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Doença de Von Gierke

Doença de Armazenamento de
Glicogênio Tipo I

Priscila Rodrigues Armijo


Roberto Giannini Macedo
Stephanie Sant´Anna
Tania Topis

SET/2009
Glicogênio
- É a forma de armazenamento da glicose;
-  Grupo com ligações glicosídicas α-1,4. As
ramificações se dão em ligações do tipo α-1,6;
-  No músculo é uma reserva de combustível para a
produção de ATP dentro dele. No fígado, é uma
reserva de glicose para a manutenção das
concentrações de glicose no sangue;
-  A glicose livre produzida pela glicogenólise no
músculo não é importante para a manutenção da
glicemia. A maior parte dessa glicose é consumida no
próprio tecido.
Glicogênio
Glicogenólise
1 – Glicogênio Fosforilase
1
Glicogênio Glicose 1-fosfato

2
2 - Fosfoglucomutase
Glicose 1-fosfato Glicose 6-fosfato

3 Glicólise

Glicose Piruvato Lactato

Acetil CoA

3 – Glicose 6-fosfatase
(Esse processo ocorre no
fígado)
CO2 e H2O
Glicogenólise A fosforilase quinase a agirá sobre a
glicogênio fosforilase
Regulação
Fosforilase Quinase b
AMPc (+) AMPc (-)
Proteína quinase a Fosfoproteína fosfatase

Fosforilase Quinase a
Fosforilase a
Fosforilase b
(ativa)
(inativa)
Fosfoproteína fosfatase
AMPc (-)

Glucagon e epinefrina elevam níveis de AMPc.

Insulina inativa a fosforilase quinase a e ativa a


fosfoproteína fosfatase.
Glicogênese
1 – Hexoquinase
ATP  ADP
Glicose Glicose 6P
1

Glicose 1P

UTP  PPi

UDP UDP -Glicose 2 – Glicogênio Sintase


2

Glicogênio não-ramificado Glicogênio


3
3 – Enzima ramificadora
Glicogênese

Regulação

Insulina (+)

Fosfoproteína fosfatase
Glicogênio sintase b Glicogênio sintase a

(inativa) (ativa)
AMPc (+)

Ca2+ (+)
Diacilglicerol (+)

Proteínas Quinase (+)


Caso Clínico
- Paciente: menina com 13 anos de idade;
- Altura: 1,28 m;
- Peso: 22,4 kg;
- Pressão: 110/58 mmHg;
- Aspecto físico: abdome dilatado; fígado aumentado 
hepatomegalia
Como há deficiência na enzima glicose 6-fosfatase, há um
acúmulo de glicose 6P no fígado da paciente, o que acarreta um
acúmulo de glicogênio e, consequentemente um aumento do
tamanho do órgão.
- Relato de episódios frequentes de sensação de fraqueza,
sudorese e palidez que desaparecem com a ingestão de alimentos
 Hipoglicemia;
- Retardo no crescimento;
TABELA DE PESO E ALTURA – dos 06 ATÉ 16 ANOS
(adaptada)
PARA MENINAS

Idade Mínimo Ideal Máximo


Peso (g) Altura (cm) Peso (g) Altura (cm) Peso (g) Altura (cm)

6 Anos 16.870 108,0 21.090 115,9 26.630 125,4

7 Anos 18.730 114,0 23.680 122,3 30.630 131,7

8 Anos 20.550 119,1 26.350 128,0 35.790 137,4

9 Anos 22.270 123,6 28.940 132,9 40.780 143,4

10 Anos 24.130 127,7 31.890 138,6 46.220 149,3

11 Anos 26.260 132,3 35.740 144,7 51.210 157,4

12 Anos 28.850 137,8 39.740 151,9 57.920 164,6

13 Anos 32.750 143,7 44.950 157,1 64.550 168,4

14 Anos 37.690 148,2 49.170 159,6 68.400 170,7

15 Anos 40.370 150,2 51.480 161,1 70.400 171,6

16 Anos 41.640 150,8 53.070 162,2 71.530 172,0

Fonte : Medidas extraídas dos estudos da Saúde e do Desenvolvimento Infantil do


Departamento de Saúde Materno Infantil da Escola de Saúde Pública de Harvard. -
Publicado em Pediatria de Nelson.
Doença de Von Gierke

A glicose 6-fosfatase é a última enzima da


via de degradação do glicogênio no fígado para dar
glicose. A enzima retira o grupo fosfato da posição 6 da
molécula da glicose 6-fosfato. A glicose pode atravessar a
membrana do hepatócito, mas a glicose 6-fosfato não
pode. Conseqüentemente, acumula-se dentro do
hepatócito, retardando toda a via de degradação e retendo
o glicogênio, que passa a ser abundante no hepatócito. O
aumento do volume dos hepatócitos leva ao aumento do
fígado como um todo (hepatomegalia).
Caso Clínico
Resultado do exame de sangue coletado em jejum:

Referência
- Glicose sérica (mM)  2,8 (3,9 a 5,6)
Como a glicose 6P não é transformada em glicose por conta da
falta da enzima responsável, o nível de glicose no sangue é baixo
(hipoglicemia)

- Ácido Graxo livre plasmático (mM)  1,6 (0,3 a 0,8)


- Triglicerídeos Séricos (mM)  3,15 (0,3 a 1,5)
Com a falta de glicose no sangue, os lípideos tornam-se a fonte
de melhor rendimento energético. Estando o glucagon em excesso
na corrente sanguínea, esse provoca a lipólise. Tal processo faz
com que a concentração de ácido graxo aumente no organismo.
Caso Clínico
Resultado do exame de sangue coletado em jejum:
Referência
- Corpos Cetônicos (mM)  70 (< 7)
No fígado, o ácido graxo é oxidado. Contudo, como há um excesso desse
composto devido à lipólise, há uma grande produção de Acetil CoA.
Apenas uma pequena parte de tal substância é oxidada. Assim, o Acetil
CoA é convertido em corpos cetônicos, que são uma alternativa
energética para o organismo.

- pH  7,25 (7,35 a 7,45)


Os corpos cetônicos possuem caráter ácido. Assim, como estão em
excesso no sangue, provocam uma acidose.

- CO2 (mM)  12 (24 a 30)


Como o pH está baixo, o organismo provoca uma hiperventilação
buscando seu pH ideal. Esse fenômeno faz com que a concentração
sanguínea de gás carbônico diminua.
Caso Clínico
Resultado do exame de sangue coletado em jejum:
Referência
- Piruvato (mM)  0,43 (0,05 a 0,1)
- Lactato (mM)  6,6 (0,6 a 2,0)
Na glicólise, o piruvato transforma-se em lactato e vice-versa, formando
um equilíbrio. O piruvato é transformado também em Acetil CoA, que
entrará no cliclo de Krebs. Como há um excesso de Acetil CoA devido à
oxidação de ácido graxo, o piruvato é acumulado e, consequentemente, o
lactato também.
Enzimas com níveis inalterados

Glicogênio


Glicogênio

Fosforilase


Glicose‐1‐P


Fosfoglicomutase

Gli
6P‐Desidrogenase


Glicose‐6‐P
 6‐Fosfoglucanato


Glicose
6‐fosfatase


Início
da
via
das
pentoses



Glicose

Nutrição Parenteral
A nutrição parenteral é composta por:

- Água : Maior volume, necessário para repor as perdas e


transportar os outros componentes. Tal cálculo deve levar em
conta as necessidades e as perdas.

- Glicose: Utilizada na forma de soluções hipertônicas de glicose,


geralmente a 50% - ou seja, 50 gramas de glicose para cada 100
ml.

- Aminoácidos: Necessário para formar a proteína. Utilizam-se


soluções a 10% (10 gramas por 100 ml). Existem comercialmente
soluções especiais para problemas especifícos.

-  Lipídios : Utilizado preferencialmente todos os dias como fonte


de energia, juntamente a glicose, apresenta-se em soluções a 10
e 20% (10 ou 20 g/100 ml)

- Vitaminas

- Eletrólitos
Nutrição Parenteral

Recomenda-se que a nutrição parenteral seja


feita em uma veia central e calibrosa próximo ao coração e que
seus horários de aplicação sejam seguidos a rigor.

Em um quadro de hipoglicemia ou desnutrição


prolongada, principalmente devido à doenças como a Doença de
Von Gierke, a nutrição parenteral é de grande importância uma vez
que reestabelece o nível de glicose no sangue, possibilitando
sua utilização como fonte de energia. Além de repor aminoácidos
essenciais, vitaminas entre outros.

Um problema comumente encontrado é a


contaminação por bactérias e fungos que colonizam os frascos
de tais soluções. Outra complicação refere-se a possível
ocorrência de Flebite, uma reação inflamatória da veia em que
ocorre o acesso, devido a alta concentração de glicose. E ainda
deve-se atentar às reais necessidades de glicose do paciente, já
que seu excesso transformar-se-á em glicogênio.
Doenças de Armazenamento do Glicogênio

É um grupo de doenças genéticas que apresentam


deficiência em uma das enzimas necessárias em
alguma parte do metabolismo do glicogênio, resultando
na formação de estruturas anormais de glicogênio ou
do seu acúmulo excessivo em determinados tecidos.
Doenças de Armazenamento do Glicogênio

- TIPO Ia: Doença de Von Gierke.

- TIPO Ib: deficiência da glicose-6-fosfato-translocase.

- TIPO II: Doença de Pompe: deficiência da α-1,4-glucosidase ou


(maltase ácida).

É uma doença de armazenamento lisossômico, gerando um acúmulo de


glicogênio em quase todos os tecidos. Sua causa é desconhecida.

Como a deficiência da enzima ocorre no lisossomo, o metabolismo do glicogênio


fora destes é normal, logo, as concentrações de glicose, lipídeos e corpos
cetônicos estão dentro dos parâmetros normais.
Doenças de Armazenamento do Glicogênio

TIPO III: Doença de Cori: Deficiência de α-1,6-glicosidase

Deficiência na enzima cortadora de ramos do glicogênio.


Há presença de glicogênio com maior número de ramificações e cadeias
mais curtas. A hipoglicemia é menos acentuada uma vez que a
gliconeogênese não é reduzida e devido ao fato de as cadeias laterais de
glicogênio apresentarem uma degradação normal, por meio da fosforilase.

TIPO IV: Doença de Andersen: Amilopectinose. (amilo(1,4-1,6)trans-


glicosidase)

Raríssima. Deficiência da enzima transferase, responsável por


estabelecer ramificações na síntese de glicogênio. Altera a estrutura do
glicogênio, deixando-o com uma cadeia isolada muito mais longa, não
ramificada, diminuindo sua eficácia no armazenamento de glicose.
Doenças de Armazenamento do Glicogênio

Existem ouras doenças de armazenamento de glicogênio, mas são


bem mais raras do que as citadas anteriormente. Entre elas:

TIPO VII: Deficiência de fosfofrutoquinase muscular

TIPO VIII: deficiência de fosforilase-quinase


Doenças de Armazenamento do Glicogênio

TIPO V: Síndrome de McArdle (deficiência de glicogênio-


fosforilase dos músculos esqueléticos ou miofosforilase)

Ausência de fosforilase muscular, levando a um acúmulo de


glicogênio nos músculos. Ocasiona fadiga, câimbras musculares.
Não há liberação de lactato no plasma. A falta de fosforilase faz com
que o músculo tente obter glicose através do aumento de
gliconeogênese. o metabolismo do glicogênio no fígado não é
alterado É importante ressaltar que.

TIPO VI: Doença de Hers. Deficiência da fosforilase hepática

Menos grave que a TIPO V devido à redução e não total ausência


da fosforilase hepática. A fosforilase-quinase e a gliconeogênese
ocorrem normalmente, levando a uma leve hipoglicemia.
Referências Bibliográficas

- DEVLIN, Thomas M. Manual de Bioquímica com Correlações


Clínicas. São Paulo: Ed. Edgard Blücher, 4ª ed, 2000;

- KARLSON, Peter. Patobioquímica. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara


Koogan, 1978

- CHAMPE, Pamela C.; HARVARD, Richard A.; FERRIER, Denise R.


Bioquímica Ilustrada. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2008

Meio eletrônico:
http://www.portalfarmacia.com.br/farmacia/principal/conteudo.asp?
id=260. Acessado em 15/09/2009
http://pt.wikipedia.org. Acessado em 15/09/2009