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Mobilidade urbana: a oferta pública do transporte

coletivo e a iniciativa privada dos mototaxistas no


município de Araras (SP)

1
Gilvan Charles Cerqueira de Araújo

Resumo: O transporte coletivo de um munícipio é um dos serviços de atendimento


populacional mais importantes. No caso da cidade de Araras/SP, a situação não se altera
e, especificamente no seu contexto em particular, é observada uma relação de interação
e por vezes contradição entre o transporte público coletivo e a iniciativa privada de
transporte por mototáxi. As maneiras pelas quais essas duas opções de transporte se
imbricam é a temática do presente artigo, analisando as principais características dessa
relação. Como objetivo principal está a análise de problemas, circunstâncias e possíveis
soluções para algumas questões que afetam usuários, trabalhadores e poder público. A
utilização de bibliografia específica, bem como o auxílio de documentos legislativos e
informações estatísticas, com análise de documentos e aplicação de questionários, dará
o suporte para o alcance dos resultados esperados e apresentados ao final do trabalho.

Palavras-chave: Mobilidade Urbana. Transporte Coletivo. Mototaxistas.

1
Mestrando em Geografia pela Universidade de Brasília (UnB). Graduado em Geografia pela Universidade
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). E-mail: <gcca99@gmail.com>.

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1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como objetivo fazer uma análise, mesmo


que sucinta, do transporte coletivo urbano por ônibus e o transporte por
mototáxi no espaço urbano de Araras/SP, tendo como parâmetros a veri-
ficação da qualidade dos serviços oferecidos pela TCA (Transportes Co-
letivos de Araras), uma empresa municipal responsável pela totalidade das
linhas de ônibus nesse município e pelos mototaxistas. Foi percebido que
a concorrência entre esses dois modais de transporte influencia positiva-
mente o transporte em Araras, podendo-se dizer que a convivência entre
eles é relativamente harmoniosa.
Por meio de uma análise bibliográfica sobre a temática, e também
com o auxílio de dados estatísticos, imagéticos e pesquisa de campo com
aplicação de questionários, procurar-se-á apresentar os principais pontos
que definem, estruturam e condicionam tanto o transporte público cole-
tivo como também o atendimento de mototáxi individualmente. E nessa
interposição dialética entre o coletivo e o individual encontramos impor-
tantes correlações e possibilidades de aprofundamento em temáticas que
levam em conta temas relacionados à Geografia Urbana, economia mu-
nicipal, iniciativa privada e ações de organizações e instituições estatais
(MELLO, 1981).
O trabalho está organizado em três momentos distintos e comple-
mentares. Inicialmente será apresentado o transporte coletivo, fazendo-se
uma averiguação da quantidade e qualidade da frota, das características
históricas tanto da iniciativa municipal de implementação e sua correla-
ção com a própria história do município de Araras. Após essa primeira
etapa, passar-se-á para a análise do atendimento dos mototaxistas, levan-
do em conta a quantidade, as necessidades dos motociclistas, a regulariza-
ção legislativa e o alcance dos seus serviços à população.
Por fim, será feita uma apresentação dos dados adquiridos por meio
da aplicação dos questionários junto à população ararense. Essa averigua-
ção dos dados colhidos possibilitará colocar em primeiro plano as con-
tradições e complementariedades entre o transporte público coletivo e o

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atendimento dos mototaxistas. Findando então essas três etapas do tra-
balho, serão feitas as considerações finais juntamente com os resultados
esperados e obtidos com a pesquisa e a feitura do artigo como forma de
sua divulgação e valorização da temática estudada.

2. O TRANSPORTE COLETIVO E A SUA IMPORTÂNCIA


NO MEIO URBANO

O transporte urbano deve ser visto como sendo de grande impor-


tância social. É uma atividade essencial, pois abrange a movimentação de
pessoas e mercadorias nas cidades, permitindo a realização das demais ati-
vidades urbanas, como trabalho, estudos, diversões, manufaturas e comér-
cio. São as calçadas, ruas e avenidas que dinamizam os fluxos, que dão vida
às cidades (GROTTA, 2005).
Essa breve caracterização demonstra a importância, primeiramente,
das vias de circulação como infraestrutura, e depois, dos transportes, o
modo pelo qual fluem as pessoas e as mercadorias. No espaço urbano se
configuram diferenciados elementos, que precisam de conexão para que a
mobilidade humana e a produção urbana possam fluir de maneira coorde-
nada e interligada. Por isso o transporte passa a ser um elemento impres-
cindível para a manutenção do modo de vida urbano.
Ao se pensar a cidade, é importante ter em mente que os órgãos de
serviços públicos, as habitações, os estabelecimentos comerciais, as indús-
trias, entre outros, devem estar conectados uns aos outros. Nesse sentido,
a cidade deve ser sempre objeto das políticas de planejamento de uso e
ocupação do solo. A caracterização feita por Barat e Batista (1973, p. 375)
vai além, e reflete sobre os padrões de uso do solo e de organização do
espaço, que muito interessa à Geografia:

Na verdade, a função básica do transporte é a de integrar as áreas


urbanas, não somente do ponto de vista espacial, mas no que diz
respeito aos diferentes aspectos das atividades urbanas (econômi-
cas, sociais, residenciais e recreativas), permitindo a consolidação

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de mercados para os fatores de produção. Nesse sentido, os deslo-
camentos pendulares diários da força de trabalho – residência/tra-
balho/residência – que constituem o grosso das viagens nas áreas
urbanas, são condicionados, largamente, pelos padrões de uso do
solo, mas também podem exercer influência sobre os mesmos e, con-
sequentemente, sobre o desenvolvimento urbano futuro, na medida
em que a existência do transporte precede os planos habitacionais.

Na maioria das cidades brasileiras, o sistema de transporte coletivo


por ônibus é predominante no atendimento de grandes massas devido às
seguintes características: i) grande flexibilidade para conexão de pontos
de origem e destino dispersos no espaço urbano; ii) custos de implantação
relativamente baixos; iii) adaptabilidade de sua oferta a incrementos da
demanda até limites de densidade de tráfego que exijam um modal para
atendimento de massa (FERRAZ; TORRES, 2004).
Este sistema constitui uma alternativa de transporte em substitui-
ção ao automóvel, no intuito de reduzir os impactos negativos causados
pelo uso massivo do transporte individual, tais como congestionamentos,
poluição, consumo desordenado de energia, acidentes de trânsito, desu-
manização do espaço urbano e perda de eficiência econômica das cidades,
sem falar da necessidade de imensas áreas que devem ser disponibilizadas
para estacionamentos, entre outros (MELLO, 1981; SANTOS, 2012;
RODRIGUES; SORRATINI, 2012).
O incentivo à utilização do transporte coletivo em detrimento à uti-
lização do carro deve ser pensado também como uma alternativa à ne-
cessidade cada vez maior de construção de infraestrutura de transporte,
principalmente nos grandes centros urbanos, pois demandam grandes
investimentos:

Os modos de transporte coletivo de passageiros empregam várias


tecnologias, com características diversificadas, que atendem a faixas
de demanda específicas com maior eficiência. Os principais modos
são: ônibus, trólebus, bonde, pré-metrô, metrô e trem suburbano.
Pela sua flexibilidade, custo de aquisição e de investimentos para sua

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operação, mesmo com baixa capacidade, o ônibus é atualmente o
principal modo de transporte público na maioria das cidades brasi-
leiras, além de ser um importante complemento para os modos de
alta capacidade que operam nas maiores cidades do país (SANTOS,
2012, p. 01).

As estimativas apontam que o consumo de espaço viário por passa-


geiro transportado chega a ser de 10 a 25 vezes maior no transporte por
carro em relação ao ônibus, variando com o tamanho e a lotação dos cole-
tivos, do cálculo ou não do espaço utilizado no estacionamento dos carros
e do tempo que os mesmos permanecem estacionados. Com relação ao es-
tacionamento, na construção de um empreendimento imobiliário, como
um edifício para ser utilizado por escritórios, seria necessária uma área
20% maior se for computado o espaço suficiente para atender a deman-
da de vagas para estacionamento (FERRAZ; TORRES, 2004). Devido
a essa imensa demanda, o transporte coletivo urbano é cada vez mais um
lugar de destaque no crescimento das cidades do Brasil nos últimos anos:

O transporte coletivo urbano exerce papel importante na atual con-


figuração dos deslocamentos urbanos como meio de transporte que
propicia a interligação entre as diversas regiões das cidades, consti-
tuindo-se numa alternativa para a redução de graves problemas en-
contrados nas cidades, tais como: congestionamentos, acidentes de
trânsito e impactos ambientais. Na atual configuração das cidades o
movimento de pessoas e produtos é intenso, sendo diversos os mo-
tivos dos deslocamentos: trabalho, estudo, compras, saúde, lazer e
outras necessidades individuais, as quais variam de acordo com os
interesses das pessoas e finalidades dos deslocamentos. A escolha do
modo de transporte a ser utilizado leva em consideração vários fato-
res, entre os quais a disponibilidade de determinado modo, a prefe-
rência, a qualidade do serviço, assim como questões econômicas e
geográficas (RODRIGUES; SORRATINI, 2012, p. 02).

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O aumento geométrico da população urbana fez com que esse qua-
dro de expansão do transporte urbano se tornasse realidade em várias ci-
dades, não só do Brasil, mas do mundo inteiro. Por isso a qualidade dos
transportes individual e coletivo tende a estar em consonância com a
quantidade de investimentos e planejamento que a própria malha urbana
oferece. Daí a necessidade de uma aplicabilidade de diferentes estratégias
de mobilidade urbana individual e coletiva para atender a esses desloca-
mentos.
E o transporte coletivo sem dúvida figura com um papel de destaque,
como válvula de escape para um transporte de grande quantidade de usu-
ários sem perder a qualidade do serviço. Essa demanda e necessidade de
expansão não deve sobrepujar a responsabilidade do poder público, quan-
do o oferecimento do serviço for direto, ou de suas autarquias e empresas
contratadas, de garantir um serviço público de qualidade:

O transporte coletivo tem importância fundamental dentro do con-


texto geral do transporte urbano, na medida em que é essencial para
a população de baixa renda e, ao mesmo tempo, uma importante
alternativa a ser utilizada como estratégia para redução das viagens
por automóvel, contribuindo para a redução dos congestionamen-
tos, da poluição ambiental, dos acidentes de trânsito e do consumo
de combustível (RODRIGUES; SORRATINI, 2012, p. 02).

Sendo assim, a utilização dos sistemas de transporte coletivo por ôni-


bus proporciona uma ocupação mais racional do solo nas áreas urbanas.
Essa racionalização do transporte urbano é recorrente em autores que tra-
tam da questão do planejamento urbano, ou seja, da maneira pela qual o
espaço urbano é concebido, e também como o transporte que lhe perpassa
se comporta, fazendo assim sua fluidez de pessoas e mercadorias se tornar
possível (FERREIRA, 2007; RIBEIRO, 1986).
As exemplificações de como o transporte tanto coletivo como urba-
no em suas modalidades pública e privada estão presentes no Brasil sempre
será tema de um rico e profícuo imbróglio a ser pensado, refletido e passí-

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vel de proposições resolutivas para seus problemas e especificidades tanto
no que diz respeito à questão escalar das manchas urbanas analisadas, de
pequenas cidades a grandes centros urbanos, como também no que tange
à integração de transportes (BRASIL, 2003), que é talvez o principal de-
safio para pesquisadores, gestores e pessoas que lidam direta ou indireta-
mente com a temática do transporte urbano e suas modalidades.

3. A CIDADE DE ARARAS

Distante 170 quilômetros da capital do estado, com uma área


de 645 Km2, localização à Lat. 22º35’S e Long. 47º38’W, os 118.843
(IBGE/2010). A presença de uma rica infraestrutura é uma das marcas
registradas do município de Araras, havendo um amplo atendimento dos
serviços públicos, juntamente com a presença da iniciativa privada que
garante esta disposição estrutural: “Usinas, universidades, indústrias na-
cionais e multinacionais garantem à cidade uma economia sólida com o
progresso transparecendo inclusive em seus espaços públicos e nos atos de
seu povo. Seu esgoto é 100% tratado, sendo uma das poucas cidades do
Estado a possuir esse trabalho” (ARARAS, 2013b). A água é abundante,
pois o município possui uma rica rede hidrográfica em toda sua área, per-
mitindo um atendimento a toda população urbana além de atender à de-
manda da importante região industrial presente nas proximidades da Ro-
dovia Anhanguera, além das diversas usinas de cultivo de cana-de-açúcar.
Outro ponto a ser destacado é a presença de serviços de pronto aten-
dimento hospitalar (quatro hospitais ao todo) que cobrem toda a exten-
são territorial do município. A arborização e preservação de áreas com
flora nativa é outro ponto a ser destacado. Por fim, a cidade de Araras
é uma das mais recorrentes em listas de desenvolvimento de municipa-
lidades brasileiras, tendo em vista a quantidade de empresas dos setores
secundário e terciário que empregam uma grande parcela da população
ararense (ARARAS, 2013b).

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Figura 1: Município de Araras/SP.
Fonte: BING (2013).

4. O TRANSPORTE PÚBLICO DE ARARAS

O transporte coletivo de Araras possui uma característica peculiar


pelo fato de sempre pertencer ao poder público local. Faremos uma expla-
nação sobre a dinâmica do transporte coletivo ararense com base nas for-
mulações e conceituações relativas. A história do transporte coletivo na
cidade possui fases de desenvolvimento e avanço que podem ser divididas
em períodos temporais e pelas administrações públicas desses períodos.
Dessa forma, temos o seguinte panorama:
– 1º Período SMTCA (Sistema Municipal de Transporte Coletivo
de Araras): foi a primeira empreitada do poder público municipal para
implementação da prestação de serviço de transporte coletivo, no ano
de 1984. Inicialmente com alcance mais limitado e baixa experiência no
ramo, a prefeitura passou a investir na divulgação do serviço no intuito de
aumentar sua utilização por parte da população.

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– 2º Período EMTCA (Empresa Municipal de Transporte Coletivo
de Araras, a partir do ano de 1987): desde 2001, recebe o nome de Trans-
porte Coletivo de Araras – TCA, apenas sendo essa a configuração da
prestação do serviço público de transporte coletivo no município. Esse
período é marcado pela tentativa de otimização, planejamento melhorias
do serviço prestado.
Ocorrem nessa fase, por propostas de linhas rápidas (expressas),
aquisição de ônibus com maior capacidade de transporte de passageiros
(ônibus biarticulado), transferência do terminal urbano da Rodoviária
para atual localização na Avenida Zurita. Com a mudança de gestão nas
ultimas eleições (2008 e 2012), há a proposta de aquisição de novos car-
ros. Atualmente o transporte coletivo de Araras possui uma abrangência
bem maior do que o originalmente planejado pelo poder municipal.
Em decorrência do aumento populacional e crescimento no número
de bairros, há a necessidade de uma aplicação logística cada vez mais apu-
rada da demanda por esse tipo de transporte, o que faz o assunto ser re-
corrente nas pautas dos gestores públicos municipais ao longo do tempo,
não só em Araras, mas em praticamente todos os municípios que contam
com esse tipo de serviço (SANTOS, 2012). O aumento dos ônibus é o
resultado de um processo maior, de urbanização e, em alguns casos, de
metropolização das cidades do Brasil; a própria ANTP previa tal situação
antes da entra dos anos 2000:

Com o aumento do tráfego, o transporte público torna-se mais


lento e menos confiável, reduzindo sua demanda e sua receita. São
necessários mais veículos para prestar o mesmo serviço e os custos
aumentam. Os usuários cativos do transporte público são prejudica-
dos e os usuários potenciais são desestimulados. Aqueles que podem
transferem-se para o transporte particular, aumentando o congestio-
namento e alimentando o círculo vicioso (ANTP, 1997, p. 18).

Devido a esse cenário, assim como em outros municípios, a empresa


municipal de transporte coletivo de Araras respeita, dentre outras prerro-

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gativas legais, a Lei nº 10.233, de 2001, que regula a questão do controle e
implementação de todas as formas de transporte no Brasil; especificamen-
te nos artigos de 79 a 81, temos a regulamentação da Agência Nacional
de Transportes Terrestres e suas obrigações, dentre as quais está a regula-
rização de concepções e autorizações, assim como acontece com o regime
autárquico do transporte público em Araras.
O Ministério das Cidades, por meio da Secretaria de Mobilidade
Urbana, criada em 2003, procura justamente atenuar ou sanar as dificul-
dade e percalços que possam aparecer no transporte coletivo urbano, em
outras palavras, sua premissa é:

[…] entendida como um conjunto de políticas de transporte e de


circulação que visam proporcionar o acesso amplo e democrático ao
espaço urbano, por meio da priorização dos modos de transporte co-
letivo e os não-motorizados, de forma efetiva, socialmente inclusiva
e ecologicamente sustentável; apoiar o desenvolvimento institucio-
nal, regulatório e de gestão do setor; coordenar ações para a inte-
gração das políticas de mobilidade urbana e destas com as demais
políticas de desenvolvimento urbano (BRASIL, 2006, p. 18).

Atualmente a empresa pública municipal TCA (Transporte Coleti-


vo de Araras) conta com uma frota diversificada (63 ônibus, utilizando 34
carros para área urbana, 21 para estudantes na zona rural, dois para linhas
rurais e 6 para reserva, sendo ao todo 40 linhas de rotatividade dos carros)
tanto em questão de mobilidade e qualidade quanto no que tange à am-
plitude de atendimento do serviço. Outras linhas e novos carros hão de
ser adquiridos devido ao grande crescimento da mancha urbana de Araras
nos últimos anos, havendo de imediato a necessidade de uma ampliação
dos serviços prestados pela TCA. A seguir, estão representados os prin-
cipais dados referentes à empresa TCA, colhidos do seu site oficial, onde
podemos encontrar uma oferta de informações importantes para clientes,
fornecedores e servidores:

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Figura 2: Média mensal de passageiros transportados ao ano.
Fonte: SMTCA (2013).

Com base nas entrevistas realizadas com os usuários do serviço de


transporte coletivo de Araras, verificamos que há uma tendência de maior
cobrança de qualidade nas linhas de atendimento aos bairros mais caren-
tes do município. Isso ocorre justamente pelo fato de que boa parte da
frota com mais problemas técnicos de rodagem e conforto atende a essa
parcela da população. Apesar dos esforços da prefeitura em tentar man-
ter uma constante renovação, há uma tendência ao desgaste acelerado dos
carros que atendem a essas regiões, onde o número de usuários e maior e
a quilometragem rodada também é de maior extensão, provocando um
maior desgaste dos carros nessas linhas.

A ocupação urbana foi pouco planejada ao longo desses anos, até a


década de 70 poucas leis atuavam no surgimento dos loteamentos.
O adensamento e da expansão da área urbana se deu praticamente
ao “sabor dos investimentos imobiliários”. Já o início da década de 80
foi marcado pelo intenso processo de verticalização na área central
e nos bairros mais antigos, enquanto que o adensamento populacio-

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nal da periferia cresceu cada vez mais com a implantação de conjun-
tos habitacionais e loteamentos sem muitas restrições (FREITAS;
LOMBARDO, 2006, p. 05).

Os limites da expansão urbana são um desafio perene e reincidente


para o transporte coletivo, advindo daí o crescimento das opções indivi-
duais, como táxis e mototáxi. O maior desafio do transporte coletivo de
Araras hoje em dia é competir com a concorrência dos mototaxistas que
se amplia na cidade nos últimos anos, bem como manter a qualidade do
serviço à população, com as dificuldades apresentadas pela necessidade de
haver um constante subsídio do poder público, por meio da Secretaria de
Transportes, para que toda demanda vinda da manutenção da TCA sejam
sanada e atendida.
Por ser uma das poucas cidades que mantém esse serviço na gerência
do poder público município, Araras representa uma peculiar situação a
ser atentada e valorizada no âmbito regional por conseguir, durante tan-
tos anos, oferecer, mesmo que em algumas instâncias de forma insuficien-
te, a prestação do serviço de transporte coletivo aos seus concidadãos.
É importante agora a exposição de um contraponto do transporte
público coletivo gerenciado pelo poder público municipal de Araras, com
o do serviço de mototaxismo, presente na cidade já há algum tempo. A co-
existência das duas modalidades de transporte é pacífica e até certo ponto
complementar uma à outra, sendo que a empresa municipal de transporte
coletivo não atende a toda demanda de mobilidade populacional exigida
pelos cidadãos, e é nessa especificidade dos mototaxistas que devemos ex-
planar algumas de suas principais características.

5. O SERVIÇO DE MOTOTÁXI NO MUNICÍPIO DE ARA-


RAS

O processo de urbanização traz consigo alguns fatos tipicamente


relacionados ao aumento da demanda pela agilidade do transporte nas ci-

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dades. Essa demanda se dá tanto no âmbito dos grandes centros como em
cidades de médio porte (VIOLATO; WAISMAN, 2012). Na cidade de
Araras, nos últimos dez anos, houve um aumento considerável no número
de prestadores de serviço de mototáxi.
Esse fenômeno ocorre pelo fato de o transporte público coletivo não
mais atender com eficiência a população, fazendo emergir a preferência
pelo transporte individual próprio ou privado nos centros urbanos. Den-
tre alguns dos resultados provindos da urbanização exacerbada, está o
aumento pelo transporte individual, que normalmente não acompanha a
instalação de vias de circulação. No fim a procura pela facilidade do indi-
vidual leva à lentidão do coletivo e, em ambas modalidades, vê-se o efeito
do crescimento urbano:
As facilidades de uso do automóvel incentivam a expansão urba-
na. As distâncias aumentam e novas vias são necessárias. As redes
de equipamentos públicos – água, esgoto, iluminação – tornam-se
mais caras. Os ônibus precisam trafegar mais, reduzindo sua rentabi-
lidade. Algumas áreas tornam-se críticas, com o transporte público
altamente deficitário. A área urbana aproxima-se da insustentabili-
dade (ANTP, 1997, p. 19).

Atualmente em Araras existem aproximadamente 20 microempre-


sários dos ramos de mototaxistas, sendo que a maioria possui registro na
prefeitura autorizando a prestação do serviço no município. A concorrên-
cia com a Empresa Municipal de Transporte Coletivo de Araras (TCA) é
inevitável, havendo uma clara competição pelos usuários de ambos os ser-
viços, principalmente nos horários de pico. Em síntese, temos a seguinte
definição dos serviços de táxi, em geral, e dos mototáxi, em particular, que
se enquadram no cenário do município de Araras:

Os serviços de táxi constituem um ramo consagrado, em todo o


mundo, como uma opção especial para o transporte remunerado de
passageiros, aos quais se oferece maior agilidade, conforto, seguran-
ça e mobilidade do que pelos transportes coletivos. Trata-se, porém,

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de um serviço restrito a uma clientela reduzida, devido ao seu alto
custo, por ser de natureza individual. Um mototáxi é um tipo de
transporte público individual, no qual os passageiros têm livre esco-
lha de local de embarque e desembarque, o que não acontece com as
modalidades de transporte de massa. Esse tipo de transporte é, nesse
sentido, semelhante ao táxi convencional, com a ressalva de utilizar
a motocicleta em vez do carro (ABREU, 2012, p. 18).

Não há registro de conflitos entre o poder público municipal e os


trabalhadores de mototáxi. O que há na cidade é apenas um certo receio
por parte dos administradores da TCA com relação à legitimidade, lega-
lidade e, principalmente, à segurança proporcionada pelos mototaxistas.
Podemos afirmar que, no caso do município de Araras, há uma rela-
ção, dentro do possível, de caráter harmônico e complementar entre esses
dois tipos de prestação de serviço à população, pois, com o aumento da
necessidade de expansão do alcance de ambas as partes, não restam muitas
questões relacionadas à competitividade que ficam em questão, fazendo
com que esse cenário seja benéfico aos cidadãos.
Há uma iniciativa federal de regularização da profissão do serviço de
mototáxi conforme apresentado na Consultoria Legislativa da Área XIII
Desenvolvimento Urbano, Trânsito e Transportes da Câmara dos Deputa-
dos, elaborada em 2003, em que há o incentivo do esforço dos poderes
municipal e estadual de abrirem espaço para essa discussão. E, nesse senti-
do, há a Lei nº 12.009, de 29 de julho de 2009, de regulamentação da pro-
fissão de mototaxista que deu origem à Lei municipal nº 4.327 de 2010
em Araras, prevendo, dentre outras coisas:

Art. 5º) – Para o exercício das atividades previstas no art. 1º, é ne-
cessário:
I – ter completado 21 (vinte e um) anos;
II – possuir habilitação, por pelo menos 2 (dois) anos, na categoria;
III – ser aprovado em curso especializado, nos termos da regulamen-
tação do Contran;

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IV – estar vestido com colete de segurança dotado de dispositivos
retrorreflexivos, nos termos da regulamentação do Contran;
V – submeter-se à fiscalização pelo órgão municipal competente.
§ 1º) – O colete de segurança previsto no inciso IV será determinado
conforme padrão estabelecido pelo órgão municipal competente,
contendo número de identificação do “mototaxista”, podendo desti-
nar espaço à publicidade privada (ARARAS, 2010, p. 02).

Ainda na mesma legislação, temos uma melhor definição do traba-


lho e do profissional mototaxista, algo particular ao município de Araras.
A lei municipal trata, em princípio, da profissão de mototaxista e suas
definições: “[...] regulamenta no município de Araras o exercício das ati-
vidades dos profissionais em transportes de passageiros, ‘mototaxista’, em
entrega de mercadorias e em serviço comunitário de rua, e “motoboy”,
com o uso de motocicleta” (ARARAS, 2010, p. 01). E, ainda mais especi-
ficamente, diz que:

§ 2º) – Do profissional de serviço comunitário de rua serão exigidos


ainda os seguintes documentos:
I – carteira de identidade;
II – título de eleitor;
III – cadastro de pessoas físicas – CPF
IV – atestado de residência fixa;
V – certidões negativas das varas criminais;
VI – identificação da motocicleta utilizada em serviço;
VII – cadastro atualizado junto ao órgão municipal competente.
Art. 6º) – São atividades específicas dos profissionais de que trata o
art. 1º:
I – transporte de mercadorias de volume compatível com a capaci-
dade do veículo;
II – transporte de passageiros. (ARARAS, 2010, p. 02).

Devido ao impacto desse aparato legal, recentemente uma discussão


ganhou espaço ao entrar em vigor a lei nº 12.009, de 29 de julho de 2009,

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que regulamenta o exercício das atividades dos profissionais em transpor-
te de passageiros, “mototaxista”, em entrega de mercadorias e em serviço
comunitário de rua, e “motoboy”, com o uso de motocicleta, alterando
também a lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que dispõe sobre regras
de segurança dos serviços de transporte remunerado de mercadorias em
motocicletas e motonetas – motofrete –, estabelecendo regras gerais para
a regulação desse serviço.

Figura 3: Qualidades do transporte dos mototaxistas segundo os usuários.


Fonte: Arquivo pessoal.

O serviço de mototáxi, já existente, porém sem regulamentação, em


muitas cidades brasileiras, se constitui muitas vezes em uma alternativa
de transporte interessante do ponto de vista da flexibilidade do percurso,
do curto tempo de viagem proporcionado pela dinâmica da movimenta-
ção da motocicleta, do baixo custo relativo desse tipo de transporte, entre
outros. No entanto, os mototáxis oferecem também desvantagens, como
o desconforto nas viagens, proporcionado pela exposição às condições cli-
máticas adversas e pela própria maneira como o passageiro deve se sentar e
segurar, a poluição do ar excessiva, além do risco de acidentes que é maior
se comparado a carros e ônibus:

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Figura 4: Qualidade do transporte coletivo urbano segundo os usuários.
Fonte: Arquivo pessoal.

Em algumas cidades, por exemplo, Rio Claro, o poder público opta


por impedir esse tipo de serviço, haja vista que a população que utiliza
ônibus já é escassa e certamente o sistema não resistiria à concorrência
com os mototáxis. Já a situação no município de Araras tem suas peculia-
ridades (GROTTA, 1995).
A diferença do transporte individual por mototaxista em Araras
para outras municipalidades está em seu caráter jurídico – tendo em vista
sua regularização pela prefeitura em 2010 pela Lei nº 4.327 – e também
pelo fato de haver uma complementariedade em prol da demanda por
mobilidade urbana. Em certo sentido, por um lado, há uma falha no aten-
dimento do transporte coletivo, contrariando a objetivação do Ministério
das Cidades no projeto de atendimento à população. Por outro lado, é
inegável o papel de importância angariado pelos mototaxistas em Araras
nos últimos anos, revelando-se em algumas ocasiões insubstituível até que
o poder público atinja, no caso da TCA, um nível de atendimento condi-
zente com a realidade da população da cidade.

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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A temática do transporte urbano em suas modalidades coletiva


e individual, pública e privada, é uma das mais profícuas da atualidade.
Devido ao movimento crescente dos centros urbanos em todo o mundo,
esta é uma discussão que foge à pauta da realidade citadina da contem-
poraneidade, onde a palavra de ordem é mobilidade e deslocamento das
pessoas de um lugar para outro, levando em consideração que, a nível in-
formacional, as distancias se encurtaram, para que tal cenário se repita no
mundo concreto, há de se fazer um grande esforço de integração e mútua
colaboração entre os diferentes modais de transporte existente.
O transporte coletivo possui uma grande importância dentro do
quadro geral de uma postura de maior mobilidade urbana nas cidades. É
necessário haver uma confluência entre o atendimento dos meios coleti-
vos de transporte e a quantidade de vias de circulação em diferentes esca-
las e situações. O desafio para o transporte público, não apenas o rodovi-
ário, mas o metroviário, aviário e hidroviário, é justamente se adequar às
comunidades do transporte individual cada vez maior, com uma proposta
de coletividade em prol da agilidade dividida em transportes que atendem
ao maior número possível de pessoas.
A individualidade dos transportes motorizados é uma realidade pre-
sente desde a segunda fase da revolução industrial, com a invenção dos
primeiros carros movidos por combustão. Na atualidade, há uma consi-
derável frota tanto de carros como de veículos grandes, como ônibus e
caminhões. Devido a esse cenário, a capacidade de furar esse inchaço pelas
motocicletas fez com que surgissem as ofertas de empresas e pessoas que
disponibilizam o serviço de transporte individual pago pelos chamados
mototaxistas. Para além de apenas oferecer um serviço de peculiar impor-
tância, é necessário confluir harmonicamente todos os modais de trans-
portes transeuntes do meio urbano, aumentando a qualidade e mobilida-
de das pessoas na cidade.
Todo o esforço voltado para uma verdadeira integração da mobili-
dade urbana deve ter como premissa a consideração das peculiaridades

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históricas, estruturais e econômicas de cada modal de transporte com um
papel maior ou menor num determinado caso analítico. No caso do mu-
nicípio de Araras, o que temos é uma dialogia de oferecimento público e
privado de transporte de pessoas, que juntos, cada qual em sua especifi-
cidade de trabalho, contribuem para diminuir as dificuldades do aden-
samento urbano e aumento populacional da cidade, e de certa maneira
contribuem para um aumento da circulação das pessoas em todo o espaço
no qual abrange os limites da cidade.

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Title: Urban mobility: the public offering of collective transport and the private
initiative of the mototaxidrivers of Araras (SP).
Author: Gilvan Charles Cerqueira de Araújo.

Abstract: The transportation of a municipality is one of the more important


population-care services. In the case of the city Araras/SP the situation does not change,
and specifically in its particular context is observed a relationship of interaction and
sometimes contradiction between public transportation and private transportation
by motorcycle taxi. The ways in which these two transport options intertwine is the
theme of this article, analyzing the main characteristics of this relationship. The main
goal of this article is the analysis of problems, circumstances and possible solutions to
issues affecting some users, workers and government. The use of specific bibliography, as
well as the aid of legislative documents and statistical information in document analysis
and questionnaires, will provide support for the achievement of expected results and
presented at the end of work.
Keywords: Urban Mobility. Collective Transport. Mototaxidrivers.

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