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CURSO DE EXTENSÃO UFES-CRAS (24 e 25 de maio de 2018)

Educação popular, território e assistência social

Módulo 1: educação popular e território


Coordenadoras: Andréa Dalton, Jeane Ferraz e Roberta Traspadini
Equipe de síntese: Ariany Ravera; Brunela Dé Nardi; Izabela de Carvalho Silva
Participantes: 50 trabalhadoras e trabalhadores do CRAS, Serra e Vitória

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DIA 24 DE MAIO

Momento 1: Apresentação – da proposta de curso, professora Andréa

O curso “Assistência Social, Educação Popular e Território”, será divido em 3 módulos, sendo o primeiro, a Educação Popular:
O objetivo do curso é a retomada da mobilização da Educação popular como estratégia ontocriativa, através de discussão coletiva com uma
equipe multidisciplinar, formada por assistentes sociais, educadores, artistas plásticos que atuam em instituições
O método a ser utilizado para direcionamento e desenvolvimento do curso será o método materialista histórico-dialético, através da pesquisa
ação, tendo os/as trabalhadores/as como protagonistas dos territórios onde atuam(...) Serão utilizados, portanto, algumas categorias fundantes
para debate e desenvolvimento do curso. Sendo:
 Trabalho; Território; Práxis; Assistência Social
Este eixo tem como objetivo principal a ação dentro e fora da Universidade.
Experimentar experiências coletivas de forma a atuar

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Momento 2: Apresentação dos/das trabalhadoras a partir do diagnóstico sobre territórios de morada e de trabalho – o tema da
mobilidade

Tabela síntese das apresentações

Nome Década Formação/atuação Território onde Território onde Distância da Meio de


de profissional trabalha mora casa ao transporte
nascimen trabalho
to
Adriene 60 Assistente Social Cras de Jardim Jardim Camburi – 10 Min Carro
Carapina – Serra Vitória
Aline 80 Assistente Social Cras de Inhagueta – Ilha Do Monte 40 min Ônibus
Vitória Belo -
Ana 80 Assistente Social Cras da Praia Do Sua Jardim Limoeiro 1h e 30 min Ônibus
– Vitória
Ana Paula 70 Assistente Cras De Planalto Bairro Colina De 1h e 30 Min Ônibus
Social/Coordenadora Serrano - Serra Laranjeiras -
Serra
Andrea 70 Assistente Social / Goiabeiras – UFES - Jardim Camburi – 15 Min Carro
Educadora Vitória Vitória
Andrea 80 Assistente Social Cras de Itararé - Praia Da Costa – 1h Ônibus
Vitória Vila Velha
Angela 70 Assistente Social Cras de Santo Centro de Vitória 10 min Ônibus
Antônio – Vitória
Beatriz 80 Assistente Social/ Cras De Andorinhas Jardim Camburi – 20 Min Carro
Coordenadora – Vitória Vitória
Caroline 80 Assistente Social Cras de Planalto Horto – Vitória 1 h e 30 min/ 2 Ônibus
Serrano - Serra h
Cremilda 70 Assistente Cras de Jucutuquara – Jóquei De 35 Min Carro
Social/Coordenadora Vitória Itaparica – Vila

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Velha
Cristiane 80 Psicóloga São Pedro 2 - VitóriaColina De 1h e 30 min Ônibus
Laranjeiras -
Serra
Dalita 70 Assistente Social Cras de Consolação – Jardim Camburi - 23 Min Carro
Vitória Vitória
Daniela 70 Assistente Cras De Maruípe – Bairro De Lurdes 15 Min A Pé
Social/Coordenadora Vitória - Vitória
Daniele 80 Psicóloga Cras de Vila Nova de Itararé - Vitória 1h e 30 min Ônibus
Colares
Danielli 80 Assistente Cras do Parque Santo Antônio 10 min Carro
Social/Coordenadora Moscoso - Vitória
Erinete 60 Psicóloga Cras de Serra Vila Velha 1h e 30/2h Ônibus
Dourada - Serra
Evilásia 80 Assistente Social/ Cras de Jacaraípe Colina de 50 min Ônibus
coordenadora Laranjeiras -
Serra
Fernanda 80 Assistente Social/ Cras de Laranjeiras – Fradinhos - 1h e 30 min Ônibus
coordenadora Serra Vitória
Flavia 70 Assistente Cras de Itararé – Jardim Camburi - 15 min Carro
Social/Coordenadora Vitória Vitória
Flavia 80 Assistente Social Cras do Parque Bandeirantes - 30 Min Carro
Moscoso - Vitória Cariacica
Janaina 70 Assistente Social Cras Vila Nova Dos Castelândia - 15/20 Bike
Colares Serra
Jenecy 70 Assistente Cras de Goiabeiras – Bairro República 2 Min Moto
Social/Coordenadora Vitória - Vitória
Joselina 60 Assistente Social Cras Serra Sede – Andorinhas - 1h /1h e 30 min Ônibus
Serra Serra
Juliana 70 Assistente São Pedro 2 - Vitória Val Paraíso - 45 Min Carro

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Social/Coordenadora Serra
Larysse 80 Assistente Serra Sede - Serra Barro Vermelho – 40 Min Carro
Social/Coordenadora Serra
Leidiane 80 Assistente Cras de Itararé – Goiabeiras - 10 min Carro
Social/Coordenadora Vitória Vitória
Leila 70 Assistente Social Cras de Novo Santa Inês – Vila 1h/1h e 30 min Ônibus
Horizonte Velha
Luciana 70 Assistente Social Cras de São Pedro – Itapoã - Vila 1h e 30 min Ônibus
Vitória Velha
Marcelo 80 Psicólogo Cras de Goiabeiras – Jardim Camburi - 30 Min Ônibus
Vitória Vitória
Mariana 70 Psicóloga Cras de Andorinhas - Serra Sede - Serra 1h/ 1h e 30 min Ônibus
Vitória
Marilia 80 Assistente Social Cras De Maruípe – Itaparica - Vila 1h e 30 min/2h Ônibus
Vitória Velha
Marly 60 Assistente Social/ Cras de Jardim Goiabeiras – 10 Min Carro
Coordenação Carapina - Serra Vitória
Martha 70 Assistente Cras Serra Sede – Jacaraipe - Serra 1h e 10 min Ônibus
Social/Coordenadora Serra
Mirian 80 Assistente Social Cras de Jardim Val Paraiso - 30 Min/10 Min A
Tropical - Serra Serra Pé/Ônibus
Monica 70 Assistente Social Cras de Jacaraípe – Santo Antônio - 2h/2h e 30 min Ônibus
Serra Vitória
Monica 70 Psicóloga/Assessora Cras de Itararé – Praia Da Costa – 1h Ônibus
Vitória Vila Velha
Nilda 60 Assistente Social Itararé - Vitória Jardim Camburi - 15 Min Carro
Vitória
Paulina 80 Psicóloga/Coordenadora Cras de Jardim Colina de 10 Min Carro
Tropical - Serra Laranjeiras -
Serra

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Rafael 70 Educado Físico/ Cras de São Pedro 1 –
Itapoã – Vila 1h e 30 min/2h Ônibus/Carr
Coordenador Vitória Velha e 40 min/1h o
Raquel 90 Assistente Social/Inclusão Cras de São Pedro –Araças – Vila 1h e 20 min Ônibus
Produtiva Vitória Velha
Regina 60 Assistente Social Cras de Laranjeiras –
Goiabeiras – 30 min/40 min Ônibus/Carr
Serra Vitória o
Renata 80 Assistente Social Cras de JucutuquaraChácara De 50 min Ônibus
Parreiral - Serra
Renata 80 Psicóloga Cras de Itararé – Manguinhos – 1/1h e 30 min Carro/Ônib
Vitória Vila Velha us
Roberta 70 Assistente Social /Gerente Serra Sede - Serra Helio Ferraz - 40 min/1h Ônibus
Serra
Rogerio 80 Psicólogo/Coordenador Cras de Consolação – Soteco – Vila 1h Ônibus
Vitória Velha
Roseane 80 Assistente Social/Gerente Cras de Itararé – Chácara Parreiral 25 Min Moto
Pmv Vitória - Serra
Rovena 80 Assistente Social Cras Vila Nova de 1h/ 1h e 20 min Ônibus
Colares - Serra
Silvia 60 Assistente Social Cras da Praia Do Praia Da Costa 40 min/50 min Carro
/Coordenadora Canto - Vitória Vila Velha
Simone 70 Psicóloga/Coordenadora Cras de Novo Jardim Limoeiro - 2 Min Carro
Horizonte – Serra Serra
Talita Psicóloga/Coordenadora
Vinicius 80 Artista/ Coordenador Cras de Inhangueta - Itaparica – Vila 1h Ônibus
Velha
Viviane 80 Assistente Cras de Santo Cristóvão 30 min Carro
Social/Coordenadora Antônio – Vitória Colombo – Vila
Velha
Jeane 60 Assistente Social/ Educadora Goiabeiras – UFES - Jardim Camburi - 15 min Carro
Vitória Vitória

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 70% dos professores da rede pública básica, atua em território onde não mora.
 85% dos professores do CEEJA, atua em território completamente distante, em todos os sentidos, de onde mora.
 Em que momento perdeu-se a noção do que nos torna humanos: cuidado.

Momento 3: Território, práxis, educação popular (Roberta)

O território como espaço geográfico e tempo histórico das ações ao longo de um determinado período; Territór io como espaço-
tempo das ações e reações que nos possibilitam “viver” com consciência ou de forma alienada a partir da lógica formal do sentido do trabalho em
nosso tempo; território como condição de vida, de sociabilidade; de festividades; dores; contraditórias re-ações de um cotidiano que se enraíza no
passado, mas que tem no presente possibilidades de superação.
Compreensão do território onde moram e onde atuam; Anota processos simples-complexos do cotidiano vivido no território não como obrigação
mas como exercício de refundação da memória na produção de nossa história; A forma como vou me colocar na sociedade depende do território
onde vivo. A velocidade do tempo histórico aliado à alienação de nosso tempo diário, nos desconecta da nossa percepção da realidade e
aproveitamento do tempo.

Compreender que as mudanças do capital na relação tempo-espaço, reconfiguram os encontros entre gerações no mesmo território. Por
exemplo, a sociabilidade dos bairros de Vitória e Serra nos anos 1970 e na atualidade. O que permanece, o que muda da avalenche de relações
presentes nas memórias e histórias dos sujeitos.

Fazer um recorte histórico dos momentos desde o nascimento é importante para pontuar as mudanças ocorridas (alimentação,
relacionamentos, sonhos, realizações, núcleo familiar), pois a história individual integra a memória contada-velada da história do território. O
território como encontro de diversos grupos oriundos de forma violenta de outras regiões. É essa ausência de tempo para pensar manifesta na
artificialização da memória nos celulares e computadores que nos faz perder percepções maiores, sentidos maiores sobre o viver, tamanha a
nossa condição de reproduzir a prática cotidiana como dada e não como dando-se. – O roubo do tempo, na sociedade mercantil, nos

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torna refém de doenças psicológicas, solitários e sozinhos, e a partir do papel clínico das grandes indústrias farmacêuticas, medicar torna-se a
única receita possível em sujeitos que não mais se reconhecem nos territórios.
Não é possível trabalhar bem com o outro sem estar bem comigo.

Exercício 1: Imagens do passado, histórias do presente: O porto o que chega, o que vai através do movimento das águas

A imagem do porto nos remete a elementos como: território, sujeitos, trabalho, historicidade; comércio internacional de mercadorias,
incluindo o tráfico de escravos; desenvolvimento e modernização a partir da lógica dos representantes do capital. O porto e as diversas
histórias da construção de uma urbanização que nos remete ao tema do império, muito anterior à industrialização.

A históriaportuária capixaba é permeada pelas formas como os índios lidavam com sua forma de vida dentro de determinado
território. Ou seja, bem antes da política colonial estabelecer os portos como escoamento das mercadorias.

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A costa marítima é fonte de uma atividade humana onto-criativa que estava presente antes do colonialismo de Portugal. Ou seja, houve uma
inversão, uma reinvenção da história capixaba se deu pelos portos, em que houve a invasão de uma propriedade. A nossa história é permeada
pelos movimentos das águas. Porto como lugar de segurança militar. O Porto continua definindo o modo de vida produzida dentro do ES.
O tempo e a história, nos territórios com o alimento e a alimentação. O Porto, na história do Brasil colonial, passado e presente, tem a ver com
bares, festividades, prostituição.
O porto é o ponto de referência de consolidação do território, bem como dos “ninguéns” que estão nas periferias do território.
Território tem a ver com história, com espaço geográfico. Ou seja, é necessário recuperar a história de determinado território para direcionar
atuação profissional dos trabalhadores do SUAS a partir de uma compreensão de quem está naquele território, quais as histórias estão
atravessadas pelo contexto em que o território se desenvolveu.
O desenvolvimento das forças produtivas no capitalismo acelera a produção dos grandes edifícios, e isso aponta para extirpação dos territórios
vistos a olhos nu, os grandes prédios atrapalham a nossa visão horizontal do território, e isso colabora para o não reconhecimento do território.
Todos os bairros que vão se consolidando no ES tem estreita relação com o PORTO, pois a economia capixaba é voltada para o escoamento de
mercadorias.
Papel histórico dos cartórios dentro do território, que fazem parte de uma política colonialista e de controle.

A não reflexão sobre a história potencializa as reformas que induzem a práxis descoladas de reflexão consciente. Por exemplo: Qual o
objetivo/intenção de um governo fazer uma reforma do Ensino médio que visa excluir a disciplina de história?
A intenção é fazer com que as pessoas não saibam de história, de forma a não questionarem o ontem e hoje, bem como a não refletir sobre as
diferenças entre os tempos históricos.
David Harvey: território como espaço de vida e múltiplas determinações, fazendo conexões entre o ontem e o hoje.
Qual a relação entre Assistência Social e Território?
A leitura da realidade pressupõe a compreensão do território. Pois este é o espaço de relação entre usuários e profissionais, ou seja, o território
precisa ser entendido como uma potência de ação, no sentido de reiterar a capacidade onto-criativa desse espaço que se conecta com o projeto
ético-político de Serviço Social, de forma que reitera retroalimentação do dito projeto.

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Coordenação dos CRAS como potencializadores e colaboradores para essa capacidade onto-criativa, no sentido de fomento da autonomia
relativa, prevista no código de Ética, juridicamente respaldada, que revela uma tensão principalmente para os coordenadores do CRAS que são
requisitados pelos gestores para o mecânico ato de implementação pura e simples da política.
No litoral: urbano comercial e urbano industrial. Segmentação que reitera os que estão fora e os que estão dentro desse processo histórico de
urbanização/modernização. E na medida em que há o desenvolvimento histórico do capitalismo, quanto maior a taxa de lucros , maior será o
número dos “excluídos”.
Igreja como forma de apropriação de produtos dos povos, bem como o controle e padronização/parametrização dos povos e de suas culturas.
A lógica da produção de vida precisa ser ressignificada. Os profissionais precisam se reconhecer como sujeitos ativos no território. O medo da
rua como política de venda de condomínios, vulgo especulação imobiliária. Produção de um medo social como forma de promoção de dadas
mercadorias.
Exercício 2: O que me mostra a imagem?

Chuva de ideias e debate sobre elementos contidos no quadro do paraguaio Fidel Fernández: made in china; mercadoria; polícia; Brasil;
Paraguay; tentativa do brasileiro em sobrepor-se ao paraguai; sub colonialismo (posição “privilegiada” do Brasil na América Latina); trabalho
infantil; soja transgênica; tv a cabo – “sky gato” (definição do que é legal e o que é ilegal, bem como a separação do que é legítimo e

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ilegítimo e a tênue linha entre legal e legítimo); árabes como gigantes do comércio em Foz do Iguaçu. Os conteiners representam os portos de
escoamento de mercadorias (remete a centralidade do porto no ES). O tiro ao alvo representa a quantidade de pessoas que morrem na travessia
ilegal de mercadorias. Territórios definidos por um projeto de guerra; as periferias são continuamente reprimidas e invadidas para a limpeza
social.
A imagem como potencializadora de diálogo no território entre diversas gerações e tempos históricos. Essa é uma forma de incitar a pergunta que
promove o desejo de saber, mostrando imagens que sejam motivadoras desse processo. (Uma possível intervenção dos trabalhadores do
SUAS)
A partir do estudo sobre sujeitos-territórios a questão a saber é: Os trabalhadores da assistência são mais um braço ideo-armado do Estado,
de controle e limpeza social? Ou, são sujeitos onto-criativos que visam na efetivação da atuação de um projeto profissional cuja as bases estão
fundamentadas num projeto de sociedade que supere a atual sociedade em que se vive?
Estar há tanto tempo no universo da obrigação pode extinguir o universo do prazer dentro do trabalho. Portanto, reiterar atuações profissionais
que visam fomentar a construção coletiva fundamentada na capacidade onto-criativa dos sujeitos usuários e profissionais, no sentido de colaborar
para um processo de formação de consciência coletiva, na perspectiva da educação popular, compreendendo os sujeitos no território em sua
totalidade.
Os usuários dos serviços em determinados territórios só entenderam os profissionais para além de técnicos a partir do momento em que esses
profissionais se inserem em processos e experiências sociais dentro do território, capaz de criação de identidade social, de trabalho real, para
além dos trabalhos formais, criando laços de reconhecimento social. (Uma forma de defesa de um projeto profissional, de uma imagem do
Serviço Social em especial e de todos os trabalhadores do SUAS)
Profissionais pontuam as questões acerca da rotatividade dos empregos que dificultam o processo de criação de vínculos entre profissional
(instituição – CRAS) e usuários.
Buscar compreender o motivo que sustenta esse afastamento entre trabalho e vida, e como isso sustenta uma lógica que visa segmentar a classe
trabalhadora a partir do momento em que aliena o produto do trabalho, bem como provoca o estranhamento do outro, o não reconhecimento do
outro, com vistas a ressignificar a própria existência humana dentro de um sistema estruturado que visa o não reconhecimento de classe.
Abismo entre trabalho assalariado e trabalho ontológico. Nesse sentido, o que da parte do trabalho ontológico pode sobrepor o trabalho
assalariado? Isso será definido de acordo com o território de cada CRAS.

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Exercício 3: Elementos de registro sobre o que é a práxis (senso comum – sentido crítico)

Quando eu falo em práxis, na minha atuação profissional, eu me refiro a:


Chuva de ideias: Contradição; Teoria – ação/ação reflexiva; (***Há uma realidade viva, cheia de particularidades, mas os documentos que
norteiam a prática profissional que não atende às essas demandas); Reflexão é autocrítica do que não faço; Particularidade; Movimento;
Elementos substantivos sobre a práxis:
- Processo de disputa entre o campo hegemônico sobre o sentido da história e a contrahegemonia na produção de outras histórias;
- Processo de mediação entre o trabalho do profissional da assistência e sua relação com os trabalhadores do território em que atuam.;

- Práxis como múltiplos movimentos assentados entre a diversidade do que se vive;


- A contradição do dever ser da assistência (funcionário do Estado); e o poder ser ontológico do ser social que vai além da assistência;
- A necessidade de diagnosticar a história dos sujeitos e dos territórios para pensar a relação dialógica e dialética entre a atuação profissional e a
ação de rebeldia para além da ordem dominante.
- A potencialidade da ação coletiva no território a partir da compreensão dos jogos de interesses e das brechas possíveis manifestas no território;
- Repensar, na prática cotidiana a história do próprio sujeito trabalhador da assistência, como sujeito ontológico assalariado, dotado de desejos,
cujo a estrutura social a todo momento aniquila a possibilidade de realização. A começar pela alteração do trabalho como desejo e tornando-o
como objeto alienado.

A práxis entendida como movimento contínuo de disputa na lógica do poder.


- Observações dos trabalhadores: O material produzido de forma descolada das particularidades do território, por isso torna-se esse aparato
material abstrato dadas as características particulares de determinado espaço geográfico. Revisão contínua e coletiva desse material.

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A capacidade onto-criativa, ou seja, a própria dimensão ontológica da categoria trabalho pressupõe uma ação coletiva. A práxis reflexiva nesse
sentido é o divisor de águas entre o sistema capitalista e a coletividade.

Adolfo Sanchez Vázquez, em Filosofia da Práxis, aponta 5 elementos relativos à práxis:


REPRODUTORA Condição da classe hegemônica definir os parâmetros sociais sobre o dever ser do trabalho; da ética
profissional; e das funções do Estado.

REIFICADORA
Processo de fortalecimento da alienação em que os próprios trabalhadores reproduzem a prática dominante
como única via de vida possível, naturalizando o dever ser e aniquilando a possibilidade de outro poder ser.
Momento em que individualmente o ser social começa a refletir sobre os porquês da condição indignante em
REFLEXIVA
que vive. Tomada de consciência individual que pode abrir-se para a produção coletiva de uma reflexão-ação
no território, ou manter a ordem como está, a partir do contínuo adoecimento sobre o sentir-se fora de lugar.
Condições trabalhadas, dentro da ordem dominante, para lutar por direitos e por melhorias a partir das
REFORMISTA contradições abertas pelo próprio sistema e/ou dos processos advindos das lutas dos sujeitos no território pelo
direito à terra; à moradia; ao trabalho remunerado: à educação, etc....
Processo coletivo de produção de uma nova ordem societária; em que a centralidade do trabalho seja
REVOLUCIONÁRIA entendida para além do alienado, assalariado, mercantil. Processo político de salto entre o que se tem o que se
pode ter a partir da construção de um projeto coletivo que emane outros valores, princípios, projetos.

EXERCÍCIO 4: De todas as citadas acima, qual a práxis profissional, mais se aproxima ao seu trabalho cotidiano na assistência e por quê?

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- Neste momento houveram várias colocações demarcadas pelo limite entre o processo formal da assistência social e seu caráter jurídico,
controlador, e as brechas encontradas para entender que é possível ir além do formal, dadas as necessidades reais do território; - A dificuldade
concreta de pensar algo diferente, dado o ritmo do trabalho, as cobranças e os protocolos previamente estabelecidos para serem preenchidos; - A
dificuldade no trabalho diário de repensar-se individualmente a partir do trabalho coletivo e também de entender como ações coletivas podem
minar as demandas individuais;
É fundamental entendermos que, mesmo dentro da ordem, há brechas para pensar-agir diferente, na forma-conteúdo do trabalho coletivo,
amparados pela própria sociedade. Em tempos de crises estruturais e conjunturais, ações pequenas podem ser revolucionárias, como por exemplo
perceber as carências sociais e culturais do território e permitir, a partir de um cotidiano de produção coletiva, que algumas delas sejam revistas.
No entanto, a dialética do concreto expõe os perigos de, ao agir pensando nos sujeitos do território, não forçar o estado para sua função, abrindo
espaços para o protagonismo das ONGS, do terceiro setor, braços estes funcionais do estado do capital. Provocar ações no território, necessita
estar conectado com a formação de consciência sobre o que se vive e as possiblidades/necessidades de outro sentido para o viver.

Ex : Usar as escolas pra falar da história real que a ideologia dominante tenta nos desvincular.; Usar ambientes não formais para questionar
os ambientes formais; Utilizar a vida real, concreta dos sujeitos do território com os quais atuamos para promover uma inserção diferente
inclusive sobre como entendem a função do CRAS no espaço-tempo. Repensar, também, a importância do trabalho de base no território, do
reconhecimento dos sujeitos a partir da forma como vivem e expressam seu viver. Reconhecer com quem atuamos a partir de uma real condição
de escutar, falar, para produzir algo novo a partir das necessidades concretas dos sujeitos no território.

Ações pequenas, quando coletivas podem ser revolucionárias: utilização dos territórios para falar das histórias que a história formal
não conta; o questionamento como motor de um desenvolvimento que é processo dentro do cotidiano que colabora para uma práxis
revolucionária; questionamento acerca do que poder formal; Método Paulo Freire (alfabetização a partir do ambiente em que os sujeitos vivem:
esse método parte do pressuposto da potencialização do sujeito)
O princípio da práxis é o fazer de forma reflexiva e com contínua superação!

Exercício 5: em grupos

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GRUPO A: Os principais dilemas das regiões Serra e Vitoria;
Grupo B: Os principais problemas políticos de Serra e Vitória
GRUPO C: Os principais problemas econômicos de Serra e Vitória;
GRUPO D: 5 principais potencialidades de Serra e Vitória.
A) Grupo Zumbi dos Palmares:
1)Interface da Assistência com outras políticas: Trabalho em rede; 2)Desconhecimento do que é Assistência: encaminhamentos
desresponsabilizados/transferência de responsabilidades; 3) Ausência de uma mobilização das famílias na perspectiva de um processo de
construção da coletividade; 4)Saúde do Trabalhador: condições precárias de trabalho; 5) Extermínio da Juventude, sobretudo a juventude negra;

B) Grupo Resistência:
1)Desconstrução das políticas de Assistência Social pelos municípios em consonância com o projeto nacional sob a égide do capital financeiro;
2) Parceria público-privadas na execução da Assistência Social; 3) Desigualdades de vínculos de trabalho; 4) Disputa do orçamento das políticas
sociais; 5) Planejamento da Assistência a médio prazo não é feito de forma democrática.

C) Grupo Crise para quem?


1) Desemprego (Reforma Previdência); 2) Perda de receita – (Royalties, FUNDAP); 3) Transição do Seguro público para o privado
4) Corte de Orçamento para as política de Assistência em período de Crise; 5) Substituição do lugar central do Trabalho; Centralidade da
Assistência; aumento da demanda para tal política.
D) Grupo Dandara
1) Extensão territorial de Serra: possibilidade de investimentos; 2) Poder econômico; 3) Ampla rede de serviços já existente; 4) Grande potencial
de investimento no turismo; 5) Informatização dos Serviços (Agendamento Online)

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Observação importante sobre como o grupo visualiza a potencialidade dentro da própria ordem do capital e não a partir das lutas dos
trabalhadores. É necessário pensar a potencialidade do povo para benefício do povo, e não para fortalecer as relações capitalistas de produção.
Enquanto a intervenção profissional aponta para fortalecimento e manutenção da ordem instituída, aponta-se então para a necessidade de
formação, com fomento da proposta de pensar na atuação profissional alguma potencialidade no território para além da ordem social vigente.
Último momento: Análise coletiva sobre o mural de Diego Rivera, o controlador do universo

ENCAMINHAMENTOS:
EXERCÍCIO 1: Proposta da educadora aos profissionais: trazer uma imagem que retrata a infância de cada um, bem como duas palavras-chave
acerca dessa imagem.
EXERCÍCIO 2: Qual é a história do bairro onde eu moro?
EXERCÍCIO 3: Pensar um diálogo sobre as práxis através dos pontos colocados por cada grupo

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DIA 2: 25/05/2018
MOMENTO 1: EXERCÍCIO MEMÓRIA E HISTÓRIA
Metodologia: Apresentação do Exercício
1: Apresentação do caderno com a imagem que relembre a infância e as duas palavras-chave, bem como a socialização das histórias em duplas.
Socialização:
- Mobilização;
- Fantasia (Matinê; sonho;halloween;clube carnaval; xuxa; Chaves; Escola;Globo;circo;brinquedo; história; chupeta;sitio)
-Convivência (Família;escola;amigos;comunal;igreja;praia;festas juninas e outras;rua;vizinhança;aniversáriodança;trabalho;esporte)
- Familia (filho;comida;proteção;brigas;fofoca/conflito;brincadeira;origemtapa-
castigo;chingo;leis;leite;cinema;gritaria;piquinique;risada;perdas;mortes;violência doméstica;ausência;abandono;álbum;álcool;separação;cigarro;
escolhas)
-Festa (expectativa;alegria;brigas beijospartilhar;roupa nova;barraco;lança perfume; tradição; música;dança; família;escola;casa;avós;vizinhos;
proteção; proibição/autoridade;NÃO!; joelheira;vacinas)
-Proteção
-Alegria (cosme e daminhão;praia;música;brincadeiras; parques de diversão;congo;presente;)
-Equilibrio; -Simplicidade; -Liberdade (2); -Felicidade; -Migração; -Trabalho; - Reprodução; -Vínculo; -Ferrovia; -Brincadeira; -Inocência; -
Natureza; -Origem;-Viagem
(Férias;Estação;Família;Lazer;Migração;Mudança;Descoberta;Parentes;Amizade;Encontro;Comunidade;Movimento;Desfile de 07 de
setembro;Gincana;B rincadeira; Trabalho; Igreja; Eleição; Diretas Já; Futebol) -Separação
Quem não teve a infância vivenciada no território do ES? Mantena (MG); Campos (RJ); Belém (PA); Pernambuco; Salvador (BA); Embú das
Artes SP; Nova Iguaçu –Baixada; Manhuaçu –MG; São Paulo

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A infância e a memória não podem ser somente resgatadas como beleza, ternura, pois é no ambiente da família e das demais células, que
também são naturalizadas diversas formas de violência, preconceito; abusos. As dores, as diferenças, as ausências; as perdas também compõem a
memória e devem ser recuperadas como processo que drena dores e ergue novos valores manifestos no encontro com os demais sujeitos.

É necessário compreender os diferentes tempos históricos e os diversos territórios representados por cada trabalhador presente. O
exercício do resgate da memória da infância em diferentes tempos históricos é essencial para compreender sobre qual formação sócio-histórico se
fundamenta o processo de constituição do ser em determinado território.
Os trabalhadores do SUAS começam a contar suas experiências e os vínculos dessas com a história e o território de cada um.
Vários apontamentos de marcas, pré-conceitos, traumas, histórias e lembranças da infância expressam a formação de cada um em determinado
tempo e território; demonstram a maneira como os mesmos se reconheciam, como enxergavam o mundo, como se davam os círculos de amizade,
as brincadeiras de rua, os teatros da igreja, entre outros.
Outros exercícios possíveis a partir da conexão no território entre diferentes sujeitos: as diferenças e mudanças entre gerações de diversos
espaços; Relação entre Racismo/Questão de Gênero e Assistência Social no sentido de compreender qual é o público atendido pela política.

Dinâmica do resgate da memória e história num processo coletivo colabora para que os trabalhadores comecem a se sentirem
confortáveis para falar de coisas desconfortáveis, para fomentar a superar a condição desconfortável através da compreensão da da memória e
história de forma dialética e não entendida de forma linear.
A partir do que se vive na sociedade mercantil, é necessário recuperar para refletir sobre a necessidade de outros sentidos para o viver.

No processo de resgate de memória e história aparecem as três contradições : A contradição da consciência social, de inserção na
sociedade; a contradição da consciência dos núcleos educacionais (família, bairro, igreja,escola); e, a contradição da consciência individual.

Nesse sentido, a meta da educação popular no território é buscar via resgate da memória e história, produzir outros mecanismos de
sociabilidade e de ação coletiva.
O diagnóstico pressupõe a construção de uma identidade de classe, que vislumbra superar as contradições na perspectiva da transformação. Além
disso, a educação popular, enraizada na práxis reflexiva-reformista-revolucionária constitui-se em conhecer e se aprofundar nas raízes da

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realidade de determinado território para assim transformá-lo pelo protagonismo popular, de forma horizontal, pois o papel do educador nesse
método é de tecer caminhos de forma coletiva, de modo a reiterar o pertencimento de classe que é o pressuposto do conceder e receber.
Retomar o território como forma de dar e receber para além da lógica mercantil. É fomentar os processos coletivas de identidade classe através
das trocas de alimentos produzidos pelos terrotórios, por exemplo, em que os CRAS estão inseridos.

Momento 2: O trabalho da assistência a partir de tudo o que foi refletido


Jeane: De que forma todo o estudo e processo da relação entre educação popular, território e práxis pode colaborar para que a política de
Assistência Social seja efetivada na perspectiva da educação popular nos CRAS em seus respectivos territórios, isto é, como dar materialidade a
toda discussão teórica nesse módulo 1 diretamente na efetividade da política?
Mobilização dos usuários para as atividades é um entrave;
Necessidade de dar materialidade ao método na efetividade da política de Assistência;
Necessidade de uma comunicação acessível tanto no falar como na escuta;
Maior número de atendimentos individuais em detrimento dos atendimentos em grupo;
Diante dessa pouca quantidade de trabalho com grupos é importante pensar como esse trabalho em grupo está sendo realizado, será que é só cum
primento de um requisito da instituição ou de fato esse trabalho tem sido realizado na perspectiva da educação popular, da construção de um
processo coletivo de reflexão;
A importância da escuta no sentido de valorizar o conhecimento dos usuários;
Relação entre CRAS e lideranças políticas do território;
Responsabilização do ESTADO: Relação entre Estado e Sociedade
Utilização dos usuários de tal benefício para chamá-los para as atividades em grupos, não de forma a condicionar o direito pelo comportamento,
mas tentar ressignificar esse motivo para potencializar um trabalho com grupos na perspectiva da educação popular;
A jornada de trabalho pautada pela produtividade dificulta a possibilidade de um tempo adequado para construção coletiva nesses grupos;

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Se a intervenção profissional estiver restrita as normativas da política, a que classe a profissão está servindo?
Será que a atuação profissional está sendo mais ou menos braço opressor do ESTADO?
Momento 3: a mística e a educação popular

A mística como ato de recuperação da memória e da história na construção do sentido de pertencimento e identidade coletiva do grupo; A
mística como trabalho coletivo de ressignificação do espaço, do tempo e do sentido do trabalho.
A importância de ter um ambiente que “acolha” os/as trabalhadores/trabalhadoras do território a partir de suas histórias, narrativas e
consolidações presentes nos encontros. As estruturas do CRAS como ponte de referência para possíveis trabalhos coletivos no território.

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A educação popular parte da premissa de que escutar é fundamental para reconhecer os sujeitos no território. Aptidão para
aprender; Aprendizagem para ensinar; A educação popular tem como raiz o trabalho com os condenados da terra; Educação não
formal, porque manifesta e presente nos territórios em que os sujeitos coletivos produzem o sentido de estar junto; Popular demarcado
pelos territórios concebidos como periféricos na lógica do desenvolvimento capitalista passado-presente;

O popular como raiz do simples, manifestação da beleza para além da mercantilização; os educadores projetam com base na voz

aplicações coletivas que levem ao desejo de múltiplas “alforrias” libertações; A educação popular como processo intencional de
educação não formal, uma vez que a educação formal, na práxis reprodutora, reificadora, reflexiva do capital, demarca o papel da universidade,
das escolas como formadoras para o trabalho assalariado, mercantil, alienado, e sua faceta contemporânea o empreendedorismo.
O capital nos aliena enquanto trabalhadores que vendemos nossa força de trabalho ou atuamos na informalidade pois não compomos o
exército industrial de reservas apto a ser explorado pelo capital; ser alienado pelo capital significa que a alienação é uma
arma de dominação objetiva-subjetiva. E que portanto dizer que os trabalhadores somos alienados não é igual a perceber-nos como ignorantes e
sim como reféns da lógica de totalidade de ação do capital contra e sobre o trabalho. Na primazia do trabalho alienado, nossas relações passam a
ser mercantilizadas.

Educação popular: ler, ver, produzir outros mundos possíveis;


Momento 4: escrever no papel uma palavra que represente para cada um o que foi aprendido durante os dois dias de curso; Ninguém não sabe
nada que não possa ensinar e nem saiba tudo que não possa aprender;

Ler é um ato político, para ver o mundo não é necessário ver o mundo!
A importância de gerarmos exercícios coletivos que permitam que vejamos o outro, o mundo, e revisemos nossos desejos e práticas a partir do
encontro com os demais sujeitos da classe.

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Momento 5: como o grupo coletivamente cria um painel imediato de palavras associativas a partir da palavra geradora CONHECE:

C- cultura/casa/comida/café/cama/caminho/carinho/colorido/cinema/convívio/ conflito/caos/calça/celular
O- ovo/ouvir/outro/óculos/olhos/oculto/obstáculo/obtusa/obscura/óbito/objeto/ obsessão/ontológico/ódio/ótimo
N- nariz/navio/natureza/natal/negação/nativo/negro/nu/nulo/núpcia/nutrição/neném/novo/narguilé/noite/nascer
H- humildade/homem/hora/hoje/humano/humanidade/honestidade/humor/harmonia/herpes/húmus/hiv/hospício/habitação
E- especial,exceção/encontro/educação/educadora/economia/esperança/empresa/empoderar/empreender/europa/envelhecer/escurecer/exclusão/

Momento 6: Troca do papel com a palavra escrita por um PRESENTE dado por um sujeito anônimo que entregou algo no grupo ao chegar.

Momento final síntese sobre a Educação Popular:

Todo educador(a) precisa ter um processo contínuo de estudo;


Estudar como ato político significa ressignificar o território em que se vive e se trabalha;
Éo diálogo entre a reflexão teórica e a prática, amadurecer o que se estudou.
A indissociabilidade entre a forma e o conteúdo. Quando a forma suplanta o conteúdo há problema.
Nossa ontologia não é feita somente de teoria, é necessário que nos re-apropriemos de outros conhecimentos para conseguirmos nos
aproximar cada vez mais da totalidade;
É no encontrocoletivo, advindo do trabalho repensado que se pode trabalhar as suturas sobre as mutilações acerca de nosso poder ser.
A importância do movimento contínuo de crítica e autocrítica: “Rever o aprendido e o não aprendido”

Diálogo entre aprendizagens e estudos passados-presentes, a partir do entendimento de como meu tempo dialoga com o que diversos autores e
sujeitos trabalharam em outros tempos.

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Contextualizar sobre o porque da escolha do método; dos autores; das nossas referências na luta cotidiana da práxis militante. Uma
teoria só permanece viva porque explica o real. Estudar como compromisso de transformação no território.
Conhecer as teorias mesmo que contrárias para entender o que o outro quer dizer para travar o debate.
Conhecer as teses do “inimigo” e conhecer as teses da classe como forma de nos municiar para as disputas que estão colocadas no território.
Síntese do encontro apresentada pela equipe de síntese e uma breve socialização sobre como o coletivo se sentiu neste primeiro módulo

Encaminhamentos para o módulo 2:


- Leitura dos textos que já se encontram no drive;
- Um caderno de anotação de todo o módulo;
- A produção de algum exercício na estrutura do CRAS que nos permita dialogar sobre possibilidades de mudança ainda dentro da ordem;
- Socialização com a equipe de trabalho do que estudaram ao longo dos dois dias.

Referências utilizadas:
BETO, F. Desafios da educação popular.SP: cepis, 2007.
HARVEY, D. A produção capitalista do espaço. SP: Annablume, 2001.
IASI, M. Ensaios sobre consciência e emancipação. SP: expressão popular, 2007.
PALUDO, C. Educação popular como resistência e emancipação humana. Campina: cad cades, vol 3, n96, pg 219-238 mai-ago 2015.
SANTOS, M. A natureza do espaço. SP: edusp, 2006.
TRASPADINI, R. Elementos estruturais da educação popular e os movimentos camponeses do Brasil. RJ: revista em pauta, vol7, n. 15, jul de
2010.

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Das filas que engrossam o mundo da pobreza,
Dos corpos engavetados no necrotério
Sem teto, sem nome, sem alma
Quem carrega consigo a leveza
De não possuir nada além da pobreza.

Durante a vida foram catalogados, numerados e cadastrados


No CRAS, no CadÚnico, na Polícia.
Restritos de direitos são criminalizados e encarcerados,
São por instituições fiscalizados
Suas casas são visitadas vulgo invadidas
E não falta gente pra dizer o que está errado
Para encaixá-los em dadas medidas.

Então, o papel do Assistente Social como representante da instituição.


Pode resinificar a sua atuação.
Entendendo que a visita não é sinônima de vigilância, policiamento ou punição,
O intuito da visita é buscar argumentos que potencializem a intervenção
Intervenção de forma crítica, ética e propositiva,
Cujo objetivo vislumbra-se na universalização de direitos de forma efetiva.

Não nos entenda mal! Não abordamos de forma messiânica o Serviço Social
Mas entendemos a importante contribuição desse profissional
Que tem por diretriz a transformação social.
E, além disso, trabalha junto à população mais pauperizada, um verdadeiro explosivo de ameaça ao capital.
Brunela Da Vitória Dé Nardi

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