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Supremo Tribunal Federal

RECURSO EXTRAORDINÁRIO 720.403 DISTRITO FEDERAL

RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA


RECTE.(S) : IBAMA - INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO
AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS
RENOVAVEIS
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
RECDO.(A/S) : PAULO SÉRGIO DE BARROS GAMA DO
NASCIMENTO
ADV.(A/S) : FERNANDO BARBOSA MARCONDES DE
CARVALHO

DESPACHO

RECURSO EXTRAORDINÁRIO.
ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO DE
CARGOS POR TEMPO DETERMINADO.
EXAURIMENTO DO PRAZO.
PROVIDÊNCIAS PROCESSUAIS.

Relatório

1. Recurso extraordinário interposto com base no art. 102, inc. III,


alínea a, da Constituição da República contra julgado do Tribunal
Regional Federal da 1ª Região.

O caso

2. Em 23.7.2003, Paulo Sérgio de Barros Gama do Nascimento


impetrou mandado de segurança, com pedido de medida liminar, contra
o Presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis – Ibama, a fim de garantir acumulação do cargo de
biólogo no Município do Rio de Janeiro, sem percepção de remuneração,
em razão de licença para tratamento de interesse particular, com o de
Analista Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis – Ibama.

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3133767.
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RE 720.403 / DF

Sustentou que teria sido “surpreendido com a informação de que a posse


no cargo de analista ambiental estaria condicionada a sua exoneração, em caráter
definitivo, do cargo público que atualmente ocupa. Segundo informado pelo setor
de pessoal e recrutamento da autarquia, a orientação hoje vigente no âmbito do
IBAMA é no sentido de que a acumulação não remunerada de cargos públicos
afigura-se ilícita, em respeito à Decisão n. 308/95-TCU” (fl. 3).

Em 23.7.2003, o juiz federal substituto da 3ª Vara Federal da Seção


Judiciária do Distrito Federal deferiu a medida liminar pleiteada (fl. 78) e,
em 18.6.2004, concedeu a ordem “para assegurar a permanência do
Impetrante no cargo público de analista ambiental do IBAMA até 21/07/2005,
data em que ocorrerá o término da sua licença para o trato de interesse
particulares, quando deverá optar pelo cargo que queira permanecer” (fl. 114,
grifos nossos).

Contra essa decisão o Ibama interpôs apelação (fls. 125-128),


desprovida pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região:

“CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MANDADO


DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE
CARGOS PÚBLICOS. CABIMENTO. LICENÇA SEM
REMUNERAÇÃO COMPROVADA. 1. O mandado de segurança é
destinado a garantir direito líquido e certo, ou seja, aquele que pode
ser provado de plano. 2. O impetrante comprovou que, para tomar
posse como Analista Ambiental do IBAMA, requereu anteriormente a
licença sem remuneração no cargo de Biólogo do município do Rio de
Janeiro/RJ, não havendo ofensa, diante dessa situação, ao art. 37 da
CR/88. 3. Apelação e remessa oficial não providas” (fl. 153).

Contra essa decisão o Ibama interpôs recurso extraordinário, no qual


alega que o Tribunal de origem teria contrariado o art. 37 da Constituição
da República.

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Sustenta que “a licença, ainda que não remunerada, não rompe o vínculo
do servidor com a Administração, mormente porque, em face do caráter
discricionário daquela, pode ser revogada a qualquer tempo, o que ensejaria o
necessário retorno às atividades e o recebimento cumulativo de vencimentos
indevidos“ (fl. 162).

Assevera que “a vedação insculpida no art. 37 da Lei Maior visa impedir


não só a percepção de vantagens pecuniárias resultantes da acumulação indevida
de cargos públicos, mas também a própria titularidade dos cargos, situação que o
Impetrante quer preservar durante determinado período de tempo, à míngua de
amparo legal para sua pretensão” (fl. 164).

Requer “o conhecimento e provimento do recurso extraordinário, para que


seja reformado o acórdão guerreado, por violação ao art. 37 da Constituição
Federal, e consequentemente seja denegada a ordem mandamental, em face da
legalidade do procedimento deflagrado pela Administração” (fl. 166).

3. Em 12.9.2012, o Vice-Presidente do Tribunal Regional Federal da


1ª Região admitiu o recurso extraordinário (fls. 169-170).

Analisados os elementos havidos nos autos, DECIDO.

4. Na espécie vertente, a 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da


1ª Região manteve a decisão concessiva da ordem no mandado de
segurança para que o Impetrante pudesse acumular o cargo de biólogo no
Município do Rio de Janeiro, sem percepção de remuneração, em razão
de licença para tratamento de interesse particular, com o cargo de
Analista Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis – Ibama até 21.7.2005, quando então
deveria optar por um dos cargos (art. 133, § 5º, da Lei n. 8.112/1990).

Nestes autos não se tem notícia se o Recorrido fez a opção por um


dos cargos em 21.7.2005, conforme decidido pelo Tribunal Regional

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Federal da 1ª Região.

5. Pelo exposto, determino ao Recorrente que informe o cargo pelo


qual o Recorrido optou e se ainda há interesse jurídico na lide.

Publique-se.

Brasília, 21 de novembro de 2012.

Ministra CÁRMEN LÚCIA


Relatora

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