encerrou a enfrentar dificuldades operacionais. Resultaram daí novas
suas atividades em 1839, basicamente em função da conces- fusões bancárias, envolvendo o próprio Banco do Brasil,
são de créditos a longo prazo, sem que houvesse captações que em 1892 se incorporou ao Banco da República dos Es-
de recursos também resgatáveis a longo prazo. tados Unidos do Brasil, resultando no Banco da Repúbli-
Havia, entretanto, condições para que se implantassem ca do Brasil. Verificaram-se outras fusões e incorporações,
no país atividades de intermediação financeira, sobretudo se notadamente nos cinco primeiros anos do século, quando,
ligadas ao setor cafeeiro e aos projetos financeiramente viá- então, não resistindo à recessão econômica do período,
veis no setor de infra-estrutura econômica. Assim, em 1838, muitas casas bancárias foram liquidadas. O próprio Banco
um grupo privado criou e estabeleceu o Banco Comercial do da República do Brasil (o quarto a funcionar) foi também
Rio de Janeiro. A solidez e o crescimento dessa instituição en-
liquidado em 1905.
sejaram o surgimento, em outras praças, de outras institui-
ções congêneres, como o Banco da Bahia (1845), o Banco do A partir de 1906, ao final da crise financeira do início
Maranhão (1847) e o Banco de Pernambuco (1851). do século, a intermediação financeira no país voltou gra-
Também em 1851 foi constituído o terceiro Banco do Bra- dativamente à normalidade. Nesse ano foram reativadas as
sil (o segundo a funcionar com este nome), por iniciativa do operações do Banco do Brasil, o quinto a funcionar sob
Barão de Mauá. Dois anos depois, em 1853, verificar-se-ia no esta denominação (Lopes & Rossetti, p.310).
país a primeira experiência de fusão bancária: os Bancos Co- O Período das Guerras e da Depressão
mercial do Rio de Janeiro e do Brasil fundiam-se com o obje- O período que se estende de 1914 a 1945 apresentou
tivo de criar um novo estabelecimento, sob a denominação considerável importância no quadro da intermediação finan-
de Banco do Brasil (o quarto estabelecimento sob esta de- ceira no Brasil. Entre os principais, são destacados os seguintes:
nominação e o terceiro a funcionar efetivamente). Surgiram, • expansão do sistema de intermediação financeira de
na mesma época, novas casas bancárias, também com au- curto e médio prazos no país;
torização para emissão de notas bancárias, como o Banco • disciplinamento, integração e ampliação do nível de
Comercial e Agrícola e o Banco Rural e Hipotecário (ambos segurança da intermediação financeira no país, mediante a
no Rio de Janeiro), o Banco da Província do Rio Grande do criação da Inspetoria Geral dos Bancos (1920), posteriormente
Sul e o Banco Comercial do Pará. substituída pela Caixa de Mobilização e Fiscalização Bancária
A partir do início da década de 1860, as atividades de in- (1942), a instalação da Câmara de Compensação (1921) e a im-
termediação financeira no país seriam ampliadas, com a che- plantação da Carteira de Redescontos do Banco do Brasil (1921);
gada dos primeiros bancos estrangeiros. Os dois primeiros • elaboração de projetos com vista à criação de insti-
(ambos em 1863) foram o London & Brazilian Bank e o The tuições especializadas no financiamento de longo prazo. Mas
Brazilian and Portuguese Bank. À mesma época (1866), ca- a vigência da Lei da Usura, de 1933, que estabelecia um teto
pitalistas alemães fundaram o Deutsche Brasilianische Bank, máximo de 12% ao ano para a taxa nominal de juros, teria
cujas atividades foram encerradas em 1875, após acirrada retardado o surgimento espontâneo de intermediários finan-
concorrência com os bancos ingleses que operavam no país. ceiros bancários ou não bancários dispostos a operar a longos
No final do Império, a libertação dos escravos (1888) prazos em um contexto de inflação crescente (a criação do
alterou substancialmente a ordem econômica e financeira Banespa, em São Paulo, e do Banrisul (então BERGS), no Rio
do país. A liberdade concedida a 800.000 escravos aniquilou Grande do Sul, ocorreu nessa época);
fortunas rurais, motivou perdas de 40% a 50% das colhei- • início de estudos e esforços convergentes para a
tas, provocou a escassez e a inflação, e motivou um primeiro criação de um Banco Central no país.
surto de industrialização. Ainda no Império, para atender às A captação de recursos e os empréstimos concedidos
pressões por maior volume de crédito, em virtude da expan- pelos bancos comerciais elevaram-se de forma consistente
são da massa salarial e das necessidades de financiamento durante todo o período, não obstante a interrupção (não
dos novos empreendimentos, o poder emissor, que se en- muito acentuada) nos anos da Grande Depressão.
contrava a cargo do Tesouro, foi estendido aos bancos.

2
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Do Pós-Guerra às Reformas de 1964-65


O período que se estende de 1945 a 1964 é geralmente As Reformas de 1964-65 e a Evolução Posterior do SFN
considerado como de transição entre a estrutura ainda simples A próxima fase da evolução da intermediação financei-
de intermediação financeira que se firmou ao longo da primeira ra no país inicia-se no biênio 1964-65, com quatro leis, que
metade do século e a complexa estrutura montada a partir das introduziram profundas alterações na estrutura do sistema
reformas institucionais de 1964-65. Nesses vinte anos de tran- financeiro nacional:
sição, em paralelo às mudanças que se observaram em toda a • Lei n. 4.357, de 1964 (Lei da Correção Monetária),
estrutura da economia do país, o sistema financeiro nacional foi que instituiu normas para a indexação de débitos fiscais, criou
objeto de marcantes transformações. As principais foram: títulos públicos federais com cláusula de correção monetária
• a consolidação e penetração no espaço geográfico (ORTN), destinados a antecipar receitas, cobrir déficit público
da rede de intermediação financeira de curto e médio prazos, e promover investimentos. Esta foi a solução buscada para
com a expansão do número de agências bancárias nas dife- o problema da limitação da taxa de juros em 12% ao ano,
rentes regiões do país; imposta pela Lei da Usura, ao lado da persistência de infla-
• a implantação de órgão normativo, de assessoria e ção anual acima desse patamar, o que limitava a capacidade
de fiscalização do sistema financeiro, como primeiro passo do poder público financiar-se mediante a emissão de títulos
para a criação de um banco central no país, a Superintendên- próprios, restando-lhe apenas a emissão primária de moeda.
cia da Moeda e do Crédito - SUMOC; • Lei n. 4.380, de 21.08.64 (Lei do Plano Nacional da
• a criação de uma instituição de fomento, o Banco Habitação), que instituiu a correção monetária nos contra-
Nacional de Desenvolvimento Econômico - BNDE, para a cen- tos imobiliários, criou o Banco Nacional da Habitação-BNH e
tralização e a canalização de recursos de longo prazo, inicial- institucionalizou o Sistema Financeiro da Habitação, criou as
mente destinados à implantação de infra-estrutura no país; Sociedades de Crédito Imobiliário e as Letras Imobiliárias. O
• a criação de instituições financeiras de apoio a re- BNH tornou-se o órgão gestor do Sistema Brasileiro de Habi-
giões carentes, como o Banco do Nordeste do Brasil - BNB, tação (também denominado Sistema Brasileiro de Poupança
o Banco de Crédito da Amazônia e, já no final do período, o e Empréstimo-SBPE), destinado a fomentar a construção de
Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul - BRDE; casas populares e obras de saneamento e infraestrutura ur-
• desenvolvimento espontâneo de companhias de bana, com moeda própria (UPC-Unidade Padrão de Capital)
e seus próprios instrumentos de captação de recursos: Letras
crédito, financiamento e investimento, para a captação e
Hipotecárias, Letras Imobiliárias e Cadernetas de Poupança.
aplicação de recursos em prazos compatíveis com a cres-
Posteriormente, a esses recursos foram adicionados os do
cente demanda de crédito para o consumo de bens durá-
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço-FGTS. Esta lei
veis e bens de capital, em decorrência da implantação de
buscou incentivar a criação de empregos na construção
novos setores industriais no país, produtores desses bens civil, como solução para o emprego de mão-de-obra não
(Lopes; Rossetti, p.315). qualificada, no cenário econômico de recessão que carac-
Arrecadação de Tributos e Pagamento de Benefícios terizou os anos 1960.
Até a década de 60, quase todo o relacionamento en- • Lei n. 4.595, de 31.12.64 (Lei da Reforma do Sis-
tre população e órgãos públicos era feito diretamente entre tema Financeiro Nacional), que dispôs sobre a política e
as partes. Cada entidade mantinha a própria estrutura para as instituições monetárias, bancárias e creditícias, criou o
arrecadação de impostos e taxas de serviços, ou para o paga- Conselho Monetário Nacional-CMN e o Banco Central do
mento de benefícios. Assim, na maioria dos municípios, eram Brasil e foi a base da reforma bancária, reestruturando o
mantidas as Coletorias Federais e Estaduais. As empresas de sistema financeiro nacional, mediante o estabelecimento de
serviços públicos (luz, água, gás e telefone), por sua vez, man- normas operacionais, rotinas de funcionamento e procedi-
tinham órgãos específicos para a arrecadação das taxas que mentos de qualificação aos quais as entidades do sistema
lhes eram devidas. Por outro lado, os bancos constituíam-se deveriam se subordinar, bem como definiu as característi-
em pequenas redes de agências, voltadas basicamente para cas e as áreas específicas de atuação das instituições finan-
os serviços de depósitos e descontos. As funções de caixa e ceiras. Esta lei reordenou os órgãos de aconselhamento e
empréstimo a clientes eram os objetivos únicos da empre- de gestão da política monetária, do crédito e das finanças
sa bancária. Com o desenvolvimento da sociedade brasileira, públicas, até então concentrados no Ministério da Fazenda,
a crescente complexidade das relações econômicas e o au- na Superintendëncia da Moeda e do Crédito-SUMOC e no
mento na execução de serviços públicos e na concessão de Banco do Brasil, estrutura esta que não mais suporava os
benefícios, os sistemas de arrecadação próprios passaram a crescentes encargos e responsabilidades da condução da
consumir recursos crescentes. Por outro lado, para os bancos, política econômica.
o desenvolvimento da economia possibilitou a disseminação • Lei n. 4.728, de 14.07.65 (Lei do Mercado de Ca-
de sua rede de agências por todo o território nacional, para pitais), que disciplinou e reformou o mercado de capitais,
atender à crescente necessidade de transferência de ativos fi- bem como estabeleceu medidas para seu desenvolvimento.
nanceiros entre as entidades econômicas. Estruturados para Estabeleceu normas e regulamentos básicos para a estrutu-
processar com rapidez as transferências de numerário, os ração de um sistema de investimentos destinado a apoiar o
bancos passaram a substituir as coletorias e postos de rece- desenvolvimento nacional e atender à crescente demanda
bimento de taxas de serviços públicos e pagamentos de be- por crédito. O problema de popularização do investimento
nefícios, servindo de intermediários entre os órgãos públicos estava contido na nítida preferência dos investidores por
e o contribuinte. imóveis de renda e de reserva de valor. Ao governo inte-

3
CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

ressava a evolução dos níveis de poupança internos e o seu O elenco de normas e a disciplina operacional são impos-
direcionamento para investimentos produtivos. tos ao sistema por meio de resoluções, circulares, instruções e
A partir desses institutos legais, o sistema financei- atos declaratórios, direta ou indiretamente decorrentes de de-
ro brasileiro passou a contar com maior e mais diversifi- cisões do CMN. O conjunto destes atos normativos compõe
cado número de intermediários financeiros não bancários, o MNI - Manual de Normas e Instruções do Banco Central do
com áreas específicas e bem determinadas de atuação. Ao Brasil.
mesmo tempo, foi significativamente ampliada a pauta de A estrutura do SFN emergente da reforma de 1964/65 foi
ativos financeiros, abrindo-se novo leque de opções para a seguinte:
captação e aplicação de poupanças e criando-se, assim, Sistema Financeiro Nacional:
condições mais efetivas para a ativação do processo de in-  Autoridades Monetárias
termediação.  Autoridades de Apoio
As reformas bancária e do mercado de capitais foram  Instituições Financeiras
inspiradas no sistema norte-americano de organização do
sistema financeiro, voltando-se para a especialização das Autoridades Monetárias:
instituições. Apesar desta opção, em virtude de condicio-  Conselho Monetário Nacional: Comissões Consulti-
namentos econômicos e, em especial, da necessidade de vas
buscar economia de escala e melhor racionalização do sis-  Banco Central do Brasil
tema, os bancos comerciais passaram a assumir o papel de
líderes de grandes conglomerados, no âmbito do qual atua- Autoridades de Apoio:
vam coordenadamente diversas instituições especializadas  Comissão de Valores Mobiliários
nas diferentes modalidades financeiras que, embora com  Banco do Brasil S/A
grande número de pequenos bancos regionais, passaram a  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
deter o maior volume de negócios de intermediação finan- Social
ceira e prestação de serviços.
Nos anos subsequentes foram instituídas outras leis im- Instituições Financeiras:
portantes para o reordenamento institucional do Sistema  Bancos Comerciais Públicos e Privados
Financeiro Nacional, quais sejam:  Bancos Estaduais de Desenvolvimento
 Bancos Regionais de Desenvolvimento
• Lei n. 6385, de 1976 (Lei da CVM), que criou a Co-
 Banco Nacional da Habitação (BNH)
missão de Valores Mobiliários-CVM, transferindo do Banco
 Caixa Econômica Federal (CEF)
Central a responsabilidade pela regulamentação e fiscaliza-
 Caixas Econômicas Estaduais
ção das atividades relacionadas ao mercado de valores mo-
 Sociedades de Crédito Imobiliário
biliários (ações, debêntures etc.). Esta lei deu solução à falta
 Associações de Poupança e Empréstimo
de uma entidade que absorvesse a regulação e fiscalização
 Cooperativas Habitacionais
do mercado de capitais, especialmente no que se referia às  Soc. de Créd. Financ. e Investimento
sociedades de capital aberto.  Bancos de Investimento
• Lei n. 6.404, de 1976 (Lei das Sociedades Anôni-  Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC)
mas), que estabeleceu regras quanto às características,  Cooperativas de Crédito
forma de constituição, composição acionária, estrutura de  Bolsas de Valores
demonstrações financeiras, obrigações societárias, direitos  Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários
e obrigações de acionistas e órgãos estatutários e legais.  Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários
Esta lei veio ao encontro da necessidade de atualização da  Seguradoras
legislação sobre as sociedades anônimas brasileiras, espe-  Outras Instituições
cialmente quanto aos aspectos de composição acionária,
negociação de valores mobiliários (ações, debêntures etc.) e Na cúpula do subsistema normativo encontra-se, desde
modernização do fluxo de informação. então, o Conselho Monetário Nacional. Abaixo, encontram-se
• Lei n. 10.303, de 2001 (Nova Lei das S.A.), Decreto o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários
3.995 e MP 8 (estes de 2002), que consolidam os dispositi- (criada pela Lei n. 6.385, de 07.12.76). Esses órgãos normativos
vos da Lei da CVM e da Lei das S.A., melhorando a proteção regulam, controlam e fiscalizam as instituições de intermedia-
aos minoritários e dando força à ação da CVM como órgão ção, disciplinando todas as modalidades de operações de cré-
regulador e fiscalizador do mercado de capitais, incluindo dito, ativas e passivas, assim como a emissão e distribuição de
os fundos de investimento e os mercados de derivativos. A valores mobiliários.
quesão associada a esta legislação é que o mercado de ca- Cabe ainda assinalar que se estabeleceram relações es-
pitais cada vez mais perdia espaço para o exterior pela au- treitas entre o subsistema normativo e os agentes especiais
sência de proteção ao acionista minoritário e insegurança do subsistema de intermediação, porque a regulação e o con-
quanto às aplicações financeiras. trole do subsistema de intermediação não se realizam ape-
nas por meio das normas legais expedidas pelas autoridades
monetárias, mas também “pela oferta seletiva de crédito, le-
vada a efeito pelo Banco do Brasil e pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social” (Barbosa, op.cit. Lopes
e Rossetti).

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

As demais instituições de intermediação, bancárias, Operadores (Supervisionados pela SPC)


não bancárias e auxiliares, passaram a operar em segmen- Entidades Fechadas de Previdência Complementar
tos específicos dos mercados monetário, de crédito, de (Fundos de Pensão)
capitais e cambial, subordinando-se às normas emanadas
dos órgãos superiores. Sistemas de Liquidação e Custódia
Atualmente, a estrutura institucional do Sistema Finan- Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC
ceiro Nacional está composta na forma apresentada a se- Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Tí-
guir, conforme o site do Banco Central do Brasil na internet. tulos – CETIP
Caixas de Liquidação e Custódia
Órgãos Normativos
Conselho Monetário Nacional - CMN No que tange às instituições financeiras, a Lei da Refor-
Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP ma Bancária (4.595/64), art. 17, caracteriza-as da seguinte
Conselho de Gestão de Previdência Complementar – forma: “Consideram-se instituições financeiras, para os efei-
CGPC tos da legislação em vigor, as pessoas jurídicas públicas e
privadas, que tenham como atividade principal ou acessória
Entidades Supervisoras a coleta, a intermediação ou a aplicação de recursos finan-
Banco Central do Brasil – Bacen e Comissão de Valores ceiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou es-
Mobiliários – CVM (vinculados ao CMN) trangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros”.
Superintendência de Seguros Privados – Susep e IRB – Em complemento, no seu parágrafo único, estabelece:
Brasil Resseguros (vinculados ao CNSP) “Para os efeitos desta Lei e da legislação em vigor, equipa-
Secretaria de Previdência Complementar – SPC (vincu- ram-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exer-
lada ao CGPC) çam qualquer das atividades referidas neste artigo, de forma
permanente ou eventual”.
Operadores (Supervisionados pelo Bacen)
Os Órgãos Normativos (autoridades monetárias) do
Instituições Financeiras Captadoras de Depósitos à Vista
SFN
Bancos Múltiplos (inclusive o Banco do Brasil)
O Conselho Monetário Nacional
Bancos Comerciais
Como órgão normativo, por excelência, não lhe cabem
Caixa Econômica Federal
funções executivas, sendo o responsável pela fixação das
Cooperativas de Crédito (e Bancos Cooperativos)
diretrizes da política monetária, creditícia e cambial do País.
Pelo envolvimento destas políticas no cenário econômico
Demais Instituições Financeiras nacional, o CMN acaba transformando-se num conselho de
Agências de Fomento política econômica.
Associações de Poupança e Empréstimo Ao longo da sua existência, o CMN teve diferentes
Bancos de Desenvolvimento constituições de membros, de acordo com as exigências
Bancos de Investimento políticas e econômicas de cada momento, desde quatro
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e So- membros, no governo Costa e Silva, até 15 membros, no
cial (BNDES) governo Sarney. A Medida Provisória no. 542, de 30.06.94,
Companhias Hipotecárias que editou o Plano Real, simplificou a composição do CMN,
Cooperativas Centrais de Crédito caracterizando seu perfil monetário, que passou a ser inte-
Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento grado pelos seguintes membros:
Sociedades de Crédito Imobiliário
Sociedades de Crédito ao Microempreendedor • Ministro da Fazenda (Presidente),
• Ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão,
Outros Intermediários Financeiros e Administradores de • Presidente do Banco Central.
Recursos de Terceiros
Administradores de Consórcio O CMN é a entidade superior do sistema financeiro, sen-
Sociedades de Arrendamento Mercantil do sua competência:
Sociedades Corretoras de Câmbio
Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários • adaptar o volume dos meios de pagamento às reais
Sociedades de Crédito Imobiliário necessidades da economia nacional e ao seu processo de de-
Sociedades Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários senvolvimento;
• regular o valor interno da moeda, prevenindo ou
Operadores (Supervisionados pela CVM) corrigindo os surtos inflacionários ou deflacionários de ori-
Bolsas de Mercadorias e de Futuros gem interna ou externa;
Bolsas de Valores • regular o valor externo da moeda e o equilíbrio do
balanço de pagamentos do país;
• orientar a aplicação dos recursos das instituições fi-
Operadores (Supervisionados pela Susep e IRB)
nanceiras públicas ou privadas, de forma a garantir condições
Sociedades Seguradoras favoráveis ao desenvolvimento equilibrado da economia nacio-
Sociedades de Capitalização nal;
Entidades Abertas de Previdência Complementar

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

• propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos • banco emissor de moeda;


instrumentos financeiros, de forma a tornar mais eficiente o  emissão do meio circulante;
sistema de pagamento e mobilização de recursos;  saneamento do meio circulante;
• zelar pela liquidez e pela solvência das instituições • banqueiro do governo;
financeiras;  financiamento ao Tesouro Nacional (via compra e
• coordenar as políticas monetária, creditícia, orça- venda de títulos públicos);
mentária, fiscal e da dívida pública interna e externa; e  administração da dívida pública interna e externa;
• estabelecer a meta de inflação.  gestor e fiel depositário das reservas internacio-
nais do país;
O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP)  representante, junto às intituições financeiras in-
ternacionais, do Sistema Financeiro Nacional;
É o órgão responsável por fixar as diretrizes e normas da • centralizador do fluxo cambial;
política de seguros privados. É composto pelo Ministro da  normas, autorizações, registros, fiscalização, inter-
Fazenda (Presidente), representante do Ministério da Justiça, venção.
representante do Ministério da Previdência Social, Superin-
tendente da Superintendência de Seguros Privados, represen-
Em resumo, é por meio do BC que o estado intervém
tante do Banco Central do Brasil e representante da Comissão
diretamente no sistema financeiro e, indiretamente, na
de Valores Mobiliários. Dentre as funções do CNSP estão:
economia.
• regular a constituição, organização, funcionamento e fis-
calização dos agentes que exercem atividades subordinadas ao Sis- Para poder atuar como autoridade monetária plena, o
tema Nacional de Seguros Privados, inclusive aplicar penalidades; Banco Central exigiu cerca de 25 anos de aprimoramento.
• fixar itens gerais dos contratos de seguro, previdên- As dificuldades residiam no fato de, até a sua criação, as
cia privada aberta, capitalização e resseguro; funções de banco central estarem sendo exercidas pela
• prescrever os critérios de constituição das Socieda- Superintendência da Moeda e do Crédito, pelo Banco do
des Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Brasil e pelo Tesouro Nacional. A Sumoc tinha a finalidade
Privada Aberta e Resseguradores, com fixação dos limites le- de exercer o controle monetário, a fiscalização dos bancos
gais e técnicos das respectivas operações e disciplinar a corre- comerciais e a orientação da política cambial. O Banco
tagem de seguros e a profissão de corretor. do Brasil era o executor das normas estabelecidas pela
Sumoc e exercia as funções de Banco do Governo Federal,
O Conselho de Gestão de Previdência Complementar controlador das operações de comércio exterior, recebe-
(CGPC) dor dos depósitos compulsórios e voluntários dos bancos
É um órgão colegiado que integra a estrutura do Minis- comerciais e, ainda, Banco de crédito agrícola, comercial
tério da Previdência Social e cuja competência é regular, nor- e industrial. O Tesouro Nacional era o órgão emissor de
matizar e coordenar as atividades das Entidades Fechadas de papel-moeda.
Previdência Complemen