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Soterologia

A. DEPRAVAÇÃO TOTAL (INCAPACIDADE TOTAL)

A total depravação é o ensino bíblico que o homem foi tão afetado pela queda que é
totalmente incapaz de fazer qualquer bem espiritual e é, portanto, impossível que ele
faça algo de si mesmo que contribua para a sua salvação. O homem não regenerado está
espiritual e pactualmente morto e não pode entender a verdade espiritual. Ele, portanto,
não tem capacidade de escolher a Deus. Jesus mostra claramente que Ele ensinou a
doutrina da incapacidade total. Em Mateus 13.11-17, Ele explica aos Seus discípulos a
razão pela qual ensinava em parábolas. Ele lhes diz que eles tinham recebido a
capacidade de conhecer os mistérios do reino, mas a outros isso não tinha sido
concedido. Jesus estava ensinando que o homem caído não tem naturalmente a
capacidade de entender Sua verdade. Nosso Senhor diz que tal capacidade é um dom de
Deus. Jesus fala mais sobre o coração depravado e enganoso do homem em Mateus
15.19: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios,
prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.” Enquanto explicando a natureza
do novo nascimento a Nicodemos em João 3, Jesus diz ao letrado mestre judeu que
ninguém pode entrar no reino de Deus, a menos que tenha nascido de cima. A analogia
da salvação como um novo nascimento é significante. Nenhum de nós teve a capacidade
de escolher o tempo e o lugar do nosso nascimento, nossa raça, ou qualquer outra
característica genética. Um bebê não escolhe nascer pelo ato de sua vontade. O bebê não
é capaz de fazê-lo. Assim se dá com o novo nascimento. Em João 6.44, Jesus fala da
total incapacidade do homem vir a Ele sem a graça compelidora do Pai. “Ninguém pode
vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” O
homem caído não pode mudar sua própria natureza (e consequente incapacidade
espiritual) não mais que um leopardo pode mudar suas manchas (Jr. 13:23), tornando-se
dessa forma impossível que um pecador escolha a Deus antes da obra regeneradora do
Espírito Santo. À luz dessas declarações deveria ser mais que abundantemente claro que
o Filho do Homem ensinou a doutrina da incapacidade humana.

B. ELEIÇÃO INCONDICIONAL

Nosso Senhor não somente ensinou a doutrina da eleição como um axioma, mas
também fez referência à doutrina como uma pressuposição. Em Mateus 24, onde Jesus
descreve a Grande Tribulação – que no contexto é claramente um evento no primeiro
século – somos ensinados no versículo 22, que por causa dos eleitos, aqueles dias
seriam abreviados. Por definição, “eleito” refere-se a alguém que foi escolhido por
outro, não alguém que escolheu a si mesmo. Jesus também ensinou a eleição em
preceito. Ele diz em João 5.21 que Ele dá a vida à “aqueles que quer”. João 6.37 registra
nosso Senhor dizendo às multidões que aqueles que vem a Ele são dados pelo Pai:
“Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o
lançarei fora.” A eleição é ilustrada também na escolha dos outros. Jesus diz a eles em
João 15.16 que eles não O escolheram, mas que foram escolhidos por Ele. Mateus
11.27: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho,
senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser
revelar.”; João 3.8: “O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de
onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”; e João
6.37-66 são também declarações claras dos lábios do nosso Senhor ensinando a doutrina
da eleição. Se as palavras têm significado, Jesus ensinou a doutrina da eleição. Não há
nada nas palavras do nosso Senhor que sequer sugira a possibilidade da distorção
arminiana da doutrina que mantém que a eleição está de alguma forma condicionada
sobre as ações livres dos homens. A passagem de João 6 é especialmente refrescante em
dias quando há tanta pressão para satisfazer ouvidos com comichão. “E dizia: Por isso
eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. Desde
então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele” (João
6.65,66). Jesus não tinha medo de proclamar ousadamente a doutrina da eleição, mesmo
se isso significasse perder seguidores.

C. EXPIAÇÃO LIMITADA (DEFINIDA)

Talvez a discordância mais acalorada entre calvinistas e arminianos seja sobre a


extensão da expiação. A questão diante de nós é simplesmente essa: Por quem Cristo
morreu? A vasta maioria dos cristãos evangélicos poderia responder assim: “A resposta
é fácil: Cristo morreu por todo o mundo.” Essa resposta mui provavelmente seria
acompanhada com o obrigatório texto prova de João 3.16. Concordo que a resposta é
fácil, mas a resposta evangélica comum está errada. Está errada de acordo com ninguém
outro senão o nosso Senhor Jesus Cristo mesmo. A visão arminiana da expiação
universal implica que seria de alguma forma injusto se Cristo não morresse por todos.
Se, contudo, Cristo derramou Seu sangue precioso por todo o mundo, segue-se uma
questão lógica: por que todos não são salvos? A resposta comum a essa pergunta é que a
incredulidade impede a salvação de pecadores por quem Cristo morreu e derramou Seu
sangue precioso. Se é assim, sou compelido a apontar a triste situação do arminiano. A
incredulidade não é um pecado? Se Cristo morreu por todos os pecados de todos os
homens, então todo o mundo estará no céu. Se Ele morreu por alguns dos pecados de
todos os homens, então ninguém estará no céu. Esses sãos as duas opções do dilema
arminiano. Além disso, se Jesus morreu uma morte que tornou a redenção uma
possibilidade hipotética para todos, então na verdade isso não assegurou a salvação para
ninguém. Não existe conforto numa propiciação que não propicia ou numa redenção
que não redime. Os calvinistas limitam a extensão da expiação de Cristo, mas os
arminianos limitam o poder dela. Argumentos lógicos de lado, o que Jesus ensina sobre
a extensão de Sua expiação? Nosso Senhor claramente limita Sua expiação em Sua
declaração em Mateus 20.28, quando Ele descreve o propósito de Sua vinda: dar a Sua
vida como um resgate por muitos. “Bem como o Filho do homem não veio para ser
servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” A grande
passagem em João 10 é talvez a mais clara sobre essa questão. No vv. 11 e 15, Jesus diz
que Ele dá a Sua vida pelas ovelhas. Os versículos 26 e 27 definem as ovelhas como
aqueles que crêem e seguem a Cristo. Portanto, Jesus está ensinando que Ele morreu
somente por aqueles que crêem nele. Em outras palavras, Jesus morreu somente pelos
eleitos. A oração sacerdotal de Cristo em João 17 é instrutiva também. Jesus não ora
pelo mundo (v. 9). No versículo 20, Jesus diz que ele está orando por “aqueles que
creem em mim”. Jesus estava orando em favor dos eleitos de Deus como Sumo
Sacerdote deles. Contudo, Jesus não era apenas o Sumo Sacerdote, mas o sacrifício
também. Como Sumo Sacerdote, Jesus não iria orar apenas pelos eleitos enquanto se
oferecendo como sacrifício por todo indivíduo que viveria sobre a terra. Isso é similar a
crer que os Sumos Sacerdotes de Israel ofereciam sacrifícios pelo Egito e pela Assíria
no Dia de Expiação. Não, os sacerdotes ofereciam a Deus um sacrifício pelos pecados
de Israel somente. A vida, obra e ensino de Cristo demonstram claramente que Ele
morreu por Seu povo (o Israel espiritual) e por eles somente.

D. GRAÇA IRRESISTÍVEL (EFICAZ)

Graça irresistível é a doutrina que mantém que um pecador não tem capacidade para
recusar a graça especial de Deus ao trazer esse pecador à salvação. Os evangelhos
revelam que Jesus ensinou tal doutrina? Jesus ensinou que a graça eletiva de Deus não
pode ser definitivamente recusada por um pecador obstinado. O homem, morto em seus
delitos e pecados, não pode escolher a Deus. De modo oposto, um homem que recebeu
a graça redentora não pode recusar tal graça. Em João 6.44, Jesus diz que ninguém pode
vir a Ele, a menos que o Pai o traga. O verbo grego empregado aqui pode ser
literalmente traduzido como “arrastar”. A graça eletiva de Deus é irresistível. Se Deus
amou um indivíduo antes da fundação do mundo, se Cristo derramou Seu sangue
redentor por esse pecador, Ele não permitirá que essa pessoa pereça. Ele “arrastará” esse
pecador à salvação pelo poder do Seu evangelho. A passagem familiar de João 3
também é ilustrativa da graça irresistível. Em sua conversa com Nicodemos, Jesus
compara a salvação a um novo nascimento. É óbvio que um feto, quando a plenitude do
tempo chegar, não pode recusar nascer! Antes, o corpo da mãe forçosamente expelirá a
criança. A criança não é consultada. Deveríamos esperar que o nascimento espiritual
fosse diferente? Se examinarmos nossa conversão, Deus nos implorou para sairmos do
túmulo do pecado ou o poder de Deus nos expeliu das trevas para o Seu reino de luz,
através do novo nascimento? Jesus nos deu a resposta.

E. PERSEVERANÇA DOS SANTOS

Os cinco pontos do Calvinismo estão inseparavelmente ligados. Se Deus nos amou


desde a eternidade passada e Cristo derramou seu sangue precioso por nós, é uma
necessidade lógica que estamos eternamente seguros. Jesus ensinou a doutrina da
segurança eterna? Sim, de fato Jesus a ensinou. Que tipo de vida Jesus concede aos
crentes? Jesus diz repetidamente que Ele concede vida eterna (João 3.16: 3.36; 6.47) aos
crentes. Embora incrivelmente simples, muitos cristãos não captam a importância desse
argumento. Por que Jesus a chamaria de vida “eterna”, se existe uma possibilidade de
perdê-la? Se o leitor não estiver convencido ainda, considere novamente João 10. Jesus
diz que aqueles (as ovelhas) por quem Ele morreu, nunca perecerão e que ninguém pode
arrebatá-los da Sua mão (v. 28). Não existe lugar mais seguro que a mão de Cristo. Se
você crê em Cristo, então é uma de Suas ovelhas. Se você é uma de Suas ovelhas, você
jamais perecerá, pois o Bom Pastor deu a Sua vida por você e lhe concedeu o dom da
vida eterna. Você está seguro em Sua amável mão!

Evangelização e a Soterologia

Calvino acreditava que devemos fazer uso total das oportunidades


que Deus dá para evangelizar. "Quando uma oportunidade para
edificação se apresenta, devemos perceber que uma porta foi aberta
para nós pela mão de Deus a fim de que possamos introduzir Cristo
naquele lugar e não devemos nos recusar a aceitar o generoso
convite que Deus nos faz",
Para Calvino, evangelização envolve um chamado contínuo e
autoritativo ao crente na igreja para exercer a fé no Cristo crucificado
e ressurreto. Esta convocação é um compromisso para a vida toda.
Evangelização significa apresentar Cristo de modo que as pessoas,
pelo poder do Espírito, possam vir a Deus em Cristo. Mas também
significa apresentar Cristo de modo a que o crente possa servi-lo
como Senhor na comunhão da Sua igreja e no mundo. Evangelização
requer edificar crente na fé mais santa de acordo com os cinco
princípios-chave da Reforma: Sola Scriptura, Sola Fide, Sola Gracia,
Solus Christus, Sole Deo Gloria. Para Calvino, a tarefa mais
importante do evangelismo era a edificação dos filhos de Deus na fé
mais santa e convencer os incrédulos da hediondez do pecado,
dirigindo-os a Cristo Jesus como o único Redentor.
Teologia
Sistemática
II
Soterologia e a Evangelização

Armando César
FTBC