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Manual

Formação Profissional Certificada

Agricultura Biológica

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Índice
1. Formas de agricultura: convencional e biológica 4
2. Caracterizar o Modo de Produção Biológico 5
2.1 Distribuição a nível Mundial 5
2.2. Princípios de produção Biológica nas explorações 6
3. Vantagens e desvantagens da agricultura biológica no quadro da
horticultura por comparação com a agricultura convencional 6
4. Efeitos da agricultura nas características e na qualidade dos produtos 7
5. As exigências do mercado: a qualidade e a regularidade 8
6. Controlo do modo de produção biológico 8
7. Relação solo-planta-clima-ambiente 12
8. Ecologia e conceito de população, habitat, comunidade biótica e
Ecossistema 14
8.1. Homem como agente modificador de ecossistemas 16
9. Planificação da sementeira/plantação/propagação, em modo de produção
biológica 17
9.1. Características das culturas - exigências edafo-climáticas, nutritivas,
formas de propagação e variedades utilizadas 17
9.2. Datas de sementeira e de plantação 25
9.3. Pragas, doenças mais vulgares e plantas companheiras e antagónicas 28
9.4. Auxiliares 30
9.5. Tratamentos fitossanitários autorizados e homologados 34
Bibliografia 37

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Introdução
O Modo de Produção Biológico é um sistema global de gestão das explorações
agrícolas e de produção de géneros alimentícios que combina as melhores práticas
ambientais, um elevado nível de biodiversidade, a preservação dos recursos naturais, a
aplicação de normas exigentes em matéria de bem-estar dos animais e método de
produção em sintonia com a preferência de certos consumidores por produtos obtidos
utilizando substâncias e processos naturais.

Com este manual pretendemos:


- Caracterizar o modo de produção agrícola convencional, e as suas implicações nos
ecossistemas;
- Caracterizar o modo de produção biológico, suas vantagens para os ecossistemas e para a
saúde pública;
- Identificar todos os factores implicados na produção biológica;
- Identificar e caracterizar o modo de produção biológica, técnicas e princípios de produção em
hortícolas.

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1. Formas de agricultura: convencional e biológica
A decisão de enveredar pelos métodos alternativos da Agricultura Biológica dependerá
da necessidade, mais ou menos sentida pelos agricultores, de explorar opções que
possam responder satisfatoriamente aos problemas provocados por práticas e técnicas
ditas convencionais, mas, também, da confiança de que seja esta a melhor alternativa
para o futuro, quer do ponto de vista económico-financeiro (onde se pesam os prós e
os contras de investimentos que se podem revelar de risco), quer do pondo de vista
ético (onde pesam os novos valores ecológicos que reequacionam posicionamentos
produtivistas mais antropocêntricos).
O objecto de aproximar as formas como abraçam os agricultores os propósitos
implícitos no modo de produção biológica, focalizando, nomeadamente, em que
medida se mostram importantes para as suas opções:

i) as representações sociais sobre preservação ambiental, os novos valores ecológicos


e a consequente mudança de atitudes para com o ambiente,

ii) as dinâmicas e oportunidades de mercado impulsionadas por consecutivos alarmes


sociais em torno da segurança alimentar,

iii) os instrumentos e as políticas criados para fomentar a qualidade alimentar e


integrar a preservação ambiental nas explorações agrícolas que, no caso português,
decorrem em grande medida da regulação internacional e europeia, mas não deixam
de depender de medidas nacionais de implementação;

A agricultura modelou o espaço rural, dependendo, ao mesmo tempo, dos


ecossistemas naturais e da qualidade ambiental.
O estímulo de métodos de exploração conciliáveis com um uso responsável do
ambiente (preservação dos recursos naturais, da diversidade genética ou da própria
paisagem e espaços rurais tradicionais) tem, por isso, vindo a impor-se, rompendo com
as políticas produtivistas de outrora e abrindo portas a alternativas que podem servir
melhor as características da agricultura portuguesa contemporânea.

Assumindo a Agricultura Biológica (AB) um modo de produção que enfatiza a


protecção ambiental, o bem-estar animal, o uso sustentável de recursos, a defesa dos
habitats naturais e semi-naturais e das paisagens rurais tradicionais e respectivos
modos de vida, a decisão de enveredar por estes métodos alternativos de exploração
agrícola depende da necessidade, mais ou menos sentida, de explorar opções que
possam responder satisfatoriamente aos problemas provocados por práticas e técnicas
que provaram ser (a médio ou longo prazo) pouco sustentáveis, mas, também, da
confiança de que seja esta a melhor solução e a melhor alternativa para o futuro, quer
do ponto de vista económico-financeiro

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Esta será, portanto, a oportunidade para tentar encontrar relações entre
consciencialização ecológica e empenhamento numa agricultura mais sustentável,
mais equilibrada e que represente, de facto, uma alternativa à agricultura intensiva
que, para os defensores dos métodos biológicos, terá levado: a uma dependência
excessiva de agro-químicos e do poder económico-financeiro transnacional; a uma
procura de produtividade impulsionada, basicamente, pela demanda da multiplicação
do lucro e de mais-valias; ao domínio arrogante da natureza, esquecendo os limites e a
necessidade de preservar os equilíbrios ecológicos, a biodiversidade e a complexidade
dos ecossistemas naturais.

2. Caracterizar o Modo de Produção Biológico


“A Agricultura Biológica é um modo de produção em que são utilizadas práticas
culturais respeitadoras do equilíbrio natural do meio e em que se trabalha em
compatibilidade com os ciclos e sistemas naturais da terra, das plantas e dos animais.
Este princípio obriga a que seja necessário manter e encorajar a biodiversidade,
protegendo os habitats da fauna e flora selvagens. Entre os princípios da Agricultura
Biológica contam-se o da utilização, sempre que possível, dos recursos renováveis, a
promoção do uso responsável e a conservação da água e a utilização de materiais
biodegradáveis, recicláveis e reciclados.

2.1 Distribuição a nível Mundial


A nível mundial a sua distribuição caracteriza-se da seguinte forma:

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A utilização racional dos recursos deve conduzir ao estabelecimento de uma fileira de
produção, de preparação e de distribuição que seja socialmente justa e
ecologicamente responsável. O conceito de Agricultura Biológica foi legalmente
instituído pelo Regulamento CE 2092/91, que até hoje tem vindo a sofrer diversas
alterações e, derrogações, para além de ter sido complementado com outros
Regulamentos e Anexos ao documento original.

2.2. Princípios de produção Biológica nas explorações


Preservação recursos naturais e ecológica
- Equilíbrio ecológico
- Reciclagem dos nutrientes
- Manutenção/aumento da biodiversidade nos ecossistemas
- Exclusão dos organismos geneticamente modificvados (OGM)
Combinação das melhores praticas ambientais
- Praticas culturais (de mobilização do solo e preparação) adequadas, tendo em conta
os declives e curvas de nível;
- Utilização de organismos vivos e métodos de produção mecânicos
- Praticar o cultivo de vegetais e produção animal adquados aos solos
- Avaliação dos riscos e utilização de medidas preventivas
Promoção da vida e da fertilidade dos solos
- Ecossistemas que alimentam as plantas
- Métodos de produção com recurso a substancias e processos naturais
Promoção do bem-estar e sanidade animal

3. Vantagens e desvantagens da agricultura biológica no quadro


da horticultura por comparação com a agricultura convencional
Vantagens:

Nesse tipo de produção, por exemplo, utilizam-se apenas sistemas naturais para
combater pragas e fertilizar o solo. Um exemplo é o controle biológico, que utiliza
técnica que se utiliza nos meios naturais para diminuir a população de organismos

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ofensivos, e o uso do húmus e estercos animais, que aumentam a fertilidade do solo.
Além disso, é empregada tecnologias para análise do solo, clima e água.

Além de não prejudicar o meio ambiente, a agricultura biológica traz como vantagens
o equilíbrio microbiológico do solo, sem degradar a biodiversidade, já que utiliza a
rotação de culturas, adubação verde e a compostagem, que ajudam a impedir o
desaparecimento de muitas espécies.

Desvantagens:

Por outro lado, tanto o consumo quanto a oferta desses produtos em muitos locais
não é tão grande por causa dos altos preços, em média de 10% a 40%, se comparados
aos convencionais. O motivo dessa diferença é que estes alimentos são produzidos em
menor escala, levam mais tempo para serem colhidos e necessitam de mais mão-de-
obra.

Outra desvantagem consiste no fato de que agricultura biologica necessita de uma


área maior para o cultivo e muitos produtos apresentam uma qualidade inferior no
que diz respeito à sua aparência, como brilho, tamanho e cor.

4. Efeitos da agricultura nas características e na qualidade dos


produtos
Começam a existir estudos com credibilidade cientifica, dedicados á analise da
qualidade dos alimentos provenientes da agricultura biológica comparativamente à
qualidade dos alimentos produzidos em agricultura convenccional.
De acordo com alguns estudos, o leite e carne produzidos em modo de produção
bilogica, apresentam maior proporção de ácidos gordos insaturados (mais ómega 3)
ácidos linoleicos conjugados, ambos de reconhecida acção na prevenção de doenças
cardiovasculares e cancerisgnas.
Os resultados obtidos por comparação com os produtos obtidos na agricultura
convencional, revelaram que os vegetais obtidos pela produção biológica, apresentam
teores mais elevados de vitaminas, minerais e matéria seca. Apresentam também
teores mais elevados de metabolitos secundários, como antioxidantes, tao importante
para a saúde.
Quanto mais preservar as suas características originais, tanto melhor para a saúde
humana, assim como as suas condições de higiene, de modo a não receber
contaminação por agentes químicos ou biológicos.
Analises laboratoriais comparativas com os produtos de origem convencional,
relativamente a riscos químicos (pesticidas e nitratos) ou biologias (microrganismos,
microtoxinas) demostram estar presentes em percentagens muito superiores,
comparativamente produtos do origem de produção biológica.
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Sabemos hoje que, um grande número de pesticidas que ficam como resíduos nos
alimentos, estão associados a doenças do sistema nervoso, alergias, alterações no
balanço hormonal com consequência na diminuição da fertilidade, enfraquecendo o
nosso sistema humanitário e incidência em diverso tipos de cancro.
Numerosos estudos têm demostrado uma presença alarmante de níveis de resíduos
pesticidas nos produtos provenientes da agricultura convencional.
Em Portugal, entre 1995 e 2004, a direcção geral da protecção das culturas,
responsável pela monitorização dos resíduos de pesticidas nos alimentos, detectou,
em produtos provenientes da agricultura convencional, resuduos de pesticidas em
mais de um terço dos produtos analizados. Não encontrando qualquer tipo de resíduos
provenientes da agricultura biológica.
O uso execessivo de fertilizantes azotas, têm sido a principal causa de poluição das
águas subterrâneas. Mas tmbem a nível dos produtos, também aprssentam resíduos
de nitratos nos produtos, que se converte em nitrosaminas (cancerígenas) que se
ligam á hemoglobina, dificultando a absorção de oxigénio, dando origem a cianoses ou
a doença azul, especialmente grave nas crianças.
Analise comparativas, demontram que os produtos biológicos, apresentam níveis de
nitratos 50% a baixo dos produtos de agricultura convencional.

5. As exigências do mercado: a qualidade e a regularidade


MODO DE PRODUÇÃO BIOLÓGICO Fruto de uma crescente consciencialização do
consumidor e do produtor para os benefícios sobre a saúde, o ambiente, a economia e
a qualidade de vida em geral, o mercado de produtos biológicos é um dos mais
dinâmicos no setor primário. Em 2005, representava já um volume de negócios
avaliado em 13 a 14 mil milhões de euros. Dado o seu posicionamento diferenciado no
mercado, os produtos biológicos abrem janelas de oportunidade para o
desenvolvimento do negócio dos produtores, face ao crescimento contínuo da procura
por parte do consumidor. No entanto, além de bem informado, o consumidor de
produtos biológicos é também muito exigente quanto às garantias de qualidade e de
origem dos seus produtos. SGS Portugal.

6. Controlo do modo de produção biológico


A produção biológica rege-se por normas comuns e encontra-se baseada em objetivos,
princípios e regras no sentido de aumentar a transparência e a confiança dos
consumidores e contribuir para uma percepção harmonizada do conceito de produção
biológica. Implica assim o cumprimento de um conjunto de normas e de formalidades
específicas.

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O Modo de produção biológica rege-se pelo Regulamento (CE) n.º 834/2007 do
Conselho, de 28 de junho de 2007, que estabelece os requisitos de base no que
respeita à produção, à rotulagem e ao controlo dos produtos biológicos. Este
regulamento estabelece o quadro jurídico aplicável à produção, distribuição, controlo
e rotulagem dos produtos biológicos que podem ser produzidos e comercializados na
União Europeia (EU). No Regulamento (CE) n.º 889/2008 da Comissão são
estabelecidas as normas de execução do Regulamento (CE) n.º 834/2007 para a
produção vegetal e animal.
Primeiramente temos que ter em atenção a execução dos princípios da produção em
modo Biológico, já apresentados, depois teremos que iniciar a conversão do método
de produção.
Antes de iniciar a atividade no novo modo de produção, o produtor elabora uma
avaliação prévia que identifica as áreas de risco de contaminação, os antecedentes de
aplicação de fertilizantes e de produtos fitofarmacêuticos, as análises de terra e água
realizadas e deve cumprir os requisitos:

- “A fertilidade e a actividade biológica dos solos devem ser mantidas ou melhoradas


através de:

- culturas apropriadas e sistemas de rotação adequados;

- incorporação nos solos de matérias orgânicas adequadas;

- A luta contra os parasitas, as doenças e as infestantes deve ser feita através de


processos naturais;

- Os animais devem preferentemente ser escolhidos de entre raças autóctones ou de


raças particularmente bem adaptadas às condições locais e os que não nasceram em
explorações que praticam o modo de produção biológico devem passar por períodos
de conversão específicos para cada raça. Todos os animais de uma mesma unidade de
produção devem ser criados de acordo com este modo de produção. É proibido
conservar os animais amarrados;

- Este modo de produção constitui uma actividade ligada à terra, pelo que os animais
devem dispor de uma área de movimentação livre, devendo o seu número por unidade
de superfície ser limitado de forma a garantir uma gestão integrada da produção
animal e vegetal na unidade de produção, minimizando-se assim todas as formas de
poluição, nomeadamente do solo, das águas superficiais e dos lençóis freáticos. A
importância do efectivo deve estar estreitamente relacionada com as áreas
disponíveis, de modo a evitar problemas de erosão e desgaste excessivo da vegetação
e a permitir o espalhamento do estrume animal, a fim de evitar prejuízos ambientais;

- A prevenção de doenças baseia-se nos seguintes princípios:

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1. Selecção das raças ou estirpes de animais adequadas;
2. Aplicação de práticas de produção animal adequadas às exigências de cada
espécie, fomentando uma elevada resistência às doenças e prevenção de
infecções;
3. Utilização de alimentos de boa qualidade, juntamente com o exercício regular e
o acesso à pastagem, com o objectivo de incentivar as defesas imunológicas
naturais do animal;
4. Garantia de um encabeçamento adequado, evitando desse modo a
sobrepopulação e os problemas que daí podem decorrer para a saúde dos
animais;
5. No entanto, os animais doentes ou feridos, devem ser devidamente tratados;

- Para fertilização ou correcção dos solos estão claramente referenciados, na


regulamentação europeia, quais os produtos que, a título excepcional, podem ser
utilizados;” in: Certes

O Plano de conversão, inclui uma avaliação prévia da área que irá ser utilizada, para a
exploração vegetal: tomamos em consideração o esquema das parcelas e a sua
ocupação cultural, técnicas de cultivo, plano de fertilização, plano de gestão da água e
técnicas de rega, proteção do solo e das variedades de plantas; nas explorações
animais, devemos tomar em consideração os efetivos pecuários, espécies e raças,
instalações, bem-estar animal, maneio animal e alimentação animal, profilaxia e saúde
animal, gestão de efluentes, produtos, produção e destino da produção.

A conversão para o método de produção biológica requer um certo período de


adaptação de todos os meios utilizados. Isto varia conforme a produção agrícola
anteriormente praticada.

O período de conversão tem início no momento em que o operador (caso o objectivo é


a comercialização dos produtos agrícolas), deve notifica a
DGADR da sua atividade e submete a sua exploração ao sistema de controlo.

Durante o período de conversão, aplicam-se todas as regras estabelecidas para a


produção biológica.
Numa exploração ou unidade de exploração agrícola que esteja parcialmente em
produção biológica e parcialmente em conversão à produção biológica, o operador
separa os produtos biológicos dos produtos em conversão, mantém os animais
separados ou de modo a poderem ser rapidamente separados e mantém registos
adequados que demonstrem essa separação.
Para que as plantas e os produtos vegetais sejam considerados biológicos, as regras de
produção biológica devem ter sido aplicadas nas parcelas durante o período de
conversão mínimo de 3 anos.

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Para avançar com o registo em modo de produção biológica, o produtor terá que
realizar o seu registo junto da Direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural,
é obrigatório fazer a declaração da área a explorar em modo de produção biológico.
Tem que estar associado numas das associações autorizadas pelo Ministério da
Agricultura que controlam e regulam todos os processos junto das empresas
produtoras agrícolas.
Estas são:
- agricert
- sativa
- certis
- sgs Portugal
- certi planet
- trad. e Qualidade
- codimaco
- naturalfa
- ecocert Portugal
- apcer
http://www.dgadr.gov.pt/sustentavel/modo-de-producao-biologico

Por exemplo a SGS Portugal, realiza os controlos desta forma resumida: Para a
certificação do Modo de Produção Biológico, o trabalho desenvolvido pela SGS baseia-
se no desenvolvimento de um Plano de Controlo da produção com a realização de
Controlo Documental, Inspeções e Ensaios Laboratoriais que visam verificar o
cumprimento da legislação, da rastreabilidade e ainda a recolha e análise de amostras
para avaliação da qualidade dos produtos. Estas atividades são efetuadas ao longo de
um processo de certificação que inclui:
- Diagnóstico, através de uma auditoria inicial;
- Acompanhamento anual com auditorias em campo;
- Intervenções extraordinárias sem periodicidade definida. Durante as auditorias, as
amostras são recolhidas, devidamente seladas e identificadas pelos técnicos da SGS e,
posteriormente, enviadas para laboratório acreditado selecionado pelo operador. Os
parâmetros a analisar são os definidos na legislação/ regulamentação aplicável e em
vigor à data da sua realização.

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Para uma informação mais detalhada poderá consultar:
http://www.naturalfa.pt/content/documents/guia-para-o-produtor-biologico.pdf

7. Relação solo-planta-clima-ambiente

A relação solo-planta-clima-ambiente é um sistema complexo que envolve todos estes


factores que estão envolvidos em cada um dos sistemas, (Solo, planta, clima e
ambiente).

Segundo Monte, José; Zonta, Everaldo, o Solo constitui o suporte das plantas, segundo
a definição (ISO 11074-1, 1/08/1996) “é a camada superficial da crosta terrestre, constituída
por partículas minerais, matéria orgânica, água, ar e organismos vivos.”
O solo é classificado quanto á sua textura, composição, matéria orgânica, elementos
químicos, água,….
Quanto á textura, refere-se à distribuição percentual (%) das partículas: areia, silte e
argila, em uma porção de terra.
Solo argiloso é um solo que tem predominância de partículas de argila, mas também
podem ter partículas de silte e areia.
Solo arenoso é um solo que tem predominância de partículas de areia, mas também
podem ter partículas de silte e argila em menor proporção.
Os solos argilosos normalmente retêm mais água que os solos arenosos, pois possuem
mais poros de tamanho pequeno, que são denominados de microporos. Ao contrário,
os solos arenosos possuem maior quantidade de poros de tamanho grande que são os
macroporos, não sendo capazes de reter água como os argilosos.
Normalmente, em condições idênticas de clima; topografia; quantidade de matéria
orgânica, os solos argilosos são mais férteis “melhores” do que os arenosos, e segundo
NETO et al, 1994 os solos de textura média são do ponto de vista físico, mais
adequados ao uso agrícola.

Segundo Monte, José; Zonta, Everaldo, relativamente à matéria orgânica do solo, é


constituído por restos de plantas e outros organismos, em decomposição devido à
atividade de microorganismos.
A matéria orgânica é decomposta pelos organismos do solo, liberando CO2 (dióxido de
carbono), H2O (água), nutrientes e energia, e formando húmus que é o estado mais
avançado de decomposição da matéria orgânica.
As bactérias e fungos representam a maior parte da população de microorganismos na
maioria dos solos.
A velocidade de decomposição da matéria orgânica é influenciada por diversos fatores,
tais como: A composição química do material (relação Carbono/Azoto); Presença do
oxigénio no solo; Temperatura; humidade do solo; atividade dos microorganismos.
A decomposição da matéria orgânica libera nutrientes para as plantas, processo
denominado de mineralização.

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A matéria orgânica pode indicar a quantidade de nutrientes existentes na camada
superficial do solo, sendo também importante, para muitas outras propriedades do
solo.
A matéria organica, libera lentamente nutrientes para as plantas, tais como: Azoto(N),
fósforo (P) e Potássio (K) e outros micronutriente.
Aumenta a capacidade de retenção de água do solo; Melhora a estrutura do solo.
É possível incorporar matéria orgânica do solo, através de práticas agrícolas, tais como:
adubação orgânica, adubação verde, plantio direto e eliminação da queimada, pois a
matéria orgânica do solo, juntamente com a vegetação rasteira (plantas),facilita a
entrada da água no solo, diminuindo o volume da enxurrada, consequentemente
diminuindo as perdas de solo por erosão.

O ciclo da água tem um papel importantíssimo em todo o sistema humano, incluindo


nesta relação solo-planta-clima-ambiente, assim de uma forma breve, o ciclo da água
corresponde ao conjunto de mudanças, de lugar e de estado físico, que acontecem
com a água ao longo do tempo.
Fases do ciclo da água:
Evaporação: É a passagem da água do estado líquido ao estado gasoso;
Condensação: É a passagem da água do estado gasoso para o estado líquido;
Solidificação: É a passagem da água do estado líquido ao estado sólido;
Precipitação: É a água que cai na superfície terrestre (Chuvas);

Ciclo da água

A atmosfera é uma camada que envolve o planeta, constituída de vários gases. Os


principais são o Azoto (N2) e o Oxigénio (O2) que, juntos, compõem cerca de 99% da
atmosfera. Alguns outros gases encontram-se presentes em pequenas quantidades,
incluindo os conhecidos como gases de efeito estufa (GEE). Dentre estes gases, estão o
dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O),
Perfluorcarbonetos(PFC's ) e também o vapor d’água.
Nos últimos 100 anos, devido a um progressivo incremento na concentração dos gases
de efeito estufa, a temperatura global do planeta tem aumentado. Tal incremento tem
sido provocado pelas atividades humanas que emitem estes gases.

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Entre os gases do efeito estufa que estão aumentando de concentração o (CO2), o
CH4e o N2O são os mais importantes.

8. Ecologia e conceito de população, habitat, comunidade biótica


e ecossistema

Ecologia é um ramo da Biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o meio
ambiente onde vivem, bem como a influência que cada um exerce sobre o outro.

A palavra ecologia vem de duas palavras gregas : Oikós que quer dizer casa, e logos
que significa estudo. Ecologia significa, literalmente a Ciência do Habitat. (Significados)

A preservação e conservação do ambiente natural das diferentes espécies são


conceitos de grande importância quando envolve as relações entre o homem e a
biosfera. (Peroni, Nivaldo)

O estudo da Ecologia engloba o estudo de Populações e Comunidades, que visa


oferecer uma abordagem funcional das interações existentes entre os organismos –
em nível de populações – e a totalidade dos fatores físicos e biológicos que os afectam

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e que por eles são afetados – em nível de comunidades, como mostra na imagem a
baixo. (Peroni, Nivaldo)

Conceito de População um conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que vive em uma
determinada área em um determinado momento. Essa área pode ser a distribuição normal
desses organismos ou então um limite escolhido por um pesquisador que estuda aquele grupo
de seres. Sendo assim, uma população pode ser também um grupo de indivíduos da mesma
espécie que está sendo estudado. (Ma. Vanessa dos Santos)

Conceito de comunidade As comunidades, por sua vez, podem ser definidas como um
conjunto de populações em um determinado lugar e em um determinado espaço de tempo.
Essas diferentes populações, no entanto, não se distribuem de igual maneira, sendo algumas
espécies abundantes e outras raras. (Ma. Vanessa dos Santos)

Conceito de habitat, HABITAT- é o lugar específico onde uma espécie pode ser encontrada,
isto é, o seu "ENDEREÇO" dentro do ecossistema. Exemplo: Uma planta pode ser o habitat de
um inseto, o leão pode ser encontrado nas savanas africanas, etc. (Cassini Túlio)

Conceito de biótica BIÓTOPO- Área física na qual determinada comunidade vive. Por
exemplo, o habitat das piranhas é a água doce, como, por exemplo, a do rio Amazonas ou dos
rios do complexo do Pantanal o biótopo rio Amazonas é o local onde vivem todas as
populações de organismos vivos desse rio, dentre elas, a de piranhas. (Cassini Túlio)

Conceito de ecossistema
Conjunto formado por uma biocenose ou comunidade biótica e fatores abióticos que
interatuam, originando uma troca de matéria entre as partesvivas e não vivas. Em
termos funcionais, éa unidade básica da Ecologia, incluindo comunidades bióticas e
meio abiótico influenciando-se mutuamente, de modo a atingir um equilíbrio.
O termo "ecossistema" é, pois,mais geral do que "biocenose", referindo a interação
dos fatores que atuam sobre esta e de que ela depende. (Cassini Túlio)

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8.1. Homem como agente modificador de ecossistemas
Segundo, Monte, José; Zonta, Everaldo Com o aumento da população mundial, surge a
necessidade de aumento da produção de alimentos, tais como: milho, arroz, feijão,
café, carnes, entre outros. Para ocorrer esse aumento de produção, é necessário
aumentar a área plantada ou aumentar a produção na mesma área que vem sendo
cultivada. As práticas agrícolas no mundo têm na maioria das vezes, sido realizadas das
mais inadequada, resultando em agressões aos elementos naturais; como as florestas,
o solo e a água.
No momento da preparação do solo para o plantio, usa-se o trator com os arados para
cortar a terra, passando sobre ela em seguida, a grade para quebrar os torrões
deixados pelo arado.
Essa técnica de cultivo, utilizada de forma intensa, deixa a terra exposta à ação da
chuva, do vento e do sol.
Com isso, ocorre de forma acelerada a erosão do solo. A principal consequência disso é
o aumento da degradação do meio ambiente.
Atualmente pode-se observar a degradação do solo em diversos processos, tais como:
redução de sua fertilidade natural; diminuição da matéria orgânica; perda de solo por
erosão hídrica (causada pelas chuvas) e eólica (causada pelo vento); contaminação do
solo por resíduos urbanos e industriais (inclusive lixo); alteração do solo para obras
civis (cortes e aterros); exploração mineral.
É mais económico manter do que recuperar recursos naturais, sendo a sua
recuperação lenta, necessitando de um planeamento e de um investimento continuo,
até se quase atingir a sua forma natural. (Monte, José; Zonta, Everaldo)

Portanto, o aumento da população mundial e a contínua utilização de técnicas


agrícolas desadequadas são uma ameaça aos recursos naturais, como o solo, a água e
outros.

As principais fontes de ação do homem na contaminação ambiental por metais


pesados são: Fertilizantes, pesticidas, água de irrigação contaminada, combustão de
carvão mineral e óleo, gases emitidos por veículos a combustão, incineração de
resíduos urbanos e industriais, e indústrias de mineração, fundição e refinamento
(AMARAL SOBRIMHO et al., 1992)

A utilização exagerada de fertilizantes químicos utilizados na adubação de culturas


agrícolas, promove o aumento dos níveis de nutrientes nas águas, com mais relevância
próximas de cursos de água. Quando os seus níveis são muito altos, comprometer sua
utilização para abastecimento doméstico, devido a alterações no sabor e odor da água
ou à presença de toxinas liberadas por alguns tipos de algas que aumentam a sua
população de forma exponencial, provocando também a eutrofização das águas,
diminuindo assim a quantidade de oxigénio dissolvido, provocando a decadência e
morte de todas as camadas tróficas existentes naquela coluna de água.

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9. Planificação da sementeira/plantação/propagação, em modo
de produção biológica
Começamos por remeter numa primeira faze, para os princípios da agricultura
biológica, que nos dão directrizes essenciais para quem queira iniciar a produção em
média/grande escala e mesmo para a escala de produção familiar.
Temos que ter em conta também que todas as operações que realizarmos, têm que ter
presentes todos os pontos mencionados anteriormente, pois são eles que nos dão a
consciência da forma como todos os processos têm que ser realizados.

Quem depois pretenda aumentar a sua escala de produção, para a comercialização, ai


tem que cumprir toda uma panóplia de regras que estão apresentadas de uma forma
resumida no ponto 7.

Neste ponto iremos apresentar de uma forma mais detalhada as técnicas e processos
de produção em modo de produção biológica na agricultura.

9.1. Características das culturas - exigências edafo-climáticas,


nutritivas, formas de propagação e variedades utilizadas

Exigências edafoclimáticas das culturas

Cada planta necessita das condições óptimas de solo (matéria orgânica, temperatura,
humidade, arejamento e reacções de Ph), assim como condições a nível ambiental,
(temperatura, humidade, e luz), para que o sucesso do seu desenvolvimento seja
assegurado.
Desta forma antes de iniciar a cultura de determinadas plantas, devemos conhecer
bem cada tipo de planta e as suas exigências a nível do solo e a nível ambiental.

Necessidades nutritivas das culturas e desequilíbrios nutricionais

Os nutrientes são uma parte muito importante para o desenvolvimento das plantas, os
3 elementos fundamentais, macronutrientes são: Azoto, Fosforo e Potássio, (NPK).
Estes elementos são necessários, em conjunto com o Carbono, Hidrogénio e o
Oxigénio, para a formação de todos os órgãos das plantas. Assim como os elementos
secundários micronutrientes: o cálcio, o enxofre e o magnésio, que são exigidos em
quantidades razoáveis. Por fim há elementos que são essenciais em quantidades
residuais, os Oligoelementos, onde se incluem o ferro, o boro, o molibdénio e o
cobalto.
O Azoto é necessário onde e quando se pretende antecipar o crescimento das plantas.
A deficiência de Azoto em condições assimiláveis é denotada por um desenvolvimento
vagaroso e definhado, assim como uma coloração, verde-pálida das folhas. Em geral é

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absorvido pelas plantas em forma de nitratos ou sais de amónio. O papel do Azoto na
planta é predominante como um elemento básico responsável pelas proteínas,
substâncias necessárias ao desenvolvimento dos tecidos das plantas e por
consequência ao seu desenvolvimento.
O papel do potássio está associado às reacções químicas que acontecem nas células,
essencialmente a fotossíntese e com a disponibilidade de alimento à planta. Esta acção
explica a sua associação geral com o crescimento foliar. A sua deficiência, manifesta-se
em geram com o amarelecimento das margens das folhas. Á medida que essa
descoloração avança para o limbo, as margens vão adquirindo uma tonalidade parda e
evidenciam queimaduras.
O Fosforo, sobretudo usado sob a forma de fosfato, desempenha dois papéis,
importantes no crescimento da planta. Em primeiro lugar, trata-se de um elemento
essencial das proteínas muito especializadas que forma os cromossomas. Em segundo
lugar, é a base sob a qual a energia necessária para o crescimento e para o
desenvolvimento da planta é captada, transportada e libertada nas várias reações
químicas que ocorrem no interior das células das plantas. A deficiência do Fosforo
evidencia-se por características de crescimento definhado, associado a descoloração
das folhas, que adquirem uma coloração purpura ou vermelha.
Quanto ao micronutrientes, estes não têm indícios de carências, pois a planta
necessita deles em muito pouca quantidade, os únicos quer possam causar problemas
são o ferro e o magnésio. No caso do magnésio como é responsável pela coloração
verde das folhas, a sua escassez, provoca o amarelecimento das folhas mais velhas,
quanto ao ferro, a sua deficiência é caracterizada pelo amarelecimento das folhas,
embora as nervuras permanecem verdes.
Como ilustra a imagem, podemos observar a carências dos vários nutrientes na planta:

18
Processo de nutrição de plantas e culturas

O uso correcto dos adubos autorizados para a agricultura biológica, nos processos de
nutrição das plantas e culturas é essencial para a rentabilidade do uso dos mesmos por
parte das plantas.
Os adubos assumem grande importância pois asseguram que as plantas dispõem dos
elementos de nutrição em quantidade suficiente.

Princípios da fertilização

A observação da existência de problemas de nutrição pode ser feita a partir da


observação visual das plantas, através da observação da cor das folhas, tamanho,
crescimento e aspecto dos rebentos das árvores e da vegetação em geral, que nos
fornecer alguma informação qualitativa sobre o seu estado nutritivo.

Após, toda esta análise visual das plantas devemos proceder a uma análise do solo.
Para se proceder à análise de solos é necessário efectuar, em primeiro lugar, a colheita
de amostras na parcela. A principal preocupação nesta tarefa é garantir que a amostra
enviada ao laboratório seja representativa da área a analisar. O primeiro passo inicia-
se com a definição de zonas homogéneas na parcela (tipo de solo, tipo de vegetação,
problemas visíveis,..). Posteriormente devem colher-se várias subamostras em cada
zona homogénea da parcela, juntá-las num recipiente e, no final, misturá-las muito
bem para, a partir daí, se proceder à elaboração da amostra composta que será
entregue no laboratório.
A profundidade de colheita andará à volta dos 20 cm para espécies anuais ou para
parcelas com relva, ou cerca de 30 a 40 cm para árvores e arbustos de maior porte.

19
A seguir ao envio das amostras para analise e posterior análise dos resultados
devemos proceder às correcções nutricionais, aqui os fertilizantes têm um papel
importante na correcção do valor dos nutrientes nas plantas.

Os fertilizantes bem formulados, contêm quantidades adequadas dos elementos de


nutrição.
Estes produtos subdividem-se em adubos e correctivos.

“Um correctivo é aplicado ao solo com o objectivo de melhorar características físicas e


químicas do solo. Por exemplo, a aplicação de matéria orgânica visa aumentar a
capacidade de retenção de água e nutrientes em solos arenosos ou diminuir a
excessiva compacidade de solos argilosos, tornando-os mais “fofos”, facilitando o
desenvolvimento radicular. A aplicação de calcário ao solo tem como objectivo
aumentar o pH, ou diminuir a acidez do solo, resultando desta acção uma maior
disponibilidade de nutrientes para as plantas ou uma menor disponibilidade de
elementos potenciais causadores de toxicidade.

A matéria orgânica do solo é, habitualmente, bastante heterogénea, constituída por


fracções de composição muito diversa sobretudo no que respeita ao valor da relação
C/N (carbono /azoto). Valores dessa relação na ordem dos 8-10, já atingiram bastante
estabilidade e decompõem-se muito lentamente, representando o que vulgarmente se

20
designa por húmus; outras, com valores bastante superiores, são sede de uma
actividade microbiana mais ou menos intensa em condições adequadas de
temperatura, de humidade e arejamento, decompondo-se ou mineralizando-se mais
rapidamente que o húmus em que, progressivamente, se vão transformando.
Simultaneamente com a mineralização do azoto orgânico ocorre um processo inverso,
a imobilização do azoto mineral, traduzido pela absorção deste, no todo ou em parte,
pelos próprios microrganismos responsáveis pela decomposição da matéria orgânica.
O saldo destes dois processos, no que toca à disponibilização de azoto mineral para as
culturas, será negativo. : Dias, J. C. Soveral

Relação C/N de alguns estrumes, compostos e outros produtos


Produtos orgânicos C/N

Estrumes 20 - 30

Estrume de bovino fresco 14 - 20

Estrume de bovino curtido 18 - 25

Estrume de cavalo 22 - 25

Estrume de ovino 20 - 25

Estrume de aves 10 - 15

Estrume de frangos de 11- 13


engorda

Estrume de galinhas 5
poedeiras

Dejectos frescos de 7
galinha: criação em bateria

Dejectos frescos de 13
galinha: criação no solo

Estrume de perus 11

Chorume de porco : fracção 10 - 16


sólida

Composto de resíduos de 10
jardim

Composto de resíduos 12 - 18

21
sólidos urbanos

Palha de aveia, cevada, 60 - 70


colza, trigo

Palha de centeio 77

Palha de milho 50 - 55

Bagaço de uva 20 - 25

Bagaço de azeitona 16 - 32

Caruma 50

Fetos 15 - 20

Giesta 15 - 20
Fonte: Dias, J. C. Soveral ,Código de boas práticas agrícolas, Laboratório químico-agrícola rebelo da silva

Variedades utilizadas
Com a consequente modernização da agricultura, as culturas tradicionais, com as
variedades regionais, associadas às culturas dos minifúndios, foram esquecidas, em
detrimento de culturas mais rentáveis.
Hoje com o despertar do interesse do consumidor, por produtos agrícolas
provenientes de uma agricultura mais sustentável, e com menos resíduos químicos em
prol da saúde e bem-estar, os produtores começaram a voltar-se para as culturas
anteriormente esquecidas, com maior valor endógeno, de qualidade, mais resistentes
e adaptadas aos sistemas de minifúndio dominates, potenciando o valor destas
variedades, satisfazendo estas novas exigências de consumo.

Rotação das Culturas

A rotação de culturas consiste em alternar o cultivo de diferentes tipos de plantações


em parcelas distintas segundo as suas necessidades específicas. A rotação permite
uma alternância de culturas ao longo do tempo e do espaço.
Tem em vista a preservação da fertilidade dos solos e a promoção da sanidade das
culturas
Desta forma, não ocorre o esgotamento do mesmo tipo de nutrientes, permitindo criar
condições para impedir que uma praga se instale num mesmo local por um longo
período de tempo.

22
Exemplo de rotação das culturas

No quadro seguinte, apresento alguns exemplos de rotações de culturas:

Precedentes Precedentes a
Culturas a instalar Observações
favoráveis evitar
Alfaces e Alho, alho-francês, Alface, beterraba,
alcachofras batata e cebola couve e nabo
Abóbora, aipo,
Alho, alho-francês,
cenoura, couves,
Coube e nabo cebola e espinafre Rotação 5 anos
feijão, melão, nabo,
pepino e tomate
Abóbora, batata,
Batata, beringela, Alho, alho-francês e
beringela, melão,
pimento e tomate cebola
pepino, pimento e
tomate
Couve, nabo,
ervilha, favas, Alho, alho-frances,
Alho, Alho-francês
feijão, batata, beterraba, cebola e
e Cebola
berigela, pimento, milho
tomate
Alho, alho-francês,
Ervilha, fava, feijão Ervilha, fava, feijão
cebola
Aveia, beterraba,
Milho Milho, batata
couve, linho
Fonte: Manual de Agricultura Biológica (2002)

No quadro seguinte apresentamos as exigências dos macronutrientes, na sua forma assimilável


pela planta por espécie:

Produção(t.h Exigencia das culturas


Cultura Produto -1
a ) -1
(kg.ha )

23
(Cucurbita
Abóbora fruto 20 110 28 125
maxima)
(Apium
Aipo raízes 18 130 50 200
graveolens)
(Latuca
Alface folhas 25-35 63-88 25-35 150-210
sativa)
(Allium
Alho bolbos 10-14 111-182 43-174 80-415
sativum)
(Allium
Alho francês bolbos 15-50 50-167 30-100 60-200
porrum)
(Oryza
Arroz grão 4-10 49-122 24-60 44-111
sativa)
(Avena
Aveia grão 1-4 23-90 10-40 28-110
sativa)
Batata (Solanum
tubérculos 15-60 75-300 35-141 158-630
primor tuberosum)
Batata (Solanum
tubérculos 15-60 75-300 33-133 133-533
temporã tuberosum)
Beterraba (Beta
raízes 40-65 132-275 48-116 258-572
de mesa vulgaris)
Beterraba (Beta
raízes 50 150 50 250
forrag. vulgaris)
(Allium
Cebola bolbos 15-50 45-150 24-80 66-220
cepa)
(Daucus
Cenoura raízes 15-50 72-240 28-93 111-370
carota)
(Secale
Centeio grão 1-4 33-133 10-40 27-107
cereale)
(Brassica
Couve inflorescênci
oleracea 20 90 34 84
bróculos as
var. italica)
Couve (Brassica folhas e
35 190 90 180
comum oleracea) talos
(Brassica
inflorescênci
Couve flôr oleracea 25 170 70 220
as
var. botrytis)
(Brassica
Couve oleracea folhas e
11 45 16 39
galega var. talos
acephala)
Couve (Brassica folhas e
40 320 80 300
lombarda oleracea) talos
Couve (Brassica folhas e
35-50 250 85 250
repolho oleracea talos

24
var.
capitata)
(Pisum
Ervilha vagem 7-10 438-625 105-150 228-325
sativum)
Fava (Vicia faba) vagens 10-14 120 30 80
(Phaseolus
Feijão verde vagens 4,5 135-219 8-13 58-62
vulgaris)
(Cucumis
Melão fruto 20-24 49-122 17-23 112-229
melo)
Milho grão (Zea mays) grão 3-16 83-440 31-165 65-347
Milho planta
(Zea mays) 40-90 98-220 40-91 133-300
forragem inteira
(Fragaria x
Morango fruto 25-50 108 70 190
ananassa)
(Brassica
Nabo raíz 20-30 100 60 100
napus)
(Cucumis
Pepino fruto 15-30 47-50 13-40 65-80
sativus)
(Capsicum
Pimento fruto 41-54 183-201 47-56 269-277
annum)
(Petroselium planta
Salsa 20 55 20 120
sativum) inteira
(Lycopersicu
Tomate m) fruto 20-70 63-220 17-60 91-320
esculentum)
(Triticum
Trigo grão 3-8 62-166 26-70 60-160
aestivum)
Vinha (Vitis vinifera) fruto 10 80 30 100
Fonte: Dias, J. C. Soveral ,Código de boas práticas agrícolas, Laboratório químico-agrícola rebelo da silva

9.2. Datas de sementeira e de plantação


Data de Sementeira e plantação

MARÇO

Sementeira directa Sementeira em alfobre Plantação

alface, alho francês, abóbora*, alface, alho alho francês, batata,

25
beterraba, cebola, francês, cebola, chicória, cebola, couves, tomate
chicória, ervilha, couves, pepino*,
espinafres, feijão, pimento, melão*, tomate
melancia**, nabiças,
nabo, rabanete, salsa,
tomate

ABRIL

abóbora, alface, abóbora*, alface, alface, alho porro,


beterraba, cenoura, chicória, couve- batata, cebola, chicória,
chicória, ervilha, portuguesa, melão*, couves, pimento, tomate
espinafres, melancia, pepino*, pimento
melão, nabiças, nabo,
pepino**, pimento*** e
rabanete

MAIO

abóbora**, alface, alho abóbora*, alface, alho alface, chicória, couves,


francês, beterraba, francês, couves, melão*, pimento, tomate
cenoura, chicória, pepino*
espinafres, feijão,
melancia**, melão**,
nabiças, nabo, rabanete

JUNHO

alface, chicória, alface, chicória, feijão* alface, alho porro,


espinafre de Inglaterra, cebola, chicória, couve
feijão, nabiças, nabo, portuguesa, pimento
rabanete, salsa

JULHO

alface, cenoura, alface, chicória,couves, alface, chicória, couve-


chicória, espinafre de feijão portuguesa, tomate
Inglaterra, feijão,
nabiças, nabo, rabanete,
salsa

AGOSTO

alface, cenoura, alface, chicória, couves


chicória, espinafres,

26
feijão, nabiças, nabo,
rabanete, salsa

SETEMBRO

cebola, espinafres, cebola, couve alface, chicória, couves,


nabiças, nabo, rabanete, portuguesa, couve hortelã
salsa lombarda, repolho

OUTUBRO

alface, alho porro, alface, alho porro, couve portuguesa,


chicória, ervilha, chicória, couve galega couve repolho, couve
espinafre, fava, nabiças, lombarda
nabo, salsa

NOVEMBRO

alface, beterraba (fim do alface, chicória, couve alho, cebola, couve


mês), cenoura, chicória, portuguesa galega, couve
ervilha, espinafre, fava, portuguesa, hortelã
nabiças, nabo, salsa

DEZEMBRO

espinafre, nabiças, couves alho (fim do mês), alho


nabo, salsa porro, cebola, couves

JANEIRO

cebola, couve- tomate


portuguesa, espinafre de
Inglaterra, nabiças,
nabos, rabanetes, salsa

FEVEREIRO

alface, alho-porro, alface, alho-porro, batata, cebola, couve


beterraba, cebola, couve-galega, chicória, portuguesa, couve
cenoura, chicória, pimento, tomate galega
couve-portuguesa,
couve-lombarda, couve
galega, espinafres,
feijões*, nabiças, nabo,

27
rabanete, repolho, salsa

Fonte: Agrobio

9.3. Pragas, doenças mais vulgares e plantas companheiras e


antagónicas

Cultura Pragas e Plantas Plantas


Doenças Companheiras antagónicas
Afídio, escaravelho, Aipo, beterraba,
Batata lagartas do solo, Espinafre, feijão couve, ervilha,
míldio, alternariose pepino, tomate

ácaros, afídeos,
escaravelho,
gorgulho, larvas Alface, cenoura,
Alho, alho francês,
mineiras, mosca couve, milho, nabo,
Ervilha batata, cebola, feijão,
brana, tripes, pepino, rabanete,
tomate
antracnose, rábano
ferrugem, fusariose,
míldio, oídio

afídeos, alfinete,
gorgulho, lagarta,
mosca branca, tripes,
Batata, milho, Alho, beterraba,
Feijão verde antracnose,
rabanete cebola
ferrugem, fusariose,
oídio, podridão
branca e cinzenta

Ácaros, afídeos,
alfinete, mosca
roscas, tripes,
Aipo, alface,
nematodes, Batata, rábano,
Pepino beterraba, cebola,
alternária, rabanete
ervilha, feijão, milho
antracnose,
fusariose, míldio,
oídio

áltica, mosca, míldio, Acelga, alecrim,


podridão cinzenta, alface, ervilha,
Nabo Batata, tomate
alternariose, a potra, espinafre, feião,
vírus hortelã

28
Abóbora Afídios, Cochonilhas Chicória, Feijão verde Batata, Tubérculos

septoriose,
Aipo, alface, cenoura,
cercosporiose Beterraba, ervilha,
Alho francês cebola,couve,
Sclerotinia, míldio, feijão
morango, tomate
vírus do mosaico.

Acelga, aipo, alface,


Couve, couve flor Pulgão, tripes, mosca batata, beterraba,
Cebola, morango
bróculo branca, lagarta ervilha, espinafre,
aromáticas, feijão

ácaros, afídios,
alfinete, tripes,
Alface, beterraba,
podridão do bolbo, Couves, ervilhas,
Cebola cenoura, morango,
antracnose, feijões
pepino, tomate
fusariose, míldio,
ferrugem, viroses.

pulgão, lagarta, Acelga, aipo, alface,


cochonilha, podridão alho francês, cebola,
Cenoura Endro, aneto
mole, queima da ervilha, rábano,
folha rabanete, tomate

Alface, beterraba,
Tripes, piolho,
Alho couve, morango, Ervilha, feijão
Fusariose, ferrugem,
tomate

Aipo, cebola,
cenoura, couve,
Pulgão, lagarta,
Alface feijão, morango, nenhuma
tesourinha
pepino, rabanete,
tomate

Alface, alho, alho


Pulgão, ácaro, francês, beterraba,
Morango lagarta, antracnose, cebola, couve, nenhuma
bolor cinzento espinafre, feijão,
rábano, rabanete

Afídeos, mosca,
nemátodes,
Alface, batata,
ferrugem branca,
beterraba, couve,
podridão cinzenta,
Espinafre feijão morango, nenhuma
antracnose,
nabo, rábano,
fusariose, míldio,
rabanete, tomate
murchidão das
plântulas.

Lagarta, mosca, Cenoura, cebola,


Pimento branca, pulgão, Rábano
salsa, tomate
ácaros, antracnose,

29
oídio

Fonte: http://agriculturabiologica.pmvs.pt/blog/2014/08/28/calendario-agricola-pragas-e-
plantas-companheiras/

9.4. Auxiliares
“Os insectos auxiliares constituem um recurso natural gratuito e renovável, presente
em todas as culturas.
O seu elevado valor e acção benéfica na limitação e controlo das pragas, deve ser tido
em conta ao planear a protecção fitossanitária de cada cultura. Devem ser tomadas
todas as medidas, a nível de cada parcela de terreno ocupado pelas mais diversas
culturas, para a protecção e aumento das populações de Insectos Auxiliares.

Entre os insectos auxiliares mais conhecidos, destacam-se os Coccinelídeos ou


joaninhas. Inúmeras espécies de Joaninhas, muitas delas de vistosas cores e desenhos,
são predadoras muito activas de afídeos, cochonilhas, ácaros, psilas, thrips e outras
pragas. A mais vulgar é a joaninha-de-sete-pontos (Coccinella septempunctata – na
imagem seguinte). Aparecem em quase todas as culturas, herbáceas, arbóreas ou
arbustivas, de ar livre e de estufa. Algumas espécies de joaninhas são actualmente
reproduzidas em laboratórios especializados e utilizados em luta biológica.” Carlos
Coutinho

Coccinelídeos

Adulto de joaninha-de-2-pontos (Adalia bipunctata - 4-5 mm). Canto superior direito: ovos - tamanho real

Larva de Joaninha - Adalia bipunctata (3,5 a 5 mm).

30
Larva de joaninha do género Scymnus, comendo afídeos. Canto superior direito: tamanho real

Crisopídeos

“Reconhecem-se pelas asas grandes, transparentes, de finas nervuras reticuladas.


Destacam-se as espécies pertencentes às famílias dos Crisopídeos, dos Hemerobídeos
e dos Coniopterigídeos, como os Neurópteros auxiliares mais frequentes e
importantes. São predadores de afídeos, ácaros, mosca branca, cochonilhas e outros.
A crisopa verde (Chrysoperlea carnea)”. Carlos Coutinho

Crisopa verde: esquerda adulto (20 a 30 mm); centro larva (15 mm) comendo afídeos; direita ovos em tamanho
real.

Esquerda hemerobídeo adulto (7 a 18mm) Direita conopterigídeo adulto (2 a 3 mm)

Antocorídeos
“Insectos de corpo achatado. A maior parte das espécies é muito ágil e desloca-se
rapidamente. Embora tenham asas, voam pouco e vivem escondidos no meio da
folhagem. Os mais abundantes predadores desta família agrupam-se nos géneros Orius
e Anthocoris. São predadores de ácaros, de psilas, de pequenas larvas de borboletas,
afídeos, thrips e cicadelídeos em vinhas, pomares, milho e hortícolas e em muitas
culturas em estufa. Algumas espécies do género Orius são produzidas em laboratórios
e utilizadas em Luta Biológica contra pragas das estufas e dos pomares.” Carlos
Coutinho

31
Esquerda Orius adulto comendo uma thrips (2 a 4 mm). Direita ninfa de Orius em tamanho real.

Cecidomídeos

“Insectos de duas asas, donde provém o nome da ordem em que estão agrupados.
Como insectos auxiliares têm interesse as famílias dos Sirfídeos, dos Cecidomídeos e
dos Taquinídeos. Estes últimos são moscas parasitas de lagartas de Lepidópteros,
Coleópteros e outros tipos de insectos.
Os Sirfídeos são importantes predadores de afídeos, em culturas arbóreas, hortícolas e
cereais. As cecidómias são predadoras de afídeos. No entanto, também são capazes de
se alimentar de outras presas, como ácaros e cochonilhas.” Carlos Coutinho

Larvas de cecidómia (2 mm) alimentando-se. À esquerda, numa colónia de afídeos; à direita,


comendo uma larva de cochonilha (Ceroplastes sinensis).

Sirfídeo

Ovo de sirfídeo (2 mm). Sirfídeo adulto (15 a 20 mm). Em cima larva de sirfídeo (10-20 mm).
Em baixo ninfa em forma de gota (15 mm).

32
Taquinídeo (4 a 5 mm)

Heminópteros
“Entre os Himenópteros, a ordem a que pertencem também as formigas e as abelhas,
contam-se elevado número de espécies que parasitam outros insectos. Estes pequenos
auxiliares, cujo tamanho normalmente não vai além de 2 ou 3 mm, parasitam com
grande eficácia afídeos, cochonilhas, ovos de lepidópteros (borboletas), cigarrinhas,
thrips e outras. As fêmeas destes minúsculos insectos depositam os ovos no corpo das
vítimas. O posterior desenvolvimento das larvas provenientes destes ovos no corpo do
insecto parasitado acaba por o matar, impedindo assim a proliferação de muitas
pragas. Alguns Himenópteros, como os tricogramas.” Carlos Coutinho

Himenóptero parasita do género Praon (2,5 mm)

Pragas parasitadas

Afídeos parasitados por diferentes espécies de himenópteros. Tamanho real: 2,5 mm.

33
Cochonilha farinosa (Pseudococcus sp. - 3 mm) destruída por himenópteros parasitas. Vêem-se os
orifícios de saída

Cochonilha da laranjeira (Ceroplastes sinensis - 1 mm) parasitada, mostrando o orifício de saída do


parasita

“Os Insectos Auxiliares são muito sensíveis aos insecticidas. É necessário, na prática da
Protecção das Culturas, considerar a sua presença, a fim de adaptar os programas de
luta contra as pragas. As sebes, os bosques, beiradas de campos e taludes revestidos
de vegetação espontânea, constituem reservatórios de auxiliares, a partir dos quais
estes insectos podem colonizar as culturas vizinhas. A vegetação natural existente e
mantida nas imediações dos terrenos cultivados, nos caminhos e muros, proporciona
também alimentação para os auxiliares, nos períodos em que o alimento é pouco
abundante no interior das culturas. Estes locais fornecem igualmente bons abrigos
para a passagem dos períodos desfavoráveis do Inverno.
Os pomares, vinhas e outras culturas rodeadas de sebes vivas e de bosques ou floresta
apresentam grande diversidade e densidade de Insectos.” Carlos Coutinho

9.5. Tratamentos fitossanitários autorizados e homologados

SUBSTÂNCIA ACTIVA DOENÇA / PRAGA PRODUTO FORNECEDOR


Sulfato de cobre Antracnose Calda Bordalesa BAYER
Cancro Sulfato de cobre cristal SAPEC

34
Cercosporiose Sulfato de cobre cristal AGROQUISA
Crivado Sulfato de cobre mackechnie M. CARDOSO
Gomose Sulfato de cobre neve AGROQUISA
Lepra Sulfato de cobre parra AGROQUISA
Míldio Sulfato de cobre combi SAPEC
Moniliose Sulfato de cobre CADUBAL
Pedrado Calda Bordalesa Quimigal AGROQUISA
Pinta negra Calda Bordalesa Valles IND. VALLÉS
Podridão do pedúncul Calda Bordalesa Caffaro 20 ISAGRO SPA
Sarna ou verruga Calda Bordalesa AVENTIS
Podridão das raízes Calda Bordalesa SELECTIS

Hidróxido de cobre Antracnose Champion WP NUFARM


Bacteriose Kados DU PONT
Cancro bacteriano Kocide 35 DF DU PONT
Lepra Kolectis DU PONT

Óleo de Verão Cochonilhas Atplus 463 SYNGENTA


Tripes Citrole TOTAL
Formas hibernantes
SAPEC
de Fitanol
insectos e ácaros
Mosca branca Ormol QUIMIAGRO
Ácaros eriofídeos Pomorol NUFARM
Aranhiço vermelho Soleol AGOQUISA

Enxofre (Fungicida,
EPAGRO
Acaricida, Repulsivo) Oídio Enxofre molhável
Pedrado Flor de ouro SELECTIS
Escoriose
Erinose

Oxicloreto de cobre Antracnose Cobre 50 SELECTIS


Bacteriose Cobre flow Caffaro ISAGRO SPA
Cancro Cozi 50 AGROQUISA

Azadiractina
(insecticida) Afídeos Align QUIMAGRO
Bichado da fruta Nimoil EIBOL
Fonte: DRAPN

35
SUBSTÂNCIA ACÇÃO
Areia quartizitica Repulsivo
Sabão de potassa Insecticida
Gelatina Insecticida
Lecitina Fungicida
Pó de rocha ou argila Insecticida
Cera de abelhas Feridas de podas e
(protecção) enxertias

36
Bibliografia

- UNIVERSIDADE DE LISBOA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS AGRICULTURA BIOLÓGICA


REGULAÇÃO, PROTAGONISTAS E VALORES SOCIAIS João Francisco Charrua Guerra
V CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS, 2005..

- http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/vantagens-e-desvantagens-
da-agricultura-organica/

- https://alimentacaosaudavelesustentavel.abae.pt/wp-
content/uploads/2015/12/Qualidade.pdf

- http://www.naturalfa.pt/content/documents/guia-para-o-produtor-biologico.pdf
- http://www.dgadr.gov.pt/sustentavel/modo-de-producao-biologico
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