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TRADIÇÃO DO 1.

º DE MAIO NA MADEIRA
Desde sempre que os madeirenses elegeram o dia do trabalhador para dedicá-lo ao lazer

Remonta ao final do século XIX as primeiras festividades do 1.º de Maio na Madeira. No entanto,
foi no início do século seguinte que os madeirenses assumiram o Dia do Trabalhador como a sua
festa popular por excelência, uma data dedicada ao lazer, ao convívio e ao passeio com a família.
Uma tradição que perdura até ao presente e que só após o 25 de Abril de 1974 teve associada uma
componente política, designadamente com a realização de comícios.
Rezam as crónicas da época que o Monte, e em particular as quintas do Monte e Bello Monte (mais
tarde Belmonte), foi o primeiro local eleito pela população madeirense para celebrar a data. Numa
afluência grande e que obrigava o comboio a intensa atividade de manhã à noite.
No entanto, ainda sem a dimensão popular que viria a tomar forma nas décadas seguintes, desde
que a família Blandy decidiu abrir aos madeirenses, de forma graciosa, as portas da Quinta do
Palheiro que havia sido adquirida em 1908. Esta quinta foi durante longo tempo o local privilegiado
de celebração do Dia do Trabalhador na Madeira. E todos os anos, qual romaria, milhares de
pessoas deslocavam-se de todos os cantos da ilha para o Palheiro Ferreiro. No exterior, barracas
com comes e bebes davam o espírito de verdadeiro arraial madeirense à festa, enquanto dentro
da quinta gente de todas as idades entregava-se às brincadeiras, ao convívio e ao descanso. Por
tradição, o dia terminava com um jogo de futebol entre as equipas do 1.º de Maio e dos alunos do
Liceu.

Colares de Maio e 'saltar a laje'

É nessa época que nascem algumas tradições populares que foram perdurando até aos dias de
hoje. Uma delas, atrevida e mordaz, é a brincadeira de 'saltar a laje', que alude à infidelidade
feminina; mas, curiosamente, não perturba os homens, que continuam a fomentar o gracejo.
Alguns, mais desinibidos, iam ao ponto de ostentar cornos de animais - alguns convertidos em
recipientes para bebidas - e chocalhos, inclusivamente nos carros. Uma tradição que se foi
perdendo com os tempos, embora actualmente ainda exista quem faça questão de a manter.
Os colares de Maio é outra tradição do Dia do Trabalhador que tem atravessado gerações de
madeirenses. É comum ainda nos dias de hoje, nos principais locais onde se celebra o 1.º de Maio,
encontrar-se comerciantes de ocasião que vendem os fios ornamentados com as pequenas flores
amarelas.
Os colares de Maio, de resto, são ornamentos utilizados pelas entidades oficiais que participam
nas celebrações de São Tiago Menor, padroeiro da cidade do Funchal, que se festeja precisamente
no mesmo dia.

Comícios só após o 25 de Abril

Só após o 25 de Abril e a consequente queda da ditadura em Portugal, as comemorações do 1.º


de Maio passaram a integrar uma componente política. A exemplo do que sucedeu por todo o
país, apenas seis dias passados sobre a revolução, o Largo do Município, no Funchal, encheu-se
com milhares de pessoas, que ostentando faixas e cartazes com mensagens revolucionárias deram
corpo ao comício e percorreram diversas ruas da cidade.

Como o DIÁRIO dava conta no dia seguinte, as comemorações haviam decorrido 'com grande
entusiasmo e na mais absoluta ordem'. Os discursos, interrompidos diversas vezes com palavras
de ordem e vivas à Junta de Salvação Nacional e ao General António de Spínola, procuraram dar
voz a várias classes sociais: desde o jornalista Vicente Jorge Silva até um agricultor, foram vários
os madeirenses que tiveram oportunidade de dizer da sua justiça.

Nos anos seguintes e até aos dias de hoje, os comícios continuaram a marcar o 1.º de Maio. Do
Almirante Reis ao Parque de Santa Catarina, passando pelo Jardim Municipal, todos foram espaços
que, no pós-revolução, serviram para receber a festa do Dia do Trabalhador e dar voz a políticos e
sindicalistas.

Quinta Magnólia e Quinta do Santo da Serra foram outros locais utilizados para o convívio da
população nesta data, antes do Governo Regional adquirir o Montado do Pereiro e, desde então,
aí centrar todas as comemorações. O espaço é, a cada ano, muito procurado pelos madeirenses,
contudo a afluência nada tem a ver com os gloriosos tempos da Quinta do Palheiro.

Nélio Gomes

Diário de Notícias 30 ABR 2009.


Nome: ___________________________ Ano/Turma____ Data: ____/____/___

1ª de maio Dia do Trabalhador


Aprendendo sobre o trabalho

Hoje na escola a aula foi sobre o dia do


trabalhador.

Pelo caminho de regresso a casa o Pedro


perguntou ao Lucas:

- O que queres ser quando fores grande?

O Lucas respondeu:

- Quando crescer, ainda não sei…mas


hoje já tenho que pensar ema ser bom aluno e bom filho, ajudar nas
tarefas de casa e cumprir com as tarefas da escola.

Pedro pensou por alguns instantes e indagou:

- Mas as crianças podem trabalhar?

- Claro que sim! Podemos ajudar a mãe e o pai naquilo que esteja de
acordo com a nossa idade. Aliás, fazendo isso, sinto-me importante e
valorizado. Os meus pais não me obrigam a fazer o trabalho dos adultos,
mas ensinam-me o valor da cooperação no lar.

O Pedro não perguntou mais nada, porém ficou pensativo durante o resto
do caminho.
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