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Nietzsche

felicidade
Nietzsche viu a mera busca da felicidade, aqui definida como aquilo que dá prazer,
como um desperdício sem graça da vida humana. Declarando: “ A humanidade
não se esforça para a felicidade; apenas o inglês o faz”, fazendo referência a
filosofia inglesa do utilitarismo, e seu foco na felicidade total.

Nietzsche estava dedicado à ideia de encontrar sentido na vida. Ele sugeriu


o Ubermensch (O Superhomem ou Além do Homem), e sua criação de sentido na
vida, como uma alternativa para o último homem, e ofereceu-nos a ideia de
pessoas que estavam dispostas a empreenderem um grande sofrimento em nome
de um objetivo que eles criaram, como exemplos. Podemos imaginar que
Michelangelo achou agradável pintar do teto da Capela Sistina? Nikola
Tesla declarou que seu celibato era necessário para o seu trabalho, mas queixou-
se de sua solidão toda a sua vida.

Essa é a felicidade? Se essas grandes mentes quisessem felicidade em si


mesma, teriam feito o que fizeram?

Não, diz Nietzsche. Em vez disso, eles escolheram perseguir significado, e


encontraram. Isto é o que as pessoas realmente querem

1. Crítica à Tradição Filosófica:


“Alguma vez o meu nome estará unido a algo gigantesco – de uma
crise como jamais houve na Terra, a mais profunda colisão de
consciência, de uma decisão tomada, mediante um conjuro, contra
tudo o que até este momento se acreditou, se exigiu, se santificou.
Eu não sou um homem, eu sou dinamite.” – NIETZSCHE, Friedrich.
Ecce Homo.
De fato, Nietzsche declarou guerra à tradição do pensamento ocidental, realizando
uma crítica radical e impiedosa da tradição filosófica e dos valores fundamentais
da civilização ocidental.

Nietzsche estabeleceu a distinção entre dois princípios: o apolíneo (Apolo –


deus da Razão) e dionisíaco (Dionísio – deus da Festa). Esses dois princípios
tornam separados na Grécia socrática que, optando pela razão, secou a seiva
criadora e fecunda da filosofia, contida na dimensão dionisíaca.
2. Crítica à Moral:
“O que é tacitamente aceito por nós; o que recebemos e praticamos
sem atritos internos e externos, sem ter sido por nos conquistado,
mas recebido de fora para dentro, é como algo que nos foi dado;
são dados que incorporamos à rotina, reverenciamos passivamente
e se tornam peias (amarras que prendem os pés) ao
desenvolvimento pessoal e coletivo. Ora, para que certos princípios,
como a justiça e a bondade, possam atuar e enriquecer, é preciso
que surjam como algo que obtivemos ativamente a partir da
superação dos dados. (…) Para essa conquista das mais lídimas
(autênticas) virtualidades do ser é que Nietzsche ensina a combater
a complacência, a mornidão das posições adquiridas, que o
comodismo intitula moral, ou outra coisa bem soante.“
Nietzsche denunciou a existência de uma “moral do rebanho” na civilização cristã e
burguesa, pois essa moral estaria baseada na submissão irrefletida e acomodada
de grande parte dos indivíduos aos valores dominantes. As concepções morais
são elaboradas pelos seres humanos a partir dos interesses humanos – ou seja,
são histórico-culturais.

se opôs a uma verdade única e imutável, conceitos para ele só


atrapalhavam o conhecimento.
Toda a filosofia de Nietzsche foi pensada "no homem", uma das forma desse se tornar
"aquilo que é" era através do amor fati esperar um pouco menos, amar um pouco
mais. Viver o amor presente, não preso ao passado nem com promessas futuras. Esse
era o amor fati descrito pelo filósofo. Através desse amor, chegaríamos ao que ele
chamou de seu pensamento mais forte. O eterno retorno. Não como foi já interpretado
uma volta aos filósofos antigos. O eterno retorno, seria uma forma cíclica de vontades.
Dito de outra forma, Nietzsche nos preleciona que devemos viver de forma que não
tenhamos nenhum arrependimento, em que o momento que vivemos, tivéssemos o
prazer e vontade de repeti-lo diversas vezes. Eternamente.

propõe que amemos a todos os momentos, que paremos de fugir da realidade em


busca de um ideal que não existe. É a dor que nos fortifica, e mais do que isso, é a
dor que nos eleva.

Um dos principais objetivos do filósofo sempre foi "quebrar ídolos". É


esse o alicerce da filosofia de Nietzsche, não erigir novos ídolos.
Antes, derrubá-los de seus tronos, fazendo dessa forma um exercício
de pensamento próprio.

Amor Fati
é amor pela vida como ela é. Esse conceito de Nietzsche veio para
combater principalmente a filosofia idealista de Platão. Esse, que foi um
grande pensador, apresenta a ideia de que existe o mundo sensível –
esse que percebemos com os nossos sentidos – e o mundo inteligível – o
mundo ideal, que só acessamos através do pensamento racional, das
ideias. Para Platão, o mundo perfeito é o ideal, onde está a verdadeira
essência das coisas, nossa alma, e o mundo em que vivemos, o do
corpo, é um rascunho, uma cópia mal feita do ideal. Tudo o que
sentimos com o corpo não pode ser confiável, já que os sentidos sempre
nos pregam peças!

Esse pensamento de Platão influencia até hoje o pensamento ocidental.


A imensa maioria das pessoas vive sua vida sempre em busca de um
ideal, uma meta, um objetivo que está lá na frente – nunca no presente.
A vida ideal nunca é a que estou vivendo. Estou vivendo na segunda-
feira pensando no final de semana, no final de semana pensando na
viagem de férias, a viagem de férias pensando na volta para casa, e
assim por diante. Esperamos que as pessoas sejam diferentes do que
são, sonhamos com o marido ideal, com o filho ideal, com o chefe ideal.

Para Nietzsche, esse é um grande erro. O Amor Fati diz respeito a isso,
ou seja, amar a vida, as pessoas, o mundo, como eles são. Porque se
você ama um ideal – de marido, por exemplo -, você sempre,
invariavelmente, estará frustrado – o que não é uma vida boa. Você ama
um marido que lhe manda flores e seu marido não manda; você, então,
ama um ideal

Obs: diferente de conformismo

Deve ser entendido associado a conceito de eterno retorno. Esse


conceito diz mais ou menos o seguinte: imagine que você seja
condenado a viver sua vida exatamente como ela é, sem mudar nada,
por toda a eternidade. Imagine momentos muito desagradáveis que
você viveu, ter que reviver, eternamente. Então, a ideia é a seguinte:
viva de tal maneira que deseje repetir infinitas vezes.

Então, o Amor Fati faz mais sentido: ame sua vida como ela é e, para
isso, torne sua vida como quer que ela seja. E Nietzsche deixa claro que
isso tem a ver com a forma como VOCÊ quer que ela seja. Só você sabe
o que torna um momento digno de eternidade para você. Esses
momentos geralmente são do cotidiano, do dia a dia. Não se trata de
grandes feitos e grandes alegrias. Essas são exceção. Trata-se daquilo
que realmente compõe nossa vida: o dia a dia comum, na simplicidade
das coisas, porque não há como nossa vida ser somente composta de
prêmios, casamentos, nascimentos, etc.

niilismo

Em Nietzsche o termo niilismo é tido como perda de valores, perda de sentido. Por isso
podemos analisar diversas formas de vivencia do niilismo, das quais destacamos três: o
niilismo passivo, o niilismo reativo e o niilismo ativo.

Niilismo passivo é a negação como qualidade da vontade de poder, uma ficção de valores
superiores assumidos pela vida, uma vontade de nada expresso nos valores superiores.
Nega-se a vida em prol de valores superiores. No querer alcançar um valor superior futuro
ocorre à negação da vida. É quando se nega a vida em razão de algo que pode se ter
futuramente.

O Niilismo reativo é justamente uma reação a esses valores superiores que são
apresentados e contra esse mundo suprassensível. Descarta-se esses valores superiores,
nega-lhes a validade, a existência. Se com o niilismo passivo tínhamos um desprezo da vida
pelo desejo dos valores superiores, no niilismo reativo temos a negação desses valores
absolutos. O niilista reativo nega a Deus, bem como todas as formas do suprassensível: não
existe o verdadeiro, Deus morreu. “Conta-se também que no mesmo dia o homem louco
irrompeu em várias igrejas, e em cada uma entoou o seu Requien aeternam deo. Levado
para fora e interrogado, limitava-se a responder: ‘o que são ainda essas igrejas, se não os
mausoléus e túmulos de Deus?” (NIETZSCHE, GC, § 125 p. 148.)

O niilismo ativo é expresso pela força, um niilismo de luta e distinção. É assumir a vida com
todas as suas dimensões sem buscar algo que seja superior a si e sem perder a vontade de
viver.

Domínio da religião

A relação homem-natureza, nos primórdios da humanidade não era tão fácil como vemos
hoje. Para os primeiros homens ela permanecia um mistério impenetrável, pois que
“naqueles tempos nada se sabia sobre as leis da natureza;

É exatamente para isso que surge a religião: uma espécie de mágica que pode dominar e
driblar as monstruosidades da natureza.

Contudo, a racionalidade humana desenvolveu-se e o grande mistério da natureza começa a


ser desvendado. Naturalmente, a religião perderia seu espaço, pois que o homem agora é
capaz de superar as dificuldades e angustias diante da natureza, agora desvendada e
dominada. Entretanto, o que aconteceu foi completamente oposto: a religião permaneceu
presente, talvez de maneira mais consistente e forte do que anteriormente. A causa desse
fixar-se se encontra no fato de que ela agora se vinculou a um “Ser supremo” que tudo criou
e exige do homem amor, respeito e obediência. A religião agora se torna moral, uma vez que
“existe um Deus que de nós exige o bem, que é guardião e testemunha de toda a ação, todo
momento, todo pensamento, que nos ama, que em toda desgraça deseja o melhor para nós”
(NIETZSCHE, HH I, §109, p. 79).
O homem, que sempre lutou pela sua liberdade, mesmo perante os mais desoladores
perigos, agora se torna preso a uma instituição que normatiza o que deve ser feito, o que
deve ser preferido e o que deve ser deixado de lado. Como isso se torna possível? A religião
possui dois artifícios que prendem o homem a si: auxílio na luta contra o infortúnio e a
presença de uma verdade absoluta.

A raça humana está a todo momento desesperada para libertar-se de todo sofrimento e,
quando encontra meios para superá-los, abraça os até mesmo cegamente. Uma das
possibilidades para libertar-se será a busca da raiz do problema tentando saná-lo. Agindo
desta forma o indivíduo não só se tornará mais forte, mas descobridor de suas limitações e,
ao mesmo tempo, da sua força em superá-las. Contudo, o caminho proposto pela religião
não é esse: ela propõe uma forma de ressignificação do sofrimento: “A religião e a arte (e
também a filosofia metafísica) se esforçam em produzir a mudança da sensibilidade, em
parte alternando nosso juízo sobre os acontecimentos (…), em parte despertando prazer na
dor

Com isso, a religião não supera o sofrimento, muito menos faz com que o homem evolua,
ela apenas os engana.

Concluímos, portanto, que a religião no pensamento nietzschiano esteve presente na


humanidade como possibilidade para a instauração do denominado niilismo passivo, no
qual o homem renunciava a si mesmo para que valores superiores pudessem governar e
administrar as suas ações. Porém quando esse niilismo é superado pelo niilismo reativo a
religião perde sua função e se apodera apenas de espíritos pobres e inferiores que não
conseguiram ainda assumir suas mazelas, seus defeitos e rir de tudo isso, procurando um
eterno retorno na vivencia de um Além-do-homem.