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Considerado um clássico do Direito Penal, o livro Dos Delitos e Das Penas,

escrito por Cesare Beccaria e originalmente publicado em 1764, insere-se em um


movimento humanitário e filosófico que se estabelecia na França na segunda metade
do século XVIII.

Seu foco principal é sensibilizar a sociedade, especialmente seus governantes,


a raciocinar sobre o sistema de punições vigente nesta época, buscando leis mais
sábias e justas. É expressiva a revolta de Beccaria a respeito das práticas de punição
de seu tempo, em que se verificavam abusos na legislação penal e eram impostas
penas terríveis, que não condiziam com os danos provocados pelos delitos.

O livro apresenta protestos contra a tortura, as penas ofensivas e a


desproporção dos castigos aplicados. Expressa a ineficácia da pena de morte como
forma de condenação. Aprofunda-se no equilíbrio entre a pena aplicada e o delito
realizado. Uma pena justa necessita ter apenas o grau suficiente para afastar os
homens do caminho do crime. E esclarece de forma clara a divisão de autoridade
entre o poder judiciário e legislativo. Desta forma, promove a concepção de igualdade,
justiça e humanidade.

De acordo com o autor, as leis mal formuladas favorecem a minoria, em


detrimento da maioria submetida à fragilidade e infâmia. Este alega que somente boas
leis podem promover todo o bem-estar possível para a maioria.

Tratando-se das leis, Beccaria esclarece que a sua interpretação não deve
ocorrer por parte dos magistrados, e sim por parte do soberano, o depositário das
vontades de todos, evitando assim a abertura de espaço para mais injustiças.

A obra fala também sobre a pena de prisão, denuncia a condução de seus


julgamentos, muitas vezes de forma arbitrária, contradizendo o que conhecemos como
o devido processo legal, esclarecendo sobre o depoimento das testemunhas e até as
práticas de acusações secretas e interrogatórios sugestivos.

Referencia-se o pecado ou a ofensa a Deus, remetendo a maldade no coração


de cada um. Descreve cada um dos delitos, como os de lesa-majestade, aqueles
prejudiciais à sociedade, e investiga cada um, tais como os atentados contra a
segurança dos particulares, as injúrias, o roubo, o contrabando, as falências, a
ociosidade, o suicídio, os crimes que perturbam a tranquilidade pública, até os delitos
dificilmente de serem constatados, como o adultério, a pederastia e o infanticídio.

Após seus esclarecimentos sobre as mais comuns injustiças na legislação e a


importância do espírito da família para a prevenção dos crimes, expressa a preferência
em prevenir os crimes ao invés de puni-los.

Beccaria conclui sua obra desenvolvendo um teorema geral, e diz que a pena,
para não ser um ato de violência contra o cidadão, deve ser essencialmente pública,
pronta, necessária, a menor das aplicáveis nas respectivas circunstâncias,
proporcional ao delito e determinada por uma lei.