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UNIVERSIDADE AGOSTINHO NETO

DEPARTAMENTO DE CIENCIA DA COMPUTAÇÃO.

CURSO DE CIENCIAS DA COMPUTAÇÃO

DISCIPLINA PROJECTO DE SOFTWARE

DOCENTE: Darlines Sánchez Muñoz. PhD.

Aula 9: Técnica de Avaliação e Revisão de Programa (PERT)

Objetivos: que os estudantes conheçam como usar as Tecnicas PERT e Diagrama de


GANTT para a planificação do tempo num projecto de software.

BIBLIOGRAFIA

Salomão Z.C. O modelo PERT/CPM aplicado a gestão de projectos.

INTRODUÇÃO

Para estimar o tempo necessário para desenvolver um projecto existem vários tipos de
métodos. Entre eles podemos nomear:

 Método histórico: tempos medidos em cada uma das tarefas que compõem o
projecto, registrados em projectos semelhantes já realizados anteriormente.
 Método Intuitivo: confiar na experiência de professionais com capacidade de
estimar após a sua participação em projectos semelhantes.
 Método formula normalizada: obter valores típicos disponíveis para o tipo de
atividades do projecto.

Métodos de Planificação de Projectos

 PERT: Técnica de Avaliação e Revisão de Programa.


 CPM: Método do Caminho Critico
 Diagrama de GANTT: Diagramas de barras

Características essenciais para usar os Métodos PERT ou CPM

I. O projecto é constituído por um conjunto bem definido de atividades cuja


finalização corresponde ao fim do projecto.
II. As atividades podem começar ou parar independentemente umas das outras,
numa dada sequência (o que elimina os processos contínuos em que as
atividades ou operações se seguem obrigatoriamente umas às outras sem
tempo de separação definitivo entre elas)

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III. As atividades são ordenadas, isto é, devem ser realizadas numa sequência
tecnológica bem determinada.

Redes de Planificação PERT

PERT é a sigla de Program Evaluation and Review Technique. Como o próprio nome
indica, é uma técnica de avaliação de projectos e de auxílio à sua revisão (face a
potenciais modificações que possam ocorrer após a fase de construção da rede de
planeamento).

O Método PERT parte do princípio que as atividades e as suas relações de precedência


na rede foram bem definidas mas admite a incerteza nos tempos de duração de algumas
ou todas as atividades.

Esta técnica é utilizada na representação de situações mais complexas e difíceis.


Sobretudo quando existe uma rede de interligações múltiplas, como acontece na maioria
dos projectos relacionados com os sistemas de informação (principalmente para
aqueles com maior grau de complexidade).

Etapas de PERT

 Planificar: Divisão do Projecto em Actividades para as quais seja possível afetar


recursos e estimar uma duração (tempo de realização ou custo).
 Programar: Determinação das relações de dependência entre as atividades.
 Controlar: Representação gráfica das atividades e do seu relacionamento.

Construção do Diagrama de PERT

Constituído por uma rede desenhada com base em dois elementos:

 Atividades (representados por setas)


 Acontecimentos (representados por círculos)

Para cada projecto é construído o respectivo grafo. As actividades são representadas


por letras. Os acontecimentos são representados por números. Ambos se desenvolvem
da esquerda para para direita e de cima para baixo.

As actividades representam as tarefas a executar. Em geral traduzem-se por períodos


de tempo ou recursos humanos ou financeiros a utilizar. O início da seta representa o
princípio da actividade; a ponta, o fim da mesma actividade.

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A duração da actividade não é definida pelo comprimento da seta. Por vezes o tempo
de duração da atividade também é representado no diagrama, sendo indicado após o
nome da actividade (letra), separado por virgula.

Representação mediante grafo

Existe outra forma de representação existe em alternativa, uma representação em


tabela que para cada actividade, indica o seu custo ou duração e as actividades que
precisam de estar concluídas para dar início à actividade descrita.

Verifique-se que apenas uma das actividades possui mais que uma actividade
antecedente. Tal é deve-se ao facto de apenas se considerar uma actividade
antecedente aquela que imediatamente antecede a actividade em causa. Por exemplo,
tome-se o caso da actividade f, que é antecedida pelas actividades a, b, c, d - f apenas
pode ser realizada após estas terem sido realizadas. No entanto, as actividades
precedentes são apenas as actividades c, d pois são estas as que imediatamente
precedem f.

Outras colunas podem ser acrescentadas à tabela, complementando a informação


fornecida, como por exemplo: a descrição da actividade, o nome da actividade, o
responsável pela sua realização, etc.

Representação em tabela

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O método PERT permite:

 Visualizar a interdependência entre actividades


 Identificar as actividades que não podem sofrer atraso, sem
 Modificar o tempo previsto para a conclusão do projecto
 Responde a questões do tipo:
o Quais as actividades que podem ser iniciadas e realizadas antes da
actividade J
o Quais as actividades que estão impedidas de realizarem o seu início
antes da conclusão da actividade L

Conceitos associados

 Caminho crítico: representa a sequência de actividades que não podem


aumentar sem que o resultado final do projecto sofra um aumento
correspondente (pelo menos na sua duração). O cálculo do caminho crítico é
realizado com base nos valores de duração das actividades que constituem a
rede PERT.
 Tempo crítico: Soma das durações associadas com todas as actividades que
constituem o caminho crítico da rede de planificação.
 Atividade crítica: Todas as actividades que pertencem ao caminho crítico.
 Atividade paralela: Ocorrem em simultâneo com outras actividades, tendo por
base acontecimentos de origem e destino idênticos.
 Atividade fictícia: actividades de custo e duração zero, que servem apenas para
permitir a correcta sequencialização da rede de planificação.
 Data mais cedo: Calcula-se a partir do valor zero (correspondente ao início do
projecto), somando os valores de cada um dos caminhos possíveis e
assegurando em cada um dos acontecimentos a respectiva soma das
actividades realizadas nesse percurso.
 Data mais tarde: Calcula-se quando se obteve o valor final do projecto, pode
ser realizado um percurso do final para o início.

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 Folga: Diferença entre a data mais tarde e a data mais cedo. É possível
identificar as margens de manobra de cada actividade fornecendo informação
importante para a gestão do projecto.

Para fazer a rede é necessário definir o tempo das actividades que pode ser
determinado, como vimos na aula passada de várias formas.

Calculo de Data mais cedo e Data mais tarde.

O cálculo das datas é realizado, indicando as somas das durações de cada actividade
ao valor do acontecimento de início da actividade. O valor obtido é colocado no
acontecimento de final da actividade. Primeiro é realizado o cálculo da data mais cedo.
Só após efectuado este cálculo é que é possível obter o tempo crítico do projecto, que
servirá como o valor inicial para o cálculo da data mais tarde.

A data mais cedo é colocada junto aos acontecimentos, na posição esquerda (primeira
posição). O acontecimento que define o início do projecto possui o valor 0 (zero). A
duração da actividade é somada ao valor do acontecimento inicial e coloca-se no
acontecimento final (no caso de 2, o valor será 0, obtido em 1, a somar a 3, duração da
actividade a).

O percurso é realizado até se atingir o acontecimento de final do projecto (neste caso o


5). Verifique-se que no acontecimento 4, o valor obtido é duplo; pois existem duas
actividades distintas que tem como ponto final esse acontecimento (d, c). Desta forma
o percurso b/c possui uma duração de 5 unidades, enquanto o percurso (a, d) possui
uma duração de 10 unidades. Nestes casos, a duração a ser colocada na data mais
cedo é a de maior valor, pois pretende-se que o acontecimento seja realizado, quando
tiverem sido realizadas todas as actividades que o precedem. Situação idêntica ocorre
no acontecimento 5, com a escolha dos valores do percurso (a, e) com 5 unidades e (a,
d ou b,c) + f, com 13 unidades. Novamente o valor maior é o escolhido. Assim 13
unidades correspondem ao tempo crítico, que nos fornece a duração esperada para o
projecto.

As datas mais tarde são obtidas com base no preenchimento do espaço direito, junto ao
acontecimento e toma-se o sentido contrário ao das actividades realizando a
substracção do tempo mais à direita com o tempo da actividade. Quando se está perante
a presença de vários valores procede-se de modo idêntico ao já relatado, mas
escolhendo o menor dos valores em causa.

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Calculo do Caminho Critico e Folga (de cada actividade)

Uma vez calculadas as datas mais cedo e as datas mais tarde que caracterizam os
acontecimentos, é possível detectar o caminho crítico, isto é, a sequência de actividades
que não pode sofrer atrasos, sem que o tempo crítico sofra um aumento do mesmo
valor.

Assim, o caminhoi crítico é definido pelos acontecimentos em relação aos quais se


verifica a igualdade entre a data mais cedo e a data mais tarde (no exemplo, os
acontecimentos 1, 2, 4 e 5, pelo que se pode dizer que o caminho crítico é constituído
pelas actividades, designadas por actividades críticas- a,d,f).

A folga de cada actiidade, isto é, o tempo pelo qual se pode atrasar o início da actividade
sem se alterar o tempo crítico é dada pela formula:

Folga= data_mais_tarde_de_fim – data_mais_cedo_de_inicio – duração_da_actividade

Fim e início reference a fim e início da actividade.

Desta forma as folgas obtidas são:

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Verifique-se que a folga das actividades críticas (que constituem o caminho crítico) é
zero.

Actividade Paralela

Este tipo de situações ocorre quando aparecem precedências semelhantes às referidas


na seguinte tabela:

Actividade Fictícia

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Estimativas de Tempo. Tempo esperado da actividade

O tempo esperado (medio) da actividade é uma média ponderada das estimativas de


tempo (optimista, mais provável e pessimista) com os seguintes pressupostos:

 Os tempos Optimista (t0) e pessimista (tp) tem igual probabilidade de ocorrência


 O tempo mais provável (tm) tem uma probabilidade de ocorrência quatro vezes
maior que a das outras estimativas.

Assim sendo, a expressão para o cálculo do tempo esperado da actividade (te) é a


seguinte:

𝑡0 +4𝑡𝑚 + 𝑡𝑝
𝑡𝑒 =
6

Quanto maior for o intervalo Tempo Optimista- Tempo Pessimista maior incerteza
(menos confiança) teremos associada ao Tempo Esperado. A quantificação desta
incerteza é feita pela Variância associada ao tempo esperado.

𝑡𝑝 − 𝑡0 2
𝑉𝑡 = ( )
6

Exemplo

Considerem-se os seguintes dados de uma rede PERT:

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A rede do projecto é a seguinte:

Nota: No arco escrevem-se as três estimativas (actividades A, D, E) ou o tempo


esperado e as respectivas variâncias (actividades B, C, F). A actividade G com variância
nula tem duração determinística.

É necessário calcular os tempos esperados e as variâncias associadas as actividades


com 3 estimativas de tempo e registrá-los na rede.

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Gráfico de GANTT

O diagrama de Gantt é constituído por um sistema de eixos coordenados,


representando-se no eixo das ordenadas as diversas actividades a executar e no eixo
das abcissas o tempo. Este pode ser definido em termos de dias, semanas ou meses,
nas suas utilizações mais correntes.

Para a elaboração do diagrama, é necessário definir dois parâmetros básicos: as


actividades a desenvolver; o tempo estimado de cada uma destas. Em geral, as
actividades distintas alinham-se na vertical. As actividades dependentes temporalmente
podem representar-se em sequência horizontal.

Além disso, é possível assinalar no planeamento acontecimentos importantes além das


próprias tarefas, constituindo pontos importantes para o projecto: trata-se das tarefas
marcos ou pontos de controlo (em inglês milestones).

Os marcos permitem dividir o projecto em fases claramente identificadas, evitando


assim ter um fim de projecto a longo prazo demasiado longo (fala-se geralmente “de
efeito túnel” para designar um projecto longo sem prazos intermédios). Um marco pode
ser a produção de um documento, a realização de uma reunião ou ainda uma entrega
do projecto. Os marcos são tarefas de duração nula, representadas no diagrama por um
símbolo específico, a maior parte do tempo um triângulo ao contrário ou um losango.

O controlo do plano é feito de forma simples, através da representação de uma linha


vertical, traçada na data que se pretende analisar. Em certos casos, existem regras
especiais, para permitirem o deslocamento desta linha para qualquer posição que se
pretende observar.

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As folgas das actividades são representadas como extensão gráfica da respectiva barra
da actividade, mas a cheio. As actividades críticas são representadas a cor diferente ou
com um padrão.

Exemplo de diagrama de GANTT segundo a rede analisada em PERT

Exemplo de Diagrama de GANTT

Vantagens do Diagrama de GANTT

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 Planificação fácil, simples e claro
 Fácil adição de novas actividades
 Fácil eliminação de actividades
 Análise fácil, directa e imediata
 Orientado para o parâmetro tempo

Desvantagens do Diagrama de GANTT

 Dificuldade na detecção das interrelações entre actividades (dependências entre


actividades)
 Difícil detectar actividades inúteis
 Difícil estimativa de tempos
 Apenas é possível efectuar um controlo genérico (questões do tipo: “que outras
actividades podem prosseguir antes de começar a actividade x”)
 Modificações profundas provocam o redesenho do plano

Tarefa

Exercício 1

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