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Escola Técnica de Criatividade Musical Ano: 2018.

ETECM

HISTÓRIA DA MÚSICA

Professora: Ibrantina Lopes

Turma: M1 Turno: Noite

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Trabalho História da Música - Música Medieval Sacra

Cantochão - Cantochão é um tipo de música vocal, exclusivamente eclesiástica, executada por


coros em uníssono ou em solo, sem acompanhamento instrumental, durante a celebração de
cerimônias religiosas católicas. ​A expressão canto gregoriano cunhou-se por ter sido o papa são
Gregório I Magno quem, no século VI, compilou os cantos tradicionais e regulamentou sua execução
conforme o calendário litúrgico da Igreja Católica. No entanto, a grafia gregoriana, que viria a inspirar
a posterior notação musical do Ocidente, não especificava o tom exato dos sons, nem sua duração,
mas apenas o movimento linear da melodia, isto é, onde a voz deveria elevar-se ou se abaixar; daí o
canto gregoriano ter sido chamado posteriormente cantochão (cantus planus).
A notação se fazia por meio de figuras quadradas chamadas ​neumas​. A métrica gregoriana
se ajusta ao texto, com uma nota para cada sílaba. Por influência bizantina, ocorre que às vezes a
uma sílaba correspondem múltiplos sons, executados por inflexões vocais denominadas melismas,
de caráter ornamental. Note-se que o texto em que se baseia o cantochão é o latino, com sílabas
longas e breves, razão pela qual não apresenta as acentuações rítmicas da música ocidental. O
cantochão é uma música de entonações, sem compasso ou harmonia definidos. Ao longo de sua
evolução, se diferenciaram em oito modos, ou organização de sons num curto intervalo, que serviram
de modelo para a escala moderna. Cada modo começava numa nota diferente da escala musical e a
melodia terminava sempre no som mais grave. Chamados também tons da igreja, os modos, a partir
de certa fase, tiveram seu sentido invertido: passaram a se orientar do grave para o agudo e não
mais do agudo para o grave. Os modos gregorianos são oito, quatro deles ditos principais ou
autônomos: ​o dórico, de ré a ré; o frígio, de mi a mi; o lídio, de fá a fá, e o mixolídio, de sol a sol​. Os
quatro modos subordinados ou plagais são o hipodórico, que parte de lá; o hipofrígio, que parte de si;
o hipolídio, que parte de dó, e o hipomixolídio, que parte de ré. A tônica ou final dos modos plagais é
colocada no mesmo grau que o modo autêntico correspondente. Quase todos os modos podem ser
modificados pelo si bemol, para evitar o intervalo de quarta aumentada fá si, proscrito pela igreja
medieval porque representava o ​diabolus in musica (diabo na música) e era considerado próprio das
paixões humanas.

Modos​ - É o sistema de escalas mais antiga na música desde o século XII.


Na Grécia antiga, as diversas organizações sonoras (ou formas de organizar os sons) eram
diferentes de cada região, consoante às tradições culturais e estéticas de cada uma delas. Assim,
cada uma das regiões da antiga Grécia deu origem a um modo (organização dos sons naturais)
muito próprio, e que adaptou a denominação de cada região respectiva. Desta forma, aparece-nos o
modo dórico (Dória), o modo frígio (da região da Frígia), o modo lídio (da Lídia), o modo jônio (da
região da Jônia) e o modo eólio (da Eólia). Também aparece outro — que é uma mistura dos modos
lídio e dórico — denominado modo mixolídio.

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Cada modo medieval apresentava duas formas: uma “autêntica” (como o modo dório, que vai de Ré
a Ré) e outra “Plagal” - a que tem o mesmo modo e o mesmo final, diferenciando-se apenas pelo fato
de a série começar uma quarta abaixo.Nesse caso, o prefixo “hipo” é acrescentado ao nome do
modo (por exemplo, uma série que vá de Lá a Lá, cuja nota final seja Ré, passa a ser o modo
hipodório).

Organum Paralelo - As primeiras músicas polifônicas, com duas ou mais linhas melodicas
cantadas simultaneamente, foram escritas no século IX, na intenção de embelezar as suas músicas.
Era composta pela voz principal (o dito cantochão) e a voz organal que tinha apenas o papel de
duplicar a voz principal, cantando em intervalos de quartas ou quintas.

Organum Livre - Nos séculos X e XI, a fim de libertar a voz organal dos movimentos fixos
imitando a voz principal, os compositores foram aos poucos mudando a forma de cantar. Além do
movimento paralelo, outros movimentos ia sendo criados. São eles:
● Movimento Contrário - Quando a voz principal cantava notas ascendentes, a voz organal
cantava notas descendentes, e vice e versa.
● Movimento Oblíquo - Enquanto a voz principal se movia na melodia, a voz organal
conservava-se fixa.
● Movimento direto - Ambas as vozes seguia a mesma idéia de melodia, porém separada por
intervalos diferentes
Neste último movimento, os intervalos variam entre uníssono, terças, quartas e oitavas. Havia
trechos onde a voz organal tinha 2 notas a ser cantadas contra uma única nota da voz principal; com
isso, a voz organal tinha que ser cantada rapidamente para que pudesse terminar no mesmo tempo
da voz principal.

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Organum Melismático - Característico da primeira metade do século XII, onde a voz principal
passou a ser chamada de ​Tenor pelo fato de cantar notas com longos valores. Acima das notas altas
e prolongadas em sua execução pelo tenor, uma voz mais alta se movia livremente com notas de
menor valor e com suavidade.
O melodioso grupo de notas cantado na mesma sílaba é chamado de melisma.

Organum em Notre-Dame - Em meados do século XII tev início a construção da Catedral de


Notre Dame, importante centro musical. Com alguns compositores pertencentes a Escola de
Notre-Dame conseguiram grande admiração em suas composições.
Apenas dois compositores se destacam neste marco histórico:
● Léonin - escritor e compositor de muitos organas cantados em festas apropriadas no ano
como páscoa e natal.
● Pérotin - Sucessor de Léonin, mestre-de-capela de Notre-Dame, revisou muitos organas
anteriores, enriquecendo e fazendo certos tipos de modificação, tornado-os mais modernos.
Ele conseguiria em um organum colocar até quatro vozes.

Motetos - O Motete é um gênero musical polifônico surgido no século XIII. Seu nome é derivado do
termo ​MOT​, que significa ​”Palavra”​ em francês. No Motete cada voz canta um texto diferente.
O Motete teve origem na França dentro de suas igrejas, destinado, exclusivamente ao serviço
religioso. Naquele período, os hinos litúrgicos eram cantados em Latim utilizando apenas uma voz
(voz conhecida por tenor ou a voz que canta o cantus firmus ou ​cantochão​). Posteriormente, uma
segunda voz, ainda sem texto, foi adicionada acima da voz do cantus firmus. A esta segunda voz
deu-se o nome de ​duplum​.
Leonin que era músico e cônego da Catedral de Paris, Notre Dame foi quem iniciou a produção de
cláusulas em estilo de descante. “O tenor canta agora um ritmo rigorosamente medido; a voz aguda,

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que evolui em notas ainda mais rápidas, ganha também um caráter rítmico mais marcante. Ambas as
vozes cantam notas de duração exata. O estilo no qual todas as vozes têm um ritmo certo veio a ser
designado de ​descante​.” (Grout & Palisca , 2005, p. 107)
O sucesso das cláusulas de Leonin incentivou vários compositores da época a criar muitas outras
cláusulas, servindo de alternativas ou mesmo substituindo as cláusulas de Leonin. “Estas cláusulas
de substituição eram permutáveis; podiam escrever-se, cinco ou mesmo dez, utilizando o mesmo
tenor, e de entre estas o mestre de coro podia escolher qualquer uma para determinada ocasião.”
(Idem, p. 116)
Pérotin, que parece ter sido discípulo de Léonin, deu continuidade na criação de cláusulas de
substituição, na mesma igreja de Paris.
Uma ​inovação logo após a adição do duplum foi a criação de textos para esta voz. Assim tinham-se
duas vozes cantando simultaneamente textos diferentes por vezes até em línguas diferentes.
Possivelmente devido à utilização de texto na cláusula de substituição, este gênero recebeu o nome
de Motete, pois representava o texto ou a palavra cantada pelo duplum.
Posteriormente uma terceira voz o ​triplum foi adicionada à estrutura do Motete. Esta geralmente
escrita em um ritmo mais rápido e com o texto eventualmente em francês.
Quanto aos textos empregados na voz do tenor, normalmente eram extraídos de cláusulas do
Magnus Liber. Desta forma o texto do tenor era extremamente pequeno, chegando a uma única
palavra ou até mesmo parte de uma palavra.
O ​Magnus Liber Organi era um manuscrito contendo peças de organum (antecessor do Motete). Ele
foi escrito entre os séculos XII e XIII, tendo suas composições atribuídas aos mestres da Escola de
Notre Dame, entre os quais têm-se Leonin e Perotin.
Inicialmente os motetes foram escritos voltados para ambientes religiosos, devido a isto a razão do
uso do latim na composição dos motetes. Contudo com o desenvolvimento de motetes fora da igreja,
passou-se a empregar o uso da língua francesa na escrita de motetes seculares.
Eventualmente, mais tarde, os motetes passam a ser escritos com outras finalidades, tais como a de
exaltar as qualidades e virtudes de reis e líderes daquela época.
Foram escritos milhares de motetos em toda a Europa no século XIII. Logo surgiram obras
catalogando os diversos motetos compostos. Entre as obras que chegaram até aos dias atuais estão:
O Códice de Montpellier que reúne 336 composições polifônicas, em sua maioria motetos; O Códice
de Bamberg, composto por 108 motetos e o Códice de Las Huelgas.
Visto que um moteto era composto por mais de uma letra, a forma para nomea-lo era utilizando o
íncipit, como em Aucun vont – Amor qui cor - Kyrie. Geralmente, também os motetos eram de autoria
anônima, pois havia um grande reaproveitamento ou readaptação de músicas antigas em letras
novas ou músicas novas em letras antigas, bem como a substituição de vozes eram bastante
comuns.
“a forma habitual de identificar um motete é pelo título composto, que inclui o incipit (a primeira ou
primeiras palavras) de cada uma das vozes”. (Grout & Palisca, ob. cit. p.116).

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Conductus - cântico de procissão usado para acompanhar o padre, conduzi-lo em seus


movimentos pela igreja. Ao elaborar um conductus, o próprio compositor, em vez de tomar
emprestado do cantochão a parte do tenor, escrevia uma melodia própria. Sobre a parte do tenor,
adicionava uma, duas, três e até mais vozes, quase sempre ao estilo de nota contra nota.
Diferentemente do moteto, o conductus usava o mesmo texto em todas as partes das vozes. Uma
interessante invenção musical que surgiu sobretudo com o conductus foi a troca de vozes.
Fragmentos de melodia ou mesmo frases inteiras são trocados pelas vozes. Por exemplo, enquanto
uma voz acha-se cantando AB, outra ao mesmo tempo está cantando BA. Tal como o moteto, o
conductus saiu do interior das igrejas, tornando-se em música secular. Exemplo de conductus é o
Veris ad imperia, alegre peça em louvor da primavera, construída na forma de triplum, com muitos
casos de troca de vozes.