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Direito Constitucional nas 5 Fontes Aula 5- TG dos Direitos Fundamentais Prof. Vítor Cruz e

Direito Constitucional nas 5 Fontes Aula 5- TG dos Direitos Fundamentais Prof. Vítor Cruz e Rodrigo Duarte

Aula 5 TG dos Direitos Fundamentais e 001

Fala pessoal, tudo certo com vocês? Hoje vamos começar a adentrar nos assuntos que considero mais importantes em qualquer concurso:

os direitos fundamenta is, gênero que engloba 5 espécies: os direitos individuais, os sociais, os da naciona lidade, os políticos e os dos partidos políticos.

Antes de dissecarmos e ana lisarmos todas as células de cada uma dessas espécies nesse nosso "laboratório", veremos agora uma teoria geral desse gênero "d ireitos fundamentais".

Preparados? Então vamos ao traba lho!

Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais:

Mas ~uai a diferença entre direitos e garantias?

Diz-se que

direito é

uma faculdade de agir, exercer, fazer ou

deixar de fazer algo, ou liberdade positiva.

As garantias não se

proteções que as pessoas possuem frente ao Estado ou mesmo frente às demais pessoas, de modo que possam proteger

seus direitos, ou até mesmo os meios para reivindicar tais

direitos. Por isso, diz-se que as garantias são proteções para que se possa exercer um direito 1 .

José Afonso da Si lva faz o del ineamento da diferença com uma frase

até

mesmo possuir,

trata-se

de

uma

às

referem

às ações ou "posses",

mas sim

exaustivamente usada pelas bancas de concurso: "Em suma (

direitos são bens e vantagens conferidos pela norma, enquanto as

) os

garantias são os meios destinados a fazer valer esses direitos,

são

daqueles bens e vantagens" 2

instrumentos

pelos quais

se asseguram

o

exercício

e

o

gozo

MPU/2010) Considerando

que os direitos sejam bens e vantagens prescritos no texto constitucional e as garantias sejam os instrumentos que asseguram o exercício de tais direitos, a garantia do contraditório e da ampla

1. (CESPE/Analista

Processual

-

1 CRUZ, Vítor. Vou Ter que Est udar Di reito Const itucional! E Ago ra? São Pau lo: Método. 2011. Pg. 30.

2 Si lva, José

Afo nso da. Cu rso de Direito Constituciona l Positivo.

São Pau lo: Mal hei ro s. pg. 412.

Prof Vítor Cruz e Rodriao Duarte

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defesa ocorre nos processos judiciais de natureza criminal de forma exclusiva.

Comentários:

A consideração inicial da questão está correta: direitos são bens e

vantagens prescritos no texto constitucional e as garantias são os instrumentos que asseguram o exercício de tais direitos, é isso que importa neste momento. A questão erra ao dizer que a garantia do contraditório e da ampla defesa ocorre nos processos judiciais de

natureza criminal de forma exclusiva. Veremos que o contraditório e

a ampla defesa (CF, art. 5º, LV) são garantias asseguradas em qualquer processo judicial ou administrativo.

Gabarito: Errado.

2. (CESPE/Contador-AGU/2010) Embora se saliente, nas

garantias fundamentais, o caráter instrumental de proteção a direitos, tais garantias também são direitos, pois se revelam na faculdade dos cidadãos de exigir dos poderes públicos a proteção de outros direitos, ou no reconhecimento dos meios processuais adequados a essa finalidade.

Comentários:

É isso aí

Essa é uma questão doutrinária. Nos mostra o papel das

garantias constitucionais: “exigir dos poderes públicos a proteção de

outros direitos (

adequados a essa finalidade.

Gabarito: Correto.

e) reconhecimento dos meios processuais

3. (CAIPIMES/Advogado SP Turismo/2007 - Adaptada) Os

direitos são bens e vantagens conferidos pela norma.

Comentários:

Isso aí, essa é a definição doutrinária.

Gabarito: Correto.

4. (CAIPIMES/Advogado SP Turismo/2007 - Adaptada) As

garantias nem sempre são os meios destinados a fazer valer os

direitos constitucionais.

Comentários:

Erra a questão, pois vai contra a definição doutrinária de "garantia", a qual seria "os meios e instrumentos que asseguram o exercício dos direitos".

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Gabarito: Errado. Direito Constitucional nas 5 Fontes Au la 5- TG dos Direitos Fundamentais Prof.

Gabarito: Errado.

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Qual o campo de abrangência da expressão "Direitos e Garantias Fundamentais?

A

Constitu ição Federal de 1988 estabeleceu cinco espécies de direitos

e

garantias fundamenta is:

• 1a -

direitos

e deveres ind ividuais e coletivos (CF, art. 5º);

• 2ª

-

direitos

socia is (CF, art. 6º ao 11);

• 3ª - direitos de nacionalidade (CF, art. 12 e 13);

• 4ª - direitos políticos (CF, art. 14 a 16); e

• 5ª - direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos (CF, art. 17) .

Importante ainda é salientar que esses direitos e garantias não se

constituem em uma relação fechada, exaustiva, mas sim em um

rol exemplificativo, aberto para

reconhecimentos futuros. Vejamos :

novas

conquistas

e

expressos nesta

Constituição não excluem outros decorrentes do regime e

dos prinC1p1os por ela adotados,

internacionais em que a República Federativa do Brasil seja

Art.

Sº,

§

-

Os direitos

e

garantias

ou dos tratados

parte.

Sº, § 2º - Os direitos e garantias ou dos tratados parte. A doutrina faz a

A doutrina faz a seguinte classificação:

São todos Direitos

Fundamentais que se encontram arrolados do art. 50 ao art. 17 da

Constituição. A Constitu ição expressamente estabeleceu tais direitos sob o título de " Direitos Fundamentais".

Direitos

Formalmente

Fundamentais

7

São os Direitos que,

independentemente de onde estão elencados, possuem conteúdo

de

do Estado. Exemplo : as limitações ao poder de tributar do art. 150

da Constituição .

direito fundamenta l, protegendo os particu lares contra o arbítrio

Direitos Materialmente Fundamentais 7

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dos Direitos Fundamentais Prof. Vítor Cruz e Rodrigo Duarte Pessoal, guarde essa dica pois isso é

Pessoal, guarde essa dica pois isso é Sempre que estiver na dúvida entre “formal x material”,

bem fácil

lembre-se que “formal” é tudo aquilo que tem “aparência”, “jeito”, “forma” de alguma coisa! “Material” seria tudo aqui que tem “matéria”, “teor”, “conteúdo” inerente a alguma coisa

5. (CESPE/ AJAJ- Oficial Avaliador- TRT-17/ 2013) As

normas definidoras dos direitos individuais são especificamente determinadas em números fechados e não admitem interpretação extensiva ou ampliativa. Comentários:

Errado, o rol de direitos e garantias é aberto, e admitem interpretação extensiva ampliativa. Lembrando ainda que o art. 5º § 2º, os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem os outros que decorrerem do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Gabarito: Errado.

6. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) A Constituição Federal

compreende os direitos fundamentais como sendo os direitos individuais e os direitos coletivos previstos no artigo 5o, excluindo dessa categoria os direitos sociais e os direitos políticos.

Comentários:

Não só os direitos sociais e os políticos, mas também os direitos da nacionalidade e o do funcionamento e existência dos partidos políticos podem ser elencados como direitos fundamentais segundo a CF/88.

Gabarito: Errado.

7. (FCC/Procurador - PGE-SP/2009) Os direitos e garantias

expressos na Constituição Federal:

a) constituem um rol taxativo.

b) não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela

adotados, entre os quais o Estado Democrático de Direito e o

princípio da dignidade humana.

c) não excluem outros decorrentes do Estado Democrático de Direito

e do princípio da dignidade humana, mas a ampliação deve ser

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formalmente reconhecida por autoridade judicial no exercício do controle de constitucionalidade.

d) não excluem outros decorrentes do Estado Democrático de Direito

e do princípio da dignidade humana, mas a ampliação deve ser formalmente reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal ao julgar arguição de descumprimento de preceito fundamental.

e) somente podem ser ampliados por força de Tratado Internacional

de Direitos Humanos aprovado em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros.

Comentários:

A relação não é taxativa, mas, sim um rol aberto, exemplificativo, já que a própria Constituição estabelece em seu art. 5º §2º, que os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

Gabarito: Letra B.

8. (FCC/EPP-SP/2009) Em matéria de direitos e garantias

fundamentais, a Constituição de 5 de outubro de 1988

a) estabelece um amplo, porém taxativo, rol de direitos públicos

subjetivos.

b) demonstrou acentuada preocupação com a efetividade de suas

disposições.

c) pouco inovou em relação às Constituições brasileiras anteriores.

d) manteve-se atrelada ao padrão liberal clássico, refratário aos

direitos fundamentais de cunho prestacional.

e) é de inspiração socialista, dependendo a plena fruição dos direitos

que consagra da planificação total da economia.

Comentários:

Letra A - Errada. O rol é aberto, exemplificativo.

Letra B - Correto, por isso previu expressamente que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

Letra C - Errada. A carta de 1988 marca a restauração da democracia no Brasil após longos anos de ditadura militar, desta forma, teve-se efetiva preocupação em estabelecer um amplo rol de direitos e garantias fundamentais e assegurar a sua efetividade.

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Letra D - Errada. O padrão liberal clássico é a previsão somente das liberdades individuais (direitos de primeira dimensão). A CF/88 previu os direitos de segunda e terceira dimensão.

Letra E - Errada. A Constituição é claramente capitalista, apoiada em princípios como a livre iniciativa e a livre concorrência.

Gabarito: Letra B.

9. (CESPE/TJAA-STM/2011) Os direitos e as garantias expressos

na Constituição Federal de 1988 (CF) excluem outros de caráter constitucional decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, uma vez que a enumeração constante no artigo 5.º da CF é taxativa.

Comentários:

Não, trata-se de um rol aberto, não taxativo, já que segundo o art. 5º §2º, eles não excluem outros direitos e garantias decorrentes dos regimes e princípios adotados pela constituição ou decorrentes de tratados internacionais em que o Brasil seja parte.

Gabarito: Errado.

10. (CESPE/MMA/2009) Os direitos e garantias fundamentais

encontram-se destacados exclusivamente no art. 5º do texto

constitucional.

Comentários:

Primeiramente, o art. 5º da CF diz respeito apenas aos direitos e deveres individuais e coletivos, os direitos fundamentais estão expressamente elencados do art. 5º ao 17. Além disso, o rol de direitos fundamentais expressos não é um rol taxativo, pois por força do art. 5º §2º, não excluem os direitos e garantias decorrentes dos regimes e princípios adotados pela constituição ou decorrentes de tratados internacionais em que o Brasil seja parte.

Existem, inclusive, diversos outros direitos e garantias individuais que estão espalhados ao longo do texto constitucional, como, por exemplo, as limitações ao poder de tributar do art. 150.

Gabarito: Errado.

11. (CESPE/Auditor Interno - AUGE-MG/2009) Nosso sistema

constitucional estabelece um rol exaustivo de direitos e garantias fundamentais, razão pela qual eles não podem ser ampliados além daqueles constantes do art. 5.º da CF.

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Di re it o Co n st itu cio na l nas 5 Fontes Au la 5- TG dos Direito s Fundamenta is Prof . Vítor Cruz e Rodrigo Duarte

Comentários:

O rol é exemplificativo. Pode ser amp liado.

Gabarito: Erra do .

12. (ESAF/ATRFB/2009)

previu os direitos sociais como direitos fundamentais.

A

Constituição

Federal

de

1988

não

Comentários:

Temos na Constituição 5 espécies de direitos fundamentais: 1- Direitos e deveres individuais e co letivos; 2- Direitos Sociais; 3- Direitos da Nacionalidade; 4- Direitos Políticos; e 5- Direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos. Gabarito: Errado.

13. (ESAF/SEFAZ-CE/2007) A Constituição Federal de 1988

estabeleceu cinco espécies de direitos e garantias fundamentais:

direitos e garantias individuais e coletivos; direitos sociais; direitos de

nacionalidade; direitos políticos; e direitos relativos à existência e funcionamento dos partidos políticos.

Comentários:

A única observação é que a ESA F "escorregou" e colocou direitos e

garantias individuais e co letivos, quando o certo seria direitos e

deveres individuais e co letivos, o que não seria suficiente para anular a questão.

Gabarito: Correto.

A doutrina costuma salientar que:

embora "direitos humanos" e "direitos fundamentais" sejam termos comumente utilizados como sinônimos, a distinção ocorre pelo fato de que o termo "direitos humanos" é de aspecto universal, supranacional, enquanto "direitos fundamentais" são aqueles direitos do ser humano que foram efetiva mente reconhecidos e positivados na Constitu ição de um determ inado Estado.

A doutrina

direitos:

que

costuma elencar como características destes

também

historicidade e mutabilidade -

São

hist óricos

porque

fora m con quistados ao longo dos tempo s. Esse caráter histórico também remete a uma idéia cíclica de na sci mento, modificação

Prof Vítor Cru z e Rodria n D11artP.

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e desaparecimento, o que nos impede de considerar tais direitos como imutáveis.

inalienabilidade - pois são intransferíveis e inegociáveis;

imprescritibilidade -

podem

ser

invocados

independentemente de lapso temporal, eles não prescrevem com o tempo;

irrenunciabilidade - podem até não estar sendo exercidos, mas não poderão ser renunciados;

universalidade - são aplicáveis a todos, sem distinção.

relatividade ou limitabilidade - Os direitos fundamentais não são absolutos, são relativos, pois existem limites ao seu exercício. Este limite pode ser de ordem constitucional (decretação de Estado de Sítio ou de Defesa) ou encontrar-se

no

dever de respeitar o direito da outra pessoa.

 

indivisibilidade, concorrência e complementaridade - Os direitos fundamentais formam um conjunto que deve ser garantido como um todo, e não de forma parcial. Um direito não excluiu o outro, eles são complementares, se somam, concorrendo para dotar o indivíduo da ampla proteção;

Interdependência - Pode ser empregada em dois sentidos:

1º - Em um primeiro momento levaria à noção de indivisibilidade, já que a garantia de um direito fundamental dependeria da garantia conjunta de outro direito fundamental (exemplo: não se pode querer garantir os direitos sociais, sem garantir os direitos econômicos);

2º - Em uma segunda acepção também é lembrada como a relação que deve existir entre as normas (sejam elas constitucionais ou infraconstitucionais) e os direitos fundamentais, de forma que as primeiras (normas constitucionais e infraconstitucionais) devem traçar os caminhos para que efetivamente se concretizem tais direitos.

14.

(FCC/TCE-MG/2007 - Adaptada) Os direitos fundamentais

são absolutos, não sendo suscetíveis de limitação no seu exercício.

Comentários:

Eles são relativos e não absolutos.

Gabarito: Errado.

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15. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) A Constituição Federal deu

enorme relevância aos direitos fundamentais, assegurando-os de maneira quase absoluta, mas certas conturbações sociais podem desencadear a necessidade de supressão temporária de certos direitos no atendimento do interesse do Estado e das instituições democráticas.

Comentários:

Isso aí, não se pode admitir que os direitos fundamentais sejam absolutos, pois existem limites ao seu exercício. A questão fala ainda em "necessidade de supressão temporária". Essa supressão temporária de alguns direitos é expressamente admitida pela Constituição nas hipóteses de Estado de Sítio e de Defesa (CF, art. 135 e 136), quando poderão ser suspensos direitos como a liberdade de reunião e sigilo de comunicações para que não prejudiquem o objetivo de restaurar a ordem pública.

Gabarito: Correto.

16. (CESPE/OAB-Nacional/2007) Os direitos fundamentais são

relativos e históricos, pois podem ser limitados por outros direitos

fundamentais e surgem e desaparecem ao longo da história humana.

Comentários:

Exatamente. Entre as diversas características dos direitos fundamentais, temos a historicidade e a relatividade.

Gabarito: Correto.

17. (ESAF/ATRFB/2012) Os direitos fundamentais se revestem

de caráter absoluto, não se admitindo, portanto, qualquer restrição.

Comentários:

Nenhum direito fundamental é absoluto, devendo o seu exercício ser harmonizado com diversos aspectos condicionadores, como, por exemplo, em face dos direitos fundamentais de outras pessoas.

Gabarito: Errado.

18. (ESAF/Analista Administrativo- DNIT/2013) Os direitos

fundamentais não têm caráter absoluto e, por isso, não podem ser utilizados para justificar atividades ilícitas ou afastar as penalidades

delas decorrentes.

Comentários:

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Os direitos fundamentais não são absolutos, são relativos, pois existem limites ao seu exercício. Esse limite pode ser de ordem constitucional (decretação de Estado de Sítio ou de Defesa) ou quando em colisão com os direitos de outro particular. Além disso, é pacífico no Supremo que nenhum direito fundamental pode ser utilizado para acobertar atividades ilícitas, motivo pelo qual o STF considerou lícita a instalação de escutas ambientais em período noturno em escritório de advocacia que estava servindo de reduto para práticas criminosas.

Gabarito: Correto.

19. (ESAF/ATRFB/2012) O estatuto constitucional das liberdades

públicas, ao delinear o regime jurídico a que estas estão sujeitas, permite que sobre elas incidam limitações de ordem jurídica, destinadas, de um lado, a proteger a integridade do interesse social e, de outro, a assegurar a coexistência harmoniosa das liberdades, pois nenhum direito ou garantia pode ser exercido em detrimento da ordem pública ou com desrespeito aos direitos e garantias de terceiros.

Comentários:

Correto. O item reafirma a relatividade dos direitos fundamentais, ao passo que expõe que nenhum direito fundamental é absoluto, devendo o seu exercício ser harmonizado com diversos aspectos condicionadores, como, por exemplo, em face dos direitos fundamentais de outras pessoas.

20. (ESAF/PGFN/2007) Entre as características funcionais dos

direitos fundamentais encontra-se a legitimidade que conferem à ordem constitucional e o seu caráter irrenunciável e absoluto, que converge para o sentido da imutabilidade.

Comentários:

Como vimos, os direitos fundamentais não são absolutos, são relativos, pois existem limites ao seu exercício. Este limite pode ser de ordem constitucional ou encontrar-se no dever de respeitar o direito da outra pessoa. Outro erro também é o da conversão para imutabilidade. Os direitos fundamentais são conquistas históricas, com o passar do tempo se faz necessário novas conquistas pois são novos os anseios da sociedade, assim, não podemos considerá-los como imutáveis.

Gabarito: Errado.

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21. (TRT 14/Juiz Substituto - TRT 14/2008 - Adaptada) A

direitos

fundamentais.

Comentários:

Exato. Eles são universais já que se aplicam a t odos sem distinção e concorrentes na medida que se somam, concorrendo para a proteção da pessoa.

Gabarito : Correto.

universalidade

e

a

concorrência

são

características

dos

t

É importante salientar que estes direitos não se restringem a particulares, podendo, alguns, ser garantidos também a pessoas jurídicas, até mesmo de direito público, como, por exemplo, o direito de propriedade.

\~

É importante que citemos ainda que a pessoa jurídica faz jus inclusive ao direito à honra, ou seja, à

sua reputação, bom nome

Súmula n° 227: "A pessoa jurídica pode sofrer dano moral".

\~

Na jurisprudência do STJ -

22. (FCC/ APOFP-SEFAZ-SP/2010

jurídicas,

por

serem

distintas

das

pessoas

a

indenização por danos materiais, mas não por danos morais.

Comentários:

Como vimos, diversos direitos são extensíveis às pessoas jurídicas:

pessoa jurídica faz jus a sigilo bancário, sigilo fiscal, direito de

propriedade

Gabarito: Errado.

-

Adaptada)

físicas,

As

têm

pessoas

direito

até mesmo o direito à honra.

23. (FCC/ACE-TCE-MG/2007 - Adaptada) A Co nstituição Federal

vigente assegu ra a existência de direitos fundamentais somente às pessoas físicas, mas não às pessoas jurídicas.

Comentários:

Dispensa comentá ri os

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Gabarito: Errado.

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24. (CESPE/MPS/2010) De acordo com a sistemática de direitos

e garantias fundamentais presente na CF, as pessoas jurídicas de

direito público podem ser titulares de direitos fundamentais.

Comentários:

Os direitos fundamentais não são aplicáveis somente aos particulares, alguns deles podem ser garantidos também a pessoas jurídicas, até mesmo de direito público, como o direito de propriedade.

Gabarito: Correto.

25. (CESPE/Analista Administrativo - MPU/2010) Sendo os

direitos fundamentais válidos tanto para as pessoas físicas quanto para as jurídicas, não há, na Constituição Federal de 1988 (CF), exemplo de garantia desses direitos que se destine exclusivamente às

pessoas físicas.

Comentários:

Em uma primeira visão, os destinatários dos direitos fundamentais são as pessoas físicas. Porém, percebe-se que alguns princípios são também extensíveis as jurídicas. Nem todo direito fundamental, porém, pode ser exercido por pessoas jurídicas, como por exemplo o direito de "ir e vir" ou de "que os presos permaneçam com os filhos durante a amamentação". Assim, alguns direitos fundamentais são, logicamente, inviáveis de serem exercidos por pessoas jurídicas.

Gabarito: Errado.

26. (CESPE/Analista TJRJ/2008) O direito fundamental à honra

se estende às pessoas jurídicas.

Comentários:

Exato. Honra se refere ao bom nome, reputação e etc

difamar o nome de uma grande empresa como a Coca-cola, Pepsi e etc. para ver o que acontece

Gabarito: Correto.

Vá você

27. (ESAF/ATRFB/2009 - Adaptada) Pessoas jurídicas de direito

público não podem ser titulares de direitos fundamentais.

Comentários:

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Vários deles que são extensíveis às pessoas jurídicas, inclusive de direito público, como o direito ao sigilo bancário, sigilo fiscal, direito de propriedade, entre outros.

Gabarito : Errado.

de

direito público podem ser t itulares de direitos fundamentais .

Comentários:

Tem horas que os concursos são muito manjados né?! Essa banca fez pelo menos outras 5 questões idênticas a essa.

Gabarito: Correto.

28. (ESAF/Procurador

-

PGDF/2007)

Pessoas

jurídicas

29. (ESAF/Técnico Receita Federal - TI/2006) A proteção da

honra, prevista no texto constitucional brasileiro, que se materializa no direito a indenização por danos morais, aplica-se apenas à pessoa física, uma vez que a honra, como conjunto de qualidades que caracterizam a dignidade da pessoa, é qualidade humana.

Comentários:

É assegurada às

Honra se refere ao bom nome, reputação e etc pessoas jurídicas.

Gabarito: Errado.

•

se

constituem em uma conquista de uma proteção do cidadão em face

Historicamente,

estes

direitos

do

poder

autoritário

do

Estado

(daí

serem

classificado

como

elementos

limitativos

da

Constituição).

Porém,

atualmente,

se

vislumbra

o

uso

de

tais

direitos

nas

relações

entre

os

próprios

particulares, no que chamamos de eficácia horizontal dos direitos fundamentais. Desta forma, temos :

Eficácia vertical

Proteção do particular em face do Estado.

 

Proteção

do

particular

em

face

de

outro

Eficácia horizontal

particular.

Prof Vítor Cru z e Rodria n D11artP.

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30. (CESPE/ Superior- TCE-ES/ 2013) A jurisprudência do

Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que os direitos e garantias fundamentais se aplicam apenas às relações entre o particular e o Poder Público, e são inaplicáveis às relações privadas. Comentários:

Errado, o STF já reconhece a eficácia de tais direitos nas relações entre os próprios particulares, no que chamamos de eficácia horizontal dos direitos fundamentais. Gabarito: Errado.

31. (CESPE/Analista - TRT 9ª/2007) Os direitos e garantias

fundamentais não se aplicam às relações privadas, mas apenas às relações entre os brasileiros ou os estrangeiros residentes no país e o próprio Estado.

Comentários:

Está incorreto, pois atualmente se reconhece a eficácia horizontal dos direitos fundamentais.

Gabarito: Errado.

32. (CESPE/AJEM-TJDFT/2008) A retirada de um dos sócios de

determinada empresa, quando motivada pela vontade dos demais, deve ser precedida de ampla defesa, pois os direitos fundamentais não são aplicáveis apenas no âmbito das relações entre o indivíduo e o Estado, mas também nas relações privadas. Essa qualidade é denominada eficácia horizontal dos direitos fundamentais.

Comentários:

Isso aí. Ainda que no âmbito dos poderes privados, os direitos fundamentais devem ser respeitados.

Gabarito: Correto.

33. (ESAF/Analista

horizontal dos direitos fundamentais pressupõe plena incidência

desses direitos nas relações entre particulares.

Comentários:

Correto, tal ideia rompe com o paradigma de que os direitos fundamentais somente tem eficácia nas relações entre particular e Estado, considerando que o STF vem reiteradamente reconhecendo sua eficácia perante particulares (eficácia horizontal, privada ou externa), como por exemplo, as célebres decisões nos casos da Air France, reconhecendo a discriminação de empregado brasileiro em

eficácia

Administrativo-

DNIT/2013)

A

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Di r eit o Co n st itu cio na l n as 5 Fontes Au la 5- TG dos Direit os Fundamenta is Prof . Vít or Cruz e Rod r igo Duarte

relação ao francês na empresa, que mesmo rea liza ndo ativi dades

idênticas ti nham os salários diferentes, determ inando assi m a o b servância do pri ncípi o da is o nom ia ( RE 1 6 1.243-6) e no RE

de

viol ação d o dev ido processo leg al, co nt raditório e a mpla

20 1.8 19 - exclusão de membro

sua d efesa - defesa.

de sociedade sem a possibi lidade

34. {ESAF/ ATRFB/2009} As vio lações a d ireitos fundamentais

não ocorrem somente no âmbito das relações entre o cidadão e o Estado, mas igualmente nas relações travadas entre pessoas físicas e jurídicas de dire ito priv ado. Assim, os direitos f undament ai s assegurados pela Constitu ição v inculam diretamente não apenas os

proteção dos

poderes

públicos,

est ando

direcionados

também

à

particu lares em face dos poderes privados.

Comentários:

Isso

aí,

é

o

que

chamamos

de

eficácia

horizontal

dos

direitos

fundamentais.

Gabarito: Correto.

35. {TRT 21/luiz do Trabalho

direitos fundamenta is não ocorrem

entre o cidadão e o Estado, mas igualmente nas relações travadas entre pessoas físicas e jurídicas de direito privado (fenômeno

TRT 21 ª /2010} As violações a

somente no âmbito das relações

conhecido co mo

Comentários:

Exat ame nte .

Gabarito : Correto.

eficácia horizonta l dos di reitos fundamenta is) .

É comum que a doutrina classifique os direitos fundamentais em dimensões, principalmente em 1ª, 2ª e 3ª dimensões (antes o termo usado era gerações, mas atualmente o uso deste termo é repudiado pelo fato de induzir ao pensamento de que uma geração acabaria por substituir a outra - o que é incorreto - e, ainda, que os direitos foram conquistados exatamente na ordem exposta, o que não é exatamente verdade em muitos países).

Prof Vít o r Cr uz e Ro dria n D11artP.

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É importante que revisemos aqui um pouco da "evolução do Estado" para entendermos melhor a questão dos direitos fundamentais :

"Junto com o constitucionalismo temos a evolução do conceito de Estado. Com a Revolução Francesa e pela Independência dos Estados Unidos temos o início do Estado Liberal, já que se asseguraram as liberdades individuais, que vieram a ser chamadas de "direitos de primeira geração". Segundo os conceitos do liberalismo, o homem é naturalmente livre, então, buscou-se limitar o poder de atuação dos Estados para dotar de maior força a autonomia privada e deixar o Estado apenas como força de harmonização e consecução dos direitos.

Na Constituição mexicana de 1917 e na de Weimar {Alemanha) em 1919, que nascem logo após a 1ª Guerra Mundial, temos um estilo de Constituição que prega não mais os direitos individuais em sentido estrito, mas uma visão mais ampla, do indivíduo em sociedade. Não podemos associá-la, do ponto de vista histórico, ao conceito de "constituição liberar' expresso pela Revolução Francesa. Ela vai além do "Estado liberal". A Constituição Mexicana de 1917 passa a trazer em seu texto mais do que simples liberdades (direitos de 1a geração - liberdades individuais - direitos políticos e civis). Ela traz os direitos econômicos, culturais e sociais (direitos de segunda geração - relacionados à igualdade), surgindo então o conceito de "Estado Social". Desta forma, possui como característica a mudança da concepção de constituição sintética para uma constituição analítica, mais extensa, capaz de melhor conter os abusos da discricionariedade. Aumenta assim a intervenção do Estado na ordem econômica e social, dizendo-se que a democracia liberal-econômica passa a ser substituída pela democracia social.

Esse estado social é superado com o fim da 2ª Guerra Mundial, temos então o surgimento do Estado Democrático de Direito marcado pelas iniciativas relacionadas à solidariedade e aos direitos coletivos".

Grosso modo,

direitos

foram

podemos fazer uma co rrelação de que forma

esses

surgindo

e

a

fase

pela

qua l

o

mundo

passava.

forma esses surgindo e a fase pela qua l o mundo passava. Fase Marco Dimensão Direitos

Fase

Marco

Dimensão

Direitos

Marco

no

Mundial

dos

Brasil

direitos

Estado Li be ral

Revolução

Liberdade:

 

I ncipiente

Francesa e

 

na CF/1824

 

I ndependê

Direitos

políticos

civis

e

e

Prof Vítor Cruz e Rodriao Duarte

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ncia

dos

   

fortalecido

EUA

na CF/1891

Estado

Pós

1ª

Igualdade:

CF/1934

Socia l

Guerra

Direitos

Sociais,

Mundial

-

Econômicos

e

Constituiçã

Cultura is.

o Mexicana

(1917)

e

Weimar

(1919).

Estado

Pós

2ª

Solidariedade

CF/1988

Democrático

Guerra

{fraternidade):

Mundial.

Direitos coletivos e difusos.

Mundial. Direitos coletivos e difusos. Pulo do Gato: As dimensões estão na ordem do lema da

Pulo do Gato:

As

dimensões

estão

na

ordem

do

lema

da

Revo lução

Francesa: liberdade, igualdade, e fraternidade.

• Os direitos Políticos são os de Primeira dimensão.

Os dire itos

se de "second") são os de segunda dimensão.

Sociais, Econôm icos e Cu ltura is (SEC - Lembre-

• Os direitos de "lodos" Terceira dimensão.

(difusos e colet ivos) - seriam os de

A primeira dimensão dos direitos são as chamadas liberdades negativas, clássicas ou formais, pois foram as primeiras conqu istas de libertação do povo em face do Estado. Eram protetoras. Eram formais pois via o homem como um ser genérico, abstrato, todos iguais, mas sem enxergar as verdade iras diferenças materia is (econôm ica,

cultural

é

também o que se chama das li berdades positivas, pois pressupõem não só uma proteção individual em face do Estado, mas uma efetiva

ação

social e cultural .

A terceira dimensão enxerga o homem em sociedade. Desta forma, se preocupa com os direitos coletivos (pertencentes a um grupo determinado de pessoas) e os direitos difusos (pertencentes a uma coletividade indeterminada) . São exemplos destes direitos o direito à

17

) entre as pessoas.

dimensão

para

que

A segunda

estatal

reflete

se

a

busca

da

igua ldade

material,

concretizassem

a igualdade econôm ica,

Prof Vítor Cruz e Rodriao Duarte

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paz, ao meio ambiente equilibrado, ao progresso e desenvolvimento, o direito de propriedade ao patrimônio comum da humanidade, o direito de comunicação, entre outros.

Nesta 3ª dimensão podemos incluir ainda o que se chama de "direitos republicanos". Estes seriam os direitos do cidadão pensando no patrimônio público comum (res publica - coisa pública) . Assim, o cidadão age ativamente para defender as instituições da sociedade reprimindo danos ao meio ambiente, ao patrimônio histórico-cultural, praticas de corrupção, nepotismo, e imoral idades admin istrativas. O pri nci pal instrumento deste exercício é a ação popular que veremos à frente.

exercício é a ação popular que veremos à frente. Podemos expor aqui, ainda, quinta dimensões: 4ª

Podemos expor aqui, ainda, quinta dimensões:

4ª dimensão - O professor Paulo Bonavides também propôs que já existiria a 4ª dimensão dos direitos, ou seja, os direitos que se vinculam à idéia de democracia, especialmente a democracia direta, incluindo o direito à informação e o direito ao pluralismo. Esta dimensão foi alcançada através da universalização dos direitos promovida pela globalização. Noberto Bobbio também já faz alusão a uma possível quarta dimensão dos direitos fundamentais, mas, de fo rma diversa de Bonavides. Para o autor, a quarta dimensão estaria materializada nos direitos relativos à biotecnologia e ao patrimônio genético dos indivíduos.

osicionamentos sobre a quarta e

5ª dimensão - O professor Bonavides ainda vislumbra a quinta dimensão dos direitos fundamentais, segundo ele, pela necessidade de se colocar em maior destaque o direito à paz, principalmente dev ido aos recentes atentados terroristas a partir do 11 de Setembro nos Estados Unidos. Outros diversos autores tratam dos direitos de quinta geração como os direitos "virtuais" ou "cibernéticos", ou seja, aqueles relativos ao comércio e contratos eletrônicos, publicidade virtual, e os interligados à defesa da honra e da dignidade da pessoa humana no meio da internet, entre outros correlatos.

Questões sobre dimensões/gerações dos direitos:

36. {FCC/Analista

TRF

4 ª /2010}

São

direitos

fundamentais

classificados como de segunda geração

a) os direitos econômicos e cultura is.

Prof Vítor Cruz e Rodrian D11artP.

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Di r eit o Co n st itu cio na l n as 5 Fontes Au la 5- TG dos Direit os Fundamenta is Prof . Vít or Cruz e Rod r igo Duarte

b)

os direit os de sol idariedade e os direitos difusos.

c)

as liberdades pú blicas.

d )

os d ireit os e garantias individuais clássicos.

e)

o direito do consu midor e o direito ao meio ambiente equilibrado.

Comentários:

~Olhao macete : Segunda dimensão é o "SECond" - sociais, econômicos e culturais.

Gabarito : Letra A.

37. (FCC/Procurador-PGE-SP/2009

-

Adaptada)

Liberdade,

Igualdade e Fraternidade, ideais da Revolução Francesa, podem ser relacionados, respectivamente, com os direitos humanos de primeira, segunda e terceira gerações.

Comentários:

É isso

Gabarito : Co rreto.

38. (FCC/Procurador-PGE-SP/200 - Adaptada) O direito à paz

incl ui-se entre os d ireitos humanos de segunda geração .

Comentários:

Não não

da sociedade, um direito difuso, seria de terceira dimensão.

Gabarito : Errado.

di reito à paz não é de segunda geração não, é um direito

Adaptada) Os d ireitos

humanos de primeira geração foram construídos, em oposição ao absolutismo, como liberdades negativas; os de segunda geração exigem ações destinadas a dar efetividade à autonomia dos ind ivíduos, o q ue a uto riza relacioná - los co m o conceito de liberdade posit iva e com a igualdade.

Comentários:

Exat amente.

Gabarito : Co r reto .

39. (FCC/Procurador-PGE-SP/2009

-

Prof Vítor Cr uz e Rodria n D11artP.

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40. (FCC/DPE-SP/2007 - Adaptada) Os direitos republicanos

têm surgido na doutrina como uma nova categoria onde o cidadão passa a pensar no interesse público explicitamente para fazer frente à ofensa à coisa pública, como o nepotismo, a corrupção, bem como às

políticas de Estado que, a pretexto de se caracterizarem como públicas, na verdade podem atender a interesses particulares indefensáveis.

Comentários:

Isso aí, tratam-se de direitos de terceira dimensão. O homem pensando em sociedade e agindo contra as políticas chamadas de "patrimonialistas".

Gabarito: Correto.

41. (CESPE/AJAA-TJAL/2012) São direitos de quarta geração o

direito à democracia, o direito à informação e o direito ao pluralismo.

Comentários:

O CESPE, nesta questão, segue a doutrina do professor Paulo Bonavides que apresenta a 4ª dimensão dos direitos como sendo aqueles que se vinculam à idéia de democracia, especialmente a democracia direta, incluindo o direito à informação e o direito ao pluralismo. Esta dimensão foi alcançada através da universalização dos direitos promovida pela globalização.

Gabarito: Correto.

42. (CESPE/Promotor-MPE-RO/2010) Direitos humanos de

terceira geração, por seu ineditismo e pelo caráter de lege ferenda que ainda comportam, não recebem tratamento constitucional.

Comentários:

Por "lege ferenda" entenda-se como algo ainda sem vigor, que será aplicado no futuro. Está errada a assertiva já que os direitos de "terceira geração" são os direitos coletivos e difusos e estão positivados na Constituição Federal.

Gabarito: Errado.

43. (CESPE/DPE-ES/2009) Os direitos de primeira geração ou

dimensão (direitos civis e políticos) que compreendem as liberdades clássicas, negativas ou formais realçam o princípio da igualdade; os direitos de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais) que se identificam com as liberdades positivas, reais ou concretas acentuam o princípio da liberdade; os direitos

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de terceira geração - que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais - consagram o princípio da solidariedade.

Comentários:

Inverteram-se os princ1p1os refe rentes

à primeira e segunda

gerações. A primeira dimensão materializa a liberdade, já a igualdade é referente à segunda dimensão.

Gabarito: Errado.

44. (CESPE/Advogado - CEHAP/2009) A evolução cronológica

do reconhecimento dos direitos fundamentais pelas sociedades modernas é comumente apresentada em gerações. Nessa evolução, o direito à moradia está inserido nos direitos fundamentais de terceira geração, que são os direitos econômicos, sociais e cu lturais, surgidos no início do século XX.

Comentários:

Opa!!!

Os direitos sociais, econômicos e

culturais são direitos de segunda geração e não de terceira (esta

geração é marcada pelos direitos coletivos e difusos).

Gabarito: Errado.

Obrigado Vítor não esqueço mais

45. (CESPE/Analista -

assinale a opção correta.

a) O cerceamento à liberdade de expressão é uma clara afronta aos

direitos sociais capitula dos na CF.

b) Os direitos sociais são exemplos típicos de direitos de 2.ª geração.

DPU/2010) Acerca

dos direitos sociais,

c) O direito à vida e o direito à livre locomoção são exemplos de

direitos sociais.

d) Os direitos sociais são exemplos de liberdades negativas.

e) Os direitos sociais

podem ser classificados como direitos fundamentais de eficácia plena, não dependendo de normatividade ulterior.

contemplados

na

CF,

pela

sua

natureza,

Co

rios:

•.:

Olha

o SECond aí de novo

Ga barito é a letra

Vamos anal isar o resto :

B

!

!

!

Prof Vítor Cruz e Rodrian D11artP.

.

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Letra A - Errado. Trata-se de direito individual, não social.

Letra C - Errado. Mais uma vez, são individuais, não sociais.

Letra D - Errado. As liberdades negativas são os direitos individuais, são uma proteção. Os direitos sociais são "positivos" (necessitam que se faça uma ação).

Letra E - Errado. Os direitos sociais são em regra de eficácia LIMITADA, precisam que se façam leis e ações administrativas para que possam ser concretizados.

Gabarito: Letra B.

46. (CESPE/Analista - DPU/2010) Os direitos políticos são exemplos típicos de direitos de 3.ª geração

Comentários:

Os direitos Políticos são de Primeira geração ou dimensão, da mesma forma que os civis.

Gabarito: Errado.

47. (CESPE/DETRAN-DF/2009) O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é considerado direito fundamental de terceira geração.

Comentários:

Exato, trata-se de um direito difuso, preocupado com o homem em sociedade, sendo assim, de terceira dimensão.

Gabarito: Correto.

48. (CESPE/OAB-Nacional/2007) O direito ao progresso é um exemplo de direito fundamental de segunda geração ou dimensão.

Comentários:

É um direito de terceira dimensão.

Gabarito: Errado.

49. (ESAF/ATRFB/2012) Enquanto os direitos de primeira geração realçam o princípio da igualdade, os direitos de segunda geração acentuam o princípio da liberdade.

Comentários:

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Errado. Os direitos de primeira dimensão compreendem as liberdades clássicas, negativas ou formais e não os direitos de igualdade. A igualdade seria a segunda dimensão dos direitos. Lembre-se que as três dimensões estão na ordem do lema da Revolução Francesa:

Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

50. (ESAF/ATRFB/2012) Os direitos fundamentais de defesa

geram uma obrigação para o Estado de se abster, ou seja, implicam numa postura de natureza negativa do Poder Público. Assim, impõe- se ao Estado um dever de abstenção em relação à liberdade, à intimidade e à propriedade do cidadão, permitindo-se a intervenção estatal apenas em situações excepcionais, onde haja, ainda, o pleno atendimento dos requisitos previamente estabelecidos nas normas.

Comentários:

Correto. Os direitos de defesa são os direitos negativos, as liberdades em sentido estrito. Tais liberdades referem-se à visão clássica dos direitos fundamentais, aqueles da 1ª dimensão, onde o Estado deveria "não fazer" algo contra o particular. Depois, com a 2ª dimensão surgiram os prestacionais, onde o estado além de "não fazer" certas coisas, deveria agir com prestando certas políticas à sociedade. A questão falou somente dos de defesa, ou seja, da 1ª dimensão.

51. (ESAF/Analista Administrativo- DNIT/2013) Os direitos

fundamentais de primeira geração são titularizados pelos indivíduos em oposição ao Estado, sendo eles, entre outros, o direito à vida, à liberdade e à propriedade.

Comentários:

Correto. Os direitos de primeira dimensão ou geração compreendem as liberdades clássicas, negativas ou formais, são aqueles direitos individuais civis e políticos que se consubstanciam em uma abstenção do Estado em interferir na esfera privada.

52. (MPT/Procurador do Trabalho/2007 - Adaptada) No

estudo dos direitos humanos fundamentais, existe cizânia doutrinária em torno da utilização da expressão "geração", para indicar o processo de consolidação desses direitos, sendo que alguns preferem utilizar "dimensão". Examine as assertivas a seguir e selecione o argumento que, efetivamente, dá suporte à doutrina que defende a necessidade de substituição de uma expressão por outra.

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a) os direitos humanos fundamentais são direitos naturais e, como

tais, imutáveis, de maneira que o vocábulo "geração" faz alusão a uma historicidade inexistente nessa modalidade de direitos, enquanto "dimensão" refere-se a aspectos relevantes de um todo, que simplesmente se destacam de acordo com o grau de desenvolvimento da sociedade;

b) o termo "geração" conduz à idéia equivocada de que os direitos

humanos fundamentais se substituem ao longo do tempo, enquanto "dimensão" melhor reflete o processo gradativo de complementaridade, pelo qual não há alternância, mas sim expansão, cumulação e fortalecimento;

c) a idéia de "geração" leva ao entendimento de que o processo de

afirmação dos direitos humanos fundamentais é linear e não comporta retrocessos, enquanto a de "dimensão" melhor expressa o caminho tortuoso desse processo, de acordo com as relações de forças existentes nas sociedades;

d) O termo "geração" sugere uma eficácia restrita dos direitos humanos fundamentais, meramente vertical, ao passo que "dimensão" indica eficácia mais ampla, também horizontal;

Comentários:

Pelo que vimos, a resposta correta a ser marcada seria a letra B, já que o uso do termo gerações é repudiado pelo fato de induzir ao pensamento de que uma geração acabaria por substituir a outra - o que é incorreto - e, ainda, que os direitos foram conquistados exatamente na ordem exposta, o que não é exatamente verdade em muitos países.

Gabarito: Letra B.

53. (FGV/Juiz Substituto - TJ-PA/2008 - Adaptada) A respeito

dos direitos, assinale a afirmativa incorreta.

a) Os direitos fundamentais de primeira geração são os direitos e

garantias individuais e políticos clássicos (liberdades públicas). Os

direitos fundamentais de segunda geração são os direitos sociais, econômicos e culturais. Os direitos fundamentais de terceira geração são os chamados direitos de solidariedade ou fraternidade, que englobam o meio ambiente equilibrado, o direito de paz e ao progresso, entre outros.

b) A doutrina assinala como espécies de direitos fundamentais (de

acordo com a predominância de sua função): 1o: direitos de defesa - que se caracterizam por impor ao Estado um dever de abstenção, um dever de não-interferência no espaço de autodeterminação do indivíduo; 2o: direitos de prestação - que exigem que o Estado aja

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para atenuar as desigualdades; 3o: direitos de participação - que são os orientados a garantir a participação dos cidadãos na formação da vontade do Estado.

c) Pela

como o direito à vida, é correto afirmar que eles são absolutos, pois são o escudo protetivo do cidadão contra as possíveis arbitrariedades do Estado.

d) Todas as constituições brasileiras, sem exceção, enunciaram

declarações de direitos. As duas primeiras - a Imperial e a de 1891 -

traziam apenas as liberdades públicas.

Comentários:

relevância

dos direitos fundamentais

de

primeira

geração,

Letra A - Correto.

Letra B - Correto. Os direitos fundamenta is podem ser separados quanto a função que exercem. Os chamados direitos de defesa são basicamente as garantias individuais, aquelas liberdades negativas que servem de respaldo para o exercício dos demais direitos, limitando o poder estatal em face dos particulares. Os diretos de prestação exigem uma postura do estado no sentido de concretizar as metas constitucionais, reduzindo desigualdades e fornecendo as condições mínimas para uma vida humana digna. Elenca-se também, os direitos à participação, já que o Estado é formado pela vontade do povo, devendo este agir na regência das decisões políticas.

Letra C - Errado. É pacífico, na doutrina e na jurisprudência, que os direitos e garantias fundamentais não são absolutos, todos eles são relativos.

Letra D - Correto. Embora incipiente na Constituição de 1824, todas as Constituições nacionais versaram sobre os direitos fundamentais, sendo fortalecidos ao longo das próximas constituições.

Gaba r ito: Letra C.

Questões sobre a evolu ão dos direitos fundamentais:

o processo de

redemocratização do país, implementado por meio da Constituição de

1946,

Apenas

54.

(ESAF/PGFN/2007)

é

que tomou

com

do

assento

a

ideologia

Estado

do

Bem-Estar

Social, sob a influência da Constituição Alemã de Weimar, tendo sido

a

destinado à ordem econômica e social .

Comentários:

A questão esta ri a perfeita se dissesse 1934 em vez de 1946.

um título expressamente

primeira

vez

que

houve

inserção

de

Prof Vítor Cruz e Rodrian D11artP.

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Gabarito: Errada. Direito Constitucional nas 5 Fontes Aula 5- TG dos Direitos Fundamentais Prof. Vítor

Gabarito: Errada.

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55. (MPT/Procurador do Trabalho/2005) Em face das assertivas abaixo, indique a alternativa CORRETA:

I - no plano histórico, as primeiras Declarações de Direitos Humanos proclamaram a necessidade de um Estado de índole positivista,

democrática e intervencionista, objetivando a garantia das liberdades

fundamentais;

II - o princípio da igualdade constitui o principal fundamento dos

Direitos Humanos de primeira geração;

III - o princípio da 'prevalência dos Direitos Humanos' foi previsto, de

maneira explícita, pela Constituição brasileira de 1988, como

fundamento para reger as relações internacionais da nossa República

Federativa;

IV

- em face do sistema constitucional brasileiro, pode ser introduzido

no

ordenamento jurídico pátrio direitos ou garantias fundamentais,

por força da adoção e vigência de um Tratado Internacional;

a) as alternativas I e IV estão corretas;

b) apenas a alternativa IV está correta;

c) as alternativas I e II estão incorretas;

d) apenas a alternativa II está incorreta;

e) não respondida.

Comentários:

I - Errado. O estado não era intervencionista, isso só passou a ocorrer no pós primeira guerra. O Estado Liberal pregava apenas uma abstenção do Estado, respeitando as liberdades individuais.

II - Errado. O principal fundamento era a "liberdade".

III - Correto.

IV - Correto. Isto está embasado no art. 5º §2º da Constituição.

Gabarito: Letra C.

Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos
Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos

Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos

Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos fundamentais:

fundamentais:

Teoria dos limites e o núcelo essencial dos direitos fundamentais:

É pacífico, na doutrina e na jurisprudência, que os direitos e garantias

fundamentais não são absolutos, todos eles são relativos. Diz-se que são relativos, pois estão sujeitos a restrições, tais restrições ora serão

Prof Vítor Cruz e Rodrigo Duarte

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impostas pelo legilslador (nos casos em que a Constituição autorize, expressa ou implicitamente), ora serão impostas por outros direitos que poderão com eles colidir no caso concreto, devendo, neste caso, ser harmonizados, para descobrir qual prevalecerá, o intérprete (juiz) fará então uso do princípio da harmonização (ou concordância prática, ou ainda ponderação de interesses).

Permite-se, então, para se proteger o teor de certos direitos fundamentais, que o legislador crie restrições a algum desses direitos. Essas restrições legais deverão decorrer de autorização da Constituição, porém, estas autorizações podem estar expressas na Constituição (limitações expressamente constitucionais) ou de forma implícita (limitações tacitamente constitucionais).

Quando a Constituição permite a restrição de um direito através de lei, surge o que a doutrina chama de "reserva legal". Ou seja, reservou-se à lei o direito de estabelecer uma limitação. Essa reserva legal será chamada de:

Reserva legal simples - quando a Constituição se limita a

autorizar a restrição (Ex. Art. 5º VII - é assegurada, "nos termos da lei", a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e

militares de internação coletiva); ou

Reserva legal qualificada - quando, além de autorizar a

restrição, a Constituição estabelece o que a lei fará (Ex. Art. 5º, XII - autoriza que a lei venha a trazer hipóteses de interceptação

telefônica, mas somente para atender aos fins de investigação criminal ou instrução processual penal).

É importante salientar que o legislador possui limites no seu exercício de limitação do direito fundamental, o que se tem chamado de os "limites dos limites". E qual seria tal limite? Seria a preservação do "núcleo essencial" do direito fundamental.

O núcleo essencial é a essência do direito fundamental, o seu conteúdo intocável, protegido de forma que o direito o qual está sofrendo a restrição não fique descaracterizado e perca a sua efetividade. Embora não seja expresso na Constituição, a doutrina e a jurisprudência, adotam a proteção ao núcleo essencial como implícito em nosso ordenamento jurídico. Segundo a doutrina, podemos basicamente estabelecer 2 teorias sobre o núcleo essencial dos direitos fundamentais:

Teoria Absoluta - Independente do caso concreto, o núcleo existencial, ou seja, o limite imposto será sempre o mesmo, fixo.

Teoria Relativa - Deve-se observar o caso concreto para só então verificar qual será o limite de restrição.

Prof Vítor Cruz e Rodrigo Duarte

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56. (CESPE/Agente-Hemobrás/2008) A teoria dos limites dos

limites serve para impor restrições à possibilidade de limitação dos

direitos fundamentais.

Comentários:

É exatamente isso. Sabemos que os direitos fundamentais não são

absolutos, são relativos já que podem sofrer limitações. Essas

limitações também sofrem restrições, o chamado "limites dos limites".

Gabarito: Correto.

57. (ESAF/Analista Administrativo- DNIT/2013) Não há

hierarquia entre os direitos fundamentais e, portanto, havendo conflito entre eles, a solução é aplicação do princípio da concordância prática ou da harmonização.

Comentários:

Diante dessa “colisão”, indispensável será a “ponderação de interesses” à luz da razoabilidade, usando-se o método interpretativo da concordância prática ou harmonização, em que se busca o cumprimento de ambos, embora em graus diferentes de concretização.

Gabarito: Correto.

58. (ESAF/ATRFB/2012) O conteúdo do princípio da dignidade da

pessoa humana se identifica necessariamente com o núcleo essencial dos direitos fundamentais.

Comentários:

O núcleo essencial dos direitos fundamentais é a essência do direito

fundamental, o seu conteúdo intocável, protegido de forma que o

direito o qual está sofrendo a restrição não fique descaracterizado e perca a sua efetividade. Embora não seja expresso na Constituição, a doutrina e a jurisprudência adotam a proteção ao núcleo essencial como implícito em nosso ordenamento jurídico. A dignidade da pessoa humana é um importante direcionador para se averiguar qual

é esse conteúdo intocável dos direitos fundamentais, mas não se

pode dizer que eles se confundem, não há relação de identidade entre eles.

Gabarito: Errado.

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59. (ESAF/Analista Administrativo- DNIT/2013) As restrições

a direitos fundamentais decorrentes de cláusulas de reserva legal

previstas constitucionalmente têm efeito retroativo.

Comentários:

Reserva legal é, grosso modo, situações previstas constitucionalmente para que leis infraconstitucionais possam disciplinar ou conter o alcance de normas constitucionais. Ao se elaborar estas leis com base em cláusulas de reserva legal, estas leis serão em regra irretroativas. Em diversas hipóteses a Constituição expressamente veda a retroatividade da lei, como por exemplo, no art. 5º, XL, “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”; e XXXVI, “a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”.

Gabarito: Errado.

60. (ESAF/PGFN/2007) O direito de livre locomoção (é livre a

locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens) pode sofrer restrição, conforme previsto na Constituição, por meio da chamada reserva legal qualificada.

Comentários:

Seria uma reserva legal "simples" pois a Constituição limitou-se a prever que será "nos termos da lei" sem se preocupar em dizer quais seriam estes termos.

Gabarito: Errado.

61. (ESAF/ATRFB/2009) A Constituição Federal de 1988 previu

expressamente a garantia de proteção ao núcleo essencial dos direitos fundamentais.

Comentários:

Essa garantia é implícita e não expressa.

Gabarito: Errado.

62. (ESAF/ATRFB/2009) Quanto à delimitação do conteúdo

essencial dos direitos fundamentais, a doutrina se divide entre as teorias absoluta e relativa. De acordo com a teoria relativa, o núcleo essencial do direito fundamental é insuscetível de qualquer medida restritiva, independentemente das peculiaridades que o caso concreto possa fornecer.

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Comentários:

A teoria relativa é a que defende que o delineamento do núcleo essencial dependerá da análise do caso concreto.

Gabarito: Errado.

63. (ESAF/Procurador da Fazenda Nacional/2006) O

fenômeno da colisão dos direitos fundamentais não é admitido como possível no ordenamento jurídico brasileiro, já que a Constituição não pode abrigar normas que conduzam a soluções contraditórias na sua aplicação prática.

Comentários:

É admitido sim. Os direitos fundamentais podem "colidir", o que não pode é haver "contradição". Caso haja uma colisão, eles deverão ser harmonizados, para descobrir qual prevalecerá.

Gabarito: Errado.

64. (TRT 21/Juiz do Trabalho TRT 21ª/2010) Diante de um

caso concreto, resolve-se a colisão de direitos fundamentais a partir de um juízo de ponderação, harmonizando-se, especialmente pelo princípio da proporcionalidade, os direitos fundamentais em conflito.

Comentários:

Exatamente, os direitos fundamentais podem colidir entre si. Um não nega o outro, deve haver um respeito mútuo devendo o intérprete (juiz) decidir qual irá prevalecer usando a técnica da harmonização (ou concordância prática).

Gabarito: Correto.

65. (TRT 24ª/Juiz do Trabalho TRT 24ª/2007) Não há

hierarquia entre os direitos e garantias fundamentais e, quando no caso concreto se apresentem dois ou mais direitos e garantias em face dos litigantes, no possível conflito entre os direitos e garantias contrapostos o intérprete está autorizado a ponderar valores que preservem ou reduzam o alcance de um, evitando a completa destruição de outro.

Comentários:

Isso aí, é o caso onde eles deverão ser harmonizados, para descobrir qual prevalecerá.

Gabarito: Correto.

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66.

Sobre

interpretação das normas constitucionais, considerando-se

perspectiva pós positivista, é correto afirmar que:

(TRT

9ª /Juiz

do

Trabalho

TRT

9ª /2006}

a) A técnica da subsunção, baseada em raciocínios silogísticos, é

suficiente para resolver colisão de direitos fundamentais, em qualquer caso concreto.

b) O sistema constitucional vigente é estruturado de tal forma que

jamais haverá conflito de normas de mesma hierarquia, em casos concretos.

c) Como o próprio sistema de normas jurídicas posit ivadas oferece as soluções cabíveis em caso de conflito de normas de mesma hierarquia, o papel do intérprete, inclusive do juiz, resume-se a uma atividade de conhecimento técnico.

d) De acordo com o princípio da unidade hierárquico-normativa da

Constituição, não há hierarquia entre normas da Constituição, cabendo ao intérprete, em cada caso concreto, buscar a harmonização possível entre comandos que tutelem interesses contrapostos, utilizando-se da técnica da ponderação de valores.

no

direitos fundamentais, poderá se abster de decidir, pois, do contrário, sua decisão, seja qual for, implicará violação à Constituição.

Comentários:

Questão que poderia parecer complicada a uma primeira v1sao. Mas, depois de diversos toques e "mastigadas", claramente apontamos a resposta correta : a letra D. Ela diz que a Constituição é uma unidade no que tange a hierarquia de suas normas, o que é correto, e que o intérprete deve harmonizar os valores no caso de colisão de "interesses contrapostos", no caso, direitos fundamentais.

Gabarito: Letra D.

de

e) Quando

o

juiz

se

deparar,

caso

concreto,

com

colisão

Dimensão

Fundamentais:

Subjetiva

X

Dimensão

Objetiva

A

doutrina

atual

do

Direito

Constitucional

aceita

dos

uma

Direitos

visão

dos

Direitos Fundamentais sob duas diferentes óticas:

Dimensão

Direitos

Fundamentais. Consiste em enxergá-los como um direito da pessoa em face do Estado, o qual deve exercer um papel negativo (abstenção de intervir para que não viole os direitos previstos, notadamente os direitos e garantias individuais) ou positivo (prestações que o Estado faz para as pessoas de

a

subjetiva

-

é

visão

clássica

dos

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forma a garantir condições mais dignas de sobrevivência, notadamente os direitos sociais).

Dimensão objetiva É a nova visão, onde os Direitos Fundamentais devem ser enxergados não só sob a ótica dos “direitos das pessoas frente ao Estado”, mas como enunciados que contém alta carga valorativa. Valores, princípios, regras que norteiam a aplicação do ordenamento jurídico e assumem um papel central no constitucionalismo. Podemos desmembrá- la da seguinte forma 3 :

1- Direitos fundamentais não são meros enunciados, são valores, princípios, possuem carga axiológica que deve ser usada para fins de aplicação, ainda que não estejam sendo titularizados por uma pessoa específica.

2- Os direitos fundamentais se “irradiam” pelo ordenamento jurídico levando a uma ideia de “interpretação conforme os direitos fundamentais”. O Estado passa ainda a ter um dever de proteção dos valores contidos em tais direitos.

3- Eles possuem aplicação imediata, devendo sempre que possível serem aplicados “de pronto”.

4- Os direitos fundamentais possuem caráter mandamental, imperativo e, em especial aqueles de prestações positivas, como os Direitos Sociais, possuem eficácia dirigente, enunciando normas que impõem uma efetiva atuação do Estado, legislativa e administrativa, com o fim de regulamentá- los e concretizá-los.

5- Os direitos fundamentais podem ser reciprocamente condicionados, uns pelos outros, para que seja viável o convívio em sociedade. Lembrando que nesse condicionamento (harmonização, conformação), restringem-se direitos, mas devem ser preservados, ao menos, os núcleos essenciais de cada um.

6- Surge a ideia de que tais direitos devem ser enxergados com eficácia horizontal (proteção do indivíduo em face dos outros indivíduos).

67. (FCC/PGE-RO/2011) Dentre as características da perspectiva

objetiva dos direitos fundamentais, compreende-se:

3 Sobre o tema: DIMOULIS, Dimitri; MARTINS, Leonardo. Teoria Geral dos Direitos Fundamentais. 2ª tiragem. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008, e BONAVIDES, Paulo. Curso de Direito Constitucional. 21ª edição. São Paulo: Malheiros, 2007.

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a) o conjunto de metas traçadas com fins diretivos de ações positivas

dos poderes públicos, com o fim de outorgar-lhes eficácia dirigente.

b) a representação dos interesses individuais sob a ótica negativa perante o Poder Público.

c) ter sempre a natureza princípio, nunca de regra.

d) impossibilitar a agregação do ponto de vista axiológico da comunidade em sua interpretação.

e) não há dimensão objetiva na esfera dos direitos fundamentais, os

quais têm como característica defender de forma singular o espaço de liberdade individual.

Comentário:

Letra A Correta. Um dos aspectos da dimensão objetiva é justamente esse, os Direitos Fundamentais formam um conjunto de metas traçadas com fins diretivos de ações positivas dos poderes públicos, com o fim de outorgar-lhes eficácia dirigente.

Letra B Errado. A representação dos interesses individuais sob a ótica negativa perante o Poder Público, é a visão clássica dos Direitos Fundamentais, ou seja, a sua dimensão subjetiva.

Letra C Errado. Eles passam a assumir caráter valorativo, principiológico, mas não podemos dizer que nunca enunciarão uma regra a ser seguida.

Letra D – Errado. O correto seria “possibilitara agregação do ponto de vista axiológico da comunidade em sua interpretação.

Letra E Errado. Viajou

Gabarito: Letra A.

68. (ESAF/ATRFB/2012) Sob a perspectiva objetiva, os direitos

fundamentais outorgam aos indivíduos posições jurídicas exigíveis do Estado, ao passo que, na perspectiva subjetiva, os direitos fundamentais representam uma matriz diretiva de todo o ordenamento jurídico, bem como vinculam atuação do Poder Público em todas as esferas.

Comentários:

Errado. Sempre que tivermos o uso do termo “subjetivo”, lembre-se de que estamos nos referindo ao “sujeito” possuidor de direitos. Assim, a questão trocou a perspectiva objetiva pela subjetiva, por isso erro.

A visão subjetiva é a visão clássica dos Direitos Fundamentais. Consiste em enxergá-los como um direito da pessoa em face do

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Estado, o qual deve exercer um papel negativo (abstenção de intervir para que não viole os direitos previstos, notadamente os direitos e garantias individuais) ou positivo (prestações que o Estado faz para as pessoas de forma a garantir condições mais dignas de sobrevivência, notadamente os direitos sociais).

Já na dimensão objetiva, estamos falando da nova visão, onde os

Direitos Fundamentais devem ser enxergados não só sob a ótica dos “direitos das pessoas frente ao Estado”, mas como enunciados que contém alta carga valorativa. Valores, princípios, regras que norteiam a aplicação do ordenamento jurídico e assumem um papel central no constitucionalismo.

69. (TRT 23ª/Juiz do Trabalho TRT 23ª/2011) no que concerne à teoria dos direitos fundamentais, assinale a alternativa correta:

a) Os direitos fundamentais foram concebidos para regular a relação do individuo com o estado, como direitos de proteção contra o arbítrio, de modo que, mesmo na atualidade, direitos clássicos como

a igualdade não tem aplicação nas relações jurídicas entre particulares.

b) A consagração da dignidade da pessoa humana na constituição de 1988 como principio fundamental da república (art. 1) e não como expresso direito fundamental típico (art. 5) significa que dele não podem ser deduzidas posições jurídico-fundamentais, mormente de natureza subjetiva, mesmo porque não é licito reconhecer direitos e garantias não expressos na constituição de 1988, nem mesmo se decorrentes dos princípios por ela adotados.

c) O catalogo dos direitos fundamentais na constituição de 1988 cinge-se àqueles previstos nos arts 5 e 8 da Carta.

d) O reconhecimento de uma dimensão objetiva dos direitos fundamentais significa que tais direitos irradiam seus efeitos pelo ordenamento jurídico (eficácia irradiante, no sentido de que, na sua condição de direito objetivo, os direitos fundamentais fornecem impulsos e diretrizes para a aplicação e interpretação do direito infraconstitucional, apontando para a necessidade de uma interpretação conforme aos direitos fundamentais.

e) A reserva do possível consiste em uma argumentação juridicamente válida para limitar a eficácia dos direitos fundamentais, significando que a realização dos direitos fundamentais é uma tarefa confiada aos agentes políticos detentores de mandato eletivo escolhidos como tais pelo povo, não sendo possível, diante da declaração da autoridade do poder executivo a respeito da inexistência de previsão orçamentária para a satisfação de um direito

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fundamental, a concessão de provimento jurisdicional em sentindo contrario com vistas a assegurar a fruição de determinado direito, como à vida ou à saúde, no caso concreto.

Comentários:

Letra A Errado. Os direitos fundamentais podem ser enxergados na visão clássica de eficácia vertical (proteção do indivíduo em face do arbítrio estatal) e também dotados de eficácia horizontal (proteção do particular em face dos demais particulares).

Letra B Errado. Absurdo total. Primeiro que segundo a Constituição em seu art. 5º, §2º os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Outra coisa é o fato de que os fundamentos da República Federativa do Brasil são princípios politico- constitucionais, normas que se desdobram ao longo da Constituição. Assim, da Dignidade da Pessoa Humana decorrem diversos direitos fundamentais como a proibição à tortura, os direitos dos presos e etc.

Letra C Errado. Os direitos fundamentais na CF, expressa, vão do art. 5º ao 17.

Letra D Correto. Trata-se de uma visão mais atual dos Direitos Fundamentais, onde eles devem ser enxergados não só sob a ótica dos “direitos das pessoas frente ao Estado” (dimensão subjetiva), mas como valores, princípios, regras que norteiam a aplicação de todo ordenamento jurídico e assumem um papel central no constitucionalismo.

Letra E Errado. A reserva do possível é a contraposição de disponibilidade financeira do Estado com a necessidade de se implementar os direitos fundamentais (notadamente os direitos sociais) e as políticas públicas. Acontece que a reserva do possível não pode ser óbice para implementação daquele chamado "mínimo existencial" - este conceito corresponderia ao conjunto de situações materiais indispensáveis à existência humana digna. Não apenas "sobreviver", mas ter uma vida realmente digna, com suporte físico e intelectual necessário.

de forma

O Estado deve garantir, pelo menos, o mínimo existencial à sociedade. E isso se reveste de caráter impositivo. Desta forma, o Judiciário tem decidido frequentemente no sentido de que compelir o Executivo na adoção de certas ações no sentido da concretização de direitos sociais, principalmente casos notórios do direito à saúde, onde muitas vezes era negada a compra de certos remédios tidos como "muito caros" por parte do Executivo.

Gabarito: Letra D.

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DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS APLICÁVEIS AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS EM GERAL:

O art. 50 da Constituição nos traz 4 parágrafos com disposições aplicáveis aos direitos fundamentais. Sabemos, pelo §2º deste art. 5°, que os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Agora vamos estudar os out ros 3 parágrafos :

Sobre as normas dos direitos e garantias fundamentais:

Art. 50 § 1o - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

Este dispositivo mostra a preocupação com a efet ividade dos direitos e garantias fundamentais. O que ele quer dizer na verdade, Vítor?

Quer dizer que "em regra" devemos aplicar imediatamente todos dos direitos e garantias, não ficando parados, sentados, dormindo, esperando que venha uma lei pa ra regulamentá-los.

Pode haver regulamentação

o

direito.

Isso não quer dizer que as normas al i sejam todas de eficácia plena. Na verdade, trata-se apenas um ape lo para que se busque efetivamente apl icá-las e assim não sejam frustrados os anseios da sociedade.

para

legal? Sim,

for

mas

esta

não é essencial

desde

logo

a

sua

efetividade

quando

possível

aplicar

70. (FCC/Técnico-TRE-Pl/2009)

As

normas

definidoras

dos

direitos e garantias fundamentais não têm aplicação imediata,

submetendo- se à regulamentação legislativa.

Comentários:

I sso contraria o disposto no art. 50, § 1o da Constituição.

Gabarito : Erra do .

71. (FCC/ Analista - TRT 15ª/2009) As normas definidoras dos

direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata .

Comentários:

É a literalidade da Constituição Federal em seu art. 50 §1º . Ressa lta - se, porém, que esta disposição é somente um apelo para que o Po der

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Público busque efetivamente concretizar tais normas. Não podemos dizer que pela simples previsão de que elas tenham aplicação imediata, algumas normas venham a ser efetivamente passíveis de aplicação, nem que tais normas constituam, em sua totalidade, normas de eficácia plena.

Gabarito: Correto.

72. (CESPE/PM-DF/2010) Segundo a CF, as normas

constitucionais que prescrevem direitos e garantias fundamentais têm eficácia contida e dependem de regulamentação.

Comentários:

Segundo a Constituição (CF, art. 5º, §1º) elas têm aplicação imediata refletindo-se num apelo para que se busque efetivamente aplicá-las e assim não sejam frustrados os anseios da sociedade.

Gabarito: Errado.

73. (ESAF/Auditor Fiscal - SEFAZ-CE/2007) As normas

definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata e eficácia plena.

Comentários:

É errado dizer que possuem eficácia plena.

Gabarito: Errado.

74. (ESAF/Gestor-SEFAZ-MG/2005) Como regra geral, os

direitos fundamentais somente podem ser invocados em juízo depois

de minudenciados pelo legislador ordinário.

Comentários:

A regra geral é que eles podem ser invocados imediatamente.

Gabarito: Errado.

75. (TRT 21/Juiz do Trabalho TRT 21ª/2010) Apesar de não

haver norma expressa na ordem jurídica brasileira, reconhece-se universalmente a aplicabilidade imediata dos direitos fundamentais.

Comentários:

Erra a questão devido à existência de norma expressa neste sentido.

Gabarito: Errado.

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Tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos:

§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela EC 45/04)

A EC 45/04 abriu a possibilidade de ampliar a relação dos direitos fundamentais de status constitucional através da aprovação de tratados internacionais pelo mesmo rito de emendas constitucionais. Vamos entender melhor isso:

A regra é que os tratados internacionais são equivalentes às leis ordinárias.

A exceção é essa acima - eles vão estar equiparados às Emendas Constitucionais caso cumpram estes requisitos acima, ou seja, versem sobre direitos humanos e o decreto legislativo relativo a ele seja aprovado pelo mesmo rito exigido para as emendas à Constituição.

Ainda que não aprovados pelo rito das Emendas, se versarem sobre direitos humanos, o STF entende que possuem “supralegalidade” podendo revogar leis anteriores e devendo ser observados pelas leis futuras. É assim, por exemplo, que vigora em nosso ordenamento o "Pacto de San Jose da Costa Rica" - status acima das leis e abaixo da Constituição.

Lembrando que (CF, art. 49, I e 84, VII) cabe ao Congresso Nacional por meio de Decreto Legislativo resolver definitivamente sobre tratados internacionais (seja sobre direitos humanos ou não), referendando-os e, após isso, estes passarão a integrar o ordenamento jurídico nacional entrando em vigor após a edição de um decreto presidencial.

status

hierárquicos:

1- Regra: Status de lei ordinária. Caso seja um tratado que não verse sobre direitos humanos.

2- Exceção 1: Status Supralegal. Caso seja um tratado sobre direitos humanos não votado pelo rito de emendas constitucionais, mas pelo rito ordinário;

3- Exceção 2: Status constitucional. Caso seja um tratado sobre direitos humanos votado pelo rito de emendas constitucionais (3/5

Esquematizando,

um

tratado

pode

adquirir

3

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dos votos, em 2 turnos de votação em cada Casa). Essa possibilidade só passou a existir com a EC 45/04.

Mais observações:

Com base neste parágrafo, vigora com força de Emenda Constitucional o Decreto Legislativo nº 186/08 que ratificou o texto da convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência e de seu protocolo facultativo, assinados em Nova Iorque, em 30 de março de 2007.

Não precisa necessariamente ser direito individual, perceba que a norma fala direitos humanos.

Segundo o STF, como os tratados internacionais são equiparados às leis ordinárias, não podem versar matéria sob reserva constitucional de lei complementar, pois em tal situação, a própria Carta Política subordina o tratamento legislativo de determinado tema ao exclusivo domínio nor- mativo da Lei Complementar.

76. (FCC/Técnico Judiciário Área Administrativa/2012) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por dois quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Comentários:

Para que alcancem esse status precisam de 3/5 dos votos e não 2/5.

Gabarito: Errado.

77. (FCC/Analista Judiciário Biblioteconomia TRT 24ª/2011) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados:

a) pela Câmara dos Deputados, por maioria absoluta, mediante aprovação prévia da Advocacia Geral da União, serão equivalentes à Lei ordinária. b) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão equivalentes às Leis ordinárias. c) pelo pleno do Supremo Tribunal Federal, desde que previamente aprovada pelo Presidente da República e Senado Federal, serão equivalentes às Leis complementares.

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d) em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. e) pelo Presidente da República serão equivalentes à Medida Provisória e serão levados à Câmara dos Deputados, para, mediante aprovação por maioria dos votos, serem convertidas em Leis ordinárias. Comentários:

A questão queria, simplesmente, cobrar do candidato o conhecimento sobre a disposição constitucional do art. 5º, §3º, inserida pela EC 45/04 que passou a admitir tratados internacionais de status constitucional, desde que fossem aprovados pelo mesmo rito de uma emenda constitucional, ou seja, aprovados em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Gabarito: Letra D.

78. (FCC/Analista - TRT 15ª/2009) Nos termos da Constituição

Federal, serão equivalentes às emendas constitucionais, os tratados e

convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, pelo Congresso Nacional, em dois turnos, por dois terços dos votos dos respectivos membros.

Comentários:

A questão possui 2 erros, o primeiro é o mais explícito: diz que o voto será de 2/3 dos membros, quando na verdade seria 3/5 o correto. Outra coisa que se deve ter atenção é que não é o Congresso Nacional (reunido como Casa única) que aprova o tratado. Para ter o status de emenda, a votação tem que ser em cada Casa do Congresso em 2 turnos. Estaria correta, então, se dissesse: Nos termos da Constituição Federal, serão equivalentes às emendas constitucionais, os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros (CF, art. 5º §3º).

Gabarito: Errado.

79. (FCC/Advogado-ARCE/2006) Na hipótese de a República

Federativa do Brasil vir a ser signatária de tratado internacional em que se vede a prisão civil por dívidas, sem quaisquer ressalvas, o

referido tratado:

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a) será incompatível com a Constituição, por afronta a cláusula pétrea, sendo por isso passível de controle por meio de ação direta de inconstitucionalidade.

b) integrar-se-á ao ordenamento jurídico nacional em nível supraconstitucional, na medida em que versa sobre matéria de direitos fundamentais.

c) terá aplicação imediata no ordenamento jurídico nacional, independentemente de aprovação pelo Congresso Nacional, por se tratar de norma definidora de direito fundamental.

d) ingressará no ordenamento jurídico nacional em nível infraconstitucional, não se submetendo, no entanto, a controle de constitucionalidade, por versar sobre direito fundamental.

e) será equivalente a emenda constitucional, desde que aprovado,

em cada Casa do Congresso Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos votos

de seus respectivos membros.

Comentários:

O que nos interessa agora é a letra E, resposta da questão. Se o

tratado cumprir tais requisitos será equivalente constitucionais.

A letra A toca no ponto da "cláusula pétrea". Veremos que os direitos individuais, entre eles a proibição da prisão civil por dívida, são cláusulas pétreas, ou seja, não podem ser enfraquecidos por emenda constitucional. O tratado em questão, porém, não está enfraquecendo

emendas

às

o direito individual, mas sim, fortalecendo, sendo então perfeitamente válido.

Gabarito: Letra E.

80.

(CESPE/PM-DF/2010) Se o Congresso Nacional aprovar,

em

cada uma de suas casas, em dois turnos, por três quintos dos

seus votos dos respectivos membros, tratado internacional que verse sobre direitos humanos, esse tratado será equivalente às emendas constitucionais.

Comentários:

É a literalidade do dispositivo encontrado na Constituição em seu art.

5º, §3º.

Gabarito: Correto.

81. (CESPE/PGE-AL/2008) Sabendo que o § 2.º do art. 5.º da

CF dispõe que os direitos e garantias nela expressos não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou

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dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte, então, é correto afirmar que, na análise desse dispositivo constitucional, tanto a doutrina quanto o STF sempre foram unânimes

ao afirmar que os tratados internacionais ratificados pelo Brasil

referentes aos direitos fundamentais possuem status de norma constitucional.

Comentários:

A regra é que os tratados internacionais após serem internalizados serão equivalentes às leis ordinárias, somente serão equivalentes às emendas se contiverem os seguintes requisitos:

Versem sobre direitos humanos; e

Forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, da mesma forma que uma emenda constitucional, ou seja:

Em dois turnos; e

Por 3/5 dos votos de seus respectivos membros;

E essa possibilidade só foi aberta pela EC 45/04.

Gabarito: Errado.

82. (CESPE/PGE-AL/2008) A EC n.º 45/2004 inseriu na CF um

dispositivo definindo que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados no Congresso Nacional

com quorum e procedimento idênticos aos de aprovação de lei complementar serão equivalentes às emendas constitucionais.

Comentários:

Para adquirir status de emenda devem ser votados pelo mesmo rito de uma emenda constitucional e não pelo procedimento de uma lei complementar.

Gabarito: Errado.

83. (CESPE/OAB-Nacional/2007) Quando previstos em tratados

e convenções internacionais, os direitos fundamentais são equivalentes às emendas constitucionais.

Comentários:

Isso só acontecerá se forem ratificados pelo rito de votação das emendas constitucionais. Não basta estarem previstos em tratados.

Gabarito: Errado.

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84. (ESAF/TFC-CGU/2008) A respeito dos direitos e garantias fundamentais, é possível afirmar que os tratados e convenções sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às (aos)

a) emendas constitucionais.

b) leis ordinárias.

c) leis complementares.

d) decretos legislativos.

e) leis delegadas.

Comentários:

Como cumpriu os requisitos: Direitos Humanos + Rito de emenda, eles serão equivalentes às emendas constitucionais.

Gabarito: Letra A.

85. (ESAF/ATA-MF/2009) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos fundamentais que forem aprovados, no Congresso Nacional, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Comentários:

Não basta que os tratados e convenções internacionais sejam aprovados no Congresso Nacional para serem equivalentes às emendas constitucionais. Eles serão equivalentes às emendas constitucionais somente se forem sobre direitos humanos e aprovados por 3/5 dos membros em 2 turnos, ou seja, com o mesmo procedimento exigido para a aprovação de uma emenda constitucional (CF, art. 5º §3º).

Gabarito: Errado.

86. (ESAF/Procurador PGFN/2012) Sobre a relação entre direitos expressos na Constituição de 1988 e tratados internacionais, especialmente à luz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é

incorreto afirmar que:

a) as normas de direitos humanos contidas em convenções internacionais pactuadas no âmbito da Organização das Nações Unidas, mesmo que a República Federativa do Brasil delas não seja parte, se incorporam ao direito pátrio de forma equivalente às emendas constitucionais.

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b) os direitos e garantias expressos na Constituição não excluem

outros decorrentes dos tratados internacionais em que a República

Federativa do Brasil seja parte.

c) da disposição contida no § 2o do art. 5o da Constituição não

resulta que os direitos e garantias decorrentes dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte ostentem o nível hierárquico de norma constitucional.

d) da disposição contida no

decorrente da Emenda Constitucional n. 45 de 2004, resulta que as normas de direitos humanos contidas em convenções internacionais de que a República Federativa do Brasil seja parte, quando aprovadas pelo Congresso Nacional na forma ali disposta, sejam formalmente equivalentes àquelas decorrentes de emendas constitucionais.

e) especialmente da disposição contida no § 2o do art. 5o da

Constituição resulta que as normas de direitos humanos contidas em convenções internacionais de que a República Federativa do Brasil seja parte, mesmo quando não aprovadas pelo Congresso Nacional na forma disposta no § 3o do mesmo dispositivo, tenham status de normas jurídicas supralegais.

Comentários:

a) Errado, se

incorporarão ao nosso direito.

b) Correto. É o que diz o § 2º do Art. 5º da CF-88, vejamos: “Os

direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte”.

c) Correto. Veja que a questão fala que não serão de nível hierárquico de norma constitucional. Para que tais direitos sejam elevados à status constitucional é necessário o quórum de aprovação de emenda à Constituição, aprovada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros

d) Correto, este é o teor do art. 5º, § 3º.

e) Correto. Este é o entendimento atual do Supremo, que decidiu os

tratados sobre direitos humanos, ainda que não aprovados pelo rito das emendas constitucionais, se versarem sobre direitos humanos, o

se

§

3o

do

art.

5o

da

Constituição,

o

Brasil não fizer

parte

da convenção, não

atual entendimento da corte é que tais tratados teriam status de “supralegalidade”, podendo revogar leis anteriores e devendo ser observados pelas leis futuras. É assim, por exemplo, que vigora em nosso ordenamento o "Pacto de San Jose da Costa Rica" status acima das leis e abaixo da Constituição.

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Gabarito: Letra A. Direito Constitucional nas 5 Fontes Aula 5- TG dos Direitos Fundamentais Prof.

Gabarito: Letra A.

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87. (ESAF/ATRFB/2009) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em turno único, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Comentários:

Para que sejam equivalentes às emendas constitucionais, eles precisam de dois turnos, ou seja, o mesmo rito que se exige de uma emenda constitucional. (CF, art. 5°, § 3°)

Gabarito: Errado.

88. (ESAF/ANA/2009) Relativo ao tratamento dado pela

jurisprudência que atualmente prevalece no STF, ao interpretar a Constituição Federal, relativa aos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos ratificados pelo Brasil: A legislação infraconstitucional anterior ou posterior ao ato de ratificação que com eles seja conflitante é inaplicável, tendo em vista o status normativo supralegal dos tratados internacionais sobre direitos humanos subscritos pelo Brasil.

Comentários:

Na jurisprudência do STF, o tratado sobre direitos humanos que não foi votado pelo rito de emenda constitucional possui status supralegal (superior às leis e inferior à Constituição), revogando as leis anteriores e devendo ser observado pelas leis futuras.

Gabarito: Correto.

89. (FGV/Juiz - TJ-PA/2009) A Constituição da República

Federativa do Brasil apresenta um extenso catálogo de direitos e garantias fundamentais, tanto individuais como coletivos, sendo que tais normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata, por expressa previsão constitucional.

O texto constitucional também é claro ao prever que direitos e garantias expressos na Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

Por ocasião da promulgação da Emenda Constitucional de nº 45, em 2004, a Constituição passou a contar com um § 3º, em seu artigo 5º, que apresenta a seguinte redação: “Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada

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Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais”.

Logo após a promulgação da Constituição, em 1988, o Brasil ratificou diversos tratados internacionais de direitos humanos, dentre os quais se destaca a Convenção Americana de Direitos Humanos, também chamada de Pacto de San José da Costa Rica (tratado que foi internalizado no ordenamento jurídico brasileiro pelo Decreto nº 678/1992), sendo certo que sua aprovação não observou o quorum qualificado atualmente previsto pelo art. 5º, § 3º, da Constituição (mesmo porque tal previsão legal sequer existia).

Tendo como objeto a Convenção Americana de Direitos Humanos, segundo a recente orientação do Supremo Tribunal Federal, assinale a alternativa correta sobre o Status Jurídico de suas disposições.

(A)

Status de Lei Ordinária.

(B)

Status de Lei Complementar.

(C)

Status de Lei Delegada.

(D)

Status de Norma Supralegal.

(E)

Status de Norma Constitucional.

Comentários:

A questão contou uma história longa, longa, longa, apenas para

tentar extrair se o candidato sabia da nova posição do STF em considerar os tratados e convenções internacionais sobre Direitos Humanos assinados antes da EC 45/04 como normas supralegais. Assim, temos que nos lembrar dos 3 possíveis status que um tratado internacional pode assumir:

1- Regra: Status de lei ordinária. Caso seja um tratado que não verse sobre direitos humanos.

2- Exceção 1: Status Supralegal. Caso seja um tratado sobre direitos humanos não votado pelo rito de emendas constitucionais, mas pelo rito ordinário;

3- Exceção 2: Status constitucional. Caso seja um tratado sobre direitos humanos votado pelo rito de emendas constitucionais (3/5 dos votos, em 2 turnos de votação em cada Casa). Essa possibilidade

só passou a existir com a EC 45/04.

Gabarito: letra D.

90. (FGV/Fiscal - SEFAZ-RJ/2010.1) Em relação aos direitos e

garantias fundamentais expressos da Constituição Federal, analise as afirmativas a seguir:

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Federal

constituem um rol taxativo .

II. todos os tratados e convenções internacionais de direitos humanos

internalizados

EC-45/ 2004 serão equivalentes às emendas

I.

os

direitos

e

garantias

expressos

na

Constitu ição

após a

constitucionais.

III. as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

Assinale:

a) se somente a

afi rmativa II estiver correta.

b) se somente a afirmativa III estiver correta.

c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Comentários:

Errado . Não se trata de um rol taxativo, mas sim de uma relação aberta, devido ao seguinte dispositivo:

I

-

expressos nesta

Constituição não excluem outros decorrentes do regime e

dos

internacionais em que a República Federativa do Brasil seja

Art.

Sº,

§

-

Os direitos

por

ela

e

garantias

princ1p1os

adotados,

ou dos tratados

parte.

II - Errado. Eles terão esse status somente se seguirem o mesmo rito de aprovação das emendas constituciona is, qual seja, serem aprovados por 3/5 dos membros em 2 turnos, em cada Casa do Congresso Nacional.

III - Correto. Literalidade do art. 50 §1º da Constitu ição.

Gaba rito: Letra B.

Tribunal Penal Internacional:

§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. (Incluído pela EC 45/04)

Outra inovação da EC 45/04. Esse dispositivo tem sido cobrado apenas literalmente nos concursos, independente do nível.

91. {FCC/ Analista

jurisdição

do

Tribunal

-

manifestado adesão.

Prof Vítor Cruz e Rodrian D11artP.

TJ-PI/2009)

O

Penal

I nternacional

Brasi l

a

cuja

se

su bmete

à

tenha

criação

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Di r eit o Co n st itu cio na l n as 5 Fonte

Di r eit o Co n st itu cio na l n as 5 Fonte s Au la 5- TG dos Direit os Fundamenta is Prof . Vít or Cruz e Rod r igo Duart e

Comentários:

I sso aí. Li teral id ade d o art. 5 0 §4 º da Co nst it u ição.

Gabarito: Correto

92. (CESPE/Técnico-TRT

17 ª /2009)

O

Brasil se

submeterá

à

ju risdição de Tribunal Penal I nternacional a cuja criação manifestar

adesão.

Comentários:

Literalidade do art. 50 §4 º trazida pe la EC 45/04 .

da Co nstituição.

Essa foi uma

inovação

Gabarito: Correto.

ao

Tribunal Pena l Internacional depende da regulamentação por meio de

lei complementar.

Comentários:

Não há necessidade de lei co m plementar.

Gabarito: Errado.

93. (CESPE/Técnico-TJ-TJ/2008)

A

submissão

do

Brasil

94. (ESAF/AFRFB/2009) Nos te rmos da Constitu ição Federal de

à jurisd ição de Tri buna l Constitucional tenha manifestado adesão.

I nternaciona l a cuja criação

Com e ntários:

A submissão é ao tribu nal penal internacional a cuja criação t enha

manifestado adesão, e não ao tribuna l constitucional internacional

1988,

o

Brasil

se

submet e

(CF, art. 50 §4º) .

Gabarito: Errado.

Direitos e Deveres Individuais e Coletivos:

Esses direitos estão presentes no art. 50 da Constit uição Federal.

não há

"deve res individua is " propriamente ditos exp ressos no te xt o, os deveres são, na verdade, o de respeitar o direito do outro.

Tam bé m não há segregação ex pressa daqueles q ue seriam di reitos indiv iduais e os que seriam direitos coletivos.

A Const it uição dá o nome de " Direit os e Deveres",

po rém ,

Prof Vít o r Cr uz e Rod r ia n D11artP.

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dos Direitos Fundamentais Prof. Vítor Cruz e Rodrigo Duarte Os direitos individuais são uma cláusula pétrea

Os direitos individuais são uma cláusula pétrea de nossa Constituição (CF, art. 60 §4º) isso quer dizer que não podem ser abolidos ou ter a sua eficácia reduzida por uma emenda constitucional. Eles são “de pedra”, permanentes, uma modificação poderá fortalecê-los, mas nunca enfraquecê-los.

Sabemos que a relação não é exaustiva, pois por força do § 2º do art. 5º, não se excluem outros direitos decorrentes dos regimes e princípios adotados pela Constituição ou decorrentes de tratados internacionais em que o Brasil seja parte. Assim, existem diversos outros direitos individuais e coletivos também protegidos como cláusula pétrea, espalhados ao longo do texto constitucional, como, por exemplo, as limitações ao poder de tributar do art. 150.

95. (CESPE/Agente-Hemobrás/2008) Dos direitos

fundamentais, apenas os direitos e garantias individuais podem ser

considerados como cláusulas pétreas.

Comentários:

Não existe exata delimitação das cláusulas pétreas formadas pelos direitos e garantias fundamentais. Alguns autores defendem que os direitos sociais também seriam cláusulas pétreas, outros defendem que não. Nos afastando desta polêmica, a questão se resolve pelo fato de o voto direto, secreto, universal e periódico também ser um direito fundamental (CF, art. 14) e também ser uma cláusula pétrea, que segundo o art. 60 §4º, são:

I - a forma federativa de Estado;

II - o voto direto, secreto, universal e periódico;

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

Gabarito: Errado.

96. (CESPE/AJAA-STF/2008) Todos os direitos e garantias

fundamentais previstos na CF foram inseridos no rol das cláusulas

pétreas.

Comentários:

Dentre os direitos e garantias fundamentais, a CF só previu como cláusula pétrea os direitos e garantias individuais e o voto com as suas características de ser "direto, secreto, universal e periódico".

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Gabarito: Errado. Direito Constitucional nas 5 Fontes Aula 5- TG dos Direitos Fundamentais Prof. Vítor

Gabarito: Errado.

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Caput do art. 5º:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

Doutrina:

Segundo o prof. Manuel Gonçalves Ferreira Filho, o critério usado para classificar os direitos do art. 5º (direitos e deveres individuais e coletivos) foi o critério do objeto imediato do direito assegurado 4 . Isso quer dizer que eles foram divididos em 5 “objetos imediatos”:

vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade. Assim, os diversos incisos presentes no art. 5º são usados para definir direitos e garantias que, não obstante tenham um fim traçado na norma, possuem como “objeto imediato” o alcance do direito à vida, da liberdade, da igualdade, da segurança ou da propriedade.

Podemos assim agrupar cada um dos incisos de acordo com o seu objeto imediato. Ex.:

Direitos cujo objeto imediato é a “liberdade” - Direito de locomoção (CF, art. 5º, XV e LXVIII), Liberdade de pensamento e religião (CF, art. 5º, IV, VI, VII, VIII, IX), liberdade de reunião (CF, art. 5º, XVI), etc.

Jurisprudência:

- Segundo o Supremo, as pesquisas com células-tronco embrionárias não violam o direito à vida ou o princípio da dignidade da pessoa humana 5 .

- No mesmo julgado, que se referia proteção do direito à vida, e a constitucionalidade da lei de Biossegurança (Lei 11.105/2005), o STF entendeu que a Constituição Federal, quando se refere à “dignidade da pessoa humana” e à proteção dos direitos e garantias individuais não se estaria se referindo a todo e qualquer estágio da vida humana, mas da vida que já é própria de uma concreta

4 Manuel Gonçalves Ferreira Filho apud José Afonso da Silva, Curso de Direito Constitucional Positivo (33ª Ed.), pg. 194. 5 ADI 3.510, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 28 e 29-5-08, Plenário, Informativo 508

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pessoa, porque nativiva, e que a inviolabilidade de que trata o art. 5° diria respeito exclusivamente a um indivíduo já personalizado 6 .

97.

A Constituição

Federal, ao classificar os direitos enunciados no artigo 50, quando assegura a inviolabilidade do direito à vida, à dignidade, à liberdade, à segurança e à propriedade, adota o critério do

a) perigo subjetivo do direito assegurado.

b) objeto imediato do direito assegurado.

(FCC/AJ-Arquivologia-TRT-19/2011)

c) alcance relativo do direito assegurado.

d) plano mediato do direito assegurado.

e) alcance subjetivo do direito assegurado.

Comentário:

O critério foi o do objeto imediato do direito assegurado.

Eles foram divididos em 5 "objetos imediatos": vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade. Assim, os diversos incisos presentes no art. 50 são usados para definir direitos e garantias que, não obstante tenham um fim traçado na norma, possuem como "objeto imediato" o alcance do direito à vida, da liberdade, da igualdade, da segurança ou da propriedade.

Gabarito: Letra B.

Extensão da expressão "residentes País" do art. 5°:

da expressão "residentes País" do art. 5°: Embora a literalidade do caput expresse o termo

Embora a literalidade do caput expresse

o termo "residente", o STF promoveu uma mutação constitucional,

ampliando o escopo desses direitos. O Supremo decidiu que deve ser entendido como todo estrangeiro que estiver em território brasileiro e sob as leis brasilei ras, mesmo que em trâns ito. Assim o estrangeiro

em trânsito estará amparado pelos direitos individuais, e poderá inclusive fazer uso de "remédios constitucionais" como habeas corpus

e mandado de segurança . Ressalva-se que o estrangeiro não poderá fazer uso de todos os direitos, pois alguns são privativos de brasileiros como, por exemplo, o uso da ação popular.

6 ADI 3.510, Rei. Min. Ca rl os Britto, j ul gamento em 28 e 29-5-08, Ple n ár i o, I n format i vo 508

Prof Vítor Cruz e Rodrian

D11artP.

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Vale dizer que esta extensão não deve ser entendida como apenas aos direitos individuais, mas todos os direitos fundamentais, na medida em que forem possíveis de serem aplicados.

98. (FCC/Analista TRF 4ª/2010) A inviolabilidade do direito à

vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade são

garantias previstas na Constituição Federal:

a) aos brasileiros, não estendidas às pessoas jurídicas.

b) aos brasileiros natos, apenas.

c) aos brasileiros natos e aos estrangeiros com residência fixa no País.

d) aos brasileiros, natos ou naturalizados.

e) aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País.

Comentários:

A resposta dada foi a letra “E”, mas atenção: esses direitos são assegurados aos brasileiros e estrangeiros sob leis brasileiros, pessoas físicas e, em alguns casos, pessoas jurídicas. O estrangeiro também não precisa ter residência fixa, basta estar sob as leis brasileiras.

Gabarito: Letra E.

99. (FCC/Procurador Pref. Santos/2005) Conforme previsto na

Constituição Federal de 1988, os direitos e garantias fundamentais

são:

a) garantidos apenas aos brasileiros, em face soberania nacional.

b) definidos por normas de aplicação imediata.

c) enunciados em rol fechado e taxativo, dado seu caráter de cláusula

pétrea.

d) alteráveis apenas por emendas à Constituição, decorrentes de iniciativa popular.

e) revogáveis apenas sob intervenção federal.

Comentários:

Letra A - Errado. São assegurados aos brasileiros e estrangeiros sob leis brasileiras.

Letra B - Correto. Colocou o que a Constituição expressamente diz em seu art. 5º, §4º: as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

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do princípio da

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Letra C - Errado. Trata-se de um rol aberto, exemplificativo.

Letra D - Errado. As emendas à Constituição não podem ser propostas por iniciativa popular, esta se restringe a propor projetos de leis ordinárias e complementares. Importante salientar também, que o art. 5º da Constituição é uma cláusula pétrea (não pode ser abolido ou ter o seu escopo reduzido por emendas constitucionais), tal proteção não abrange os demais direitos fundamentais.

Letra E - Alternativa sem pé nem cabeça.

Gabarito: Letra B.

100. (FCC/Defensor Público - MA/2009) O jurista espanhol Antonio Perez Luño define os direitos fundamentais como um conjunto de faculdades e instituições que, em cada momento histórico, concretizam as exigências da dignidade, igualdade e liberdade humanas, devendo obrigatoriamente ser reconhecidos no ordenamento jurídico positivo e por este garantidos, em âmbito internacional e nacional, gozando no ordenamento nacional de tutela reforçada em face dos poderes constituídos do Estado

(Los derechos fundamentales. 5. ed. Madrid: Tecnos, 1993, p. 46-47, tradução livre).

No ordenamento brasileiro, a tutela reforçada a que se refere o autor

a) não encontra previsão em nível constitucional.

b) decorre do princípio internacional do pacta sunt servanda.

c) não pode ser imposta ao poder constituinte derivado.

d) é considerada um desdobramento da aplicabilidade imediata e eficácia limitada das normas definidoras de direitos fundamentais previstas na Constituição.

e) decorre da impossibilidade de o Congresso Nacional deliberar sobre proposta de emenda à Constituição tendente a abolir os direitos fundamentais.

Comentários:

Para resolver essa questão é importante observar a frase como um todo: "gozando no ordenamento nacional de tutela reforçada em face dos poderes constituídos do Estado" (ou seja, em face do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário). Ele está se referindo ao fato de os poderes não conseguirem abolir ou reduzir o alcance dos direitos individuais, já que são cláusulas pétreas. A questão deslizou, já que não são os direitos fundamentais que são cláusulas pétreas, mas somente os direitos e garantias individuais.

Gabarito: Letra E.

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101. (CESPE/AJAJ-TRE-MS/2013) O estrangeiro residente no Brasil, por não ser cidadão brasileiro, não possui o direito de votar e de impetrar habeas corpus.

Comentários:

Embora realmente o estrangeiro não tenha direito a voto, pois é ato privativo de brasileiros (natos ou naturalizados), no que tange à impetração de habeas corpus não é possível negar tal direito aos estrangeiros, visto ser pacífico no STF que o estrangeiro, ainda que em mero trânsito em território brasileiro, faz jus aos direitos fundamentais expressos na Magna Carta, com exceção apenas daqueles privativos de brasileiros tal como o de impetrar ação popular e votar.

Gabarito: Errado.

são

assegurados ao estrangeiro em trânsito no território nacional.

Comentários:

O estrangeiro, ainda que em trânsito, fará jus à proteção dos direitos fundamentais.

Gabarito: Errado.

102. (CESPE/ANAC/2009)

Os

direitos

fundamentais

não

103. (CESPE/ANAC/2009) A CF assegura a validade e o gozo dos direitos fundamentais, dentro do território brasileiro, ao estrangeiro em trânsito, que possui, igualmente, acesso às ações, como o mandado de segurança e demais remédios constitucionais.

Comentários:

Item anulado. Preliminarmente foi considerada correta. A questão cometeu um pequeno deslize, que acarretou sua anulação: o termo "demais remédios constitucionais". Ao empregar este termo, acabou incluindo o estrangeiro como titular do direito de impetrar ação popular, e veremos que isso está errado, já que somente o cidadão brasileiro é que poderá fazer uso de tal remédio. Se fosse usado o termo "outros remédios" e não "demais remédios", o que dá a idéia de "todos os outros", a questão estaria correta.

Gabarito: Anulado.

104. (CESPE/TRT-17ª/2009) O estrangeiro sem domicílio no Brasil não tem legitimidade para impetrar habeas corpus, já que os direitos e as garantias fundamentais são dirigidos aos brasileiros e aos estrangeiros aqui residentes.

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Comentários:

Segundo o STF, até mesmo o estrangeiro em trânsito tem legitimidade para impetrar remédios como habeas corpus, habeas data e mandado de segurança. Desta forma, faz-se uma interpretação expansiva do caput do art. 5º da CF.

Gabarito: Errado.

105. (CESPE/DPE-ES/2009) Considere que o estrangeiro Paul, estando de passagem pelo Brasil, tenha sido preso e pretenda ingressar com habeas corpus, visando questionar a legalidade da sua prisão. Nesse caso, conforme precedente do STF, mesmo sendo estrangeiro não residente no Brasil, Paul poderá valer-se dessa garantia constitucional.

Comentários:

Segundo a jurisprudência do STF, o estrangeiro que estiver sob as leis brasileiras faz jus aos mesmos direitos e garantias assegurados aos brasileiros, exceção se faz somente àqueles direitos privativos de brasileiros (voto, ação popular e etc.).

Gabarito: Correto.

106. (CESPE/AJAJ-STF/2008) Tendo em vista que o habeas corpus é uma garantia constitucional dos brasileiros e dos estrangeiros residentes no Brasil, não cabe esse remédio constitucional contra a decisão que ordena a prisão do extraditando.

Comentários:

Segundo a jurisprudência do Supremo, qualquer pessoa que estiver sob as leis brasileiras pode fazer jus das garantias constitucionais, entre elas o habeas corpus.

Gabarito: Errado.

107. (ESAF/ATRFB/2012) O súdito estrangeiro, mesmo aquele sem domicílio no Brasil, tem direito a todas as prerrogativas básicas que lhe assegurem a preservação da liberdade e a observância, pelo Poder Público, da cláusula constitucional do devido processo legal.

Comentários:

Correto. Embora a literalidade do caput do art. 5º expresse o termo “residente”, o STF decidiu que deve ser entendido como todo estrangeiro que estiver em território brasileiro e sob as leis brasileiras, mesmo que em trânsito. Perfeito o item.

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Gabarito: Correto. Direito Constitucional nas 5 Fontes Aula 5- TG dos Direitos Fundamentais Prof. Vítor

Gabarito: Correto.

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108. (ESAF/AFC-CGU/2012) A Constituição assegura aos

brasileiros e aos estrangeiros residentes no país, em igualdade de condições, os direitos e garantias individuais tais como: a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança

e à propriedade, mas aos estrangeiros não se estende os direitos sociais destinados aos brasileiros.

Comentários:

Segundo o STF, o estrangeiro, que estiver sob as leis brasileiras, ainda que em mero trânsito pelo país, teria os mesmos direitos, garantias e deveres individuais que os brasileiros possuem, salvo aqueles direitos que a Constituição reserva somente a brasileiros, como o caso da impetração de ação popular, e esta extensão não deve ser entendida como apenas aos direitos individuais, mas todos os direitos fundamentais, na medida em que forem possíveis de serem aplicados.

Assim, erra a questão ao dizer que os direitos sociais não podem ser aplicados aos estrangeiros.

Gabarito: Errado.

109. (ESAF/Analista-SUSEP/2010) A Constituição Federal

garante a inviolabilidade dos direitos à vida, à liberdade, à igualdade,

à segurança e à propriedade, além de outros decorrentes do regime e

dos princípios por ela adotados ou dos tratados internacionais em que

a República Federativa do Brasil seja parte. Os direitos configurados