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Departamento de Engenharia Mecânica

Universidade Federal do Paraná

Máquinas Térmicas I
Combustíveis

2017
Introdução

I Principal fonte de energia


– Alimentos
– Calor e luz
– Ciclo da água
I Fluxo de enegia térmica no lado claro da terra de
11,86 MWh/m2
I Uso da energia solar
– Elementos vitrificados para a produção de fogo (século VII a.C.)
– A temperatura de 160 ◦ C foi atingida em estufas (1769 na
França)
– Acionamento de uma prensa por máquina a vapor de fonte
solar (1878)
– Acionamento de uma bomba de irrigação com captadores
solares planos (1913 no Egito)
– Operação de satélites com geração solar fotovoltaica (1957)
– Forno solar de até 3500 ◦ C (1981 na França)
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Introdução

I Formas de energia
– Energia solar
– Energia eólica
– Energia atômica ou nuclear
– Energia química
– Energia elérica
– Energia térmica
– Energia mecânica
– Energia magnética
I Cadeias energéticas
– Energia primária
– Transformação
– Energia secundária
– Consumo final

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Matriz energética

Figura 1: Matriz energética mundial.


Fonte: Moreira (2017).

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Produção primária de energia

Figura 2: Produção primária de energia no Brasil.


Fonte: Moreira (2017).

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Combustíveis

I Definição
– O combustível é definido como qualquer substância que, ao
reagir com outras substâncias, libera energia (química ou
nuclear) na forma de calor.
I Sistema de potência a vapor
– Ambas formas podem ser usadas na geração de calor para um
sistema de potência a vapor.
– A forma e o ambiente de recepção do combustível, estoque,
modo de queima, fornalha e descarte dependem do tipo de
combustível.
– O processo de combustão e os combustíveis são o ponto de
partida para um projeto de gerador de vapor.
– Inicialmente, os derivados de petróleo eram os combustíveis
mais utilizados. Porém, nas últimas décadas outros tipos de
combustíveis ganharam espaço.

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Características gerais

I Classificação
– Estado físico
– sólido, líquido ou gasoso
– Origem
– renováveis ou não
– Condição
– naturais ou artificiais
– Liberação de energia
– química ou nuclear
I Características desejadas para um combustível
– Baixo custo por conteúdo energético
– Disponibilidade
– Facilidade de transporte
– Facilidade de armazenamento
– Uso com tecnologias disponíveis
– Baixo custo operacional
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Características gerais

I Exemplos de combústiveis renováveis


– Entanol
– Biodiesel
I Exemplos de combústiveis não renováveis
– Carvão mineral
– Gás liquefeito de petróleo
– Óleo combustível indústrial
– Gás natural

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Características gerais

I Elementos presentes nos combustíveis


– Carbono e hidrogênio: são os que mais contribuem para o
poder calorífico dos combustíveis.
– Oxigênio: geralmente está presente em combustíveis vegetais.
Sua presença diminui o poder calorífico e a quantidade teórica
de ar de combustão.
– Enxofre: produtos resultantes da queima do enxofre podem
causar corrosão nos tubos da caldeira e a chamada “chuva
ácida”. Para evitar a corrosão, indica-se uma temperatura
maior do que 160 ◦ C na saída dos gases e a remoção
dos produtos por meio de equipamentos conhecidos como
“lavadores de gás”.

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Características gerais

I Elementos presentes nos combustíveis


– Nitrogênio: a princípio, o nitrogênio não participa da reação.
Porém, em combustões com temperaturas altas (> 1600 ◦ C) os
produtos resultantes podem formar “chuvas ácidas” e atacar a
camada de ozônio.
– Água: é encontrada em todos os combustíveis e,
principalmente, nos combustíveis sólidos. Ela diminui o
poder calorífico.
– Cinzas: são elementos que ocorrem em concetrações muito
pequenas, como níquel, vanádio, cálcio, sódio, potássio
e manganês. Geralmente, não participam da queima,
mas podem formar compostos de baixo ponto de fusão.
Estes últimos causam dificuldades no tratamento das cinzas
residuais.

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Combustíveis gasosos

I Características gerais dos combustíveis gasosos


– São considerados a fonte de energia mais limpa e eficiente.
– Composição química de fácil obtenção.
– Apresentam dificuldades como disponibilidade e transporte.
I Propriedades
– Densidade relativa: relação entre a massa específica do gás e
a do ar nas mesmas condições.
– Número de Wobbe: é uma relação entre o poder calorífico e
a densidade relativa, útil para a comparação entre diferentes
gases para uma mesma aplicação ou queimador.
– Velocidade de chama: é a velocidade de uma frente de
chama da mistura ar combustível. O não conhecimento desta
propriedade pode trazer consequências desastrosas.

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Combustíveis gasosos

I Gás liquefeito de petróleo (GLP)


– Subproduto do processo de refinamento do petróleo.
– Maior parte composta por butano e propano.

Tabela 1: Composição do GLP.

Composição em massa percentual


etano 1,0
propano 30,6
propeno 20,7
butano 32,9
buteno 14,7
Fonte: Bizzo (2000)

– Poder calorífico inferior: 88199,92 kJ/(Nm3 )


– Poder calorífico superior: 94694,45 kJ/(Nm3 )
– Massa específica: 2060 kg/(Nm3 )
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Combustíveis gasosos

I Gás natural
– Metano é o principal componente.
– Encontrado em campos de gás natural e reservas de petróleo.
– Possui baixos teores de componentes indesejados, como o
nitrogênio, a água e o enxofre.

Tabela 2: Composição do GLP.

Composição em massa percentual


metano 88
etano 9
propano 1
outros 2
Fonte: Petrobras

– Poder calorífico inferior: 39805 kJ/(Nm3 )


– Densidade relativa: 0,623
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Combustíveis líquidos

I Características gerais dos combustíveis líquidos


– Podem ser minerais ou não minerais.
– Hidrocarbonetos e compostos formados por C, H, O e N.
– Podem apresentar dificuldade de manuseio devido à
viscosidade.
I Propriedades
– Viscosidade: influencia diretamente no transporte até os
queimadores e na atomização. Por exemplo, para o transporte
é esperado que a viscosidade esteja na faixa de 369,7 mm2 /s
a 591,1 mm2 /s (50 ◦ E a 80 ◦ E) e, para a atomização, de 20,1
mm2 /s a 28,2 mm2 /s (3 ◦ E a 4 ◦ E).
– Ponto de fulgor e ignição: representa a temperatura que
ocasiona uma ignição e queima transitória por meio de uma
chama. Entretanto, se a combustão continuar por determinado
tempo tem-se o ponto de ignição.
– Temperatura de autoignição: quando ocorre uma ignição
espontânea, ou seja, sem a presença de uma chama. 13/21
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Combustíveis líquidos

I Derivados de petróleo
– Inicialmente usavam-se óleos leves. Porém, com o uso e
melhoria do Diesel em automóveis, os combustíveis para
caldeira acabaram por ser os óleos mais pesados.
– Os óleos pesados têm, em geral, viscosidade e quantidade de
enxofre superiores aos leves.
I Óleo com baixo ponto de fluidez (BPF)
– Poder calorífico inferior: 41186 kJ/kg
– Poder calorífico superior: 43270 kJ/kg
– Densidade: 0,978
I Etanol
– Combustível renovável.
– Pode ser encontrado como etanol anidro e hidratado.
I Etanol anidro
– Poder calorífico inferior: 26816 kJ/kg
– Densidade: 0,79
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Combustíveis sólidos

I Características gerais dos combustíveis sólidos


– Fonte de combustível abundante.
– No Brasil, a lenha tem um grande potencial de utilização.
– Podem ser estocados ao ar livre.
I Propriedades
– Matéria volátil: é a parte do combustível que se separa em
forma gasosa durante o aquecimento do mesmo. Geralmente
composta por hidrocarbonetos, presentes na estrutura sólida,
e outros gases, formados por pirólise. O teor de voláteis
influencia no comprimento da chama, acendimento e volume
necessário da fornalha.
– Carbono fixo: é o resíduo de combustível deixado após a
liberação da matéria volátil. É composto principalmente por
carbono, embora possa conter outros elementos.
– Cinzas: todas as substâncias que não participaram da queima,
como a alumina, o óxido de cálcio e o óxido de magnésio.
– Umidade: possui grande influência no poder calorífico inferior. 15/21
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Combustíveis sólidos

I Carvão mineral
– Utilizado principalmente na produção de energia termoelétrica
e na indústria cimenteira.
– Possui alto teor de cinzas e enxofre.
– O poder calorífico superior do carvão mineral brasileiro varia
de 10538 kJ/kg a 26564 kJ/kg, dependendo da fonte.
I Lenha
– Amplamente utilizado no Brasil, principalmente em pequenas
unidades produtoras.
– Baixo teor de cinzas, ausência de enxofre e umidade variável.
– Quando cortada, a lenha possui cerca de 50 % de umidade.
Estocada ao ar livre, atinge a umidade de equilíbrio dentro de
3 a 6 meses, que fica na faixa de 15 % a 20 %, dependendo da
umidade relativa do ar.
– O poder calorífico superior varia pouco para diferentes tipos de
lenha e o inferior vai depender da umidade. A lenha tem um
poder calorífico superior de aproximadamente 18400 kJ/kg. 16/21
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Combustíveis sólidos

I Briquete
– É um bloco cilíndrico compacto, de alta densidade e é
composto por resíduos de madeira em geral, como o pó de
serra, cavacos e pedaços de madeiras picadas.
– Apresenta umidade entre 10 % e 20 % e poder calorífico de
aproximadamente 20100 kJ/kg.
I Cavacos
– Resultam de processos da indústria madeireira.
– Possuem poder calorífico inferior de 10475 kJ/kg
I Biomassa
– Resíduos de usinas e indústrias de beneficiamento.
Tabela 3: Poder calorífico de algumas biomassas.

Biomassa Poder calorífico superior [kJ/kg]


Casca de arros 15600
Bagaço de cana 16700
Borra de café 21800
Serragem 18000
Fonte: Bizzo (2000)
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Alguns poderes caloríficos

Tabela 4: Poderes caloríficos de alguns combustíveis gasosos.

Gás PCS [kJ/kg] PCI [kJ/kg]


Metano (CH4 ) 55.539 50.028
Gás natural da Bolívia 53.368 48.418
Gás natural de Santos 53.112 48.020
Monóxido de carbono (CO) 10.104 10.104
Hidrogênio (H2 ) 142.832 120.900
Gás pobre de carvão vegetal 4.630 4.402
GLP 49.993 46.026
Gás de nafta 27.014 23.996
Fonte: Modificado de Moreira (2017)

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Alguns poderes caloríficos

Tabela 5: Poderes caloríficos de alguns combustíveis sólidos e líquidos.

Combústivel C [%] H [%] O [%] N [%] S [%] Cinzas [%] Umidade [%] PCS [kJ/kg] PCI [kJ/kg]
Alcatrão de madeira 52 6,5 41,0 0,5 - - - 23.029 21.604
Óleo combustível 86,5 10,6 - <1 2,8 0,1 - 42.041 39.717
Óleo combustível de xisto 82,7 10,8 4,3 0,4 1,8 - - 42.989 40.612
Carvão mineral (mina de Tubarão) 43,5 2,8 6,5 0,9 2,3 37,7 6,5 18.418 17.643
Carvão mineral (mina de Leão) 49,9 3,3 9,3 0,7 1,8 20 15 20.020 18.922
Carvão mineral (China) 62,7 3,9 10,3 0,8 0,5 4,7 17,1 24.976 23.709
Carvão mineral (África do Sul) 60,7 4,5 9,1 1,6 0,7 10,1 4,3 28.299 27.207
Varvão vegetal 88,2 2,0 2,9 0,2 - 4,7 2,0 33.051 32.572
Coque de petróleo 86,3 3,8 1,7 1,5 5,4 0,3 1,0 35.468 34.617
Fonte: Modificado de Moreira (2017)

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Bases combustíveis

I Na geração de vapor, os combustíveis são avaliados em


diferentes bases.
I Base de trabalho
– São considerados todos os elementos do combustível:
Ct + H t + Ot + N t + St + At + M t = 100% (1)
I Base seca
– A umidade é desconsiderada:
Cs + H s + Os + N s + Ss + As = 100% (2)
I Base combustível
– Além da umidade, o teor de cinzas é desconsiderado:
Cc + H c + Oc + N c + Sc = 100% (3)
Nestas últimas equações, o sobrescrito t representa a base
de trabalho, s a seca e c a combustível, C, H , O, N , S, A e
M representam as frações de carbono, hidrogênio, oxigênio,
nitrogênio, enxofre, cinzas e umidade, respectivamente.
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Referências

Basu, P.; Kefa, C.; Jestin, L. Boilers and Burners: Design and
Theory. New York: Springer, 2000.
Bazzo, E. Geração de Vapor. 2 ed. Florianópolis: Ed. da
UFSC, 1995.
Bizzo, W. A. Apostila: Geração, distribuição e utilização de
vapor. Campinas, 2000.
Bóçon, F. Apostila: Geradores de Vapor. Universidade Federal
do Paraná.
Moreira, J. R. S. Energias renováveis, geração distribuída e
eficiência energética. 1 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2017.
Martinelli, L. C. Apostila: Geradores de Vapor. Universidade
Tecnológica Federal do Paraná.
Strobel, C. Apostila: Caldeiras. Universidade Federal do
Paraná.
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