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A Cidade Ideal de Platão

Posted by Rafael OIiveira | 17:19 | Cidade Ideal, Filosofia, Ghiraldelli, Platão

Por Rafael Oliveira

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No livro A República, Platão formula uma cidade ideal, onde para
ele haveria a tão sonhada justiça. Essa cidade era fundamentada na
divisão do trabalho. Para Platão, uma cidade justa só poderia existir se
cada homem cumprisse com suas funções. Para isso, ele dividiu os
homens em três classes diferentes: a primeira delas seria a dos artesãos.
Esses se dedicariam à produção de bens materiais; a segunda seria a
classe dos guerreiros, que seriam responsáveis por defender a cidade de
possíveis males; a terceira era a dos filósofos, que deveriam dirigir a
cidade e zelar pela obediência das leis. Platão dizia que cada pessoa
nascia com aptidões distintas e que elas definiam a que classe as pessoas
pertenceriam. Como explica Paulo Ghiraldelli Jr.: 1

“A República Platônica foi elaborada com uma divisão social estruturada em três
estamentos: o dos trabalhadores manuais, responsáveis pela produção
artesanal e agrícola da cidade; o dos guerreiros, responsáveis pela ordem
interna e pela proteção da cidade contra invasores; e dos sábios, governantes
que formariam o conselho do qual deveria sair o rei – o rei-filósofo.”

Ele dizia que a forma correta de governo deveria se espelhar na


alma e no ser humano. Como no corpo humano, a cabeça é que governa,
na cidade ideal, caberia àqueles dotados da razão, os filósofos, o dever de
governar a cidade. Já aqueles detentores da cólera, a qual ele associava
ao peito, seriam os corajosos, os guerreiros, que lutariam em prol da
manutenção da organização e da paz da cidade. O terceiro grupo era
comandado pelos desejos, que no corpo humano seria afim da região do
baixo ventre. Essa classe, a dos artesãos, deveria controlar seus desejos
para conseguir manter a temperança. Para isso eles deveriam empregar
a força resultante de seus desejos naquilo que possuem habilidade para
realizar, os seus trabalhos específicos. Na alma também há essa
tripartição: a logistikón, é a parte responsável pelos cálculos e pelo
raciocínio; a thymólides é onde há a cólera ou a parte irascúvel; e a
epithymetikón, que é a parte desejante.
Platão dizia que era importante que toda a cidade fosse feliz. Uma classe
não poderia usufruir de uma felicidade superior a de outra classe, todos,
independentemente de ser filósofo, guerreiro ou artesão deveriam possuir
a mesma felicidade. Mas para haver felicidade, era necessário haver
justiça, e para haver justiça seria necessário partir da estaca zero. Ele dizia
que a família deveria deixar de existir. Ao nascer, as crianças deveriam ser
retiradas de suas mães, e serem educadas pela cidade. Nenhuma mãe ou
pai conheceria seu filho, do mesmo modo que os filhos não saberiam quem
são seus pais. Com isso, não existiriam os laços familiares, as pessoas
seriam menos egoístas e alheias aos maus hábitos.
Portanto, com as crianças sob custódia do “Estado”, seria preciso um
sistema educativo que desenvolvesse as virtudes necessárias para cade
classe.

“Na cidade utópica, todos os habitantes adentrariam o ambiente terreno com a


mesma estrutura psicológica – a estrutura da alma -, mas nem todos, no decorrer
do processo educacional institucional, mostrariam igual desenvolvimento. O
compartilhamento de certas características revelaria o caráter e as
possibilidades de cada indivíduo”. 2

Durante os dez primeiros anos de vida, a educação da criança seria


predominantemente na parte física. Após os dezesseis a música ficaria
responsável por ensinar ao espírito. Quando atingissem os vinte anos,
seria a hora de um teste prático e teórico, que dividiria os homens em suas
respectivas classes. Os que não passassem seria designados à terceira
classe, a dos artesãos. Os outros alunos receberiam mais dez anos de
ensino, até realizarem outro teste, que permitira aqueles que passassem
a estudar a Filosofia e se dedicarem ao estudo do mundo das ideias.

VIRTUDES CIDADE ALMA


Sabedoria Governantes Raciocínio
Coragem Guardiões Cólera
Temperança Todas as classes Todos os elementos
Justiça Todas as classes Todos os elementos

“O papel do intelecto seria o de governo da própria vida, o papel do espírito seria


o de energizar as atividades vitais e, enfim, os apetites precisariam ser treinados
para cumprir o que é reto e nobre. O predomínio de uma instância traria a
distinção de caráter. As pessoas cuja senhoria se exercesse pela razão
poderiam ser filósofas; elas teriam tudo o que é necessário para participar do
conselho de governantes e até mesmo para chegar a ser rei. As pessoas cujo
espírito fosse o motor principal seriam homens de ação e, uma vez educados,
formariam o grupo dos guerreiros, defensores armados da cidade. Por fim, os
que caíssem sob o domínio dos apetites [...] estariam destinadas a trabalhar com
as mãos, no artesanato e afins, servindo na cidade para o estamento dos
operários e artesãos.”. 3

Platão dizia necessário a criação de um método capaz de impedir que a


incompetência e a corrupção existissem no governo público. Por isso, a
cidade ideal, só poderia ser governada por aqueles que possuíssem a
habilidade da sabedoria, os filósofos. Dentre todos os sábios, seriam
escolhidos os melhores, e estes teriam que submeter-se a diversas provas
para avaliação de seu patriotismo e resistência. Uma vez aprovados,
receberiam o título de Filósofo-Rei. Seriam aqueles capazes de, através
da sabedoria, realizar uma justiça social. É importante ressaltar que não
haveria distinção entre os sexos, homens e mulheres poderiam pertence
a qualquer uma das classes, de acordo com sua capacidade a aptidão.

Um fator importande na cidade ideal de Platão, seria o fato de o indivíduo


se renunciar em prol da sociedade. O egocentrismo seria inaceitável,
sendo o altruísmo necessário para a existência da justiça. Por isso era
necessário que todas as classes cumprissem suas funções de maneira
correta, pois só assim seria possível uma igualdade para todos os
cidadãos da cidade.

Platão teve duas chances de por em prática sua cidade ideal, porém em
ambas não conseguiu realizar-la. O próprio, após isso, reconheceu que
sua cidade ideal, baseada na justiça entre as classes e na felicidade única
dos homens era utópica.

NOTAS

1,2,3 - GHIRALDELLI JR., Paulo. “Filosofia da Educação”, Editora Ática

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GHIRALDELLI JR., Paulo. “Filosofia da Educação”. Editora Ática


PLATÃO. “A República”. Editora Escala. 2ª Ed. 2007