Anda di halaman 1dari 30

HISTÓRIA DOS HEBREUS: DOS

PATRIARCAS A MOISÉS

Professor:
Me. Saulo Henrique Justiniano Silva
DIREÇÃO

Reitor Wilson de Matos Silva


Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi

NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho


Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha
Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli
Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia
Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo
Supervisão do Núcleo de Produção
de Materiais Nádila de Almeida Toledo
Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey
Projeto Gráfico Thayla Guimarães
Design Gráfico Flávia Thaís Pedroso
Ilustração Bruno Pardinho
Qualidade Textual Alessandra Rodrigues Sardeto

C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação


a Distância; SILVA, Saulo Henrique Justiniano.

Contexto Sócio-histórico da Bíblia. Saulo Henrique
Justiniano Silva.
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017.
30 p.
“Pós-graduação Universo - EaD”.
1. Bíblia. 2. Sócio-histórico. 3. EaD. I. Título.

CDD - 22 ed. 220


CIP - NBR 12899 - AACR/2

NEAD - Núcleo de Educação a Distância


Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900
Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360
sumário
01 06| HISTÓRIA DOS HEBREUS: DOS PATRIARCAS A MOISÉS

02 09| NO TEMPO DOS PATRIARCAS: ABRAÃO

03 14| ISAAC E JACÓ

04 17| OS HEBREUS NO EGITO

05 19| MOISÉS, O LIBERTADOR


HISTÓRIA DOS HEBREUS: DOS PATRIARCAS A MOISÉS

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
•• Conhecer o espaço geográfico onde ocorreram os principais acontecimentos
da história dos hebreus.
•• Compreender o contexto em que se deu o chamado de Abraão e a aliança
de Deus com os hebreus.
•• Analisar o desenvolvimento do período patriarcal a partir dos descendentes
de Abraão.
•• Entender os motivos que levaram os hebreus a se estabelecerem no Egito.
•• Apresentar os motivos que levaram os hebreus a deixarem o Egito e a
retornarem à Canaã.

PLANO DE ESTUDO

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:


•• O cenário.
•• No tempo dos patriarcas: Abraão.
•• Isaac e Jacó.
•• Os hebreus no Egito.
•• Moisés, o Libertador.
INTRODUÇÃO

Olá, neste encontro deter-nos-emos à compreensão do cenário onde ocorreram


as transformações que possibilitaram o nascimento do monoteísmo abraâmico,
as contribuições da região e dos povos que ali habitavam na vida dos primeiros
hebreus, a conquista da Terra Santa, a mudança para o Egito e a libertação
possibilitada por Moisés.
Como o objetivo desta aula é situar o estudante no tempo e no espaço onde
aconteceram os fatos importantes do Pentateuco, apresentaremos questões que
estão para além do relato bíblico, apesar de usá-lo como fonte de conhecimento,
usaremos como recurso didático estudos de grandes historiadores e teólogos
sobre a temática.
Trataremos neste primeiro capítulo do período patriarcal e da libertação
dos Hebreus do Egito, portanto os acontecimentos narrados neste primeiro
momento são relativos aos cinco livros iniciais do Antigo Testamento, que na
tradição cristã chamamos de Pentateuco e na tradição judaica é chamado de
Torá.
Esta porção da Bíblia é significativamente importante, pois a tradição religiosa
do Antigo Israel e do judaísmo até os dias atuais se fundamentam na lei e nos
costumes ali expressos. Bons estudos!!!

introdução
6 Pós-Universo

HISTÓRIA DOS
HEBREUS: DOS
PATRIARCAS A MOISÉS
Pós-Universo 7

Pouco sabemos sobre a história dos hebreus anterior a dos patriarcas, as escrituras
não nos dão detalhes pormenorizados deste período. Da criação do mundo, passando
pela queda do homem, dilúvio, até chegar a Abraão são apenas onze capítulos que
representam mais de 4.000 anos de história (GUSSO, 2003). O leitor desatento pode
até cometer erros graves ao afirmar certa proximidade entre o período patriarcal
e a fundação do mundo, por isso, é importante esclarecer que nos pautamos em
referenciais bíblicos, e não em perspectivas arqueológicas, pois, baseados nelas, do
surgimento australopithecus afarensis, um dos primeiros hominídeos, até o período
patriarcal, seriam calculados, pelo menos, 3 milhões de anos.
Para situarmos o período em que os patriarcas viveram, vale uma breve
contextualização da região por onde passaram. A narrativa bíblica do Antigo
Testamento, ou da Tanakh, como é conhecida pelos judeus, passa-se, eminentemente,
na região chamada de crescente fértil, uma vasta área que engloba o nordeste da
África, passando pela Turquia, Palestina, Jordânia, Líbano, Síria e Iraque e é marcado,
sobretudo, pela pequena fertilidade em meio a regiões desérticas, proporcionada
pelas cheias de rios, como o Nilo, na África, o Jordão, na Palestina e Jordânia e o Tigre
e Eufrates, no atual Iraque, antiga Mesopotâmia.
Na região do crescente fértil, estabeleceram-se grandes civilizações, entre as quais
podemos citar a egípcia e a mesopotâmica. A egípcia, estruturada no V milênio a.C.,
cerca de dois mil anos antes de Abraão, e a mesopotâmica, mais antiga, estruturada
no VII milênio a.C. Ambas organizaram-se produtivamente a partir das cheias e secas
de rios. Já do ponto de vista político, essas sociedades estruturaram-se de modos
diferentes. No Egito, por exemplo, o Faraó foi a figura que centralizou todo o poder e
era considerado um deus; já na Mesopotâmia, pela multiplicidade de povos e línguas,
não houve uma figura centralizadora, existiam reis que governavam cidades-estados
e eram, por sua vez, representantes dos deuses, não a encarnação de um.
8 Pós-Universo

Para compreensão do período patriarcal, vale realizar a explanação um pouco


mais aprofundada sobre a Mesopotâmia.
A palavra Mesopotâmia vem do grego “entre rios”, uma vez que as civilizações
desta região estabeleceram-se entre os rios Tigre, na parte ocidental, e o Eufrates, na
oriental. Ali, estabeleceram-se diversas civilizações, dentre as quais podemos citar
a dos sumérios, dos acádios, dos caldeus, dos amoritas e dos assírios. Cada povo
tinha sua língua, sua cultura, suas leis, seus deuses e suas cidades que funcionavam,
antes do estabelecimento de grandes impérios na região, como unidades político-
administrativas autônomas.
Cada povo tinha características próprias, como os sumérios, que ficaram
conhecidos pela invenção da escrita cuneiforme, os amoritas, que organizaram o
primeiro código de leis escritas: o famoso código de Hamurabi, ou mesmo os assírios,
que ficaram conhecidos pela crueldade empregada contra seus inimigos. As cidades
mesopotâmicas também se destacavam pela suntuosidade, como Nínive, a principal
cidade assíria, ou mesmo Babilônia, que fora centro de disputas de diversos impérios,
como o dos acádios, dos amoritas, dos assírios, dos caldeus e, posteriormente, dos
medo-persas. Aqui também vale uma menção especial à cidade de Ur, no sul da
região, que fora fundada pelos sumérios, possivelmente no IV milênio a.C., mas que
ficou imortalizada como umas das principais cidades caldeias, como foi mostrado
na narrativa bíblica do Gênesis.
Pós-Universo 9

NO TEMPO DOS
PATRIARCAS: ABRAÃO
10 Pós-Universo

É em Ur dos Caldeus que inicia a história bíblica dos patriarcas. Na cidade, vivia Terá,
um escultor de ídolos, descendente de Sem, filho de Noé e pai de Abrão, Naor e Harã.
Ainda em Ur, vivenciou o falecimento de seu filho Harã e, depois deste episódio, parte
com seu filho Abraão, sua nora Sarai e seu neto Ló, filho de Harã, para Canaã.
Terá não chegou à terra de Canaã, tendo falecido no caminho, na cidade de
Harã, no sul da atual Turquia. Possivelmente, a cidade tenha recebido este nome em
homenagem ao filho falecido em Ur.
Foi em Harã que Deus fez o pacto com Abrão, o primogênito de Terá.

““
Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de
teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti um grande povo, eu te
abençoarei e engrandecerei o teu nome; sê uma bênção! Abençoarei os que
te abençoarem, amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Por ti serão benditos
todos os clãs da terra” (BÍBLIA DE JERUSALÉM, 2010, Gênesis, 12, 1-3).

O capítulo doze do livro de Gênesis, ou Bereshit, como é conhecido na tradição judaica,


inaugura o período patriarcal, que é descrito do décimo segundo capítulo de Gênesis
ao primeiro capítulo do Êxodo, ou Shemot, na Torá, algo que, cronologicamente,
abrange cerca de 700 anos (SCHEINDLIN, 2003).
O que marca significativamente o período patriarcal é a tentativa de consolidação
dos hebreus em Canaã e a luta pela unidade religiosa monoteísta de seus descendentes.
Economicamente, esse período caracteriza-se pela criação de pequenos rebanhos e
pela agricultura de subsistência.
Pós-Universo 11

O primeiro patriarca foi Abrão, cujo nome significa “Pai nas alturas”. Casado com
Sarai, foi escolhido por Deus para possuir Canaã. Historicamente, ele é conhecido
como o primeiro Hebreu. A palavra Hebreu assume diversos significados, que podem
ser desde habitante de Hebron, cidade Palestina, ou mesmo peregrinos, fazendo
alusão ao caminho que o patriarca percorreu até chegar à Terra Santa.
Abraão recebeu de Deus a ordem, como narrado no versículo anteriormente
apresentado, mas como ser pai de uma grande nação quando sua esposa é estéril?
Para validar a ordem divina, o patriarca, a mando de sua esposa Sarai, deita-se com a
concubina egípcia Agar e desta relação nasce Ismael, que pode ser traduzido como
“Deus escutou”. Mas os planos do Criador em fazer de Abraão pai de uma grande
nação, não contava um filho bastardo.
No capítulo dezessete de Gênesis, Deus muda o nome do patriarca de Abrão,
que significa “pai nas alturas”, para Abraão, que se traduz como “pai das nações”, e
ainda, neste mesmo contexto, muda o nome de sua esposa Sarai, que em tradução
livre pode ser “minha princesa”, para Sara, “princesa”. Esta mudança de nome teve por
objetivo marcar uma transformação na vida da matriarca, que passou de estéril à fértil.
O capítulo dezessete também marca o chamado Pacto Abraâmico, uma aliança
eterna entre o Criador e seus descendentes.

““
A ti, e à tua raça depois de ti, darei a terra em que habitas, toda a terra de
Canaã, em possessão perpétua, e serei o vosso Deus. Deus disse a Abraão:
Quanto a ti, observarás a minha Aliança, tu e tua raça depois de ti, de geração
em geração. E eis a minha Aliança, que será observada entre mim e vós, isto
é, tua raça depois de ti: Todos os vossos machos sejam circuncidados. Fareis
circuncidar a carne de vosso prepúcio, e esta será o sinal da Aliança entre
mim e vós. Quando completarem oito dias, todos os vossos machos serão
circuncidados, de geração em geração. Tanto o nascido em casa quanto o
comprado por dinheiro a algum estrangeiro que não é de tua raça, deverá
ser circuncidado o nascido em casa e o que for comprado por dinheiro.
Minha Aliança, estará marcada na vossa carne como uma Aliança perpétua.
O incircunciso, o macho cuja carne do prepúcio não tiver sido cortada, esta
vida será eliminada de sua parentela: ele violou minha aliança” (BÍBLIA DE
JERUSALÉM, 2010, Gênesis,17, 8 -14).
12 Pós-Universo

Ainda em nossos dias, o Pacto é celebrado entre os judeus na cerimônia da Brit Milá,
que acontece como observância da lei no oitavo dia do nascimento de um menino.
A criança tem, nesse ritual, o prepúcio cortado como marca da aliança entre o Eterno
e seus descendentes. Os primeiros a cumprirem o Pacto foi o próprio Abraão, que na
ocasião tinha 99 anos, e seu filho primogênito Ismael, que tinha 13 anos. A tradição
cristã não incorporou tal ritual por entender que esta aliança foi feita com os filhos de
Abraão, e Jesus Cristo representa a Nova Aliança. O próprio apóstolo Paulo, um dos
fundadores da Igreja, admoesta da necessidade de circuncidar a alma, e não mais o
corpo (Rm. 2, 25 - 29; Fl. 3:3; Cl. 2: 11).
Como prometido, o Senhor visitou Sara, e ela deu à luz Isaac, que fora circuncidado
com oito dias, como ordenado no Pacto. Ele era o filho da promessa, e nesse contexto,
Agar e Ismael foram postos para fora de Canaã, em um primeiro momento por
determinação de Sara e depois por permissão divina. Agar e seu filho habitaram no
deserto da Arábia, tendo o menino se tornado flecheiro, e ela agricultora. Segundo
a tradição islâmica, Ismael foi o filho da promessa, não Isaac, e o pai da nação árabe,
sendo reconhecido como um dos vinte e seis profetas do Islã, o derradeiro e mais
importante para a religião Muhammad, ou Maomé.
Outro episódio importante foi narrado no capítulo vinte e dois do Gênesis, quando
Deus pede para que Abraão sacrifique seu filho Isaac como holocausto, na terra de
Moriá. O patriarca, prontamente, ouviu os desígnios divinos e, logo pela manhã, como
narra o capítulo: “Abraão se levantou cedo, selou seu jumento e tomou consigo dois
de seus servos e seu filho Isaac. Ele rachou a lenha do holocausto e pôs a caminho
para o lugar que Deus lhe havia indicado” (BÍBLIA DE JERUSALÉM, 2010, Gênesis 22:3).
Abraão seguiu exatamente o mandamento de Deus, por mais que isso pudesse
representar o “ato mais hediondo imaginável por um ser humano” (AMÂNCIO, 2010,
p. 14). Quando estava a chegar nas vias de fato, o patriarca ouve a voz de Deus por
meio de um anjo, que lhe diz

““
“Não estendas a tua mão contra o rapaz!” − ordenou o Anjo “Não lhe faças
nada! Agora bem sei que temes a Deus, porquanto não me negaste teu
amado filho, teu único filho!” Em seguida, tendo Abraão erguido os olhos, viu
atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão
o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho (BÍBLIA KING
JAMES, Gênesis, 22, 12-13, 2017, on-line)1.
Pós-Universo 13

Este episódio tornou-se um dos mais icônicos da Bíblia e da literatura extra bíblica,
por exemplo, no livro de Hebreus, no capítulo onze, na galeria dos heróis da Fé, o
autor escreve:

““
“Foi pela fé que Abraão, tendo sido provado, ofereceu Isaac; ofereceu o filho
único, ele que recebera as promessas, ele, a quem fora dito: É por Isaac que
uma descendência te será assegurada. Mas ele dizia: Deus é capaz também
de ressuscitar os mortos. Por isso, recuperou seu filho, como um símbolo”
(BÍBLIA DE JERUSALÉM, 2010, Hebreus, 11, 18 – 19).

A fé de Abraão nesse episódio também foi tema do livro Temor e Tremor do existencialista
dinamarquês Søren Kierkegaard, que se dedica “exclusivamente a examinar o episódio
e designa Abraão, pela sua dedicação incondicional a Deus, comprovada no caso do
sacrifício, como o cavaleiro da Fé por excelência” (AMÂNCIO, 2010, p. 15).
Abraão habitou a terra de Canaã até o fim de sua vida. O capítulo vinte e três do
livro de Gênesis mostra-nos a morte de Sara e a compra de um campo para sepultá-la.
Esse campo hoje é chamado de Machpelá, ou apenas Túmulo do Patriarcas, localizado
na região de Hebrom, na atual Cisjordânia, onde também estão sepultados o próprio
Abraão e seus descendentes, Isaac e sua esposa Rebeca e Jacó e sua primeira esposa
Lia. Por ter sido comprado, ainda hoje, judeus justificam a expulsão de árabes, que
há séculos vivem na região, por esta perícope da Bíblia.

Figura 1- Machpelá.
Fonte: The bible.org ([2017], on-line)2.
14 Pós-Universo

ISAAC E JACÓ
Pós-Universo 15

Isaac herdou tudo quanto pertencia a seu pai, inclusive as promessas de Deus. Fora
casado com Rebeca, que gerou seus dois filhos, os gêmeos bivitelinos Esaú e Jacó.
Durante seu patriarcado, aumentou sua riqueza pessoal e “chegou a agir como uma
espécie de chefe de Estado ao fazer aliança com os filisteus” (GUSSO, 2003, p. 11).
Levando em consideração os feitos de seu pai, Isaac por si só não representou uma
figura de destaque no panorama bíblico do antigo testamento, no entanto, de Esaú
e Jacó, seus filhos, não posso dizer a mesma coisa.
O nascimento de Esaú e Jacó ficou marcado na tradição bíblica por uma
peculiaridade; Esaú, o primogênito, saiu do ventre com seu irmão segurando seu
calcanhar, daí o nome do seu irmão, Jacó, que se traduz por “aquele que segura o
calcanhar”, que também pode se referir a “enganador”. Este episódio foi apenas uma
prévia do que Jacó faria.
Jacó, o preterido de seu pai e o preferido de sua mãe, envolveu-se em um dos
episódios mais constrangedores da narrativa bíblica. Na cerimônia preparada para
a investidura da bênção ancestral a seu irmão, que pela tradição receberia toda a
herança por ser primogênito, Jacó enganou seu pai, que estava velho e debilitado, e
se passou por seu irmão, isso com a benção de sua mãe, que manipulou a situação.
Esse episódio pode ser lido no capítulo vinte e sete do livro de Gênesis.
Jacó, o terceiro patriarca, jurado de morte por seu irmão e “devidamente” abençoado
por seu pai, partiu para Harã, onde se refugiou na casa de Labão, seu tio. Foi na cidade
onde morrera Terá que o enganador foi enganado. A narrativa bíblica mostra-nos que
Jacó propôs a Labão o trabalho de sete anos em troca da mão de sua filha Raquel,
e seu tio prontamente aceitou a proposta. Passados sete anos, Labão ofereceu a
mão de Lia, sua filha mais velha, quebrando, assim, o contrato com o sobrinho. Para
consolidar a união com a amada Raquel, foi obrigado a trabalhar mais sete anos.
Com Lia, Jacó teve seis filhos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Isaacar e Zebulom, com
Zilpa, concubina de Lia, Gade e Aser, com Bila concubina de Raquel, Dan e Naftali e
com Raquel, José e Benjamim, filho este que não conhecera sua mãe, pois morrera
em seu parto.
Sem dúvida, um momento marcante para o desenvolvimento desta história foi
o episódio do vau de Jaboque, quando, após uma luta com “um homem” (Gn. 32:24),
Jacó teve seu nome trocado para Israel, que significa “aquele que lutou com Deus
e com os homens e prevaleceu”. Do núcleo familiar de Israel, teremos o surgimento
das doze tribos, sendo seus descendentes também conhecidos como israelitas,
traduzidos por filhos de Israel.
16 Pós-Universo

É importante termos claro que a promessa da posse da terra feita ao patriarca


Abraão não se cumpriu nele, mas em sua descendência. Gusso (2003, p. 12) esclarece
que para os antigos hebreus, diferente dos cristãos, não existiam expectativas para
o que aconteceria depois da morte, “a não ser a continuidade da vida em seus
descendentes. Sendo assim, na mentalidade deles, quando o descendente recebesse
o cumprimento da promessa, também o seu ascendente a receberia”.
É bem sabido que a presença hebreia na Palestina inicia-se com a chegada do
patriarca Abraão, mas vale ressaltar que a região não era um vazio demográfico e
que outros povos já haviam se estabelecido ali. Os chamados cananeus, que podem
representar genericamente diversos povos, desde os hititas, como citado no episódio
da compra da Machpelá, passando pelos amoritas e jebuseus, compartilharam a
região nesse mesmo período, de modo que a hegemonia israelita na região deu-se
durante um período pequeno da História, que vai aproximadamente de 1020 a.C.
a 922 a.C., durante a época do reino unificado. Os compêndios historiográficos, ao
citarem a região, não falam em Canaã, mas Palestina, que significa terra dos Filisteus.
De maneira geral, em Canaã, a geografia do estabelecimento dos patriarcas antes
do exílio egípcio era desta maneira: “Abraão viveu em Manre, que é Hebrom, ao sul de
Jerusalém (Gn. 23: 18); Isaac, perto de Bersabéia (Gn. 26:23) e Jacó, depois que voltou
de Harã, perto de Salém e Betel (Gn. 23:18; 25, 1)” (BEEK, 1967, p. 21).

Figura 2 - As viagens dos patriarcas.


Fonte: wol.jw ([2017], on-line)3.
Pós-Universo 17

OS HEBREUS NO
EGITO
18 Pós-Universo

O fechamento da história dos Patriarcas em Canaã se deu no episódio da vida do


décimo primeiro filho de Jacó, José. José, um dos filhos de Raquel e muito querido
por seu pai (aqui vale um adendo, pois parece que a predileção aberta era uma
característica dos patriarcas, Abraão preferiu Isaac a Ismael, Isaac preferiu Esaú, e
Rebeca Jacó, e Jacó a José o que suscitou o ódio de seus irmãos ao tornar público
seus sonhos. Por conta disso, fora vendido como escravo para o Egito e dado por
devorado por uma fera para seu pai, que não sabia do ocorrido.
No Egito, de escravo José foi transformado em governador, lá reencontra sua
família, perdoa-os e convida-os para deixar Canaã e viver no Egito. Aqui tem início o
período do exílio egípcio na História de Israel.
Não há registros históricos sobre a figura de José e sua família no Egito para além
da narrativa bíblica. As suposições levantas é que “por algum tempo, o Egito esteve
sob o jugo dos hicsos (que provavelmente vieram da Mesopotâmia) e que os egípcios
preferiram silenciar sobre este período de dominação estrangeira” (BEEK, 1967, p. 23).
O frutífero teólogo estadunidense John Bright (apud GUSSO, 2003, p. 13) em sua obra
História de Israel também afirma que

““
os patriarcas entraram no Egito na época em que que este era dominado pelos
hicsos. Isto explicaria, em parte, a benevolência demonstrada para com Jacó
e seus filhos, pois existe a possibilidade destes conquistadores, semelhante
aos antepassados do povo de Israel serem de origem semítica.

Como não há referência a José e seus familiares, também não há sobre Moisés, o
libertador e criador da religião. Entenda-se aqui como fundador da religião hebreia
enquanto um corpo de regras pré-estabelecidas, apesar da revelação do Criador ao
Patriarca Abraão, o período anterior a Moisés, caracteriza a religião como tradições
de povos seminômades do Oriente Médio que se diferenciava dos demais por conta
de suas crenças monoteístas em um mar de paganismo.
Pós-Universo 19

MOISÉS, O
LIBERTADOR
20 Pós-Universo

Conta-se na narrativa bíblica que Moisés era um hebreu da tribo de Levi nascido no
Egito durante o período de opressão. No capítulo primeiro de Êxodo, a Bíblia apresenta-
nos que de hóspedes o povo de Israel havia se tornado escravo, nesse contexto o
bebê Moisés fora colocado no Nilo por sua mãe Joquebede que temia sua morte,
pois concomitante a seu nascimento foi decretado uma lei faraônica para que todo
filho recém-nascido de hebreu fosse morto.
Moisés foi retirado do rio pela filha do Faraó e amamentado por sua mãe que era
serva da mulher. Moisés viveu como um príncipe do Egito até o momento em que
mata um oficial que atentou contra a vida de um hebreu, fato este que o fez fugir do
Egito para o deserto de Midiã, onde se casou com Zípora, filha do sacerdote Reuel.
Cuidando das ovelhas de seu sogro no deserto, Moisés tem o decisivo encontro
com o Deus de seus ancestrais:

““
E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e
levou o rebanho atrás do deserto, e chegou ao monte de Deus, a Horebe. E
apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça;
e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. E Moisés
disse: Agora me virarei para lá, e verei esta grande visão, porque a sarça não
se queima. E vendo o Senhor que se virava para ver, bradou Deus a ele do
meio da sarça, e disse: Moisés, Moisés. Respondeu ele: Eis-me aqui. E disse:
Não te chegues para cá; tire os sapatos de teus pés; porque o lugar em que
tu estás é terra santa. Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão,
o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque
temeu olhar para Deus. E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição
do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos
seus exatores, porque conheci as suas dores” (BÍBLIA SAGRADA, Êxodo 3:1-
7,[2017], on-line)4.

Aqui vemos a renovação da aliança com seus ancestrais, Abraão, Isaac e Jacó,
“demonstrando assim que ela continuava válida para a sua posteridade, já se referiu
a eles como povo” (GUSSO, 2003, p. 21). Moisés foi levantado para tirar os hebreus do
cativeiro egípcio: “Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo
(os filhos de Israel) do Egito” (BÍBLIA SAGRADA, Êxodo 3:10,2017, on-line)4, apesar da
relutância e ajudado por seu irmão Arão, pois, segundo a tradição hebraica, Moisés
era gago, parte para o Egito a fim de cumprir as ordens divinas.
Pós-Universo 21

A Bíblia não designa qual Faraó recebeu Moisés, mas existe uma indicação para
Ramsés II. Segundo Beek (1967, p. 27), a suposição baseia-se no capítulo 1: 11: [...] que
menciona as cidades do tesouro faraônico, Fitom e Ramsés. Esta foi fundada pelo
Faraó Ramsés II (1290 – 1224 a.C.). Com tais referências, muitos estudiosos concluíram
que Ramsés II deve ter sido o Faraó que oprimiu os israelitas.

saiba mais
O Talmud (texto importante do judaísmo, junto com os Midrashim) diz que
Moisés ficou gago porque, quando jovem, no Egito, teria colocado na boca
uma brasa, que deixou sua língua pesada. Conta-se que alguns do palácio
do Faraó julgavam Moisés uma ameaça (lembramos que ele cresceu no
palácio do faraó) e o acusavam diante do soberano. O faraó, então, disse:
Façamos uma prova. Vamos dar a ele uma pepita de ouro e uma brasa para
que ele a coloque na boca. Se ele pegar o ouro significa que é uma ameaça,
e se pegar a brasa, quer dizer que é inofensivo. Iluminado por Deus, pegou
a brasa, queimando a língua e enganando o Faraó”.
Para saber mais, acesse o link disponível em: <http://www.abiblia.org/ver.
php?id=7320>.
Fonte: ROSA, L. (2014, on-line)5.

Moisés encontrou dificuldades diante do Faraó, de certa forma, isso já era previsto,
pois o próprio Deus, no episódio da sarça ardente, havia falado do endurecimento do
coração do líder egípcio. Foi necessário algum tempo para que o monarca egípcio
liberasse a saída dos hebreus, tempo esse marcado por sucessivas audiências e por
uma série de pragas enviadas por Deus, que foram: (1) Transformação de água em
sangue; (2) Reprodução de rãs em abundância; (3) Infestação de piolhos em homens
e gado; (4) Enxame de moscas; (5) Animais tomados por pragas; (6) Úlceras e tumores
em homens e animais; (7) Chuvas de pedras; (8) Infestação de gafanhotos; (9) Trevas
sobre todo o Egito e (10) morte de todos os primogênitos entre pessoas e animais.
Apenas após a morte de seu filho, no último episódio, o Faraó libertou o povo.
Não há relatos fidedignos de quantos hebreus saíram do Egito. A narrativa bíblica
estima cerca de 600 mil homens (Êxodo 12:37), somando crianças e mulheres, este
número poderia triplicar e ficar em torno de 1 a 3 milhões almas.
22 Pós-Universo

A figura de Moisés é de extrema importância para se compreender a história da


nação israelita, sua cultura, seus costumes nutricionais e, principalmente, suas leis. O
levita nascido no Egito foi o autor dos cinco primeiros livros do Antigo Testamento
(Pentateuco), ou Torá (lei) na tradição hebraica, textos que contêm preceitos que
norteiam a fé judaica até nossos dias. É natural pensarmos nos 10 Mandamentos,
escritos pelo próprio Deus no Sinai, como a base ética e moral dos descendentes de
Abraão. De fato, não há leviandade neste pensamento, mas para além do decálogo,
o Pentateuco/Torá apresenta 613 mitzvot (mandamentos), 603 mandamentos, que
incluem normas de restrição alimentar, ritos fúnebres e relacionamentos social e
conjugal, mas os famosos Mandamentos do Sinai, que se tratam de um “conjunto
de obras cosmogônicas, histórias, de sabedoria, profecia e poesia místicas” (PONDÉ,
2015, p. 14).
Para grande parte dos estudiosos que se ocupam da temática, a saída do Egito e
a formação de um corpo, normas e regras formaram definitivamente a ideia de uma
nação de Israel. Beek (1967, p. 26) afirma que

““
[...] a única menção egípcia a respeito de Israel é a inscrição em um marco
comemorativo da vitória do Faraó Mernefta sobre os líbios, cerca de 1220
a. C. Esta inscrição liga Israel à Canaã, Gezer e Yenoam, mas enquanto estas
regiões são descritas por um hieróglifo significando “país”, Israel é representado
pelo símbolo de “povo”. Daí podemos concluir que, cerca de 1220 a. C., Israel
tornou-se uma nação.

Foram 40 anos no deserto até alcançarem definitivamente a Terra Santa. Anos marcados
pelo juízo de Deus, que utilizou das intempéries geológicas e da seca como utensílios
de conserto de um povo marcado por mais de 400 anos de cativeiro egípcio. Simon
Schama (2015. p. 26), em sua História dos Judeus, à procura das palavras 1000 a.C.
– 1492 d. C. afirma que

““
os autores bíblicos apresentaram o êxodo do vale do Nilo, o fim da escravidão
no estrangeiro, como o processo no qual os judeus se tornaram plenamente
israelitas. Viram a jornada como uma ascensão, tanto topográfica quanto
moral. Foi em cumes altos e pedregosos, paradas no caminho para o céu,
que YHWH[1] – como grafavam Iahweh – havia Se mostrado (ou pelo menos
mostrará Suas costas), fazendo o rosto de Moisés queimar e resplandecer
com a radiação refletida.
Pós-Universo 23

Moisés, o libertador, não liderou o povo na conquista de Canaã, tarefa que ficou
a cargo de Josué que juntamente com Calebe foram os únicos hebreus nascidos
no Egito que herdaram a Terra Santa, os outros morreram, ou nasceram durante o
período do deserto.

fatos e dados
Quantos israelitas deixaram o Egito no Êxodo?
Esta é uma pergunta intrigante. Segundo o relato de Êxodos (13:37), cerca
de 600 mil homens. Para os padrões censitários da época, trata-se de uma
grandiosa população. Autores como John Bright e outros exegetas judaicos,
ao traduzirem esta passagem compreendem o termo “elep”, contido no texto
original, não para unidade de milhar, mas para unidade de tropas tiradas
de um clã. Usando referências do recenseamento no livro de Números, 46
clãs equivaliam a 500 soldados. Desse modo, podemos entender que as 12
tribos formavam cerca de 5550 soldados, espalhados em 598 clãs. Somando
mulheres e crianças este número chegaria a cerca de 20.000 mil pessoas. O
que não deixa de ser um milagre!
Para saber mais, acesse o link disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=V0wMCtXKZ-4>.
Fonte: o autor.

reflita
YHWH é uma das maneiras que os judeus se reportam a Deus. O tetragrama
não tem uma maneira correta de se dizer, ainda que usemos a expressão
Iahvé, ou Jeová, os judeus não ousam falar este nome, pois trata-se de um
termo sagrado. Por que na tradição cristã não herdamos este zelo com o
nome de Deus?
Fonte: o autor.
atividades de estudo

1. Segundo a tradição religiosa do Antigo Testamento, Deus fez um pacto com os


Hebreus e esta aliança recebeu o nome de Pacto Abraâmico, fazendo referência ao
patriarca Abraão. Segundo seus conhecimentos sobre o Pacto em questão, assina-
le a alternativa correta.

a) O Pacto Abraâmico é uma tradição comum em todas as religiões da região do


crescente fértil.
b) Apesar de receber o nome do primeiro patriarca, o Pacto foi selado entre Deus e
o rei Davi, como relatado no livro de 1ª Reis.
c) Uma característica marcante do Pacto Abraâmico é a Brit Milá. Nesse ritual a
criança tem o prepúcio cortado como marca da aliança entre o Eterno e seus
descendentes.
d) A aliança entre Deus e seus filhos é celebrado por meio de um ritual conheci-
do como Batismo, no qual o fiel é submergido em um tanque, ou em um rio, de
forma simbólica, como se seus pecados fossem lavados.
e) O Pacto Abraâmico é apenas uma alegoria na tradição religiosa, pois não há
nenhuma demonstração externa da aliança que é interna.

2. Assinale a alternativa correta sobre o significado do nome Sara e Abraão.

a) Abraão: Pai nas alturas; Sara: Princesa.


b) Abraão: Pai de Isaac; Sara: Estéril.
c) Abraão: Pai das nações; Sara: Cheia de graça.
d) Abraão: Príncipe de Deus; Sara: Mãe nas alturas.
e) Abraão: Pai das nações; Sara: Princesa.
atividades de estudo

3. Leia o fragmento a seguir.

“Foram 40 anos no deserto até alcançarem definitivamente a Terra Santa. Anos mar-
cados pelo juízo de Deus, que utilizou das intempéries geológicas e da seca como
utensílios de conserto de um povo marcado por mais de 400 anos de cativeiro egípcio”.

Baseado em seus conhecimentos sobre a História de Moisés, assinale a alternativa


correta.

a) Moisés não liderou o povo ao longo dos 40 anos que estiveram no deserto, essa
tarefa foi de responsabilidade de Josué, que liderou a conquista da Terra Santa.
b) Moisés é conhecido como o primeiro patriarca dos Hebreus. Liderou a saída do
Egito e a conquista da Terra Santa.
c) Moisés e sua esposa Rebeca reuniram a tradição religiosa oral em cinco livros, co-
nhecidos como Pentateuco.
d) Moisés foi um grande líder hebreu. Alcançou junto a Faraó a libertação de seu
povo e governou Israel ao longo dos quarenta anos em que estiveram no deserto.
e) Moisés era irmão de Faraó por isso conseguiu facilmente a liberação dos escra-
vos hebreus e alcançou a Terra Santa quarenta dias depois.
resumo

A história hebraica inicia-se na cidade de Ur dos caldeus ao sul da Mesopotâmia. Terá, pai de
Abraão, começa uma peregrinação com seu filho, sua nora Sara e seu neto Ló. Em Padã-Harã, na
atual Turquia ele vem a falecer e, nesse contexto, Deus se revela a Abraão, ainda chamado Abrão,
dizendo para continuar a caminhada iniciada por seu pai, rumo à Canaã.

Abraão, alcança o destino desejado, lá tem dois filhos, Ismael com Agar, a concubina de sua
esposa, e Isaac, filho de sua velhice com Sara. Isaac, enquanto filho legítimo da união matrimonial,
assume a herança de seu pai.

Isaac teve dois filhos com Rebeca, Esaú, o primogênito, portanto, herdeiro, e Jacó. Por ocasião de
uma predileção materna, Jacó assume o lugar de seu irmão, engana seu pai, já velho, e recebe o
direito sobre a herança dos patriarcas.

Para evitar a ira de seu irmão, foge para as terras de seu tio labão e se casa com suas duas primas,
Lia, a mais velha, e Raquel, a mais moça. Jacó, também chamado Israel, teve 12 filhos, que deram
origem às chamadas 12 tribos de Israel.

José, um de seus filhos, foi vendido como escravo por seus irmãos para o Egito. Lá, apesar de ter
passado momentos difíceis, prosperou e se tornou governador daquela nação. Perdoou seus
irmãos e levou sua família para habitar com ele.

Passado algum tempo, os hebreus aumentaram significativamente em quantidade e a dinastia


reinante não conhecia a história de José. Nesse contexto, os hebreus se tornaram escravos nas
terras do faraó.

Em um momento de grande opressão, Deus levanta Moisés, um hebreu criado como príncipe
do Egito, para libertar o povo.

Depois de uma longa espera, Moisés consegue do Faraó o direito dos hebreus deixarem a terra
e voltarem para Canaã. Passaram 40 anos no deserto, em um período marcado por milagres e
lamúrias.
material complementar

História de Israel
Autor: John Brigth
Editora: Paulus

Sinopse: A história de Israel é a história de um povo que começou a


existir em determinada época como uma liga de tribos unidas em aliança
com Iahweh. Por cultivar a consciência de que a história social, política
e econômica de Israel não pode ser dissociada da sua história religiosa
é que ‘História de Israel’, de John Bright, é uma referência para os estudantes de Teologia e
de Sagrada Escritura de todas as épocas. A presente edição brasileira é tradução da quarta
edição norte-americana, atualizada pelo estudioso William P. Brown.
referências

AMÂNCIO, M. O Pacto de Abraão. In. PILAGALLO, O. O sagrado na história: judaísmo. São Paulo:
Duetto, 2010.

BRIGHT, J. História de Israel. São Paulo: Paulus, 2003

BEEK, M. A. História de Israel. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1967.

BÍBLIA. Bíblia de Jerusalém. 6. ed. rev. e amp. São Paulo: Paulus, 2010.

GUSSO, A. R. História de Israel para estudantes da Bíblia. Curitiba: A. D. Santos, 2003.

JOSEFO, F. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 1992.

KELLER, W. E a Bíblia Tinha Razão... São Paulo: Editora Melhoramentos, 2002.

PONDÉ, L. F. Os dez mandamentos (+ um): aforismos teológicos de um homem sem fé. São
Paulo: Três Estrelas, 2015.

SCHAMA, S. A História dos judeus: à procura das palavras: 1000 a. C. - 1492 d. C. São Paulo:
Companhia das Letras, 2015.

SCHEINDLIN, R. História Ilustrada do Povo Judeu. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

SOARES, E. Visão Panorâmica do Antigo Testamento: A formação, inspiração, cânon e conteúdo


de seus livros. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

Em: <http://bibliaportugues.com/kja/>. Acesso em: 10 mai. 2017.


1

Em: <https://bible.org/seriespage/4-hebron-cave-machpelah-stands-testimony-faith >. Acesso


2

em: 10 mai. 2017.

Em: <http://wol.jw.org/pt/wol/ml/r5/lp-t/31>. Acesso em: 10 mai. 2017.


3

Em: <https://www.bibliaonline.com.br/acf>. Acesso em: 10 mai. 2017


4

Em: <http://www.abiblia.org/ver.php?id=7320>. Acesso em: 10 mai. 2017.


5
resolução de exercícios

1. c) Uma característica marcante do Pacto Abraâmico é a Brit Milá. Nesse ritual a criança
tem o prepúcio cortado como marca da aliança entre o Eterno e seus descendentes.

2. e) Abraão: Pai das nações; Sara: Princesa.

3. d) Moisés foi um grande líder hebreu. Alcançou junto a Faraó a libertação de seu
povo e governou Israel ao longo dos quarenta anos em que estiveram no deserto.