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FACULDADE PITÁGORAS LONDRINA

AULA 2

DISCIPLINA: MATEMÁTICA INSTRUMENTAL PARA ENGENHARIA

PROF.ª ADRIANA CARNIÉLLI


Prof.º AIRTON J.S. GARCIA

2015

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FUNÇÕES

SISTEMAS DE COORDENADAS CARTESIANAS ORTOGONAIS

A ideia de localizar pontos num plano é bem antiga em Matemática e, por volta do séc. III a.C., já
havia sido usada pelo geômetra Apolônio de Perga. No entanto, o sistema que utilizamos hoje se
originou dos trabalhos do matemático e filósofo René Descartes, que viveu na França, no século
XVII. Descartes adotava o pseudônimo de Cartesius e, por isso, o sistema criado por ele é
conhecido como cartesiano.
O eixo desenhado na posição horizontal é denominado eixo das abscissas, em geral indicado por
Ox. O eixo desenhado na posição vertical é denominado eixo das ordenadas, geralmente
denotado por Oy
Os eixos Ox e Oy dividem o plano em quatro regiões, chamadas quadrantes, caracterizadas pelos
sinais das coordenadas de seus pontos.
Sistemas de coordenadas cartesianas ortogonais é a correspondência que a cada par ordenado de
números reais associa um único ponto do plano cartesiano ortogonal.
Em A X B, representamos o conjunto A no eixo das abscissas e o conjunto B no eixo das ordenadas.

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NOÇÃO DE FUNÇÃO
O conceito de função é um dos mais importantes da matemática e das ciências em geral. Ele está
presente sempre que relacionamos duas grandezas variáveis.
Exemplo: O número de litros de gasolina comprado e o preço a pagar
Observe que o preço a pagar é dado em função do número de litros comprados, ou seja, o preço
a pagar depende do número de litros comprados.

Noção de função por meio de conjuntos

Exemplos:
1) Dados os conjuntos A = {-2, -1, 0, 1, 2} e B = {-8, -6, -4, -3, 0, 3, 6}. Devemos associar cada
elemento de A ao seu triplo em B.

Nesse caso temos uma função, pois todos os elementos de A têm um único correspondente em B.
2) Dados A = {0, 1, 4} e B = {-2,-1, 0, 1, 2, 5}, relacionamos A e B da seguinte forma: cada

elemento em x, relacionado com sua respectiva raiz quadrada. y  x


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Nesse caso não temos uma função de A em B, pois os elementos 1 e 4 pertencentes ao conjunto
A, possui mais de um correspondente em B.

3) Dados A = {-4, -2, 0, 2, 4} e B = {0, 2, 4, 6, 8}, associamos elementos de A ao seu igual em


B. y = x

Não é uma função, pois há elementos em A que não tem correspondente em B.

4) Dados A = {-2, -1, 0, 1, 2,} e B = {0, 1, 4, 8, 16} e a correspondência entre A e B dada pela
fórmula y  x 4 com x  A e y  B , temos:

É uma função, pois cada elemento de A, possui um único correspondente em B.

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DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO
Definimos função como a relação entre dois ou mais conjuntos, estabelecida por uma lei de
formação, isto é, uma regra geral. Os elementos de um grupo devem ser relacionados com os
elementos do outro grupo, através dessa lei. Por exemplo, vamos considerar o conjunto A formado
pelos seguintes elementos {–3, –2, 0, 2, 3}, que irão possuir representação no conjunto B de acordo
com a seguinte lei de formação y = x².

Aplicada a lei de formação, temos os seguintes pares ordenados: {(–3, 9), (–1, 1), (0, 0), (2, 4), (4,
16)}. Essa relação também pode ser representada com a utilização de diagramas de flechas,
relacionando cada elemento do conjunto A com os elementos do conjunto B. Observe:

No diagrama é possível observar com mais clareza que todos os elementos de A estão ligados a
pelo menos um elemento de B, então podemos dizer que essa relação é uma função. Dessa forma
o domínio é dado pelos elementos do conjunto A, e a imagem, pelos elementos do conjunto B.

As funções possuem diversas aplicações no cotidiano, sempre relacionando grandezas, valores,


índices, variações entre outras situações. Por exemplo, a inflação é medida através da função que
relaciona os preços atuais com os preços anteriores, dentro de um determinado período, caso
ocorra variação para mais dizemos que houve inflação, e havendo variação para menos,
denominamos deflação. A distância percorrida por um veículo depende da quantidade de
combustível presente no tanque. Ciências como a Física, a Química e a Biologia utilizam em seus
cálculos as propriedades das funções para demonstrarem a ocorrência de determinados

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fenômenos. Dessa forma, é muito importante obter o conhecimento adequado sobre as
propriedades e definições das funções matemáticas.

Função sobrejetora
A função é sobrejetora se a sua imagem for igual ao seu contradomínio.
Como sabemos o conjunto A é o domínio da função e o conjunto B é o seu contradomínio.
É do nosso conhecimento que o conjunto imagem é o conjunto formado por todos os elementos
do contradomínio que estão associados a pelo menos um elemento do domínio e neste nosso
exemplo, todos os elementos de B estão associados a pelo menos um elemento de A, logo nesta
função o contradomínio é igual ao conjunto imagem.
Classificamos como sobrejetora as funções que possuem o contradomínio igual ao conjunto
imagem.
Note que em uma função sobrejetora não existem elementos no contradomínio que não
estão flechados por algum elemento do domínio.
Nesta função de exemplo temos:
Domínio: D(f) = { -2, -1, 1, 3 }
Contradomínio: CD(f) = { 12, 3, 27 }
Conjunto Imagem: Im(f) = { 12, 3, 27 }
Esta função é definida por:
Substituindo a variável independente x, de 3x2, por qualquer elemento de A, iremos obter o
elemento de B ao qual ele está associado, isto é, obteremos f(x).
Do que será explicado a seguir, poderemos concluir que embora esta função seja sobrejetora, ela
não é uma função injetora.

Função injetora
A cada elemento do conjunto A corresponde um elemento distinto do conjunto B, ou seja, não há
elemento em B que seja imagem de mais de um elemento de A. De modo geral, uma função
f : A  B é injetora se, e somente se, para todo y  B existe um único x  A , tal que y = f(x).
Vejamos agora este outro diagrama de flechas:

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Podemos notar que nem todos os elementos de B estão associados aos elementos de A, isto é,
nesta função o conjunto imagem difere do contradomínio, portanto esta não é uma função
sobrejetora.
Além disto podemos notar que esta função tem uma outra característica distinta da função
anterior.
Veja que não há nenhum elemento em B que está associado a mais de um elemento de A, ou seja,
não há em B qualquer elemento com mais de uma flechada. Em outras palavras não há mais de
um elemento distinto de A com a mesma imagem em B.
Nesta função temos:
Domínio: D(f) = { 0, 1, 2 }
Contradomínio: CD(f) = { 1, 2, 3, 5 }
Conjunto Imagem: Im(f) = { 1, 3, 5 }
Definimos esta função por:
Veja que não há no D(f) qualquer elemento que substituindo x em 2x + 1, nos permita obter o
elemento 2 do CD(f), isto é, o elemento 2 do CD(f) não é elemento da Im(f).

Função bijetora
Todos os elementos de B são imagens únicas dos elementos de A. De um modo geral a função é
bijetora quando é injetora e sobrejetora ao mesmo tempo.
Do explicado até aqui concluímos que este é o diagrama de uma função sobrejetora, pois não há
elementos em B que não foram flechados.
Concluímos também que esta é uma função injetora, já que todos os elementos de B recebem
uma única flechada.
Esta função tem:
Domínio: D(f) = { -1, 0, 1, 2 }
Contradomínio: CD(f) = { 4, 0, -4, -8 }
Conjunto Imagem: Im(f) = { 4, 0, -4, -8 }
Esta função é definida por:
Ao substituirmos x em -4x, por cada um dos elementos de A, iremos encontrar os respectivos
elementos de B, sem que sobrem elementos em CD(f) e sem que haja mais de um elemento
do D(f) com a mesma Im(f).
Funções que como esta são tanto sobrejetora, quanto injetora, são classificadas como funções
bijetoras.

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Gráficos
Sendo f uma função de variável real, chama-se de gráfico de f ao conjunto de todos os pontos (x,
y) do plano cartesiano em que y  f (x) .

Reconhecimento de uma função por meio do seu gráfico


Toda e qualquer reta vertical que passe pelo domínio da relação (projeção do gráfico no eixo das
abscissas), deve interceptar uma única vez o gráfico da relação para que esta relação seja
considerada uma função.

Dos três gráficos acima, o gráfico (C) não é gráfico de uma função, existem três pontos no gráfico
com a coordenada x  0 , de modo que não existe um único valor de y para esse valor x  0 . Os
outros dois gráficos não apresentam esse problema, já que nenhuma linha vertical (imaginária)
cruza o gráfico em mais de um ponto. Gráficos que passam por esse “teste da linha vertical” são
gráficos de funções.

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Domínio de uma função real de variável real
Uma função pode ser definida algebricamente por meio da regra (ou lei) em termos da variável x
do domínio.

As funções devem ser caracterizadas de acordo com algumas condições de existência:

Dois conjuntos: um denominado domínio e outro contradomínio.

Uma expressão y = f(x) associando os valores de x e y, formando pares ordenados pertencentes aos
conjuntos domínio e contradomínio.

Através de alguns exemplos, demonstraremos como determinar o domínio de uma função, isto é,
descobrir quais os números que a função não pode assumir para que a sua condição de existência
não seja afetada.

a)

Nesse caso, o denominador não pode ser nulo, pois não existe divisão por zero na Matemática.
x–1≠0
x≠1
Portanto, D(f) = {x ɛ R / x ≠ 1} = R – {1}.

b)

Nos números reais, o radicando de uma raiz de índice não pode ser negativo.
4x – 6 ≥ 0
4x 6
x ≥ 6/4
x ≥ 3/2
Portanto, D(f) = {x ɛ R / x ≥ 3/2}

c)

O radicando de uma raiz de índice ímpar pode ser um número negativo, nulo ou positivo, isto é, 3x –
9 pode assumir qualquer valor real. Portanto, D(f) = R.

d)

Nesse caso, temos restrições tanto no numerador quanto no denominador. As restrições podem ser
calculadas da seguinte maneira:
I) 2 – x ≥ 0 → – x ≥ – 2 → x ≤ 2
II) x + 1 > 0 → x > – 1

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Executando a intersecção entre I e II, obtemos:

Portanto, D(f) = {x ɛ R / –1 < x ≤ 2} → ] –1, 2].

É importante estar atento a determinadas situações envolvendo funções; o conhecimento e a


habilidade em lidar com tais condições é consequência de muito estudo e dedicação por parte dos
estudantes. Tais condições de existência das funções são cobradas em questões de vestibulares de
diversas universidades brasileiras, em virtude de o conteúdo possuir inúmeras aplicações no
cotidiano.

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Exemplos:
Encontre o domínio de cada uma das funções abaixo:
1
1) f ( x) 
x

t
2) h(t ) 
t2

3) f ( x)  4  x 2

4) g ( x)  7 x

1
5) f ( x) 
9  x2

6) h( x )  3 x  1

Mais alguns exemplos:

a) f ( x)  x  3
Devemos ter x  3  0 então x  3 , pois a expressão dentro do radical não pode ser negativa. O
domínio de f é o intervalo  3, .

x
b) g ( x) 
x5
A expressão dentro do radical não pode ser negativa e o denominador de uma fração não pode
ser zero.
x0 e x5
O domínio de f é o intervalo 0,5  5, .
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Referências Bibliográficas

CALDEIRA, André Machado; SILVA, Luiza Maria Oliveira; MACHADO, Maria Augusta Soares;
MEDEIROS, Valéria Zuma (coord.). Pré-Cálculo. 2. ed. rev. São Paulo: Cengage Learning, 2010.

DANTE, Luiz Roberto. Matemática, contexto e aplicações. 1. ed. São Paulo: Ática, 2011.

DEMANA, Franklin D. et al. Pré-Cálculo. São Paulo: Pearson, 2009.

RIBEIRO, Jackson. Matemática: ciência, linguagem e tecnologia. 1: ensino médio. São Paulo:
Scipione, 2010.

SILVA, Sebastião Medeiros da; SILVA, Elio Medeiros da; SILVA, Ermes Medeiros da. Matemática
básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2002.

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