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1. O aparecimento da escrita.

A história começa com a escrita e aparece primeiro a língua e depois a escrita. Há povos que inventam escrita,
outra adotam, ou melhor, servem-se.
c.3000 a.C: aparece a escrita na Região da Sumária, no Templo de Uruk , uma cidade-estado (cidade que se
basta a si própria, com poder autárquico e independente), por razões contabilísticas – de forma a inventariarem
os produtos que eram oferecidos ao Templo, que naquela altura era um importantíssimo pólo económico e
político, pois o Chefe Supremo da cidade era Deus, o que fazia com que os seus representantes terrenos (os
sacerdotes) fossem os mais ajustados para administrar a cidade. O Templo recebia as oferendas do povo, que
depois eram utilizadas pelos sacerdotes, trocadas (comercializadas) ou dadas a quem precisava.
A escrita começou por ser pictográfica para depois evoluir para a cuneiforme.
1ºEscrita pictográfica: Difícil de ser lida; Sequência de imagens;
2ºEscrita cuneiforme: Aspeto visual de cunhas; escrita sobretudo em placas de argila;
Nota: na Suméria utilizava-se um cilindro-selo para escrever.
2. Mesopotâmia
A palavra é de origem grega e alude à fértil região situada entre os Rios Tigre e Eufrates. Estes dois rios têm
as suas nascentes no maciço montanhoso da Arménia, e vão desaguar no Golfo Pérsico após se terem unido
no Chat el-Arab.
O clima da Mesopotâmia é, em geral, menos seco que o do Egipto e varia de acordo com a região.
A população mesopotâmica era constituída essencialmente por dois elementos étnicos: os sumérios e os
semitas. Estes elementos viveram em constante interpenetração, mas os semitas obtiveram a supremacia a
partir do II milénio, absorvendo uma grande parte da anterior civilização Suméria. A hegemonia dos Acádios,
Amoritas, Cassitas e Caldeus deu azo aos grandes Impérios semitas.
O período de mais frutuosas relações entre a Mesopotâmia e o Egipto ocorreu durante os séculos XV-XIII a.C.
A região mesopotâmica também funcionava como ponte para o planalto iraniano, nomeadamente para o
distante Afeganistão, de onde provinha o lápis-lazúli que os Egípcios tanto apreciavam.
3. A Suméria. Os primeiros sumérios: de Uruk IV ao dinástico primitivo – Lagach e Umma.
Os sumérios chegaram à região no chamado período de Uruk. Esta cidade foi uma das mais célebres da
Mesopotâmia e aqui os sumérios desenvolveram uma civilização com elevado nível urbano e com utilização
da escrita. Há quem sustente que o aparecimento da escrita no Egipto, com os seus iniciais pictogramas, se
ficou a dever a contactos com emigrantes sumérios, porque há nítidas semelhanças entre as manifestações
da cultura egípcia de Nagada (I e II) e da fase da unificação das duas terras e a de Djemdet Nasr na
Mesopotâmia, detectáveis na iconografia, cilindros-selos, arquitectura, etc.
Djemdet Nasr: Sítio arqueológico situado na Mesopotâmia, na antiga região da Babilónia central. Deu nome a
uma notável fase cultural e artística entre c.3300 e 3000 a.C., que continuou as tradições do anterior período
de Uruk (c.3600-3300 a.C.) e que viria a influenciar o Egipto na fase final do período de Nagada, aquando da
emergência da civilização faraónica. Entre as ruínas escavadas salienta-se a existência de vestígios de um
antigo palácio com um tipo de muro designado por fachada palatina.
Na chamada Época Proto-Dinástica a região de Sumer estava dividida em territórios separados. E estes
primeiros séculos da história desta região, foram marcados por constantes lutas entre as Cidades-Estado.

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A partir de Umma, o Rei Lugalzaguesi estendeu o seu domínio desde o Golfo Pérsico até ao mar Mediterrâneo,
depois de ter vencido a sua principal adversária, a cidade de Lagach. O seu reinado durou c.25 anos, tendo
sido substituído pelo poder acádio de Sargão que, em seu proveito, unificou a Mesopotâmia.
O problema da Suméria é não possuir fronteiras naturais como o Egipto e por isso está suscetível a invasões,
por povos que são atraídos pela riqueza desta região.
4. Os Acádios. O Império de Akkad: Sargão e seus descendentes
 Naramsin
Os acádios são um desses povos atraídos pela riqueza, de origem semita, tinham uma grande força
expansionista, pois conseguiram espalhar-se por toda a parte em fins do III milénio.
A sua supremacia, preparada por uma lenta infiltração na região, realizou-se graças ao seu armamento (um
arco leve e mais maneável do que o pesado equipamento Sumério).
Eram liderados por Sargão, o Velho, que se apoderou da região até ao Golfo Pérsico, depois do Elam e, por
fim, voltando-se para o Norte, a região da Amorru, do Líbano e do Tauro, os “países do cedro e as montanhas
de prata”.
Como todos os que se lhe deviam seguir, este Império passou por frequentes rebeliões, pois a Mesopotâmia,
mais compartimentada e menos fechada que o Egipto, presta-se menos do que aquele à ambição unificadora
dos grandes soberanos.
O descendente de Sargão, Naramsin, entretanto, intitulou-se “Rei das quatro regiões do mundo”, o que se
interpreta como indicio da sua autoridade sobre Sumer, Akkad, Amorru e Subarru (Assíria), isto é, desde a
Arménia ao Golfo Pérsico, dos Montes Zagros ao Mediterrâneo.
Os reis acádios fazem-se representar como deuses, tal faros egípcios, coisa que os reis sumérios nunca
fizeram. A cultura suméria é aglutinada pelos acádios: estes falavam sumério, honravam os mesmos deuses,
tinham as mesmas tradições e costumes.
5. O Domínio dos Gútios
c.2150 a.C. os acádios são vítimas de um ataque de um povo montanhês, dos Montes Zagros, os Gútios. Este
vai ser um período conturbado que levará ao desaparecimento dos acádios.
Existem poucos vestígios dos gútios, destruíram muito mais do que construíram. Derrubam a cidade de Akkad,
e pilham muitos templos.
Foi um período que talvez se possa comparar ao primeiro Período Intermediário egípcio, pela sua confusão,
falta de vestígios e desconhecimento de quem seria rei e quem não seria.

6. AIII dinastia de Ur- o “renascimento sumério”


A III dinastia da cidade-estado Ur vai criar uma reacção aos gútios, e assim, o povo mais improvável para tal
façanha, expulsa os gútios - c.2100-2000 a.C.
Esta dinastia vai, também, reunificar o antigo império sumério, com a capital, como não podia deixar de ser,
em Ur. Para além disso esta dinastia vai de igual forma exaltar os tempos antigos e gloriosos fazendo, desta
forma, o império renascer e crescer.
É nesta altura que e construído o templo de ur: a enorme torre que estabelecia a ligação entre a terra e o céu
e que tinha 7 andares: Zigurate.
c.100 anos de relativa paste sobre a direcção desta dinastia.

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Os reis impõem tributo as regiões do norte e do Elam: onde vão buscar marfim, madeira de cedro, pérolas, etc.
A língua acádia continua a ser utilizada (séculos XIX-XIV a.C.). Era uma língua internacional que chega a
aparecer em textos egípcios.
É Chulgui, que é uma monarquia religiosa fortalecida pelos êxitos militares que vai criar uma administração
completa e compila um código que vai ser, mais tarde, um modelo do de Hammurabi. Infelizmente este esforço
será destruído pelas revoltas do Elam.
7. O período de Isin e Larsa: simbiose de sumérios e semitas
Após uma história política atribulada, a invasão, no segundo milénio, de um povo semita, os amoritas, que
haviam fundado a dinastia de reis de Isin, e também dos elamitas, pôs fim à última dinastia suméria, a III
dinastia de Ur (c.2000 a.C.).
Isto cria uma guerra civil da qual surgem duas frentes de batalha: Isin e Larsa.
Assim se começam a fundir semitas e sumérios, estes últimos acabaram por ser assimilados e/ou
desaparecem.
8. Os Amoritas. Progressão e instalação na Mesopotâmia. O reinado de Hammurabi e seus
contemporâneos
Isin e Larsa começam a perder o poder e ficam cada vez mais fracas.
c. 1850 a.C. uma tribo amorita funda uma aldeia. Esta aldeia iria tornar-se numa das maiores cidades do
mundo: Babilónia.
Esta tribo acabará por formar uma dinastia que irá dominar o Elam, a antiga suméria, e a região um pouco
mais a norte. Estas regiões não conseguem resistir à forte influencia semita.
Esta nova cidade ganhou força e tornou-se um importante centro comercial, religioso, cultural e político,
ajudando assim à conquista das cidades circundantes.
Quem comanda esta potência é o rei Hammurabi (1792-1750 a.C.) estas datas vão marcar toda a cronologia
da mesopotâmia.
Este rei, “rei das 4 regiões do mundo” é conhecido pelo seu famoso código, soberba estela de deorito, sobre o
qual se dispõem 46 colunas de escrita cuneiforme acádica, com 282 leis em 3600 linhas. A numeração vai ate
282 mas a clausula 13 foi excluída por superstições da época. Tem 2 metros e 25 de altura, 1,5m de
circunferência na parte superior e 1,90m na base.
A sociedade era dividida em 3 classes que também pesavam na aplicação de código:
Awilum: homens livres, proprietários de terra que não dependiam do palácio e do tempo.
Muskênum: camada intermediaria, funcionários públicos que tinham certas regalias no uso de terras.
Wardum: escravos, que podiam ser comprados e vendidos até que conseguissem comprar a sua liberdade.
Pontos principais do código de Hammurabi:
Lei de talião (olho por olho dente por dente); Falso testemunho; Roubo e recetação; Estupro; Família; Escravos.
O objectivo deste código era homogeneizar o reino juridicamente e garantir uma cultura comum. No seu
epílogo, Hammurabi afirma que elaborou um conjunto de leis “para que o forte não prejudique o mais fraco, a
fim de proteger as viúvas e os pobres” “para resolver quaisquer disputas e sanar quaisquer ofensas”.
O império de Hammurabi edificou-se paulatinamente e acabou por abranger toda a mesopotâmia. Nem as
cidades nem os povos foram destruídos: por toda a parte os textos enumeram as qualidades do soberano, o

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“deus dos reis” e o “sol” dos habitantes. Graças a ele, Marduk, senhor da babilónia torna-se o primeiro dos
deuses.
Ao templo, centro religioso do país, corresponde o palácio, centro do governo, absoluto e teocrático, e da
administração na qual os escribas da chancelaria impõem por toda a parte o acadiano, língua oficial mas
concedem grande importância ao sumério sendo esta língua jurídica e sagrada. O rei esforça-se por reduzir o
poderio dos vassalos periféricos e, embora respeitando a autonomia das cidades dirigidas por seus prefeitos
(rabianum), impõe-lhes os seus governadores (chacanacum), vigários do soberano.
A preocupação de distribuir uma justiça exacta e o cuidado de atribuído a gestão dos domínios imperiais,
vastíssimos, caracterizam esta administração.
É possível que na periferia tenham subsistido territórios colocados sob a autoridade de senhores, encarregados
de fornecer contingentes ao exercito real; ao norte, aldeias de proprietários camponeses ligados entre si pela
solidariedade familiar e por uma responsabilidade colectiva mantêm os traços de antigo direito tribal.
9. Os Babilónios
Certamente não apresenta a originalidade da civilização suméria, mas resta-lhe uma duração mais longa, uma
extensão mais vasta e o facto de ter transmitido à humanidade as criações sumérias: a Hammurabi cabem
estes méritos, e o de ter feito do acadiano, transcrito em caracteres cuneiformes sumerianos, a língua
diplomática e cultivada do Oriente Antigo, até ao fim do segundo milénio, antes da difusão do aramaico,
transcrito segundo o alfabeto fenício.
A economia babilónica é já muito complexa, nitidamente mais do que a demasiado estatizada economia
egípcia, com certos aspetos modernos.
Fundamenta-se na agricultura das planícies irrigadas, e exploradas pelos agentes de negócios do rei. Estes
fundos provêm dos benefícios realizados na administração dos domínios reais e dos bens dos templos. Parece
que todo um mecanismo de títulos à ordem e de bónus a receber nos armazéns e celeiros do Estado facilitou
estas operações, que determinam uma economia curiosamente natural e capitalista.
As principais riquezas são o trigo, a cevada, as tâmaras; o gado doméstico e as aves de quintal; os tecidos de
linho e de lã, os objectos de ouro e prata, as jóias em marfim, as pedras preciosas e os cilindos gravados, etc.
O comércio faz-se mediante a importação de metais de produtos preciosos e, no baixo vale, de madeira e por
vezes de pedra, pois apenas a argila trabalhada em tijolos crus ou cozida é abundante.
A ausência de moeda é suprida pela troca no comércio local, e pelos metais, prata sobretudo, mas também
cobre e ouro, em lingotes, barras, placas e anéis, cuidadosamente pesados, por vezes timbrados, a nível
internacional.
Pondo-se de parte a moeda, esta actividade é espantosamente moderna e a civilização babilónica expandiu-
se pelo mediterrâneo (Palestina, iria, Anatólia, Mar Egeu, Creta, etc), graças à habilidade dos mercadores
semitas.
A escrita cuneiforme simplifica-se, distanciando-se do ideograma primitivo, adapta-se ao acadiano.
O sumério torna-se a língua sagrada, reservada aos textos e esotérica.
Sacerdotes e letrados fazem parte da elite do Estado e têm o gosto pela biblioteca e acumulam as tabuinhas
de argila, cuidadosamente classificadas.

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Cada cidade tem o seu deus senhor, com o seu templo. O poderio dos deuses segue o destino do Estado que
cada um protege, e Marduk, deus-sol, transformado em deus do Império sob Hammurabi, manteve-se nessa
posição até Nabucodonosor e Nabonide (século VI a.C.).
O povo jamais entra no templo, e as relações com o deus apenas podem ter lugar mediante a intervenção dos
sacerdotes.
Nota: vão inventar o comércio internacional, as agências comerciais, as companhias de seguro, o cheque e a
banca.
10. Os Cassitas: o domínio sobre Babilónia. Relações com O Egipto Faraónico.
Os cassitas vêm dos Montes Zagros e vão-se sedentarizar na Babilónia, babilonizando-se.
c.1595 a.C.: começa o domínio dos cassitas.
Sob este domínio a Babilónia tem continuidade e não ruptura: falam acádio, escrevem cuneiforme, urbanizam,
etc. A dinastia cassita vai durar c.400 anos.
As relações com o Egipto são atestadas pela correspondência descoberta em Amarna e por documentos do
reinado de Tutmés III, que registam a recepção de uma embaixada de Babilónia quando o exército egípcio
ultrapassou o Rio Eufrates na luta contra os Mitânios. Amen-hotep III recebeu no seu harém uma irmã e uma
filha do Rei de Babilónia.
11. Os indo-europeus: Hititas, Hurritas e Mitânios.
Hititas: povo indo-europeu, que, vindo da Ásia no século XX a.C., se estabeleceu no planalto da Anatólia, onde
criaram um Império, que nos séculos XVI-XIII a.C. se estendeu à Síria do Norte. Fixaram a sua capital em
Hattucha, que já antes servira de feitoria assíria.
O poderio dos hititas rivalizou, ao longo dos séculos XIV-XIII a.C. com o Império Novo Egípcio, descobrindo-
se o tratado de paz que o Rei Hattusili III estabelecera com Ramsés II e que foi depois selado com o casamento
de uma princesa hitita com o faraó.
A Bíblia desde Abraão alude muitas vezes à presença dos hititas em Canaã.
Adotando desde o século XV a.C. os “hieróglifos hititas”, escreviam em caracteres cuneiformes sobre placas
de argila e metal e os escribas oficiais já organizavam verdadeiros catálogos de escritos do palácio e do templo.
Praticavam uma religião politeísta, de que ficaram várias manifestações, a mais eloquente das quais é o
santuário rupestre de Yazilikaya.
A sua cultura está ligada à exploração e ao uso dos ferros quer nos instrumentos domésticos quer nas armas
e carros de guerra, o que lhes permitiu organizar um exército que não temia o confronto com os egípcios e
povos da Mesopotâmia.
O Império hitita ruiu nos finais do século XII a.C. sob a ameaça dos Povos do mar.
Hurritas: povo de origem indo-irânica, não semítica, que emigraram, para Canaã pelos fins do III milénio a.C.
através das montanhas do Norte da Mesopotâmia. Espalharam-se além do Rio Eufrates pelo Norte da Síria
(Urkich) e daí até Canaã/Palestina, arrastando elementos semitas. Talvez a invasão dos Hicsos no Egipto se
deva à migração de vários povos semitas pressionados pelos Hurritas.
Uma carta de Amarna dá-nos a conhecer algo da sua língua, que também aparece na capital dos hititas e em
Ugarit. Praticavam uma religião politeísta e sincretista.

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Mitânios: a partir do III milénio a.C, uma onda de povos indo-europeus instala-se na zona sul da Anatólia e
parte da alta Mesopotâmia. A afinidade linguística dos reinos hurritas desde o século XVII a.C. no tempo de
Hattusili I dos hititas, terá dado origem ao reino unificado dos Mitânios.
A introdução de técnicas guerreiras de origem indo-iraniana, como o uso do cavalo e do carro de guerra, terá
contribuído para a unificação política e será de determinante influência em todo o Médio Oriente.
Ganharam fama de guerreiros, formando uma espécie de aristocracia militar, e aparecem em combate com os
hititas, sírios e egípcios.
As relações mitânio-egípcias foram, em geral, belicosas.
Chegou a haver casamentos de filhas de reis mitânicos com faraós egípcios, o que demonstra relações
diplomáticas e económicas de interesse para o Egipto.
Todavia no século XIII os mitânios tiveram de se sujeitar ao assírios.
A sua religião era politeísta.
Adoptaram a escrita cuneiforme e a língua acádica para os contactos internacionais, mas nos textos religiosos
usavam a sua própria língua.
c.2000 a.C.: Mitânios atacam a Mesopotâmia.
Os Hurritas estão para os Mitânios tal como os Hatitas estão para os Hititas  povos originais evoluíram para…
12. Os Assírios. O Império Assírio.
Assíria: região pobre em recursos e sem fronteiras naturais definidas, situada na parte norte do Rio Tigre, na
Alta Mesopotâmia.
A primeira tentativa notória de expansão data do reinado de Tiglat Pileser I, mas foi com Tiglat Pileser III que
a Síria e a Palestina foram submetidas ao pagamento de tributo, a Babilónia assistiu a uma união npessoal das
coroas (Pulu  nome novo adoptado pelo Rei da Assíria quando este governasse a Babilónia), e a Assíria
assegurou o caminho do Egipto e do domínio da costa levantina do Mar Mediterrâneo.
As cidades do corredor sírio-palestiniano foram proibidas pelo rei de fazerem comércio com o Egipto.
O reinado de Sargão II marcou o início do apogeu do Império Assírio, assinalado pela destruição do reino de
Israel, e pela vitória sobre uma coligação de príncipes das cidades sírias apoiadas pelo Egipto.
Durante a campanha de Sargão II contra o Reino de Urartu, situado a norte da Assíria, o país do Nilo conheceu
alguns anos de paz, mas com a morte do rei Sidon, Askalon e Judá revoltam-se com o apoio egípcio.
Três monarcas assírios desta época estão ligados à história do Egipto: Senaquerib, que repele as tropas
egípcias de Judá, Assarhadão, que conquista o Delta e Mênfis, e Assurbanípal, cujos generais saqueiam Tebas
e os seus grandes templos, obrigando o faraó de origem núbia a fugir para sul de Assuão, onde as tropas
assírias não se aventuram.
Os sucessores de Assurbanípal não souberam evitar a desagregação do Império, e em 612 a.C. Nínive é
conquistada e destruída por uma coligação de babilónios, medos e citas.
O rei da Assíria refugia-se em Harran, onde recebe apoio de um exército egípcio enviado por Necau, que
acabará por ser derrotado pelos neobabilónios de Nabucodonosor.
Nota: O exército Assíro vai-se especializando  profissionais de infantaria ligeira e pesada, uma boa cavalaria
– carros puxados a cavalo; e vão até acabar por montar eles próprios os cavalos: grande inovação.
Juntaram as tropas de cavalaria e infantaria e criaram grupos de Engenharia: arrombavam as muralhas e
cavavam túneis para entrar na cidade inimiga.

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As torres de assalto tinham já um modernismo enorme. Faziam previsão de mantimentos, o que mostra que
tenham uma ótimas logística. Os soldados eram pagos à cabeça.Já tinham jangadas de madeira.
Usavam a política premeditada de terror/massacre como arma principal e mais forte.
Os grandes problemas da Assíria é a falta de fronteiras naturais e a sucessão ao trono  morre um rei assírio
e as cidades revoltam-se. Os assírios não obrigavam a veneração do deus Assur.
O Império é demasiado grande: não há capacidade para o dirigir, para o proteger.
Últimos reis da Assíria: Epígonos.
Os reis assírios eram considerados reis das 4 regiões do mundo, recuperando assim velhos títulos acádios.
Os corpos auxiliares são fornecidos pelas cidades conquistadas.
13. Os Arameus
Arameus: designação genérica dos povos semitas que habitavam o deserto sírio arábico e que as inscrições
egípcias chamavam Aramu.
A c.2000 a.C. as fontes cuneiformes falam de um grupo étnico semita que aparece na Mesopotâmia meridional.
Os arameus também mencionados em fontes de Mari e de Ugarit, conseguiram estabelecer-se em várias
cidades da região sírio-palestiniana, desde o século XII até ao século VIII a.C. e combateram contra Israel e
Judá, mas nunca formaram um Império unificado. O poderio assírio, atacando para ocidente, acabou por
dominar esses reinos arameus.
A sua língua pertencia ao grupo semita ocidental. Esta teve uma larga difusão como língua de chancelarias de
povos do Médio Oriente.
Na Palestina do tempo de Jesus falava-se arameu, aliás as últimas palavras de Jesus foram em arameu.
Foi também factor de coesão dos reinos assírios.
Os assírios conseguiram expulsar os arameus de alguns locais, mas os arameus vão lançar uma grande
instabilidade no Império assírio.
14. Os Caldeus: penetração e instalação na Baixa Mesopotâmia.
Após algumas vicissitudes essencialmente devidas aos interesses expansionistas da Assíria, a Babilónia
conheceu uma nova fase de esplendor com a dinastia caldaica ou neobabilónica. Esta nova dinastia, fundada
por Nabopolassar, destruiu o Império Assírio e depois voltou-se para o Ocidente: Síria, Fenícia, Israel e Egipto.
Esta dinastia é profundamente religiosa, apegada a Marduk e Chamach.
Os caldeus vão trazes de volta o poder e prestígio que havia desaparecido.
Com a ajuda dos Medos vão destruir Niníve e os Assírios e vão controlar toda a Baixa Mesopotâmia, enquanto
os Medos vão controlar toda a Alta Mesopotâmia.
15. Babilónia de Nabucodonosor: intervenção na Síria-Palestina.
Quando Nabucodonosor em princípios do século VI, conduziu os seus exércitos para oeste, essas regiões,
para preservarem a sua independência, solicitaram o apoio egípcio.
O Egipto saíta não era uma potência de segunda linha mas no entanto não conseguiu voltar a estabelecer-se
na Palestina.
Necau ainda ocupou Gaza e subiu até ao Rio Eufrates, mas depois da grave derrota sofrida pelo exército
egípcio em Karkemich bateu em retirada.
O faraó Apriés tentou levar a cabo uma operação de diversão, durante o cerco de Jerusalém, para obrigar
Nabucodonosor a dispor de parte das suas tropas para ir ao seu encontro, mas o assunto não passou daí.

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O faraó teve mais sorte em Tiro, cujo abastecimento podia assegurar por mar, conseguindo que a cidade
resistisse durante trezes anos à pressão caldaica.
Nabucodonosor tentou invadir o Egipto nos últimos anos de reinado de Apriés, mas a tentativa fracassou.
De facto, ambas as potências estavam equilibradas e apercebendo-se disso respeitaram o status quo.
No fundo, muito mais pacífico do que o Império Assírio, o reino babilónico possui uma administração de tipo
civil. É o comércio que deve, acima de tudo, enriquecer o país e o rei, pois Babilónia recobrou, com a
independência e a supremacia política, todo o seu esplendor comercial, devido tanto às tradições dos seus
mercadores e à proteção real, quanto à sua disposição central, que a põe em contacto com o mar pelo Golfo
Pérsico, com o Irão e o longínquo Oriente, com a Anatólia pelo Tauro e pela Sicília, com o Mediterrâneo pelo
protetorado imposto aos sírios e fenícios.
A Babilónia caldaica tem como rei principal, e mais poderoso, Nabucodonosor: esta conquista e destrói o
templo de Jerusalém e a própria cidade. Extermina toda a corte e levam grande parte da população como mão-
de-obra escrava  utilizou a táctica dos assírios: terror.
Os caldaicos começam por conquistar a Baixa Mesopotâmia: séculos X, IX, VIII a.C.
c.539 a.C. os persas tomam Babilónia. Os sacerdotes de Babilónia abrem-lhes as portas. O rei persa vai libertar
os povos oprimidos aqui situados.
16. Os Sírios.
A Síria do Norte sempre foi uma referência importante do ponto de vista comercial e diplomático. As relações
com as cidades-estado fenícias ou paleo-fenícias da costa mediterrânea iam também no intuito de criar
plataformas de acesso aos bens do interior da Síria. Algumas batalhas famosas do Egipto, tais como Kadesh
e Karkemich, ocorreram já dentro deste espaço da Síria em sentido estrito.
Esta poderia constituir para o Egipto uma espécie de fronteira decisiva.
Aliás, do ponto de vista das comunicações, a Síria era para o Egipto o caminho necessário para aceder ao
Norte ou a qualquer Oriente.
17. Israel. Dos começos à monarquia.
A região de Canaã foi sempre habitada por tribos semitas, umas sedentárias, outras nómadas; os hebreus são
nómadas que se sedentarizam.
A tradição narra que o clã de Abraão teria deixado a cidade de Ur em fins do III milénio, passado muito tempo
na região de Harrã, progredindo por fim, no término da sua Viagem, ao longo do Crescente Fértil, na direcção
de Canaã. Algumas tribos ficaram em Canaã, onde se misturaram aos semitas provenientes do Sul, e adotaram
os seus cultos, o dos lugares altos; outras, as que são postas em honra pela Bíblia, teriam passado vários
séculos no Egipto. Após 40 anos de andanças pelo deserto, Moisés condu-los ao limiar da Terra Prometida, a
região de Canaã, e morre no Monte Nebo. Esta instalação não se fez sem lutas longas e confusas, contra os
próprios cananeus, os arameus do norte, os filisteus, os egípcios ou os hititas. Mas os hebreus formados em
doze tribos autónomas, tiravam a sua força da lei de Moisés e da protecção de Iavé bem como da energia dos
seus chefes temporários, descendentes de Moisés (Aarão, Josué), depois Juízes, como Gedeão ou Jefté..
As épocas pré-monárquicas de Israel representam uma auto-afirmação territorialmente concentrada em torno
das montanhas da Samaria e da Judeia.
Toda a vida política e espiritual de Israel foi marcada por estes conflitos, entre o espírito de pobreza dos
nómadas, a nostalgia da tenda, o desprezo pela organização material, o desejo de manter diretamente contacto

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de Iavé com o seu povo, de um lado; e, de outro, o espírito dos sedentários, o gosto da riqueza e do luxo, a
ânsia de poderio material e de eficácia nacionalista, a atracção dos deuses estrangeiros (Baal, Astarot). Os
profetas e os reis são a encarnação dessas duas tendências antitéticas.
18. o reinado de David
David: foi rei de Israel aproximadamente entre 1010 e 970 a.C. Apesar de se ter tornado rei tanto da região do
Norte como da região do Sul dos Hebreus, o seu centro geográfico mais pertinente é a região do Sul dos
Hebreus. A sua tribo era a de Judá.
A criação da monarquia davídica não foi conseguida em luta contra a hegemonia egípcia. A própria realidade
política interna desse país não se prestava a criar quaisquer obstáculos a um projecto político como os que
foram encabeçados por Saul ou concorrencialmente David.
A sua afirmação política teve de ser feita muito mais diretamente contra os projectos alternativos de outras
entidades sociais sediadas em Canaã. Neste caso foram sobretudo os Filisteus os mais eficazes adversários
da afirmação política do grupo dos hebreus que os conduziu até à monarquia.
David situa a capital deste reino em Jerusalém, cidade independente, que ajuda na unificação do reino do norte
e o reino do sul  c.1000 a.C.
Venceu os filisteus e outros povos vizinhos.
19. O reinado de Salomão: relações com Tiro e Egipto.
Salomão, filho de David, sucede ao mesmo no trono, como segundo rei do reino unido de Judá e Israel.
A historiografia bíblica traça de Salomão uma imagem bastante brilhante, enaltecendo as suas atividades na
organização e na criação de infraestruturas do novo país. Destas, destacam-se a construção do templo
dinástico em Jerusalém, a construção do palácio real e a divisão do país em doze distritos administrativos,
ultrapassando a lógica natural do antigo sistema tribal.
Muito sublinhados são os seus empreendimentos económicos, tanto em actividades conjuntas com os
marinheiros do rei Hiram de Tiro, navegando pelo mar Mediterrâneo em direção a Társis, como pelo mar
Vermelho, em direcção a Ofir. Pela imagem que nos é apresentada este rei mais parecia ser senhor de um
grande empório comercial, servindo como mediador económico entre distantes paragens.
Outro traço marcante é a sua apresentação como rei sábio.
Muito do que aconteceu no reinado de Salomão pode ter influência egípcia. O modo como organizou e
administrou o país podem ter beneficiado dos processos praticados no Egipto: a centralização do poder e a
exigência em termos de taxação coincidem com a imagem que os próprios textos bíblicos apresentam sobre a
sociedade egípcia. As instituições culturais criadas na corte parecem ter aproveitado também bastante do que
se praticava no Egipto.
A ligação mais explícita é o casamento de Salomão com uma princesa egípcia. Reconstruiu Jerusalém e
engrandeceu-a. Constrói o Templo de Salomão. Vence reinos vizinhos.
20. A divisão: Israel ao Norte e Judá ao Sul. A queda de Samaria e de Jerusalém.
O reino do Norte decidiu separar-se definitivamente no fim do reinado de Salomão.
O reino cindiu-se rapidamente, Israel ao norte, com Samaria como capital, Judá ao sul, com a capital em
Jerusalém. Enfraquecidos por esta divisão e pelas suas rivalidades, os dois pequenos estados não poderiam
subsistir por muito tempo: o Egipto do tempo dos líbios ameaçou Judá, os assírios logo submeteram Samaria

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(721 a.C.) e Nabucodonosor destruiu o reino de Judá, ao tomar Jerusalém. Nota: muitos dos seus habitantes
fugiram para o Egipto onde procuraram e conseguiram refúgio.
Esta estranheza entre Judá e Israel manteve-se ao longo dos tempos: depois da destruição do reino do Norte,
os que se refugiaram no Sul eram tratados como “estrangeiros” e mesmo depois do exílio apesar das
delimitações tribais terem em grande parte diluído, os Judeus continuaram a manter as suas reticências em
relação aos samaritanos. E nesta sequência de atitudes é Judá que manifesta sentimentos de rejeição.
21. Os Fenícios: antecedentes e desenvolvimento. Relações com o Egipto faraónico e com a
Mesopotâmia. A expansão fenícia: talassocracia e proveito comercial.
A Fenícia sempre se apresentou politicamente como um conjunto de cidades-estado. Esta foi a característica
marcante da sua idiossincrasia histórica e o seu modelo institucional perene. As principais cidades situadas
nesta faixa são Sidon, Biblos e Tiro. Todas elas viveram um modelo de civilização material que implicava
sempre bastante de indústria e de comércio, por terra e sobretudo por mar. estas cidades são, na verdade,
realidades essencialmente talassocráticas, marítimas.
Algumas delas eram mesmo ilhas, como Tiro, e as outras eram cidades sobre o mar.
As potencialidades portuárias são, ali, o estímulo para uma cidade. Outro tipo de actividades pertinentes são
as florestais e as agrícolas. O comércio das madeiras, do azeite e do vinho asiáticos são motivos que atribuem
grande importância a esta região, desde a mais alta Antiguidade.
Os fenícios são populações linguísticas e culturalmente semitas. A região prestou-se sempre bastante a
miscigenação, tanto étnica como civilizacional e cultural. Esta mistura étnica é particularmente fácil de admitir
na época a seguir aos Povos do Mar.
Para o Egipto, a Fenícia representa várias coisas ao longo da sua história: em primeiro lugar, é a região mais
propícia para o abastecimento de madeiras, de perfumes e resinas, de azeite e de vinho. Para além disto, os
próprios fenícios se encarregavam da recolha, preparação e transporte destes produtos e, durante muito
tempo, detiveram o monopólio de produção e, por conseguinte, da comercialização da púrpura.
Em seguida a Fenícia faz parte da faixa de mundo habitado com alguma importância que fica mais próxima do
Egipto.
No período persa, Egipto e Fenícia encontravam-se numa situação de maior igualdade. A sujeição ao domínio
persa era um denominador comum que os aproximava e os irmanava.
Finalmente, os Fenícios são responsáveis por grande parte do comércio externo que se pratica em direcção
ao Egipto, uma vez que o Egipto nunca se dedicou a estas atividades de forma sistemática.
E em contrapartida da influência egípcia na Fenícia, encontramos igualmente alguma penetração da cultura
cananaica no Egipto.
22. Penetração dos Indo-Europeus no Próximo Oriente Antigo. Medos e Persas a Oriente.
Os medos e os persas são indo-europeus instalados na Ásia no começo do II milénio, que tomaram o nome
de iranianos quando ocuparam o planalto do Irão.
Povo de cavaleiros parcialmente nómada, dividido em tribos, foram durante muito tempo vassalos dos assírios;
o deu poderio revelou-se no século VII, aquando de enfraquecimento dos grandes impérios, na época de
Assurbanípal, momento em que as tribos constituíram dois reinos, o dos medos, ao norte, e o dos persas ao
sul, enquanto a religião do sábio Zoroastro dava ao seu espírito guerreiro uma força moral e uma coesão até
então desconhecidas.

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23. Os Persas. A aliança medo-persa – expansão e conquista do Próximo Oriente Antigo. De Ciro a
Dario I: a acção dos grandes reis aqueménidas.
Durante aproximadamente um século o papel principal foi desempenhado pelo reino dos medos, e Ciaxares
participou eficazmente na ruína da Assíria e avançou até a fronteira com a Lídia dos Memnadas, a extensão
dos seus domínios.
Em seguida Ciro destronou os seu sucessor, e fundou o Império persa, por uma série de brilhantes conquistas,
que fazem dele o igual de Alexandre, mas bem menos conhecido que este: Às regiões centrais,
tradicionalmente constituindo a força dos Impérios mesopotâmicos, Babilónia, Assíria, Urartu, acrescentou ele,
a oeste, a Alta Mesopotâmia e a Lídia, e na direção de oriente conquistou com muita dificuldade, as províncias
do Irão e do atual Afeganistão, o que o pôs em contacto com as civilizações do Indo.
As causas destes êxitos são pouco claras: ao lado de um entusiasmo religioso que não devemos exagerar, a
da ardente juventude de um povo em pleno surto, sublinhamos o valor pessoal do herói lendário, a sua
moderação, por vezes a sua real generosidade para com os vencidos, o aspecto superficial e inicialmente
pouco incómodo, enfim, de uma dominação muito diluída e francamente “estruturada”.
O reinado de Cambises, filho de Ciro, foi curto, marcado pela fácil tomada do Egipto, mas também por revoltas
e conspirações internas, as quais, com o advento de Dario, o secundogénito de um ramo colateral, deviam
transformar-se numa ampla sublevação: materializava-se, assim, a ausência de estruturas institucionais, nesta
monarquia feudal, demasiado extensa com os limites de um vasto império.
Dario reprimiu com vigor a sublevação, particularmente grave na Babilónia, no Elam e na própria Pérsia.
Para resolver os problemas determinados pela diversidade de povos submetidos, organizou uma vintena de
satrapias, vastas como reinos, entregues a chefes amplamente autónomos, aos quais se deixava grande
liberdade de meios para garantir a ordem pública, a entrada dos tributos anuais, cuidadosamente calculados
segundo a riqueza de cada região, e o recrutamento dos contingentes militares.
24. O Império Aqueménida: universalismo e cosmopolitismo.
Os elementos de unidade do Império são: o aramaico, língua administrativa do Oriente, empregado
conjuntamente com as línguas regionais, iraniano, babilónio, egípcio, grego, etc., o exército, formado de corpos
recrutados no lugar, mas organizado em torno da forte guarda real de 15.000 soldados de elite, medos e
persas; as grandes rotas, ao mesmo tempo administrativas, estratégicas e comerciais; a moeda cunhada
graças aos tesouros muçulmanos nas capitais cujos “dáricos” de ouro são procuradíssimos nos mercados e
dão ao rei poderosos meios de corrupção e, mais tarde, de recrutamento de mercenários.
No conjunto, o Império continua espantosamente subministrado, muito tolerante, por vezes mesmo
condescendente, desde que sejam satisfeitos os desejos do rei, o que se explica pela sua imensidão, pela
fraqueza numérica dos persas, elemento dirigente, e pela dispersão de populações muito desigualmente
repartidas.
A religião oficial é o masdeísmo, que evoluiu: nos seus inícios, fundada por Zoroastro, é dominado pela casta
sacerdotal dos Magos, cuja doutrina não conformista, propondo um ideal depurado de justiça social e de
reforma espiritual, foi um poderoso fator de unidade nacional. Mas os soberanos acabaram por formá-lo em
favor próprio.

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