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Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação

Superior (SECITES)
Governo de Mato Grosso

PROBIOMAT
Programa de Biocombustíveis do Estado de Mato Grosso

Nome e endereço para contato:


Flávia Nogueira (Coordenação Geral do Programa)
Secretária de Estado
flavianogueira@secitec.mt.gov.br
Telefones: 65-6130103 e 65-99836710

José Alexandre Golemo


alexandregolemo@fapemat.mt.gov.br
Telefones: 65-6133516 e 65-92236662

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PROBIOMAT

Cuiabá, 31 de outubro de 2003

Contextualização

O governo brasileiro instituiu, através do Ministério da Ciência e Tecnologia –


MCT, o Programa Brasileiro de Biodiesel – PROBIODIESEL, através da Portaria MCT
N.º 702 de 30 de outubro de 2002. O PROBIODIESEL foi concebido como ação
integrada, em rede de pesquisas, com o propósito de desenvolver as tecnologias
de produção e de uso de misturas biocombustíveis, tendo como objetivo
essencial a promoção da viabilidade e da competitividade técnica, sócio-
ambiental e econômica do uso do biodiesel para o mercado brasileiro e para
exportação futura, além de sua produção e distribuição nas diferentes regiões do
País.
Um dos grandes desafios de um programa deste tipo é o de construir um
esforço nacional capaz de resultar em remodelação das cidades, promoção do
desenvolvimento de tecnologias e de indústrias com as respectivas estruturas
físicas e de logística para assegurar a sustentabilidade do programa,
promovendo ao mesmo tempo inclusão social e melhorias ambientais, visando
contribuir para o desenvolvimento sustentado da nação.
O cenário atual se mostra oportuno a este desafio, tendo em vista a prática
do livre mercado para combustíveis, a redução das barreiras, a política
energética praticada, o perfil de produção e consumo do diesel de petróleo, a
necessidade de reduzir a poluição atmosférica, em particular nos grandes centros
urbanos, e o grande interesse e competitividade da indústria nacional.
Além desses aspectos, o Brasil, através de seus estados produtores, poderá se
fortalecer no bloco de países detentores da tecnologia de biocombustíveis,
podendo se tornar exportador consagrado não só de produtos como também de
tecnologias, equipamentos e serviços com maior valor agregado.
Neste sentido, em 2 de julho de 2003, a Presidência da República instituiu o
Grupo de Trabalho Interministerial encarregado de elaborar e apresentar estudos
sobre a viabilidade de utilização de óleo vegetal como fonte alternativa de
energia, propondo as ações necessárias para seu uso no país.
Partindo de premissas concretas (desenvolvimento de tecnologia de auto-
sustentabilidade, redução de importação óleo diesel, desenvolvimento da
agricultura familiar e redução de emissões atmosféricas), o referido grupo
apontou diversas aplicações possíveis para os biocombustíveis: substituição do
óleo diesel metropolitano e interior, transporte em geral, máquinas agrícolas,
motores estacionários para geração de eletricidade, entre outras. Os
combustíveis potencialmente utilizáveis seriam o biodiesel industrial (B100, ésteres
de óleos vegetais), as misturas Bx (x = % de biodiesel ao diesel), o óleo cru e / ou
misturas com álcool, a mistura ternária (álcool / biodiesel / diesel) e as correntes
de hidrocarbonetos obtidas por craqueamento térmico. As escala de produção
poderiam variar entre grandes estruturas industriais (plantas de 400 ton / dia),
plantas descontínuas de média capacidade (até 100 ton / dia) e unidades
pequenas para sítios específicos (agricultura associativista). Poderiam ser
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utilizadas diversas rotas tecnológicas e diversas matérias primas (soja, mamona,


dendê, amendoim, girassol, babaçu, insumos residuais, e outras), também
produzidas em diferentes escalas (agricultura extensiva, intensiva, familiar).
Os desafios apontados devem ser vencidos passo a passo. No curto prazo,
pode-se consolidar as tecnologias de transesterificação etílica, produção do
biodiesel de óleo de mamona e óleo de dendê (transesterificação alcoólica -
metanolise / etanólise), produção do biodiesel de insumos residuais (óleos usados
ou ácidos graxos residuais) por transesterificação alcoólica - metanolise /
etanólise, disponibilizar a tecnologia de transesterificação alcoólica (etanólise e
metanólise) do óleo de soja, realizar testes de campo para aprovação de uso
comercial. Além disto, pode-se promover a utilização de B100 em motores com
tecnologia adaptada, disponibilizar a tecnologia de produção e aplicação do
biodiesel para sistemas veiculares e estacionários (geração de eletricidade) a
partir das tecnologias de transesterificação alcoólica, catálise enzimática ou
outra, sendo a tecnologia de craqueamento térmico de óleos vegetais para
obtenção hidrocarbonetos combustíveis desenvolvida simultaneamente.
Considera-se ainda a possibilidade de emprego de óleo cru para sistemas
estacionários destinados à geração de eletricidade em comunidades remotas,
inclusive em mistura com álcool; a necessidade de realização dos testes faltantes
para liberar a mistura álcool/diesel e a análise de viabilidade do emprego da
mistura álcool/diesel para aplicação no transporte urbano, considerando a
promoção de ganhos ambientais com a redução das emissões atmosféricas.

Oportunidades e Premissas do PROBIOMAT

O Estado de Mato Grosso, um dos maiores produtores de soja e de algodão


do Brasil, se credencia com um perfil econômico altamente promissor na
capacidade de produção dos biocombustíveis. O Estado ainda possui uma das
maiores diversificações em produtos agrícolas que também possibilitam a retirada
de óleos vegetais para fabricação de Biodiesel, tal como o milho e o girassol.
Além disso, ocorrem aqui algumas espécies naturais que possuem alta
concentração de óleo, tais como tucumã, açaí, babaçu, piaçava, buriti, entre
muitas outras. Essas plantas ainda não foram produzidas em escala comercial,
contudo oferecem importantes sinalizações para a produção alternativa de
Biodiesel, bem como uma possível alternativa econômica bastante viável para a
agricultura familiar nos assentamentos, nos quilombolas e nas comunidade
indígenas.
A cultura da soja, com elevada capacidade de produção (3.020 kg/ha,
frente a uma média nacional de 2.395 kg/ha), nas últimas duas décadas,
alcançou grande importância nacional e internacional. Com isso, atraiu muitos
investimentos, tanto para o aumento da produtividade primária no campo,
quanto para a competitividade final e de seus derivados – o farelo e o óleo – nos
mercados internacionais altamente competitivos. Desse modo, por ser a planta
que mais se destaca, apresenta uma potencialidade vocacional ímpar para a
produção em larga escala dos biocombustíveis. Nesse próspero cenário, o setor
produtivo vem investindo em Pesquisa e Desenvolvimento na cadeia produtiva
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da Soja, para manter e ampliar as vantagens competitivas da produção.


Investimentos em construção de plantas industriais modernas e de grande
capacidade de beneficiamento, logística do negócio, com soluções de infra-
estrutura, armazenagem e escoamento da produção mais eficiente e pesquisa
de melhoramento genético das sementes e adaptação de sementes a novos
ecossistemas, como o cerrado, controle de pragas, entre outros. Tecnologia,
terras planas, empreendedorismo e regularidade climática explicam a liderança
na produtividade e o crescimento continuado da produção.
No Mato Grosso destaca-se também o algodão, que também apresenta
potencial de extração de óleo para produção de Biodiesel. Esse produto, por
intermédio de um programa especial de incentivos (Proalmat), atingiu patamares
elevados com investimentos em tecnologia e desenvolvimento de melhorias
genéticas. O Estado é ainda o segundo maior produtor de milho do Centro-
Oeste (IBGE/2001 apud Revista “Mercoeste” de 2002). Sua produção cresceu de
618.973 toneladas em 1990 para 1.743.043 toneladas em 2001. Esse crescimento
oferece um outro importante indício para políticas de extração de óleo para a
produção de biocombustíveis. Há ainda um quarto produto, o girassol, que
embora produzido em menor escala (área de 3250 ha), se constitui também
como elemento altamente viável tanto na extração de óleo quanto na
alimentação animal. Há, finalmente, a cultura da mamona, com elevado
potencial produtivo em áreas de assentamentos rurais.
Apenas a título de exemplificação, pode-se observar o Quadro 1:

Quadro 1: Dados referente à safra 2002/2003 de Mato Grosso.


Produto Área (ha) Produção (t)
Algodão 292.863 1.110.350 t
Girassol 3.250 5.140,00 t
Mamona 2.723 4.590,00 t
Soja 4.516.894 13.956.405 t
Cana de açúcar 189.245 13.800 t**
Álcool 189.245 780.000.000 L**
*EMBRAPA (Ofício C.UEP.MT no. 0060/03)
** SINDALCOOL (Resumo Executivo, 2003)

Para o Estado, o biodiesel é um produto com múltiplas potencialidades,


podendo atender os mercados de transportes, de carga e de passageiros, frotas
cativas, transporte ferroviário, mineração, geração de energia elétrica, pela
utilização como substituto parcial ou total do diesel de petróleo.
O interesse do Estado em fazer parte do esforço nacional para o uso do
biodiesel surgiu em função dos seguintes pontos:
1) é urgente estimular o crescimento da capacidade tecnológica local,
tanto no que se refere ao fortalecimento da rede de laboratórios e
equipamentos hoje disponíveis, quanto do aumento da capacitação
técnica e acadêmica em vários níveis;
2) vislumbra-se a possibilidade do emprego da tecnologia disponível e da
tecnologia a ser aprimorada em ações de inclusão social, não só por
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intermédio do estímulo à produção familiar (mamona e girassol, por


exemplo) como também estímulo à manutenção do homem no campo
(energia produzida em pequenas plantas regionais);
3) de acordo com informações disponibilizadas pela Gerencia do Segmento
de Combustíveis da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT), não se
vislumbra perda de arrecadação no segmento de combustível para o
Estado, ou seja, não há indício de impacto negativo da redução de uso
de óleo diesel na mistura álcool-diesel;
4) o clima quente predominante no Estado permite a especificidade dos
testes a serem realizados; resultados de testes aplicados em clima frio não
podem ser diretamente aplicados à realidade do território nacional;
5) a posição geográfica peculiar do Estado de Mato Grosso pode
transforma-lo em importante pólo produtor e distribuidor de biodiese.
O esforço governamental deverá estar concentrado em fomentar a
tecnologia ampliando a competência local para fazer um bom combustível,
além de garantir o preço e as condições de uso. O desenvolvimento das
tecnologias dos processos de produção e de usos de biodiesel e seus subprodutos
deve estar sempre acompanhado da demonstração da viabilidade econômica
e sócio-ambiental, da competitividade e, também, da promoção da aceitação
pelo mercado consumidor.
A execução do PROBIOMAT dotará o estado de competitividade técnico-
econômica, de forma a inseri-lo no novo modelo da matriz energética nacional,
potencializando ganhos ambientais e gerando novos negócios para agroindústria
e agricultura familiar. A Implementação do PROBIOMAT fortalece o compromisso
do Estado com o desenvolvimento e uso de tecnologias limpas e
economicamente sustentáveis.

O histórico do biocombustível em Mato Grosso

Em 1999, o Ministério de Minas e Energia coordenou, em vários municípios


brasileiros (Curitiba, Campo Grande, Cuiabá e Brasília), a aplicação de testes
preliminares de emissões e de dirigibilidade em frotas cativas. Em Cuiabá, a
Universidade Federal de Mato Grosso realizou os testes preliminares na frota
cativa de uma das empresas de transportes coletivos da capital. Quatro veículos
rodaram com mistura álcool diesel fornecida pelo Ministério, em torno de 60.000
km cada um, mostrando bom desempenho e viabilidade de utilização sem
alteração nos motores originais, demonstrando ainda ganhos ambientais (em
torno de 48% menos emissões de gases na atmosfera).
Em função da pequena capacidade analítica disponível em Cuiabá e em
outros municípios na época dos testes, os mesmos tiveram continuidade apenas
em Curitiba. O que se deseja hoje, é re-inserir o Estado de Mato Grosso no
contexto dos testes brasileiros de biocombustíveis, uma vez que o cenário da
capacidade tecnológica, da parceria com a iniciativa privada e o apoio do
governo local mudaram profundamente: hoje as duas Universidade Públicas de
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Mato Grosso (UFMT e UNEMAT) contam com laboratórios a serem potencialmente


integrados à rede nacional; a partir de 2000 Cuiabá passou a contar com a
ECOMAT, primeira indústria de Biocombustiveis do Brasil e, por incentivo do MCT, a
partir do dia 7 de julho de 2003, com a realização do 1º Worshop Mato-grossense de
Biocombustíveis, iniciou-se a elaboração do programa PROBIOMAT, coordenado
pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (SECITES).

Cabe ressaltar ainda que, no período de 2000 a 2003, a ECOMAT vem


participando do Programa Nacional de MAD8 e Probiodiesel, fornecendo
produto para testes em diversas localidades do Brasil, além de estar fornecendo
atualmente o AEP-102 e Biodiesel para frota cativa de ônibus da cidade de
Curitiba/PR.

Objetivos e Estratégias do PROBIOMAT

Objetivo Geral
Integrar o Estado à rede nacional de biodiesel, contribuindo no esforço para
desenvolver tecnologias de produção e uso economicamente sustentável de
biodiesel, contribuindo também para melhorar a inserção internacional do Brasil
nas questões ambientais globais.

Objetivos Específicos
1) estabelecer uma rede de pesquisa e capacitação capaz de incrementar
a competência regional em todos os níveis;
2) incrementar o desenvolvimento tecnológico e inovação no Estado,
capaz de produzir e atestar a viabilidade e competitividade técnica,
econômica e sócio-ambiental do biodiesel;
3) Contribuir para o desenvolvimento de métodos, normas e procedimentos
e ensaios de caracterização físico-química, ensaios dinamométricos e
apoio tecnológico à produção e monitoramento da qualidade de
combustíveis alternativos e biodiesel;
4) Realizar testes de laboratório, de bancada e de campo para atestar a
viabilidade e competitividade técnica, econômica, social e ambiental
dos combustíveis alternativos (MAD-8 e outros) e biodiesel;
5) Criar alternativas de emprego e renda no campo e na cidade, com
ênfase na agricultura familiar;
6) Desenvolver a produção e o uso de biocombustíveis derivados de
matérias-primas regionais, gerando emprego e renda nas diferentes
regiões do Estado.

Estratégias
1) Estabelecer o Núcleo Tecnológico do PROBIOMAT (rede de laboratório de
pesquisa) como elo da Rede Brasileira de Biocombustíveis;
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2) Promover o financiamento de projetos de pesquisa capazes de adequar a


infra-estrutura laboratorial nas instituições parceiras, visando
complementação às necessidades do programa (rede de análise de
testes, controle de emissões, análise de combustíveis, monitoramento de
frota em campo e da geração estacionária de eletricidade e transporte
fluvial, entre outros);
3) Promover o financiamento de projetos de pesquisa capazes de desenvolver
modelos de uso de energia elétrica em comunidades remotas,
notadamente assentamentos rurais;
4) Estimular a produção de oleaginosas na escala familiar associativa;
5) Capacitar e treinar equipe técnica na área (capacitação e qualificação);
6) Desenvolver, permanentemente, ações para o licenciamento de
combustíveis alternativos.

Programa de Trabalho de pesquisa ou desenvolvimento tecnológico

O programa desenhado para que os objetivos sejam atingidos divide-se em dois


tipos de ações: ações de curto e ações de médio prazos.

Ações de curto prazo (2003 a 2005) - Estratégias 2, 3, 5 e 6.

Cronograma de trabalho.

Ano 2003-2004
Atividades Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Produção do X X X X X X X X X X X X X
Biodiesel
Capacitação e X X X X X X X X X X X X
qualificação
Financiamento de X X X X X X X X X X X X X
projetos de
pesquisa
Proposição de X
novos projetos
(assentamentos
rurais)
Testes de Campo X X X X X X X X X
Análise dos X X X X X X X X X
Resultados

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PROBIOMAT

Ano 2005
Atividades Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Financiamento de X X X X X X X X X X X X
projetos de pesquisa
Capacitação e X X X X X X X X X X X X
qualificação
Testes de Campo X X X X X X X X X X X X
Análise de Resultados X X X X X X X X X X X X
Conclusões e X X X
Recomendações

Ações de médio prazo (2005 e 2006) - Estratégias 1, 4, 5 e 6.

Ano 2005
Atividades Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Criação do Núcleo X X X
Tecnológico do
PROBIOMAT como elo
da Rede Brasileira de
Biocombustíveis
Proposição de novos X X
projetos de pesquisa
Aplicação, no campo, X X X X X X
dos modelos propostos
para assentamentos
rurais
Capacitação e X X X X X X X X X X X X
qualificação
Testes de Campo X X X X X X X X X X X X
Análise de Resultados X X X X X X X X X X X X

Ano 2006
Atividades Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
manutenção do Núcleo X X X X X X X X X X X X
Tecnológico do
PROBIOMAT
Aplicação, no campo, X X X X X X X X X X X X
dos modelos propostos
para assentamentos
rurais
Capacitação e X X X X X X X X X X X X
qualificação
Testes de Campo X X X X X X X X X X X X
Análise de Resultados X X X X X X X X X X X X
Conclusões e X X X
Recomendações

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Entende-se que a estratégia 6 (Desenvolver, permanentemente, ações para o


licenciamento de combustíveis alternativos) resulta em adoção permanente,
junto ao Governo Federal, de postura favorável ao licenciamento para o uso mais
amplo possível do biodiesel pela população mato-grossense.

Instituições envolvidas e responsabilidades

Nome: Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior


(SECITES) Responsabilidades: Coordenação Geral do Programa, articulação de
ações para apoio e financiamento interno ou externo; interlocução com o MCT.
Estrutura de apoio: corpo técnico na capital

Nome: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (SEDER/EMPAER)


Responsabilidades: Avaliar o impacto sócio-econômico do programa sobre os
arranjos produtivos das oleaginosas (soja, algodão e girassol em sistemas
agroflorestais).
Estrutura de apoio: corpo técnico na capital e no interior.

Nome: Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ)


Responsabilidades: elaborar estratégias de financiamento.
Estrutura de apoio: corpo técnico na capital.

Nome: Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT, Campus Cuiabá)


Responsabilidades: Avaliação da viabilidade técnico-econômica, aquisição de
domínio de tecnologias já consagradas, desenvolvimento de novas tecnologias
para a produção de biodiesel, controle de qualidade do biodiesel e das misturas
Bx desenvolvidas, estudos para o aproveitamento de subprodutos (glicerina,
ácidos graxos e resíduos do processo), acompanhamento dos ensaios
laboratoriais e em campo de frotas cativas.
Estrutura de apoio: 02 (dois) Laboratórios de Química (Central de Analise Química
e Controle de Qualidade de Combustíveis).

Nome: Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT, Campus Barra do


Bugres)
Responsabilidades: teste de motores.
Estrutura de apoio: 01 (um) Laboratório de Engenharia de Produção.

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Fontes de ácidos graxos a serem exploradas:

- Óleos vegetais (soja, algodão, milho, girassol, mamona);


- Gorduras animais (aves, bovinos e suínos).

Rotas Tecnológicas a serem desenvolvidas:

O projeto de pesquisa anexo (Transesterificação Induzida por Microondas:


Produção de Biodiesel em Escala Piloto) tratará das seguintes rotas tecnológicas:

- Transesterificação etílica em meio básico de óleos vegetais e gorduras


animais;
- Esterificação e transesterificação etílica em meio ácido e ou básico de óleos
vegetais e gorduras animais induzidas por microondas (2,45 GHz).

Parceiros da iniciativa privada envolvidos

Nome: Ecológica Mato Grosso Indústria e Comércio Ltda (Ecomat)


Função: Produção em escala industrial do aditivo AEP-102 e do biodiesel etílico;
simulação de Processo em escala de Laboratório.
Estrutura de apoio: 01 Laboratório na Industria em Cuiabá-MT e corpo técnico
local.

Outros parceiros

Parceiros envolvidos no apoio ao programa, com ações a serem ainda


detalhadas: SEBRAE, SENAI, prefeituras (Cuiabá e Várzea Grande), FIEMT
(Federação da Indústria de Mato Grosso), Ministério da Integração Nacional
(Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste).

Parceiros envolvidos no apoio aos projetos de pesquisa: Universidade Federal


do Paraná (UFPR) e Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR).

Parceiros a serem envolvidos: empresas produtoras de óleos vegetais e


gorduras animais; distribuidoras de combustível; empresas de transporte coletivo e
carga (rodoviário, ferroviário e fluvial); agroindústrias; e usinas produtoras de
álcool etílico.

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Impactos econômicos, sócio-econômicos e ambientais projetados

Impactos econômicos
Segundo a Gerencia do Segmento de Combustíveis da SEFAZ, não foi
vislumbrada perda de arrecadação no segmento de combustível para o Estado,
ou seja, não há indício de impacto negativo. Além disto, pelos cálculos
apresentados, o preço da mistura álcool diesel MAD8 ao consumidor final não
muda significativamente com relação aos valores atualmente praticados para o
diesel, em Cuiabá e Várzea Grande (Quadro 2 e 3).

Quadro 02 – Créditos de ICMS a apropriar por tonelada de MAD8 produzida (R$).

Discriminação Base de Alíquota ICMS


Cálculo

Custo Matéria Prima 2.000,54 17% 340,09


Custo Energia Industrial 61,60 30% 18,48
SUB-TOTAL 358,57
Óleo Diesel 1.430,40 17% 243,17
TOTAL 601,74
Nota:
1 - Matéria Prima: óleo vegetal de soja, álcool, catalisador, conforme
declaração fornecida pela ECOMAT.
2 –Base de Cálculo do óleo diesel conforme preço na bomba em Cuiabá
(R$ 1,60).

Quadro 03 - Preço na obtenção de 1000 L de MAD8.


Produto Total Litros Preço/Litro TOTAL

Óleo Diesel 894 1,60 1.430,40


Álcool 80 1,29 103,20
Mistura AEP 26 3,50 91
TOTAL 1.000 1.624,60
* Preço por Litro Sugerido – R$ 1,62 para consumidor final
** Preço Mistura AEP, conforme informação fornecida pela ECOMAT

Impactos sócio-econômicos
Considerada a necessidade de matérias primas renováveis, óleo de soja e
álcool, tornar-se-á necessário expandir a produção atual, com conseqüente
aumento dos postos de trabalho.

SOJA:
ÁREA PLANTADA ATUAL: 4.354.100.000 ha
INCREMENTO PREVISTO: 286.500.000 ha = 6,58%
FONTES: IMEA/FAMATO – ECOMAT

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CANA-DE-AÇÚCAR:
ESMAGAMENTO ATUAL: 12.384.000 t;
INCREMENTO PREVISTO: 2.845.000 t = 22,97%
FONTES: SINDALCOOL – ECOMAT

Além disto, espera-se, como resultado de projetos de pesquisa, avaliar qual


o impacto no estímulo à agricultura familiar, notadamente em assentamentos
rurais.

Produtos ou Resultados Tecnológicos Esperados

- Métodos alternativos de produção de biodiesel etílico em escala industrial;


- Produtos dentro de padrões de qualidade e especificações em
conformidade com as normas vigentes no Brasil;
- Novos produtos obtidos dos resíduos do processo de produção do biodiesel.

Apoio Desejado do MCT

1) Fomento para a capacitação de recursos humanos;


2) aquisição de equipamentos e melhorias nos laboratórios de controle de
qualidade, estabelecimento do núcleo tecnológico do PROBIOMAT como
elo com a Rede Brasileira de Biocombustíveis;
3) apoio a pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias para a
produção de biodiesel e aproveitamento dos sub-produtos (glicerina,
ácidos graxos e resíduos do processo)
4) apoio a pesquisas e desenvolvimento de novos modelos de uso de energia
em assentamento rurais.

ANEXOS

1) estrutura do PROBIOMAT

2) 02 projetos de pesquisa:

- Transesterificação Induzida por microondas: Produção de Biodiesel em


Escala Piloto
- Projeto de testes de aplicação do biodiesel e misturas com óleo diesel em
motor diesel

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LABORATÓRIOS
P&D - CAPACITAÇÃO
PROBIOMAT

PROBIOMAT
INVENTÁRIO OLEAGINOSAS
ARRANJOS PRODUTIVOS
Estrutura do PROBIOMAT

USINAS & PLANTAS


PRODUÇÃO DE BIODIESEL
PROBIOMAT

REDE BIOMAT
PARCEIROS & INSTITUIÇÕES

TESTES DE CAMPO E
MONITORAMENTO DE FROTAS

LOGÍSTICA & DISTRIBUIÇÃO

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