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ESTRATÉGIAS DE COMPREENSÃO DE EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS POR NÃO NATIVOS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO Discente: Vicente de

ESTRATÉGIAS DE COMPREENSÃO DE EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS POR NÃO NATIVOS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO

Discente: Vicente de Paula da Silva Martins (UVA/FUNCAP) Orientadora: Dra. Rosemeire Selma Monteiro-Plantin (UFC/PPGL))

Tese submetida ao Curso de Doutorado do PPGL/UFC Fortaleza, UFC, Centro de Humanidades

(UFC/PPGL )) Tese submetida ao Curso de Doutorado do PPGL/UFC Fortaleza, UFC, Centro de Humanidades 10/12/2013

10/12/2013

Investigar as estratégias de compreensão idiomática utilizadas por falantes não nativos do Português Brasileiro (PB)
Investigar as estratégias de compreensão idiomática utilizadas por falantes não nativos do Português Brasileiro (PB)

Investigar as estratégias de compreensão idiomática utilizadas por falantes não nativos do Português Brasileiro (PB) em contextos de uso.

idiomática utilizadas por falantes não nativos do Português Brasileiro (PB) em contextos de uso. 10/12/2013 3

10/12/2013

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( OE1) Validar o Protocolo Verbal think-aloud com os participantes; (OE2) Verificar o grau de

(OE1) Validar o Protocolo Verbal think-aloud com os participantes; (OE2) Verificar o grau de identificação fraseológica a partir do texto escrito; (OE3) Verificar o grau de memória fraseológica dos falantes não nativos do PB; (OE4) Verificar o grau de identificação fraseológica a partir de estímulos visuais (imagens); (OE5) Identificar os tipos de expressões consideradas opacas e transparentes pelos participantes; (OE6) Verificar as táticas bottom-up e as estratégias top-down mais usadas (e bem-sucedidas) pelos estudantes lusófonos.

táticas bottom-up e as estratégias top-down mais usadas (e bem-sucedidas) pelos estudantes lusófonos. 10/12/2013 4

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 ( QP1) Em variam em grau de identificação fraseológica? que medida as expressões idiomáticas
 ( QP1) Em variam em grau de identificação fraseológica? que medida as expressões idiomáticas

(QP1) Em

variam em grau de identificação fraseológica?

que medida as expressões idiomáticas escolhidas para a pesquisa

(QP2) De que forma tais expressões idiomáticas, representadas por imagens, variam em grau de identificação fraseológica?

(QP3) Até que ponto os participantes lembram-se de tais expressões e conhecem seu sentido idiomático?

(QP4) Qual o grau de idiomaticidade fraseológica?

(QP5) Que tipos de estratégias os participantes utilizam para compreender as expressões idiomáticas e quais delas foram bem-sucedidas?

os participantes utilizam para compreender as expressões idiomáticas e quais delas foram bem-sucedidas? 10/12/2013 5
os participantes utilizam para compreender as expressões idiomáticas e quais delas foram bem-sucedidas? 10/12/2013 5

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(HP1) Hipóteses relacionadas à identificação fraseológica (ZULUAGA: 1980; MOGORRÓN HUERTA: 2010; MEJRI: 2012) (HP2)
(HP1) Hipóteses relacionadas à identificação fraseológica (ZULUAGA: 1980; MOGORRÓN HUERTA: 2010; MEJRI: 2012) (HP2)
(HP1) Hipóteses relacionadas à identificação fraseológica (ZULUAGA: 1980; MOGORRÓN HUERTA: 2010; MEJRI: 2012) (HP2)

(HP1) Hipóteses relacionadas à identificação fraseológica

(ZULUAGA: 1980; MOGORRÓN HUERTA: 2010; MEJRI: 2012)

(HP2) Hipóteses relacionadas com a memória fraseológica

(CORPAS-PASTOR: 1996; e FULGÊNCIO: 2008)

(HP3)Hipóteses

fraseológica

(MELLADO BLANCO, 2004; MOGORRÓN HUERTA, 2010)

(HP4) Hipóteses relacionadas com estratégias cognitivas

(BLOCK, 1986; e COOPER: 1999)

relacionadas

idiomaticidade

com

a

relacionadas com estratégias cognitivas (BLOCK, 1986; e COOPER: 1999) relacionadas idiomaticidade com a 10/12/2013 6
relacionadas com estratégias cognitivas (BLOCK, 1986; e COOPER: 1999) relacionadas idiomaticidade com a 10/12/2013 6

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 TEORIAS FRASEOLÓGICAS CONCEITOS FRASEOLÓGICOS: fraseologia, unidade fraseológica, expressão idiomática e

TEORIAS FRASEOLÓGICAS

CONCEITOS FRASEOLÓGICOS:

fraseologia, unidade fraseológica, expressão idiomática e LOCUÇÃO REFERÊNCIAS:

Casares, [1950] 1969; Zuluaga (1980); Corpas Pastor (1996); Penadés Martinez (1999);

Ruiz

Gurillo (2001); Mellado Blanco, 2004; Bevilacqua, 2004 Montoro Del Arco, 2006; Alvarado Ortega, 2007; García-Page Sánchez, 2008; Monteiro-Plantin (2011).

AS PROPRIEDADES FRASEOLÓGICAS:

a polilexicalidade, A FIXAÇÃO, a idiomaticidade, frequência e a convencionalidade REFERÊNCIAS:

Corpas Pastor: 1996, p. 19-32; Castillo Carballo: 1997, p.70-75; Penadés Martínez: 1999, p14- 19; Iñesta Mena E Pamies Bertrán: 2002, Pp21-56; Martínez Montoro: 2002, p.13-89; Montoro Del Arco: 2006, Pp35-70; García-page Sánchez: 2008, p.23-34; Timofeeva: 2008, p 153-333; E Ruiz Gurillo: 2010, p.174-194

Pp35-70; García-page Sánchez: 2008, p.23-34; Timofeeva: 2008, p 153-333; E Ruiz Gurillo: 2010, p.174-194 10/12/2013 7

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LOCUÇÃO “Llamaremos em adelante locución a la combinación estable de dos o mais términos, que
LOCUÇÃO
“Llamaremos em adelante locución a la
combinación estable de dos o mais términos,
que funciona como elemento oracional y cuyo
sentido unitario consabido no se justifica, sin
más como uma suma del significado normal
de los componentes”
(CASARES: [1950], 1969, p. 170)
UNIDADE FRASEOLÓGICA
“As UFs podem ser conceituadas como
sequências polilexicais que precisam ser
memorizadas em bloco, morfossintaticamente
fixas, com certo grau de idiomaticidade,
convencionalizadas pela frequência de uso e
que constituem a competência discursiva dos
falantes.”
( MONTEIRO-PLANTIN: 2012, p.122)
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TEORIAS PSICOLINGUÍSTICAS As Teorias Léxicas do Processamento Fraseológico Hipótese de uma “memória idiomática”

TEORIAS PSICOLINGUÍSTICAS

TEORIAS PSICOLINGUÍSTICAS As Teorias Léxicas do Processamento Fraseológico Hipótese de uma “memória idiomática”

As Teorias Léxicas do Processamento Fraseológico Hipótese de uma “memória idiomática” Hipótese de uma representação lexical Hipótese psicolinguística de acesso direto As Teorias Composicionais do Processamento Fraseológico A hipótese psicolinguística dos linguistas cognitivistas Referências: Bobrow e Bell, 1973; Swinney e Cutler, 1979; Gibbs e Gonzales,1985; e Cacciary e Tabossi ,1988. Estudos empíricos relacionados ao tema Referências: Irujo (1986), Flores d’Arcais (1993), Cooper (1999), Crespo e Caceres (2006) e Detry (2010)

Referências: Irujo (1986), Flores d’Arcais (1993), Cooper (1999), Crespo e Caceres (2006) e Detry (2010) 10/12/2013

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 Protocolo verbal think aloud (TA) (Validação)  Transcrição de dados do CORPUS AFRI (GESTO/FACEBOOK)
 Protocolo verbal think aloud (TA)
(Validação)
 Transcrição de dados do CORPUS
AFRI (GESTO/FACEBOOK)
(10 transcritores/2 mil folhas)
 Participantes
(32-12 = 20)
 Seleção final dos informantes para as
tarefas dos experimentos (A-D)
Variado por expressão)
 Organização, apresentação e conteúdo
do experimento
(Pré-testes/3 Experimentos/Tarefas)
 Análise e interpretação de dados
(Médias/escalaridade)
 Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)
da UFC - Parecer nº 321.021/2013
 Material e Procedimento de seleção de
expressões idiomáticas
(25.000/500/55/45/18)
 A tabulação dos dados e a realização
estatística foram feitas com auxilio do
software Microsoft Excel 2003
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DADOS, ANÁLISE, RESULTADOS E CONCLUSÕES DO 1º EXPERIMENTO (Teste de Reconhecimento Idiomático)

DADOS, ANÁLISE, RESULTADOS E CONCLUSÕES DO 1º EXPERIMENTO (Teste de Reconhecimento Idiomático) 10/12/2013 11
DADOS, ANÁLISE, RESULTADOS E CONCLUSÕES DO 1º EXPERIMENTO (Teste de Reconhecimento Idiomático) 10/12/2013 11

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Zoomorfismos: matar cachorro a grito não pagar mico Somatismos: tirar (mais) água do joelho pôr
Zoomorfismos:
matar cachorro a grito
não pagar mico
Somatismos:
tirar (mais) água do joelho
pôr a boca no trombone
Botanismos:
saber com quantos paus se faz
uma canoa
chutar o pau da barraca
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Costuma-se pensar que artistas de modo geral, inclusive os escritores, são ricos. Volta e meia sai uma reportagem que diz quanto um astro de TV famoso ganha e daí se difunde a crença de que artista é rico, quando, na verdade, matar cachorro a grito é atividade das mais exercidas pela maioria deles, mundialmente. “ ( In João Ubaldo Ribeiro, Caderno Cultura, Notícias, O Estado e São Paulo, 20 de março de 2011).

idiomática?

Você

identifica

no

texto

lido

alguma

expressão

CARTÃO 1

de 2011). idiomática? Você identifica no texto lido alguma expressão CARTÃO 1 10/12/2013 13

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Objetivo Objetivo Geral Geral Compreensão Compreensão Idiomática Idiomática Identificação
Objetivo Objetivo Geral Geral Compreensão Compreensão Idiomática Idiomática Identificação

Objetivo

Objetivo

Geral

Geral

Compreensão

Compreensão

Idiomática

Idiomática

Identificação

Identificação

Fraseológica

Fraseológica

(TAREFA A)

(TAREFA A)

Memória

Memória

Fraseológica

Fraseológica

(TAREFA B)

(TAREFA B)

""

""

Imagens

Imagens

Idiomáticas

Idiomáticas

Idiomaticidade

Idiomaticidade

Fraseológica

Fraseológica

(TAREFA C)

(TAREFA C)

Táticas e

Táticas e

Estratégias

Estratégias

(TAREFA D)

(TAREFA D)

Objetivos

Objetivos

Específicos

Específicos

OE1

OE1

OE2

OE2

OE3

OE3

Ø

Ø

OE5

OE5

OE6

OE6

Perguntas

Perguntas

da

da

Pesquisa

Pesquisa

Protocolo

Protocolo

Verbal

Verbal

PP1

QP1

PP3

PP3

Ø

Ø

PP4

QP4

PP5

QP5

Hipóteses

Hipóteses

da

da

Pesquisa

Pesquisa

Protocolo

Protocolo

(MARTINS: 2013, p.101-104; p.116)

Verbal

Verbal

HP1

HP1

HP3

HP3

HP4

HP4

HP5

HP5

Ø

Ø

HP6

HP6

HP7

HP7

HP8

HP8

HP9

HP9

HP11

HP11

HP12

HP12

HP13

HP13

H10

H10

Ø HP6 HP6 HP7 HP7 HP8 HP8 HP9 HP9 HP11 HP11 HP12 HP12 HP13 HP13 H10
Ø HP6 HP6 HP7 HP7 HP8 HP8 HP9 HP9 HP11 HP11 HP12 HP12 HP13 HP13 H10

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A identificação da fixação fraseológica favorece o correto emprego do seu sentido idiomático em textos
A identificação da fixação fraseológica favorece o correto emprego do seu sentido idiomático em textos
A identificação da fixação fraseológica favorece o correto emprego do seu sentido idiomático em textos

A identificação da fixação fraseológica favorece o correto emprego do seu sentido idiomático em textos escritos (jornais).

fixação fraseológica favorece o correto emprego do seu sentido idiomático em textos escritos (jornais). 10/12/2013 15

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Os critérios de identificação de Čermák (1998, p.144-145) (a) A POLILEXICALIDADE: Casares ([1950] 1969, p.
Os critérios de identificação de Čermák (1998, p.144-145) (a) A POLILEXICALIDADE: Casares ([1950] 1969, p.

Os critérios de identificação de Čermák (1998, p.144-145)

(a) A POLILEXICALIDADE:

Casares ([1950] 1969, p. 170; Gross ( 1996, p. 9-10); Corpas-Pastor (1996, p.19-20); Montoro Del Arco (2006, p.35-38); e García-Page Sánchez (2008, p 23-34) ;

(b) A FIXAÇÃO FORMAL:

Casares ([1950] 1969, p.210-211), Zuluaga (1975, p. 227-228;1980, p.95-110 ), Corpas Pastor (1996, p. 23-24), Alvarado Ortega (2010, p27-28), Mejri (2012. p.139-156) e Garrão (2012. p.125-131);

(c) A ESTRUTURA NÃO ORACIONAL:

Casares ([1950] 1969, p. 170).

p.139-156) e Garrão (2012. p.125-131); (c) A ESTRUTURA NÃO ORACIONAL: Casares ([1950] 1969, p. 170). 10/12/2013

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MÉDIAS E DESVIOS PADRÃO DO GRAU DE IDENTIFICAÇÃO FRASEOLÓGICA

(Tabela 4)

Grau de Categorias Fraseológicas Expressões Idiomáticas Média Desvio Padrão identificação Zoomorfismos Matar
Grau de
Categorias Fraseológicas
Expressões Idiomáticas
Média
Desvio Padrão
identificação
Zoomorfismos
Matar
cachorro
a
grito
2,67
0,77
Fácil
Não pagar mico
1,20
0,63
Difícil
Somatismos
Tirar
mais
água
do
Média
joelho
2,07
0,92
Pôr
a
boca
no
trombone
2,42
0,79
Fácil
Botanismos
Saber com quantos
paus se faz uma canoa
2,09
0,83
Média
Chutar
o
pau
da
Fácil
2,75
0,68
barraca
Média das médias
1,76
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 (1) IDENTIFICAÇÃO POR DESVIO FRASEOLÓGICO Ex.: (a) “custo-benefício" (b) "pacote de viagem “ 

(1) IDENTIFICAÇÃO POR DESVIO FRASEOLÓGICO Ex.: (a) “custo-benefício" (b) "pacote de viagem “

(2) IDENTIFICAÇÃO POR REDUÇÃO FRASEOLÓGICA Ex.: (a) "água do joelho” "e (b) “mais água no joelho”



(3) IDENTIFICAÇÃO POR DIÁTESE FRASEOLÓGICA

EX.: (a)" é

Lula/ então eu acho que é saber com quantos paus

“a Dilma vai saber com quantos paus se faz uma

; (b) "É

tem uma

se faz uma

canoa

".

do

expressão daqui que a Dilma vai

canoa”

do

/

do/

faz uma ; (b) "É tem uma se faz uma canoa ". do expressão daqui que

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HP1 - A identificação das expressões pôr a boca no trombone, tirar água do joelho

HP1 - A identificação das expressões pôr a boca no trombone, tirar água do joelho e saber com quantos paus se faz uma canoa favoreceu o correto emprego do seu sentido idiomático (idiomaticidade fraca) As expressões matar cachorro a grito e chutar o pau da barraca, de fácil identificação fraseológica, foram consideradas de idiomaticidade forte (opacas). A expressão não pagar mico foi a única expressão de difícil identificação e com sua correspondente idiomaticidade forte.

mico foi a única expressão de difícil identificação e com sua correspondente idiomaticidade forte. 10/12/2013 19

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Os falantes não nativos do PB não processam as expressões idiomáticas memorizadas – só retomam
Os falantes não nativos do PB não processam as expressões idiomáticas memorizadas – só retomam
Os falantes não nativos do PB não processam as expressões idiomáticas memorizadas – só retomam

Os falantes não nativos do PB não processam as expressões idiomáticas memorizadas – só retomam o que já está psicolinguisticamente fixado na sua memória; Os falantes não nativos do PB têm na memória fraseológica, ao mesmo tempo, a expressão idiomática e seus parâmetros sintáticos; Os falantes não nativos do PB têm noção da frequência de construções linguísticas já guardadas e recuperadas da memória como um todo unitário.

frequência de construções linguísticas já guardadas e recuperadas da memória como um todo unitário. 10/12/2013 20

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GRAUS DA MEMÓRIA FRASEOLÓGICA, POR EXPRESSÃO (Tabela 6)

CATEGORIAS EXPRESSÕES MÉDIA DESVIO GRAU DE FAMILIARIDADE IDIOMÁTICAS Zoomorfismos Matar cachorro a 1,35
CATEGORIAS
EXPRESSÕES
MÉDIA
DESVIO
GRAU DE
FAMILIARIDADE
IDIOMÁTICAS
Zoomorfismos
Matar
cachorro
a
1,35
0,67
Menos familiar
grito
Não pagar mico
2,00
1,02
Familiar
Somatismos
Tirar água do joelho
1,75
0,97
Menos familiar
Pôr
a
boca
no
2,25
0,97
Mais familiar
trombone
Botanismos
Saber com quantos
paus se faz uma canoa
2,00
0,97
Familiar
Chutar
o
pau
da
1,45
0,82
Menos familiar
barraca
Média das Médias
1,80
2,00 0,97 Familiar Chutar o pau da 1,45 0,82 Menos familiar barraca Média das Médias 1,80

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CONCLUSÕES DA TAREFA B

(GRAU DE MEMÓRIA FRASEOLÓGICA)

HP3 - As expressões não pagar mico, saber com quantos paus se faz uma canoa e pôr a boca no trombone são psicolinguisticamente fixadas em L1(crioulo) ou L2 (língua portuguesa na vertente africana).

HP5 - As expressões não pagar mico, saber com quantos paus se faz uma canoa e pôr a boca no trombone são de uso frequente, guardadas e recuperadas da memória como um todo unitário.

As expressões matar cachorro a grito, tirar água do joelho e chutar o pau da barraca não são recuperadas como um todo unitário pelos informantes.

HP4 - As expressões não pagar mico e saber com quantos paus se faz uma canoa parâmetros sintáticos semelhantes ao PB.

As expressões matar cachorro a grito, tirar água do joelho, pôr a boca no trombone e chutar o pau da barraca apresentam padrões sintáticos distintos do PB.

joelho, pôr a boca no trombone e chutar o pau da barraca apresentam padrões sintáticos distintos
joelho, pôr a boca no trombone e chutar o pau da barraca apresentam padrões sintáticos distintos

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 As expressões que designam nomes de animais (zoomorfismos) e partes do corpo (somatismos) favorecem
 As expressões que designam nomes de animais (zoomorfismos) e partes do corpo (somatismos) favorecem
 As expressões que designam nomes de animais (zoomorfismos) e partes do corpo (somatismos) favorecem

As expressões que designam nomes de animais (zoomorfismos) e partes do corpo (somatismos) favorecem a idiomaticidade fraca (transparência) por sua analisabilidade ou composicionalidade semântica;

As expressões que designam nomes relacionados a botanismo (árvores), a indumentismo (vestimenta) e a gastronomismos (culinária) são de idiomaticidade forte por serem semanticamente menos motivados;

Expressões idiomáticas em L2 com padrões semelhantes em L1 são mais fáceis de serem corretamente compreendidas pelos falantes não nativos do PB.

semelhantes em L1 são mais fáceis de serem corretamente compreendidas pelos falantes não nativos do PB.

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MÉDIAS E DESVIOS PADRÃO DA IDIOMATICIDADE FRASEOLÓGICA (Tabela 8) Categorias Fraseológicas Expressões
MÉDIAS E DESVIOS PADRÃO DA
IDIOMATICIDADE FRASEOLÓGICA
(Tabela 8)
Categorias Fraseológicas
Expressões Idiomáticas
Média
Desvio
Graus de
Idiomaticidade
Zoomorfismo
Não pagar mico
(familiar)
1,60
0,84
Forte
Zoomorfismo
Matar cachorro a grito
(menos familiar)
Forte
1,72
0,96
Botanismo
Chutar o pau da barraca
(menos familiar)
1,72
0,95
Forte
Somatismo
Tirar
(mais)
água
do
Fraca
joelho
2,43
0,94
Somatismo
Pôr a boca no trombone
Fraca
2,43
0,98
Botanismo
Saber com quantos paus
se faz uma canoa
2,64
0,67
Fraca
Média das médias
2,09
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HP6 - A composicionalidade semântica dos zoomorfismos não pagar mico e matar cachorro não favoreceu

HP6 - A composicionalidade semântica dos zoomorfismos não pagar mico e matar cachorro não favoreceu a idiomaticidade fraca (transparência) A composicionalidade semântica dos somatismos tirar mais água do joelho e pôr a boca no trombone favoreceu a idiomaticidade fraca. A composicionalidade do botanismo saber com quantos paus se faz uma canoa favoreceu idiomaticidade fraca. HP8 - Os padrões semelhantes em L1 ou L2 (na vertente africana) presentes nas expressões tirar mais água do joelho, pôr a boca no trombone e saber com quantos paus se faz uma cano favoreceram a compreensão idiomática. A hipótese não foi confirmada para as expressões não pagar mico, matar cachorro a grito e chutar o pau da barraca HP9 - O conhecimento do sentido de elementos das expressões tirar mais água do joelho favoreceram a compreensão idiomática A hipótese não foi confirmada para as expressões não pagar mico, matar cachorro a grito e chutar o pau da barraca. HP 10 - O sentido atribuído pela comunidade linguística às expressões não pagar mico, matar cachorro a grito, chutar o pau da barraca bloqueou sua compreensão idiomática.

não pagar mico, matar cachorro a grito, chutar o pau da barraca bloqueou sua compreensão idiomática.
não pagar mico, matar cachorro a grito, chutar o pau da barraca bloqueou sua compreensão idiomática.

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TÁTICAS BOTTOM-UP E ESTRATÉGIAS TOP-DOWN DE COMPREENSÃO DE EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS 10/12/2013 26

TÁTICAS BOTTOM-UP E ESTRATÉGIAS TOP-DOWN DE COMPREENSÃO DE EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS

TÁTICAS BOTTOM-UP E ESTRATÉGIAS TOP-DOWN DE COMPREENSÃO DE EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS 10/12/2013 26

10/12/2013

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TÁTICAS E ESTRATÉGIAS USADAS NA ANÁLISE DO CORPUS AFRI (Quadro 4)

RP Repetir ou parafrasear a expressão idiomática DA Discutir e analisar a expressão idiomática ou
RP
Repetir ou parafrasear a expressão idiomática
DA
Discutir e analisar a expressão idiomática ou o seu contexto sem
adivinhar o sentido
SI
Solicitar informações sobre a expressão idiomática ou sobre
elementos constituintes de uma imagem que pode evocar uma
unidade fraseológica
AC
Adivinhar o sentido da expressão idiomática a partir do contexto
formal
AA
Adivinhar o sentido da expressão idiomática a partir alternativas de
múltipla escolha
AT
Adivinhar o sentido da expressão a partir de novo contexto formal
(texto de circulação) ou de contexto informal ou improvisado(texto
ad hoc)
SL
Usar o sentido literal da expressão como uma chave para o seu
sentido idiomático
CP
Usar
os
expressão idiomática
conhecimentos
prévios
para
descobrir
o
sentido
da
L1
Referir-se a uma expressão idiomática em L1 (crioulo cabo-
verdiano/crioulo guineense) para entender a expressão idiomática
em L2 (variante brasileira da Língua Portuguesa)
OE
Usar outras estratégias
10/12/2013
ESTRATÉGIAS TOP-DOWN
TÁTICAS
BOTTOM-UP

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 A idiomaticidade fraseológica pode ser influenciada pelas seguintes estratégias (ou fatores): (i) contexto de
 A idiomaticidade fraseológica pode ser influenciada pelas seguintes estratégias (ou fatores): (i) contexto de

A idiomaticidade fraseológica pode ser influenciada pelas seguintes estratégias (ou fatores): (i) contexto de situação dado, formal ou informal (AC); (ii) sentido literal da expressão (SI); (iii) conhecimentos prévios dos participantes (CP); e (iv) conhecimentos linguísticos em L1 (L1, relacionada ao crioulo cabo-verdiano/crioulo guineense)

O uso de estratégias de compreensão de expressões idiomáticas em L2 varia de acordo com a competência fraseológica de cada falante não nativo do PB;

Quanto mais os informantes não nativos do PB empregam estratégias top-down no processamento fraseológico, menos táticas bottom-up precisam para compreender corretamente as expressões idiomáticas.

fraseológico, menos táticas bottom-up precisam para compreender corretamente as expressões idiomáticas. 10/12/2013 28
fraseológico, menos táticas bottom-up precisam para compreender corretamente as expressões idiomáticas. 10/12/2013 28

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TÁTICAS E ESTRATÉGIAS EXPRSSÕES BOTTOM-UP TOP-DOWN IDIOMÁTICAS RP DA SI AC AT SL CP L1
TÁTICAS E ESTRATÉGIAS EXPRSSÕES BOTTOM-UP TOP-DOWN IDIOMÁTICAS RP DA SI AC AT SL CP L1
TÁTICAS E ESTRATÉGIAS
EXPRSSÕES
BOTTOM-UP
TOP-DOWN
IDIOMÁTICAS
RP
DA
SI
AC
AT
SL
CP
L1
OE
Matar
cachorro
a
31
15
23
11
08
09
10
06
02
grito
Não pagar mico
24
17
10
03
05
12
27
08
05
Tirar mais água do
joelho
22
18
08
07
13
02
16
19
01
Pôr
a
boca
no
21
07
07
13
05
00
07
16
01
trombone
Saber com quantos
faz uma
26
07
02
18
01
02
34
18
01
paus se
canoa
Chutar
o
pau
da
27
16
14
09
05
05
21
07
03
barraca
Total
151
80
64
61
37
30
115
74
13
% de todas usadas
25
13
10
09
06
05
18
12
02
Total : 625
10/12/2013

29

Tabela 11 - Frequência de estratégias bem-sucedidas, por expressão

EXPRESSÕES TÁTICAS ESTRATÉGIAS IDIOMÁTICAS BOTTOM-UP TOP-DOWN RP DA SI AC AA AT SL CP L1
EXPRESSÕES
TÁTICAS
ESTRATÉGIAS
IDIOMÁTICAS
BOTTOM-UP
TOP-DOWN
RP
DA
SI
AC
AA
AT
SL
CP
L1
OE
Matar cachorro a grito
15
05
09
04
-
04
04
05
05
01
Não pagar mico
02
03
00
00
-
00
01
06
02
00
Tirar mais água do joelho
16
12
14
09
-
12
02
04
02
00
Pôr a boca no trombone
09
00
01
8
-
01
00
03
05
00
Saber com quantos paus
se faz uma canoa
17
05
01
12
-
01
00
09
05
01
Chutar o pau da barraca
21
06
14
10
06
04
15
06
03
-
Total
80
31
39
43
-
24
11
42
25
05
% de todas usadas
27%
10%
13%
14%
8%
4%
14%
8%
2%
TOTAL: 300
10/12/2013

30

Entrevistador : aparece aí também … a expressão é … “ não pagar mico” …
Entrevistador : aparece aí também … a expressão é … “ não pagar mico” …

Entrevistador: aparece aí também … a expressão é … “ não

pagar mico” … você saberia me dizer o que é pagar mico (

Participante: ((riso nasal)) isso também eu não conhece / eu falo “que mico” … ((riso)) … não

)

pagar mico é

não pagar / não passar vergonha

/ eu falo “ que mico ” … ((riso)) … não ) pagar mico é não

10/12/2013

31

HP11 - A idiomaticidade fraseológica das seis expressões do experimento foi influenciada por AC, CP
HP11 - A idiomaticidade fraseológica das seis expressões do experimento foi influenciada por AC, CP
HP11 - A idiomaticidade fraseológica das seis expressões do experimento foi influenciada por AC, CP

HP11 - A idiomaticidade fraseológica das seis expressões do experimento foi influenciada por AC, CP e L1.

SL e L1 não foram determinantes para que os informantes acessassem o sentido idiomático das seis expressões do experimento.

HP12 - A variedade de uso de estratégias de compreensão de expressões idiomáticas em L2 variou conforme a competência fraseológica de cada falante

foram os que mais exploraram as estratégias AC, CP e L1, por receberam

mais influência da cultura brasileira, através dos intercâmbios universitários, das telenovelas, músicas e mídias diversas (internet).

HP13 - As estratégias top-down se igualaram ao número de táticas bottom-up, não confirmando esta hipótese da pesquisa.

Os cabo-verdianos

igualaram ao número de táticas bottom-up, não confirmando esta hipótese da pesquisa. Os cabo-verdianos 10/12/2013 32
igualaram ao número de táticas bottom-up, não confirmando esta hipótese da pesquisa. Os cabo-verdianos 10/12/2013 32

10/12/2013

32

DADOS, ANÁLISE, RESULTADOS E CONCLUSÕES DO 2º EXPERIMENTO (Teste de Múltipla Escolha)

DADOS, ANÁLISE, RESULTADOS E CONCLUSÕES DO 2º EXPERIMENTO ( Teste de Múltipla Escolha) 10/12/2013 33

10/12/2013

33

Zoomorfismos: engolir sapos fazer gato e sapato Somatismos: esquentar a cabeça pegar (em) um rabo
Zoomorfismos:
engolir sapos
fazer gato e sapato
Somatismos:
esquentar a cabeça
pegar (em) um rabo de foguete
Indumentismos:
botar as manguinhas de fora
rasgar seda
10/12/2013
34
Você conhece a expressão ESQUENTAR A CABEÇA? Desde seu país ou aprendeu no Brasil? Qual
Você conhece a expressão
ESQUENTAR A CABEÇA?
Desde seu país ou aprendeu no
Brasil? Qual o sentido?
Usando ESTRATÉGIAS
SI/AT-AC-AA
“Em linhas gerais, para quem não
quer esquentar a cabeça nem correr
maiores riscos, o mercado indica a
destinação de parcela mínima dos
recursos, não mais de 10%, em fundo
de ações, tendo como horizonte prazo
de no mínimo cinco anos." (In
Caderno Negócios, DN, 27/05/2002).
A expressão ESQUENTAR A
CABEÇA significa:
Texto (AT)
Alternativas (AA)
a. ( ) Aquecer parte do crânio.
b. ( ) Ficar muito preocupado.
c. ( ) Indicar prazo mínimo.
10/12/2013
35
Objetivo Objetivo Geral Geral Compreensão Compreensão Idiomática Idiomática Identificação
Objetivo Objetivo Geral Geral Compreensão Compreensão Idiomática Idiomática Identificação

Objetivo

Objetivo

Geral

Geral

Compreensão

Compreensão

Idiomática

Idiomática

Identificação

Identificação

Fraseológica

Fraseológica

(TAREFA A)

Memória

Memória

Fraseológica

Fraseológica

(TAREFA B)

(TAREFA A)

""

""

Imagens

Imagens

Idiomáticas

Idiomáticas

Idiomaticidade

Idiomaticidade

Fraseológica

Fraseológica

(TAREFA C)

(TAREFA B)

Táticas e

Táticas e

Estratégias

Estratégias

(TAREFA C)

(TAREFA D)

Objetivos

Objetivos

Específicos

Específicos

OE1

OE1

OE2 Ø

OE3

OE3

Ø

Ø

OE5

OE5

OE6

OE6

Perguntas

Perguntas

da

da

Pesquisa

Pesquisa

Protocolo

Protocolo

Verbal

Verbal

PP1 Ø

PP3

QP3

Ø

Ø

PP4

QP4

PP5

QP5

Hipóteses

Hipóteses

da

da

Pesquisa

Pesquisa

Protocolo

Protocolo

(MARTINS: 2013, p.101-104; p.116)

Verbal

Verbal

HP1 Ø

HP3

HP3

HP4

HP4

HP5

HP5

Ø

Ø

HP6

HP6

HP7

HP7

HP8

HP8

HP9

HP9

HP11

HP11

HP12

HP12

HP13

HP13

H10

H10

Ø HP6 HP6 HP7 HP7 HP8 HP8 HP9 HP9 HP11 HP11 HP12 HP12 HP13 HP13 H10
Ø HP6 HP6 HP7 HP7 HP8 HP8 HP9 HP9 HP11 HP11 HP12 HP12 HP13 HP13 H10

10/12/2013

36

MÉDIAS E DESVIOS PADRÃO DOS NÍVEIS DE MEMÓRIA FRASEOLÓGICA

(Tabela 13, p. 199)

Categorias Expressões Média Desvio Grau de Idiomáticas Padrão familiaridade Zoomorfismos Engolir sapos 2,20
Categorias
Expressões
Média
Desvio
Grau de
Idiomáticas
Padrão
familiaridade
Zoomorfismos
Engolir sapos
2,20
0,95
Mais familiar
Fazer gato e sapato
2,05
0,99
Familiar
Somatismos
Esquentar a cabeça
2,60
0,82
Mais familiar
Pegar em um rabo
de foguete
1,40
0,82
Menos familiar
Indumentismos
Botar
as
1,65
0,93
Menos familiar
manguinhas
de
fora
Rasgar seda
1,15
0,48
Menos familiar
Médias das médias
1,84
10/12/2013
37

MÉDIAS E DESVIOS PADRÃO DO GRAU DE IDIOMATICIDADE FRASEOLÓGICA

(Tabela 14)

Categorias Expressões idiomáticas Média Desvio Grau de Opacidade Zoomorfismos Engolir sapos 2,88 0,33
Categorias
Expressões idiomáticas
Média
Desvio
Grau de Opacidade
Zoomorfismos
Engolir sapos
2,88
0,33
Transparente
Fazer gato e sapato
2,80
0,63
Transparente
Somatismos
Esquentar a cabeça
(Mais familiar)
3.00
0,00
Transparente
Pegar em um rabo de foguete
2,69
0,70
Transparente
Indumentismos
Botar as manguinhas de fora
2,79
0,43
Transparente
Rasgar seda
(Menos familiar)
1,84
0,96
Opaca
Média das médias
2,67
fora 2,79 0,43 Transparente Rasgar seda (Menos familiar) 1,84 0,96 Opaca Média das médias 2,67 10/12/2013

10/12/2013

38

Tabela 15 - Frequência de táticas e estratégias usadas, por expressão idiomática

Categorias Expressões Táticas e Estratégias de Compreensão Fraseológicas Idiomáticas Bottom-up Top-Down RP
Categorias
Expressões
Táticas e Estratégias de Compreensão
Fraseológicas
Idiomáticas
Bottom-up
Top-Down
RP
DA
SI
AC
AA
AT
SL
CP
L1
OE
ZOOMOR
Engolir
15
00
08
02
05
04
00
02
07
02
FISMOS
sapos
Fazer gato e
sapato
13
02
13
00
16
10
00
00
01
00
SOMATIS
Esquentar
04
00
06
00
03
03
01
04
01
00
MOS
a cabeça
Pegar
em
25
08
16
08
20
17
09
02
01
08
um rabo de
foguete
BOTANIS
Botar
as
15
11
14
04
23
13
02
07
06
01
MOS
manguinhas
de fora
Rasgar
20
13
21
00
21
22
06
06
00
00
seda
Total
de
440
92
34
78
14
87
69
18
21
16
11
ocorrências
%
21%
8%
18
3%
20%
16
4%
5
3%
2%
%
%
%
10/12/2013
39

FREQUÊNCIA DE ESTRATÉGIAS BEM- SUCEDIDAS, POR EXPRESSÃO IDIOMÁTICA

(Tabela 16, p.225-226)

Categorias Expressões Táticas e Estratégias de Compreensão Idiomáticas Bottom-UP Top-Down RP DA SI AC AA
Categorias
Expressões
Táticas e Estratégias de Compreensão
Idiomáticas
Bottom-UP
Top-Down
RP
DA
SI
AC
AA
AT
SL
CP
L1
OE
Zoomorfismos
Engolir Sapos
14
00
05
02
05
04
00
02
07
02
Fazer
Gato
e
13
02
12
00
15
09
00
00
01
00
Sapato
Somatismos
Esquentar
a
04
00
06
00
03
03
01
04
01
00
cabeça
Pegar em um
rabo de foguete
20
03
09
08
16
12
08
02
01
08
Botanismos
Botar
as
09
09
12
04
21
11
00
04
05
00
manguinhas
de
fora
Rasgar seda
03
02
08
00
08
08
01
00
00
00
Total
de
307
63
16
52
14
68
47
10
12
15
10
ocorrências
%
21
05
17
05
22
15
03
04
05
03
10/12/2013

40

Entrevistador: na décima quarta aparece a expressão “rasgar seda” você conhece a expressão “rasgar seda”?
Entrevistador: na décima quarta aparece a expressão “rasgar seda” você conhece a expressão “rasgar seda”?

Entrevistador: na décima quarta aparece a expressão “rasgar seda” você conhece a expressão “rasgar seda”?

Participante: não

Entrevistador: não conhece

Participante: não

Entrevistador: gostaria de ler o texto pra tentar descobrir? Participante: ((a participante ler o texto em voz alta)) acho que Entrevistador: ((balbucio)) ((silêncio)) o que seria rasgar seda? Participante: trocar amabilidades e gentilezas

Entrevistador: trocar amabilidades e gentilezas

não conheço

((riso))

após a leitura

muito bem

gentilezas Entrevistador: trocar amabilidades e gentilezas não conheço ((riso)) após a leitura muito bem 10/12/2013 41

10/12/2013

41

TAREFA A: GRAU DE MEMÓRIA FRASEOLÓGICA HP3 - Engolir sapos , fazer gato e sapato

TAREFA A: GRAU DE MEMÓRIA FRASEOLÓGICA

HP3 - Engolir sapos, fazer gato e sapato, esquentar a cabeça e botar as manguinhas de fora são expressões psicolinguisticamente fixado na sua memória fraseológica dos informantes. As expressões pegar em um rabo de foguete e rasgar seda não apresentam equivalentes em crioulo. HP4 - As expressões engolir sapos, fazer gato e sapato, esquentar a cabeça, botar as manguinha de fora apresentam equivalentes em L1 com os mesmos parâmetros sintáticos (verbo + argumento).

As expressões pegar em um rabo de foguete e rasgar seda não apresentaram equivalentes em crioulo (L1).

HP5 - As expressões engolir sapos, fazer gato e sapato, esquentar a cabeça e botar as manguinhas de fora são construções construções de uso frequente, guardadas e recuperadas da memória dos falantes nativos do PB como um todo unitário. TAREFA B: GRAU DE IDIOMATICIDADE FRASEOLÓGICA HP9 - as expressões engolir sapos, fazer gato e sapato, esquentar a cabeça, pegar em um rabo de foguete e botar as manguinhas de fora tornaram-se idiomaticamente acessíveis por força do conhecimento do sentido de

um ou mais componentes . Apesar de conhecerem a palavra seda com sentido de nota ou papel, o rasgar seda foi considerada opaca pelos informantes.

a palavra seda com sentido de nota ou papel, o rasgar seda foi considerada opaca pelos
a palavra seda com sentido de nota ou papel, o rasgar seda foi considerada opaca pelos

10/12/2013

42

HP10 - O sentido idiomático de rasgar seda, atribuído pela comunidade brasileira, acarretou dificuldade de

HP10 - O sentido idiomático de rasgar seda, atribuído pela comunidade brasileira, acarretou dificuldade de compreensão pelos sujeitos não nativos.

As expressões engolir sapos, fazer gato e sapato, esquentar a cabeça, pegar em um rabo de foguete e botar as manguinhas de fora tem o sentido idiomático compartilhado entre africanos, brasileiros e portugueses. HP6 - Os zoomorfismos engolir sapos, fazer gato e sapato e somatismos esquentar a cabeça e pegar em um rabo de foguete apresentaram idiomaticidade fraca (transparência) por sua analisabilidade ou composicionalidade semântica.

HP7 - O indumentismo rasgar seda, sem equivalência em L1 e sem registro na memória fraseológica dos informantes, caracterizou-se por idiomaticidade forte, por ser semanticamente menos motivado.

O indumentismo botar as manguinhas de fora foi considerado de idiomaticidade fraca (transparente) e e com registro de memória fraseológica. HP8 - Apresentaram padrões semelhantes em L1 ou em L2 (na vertente luso-africana), as expressões de uso frequente no Brasil: engolir sapos Fazer gato e sapato, esquentar a cabeça pegar em um rabo de foguete e botar as manguinhas de fora.

sapos Fazer gato e sapato, esquentar a cabeça pegar em um rabo de foguete e botar

10/12/2013

43

TAREFA C : TÁTICAS E ESTRATÉGIAS DE COMPREENSÃO IDIOMÁTICA - A competência lusófona, intralinguística e

TAREFA C : TÁTICAS E ESTRATÉGIAS DE COMPREENSÃO IDIOMÁTICA

- A competência lusófona, intralinguística e fraseológica e intralinguística falantes não

nativos do PB foi responsável pelo variado uso de táticas e estratégias (440) de compreensão idiomática. ; HP13 - As expressões engolir sapos, fazer gato e sapato, esquentar a cabeça, pegar em um rabo de foguete, botar as manguinhas de fora e rasgar seda registraram mais estratégias top-down do que táticas bottom-up de compreensão idiomática.

HP12

HP11 - A estratégia contexto de situação dado, formal ou informal (AC) exerceu influência na compreensão das expressões engolir sapos, fazer gato e sapato, esquentar a cabeça, pegar em um rabo de foguete, botar as manguinhas de fora e rasgar seda

Foi registrada baixa frequência de uso de estratégias SI, CP e L1 no conjunto de expressões.

rasgar seda Foi registrada baixa frequência de uso de estratégias SI, CP e L1 no conjunto

10/12/2013

44

DADOS, ANÁLISE, RESULTADOS E CONCLUSÕES DO 3º EXPERIMENTO (Teste de Competência Fraseológica)

DADOS, ANÁLISE, RESULTADOS E CONCLUSÕES DO 3º EXPERIMENTO (Teste de Competência Fraseológica) 10/12/2013 45

10/12/2013

45

Zoomorfismos: ir pentear macaco fazer boca de siri Somatismos: comer com os olhos falar pelos
Zoomorfismos:
ir pentear macaco
fazer boca de siri
Somatismos:
comer com os olhos
falar pelos cotovelos
Gastronomismos:
pisar em ovos
encher linguiça
10/12/2013
46
Objetivo Objetivo Geral Geral Compreensão Compreensão Idiomática Idiomática Identificação
Objetivo Objetivo Geral Geral Compreensão Compreensão Idiomática Idiomática Identificação
Objetivo Objetivo Geral Geral Compreensão Compreensão Idiomática Idiomática Identificação

Objetivo

Objetivo

Geral

Geral

Compreensão

Compreensão

Idiomática

Idiomática

Identificação

Identificação

Fraseológica

Fraseológica

(TAREFA A)

(TAREFA A)

Memória

Memória

Fraseológica

Fraseológica

(TAREFA B)

(TAREFA B)

""

""

Identificação

Imagens

idiomática

Idiomáticas

Idiomaticidade

Idiomaticidade

Fraseológica

Fraseológica

(TAREFA C)

(TAREFA C)

Táticas e

Táticas e

Estratégias

Estratégias

(TAREFA D)

(TAREFA D)

Objetivos

Objetivos

Específicos

Específicos

OE1

OE1

OE2 Ø

OE3

OE3

Ø

OE4

OE5

OE5

OE6

OE6

Perguntas

Perguntas

da

da

Pesquisa

Pesquisa

Protocolo

Protocolo

Verbal

Verbal

PP1 Ø

PP3

QP3

Ø

QP2

PP4

QP4

PP5

QP5

Hipóteses

Hipóteses

da

da

Pesquisa

Pesquisa

Protocolo

Protocolo

(MARTINS: 2013, p.101-104; p.116)

Verbal

Verbal

HP1 Ø

HP3

HP3

HP4

HP4

HP5

HP5

Ø

HP2

HP6

HP6

HP7

HP7

HP8

HP8

HP9

HP9

HP11

HP11

HP12

HP12

HP13

HP13

H10

H10

HP6 HP6 HP7 HP7 HP8 HP8 HP9 HP9 HP11 HP11 HP12 HP12 HP13 HP13 H10 H10

10/12/2013

47

10/12/2013 48
10/12/2013
48
(a) Inalterabilidade da ordem dos componentes da expressão idiomática: fazer boca de siri X *siri

(a) Inalterabilidade da ordem dos componentes da expressão idiomática:

fazer boca de siri X *siri fazer boca (b) Invariabilidade de alguma categoria gramatical (de número, gênero, tempo verbal etc):

encher linguiça X * encher linguiças

(c)

Imutabilidade do inventário dos componentes pisar em ovos X * pisar nos ovos

dos componentes pisar em ovos X * pisar nos ovos (d) Incomutabilidade dos elementos componentes falar

(d) Incomutabilidade dos elementos componentes falar pelos cotovelos X * falar pelos cúbitos

nos ovos (d) Incomutabilidade dos elementos componentes falar pelos cotovelos X * falar pelos cúbitos 10/12/2013
nos ovos (d) Incomutabilidade dos elementos componentes falar pelos cotovelos X * falar pelos cúbitos 10/12/2013

10/12/2013

49

CORRELAÇÃO ENTRE IMAGENS IDIOMÁTICAS E IDENTIFICAÇÃO FRASEOLÓGICA

(Tabela 19)

Categorias Fraseológicas Expressões Idiomáticas Média Desvio Grau de Padrão identificação Zoomorfismos Ir
Categorias Fraseológicas
Expressões Idiomáticas
Média
Desvio
Grau de
Padrão
identificação
Zoomorfismos
Ir pentear macaco
1,80
0,41
Difícil
Fazer boca de siri
1,60
0,49
Difícil
Somatismos
Comer com os olhos
1,95
0,50
Difícil
Falar pelos cotovelos
1,55
0,67
Difícil
Gastromomismos
Pisar em ovos
2,00
0,45
Média
Encher linguiça
1,85
0,48
Difícil
Média das Médias
1,79
Pisar em ovos 2,00 0,45 Média Encher linguiça 1,85 0,48 Difícil Média das Médias 1,79 10/12/2013

10/12/2013

50

Exemplo de uso de estratégias SI-AT-AC: VOCÊ CONHECE A EXPRESSÃO “PISAR EM OVOS”? NO CASO
Exemplo de uso de estratégias SI-AT-AC:
VOCÊ CONHECE A
EXPRESSÃO “PISAR EM
OVOS”?
NO CASO DE “SIM”:
O QUE QUER DIZER A
EXPRESSÃO
"PISAR EM OVOS"?
"Quem tem de transitar a pé, pelas ruas
Barão do Rio Branco, Guilherme Rocha,
Liberato Barroso, 24 de Maio, praças
José de Alencar, Estação, Coração de
Jesus, tem que caminhar com cuidado,
‘‘pisando em ovos’’, para evitar os fios
da rede elétrica que ficam espalhados, da
forma mais irresponsável, pelas calçadas
e calçadões." (In Colunistas, DN,
20/08/2001)
PERGUNTAS INICIAIS
CARTÃO 6
10/12/2013
51

MÉDIAS E DESVIOS PADRÃO DO GRAU DE MEMÓRIA FRASEOLÓGICA

(Tabela 20)

Categorias Expressões Idiomáticas Média Desvio Grau de Fraseológicas Memória Zoomorfismos Ir pentear macaco
Categorias
Expressões Idiomáticas
Média
Desvio
Grau de
Fraseológicas
Memória
Zoomorfismos
Ir pentear macaco
1,50
0,88
Menos
familiar
Fazer boca de siri
1,35
0,58
Menos
familiar
Somatismos
Comer com os olhos
2,45
0,88
Mais
familiar
Falar pelos cotovelos
1,75
0,85
Menos
familiar
Gastromomisnos
Pisar em ovos
1,65
0,87
Menos
familiar
Encher linguiça
Média das médias
1,55
0,82
Menos
1,70
familiar
ovos 1,65 0,87 Menos familiar Encher linguiça Média das médias 1,55 0,82 Menos 1,70 familiar 10/12/2013

10/12/2013

52

GRAU DE IDIOMATICIDADE FRASEOLÓGICA, POR EXPRESSÃO

(Tabela 22)

CATEGORIAS EXPRESSÕES MÉDIA DESVIO IDIOMATICIDADE FRASEOLÓGICAS IDIOMÁTICAS FRASEOLÓGICA Zoomorfismo Ir
CATEGORIAS
EXPRESSÕES
MÉDIA
DESVIO
IDIOMATICIDADE
FRASEOLÓGICAS
IDIOMÁTICAS
FRASEOLÓGICA
Zoomorfismo
Ir pentear macaco
2,20
1,01
Fraca
Gastronomismo
Encher linguiça
2,25
1,00
Fraca
Zoomorfismo
Fazer boca de siri
1,63
0,95
Forte
Somatismo
Falar pelos cotovelos
1,73
0,96
Forte
Somatismo
Comer com os olhos
2,66
0,81
Fraca
Gastronomismo
Pisar em ovos
2,60
0,82
Fraca
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FREQUÊNCIA DE ESTRATÉGIAS USADAS, POR EXPRESSÃO IDIOMÁTICA

(Tabela 24)

Categorias Expressões Táticas e Estratégias de Compreensão idiomáticas BOTTOM-UP TOP-DOWN RP DA SI AC AA
Categorias
Expressões
Táticas e Estratégias de Compreensão
idiomáticas
BOTTOM-UP
TOP-DOWN
RP
DA
SI
AC
AA
AT
SL
CP
L1
OE
Zoomorfismos
Ir
pentear
08
05
15
10
- 15
01
01
09
00
macaco
Fazer boca
18
17
25
05
- 25
05
04
06
01
de siri
Somatismos
Comer com
04
01
05
05
- 05
00
02
02
00
os olhos
Falar
pelos
23
06
14
04
- 14
01
01
05
02
cotovelos
Gastronomismos
Pisar
em
10
02
12
09
- 12
02
03
02
01
ovos
Encher
12
07
20
12
- 20
01
01
01
00
linguiça
Total
de
391
75
38
91
45
- 91
10
12
25
04
ocorrências
%
19
10%
23
12%
- 23
03
3%
06%
01%
%
%
%
%
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FREQUÊNCIA DE TÁTICAS E ESTRATÉGIAS BEM- SUCEDIDAS, POR EXPRESSÃO

(Tabela 25 )

Categorias Expressões Táticas e Estratégias de Compreensão Fraseológicas Idiomáticas BOTTOM-UP TOP-DOWN RP
Categorias
Expressões
Táticas e Estratégias de Compreensão
Fraseológicas
Idiomáticas
BOTTOM-UP
TOP-DOWN
RP
DA
SI
AC
AA
AT
SL
CP
L1
OE
Zoomorfismos
Ir
pentear
04
00
08
10
- 08
01
01
07
00
macaco
Fazer boca
10
03
13
05
- 13
02
04
01
01
de siri
Somatismos
Comer com
03
00
05
05
- 05
00
01
01
00
os olhos
Falar
pelos
09
00
07
02
- 07
00
01
03
01
cotovelos
Gastronomis
Pisar
em
09
00
11
09
- 11
01
03
02
01
mos
ovos
Encher
06
01
13
12
- 13
01
00
01
00
linguiça
Total
de
234
41
04
57
42
- 57
05
10
15
03
ocorrências
%
17 02
24
18 03
-
24
04
07
01%
% %
%
% %
%
%
%

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Entrevistador: na penúltima ficha aparece “fazer boca de siri” Participante: não Entrevistador: gostaria de ler
Entrevistador: na penúltima ficha aparece “fazer boca de siri” Participante: não Entrevistador: gostaria de ler

Entrevistador: na penúltima ficha aparece “fazer boca de siri” Participante: não Entrevistador: gostaria de ler pra tentar descobrir? Participante: ((a participante ler o texto em voz alta)) Entrevistador: após a leitura você saber dizer o sentido?

você conhece a expressão?

Participante: é

não adianta fechar a boca / não falar / num sei / eu não sei o que é siri

na verdade

Entrevistador: siri eu posso dizer o que é

siri é o que vocês chamam de cacri / é o cacri

lá?

Participante: tem o cacri / tipo caranguejo / ah:::

Entrevistador: quer alguma pista? Participante: pode ser

Entrevistador: é

o que aconteça / eu fico na minha / não me interessa a vida pessoal de ninguém / e se alguém me pergunta

eu sou do tipo que / quando eu viajo / ou na universidade / passo pelos locais / aconteça

assim

e aí

você viu aquilo ali / como é que o pessoal tava ali / olhe / eu não sei de nada / eu faço boca

de siri

Participante: é como se:: / as pessoas não quisessem falar de tudo que sabem / não ser fofoqueiro ((risos))

Entrevistador: não ser fofoqueiro

((risos))

falar de tudo que sabem / não ser fofoqueiro ((risos)) Entrevistador: não ser fofoqueiro ((risos)) 10/12/2013

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TAREFAA: GRAU DE IDENTIFICAÇÃO FRASEOLÓGICA HP2 - As expressões falar pelos cotovelos, fazer boca de

TAREFAA: GRAU DE IDENTIFICAÇÃO FRASEOLÓGICA HP2 - As expressões falar pelos cotovelos, fazer boca de siri, ir pentear macaco, encher linguiça, comer com os olhos e pisar em ovos, representadas por imagens, foram as mais difíceis de serem identificadas pelos informantes por não estarem armazenadas em sua memória fraseológica TAREFA B: GRAU DE MEMÓRIA FRASEOLÓGICA HP3 - Confirmamos a hipótese de que a expressão comer com os olhos está psicolinguisticamente fixada na memória fraseológica dos falantes não nativos (em L1, "kumi só ku odjo" e "Cume ku odjo" .

Não houve registro das expressões fazer boca de siri, ir pentear macaco, encher linguiça, pisar em ovos, falar pelos cotovelos na memória fraseológica em L1 ou em L2. HP4 - A expressão comer com os olhos (l2) tem estrutura sintática semelhante à L1 (em crioulo, "kumi só ku odjo" e "Cume ku odjo") Não há registro de equivalência fraseológica em L1 ou em L2 (português na vertente africana) para a expressão fazer boca de siri, ir pentear macaco, encher linguiça, pisar em ovos, falar pelos cotovelos. HP5 - A expressão comer com os olhos é construção linguística frequente, guardada e recuperada da memória dos falantes nativos do PB como um todo unitário.

frequente, guardada e recuperada da memória dos falantes nativos do PB como um todo unitário .
.
.

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TAREFA C: GRAU DE IDIOMATICIDADE FRASEOLÓGICA HP6 - O zoomorfismo ir pentear macaco e o

TAREFA C: GRAU DE IDIOMATICIDADE FRASEOLÓGICA HP6 - O zoomorfismo ir pentear macaco e o somatismo comer com os olhos favorecem a idiomaticidade fraca (transparência) por sua analisabilidade ou composicionalidade semântica.

A hipótese não foi confirmada para as expressões fazer boca de siri, falar pelos cotovelos são de idiomaticidade forte por terem léxico desconhecido pelos informantes (siri) e ser compreendido literalmente (falar + pelos + cotovelos).

HP 7 - Os gastronismos encher linguiça e pisar em ovos, com equivalentes em L1, não confirmaram a hipótese de opacidade semântica e apresentaram idiomaticidade fraca (transparência). HP8 - As expressões ir pentear macaco, comer com os olhos, pisar em ovos confirmaram a hipótese de acesso ao léxico idiomático por terem padrões semelhantes em L1 ou em L2 (na vertente luso-africana) e, por isso, mais fáceis de serem corretamente compreendidas pelos falantes não nativos do PB.

expressões fazer boca de siri e falar pelos cotovelos não confirmaram esta

As

nativos do PB. expressões fazer boca de siri e falar pelos cotovelos não confirmaram esta As
hipótese.
hipótese.

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HP9 - As expressões ir pentear macaco, comer com os olhos, pisar em ovos e

HP9 - As expressões ir pentear macaco, comer com os olhos, pisar em ovos e encher linguiça foram mais acessíveis aos informantes pelo conhecimento do sentido de um ou mais elementos da expressão idiomática

Na expressão fazer boca de siri, os informantes declararam desconhecer o sentido da palavra "siri” e na falar pelos cotovelos entenderam literalmente "cotovelo", isto é, como " a parte posterior da articulação entre o braço e o antebraço". Tarefa D : táticas e estratégias de compreensão idiomática

HP12 - A competência fraseológica de cada falante não nativo do PB foi responsável pelo largo emprego de estratégias top-down de compreensão idiomática.

HP13 - As expressões ir pentear macaco, fazer boca de siri, falar pelos cotovelos, pisar em ovos requerem mais emprego de táticas bottom-up (64%) do que de estratégias top-down (36%), com exceção comer com os olhos, cristalizada na memória dos informantes.

de estratégias top-down (36%), com exceção comer com os olhos, cristalizada na memória dos informantes. 10/12/2013

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 A frequência de uso de estratégias AC, AA e AT confirmam a hipótese de
 A frequência de uso de estratégias AC, AA e AT confirmam a hipótese de

A frequência de uso de estratégias AC, AA e AT confirmam a hipótese de as estratégias top-down, relacionadas ao contexto, influenciam na compreensão das expressões idiomáticas (ir pentear macaco, fazer boca de siri, comer com os olhos, falar pelos cotovelos, pisar em ovos, comer com os olhos, encher linguiça)

As estratégias SI , CP e L1 apresentaram baixos empregos pelos participantes e baixas taxas de sucesso.

Os dados sugerem que o processamento fraseológico não segue uma única direção ascendente (táticas bottom-up, centradas no texto lido ou ouvido) ou descendente (estratégias top-dow, que vão da mente ao texto), mas que existe uma inter-relação constante entre eles.

Os diálogos entre informante e experimentador desempenham um papel importante na passagem de um nível (bottom-up) a outro (top-down)

Aamostra maior do que 20 para melhor percepção dos impactos da L2, na compreensão de expressões idiomáticas na vertente brasileira.

inclusão de maior número de expressões idiomáticas usadas frequentemente no Brasil para ver se ocorrem as mesmas dificuldades de compreensão idiomática por estudantes não nativos do português brasileiro podem ser identificadas.

exploração do papel do contexto em que as expressões idiomáticas são apresentadas para os participantes.

a relação entre os conhecimentos prévios de informantes não nativos do Português Brasil e culturemas envolvendo as expressões idiomáticas

Pesquisas na área de Fraseodidática e Psicolinguística dirigidas a estudantes universitários lusófonos pode favorecer a proficiência da língua portuguesa como L2 bem como o surgimento de materiais didáticos e técnicas de ensino- aprendizagem baseados em questões relacionadas à compreensão de expressões idiomáticas.

de ensino- aprendizagem baseados em questões relacionadas à compreensão de expressões idiomáticas. 10/12/2013 60
de ensino- aprendizagem baseados em questões relacionadas à compreensão de expressões idiomáticas. 10/12/2013 60

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Departamento de Filología y Filosofía, Universidad de Girona, Girona, 2010. Coimbra: Collegio das Artes da 10/12/2013

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OBRIGADOOBRIGADO!

SOUSOU TODOTODO OUVIDOSOUVIDOS

OBRIGADOOBRIGADO! SOUSOU TODOTODO OUVIDOSOUVIDOS 10/12/2013 64
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